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1 de 127 www.estrategiaconcursos.com.br 
Resumo da Materia 81 
Consideracoes Fina is 80 
Da Prova (arts. 212 a 232) 68 
> A Forma •.•...•••••.••..•.••••.••.•.•.•.••.••••...•.•.••••......•...••••••••.•..•....•...•.•..••......•...•......................•........... 70 
)> Conflssao •••••••••....•......•••••..•••••.....•.•••••••••.•.....••••.••.•••••.....•..•.....••••••••....••.•................................. 71 
> Documentos .•••••.••....•••.•••.••.•••.•.........•••••••..•....••••••.•.••••.•••..•....••..••.•.•.•.•••.••...••.••....................... 72 
> Testemunhas ....•.••••••••.•••.••••.••••••••••••.........•••.••.•...............•..........•......•.•.••••.••.•.••..•.............•...... 76 
)> Presuncao ••..••.•...•.••••••••••.•.•.••••..••••••••...•.•..•••••••..........•.....•...•.•....•..•......••••.•••.............•.............. 79 
> Pericia .••.•••.••••••••••••••..•....••••••••..•..•.••.••••.•••••••••••.••.•••••...•.•.•....•.•.....•.......•..........•.••...•................ 79 
Prescrlcao e Decadencia 51 
)> Prescricao ••..•••...............•......•.•...........................................................................................•...... 52 
> Decadencla (arts. 207 a 211) 61 
lnvalidade (arts. 166 a 184) 27 
> lnexlstencla dos Neg6cios Juridicos .. 28 
> Nulidade dos Neg6cios Juridicos - nulidade absoluta (art. 166} 28 
)> Slmulacao: ••.............................................................................................................................. 32 
> Anulabilidade dos Neg6cios Juridicos (nulidade relativa) 35 
)> Conflrmacao .. 36 
Defeitos dos neg6cios juridicos 39 
> Erro· 39 
> Dolo· 44 
)> Coa~ao: .. 46 
> Estado de perigo: .. 48 
)> Lesao· 49 
> Fraude contra credores ...................••....••..•••.............................................................................. 50 
Neg6cio Juridico 7 
[disposicoes gerais - CC arts. 104 a 114) .. 7 
> Classlflcacao dos neg6cios juridicos. .. 9 
> Elementos do Neg6cio Juridico 12 
> Elementos acidentais dos neg6cios juridicos 18 
Apresentacao da Aula 04 2 
Cronograma das Aulas 3 
Fatos e Atos Juridicos 3 
SU MARIO 
AULA 04 
Dos Fatos luridicos. 
DIREITO CIVIL - TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF) 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - ProP Aline Baptista Santiago 
2 de 127 www.estrategiaconcursos.com.br 
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OBSERVA~AO IMPORTANTE: este curso e protegido por direitos autorais 
(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a 
legislac;ao sobre direitos autorais e da outras providencias. 
- 
~-~-~ 
cf.' .l; 1:;.:tf:..:)'..;ll.:-', 
[E. I ~;;1f.•JJ~·J 
Comecemos os trabalhos por hora ! 
A aula de hoje talvez possa ser um pouco cansativa, principalmente pela 
quantidade de conceitos que abordaremos. Va com calma, leia atentamente cada 
paraqrafo, buscando realmente entender o que estamos escrevendo. De bastante 
atencao aos chamados defeitos dos neg6cios juridicos, a validade e 
invalidade, bem como a prescrlcao e a decadencla, julgamos que sera 
certa a presenc;a de algum dos assuntos desta aula em sua prova. 
Procuramos ser bem praticos na elaboracao da aula de hoje, de forma que 
voce possa ver os assuntos objetivamente, sem muitas divaqacoes conceituais. 
Lembre-se que estamos aqui para ajuda-lo (a), utilize o forum de duvidas se nao 
entender algo. Seu questionamento pode ser bastante simples, nao se preocupe, 
procuraremos esclarece-lo da melhor forma possfvel. 
Apresentacao da Aula 04 
AULA04 
Dos f ATOS lURIDICOS: 
Do NEGOCIO lURIDICO, Dos ATOS lURIDICOS LICITOS, 
DA PROVA. DA PRESCRic;Ao E DA DECADENCIA. 
DIREITO CIVIL - TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF) 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - ProP Aline Baptista Santiago 
Ouestoes do CESPE 95 
3 de 127 www.estrategiaconcursos.com.br 
Esta confuse ainda? Varnes fazer o seguinte entao, 
primeiramente detalharemos o 1fato jurfdico e 
posteriormente falaremos do 2ato jurfdico. 
~ FIOUE 
V)ATENTO! 
Caro aluno, os conceitos do que e fato e do que e ato, muitas vezes, nos 
livros de direito, acabam por mais confundir do que ajudar. Comecemos, entao, 
pelo basico, qual seria a principal diferenca entre um 1fato e um 2ato? 
O fato e um acontecimento, seja ele 1natural ou 2humano. Ja a ideia de 
ato devera estar ligada a uma a~ao ("o ato de agir"), por isto o ato sera 
humano ja o acontecimento (o fato) pode decorrer tarnbern de algo natural (e 
nao humane). 
Um fato (acontecimento) pode, no entanto, ser decorrente de um ato, este 
e o caso, por exemplo, dos atos juridicos que, na sua execucao, refletlrao 
tambem em um fato juridico. 
Fatos e Atos luridicos. 
AULA04 
Dos FATOS lURIDICOS: 
Do NEGOCIO lURIDICO, Dos ATOS lURIDICOS LICITOS, 
DA PROVA. DA PRESCRic;Ao EDA DECADENCIA. 
0 
OI: 
·- > 
'ti ·- -0 U u 
Art 104 - 188 
Art. 189 - 232 
Aula 04 Neg6cio jurfdico. Prescricao e decadencia. Da Prova. 
Artigos da Lei Topicos abordados no edital Aul as 
20/09/2017 
Ato jurfdico. Fato e ato jurfdico. Neg6cio jurfdico. 
Disposic;6es gerais. Classificacao, interpretacao. 
Elementos. Representacao, condicao. Termo. Encargo. 
Defeitos do neg6cio jurfdico. Validade, invalidade e 
nulidade do neg6cio jurfdico. Sirnulacao, Atos jurfdicos 
licitos. Prescricao e decadencia. Prova. 
Aula 04 
Data Topicos abordados no edital Aul as 
Cronograma das Aulas 
DIREITO CIVIL - TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF) 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - ProP Aline Baptista Santiago 
4 de 127 www.estrategiaconcursos.com.br 
1 Tanto o nascimento quanto a morte sao acontecimentos naturais. E sao fatos juridicos que serao 
inscritos no registro publico. 
2 Segundo Orlando Gomes, Introducao ao Direito Civil: "ceso fortuito, ou tores maior, e todo fato 
necesserio, a cujos efeitos nao e possfvel resistir". Como requisitos necessarios temos: a 
inevitabilidade (requisito objetivo); ea ausencia de culpa (requisito subjetivo). 
O ato, como ja falamos, e a ac;ao humana e podera ser: o 1ato juridico 
em sentido amplo (ou ato licito} - dito de efeito voluntario e o 2ato ilicito - 
dito de efeito involuntario. 
Acontecimento Humano - Ato jurfdico 
(Ato Humano) 
- -~ l.ernbre-se que ambos precisam ter efeitos juridicos, ou seja, repercussao no direito, para serem fato juridico. 
Acontecimento Natural 
(fato juridico em stricto sensu) 
Fato Juridico 
O fato juridico ( em sentido amp lo} divide se em: 
~ Fato Juridico Natural ( ou em sentido estrito}, que e aquele que 
independe da vontade humana. Os Fatos naturais se subdividem em oriqlnarlos 
(exemplos: o nascimento, a morte 1, a maioridade, o decurso do tempo, a 
frutificacao das plantas) ou extraordinaries (a exemplo do caso fortuito, ou 
force maior2, das tempestades e dos terremotos que ocasionem danos as 
pessoas). 
~ Fato luridico Humana, que sera decorrencia de um Ato humano. 
(Exemplos: reconhecimento da paternidade, um contrato, uma doacao). 
.?' A primeira analise que voce precisa fazer ea seguinte: 
O acontecimento, seja ele 1natural ou 2humano, para revestir-se da 
figura do fato jurfdico, precisa obrigatoriamente ter repercussao no mundo 
juridico, senao sera simples fato sem importancia para o direito. 
Este efeito, decorrente do fato, podera ser: a aquisicao; a conservacao: a 
transferencia; a rnodificacao; ea extincao de direitos . 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - ProP Aline Baptista Santiago 
Voce compreendeu o que e um fato? Pois bem, o Fato Juridico e aquele 
acontecimento, para o qual uma norma jurfdica, atribui um efeito juridico. Ou 
seja, temos repercussao no mundo juridico, existe conexao entre o fato 
ocorrido e a lei. 
DIREITO CIVIL - TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF) 
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3 Caio Mario da Silva Pereira, Instituicoes de direito civil, volume I, 25 ed. pag. 397. 
0Neg6cio juridico. Como veremos a seguir, este e o ato que tern comoconsequencia efeitos jurfdicos desejados pelas partes. E ato negocial. Estara 
presente a autonomia privada. 0 contrato e o principal exemplo de um neg6cio 
jurfdico. 
Art. 185. Aos atos jurfdicos lfcitos, que nao sejam negocios juridicos, aplicam-se, no 
que couber, as disposicoes do Tftulo anterior. 
0 Ato juridico em sentido estrito {meramente licito }. E ato nao 
negocial. Seus efeitos estao previstos em lei, nao importando a vontade das 
partes, nao ha a chamada autonomia privada. Disto conclufmos que ha uma 
rnanifestacao de vontade, mas os efeitos sao gerados independentemente de 
serem perseguidos diretamente pelo agente3. Exemplo classico, que inclusive ja 
foi abordado em prova de concurso, e o do pai, quando reconhece a paternidade 
do filho havido fora do casamento. Neste exemplo a vontade e irrelevante, os 
efeitos do ato estao previstos em lei. Segundo o c6digo civil aplicam-se aos atos 
jurfdicos meramente fcitos, no que couber, as disposicoes relativas aos neg6cios 
jurfdicos. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/DPE-SE/Defensor Publico. Os neg6cios jurfdicos podem ser 
praticados pelo titular do direito negociado ou por seu representante; assim, 
qualquer manifestacao de vontade do representante produz efeitos em relacao 
ao representado. 
comentartoi 
Tenha atencao ao ler as questoesl Isto e fundamental nas provas do CESPE. 
Qualquer rnanifestacao de vontade do representante produz efeitos em relacao 
ao representado? 
Art. 116. A manifesta<;ao de vontade pelo representante, nos limites de seus poderes, 
produz efeitos em rela<;ao ao representado. 
Gabarito errado. 
Sao duas as especies de ato juridico licito: o 1Ato jurfdico em sentido 
estrito ( ou meramente lfcito) e o 2Neg6cio jurfdico. Partimos da premissa que o 
ponto comum entre estas duas especies e que ambas decorrem de uma 
manifestacao de vontade, mas os seus efeitos sao diferentes. 
DIREITO CIVIL - TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF) 
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4 Institulcoes de direito civil, volume I, 25 ed. paq, 399. 
Fato juridico lato sensu 
I 
I I 
Fato jurfdico stricto Fato jurfdico Humano sensu 
(fato naturais) (ato humano) 
I 
I I 
Ato juridico licito Ato ilfcito 
(ou ato jurfdico em sentido amplo) (art. 186) 
I I 
Ato jurfdico em sentido Neg6cio juridico estrito - meramente lfcito 
(art. 185) (arts. 104 a 184) 
I 
Revendo a estrutura apresentada ate agora, temos o seguinte: 
O neg6cio juridico e fato humano, voluntario, que tende a provocar efeitos 
jurfdicos por meio de determinado ato. Os efeitos sao desejados pelas partes. 
Como falamos, e ato negocial. 
Segundo Caio Mario da Silva Pereira4: "todo ato juridico se origina de uma 
manifestacao de vontade, mas nem toda dedereceo de vontade constitui um 
neg6cio juridico," Isto ocorre porque, por vezes, a declaracao de vontade nao 
tera como objetivo realizar uma finalidade jurfdica. 
II. Neg6cio Juridico 
I. Ato Juridico em sentido estrito - 
meramente licito 
(ato nao negocial) 
,- Ato juridico em sentido Amplo (Ato Ucito) compreende: 
Entao: 
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5 Direito Civil I, Parte Geral, 11 ed. pag. 333. 
6 Quando ha ponto de acordo entre as vontades, da-se o nome de consentimento ou miituo 
consenso. Este consenso implica, portanto, em duas declaracoes de vontade que se encontram. 
Uma vez certa a vontade, pressuposto do neqocro jur1dico, e 
fundamental que ela se exteriorize, pois enquanto nao externada nao ha de se 
falar em neg6cio jurfdico, a vontade obrigatoriamente precisa ser 
manifestada. Esta exteriorizecao pode se dar de forma expressa, quando 
assume a forma escrita ou a falada; ou de forma tacita quando a declaracao de 
vontade resultar apenas do comportamento do aqente. 
o Neg6cio Jurfdico 
O instrumento, por meio do 
qual este poder se manifesta e 
se concretiza, sera: -~- 
As pessoas detern autonomia privada (possibilidade de constituir, modificar ou 
extinguir uma relacao juridica). 
O neg6cio jur1dico e uma da especie do Ato jur1dico Hcito. Nao existe 
uma definicao para o que seja o neg6cio jurfdico no C6digo Civil. 0 C6digo de 
2002, assim como ode 1916, nao definiu, nao normatizou um conceito sobre o 
que seria o neg6cio jurfdico. 
Maso conceito que mais comumente se encontra na doutrina e o seguinte: 
neg6cio jurfdico e uma declaracao privada de vontade que visa a produzir 
determinado efeito jur1dico, relativo a direitos e obriqacoes. 
Assim, o neg6cio jurfdico apresenta-se como uma norma concreta 
estabelecida pelas partes. Sua caracterfstica primordial e ser o neg6cio jurfdico 
um ato de vontade que atua no sentido de obtencao de um fim pretendido. 
Segundo Silvio Salvo Venosa5, "e por meio do neg6cio juridico que se da vide as 
relafoes juridicas tuteladas pelo direito ". 
A declaracao de vontade6 e elemento essencial do neg6cio jurfdico, e seu 
pressuposto. A declaracao de vontade, elem de condlcao de validade, 
constitui elemento do pr6prio conceito e, portanto, da pr6pria existencia do 
neg6cio jurfdico. 
Neg6cio Juridico 
(disposicoes gerais - CC arts. 104 a 114) 
DIREITO CIVIL - TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF) 
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~ Nas declaracoes de vontade distinguem-se dais elementos principais: 
1. declaracao propriamente dita (ou elemento externo) 3> e o 
comportamento que explicamos mais acima, e o ato de declarar a vontade; 
2. vontade ( ou elemento interno) 3> e o impulse da vontade, que 
se subdivide em: vontade da a~ao, e a desejada, voluntaria; vontade da 
dec/ara~ao; e vontade negocial, onde o declarante deve ter a vontade de 
manifesta-le com o objetivo de praticar determinado neg6cio e nao outro. 
rat Para uma melhor compreensiio dos elementos da declaracao de 
vontade, vamos a um exemplo: suponha que Joao foi a um leilao, temos ei a 
vontade da ac;ao. Ocorre que, neste mesmo leilao, Joao acena com a cabeca para 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2007 /MPU/ Analista. Salvo se a lei dispuser em contrario, a 
escritura publica e essencial a validade do neg6cio jurfdico que vise a constituicao, 
transferencia, rnodificacao ou renuncia de direitos reais sobre im6vel de valor 
superior a trinta vezes o salario mfnimo vigente. 
comentartoi 
Art. 108. Nao dispondo a lei em contra io, a escritura publice e essencial a validade dos 
neg6cios Jurfdicos que visem a constituiciio, trensterencie, moditiceceo ou remincie de 
direitos reais sobre im6veis de valor superior a trinta vezes o maior selerio mlnimo 
vigente no Pais. 
Gabarito correto. 
Art. 1. 806. A remincie da herence deve constar expressamente de instrumento publico 
ou termo judicial. 
:'Q''-: , " Ha casos em que sere necessaria a forma expressa e, alern disso, no 
modo escrito. 0 testamento e um exemplo disto, veja mais alguns exemplos 
encontrados no CC: 
Art. 108. Nao dispondo a lei em contrerio, a escritura publics e essencial a validade dos 
negocios juridicos que visem a constituiceo, trensterencie, moditiceciio ou renuncie 
de direitos reais sob re im6veis de valor superior a trinta vezes o maior salario mi nimo 
viqente no Pais. 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - ProP Aline Baptista Santiago 
Ambas as formas (expressa e tacita) sao reconhecidas pelo ordenamento 
jurfdico como validas. 
DIREITO CIVIL - TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF) 
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~Bilaterais. As declaracoes das partes dirigem-se em sentido contrario, mas 
sao coincidentes no objeto, ha sempre a manifestacao de duas vontades. 
Exemplos classicos de neg6cio jurfdico bilateral sao os contratos. Os atos 
bilaterais se subdividem ainda em: 1simples e 2sinalagmaticos. 
~ 
J.MfOfJ,\Nff I 
---o importante e que voce entenda que no negocio juridico unilateral o 
aperfeic;oamento do ato se dacom uma (mica manifestacao de vontade. 
.L. Quanta ao nurnero de partes e processos de forrnacao: 
~Unilaterais. Muito cuidado! A noc;ao de partes nem sempre coincide com 
a de pessoas. Aqui o que se analisa e o objetivo. 0 ato em si pode provir de um 
ou mais sujeitos, mas o fim deve ser unico o ato dirige-se no mesmo sentido, 
ha apenas uma declaracao de vontade. (Por exemplo: duas pessoas podem 
juntas instituir uma fundacac, o ato sera conjunto, no entanto unilateral, 
porque havera apenas uma rnanifestacao de vontade). 
Havers aqueles atos que o conhecimento da outra pessoa (a quern e 
dirigido) sere necessario, mesmo que ela nao manifeste sua vontade. Este e o 
chamado neg6cio recepticio. Como exemplo temos a revoqacao de um mandato, 
em que o mandatario (quern recebe o mandato para agir em nome do mandante) 
deve estar ciente da revoqacao. 
Havera, tarnbern, aqueles atos que o conhecimento da outra parte sera 
irrelevante, e o chamado neg6cio nao recepticio. Como exemplos, temos o 
testamento, a confissao, a renuncia de heranca. 
~ classlflcacao dos neg6cios juridicos. 
Para a classificacao dos neg6cios jurfdicos sao observados varios criterios e 
nao ha uniformidade na doutrina, por isso acreditamos ser diffcil, embora nao 
impossfvel, a cobranca em prova que exija do candidato conhecimento preciso 
da classificacao quanta a este ou aquele criteria. 0 importante e que voce saiba 
o conceito de cada um dos termos que serao apresentados logo abaixo e 
em quais sltuacoes eles se encaixarao. Procuramos colocar as classificacoes 
mais comuns. Vamos a elas! 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - ProP Aline Baptista Santiago 
um amigo e este aceno e interpretado como sendo uma oferta ou lance pelo 
objeto que esta sendo leiloado. Temos uma vontade de a<;ao, mas nao temos 
vontade de declaracao, pois o gesto de Joao foi interpretado de forma erronea. 
Entretanto, se este aceno de cabeca realmente tivesse sido um lance ou oferta, 
neste caso, terfamos as duas vontades, a de declaracso e, tarnbern, a vontade 
negocial. 
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7 Carlos Roberto Gonc;alves, Direito Civil Esquematizado, Saraiva, 2a ed., pag. 269. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prova: 
f~] CESPE/TJDFT / Analista Judiciario, Considere que Claudio tenha vendido 
seu vefculo, por R$ 35.000,00, a sua irrnf Matilde. Nessa situacao hipotetica, o 
neg6cio jurfdico e classificado como equisicao por ato inter vivos, derivada, 
bilateral, a tftulo oneroso e consensual. 
comentarlo: 
Esta e uma 6tima oportunidade para treinar a classificacao dos neg6cios jurfdicos. 
A unica classificaceo que pode causar uma certa estranheza e a derivada que 
2. Quanta as partes e ao tempo em que produzem efeitos: 
~ Inter vivas. As consequencias jurfdicas ocorrem durante a vida dos 
interessados (ex.: doecao ( estipulada em vida), troca, mandato, compra e vend a, 
locacao). 
~Mortis causa. Regulam relacoes ap6s a morte do sujeito, do declarante (ex.: 
testamento, legado). Segundo Carlos Roberto Gonc;alves7 estes neg6cios sao 
sempre nominados ou tfpicos ou seja, estao definidos em lei, nao podendo as 
partes, valendo-se de sua autonomia privada, criarem novas modalidades de 
neg6cios dessa natureza. 
Se o nurnero de partes envolvidas for superior a duas, o neg6cio sere 
plurilateral. 
, E atencaol 
A doa~ao, embora possa num primeiro momenta parecer negocro jurfdico 
unilateral, e bilateral (e um tipo de contrato), porque se aperfeic;oa com a 
aceltacao da outra parte. Ha, portanto, manifestacao de duas vontades. E um 
neg6cio bilateral simples, pois uma parte aufere vantagem e a outra area com o 
onus. 
No sina/agmatico havera onus e vantagens redprocos. Como exemplos, 
temos o aluguel e a compra e venda. 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - ProP Aline Baptista Santiago 
No simples ha vantagens para uma das partes e onus para a outra. Como 
exemplos, temos o comodato e a doacao. 
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8 Silvio de Salvo Venosa, Direito Civil I, Parte Geral, 11 ed. Atlas. 
4. Pela causa da atribuicao patrimonial, quanta a seu objetivo (quanto as 
vantagens que produzem): 
~A tltulo gratuito (benefices). Nao ha contraprestacao, s6 uma das partes 
obtern beneficios. Uma parte aumenta seu patrlmonio em decorrencia da 
diminui~ao do patrlmonio da outra (ex.: doacoes, comodato). 
~ A tltulo oneroso. Implica rnutua transmissao. Os sujeitos visam, 
reciprocamente, a obter vantagens para si ou para outrem ( ex. compra e 
venda, contratos em geral). Segundo Venosa8, os neg6cios jurldicos onerosos 
podem ser ainda: comutativos, quando tern prestacoes equivalentes, certas e 
determinadas; e aleat6rios, quando a prestacao de uma das partes depende de 
acontecimentos incertos e inesperados. 
~ Neutros. Sao aqueles em que nao ha uma atribuicao patrimonial 
determinada, nao podendo ser enquadrados como gratuitos ou onerosos. 
Caracterizam-se pela destlnacao dos hens para uma certa finalidade, sem 
prestacao de qualquer das partes em beneficio da outra. Como por exemplo a 
instituicao de bem de famflia e clausula de incomunicabilidade de bens de um 
conjuqe para o outro. 
~Bifrontes. Sao os neg6cios juridicos que podem ser onerosos ou gratuitos a 
criteria das partes, como o rnutuo, o mandato e o dep6sito (que sao especies de 
contratos previstos no C6digo Civil). 56 existe se o contrato esta previsto na lei 
como gratuito, de ccntrario a conversao nao e possfvel, pelo fato de subverter a 
sua causa negocial. No entanto, nem todos os contratos gratuitos poderao ser 
convertidos. A dcacao e o comodato ainda que gratuitos na sua essencia nao 
podem ser transformados em contratos onerosos, pois ficariam desfigurados, 
transformando-se em venda e locacao. 
3. Quanta ao seu conteudo: 
~ Patrimoniais. Originam direitos e obriqacoes de conteudo econornico, 
suscetfveis de afericao econornica. 
~ Extrapatrimoniais ou pessoais. Sao aqueles relacionados aos direitos 
personalfssimos e ao direito da famflia. Apresentam conteudo nao econornico. 
Gabarito correto. 
DIREITO CIVIL - TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF) 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - ProP Aline Baptista Santiago 
transferencia de propriedade de uma pessoa para quer dizer que houve uma 
outra. 
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9 Nao ha uma unanimidade entre os doutrinadores quanto a denominacao que se deve dar aos 
caracteres estruturais do instituto. Deste modo, podem ser encontradas expressoes como: 
elementos, pressupostos, requisitos. Alguns autores ate tentam fazer uma dlferenciacao. 
Entretanto ja foram cobrados em prova, por exemplo, "os requisitos", sendo que a pr6pria 
questao tratou-os como "elementos". 
~ Elementos do Negocio Juridico2 
Para que o neg6cio jurfdico exista, ja vimos que e necessaria a declaracao 
de vontade (pressuposto fundamental), agora vamos estudar os outros 
elementos essenciais do neg6cio jurfdico e que foram elencados do C6digo Civil 
de 2002 como requisitos (condicoes necessarias) de validade. O artigo 104 do 
CC diz: 
Ad so/emnitatem = formalidade exigida por lei para a validade do ato. 
Art. 107. A validade da declereceo de vontade nao dependera de forma especial, 
senao quando a lei expressamente a exigir. 
2.:, Qua nto a form a: 
~ Formais (solenes). Exigem forma especial, prescrita em lei (ex.: 
testamento; neg6cios jurfdicos que visem a constituicao, transferencia, 
rnodificacao ou renuncia de direitos reais sobre im6veis de valor superior a trinta 
vezes o maior salario mfnimo vigente no Pafs). 
Art. 108. Nao dispondo a lei em contrerio, a escritura pubtic« e essencial a validade 
dos neg6cios Jurfdicos que visem a constituiciio, trensterencie, moditiceciio ou reruincie 
de direitos reais sobre im6veis de valor superior a trinta vezes o maior salario 
minima vigente no Pais. 
~Nao formais (nao solenes). Nao exigem solenidades ou forma especial (a 
forma e livre). Podem, por exemplo, ser efetivados de formaverbal. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prova: 
f~] CESPE 2013/TJDFT /Tecnico Judlclarlo. Neg6cio jurfdico bifronte e o que 
tanto pode ser gratuito quanta oneroso, cabendo as partes contratantes 
convencionarem como ele ira ocorrer. 
comentarto: 
O neg6cio jurfdico bifronte e o que podera ser gratuito ou oneroso dependendo 
da vontade das partes. 
Gabarito correto. 
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Analisando os tres incises do art. 104, temos o seguinte: 
~ Inciso I. Quante a capacidade do agente: em nossas aulas passadas, 
estudamos tanto a capacidade das pessoas naturais como a capacidade das 
pessoas jurfdicas. Para a validade do ato, o C6digo Civil exige agente capaz. 
Tai capacidade deve ser aferida no momenta do ato. Isto quer dizer, conforme 
ja estudado, que a pessoa no memento do ato deve ser dotada de consciencia e 
vontade, alern e claro de ser reconhecida por lei como apta a exercer por si 
mesma os atos da vida civil. 
As pessoas absolutamente incapazes serao representadas pelos seus 
representantes legais e as relativamente incapazes serao assistidas. 
Os elementos serao essenciais se forem indispensaveis a validade e por 
consequencia a existencia do neg6cio jurfdico. Sao gerais aqueles que precisam 
estar presentes em todos os neg6cios juridicos ( como a declaracao de 
vontade; o agente capaz; o objeto lfcito, possfvel, determinado ou determinavel) 
e sao os particulares aqueles que estao relacionados a forma adotada, 
lembrado que esta deve ser aquela prevista ou, entao, nao proibida em lei. 
relacionados a forma, que podera ser diferente para 
cada ato desde que nao contrarie o art. 104, Ill. 
Objeto lfcito, possfvel, determinado ou determinavel 
Agente capaz 
Particulares 
(de cada neg6cio 
jurfdico) 
Oeclaracao de vontade 
Gerais (comuns a 
todos os neg6cios 
juridicos) 
relacionados a: 
Elementos 
essencias, 
requisitos de 
validade e por 
consequencia de 
existencia 
Alern da declaracao de vontade, sao tres, entao, OS fatores a serem 
analisados, quais sejam: o 1agente (as pessoas envolvidas), o 2objeto (aquilo 
que esta em questao) ea 3forma (que conste da lei ou, entao, nela nao esteja 
proibida). 
Art. 104. A validade do neg6cio juridico requer: 
I - agente capaz; 
II - objeto licito, passive/, determinado au determlnevet; 
III - forma prescrita 9J!. nao defesa em lei. 
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1° CC Art. 258. "A obriga<;ao e indivisfvel quando a presta<;ao tem por objeto uma coisa ou um 
fato nao suscetf veis de divisiio, por sua natureza, por motivo de ordem economics, ou dad a a 
razao determinante do neg6cio jurldico." 
Alern do que foi dito acima, em certos atos a lei nao se contenta com a 
simples capacidade civil, exigindo, ainda, o requisito da /egitima~ao. Aqui, ja 
nao se discutem as qualidades intrfnsecas da pessoa, sua capacidade, que a 
As pessoas relativamente incapazes sao assistidas nos neg6cios jurfdicos 
pelas pessoas indicadas em lei. A incapacidade e excecao pessoal, so pode ser 
formulada pelo pr6prio incapaz ou pelo seu representante legal. Essa 
defesa nao pode ser nvocada em proveito pr6prio pelo interessado capaz, nem 
aproveita aos cointeressados capazes, a menos que ocorra a ressalva legal, isto 
e, se for indivisivel1° o objeto do direito ou da obriqacao comum. 
No que diz respeito a capacidade das pessoas jurfdicas, estas intervirao por 
interrnedio de quern as represente, ativa e passivamente, judicial e 
extrajudicialmente. 
Nulo sere o ato praticado diretamente por pessoa absolutamente incapaz 
e apenas anulavel o realizado por pessoa relativamente incapaz. Ainda sobre 
este assunto temos o artigo 105 do CC: 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes nao pode ser invocada pela 
outra em beneficio proprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, salvo se, 
neste caso, for indivisfvel o objeto do direito ou da obriga<;ao comum. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/MP-PI/ Analista. Sabendo-se que a representacao nasce da 
lei ou do neg6cio jurfdico, e correto afirmar que, na representacao legal, o 
representante exerce uma atividade obrigat6ria e personalfssima. 
comentarlor 
Havfamos destacado esta afirrnacao durante a parte te6rica da aula, "na 
represeniecso legal, o representante exerce uma atividade obrigat6ria e 
personalfssima". 
Gabarito correto. 
Isso ja foi questao de prova: Sabendo-se que a representeciio 
nasce da lei ou do neg6cio jurfdico, e correto afirmar que, na 
representecso legal, o representante exerce uma atividade 
obrigat6ria e personalfssima. 
~ FIOUE 
V)ATENTOI 
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~Inciso III. Por ultimo, temos a forma (elemento essencial particular), 
que ao lado da capacidade, legitimidade, objeto e naturalmente da vontade, 
constitui, tarnbern, elemento integrante do neg6cio jurfdico. 
Art. 166. E nulo o neg6cio jurfdico quando: 
II - for ilfcito, impossfvel ou indeterminevel o seu objeto; 
O objeto tarnbern deve ser 2determinado, ou ao menos determinavel, 
no memento de sua concretizacao. 
Para que seja idoneo o objeto nao basta ser possfvel, determinado ou 
deterrninevel, exige-se, igualmente que seja 3licito (nao e permitido, por 
exemplo, a exploracao da prostituicao). A licitude do objeto e regulada pela forma 
negativa, ou seja, chegamos a cornpreensao do objeto lfcito pelo conceito que 
temos de ilicitude. Disto podemos concluir que: 0 ato ilicito embora seja um 
fato juridico, com repercussao no direito, nao e ato juridico, muito menos, 
um neg6cio juridico, porque este ( o neg6cio jurfdico) precisa ser lfcito. 
A lei irnpfie lirnitacoes ao objeto do neg6cio, que nao qozara de protecao 
legal quando for contrario as leis de ordem publica, ou aos bons costumes. A 
sancao quanto ao objeto lniddneo, conforme art. 166, inciso II, ea nulidade 
do ato: 
A impossibilidade, a que se refere o legislador, pode ser absoluta, comum 
a todas as pessoas, e pode ser relativa, alcanc;ando apenas o agente. 
Art. 106. A impossibilidade inicial do objeto nao invalida o neg6cio jurfdico se for relativa, 
ou se cessar antes de realizada a condidio a que ele estiver subordinado. 
~Inciso II. Em segundo lugar temos o objeto, que nada mais e do que as 
vantagens que serao auferidas pelas partes, podendo nesse sentido estar, por 
exemplo, relacionado a um service ou, entao, a um bem. Exige a lei que o objeto 
seja 1possivel, afastando, deste modo, os neg6cios que tiverem prestacoes 
tanto fisicamente quanto juridicamente impossfveis. Conforme o artigo 106 do 
CC: 
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habilita para os atos da vida negocial. 0 que se discute e a posicao de 
determinadas pessoas em face de determinadas situacoes criadas por fora de sua 
capacidade, que agora nao esta em discussao. Portanto, a leqitirnacao ou 
legitimidade depende da particular relacao do sujeito com o objeto do 
neg6cio. Assim, o conceito de leqitimacao e ode que as partes, em determinado 
neg6cio juridico, devem ter cornpetencia especifica para praticar o ato. 
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A rnanifestacao de vontade, como vimos, e elemento essencial do neg6cio 
jurfdico e subsiste (rnantern-se) mesmo que a pessoa que a manifestou tenha 
feito reserva mental. 
? !fr "Voces podem explicar o que e reserva mental?" 
Art. 110. A manifesta~ao de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a 
reserva mental de nao querer o que manifestou, salvo se de/a o destinatario tinha 
conhecimento. 
Citamos agora os demais artigos, arts. 110 a 114, ainda no 
campo das disposic;oes gerais do negocio juridico, muitasvezes objetos de questoes literais. 
