A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
15 pág.
APARELHO CICULATÓRIO

Pré-visualização | Página 5 de 8

das artérias e,
pior ainda, aumentar o risco de um
acidente vascular (do tipo derrame
cerebral).
Para que a pressão arterial em
nosso corpo não seja nem elevada demais
nem baixa demais, possuímos alguns
sistemas que visam controlar nossa
pressão arterial.
Destacamos abaixo 3 mecanismos
importantes que atuam no controle de
nossa pressão arterial:
MECANISMO NEURAL: Como o próprio
nome diz, envolve a importante
participação do Sistema Nervoso. Não é o
mecanismo mais importante, porém é o
mais rápido em sua ação.
Situado no tronco cerebral, na
base do cérebro, um circuito neuronal
funciona a todo momento estejamos nós
acordados ou dormindo, em pé, sentados
ou mesmo deitados, controlando, entre
outras coisas, a nossa freqüência cardíaca,
força de contração do coração e tônus
vascular de grande parte de nossos vasos.
Tal circuito denomina-se Centro Vasomotor.
100
Quanto maior a atividade do
centro vasomotor, maior é a frequência
cardíaca, maior é a força de contração do
coração e maior é a vasoconstrição em um
grande número de vasos.
Ora, o aumento da freqüência
cardíaca e da força de contração provocam
um aumento no Débito Cardíaco; o
aumento na vasoconstrição provoca um
aumento na resistência ao fluxo sanguíneo.
Lembremos da seguinte fórmula: PRESSÃO
ARTERIAL = DÉBITO CARDÍACO X
RESISTÊNCIA.
Podemos então concluir que, o
aumento da atividade do Centro Vasomotor
induz a um conseqüente aumento na
Pressão Arterial.
Na parede da artéria aorta, numa
região denominada croça da aorta, e
também nas artérias carótidas, na região
onde as mesmas se bifurcam (seios
carotídeos), possuímos um conjunto de
células auto-excitáveis que se excitam
especialmente com a distensão dessas
grandes e importantes artérias. A cada
aumento na pressão hidrostática no
interior dessas artérias, maior a distensão
na parede das mesmas e,
conseqüentemente, maior é a excitação
dos tais receptores. Por isso estes
receptores são denominados baroceptores
(receptores de pressão). Acontece que
esses baroceptores enviam sinais nervosos
inibitórios ao Centro Vasomotor, reduzindo
a atividade deste e, conseqüentemente,
reduzindo a pressão arterial.
Portanto, quando a pressão
naquelas importantes artérias aumenta
(ex.: no momento em que deitamos), os
baroceptores aórticos e carotídeos se
tornam mais excitados e, com isso, inibem
mais intensamente o nosso Centro
Vasomotor, localizado no tronco cerebral.
Com isso a nossa pressão arterial diminui;
por outro lado, quando a pressão naquelas
artérias diminui (ex.: no momento em que
nos levantamos), os tais baroceptores se
tornam menos excitados e, com isso,
inibem menos intensamente o nosso
Centro Vasomotor, o que provoca um
aumento na pressão arterial.
MECANISMO RENAL: Este é o mais
importante e pode ser subdividido em 2
mecanismos: hemodinâmico e hormonal.
Hemodinâmico: Um aumento na pressão
arterial provoca também um aumento na
pressão hidrostática nos capilares
glomerulares, no néfron. Isto faz com que
haja um aumento na filtração glomerular, o
que aumenta o volume de filtrado e,
conseqüentemente, o volume de urina. O
aumento na diurese faz com que se reduza
o volume do nosso compartimento extra-
celular. Reduzindo tal compartimento
reduz-se também o volume sanguíneo e,
conseqüentemente, o débito cardíaco.
Tudo isso acaba levando a uma redução da
pressão arterial.
