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Prefeitura de Petrolina-PE 
Fiscal de Postura 
 
1. As competências do Poder Executivo Municipal: Política Urbana, Estatuto da Cidade e Plano Diretor. 
 ................................................................................................................................................................. 1 
2. A gestão do ambiente municipal diante do conceito de sustentabilidade e sua relação com os 
recursos naturais e culturais do Município de Petrolina. ........................................................................ 54 
3. Enquadramento jurídico-administrativo para o exercício do Poder de Polícia e para o exercício da 
fiscalização das posturas municipais. .................................................................................................... 59 
4. Desempenho das atribuições do fiscal de posturas. 5. Legislação municipal concernente à função 
de fiscal de posturas. ............................................................................................................................. 61 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Candidatos ao Concurso Público, 
O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@maxieduca.com.br para dúvidas 
relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom 
desempenho na prova. 
As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar 
em contato, informe: 
- Apostila (concurso e cargo); 
- Disciplina (matéria); 
- Número da página onde se encontra a dúvida; e 
- Qual a dúvida. 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O 
professor terá até cinco dias úteis para respondê-la. 
Bons estudos! 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 1 
 
 
Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante 
todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica 
foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida 
conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente 
para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores@maxieduca.com.br 
 
É de competência do Poder Executivo municipal a Política Urbana, o Estatuto da Cidade e o Plano 
Diretor. 
 
Política Urbana 
 
Está prevista na Lei Orgânica do Município, a qual tem por objetivo ordenar o plano de desenvolvimento 
das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. É por meio da política urbana 
que são asseguradas a urbanização e regularização de loteamentos de áreas fundiárias e urbanas, a 
cooperação das associações representativas no planejamento urbano municipal, o estímulo à 
preservação de áreas periféricas de produção agrícola e pecuária, a garantia da preservação, da proteção 
e da recuperação do meio ambiente, a criação e a manutenção de parques de especial interesse 
urbanístico, social, ambiental, turístico e de utilização pública e a atualização racional do território e dos 
recursos naturais, mediante controle da implantação e do funcionamento de atividades industriais, 
comerciais e viárias. 
Já no Plano Diretor (que veremos na íntegra posteriormente), garante os instrumentos da política 
urbana, prevista nos artigos 132 a 169. 
 
Vejamos agora o que fala a Lei Orgânica do Município sobre a Política Urbana. 
 
SEÇÃO III 
DA POLÍTICA URBANA 
 
Art. 167 A política de desenvolvimento urbano, executada pelo poder público Municipal, conforme 
diretrizes gerais e fixadas em lei federal, tem por objetivo ordenar o plano de desenvolvimento das funções 
sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. 
§ 1º O Plano Diretor, aprovado pela Câmara Municipal, é o instrumento básico da política de 
desenvolvimento e de expansão urbano. 
§ 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de 
ordenação da cidade expressas no Plano Diretor. 
§ 3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. 
§ 4º É obrigatório ao Poder Público Municipal exigir do proprietário do solo urbano não edificado o seu 
adequado aproveitamento, sob pena de ter o imposto sobre a propriedade predial e territorial urbano 
progressivo no tempo. 
 
Art. 168 A política municipal de desenvolvimento urbano visa a assegurar dentre outros objetivos: 
I - a urbanização e regularização de loteamentos de áreas fundiárias e urbanas; 
II - a cooperação das associações representativas no planejamento urbano municipal; 
III - o estímulo à preservação de áreas periféricas de produção agrícola e pecuária; 
IV - a garantia da preservação, da proteção e da recuperação do meio ambiente; 
V - a criação e a manutenção de parques de especial interesse urbanístico, social, ambiental, turístico 
e de utilização pública; 
VI - a atualização racional do território e dos recursos naturais, mediante controle da implantação e do 
funcionamento de atividades industriais, comerciais e viárias. 
 
Art. 169 O Plano Diretor disporá, além de outros, sobre: 
I - normas relativas ao desenvolvimento urbano; 
II - política de formulação de planos setoriais; 
1. As competências do Poder Executivo Municipal: Política Urbana, Estatuto da 
Cidade e Plano Diretor. 
 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
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III - critérios de parcelamento, uso e ocupação do solo e zoneamento, prevendo áreas destinadas a 
moradias populares, com facilidade de acesso aos locais de trabalho, serviço e lazer; 
IV - proteção ambiental; 
V - a ordenação de usos, atividades e funções de interesse zonal; 
VI - a segurança dos edifícios, sua harmonia arquitetônica, alinhamento, nivelamento, ingressos, saída, 
arejamento, número de pavimentos e sua conservação; 
VII - delimitação da zona urbana e de expansão urbana; 
VIII - traçado urbano, com arruamentos, alinhamentos, nivelamentos das vias públicas, circulação, 
salubridade, segurança, funcionalidade e estética da cidade. 
 
Art. 170 Cabe ao Poder Executivo elaborar e implantar, mediante lei, programa dos minidistritos 
industriais não poluentes, em bairros periféricos, a fim de atender aos microempresários assim definidos 
no Estatuto Federal das Microempresas. 
 
Estatuto da Cidade 
 
É por meio do Estatuto da Cidade (Lei Federal n° 10.257/2001), em seu artigo 2°, que se ordena o 
desenvolvimento das funções sociais da cidade, bem como da propriedade urbana e rural a fim de garantir 
o bem estar de seus habitantes. 
 
Vejamos a lei 10.257/2001 na íntegra: 
 
LEI Nº 10.257, DE 10 DE JULHO DE 20011 
 
Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana 
e dá outras providências. 
 
CAPÍTULO I 
DIRETRIZES GERAIS 
 
Art. 1º Na execução da política urbana, de que tratam os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, será 
aplicado o previsto nesta Lei. 
Parágrafo único. Para todos os efeitos, esta Lei, denominada Estatuto da Cidade, estabelece normas 
de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, 
da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental. 
 
Art. 2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da 
cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: 
I – garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao 
saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao 
lazer, para as presentes e futuras gerações; 
II – gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos 
vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e 
projetosde desenvolvimento urbano; 
III – cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no processo 
de urbanização, em atendimento ao interesse social; 
IV – planejamento do desenvolvimento das cidades, da distribuição espacial da população e das 
atividades econômicas do Município e do território sob sua área de influência, de modo a evitar e corrigir 
as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente; 
V – oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos 
interesses e necessidades da população e às características locais; 
VI – ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar: 
a) a utilização inadequada dos imóveis urbanos; 
b) a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes; 
c) o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à infra-
estrutura urbana; 
 
1 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10257.htm - acesso em: 27.11.2018 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 3 
d) a instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como polos geradores de 
tráfego, sem a previsão da infra-estrutura correspondente; 
e) a retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização; 
f) a deterioração das áreas urbanizadas; 
g) a poluição e a degradação ambiental; 
h) a exposição da população a riscos de desastres. (Incluído dada pela Lei nº 12.608, de 2012) 
VII – integração e complementaridade entre as atividades urbanas e rurais, tendo em vista o 
desenvolvimento socioeconômico do Município e do território sob sua área de influência; 
VIII – adoção de padrões de produção e consumo de bens e serviços e de expansão urbana 
compatíveis com os limites da sustentabilidade ambiental, social e econômica do Município e do território 
sob sua área de influência; 
IX – justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização; 
X – adequação dos instrumentos de política econômica, tributária e financeira e dos gastos públicos 
aos objetivos do desenvolvimento urbano, de modo a privilegiar os investimentos geradores de bem-estar 
geral e a fruição dos bens pelos diferentes segmentos sociais; 
XI – recuperação dos investimentos do Poder Público de que tenha resultado a valorização de imóveis 
urbanos; 
XII – proteção, preservação e recuperação do meio ambiente natural e construído, do patrimônio 
cultural, histórico, artístico, paisagístico e arqueológico; 
XIII – audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de implantação 
de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio ambiente natural 
ou construído, o conforto ou a segurança da população; 
XIV – regularização fundiária e urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda 
mediante o estabelecimento de normas especiais de urbanização, uso e ocupação do solo e edificação, 
consideradas a situação socioeconômica da população e as normas ambientais; 
XV – simplificação da legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo e das normas edilícias, com 
vistas a permitir a redução dos custos e o aumento da oferta dos lotes e unidades habitacionais; 
XVI – isonomia de condições para os agentes públicos e privados na promoção de empreendimentos 
e atividades relativos ao processo de urbanização, atendido o interesse social. 
XVII - estímulo à utilização, nos parcelamentos do solo e nas edificações urbanas, de sistemas 
operacionais, padrões construtivos e aportes tecnológicos que objetivem a redução de impactos 
ambientais e a economia de recursos naturais. (Incluído pela Lei nº 12.836, de 2013) 
XVIII - tratamento prioritário às obras e edificações de infraestrutura de energia, telecomunicações, 
abastecimento de água e saneamento. (Incluído pela Lei nº 13.116, de 2015). 
XIX – garantia de condições condignas de acessibilidade, utilização e conforto nas dependências 
internas das edificações urbanas, inclusive nas destinadas à moradia e ao serviço dos trabalhadores 
domésticos, observados requisitos mínimos de dimensionamento, ventilação, iluminação, ergonomia, 
privacidade e qualidade dos materiais empregados. (Incluído pela Lei nº 13.699, de 2018) 
 
Art. 3º Compete à União, entre outras atribuições de interesse da política urbana: 
I – legislar sobre normas gerais de direito urbanístico; 
II – legislar sobre normas para a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios em relação à política urbana, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar 
em âmbito nacional; 
III – promover, por iniciativa própria e em conjunto com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; 
(Vide Lei nº 13.146, de 2015) 
IV – instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e 
transportes urbanos; 
IV - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico, 
transportes urbanos e infraestrutura de energia e telecomunicações; (Redação dada pela Lei nº 13.116, 
de 2015) 
V – elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento 
econômico e social. 
 
 
 
 
 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 4 
CAPÍTULO II 
DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA URBANA 
Seção I 
Dos instrumentos em geral 
 
Art. 4º Para os fins desta Lei, serão utilizados, entre outros instrumentos: 
I – planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico 
e social; 
II – planejamento das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões; 
III – planejamento municipal, em especial: 
a) plano diretor; 
b) disciplina do parcelamento, do uso e da ocupação do solo; 
c) zoneamento ambiental; 
d) plano plurianual; 
e) diretrizes orçamentárias e orçamento anual; 
f) gestão orçamentária participativa; 
g) planos, programas e projetos setoriais; 
h) planos de desenvolvimento econômico e social; 
IV – institutos tributários e financeiros: 
a) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana - IPTU; 
b) contribuição de melhoria; 
c) incentivos e benefícios fiscais e financeiros; 
V – institutos jurídicos e políticos: 
a) desapropriação; 
b) servidão administrativa; 
c) limitações administrativas; 
d) tombamento de imóveis ou de mobiliário urbano; 
e) instituição de unidades de conservação; 
f) instituição de zonas especiais de interesse social; 
g) concessão de direito real de uso; 
h) concessão de uso especial para fins de moradia; 
i) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios; 
j) usucapião especial de imóvel urbano; 
l) direito de superfície; 
m) direito de preempção; 
n) outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso; 
o) transferência do direito de construir; 
p) operações urbanas consorciadas; 
q) regularização fundiária; 
r) assistência técnica e jurídica gratuita para as comunidades e grupos sociais menos favorecidos; 
s) referendo popular e plebiscito; 
t) demarcação urbanística para fins de regularização fundiária; 
u) legitimação de posse. 
VI – estudo prévio de impacto ambiental (EIA) e estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV). 
§ 1º Os instrumentos mencionados neste artigo regem-se pela legislação que lhes é própria, observado 
o disposto nesta Lei. 
§ 2º Nos casos de programas e projetos habitacionais de interesse social, desenvolvidos por órgãos 
ou entidades da Administração Pública com atuação específica nessa área, a concessão de direito real 
de uso de imóveis públicos poderá ser contratada coletivamente. 
§ 3º Os instrumentos previstos neste artigo que demandam dispêndio de recursos por parte do Poder 
Público municipal devem ser objeto de controle social, garantida a participação de comunidades,movimentos e entidades da sociedade civil. 
 