~TOMENOTAI 
O C6digo nao se referiu a causa, ou ao fim visado pelo agente. Mas a causa 
e parte integrante do ato de vontade. E o motivo com relevancia jurfdica. Numa 
compra e venda, por exemplo, o comprador pode ter os mais variados motives 
para realizar o neg6cio, todos estes motives, porern, nao tern relevancia jurfdica. 
A relevancia jurfdica estara em receber a coisa, mediante o pagamento. Para o 
vendedor, por outro lado, o motivo juridicamente relevante e receber o prec;o. 
Sem maiores aprofundamentos, o que voces devem entender, e que causa e o 
motivo juridicamente relevante. Os motives podem ser muitos, mas a causa deve 
ser entendida como aquele motivo gerador de consequencias jurfdicas. 
Os neg6cios jurfdicos que dependem de forma determinada para terem 
validade ja foram citados anteriormente, sao os atos formais ou solenes - 
serao nao solenes ou nao formais quando sua forma for livre. A forma especial 
tanto pode ser imposta pela lei como pela pr6pria parte, que contrata com a 
clausula de que o acordo nao tera validade senao sob determinada forma, e o 
que esta no artigo 109 do CC: 
Art. 109. No neg6cio jurfdico celebrado com a cleusuie de nao valer sem instrumento 
publico, este e da substencie do ato. 
Art. 107. A validade da declerecso de vontade nao dependere de forma especial, senao 
quando a lei expressamente a exiqir. 
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E requisite de validade dos neg6cios jurfdicos obedecerem a forma prescrita 
ou, entao, nao adotarem a forma proibida pela lei. A regra e que a forma seja 
livre, como dispoe o artigo 107 do CC: 
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Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/DPE-SE/Defensor Publico. Na analise de um neg6cio 
jurfdico bilateral, deve-se, em atendimento ao prindpio da autonomia da 
vontade, aplicar o sentido literal da linguagem consubstanciado no neg6cio, e 
nao, o da intencao dos contratantes. 
comentario: 
Art. 112. Nas declaracoes de vontade se atendera mais a lntencae nelas 
consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem. 
Art. 112. Nas declerecoes de vontade se atendera mais a intenciio nelas 
consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem. 
O silencio importa anuencia (concordancia), mas sao duas as 
condi~oes necessarias: 1as circunstancias ou os usos assim devem autorizar; 
,g_ 2a declaracao de vontade na forma expressa nao pode ser necessaria. 
Do que foi dito podemos deduzir que aquele famoso ditado popular "quern 
cala consente" nao e de todo correto, uma vez que e necessario que as condicoes 
acima expostas estejam presentes para que o silencio importe anuencia. 
Art. 111. O silencio importa anuencia, quando as circunstsncies ou os usos o 
autorizarem, e nao for necesserie a declaraqao de vontade expressa. 
Continuando com a analise dos artigos: 
@ Importante: A reserva mental nao se equipara a slmulacao, que sera 
explicada ainda nesta aula. A sirnulacao pressupoe o consenso, o acordo, sendo 
isto irrelevante para caracterizacao da reserva mental. Por sinal, voltando ao 
exemplo acima, se Pedro (destinatario) tivesse conhecimento da reserva mental 
a doutrina tern o entendimento que ocorre inexistencia do neg6cio jurfdico, por 
ausencia de vontade (falsa vontade). 0 desconhecimento da outra parte e 
relevante ( e necessario) para que o neg6cio subsista 
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Reserva mental e uma declaracao nao querida em seu conteudo, 
tendo por objetivo enganar o destinatarlo, sendo que a vontade declarada 
nao coincide com a vontade real do declarante. 0 declarante oculta a sua 
verdadeira intencao. Digamos, por exemplo, que Jose, por brincadeira, estipulou 
determinado valor para um contrato com Pedro (declaratario), se Pedro nao tinha 
conhecimento da brincadeira, Jose (declarante) nao podera mvocar a reserva 
mental para anular neg6cio jurfdico que realizou. 
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Vimos que os neg6cios jurfdicos apresentam elementos essenciais, que sao 
obrigat6rios para sua validade e constituiceo, sac determinados pela lei. Porern, 
outros elementos podem ser acrescentados pela vontade do agente ou das 
partes e irao modificar os neg6cios jurfdicos. Sao clausulas acess6rias e devem 
ser precisas e determinadas. Estes elementos facultativos, uma vez colocados no 
neg6cio. passam a integra-lo, tornando-se, de certa forma, essenciais. Sao 
chamados de facultativos (acidentais, acess6rios), porque tecnicamente o 
neg6cio pode sobreviver sem eles. 
Em nosso CC temos tres modalidades de elementos acidentais: -condlcao, 
2termo e 3encargo (modo). 
~ Elementos acidentais dos neg6cios juridicos 
Este e outro assunto que nao esta escrito de forma direta no edital, mas como 
temos a expressao "atos jurfdicos" existe a possibilidade de cobranca 
(acreditamos, e claro, que voce deve dedicar uma atencao maier aos assuntos 
validade e defeitos dos neg6cios jurfdicos). 
Neg6cios jurfdicos beneficos (ou gratuitos}, conforme ja falamos, sao 
aqueles nos quais uma das partes obtern beneffcios sem qualquer 
contraprestacao, apenas uma das partes aufere beneffcio enquanto a outra parte 
assume a obriqacao (como, exemplo, temos a doacao pura). Este tipo de neg6cio 
jurfdico, assim como a renuncia, deve ser interpretado estritamente, ou seja, no 
memento da lnterpretacao o magistrado deve restringir-se ao alcance da lei, 
portanto, sem arnplia-la. Dando um exemplo ja cobrado em uma prova (mas do 
CESPE), imagine que duas pessoas acordaram uma doacao. Se surgir duvidas 
quanta a interpretacao de algum item acordado o juiz devera em sua analise 
interpreta-lo estritamente. 
Art. 114. Os negocios juridicos beneficos e a renuncia interpretam-se 
estritamente. 
Art. 113. Os neg6cios jurfdicos devem ser interpretados conforme a boe-Ie e os usos 
do lugar de sua cetebrecso. 
A Intencao dos contratantes prevalece sobre o sentido literal do texto. 
Exemplificando; seem um contrato de locacao consta clausula informando que a 
destinacao do im6vel e comercial, mas a lntencao das partes sempre foi dar 
destinacao residencial ao im6vel e isto foi o que de fato aconteceu, a existencia 
da clausula passa a ser irrelevante. 
Gabarito errado. 
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A condicao deve referir-se a fato futuro. Fato passado ou presente nao 
pode constituir-se em condicao. Tarnbern deve relacionar-se a fato incerto 
( como veremos adiante, a mo rte, por ser fato certo, nao pode ser uma condicao, 
sere termo). A condicao e elemento da vontade e somente opera porque os 
interessados no neg6cio jurfdico assim desejaram, deste modo, no neg6cio 
jurfdico nao ha condic;ao derivada de lei. Enquanto a condlcao nao se realizar, 
os efeitos do ato nao podem ser ainda exigidos. A eficacia do neg6cio 
jurfdico dependera da condicao. 
Porern, ha certos atos que nao admitem condicao (sao denominados 
atos puros), como, por exemplo, no caso dos direitos de familia e direitos 
personallssimos. Assim, o casamento, o reconhecimento de filho, a adocao, 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/ ANAC/Tecnico Administrativo. A clausula que, derivando 
exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do neg6cio jurfdico a 
evento future e incerto e considerada condicao. 
comentarlo: 
Art. 121. Considera-se condicao a clausula que, derivando exclusivamente da vontade 
das partes, subordina o efeito do neg6cio jurfdico a evento future e incerto. 
Gabarito correto. 
Do conceito apresentado no artigo 121, extrafmos os elementos essenciais 
do institute, qua is sejam: a 1vontade das partes, a 2futuridade g_ a 3incerteza 
do evento. 
evento incerto 
incerteza 
evento future 
futuridade A ccndicao possui como elementos:a vontade das 
artes 
Art. 121 Considera-se condidio a cleusule que, derivando exclusivamente da vontade 
das partes, subordina o efeito do negocio juridico a evento futuro e incerto. 
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)) Condicao: temos um conceito no art. 121 do CC: 
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Art. 125. Subordinando-se a eficacia do neg6cio jurfdico a condidio suspensiva, 
enquanto esta se nao verificar, nao se tere adquirido o direito, a que ele visa. 
Art. 126. Se a/guem dispuser de uma coisa sob condicso suspensiva, e, pendente esta, 
fizer quanto equele novas dtsposicoes, estas nao terao valor, realizada a condidio, se 
com eta forem incompatfveis. 
1Condicao suspensiva e quando as partes protelam a eficacla do 
neg6cio juridico. Este so tera sua eficacia ap6s o implemento de uma condicao, 
um acontecimento futuro e incerto (ex: um pai estabelece uma condicao ao filho, 
"eu te darei meu carro quando passares no vestibular"). Nao se adquire o 
direito enquanto nos se verificar a condicao (art. 125). Embora nao se 
adquira o direito, a pessoa que estabeleceu a condicao nao pode mais dispor 
livremente do objeto, realizando operacoes incompatfveis com a condicao 
estabelecida - art. 126 (trata-se de uma lirnitecao ao direito do titular que queira 
alienar o objeto do contrato com condicao suspensiva). A condicao suspensiva 
devera atender ao art. 123, inciso I, ou seja, ela nao pode ser fisicamente ou 
juridicamente impossfvel, porque se o for o neg6cio sere nulo. 
® Ha determinadas condicOes gue invalidam os negOcios juridicos, isto 
esta disposto no art. 123 do CC: 
Art. 123. Invalidam os neg6cios jurfdicos que /hes sao subordinados: 
I - as condicbes ffsica ou juridicamente impossfveis, quando suspensivas: 
II - as condidies ilfcitas, ou de fazer coisa ilfcita; 
III - as condicoes incompreensfveis ou contradit6rias. 
A condicao e classificada quanta a varies criterios, mas, para fins de 
concurso, o criteria mais cobrado e quanto ao modo de atuacao, neste ela sera 
classificada em: =condlcac suspensiva e 2condic;ao resolutiva: 
A condicao precisa ser exequfvel e o ato deve desencadear efeitos. Alern 
disso, nao pode a condicao ser subordinada ao puro arbftrio de uma parte (a 
expressao "puro arbftrio" remete a chamada condicao potestativa pura, sendo 
esta condicao vedada no nosso ordenamento jurfdico). A condicao tarnbern nao 
pode ser contraria a lei, a ordem publica ou aos bons costumes. 
Art. 122. Sao lfcitas, em geral, todas as condicoes nao contreries a lei, a ordem ptiblice 
ou aos bons costumes; entre as condi~oes defesas se incluem as que iprivarem de 
todo efeito o neq6cio ;urfdico, ou o 2sujeitarem ao puro arbftrio de uma das partes. 
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dentre outros, nao admitem condicao. No art. 122 do CC temos duas condicoes 
proibidas ( defesas): 
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11 Costa Machado, C6digo Civil Interpretado, Manole, sa ed., pag. 151. 
Aspectos gerais das condlcoes: 
A condlcao pode estar 1pendente, quando ainda nao se verificou o 
evento futuro; pode estar 2implementada, quando se verifica a condicao: mas 
tarnbern pode ser 3frustrada, quando nao se realiza. 
Com relacao ao artigo 124, entenda que nao e o neg6cio que e tido por 
inexistente, mas sim a condicao apresentada Como na condicao resolutiva o 
neg6cio ja ocorreu o que fica comprometido pela condicao resolutiva impossfvel 
e apenas a cessacao da eficacia, Com relac;ao a sequnda parte deste mesmo 
artiqo, sao inexistentes as condicoes (sejam suspensivas ou resolutivas) de nao 
fazer coisa impossfvel. 
Com relacao ao artigo 128, temos que com o implemento da condicao 
resolutiva extingue-se o direito No que diz respeito ao neg6cio de execucao 
continuada, exemplificamos com a citacao de Costa Machado e outros-": "Em 
caso de contrato /ocatfcio, que e de execuciio continuada por serem os 
pagamentos das contreprestecbes (eluqueis e demais encargos) peri6dicos, a 
superventencie de condiciio reso/utiva do neg6cio nao /eva a inva/idade dos 
pagamentos ja efetuados, que constituem atos perfeitos e acabados, compatfveis 
com a natureza da condicso, que viseve a extinguir somente o contrato principal". 
Art. 127. Se for resolutiva a condiceo, enquanto esta se nao realizar, vigorara o 
negocio juridico, podendo exercer-se desde a conciuseo deste o direito por ele 
estabelecido. 
Art. 128. Sobrevindo a condi~ao resolutiva, extinque-se, para todos os efeitos, o 
direito a que ela se opbe; mas, se aposta a um neg6cio de execuceo continuada ou 
peri6dica, a sua reelizecso, salvo disposiceo em contrerio, nao tem eticeci« quanta aos 
atos ja praticados, desde que compatfveis com a natureza da condiciio pendente e 
conforme aos ditames de boe-te. 
Art. 124. Tem-se por inexistentes as condi~oes impossiveis, quando resolutivas, e 
as de nao fazer coisa impossf vel. 
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2Condicao resolutiva e quando se subordina a ineficacia do neg6cio 
jurfdico a um evento futuro e incerto. Enquanto este evento nao ocorrer, 
vigorara o neg6cio juridico. Uma vez verificada a condicao, se extingue o 
direito que a ela se opoe. (Exemplo: "enquanto voce estudar eu pagarei suas 
despesas", uma vez que pare de estudar o neg6cio nao sere mais eficaz). 
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12 Nelson Nery Junior, C6digo Civil Comentado, Revista dos Tribunais, 8 ed., pag. 606. 
~ Termo judicial, quando decorrer de decisao judicial. 
~ Termo de direito, quando decorrer de dtsposicao legal, decorre da lei; 
~Propriamente dito (ou termo convencional), quando derivar da vontade das 
partes. E colocado, por exemplo, em um contrato por vontade das partes; 
O termo pode ser: 
)) Termo: O memento de infcio ou do fim da eficacia do neg6cio e que sera 
determinada pelas partes ou fixada pelo agente. 
Chama-se de termo inicial (ou suspensivo) aquele dia a partir do qual se 
pode exercer o direito e charna-se termo final ( ou extintivo) aquele no qua I se 
encerra a producao de efeitos dos neg6cios jurfdicos. Assim, o termo inicial 
suspende a eficacia de um neg6cio ate a sua ocorrencia, enquanto o termo final 
resolve seus efeitos. 
Citando Nelson Nery Junior12: "A entrega da coisa e feita ao comprador 
para que ele experimente a coisa comprada e, agradando-se dela, torne-se 
definitiva a venda que se deu sob condicao suspensiva (art. 125)". 
Outro crlterlo de classlflcacao da condicao e quanto a partlclpacao 
da vontade dos sujeitos, neste ela sere classificada em: -condiceo casual ( ou 
causal) e 2condi<;ao potestativa. 
Exemplo classico da condicao casual e o seguinte: "te dou R$ 30,00 se 
chover arnanha", ela depende de fato alheio a vontade das partes. 
Quante a condicao potestativa, estas decorreram da vontade das 
partes, sendo certo que nao e admitida em sua forma pura, puramente 
potestativa, que e aquela que depende do livre arbftrio de uma das partes. Sera 
permitida se for a chamada condicao simplesmente ou meramente 
potestativa, que nada mais e do que aquela que nao depende exclusivamente 
do arbftrio de uma das partes, esta sujeita, tambern, a outras circunstancias. 
Exemplo de condicao meramente potestativa encontrada no c6digo ea seguinte: 
Art. 509. A venda feita a contento do comprador entende-se realizada sob condicso 
suspensiva, ainda que a coisa /he tenha sido entregue; e nao se reoutere perfeita, 
enquanto o adquirente nao manifestar seu agrado. 
Com o implemento da condicao suspensiva, iniciam os efeitos do neg6cio; com o 
implemento da condicao resolutiva, terminam os efeitos. 
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O que o legislador quis dizer neste artigo e que a existencia do termo 
inicialsuspende o exerdcio, ou seja, o exerdcio ficara suspense ate a ocorrencia 
do termo (ele ainda nae ocorreu). Lembrando que a aquisicao (parte final do 
artigo) e imediata. O direito que se adquire a termo surge no momenta do 
neg6cio juridico, pois nae ha uma pendencia ( e diferente de condicao ), aqui O 
evento e futuro e certo. 
Va mos lhe dar um exemplo: assinamos um contrato onde compramos o 
seu im6vel no dia 25 de maio pr6ximo. Existe um termo para possamos gozar 
do exerdcio do direito de usar o im6vel no futuro (atualmente quern dispoe 
deste gozo e voce), no entanto aqulslcao deste direito ja esta estabelecida, 
A diferenc;a entre os dois institutes, e que o termo e modalidade do neg6cio 
juridico que tern por escopo suspender a execucao ou o efeito de uma obriqacao, 
ate um memento determinado, ou o advento de um evento futuro e certo. Ja a 
condlcao se refere a evento futuro e incerto, desde modo, o implemento da 
condicao pode vir a falhar e o direito nunca vir a se consumar. 
No termo, o direito e futuro, mas diferido, na medida em que nao impede 
sua aquisicao, que ire acontecer, ela esta apenas suspensa. Apesar de o termo 
ser sempre certo, o momenta de sua ocorrencia pode ser indeterminado 
(incerto). Sera certo quando se referir a uma data je determinada, porque ela 
pode tardar, mas um dia cheqara. Sera indeterminado, por exemplo, se for 
relacionado a morte de uma pessoa, o memento aqui e indeterminado (nao 
sabemos exatamente quando), porern e certo, pois todo mundo um dia rnorrera. 
Diante da exemplificacao acima surqira tarnbern a denorninacao de 1termo 
certo (determinado) e 2termo incerto (indeterminado). Esta diferenciacao e de 
suma irnportancia, uma vez que a obriqacao a termo certo constitui o devedor 
em mora, enquanto que a de termo incerto necessita de interpelacao do devedor. 
"Trocando em rniudos pra voce": quando a obriqacao de pagar, por 
exemplo, for a termo certo, chegada essa data, ou o termo, se o devedor nao 
cumprir com sua obriqacao, automaticamente sere constituido em mora, ou seja, 
a partir daguela data sera considerado como devedor inadimplente. Mas, por 
outro lado, se a obrigac;ao e de termo incerto, nao se sabe ao certo quando e a 
data final para o pagamento, neste caso, o credor tera gue interpelar o devedor, 
tera que cobrar o devedor. 
No termo inicial, nao se impede a aquislcao de seu direito, apenas 
se retarda seu exerdcio, e o que diz o art. 131: 
Art. 131 O termo inicial suspende o exercicio, mas nao a aquisi~ao do direito. 
O termo se aproxima muito das condicoes suspensivas e resolutivas, tanto 
que assim dispoe o art. 135: 
Art. 135. Ao termo inicial e final aplicam-se, no que couber, as disposicoes relativas 
a condicao suspensiva e resolutiva. 
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13 Carlos Roberto Goncalves. Direito civil I Esquematizado. 2a ed. 
Nos testamentos, o herdeiro tern a contagem de prazo a seu favor, 
preferindo ao leqatario. E a preferencia do prazo em favor do devedor e que, no 
silencio do contrato e na duvida, este deve ser beneficiado, em detrimento do 
credor, pois o primeiro deve cumprir a obriqacao e esta geralmente em situacao 
de inferioridade. 
O art. 133 prescreve a presuncao do termo em favor do herdeiro no caso 
de testamentos e em proveito do devedor: 
Art. 133. Nos testamentos, presume-se o prazo em favor do herdeiro, e, nos contratos, 
em proveito do devedor, salvo, quanto a esses, se do teor do instrumento, ou das 
circunstiincies, resu/tar que se estabeleceu a beneficio do credor, ou de ambos 
os contratantes. 
Nao ha gue se confundir termo com prazo. Termo e o limite inicial ou 
final. Prazo, por sua vez, e o lapso de tempo decorrido entre a decleracao de 
vontade e a superveniencia do termo. 0 art. 132 define disposicoes sobre a 
contagem dos prazos: 
Art. 132. Salvo disposicso legal ou convencional em contrerio, computam-se os prazos, 
exclufdo o dia do comeco, e inclufdo o do vencimento. 
§ 1 o, Se o dia do vencimento cair em feriado, considerer-se-e prorrogado o prazo ate o 
seguinte dia utit. 
§ 20. Meado considera-se, em qualquer mes, o seu decimo quinto dia. 
§ Jo. Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual numero do de infcio, ou no 
imediato, se fa/tar exata correspondencie. 
§ 40. Os prazos fixados por hora conter-se-tio de minuto a minuto. 
Mas veja que, no exemplo acima, nos ja podemos exercer sobre o bem os 
atos conservat6rios ( que assegurem o nosso exercicio futuro) como o 
registro do titulo, podendo inclusive exigir de voce (que este no gozo atual do 
direito) caucao. No exemplo dado o termo e inicial ou suspensive, pois no 
memento da ocorrencia do termo e que poderemos exercer o direito. 
O termo, quando colocado no neg6cio juridico, portanto, indica o memento 
a partir do qual seu exercfcio inicia-se ou extingue-se. 
Existem atos que nao admitem a colocacao de termo, como nos casos 
de direitos de personalidade, nas relacoes de famflia e nos direitos que, por sua 
pr6pria natureza, requerem execucao imediata. Nao se admite termo: a 
ernancipacao, o casamento, a adocao, o reconhecimento de filho, a aceitacao ou 
a renuncia.P 
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existe apenas a suspencao da sua eficacia (na letra da lei denominada exercfcio 
do direito). 
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14 Direito Civil I, 11 ed. pag. 493. 
)) O encargo ou modo: E uma restricao a certa liberalidade que foi 
concedida. Por exemplo, quando um pai de um dinheiro de presente a um filho, 
mas diz que ele precisa usar parte deste dinheiro para comprar livros. Geralmente 
o encargo e colocado em doacoes mas nada impede que se refira a qualquer ato 
de fndole gratuita (liberalidades). Exemplo: "doa-se determinado terreno ao 
Esta do ten do como obriqacao deste a construcao de um hospital ( o 
encargo)". 
Assim, o encargo apresenta-se como clausula acess6ria as liberalidades, 
quer estabelecendo uma finalidade ao objeto do neg6cio, quer impondo 
uma obrlqacao ao favorecido, em beneffcio do instituidor, ou de terceiro, ou 
mesmo da coletividade (como no exemplo acima). 
Nao deve, porern, o encargo se configurar em contraprestacao, nao pode 
ser visto como contrapartida ao beneffcio concedido. Se o encargo nao for 
cumprido a liberalidade podera ser revogada. Segundo Venosa14: "O fato e que 
ninquem e obrigado a aceitar liberalidade. Seo faz, sabendo ser gravada com 
encargo, fica suieito ao seu cumprimento ". 
O encargo, assim como ocorre na condicao, deve estar em obriqacao lfcita 
e possfvel. De acordo com o art.137, a ilicitude ou impossibilidade do en cargo 
torna-o nae escrito, exceto se for determinante da liberalidade e, neste caso, 
Como regra geral, as partes fixam um prazo dentro do qual deve ser 
cumprida a obriqacao, e assim, o credor nao pode exigir seu cumprimento antes 
do termo. Ainda que nao haja esta fixacao de termo, existem obriqacoes, que por 
sua natureza, so podem ser cumpridas dentro de certo lapso de tempo, como, 
por exemplo, um ernprestirno. Porern, quando a obriqacao permite e os 
contraentes nao fixaram prazo, a obriqacao e exequfvel desde logo (tern 
vencimento imediato), salvo em duas possibilidades: sea execucao 1tiver de 
ser feita em lugar diverse ou 2depender de tempo. 
Esta excecao e no caso de o neg6cio ter sido feito em um local com a 
sua execucao em outro (seria impossfvel estar nos dois lugares ao mesmo 
tempo, por isto, neste caso e necessario um lapso temporal). Com relacao ao 
tempo (segunda possibilidade), voce deve entender que, por exemplo, nao e 
possfvel a entrega imediata de uma safra se nao for o memento para a colheita. 
O art. 134 dispoe sobre o regramento para aqueles neg6cios para os 
qua is nao se estabeleceu prazo ( e o principio do vencimento imediato): 
Art. 134. Os neg6cios jurfdicos entre vivos, sem prazo, sao exequiveis desdelogo, 
salvo sea execuciio tiver de ser feita em 1lugar diverso ou 2depender de tempo. 
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15 Costa Machado, C6digo Civil Interpretado, Manole, sa ed., paq, 159. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/ ANAC/Tecnico Administrativo. O encargo nao suspende a 
aqulslcao e o exercfcio do direito, salvo quando expressamente impasto no 
neg6cio jurfdico, pelo disponente, como condicao suspensiva. 
comentarlo: 
Muita atencao! O CESPE tarnbern cobra a literalidade do c6digo. 
Deste modo, feita a doacao com o encargo, a liberalidade nao se suspende 
por seu nao cumprimento (tanto a sua aquisicao quanta o seu exercfcio ), salvo 
na hip6tese de suspensao ora enfocada (quando expressamente imposto no 
neg6cio jurfdico, pe/o disponente, como condiceo suspensiva). 
Quanta a aqulslcao e ao exerdcio do direito, assim fala o art. 136: 
Art. 136. O encargo nao suspende a aquisi<;ao !1§.!Jl o exercfcio do direito, salvo quando 
expressamente imposto no neg6cio Jurfdico, pelo disponente, como condiciio suspensiva. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2013/TJDFT /Tecnico Judiclarlo. Sera considerada nao escrita, 
invalidando o neg6cio jurfdico como um todo, clausula de neg6cio jurfdico que 
estabeleca um encargo ilfcito ou impossfvel, se esse nao for o motivo 
determinante do ato. 
comentartoi 
Art. 137. Considera-se nao escrito o encargo ilfcito ou impossfvel, salvo se constituir 
o motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o neg6cio jurfdico. 
Gabarito errado. 
Citando novamente de Costa Machado e outros15 temos o seguinte exemplo de 
encargo ilfcito: "Se 'A' doe para 'B' seus bens, exigindo que construa uma banca 
de jogo de bicho em sua mem6ria, sem que seja este o motivo determinante, 
esse encargo e desconsiderado, recebendo o beneticierio a doecso sem nenhuma 
obrigaqao". 
Art. 137. Considera-se nao escrito o encargo ilicito ou impossfvel, salvo se constituir 
o motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o neg6cio jurfdico. 
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sere invalido o neg6cio jurfdico. Tarnbern se o ato e fisicamente irrealizevel, tem- 
se por nao escrito. 
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Quando o neg6cio jurfdico se apresenta de forma irregular, defeituosa, tal 
irregularidade ou defeito pode ser mais ou menos grave, e o ordenamento 
jurfdico pode atribuir reprimenda maior ou menor. Neste nosso estudo vamos ver 
tres categorias de ineficacia dos neg6cios jurfdicos: neg6cios jurfdicos 
1inexistentes, 2nulos (nulidade absoluta) e 3anulaveis (nulidade 
relativa). 
Ineficacia, em sentido geral, trata-se da declaracao legal de que os 
neg6cios jurfdicos nao se amoldam aos efeitos que ordinariamente produziriam. 
Invalidade (arts. 166 a 184) 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/MP-PI/ Analista. Por serem convencionados pelas partes, os 
elementos acidentais - introduzidos facultativamente no neg6cio jurfdico - nao 
possuem o mesmo valor que os elementos estruturais - determinados pela lei. 
comentartoi 
Os elementos acidentais sao facultativos, ou seja, as partes podem optar por 
acrescenta-los ao neg6cio, entretanto uma vez que decidam acrescenta-los ao 
neg6cio eles se tornam essenciais". Deste modo, quando um neg6cio jurfdico 
contiver qualquer dos elementos acidentais eles serao considerados elementos 
estruturais. 
Gabarito errado. 
:'Q''-: , " 
Lembre-se que a condicao ora suspende a aqursrcao do direito, ora o 
extingue, ja o encargo nao suspende tal aquisicao, que se torna perfeita e 
acabada desde logo, salvo a excecao do art. 136. 
O nao cumprimento do encargo podera resolver a liberalidade, mas a 
posteriori. 0 encargo obriga, mas nao suspende, o exercfcio do direito. Como 
falamos, o encargo embora seja semelhante a condicao com esta nao se 
confunde, porque nele ha de certa forma coercibilidade o que nao ocorre no que 
diz respeito a condicao. 
Ap6s examinarmos os elementos gerais, comuns a todos os atos jurfdicos, 
e, tarnbern, os elementos acidentais (facultativos), passaremos agora ao estudo 
mais detalhado da invalidade dos neg6cios jurfdicos e a nulidade absoluta e 
relativa. 
Art. 136. 0 encargo nao suspende a equisiceo nem o exercfcio do direito, salvo quando 
expressamente imposto no neg6cio Jurfdico, pelo disponente, como condiciio suspensiva. 
Gabarito correto. 
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A ocorrencia de qualquer dessas hip6teses e reputada pela lei como de seria 
ofensa, provocando sua nulidade. Nulidade esta que pode atingir todo o ato, 
como regra, ou apenas parte dele se assim o ordenamento ea pr6pria natureza 
do neg6cio permitir. Ja mostramos nesta aula alguns motivos que levam a 
nulidade (art. 166, I, II e IV), quais sejam: 
I. por incapacidade absoluta do agente; 
II. por seu objeto ser ilfcito, impossfvel ou indeterrninavel 
Art. 166. E nulo o neg6cio jurfdico quando: 
I - celebrado por pessoa absolutamente incapaz; 
II - for ilicito, impassive/ 9.!:!. indeterminevel seu objeto; 
III - o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilicito; 
IV - nao revestir a forma prescrita em lei; 
V - for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua 
validade; 
VI - tiver por objetivo fraudar lei imperativa; 
VII - a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a pretice, sem cominar san~ao. 
~ Nulidade dos Neg6cios luridicos - nulidade absoluta (art. 
166) 
Esta e a chamada nulidade absoluta, trata-se de vfcio que impede o ato deter 
existencia legal e produzir efeito, em razjio de nao ter obedecido qualquer 
requisito essencial. 0 assunto esta disposto dos arts. 166 a 170. 
~ Inexistencia dos Neg6cios luridicos 
No ato ou neg6cio inexistente, pode haver uma aparencia de ato ou neg6cio 
jurfdico. Quando falamos em aparencia queremos dizer que, embora possua 
aparencia material, o ato ou neg6cio jurfdico nao possui conteudo juridico. Na 
verdade o ato nao se formou para o direito. 
Embora se diga que o ato ou neg6cio inexistente prescinda de declaracao 
judicial, a aparencia do ato pode ser tao verdadeira, que uma analise do juiz se 
mostre necessaria. 0 ato inexistente deve ser visto como simples fato sem 
existencia legal. 
Contudo nao daremos maior relevancia aos atos inexistentes, pois, na 
maioria das vezes em provas voce estara diante de nulidade e anulabilidade. 
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O vocabulo ineficacia e usado para todos os casos em que o neg6cio jurfdico se 
torna passfvel de nao produzir os efeitos regulares. 
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16 Serao pedidas duas testemunhas para os testamentos publicos e cerrado e pelo menos tres 
para o testamento particular. 
Em regra, prova-se o ato nulo de forma objetiva, pelo pr6prio instrumento 
utilizado para o ato ou por prova literal. Porern existem casos em que a nulidade 
devera ser provada por outros meios, quando for contestada ou posta em duvida. 
Assim, a nulidade e penalidade que faz com que qualquer efeito do ato, 
desde o momento da sua formac;ao deixe de existir. A sentence que decretar a 
nulidade vai retroagir (tern efeito ex tune) ate a data de nascimento do ato 
viciado. Desde este momento desaparecem os efeitos do ato, ficando como se o 
mesmo nunca tivesse ocorrido. Porern, muitas vezes, embora o ato seja tido 
Art. 762. Nulo sera o contrato para garantia de risco proveniente de ato doloso do 
segurado, do beneticierio, ou de representante de um ou de outro. 
~ Observe: A nulidade repousa sempre em causas de ordem pUblica, 
enquanto a anulabilidade, como veremos mais adiante, tern em vista,mais 
acentuadamente, o interesse privado. 
Mas ha outros motivos, tarnbem elencados no art. 166, respectivamente nos 
incisos III, V, VI e VII: 
~ Tarnbern havera nulidade quando o motivo determinante, comum a 
ambas as partes, for ilicito. Assim, se ambas as partes se orquestrarem, 
agirem em conluio, sob aparente legalidade, para obter fim ilfcito, havera 
nulidade absoluta. 
~ 0 ato ou neg6cio juridico tarnbern sere nulo quando qualquer so/enidade 
considerada essencial pela lei para sua validade for esquecida ou nao 
cumprida. E o caso, por exemplo, do testamento, que pede um determinado 
nurnero de testemunhas16 para sua validade. 
~ Nao pode o ato ter como objetivo a fraude de norma imperativa, de ordem 
publica. 
~ Por fim, ainda no art. 166, temos como caso de nulidade quando 
taxativamente o ordenamento o disser Dos casos encontrados no C6digo, 
em carater exemplificativo, citamos os arts. 489 e 762 abaixo: 
Art. 489. Nulo e o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbftrio exclusivo de 
uma das partes a fixa~ao do preco. 
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IV. por nao se revestir da forma prescrita em lei. 
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Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/TC-DF/ Auditor de Controle Externo. Quando o vfcio atinge 
neg6cio jurfdico de carater unitario, celebrado porque as partes acreditavam nao 
ser possfvel o seu fracionamento ou divisao, a invalidade e total. 
comentarlo: 
A nulidade parcial (nulidade de apenas parte do neg6cio, subsistindo a parte 
valida) e possfvel na hip6tese da primeira parte do art. 184: 
Da leitura deste artigo apreendemos que a nulidade pode ser total ou parcial 
(ambas sao nulidades, nao confundir o conceito de nulidade parcial com o 
conceito de nulidade relativa, que ea chamada anulabilidade). Total quando afeta 
todo o neg6cio, e parcial quando se limita a algumas de suas clausulas. A nulidade 
parcial somente sera possfvel se o neg6cio for separavel, divisfvel. 
