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1Teoria da Burocracia
Teoria da Burocracia
Vania Martins
2Teoria da Burocracia
Sumário
Introdução .................................................................................................... 03
Objetivos ...................................................................................................... 04
Estrutura do Conteúdo ............................................................................... 04
Teoria da Burocracia
Tópico 1: Contexto de Surgimento ....................................................................... 05
Tópico 2: Características do Modelo Burocrático de Organização ................ 07
Tópico 3: Vantagens da Burocracia ..................................................................... 09
Tópico 4: Disfunções da Burocracia .................................................................... 12
Tópico 5: A Teoria da Burocracia Hoje ................................................................ 16
Resumo ......................................................................................................... 20
Leitura Complementar ................................................................................ 21
Referências Bibliográficas ......................................................................... 22
3Teoria da Burocracia
Devido a sua importância nas sociedades modernas, as organizações formais foram 
alvo de diversos estudos, dentre eles o do sociólogo alemão Max Weber, que analisou 
como o fenômeno da burocracia emergiu e se consolidou nessas organizações.
As organizações formais apresentam, em diferentes graus, diversos princípios da 
burocracia. Esse modelo, baseado em princípios como a impessoalidade, a formalidade e o 
profissionalismo, veio a se tornar, juntamente com os princípios clássicos de organização da 
produção de Taylor e Ford, um dos pilares da sociedade industrial capitalista no século XX.
Nos dias atuais, a aplicabilidade, os conflitos e as transformações desse modelo de 
organização são alvo de debates no campo das teorias de administração.
4
Estrutura do Conteúdo
Objetivo
s
Teoria da Burocracia
Esperamos que ao final deste conteúdo 
você seja capaz de:
1. Compreender as características do 
modelo burocrático de organização e 
identificar sua existência nas organiza-
ções formais;
2. Analisar as vantagens desse modelo 
de organização;
3. Reconhecer as principais disfunções 
geradas pela burocracia no contexto 
atual das organizações.
Para que você compreenda melhor a 
Teoria da Burocracia, este conteúdo está 
dividido nos seguintes tópicos:
1. Contexto de Surgimento
2. Características do Modelo Burocráti-
co de Organização
3. Vantagens da Burocracia
4. Disfunções da Burocracia
5. A Teoria da Burocracia Hoje
5Teoria da Burocracia
1. Contexto de Surgimento
O primeiro grande estudo sistemático sobre a burocracia foi feito pelo sociólogo 
alemão Max Weber (1864-1920), no início do século XX, alcançando grande influência na 
administração por volta dos anos 1940. A burocracia é um modelo bastante desenvolvido 
e complexo de organização formal, na qual as linhas de autoridade são distribuídas em 
uma hierarquia muito bem definida e as pessoas desempenham tarefas especializadas e 
claramente orientadas por regras. 
Para Weber, a burocracia é o modelo predominante de organização nas modernas 
sociedades industriais. Ela ganha terreno nessas sociedades a partir do capitalismo e da 
formação do Estado moderno, quando as organizações atingiram uma escala mais ampla 
e complexa, gerando novas exigências administrativas (MOTTA; VASCONCELOS, 2006).
Capitalismo Estado Moderno
Burocracia 
Moderna
De um lado, as empresas capitalistas 
consolidadas a partir da Revolução Industrial 
enfrentavam o desafio de administrar um grande 
número de pessoas, tarefas complexas e um 
sistema de produção em constante evolução 
tecnológica. Isso vai tornando cada vez mais 
necessária a existência de profissionais 
especializados, recrutados e selecionados com 
base em critérios técnicos, tendo condutas 
definidas por regras formais, além de um 
corpo administrativo capaz de intermediar a 
relação entre patrões e empregados (MOTTA; 
VASCONCELOS, 2006).
6Teoria da Burocracia
Por outro lado, o Estado gradativamente 
deixa de ter sua autoridade fundamentada em 
princípios religiosos, passando a se organizar 
cada vez mais a partir de instrumentos racionais 
e legais. Os governantes deixam de ser vistos 
como representantes de um poder divino, de 
costumes ou de tradições sagradas, para se 
tornar autoridades ocupantes de cargos que 
possuem um poder limitado pelas leis do país 
(MOTTA; VASCONCELOS, 2006).
Em outras palavras, a sociedade moderna foi se estruturando cada vez mais em torno 
de organizações formais de diversos tipos, como exércitos, sindicatos, escolas, partidos 
políticos, agências governamentais e grandes empresas, que não podiam mais dispensar 
o uso das técnicas burocráticas.