Seção II 
Do parcelamento, edificação ou utilização compulsórios 
 
Art. 5º Lei municipal específica para área incluída no plano diretor poderá determinar o parcelamento, 
a edificação ou a utilização compulsórios do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, 
devendo fixar as condições e os prazos para implementação da referida obrigação. 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
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§ 1º Considera-se subutilizado o imóvel: 
I – cujo aproveitamento seja inferior ao mínimo definido no plano diretor ou em legislação dele 
decorrente; 
II – (VETADO) 
§ 2º O proprietário será notificado pelo Poder Executivo municipal para o cumprimento da obrigação, 
devendo a notificação ser averbada no cartório de registro de imóveis. 
§ 3º A notificação far-se-á: 
I – por funcionário do órgão competente do Poder Público municipal, ao proprietário do imóvel ou, no 
caso de este ser pessoa jurídica, a quem tenha poderes de gerência geral ou administração; 
II – por edital quando frustrada, por três vezes, a tentativa de notificação na forma prevista pelo inciso 
I. 
§ 4º Os prazos a que se refere o caput não poderão ser inferiores a: 
I - um ano, a partir da notificação, para que seja protocolado o projeto no órgão municipal competente; 
II - dois anos, a partir da aprovação do projeto, para iniciar as obras do empreendimento. 
§ 5º Em empreendimentos de grande porte, em caráter excepcional, a lei municipal específica a que 
se refere o caput poderá prever a conclusão em etapas, assegurando-se que o projeto aprovado 
compreenda o empreendimento como um todo. 
 
Art. 6º A transmissão do imóvel, por ato inter vivos ou causa mortis, posterior à data da notificação, 
transfere as obrigações de parcelamento, edificação ou utilização previstas no art. 5º desta Lei, sem 
interrupção de quaisquer prazos. 
 
Seção III 
Do IPTU progressivo no tempo 
 
Art. 7º Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos na forma do caput do art. 
5º desta Lei, ou não sendo cumpridas as etapas previstas no § 5º do art. 5º desta Lei, o Município 
procederá à aplicação do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) progressivo no 
tempo, mediante a majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos consecutivos. 
§ 1º O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado na lei específica a que se refere o caput 
do art. 5º desta Lei e não excederá a duas vezes o valor referente ao ano anterior, respeitada a alíquota 
máxima de quinze por cento. 
§ 2º Caso a obrigação de parcelar, edificar ou utilizar não esteja atendida em cinco anos, o Município 
manterá a cobrança pela alíquota máxima, até que se cumpra a referida obrigação, garantida a 
prerrogativa prevista no art. 8º. 
§ 3º É vedada a concessão de isenções ou de anistia relativas à tributação progressiva de que trata 
este artigo. 
 
Seção IV 
Da desapropriação com pagamento em títulos 
 
Art. 8º Decorridos cinco anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o proprietário tenha cumprido 
a obrigação de parcelamento, edificação ou utilização, o Município poderá proceder à desapropriação do 
imóvel, com pagamento em títulos da dívida pública. 
§ 1º Os títulos da dívida pública terão prévia aprovação pelo Senado Federal e serão resgatados no 
prazo de até dez anos, em prestações anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da 
indenização e os juros legais de seis por cento ao ano. 
§ 2º O valor real da indenização: 
I – refletirá o valor da base de cálculo do IPTU, descontado o montante incorporado em função de 
obras realizadas pelo Poder Público na área onde o mesmo se localiza após a notificação de que trata o 
§ 2º do art. 5º desta Lei; 
II – não computará expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios. 
§ 3º Os títulos de que trata este artigo não terão poder liberatório para pagamento de tributos. 
§ 4º O Município procederá ao adequado aproveitamento do imóvel no prazo máximo de cinco anos, 
contado a partir da sua incorporação ao patrimônio público. 
§ 5º O aproveitamento do imóvel poderá ser efetivado diretamente pelo Poder Público ou por meio de 
alienação ou concessão a terceiros, observando-se, nesses casos, o devido procedimento licitatório. 
§ 6º Ficam mantidas para o adquirente de imóvel nos termos do § 5º as mesmas obrigações de 
parcelamento, edificação ou utilização previstas no art. 5º desta Lei. 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
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Seção V 
Da usucapião especial de imóvel urbano 
 
Art. 9º Aquele que possuir como sua área ou edificação urbana de até duzentos e cinquenta metros 
quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua 
família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 
§ 1º O título de domínio será conferido ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do 
estado civil. 
§ 2º O direito de que trata este artigo não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. 
§ 3º Para os efeitos deste artigo, o herdeiro legítimo continua, de pleno direito, a posse de seu 
antecessor, desde que já resida no imóvel por ocasião da abertura da sucessão. 
 
Art. 10. Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição há mais de cinco anos e cuja área total 
dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta metros quadrados por possuidor 
são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários 
de outro imóvel urbano ou rural. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017) 
§ 1º O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua posse à 
de seu antecessor, contanto que ambas sejam contínuas. 
§ 2º A usucapião especial coletiva de imóvel urbano será declarada pelo juiz, mediante sentença, a 
qual servirá de título para registro no cartório de registro de imóveis. 
§ 3º Na sentença, o juiz atribuirá igual fração ideal de terreno a cada possuidor, independentemente 
da dimensão do terreno que cada um ocupe, salvo hipótese de acordo escrito entre os condôminos, 
estabelecendo frações ideais diferenciadas. 
§ 4º O condomínio especial constituído é indivisível, não sendo passível de extinção, salvo deliberação 
favorável tomada por, no mínimo, dois terços dos condôminos, no caso de execução de urbanização 
posterior à constituição do condomínio. 
§ 5º As deliberações relativas à administração do condomínio especial serão tomadas por maioria de 
votos dos condôminos presentes, obrigando também os demais, discordantes ou ausentes. 
 
Art. 11. Na pendência da ação de usucapião especial urbana, ficarão sobrestadas quaisquer outras 
ações, petitórias ou possessórias, que venham a ser propostas relativamente ao imóvel usucapiendo. 
 
Art. 12. São partes legítimas para a propositura da ação de usucapião especial urbana: 
I – o possuidor, isoladamente ou em litisconsórcio originário ou superveniente; 
II – os possuidores, em estado de composse; 
III – como substituto processual, a associação de moradores da comunidade, regularmente constituída, 
com personalidade jurídica, desde que explicitamente autorizada pelos representados. 
§ 1º Na ação de usucapião especial urbana é obrigatória a intervenção do Ministério Público. 
§ 2º O autor terá os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita, inclusive perante o cartório 
de registro de imóveis. 
 
Art. 13. A usucapião especial de imóvel urbano poderá ser invocada como matéria de defesa, valendo 
a sentença que a reconhecer como título para registro no cartório de registro de imóveis. 
 
Art. 14. Na ação judicial de usucapião especial de imóvel urbano, o rito processual a ser observado é 
o sumário. 
 
Seção VI 
Da concessão de uso especial para fins de moradia 
 
Arts. 15 a 20 (VETADOs) 
Seção VII 
Do direito de superfície 
 
Art. 21. O proprietário urbano poderá conceder a outremo direito de superfície do seu terreno, por 
tempo determinado ou indeterminado, mediante escritura pública registrada no cartório de registro de 
imóveis. 
§ 1º O direito de superfície abrange o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espaço aéreo relativo ao 
terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo, atendida a legislação urbanística. 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 7 
§ 2º A concessão do direito de superfície poderá ser gratuita ou onerosa. 
§ 3º O superficiário responderá integralmente pelos encargos e tributos que incidirem sobre a 
propriedade superficiária, arcando, ainda, proporcionalmente à sua parcela de ocupação efetiva, com os 
encargos e tributos sobre a área objeto da concessão do direito de superfície, salvo disposição em 
contrário do contrato respectivo. 
§ 4º O direito de superfície pode ser transferido a terceiros, obedecidos os termos do contrato 
respectivo. 
§ 5º Por morte do superficiário, os seus direitos transmitem-se a seus herdeiros. 
 
Art. 22. Em caso de alienação do terreno, ou do direito de superfície, o superficiário e o proprietário, 
respectivamente, terão direito de preferência, em igualdade de condições à oferta de terceiros. 
 
Art. 23. Extingue-se o direito de superfície: 
I – pelo advento do termo; 
II – pelo descumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo superficiário. 
 
Art. 24. Extinto o direito de superfície, o proprietário recuperará o pleno domínio do terreno, bem como 
das acessões e benfeitorias introduzidas no imóvel, independentemente de indenização, se as partes não 
houverem estipulado o contrário no respectivo contrato. 
§ 1º Antes do termo final do contrato, extinguir-se-á o direito de superfície se o superficiário der ao 
terreno destinação diversa daquela para a qual for concedida. 
§ 2º A extinção do direito de superfície será averbada no cartório de registro de imóveis. 
 
Seção VIII 
Do direito de preempção 
 
Art. 25. O direito de preempção confere ao Poder Público municipal preferência para aquisição de 
imóvel urbano objeto de alienação onerosa entre particulares. 
§ 1º Lei municipal, baseada no plano diretor, delimitará as áreas em que incidirá o direito de preempção 
e fixará prazo de vigência, não superior a cinco anos, renovável a partir de um ano após o decurso do 
prazo inicial de vigência. 
§ 2º O direito de preempção fica assegurado durante o prazo de vigência fixado na forma do § 1º, 
independentemente do número de alienações referentes ao mesmo imóvel. 
 
Art. 26. O direito de preempção será exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas para: 
I – regularização fundiária; 
II – execução de programas e projetos habitacionais de interesse social; 
III – constituição de reserva fundiária; 
IV – ordenamento e direcionamento da expansão urbana; 
V – implantação de equipamentos urbanos e comunitários; 
VI – criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes; 
VII – criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental; 
VIII – proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico; 
IX – (VETADO) 
Parágrafo único. A lei municipal prevista no § 1º do art. 25 desta Lei deverá enquadrar cada área em 
que incidirá o direito de preempção em uma ou mais das finalidades enumeradas por este artigo. 
 
Art. 27. O proprietário deverá notificar sua intenção de alienar o imóvel, para que o Município, no prazo 
máximo de trinta dias, manifeste por escrito seu interesse em comprá-lo. 
§ 1º À notificação mencionada no caput será anexada proposta de compra assinada por terceiro 
interessado na aquisição do imóvel, da qual constarão preço, condições de pagamento e prazo de 
validade. 
§ 2º O Município fará publicar, em órgão oficial e em pelo menos um jornal local ou regional de grande 
circulação, edital de aviso da notificação recebida nos termos do caput e da intenção de aquisição do 
imóvel nas condições da proposta apresentada. 
§ 3º Transcorrido o prazo mencionado no caput sem manifestação, fica o proprietário autorizado a 
realizar a alienação para terceiros, nas condições da proposta apresentada. 
§ 4º Concretizada a venda a terceiro, o proprietário fica obrigado a apresentar ao Município, no prazo 
de trinta dias, cópia do instrumento público de alienação do imóvel. 
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. 8 
§ 5º A alienação processada em condições diversas da proposta apresentada é nula de pleno direito. 
§ 6º Ocorrida a hipótese prevista no § 5º o Município poderá adquirir o imóvel pelo valor da base de 
cálculo do IPTU ou pelo valor indicado na proposta apresentada, se este for inferior àquele. 
 
Seção IX 
Da outorga onerosa do direito de construir 
 
Art. 28. O plano diretor poderá fixar áreas nas quais o direito de construir poderá ser exercido acima 
do coeficiente de aproveitamento básico adotado, mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário. 
§ 1º Para os efeitos desta Lei, coeficiente de aproveitamento é a relação entre a área edificável e a 
área do terreno. 
§ 2º O plano diretor poderá fixar coeficiente de aproveitamento básico único para toda a zona urbana 
ou diferenciado para áreas específicas dentro da zona urbana. 
§ 3º O plano diretor definirá os limites máximos a serem atingidos pelos coeficientes de 
aproveitamento, considerando a proporcionalidade entre a infra-estrutura existente e o aumento de 
densidade esperado em cada área. 
 