Desta forma, tarnbern ao juiz e determinado que decrete a nulidade de offcio, 
se dela tomar conhecimento, sem necessidade de qualquer provocacao, no 
entanto nao pode supri-la mesmo que as partes assim tenham solicitado. A 
nulidade e insuprfvel pelo juiz. Ou seja, ato ou neg6cio juridico nulo nao pode 
ser Confirmado (ratificado). As partes so consequirao obter os efeitos jurfdicos 
derivados do ato ou neg6cio jurfdico se executarem (firmarem) o ato todo 
novamente e, desta vez, de acordo com a lei. Ainda sobre este assunto temos o 
artigo 184 do CC: 
Art. 184. Respeitada a intem;ao das partes, a invalidade parcial de um neg6cio jurldico 
nao o prejudicara na parte valida, se esta for separavel; a invalidade da obriqeceo 
principal implica a das obriqecoes acess6rias, mas a destas nao induz a da obriga<;ao 
principal. 
Temos tarnbern o artigo 168 do CC: 
Art. 168. As nulidades dos artigos antecedentes podem ser alegadas por qualquer 
interessado, ou pelo Ministerio Publico, quando /he couber intervir. 
Pereqreto iinico: As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer 
do neg6cio Jurfdico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, nao /he sendo 
permitido supri-las ainda que a requerimento das partes. 
Art. 182. Anulado o negocio juridico, restituir-se-eo as partes ao estado, em que 
antes dele se achavam, e nao sendo passive/ restitui-las, serao indenizadas com 
o equivalente. 
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como nulo (ou, entao, como veremos adiante anulavel), dele decorre efeitos de 
ordem material. As partes contratantes devem ser reconduzidas ao estado 
anterior. Nern sempre, fisicamente, isto sere possfvel. Oaf a razao do artigo 182 
do CC: 
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'Q~ w r w 
~ , Observacao: a conversao nao e modalidade de corng1r ou sanar 
irregularidades. Quando se corrige um neg6cio, na realidade pratica-se outro para 
No instituto da conversao se converte um neg6cio jurfdico nulo em outro 
valido. Trata-se da hip6tese em que o neg6cio jurfdico nulo nao pode prevalecer 
na forma pretendida pelas partes, mas seus elementos sao suficientes para 
caracterizar outro neg6cio. Para a conversao, e necessaria a reuniao no 
neg6cio nulo de todos os elementos para um neg6cio de natureza diversa e que 
esse neg6cio possa ser entendido como contido na vontade das partes. 
Essa conversao s6 e possfvel quando nao proibida taxativamente ou entao 
pela natureza da norma, como ocorre nos casos de testamento, cujas 
formalidades para cada modalidade sao absolutamente estritas. 
nulo e 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/ ANAC/Tecnico Administrativo. O neg6cio jurfdico 
suscetfvel de confirrnacao pelas partes, salvo direito de terceiro. 
comentartoi 
Art. 169. O neg6cio Jurfdico nulo nao e suscetfvel de contirmecso, nem convalesce pelo 
decurso do tempo. 
Gabarito errado. 
O artigo 169, que a seguir transcrevemos, diz que o neg6cio jurfdico nulo 
nao pode ser confirmado, entretanto atente para o artigo 170 do CC que fala 
do instituto da conversao dos neqocios ;uridicos: 
Art. 169. O neg6cio Jurfdico nulo niio e suscetivel de contirmeceo, nem convalesce 
pelo decurso do tempo. 
Art. 170. Se, porem, o neg6cio jurfdico nulo contiver os requisitos de outro, 
subsistire este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam 
querido, se houvessem previsto a nulidade. 
Art. 184. Respeitada a inten,ao das partes, a invalidade parcial de um neg6cio juridico 
nao o prejudicersi na parte valida, se esta for separavel; a invalidade da obriga,ao 
principal implica a das obriqeciies acess6rias, mas a destas nao induz a da obriga,ao 
principal. 
Nesta questao, temos que a intencao das partes foi celebrar um neg6cio jurfdico 
simples (unitario) e assim o fizeram, mesmo que tenha sido por 
desconhecimento. Sendo o neg6cio jurfdico unitario (e que nao pode ser 
separavel), o vfcio que atingir a este neg6cio jurfdico o atinqira em sua totalidade 
e, da mesma forma, a invalidade sere total. 
Gabarito correto. 
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17 Washington de Barros Monteiro, Direito Civil l, Parte geral, 43 ed., paq, 272. 
)- Simulac;ao: 
A sirnulacao e vicio social. Assim chamada porque tutela a confianc;a nas 
declaracoes de vontade, tutela interesses sociais, inclusive publicos, E vicio mais 
grave que os defeitos que serao vistas mais a seguir, por isso mesmo a sirnulacao 
provoca a nulidade (absoluta) do ato. 
Simular e fingir, mascarar, esconder a realidade. Juridicamente, e a pratica 
de ato ou neg6cio que esconde a real intencao. Segundo Barros Monteiro17: "E o 
intencional desacordo entre a vontade interna e a dec/arada no sentido de criar 
aparentemente um negocio juridico que, de fato, nao existe, ou entao 
ocu/ta, sob determinada eperencie, o neg6cio rea/mente querido". 
~ A ocorrencia de qualquer dessas hip6teses e reputada pela lei como sena 
ofensa, provocando sua nulidade. Nulidade esta que, como regra, podera atingir 
todo o ato ou, entao, apenas parte dele, se assim o ordenamento e a pr6pria 
natureza do neg6cio permitir. Vamos explicar entao uma das causas de nulidade 
mais cobradas em prova, qual seja, a sirnulacao. 
8 SIMULAc;Ao c 
I 
. a e1 axa ivarnen e o ec arar nu o, ou pro: rr- ea pra ica, sem 
6 f d I . . t. c 
5 motivo comum a ambas as partes for flicito c 
4 nao observar solenidade considerada por lei essencial c 
3 nao se revestir da forma prescrita em lei c 
2 objeto ilicito impossivel ou indeterminavel c 
1 celebrado por Pessoa Absolutamente lncapaz c 
Quando o neg6cio juridico sera nulo: 
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sanar o primeiro, enquanto na conversao aproveitam-se os elementos do 
pr6prio neg6cio errado. Quando sepratica um neg6cio de saneamento, o que 
era invalido torna-se algo novo, valido, enquanto na conversao e o pr6prio 
neg6cio que se converte em outro valido. 
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18 Silvio de Salvo Venosa, Direito Civil I, Parte Geral, 11 ed. paq, 526. 
A sirnulacao pode ser absoluta - quando a declaracao enganosa da vontade 
exprime um neg6cio jurfdico bilateral ou unilateral, nao havendo a intencao de 
realizar neg6cio algum. Ou seja, o neg6cio e inteiramente simulado, quando as 
partes, na verdade, nao desejam praticar nenhum ato. Nao existe neg6cio 
encoberto porque realmente nada existe18. 
Ou pode ser relativa - onde as partes, ao contrario da sirnulacao absoluta, 
pretendem realizar um neg6cio, mas de forma diferente daquela que se 
apresenta. Ha intencional desacordo entre a vontade interna e a declarada, da- 
Importante: nao e necessario causar prejurzo para 
caracterizar a sirnulacao, o que caracteriza a simulacao e a 
vontade de enganar, o conluio das partes. 
~ FIOUE 
V}ATENTOI 
A simulacao provoca falsa crenc;a num estado nao real, a intencao e 
enganar sobre a existencia de uma situacao nao verdadeira (se aparentou fazer 
um neg6cio). A dissimulacao oculta de outrem uma situacao existente ( o 
neg6cio na realidade foi feito, mas tenta-se encobrir tal ato ). 
Veja que, conforme o art. 167, o neg6cio simulado sempre sere nulo, no 
entanto, o neg6cio dissimulado sere mantido se for valido na substancia e na 
forma. 
Art. 167. E nulo o negocio juridico simulado, mas subsistira o que se dissimulou, 
~ velido for na substencie e na forma. 
§ 1Q Havers simula~ao nos negocios juridicos quando: 
I - aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas as quais 
realmente se conferem, ou transmitem; 
II - contiverem declereciio, contissiio, condiciio ou cleusute nao verdadeira; 
III - os instrumentos particulares forem antedatados, ou p6s-datados. 
§ 20. Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fe em face dos contraentes do 
neg6cio Jurfdico simulado. 
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Seus requisitos sao: em regra, fa Isa declaracao bilateral de vontade, ha 
o conluio entre os contratantes (podera excepcionalmente ser unilateral); 
vontade exteriorizada diverge da interna; ilude terceiros. 
O art. 167 do CC apresenta duas sltuacoes, qua is sejam: a -slmulecao e 
a 2dissimulac;ao. 
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&(i) 
VA seguir apontamos a relacao entre alguns institutos que podem gerar 
duvidas ou enganos: 
A simulacao engana terceiro, ha o conluio entre as partes; a reserva 
mental o agente declara coisa diferente, ocultando a sua verdadeira intencao, 
existe apenas uma declaracao em desacordo com a vontade. 
A simulacao e o intencional desacordo entre a vontade real e a 
declarada, para enganar terceiro; a fraude a lei caracteriza-se por uma violacao 
indireta da lei, para atingir um resultado proibido. 
A simulacao e contrato fingido, havendo desavenca entre a vontade interna 
e a declarada para enganar terceiro, sendo, portanto, ato nulo; o neg6cio 
fiduciario e ato existente, embora os contratantes dele se sirvam para finalidade 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2013/TJDFT /Tecnico Judlciario, Configura sirnulacao relativa o 
fato de as partes contratantes p6s-datarem um documento, objetivando situar 
cronologicamente a realizacao do neg6cio em periodo de tempo nao verossfmil. 
comentartoi 
A sirnulacao pode ser absoluta - quando a declaracao enganosa da vontade 
exprime um neg6cio juridico bilateral ou unilateral, nao havendo a intencao de 
realizar neg6cio algum. Ou seja, o neg6cio e inteiramente simulado, quando as 
partes, na verdade, nao desejam praticar nenhum ato. Nao existe neg6cio 
encoberto porque realmente nada existe . 
Ou pode ser relativa - onde as partes, ao contrario da simulacao absoluta, 
pretendem realizar um neg6cio mas de forma diferente daquela que se 
apresenta. Ha intencional desacordo entre a vontade interna e a declarada, da- 
se quando uma pessoa sob a aparencia de um ato pretende praticar ato 
diverso. E como exemplo podemos usar a afirrnacao acima. 
Gabarito correto. 
~ A simulacao relativa pode ser ainda: subjetiva - se a pa rte contratante nao 
for o indivfduo que tirar proveito do neg6cio (e o exemplo dado acima); ou 
objetiva - se concernente a natureza do neg6cio pretendido, ao objeto ou a um 
dos elementos contratuais. 
a "C". 
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se quando uma pessoa sob a aparencia de um ato pretende praticar ato 
diverso. Como exemplo, podemos dar o do Pai, "A", que vende sua casa a 
determinada pessoa "B" para que esta a transmita a "C" ( descendente do 
alienante), sendo que desde o inicio a lntencao era a transmissao do im6vel 
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O ato OU neg6cio anulavel e imperfeito, mas seu vicio nao e tao grave para 
que haja interesse publico em sua declaracao. Desse modo, a lei oferece 
alternativa ao interessado, que pode conformar-se com o ato, tal como foi 
praticado, sendo certo que sob essa situacao o ato tera vida plena. 
O neg6cio juridico produz efeitos ate ser anulado. Os efeitos da anulacao 
passam a correr a partir do decreto anulat6rio, nao retroage (tern efeitos ex 
nunc). A anulacao dependera sempre de sentence e nao podera ser 
pronunciada de oficio, neste sentido dispoe o artigo 177 do CC: 
Art. 177. A anulabilidade nao tem efeito antes de julgada por sentence, nem se pronuncia 
de offcio; s6 os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a 
alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade. 
Quanta ao agente relativamente capaz, como ja estudado em aulas 
anteriores, sua participacao no neg6cio juridico s6 sere perfeitamente idonea 
quando agir devidamente autorizado pelo respectivo assistente ou com a 
intervencao de curador. Em outra situacao, o ato podera ser revisto se o menor 
nao agiu com malfcia, de acordo com o artigo 180 do CC: 
Art. 180. O menor, entre dezesseis e dezoito anos, nao pode, para eximir-se de uma 
obriga~ao, invocar a sua idade, se dolosamente a ocultou, quando inquirido pela outra 
parte, ou se, no ato de se obrigar, declarou-se maior. 
Art. 181. Ninguem pode reclamar o que, por uma obriga~ao anulada, pagou a um 
incapaz, se nao provar que reverteu em proveito dele a importencie paga. 
A anulabilidade tern em vista a pratica do neg6cio ou do ato em desrespeito 
as normas que protegem certas pessoas. Na verdade, o neg6cio jurfdico realiza- 
se com todos os elementos necesserios a sua validade mas as condicoes em que 
foi realizado justificam a anulacao, quer por incapacidade relativa do agente, quer 
pela existencia dos chamados vicios. A anulacao e concedida a pedido do 
interessado. 
),,, Anulabilidade dos Neg6cios Juridicos {nulidade relativa) 
A anulabilidade (nulidade relativa) e sancao mais branda ao neg6cio 
jurfdico. 0 atual c6digo assim dispoe em seu artigo 171: 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e anulavel o negocio 
juridico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
II - por vfcio resultante de erro, dolo, coedio, estado de perigo, lesao ou fraude contra 
credo res. 
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econornice diversa, nao ha diverqencia entre a vontade real e a declarada, ha 
uma transrnissao valida de um direito real ou de credito. 
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19 Os institutos da Prescricao e da Decadencia serao abordados ainda nesta aula. 
20 Ato inquinado e ato corrompido. 
O inicio de cumprimento da obriqacao proveniente de ato anulavel induz 
sua ratificacao. E quando se tratar de ratificacao expressa, sere necessario que 
obedec;a a mesma forma do ato inquinado?", se este for realizado porescritura 
publica, que era essencial a validade do ato, a ratificacao deve obedecer a essa 
forma. 
A ratificacao pode ocorrer de forma unilateral, e nao necessita, em regra, 
da presence do outro contraente, isto e, daquele que e o responsavel pelo vicio. 
A ratificaceo ou confirrnacao, na verdade, nao representa novo contrato, mas 
A confirrnacao tacita e permitida quando o neg6cio ja foi cumprido em 
parte e o devedor estava ciente do vlcio, isto conforme art.174 do CC: 
Art. 174. E escusada a contirmeciio expressa, quando o neg6cio ja foi cumprido em parte 
pelo devedor, ciente do vfcio que o inquinava. 
Art. 173. O ato de contirmeceo deve conter a substsncie do neg6cio celebrado e a 
vontade expressa de mente-Io. 
Ratificar ou confirmar e dar validade a ato ou neqocio que poderia ser 
desfeito por decisao judicial. Por meio da ratificacao, ha renuncia a faculdade de 
anulacao. A confirrnacao podera ser expressa ou tacita. Sera expressa quando 
houver declaraceo do interessado que estampe a substancia do ato, com intencao 
manifesta de torna-lo isento de causa de anulacao. Isso segundo o artigo 173 do 
CC: 
Art. 172. O negocio enutevet pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de 
terceiro. 
~ conflrrnacao 
Ao contrario do que ocorre com o neg6cio nulo, o neg6cio anulavel 
pode ser ratificado, confirmado (palavra adotada pelo c6digo de 2002). 
Os neg6cios jurfdicos anulaveis podem convalescer (ser sanados) por duas 
razoes, tornando-se assim eficazes. Primeiramente, pelo decurso do tempo, pois 
os atos anulaveis tern prazo de prescricao ou decadencia 19 mais ou menos 
longos; decorrido o lapso prescricional ou decadencial, o ato ou neg6cio torna-se 
perfeitamente velido. Ha ratificacao presumida do ato, o interessado que podia 
irnpuqna-lo nao o faz. A segunda possibilidade de convalescimento do neg6cio 
anulavel ea ratifica~ao (ou confirma~ao). 
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e "sancao'' mais intensa. 
Efeitos ex tune (vai retroagir) 
e "sancao" mais branda 
Efeitos ex nunc (nao retroage) 
funda-se no interesse privado 
pode ocorrer CONVERSAO 
Alern de nao permitir 
conflrmacao, nao pode a nulidade 
ser suprida pelo juiz 
DEVEM ser pronunciadas pelo 
Juiz 
8vamos a uma breve diferencia,;iio dos neqocios nulos e neg6cios 
anulaveis: os neg6cios anulaveis tern prazo decadencial, enquanto que os 
neg6cios nulos sao imprescritfveis, ou seja, nunca podem ser validados pelo 
decurso de tempo; a anulabilidade se funda no interesse privado do prejudicado 
ou no interesse de determinadas pessoas, enquanto a nulidade e de ordem 
publica, decretada no interesse da coletividade. Os neg6cios anulaveis permitem 
a ratificacao, o que nao ocorre com os neg6cios nulos, que nao s6 nao permitem, 
como tarnbern nao podem ter a nulidade suprida pelo juiz. A nulidade e sanceo 
mais intensa, porque visa punir transgressores de preceitos de ordem publica ou 
Tern prazo decadencial 
Neg6cio Anulavel 
(nulidade relativa) 
argufda por qualquer interessado, 
OU pelo Ministerio Publico, 
quando lhe couber intervir 
Permite CONFIRMA~Ao, SALVO 
DIREITO DE TERCEi RO 
funda-se em prindpios de ordem 
pub Ii ca 
Neg6cio Nulo 
(nulidade absoluta) 
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apenas a velidacso do neg6cio passado. Nada impede que os dois contratantes 
participem do ato. Por fim, qualquer que seja a modalidade de ratificacao, havera 
a extincao de todas as acoes ou excecoes que contra ele pudesse opor o 
interessado. 
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7 fraude contra credores r 
6 lesao r 
5 estado de perigo c 
4 ccacao c 
3 dolo r 
2 erro r 
1 incapacidade relativa 
Ou, nos seguintes casos: 
Nos casos expressamente declarados em lei; >> 
>> 
O ato podera entao ser anulado (nulidade relativa): 
Se a incapacidade for absoluta o ato sera NULO. 
Se a incapacidade for relativa, o ato sere apenas ANULAVEL. >> 
>> 
lembre-se! 
Quante ao art.171, inciso I, ja fomos bastante repetitivos, mas 
Voltando especificamente ao assunto anulabilidade, vimos entao que e 
sancao mais branda ao neg6cio jurfdico e que, elem disso, seus efeitos sao ex 
nunc. Mas voltando ao art. 171, que elenca os cases de anulabilidade (nulidade 
relativa), temos: 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e anulavel o neg6cio 
jurfdico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
II - por vicio resultante de erro, do/o, coacao, estado de periqo, lesao ou fraude 
contra credores. 
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de interesse geral. A anulabilidade e mais branda, porque versa sobre interesses 
privados. 
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Nao, nem todo neqocio que apresenta erro sere anulado. Para que seja 
caracterizado erro e para que, assim, possa se anular o neg6cio, este erro deve 
ser 1escusave/, que poderia ser percebido por pessoa de diliqencia normal, no 
entanto trata-se de um erro difkil ( ele pode ser percebido, mas a sua percepcao 
nao e simples) para uma pessoa com uma inteligencia normal perceber (por isso 
escusavel - perdoavel). O que isso quer dizer? Por exemplo, citamos um 
erro inescusavel (injustificavel) referente a rnateria tecnica e profissional ( erro 
do cotidiano de uma pessoa). Esta pessoa nao pode alegar erro, em beneffcio 
W Importante: para se caracterizar o erro nao pode haver o dolo 
(defeito que sere visto a seguir), ou seja, nao pode haver, da outra parte ou 
terceiro, a intencao de provocar o erro da parte. 
? rfr "Todo neg6cio que apresente erro sera anulado?" 
Neste vfcio a pessoa tern uma nocao inexata sobre alguma coisa, objeto 
ou pessoa, que vai influenciar a formacao de sua vontade (a pessoa acha que 
sabe, mas na realidade tern uma nocao falsa sobre algo). 0 erro se aproxima 
muito da iqnorancia, mas com esta nao se confunde (na ignorancia a 
caracterfstica e o desconhecimento - a pessoa nao sabe). 
Perque falamos em erro e tarnbern em iqncrancia? Simples. Erro e 
iqnorancia, como explicamos, apresentam conceitos distintos, no entanto, em 
ambos os casos os efeitos sao os mesmos e temos a possibilidade de 
anulacao, 
~ Erro: 
Defeitos dos neg6cios juridicos 
Varnes ver detalhadamente os defeitos apresentados no c6digo civil, art. 
171, inciso II. Cada um deles tern palavras ou expressoes que sao 
importantfssimas para sua caracterizacao. A identificacao de cada um dos 
defeitos e muito importante para fins de prova em concursos, por isso preste 
bastante atencao aos termos por n6s grifados. 
? 
IMP~Alffi:I 
<Trnportante! Nulidade Absoluta X Nulidade Relativa. 
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21 Sflvio de Salvo Venosa, Direito Civil I, Parte Geral, 11 ed. pag. 394. 
22 Nelson Nery Junior, C6digo Civil Comentado, Revista dos Tribunais, sa ed., paq, 357. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE/ ANAC/Tecnico Administrativo. Caso as declaracfies de vontade 
emanem de erro substancial que poderia ter sido percebido por pessoa de 
diliqencia normal, em face das circunstancias do neg6cio, o neg6cio jurfdico e 
considerado anulavel. 
comentarlo: 
Art. 138. Sao enuleveis os neg6cios jurfdicos, quando as declerecoes de vontade 
emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligencia 
normal, em face das circunstsncies do neg6cio. 
Gabarito correto. 
Sob re este assunto Nelson Nery Junior22 apresenta a seguinte casufstica: 
"Ato jurfdico. Aditamento a contrato. Erro. A declereceo da invalidade de ato 
jurfdico e medida de cereter excepcional e s6 autorizada por inequfvoca eusencie 
de seus elementos essenciais ou da existencie de vfcio de consentimento, como 
erro substancia/ e escusevel. Nesse aspecto, sea circunstenciealegada como 
justificativa do erro ja era conhecida e evetievet de forma a proporcionar ao 
representante legal da sociedade, pessoa afeita a essa especie de atividade, 
a perfeita forma<;ao da sua vontade e o entendimento dos efeitos da sua 
declerecso, afasta-se a inequfvoca existencie do vfcio de consentimento erro 
escusavel - e deseutorize-se a invalidade do ato (TJRJ, sa Cam. Civ., AC 
2004.001.17122, rel. Des. Milton Fernandes de Souza, j. 24.8.2004)." 
Pessoa afeita a atividade e aquela pessoa que esta acostumada a atividade. 
Exige a lei, para anular o ato, que o erro seja, ternbern, 2substancia/ ou 
essencia/. Encontramos isto no art. 138 do CC: 
Art. 138. Sao enuleveis os neg6cios jurfdicos, quando as decterecoes de vontade 
emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligencia 
normal, em face das circunstencies do neg6cio. 
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pr6prio, visando a anulabilidade do neg6cio juridico, porque nesta situacao nao 
ha duvidas de que o erro precisaria ser escusavel (o que nao e). Deste modo, o 
neg6cio em questao nao e passfvel de anulacao. Segundo Silvio de Salvo Venosa: 
H ••• ha que se ver a posicso de um tecnico especializado e de um leigo no neg6cio 
que se trata. '121 Em rnateria tecnice e profissional, se a pessoa toma a devida 
cautela, nao pode alegar erro para anular o neg6cio jurfdico. Nao pode a pessoa 
invocar erro, simplesmente para se beneficiar de tal situacao, se este erro podia 
ser por ela perceptfvel. 
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O artigo 139 nos fala quando o erro sera considerado substancial (ap6s 
a transcricao de cada um dos seus tres incises, faremos alguns cornentarios): 
E importante destacarmos que ha posicionamentos 
informando que o erro nao precisa mais ser eseusevel, 
exigindo-se apenas a cognoscibilidade. Isto e baseado no 
chamado prindpio da confianc;a, veja o que diz a lornada I 
STJ 12: "Na sistemetice do cc 138/ e irrelevante ser ou nao 
escusevel o erro, porque o dispositivo adota o princfpio da 
contierice". Tenha muito cuidado ao analisar uma guestao gue 
trate do assunto. Lembre-se daquela velha hist6ria de marcar 
a alternativa "mais correta". 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2012/ ANAC/Tecnico Administrativo. As condicoes para um erro 
ser considerado substancial incluem o erro ser o unico e principal motive do 
neg6cio jurfdico, sendo o erro de direito e nao implicando recusa a aplicacao da 
lei. 
comentartoi 
Conforme vimos em aula o erro substancial e o que tern um papel decisive na 
deterrninacao da vontade da pessoa, de modo que se conhecesse o verdadeiro 
estado das coisas nao teria desejado concluir o neg6cio (sea situacao fosse 
perceptfvel nao realizarfamos o ato ). 
Gabarito correto. 
O erro, para propiciar a anulacao do neg6cio, elem de ser escusavel, deve 
ser substancial e real, isto e, verdadeiro, tangfvel, palpavel, causando 
verdadeiro prejufzo a pessoa. 
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O erro substancial e o que tern um papel decisive na deterrninacao da 
vontade da pessoa, de modo que se conhecesse o verdadeiro estado das 
coisas nao teria desejado concluir o neg6cio (sea situacao fosse perceptfvel 
nao realizarfamos o ato). 0 Erro substancial ou essencial e o que de causa ao 
neg6cio. A principal caracterfstica do erro substancial e a seguinte "eu queria 
praticar um ato, no entanto, equivocadamente, realize outro". Vamos dar um 
exemplo: eu lhe entrego meu carro por ernprestirno e voce recebe a titulo de 
doacao. Observe que nao existe aqui um acordo de vontades (a natureza 
dos neg6cios, qualidade essencial, e distinta) e, pelo erro ser substancial, voce 
deve concordar conosco que o neg6cio e ineficaz. Como dissemos a natureza do 
neg6cio foi comprometida e sendo voce pessoa de diliqencia normal, numa 
situacao como esta, pode perceber que as circunstancias do neg6cio nao estao 
corretas. 
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III - sendo de direito e nao implicando recusa a aplicacao da lei, for o motivo unico 211. 
principal do neg6cio juridico. 
Nos dois exemplos acima ha caracterfsticas marcantes, quais sejam, a 
escolha destas pessoas foi feita levando em consideracao alguma de suas 
qualidades essenciais ou tendo em vista a sua pr6pria identidade, sendo que isto 
era razeo determinante para o neg6cio. 
Art. 1.903. O erro na designacao da pessoa do herdeiro, do legatario, ou da coisa legada 
anula a otsposlcao, salvo se, pelo contexto do testamento, por outros documentos, ou por 
fatos inequfvocos, se puder identificar a pessoa ou coisa a que o testador queria referir-se. 
(IDENTIDADE DA PESSOA) 
~ Conforme final do inciso veja que a influ€ncia precisa ser determinante 
(relevante) para ser causa de anulabilidade. Veja exemplos encontrado no CC: 
Art. 1.556. 0 casamento pode ser anulado por vlcio da vontade, se houve por parte de um 
dos nubentes, ao consentir, erro essencial guanto a pessoa do outro. (QUALIDADE DA 
PESSOA) 
II - concerne a identidade ou a qua/idade essencial da pessoa a quern se refira a 
dectereceo de vontade, desde que tenha influfdo nesta de modo relevante 
As primeiras inforrnacoes que temos quanto ao erro substancial e que ele 
podera interessar: a 1natureza do neg6cio (exemplo dado acima, no qual n6s 
fazfamos um ernprestirno que era recebido por doacao, acreditevarnos estar 
praticando um ato, mas estavamos praticando outro); ao 2objeto (compro 
pregos como se fossem parafusos); a 3qualidade essencial do objeto (compro 
couro achando ser de crocodile quando na realidade se trata de couro sintetico). 
Quante a qualidade essencial do objeto cabe fazermos uma observacao: 
Nao devemos confundir a qualidade essencial do objeto, conforme exposto no 
exemplo acima, com vfcios ocultos do objeto (vicio redibit6rio, aquele "defeito" 
que nao e aparente). No caso de vfcio redibit6rio o produto e correto, no entanto 
apresenta algum defeito que nao e percebido num primeiro memento. 
Art. 139. 0 erro e substancia/ quando: 
I - interessa a 1natureza do neaocio, ao 2obieto principal da declereciio, ou a alguma 
das 3gualidades a ele essenciais; 
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Passe mos agora ao estudo do chamado erro acidental: 
O erro acidental, ao contrario do erro substancial, nao e suficiente para 
anular o neg6cio, pois, diferentemente do erro substancial, este e de menor 
importancia, recaindo sobre motives ou qualidades secundarias, acess6rias, do 
objeto ou da pessoa, nao alterando a validade do neg6cio. Nao ha prejufzo. Esta 
regulado pelo artigo 142 do CC: 
Art. 142. O erro de indica~ao da pessoa ou da coisa, a que se referir a declara~ao 
de vontade, nao viciara o neaocio auando, por seu contexto e pelas circunstencies, 
se puder identificar a coisa ou a pessoa cogitada. 
O false motive e quando se pratica determinado neqocio baseado em um 
motive que na realidade revela-se false. Exemplo, "eu faco doacao a determinada 
pessoa pensando que esta salvou a minha vida (motive), quando na realidade 
esta pessoa nae o fez" Mas, conforme art. 140, a manifestacao nao pode ter sido 
tacita, para se anular o ato e precise que a razao determinante - motive - esteja 
expresso. Neste exemplo, no instrumento da doacao. 
No art. 140 temos o erro quanta ao fim colimado, que seria um falso 
motivo, nao vicia o neg6cio juridico a nao ser guando nele figurar 
expressamente, integrando-o como sua razjio essencial ou determinante, caso 
em que o torna anulavel. Assim esta no artigo 140 do CC: 
Art. 140. O fa/so motivo s6 vicia a decla a~ao de vontade quando expresso como razao 
determinante. 
No caso do incise II o erro nao pode recair sobre norma cogente, nao pode 
implicar recusa a aplicacao da lei. Somente podera versar sobre normasdispositivas, que sao aquelas sujeitas ao livre alvedrio ( = livre arbftrio) das 
partes. 
Exemplo: celebracso de um contrato de aluguel baseado em norma jurfdica 
ja revogada, julgando que esta ainda esta em vigor. 
"Mas coma fica neste caso o art. 3 da LINDB que diz que 
ninguem pode afirmar desconhecimento da lei?" 
O erro de direito para anular o neg6cio precisa ter sido o unico ou principal 
motive ao determinar a vontade. 
? 
rfT 
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Ate o incise II estavarnos falando do erro que recafa sobre circunstancias de 
fato (erro de fato), agora, no art. III chegamos a figura do erro de direito - 
error juris - que se trata de iqnorancia ou false conhecimento de norma 
juridica ou de suas consequenclas, 
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23 Washington de Barros Monteiro, Direito Civil 1, Parte geral, 43 ed., paq, 252. 
O artigo acima especifica o requisite de que o dolo deve ser a causa da 
realizacao do neg6cio jurfdico. E o dolo principal (do/us causam dans), dolo de 
base da vontade ou essencial. 0 dolo neste caso e a (mica rezao do neg6cio 
jurfdico, se ele nao existisse o ato nao teria acontecido. A ac;ao dolosa 
(maliciosa) foi a razeo de convencimento do autor perante a outra parte para que 
o neg6cio se concretizasse). 
Art. 145. Sao os neg6cios jurfdicos enulevei« por dolo, quando este for sua causa. 
Enquanto no erro tfnhamos puramente o equfvoco da pessoa (e na iqnorancia 
o desconhecimento), o dolo caracteriza-se pelo emprego de um artificio ou 
expediente astucioso, usado para induzir alquern a pratica de um ato 
erroneo que o prejudica ~ aproveita ao autor do dolo ou a terceiro. 
Nosso CC nao define dolo, mas, segundo Barros Monteiro23: "dolo e erro 
intencionalmente provocado na vitima pelo autor do dolo, ou por terceiro". 
No dolo ha a presenca do erro, mas este e provocado pela outra parte, existe 
malfcia alheia, a pessoa nao se enqana sozinha. Cabe, tarnbern, nao 
confundirmos os conceitos de dolo para o direito civil e para o direito penal. 
Sinteticamente podemos dizer que o dolo criminal (penal) esta relacionado a 
pratica de ato contrario a lei, ja o dolo civil refere-se ao conceito visto acima. 
Para o direito civil o estudo do dolo deve estar voltado prioritariamente a 
duas especies, quais sejam: o 1dolo principal ou essencial (art. 145) e o 2dolo 
acidental (art. 146). 
~ Dolo: 
conflrrnacao so e possfvel nos neg6cios 2nulaveis 
nao e permitida a confirrnacao nos neg6cios nulos 
\ I 
'~ - Lembre-se que a 
(nulidade relativa), 
(nulidade absoluta). 
A possibilidade de conflrrnacao do neg6cio jurfdico anulavel por erro esta 
no art. 144. (Convalescimento do erro): 
Art. 144. O erro niio prejudica a validade do negocio juridico quando a pessoa, a 
quern a menitesteceo de vontade se dirige, se oferecer para execute-le na conformidade 
da vontade real do manifestante. 
Art. 143. O erro de celculo apenas autoriza a retificac;ao da dectereciio de vontade. 