Sendo assim, vamos, agora, entender as características desse modelo de organização.
7Teoria da Burocracia
2. Características do Modelo Burocrático de 
Organização
Observe no infográfico abaixo as características do Modelo Burocrático de Organização 
de Max Weber, segundo Lakatos (1997).
8Teoria da Burocracia
9Teoria da Burocracia
A burocracia é uma estrutura social racionalmente organizada!
O sentido geral deste modelo de organização aponta a disciplina, a rotina e a 
padronização. Em uma burocracia, cada participante sabe qual é a sua tarefa, como 
executá-la e qual é sua capacidade de comando sobre os outros. Desse modo, a burocracia 
tende a evitar conflitos, trazendo a ordem para a organização. Ou seja:
Assim, podemos dizer que uma das principais consequências da burocracia é a 
previsibilidade, pois as ações e os procedimentos já estão previamente definidos pelas 
normas e a hierarquia pode ser utilizada para garantir o seu cumprimento.
3. Vantagens da Burocracia
Vamos acompanhar um pequeno trecho de Weber (1982[1920]), no qual ele aponta as 
vantagens da burocracia.
“A razão decisiva para o progresso da organização burocrática foi sempre a supe-
rioridade puramente técnica sobre qualquer outra forma de organização. O meca-
nismo burocrático, plenamente desenvolvido, compara-se a outras organizações 
exatamente da mesma forma pela qual a máquina se compara aos modos não-me-
cânicos de produção. Precisão, velocidade, clareza, conhecimento dos arquivos, 
continuidade, discrição, unidade, subordinação rigorosa, redução do atrito e dos 
custos de material e pessoal são levados ao ponto ótimo na administração rigoro-
samente burocrática (...) a burocracia treinada é superior em todos esses pontos”
(WEBER, 1982[1920], p. 249).
10Teoria da Burocracia
Dada sua capacidade de aumentar o controle sobre as pessoas e os processos, a 
burocracia é vista por Weber como uma forma de dominação (ou autoridade), baseada 
na crença das pessoas na validade das leis formais e impessoais que regem a organização 
(suas normas, códigos, contratos etc.). Por isso Weber também chamou a dominação 
burocrática de dominação racional-legal.
Em outras formas de dominação apontadas por Weber, não existe esse tipo de aparato 
formal-legal. Por exemplo, na dominação tradicional, as pessoas acreditam em costumes 
muito antigos ou sagrados e não utilizam instrumentos formais para regular suas condutas. 
É o caso da sociedade feudal que existiu antes da moderna sociedade industrial.
Outro tipo de dominação, a carismática, segue uma lógica parecida com a dominação 
tradicional, dispensando também a justificativa legal. Trata-se de um tipo de dominação 
muito pessoal porque está baseada nas qualidades pessoais do líder carismático, que é 
capaz de atrair e influenciar as pessoas, mesmo não tendo uma posição formal pra isso.
Acesse o Recurso Multimídia e veja as características dos 
tipos de dominação apresentados por Weber.
Conteúdo On-line
Como chama a atenção Sennett (2006), outra grandevantagem da burocracia é 
que ela favorece o mérito e a competência, além de proteger as pessoas contra ações 
arbitrárias e discriminatórias. 
Nos primórdios da administração nas indústrias, o nepotismo (favorecimento de 
parentes) e os julgamentos arbitrários dos encarregados de gerenciar as organizações 
eram práticas muito comuns diante da falta de critérios técnicos e impessoais de seleção 
e de promoção dos funcionários na organização. Os cargos eram atribuídos às pessoas 
em função de sua riqueza, posição de classe ou origem familiar, e não por treinamento 
e especialização. Na organização burocrática, 
ao contrário, para cada cargo são definidos 
os talentos e qualificações que um candidato 
precisa ter para ingressar ou ser promovido na 
organização, fazendo valer o critério do mérito 
sobre o favoritismo.
11Teoria da Burocracia
Acesse o Recurso Multimídia e assista ao vídeo que discute 
o valor do mérito no contexto atual das empresas. Esse assunto 
é muito interessante nos dias de hoje, não é mesmo? Será que a 
meritocracia é um traço presente nas empresas do Brasil?
Conteúdo On-line
Quando apontamos as características da 
burocracia, estamos falando de um modelo ideal. 