Art. 29. O plano diretor poderá fixar áreas nas quais poderá ser permitida alteração de uso do solo, 
mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário. 
 
Art. 30. Lei municipal específica estabelecerá as condições a serem observadas para a outorga 
onerosa do direito de construir e de alteração de uso, determinando: 
I – a fórmula de cálculo para a cobrança; 
II – os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga; 
III – a contrapartida do beneficiário. 
 
Art. 31. Os recursos auferidos com a adoção da outorga onerosa do direito de construir e de alteração 
de uso serão aplicados com as finalidades previstas nos incisos I a IX do art. 26 desta Lei. 
 
Seção X 
Das operações urbanas consorciadas 
 
Art. 32. Lei municipal específica, baseada no plano diretor, poderá delimitar área para aplicação de 
operações consorciadas. 
§ 1º Considera-se operação urbana consorciada o conjunto de intervenções e medidas coordenadas 
pelo Poder Público municipal, com a participação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e 
investidores privados, com o objetivo de alcançar em uma área transformações urbanísticas estruturais, 
melhorias sociais e a valorização ambiental. 
§ 2º Poderão ser previstas nas operações urbanas consorciadas, entre outras medidas: 
I – a modificação de índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo, bem 
como alterações das normas edilícias, considerado o impacto ambiental delas decorrente; 
II – a regularização de construções, reformas ou ampliações executadas em desacordo com a 
legislação vigente. 
III - a concessão de incentivos a operações urbanas que utilizam tecnologias visando a redução de 
impactos ambientais, e que comprovem a utilização, nas construções e uso de edificações urbanas, de 
tecnologias que reduzam os impactos ambientais e economizem recursos naturais, especificadas as 
modalidades de design e de obras a serem contempladas. 
 
Art. 33. Da lei específica que aprovar a operação urbana consorciada constará o plano de operação 
urbana consorciada, contendo, no mínimo: 
I – definição da área a ser atingida; 
II – programa básico de ocupação da área; 
III – programa de atendimento econômico e social para a população diretamente afetada pela 
operação; 
IV – finalidades da operação; 
V – estudo prévio de impacto de vizinhança; 
VI - contrapartida a ser exigida dos proprietários, usuários permanentes e investidores privados em 
função da utilização dos benefícios previstos nos incisos I, II e III do § 2ºdo art. 32 desta Lei; 
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VII – forma de controle da operação, obrigatoriamente compartilhado com representação da sociedade 
civil. 
VIII - natureza dos incentivos a serem concedidos aos proprietários, usuários permanentes e 
investidores privados, uma vez atendido o disposto no inciso III do § 2º do art. 32 desta Lei. 
§ 1º Os recursos obtidos pelo Poder Público municipal na forma do inciso VI deste artigo serão 
aplicados exclusivamente na própria operação urbana consorciada. 
§ 2º A partir da aprovação da lei específica de que trata o caput, são nulas as licenças e autorizações 
a cargo do Poder Público municipal expedidas em desacordo com o plano de operação urbana 
consorciada. 
 
Art. 34. A lei específica que aprovar a operação urbana consorciada poderá prever a emissão pelo 
Município de quantidade determinada de certificados de potencial adicional de construção, que serão 
alienados em leilão ou utilizados diretamente no pagamento das obras necessárias à própria operação. 
§ 1º Os certificados de potencial adicional de construção serão livremente negociados, mas 
conversíveis em direito de construir unicamente na área objeto da operação. 
§ 2º Apresentado pedido de licença para construir, o certificado de potencial adicional será utilizado no 
pagamento da área de construção que supere os padrões estabelecidos pela legislação de uso e 
ocupação do solo, até o limite fixado pela lei específica que aprovar a operação urbana consorciada. 
 
Art. 34-A. Nas regiões metropolitanas ou nas aglomerações urbanas instituídas por lei complementar 
estadual, poderão ser realizadas operações urbanas consorciadas interfederativas, aprovadas por leis 
estaduais específicas. (Incluído pela Lei nº 13.089, de 2015) 
Parágrafo único. As disposições dos arts. 32 a 34 desta Lei aplicam-se às operações urbanas 
consorciadas interfederativas previstas no caput deste artigo, no que couber. (Incluído pela Lei nº 13.089, 
de 2015) 
 
Seção XI 
Da transferência do direito de construir 
 
Art. 35. Lei municipal, baseada no plano diretor, poderá autorizar o proprietário de imóvel urbano, 
privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o direito de construir 
previsto no plano diretor ou em legislação urbanística dele decorrente, quando o referido imóvel for 
considerado necessário para fins de: 
I – implantação de equipamentos urbanos e comunitários; 
II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico, social 
ou cultural; 
III – servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por população de 
baixa renda e habitação de interesse social. 
§ 1º A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao Poder Público seu imóvel, 
ou parte dele, para os fins previstos nos incisos I a III do caput. 
§ 2º A lei municipal referida no caput estabelecerá as condições relativas à aplicação da transferência 
do direito de construir. 
Seção XII 
Do estudo de impacto de vizinhança 
 
Art. 36. Lei municipal definirá os empreendimentos e atividades privados ou públicos em área urbana 
que dependerão de elaboração de estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV) para obter as licenças 
ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a cargo do Poder Público municipal. 
 
Art. 37. O EIV será executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do 
empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e suas 
proximidades, incluindo a análise, no mínimo, das seguintes questões: 
I – adensamento populacional; 
II – equipamentos urbanos e comunitários; 
III – uso e ocupação do solo; 
IV – valorização imobiliária; 
V – geração de tráfego e demanda por transporte público; 
VI – ventilação e iluminação; 
VII – paisagem urbana e patrimônio natural e cultural. 
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. 10 
Parágrafo único. Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do EIV, que ficarão disponíveis 
para consulta, no órgão competente do Poder Público municipal, por qualquer interessado. 
 
Art. 38. A elaboração do EIV não substitui a elaboração e a aprovação de estudo prévio de impacto 
ambiental (EIA), requeridas nos termos da legislação ambiental. 
 
CAPÍTULO III 
DO PLANO DIRETOR 
 
Art. 39. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais 
de ordenação da cidade expressas no plano diretor, assegurando o atendimento das necessidades dos 
cidadãos quanto à qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas, 
respeitadas as diretrizes previstas no art. 2º desta Lei. 
 
Art. 40. O plano diretor, aprovado por lei municipal, é o instrumento básico da política de 
desenvolvimento e expansão urbana. 
§ 1º O plano diretor é parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo o plano 
plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual incorporar as diretrizes e as prioridades nele 
contidas. 
§ 2º O plano diretor deverá englobar o território do Município como um todo. 
§ 3º A lei que instituir o plano diretor deverá ser revista, pelo menos, a cada dez anos. 
§ 4º No processo de elaboração do plano diretor e na fiscalização de sua implementação, os Poderes 
Legislativo e Executivo municipais garantirão: 
I – a promoção de audiências públicas e debates com a participação da população e de associações 
representativas dos vários segmentos da comunidade; 
II – a publicidade quanto aos documentos e informações produzidos; 
III – o acesso de qualquer interessado aos documentos e informações produzidos. 
§ 5º (VETADO) 
 
Art. 41. O plano diretor é obrigatório para cidades: 
I – com mais de vinte mil habitantes; 
II – integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas; 
III – onde o Poder Público municipal pretenda utilizar os instrumentos previstos no § 4º do art. 182 da 
Constituição Federal; 
IV – integrantes de áreas de especial interesse turístico; 
V – inseridas na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto 
ambiental de âmbito regional ou nacional. 
VI - incluídas no cadastro nacional de Municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos 
de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos. 
§ 1º No caso da realização de empreendimentos ou atividades enquadrados no inciso V do caput, os 
recursos técnicos e financeiros para a elaboração do plano diretor estarão inseridos entre as medidas de 
compensação adotadas. 
§ 2º No caso de cidades com mais de quinhentos mil habitantes, deverá ser elaborado um plano de 
transporte urbano integrado, compatível com o plano diretor ou nele inserido. 
§ 3º As cidades de que trata o caput deste artigo devem elaborar plano de rotas acessíveis, compatível 
com o plano diretor no qual está inserido, que disponha sobre os passeios públicos a serem implantados 
ou reformados pelo poder público, com vistas a garantir acessibilidade da pessoa com deficiência ou com 
mobilidade reduzida a todas as rotas e vias existentes, inclusive as que concentrem os focos geradores 
de maior circulação de pedestres, como os órgãos públicos e os locais de prestação de serviços públicos 
e privados de saúde, educação, assistência social, esporte, cultura, correios e telégrafos, bancos, entre 
outros, sempre que possível de maneira integrada com os sistemas de transporte coletivo de passageiros. 
(Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015) 
 
Art. 42. O plano diretor deverá conter no mínimo: 
I – a delimitação das áreas urbanas onde poderá ser aplicado o parcelamento, edificação ou utilização 
compulsórios, considerando a existência de infra-estrutura e de demanda para utilização, na forma do art. 
5º desta Lei; 
II – disposições requeridas pelos arts. 25, 28, 29, 32 e 35 desta Lei; 
III – sistema de acompanhamento e controle.1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 11 
Art. 42-A. Além do conteúdo previsto no art. 42, o plano diretor dos Municípios incluídos no cadastro 
nacional de municípios com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, 
inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos deverá conter: 
I - parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a diversidade de usos 
e a contribuir para a geração de emprego e renda; 
II - mapeamento contendo as áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, 
inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos correlatos; 
III - planejamento de ações de intervenção preventiva e realocação de população de áreas de risco de 
desastre; 
IV - medidas de drenagem urbana necessárias à prevenção e à mitigação de impactos de desastres; 
e 
V - diretrizes para a regularização fundiária de assentamentos urbanos irregulares, se houver, 
observadas a Lei no 11.977, de 7 de julho de 2009, e demais normas federais e estaduais pertinentes, e 
previsão de áreas para habitação de interesse social por meio da demarcação de zonas especiais de 
interesse social e de outros instrumentos de política urbana, onde o uso habitacional for permitido. 
VI - identificação e diretrizes para a preservação e ocupação das áreas verdes municipais, quando for 
o caso, com vistas à redução da impermeabilização das cidades. 
§ 1º A identificação e o mapeamento de áreas de risco levarão em conta as cartas geotécnicas. § 2º 
O conteúdo do plano diretor deverá ser compatível com as disposições insertas nos planos de recursos 
hídricos, formulados consoante a Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997. 
§ 3º Os Municípios adequarão o plano diretor às disposições deste artigo, por ocasião de sua revisão, 
observados os prazos legais. 
§ 4º Os Municípios enquadrados no inciso VI do art. 41 desta Lei e que não tenham plano diretor 
aprovado terão o prazo de 5 (cinco) anos para o seu encaminhamento para aprovação pela Câmara 
Municipal. 
Art. 42-B. Os Municípios que pretendam ampliar o seu perímetro urbano após a data de publicação 
desta Lei deverão elaborar projeto específico que contenha, no mínimo: 
I - demarcação do novo perímetro urbano; 
II - delimitação dos trechos com restrições à urbanização e dos trechos sujeitos a controle especial em 
função de ameaça de desastres naturais; 
III - definição de diretrizes específicas e de áreas que serão utilizadas para infraestrutura, sistema 
viário, equipamentos e instalações públicas, urbanas e sociais; 
 
IV - definição de parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo, de modo a promover a 
diversidade de usos e contribuir para a geração de emprego e renda; 
V - a previsão de áreas para habitação de interesse social por meio da demarcação de zonas especiais 
de interesse social e de outros instrumentos de política urbana, quando o uso habitacional for permitido; 
VI - definição de diretrizes e instrumentos específicos para proteção ambiental e do patrimônio histórico 
e cultural; e 
VII - definição de mecanismos para garantir a justa distribuição dos ônus e benefícios decorrentes do 
processo de urbanização do território de expansão urbana e a recuperação para a coletividade da 
valorização imobiliária resultante da ação do poder público. 
§ 1º O projeto específico de que trata o caput deste artigo deverá ser instituído por lei municipal e 
atender às diretrizes do plano diretor, quando houver. 
§ 2º Quando o plano diretor contemplar as exigências estabelecidas no caput, o Município ficará 
dispensado da elaboração do projeto específico de que trata o caput deste artigo. 
§ 3º A aprovação de projetos de parcelamento do solo no novo perímetro urbano ficará condicionada 
à existência do projeto específico e deverá obedecer às suas disposições. 
 