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No art. 143 temos uma situacao especial, e o chamado erro de calculo, 
neste erro nao se cogita a anulacao do neg6cio, existe a possibilidade apenas da 
retificacao da manifestacao de vontade: 
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24 Costa Machado, C6digo Civil Interpretado, 5 ed., pag. 163. 
A seguir vamos ver as excecoes a regra de ser o dolo emanado do outro 
contratante, ou seja, veremos os casos elencados no CC, em que o dolo advem 
de terceiras pessoas (pessoas que nao sac, por exemplo, nem o contratante 
nem o contratado). 
~O primeiro caso esta no artigo 148: 
Art. 148. Pode tembern ser anulado o neg6cio jurfdico por dolo de terceiro, sea parte a 
quern aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento; em caso contrerio, ainda que 
O dolo positivo ou comissivo revela-se atraves de expedientes 
enganat6rios, verbais ou de outra natureza que podem importar em serie de atos 
e perfazer uma conduta. 
O dolo negativo ou omissivo consiste na reticencia maliciosa, na ausencia 
de ac;ao para plantar falsa ideia a pessoa. Este ultimo tipo de dolo deve ser 
cabalmente provado, e sao seus requisites: intencao de levar o outro contratante 
a se desviar de sua real vontade, de induzi-lo a erro; silencio sobre circunstancia 
desconhecida pela outra parte; relacao de essencialidade entre a omissao dolosa 
intencional e a declaracao de vontade; ser a ornissao do pr6prio contraente e nao 
de terceiro. 
No artigo 147 do CC a figura do do/o positivo (comissivo) e do do/o 
negativo (omissivo, omiesiio do/osa, reticencie}: 
Art. 147. Nos neg6cios jurldicos bilaterais, o silencio intencional de uma das partes a 
respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissso dolosa, 
provando-se que sem ela o neg6cio nao se teria celebrado. 
... 'Q'', - - , ... 
Tanto no dolo essencial como no dolo acidental ha o prop6sito de enganar. 
Mas no dolo acidental (do/us incidens), o dolo nao e a razao principal para a 
realizacao do neg6cio, o neg6cio apenas surge ou e conclufdo de forma mais 
onerosa para a vitima, no entanto, o ato seria praticado independentemente 
do empreqo de artiffcio astucioso. "Tai moda/idade de do/o autoriza o 
prejudicado tao somente a deduzir em juizo sua pretensso de satisfa<;ao de 
perdas e denoe'?", 
Art. 146. O dolo acidental so obriga a satisfa~ao das perdas e danos, e e acidental 
quando, a seu despeito, o neg6cio seria realizado, embora por outro modo . 
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>- coacao: 
E a pressao fisica ( coacao absoluta) QY. moral ( coacao relativa) exercida 
sobre a pessoa, os bens e a honra de um contraente para obriqa-lo ou induzi-lo 
a efetivar um neg6cio juridico. Somente a coacao moral e, na verdade, vfcio 
de consentimento. A coacao incide sobre a liberdade da pessoa (liberdade do 
coacto - como e chamado o que sofre a pressao), por isso, e considerado entre 
os vicios encontrados o mais grave e profundo. 
O dolo de ambas as partes acarreta neutralizacao do defeito porque ha 
cornpensacao entre os dois ilfcitos (do/us inter utramque partem compensatur). 
Como a parte "A" agiu tarnbern com dolo, esta nao pode alegar o dolo da parte 
"B". 
Temos ainda uma situacao bastante particular, apresentada pelo art. 150, 
que diz respeito aos casos em que ambas as partes agem com dolo: 
Art. 150. Se ambas as partes agirem com dolo, nenhuma podera alega-lo para anular 
o neg6cio, !l1:!. reclamar indenizeceo. 
O Dolo do representante: se for do 1representante legal (imposto por lei) 
de uma das partes o sujeita a responsabilidade civil ate a irnportancia do proveito 
que este tirou do neg6cio, ha ac;ao regressiva contra o representante pela quantia 
que se tiver desembolsado, para ressarcir o dano causado; se o dolo for de 
2representante convencional, o representado (mandante) responders 
solidariamente com o representante (rnandatario) por perdas e danos. 
~O segundo caso esta no artigo 149. Neste caso, embora seja um terceiro que 
pratica a ac;ao, este a pratica como se fosse a pr6pria pessoa, uma vez que e o 
representante: 
Art. 149. 0 1dolo do representante legal de uma das partes s6 obriga o representado 
a responder civilmente ate a importencie do proveito que teve; se, porem, o 2dolo for 
do representante convencional, o representado responders solidariamente com ele 
por perdas e danos. 
O Dolo de terceiro para acarretar a nulidade do neqocro requer o 
conhecimento QY. o dever de conhecer de uma das partes (aquela que se 
beneficia). Se nao for conhecido pelo beneficiado, dare lugar a indenizacao, que 
podera ser demandada por parte da vftima contra o terceiro, que praticou o dolo, 
que provocou o engano intencional. 
subsista o neg6cio Jurfdico, o terceiro responders por todas as perdas e danos daparte 
a quern /udibriou. 
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25 RT 235/247 em Nelson Nery Junior, C6digo Civil Comentado, 8 ed., pag. 363. 
Temos nos artigos 154 e 155 o proveito de terceiros na coas;ao: 
No primeiro caso (art. 154 ), existe o vicio do neg6cio quando ha o 
conhecimento do terceiro beneficiado, ou entao, elementos que indiquem que 
este deveria saber da coacao. Nesta situacao o beneficiado respondera 
solidariamente com o autor da coacac por perdas e danos. 
O artigo traz duas situacoes nae consideradas coacao: 
Por arneaca do 1exercicio normal de um direito, ou seja, fazer uso das 
prerrogativas conferidas por lei. Podemos citar como exemplo, a arneaca de 
protestar titulo em caso de nao pagamento; a arneaca de desapropriacao-", a 
cobranca judicial de divide e a restricao ao credito. 
Por 2temor reverencial entende-se, por exemplo, o receio de desgostar ao 
pai, a mae ou a outras pessoas, a quern se deve obediencia e respeito. A ideia 
principal e o desejo de nao desagradar, de nao prejudicar a efeicao e o 
respeito. Reverenc al e o temor de ocasionar desprazer a pessoas ligadas por 
vfnculo afetivo, ou por relacao de hierarquia. E claro que nestes casos podera ser 
configurada a coacao se houver arneaca ou violencia irresistfvel. 
Art. 153. Nao se considera coacao a emeece do 1exercicio normal de um diceito. 
nem o 2simples temor reverencial. 
@ ... Importante: No artigo 153 temos os casos excludentes da coacao: 
Entao, para caracterizar a coacao esta deve ser a causa determinante do 
neg6cio; deve incutir a vftima um temor justificado; o temor deve dizer respeito 
a um dano atual ou [minente: o dano deve ser consideravel {grave). 
O C6digo Civil nos arts. 151 e 152 expoe o assunto da seguinte forma: 
Art. 151. A coa~ao, para viciar a declara~ao da vontade, ha de ser ta/ que incuta ao 
paciente fundado temor de dano iminente e considerevet a sua pessoa, a sua 
famflia, ou aos seus bens. 
Pereqreto tinico: Se disser respeito a pessoa nao pertencente a familia do paciente, 
o Juiz, com base nas circunstsncies, decidire se houve coecso. 
Art. 152. No apreciar a coeceo, ter-se-iio em conta o sexo, a idade, a condiciio, a setide, 
o temperamento do paciente e todas as demais circunstencies que possam influir na 
gravidade de/a. 
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Deste dispositivo conclui-se que o estado de perigo possui os seguintes 
reguisitos: uma situacao de necessidade; a irninencia de dano atual e grave (a 
pessoa esta em perigo); nexo de causalidade entre a rnanifestacao e o perigo de 
grave dano; ameac;a de dano a pessoa do pr6prio declarante ou de sua famflia; 
conhecimento do perigo pela outra parte; a assuncao de obriqacao 
excessivamente onerosa (a obrigac;ao onerosa pode ser, por exemplo, a alienacao 
de bens a preco inferior ao de mercado, tendo em vista o estado de necessidade, 
o estado de perigo ). 
~ Estado de perigo: 
E quando alquern agindo por necessidade para evitar grave dano assume 
obriqacao excessivamente onerosa. A pessoa age para salvar-se ou para 
salvar alquem de sua famflia, em outra circunstancia nao celebraria tal 
neg6cio. Alern disso, a situacao e de conhecimento da outra parte. Esta 
explicacao quanta ao estado de perigo e do art. 156: 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando elquem, premido da necessidade 
de salvar-se, ou a pessoa de sua famflia, de grave dano conhecido pela outra parte, 
assume obriga~iio excessivamente onerosa. Paragrafo unico: Tratando-se de 
pessoa nao pertencente a famflia do declarante, o juiz decidire segundo as 
circunstsncies. 
Resumindo coacao: A coacao deve ser causa determinante do ato; deve 
ser baseada em fundado temor e este deve ser grave (nao pode ser simples 
temor reverencial); o dano deve ser iminente, atual e inevitavel (se o dano for 
evitavel nao se caracteriza a coacao). As palavras que devem ser lembradas para 
a coaceo sao: ameaca, temor (consideravel), dano iminente e consideravel. 
Art. 155. Subsistira o negocio juridico, sea coac;ao decorrer de terceiro, sem que !!. 
parte a que aproveite de/a tivesse ou devesse ter conhecimento; mas o autor da 
coac;ao respondere por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto. 
Ja no segundo caso (art. 155) temos a figura do beneficiado inocente, 
que e aquele que nao tinha o conhecimento do ato e tambem nao dispunha de 
nenhum elemento que pudesse leva-lo a percepcao de tal ato. Neste caso o 
neg6cio juridico e mantido e somente o autor da coacao respondera por perdas 
e danos em relacao ao coacto (que e aquele que sofre a coacao). 
Art. 154. Vicia o negocio juridico a coeceo exercida por terceiro, se de/a tivesse ou 
devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e este responders 
solidariamente com aquele por perdas e danos. 
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O reguisito objetivo configura-se pelo lucro exagerado, pela 
desproporcao das prestacoes que fornece um dos contratantes. 
O requisito subjetivo, caracteriza-se pela inexperiencia ou estado de 
premente necessidade. Tais situacoes psico16gicas sao medidas no momenta do 
contrato. Nao ha necessidade de o agente induzir a vftima a pratica do ato, nem 
e necessaria a intencao de prejudicar. Bastando que o agente se aproveite 
desta situacao de inferioridade em que e colocada a vftima, auferindo assim, 
lucro desproporcional e anormal. 
Verificando-se esses dois pressupostos ( objetivo e subjetivo ), o neg6cio e 
anulavel. 
i:f:r Tenha o cuidado de diferenciar estado de perigo e lesao, no primeiro o 
risco e pessoal (situacao de perigo), ja na lesao o risco e patrimonial (necessidade 
econornica). 
, Atens,ao: de acordo com o CC/2002 para que ocorra a lesao existe a 
necessidade de obtencao de vantagem exagerada ou desproporcional, sem a 
indagac;ao da rne-fe ou ilicitude do comportamento da parte beneficiada, que e 
chamada de dolo de aproveitamento. Apesar de haver diverqencia doutrinaria a 
este respeito, seguimos o entendimento do Enunciado 150 da Ill Jornada de 
Direito Civil: "A lesiio de que trata o art. 157 do C6digo Civil nao exige dolo de 
aproveitamento". 
Desta forma, para que a lesao se configure sere indiferente o conhecimento 
do estado da vftima pelo autor da lesao. 
~ t.esao: 
E o neg6cio defeituoso em que uma das partes, abusando da 
-Inexperlencla ou da 2premente necessidade da outra, obtern vantagem 
manifestadamente desproporcional ao proveito resultante da prestacao, ou 
exageradamente exorbitante dentro da normalidade. A necessidade na lesao 
diferentemente do que ocorre no estado de perigo e economica, e financeira. 
Vejamos como tal situacao esta no c6digo civil: 
Art. 157. Ocorre a lesao quando uma pessoa, sob premente necessidade, 9.!!. por 
inexperiencia, se obriga a presteciio manifestadamente desproporcional ao valor da 
presteceo oposta. 
§10. Aprecia-se a desproporceo das prestecbes segundo os valores vigentes ao tempo 
em que foi celebrado o neg6cio Jurfdico. 
§20. Nao se decretere a enuleceo do neg6cio, se for oferecido suplemento suficiente, ou 
se a parte favorecida concordar com a reduciio do proveito. 
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Ac;ao pauliana (tarnbem denominada revocat6ria) e uma ac;ao que tern por 
finalidade tornar ineficaz o ato ou neg6cio viciado por fraude contra credores, 
anula-se o neg6cio, proporcionando que o bem negociado retorne a massa 
patrimonial do devedor, beneficiando em sintese, todos os credores. 
Pressupostos da a~ao pauliana: ser o credito do autor anterior ao ato 
fraudulento; que o ato que se pretende revogar tenha causado prejuizo;que 
haja a lntencao de fraudar, presumida pela consciencia do estado de 
insolvencia; pode ser intentada contra o devedor insolvente, contra a pessoa que 
com ele celebrou a estipulacao fraudulenta, ou terceiros adquirentes que estejam 
de rna-fe: a prova da insolvencia do devedor. Perdem os credores a leqitirnaceo 
ativa para move-la se acorrer a hip6tese do artigo 160 do CC: 
Sao requisitos da fraude contra credores: 
Subjetivos - a rna-fe tarnbern do adquirente, trata-se do conluio 
fraudulento. Deve haver intencao de prejudicar para ilidir os efeitos da 
cobranca. 0 consilium fraudis (elemento sub;etivoJ. elemento subjetivo 
dispensa a intencao predpua de prejudicar, bastando, para a existencia da 
fraude, o conhecimento da insolvencia pelo outro contratante (este age de ma 
fe). De certa forma tarnbern se protege o adquirente que agiu de boa-fe, que nao 
tinha conhecimento da insolvencia ou de sua possibilidade. 
Objetivos - e ato prejudicial ao credor, por tornar o devedor insolvente ou 
por ter sido realizado em insolvencia. E a pr6pria insolvencla. 0 eventus 
damni (elemento ob;etivo), prejuizo decorrente de insolvencie, existe sempre 
que o ato for a causa do dano, tendo determinado a insolvencia. Necessita estar 
presente para ocorrer a fraude tratada, sem o prejulzo nao existe legftimo 
interesse para a propositura da ac;ao pauliana. 
Alern dos elementos vistas acima e necessaria a anterioridade do credito, 
o que esta expressamente previsto no artigo 158, §20: "56 os credores que ja o 
eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anula<;ao de/es". 
? !fr "O que ea a9iio pauliana, citada acima?" 
~ Fraude contra credores 
E a pratica maliciosa, por parte do devedor, de atos que desfalcam o seu 
patrimonio, com o escopo de coloca-lo a salvo de uma execucao por 
dividas em detrimento dos direitos credit6rios alheios (justamente por isto e 
vicio social, nao pode ser visto como vicio de consentimento porque a 
manifestacao de vontade coincide com o intirno querer). Isto e consequencia do 
entendimento de que o patrimonio do devedor e visto como garantia para os 
credores. Devemos destacar que a fraude contra credores e especie, trata-se de 
uma das situacoes relacionadas a fraude em geral (genera). 
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26 Maria Helena Diniz, Curso de Direito Civil 1, 28 ed., pag. 534. 
Comecemos nosso estudo pela prescricao (arts 189 a 206). 
Antes de comec;armos a falar sobre o assunto, permita-nos fazer uma 
pergunta a voce: Sera que o exercfcio de um direito pode ficar pendente 
indefinidamente no tempo? Obviamente que nao. Isto nao pode acontecer. 0 
direito deve ser exercido dentro de um determinado prazo. Caso isto nao ocorra, 
pode o titular deste direito perde-Io, ou seja, pode o titular perder a prerrogativa 
de fazer valer seu direito. 0 tempo exerce influencia abrangente no direito, em 
todos os campos, no direito publico e no direito privado. 
O direito, por exemplo, exige que o devedor cumpra sua obriqacao e, 
tarnbern, permite ao credor va er-se dos meios necessaries para receber seu 
credito. Se o credor, porern, rnentern-se inerte por determinado tempo, deixando 
estabelecer situacao jurfdica contraria a seu direito, este sere extinto. 
Num primeiro momento, pode parecer injusto que uma pessoa perca seu 
direito pelo decorrer do tempo, mas se nao fosse o tempo determinado para o 
exercrcro dos direitos, toda pessoa teria que, por exemplo, guardar 
indefinidamente todos os documentos relativos a neg6cios realizados e ate 
mesmo os documentos relativos as qeracoes passadas. Existe, pois, interesse de 
ordem publica na extincao dos direitos o que justifica os institutos da prescricao 
e da decadencia. Deste modo em uma analise mais detalhada a prescricao e a 
decadencia se mostram indispensaveis a estabilidade e a consolidacao de todos 
direitos. 
Prescricao e Decadencia 
Segundo Maria Helena Diniz26:" 0 principal efeito da a~ao pauliana e 
revogar o ato lesivo aos interesses dos credores, repondo o bem no petrimbnio 
do devedor, cancelando a garantia real concedida em proveito do acervo sobre 
o que se tenha de efetuar o concurso de credores, possibilitando a etetiveceo do 
rateio, aproveitando a todos os credores e nao apenas ao que intentou". 
Para encerrar o assunto dos defeitos dos neg6cios jurfdicos lembre que os 
vfcios de consentimento prejudicam a exteriorizacao do neg6cio jurfdico, atuando 
sobre o consentimento; ja os vfcios sociais se mostram quando ha uma 
diverqencia entre a vontade exteriorizada e a ordem legal 
Pereqreto unico: Se inferior, o adquirente, para conservar os bens, podere depositar o 
preco que /hes corresponda ao valor real. 
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Art. 160. Se o adquirente dos bens do devedor insolvente ainda nao tiver pago o preco 
e este for, aproximadamente, o corrente, desobrigar-se-a depositando-o em juizo, 
com a cita~ao de todos os interessados. 
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Como requisitos da prescrifao ou seus elementos integrantes, temos: 
Portanto a prescricao e a perda da ac;ao atribufda a um direito e, tarnbern. 
de toda a sua capacidade defensiva, em consequencia do nao uso, decorrido 
determinado perfodo de tempo. Os elementos comuns a prescricao extintiva e 
aquisitiva sao 10 tempo e 2a inercia do titular. 
A prescricao extintiva - esta sere o foco principal do nosso estudo - 
conduz a perda do direito de pretensao a ac;ao por seu titular negligente, ao 
fim de certo lapso de tempo. 
A prescricao aguisitiva (usucapiao) - consiste na aquisicao do direito real 
pelo decurso de tempo, um modo de se adquirir a propriedade pela posse 
prolongada. Tai direito e conferido em favor daquele que possuir, com animo de 
dono, o exerdcio de fato das faculdades inerentes ao domfnio ou a outro direito 
real, no tocante a coisas m6veis e im6veis, pelo perfodo de tempo que e fixado 
pelo legislador. 
Os casos de prescricao estao taxativamente elencados nos arts. 205 e 206 
(veremos eles logo a frente), mas primeiramente vamos falar um pouco sobre 
este instituto. A prescricao pode ser extintiva ou aquisitiva: 
Sob re o assunto prescricao: 
Jornada I STJ 14: "1. 0 inicio do prazo prescricional ocorre com o 
surqimento da pretensao, que decorre da exigibi/idade do direito subjetivo; 2. 
O art. 189 diz respeito a casos em que a pretensiio nasce imediatamente ap6s a 
viola<;ao do direito absoluto ou nas obriqecoes de nao fazer". 
STF 150: "Prescreve a execucso no mesmo prazo de prescricso da a<;ao". 
A partir do momenta que um direito e violado, o titular deste direito pode 
agir juridicamente para garanti-lo, isto e o que chamamos pretensao (a 
pretensao a ac;ao). E da leitura do art. 189 se desprende que a prescric;ao e 
justamente o que extingue esta pretensao, e o decurso do tempo habil, que 
dispunha a pessoa, para utilizar-se da pretensao a ac;ao. Prescricao e instituto de 
ordem publics. 
~ Prescric;ao 
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensiio, a qua/ se extingue, pela 
prescridio, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206. 
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27 Washington de Barros Monteiro, Direito Civil 1, Parte geral, 43 ed., paq, 363. Maria Helena 
Diniz, Curso de Direito Civil 1, 28 ed., pag. 447. 
28 Direitos potestativos sao aqueles para os quais nao se contrapce um dever de quern quer que 
seja, sao direitos sem pretensao, porque nao podem ser violados, trata-se apenas de uma 
sujeicao de alquern. Como exemplo, temos o direito do condornino de exigir a divisao da coisa 
com um. 
29 Por exemplo, o testamento feito por menor, com idade inferior a 16 anos e nulo, nao 
importando o tempo decorrido entre a realizacao do ato e sua apresentacao em juizo.Continuando no assunto prescricao, vejamos os artigos 190 a 196, muitas 
vezes objeto de questoes literais: 
A regra de toda pretensao sofrer prescricao, entretanto, nao e absoluta, uma 
vez que existem direitos que por sua natureza, sao incompatfveis com o institute 
da prescricao. Desse modo, nao se acham sujeitos a limites de tempo e nao se 
extinguem pela prescri!;aO, podemos citar os seguintes 27: os direitos de 
personalidade; o estado da pessoa; as acces referentes ao estado de famflia; os 
bens publicos (CC art 102); os direitos facultativos ou potestativos28; a excecao 
de nulidade29. 
A regra geral e de que toda pretensao e prescritivel, sendo a 
imprescritibilidade a excecao. Esta ea ideia contida no artigo 205 do CC: 
Art. 205. A prescriciio ocorre em dez anos quando a lei nao /he haja fixado prazo menor. 
~ A inercia do titular da acao pelo seu nao exercicio, ou seja, o titular do 
direito nada faz para proteger seu direito. A inercia e, pois, o nao exercfcio da 
ac;ao, logo ap6s a violacao do direito. E esta cessa com a propositura da ac;ao, ou 
com qualquer ato que e lei admita e que demostre que a pessoa ira defender 
direito seu. 
~ A continuidade dessa lnercia durante certo lapso de tempo e o fator 
principal da prescricao. A inercia exigida para configurar a prescricao e aquela 
continuada, nao a rnornentanea. 
~ A ausencia de fato ou ato impeditivo, suspensivo ou interruptivo do 
curso da prescricao. Existem casos que impedem, suspendem ou interrompem 
a prescriceo, os quais, veremos ainda nesta aula. 
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~ A existencla de acao exercltavel e o objeto da prescricao. Tendo em vista 
a violacao de um direito, a ac;ao tern por fim eliminar os efeitos dessa violacao. 
A ac;ao prescrevera se o interessado nao prornove-la. Logo que surge o direito de 
ac;ao, ja corneca a correr o prazo da prescricao. 
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O artigo 196 cuida da sucessao do prazo prescricional. O herdeiro do 
falecido dispora apenas do prazo faltante para exercer a ac;ao, quando este prazo 
se iniciou com o autor da heranca: 
Art. 196. A prescridio iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurfdicas tem a9ao contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa a prescricso, ou nao a alegarem 
oportunamente. 
Art. 192. Os prazos de prescricso nao podem ser a/terados por acordo das partes. 
Art. 193. A prescricso pode ser a/egada em qualquer grau de jurisdi9ao, pe/a parte a 
quern aproveita. 
Renuncia a prescncao e, entao, a desistencia, por parte do titular, de 
invoca-la. Nao pode ser antecipada, ou seja, nao se pode renuncia-Ia antes 
de consumada. E ato pessoal do agente, afeta a pen as o renunciante ou seus 
herdeiros. Nao pode haver, tarnbern, prejufzo a terceiro. 
Gabarito errado. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prova: 
f~] CESPE 2014/TCE-PB/Procurador. A renuncia da prescricao, por 
configurar modo unilateral de despojamento de direitos somente pode ocorrer 
de form a expressa. 
comentartoi 
Art. 191. A renuncia da prescri~ao pode ser expressa ou tacita, e s6 velere, sendo 
feita, sem prejufzo de terceiro, depois que a prescriceo se consumar; tecite e a reruincie 
quando se presume de fatos do interessado, incompatfveis com a prescricso. 
Art. 191. A renuncia da prescricao pode ser expressa ou tacita, e s6 velers, sendo 
feita, sem prejufzo de terceiro, depois que a prescriciio se consumar; tectte e a 
renuncie quando se presume de fatos do interessado, incompatf veis com a prescricso. 
Os prazos aplicados as pretensoes sao os mesmos aplicados as defesas e 
excecoes correspondentes. 
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Art. 190. A exceciio prescreve no mesmo prazo em que a pretensiio. 
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mais 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2013/TJDFT /Tecnico Judlciario, Ainda que um filho nao 
esteja sob o petrio poder de seu pai, nao corre prescricao entre ambos. 
comentarlo: 
Art. 197. Nao corre a prescriciio: 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
Gabarito errado. 
III - entre tutelados ou curate/ados e seus tutores ou curadores, durante a tutela 
ou curate/a. 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
I - entre os conjuges, na constencie da sociedade conjugal; 
Art. 197. Nao corre a prescri~ao: 
2~. Se ja iniciado o prazo prescricional 
sera caso de SUSPENSAO 
l~. Seo prazo nao se iniciou teremos 
o IMPEDIMENTO [l 
Observe que o c6digo nao diferenciou as causas de impedimento das de 
suspensao. Isto nao foi feito por um simples motivo, as causas serao as mesmas. 
O que diterenciara o impedimento e a suspensao sera o fato deter ou nao 
iniciado o prazo prescricional. Caso este nao tenha iniciado teremos o 
impedimento (nao deixa o prazo iniciar), se ja estiver correndo teremos a 
suspensao. 
)) Das causas que impedem ou suspendem a prescricao 
~ 
Como dica de rnernorizeceo recomendamos que voce faca um caminho 
irnaqinario, visualize primeiramente o impedimento, depois a suspensao e por 
ultimo a interrupcao. 
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Veremos a seguir o 1impedimento, a 2suspensao e a 3interrupcao da 
prescricao. Normalmente as questoes relacionadas a estes assuntos sao muito 
pr6ximas ao texto da lei, tenha apenas o cuidado para nao confundir uma 
situacao com a outra. 
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II - nao estando vencido o prazo; 
I - pendendo condicso suspensiva; 
Art. 199. Nao corre igualmente a prescri~ao: 
Quante aos incises II e III, voce deve ter atencao aos termos que grifamos. 
nao corre a prescricao contra os menores. Isto @se afirmassernos que 
estaria correto? 
Nao. Isto estaria errado, porque o incise I faz referenda somente aqueles 
que forem absolutamente incapazes (lembre-se deles). 
Veja como esse ass unto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2013/TJDFT / Analista Judiciarto - Oficial de Justic;a Avaliador. 
Nao correra prescricao contra os que estiverem a service das Forces Armadas, 
mesmo em tempo de paz. 
comentartoi 
Art. 198. Tembem nao corre a prescricso: 
I - contra os incapazes de que trata o art 3o; 
II - contra os ausentes do Pafs em service publico da Uniiio, dos Estados ou dos 
Municfpios; 
III - contra os que se acharem servindo nas Forces Armadas, em tempo de guerra. 
Gabarito errado. 
III - contra os que se acharem servindo nas Porce« Armadas, em tempo de 
querra. 
II - contra os ausentes do Pais em seryico p,jblico da Uniiio, dos Estados ou dos 
Municfpios; 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3Q; (absolutamente incapazes} 
Art. 198. Tembem nao corre a prescri~ao: 
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A seguinte afirmativa ja foi feita em provas "As causas impeditivas da 
prescridio sao as circunstencies que impedem que seu curso inicie, por 
estarem fundadas no status da pessoa individual ou familiar, atendendo 
rezbes de contience, parentesco, amizade e motivos de ordem moral". 
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30 Eviccao e a perda da coisa (propriedade, posse ou uso) em decorrencia de decisao judicial ou 
administrativa, que a atribui a terceiro. 
31 CC Art. 258. "A obriga<;ao e indivisfvel quando a presta<;ao tem por objeto uma coisa ou um 
fato nao suscetf veis de divisiio, por sua natureza, por motivo de ordem economics, ou dad a a 
razao determinante do neg6cio juridico". Ou seja, obrigacao indivisivel e aguela gue nao 
pode ser fracionada. 
e a suspensao da prescricao fazem cessar, 
curso. Uma vez superada a causa de suspensao, a 
curso normal, computando o tempo anteriormente 
O impedimento 
temporariamente, seu 
prescricaoretoma seu 
decorrido. 
O art. 201 ja foi objeto de cobranca em prova, se estivermos diante de uma 
obriqacao com mais de um credor e este forem solidarios, quando houver 
suspensao da prescricao contra um dos credores, somente havera a 
suspensao tarnbern para os credores solldarios se a obrigacao for 
indivisivel31. 0 macete para voce nao esquecer este artigo esta no fato que se 
a obrigac;ao puder ser fracionada, nao ha motivos para a prescricao atingir todas 
as partes da obriqacao, os efeitos da prescricao nao atingem o que pode ser 
destacado. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prova: 
f~] CESPE 2014/TCE-PB/Procurador. Segundo dispoe o atual C6digo Civil, 
caso a ac;ao, na esfera dvel, tenha origem em fato que demande epuracao no 
jufzo criminal, nao correra a prescricao antes da respectiva sentenc;a definitiva. 
comentartoi 
Art. 200. Quando a aqao se originar de fato que deva ser apurado no Jufzo criminal, nao 
correre a prescri~ao antes da respectiva sentence definitiva. 
Gabarito correto. 
Art. 200. Quando a aqao se originar de fato que deva ser apurado no Jufzo criminal, nao 
correre a prescricso antes da respectiva sentence definitiva. 
Art. 201. Suspensa a prescriceo em favor de um dos credores soliderios, so aproveitam 
os outros se a obriga~ao for indivisivel. 
Os dois primeiros incisos tratam de causas de impedimenta, pois enquanto 
nao ha o direito nao ha de se falar em prescricao. Je o inciso III e causa de 
suspensao. 
III - pendendo aqao de evtccso": 
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Nos casos de impedimenta, rnantern-se o prazo prescricional fntegro, pelo 
tempo de duracao do impedimenta, para que seu curso somente tenha inicio com 
o terrnino da causa impeditiva. Nos casos de suspensao, nos quais a causa e 
superveniente, uma vez desaparecida esta, o prazo prescricional retoma seu 
curso normal, computando-se o tempo verificado antes da suspensao. 
Na lnterrupcao da prescricao (que veremos a seguir) a situacao e 
diversa, verificada alguma das causas interruptivas, perde-se por completo o 
tempo decorrido. O lapso prescricional iniciar-se-a novamente (passa a 
contar o prazo desde o infcio, recorneca). 0 tempo precedente decorrido fica 
totalmente inutilizado. Verificamos, portanto, a interrupcao da prescricao quando 
ocorre fato habil para destruir o efeito do tempo ja transcorrido, anulando-se, 
assim, a prescricao ja iniciada. Os casos de interrupciio estao no artigo 202 do 
CC: 
f~] CESPE 2013/TJDFT / Analista Judlclarlo - Oficial de Justic;a Avaliador. 
Interrompe-se a prescricao por despacho do juiz que, mesmo incompetente, 
ordenar a citacao, caso o interessado a promova no prazo e na forma da lei 
processual. 
comentartoi 
Art. 202. A interrupciio da prescriciio, que somente podere ocorrer uma vez, der-se-e: 
I- por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a cita<;ao, se o interessado 
a promover no prazo e na forma da lei processual; 
Gabarito correto. 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2013/TJDFT / Analista Judlclarlo - Oficial de Justic;a Avaliador. 
Considere que Carlos e Rubens sejam credores solidarios de uma obriqacao 
indivisfvel e que, por ordem judicial, tenha sido suspensa a prescricao em favor 
de Carlos. Nessa situacao, Rubens tarnbern aproveita a suspensao. 
comentarto: 
O impedimenta e a suspensao da prescricao fazem cessar, temporariamente, 
seu curso. No entanto quando houver suspensao da prescricao contra um dos 
credores solidarios, somente havera a suspensao ternbern para os demais 
credores se a obriqacao for indivisivel. 
Art. 201. Suspensa a prescriceo em favor de um dos credores sotiderios, s6 aproveitam 
os outros se a obriga<;ao for indivisfvel. 
Gabarito correto. 
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Art. 202. A interrupciio da prescriciio, que somente podere ocorrer uma vez, der-se- 
a: 
I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a cita<;ao, se o interessado 
a promover no prazo e na forma da lei processual; 
A cita<;ao e ato processual (estudado na meterie de Direito Processual Civil) que "avisa" 
a outra parte que tem um processo contra ele. Assim, o despacho do Juiz que ordenar 
a cita<;ao interrompere a prescriceo sempre que a a<;ao tenha sido proposta dentro do 
prazo estipulado e de acordo com a forma da lei processual. 
II - por protesto, nas condicoes do inciso antecedente; 
O protesto judicial ocorre quando uma pessoa pretende dar publicidade a uma situa<;ao 
tetice ou jurfdica, ou seja, quando uma pessoa quer que toda a sociedade saiba de 
alguma situa<;ao. E um procedimento cautelar especffico, previsto no NCPC, no artigo 
726 destinado a prevenir responsabilidades, prover a conservecso e ressalva de 
direitos. O juiz nao julga nem homologa o protesto judicial. A fun<;ao judicante esgota- 
se com a ordem de intima<;ao do requerido. Como, por exemplo, um credor, etreves 
do protesto judicial, avisa a toda a sociedade que determinada pessoa e sua devedora 
e que em eventual negocia<;ao com ela correre riscos. 