Hormonal: Uma redução na pressão
arterial faz com que haja como
conseqüência uma redução no fluxo
sangüíneo renal e uma redução na filtração
glomerular com conseqüente redução no
volume de filtrado. Isso faz com que umas
células denominadas justaglomerulares,
localizadas na parede de arteríolas
aferentes e eferentes no néfron, liberem
uma maior quantidade de uma substância
denominada renina. A tal renina age numa
proteína plasmática chamada
angiotensinogênio transformando-a em
angiotensina-1. A angiotensina-1 é então
transformada em angiotensina-2 através da
ação de algumas enzimas. A angiotensina-
2 é um potente vasoconstritor: provoca um
aumento na resistência vascular e,
conseqüentemente, aumento na pressão
arterial; além disso, a angiotensina-2
também faz com que a glândula supra-
renal libere maior quantidade de um
hormônio chamado aldosterona na
circulação. A aldosterona atua
principalmente no túbulo contornado distal
do néfron fazendo com que no mesmo
ocorra uma maior reabsorção de sal e
água. Isso acaba provocando um aumento
no volume sanguíneo e,
conseqüentemente, um aumento no débito
cardíaco e na pressão arterial.
DESVIO DO FLUIDO CAPILAR: É o mais
simples de todos. Através dos numerosos
capilares que possuímos em nossos
tecidos, o sangue flui constantemente
graças a uma pressão hidrostática a qual é
submetido. Os capilares são fenestrados e,
portanto, moléculas pequenas como água
podem, com grande facilidade e rapidez,
passar tanto de dentro para fora como de
fora para dentro dos através da parede dos
capilares. A pressão hidrostática, no
interior dos capilares, força
constantemente a saída de água para fora
dos capilares. Felizmente há uma pressão
oncótica (ou pressão coloidosmótica),
exercida por colóides em suspensão no
plasma (como proteínas plasmáticas) que
força, também constantemente, a entrada
de água para dentro dos capilares.
Normalmente há um certo equilíbrio: a
mesma quantidade de água que sai,
também entra. Mas quando ocorre um
aumento ou redução anormal na pressão
hidrostática no interior dos capilares,
observamos também um aumento ou uma
redução mais acentuada na saída de água
através da parede dos mesmos capilares.
Isso faz com que fiquemos com um volume
sanguíneo mais reduzido ou mais
aumentado, dependendo do caso, o que
certamente influi na pressão arterial,
reduzindo-a ou aumentando-a.
A Circulação Sangüínea: os Vasos
Para alcançar todas as regiões do
nosso organismo, o sangue percorre canais
apropriados que se chamam vasos. Os
vasos que partem do coração e vão à
101
periferia se chamam artérias; aqueles que
seguem o percurso inverso, isto é, que da
periferia se dirigem ao coração, se
chamam veias.
Em linhas gerais, nas artérias
corre um sangue rico em oxigênio e em
substâncias nutritivas, que ele leva aos
vários tecidos do organismo; nas veias,
contrariamente, que trazem o sangue da
periferia para o coração, corre um sangue
rico em anidrido carbônico e substâncias
de rejeição.
As substâncias de rejeição serão
depois eliminadas pelos rins, que têm
justamente a tarefa de filtrar o sangue. As
trocas gasosas, ao contrário, ou seja, a
eliminação de anidrido carbônico e a
absorção de oxigênio, têm lugar nos
pulmões, por efeito da respiração.
As artérias, chegando à periferia
do corpo humano, isto é, nos músculos, na
pele, em todos os órgãos, se dividem em
artérias sempre menores (arteríolas) até
que o seu calibre se torna microscópico: é
a este nível que têm lugar as trocas entre
sangue e células. Estes vasos
microscópicos chamam-se capilares e
formam nos órgãos e nos tecidos uma
vasta rede. Os capilares confluem para
pequenas veias (vênulas) que aos poucos
se vão unindo umas com outras, tornam-se
veias verdadeiras e trazem de volta o
sangue ao coração. Do coração partem
duas grandes artérias: a artéria pulmonar e
a artéria aorta.
A artéria pulmonar tem a tarefa de
levar o sangue aos pulmões. Depois de ter
cedido o anidrido carbônico e de se ter
carregado de oxigênio, o sangue volta ao
coração pelas veias pulmonares. Todo esse
conjunto constitui a pequena circulação. A
artéria aorta leva o sangue ao resto do
organismo e os seus numerosos ramos
acabam formando a rede capilar de todos
os órgãos. O sangue é trazido de volta ao
coração pelas veias, que se reúnem, enfim,
em dois grossos troncos: as veias cavas,
que chegam à átrio direita. Todo esse
conjunto constitui a grande circulação.
A Pequena Circulação
A artéria pulmonar parte do
ventrículo