CAPÍTULO IV 
DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA CIDADE 
 
Art. 43. Para garantir a gestão democrática da cidade, deverão ser utilizados, entre outros, os seguintes 
instrumentos: 
I – órgãos colegiados de política urbana, nos níveis nacional, estadual e municipal; 
II – debates, audiências e consultas públicas; 
III – conferências sobre assuntos de interesse urbano, nos níveis nacional, estadual e municipal; 
IV – iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano; 
V – (VETADO) 
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. 12 
Art. 44. No âmbito municipal, a gestão orçamentária participativa de que trata a alínea f do inciso III do 
art. 4º desta Lei incluirá a realização de debates, audiências e consultas públicas sobre as propostas do 
plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual, como condição obrigatória para 
sua aprovação pela Câmara Municipal. 
 
Art. 45. Os organismos gestores das regiões metropolitanas e aglomerações urbanas incluirão 
obrigatória e significativa participação da população e de associações representativas dos vários 
segmentos da comunidade, de modo a garantir o controle direto de suas atividades e o pleno exercício 
da cidadania. 
 
CAPÍTULO V 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 46. O poder público municipal poderá facultar ao proprietário da área atingida pela obrigação de 
que trata o caput do art. 5o desta Lei, ou objeto de regularização fundiária urbana para fins de 
regularização fundiária, o estabelecimento de consórcio imobiliário como forma de viabilização financeira 
do aproveitamento do imóvel. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017) 
§ Considera-se consórcio imobiliário a forma de viabilização de planos de urbanização, de 
regularização fundiária ou de reforma, conservação ou construção de edificação por meio da qual o 
proprietário transfere ao poder público municipal seu imóvel e, após a realização das obras, recebe, como 
pagamento, unidades imobiliárias devidamente urbanizadas ou edificadas, ficando as demais unidades 
incorporadas ao patrimônio público. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017) 
§ 2º O valor das unidades imobiliárias a serem entregues ao proprietário será correspondente ao valor 
do imóvel antes da execução das obras. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017) 
§ 3° A instauração do consórcio imobiliário por proprietários que tenham dado causa à formação de 
núcleos urbanos informais, ou por seus sucessores, não os eximirá das responsabilidades administrativa, 
civil ou criminal (incluído pela lei nº 13.465, de 2017) 
 
Art. 47. Os tributos sobre imóveis urbanos, assim como as tarifas relativas a serviços públicos urbanos, 
serão diferenciados em função do interesse social. 
 
Art. 48. Nos casos de programas e projetos habitacionais de interesse social, desenvolvidos por órgãos 
ou entidades da Administração Pública com atuação específica nessa área, os contratos de concessão 
de direito real de uso de imóveis públicos: 
I – terão, para todos os fins de direito, caráter de escritura pública, não se aplicando o disposto no 
inciso II do art. 134 do Código Civil; 
II – constituirão título de aceitação obrigatória em garantia de contratos de financiamentos 
habitacionais. 
 
Art. 49. Os Estados e Municípios terão o prazo de noventa dias, a partir da entrada em vigor desta Lei, 
para fixar prazos, por lei, para a expedição de diretrizes de empreendimentos urbanísticos, aprovação de 
projetos de parcelamento e de edificação, realização de vistorias e expedição de termo de verificação e 
conclusão de obras. 
Parágrafo único. Não sendo cumprida a determinação do caput, fica estabelecido o prazo de sessenta 
dias para a realização de cada um dos referidos atos administrativos, que valerá até que os Estados e 
Municípios disponham em lei de forma diversa. 
 
Art. 50. Os Municípios que estejam enquadrados na obrigação prevista nos incisos I e II do caput do 
art. 41 desta Lei e que não tenham plano diretor aprovado na data de entrada em vigor desta Lei deverão 
aprová-lo até 30 de junho de 2008.Art. 51. Para os efeitos desta Lei, aplicam-se ao Distrito Federal e ao Governador do Distrito Federal 
as disposições relativas, respectivamente, a Município e a Prefeito. 
 
Art. 52. Sem prejuízo da punição de outros agentes públicos envolvidos e da aplicação de outras 
sanções cabíveis, o Prefeito incorre em improbidade administrativa, nos termos da Lei no 8.429, de 2 de 
junho de 1992, quando: 
I – (VETADO) 
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. 13 
II – deixar de proceder, no prazo de cinco anos, o adequado aproveitamento do imóvel incorporado ao 
patrimônio público, conforme o disposto no § 4º do art. 8º desta Lei; 
III – utilizar áreas obtidas por meio do direito de preempção em desacordo com o disposto no art. 26 
desta Lei; 
IV – aplicar os recursos auferidos com a outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso 
em desacordo com o previsto no art. 31 desta Lei; 
V – aplicar os recursos auferidos com operações consorciadas em desacordo com o previsto no § 1º 
do art. 33 desta Lei; 
VI – impedir ou deixar de garantir os requisitos contidos nos incisos I a III do § 4º do art. 40 desta Lei; 
VII – deixar de tomar as providências necessárias para garantir a observância do disposto no § 3º do 
art. 40 e no art. 50 desta Lei; 
VIII – adquirir imóvel objeto de direito de preempção, nos termos dos arts. 25 a 27 desta Lei, pelo valor 
da proposta apresentada, se este for, comprovadamente, superior ao de mercado. 
 
Art. 53. O art. 1º da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, passa a vigorar acrescido de novo inciso III, 
renumerando o atual inciso III e os subsequentes: 
"Art. 1º ....................................................... 
................................................................... 
III – à ordem urbanística; 
.........................................................." 
 
Art. 54. O art. 4º da Lei nº 7.347, de 1985, passa a vigorar com a seguinte redação: 
"Art. 4º Poderá ser ajuizada ação cautelar para os fins desta Lei, objetivando, inclusive, evitar o dano 
ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem urbanística ou aos bens e direitos de valor artístico, estético, 
histórico, turístico e paisagístico (VETADO)." 
 
Art. 55. O art. 167, inciso I, item 28, da Lei no 6.015, de 31 de dezembro de 1973, alterado pela Lei no 
6.216, de 30 de junho de 1975, passa a vigorar com a seguinte redação: 
"Art. 167. ................................................... 
I - .............................................................. 
.................................................................. 
28) das sentenças declaratórias de usucapião, independente da regularidade do parcelamento do solo 
ou da edificação; 
........................................................." 
Art. 56. O art. 167, inciso I, da Lei no 6.015, de 1973, passa a vigorar acrescido dos seguintes itens 
37, 38 e 39: 
"Art. 167. .................................................... 
I – .............................................................. 
37) dos termos administrativos ou das sentenças declaratórias da concessão de uso especial para fins 
de moradia, independente da regularidade do parcelamento do solo ou da edificação; 
38) (VETADO) 
39) da constituição do direito de superfície de imóvel urbano;" 
 
Art. 57. O art. 167, inciso II, da Lei nº 6.015, de 1973, passa a vigorar acrescido dos seguintes itens 
18, 19 e 20: 
"Art. 167. .................................................... 
II – .............................................................. 
18) da notificação para parcelamento, edificação ou utilização compulsórios de imóvel urbano; 
19) da extinção da concessão de uso especial para fins de moradia; 
20) da extinção do direito de superfície do imóvel urbano." 
 
Art. 58. Esta Lei entra em vigor após decorridos noventa dias de sua publicação. 
 
 
 
 
 
 
 
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Questões 
 
01. (DPE/AM - Defensor Público - FCC/2018). São diretrizes gerais da política urbana, segundo o 
Estatuto da Cidade, 
(A) controle da valorização dos imóveis urbanos, diminuindo a especulação imobiliária. 
(B) não haver ônus decorrente da urbanização. 
(C) melhores condições para agentes públicos, em prejuízo dos agentes privados, para investimentos. 
(D) prevalência das atividades urbanas, em prejuízo das rurais, permitindo maior aproveitamento do 
solo para assentamento de pessoas. 
(E) audiência do poder público local e da população interessada para a implantação de 
empreendimentos impactantes. 
 
02. (DPE/AM - Defensor Público – FCC/2018). O Estatuto da Cidade, Lei n° 10.257/2001, prevê em 
seu texto que, para o planejamento municipal, serão utilizados, entre outros, os seguintes instrumentos: 
(A) plano diretor e desapropriações. 
(B) servidão administrativa e disciplina do parcelamento do uso e da ocupação do solo. 
(C) diretrizes orçamentárias, orçamento anual e concessão de direito real de uso. 
(D) zoneamento ambiental e gestão democrática participativa. 
(E) programas e projetos setoriais, planos de desenvolvimento econômico e social e direito de 
superfície. 
 
03. (UFPA - Assistente Social – CEPS-UFPA/2018). Sobre a Usucapião Especial de Imóvel Urbano, 
disciplinada pela Lei nº 10.257/01 (Estatuto da Cidade), é correto afirmar: 
(A) Aquele que possuir como sua área ou edificação urbana de até 250 m², por cinco anos, 
ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o 
domínio, ainda que seja proprietário de outro imóvel urbano, mas só poderá exercer este direito uma única 
vez. 
(B) Apesar de o autor da ação de Usucapião Especial Urbana ter direito aos benefícios da justiça e da 
assistência judiciária gratuita, ele deverá arcar com as custas perante o cartório de registro de imóveis, 
salvo decisão judicial em contrário, que servirá de intimação para o cartório. 
(C) A ação de Usucapião Especial Urbana, na qual é obrigatória a intervenção do Ministério Público, 
poderá ser proposta pelo possuidor, bem como pela associação de moradores da comunidade, desde 
que regularmente constituída, com personalidade jurídica, restando presumida a autorização de seus 
representados. 
(D) Para o fim de contar o prazo exigido para usucapião de núcleos urbanos informais, cuja área total 
dividida pelo número de possuidores seja inferior a 250 m² por possuidor, é permitido ao possuidor 
acrescentar sua posse à de seu antecessor, desde que ambas sejam contínuas. 
(E) A Usucapião Especial Coletiva de Imóvel Urbano será declarada pelo juiz, mediante sentença, ou 
por acordo extrajudicial com registro no cartório de registro de imóveis, ficando cada possuidor com igual 
fração ideal de terreno, independentemente da dimensão do terreno que cada um ocupe. 
 
Gabarito 
 
01.E/02.D /03.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: E 
Lei 10.257/2001 
Art. 2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da 
cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais: 
[...] 
XIII – audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de implantação 
de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio ambiente natural 
ou construído, o conforto ou a segurança da população. 
 
 
 
 
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02. Resposta: D 
Lei 10.257/2001 
Art. 4º Para os fins desta Lei, serão utilizados, entre outros instrumentos: 
[..] 
III – planejamento municipal, em especial: 
[...] 
c) zoneamento ambiental; 
[...] 
f) gestão orçamentária participativa. 
 
03. Resposta: D 
Lei 10.257/2001 
Art. 10. Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição há mais de cinco anos e cuja área total 
dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta metros quadrados por possuidor 
são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietáriosde outro imóvel urbano ou rural. (Redação dada pela lei nº 13.465, de 2017) 
§ 1º O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua posse à 
de seu antecessor, contanto que ambas sejam contínuas. 
 
Plano Diretor 
 
O Plano direitor, denominado como Plano Diretor Territorial Participativo de Petrolina, foi elaborado 
em concordância com a Constituição Federal, com a Lei Orgânica do Município e com a Lei Federal 
10.257/2001. 
 
Vejamos na íntegra: 
 
LEI Nº 1875, DE 14 DE NOVEMBRO DE 2006. 
 
DISPÕE SOBRE O PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO DO MUNICÍPIO DE PETROLINA, E DÁ 
OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PETROLINA faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º Em atendimento ao disposto no art. 182, § 1º, da Constituição Federal, no art. 7, inciso II, alínea 
g, da Lei Orgânica do Município de Petrolina e às disposições constantes da Lei Federal nº 10.257, de 10 
de julho de 2001, a política de desenvolvimento do Município de Petrolina será regulada de acordo com 
este Plano Diretor, doravante denominado Plano Diretor Territorial Participativo de Petrolina. 
 