III - por protesto cambial; 
Ja o protesto cambial e aquele que e feito no cart6rio extrajudicial de protestos e 
tftulos - ou seja, e procedimento extrajudicial. A princf pio, somente era epllcevel a 
tftulos de credito. Esta regulado pela Lei n. 9.492/9, que acabou por emptier sua 
abrangencia para outros documentos de divide. 
IV - pela epresenteciio do tftulo de credito em jufzo de inventerio ou em concurso de 
credo res; 
VI- por qua/quer ato inequivoco, ainda que extra;udicial. que importe 
reconhecimento do direito pelo devedor. 
V- por qualquer ato ;udicial que constitua em mora o devedor; 
IV- pela apresenta~ao do titulo de credito em jufzo de inventerio ou em concurso 
de credores; 
III- por protesto cambial; 
II- por protesto, nas condicoes do inciso antecedente; 
I- por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a cita<;ao, se o 
interessado a promover no prazo e na forma da lei processual; 
Art. 202. A interrup~ao da prescricso, que somente podera ocorrer uma vez. der- 
se-a: 
)) Das Causas que Interrompem a Prescricao 
Observe que a interrupcao da prescricao sempre sere provocada: 
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O titular do direito e o maior interessado em interromper a prescncao, 
geralmente e ele quern a promove. 0 representante legal tarnbern pode promover 
a interrupcao, assim como o assistente dos menores relativamente capazes 
( contra os absolutamente incapazes nao corre a prescricao ). 
Geralmente, os efeitos da prescricao sao pessoais, de maneira que a 
Interrupcao da prescrlcao feita por um credor nao aproveita aos outros, 
assim como aquela promovida contra um devedor nao prejudica aos demais. lsto 
esta no artigo 204 de CC: 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2013/TJDFT / Analista Judiciario - Oficial de lustic;a Avaliador. 
Em regra, o ato judicial que constitua em mora o devedor interrompe a 
prescricao. 
comentartor 
Art. 202. A interrupciio da prescriciio, que somente podere ocorrer uma vez, der-se-e: 
V- por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
Gabarito correto. 
Art. 203. A prescriceo pode ser interrompida por qua/quer interessado. 
*Estes incisos envolvem muitos conhecimentos de Direito Processual Civil, por isso 
fica ainda mais confuso. 
O tftulo de credito e um documento que atesta uma dfvida do devedor para com o 
credor, assim, quando um credor apresenta um tftulo de credito em um processo de 
inventerio ou nos autos de uma telencie (quando se tratar de pessoa jurfdica), ou de 
insolvencie civil ( quando se tratar de pessoa natural), esta demonstrando um 
comportamento ativo com a intenc;ao de interrompera prescricso que corre contra 
ele. 
V por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
Neste inciso inclui-se toda a menitestedio ativa do credor (pessoa que cobra a divide), 
como notiticecoes, interpelecoes, que sao medidas processuais. 
VI - por qualquer ato inequfvoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento 
do direito pelo devedor. 
Este e o unico caso que nao teremos uma menitestedio do credor, mas sim do 
devedor, quando este fizer qualquer ato que demonstre o reconhecimento de sua 
dfvida, como o pagamento de juros, pedido de parcelamento, pagamento parcial, 
pedido de prorrogac;ao de prazos. 
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32 Solidariedade passiva e a dos devedores, aqueles que devem pagar alguma coisa. Credores 
sao os que estao cobrando a dfvida de alquern, os que querem receber determinada coisa ou 
valor. 
33 Maria Helena Diniz, Curso de Direito Civil 1, 28 ed., pag. 450. 
>- Decadencia (arts. 207 a 211) 
A decadencia ea extincao do direito, tendo em vista a inercia do seu titular. 
Veja que o objeto da decadencia e o pr6prio direito. Enquanto a prescricao atinge 
diretamente a ac;ao e por via oblique faz desaparecer o direito por ela tutelado, 
a decadencia, ao contrario, atinge diretamente o direito material e por via 
oblfqua acaba por atingir a ac;ao. Segundo Maria Helena Diniz33: "A decedencie 
Observe que os tres paraqrafos apresentam situacoes especrars, 
diferentes da apresentada no caput, mas estao relacionadas a solidariedade. 
Se a prescricao for interrompida em favor de um dos credores solidarios a 
todos aproveita. 0 mesmo ocorre na solidariedade passiva32. (art. 204, §1). 
Ainda, de acordo com o artigo 204, §20, se um dos herdeiros do devedor 
solidario sofre a interrupcao, os outros herdeiros, ou devedores, nao sao 
prejudicados; o prazo para estes ultirnos, continuara a correr, a nao ser que se 
trate de obrigac;oes e direitos indivisiveis. Neste ultimo caso, todos os 
herdeiros, ou devedores solidarios sofrem os efeitos da interrupcao da prescricao, 
passando a correr contra eles o novo prazo prescricional. 
Por fim, no caso do paraqrafo 30, em se tratando de fianc;a, que e obriqacao 
acess6ria, se a interrupcao for promovida apenas contra o afianc;ado, que e o 
devedor principal, o prazo, no entanto, restabelece-se tarnbern contra o fiador, 
conforme o prindpio de que o acess6rio segue sempre o destino do principal. 
Entretanto, a interrupcao operada contra o fiador nao prejudica o devedor 
principal, ja que a redproca nao e verdadeira, isto e, 0 principal nao e afetado 
pelo destino do acess6rio. 
§ JQ. A interrupciio produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
§ 2fl. A interrupceo operada contra um dos herdeiros do devedor soliderio nao 
preiudica os outros herdeiros ou devedores, senao quando se trate de obriqeciies e 
direitos indivisfveis. 
§ 1a A interrupcso por um dos credores solidarios aproveita aos outros; assim como a 
interrupciio efetuada contra o devedor solidario envolve os demais e seus herdeiros. 
Art. 204. A inierrupciio da prescri~ao por um credor nao aproveita aos outros; 
semelhantemente, a interrupcso operada contra o co-devedor, ou seu herdeiro, nao 
prejudica aos demais coobrigados. 
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34 Direitos potestativos sao aqueles para os quais nao se contrapoe um dever de quern quer que 
seja, sao direitos sem pretensao, porque nao podem ser violados, trata-se apenas de uma 
sujeicao de alquern. 
Art. 211. Se a decedencie for convencional, a parte a quern aproveita pode alega-la 
em qualquer grau de jurisdif;ao, mas o juiz nao pode suprir a alegaf;ao. 
Art. 210. Deve o juiz, de offcio, conhecer da decadencia, quando estabelecida por 
lei. 
Conforme art. 208 aplica-se tarnbern a decadencia o que se aplicava a 
prescricao (art. 195 e 198, I), trata-se da primeira excecao legal ao art. 207. 
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas Jurfdicas tem a~ao contra os seus 
assistentes ou representantes legais, que derem causa a prescriciio, ou nao a 
alegarem oportunamente 
Art. 198. Tembem nao corre a prescriciio: 
I - contra os incapazes de que trata o art. Ja.; (absolutamente incapazes) 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2013/TJDFT /Tecnico Judlclarlo. As mesmas causas que 
impedem, suspendem ou interrompem a decadencia aplicarn-se a prescricao. 
comentartoi 
Art. 207. Salvo disposi~ao legal em contrerio, nao se aplicam a decedencie as 
normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescricso. 
l.ernbre-se das diferencas entre estes dois institutos que vimos em aula, e se as 
causas que interrompem, suspendem e impedem a prescricao nao se aplicam a 
decadencia, a recfproca tarnbern sere verdadeira. Salvo disposicao legal em 
contrario como no caso dos artigos 195 e 198, I. 
Tenha atencao com estas afirrnacoes gerais. 
Gabarito errado. 
Art. 208. Aplica sea decedencie o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I. 
Art. 209. E nu/a a retuincie a decedencie fixada em lei. 
Art. 207. Salvo disposicso legal em contrerio, nao se aplicam a decedencie as normas 
que impedem, suspendem ou interrompem a prescridio. 
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de-se quando um direito potestativo34 nao e exercido extrajudicia/mente ou 
judicialmente dentro do prazo" 
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A seguir, vamos fazer uma pequena distincao entre os institutes da 
prescricao e da decadencia para melhor cornpreensao do tema. 
A decadencia extingue diretamente o direito, e com ele a ac;;ao que o 
protege, enquanto que a prescrlcac atinge a pretensao a ac;ao e com isso 
atinge o direito que ela protege. 
A decadencla corneca a correr, como prazo extintivo, desde que o direito 
nasce, enquanto que a prescrlcao nao tern seu infcio com o nascimento do 
direito, mas a partir de sua vlolacao, porque e neste memento que nasce o 
direito a ac;;ao contra a qual se volta a prescricao. 
Ambos os institutes sao prazos extintivos. A diferenc;;a e o memento em que 
corneca a correr este p azo. 0 prazo decadencial comecara a ser contado a 
partir do momento de nascimento do direito, tendo em vista que a decadencia 
acarreta a perda de um direito subjetivo. Ja o prazo prescricional cornecara a 
correr a partir do momento em que ocorrer a vlolacao deste direito 
subjetivo, que estava sendo plenamente exercido. Com esta violacao, nasce o 
direito de pretensao a ac;;ao para sua defesa. 
Outra diferenc;;a reside na natureza de cada institute, pois a decadencia 
supoe um direito que embora nascido, nao se tornou efetivo pela falta de 
exercicio; enquanto a prescrlcao supoe um direito nascido e efetivo, mas que 
pereceu pela falta de protecao por meio da ac;;ao, contra a violacao sofrida. 
~ Podemos, ainda, diferenciar prescricao e decadE!ncia da seguinte 
forma: 
Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2014/TCE-PB/Procurador. A decadencia, legal ou convencional, 
deve ser conhecida, de offcio, pelo juiz. 
comentarto: 
Art. 210. Deve o juiz, de oficio, conhecer da decadencia, auando estabelecida 
por lei. 
Art. 211. Se a decedencie for convencional, a parte a quern aproveita pode alega-/a em 
qualquer grau de jurisdidio, MAS o juiz NAO pode suprir a alegac;ao. 
Gabarito errado. 
Os art. 210 e 211 trazem as duas figuras da decadencia, qua is sejam: a 
1estabelecida por lei e a 2convencional (oriunda, por exemplo, de um neg6cio 
jurfdico). 
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35 Mudan~a dada pela lei no 11.280, de 16 de fevereiro de 2006, que revogou o artigo 194 do CC, 
em busca de maior celeridade processual. Assim,o Juiz pronunciara de oficio, tarnbern, a 
prescrlcao. 
&(®) 
V Ouanto aos prazos: 
Art. 198. Tembem nao corre a prescriciio: 
I - contra os incapazes de que trata o art. Jo; 
II - contra os ausentes do Pafs em servi<;o publico da Uniao, dos Estados ou dos 
Municfpios; 
III - contra os que se acharem servindo nas Forces Armadas, em tempo de guerra. 
IV- A decadencia pressupoe a<;ao cuja origem e identica a do direito, sendo, por 
este motive, sirnultaneo o nascimento de ambos. A prescricao pressupoe a<;ao 
cuja origem e distinta da do direito, tendo nascimento posterior ao direito, 
quando da sua violacao. 
V- tanto a decadencia (se estabelecida por lei} quanto a prescrlcao-> 
serao reconhecidas de oficio pelo juiz, independente da argui<;ao do 
interessado. 
VI- a decadencie, quando legal, nao admite renuncia. A prescrlcao admite 
renuncia por parte dos interessados, depois de consumada. 
VII- a decadencia, a excecao dos absolutamente incapazes (CC art. 208}, 
opera contra todos (nao ha impedimentos}, ja a prescrlcao, conforme visto 
anteriormente, nao opera para determinadas pessoas elencadas pela lei. De 
acordo com o artigo 197 e 198: 
Art. 197. Nao corre a prescricso: 
I - entre os conjuqes, na constsncie da sociedade conjugal; 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
III - entre tutelados ou curate/ados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou 
curate/a. 
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I- A decadencia tern por efeito extinguir o direito, enquanto a prescricao extingue 
a pretensao a a<;ao. 
II- Salvo disposicao legal em contrario, nao se aplicam a decadencia as normas 
que impedem, suspendem ou interrompem a prescricao. A prescricao pode ser 
impedida, suspensa ou interrompida conforme expresso no c6digo civil. 
III- 0 prazo de decadencia pode ser estabelecido pela lei ou pela vontade 
unilateral ou bilateral (convencional). 0 prazo da prescricao e fixado por lei para 
o exerdcio da a<;ao que o protege. 
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III - a pretensiio para haver juros, dividendos ou quaisquer prestecoes acess6rias, 
pagaveis, em perfodos nao maiores de um ano, com capitaliza~ao ou sem eta; 
II - a pretensiio para receber prestedies vencidas de rendas temporeries ou vitalfcias; 
I - a pretensiio relativa a alugueis de predios urbanos ou nisticos; 
§ Jo. Em tres anos: 
§ 20. Em dois anos, a pretensiio para haver prestecoes alimentares, a partir da data 
em que se vencerem. 
V - a pretensiio dos credores nao pagos contra os s6cios ou acionistas e os liquidantes, 
contado o prazo da publiceciio da ata de encerramento da tiquideciio da sociedade. 
IV - a pretensiio contra os peritos, pela avalia~ao dos bens que entraram para a 
forma~ao do capital de sociedade enonime, contado da publiceciio da ata da 
assembleia que aprovar o laudo; 
III - a pretensiio dos tebetiiies, auxiliares da justice, serventuerios judiciais, erbttros e 
peritos, pela percepciio de emolumentos, custas e honorerios; 
b) quanto aos demais seguros, da ciencie do fato gerador da oretensiio; 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que e 
citado para responder a a~ao de indeniza~ao proposta pelo terceiro prejudicado, ou da 
data que a este indeniza, com a enuencie do segurador; 
II - a pretensiio do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o 
prazo: 
I - a pretensiio dos hospedeiros ou fornecedores de vfveres destinados a consumo no 
pr6prio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos; 
§ 10. Em um ano: 
Art. 206. Prescreve: 
A regra geral sera o prazo de 10 anos, mas ha prazos especiais que 
vao de um ano a cinco a nos e isto esta estabelecido do § 1 o ao § 50, do art. 206: 
Art. 205. A prescriciio ocorre em dez anos, quando a lei nao the haia fixado prazo 
menor. 
CC, vamos a eles: 
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Os prazos da prescricao sao os discriminados nos artigos 205 e 206 do 
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Como dica, para a hora da prova, temos a seguinte situacao: se 
estivermos diante de algum desses cases elencados nos arts. 205 e 206 teremos 
prazo prescricional, case contrario sere case de decadencia, A decadencia pode 
ocorrer em perfodos diferentes que o de ano, pode correr, por exemplo, em dias 
ou meses. 
III - a pretensiio do vencedor para haver do vencido o que despendeu em Jufzo. 
II - a pretensiio dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores 
e professores pelos seus bonorerios, contado o prazo da conclusiio dos services, da 
cesseciio dos respectivos contratos ou mandato; 
I - a pretensiio de cobrence de dfvidas !fquidas constantes de instrumento pubiico ou 
particular; 
§ so. Em cinco anos: 
§ 40. Em quatro anos. a pretensiio relativa a tutela, a contar da data da eprovedio 
das contas. 
IX - a pretensiio do beneticierio contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no 
caso de seguro de responsabilidade civil obrigat6rio. 
VIII - a pretensiio para haver o pagamento de tftulo de credito, a contar do 
vencimento, ressalvadas as disposicoes de lei especial; 
c) para os liquidantes, da primeira assembleia semestral pos erior a violeciio; 
b) para os administradores, ou fiscais, da epresenteceo, aos s6cios, do belenco 
referente ao exercfcio em que a violecso tenha sido praticada, ou da reuniiio ou 
assembleia geral que de/a deva tomar conhecimento; 
a) para os fundadores, da pub/icaqao dos atos constitutivos da sociedade enonime; 
VII - a pretensiio contra as pessoas em seguida indicadas por vio!aqao da lei ou do 
estatuto, contado o prazo: 
VI - a pretensiio de restituidio dos /ucros ou dividendos recebidos de me-ie, correndo 
o prazo da data em que foi deliberada a distribuiceo; 
V - a pretensiio de repereciio civil; 
IV - a pretensiio de ressarcimento de enriquecimento sem causa; 
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Veja como esse assunto foi cobrado em prov a: 
f~] CESPE 2013/TJDFT / Analista Judiciario, Considere que Roberto, com o 
objetivo de fraudar seus credores, tenha alienado seus bens a Flavia. Nessa 
situaceo, o prazo decadencial para que esse neg6cio seja anulado sera contado 
do dia em que os credores tiverem ciencia da alienacao dos bens. 
comentarlo: 
Art. 178. E de quatro anos o prazo de decedencie para pleitear-se a anula<;ao do neg6cio 
juridico, contado: 
Art. 179. Quando a lei dispuser que determinado ato e enulevel, sem estabelecer prazo 
para pleitear-se a anula<;ao, sere este de dais anos, a contar da data da concluseo do 
ato 
Art. 178. Ede quatro anos o prazo de decedencie para pleitear-se a anula<;ao do neg6cio 
jurfdico, contado: 
I - no caso de coeceo, do dia em que ela cessar; 
II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou tesso, do dia em que 
se realizou o neg6cio Jurfdico; 
III - no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade. 
Art. 68. Quando a elteredio nao houver sido aprovada por voteciio unsnime, os 
administradores da funda<;ao, ao submeterem o estatuto ao 6rgao do Ministerio Publico, 
reauereriio que se de ciencie a minoria vencida para impuqne-te, se quiser, em dez dias. 
Art. 119. E enulevel o neg6cio conclufdo pelo representante em conflito de interesses 
com o representado, se ta/ fato era ou devia ser do conhecimento de quern com aquele 
tratou. Pereqreto unico. Ede cento e oitenta dias, a contar da conciusiio do neg6cio 
ou da cessecso da incapacidade, o prazo de decedencie para pleitear-se a anula<;ao 
prevista neste artigo. 
Art. 45. Comece a existencie legal das pessoas jurfdicas de direito privado com a 
inscriciio do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necesserio, de 
eutorizecso ou aprova<;ao do Poder Executivo, averbando-seno registro todas as 
etterecoes por que passar o ato constitutivo. Paragrafo unico. Decai em tres anos o 
direito de anular a constituiciio das pessoas jurfdicas de direito privado, por defeito do 
ato respectivo, contado o prazo da publica<;ao de sua inscriciio no registro. 
Art. 26. Decorrido um ano da errecedeceo dos bens do ausente, ou, se ele deixou 
representante ou procurador, em se passando tres anos, poderiio os interessados 
requerer que se declare a eusencie e se abra provisoriamente a sucessiio. 
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Sao inumeros os prazos decadencies presentes no c6digo civil, citamos 
abaixo alguns exemplos de prazos decadenciais mais cobrados em provas: 
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efjj? Se cair alga deste assunta em "sua prove" @, devera ser alga literal 
do c6digo civil. 
Cabera o direito civil regular os meios de prova, dar o seu valor jurfdico e 
as situacoes em que serao aceitas. Ao direito processual civil cabera indicar a 
A teoria geral da prova e rnateria que cabe ao direito processual civil, 
entretanto o c6digo civil no Livro - Dos Fates Jurfdicos, dedicou um capftulo ao 
assunto intitulado Da prova (arts. 207 a 211), versando sobre a prova de fatos, 
atos e neg6cios jurfdicos. 
Da Prova (arts. 212 a 232) 
Sa VO d spos sao ei:a em contrar o, nao se ap cam 
a decadenc a as normas que impedem, suspendem 
ou interrompem a prescricso, 
abrange direitos patrimoniais e nao patrimoniais. 
e lrrenunciavel, quando f xada em e . 
E nula a rernincia a decadenc a fixada em lei.) 
tern origem n lei (LEGAL) ou no negocio uridico 
(CONVENCIONAL) 
perde-se o propr o DIREITO m te a , o chamado 
d re to po estat vo 
Decadencla 
e passive! de impedimenta suspe sao e interrup~ao. 
abrange, via de regra, direitos patrimoniais; 
e renunc ave espressa ou tacitamente, MAS so 
valera, sendo feita, sempre uizo a terceiro, depo s 
que a prescr ~3o se consumar 
tern origem na LEI 
perde-se a PRETENSAO a asao, por via reflexa nao se 
consegue exercer o direito material 
Prescricao 
II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesiio, do dia em 
que se realizou o neg6cio Jurfdico; 
III - no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade. 
Gabarito errado. 
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I - no caso de coeciio, do dia em que ela cessar; 
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Alern das regras gerais, temos tarnbern, certos princfpios basicos, como: 
~ 0 onus de provar recai sobre quern alega o fato, ou seja, quern alega a 
existencia de um fato deve prova-lo - ei incumbit probatio qui dicit non qui negat 
(a prova incumbe a quern afirma e nao a quern nega). 
, 
IMfOi.TAJITI' 
- Importante: Sao inadmissfveis no processo as provas obtidas por 
meios ilfcitos. 
~ Sera concludente aquela que so tiver legitimidade para provar os fatos que 
estao em questao. e a prova que esclarece os fatos. 
~ Sera pertinente aquela prova que esta relacionada com a situacao em 
questao, aquela que pode ser aplicada por sere adequada aos fatos. 
~ Sera admissivel aquela prova que nao for proibida em lei, ou seja, que 
estiver de acordo com todo o ordenamento jurfdico e que for aplicavel ao caso 
que se quer provar. 
Assim, a prova ea maneira utilizada para se comprovar a existencia de um 
ato ou neg6cio jurfdico. Pois de nada adiantaria ter um direito se nao 
consegufssemos prove-Io. 0 que na realidade se busca comprovar com a prova e 
o fato que gerou o direito e nao a existencia do direito em si 
Para tanto e necessario que se obedec;a a certas regras de cunho geral, 
deste modo, a prova deve ser: admissfvel, pertinente e concludente. 
Segundo Silvio de Salvo Venosa: "Prove e o meio de que o interessado se 
vale para demostrar /egalmente a existencia de um negocio juridico". 
Ainda sobre este assunto nos ensina Caio Mario da Silva Pereira: "Um 
direito e util na medida em que se possa fazer a prova da sua existencie, e, 
na impossibilidade desta, e como se nao existisse". 
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para a producao da prova, e tambern para sua apresentacao em melhor tecnica: 
juizo. 
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36 NCPC = Novo C6digo de Processo Civil 
O art. 212 do CC ao listar os meios de prova o faz de maneira 
exemplificativa: 
Art. 212. Salvo o neaocio a aue se impoe forma especial, o fato Jurfdico pode ser 
provado mediante: 
I - contissiio: 
II - documento; 
III - testemunha; 
IV - presuncso; 
Este e o conteudo do art. 369 do NCPC36: 
Art. 369. As partes tern o direito de empregar todos os meios legais, bem como os 
moralmente legftimos, ainda que nao especificados neste C6digo, para provar a 
verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na 
convtcciio do juiz. 
Deste modo, podemos concluir que uma vez exigida forma especial para 
a validade de um neg6cio jurfdico, nenhuma outra modalidade de prova sera 
admitida. 
Contudo, nao havendo exlqencia quanto a forma do ato, ou seja, sendo 
ato que pode ser feito de maneira liv e, qualquer meio de prova podera ser 
utilizado, e claro, desde que obedeca as regras e aos principios gerais das 
provas. 
~ A Forma 
Quante a forma da prova temos o art. 107: 
Art. 107. A validade da declara~ao de vontade nao dependera de forma especial, 
senao quando a lei expressamente a exigir. 
~ Como dito acima, o que se busca provar e o acontecimento ou a existencia 
de um fato, pois o direito nao precisa ser provado para sua aplicacao, uma vez 
que e atribuicao do juiz conhecer a direito que sere aplicado a cada fato provado. 
~ E nao basta alegar a existencia de determinados fatos, e precise prova-los. 
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~ Os fatos not6rios e incontroversos nao necessitam ser provados, uma 
vez aqueles sao do conhecimento de todas as pessoas comuns, e sobre estes nao 
restam duvidas, 
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37 Washington de Barros Monteiro, Direito Civil l, Parte geral, 43 ed., p. 323. 
2. Presumida ( = ficta ou tacita) - nos casos de revelia, quando a pessoa nao 
aparece aos atos processuais mesmo tendo sido citada, e por deducao de um 
fato. 
~Conforme a sua forma, a confissao pode ser: 
1. Expressa - e a pessoa mesmo quern faz a declaracao, intencionalmente, por 
escrito ou em palavras. 
2. extrajudicial - quando feita fora do processo, fora do jufzo. 
Conforme o lugar, a confissao pode ser: 
1. judicial - quando feita perante uma autoridade em jufzo, podendo ser 
espontanea (feita por depoimento) - quando a pr6pria pessoa faz por sua 
vontade e consciencia, ou provocada (feita mediante peticao); 
O conceito jurfdico de confissao esta no art. 389 do NCPC: 
Art. 389. Ha confissao, judicial ou extrajudicial, quando a parte admite a verdade de 
fato contrerio ao seu interesse e tevorevel ao do edverserio. 
~ conflssao, 
Confissao e quando a parte reconhece o fato, como diz Barros Monteiro37, 
"nunca a certeza e tao grande como quando pode o juiz proc/amar: temos um 
reu que confessa." 
A partir deste memento vamos estudar cada um dos meios de prova 
elencados no c6digo civil, com os quais pode se analisar a existencia, a validade 
e a eficacia dos fatos juridicos. 
~ l.ernbre-se que alguns atos exigem forma especial, coma par exemplo: 
a alienaceo de bens que pertencem a menores sob tutela; o testamento; o 
casamento. 
V - perfcia. 
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~ 
~Deste modo os documentos podem ser publicos ou privados. 
>- Documentos. 
Segundo Caio Mario da Silva Pereira: "A mets nobre das provas e a 
documental. Por via do escrito perpetuam-se o ato, enunciendo-sea dedereceo 
de vontade de modo a nao depender sua reconstttuiceo da fa/ibilidade de fatores 
pre ca rios ". 
Assim, temos expressamente neste artigo dois casos em que uma confissao 
pode ser anulada, qua is sejam: quando decorreu de um dos vicios, erro de fato 
ou coacao. Embora nae mencionado no artigo ha entendimentos que a anulacao 
da confissao e Valida tarnbern quando existe: lesao OU estado de perigo. 
Por ultimo, o art. 214 diz que: 
Art. 214. A contissiio e irrevoqevel, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato 
21:l. de coa~ao. 
Conforme paraqrafo unico do art. 213, observe que a confissao ate pode 
ser feita por representante, mas somente sere valida se este representante for 
voluntario g que lhe tenha sido atribuido este poder (poderes especiais e 
expressos), ou seja, o mandante (representado) precisa ter atribuido tal poder 
expressamente para o rnandatario (representante). 
O representante legal de incapaz esta proibido, em regra, de confessar, 
tendo em vista que nao pode fazer neg6cio em conflito de interesses com seu 
representado. 
Art. 213 Nao tem eticecie a contissiio se provem de quern nao e capaz de dispor do 
direito a que se referem os fatos confessados. 
Pereqreto unico. Se feita a contissso por um representante, somente e eficaz nos limites 
em que este pode vincular o representado. 
Para que se configure uma confissao e necessarlo que se tenha agente 
capaz, com plena titularidade sobre os direitos controvertidos, este e o teor do 
art. 213: 
A confissao nao permite arrependimento, e ato irrevoqavel e irretretavel. 
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Dando continuidade a analise dos artigos chegamos ao art. 215, que 
primeiramente nos falara da escritura publica, depois inforrnara os requisites que 
uma escritura publics deve conter: 
Art. 215. A escritura publica, lavrada em notas de tebeliiio, e documento dotado de fe 
publics, fazendo prova plena. 
§ 1 o, Salvo quando exigidos par lei outros requisitos, a escritura publica deve 
canter: 
I - data e local de sua realiza<;ao; 
II - reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam 
comparecido ao ato, por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas; 
III - nome, nacionalidade, estado civil, protissiio, domicflio e residencie das partes e 
demais comparecentes, com a indicedio, quando necesserio, do regime de bens do 
casamento, nome do outro conjuge e filia<;ao; 
IV - menitesteciio clara da vontade das partes e dos intervenientes; 
V - referencia ao cumprimento das exigencias legais e fiscais inerentes a legitimidade do 
ato; 
VI - declara<;ao de ter sido Iida na presence das partes e demais comparecentes, ou de 
que todos a leram; 
VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tebettso ou seu 
substituto legal, encerrando o ato. 
§ 20. Se a/gum comparecente nao puder ou nao souber escrever, outra pessoa 
capaz essinere por ele, a seu rogo. 
Pegue como exemplo uma carta, ela e um documento, nao tern como 
objetivo (finalidade) criar neg6cio jurfdico ou prova, embora em determinadas 
situacoes ate possa vir a constituir um elemento de prova. 
:o· : .,, ' Cuidado! Existe uma peguena diferenca entre documentos e 
instrumentos. Os instrumentos sao feitos com a finalidade especial de 
promoverem a existencia do neg6cio jurfdico ou lhes serem provas, ja os 
documentos nao possuem esta finalidade espedfica. 
? rtr "O que isto quer dizer?" 
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Sao documentos publlcos os que foram fabricados por autoridades 
publicas, no exerdcio de suas funcoes, 
Sao documentos privados aqueles que foram elaborados por pessoas 
interessadas. Por particulares. 
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38 Certidao e uma reproducao do que se encontra transcrito em determinado livro ou documento. 
39 Translado e uma c6pia do que se encontra lanc;ado em um livro ou em autos. 
Continuando com os artigos, temos agora o art. 220: 
Mesmo que neste documento particular nao conste testemunhas, ele sera 
valido entre as partes por forc;a do art. 219: 
Art. 219. As declerecoes constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras 
em rela<;ao aos slqneterios. 
Quanto ao instrumento particular temos o art. 221: 
Art. 221. 0 instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quern 
esteja na livre disposidio e edministreciio de seus bens, prova as obriaecoes 
convencionais de qualquer valor; mas os seus efeitos, bem como os da cessiio, nao se 
operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no registro publico. 
Art. 216. Farao a mesma prova que os originais as certidbes'" textuais de qualquer 
pece judicial, do protocolo das eudiencies, ou de outro qualquer livro a cargo do escriviio, 
sendo extrafdas por ele, ou sob a sua vigilancia, e por ele subscritas, assim como os 
traslados de autos, quando por outro escriviio consertados. 
Art. 217. Terao a mesma for~a probante os traslados39 e as certidiies, extrafdos por 
tebetiso ou oficial de registro, de instrumentos ou documentos lencedos em suas notas. 
Art. 218. Os traslados e as certidbes considerar-se-ao instrumentos publicos, se os 
originais se houverem produzido em jufzo como prova de a/gum ato. 
Em principio, um instrumento deve ser sempre exibido em sua forma 
original. Porern, o art. 216 nos traz os instrumentos que farao a mesma prova 
que os originais. 
A inobservancia de qualquer um destes requisitos resultara na nulidade 
da escritura publics. 
§ 40. Se qua/quer dos comparecentes nao souber a lingua nacional e o tabeliao 
niio entender o idioma em que se expressa, devere comparecer tradutor publico para 
servir de interprete, ou, nao o havendo na localidade, outra pessoa capaz que, a juizo 
do tebeliiio, tenha idoneidade e conhecimento bastantes. 
§ so. Se a/gum dos comparecentes nao for conhecido do tebeliiio, nem puder identificar- 
se por documento, deveriio participar do ato pelo menos duas testemunhas que o 
conhecem e atestem sua identidade. 
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§ 30. A escritura sere redigida na If ngua nacional. 
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Em determinados casos, para que se exerca um direito, e exigido por lei, 
que se apresente o documento original ou o tftulo de credito (exemplos: uma 
duplicada, um cheque). Nestes casos, qualquer prova que seja produzida nao 
sere suficiente, se nao for apresentado o documento correspondente. Esta 
exiqencia de certo modo visa a seguranc;a jurfdica da relacao. 
Assim, mesmo que o tabeliao tenha conferido a autenticidade de 
determinado documento, se este for posto em duvida, deve-se trazer ao processo 
o documento original. 
Art. 223. Pereqreto unico. A prova nao supre a ausencia do titulo de credito, ou do 
original, nos casos em que a lei ou as circunstsncies condicionarem o exercfcio do 
direito a sua exibicso. 
Art. 223. A copia fotografica de documento, conferida por tebeliiio de notas, veiere 
como prova de declereciio da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, devere ser 
exibido o original. 
Atencao: mesmo nao constando no artigo 222, entende-se 
que se incluem neste dispositivo e tarnbern tern forc;a 
probante no campo juddico o fax e mensagens enviadas 
atraves de correio eletronico (e-mail). 
~ FIOUE \iJ} ATENTO! 
O telegrama, assim como as cartas, bilhetes memorandos, livros e 
folhetos, artigos de jornais, e etc., tarnbern podem ser oferecidos como provas 
documentais particulares, nas acoes privadas. Servem para revelar opinioes e 
pontos de vista particulares. 
Art. 222. 0 telegrama, quando /he for contestada a autenticidade, faz prova mediante 
conferencia com o original assinado. 
A validade de determinados atos e condicionada, necessariamente, a 
anuencia ou autorizacao de outrem.Sem esta anuencia ou autorizecao, o ato que 
se deseja praticar nao podera ser validamente realizado. Como exemplo temos a 
chamada outorga conjugal (ux6ria ou marital) - que e a autorizacao de ambos 
os conjuqes para a realizecao de determinados neg6cios jurfdicos. 
Art. 220. A anuencia ou a autoriza~ao de outrem, necesserie a validade de um ato, 
provar-se-a do mesmo modo que este, e constere, sempre que se possa, do pr6prio 
instrumento. 
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>- Testemunhas. 