Inclusive, é muito importante que você entenda que 
Weber não criou a burocracia, como se costuma dizer, e 
sim uma teoria sobre ela. Na verdade, o sociólogo nem 
sequer chegou a “defender” a burocracia, mas foi um 
dos primeiros a detectar um fenômeno concreto, que 
estava acontecendo na sociedade no final do século 
XIX, quando as organizações estavam desenvolvendo 
mecanismos de controle para lidar com os conflitos 
daquele contexto.
Max Weber
Weber, então, estudou esse fenômeno, de modo a entender quais eram suas principais 
características, reunindo-as em sua teoria da burocracia. Weber encarava o modelo 
burocrático de organização como um tipo ideal, e ideal não quer dizer algo que deveria 
ser adotado, e sim algo que é intelectualmente construído, isto é, trata-se de um conceito. 
Como todo conceito, não existe em sua forma pura na realidade, mas serve como modelo 
para analisar e compreender os casos concretos.
12Teoria da Burocracia
Isso, na prática, quer dizer que podemos usar o modelo burocrático de organização 
para medir o quanto uma organização é burocrática ou não.
Sendo assim, percebemos que, muitas vezes, as organizações se afastam desse tipo 
ideal de organização. Por isso, alguns estudiosos, como Robert Merton, Philip Selznick e 
Alvin Gouldner, começaram a apontar críticas à burocracia, especialmente por causa de 
sua dificuldade em lidar com o ambiente diverso e mutável na era da globalização.
Vamos, então, falar das Disfunções da Burocracia.
4. Disfunções da Burocracia
Como cliente das organizações, certamente 
você já deve ter percebido alguns dos problemas 
ocorridos na burocracia e que serão apontados aqui. 
Muitas vezes, quando somos atendidos em uma 
organização, temos uma pilha de documentos para 
preencher, somos transferidos de departamento em 
departamento sem ter nenhum problema resolvido e, 
no final, somos massacrados pelas “normas da casa”.
Mas, antes, é importante esclarecer que o termo disfunção se refere ao mau 
funcionamento da burocracia, isto é, às consequências imprevistas que levam a burocracia 
ao caminho oposto ao da eficiência. Embora a ordem, a disciplina, a hierarquia e outras 
características burocráticas sejam importantes para as organizações, elas também podem 
adquirir uma forma inflexível que acaba trazendo sérias dificuldades para os que atuam no 
ambiente globalizado de negócios.
Veja no infográfico a seguir as Disfunções da Burocracia, de acordo com Lakatos 
(1997) e Merton (1968).
13Teoria da Burocracia
DISFUNÇÕES DA
BUROCRACIA
Superconformidade às Normas
O funcionário burocrático tende a interiorizar as regras e apegar-
se de modo exagerado aos regulamentos, sofrendo uma espécie 
de miopia que o leva a considerar a manutenção da regra mais 
importante do que qualquer outra finalidade da organização. 
Perde-se a iniciativa, a criatividade e a flexibilidade. O funcionário 
tende a limitar o atendimento do público a formas padronizadas, 
frustrando os que apresentam problemas particulares e pessoais.
Excesso de Formalismo
A necessidade de documentar as comunicações e procedimentos, 
a fim de tudo comprovar, gera o excesso de documentação 
(papelada) e as vias adicionais de formulários, sem as quais 
nada funciona, como se o mero registro fosse a principal 
finalidade da organização. A solução de qualquer problema, 
seja do cliente, seja da própria organização, fica emperrada.
14Teoria da Burocracia
Rigidez no Processo Decisório
O princípio burocrático da delimitação de esferas de autoridade 
determina que o poder de decisão esteja nas mãos de quem 
ocupa determinada posição hierárquica, o que, infelizmente, nem 
sempre coincide com o conhecimento ou a disponibilidade que 
são necessários à solução dos problemas. Muitas vezes, quem 
toma as decisões não é especialista no assunto, mas o ocupante 
do cargo de maior nível. Desse modo, muitas ideias são rejeitadas 
porque são sugeridas pela pessoa “errada”, enquanto outras 
ideias são aprovadas por serem apresentadas pela pessoa “certa”.
Despersonalização 
dos Relacionamentos
Como a ênfase burocrática recai sobre a racionalidade e a 
eficiência, as pessoas sentem que não são nada mais do 
que números para as organizações, que tendem a desprezar 
aspectos individuais e pessoais. A singularidade humana 
não encontra lugar diante dos frios padrões da burocracia.