TÍTULO II 
DA POLÍTICA TERRITORIAL 
Capítulo I 
DAS DIRETRIZES, OBJETIVOS E DEMANDAS 
 
Art. 2º A política de desenvolvimento do Município, a ser executada pelo Poder Público Municipal de 
Petrolina, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da 
propriedade urbana e rural garantir o bem-estar de seus habitantes, mediante as diretrizes gerais fixadas 
no art. 2º da Lei Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade. 
Parágrafo Único - A política de desenvolvimento do Município de Petrolina aplica-se a todo o território 
municipal, área urbana e área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro). 
 
Art. 3º Os objetivos da política de desenvolvimento do Município de Petrolina consistem no atendimento 
às seguintes demandas: 
I - O pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, garantindo o 
direito à cidade sustentável. 
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. 16 
II - O bem-estar e a melhoria da qualidade de vida da população, a inclusão social, a redução da 
pobreza, e a ampliação das oportunidades de trabalho e renda; 
III - A melhoria das condições de habitabilidade, por meio do acesso à terra urbanizada, ao saneamento 
ambiental, à infraestrutura urbana, aos serviços públicos, ao transporte coletivo e aos equipamentos 
comunitários; 
IV - A garantia da acessibilidade e da mobilidade para todos os cidadãos; 
V - A valorização, a proteção e a preservação do meio ambiente e da paisagem, promovendo o uso 
adequado dos recursos naturais; 
VI - A identificação de áreas de preservação ambiental e o desenvolvimento de ações para o manejo 
sustentável; 
VII - A preservação dos valores culturais e do patrimônio histórico, artístico, cultural e imaterial; 
VIII - A promoção de melhores condições paisagísticas e de conforto ambiental no ambiente urbano; 
IX - A ordenação e controle do uso e ocupação do solo com vistas a respeitar e valorizar a 
permeabilidade do solo e o uso adequado dos espaços públicos; 
X - O ordenamento construtivo de forma a regular as relações de vizinhança, a distância entre as 
edificações, a proximidade dos usos incômodos e os impactos dos empreendimentos de grande porte; 
XI - O controle das densidades de uso e ocupação do solo de forma a promover a valorização 
imobiliária de forma equilibrada na área urbana; 
XII - A revisão e atualização da legislação urbanística e da divisão político-administrativa; 
XIII - O estabelecimento de critérios e ações para a urbanização de áreas localizadas no meio rural, 
garantindo a transformação equilibrada das localidades; 
XIV - A regularização fundiária e urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda; 
XV - A integração e complementaridade entre as atividades urbanas e rurais, tendo em vista o 
desenvolvimento socioeconômico de Petrolina e da sua região de desenvolvimento no âmbito estadual; 
XVI - O incentivo ao desenvolvimento das atividades econômicas geradoras de emprego, trabalho e 
renda; 
XVII - O ordenamento das atividades econômicas em função da aptidão do solo e dos elementos 
estruturadores do território; 
XVIII - O desenvolvimento de atividades produtivas organizadas que aproveitem os potenciais naturais 
do município; 
XIX - O desenvolvimento de ações que possibilitem a permanência da população e a diversificação 
das atividades produtivas nas áreas rurais; 
XX - O incentivo do uso do solo na área rural direcionado às atividades agro-familiares e cooperativas 
ligadas à produção primária através da ação pública integrada e planejada; 
XXI - O direcionamento de políticas e programas para a reestruturação de localidades rurais em 
desenvolvimento e posição geográfica estratégica e o fortalecimento das atividades locais, melhorando o 
atendimento para a população residente nas áreas de influência; 
XXII - O fortalecimento das áreas rurais através da implantação de elementos que propiciem sua 
estruturação, como escolas, postos de saúde, atividades comerciais, pontos de integração do transporte 
coletivo, atividades de turismo, espaços para o convívio social e comunitário, equipamentos públicos, 
entre outros. 
XXIII - A identificação e valorização das áreas rurais com potencial turístico. 
XXIV - O reconhecimento da diversidade natural, cultural e étnica do território. 
XXV - A participação e cooperação dos diversos agentes públicos e privados, da população e das 
associações representativas de todo o território municipal no planejamento, na execução e no controle da 
implantação da política territorial, através de canais institucionais de participação popular. 
 
Capítulo II 
DA FUNÇÃO SOCIAL DA CIDADE E DA PROPRIEDADE URBANA 
 
Art. 4º O Poder Público Municipal de Petrolina deverá cumprir a função social da cidade garantindo à 
população: 
I - Condições adequadas à realização das atividades econômicas, sociais e culturais, e o acesso aos 
serviços de educação, saúde, assistência social e transporte; 
II - Condições dignas de moradia, de acessibilidade e mobilidade; 
III - O atendimento à demanda por infraestrutura, serviços públicos e comunitários; 
IV - A proteção ambiental, com conservação e recuperação do ambiente natural, para mantê-lo sadio 
e ecologicamente equilibrado; 
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. 17 
V - A valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural e dos valores referenciais da história do 
município; 
VI - A reabilitação e o uso de áreas urbanas vazias ou ociosas. 
 
Art. 5º A propriedade urbana cumpre a sua função social quando atende às exigências fundamentais 
da ordenação da cidade expressas neste Plano Diretor, assegurando o atendimento das necessidades 
dos cidadãos quanto à qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvi mento das atividades 
econômicas, respeitadas as diretrizes previstas na Lei Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade e na 
legislação urbanística e quando for utilizada para: 
I - Habitação, inclusive de interesse social; 
II - Atividades econômicas geradoras de trabalho, emprego e renda; 
III - Proteção e preservação do meio ambiente; 
IV - Proteção e preservação do patrimônio histórico e cultural; 
V - Equipamentos e serviços públicos; 
VI - Usos e ocupações de solo adequados aos termos da legislação e compatíveis com a infra- 
estrutura urbana disponível. 
Parágrafo Único - A atuação do Poder Público municipal deverá garantir o cumprimento pelo 
proprietário das condições estabelecidas, em função do interesse social, ao exercício do direito de 
propriedade. 
 
Capítulo III 
DO PLANO DIRETOR 
 
Art. 6º O Plano Diretor é um instrumento básico da política de desenvolvimento territorial, que orienta 
a atuação da administração pública e da iniciativa privada, de forma a assegurar o pleno desenvolvimentoordenado das funções sociais da cidade e da propriedade, a melhoria da qualidade de vida e o bem estar 
da população petrolinense, segundo os princípios da democracia participativa e da justiça social. 
 
Art. 7º O Plano Diretor estabelece ações concernentes à estruturação de todo o território municipal, 
visando o desenvolvimento integrado entre a área urbana e rural. 
 
Art. 8º O Plano Diretor constitui instrumento fundamental para a implementação da política de 
desenvolvimento urbano municipal e é parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo 
o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual incorporar as diretrizes e as 
prioridades contidas nesta Lei. 
 
Art. 9º Nos termos da Lei Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade, esta Lei deverá ser revista, 
pelo menos, a cada dez anos. 
Parágrafo Único - No processo de revisão do Plano Diretor e na fiscalização de sua implementação, 
os Poderes Executivo e Legislativo municipais garantirão: 
I - A promoção de audiências públicas e debates com a participação da população e de associações 
representativas dos vários segmentos da comunidade; 
II - A publicidade e o acesso de qualquer interessado quanto aos documentos e informações 
produzidos; 
III - A efetiva participação da sociedade civil no processo de formulação dos planos setoriais e das leis 
específicas decorrentes do Plano Diretor. 
 
TÍTULO III 
DAS POLÍTICAS SETORIAIS DE DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL 
Capítulo I 
DAS DIRETRIZES GERAIS 
 
Art. 10 As políticas setoriais de desenvolvimento urbano e rural devem ser executadas pelos órgãos 
municipais, conforme suas respectivas competências, de forma integrada e articulada, observando a 
heterogeneidade e a desigualdade sócio territorial, com o fim de promover a inclusão política, 
socioeconômica e espacial de todas as regiões e populações. 
 
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Art. 11 As ações e investimentos das políticas setoriais de desenvolvimento urbano e rural devem 
atender às diretrizes estabelecidas nesta Lei, na ordem das prioridades estabelecidas através da gestão 
orçamentária participativa. 
 
Capítulo II 
DA INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 
 
Art. 12 Para fins desta Lei entende-se por Infraestrutura: 
I - Abastecimento d`água; 
II - Saneamento Básico; 
III - Drenagem Urbana; 
IV - Coleta, Destino e Tratamento do Lixo; 
V - Energia, Telefonia e Comunicações; 
VI - Mobilidade. 
 
Art. 13 Para fins desta Lei entende-se por Desenvolvimento Econômico o crescimento e a 
diversificação das atividades econômicas locais, de forma sustentável, dinâmica e competitiva, garantindo 
o trabalho, o emprego, a renda e a melhoria da qualidade de vida da população. 
 
SEÇÃO I 
DO ABASTECIMENTO D`ÁGUA 
 
Art. 14 O serviço público de abastecimento de água deverá assegurar a oferta domiciliar de água para 
consumo residencial regular e outros usos, em quantidade suficiente para atender às necessidades 
básicas e qualidade compatível com os padrões estabelecidos em planos e programas federais e 
conforme as normas técnicas vigentes. 
 
Art. 15 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos ao serviço 
de abastecimento de água na área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro): 
I - Elaborar projetos de implantação, recuperação e ampliação de sistemas de abastecimento de água 
tratada para as áreas rurais, priorizando as agrovilas, assentamentos, distritos, povoados e vilas 
habitacionais dos projetos de irrigação; 
II - Implementar e melhorar o sistema de abastecimento, com obras de pequeno porte como poços, 
cisternas, estações de tratamento, dessalinizadores e de grande porte como adutora; 
III - Fazer gestões junto ao Governo do Estado e Governo Federal, ONGs e outros organismos 
nacionais e internacionais para obtenção de recursos financeiros. 
 
Art. 16 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos ao serviço 
de abastecimento de água na área urbana: 
I - Elaborar projeto de recuperação e ampliação de todas as unidades do sistema; 
II - Recuperar e readequar as condições de utilização do manancial e estrutura de captação e adução 
de água bruta: 
a) Realizar estudo de solução para a retirada dos barramentos do trecho final do riacho Vitória 
implantados por indústrias do Distrito Industrial e pela COMPESA, objetivando reestabelecer o 
lançamento dos deflúvios do riacho no rio São Francisco em ponto a jusante da unidade de captação de 
água ou, transferir esta captação para local a montante da desembocadura atual do riacho Vitória; 
b) Redimensionar a captação e adução de água bruta para atender à vazão necessária, em função 
das demandas; 
c) Garantir a permanência da titularidade dos serviços de água e esgotos, bem como a organização e 
prestação dos serviços ao município. 
III - Recuperar e readequar a estrutura de tratamento e adução de água tratada: 
a) Garantir a qualidade da água de acordo com as normas e parâmetros estabelecidos pelos órgãos 
competentes, em nível federal e estadual; 
b) Ampliar a estação de tratamento existente ou projetar uma nova unidade. 
IV - Readequar a estrutura de reservação e de distribuição de água tratada: 
a) Redimensionar o esquema de reservação; 
b) Recuperar e conservar as redes de distribuição; 
c) Eliminar problemas de intermitência de distribuição, de forma a garantir o pleno abastecimento à 
população; 
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d) Ampliar as redes de distribuição; 
e) Substituir toda a rede implantada com tubos de cimento amianto por tubos que atendam à legislação 
vigente; 
f) Recuperar padrão de hidrometração e implantar sistema de macromedição de forma a maximizar a 
redução de perdas e a garantir o volume necessário de consumo, segundo o padrão preestabelecido, 
após a regularização do fornecimento de água potável. 
V - Garantir a qualidade das instalações e equipamentos de serviços de água de acordo com as normas 
e padrões estabelecidos pela ABNT; 
VI - Garantir o atendimento de água tratada em todos os empreendimentos públicos e privados 
aprovados pelos órgãos competentes. 
 