A prova testemunhal, segundo Silvio de Salvo Venosa, "e a que resu/ta do 
depoimento oral de pessoas que viram, ouviram ou souberam dos fatos 
re/acionados com a causa ". 
Os livros e as fichas dos empresanos provam contra as pessoas a eles 
relacionadas. Se nao houver vfcio, a interpretacao podera ser favoravel a s6cios, 
ernpresarios e administradores. 
A force probante de livros e fichas empresariais nao e absoluta, uma vez 
que caira frente aos casos nos quais a lei exige escritura publics ou documento 
particular para aprova de fato, ato ou neg6cio juridico. 
Art. 226. Os livros e fichas dos ernpressrios e sociedades provam contra as pessoas a 
que pertencem, e, em seu favor, quando escriturados sem vfcio extrf nseco ou intrf nseco, 
forem confirmados por outros subsfdios 
Pereqreto unico. A prova resultante dos livros e fichas nao e bastante nos casos em que 
a lei exige escritura publics, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, e 
pode ser ilidida pela comproveceo da falsidade ou inexatidao dos lencementos. 
Sobre este artigo temos a resolucao n° 298 da IV lornada do STJ: 
"Os arquivos eletronicos incluem-se no conceito de reproducoes eleironices 
de fatos ou de coisas, do CC 225, aos quais deve ser ap/icado o regime jurfdico 
da prova documental". 
Portanto quaisquer meios eletronicos serao tratados como provas 
documentais, nao se exigindo que sejam autenticados. 
Art. 225. As reproducoes totoaretices, cinemetoqretices, os registros tonoqreticos e, em 
geral, quaisquer outras reproducoes mecsnices ou eletronices de fatos ou de coisas 
fazem prova plena destes, se a parte, contra quern forem exibidos, nao /hes impugnar a 
exetidiio. 
A lfngua portuguesa e o idioma oficial da Republics Federativa do Brasil. A 
lfngua nacional e expressao da soberania do Estado e aspecto da nacionalidade 
do cidadao. As pecas processuais devem ser redigidas em portuques e seu 
conteudo deve ser acessfvel a todos. Por este motivo a traducao sere feita por 
tradutor juramentado, que, portanto, tern fe publics. 
Art. 224. Os documentos redigidos em lingua estrangeira sereo traduzidos para o 
portuques para ter efeitos legais no Pais. 
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4° Costa Machado, C6digo Civil Interpretado, Manole, ga ed., pag. 253. 
Ill BS CC§BS C Sl:l,WS, Efl:/8R8B a cfeRcfa eJe fate Efl:/C SC Efl:/CFfJ.""B't'aF 8ef3CRt:fa BBS SCRtieJes 
fft:Je .'hes faitaffl; (REVOGADOS pela Lein. 13.146/15) 
II afft:Je!es fft:Je, 13er eRfeFFFlidade e1:1 retardaffleRte ffleRta.', Rae tivereffl discerRiffleRte 
13at'a a 13ratie-a des ates da 'tl'ida cft1;'.'; 
Art. 228. Niio podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
Pereqreto iinico. Qualquer que seja o valor do neg6cio jurfdico, a prova testemunhal e 
admissfvel como subsidierie ou complementar da prova por escrito. 
Por depender de pessoas e de seus sentidos, a prova testemunhal, carrega 
uma carga grande de subjetividade, motivo pelo qual e condicionada a certas 
restricoes, Alern disso, temos casos de pessoas que nao podem ser admitidas 
como testemunhas - art. 228. 
AFt. 227. Sa.'t,•e es eases e*f3Fesses, a 13r=ew~ C*e.'1:1si'ti'aFF1eRte testefflt:JRRa.' se se adfftite 
Res r=,cgBcies jt:Jrldlces ct:Jje b'aler r=,§e 1;1/tFa13assc e e6c1:1"13/e eJe fflaier sa!Brie fflfRfme 
·,1i§eRte Re Pafs ae teFF113e effl Efl:le fsr=affl ce!eer=aees. 
Ainda com relacao a testemunha, e art. 227 Ele CC, que trazia restricoes 
quanto a sua adrnissao, foi revogado pela t.el n> 13.105/2015. 
Tai dispositivo cuidava, especificadamente, da testemunha instrurnentaria. 
"O novo CPC revoga expressamente este art. 227, caput, do CC, conforme 
consta do seu art. 1.072. Alern disso, nao reproduziu o que estava no art. 401 do 
CPC anterior. Em tom ampliado, o art. 442 do CPC/2015 determina que a prova 
testemunhal e sempre admissfvel, nao dispondo a lei de modo diverse"."? 
Para o autor Costa Machado a revoqacao do caput do art. 227 do 
CC/2002 veio em boa hora, na linha de reducao de burocracia e da verdade 
real. Ademais, faz desaparecer uma expressao de prova tarifada, pela exiqencia 
de requisitos para a prova testemunhal. Todavia, pode surgir polernica se uma 
lei processual tern o condao de revogar norma material. Possivelmente, esse 
debate existira nos pr6ximos anos, entre civilistas e processualistas. 
~ Judiciaries: pessoas naturais, que dao seu depoimento em jufzo. 
~ Instrurnentarias: sao aquelas que se manifestam sobre o conteudo do 
documento que assinam - sao duas testemunhas para as escrituras publicas 
e cinco para o testamento ordinario. 
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Portanto, a testemunha, e uma pessoa que e "estranha" ao processo, mas 
que tern conhecimento sobre algum fato do processo. Assim, as testemunhas 
podem ser: 
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§ 20. Sao impedidos: 
I - o c&njuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer grau e o colateral, 
ate o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir 
o interesse publico ou, tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, nao se puder obter 
de outro modo a prova que o juiz repute necessaria ao julgamento do rnerito: 
II - o que e parte na causa; 
III - o que intervern em nome de uma parte, como o tutor, o representante legal da pessoa 
juridica, o juiz, o advogado e outros que assistam ou tenham assistido as partes. 
Novo CPC Art. 447. Podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as incapazes, 
impedidas ou suspeitas. 
§ 10. Sao incapazes: 
I - o interdito por enfermidade ou deficiencia mental; 
II - o que, acometido por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo em que ocorreram 
os fatos, nao podia discerni-los, ou, ao tempo em que deve depor, nao esta habilitado a 
transmitir as percepcoes: 
III - o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos; 
IV - o cego e o surdo, quando a ciencia do fato depender dos sentidos que lhes faltam. 
§ 30. Sao suspeitos: 
I - o inimigo da parte ou o seu amigo intimo; 
II - o que tiver interesse no litigio. 
§ 40. Sendo necessario, pode o juiz admitir o depoimento das testemunhas menores, impedidas 
ou suspeitas. 
§ so. Os depoimentos referidos no§ 40 serao prestados independentemente de compromisso, 
e o juiz lhes atribuira o valor que possam merecer. 
Ainda temos no CPC, em seu art. 447, os incapazes, impedidos e os 
suspeitos para testemunhar. E importante que voces leiam apenas para ter uma 
ideia do assunto. 
V - os conjuqes, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, ate o terceiro grau de 
alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
§ 1 o Para a prov a de fatos que s6 etas conhecem, pode o juiz admitir o depoimento das 
pessoas a que se refere este artigo. (Reda<;ao dada pela Lei no 13.146, de 2015) 
§ 20. A pessoa com deticiencis podere testemunhar em igualdade de condidies com as 
demais pessoas, sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
(Inclufdo pela Lei no 13.146, de 2015) 
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IV - o interessado no litfgio, o amigo fntimo ou o inimigo capital das partes; 
79 de 127 www.estrategiaconcursos.com.br41 Exame e a analise de alguma coisa ao fato, feita por pessoas especializadas, para auxiliar na 
forrnacao da opiniao do magistrado. 
42 Vistoria e tambern uma analise, porern visual sobre determinada coisa. 
43 Avalia<;ao visa dar ao bem seu valor de mercado. 
~ Pericia. 
Segundo art. 464 do NCPC, temos como provas periciais o exame a vistoria 
e a avaliacao. 
Art. 420. A prova pericial consiste em exame41, vistoria42 ou avalia<;ao43• 
§ 1o O juiz indeterire a perfcia quando: 
I - a prova do fato nao depender de conhecimento especial de tecnico; 
II - for desnecesserie em vista de outras provas produzidas; 
III - a veriticeceo for impreticevel. 
§ 2o De oticio ou a requerimento das partes, o juiz podere, em substituidio a perfcia, 
determinar a produciio de prova tecnice simplificada, quando o ponto controvertido for 
de menor complexidade. 
~ A presuncao comum, pelo contrario, nao e prova legal, mas sim real e 
indireta. Fundam-se naquilo que ordinariamente acontece e se irnpfie pela 
16gica. Por exemplo, presume - se que os pais amem seus filhos, e que nada 
farfio que os prejudique, mas esta conclusao nao e absoluta. 
~ Presuncoes legais relativas (furi« tantum} - sao as que admitem prova ao 
contrario. Como exemplo temos a presuncao de que, em uma famflia o marido 
seja o pai dos filhos, mas esta presuncao pode ser contestada atraves de uma 
ac;ao chamada de negat6ria de paternidade - art. 1.601 CC. 
~ Presuncoes legais absolutas (juris et de jure} - sao as que nao aceitam 
prova em contrario. Pois a lei estipula que sao verdadeiros, tornando-os, assim, 
insusceptfveis de serem contestados. Como exemplo, temos a presuncao de que 
a venda feita por ascendente a descendente seja fraudulenta. 
As presuncoes dividem-se em legais Uuris} g comuns (hominis}. 
As presuncoes legais sao aquelas que advern de lei, e, por sua vez, dividem- 
se em: 
~ Presunc;ao 
Segundo Carlos Roberto Gonc;alves, "Presuncao e a ilac;ao que se extrai de um 
fato conhecido para se chegar a um desconhecido". 
Ainda, segundo Silvio de Salvo Venosa, "Presuncao e a conclusao que se 
extrai de fato conhecido para provar-se a existencia de outro desconhecido". 
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Bons estudos! 
De uma atencao especial ao quadro sobre a prescricao e decadencla 
e, como falamos de costume, nao hesite em nos contatar em caso de duvidas. 
Consideracoes Finais 
Este artigo trata da hip6tese em que aquele que deve submeter-se a perfcia 
rnedica por ordem judicial se recusa a faze-lo. A solucao dada pelo legislador para 
esta hip6tese e a de considerar sanada a prova que se pretendia conseguir com 
o exame, em prejufzo de quern se recusou a submeter-se ao crivo do perito 
medico. Isso significa que o legislador procurou preservar a intangibilidade do 
corpo humane e a intimidade pessoal do sujeito de direito, ao nao permitir que a 
pessoa seja conduzida a force para fazer o exame. Exemplo classico e o caso de 
investiqacao de paternidade. 
Art. 232. A recusa a perfcia medics ordenada pelo juiz podere suprir a prova que se pretendia 
obter com o exame. 
Se a pencia rnedica depender necessariamente de exame para cuja 
realizacao e imprescindfvel o assentimento de quern va a ele submeter-se, 
eventual recusa manifestada pelo examinado, a totalidade, ou a parte do exame, 
nao pode ser invocada em seu favor. 
Art. 231. Aque/e que se nega a submeter-se a exame medico necesssri nao podere aproveitar- 
se de sua recusa. 
'9 No CC temos dois artigos sobre perfcia. 
§ 3o A prova tecnice simplificada consistire apenas na inquiridio de especialista, pelo 
juiz, sobre ponto controvertido da causa que demande especial conhecimento cientffico 
OU tecnico. 
§ 4o Durante a arguic;ao, o especialista, que devere ter tormecso ecedemice especffica 
na area objeto de seu depoimento, podere valer-se de qualquer recurso tecnol6gico de 
trensmissiio de sons e imagens com o fim de esclarecer os pontos controvertidos da 
causa. 
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44 Tanto o nascimento quanto a morte sao acontecimentos naturais. Fatos juridicos que serao inscritos no 
registro publlco, 
45 Segundo Orlando Gomes, Introduceo ao Direito Civil: "caso fortuito, ou torce maior, e todo fato necesssrio, 
a cujos efeitos nao e possfve/ resistir". Como requisites necessaries, temos: a inevitabilidade (requisite 
objetivo) ea ausencla de culpa (requisite subjetivo). 
~(®) 
V Importante: Nulidade Absoluta X Nulidade Relativa: 
A validade do neg6cio juridico requer forma prescrita ou nao defesa em lei (em regra, 
a forma e livre). 
A validade da declaracao de vontade nao dependera de forma especial, senao quando 
a lei expressamente a exigir. 
Informa~oes Importantes: 
~ Fato Juridico Natural ( ou em sentido estrito), que e aquele que 
independe da vontade humana. Os Fatos naturais se subdividem em oriqlnarlos 
(exemplos: o nascimento. a morte44. a maioridade. o decurso do tempo. a 
frutificacao das plantas) ou extraordlnarlos (a exemplo do caso fortuito, ou 
force maior45, das tempestades e dos terremotos que ocasionem danos as 
pessoas). 
~ Fato Juridico Humano, que sere decorrencia de um Ato humano. 
(exemplos: reconhecimento da paternidade, um contrato, uma doacao) 
Silencio de uma das partes - entende-se que ocorreu anuencia, quando as 
circunstancias ou os usos o autorizarem, e nao for necessaria declaracao 
expressa de vontade (manifestacao tacita da vontade, silencio como 
rnanifestacao de vontade). 
<:::}Na interpretacao dos neg6cios juridicos, importa mais a lntencao das 
partes do que o sentido literal da linguagem, porern, quando os neqocros 
juridicos forem beneficos ou consistirem em renuncia, deverao ser 
interpretados restritivamente. 
Os neg6cios juridicos sinalagmaticos sao aqueles em que ha reciprocidade 
de direitos e obriqacoes. 
Resumo da Materia 
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Situa<;ao especial - "A nulidade parcial de um ato negocial nao o etiriqire na 
parte velide, se esta puder subsistir autonomamente, devido ao princfpio utile 
per inutile nom vitietur". O util nao vicia pelo inutil, ou seja, os vfcios de uma 
e "san~ao" mais intensa. 
Efeitos ex tune (vai retroogir) 
I 
pode ocorrer conversao 
Confirma~ao: aplica-se a neg6cios juridicos anulaveis. Retroage a data do neg6cio, 
tornando-o valido desde a sua forma~ao. 
cenversae: aplica-se a neg6cio juridico nulo que contiver os requisites de outro. 
e "sancao" mais branda 
Efeitos ex nunc (nao retroage) 
J 
Alem de nao permitir confirma~ao, nao 
pode a nulidade ser suprida pelo juiz 
funda-se no interesse privado 
devem ser pronunciadas pelo Juiz l 
argufda por qualquer interessado, ou pelo 
Ministerio Publico, quando lhe couber 
intervir 
l 
»t-, 
~ E nulo o neg6cio jurfdico quando for ilfcito, impossfvel ou indeterrninavel 
o seu objeto. 
Tern prazo decadencial [ 
Neg6cio Anulavel 
(nulidade relativa) 
funda se em principios de ordem publica 
l E IMPRESCRITIVEL 
Neg6cio Nulo 
(nulidade absoluta) 
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1. Erro: 
Erro de direito. Exemplo: "A" adquire de "B" o lote "X" do Recanto Azul, 
ignorando que lei municipal proibia loteamento naquela localidade. 
Erro sobre o objeto principal da declaracao. Exemplo: Se um contratante 
supoe estar adquirindo um lote de terreno de excelente localizecao, quando, na 
verdade, esta comprando um situado em pessirno local. 
Erro substancial sobre a gualidade essencial do objeto. Exemplo: "A" 
pensa adquirir uma joia de prata, que, na verdade, e de acc. 
Falso motivo - so vicia quando expresso como razaodeterminante. 
-.Defeitos dos neg6cios juridicos: 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e f!nulavel o neg6cio 
jurfdico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
II - par vicio resultante de erro, dolo, coeciio, estado de perigo, lesao ou fraude contra 
credo res. 
Art. 167. E nulo o neg6cio jurfdico simulado, mas subsistira o que se dissimulou, ~ vettdo 
for na substancia e na forma. 
Reserva mental caracteriza-se pela nao coincldencla entre a vontade real e 
a declarada, bem como pelo prop6sito de enganar o declaretario, sendo correto 
afirmar que a manifestacao de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito 
a reserva mental de nao querer o que manifestou, salvo se dela o destinatario 
tinha conhecimento. 
~Coma invalidacao do ato negocial ter-se-a, se for possivel, a restituicao 
das partes ao status quo ante. 
-.Da simulacao: E causa de Nulidade {absoluta}. 
Simulac;ao - associada ao conluio. Declaracao que provoca falsa crenc;a num 
estado nao real. 
Disstmulacao - oculta ao conhecimento de outrem uma situacao existente, 
pretendendo incutir no espirito de alquern a inexistencia de uma situacao real. 
Subsistira o que se dissimulou, se valido for na substancia e na forma. 
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parte da coisa poderao nao atingir as outras partes se estas forem validas e o 
neg6cio for separavel ( divisfvel). 
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4. Estado de perigo - estado de necessidade - risco pessoal ("perigo a 
vida"). Exemplo: "A", tendo seu filho "B" sido sequestrado, paga vultosa 
soma de resgate. Para tanto "A" teve de vender obras de arte a preco inferior ao 
3. coacac: E a pressao fisica ( coacao absoluta) ou moral ( coacao relativa) 
exercida sobre a pessoa, os bens e a honra de um contraente para obriqa-lo ou 
induzi-lo a efetivar um neg6cio juridico. 
@ ... 
"Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma de/as o pode alegar 
para reclamar indentzeceo". 
O dolo positivo ou comissivo reve/a-se etreves de expedientes 
enganat6rios verbais ou de outra natureza que podem importar 
em serie de atos e perfazer uma conduta. 
O dolo negativo ou omissivo consiste na reticencie maliciosa, 
na eusencie de a<;ao para plantar falsa ideia a pessoa. 
~ 
t,TOME NOTAI 
Art. 146. O dolo acidental so obriga a satisfa~ao das perdas e danos, e e acidental 
quando, a seu despeito, o negocio seria realizado, embora por outro modo. 
2. Dolo: 
Dolo. Exemplo: Se alquern fizer seguro de vida, omitindo rnolestia grave, e vier 
a falecer poucos meses depois, havendo prova da intencao de prejudicar a 
seguradora e beneficiar seus sucessores (Provoca. de maneira intencional. Q 
erro de outra pessoa). 
Dolo de terceiro: Se A (comprador) adquire por influencla de C (aqui esta o 
terceiro), que o convence de algo, sem que B (vendedor), ouvindo tal disparate, 
alerte A. neg6cio e suscetfvel de anulacao. 
Dolo acidental. Exemplo: leva a vftima a realizar o ato negocial, porern, nao 
afetando sua declaracao de vontade, nem influindo diretamente na reelizacao 
daquele ato, que seria praticado independentemente do emprego de 
artificio astucioso. 
possibilidade de retificacao trata-se (!) Se houver a inforrnacao quanta a 
de Erro de calculo, 
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Prescrlcao - Regra de prazo. 
Art. 205. A prescriceo ocorre em dez anos, quando a lei nao /he haja fixado prazo 
menor. 
f Prescricao e decadencia: 
Art. 158. Os neg6cios de trensmissiio gratuita de bens ou remissiio de dfvida, se os 
praticar o devedor ja insolvente ou por eles reduzido a insolvencie, ainda quando o 
ignore, poderiio ser anulados pelos credores quiroqreterios, como lesivos dos seus 
direitos. 
6. Fraude contra credores: Dois elementos cornpoe a fraude contra credores 
um e o objetivo, o eventus dammi, caracterizado pela insolvencia, o outro e o 
subjetivo, o consilium fraudis, caracterizado pela consciencia de prejudicar 
terceiro, ou seja, a rna-fe do devedor. 
Ac;ao pauliana (tarnbern denominada revocat6ria) e uma ac;ao que tern por 
finalidade tornar ineficaz o ato ou neg6cio viciado por fraude contra credores, 
anula-se o neg6cio, proporcionando que o bem negociado retorne a massa 
patrimonial do devedor, beneficiando em sfntese, todos os credores. 
5. t.esao - estado de necessidade - risco patrimonial - ou lnexperiencla. 
Art. 157. Ocorre a lesao quando uma pessoa, sob 1premente necessidade, 2!J. 2por 
inexperiencia, se obriga a prestac;ao manifestamente desproporcional ao valor da 
prestedio oposta. 
§ 1!1. Aprecia-se a desproporcso das prestecoes segundo os valores vigentes ao tempo 
em que foi celebrado o neg6cio jurfdico. 
§ 2o Nao se decretara a anula~ao do negocio, ~ for oferecido suplemento suficiente, 
ou se a parte favorecida concordar com a redudio do proveito. 
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do mercado a "C". Essa venda pod era ser anulada desde que "C", aproveitando- 
se da situacao, ten ha conhecimento da grave circunstancia em que "B", filho de 
"A". Outro exemplo: Alquern que vier a vender um im6vel fora do valor 
mercado16gico, para poder pagar uma cirurgia urgente. 
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Interrupcao da prescricao: 
Procuramos sempre orientar aos alunos para que procurem memorizar as 
causas que interrompem a prescricao. Como em prova normalmente e 
necessario saber se estamos diante de uma causa de interrupcao .Q.Y. se estamos 
diante de uma causa de impedimento ou suspensao, fica mais facil de garantir 
um acerto. 
Das Causas que Interrompem a Prescricao 
Art. 196. A prescriciio iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
As causas impeditivas da prescricao sao as circunstancias que impedem que seu 
curse inicie, por estarem fundadas no status da pessoa individual ou familiar, 
atendendo razces de confianc;a, parentesco, amizade e motives de ordem moral. 
A suspensao da prescricao em favor de um dos credores solidarios estende-se 
aos demais credores, se a obriqacao for tarnbern indivisfvel. 
Salvo dlspcslcao legal em contrario, nao se 
aplicam a decadencia as normas que impedem, 
suspendem ou interrompem a prescricao. 
abrange direitos patrimoniais e nao 
patrimoniais. 
e irrenunciavel, quando fixada em lei. 
(E nula a renuncia a decadencia fixada em lei.) 
tern origem na lei ou no neg6cio jurfdico 
perde-se o proprio direito material, por nao se 
ter utilizado tempestivamente da via judicial 
adequada para pleitea-lo 
Decadencla 
e passive! de impedimento, suspensao e 
interrupcso. 
abrange, via de regra, direitos patrimoniais; 
e renunclavel espressa ou tacitamente, e s6 
valera, sendo feita, sem prejufzo de terceiro, 
depois que a prescrlcao se consumar 
tern origem na lei 
perde-se o direito a a~ao para pleitea-lo e, 
portanto, nao se consegue exercer o direito 
material 
Prescricao 
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Vfcio redibit6rio - bem m6vel, trinta dias I bem im6vel, um ano. 
Contado da entrega efetiva; se ja estava na posse, o prazo conta-se da allenacao, 
reduzido a metade. 
Alguns prazos decadenciais: 
FCC 2012/MP-PE/ Analista: "A empresa X comprou um liquidificador na 
empresa Y para uso de seus funcionarios no refeit6rio. Quando o empregado 
Felipe ligou o liquidificador, o botao que liga e desliga o aparelho soltou-se 
impossibilitando o seu uso. Neste caso, o direito da empresa X em obter a 
redibicao, segundo o C6digo Civil brasileiro, contados da entrega efetiva do 
liquidificador decaira no prazo de trinta dias". 
Art. 204. A interrupciio da prescnceo por um credor nao aproveita aos outros; 
semelhantemente, a interrupcso operada contra o codevedor, ou seuherdeiro, nao prejudice 
aos demais coobrigados. 
§ 1o A interrupceo por um dos credo es solidarios aproveita aos outros; assim como a 
interrupcso efetuada contra o devedor sol derio envolve os demais e seus herdeiros. 
§ 2o A intertupcso operada contra um dos herdeiros do devedor soliderio nao prejudica os 
outros herdeiros ou devedores senao quando se trate de obrigaqoes e direitos indivisfveis. 
§ 3o A interrupceo produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
Art. 203. A prescridio pode ser interrompida por qualquer interessado. 
IV- pela epresenteciio do tltulo de credito em jufzo de inventerio ou em concurso de 
credores; 
II- por protesto, nas condicoes do inciso antecedente; 
III- por protesto cambial; 
Art. 202. A interrupceo da prescricso, que somente podera ocorrer uma vez, der-se-e: 
I- por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a cita<;ao, se o interessado a 
promover no prazo e na forma da lei processual; 
V- por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor 
VI- por qualquer ato inequivoco, ainda que extraiudicial, aue importe reconhecimento do 
direito pelo devedor. 
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Observe que a interrupcao da prescricao sempre sere provocada e somente 
podera ocorrer uma vez: 
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:'Q· ,~ 
, ' Importante! 
+ A renuncia da prescricao pode ser expressa ou tacita: 
+os prazos de prescricao nao podem ser alterados por acordo das partes; 
+A prescricao pode ser alegada em qualquer grau de jurisdicao: 
+ 0 juiz pode alegar de offcio a prescricao se favorecer o absolutamente incapaz; 
• A prescricao iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor; 
+Ha casos de impedimentos, suspensao e interrupcao da prescricao: 
+o prazo geral de prescricao, aplicavel quando nao houver prazo especial, e de 
10 anos; 
+A prescricao atinge direitos dotados de pretensao, enquanto que a decadencia 
atinge direitos potestativos; 
~Prescric;ao: A partir do memento que um direito e violado, o titular deste 
direito pode agir juridicamente para garanti-lo, isto e o que chamamos 
pretensao ( a pretensao a ac;ao). 
....... ' / -- ..... -- 
Art. 178. E de auatro anos o prazo de decadencia para pleitear-se a i1J1Ula~ao do 
neg6cio jurfdico, contado: 
I - no caso de coeciio, do dia em que ela cessar; 
II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesiio, do dia em que 
se realizou o neg6cio jurfdico; 
III - no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade. 
Art. 179. Quando a lei dispuser que determinado ato e iJ.nulavel, sem estabelecer 
prazo para pleiteer-se a enuieceo, sere este de dois anos, a contar da data da 
conclusao do ato . 
Art. 48. Se a pessoa Jurfdica tiver edministrecso coletiva, as decisbes se tomeriio pela 
maioria de votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. 
Pereqreto unico. Decai em tres anos o direito de anular as decisoes a que se refere este 
artigo, quando violarem a lei ou estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simula<;ao ou 
fraude. 
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Decai em tres anos o direito de anular a constituiceo das pessoas jurfdicas de 
direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicecso de 
sua tnscridio no registro. 
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CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo - Procuradoria. 
Foi considerado INCORRETO o seguinte enunciado: Por ser rnateria de ordem 
publica, a renuncia a decadencia fixada em lei e anulavel, 
comentarlo: 
Art. 209. E nu/a a renuncte a decedencie fixada em lei. 
CESPE 2016/TCE-PA/ Auxiliar Tecnico de Controle Externo - Area 
Administrativa. 
Foi considerado INCORRETO o seguinte enunciado: Os prazos de prescricao 
podem ser alterados por acordo entre as partes. 
comentarior 
Art. 192. Os prazos de prescriciio nao pod em ser alterados por acordo das partes. ~ 
:'Q''-: 
, ' 
Importante! 
•salvo disposicao legal em contrario, nao se aplicam a decadencia as normas 
que impedem, suspendem ou interrompem a prescricao. 
•E nula a renuncia a decadencia fixada em lei. 
•oeve o juiz, de offcio, conhecer da decadencia, quando estabelecida por lei. 
•se a decadencia for convencional, a parte a quern aproveita pode aleqa-Ia em 
qualquer grau de jurisdicao, mas o juiz nao pode suprir a alegac;ao. 
~Decadencia: E a extincao do direito, tendo em vista a inercia do seu titular. 
Veja que o objeto da decadencia e o pr6prio direito. Enquanto a prescricao atinge 
diretamente a ac;ao e por via oblfqua faz desaparecer o direito por ela tutelado, 
a decadencia. ao contrario, atinge diretamente o direito material e por via 
oblfqua acaba por atingir a ac;ao. 
•Nao se aplicam a decadencia as normas que interrompem a prescricao, salvo 
disposicao legal em contrario; 
... Nao tera direito a repeticao do indebito o devedor que saldar dfvida prescrita; 
•A prescricao nao corre na pendencia de condicao suspensiva; 
•conforme a jurisprudencia do STJ, em se tratando de ac;ao de indenizacao, o 
infcio da fluencia do prazo prescricional ocorre com o conhecimento da violacao 
ou da lesao ao direito da vftima. 
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~-t!.1. Confissao. 
Art. 389 CPC. Ha contisseo, judicial ou extrajudicial, quando a parte admite a verdade de fato 
contrerio ao seu interesse e tevoreve! ao do edverssrio. 
Lembre-se que alguns atos exigem forma especial, como por exemplo: a alienacao 
de bens que pertencem a menores sob tutela; o testamento; o casamento. 
Deste modo, podemos concluir que uma vez exigida forma especial para 
a validade de um neg6cio jurfdico, nenhuma outra modalidade de prova sera 
admitida. 
O art. 212 do CC ao listar os meios de prova o faz de maneira exemplificativa: 
Art. 212. Salvo o neaocio a que se impoe forma especial, o fato jurfdico pode ser 
provado mediante: 
I - contissiio: 
II - documento; 
III - testemunha; 
IV - presunceo; 
V - perfcia. 
Art. 107. A validade da declara~iio de vontade niio dependera de forma especial, 
seniio quando a lei expressamente a exigir. 
- A Forma. 
Importante: Sao inadmissfveis no processo as provas obtidas por meios ilfcitos. 
f Prova. 
A prova e a maneira utilizada para se comprovar a existencia de um ato ou 
neg6cio jurfdico. Pois de nada adiantaria ter um direito se nao consegufssemos 
prova-lo. 0 que na realidade se busca comprovar com a prova e o fato que gerou 
o direito e nao a existencia do direito em si. 
Para tanto e necessario que se obedeca a certas regras de cunho geral, deste 
modo, a prova deve ser: admissfvel, pertinente e concludente. 
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Art. 215. A escritura publica, lavrada em notas de tebeliiio, e documento dotado de fe 
publics, fazendo prova plena. 
Uma carta, e um documento, nao tern como objetivo (finalidade) criar neg6cio jurfdico 
ou prova, embora em determinadas situac;6es ate possa vir a constituir um elemento 
de prova. 
, 
t.utl11. Documentos. 
Deste modo os documentos podem ser publicos ou privados. 
+Sao documentos publlcos os que foram fabricados por autoridades publicas, 
no exercfcio de suas funcoes. 
+ Sao documentos privados aqueles que foram elaborados por pessoas 
interessadas. Por particulares. 
\ I 
'() .. 
~ Cuidado! Existe uma peguena diferenca entre documentos e 
instrumentos. Os instrumentos sao feitos com a finalidade especial de 
promoverem a existencia do neg6cio jurfdico ou lhes serem provas, ja os 
documentos nao possuem esta finalidade especffica. 
Assim, temos expressamente neste artigo dois casos em que uma confissao 
pode ser anulada, qua is sejam: quando decorreu deum dos vfcios, erro de fato 
ou coacao. Embora nao mencionado no artigo ha entendimentos que a anulacao 
da confissao e Valida tarnbern quando existe: lesao OU estado de perigo. 
Art. 213. Nao tem eticecie a contissiio se provem de quem nao e capaz de dispor do 
direito a que se referem os fatos confessados. 
Pereqreto unico. Se feita a contissiio por um representante, somente e eficaz nos limites 
em que este pode vincular o representado. 
Art. 214. A contissiio e irrevoqevel, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato 
2iL de coa~ao. 
Para que se configure uma confissao e necessario que se tenha agente 
capaz, com plena titularidade sobre os direitos controvertidos, este e o teor do 
art. 213: 
A confissao nao permite arrependimento, e ato irrevooavel e irretratavel. 
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A lfngua portuguesa e o idioma oficial da Republica Federativa do Brasil. A 
lfngua nacional e expressao da soberania do Estado e aspecto da nacionalidade 
do cidadao. As pecas processuais devem ser redigidas em portuques e seu 
Art. 224. Os documentos redigidos em lingua estrangeira seriio traduzidos para o 
portuques para ter efeitos legais no Paf s. 
Art. 221. 0 instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quern 
esteja na livre disposi<;ao e edministredio de seus bens, prova as obriqedies 
convencionais de qualquer valor; mas os seus efeitos, bem como os da cessiio, nao se 
operam, a respeito de terceiros, antes de registrado no registro publico. 
A inobservancia de qualquer um destes requisitos resultara na nulidade da 
escritura publica. 
§ 20. Se a/gum comparecente niio puder au nao souber escrever, outra pessoa 
capaz essinere por ele, a seu rogo. 
§ Jo. A escritura sere redigida na If ngua nacional. 
§ 40_ Se qualquer dos comparecentes nao souber a lingua nacional e o tabeliao 
nao entender o idioma em que se expressa devere comparecer tradutor pub/ico para 
servir de interprete, ou, nao o havendo na localidade, outra pessoa capaz que, a jufzo 
do tebeliiio, tenha idoneidade e conhecimento bastantes. 
§ so. Se a/gum dos comparecentes nao for conhecido do tebeliiio, nem puder identificar- 
se por documento, deveriio participar do ato pelo menos duas testemunhas que o 
conhecem e atestem sua identidade. 
I - data e local de sua reelizeciio; 
II - reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam 
comparecido ao ato, por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas; 
III - nome, nacionalidade, estado civil, protissso, domicflio e residencie das partes e 
demais comparecentes, com a indiceciio, quando necesserio, do regime de bens do 
casamento, nome do outro conjuge e filia<;ao; 
IV - menitesteceo clara da vontade das partes e dos intervenientes; 
V - reterencie ao cumprimento das exigencias legais e fiscais inerentes a legitimidade do 
ato; 
VI - declara<;ao de ter sido Iida na presence das partes e demais comparecentes, ou de 
que todos a leram; 
VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tebetiso ou seu 
substituto legal, encerrando o ato. 