Resistência a Mudanças
Na burocracia, o funcionário obtém domínio sobre as 
rotinas e procedimentos, com base no conhecimento 
e na prática diária das normas e regulamentos. Assim, 
qualquer possibilidade de alteração desses padrões 
de funcionamento é recebida como uma ameaça à 
segurança adquirida no desempenho da função.
15Teoria da Burocracia
Com todas essas disfunções, a burocracia torna-se esclerosada e fechada ao cliente – 
que deveria ser seu próprio objetivo – dificultando a mudança, a inovação e a criatividade. 
Acesse o Recurso Multimídia e assista ao vídeo que fala 
sobre as Disfunções da Burocracia.
Conteúdo On-line
Johnston (1994) estudou a percepção dos clientes a respeito das organizações 
burocráticas e, confirmando as disfunções listadas acima, verificou que o termo “burocracia” 
aparece associado a aspectos negativos como:
As normas da organização não satisfazem 
à situação de cada cliente;
A organização não se mostra disposta a admitir enganos e 
tenta transferir ao cliente a culpa de seus próprios erros;
As normas parecem ter sido projetadas somente em 
benefício da organização e em detrimento dos clientes;
É muito difícil aprovar qualquer exceção as normas;
Os empregados não tratam bem o cliente, dando a impressão 
de não se importarem se o cliente está satisfeito ou não.
Os empregados passam a impressão de não estarem 
satisfeitos com o trabalho na organização;
É difícil se comunicar com a organização fora do 
expediente e, mesmo dentro do expediente, os clientes 
são transferidos de um ramal para vários outros;
16Teoria da Burocracia
Agora é hora de analisar uma situação concreta ocorrida em 
uma empresa. Tente identificar as disfunções ocorridas no caso a 
A Burocracia na Empresa Alfa, acessando o Recurso Multimídia.
Conteúdo On-line
5. A Teoria da Burocracia Hoje
Você pode imaginar a série de conflitos que as disfunções podem provocar entre os 
membros de uma organização e, principalmente, entre organização e clientes, que se 
sentem frustrados em suas necessidades particulares e pessoais diante de funcionários 
que se limitam a aplicar “normas da casa” e a padronizar o atendimento?
O problema é que padrões burocráticos engessados, como a hierarquia excessivamente 
rígida e centralizada e a inflexibilidade na aplicação das regras, geralmente ocasionam 
problemas considerados fatais em um ambiente de mudanças: lentidão nas decisões e nos 
processos administrativos, resistênciaa mudanças e incapacidade de prestar atendimento 
personalizado. É justamente por conta dessas disfunções que a palavra “burocracia” 
acabou virando, no senso comum, sinônimo de demora e de incompetência administrativa.
17Teoria da Burocracia
É claro que esses conflitos são muito negativos para as organizações que enfrentam 
ambientes competitivos, onde as mudanças são aceleradas; as exigências dos clientes, 
elevadas e a inovação indispensável à sobrevivência (DRUCKER, 1999). 
Você percebe o dilema que existe aqui? As organizações precisam encontrar um 
ponto de equilíbrio em suas estruturas burocráticas, de modo que não pequem pela falta 
nem pelo excesso de burocracia. Observe que tanto a ausência quanto o excesso de 
burocracia podem causar muitos problemas às organizações.
ESCASSEZ DE BUROCRACIA
Falta de profissionalismo;
Indisciplina, desordem;
Informalidade, ausência de documentação;
Apadrinhamento.
EXCESSO DE BUROCRACIA 
Excesso de exigências;
Lentidão nos processos;
Hierarquia rígida;
Cliente insatisfeito.
Fonte: Adaptado de Idalberto Chiavenato — Teoria Geral da Adminstração, 2003. 
Por isso, diversos autores propuseram alterações no modelo burocrático, de modo 
a procurar manter as vantagens desse modelo e, ao mesmo tempo, confrontar seus 
principais problemas.
Vamos acompanhar as propostas de alguns destes autores, conforme Chiavenato 
(2003).
Alvin Gouldner realizou uma pesquisa 
na qual concluiu que existe uma enorme 
variedade de graus de burocracia, 
dependendo de qual característica 
é analisada. É possível que uma 
organização seja muito burocratizada 
em termos de normas formais, porém 
pouco burocratizada na divisão racional do trabalho. 
Gouldner concluiu que a burocracia é muito útil às 
organizações, mas deve ser dosada: nem em excesso 
(conduzindo a rigidez), nem em escassez (gerando desorganização).
18Teoria da Burocracia
Philiph Selznick alertou que a organização não pode perder sua capacidade adaptativa, 
devendo criar maneiras de captar as demandas dos participantes internos e dos clientes 
externos, de modo a se manter ajustada a elas.