SEÇÃO II 
DO SANEAMENTO BÁSICO 
 
Art. 17 O saneamento básico deverá assegurar à população o acesso a um sistema de coleta e 
tratamento adequado dos esgotos sanitários e águas servidas, na área urbana e rural (ribeirinha, irrigada 
e de sequeiro), objetivando melhorar as condições ambientais, de saúde e salubridade. 
 
Art. 18 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relati vos ao 
saneamento básico na área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro): 
I - Elaborar plano de saneamento básico para as áreas rurais; 
II - Implantar e melhorar a infraestrutura de saneamento básico nas áreas rurais, com tratamento de 
esgoto sanitário e águas servidas, drenagem, construção de lagoas de estabilização e canalização dos 
esgotos para serem tratados antes de chegarem aos riachos; 
III - Elaborar e executar projetos para construção de fossas; 
IV - Garantir o esgotamento de fossas sépticas nas localidades que não foram contempladas com 
sistema de esgoto; 
V - Construir banheiros públicos; 
VI - Implantar melhorias sanitárias nas residências; 
VII - Elaborar planejamento ambiental previamente à implantação de urbanização ou povoação de 
áreas; 
VIII - Desenvolver estudos sobre o reaproveitamento de águas servidas domiciliares para fins de 
limpeza e irrigação de árvores e jardins; 
IX - Fazer gestões junto ao Governo do Estado e Governo Federal, ONGs e outros organismos 
nacionais e internacionais para obtenção de recursos financeiros. 
 
Art. 19 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos ao 
saneamento básico na área urbana: 
I - Elaborar projeto de recuperação e ampliação de todas as unidades do sistema de esgotamento 
sanitário para: 
a) Recuperar e ampliar as redes coletoras de esgotosnas bacias que já são atendidas com rede 
principal de coleta e tratamento, de forma a atender 100% da população instalada; 
b) Eliminar lançamento de esgoto bruto realizado por redes coletoras do sistema em canais de 
drenagem pluvial e talvegues naturais; 
c) Eliminar lançamento de esgoto bruto de edificações residenciais e/ou comerciais em canais de 
drenagem pluvial e talvegues naturais, conduzindo os efluentes para as redes coletoras do sistema; 
d) Substituir o sistema de coleta condominial de fundo de lote para o passeio; 
e) Ampliar e redimensionar as redes coletoras, de acordo com a demanda; 
f) Conservar permanentemente as redes coletoras de esgotos. 
II - Recuperar e ampliar as estações elevatórias de esgotos, garantindo o pleno funcionamento do 
sistema de esgotamento sanitário e implementando a sua conservação permanente. 
III - Implantar melhorias nas estações de tratamento de esgotos, através de: 
a) Avaliação dos níveis de eficiência das estações de tratamento existentes de forma a garantir a 
qualidade do tratamento dos esgotos, obedecendo aos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes 
em relação aos níveis de DBO e de microorganismos dos efluentes lançados nos corpos receptores; 
b) Recuperação e ampliação das estações de tratamento de esgotos, garantindo o pleno 
funcionamento do sistema; 
c) Implementação de uma estação de tratamento de esgotos para a bacia centro; 
d) Conservação permanente das lagoas de estabilização; 
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IV - Garantir a qualidade das instalações e equipamentos de serviços de esgotamento sanitário de 
acordo com as normas e padrões estabelecidos pela ABNT; 
V - Eliminar problemas operacionais de forma a garantir o pleno serviço de esgotamento sanitário à 
população, evitando situações de risco de poluição dos efluentes; 
VI - Elaborar projeto de ampliação do sistema de esgotamento sanitário para os bairros e/ou bacias 
remanescentes, adjacentes à área atendida pelo sistema de coleta e tratamento existentes; 
VII - Eliminar o déficit de atendimento dos serviços de esgotamento sanitário, com implantação de 
sistemas de coleta e tratamento; 
VIII - Estabelecer plano de metas para garantir 100% de tratamento dos esgotos sanitários; 
IX - Realizar o tratamento do esgoto "in natura" a ser lançado no Rio São Francisco; 
X - Garantir o atendimento do serviço de esgotamento sanitário em todos os empreendimentos 
públicos e privados aprovados pelos órgãos competentes. 
XI - Desenvolver estudos sobre o reaproveitamento de águas servidas domiciliares para fins de limpeza 
e irrigação de árvores e jardins. 
 
SEÇÃO III 
DA DRENAGEM URBANA 
 
Art. 20 O serviço de drenagem urbana deverá assegurar, através de sistemas físicos naturais e 
construídos, o escoamento das águas pluviais e atender à área urbana e à área rural (ribeirinha, irrigada 
e de sequeiro). 
 
Art. 21 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos à drenagem 
na área urbana: 
I - Ampliar a rede pública de drenagem, com construção de novos canais e desobstrução dos 
existentes; 
II - Intensificar a fiscalização para coibir o lançamento de lixo e esgoto na rede de drenagem; 
III - Avaliar o impacto do lançamento dos efluentes no sistema de macrodrenagem do município 
oriundos dos projetos de irrigação; 
IV - Garantir o atendimento do sistema de macrodrenagem em todos os empreendimentos públicos e 
privados aprovados pelos órgãos competentes. 
 
Art. 22 Na área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro), fica definida como diretriz prioritária para as 
ações e investimentos relativos à drenagem, a ampliação e criação de novos sistemas de drenagem para 
escoamento com objetivo de diminuir a salinização dos solos. 
 
SEÇÃO IV 
DOS RESÍDUOS SÓLIDOS 
 
Art. 23 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos à coleta, 
destino e tratamento dos resíduos sólidos para a área urbana e rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro): 
I - Elaborar Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos; 
II - Universalizar e ajustar os serviços de limpeza pública; 
III - Remediar o Aterro do Raso da Catarina e transformá-lo em área verde; 
IV - Implantar Central de Tratamento de Resíduos para tratar todas as tipologias de resíduos sólidos 
geradas no município; 
V - Promover, nos seus locais de origem, o tratamento dos resíduos sólidos produzidos nas localidades 
distantes; 
VI - Elaborar e executar projeto permanente de educação ambiental através da rede de ensino regular 
e com a participação de instituições parceiras; 
VII - Capacitar os trabalhadores responsáveis pela limpeza pública do município, inclusive o corpo 
gerencial e demais atores sociais; 
VIII - Formar e habilitar fiscais e agentes ambientais, para atuarem na área de f iscalização, 
monitoramento e conscientização das atividades relacionadas à gestão dos resíduos sólidos; 
IX - Elaborar, com auxílio e aprovação do COMDEMA, Poder Legislativo e demais órgãos públicos 
ambientais, uma legislação específica sobre os resíduos sólidos, associada aos propósitos do Plano 
citado no inciso I; 
X - Apoiar as Associações e Cooperativas de Agentes Ambientais; 
XI - Criar uma empresa municipal de serviços públicos; 
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XII - Elaborar, no prazo de 12 (doze) meses a partir da aprovação do Plano Diretor, um plano de coleta 
seletiva e reciclagem, com a inclusão dos catadores e/ou agentes ambientais. 
 
SEÇÃO V 
DA ENERGIA, TELEFONIA E COMUNICAÇÕES 
 
Art. 24 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos à gestão de 
energia, telefonia e comunicações para a área urbana e rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro): 
I - Elaborar plano de eletrificação para a área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro); 
II - Fazer gestões junto ao Governo do Estado, Governo Federal, empresas fornecedoras e operadoras 
para ampliar e universalizar o atendimento do sistema elétrico e de comunicações no município; 
III - Fazer gestão junto ao Ministério das Comunicações para regularizar as rádios comunitárias nos 
principais distritos; 
IV - Fazer gestões junto ao Governo do Estado e Governo Federal, ONGs e outros organismos 
nacionais e internacionais para obtenção de recursos financeiros; 
V - Garantir iluminação pública nas vilas habitacionais das áreas rurais. 
 
SEÇÃO VI 
DA MOBILIDADE URBANA E RURAL 
 
Art. 25 A mobilidade é o resultado de um conjunto de políticas de circulação e transporte e de 
infraestruturas destinadas a garantir o acesso amplo a todas as regiões e localidades do município, 
considerando todas as modalidades, tais como a circulação de pedestres, o transporte individual, o 
coletivo e o não motorizado, utilizados para o deslocamento de pessoas, bens e animais. 
 
Art. 26 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para ações e investimentos relativos ao sistema de 
mobilidade na área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro): 
I - Executar obras de pavimentação de estradas e implantar a sinalização viária; 
II - Executar obras de construção, encascalhamento e patrolamento de estradas vicinais, para acesso 
às vilas e distritos; 
III - Executar obras de asfaltamento do km 45 da BR 407 até o distrito de Lagoas, de Rajada a Caititu, 
e de Caititu, passando por Cristália, até à divisa de Lagoa Grande; 
IV - Implementar melhorias no transporte coletivo entre as comunidades, com implantação de linhas 
diárias, ajustes de horários para atender à demanda, garantia de transporte escolar legalizado, vale 
transporte para agentes de saúde e viabilização de linhas para acesso à Universidade; 
V - Implantar transporte alternativo para áreas desassistidas, através de associações e cooperativas; 
VI - Regulamentar o serviço de mototáxi, através de associações e cooperativas; 
VII - Implantar sinalização indicativa das localidades do município. 
 
Art. 27 Ficam definidas comodiretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos ao sistema 
de mobilidade na área urbana: 
I - Implementar um sistema integrado de transporte coletivo; 
II - Ampliar o número de empresas municipais e estaduais de transporte e respectiva frota; 
III - Melhorar a sinalização e as condições das vias urbanas e rurais; 
IV - Legalizar e fiscalizar os transportes alternativos; 
V - Ampliar e estruturar a frota para transporte escolar; 
VI - Garantir o atendimento do transporte coletivo para todos os empreendimentos públicos e privados; 
VII - Ampliar a rede de ciclovias nas principais vias urbanas e nas saídas da cidade para a área rural 
(ribeirinha, irrigada e de sequeiro); 
VIII - Garantir que, nos projetos para construção de novos empreendimentos de loteamentos privados 
e públicos, em áreas vizinhas ou muito próximas às rodovias Federais e Estaduais, constem e sejam 
devidamente executadas as sinalizações, a posteação e iluminação dos acessos, assim como 
implementar o acesso de transporte coletivo; 
IX - Garantir, aos conselheiros do Conselho Municipal da Cidade, acesso aos cálculos tarifários do 
sistema de transporte público, de forma clara e objetiva; 
X - Criar incentivo para a utilização de ônibus movidos a gás ou outros sistemas menos poluentes. 
 
 
 
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SEÇÃO VII 
DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 
 
Art. 28 A política de desenvolvimento econômico do Município de Petrolina, conforme definição do art. 
13, tem por objetivo a promoção do desenvolvimento econômico e social, de forma sustentável, solidária 
e articulada com as demais políticas setoriais, com fins de inclusão social, melhoria da qualidade de vida 
da população e ampliação das oportunidades de trabalho, emprego e renda. 
 