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§ 1 o, Salvo quando exigidos par lei outros requisitos, a escritura publica deve 
canter: 
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Ill es CCfjeS C St:Jt=dos, f:/1:/aRee a deRda do fate f:/1:/C SC f:/l:ICF{:J,"'e't'at=9Cf:JCR6a ees SCRtfees 
fftJe /.hes faitaffl; (REVOGADOS pela Lein. 13.146/15) 
II afft1e!es fftJe, 13er eRfeFfflieiaeie et1 retareiaffleRte ffleRta.', Rae tiverem eiiseerRimeRte 
13ara a 13ratiea dos ates ea v-ieia dv-H; 
Art. 228. Nao podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
Por depender de pessoas e de seus sentidos, a prova testemunhal, carrega uma 
carga grande de subjetividade, motivo pelo qual e condicionada a certas 
restricces. Alern disso, temos casos de pessoas que nao podem ser admitidas 
como testemunhas - art. 228. 
Restric;oes quanta a sua adrnissao: 
Art. 227. Paragrafo unico Qualquer que seja o valor do neg6cio jurfdico, a prova 
testemunhal e admissf vet como subsidisrie ou complementar da prov a por escrito. 
;' 
t.at!.111. Testemunhas. 
Testemunha e pessoa "estranha" ao processo, mas que tern conhecimento 
sobre algum fato do processo. Assim, as testemunhas podem ser: 
•Judiciarias: pessoas naturais, que dao seu depoimento em jufzo. 
• Instrurnentarias: sao aquelas que se manifestam sobre o conteudo do 
documento que assinam - sao duas testemunhas para as escrituras publicas 
e cinco para o testamento ordlnarlo. 
Quaisquer meios eletronicos serao tratados como provas documentais, nao se 
exigindo que sejam autenticados. 
Sobre este artigo temos a resolucao n° 298 da IV Jornada do STJ: 
"Os arquivos eletronicos incluem-se no conceito de reproducoes eleironices 
de fatos ou de coisas, do CC 225, aos quais deve ser ap/icado o regime jurfdico 
da prova documental". 
Art. 225. As reproducbes totoqretices, cinemetoqretices, os registros tonoqreticos e, em 
geral, quaisquer outras reproducoes mecsnices ou eletronices de fatos ou de coisas 
fazem prova plena destes, se a parte, contra quern forem exibidos, nao /hes impugnar a 
exetidso. 
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conteudo deve ser acessfvel a todos. Por este motivo a traducao sere feita por 
tradutor juramentado, que, portanto, tern fe publics. 
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t.wt!. V. Pericia. 
Art. 464. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou eveliecso, 
§ 1 o O juiz indeterire a perfcia quando: 
I - a prova do fato nao depender de conhecimento especial de tecnico; 
II - for desnecesserie em vista de outras provas produzidas; 
III - a veriticeceo for impreticevel. 
§ 20. De offcio ou a requerimento das partes, o juiz podere, em substituicso a perfcia, 
determinar a produdio de prova tecnice simplificada, quando o ponto controvertido for 
de menor complexidade. 
§ Jo. A prova tecnice simplificada consistire apenas na inquiriceo de especialista, pelo 
juiz, sobre ponto controvertido da causa que demande especial conhecimento cientffico 
OU tecnico. 
A presuncao comum, pelo contrario, nao e prova legal, mas sim real e 
indireta. Fundam-se naquilo que ordinariamente acontece e se irnpfie pela 
16gica. Por exemplo, presume - se que os pais amem seus filhos, e que nada 
farao que os prejudique, mas esta conclusao nao e absoluta. 
•Presunc;oes legais relativas Uuris tantum) - sac as que admitem prova ao 
contrario. Como exemplo temos a presuncao de que, em uma famflia o marido 
seja o pai dos filhos, mas esta presuncao pode ser contestada atraves de uma 
ac;ao chamada de negat6ria de paternidade - art. 1.601 CC. 
t.+-1v. Presuncao 
As presuncoes dividem-se em legais Uuris) g comuns (hominis). 
As presuncoes legais sao aquelas que advern de lei, e, por sua vez, dividem- 
se em: 
•Presunc;oes legais absolutas (juris et de jure) - sao as que nao aceitam 
prova em contrario. Pois a lei estipula que sao verdadeiros, tornando-os, assim, 
insusceptfveis de serem contestados. Como exemplo, temos a presuncao de que 
a venda feita por ascendente a descendente seja fraudulenta. 
IV - o interessado no litfgio, o amigo fntimo ou o inimigo capital das partes; 
V - os conjuqes, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, ate o terceiro grau de 
alguma das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
§ 1 o Para a prov a de fatos que s6 etas conhecem, pode o juiz admitir o depoimento das 
pessoas a que se refere este artigo. (Reda<;ao dada pela Lei no 13.146, de 2015) 
§ 20. A pessoa com deticiencie podere testemunhar em igualdade de condicbes com as 
demais pessoas, sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. 
(Inclufdo pela Lei no 13.146, de 2015) 
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IOlADE 
PRATI CAR! 
Como solicitado nos curses anteriores que ministramos, apresentaremos 
uma lista de questoes com gabarito e ao final colocaremos as questoes com 
alguns cornentarios, desta forma facilitamos para aqueles que estudam 
diretamente pelo computador, mas tarnbern ajudamos quern ira estudar pelas 
aulas impressas. 
Questoes do CESPE 
>Exame: e a analise de alguma coisa ao fato, feita por pessoas especializadas, 
para auxiliar na forrnacao da opiniao do magistrado. 
:>Vistoria: tarnbern uma analise, porern visual sobre determinada coisa. 
>Avaliacao: visa dar ao bem seu valor de mercado. 
§ 40, Durante a arguic;ao, o especialista, que devere ter tormeceo ecedemice especifica 
na area objeto de seu depoimento, podere veter-se de qua/quer recurso tecno/6gico de 
trensmissiio de sons e imagens com o fim de esclarecer os pontos controvertidos da 
causa. 
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4. 2016 CESPE/TCE-PR/ Analista de Controle - Juridica. O menor, ao 
completar dezesseis anos de idade, adquire capacidade de direito, ainda que nao 
tenha sido emancipado. 
3. 2016 CESPE/TCE-PR/ Analista de Controle - Juridica. A respeito da 
disciplina do neg6cio jurfdico no C6digo Civil, assinale a opcao correta. 
a) Em ac;ao que vise a discussao de clausulas contratuais, o juiz devera, de 
offcio, declarar a nulidade do neg6cio caso verifique que o devedor foi 
coagido a contratar. 
b) Um contrato de compra e venda de im6vel que for realizado sem escritura 
publics podera ser convertido em promessa de compra e venda. 
c) Caso o juiz decrete a nulidade de obrigac;ao que uma pessoa pagou a um 
incapaz, ficara afastada a possibilidade de o devedor reclamar o que pagou 
ao credor incapaz, independentemente de este ter ou nao se beneficiado 
do neg6cio. 
d) Se um dos declarantes ocultar sua verdadeira intencao quanto aos efeitos 
jurfdicos do neg6cio, este sere inexistente por ausencia de rnanifestacao 
qualificada. 
e) 0 silencio de uma das partes quanto ao neg6cio jurfdico proposto nao tern 
o condao de criar vfnculo, sendo necessaria declaracao de vontade 
expressa. 
2. CESPE 2017 /SEDF/ Analista de Gestao Educacional - Direito e 
Legislac;ao. 
No que se refere a invalidacao do neg6cio jurfdico e a prescricao proveniente de 
ato ilfcito, julgue o item seguinte. 
Se uma pessoa relativamente incapaz celebrar um neg6cio jurfdico com uma 
pessoa jurfdica, tal neg6cio firmado nao sere nulo de pleno direito, mas podera 
ser anulado. 
1. CESPE 2017 /SEDF/ Analista de Gestao Educacional - Direito e 
t.eqlslacao. No que se refere a invalidacao do neg6cio jurfdico e a prescricao 
proveniente de ato ilfcito, julgue o item seguinte. 
Caso uma pessoa com sessenta e cinco anos de idade seja vftima de um acidente 
de vefculo que lhe cause dano material, o prazo prescricional para que haja a 
reparacao civil sere de tres anos a partir da data do fato. 
LISTA OE 
QUESTOES 
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12. CESPE 2016/PC-PE/Delegado de Policia. A respeito dos elementos 
acidentais do neg6cio jurfdico, assinale a opcao correta. 
a) Situecao hipotetica: Maria celebrou contrato de doacao de bem im6vel a 
Joao. Na neqociacao, ficou estipulado que a transferencia do bem somente 
se aperfeicoare quando da morte da doadora. Assertiva: Nessa situacao, o 
evento morte funciona como condicao. 
b) 0 encargo e elemento acidental caracterfstico dos neg6cios jurfdicos que 
envolvam liberalidade. Em caso de inexecucao do encargo pelo beneficiado, 
11. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. Nao tera direito a 
repeticao do indebito o devedor que saldar dfvida prescrita. 
10. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. Em observancia ao 
princfpio da conservacao contratual, caso ocorra o vfcio do consentimento 
denominado lesao, a parte lesionada pode optar pela revisao judicial do neg6cio 
jurfdico, ao inves de pleitear sua anulacao. 
9. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. As partes 
contratantes podem, de comum acordo, alterar os prazos prescricionais 
referentes a pretensoes de direitos disponfveis e, nessa hip6tese, a prescricao 
tera natureza convencional. 
8. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. A respeito da 
prescricao e da decadencia, julgue o item que se segue. 
Corre normalmente a prescricao contra os ausentes do pafs a service publico dos 
municfpios. 
7. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. A respeito da 
prescricao e da decadencia, julgue o item que se segue. 
Por ser rnateria de ordem publica, a renuncia a decadencia fixada em lei e 
anulavel. 
6. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. A respeito da 
prescricao e da decadencia, julgue os itens que se seguem. 
Nao se aplicam a decadencia as normas que interrompem a prescricao, salvo 
disposicao legal em contrario. 
5. CESPE 2016/TCE-PA/ Auxiliar Tecnlco de Controle Externo. Os prazos 
de prescricao podem ser alterados por acordo entre as partes. 
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16. 2016/CESPE/ TRE-PI / Analista Judiciario - Judiciarla, A rernissao de 
dfvida que leve o devedor a insolvencia configura 
a) abuso de direito. 
14. 2016/CESPE/PC-PE/Delegado de Policia. Acerca de prescricao e 
decadencia no direito civil, assinale a opcao correta. 
a) A prescricao nao pode ser arguida em grau recursal. 
b) Desde que haja consenso entre os envolvidos, e possfvel a renuncia previa 
da decadencia determinada por lei. 
c) A prescricao nao corre na pendencia de condicao suspensiva. 
d) Ao celebrarem neg6cio jurfdico, as partes, em livre manifestacao de 
vontade, pod em alterar a prescricao prevista em lei. 
e) E valida a renuncia da prescricao, desde que determinada expressamente 
antes da sua consurnacao. 
15. 2016/CESPE/ TCE-SC / Auditor Fiscal de Controle Externo - Direito. 
A respeito do neg6cio jurfdico, da prescricao e das obriqacoes, julgue o item que 
se segue. 
Conforme a jurisprudencia do STJ, em se tratando de ac;ao de indenizacao, o 
infcio da fluencia do prazo prescricional ocorre com o conhecimento da violacao 
ou da lesao ao direito da vftima. 
13. 2016/CESPE/PC-PE/Delegado de Policia. Assinale a opcao correta a 
respeito dos defeitos dos neg6cios jurfdicos. 
a) Na lesao, os valores vigentes no memento da celebracao do neg6cio jurfdico 
deverao servir como parametro para se aferir a proporcionalidade das 
prestacoes. 
b) Os neg6cios jurfdicos eivados pelo dolo sao nulos 
c) A ccacao exercida por terceiro estranho ao neg6cio jurfdico torna-o nulo. 
d) Age em estado de perigo o indivfduo que toma parte de um neg6cio jurfdico 
sob premente necessidade ou por inexperiencia, assumindo obriqacao 
manifestamente desproporcional ao valor da prestaceo oposta ferindo o 
carater sinalaqrnatico do contrato. 
e) Se em um neg6cio jurfdico, ambas as partes agem com dolo, ainda assim 
podem invocar o dolo da outra parte para pleitear a anulacao da avenc;a. 
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nao ha previsao de mecanismos de coercao direta ou indireta por parte do 
disponente. 
c) 0 termo nao essencial e aquele que nao admite o cumprimento do objeto 
do neg6cio juridico ap6s o seu vencimento. 
d) Denomina-se condicao a clausula acess6ria pela qual as partes subordinam 
a eficacia do neg6cio a acontecimento futuro e incerto. 
e) Em caso de nulidade do neg6cio jurfdico, a condicao voluntariamente 
declarada pelas partes nao sere alcanc;ada, permanecendo valida. 
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19. CESPE 2016/TRE-PI/ Analista Judlclarlo-judlclarla,O recebimento de 
denuncia por magistrado absolutamente incompetente nao interrompe a 
prescricao penal. 
18. 2016/CESPE/ TCE-PR / Auditor. No que diz respeito aos neg6cios 
juridicos e suas invalidades, ass nale a opcao correta. 
a) A reserva mental de nao querer o que manifestou torna anulavel o neg6cio 
juridico firmado, ainda que seja de conhecimento do destinatario. 
b) Tratando-se de neg6cio jurfdico anulavel, dispensa-se a confirrnacao 
expressa das partes se o devedor tiver cumprido parte de sua obriqacao 
ciente do vfcio 
c) Ainda que estabelecida a denominada clausula de nao valer sem 
instrumento publico, se o bem for m6vel, a transferencia podera ser 
realizada por cessao de direitos particular. 
d) 0 motivo ilfcito de uma das partes torna o neg6cio jurfdico nulo se for 
determinante para sua realizeceo. 
e) Sendo o objeto do direito indivisfvel, a incapacidade relativa de uma das 
partes nae aproveita aos cointeressados capazes. 
17. 2016/CESPE/ TJ-DFT I Juiz. Suponha que, entabulado contrato 
facultativo de seguro de vida e acidentes pessoais, em decorrencia do sinistro, o 
segurado pleiteou da seguradora o respective pagamento. Assinale a opcao 
correta no que se refere a prescricao. 
a) 0 prazo prescricional anual e interrompido com o pedido administrative do 
pagamento, bem como com o pagamento parcial, diante da nova pretensao 
de complementacao. 
b) 0 prazo prescricional anual e interrompido com o pedido administrative do 
pagamento, voltando a correr por inteiro a partir de eventual negativa da 
seguradora. 
c) 0 prazo prescricional trienal e suspense com o pedido administrative de 
pagamento, voltando a correr a partir de eventual negativa da seguradora. 
d) 0 prazo prescricional anual e suspense com o pedido administrative do 
pagamento, voltando a correr pelo tempo restante a partir da eventual 
negativa da seguradora, mas se ha pagamento parcial o prazo e 
interrompido voltando a correr por inteiro. 
e) Na hip6tese de resseguro, o prazo prescricional e diverse do previsto para 
a ac;ao do segurado contra o segurador. 
b) rna-fe. 
c) fraude contra credores. 
d) dolo. 
e) lesao. 
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28. CESPE 2015/TRE-GO/ Analista Judiciarlo. Carla, com vinte e um anos de 
idade, sofreu lesoes ffsicas em decorrencia de acidente provocado por condutor 
de vefculo oficial. Nessa situaceo, o prazo prescricional a ser observado por Carla 
27. CESPE 2015/TRF 1a Regiao/Juiz Federal Substituto. Maria, rnedica 
cardiologista, que namora Paulo, mas com ele nao rnantern uniao estavel, ajuizou 
ac;ao anulat6ria de neg6cio jurfdico de compra e venda contra a empresa 
Biotecnologia Ltda. Para tanto, sustentou que adquiriu da re um aparelho do tipo 
marca-passo, que foi implantado em seu namorado Paulo, em carater de 
urqencia, mediante a ernissao de um cheque no valor de R$ 10.000,00. 0 
aparelho em questao e comumente vendido no mercado por R$ 4.000,00. Nessa 
situacao hipotetica, para que o pedido seja julgado procedente, deve ficar 
demonstrado por Maria o dolo de aproveitamento da fornecedora do material, ou 
seja, a vilania do outro contratante. 
26. CESPE 2016/FUNPRESP-EXE/Especialista-area juridica. Ainda que o 
neg6cio jurfdico consista em evento future dotado de certeza, o seu termo inicial 
suspende a aquisicao do direito. 
25. CESPE 2016/FUNPRESP-EXE/Especialista-area juridica. O prazo 
prescricional iniciado contra uma pessoa continuara a correr contra o seu 
sucessor. 
24. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. Sendo o objeto do direito indivisfvel, a 
incapacidade relativa de uma das partes nao aproveita aos cointeressados 
capazes. 
23. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. 0 motive ilfcito de uma das partes torna o 
neg6cio jurfdico nulo se for determinante para sua realizacao. 
22. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. Ainda que estabelecida a denominada 
clausula de nao valer sem instrumento publico, se o bem for m6vel, a 
transferencia podera ser realizada por cessao de direitos particular. 
21. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. Tratando-se de neg6cio jurfdico anulavel, 
dispensa-se a confirrnacao expressa das partes se o devedor tiver cumprido pa rte 
de sua obriqacao ciente do vfcio. 
20. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. A reserva mental de nao querer o que 
manifestou torna anulavel o neg6cio juridico firmado, ainda que seja de 
conhecimento do destinatario. 
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36. CESPE 2015/TJ-PB/Juiz Substituto. De acordo com o C6digo Civil de 
2002, nao e permitido que o silencio de um dos participantes seja interpretado 
como caracterizador de concordancia com o neg6cio. 
35. CESPE 2015/TJ-PB/Juiz Substituto. Os neg6cios jurfdicos que 
estabelec;am beneffcio devem ter interpretacao ampla. 
33. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. A prescncao podera ser 
alegada por conjuqe, ascendente ou descendente, da parte que aproveite, caso 
seja demonstrado beneffcio juridico que os afete direta ou indiretamente. 
34. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. De acordo com o STJ, o termo 
inicial do prazo prescricional das acoes indenizat6rias, em observancia ao 
prindpio da actio nata, ea data em que a lesao e os seus efeitos sao constatados. 
32. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. Por ser medida que vai ao 
encontro do interesse publico, a reducao dos prazos prescricionais e permitida 
pelo C6digo Civil. 
31. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. Diferentemente do que ocorre 
com a renuncia expressa, o C6digo Civil estabelece que a renuncia tacita a 
prescricao somente podera ocorrer ap6s a consurnacao do prazo. 
30. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. Entre os conjuqes, na 
constancia da sociedade conjugal, o prazo prescricional podera ser interrompido, 
mas nao suspenso, ja que vai de encontro a ordem publics o alongamento 
indefinido do prazo. 
29. CESPE 2015/TRE-GO/ Analista Judlclarlo Considere a seguinte situacao 
hi potetica, 
Ricardo e Andrea adquiriram im6vel residencial de uma construtora que prometeu 
a entrega do bem em janeiro de 2013. Entretanto, o im6vel foi entregue somente 
em fevereiro de 2014, o que obrigou o casal a residir na casa de parentes por um 
ano. 
Nessa situacao, os adquirentes fazem jus a indenizacao por danos morais em 
razeo do atraso na entrega do im6vel. 
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para o ajuizamento de eventual ac;ao de indenizacao por danos materiais 
cornecou a correr a partir da data do acidente. 
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48. CESPE 2014/PGE - BA/Procurador. Ocorre a lesao quando uma pessoa, 
em premente necessidade ou por inexperiencia, se obriga a prestacao 
47. CESPE 2014/TCE - PB/Procurador. 0 erro referente ao motive do neg6cio 
nao o vicia, exceto se o falso motive for expresso como razao determinante. 
46. CESPE 2014/TCE - PB/Procurador. A escritura publics e formalidade 
essencial a validade de neg6cio jurfdico que objetive a transferencia de direitos 
reais sobre im6veis, independentemente de seu valor. 
44. CESPE 2014/TCE - PB/Procurador. A confirrnacao pelas partes do 
neg6cio jurfdico anulavel deve ser expressa, ainda que parte do avenc;ado ja 
tenha sido cumprida pelo devedor, ciente do vfcio que o inquinava. 
45. CESPE 2014/TCE - PB/Procurador. E nulo o neg6cio jurfdico celebrado 
por pessoa relativamente incapaz. 
43. CESPE 2014/PGE - BA/Procurador. O silencio de uma das partes pode, 
excepcionalmente, representar anuencia, se as circunstancias ou os usos o 
autorizarem e nao for necessaria a declaracao expressa de vontade. 
42. CESPE 2014/PGE - BA/Procurador. No neg6cio jurfdico unilateral, esta 
presente apenas uma declaracao de vontade, sendo desnecessaria a aceitacso 
de outrem para que produza efeitos. 
41. CESPE 2014/PGE - BA/Procurador. E anulavelo neg6cio jurfdico sea lei 
proibir a sua pratica, sem cominar sancao. 
40. CESPE 2014/TJ - CE/ Analista Judlclarlo. Todas as pessoas naturais, por 
possufrem capacidade de direito, podem praticar, por si pr6prias, a generalidade 
dos atos da vida civil. 
39. CESPE 2014/TJ - CE/ Analista Judlclario. Na concretizacao do neg6cio 
jurfdico, o silencio nao tern consequencia concreta a favor das partes. 
38. CESPE 2014/TJ - CE/ Analista Judlclarlo, Se, da declaracao de vontade, 
for detectado o falso motive, o neg6cio jurfdico sera sempre anulado. 
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37. CESPE 2014/TJ - CE/ Analista Judlclario. Os neg6cios jurfdicos devem 
ser interpretados conforme a boa- fe e os usos do lugar de sua celebracao. 
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l.C 2.C 3.B 4.E 5.E 6C 7.E 8.E 9.E 10.C 
11.C 12.D 13.A 14.C 15.C 16.C 17.D 18.B 19.C 20.E 
21C 22.E 23.E 24.E 25 C 26.E 27.C 28.C 29.E 30.E 
31.E 32.E 33.E 34.C 35.E 36.E 37.C 38.E 39.E 40.E 
41.E 42.C 43.C 44 E 45.E 46.E 47.C 48.E 49.C 50.C 
GABARITO 
SO. CESPE 2014/TC-DF / Auditor de Controle Externo. A lei civil permite que 
as partes contratantes estipulem prazos decadenciais, todavia, nao pode o juiz 
reconhece-los de offcio, isto e, sem a provocacao dos interessados. 
49. CESPE 2014/TC-DF / Auditor de Controle Externo. Embora a renuncia da 
prescricao seja admitida pelo C6digo Civil brasileiro, esse ato abdicativo somente 
podera operar ap6s a consumacao da prescricao e desde que nao acarrete 
prejuizo para terceiros. 
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manifestamente desproporcional ao valor da prestacao oposta, exigindo-se, para 
a sua confiquracao, ainda, o dolo de aproveitamento, conforme a doutrina 
rnajoritaria. 
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cornentartoi 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 166. E nulo o neg6cio jurfdico quando: 
I - celebrado por pessoa absolutamente incapaz; 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e enuieve! o neg6cio Jurfdico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
Gabarito correto. 
2. CESPE 2017 /SEDF/ Analista de Gestao Educacional - Direito e 
Legisla~ao. 
No que se refere a invalidacao do neg6cio jurfdico e a prescricao proveniente de 
ato ilfcito, julgue o item seguinte. 
Se uma pessoa relativamente incapaz celebrar um neg6cio jurfdico com uma 
pessoa jurfdica, tal neg6cio firmado nao sere nulo de pleno direito, mas podera 
ser anulado. 
Gabarito correto. 
§ 30. Em tres anos: 
V - a pretensiio de repereciio civil; 
cornentartoi 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 206. Prescreve: 
1. CESPE 2017 /SEDF / Analista de Gestao Educacional - Direito e 
Legisla~ao. No que se refere a invalidacao do neg6cio jurfdico e a prescricao 
proveniente de ato ilfcito, julgue o item seguinte. 
Caso uma pessoa com sessenta e cinco anos de idade seja vftima de um acidente 
de vefculo que lhe cause dano material, o prazo prescricional para que haja a 
reparacao civil sera de tres anos a partir da data do fato. 
• & COMENTADAS 
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A Alternativa "d" esta errada 
A Alternativa "c" esta errada 
Conforme o art. 181 do CC: 
Art. 181. Ninquem pode reclamar o que, por uma obriga!;ao anulada, pagou a um 
incapaz, se nao provar que reverteu em proveito dele a importsncie paga. 
A Alternativa "b" esta correta 
Conforme o art. 170 do CC: 
Art. 170. Se, porem, o neg6cio Jurfdico nulo contiver os requisitos de outro, subsistire 
este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido, se 
houvessem previsto a nulidade. 
comentartoi 
A Alternativa "a" esta errada 
Conforme os art. 171, incise II e 177 do CC: 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e anulavel o negocio 
juridico: 
II - por vlcio resultante de erro, dolo, coa~ao, estado de perigo, lesao ou fraude contra 
credo res. 
Art. 177. A anulabilidade nao tem efeito antes de julgada por sentence, nem se 
pronuncia de oficio; s6 os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos 
que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade. 
3. 2016 CESPE/TCE-PR/ Analista de Controle - Juridica. A respeito da 
disciplina do neg6cio jurfdico no C6digo Civil, assinale a opcao correta. 
a) Em ac;ao que vise a discussao de clausulas contratuais, o juiz devera, de 
offcio, declarar a nulidade do neg6cio caso verifique que o devedor foi 
coagido a contratar. 
b) Um contrato de compra e venda de im6vel que for realizado sem escritura 
publics podera ser convertido em promessa de compra e venda. 
c) Caso o juiz decrete a nulidade de obriqacao que uma pessoa pagou a um 
incapaz, ficara afastada a possibilidade de o devedor reclamar o que pagou 
ao credor incapaz, independentemente de este ter ou nao se beneficiado 
do neg6cio. 
d) Se um dos declarantes ocultar sua verdadeira intencao quanto aos efeitos 
juridicos do neg6cio, este sere inexistente por ausencia de manifestacao 
qualificada. 
e) 0 silencio de uma das partes quanto ao neg6cio ju fdico proposto nao tern 
o condao de criar vfnculo, sendo necessaria decleracao de vontade 
expressa. 
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comentarlor 
De acordo com o CC: 
O menor, ao completar dezesseis anos de idade e considerado relativamente 
incapaz. 
Art. 40. Sao incapazes, relativamente a certos atos ou a maneira de os exercer: I 
- os maiores de dezesseis e menore de dezoito anos; 
Devendo ser representado judicial e extrajudicialmente ate os 16 {dezesseis) 
anos, nos atos da vida civil. 
Art. 1. 634. Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situa<;ao conjugal, o 
pleno exercfcio do poder fam liar que consiste em, quanto aos fi/hos: 
VII - representa-los Jud cial e extrajudicialmente ate os 1.6 (dezesseis) anos, nos 
atos da vida civil, e assisti-los, ap6s essa idade, nos atos em que forem partes, 
suprindo-lhes o consentimento; 
Sob pena do Neg6cio Juridico ser anulavel. 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e anulavel o negocio 
juridico: 
I - par incapacidade relativa do agente; 
Ainda, a capacidade de direito e obtida com o nascimento com vida conforme o 
art. 1 ° do CC: 
Art. 1 o, Toda pessoa e capaz de direitos e deveres na ordem civil. 
Gabarito errado 
4. 2016 CESPE/TCE-PR/ Analista de Controle - Juridica. 0 menor, ao 
completar dezesseis anos de idade, adquire capacidade de direito, ainda que nao 
tenha sido emancipado. 
A Alternativa "e" esta errada 
Conforme o art. 111 do CC: 
Art. 111. O sitenc!o importa enuencie, quando as circunstencies ou os usos o 
autorizarem, e nao for necesserie a decteredio de vontade expressa. 
Gabarito letra B 
Art. 110. A manifesta~ao de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a 
reserva mental de nao querer o que manifestou, salvo se de/a o destineterio tinha 
conhecimento. 
Conforme o art. 110 do CC: 
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comentario: 
8. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. A respeito da 
prescricao e da decadencia, julgue o item que se segue. 
Corre normalmente a prescricao contra os ausentes do pafs a service publico dos 
municfpios. 
comentarlo: 
Questao literal do art. 209 do CC/2002: 
Art. 209. E nu/a a renuncie a decedericie fixada em lei. 
Gabarito errado. 
7. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. A respeito da 
prescricao e da decadencia, julgue o item que se segue. 
Por ser rnateria de ordem publica, a renuncia a decadencia fixada em lei e 
anulavel. 
comentarlor 
Salvo disposicao legal em contrario, nao se aplicam a decadencia as normas que 
impedem,suspendem ou interrompem a prescricao. 
Art. 207. Salvo disposi~ao legal em contrerio, nio se aplicam a decadencia as 
normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescriciio. 
Gaba rito co rreta. 
6. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. A respeito da 
prescricao e da decadencia, julgue os itens que se seguem. 
Nao se aplicam a decadencia as normas que interrompem a prescricao, salvo 
disposicao legal em contrario. 
Art. 192. Os prazos de prescriceo nao podem ser alterados por acordo das partes. 
Gabarito errado. 
comentarto: 
O prazo de prescricao nao pode ser alterado pelas partes. Esta expresso no art. 
192 do CC: 
5. CESPE 2016/TCE-PA/ Auxiliar Tecnlco de Controle Externo. Os prazos 
de prescricao podem ser alterados por acordo entre as partes. 
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comentartoi 
O enunciado n°149 do Conselho da Justice Federal, se manifestou sobre o 
Princfpio da conservacao dos Neg6cios Jurfdicos de seguinte forma: 
Art. 157. Em aten<;ao ao principio da conserveceo dos contratos, a veriticeciio da 
lesao devere conduzir, sempre que possf vel, a revisiio Judicial do neg6cio Jurfdico e nao 
a sua eriuleciio, sendo dever do magistrado incitar os contratantes a seguir as regras do 
art. 157, § 20, do C6digo Civil de 2002. 
§ 2°. Nao se decretara a anula~ao do negocio, se for oferecido suplemento 
suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a redu<;ao do proveito. 
Gabarito correto. 
10. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. Em observancia ao 
princfpio da conservacao contratual, caso ocorra o vfcio do consentimento 
denominado lesao, a parte lesionada pode optar pela revisao judicial do neg6cio 
jurfdico, ao inves de pleitear sua anulacao. 
comentartoi 
Os prazos prescricionais sao fixados por lei para o exercrcro da pretensao, 
fazendo-a valer em jufzo, assim sendo nao podera ser alterado por acordo 
das partes. Portanto, nao tern natureza convencional e nao podem ser alterados, 
nem reduzidos, nem aumentados pelos particulares por simples acordo volitivo. 
Vale lembrar que a natureza convencional diz respeito a decadencia e nao a 
prescricao. 
Art. 192. Os prazos de prescridio nao podem ser alterados por acordo das partes. 
Gabarito errado. 
9. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. As partes 
contratantes podem, de comum acordo, alterar os prazos prescncronars 
referentes a pretensoes de direitos disponfveis e, nessa hip6tese, a prescricao 
tera natureza convencional. 
Gabarito errado. 
III - contra os que se acharem servindo nas For~as Armadas, em tempo de 
auerra. 
II - contra os ausentes do Pais em servico publico da Uniiio, dos Estados ou dos 
Municfpios; 
I - contra os incapazes de que trata o art. 32; (absolutamente incapazes} 
Art. 198. Tambem nao corre a prescri~ao: 
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A Alternativa "b" esta errada 
O C6digo Civil preve mecanismos de coercao. Por exemplo: 
Art. 555. A doa~ao pode ser revogada por ingratidao do aonetetio, ou por inexecuciio 
do encargo. 
comentario. 
A Alternativa "a" esta errada 
Na situacao narrada, o evento morte funciona como termo e nao como condicao. 
Art. 121. Considera-se condidio a cleusuie que, derivando exclusivamente da vontade 
das partes, subordina o efeito do neg6cio jurfdico a evento futuro e incerto. 
12. CESPE 2016/PC-PE/Delegado de Policia. A respeito dos elementos 
acidentais do neg6cio jurfdico, assinale a opcao correta. 
a) Situacao hipotetica: Maria celebrou contrato de doacao de bem im6vel a 
Joao. Na neqociacao, ficou estipulado que a transferencia do bem somente 
se aperfeicoara quando da mo rte da doadora. Assertiva: Nessa situacao, o 
evento morte funciona como condicao. 
b) 0 encargo e elemento acidental caracte fstico dos neg6cios jurfdicos que 
envolvam liberalidade. Em caso de inexecucao do encargo pelo beneficiado, 
nao ha previsao de mecanismos de coercao direta ou indireta por parte do 
disponente. 
c) 0 termo nao essencial e aquele que nao admite o cumprimento do objeto 
do neg6cio jurfdico ap6s o seu vencimento. 
d) Denomina-se condicao a clausula acess6ria pela qual as partes subordinam 
a eficacia do neg6cio a acontecimento futuro e incerto. 
e) Em caso de nulidade do neg6cio jurfdico, a condicao voluntariamente 
declarada pelas partes nao sere alcancada, permanecendo valida. 
comentarto: 
O devedor que pagar dfvida prescrita nao pode reaver o valor pago, pois segundo 
se depreende da redacao do artigo 882 do CC, nao se pode pedir a repeticao do 
pagamento de dfvidas prescritas. 