Já para Toffler, o processo de “desburocratização” das organizações alcançou tal 
nível que seria possível identificar o surgimento de um novo modelo de organização 
diferente da burocracia: a “adhocracia”. Esse modelo não se fixa em procedimentos ou 
tarefas rigidamente padronizadas, pois está baseado na constante mudança de funções, 
processos e em uma estrutura mais aberta à participação criativa de seus integrantes.
Na mesma linha de pensamento, Clegg e Hardy afirmam que as organizações se 
afastaram de tal forma do modelo da burocracia que teriam se tornado “pós-burocráticas”: 
descentralizadas e organizadas em torno de redes conectadas pela tecnologia de 
informação e pela liderança facilitadora, que tende a resolver de maneira participativa os 
conflitos e problemas da empresa.
De acordo com Motta e Vasconcelos (2006), o modelo de Weber refletia as 
características rígidas de sua época. Porém, o que ocorre nos dias atuais é que a 
burocracia, sem abandonar por completo as características apontadas por Weber, ajusta-
se a um novo contexto social, no qual a competição global e as aceleradas transformações 
econômicas e tecnológicas tornam a capacidade de adaptação rápida; uma questão de 
sobrevivência para as organizações.
19Teoria da Burocracia
Os críticos da burocracia têm razão em suas ponderações, afinal, o modelo 
burocrático, assim como ocorria nas teorias anteriores, não englobava o ambiente externo 
da organização. Por isso, as dificuldades em relação ao engessamento de sua estrutura e 
a incapacidade de enxergar novas demandas vindas do mercado. 
Além disso, no que diz respeito ao ambiente interno, a burocracia deixa de lado 
qualquer aspecto que não seja formal na organização. As interações humanas que não 
sejam previstas pelas normas que regem os cargos e as funções não recebem qualquer 
atenção na Teoria da Burocracia. 
Estudiosos que fizeram a crítica do modelo burocrático de Weber, como Merton, 
Selznick e Gouldner, acabaram formando uma nova escola de pensamento, a Abordagem 
Estruturalista.
Na seção Leitura Complementar, página 21, Um texto sobre 
burocracia em três vias, de Vinícius AA.; que aborda as questões 
da Burocracia. Não deixe de ler!
Você também poderá ler uma compilação dos escritos de Max 
Weber sobre a burocracia no livro O que é a burocracia, editado 
pelo Conselho Federal de Administração.
20Teoria da Burocracia
Analisamos o surgimento do modelo burocrático de organização nas sociedades 
industriais a partir do desenvolvimento do capitalismo e dos estados modernos.
Caracterizamos o modelo de burocracia desenvolvido pelo sociólogo Max Weber 
como uma estrutura social racionalmente organizada, cujas consequências são a 
padronização e a previsibilidade das condutas e procedimentos nas organizações.
Considerando o modelo de burocracia proposto por Weber, como um “tipo ideal”, 
identificamos a existência de características burocráticas, em maior ou menor grau, em 
diversos tipos de organizações formais existentes na sociedade. 
Contudo, identificamos, também, as disfunções do modelo burocrático, apontando 
que a hierarquia excessivamente rígida, centralizada e a inflexibilidade na aplicação 
das regras levam a organização a apresentar dificuldades de adaptação ao ambiente 
competitivo atual.
21Teoria da Burocracia
Um Texto sobre Burocracia em Três Vias, de Vinicius AA.
Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/2954289
O que é a Burocracia, de Max Weber
Disponível em: http://www.cfa.org.br/servicos/publicacoes/o-que-e-a-burocracia/livro_
burocracia_diagramacao_final.pdf
22Teoria da Burocracia
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
DRUCKER, Peter. Sociedade pós-capitalista. São Paulo: Publifolha, 1999.
JOHNSTON, Kenneth. Derrote a Burocracia. Rio de Janeiro: Ediouro, 1994.
LAKATOS, Eva Maria. Sociologia da Administração. São Paulo: Atlas, 1997.
MERTON, Robert K. Sociologia: teoria e estrutura. São Paulo: Mestre Jou, 1968.
MOTTA, Fernando Prestes; VASCONCELOS, Eduardo. Teoria Geral da Administração. 
Rio de Janeiro: Thomson, 2006.
SENNETT, Richard. A Cultura do Novo Capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 2006.
WEBER, Max. Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro: Guanabara, 1982[1920].

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