Art. 29 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos à política 
de desenvolvimento econômico do Município de Petrolina para a área urbana e rural (ribeirinha, irrigada 
e de sequeiro): 
I - Disponibilizar assistência técnica permanente aos pequenos produtores rurais, para melhor 
instrução das atividades agrícolas, da caprino-ovinocultura e da piscicultura; 
II - Instalar terminal fluvial apropriado ao escoamento da produção das ilhas; 
III - Articular mecanismos, por meio de programas e projetos das esferas Federal, Estadual e Municipal, 
para criar condições de aquisição de barcos de grande porte para transporte de pessoal e escoamento 
da produção das ilhas; 
IV - Incentivar a implantação de agroindústrias e mini distritos industriais não poluentes nas 
comunidades urbanas e rurais; 
V - Estimular o desenvolvimento sustentável com utilização de matéria-prima e mão-de-obra da região; 
VI - Estimular a organização da produção através do cooperativismo; 
VII - Incentivar a implantação de apicultura e beneficiamento do mel e derivados; 
VIII - Divulgar e implantar tecnologias desenvolvidas pela Embrapa; 
IX - Apoiar as atividades informais, através de programas integrados de qualificação, estruturação e 
incentivo ao trabalho coletivo de catadores, agricultores, artesãos, dentre outros; 
X - Incentivar a realização de programas de responsabilidade social dos empresários da irrigação, 
especialmente nas relações com os trabalhadores temporários; 
XI - Criar e ampliar feiras populares; 
XII - Implantar programas de capacitação para inserção dos jovens e adultos nas políticas de fomento; 
XIII - Incentivar implantação de cerâmicas; 
XIV - Propiciar a retomada das atividades de irrigação, por meio de gotejamento, na localidade de Cruz 
de Salinas, com a implantação de uma adutora do canal do Projeto Pontal até a barragem de Cruz de 
Salinas; 
XV - Construir mercados públicos que atendam à comercialização de produtos agrícolas no município; 
XVI - Implantar camelódromos, com equipamentos padronizados e condições de transporte público e 
alternativo; 
XVII - Padronizar os equipamentos das feiras e prover as respectivas instalações elétricas e hidro- 
sanitárias; 
XVIII - Criar mercado público no bairro José e Maria com espaço e instalações adequadas. 
 
Capítulo III 
DAS POLÍTICAS SOCIAIS 
 
Art. 30 Para fins desta Lei entende-se por Políticas Sociais a: 
I - Segurança; 
II - Educação; 
III - Educação Profissionalizante; 
IV - Saúde das Pessoas e Saúde Pública; 
V - Acessibilidade Urbana; 
VI - Habitação; 
VII - Turismo, Cultura e Lazer; 
VIII - Assistência Social; 
IX - Geração de Renda. 
 
 
 
 
 
 
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. 23 
SEÇÃO I 
DA SEGURANÇA 
 
Art. 31 Ficam definidas como diretrizes prioritárias para as ações e investimentos relativos à política 
de segurança municipal de Petrolina, abrangendo a área urbana e a área rural (irrigada, ribeirinha e de 
sequeiro): 
I - Estabelecer parcerias com o Governo do Estado para: 
a) Implementação de ações para melhoria das condições de segurança social; 
b) Implantação de núcleos de segurança comunitários, devidamente equipados, especialmente nas 
áreas de maior índice de violência; 
c) Implementação de melhorias na estrutura dos postos policiais existentes; 
d) Implantação de rondas nas vilas, assentamentos e povoados da área rural (ribeirinha, irrigada e de 
sequeiro); 
e) Implantação de postos móveis, com rondas frequentes de policiais nos bairros da área urbana e da 
área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro); 
f) Instalação das delegacias do idoso e da criança e adolescente, com seleção de equipes técnicas 
especializadas através de concurso público; 
g) Realização de concurso público para agentes femininas da delegacia da mulher, garantindo 
atendimento de plantão 24 horas, assim como implantação de juizado especial da mulher. 
h) Efetivação dos programas de ressocialização, com atividades de trabalho para presidiários, 
adolescentes infratores e/ou em situação de vulnerabilidade pessoal e social; 
i) Implantação da Lei Seca em todos os bairros da área urbana e da área rural (ribeirinha, irrigada e 
de sequeiro). 
II - Implementar melhorias na segurança dos equipamentos sociais, com ampliação e qualificação da 
equipe da guarda municipal; 
III - Implementar ações preventivas e educativas integradas de segurança, para prevenir o 
agravamento da violência; 
IV - Aumentar sistematicamente o efetivo da guarda municipal. 
 
SEÇÃO II 
DA EDUCAÇÃO 
 
Art. 32 A educação deve ser entendida como o processo que se institui na convivência humana e 
familiar e nas instituições de ensino, tendo por finalidade o pleno desenvolvimento do educando no campo 
da ética, da cidadania e da qualificação profissional. 
 
Art. 33 A política municipal de educação deverá assegurar o acesso à educação infantil e ao ensino 
fundamental, em regime de colaboração com o Governo Estadual e Federal, e abranger a área urbana e 
a área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro). 
 
Art. 34 A educação municipal será gerida por uma secretaria exclusiva e autônoma, atendendo o que 
preceitua a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 
 
Art. 35 A política municipal de educação observará as seguintes diretrizes, respeitadas as 
competências do demais entes federativos: 
I - Implantação, ampliação e melhoria de equipamentos complementares às escolas: biblioteca, quadra 
poliesportiva e laboratório de informática na área urbana e na área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro), 
garantindo o número de computadores de acordo com a demanda da escola; 
II - Implementação de melhorias, manutenção, reformas e ampliações sistemáticas de escolas e 
creches; 
III - Aumento do número de escolas e creches na área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro); 
IV - Seleção de professores capacitados, através de concurso público; 
V - Reformulação qualitativa e quantitativa da rede escolar de ensino médio; 
VI - Implantação de cursos pré-vestibulares gratuitos na área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro), 
e ampliação do serviço na área urbana; 
VII - Construção e implantaçãode bibliotecas públicas nas regionais das áreas urbana e rural 
(ribeirinha, irrigada e de sequeiro), equipadas com laboratório de informática; 
VIII - Regularidade no fornecimento da merenda escolar, com regionalização do cardápio, atendendo 
à nutrição e segurança alimentar, priorizando a agricultura familiar; 
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. 24 
IX - Ampliação, criação e produção de atividades cívicas, esportivas e culturais nas escolas, tais como 
rádios, cinema, fotografia, fanfarras, cursos de teatro, dança, artesanato e reciclagem; 
X - Fazer cumprir a Lei Federal da criação de Grêmios Estudantis nas escolas. 
XI - Incremento dos quadros de pessoal, com qualificação, para creches e escolas, inclusive ampliando 
a gestão democrática; 
XII - Implantação de escolas rurais agropecuárias no ensino fundamental e médio, com pedagogia 
adaptada à realidade do semiárido, envolvendo teoria e prática; 
XIII - Promoção ao estímulo precoce de crianças com deficiência nas creches e na educação infantil; 
XIV - Estimular a descentralização e implantação de cursos de formação superior na área rural 
(ribeirinha, irrigada e de sequeiro); 
XV - Realização de gestões junto aos Centros Universitários, objetivando incluir na matriz curricular 
dos cursos universitários, no município, conhecimentos da área de geriatria e gerontologia; 
XVI - Emissão da carteira de estudante pelo órgão estudantil municipal, fiscalizando sua aceitação 
obrigatória em todos os shows e eventos culturais; 
XVII - Incrementar ao quadro de pessoal qualificado, a função de "interprete" de Língua Brasileira de 
Sinais - LIBRAS - Decreto nº 5.626/05; 
XVIII - Delimitar o distanciamento por m² do aluno em sala de aula. 
 
Art. 36 A gestão administrativa das creches municipais, urbanas e rurais, deverá ficar a cargo da 
secretaria municipal de educação. 
 
SEÇÃO III 
DA EDUCAÇÃO PROFISSIONALIZANTE 
 
Art. 37 A educação profissionalizante tem por objetivo principal a inserção do educando no mercado 
de trabalho, através de profissão ou ofício, especialmente nas cadeias produtivas da região econômica 
de Petrolina. 
 
Art. 38 A política municipal de educação profissionalizante observará as seguintes diretrizes, aplicáveis 
à área urbana e à área rural (ribeirinha, irrigada e de sequeiro): 
I - Incentivar o conhecimento e a prática das artes e do artesanato, especialmente daquele típico da 
região; 
II - Articular parcerias com os Governos Federal e Estadual e com a iniciativa privada, para incremento 
do ensino técnico e profissionalizante, com foco nas oportunidades de emprego e potencialidades 
econômicas do município. 
 
SEÇÃO IV 
DA SAÚDE DAS PESSOAS E DA SAÚDE PÚBLICA 
 
Art. 39 A política municipal de Saúde tem por objetivo a erradicação dos riscos de doenças e outros 
agravos, bem como proporcionar a todos os cidadãos o acesso, universal e igualitário, às ações e aos 
serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos. 
 
Art. 40 A política municipal de Saúde deverá abranger a área urbana e a área rural (ribeirinha, irrigada 
e de sequeiro), será executada respeitando os princípios e as diretrizes do Sistema Único de Saúde - 
SUS: 
I - Elaborar mapeamento das situações de risco de saúde no município; 
II - Fortalecer parcerias com entidades, tais como a Pastoral da Criança e o Instituto de Saúde Holística 
Madre Paulina, para combater a desnutrição; 
III - Construir e melhorar as instalações, manutenção, funcionamento e ampliação da rede de postos 
de saúde em toda área urbana e rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro), de acordo com os parâmetros 
preconizados pelo Ministério da Saúde; 
IV - Ampliar o número de ambulâncias e pronto atendimento do SAMU, para atender a todo município, 
promovendo campanhas educativas para melhor uso do serviço e informando sua verdadeira finalidade; 
V - Ampliar a rede de farmácias populares e propiciar maior abrangência do elenco dos remédios; 
VI - Implantar pronto atendimento nas regionais das áreas urbana e rural (irrigada, ribeirinha e de 
sequeiro), com ampliação de cotas para consultas e exames especializados; 
VII - Consolidar a política de humanização e formação continuada em toda a rede de saúde do 
município; 
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VIII - Ampliar as unidades do Programa Saúde da Família e prover cobertura dos agentes comunitários 
de saúde a toda a população; 
IX - Implementar melhoramentos nas campanhas educativas de Doenças Sexualmente Transmissíveis 
(DST) e de planejamento familiar, propiciando maior acesso aos métodos contraceptivos; 
X - Construir novos cemitérios, inclusive regularização dos existentes, através dos órgãos municipais 
competentes; 
XI - Prover fiscalização mais efetiva da vigilância sanitária nos cemitérios existentes, regulares e 
clandestinos; 
XII - Providenciar a extinção dos matadouros clandestinos; 
XIII - Ampliar e estruturar as equipes de vigilância sanitária; 
XIV - Fazer cumprir o Estatuto do Idoso, proporcionando o atendimento prioritário às pessoas da 
terceira idade; 
XV - Priorizar o atendimento materno-infantil e do idoso no Hospital Dom Malam; 
XVI - Incluir as terapias alternativas na rede pública de saúde municipal; 
XVII - Fazer gestões para garantir o cumprimento das competências das três esferas do Poder Público; 
XVIII - Estabelecer parcerias com as instituições universitárias para a realização de programa s do tipo 
Hospital Escola. 
XIX - Providenciar a renovação da licença dos postos de medicamentos do interior do município pela 
Secretaria Municipal de Saúde, desde que solicitados, conforme parecer da ANVISA; 
XX - Realizar concurso público para seleção de profissionais para substituir as terceirizações de 
serviços, com vistas à sua extinção, no prazo de 01 (um) ano, após a aprovação do Plano Diretor; 
XXI - Promover o mapeamento e o cadastro, por bairros e localidades, dos casos de atendimentos 
médicos às mulheres agredidas e violentadas; 
XXII - Intensificar programas de combate a insetos maléficos, principalmente em áreas degradadas, 
lagoas de estabilização e esgotos a céu aberto; 
XXIII - Realizar o mapa de risco na área de saúde do trabalhador no município; 
XXIV - Fazer gestões para a implantação de policlínicas em cada regional, mantidas pelo SUS; 
XXV - Atualizar o Plano Municipal de Saúde de Petrolina. 
 
SEÇÃO V 
DA ACESSIBILIDADE URBANA 
 
Art. 41 A acessibilidade urbana é o conjunto de possibilidades e condições de alcance, percepção e 
entendimento para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, edificações e equipamentos 
urbanos. 
 
Art. 42 Na promoção da acessibilidade urbana deverão ser observadas as regras específicas previstas 
na legislação federal, estadual e municipal, assim como as normas técnicas editadas pelos órgãos 
competentes, dentre as quais as normas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas 
- ABNT. 
 
Art. 43 As políticas públicas relativas à acessibilidade urbana devem ser orientadas para a inclusão 
social, com o objetivo de assegurar e preservar os direitos fundamentais da pessoa humana, em especial 
das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. 
 