Art. 882. Nao se pode repetir o que se pagou para solver dfvida prescrita, ou cumprir 
obriga<;ao judicialmente inexigf vel. 
Gabarito correto. 
11. CESPE 2016/TCE-PA/ Auditor de Controle Externo. Nao tera direito a 
repeticao do indebito o devedor que saldar dfvida prescrita. 
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46 Carlos Roberto Gonc;alves. Direito Civil Brasileiro. Vol.1. 4a ed. 2017 
13. 2016/CESPE/PC-PE/Delegado de Policia. Assinale a opcao correta a 
respeito dos defeitos dos neg6cios jurfdicos. 
a) Na lesao, os valores vigentes no memento da celebracao do neg6cio jurfdico 
deverao servir como perarnetro para se aferir a proporcionalidade das 
prestacoes, 
b) Os neg6cios jurfdicos eivados pelo dolo sao nulos. 
c) A coacao exercida por terceiro estranho ao neg6cio jurfdico torna-o nulo. 
d) Age em estado de perigo o indivfduo que toma parte de um neg6cio jurfdico 
sob premente necessidade ou por inexperiencia, assumindo obriqacao 
manifestamente desproporcional ao valor da prestacao oposta ferindo o 
carater sinalaqrnatico do contrato. 
A Alternativa "e" esta errada 
Se o neg6cio juridico for considerado nulo, a nulidade tarnbern atinqire a 
condicao. Pois, a condicao e um elemento acidental do neg6cio jurfdico. - I 1Mf(b,..efa., 
c__ O acess6rio segue o principal!! 
Gabarito letra D 
A Alternativa "d" esta correta 
Denomina-se condicao a clausula acessona pela qual as partes subordinam a 
eficacia do neg6cio a acontecimento futuro e incerto. 
Art. 121. Considera-se condi<;ao a cleusuie que, derivando exclusivamente da vontade 
das partes, subordina o efeito do neg6cio jurfdico a evento futuro e incerto. 
A Alternativa "c" esta errada 
Trata-se de termo essencial. 
O termo essencial e aquele que nao admite o cumprimento do objeto do neg6cio 
jurfdico ap6s o seu vencimento. 
O termo pode ser essencial e nao-essencial. Diz-se que e essencial quando o 
efeito pretendido deva ocorrer em memento bem precise, sob pena de, verificado 
depois, nao ter mais valor. Exemplo: em um contrato que determine a entrega 
de um vestido para uma cerirnonia, se o vestido for entregue depois, nao tern 
mais a utilidade visada pelo credor46. 
Je o termo nao essencial e aquele cujo efeito pretendido nao precisa ocorrer em 
memento precise, pois continuara tendo valor se verificado depois. 
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A Alternativa "d" esta errada 
Trata-se da lesao e nao do estado de perigo! 
Na lesao, o indivfduo que toma parte de um neqocio jurfdico sob premente 
necessidade ou por inexperiencia, assumindo obriqacao manifestamente 
A Alternativa "c" esta errada 
A coaceo exercida por terceiro estranho ao neg6cio jurfdico torna-o nulo. 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 154. Vicia o neg6cio Jurfdico a coa~ao exercida por terceiro, se de/a tivesse ou 
devesse ter conhecimento a parte a que aproveite, e esta responders solidariamente 
com aquele por perdas e danos. 
Art. 155. Subsistire o neg6cio Jurfdico, sea coac;ao decorrer de terceiro, sem que a parte 
a que aproveitede/a tivesse ou devesse ter conhecimento; mas o autor da coecso 
responders por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto. 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e anulavel o negocio 
juridico: 
II - por vlcio resultante de erro, dolo, coeciio, estado de perigo, lesao ou fraude contra 
credo res. 
A Alternativa "b" esta errada 
Os neg6cios jurfdicos eivados pelo dolo sao anuliiveis 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 145. Sao os neg6cios Jurfdicos anulaveis por dolo, quando este for a sua causa. 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e anulavel o negocio 
juridico: 
II - por vfcio resultante de erro, dolo, coeciio, estado de perigo, lesao ou fraude contra 
credo res. 
comentarto: 
A Alternativa "a" esta correta 
Na lesao, os valores vigentes no memento da celebracao do neg6cio jurfdico 
deverao servir como para metro para se aferir a proporcionalidade das prestacoes. 
De acordo com o §1 °, do art. 157 do CC: 
§ 1 o, Aprecia-se a desproporcso das prestecoes segundo os valores vigentes ao tempo 
em que foi celebrado o neg6cio jurfdico. 
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e) Se em um neg6cio jurfdico, ambas as partes agem com dolo, ainda assim 
podem invocar o dolo da outra parte para pleitear a anulacao da avenca. 
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A Alternativa "b" esta errada 
De acordo com o art. 209 do CC: 
Art. 209. E nu/a a renuncie a decsdencie fixada em lei. 
comentarlo: 
A alternativa "a" esta errada 
De acordo com o art. 193 do CC: 
Art. 193. A prescri~iio pode ser alegada em qualquer grau de jurisdi~iio, pela 
parte a quern aproveita. 
14. 2016/CESPE/PC-PE/Delegado de Policia. Acerca de prescricao e 
decadencia no direito civil, assinale a opc;ao correta. 
a) A prescricao nao pode ser arguida em grau recursal. 
b) Desde que haja consenso entre os envolvidos, e possfvel a renuncia previa 
da decadencia determinada por lei. 
c) A prescricao nao corre na pendencia de condicao suspensiva. 
d) Ao celebrarem neg6cio jurfdico, as partes, em livre rnanifestacao de 
vontade, pod em alterar a prescricao prevista em lei. 
e) E valida a renuncia da prescricao, desde que determinada expressamente 
antes da sua consurnacao. 
A Alternativa "e" esta errada 
De acordo com o art. 150 do CC: 
Art. 150. Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alega-lo para 
anular o neg6cio, ou reclamar indeniza~iio. 
Gabarito letra A 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando elquem, premido da necessidade de 
salvar-se, ou a pessoa de sua famflia, de grave dano conhecido pela outra parte, assume 
obriga~iio excessivamente onerosa. 
Pereqreto iinico. Tratando-se de pessoa nao pertencente a famflia do declarante, o juiz 
decidire segundo as circunstencies. 
Art. 157. Ocorre a lesao quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por 
tnexperiencie, se obriga a prestac;ao manifestamente desproporcional ao valor da 
presteciio oposta. 
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desproporcional ao valor da prestacao oposta ferindo o carater sinalaqrnatico do 
contrato. 
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comentario: 
16. 2016/CESPE/ TRE-PI / Analista Judiciario - Judiciarla, A rernissao de 
dfvida que leve o devedor a insolvencia configura 
a) abuso de direito. 
b) rna-fe. 
c) fraude contra credores. 
d) dolo. 
e) lesao. 
comentartor 
Conforme a jurisprudencia do STJ: 
Sumui« n° 278 do STJ: O termo inicial do prazo prescricional, na a<;ao de indenizecso, e 
a data em que o segurado teve ciencia inequivoca da incapacidade laboral. 
Gabarito correto 
15. 2016/CESPE/ TCE-SC / Auditor Fiscal de Controle Externo - Direito. 
A respeito do neg6cio jurfdico, da prescricao e das obriqacoes, julgue o item que 
se segue. 
Conforme a jurisprudencia do STJ, em se tratando de ac;ao de indenizacao, o 
inicio da fluencia do prazo prescricional ocorre com o conhecimento da violacao 
ou da lesao ao direito da vftima 
A alternativa "e" esta errada 
De acordo com o art. 191 do CC: 
Art. 191. A reruincie da prescricso pode ser expressa ou tecite, e s6 velere, sendo feita, 
sem prejufzo de terceiro, depois que a prescridio se consumar; tecite e a renuncie 
quando se presume de fatos do interessado, incompatfveis com a prescricso. 
Gabarito letra C 
A alternativa "d" esta errada 
De acordo com o art. 192 do CC: 
Art. 192. Os prazos de prescriceo nao pod em ser alterados por acordo das partes. 
A alternativa "c" esta correta 
De acordo com o art. 199, inciso I do CC: 
Art. 199. Nao corre igualmente a prescricso: 
I - pendendo condi~ao suspensiva. 
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A alternativa "a" esta errada 
O prazo prescricional anual e suspenso com o pedido administrative do 
pagamento, enquanto que o pagamento parcial interrompe a prescricao por 
qualquer ato inequfvoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito 
pelo devedor. 
Surnula 229 do STJ: 
O pedido do pagamento de indeniza~ao a seguradora suspende o prazo de prescricso 
ate que o segurado tenha ciencie da aecisiio. 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 206. Prescreve: 
§10. Em um ano: 
II - a pretensiio do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o 
prazo: 
Gabarito: 
17. 2016/CESPE/ TJ-DFT / Juiz. Suponha que, entabulado contrato 
facultativo de seguro de vida e acidentes pessoais, em decorrencia do sinistro, o 
segurado pleiteou da seguradora o respective pagamento. Assinale a opcso 
correta no que se refere a prescricao. 
a) 0 prazo prescricional anual e interrompido com o pedido administrative do 
pagamento, bem como com o pagamento parcial diante da nova pretensao 
de cornplernentacao. 
b) 0 prazo prescricional anual e interrompido com o pedido administrative do 
pagamento, voltando a correr por inteiro a partir de eventual negativa da 
seguradora. 
c) 0 prazo prescricional trienal e suspense com o pedido administrative de 
pagamento, voltando a correr a partir de eventual negativa da seguradora. 
d) 0 prazo prescricional anual e suspense com o pedido administrative do 
pagamento, voltando a correr pelo tempo restante a partir da eventual 
negativa da seguradora, mas se ha pagamento parcial o prazo e 
interrompido voltando a co rer por inteiro. 
e) Na hip6tese de resseguro, o prazo prescricional e diverso do previsto para 
a a~ao do segurado contra o segurador. 
• t nos remete a palavra MISSA = PERDAO. 
~ 
leAf<brl!/tl!/ 
ReMISSAo 
Gabarito letra C 
Art. 158. Os neg6cios de trensmissiio gratuita de bens ou remissiio de divida, se os 
praticar o devedor ja insolvente, ou por eles reduzido a insolvencie, ainda quando o 
ignore, poderiio ser anulados pelos credores auiroqreterios, como lesivos dos seus 
direitos. 
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A alternativa "c" esta errada 
O prazo prescricional anual e suspense com o pedido administrative do 
pagamento, voltando a correr de onde parou, a partir da eventual negativa da 
seguradora. 
Surnula 229 do STJ: 
O pedido do pagamento de indeniza<;ao a seguradora suspende o prazo de prescriciio 
ate que o segurado tenha ciencie da decisiio. 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 206. Prescreve: 
§10. Em um ano: 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 206. Prescreve: 
§10. Em um ano: 
II - a pretensiio do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o 
prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que e citado 
para responder a a<;ao de tndenizeciio proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que 
a este indeniza, com a enuencie do segurador. 
SUSPENSAO 
0---- 
B Volta a contar de 
R onde parou. ContaQ o prazo que sobrou. 
u 
INTERRUPc;Ao * 
N 
T O prazo volta a 
E contar por inteiro, 
I ou seja, do zero. 
R 
0 
Surnula 229 do STJ: 
O pedido do pagamento de indenizecso a seguradora suspende o prazo de prescricso 
ate que o segurado tenha ciencie da decisiio. 
A alternativa "b" esta errada 
O prazo prescricional anual e suspenso com o pedido administrative do 
pagamento, voltando a correr de onde parou a partir da eventual negativa da 
seguradora. 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que e citado 
para responder a a<;ao de indenizeciio proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que 
a este indeniza, com a enuencle do segurador. 
Art. 202. A interrupf;ao da prescriciio, que somente podere ocorrer uma vez, der-se-e: 
VI - por qualquer ato inequfvoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento 
do direito pelo devedor. 
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A alternativa "e" esta errada 
O prazo prescricional para a pretensao de resseguro e o mesmo previsto para a 
ac;ao do segurado contra o segurador. 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 206. Prescreve: 
§10. Em um ano: 
II - a pretensiio do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o 
prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que e citado 
para responder a aqao de indenizaqao proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que 
a este indeniza, com a enuencie do segurador. 
VI - por qualquer ato inequfvoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento 
do direito pelo devedor. 
A alternativa "d" esta correta 
O prazo prescricional anual e suspense com o pedido administrative do 
pagamento, voltando a correr pelo tempo restante a partir da eventual negativa 
da seguradora, mas se ha pagamento parcial o prazo e interrompido voltando a 
correr por inteiro. 
No pagamento parcial a lnterrupcao da prescrlcao dar-se-a por ato ato 
inequfvoco que importe reconhecimento do direito pelo devedor. 
Surnula 229 do STJ: 
O pedido do pagamento de indenizaqao a seguradora suspende o prazo de prescridio 
ate que o segurado tenha ciencis da decisiio. 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 206. Prescreve: 
§10. Em um ano: 
II - a pretensiio do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o 
prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que e citado 
para responder a aqao de indenizaqao proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que 
a este indeniza, com a enuencie do segurador. 
Art. 202. A interrupciio da prescri~ao, que somente podere ocorrer uma vez, der-se- 
a: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que e citado 
para responder a aqao de indenizedio proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que 
a este indeniza, com a enuencie do segurador. 
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II - a pretensiio do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o 
prazo: 
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A alternativa "c" esta errada 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 109. No neg6cio jurfdico celebrado com a cieusule de nao valer sem instrumento 
publico, este e da substancia do ato. 
A alternativa "b" esta correta 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 174. E escusada a contirmeceo expressa, quando o neg6cio ja foi cumprido em 
parte pelo devedor, ciente do vfcio que o inquinava. 
Art. 175. A contirmeciio expressa, ou a execuciio volunterie de neg6cio enulevel, nos 
termos dos arts. 172 a 174, importa a extinqao de todas as aqoes, ou excecoes, de que 
contra ele dispusesse o devedor. 
comentartoi 
A alternativa "a" esta errada 
De acordo com o art. 110 do CC: 
Art. 110. A menitestecso de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva 
mental de nao querer o que manifestou, salvo se de/a o destinatario tinha 
conhecimento. 
18. 2016/CESPE/ TCE-PR I Auditor. No que diz respeito aos neqocios 
juridicos e 5Ua5 invalidades, assinale a opcao correta. 
a) A reserve mental de nao querer o que manifestou torna anulavel o neg6cio 
juridico firmado, ainda que seja de conhecimento do destinatario. 
b) Tratando-se de neg6cio jurfdico anulavel, dispensa-se a confirrnacao 
expressa das partes se o devedor tiver cumprido parte de sua obriqacao 
ciente do vicio. 
c) Ainda que estabelecida a denominada clausu a de nao valer 5em 
instrurnento publico, 5e o bem for m6vel, a transferencia podera 5er 
realizada por ce55§0 de direitos particular. 
d) 0 motivo ilicito de uma das partes torna o neg6cio juridico nulo 5e for 
determinante para sua reelizacao. 
e) Sendo o objeto do direito indivisivel, a incapacidade relativa de uma das 
partes nao aproveita aos cointeressados capazes. 
especificarnente de DPVAT, por 1550 o prazo @ A questao nao trata 
prescricional e de 1 (um) ano. 
Gabarito letra D 
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comentarlo: 
Reserva mental e uma declaracao nao querida em seu conteudo, tendo por 
objetivo enganar o destinatarlo, sendo que a vontade declarada nao 
coincide com a vontade real do declarante. 0 declarante oculta a sua 
verdadeira intencao. Digamos, por exemplo, que Jose, por brincadeira, estipulou 
determinado valor para um contrato com Pedro (declaratario), se Pedro nao tinha 
conhecimento da brincadeira, Jose ( declarante) nao podera invocar a reserva 
mental para anular neg6cio jurfdico que realizou. 
20. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. A reserva mental de nao querer o que 
manifestou torna anulavel o neg6cio juridico firmado, ainda que seja de 
conhecimento do destinatario. 
comentarlor 
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECEBIMENTO DE DENUNCIA POR AUTORIDADE 
INCOMPETENTE E PRESCRI<;AO. Quando a autoridade que receber a denuncia for 
incompetente em razao de prerrogativa de foro do reu, o recebimento da pe~a 
ecusetori« sera ato absolutamente nulo e, portanto, nao interrompere a 
prescri~ao. Precedente citado do STJ: REsp 819.168 - PE, Quinta Turma, DJ 5/2/2007. 
Precedente citado do STF: HC 63.556 - RS, Segunda Turma, DJ 9/5/1986. 
APn 295 - RR, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 17/12/2014, DJe 12/2/2015 
(Informativo 555). 
Gabarito correto. 
19. CESPE 2016/TRE-PI/ Analista Judiclarlo-judiclaria, O recebimento de 
denuncia por magistrado absolutamente incompetente nao interrompe a 
prescricao penal. 
A alternativa "e" esta errada 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes nao pode ser invocada pela outra 
em beneffcio pr6prio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, 
for indivisfvel o objeto do direito ou da obrigaqao comum. 
Gaba rito letra B 
A alternativa "d" esta errada 
De acordo com o C6digo Civil: 
Art. 166. E nulo o neg6cio jurfdico quando: 
III - o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilfcito; 
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24. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. Sendo o objeto do direito indivisfvel, a 
incapacidade relativa de uma das partes nao aproveita aos cointeressados 
capazes. 
comentarlo: 
Art. 166. E nulo o neg6cio Jurfdico quando: 
III - o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilfcito; 
Gabarito errado. 
23. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. 0 motivo ilfcito de uma das partes torna o 
neg6cio jurfdico nulo se for determinante para sua realizaceo. 
comentartoi 
Art. 109. No neg6cio Jurfdico celebrado com a cleusul« de nao valer sem instrumento 
publico, este e da substsncie do ato. 
Gabarito errado. 
22. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. Ainda que estabelecida a denominada 
clausula de nao valer sem instrumento publico, se o bem for m6vel, a 
transferenciapodera ser realizada por cessao de direitos particular. 
comentarto: 
A confirrnacao tacita e permitida quando o neg6cio je foi cumprido em parte e o 
devedor estava ciente do vfcio, isto conforme art.174 do CC: 
Art. 174. E escusada a contirmedio expressa, quando o neg6cio ja foi cumprido em parte 
pelo devedor, ciente do vicio que o inquinava. 
Gabarito correto 
21. CESPE 2016/TCE-PR/ Auditor. Tratando-se de neg6cio jurfdico anulavel, 
dispensa-se a confirrnacao expressa das partes se o devedor tiver cumprido pa rte 
de sua obriqacao ciente do vfcio. 
Gabarito errado 
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Art. 110. A manifesta~ao de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a 
reserva mental de niio querer o que manifestou, salvo se de/a o destinatario tinha 
conhecimento. 
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comentarlo: 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando etauem, premido da necessidade de 
salvar-se, ou a pessoa de sua famflia, de grave dano conhecido pela outra parte, assume 
obrigaqao excessivamente onerosa. 
27. CESPE 2015/TRF 1a Regiao/Juiz Federal Substituto. Maria, rnedica 
cardiologista, que namora Paulo, mas com ele nao rnantern uniao estavel, ajuizou 
ac;ao anulat6ria de neg6cio juridico de compra e venda contra a empresa 
Biotecnologia Ltda. Para tanto, sustentou que adquiriu dare um aparelho do tipo 
marca-passo, que foi implantado em seu namorado Paulo, em carater de 
urqencia, mediante a ernissao de um cheque no valor de R$ 10.000,00. 0 
aparelho em questao e comumente vendido no mercado por R$ 4.000,00. Nessa 
situacao hipotetica, para que o pedido seja julgado procedente, deve ficar 
demonstrado por Maria o dolo de aproveitamento da fornecedora do material, ou 
seja, a vilania do outro contratante. 
comentartoi 
Art. 131. O termo inicial suspende o exercfcio, mas nao a aquisiqao do direito. 
Gabarito errado. 
26. CESPE 2016/FUNPRESP-EXE/Especialista-area juridica. Ainda que o 
neg6cio juridico consista em evento future dotado de certeza, o seu termo inicial 
suspende a aquisicao do direito. 
Gabarito correto. 
Art. 196. A prescricso iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu 
sucessor. 
comentarto: 
25. CESPE 2016/FUNPRESP-EXE/Especialista-area juridica. O prazo 
prescricional iniciado contra uma pessoa continuara a correr contra o seu 
sucessor. 
comentarto: 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes nao pode ser invocada pela 
outra em beneficio proprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, salvo se, 
neste caso, for indivisfvel o objeto do direito ou da obrigaqao comum. 
Gabarito errado. 
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comentarlo: 
GRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESCISAO DE COMPROMISSODE 
COMPRA E VENDA DE IMOVEL. IMPONTUALIDADE. DANO MORAL.INEXISTENCIA. 1. O 
mero inadimplemento contratual nao enseja, par si so, indeniza~ao par dano 
moral. "Salvo circunstancia excepcional que coloque o contratante em situa~ao 
de extraordinaria angustia ou humilha~ao, nao ha dano moral. Isso porque, o 
dissabor inerente a expectativa frustrada decorrente de inadimplemento contratual se 
insere no cotidiano das reiecoes comerciais e nao implica lesao a honra ou violeceo da 
dignidade humana" (REsp n. 1.129.881/RJ,relator Ministro MASSAMI UYEDA, 3a Turma, 
unsnime, DJe 19.12.2011). 2. Agravo regimental a que se nega provimento. 
(STJ, Relator: Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Data de Julgamento: 03/05/2012, T4 
- QUARTA TURMA) 
Gabarito errado. 
29. CESPE 2015/TRE-GO/ Analista Judlclarlo Considere a seguinte situacao 
hipotetica. 
Ricardo e Andrea adquiriram im6vel residencial de uma construtora que prometeu 
a entrega do bem em janeiro de 2013. Entretanto, o im6vel foi entregue somente 
em fevereiro de 2014, o que obrigou o casal a residir na casa de parentes por um 
ano. 
Nessa situacao, os adquirentes fazem jus a indenizacao por danos morais em 
razeo do atraso na entrega do im6vel. 
comentartoi 
Sumula 54 do STJ: "Os juros morat6rios fluem a partir do evento danoso, em 
caso de responsabilidade extracontratual". 
O caso da afirmativa, acidente provocado por condutor de vefculo, e de 
responsabilidade extracontratual. 
Gabarito correto. 
28. CESPE 2015/TRE-GO/ Analista Judlclarlo, Carla, com vinte e um a nos de 
idade, sofreu lesces ffsicas em decorrencia de acidente provocado por condutor 
de veiculo oficial. Nessa situacao, o prazo prescricional a ser observado por Carla 
para o ajuizamento de eventual ac;ao de indenizacao por danos materiais 
cornecou a correr a partir da data do acidente. 
Pereqreto unico. Tratando-se de pessoa nao pertencente a familia do declarante, 
o juiz decidira segundo as circunstiincies. 
Ou seja, no caso da afirmativa o juiz decidira segundo as circunstancias, no caso 
de acordo com o dolo de aproveitamento. 
Gabarito correto. 
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comentarlo: 
Art. 193. A prescriciio pode ser alegada em qualquer grau de jurisdi~ao, pela parte a 
quern aproveita. 
Pode ser alegada, a prescricao, pelo devedor, que e a parte a quern aproveita. 
Gabarito errado. 
33. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. A prescncao podera ser 
alegada por conjuqe, ascendente ou descendente, da parte que aproveite, caso 
seja demonstrado beneficio jurfdico que os afete direta ou indiretamente. 
32. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. Por ser medida que vai ao 
encontro do interesse publico, a reducao dos prazos prescricionais e permitida 
pelo C6digo Civil. 
comentartor 
Art. 192. Os prazos de prescridio nao pod em ser alterados por acordo das partes. 
Gabarito errado. 
comentarlor 
Art. 191. A rerusncie da prescricso pode ser expressa ou tecite, e s6 velere, sendo feita, 
sem prejufzo de terceiro, depois que a presc i<;ao se consumar; tecite e a reruincie 
quando se presume de fatos do interessado, incompatfveis com a prescricso. 
Gabarito errado. 
31. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. Diferentemente do que ocorre 
com a renuncia expressa, o C6digo Civil estabelece que a renuncia tacita a 
prescricao somente podera ocorrer ap6s a consurnacao do prazo. 
comentarto: 
Entre marido e mulher nao correra a prescricao ainda nao iniciada; e, se iniciada, 
ela sere suspensa, de acordo com o art. 197, I do CC. 
Gabarito errado 
30. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. Entre os conjuqes, na 
constancia da sociedade conjugal, o prazo prescricional podera ser interrompido, 
mas nao suspense, ja que vai de encontro a ordem publica o alongamento 
indefinido do prazo. 
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cornentarior 
Art. 113. Os neg6cios jurfdicos devem ser interpretados conforme a boe-te e os usos 
do lugar de sua celebredio. 
37. CESPE 2014/TJ - CE/ Analista Judlciario, Os neg6cios jurfdicos devem 
ser interpretados conforme a boa- fe e os uses do lugar de sua celebracao. 
comentario: 
Art. 111. o silencio importa enuencie, quando as circunstencies ou os usos o 
autorizarem, e nao for necesserie a decteredio de vontade expressa. 
Gabarito errado. 
36. CESPE 2015/TJ-PB/Juiz Substituto. De acordo com o C6digo Civil de 
2002, nao e permitido que o silencio de um dos participantes seja interpretado 
come caracterizador de concordancia com o neg6cio. 
comentartoi 
Art. 114. Os neg6cios jurfdicos beneticos e a reruincie interpretam-se estritamente. 
Gabarito errado. 
35. CESPE 2015/TJ-PB/Juiz Substituto. Os neg6cios jurfdicos que 
estabelec;am beneffcio devem ter interpretacao ampla. 
comentarto: 
Esta afirmativa esta correta, de acordo com o informative 470 do STJ. 
RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MEDICO. CONHECIMENTODALESAO POSTERIORMENTE AO FATO LESIVO. PRESCRI<;AO. TERMO A QUO.DATA DA 
CIENCIA. 1. Ignorando a parte que em seu corpo foram deixados instrumentos utilizados 
em procedimento cirurqico, a lesiio ao direito subjetivo e desconhecida e nao ha como a 
pretensiio ser demandada em jufzo. 2. O termo a quo do prazo prescricional e a data em 
que o Jesado tomou conhecimento da existencie do corpo estranho deixado no seu 
abdome. 3. Recurso especial conhecido em parte e provido. 
(STJ, Relator: Ministro JOAO OTAVIO DE NORONHA, Data de Julgamento: 26/04/2011, 
T4 - QUARTA TURMA) 
Gabarito correto. 
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34. CESPE 2015/TRF sa Regiao/Juiz Federal. De acordo com o STJ, o termo 
inicial do prazo prescricional das acoes indenizat6rias, em observancia ao 
prindpio da actio nata, ea data em que a lesao e os seus efeitos sao constatados. 
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comentarlo: 
Art. 166. E nulo o negocio juridico quando: 
I - celebrado por pessoa absolutamente incapaz; 
II - for ilicito, impossfvel ou indeterminevet o seu objeto; 
III - o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilfcito; 
IV - nao revestir a forma prescrita em lei; 
V - for preterida a/guma so/enidade que a lei considere essencial para a sua validade; 
41. CESPE 2014/PGE - BA/Procurador. E anulavel o neg6cio jurfdico sea lei 
proibir a sua pratica, sem cominar sancao. 
comentartoi 
Somente as pessoas que possuem a capacidade de fato ou de exerdcio e que 
podem praticar todos os atos da vida civil por si pr6prias. 
Gabarito errado. 
40. CESPE 2014/TJ - CE/ Analista Judlclarlo, Todas as pessoas naturais, por 
possufrem capacidade de direito, podem praticar, por si pr6prias, a generalidade 
dos atos da vida civil. 
comentartoi 
Art. 111. O si!encio importa enuencie, quando as circunstsncies ou os usos o 
autorizarem, e nao for necesserie a dectereciio de vontade expressa. 
Gabarito errado. 
39. CESPE 2014/TJ - CE/ Analista Judlclario. Na concretizacao do neg6cio 
jurfdico, o silencio nao tern consequencia concreta a favor das partes. 
comentarto: 
Art. 140. O fa/so motivo s6 vicia a dectereciio de vontade quando expresso como razao 
determinante. 
Gabarito errado. 
38. CESPE 2014/TJ - CE/ Analista Judlclarlo, Se, da declaracso de vontade, 
for detectado o false motive, o neg6cio jurfdico sere sempre anulado. 
Gabarito correto. 
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45. CESPE 2014/TCE - PB/Procurador. E nulo o neg6cio jurfdico celebrado 
por pessoa relativamente incapaz. 
comentarlo: 
Art. 172. O negocio anulavel pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de 
terceiro. 
Art. 174. E escusada a contirmedio expressa, quando o neg6cio ja foi cumprido em parte 
pelo devedor, ciente do vfcio que o inquinava. 
Gabarito errado. 
44. CESPE 2014/TCE PB/Procurador. A confirrnacao pelas partes do 
neg6cio jurfdico anulavel deve ser expressa, ainda que parte do avencado ja 
tenha sido cumprida pelo devedor, ciente do vfcio que o inquinava. 
comentartoi 
Art. 111. o silencio importa anuencia, quando as circunstsnctes ou os usos o 
autorizarem, e nao for necesserie a dectereciio de vontade expressa. 
Gabarito correto. 
43. CESPE 2014/PGE - BA/Procurador. 0 silencio de uma das partes pode, 
excepcionalmente, representar anuencia, se as circunstancias ou os usos o 
autorizarem e nao for necessaria a declaracao expressa de vontade. 
comentarto: 
Lembre-se do que estudamos em aula: 
No neg6cio jurfdico unilateral, esta presente apenas uma declaracao de vontade, 
sendo desnecessaria a aceitacao de outrem para que produza efeitos. 
Gabarito correto. 
42. CESPE 2014/PGE - BA/Procurador. No neg6cio jurfdico unilateral, esta 
presente apenas uma declaracao de vontade, sendo desnecessaria a aceitacao 
de outrem para que produza efeitos. 
VII - a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a pratica, sem cominar 
san~ao. 
Gabarito errado. 
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VI - tiver por objetivo fraudar lei imperativa; 
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comentarlo: 
Esta questao e muito importante para que saibamos o posicionamento da banca 
quanto ao dolo de aproveitamento. Vimos em aula que: 
Atens;ao: de acordo com o CC/2002 para que ocorra a lesao existe a 
necessidade de obtencao de vantagem exagerada ou desproporcional, sem a 
indagac;ao da rne-fe ou ilicitude do comportamento da parte beneficiada, que e 
chamada de dolo de aproveitamento. Apesar de haver diverqencia doutrinaria a 
este respeito, seguimos o entendimento do Enunciado 150 da Ill Jornada de 
48. CESPE 2014/PGE - BA/Procurador. Ocorre a lesao quando uma pessoa, 
em premente necessidade ou por inexperiencie, se obriga a prestacao 
manifestamente desproporcional ao valor da prestacao oposta, exigindo-se, para 
a sua confiquracao, ainda, o dolo de aproveitamento, conforme a doutrina 
rnajoritaria. 
comentartoi 
Art. 140. O fa/so motivo s6 vicia a dectereciio de vontade quando expresso como razao 
determinante. 
Gabarito correto. 
47. CESPE 2014/TCE - PB/Procurador. 0 erro referente ao motivo do neg6cio 
nao o vicia, exceto se o falso motivo for expresso como razao determinante. 
comentarlor 
Art. 108. Nao dispondo a lei em contrerlo, a escritura pubtice e essencial a validade dos 
neg6cios Jurfdicos que visem a constituiciio, trensterencie, moditiceciio ou reruincie de 
direitos reais sobre im6veis de valor superior a trinta vezes o maior selerio mfnimo 
vigente no Pais. 
Gabarito errado. 
46. CESPE 2014/TCE - PB/Procurador. A escritura publics e formalidade 
essencial a validade de neg6cio jurfdico que objetive a transferencie de direitos 
reais sobre im6veis, independentemente de seu valor. 
comentarto: 
Art. 171. A/em dos casos expressamente declarados na lei, e anulavel o neg6cio 
Jurfdico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
Gabarito errado. 
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~INTERVALO 
comentartoi 
Art. 210. Deve o juiz, de oficio, conhecer da decadencia, quando estabelecida 
por lei. 
Art. 211. Se a decedencie for convencional, a parte a quem aproveita pode alega-la em 
qualquer grau de jurisdidio, MAS o juiz NAO pode suprir a alega<;ao. 
Gabarito correto. 
SO. CESPE 2014/TC-DF / Auditor de Controle Externo. A lei civil permite que 
as partes contratantes estipulem prazos decadenciais, todavia, nao pode o juiz 
reconhece-los de oficio, isto e, sem a provocacao dos interessados. 
cornentartoi 
Art. 191. A reruincie da prescri~ao pode ser expressa ou tacita, e s6 velere, sendo 
feita, sem prejuizo de terceiro, depois que a prescriciio se consumar; tectte e a reruincie 
quando se presume de fatos do interessado, incompatfveis com a prescriciio. 
Gabarito correto. 
49. CESPE 2014/TC-DF / Auditor de Controle Externo. Embora a renuncia da 
prescricao seja admitida pelo C6digo Civil brasileiro, esse ato abdicativo somente 
podera operar ap6s a consumacao da prescricao e desde que nao acarrete 
prejufzo para terceiros. 
Gabarito errado. 
DIREITO CIVIL -TRF 1a REGIAO (AJAJ E OJAF} 
Teoria e Questoes 
Aula 04 - Prof" Aline Baptista Santiago 
Direito Civil: "A lesso de que trata o art. 157 do C6digo Civil nao exige dolo de 
eproveitemento". 
Desta forma, para que a lesao se configure sera indiferente o conhecimento do 
estado da vftima pelo autor da lesao.

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