Art. 44 A política municipal de Acessibilidade Urbana observará as seguintes diretrizes: 
I - Garantir a acessibilidade aos equipamentos, prédios de uso público e logradouros existentes e 
futuros, com eliminação de barreiras físicas e de comunicação que dificultem a locomoção das pessoas 
com deficiência, idosos, mulheres gestantes, pessoas com mobilidade reduzida permanente ou 
temporariamente, obedecendo às orientações da NBR 9050; 
II - Garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência aos eventos educativos, sociais, culturais e 
esportivos; 
III - Obrigatoriedade de adaptação dos transportes coletivos para pessoas com deficiências, conforme 
legislação específica; 
IV - Adaptação das calçadas às normas de acessibilidade e mobilidade, vinculando a aprovação doprojeto de construção ou reforma à apresentação de projeto da calçada pública, de acordo com as normas 
pertinentes obedecendo o grid da rua definido pela Prefeitura; 
V - Fazer cumprir a Lei Federal nº 10.048/00, que estabelece a prioridade para o atendimento às 
pessoas com deficiência, a Lei Federal nº 10.098/00, que estabelece normas gerais para acessibilidade 
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das pessoas com deficiência, o Decreto nº 5.296/04, que regulamenta as citadas leis, e ainda as 
deliberações do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência; 
VI - Incluir ciclovias e passarelas para pedestres nas principais vias urbanas e nas vias de acesso à 
área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro). 
 
SEÇÃO VI 
DA HABITAÇÃO 
 
Art. 45 A política municipal de Habitação tem por objetivo universalizar o acesso à moradia com 
condições adequadas de habitabilidade, priorizando os segmentos sociais vulneráveis, mediante 
instrumentos e ações de regulação normativa, urbanística e jurídico-fundiária, em conformidade com as 
deliberações do Conselho Municipal da Cidade. 
 
Art. 46 Habitação de interesse social é toda a moradia destinada à população de baixa renda, com 
condições adequadas de habitabilidade, em conformidade com as deliberações do Conselho Municipal 
da Cidade. 
 
Art. 47 A política municipal de Habitação deverá abranger a área urbana e a área rural (irrigada, 
ribeirinha e de sequeiro), e observará as seguintes diretrizes, em conformidade com as deliberações do 
Conselho Municipal da Cidade: 
I - Promover a construção de habitações de interesse social, erradicando as casas de taipa; 
II - Promover a criação de programas de habitação de interesse social; 
III - Garantir assistência técnica gratuita para a elaboração de projetos residenciais de autoconstrução, 
para pessoas com rendas até 3 (três) salários mínimos e residências de até 80 (oitenta) metros 
quadrados; 
IV - Elaborar e executar a Política Municipal de Habitação Popular, em conformidade com as 
deliberações do Conselho Municipal da Cidade; 
V - Promover gestões para conseguir a concessão de direito real de uso nas ilhas localizadas no 
município de Petrolina; 
VI - Promover a criação de um Fundo Municipal de Habitação Popular e Regularização Fundiária; 
VII - Implementar um banco de dados com os seguintes informações: 
a) Relação de todas as pessoas já beneficiadas com a doação de casas populares; 
b) Criação de lista de espera única, garantindo que as casas doadas não sejam comercializadas ou 
repassadas; 
c) Mecanismo para repasse do imóvel ao próximo candidato da lista de espera, em caso de 
comercialização ou repasse indevido. 
VIII - Instituir Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS, mediante legislação específica, nos termos 
definidos neste Plano Diretor. 
IX - Utilizar os instrumentos de política urbana previstos no Estatuto da Cidade e no Plano Diretor, para 
fins de implantar programas de habitação de interesse social e de regularização jurídica e fundiária. 
 
Art. 48 As áreas de preservação ambiental, as destinadas a usos públicos imprescindíveis, as que 
ofereçam situações de risco ou ainda as "non aedificandi" são consideradas inviáveis para implantação 
de programas habitacionais e para a regularização urbanística e jurídico-fundiária. 
 
SEÇÃO VII 
DO TURISMO, CULTURA E LAZER 
 
Art. 49 As políticas municipais voltadas para o turismo, cultura e lazer deverão abranger a área urbana 
e a área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro), e observarão as seguintes diretrizes: 
I - Promover o turismo rural na área (irrigada, ribeirinha e de sequeiro), através de ações integradas 
com a dinâmica das atividades econômicas, sociais e culturais; 
II - Formatar parcerias para fortalecer o turismo, inclusive elaborar estudos específicos para identificar 
as potencialidades e locais atrativos; 
III - Fortalecer o potencial turístico da região, destacando a paisagem do rio São Francisco, o 
artesanato, o agronegócio e seus produtos, inclusive de forma integrada com outros municípios; 
IV - Implantar e regularizar equipamentos na área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro), para lazer 
da população local, tais como balneários, praças, quadras poliesportivas cobertas, campos de futebol e 
centros socioculturais; 
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V - Promover e apoiar a realização de eventos culturais nas áreas rurais, com atividades de teatro, 
música, dança, cinema, literatura, festas populares, programas esportivos, incluindo atividades para a 
terceira idade e pessoas com deficiência; 
VI - Promover a melhoria e ampliação da rede de equipamentos culturais e esportivos na área urbana, 
prioritariamente através de: 
a) Construção de um teatro municipal; 
b) Ampliação do estádio esportivo; 
c) Construção de praças da cidadania, quadras poliesportivas cobertas, campos de areia e espaços 
de lazer permanentes nos bairros; 
d) Promoção de programas para a terceira idade e pessoas com deficiência; 
VII - Promover a ampliação dos quadros públicos para agentes esportivos e culturais; 
VIII - Propiciar a criação de oficinas de artes integradas nas praças e ruas, especialmente direcionadas 
às crianças e adolescentes que moram nas ruas e periferias, em parceria com a sociedade civil, artistas 
profissionais e amadores, com o objetivo de disciplinar, socializar e formar cidadãos; 
IX - Dar visibilidade, estimular e valorizar a produção cultural local, proporcionando o desenvolvimento 
da cultura e afirmação da identidade; 
X - Implementar o Conselho Municipal de Cultura; 
XI - A política Cultural do município será gerida por órgão específico; 
XII - Coibir o turismo sexual e predatório; 
XIII - Criar a Secretaria de Cultura; 
XIV - Criar a Secretaria de Turismo. 
 
SEÇÃO VIII 
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL 
 
Art. 50 A política municipal de assistência social deve ser realizada de forma integrada às demais 
políticas setoriais, visando ao enfrentamento das desigualdades sócio territoriais, à garantia dos mínimos 
sociais, ao provimento de condições para atender contingências sociais e à universalização dos direitos 
sociais, conforme os princípios e diretrizes do Sistema Único de Assistência Social - SUAS. 
 
Art. 51 A política municipal de assistência social deverá abranger a área urbana e a área rural (irrigada, 
ribeirinha e de sequeiro), e observará as seguintes diretrizes: 
I - Promover a implantação de Centros de Referência da Assistência Social - CRAS, nas regionais; 
II - Promover a implantação do Centro de Referência Especializado da Assistência Social - CREAS, 
nas regionais; 
III - Consolidar e ampliar as ações dirigidas aos idosos (grupos e Centros de Convivência de Idosos - 
CCI`s); 
IV - Ampliar o apoio às instituições não governamentais e sem fins lucrativos que atuam na área de 
assistência social; 
V - Realizar mapeamento e diagnóstico social do município, inclusive com atualização permanente, 
sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude e Cidadania - SEDESC; 
VI - Garantir a consolidação do Sistema Único da Assistência Social - SUAS; 
VII - Realizar gestões junto ao Governo Federal para ampliação das metas dos programas federais, 
como Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI, Agente Jovem, Sentinela e Bolsa Família, 
bem como para a ampliação de recursos financeiros para melhoria da infraestrutura destes programas; 
 
SEÇÃO IX 
DA GERAÇÃO DE RENDA 
 
Art. 52 A política municipal voltada para a geração de renda deverá abranger a área urbana e a área 
rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro) e observará as seguintes diretrizes: 
I - Realizar gestões junto ao Governo Federal para ampliação das metas do Programa Bolsa Família; 
II - Implementar a Lei do Primeiro Emprego; 
III - Assegurar apoio às associações, cooperativas, clubes de mães e centros desportivos, inclusive 
com espaço para exposições; 
IV - Implementar o Programa de Aquisiçãode Alimentos do Governo Federal, de forma a garantir a 
aquisição de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar das escolas municipais. 
 
 
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. 28 
Capítulo IV 
DA POLÍTICA AMBIENTAL 
SEÇÃO I 
DAS NORMAS GERAIS DA POLÍTICA AMBIENTAL 
 
Art. 53 A Política Ambiental do Município de Petrolina é entendida como um conjunto de diretrizes, 
instrumentos e mecanismos de política pública que orienta a gestão ambiental do município, na 
perspectiva de fomentar o desenvolvimento sustentável e a elevação da qualidade do meio ambiente. 
 
Art. 54 A Política Ambiental do Município de Petrolina deverá ser aplicada na área urbana e rural 
(irrigada, ribeirinha e de sequeiro), na forma do que dispõe a Lei Federal nº 4.771/1965 - Código Florestal, 
a Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal do Meio Ambiente, e resoluções pertinentes dos órgãos 
de meio-ambiente e demais instrumentos legais aplicáveis. 
 
SEÇÃO II 
DA PROTEÇÃO AMBIENTAL DAS MARGENS E DAS ILHAS DO RIO SÃO FRANCISCO 
 
Art. 55 A proteção ambiental das margens e das ilhas do Rio São Francisco deve ser aplicada, na área 
urbana e rural, de acordo com a legislação citada no art. 54 desta Lei. 
Parágrafo Único - Além daquelas preconizadas na Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal do 
Meio Ambiente, são diretrizes para a proteção ambiental das margens e das ilhas do Rio São Francisco: 
I - Fiscalizar a aplicação da legislação vigente e promover o seu respectivo aprimoramento; 
II - Executar o reflorestamento das margens continentais e das ilhas, objetivando o combate à erosão 
nas referidas margens e assoreamento no leito do rio. 
III - Criar acesso público ao rio, em locais identificados como necessários para fins de travessia e 
visitação, mediante desapropriação, pelo Poder Público, quando se tratar de área privada, com instituição 
de corredores dotados de infraestrutura. 
 
SEÇÃO III 
DA INFRAESTRUTURA DAS ILHAS DO RIO SÃO FRANCISCO 
 
Art. 56 A infraestrutura das ilhas do Rio São Francisco deverá ser beneficiada, através de ações e 
implementação de serviços públicos, mediante as seguintes prioridades: 
I - Levantamento cadastral das ilhas; 
II - Levantamento fito-sociológico das ilhas; 
III - Implementação de serviços públicos de esgotamento sanitário, abastecimento de água tratada, 
provisão de energia, instalação de telefones públicos, coleta de lixo, segurança pública, acesso seguro e 
sinalização; 
IV - Construção de banheiros públicos. 
 
SEÇÃO IV 
DA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL 
 
Art. 57 A sustentabilidade ambiental deve ser entendida como resultado de um conjunto de medidas 
de preservação, proteção, conservação e recuperação de forma sustentável e estratégica dos recursos 
naturais, da paisagem e dos ecossistemas de todo o território municipal. 
 
Art. 58 Para fins de Sustentabilidade Ambiental, são diretrizes gerais da Política Ambiental do 
Município de Petrolina, aplicáveis na área urbana e na área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro): 
I - Atender às prerrogativas do Código Municipal do Meio Ambiente, Lei Municipal nº 1.199/2002, 
inclusive implantar e instrumentalizar o quadro de agentes ambientais, conforme Art. 95, para exercício 
das suas funções; 
II - Implementar as medidas corretivas e preventivas contra a salinização dos solos, degradação da 
mata ciliar; 
III - Coibir ações predatórias ao meio ambiente, tais como: extração ilegal de areia nas margens das 
estradas, riachos e no entorno das vilas, pesca predatória, degradação do solo (desmatamento e 
queimadas) e desmatamento desordenado; 
IV - Fiscalizar as empresas agrícolas quanto ao uso de agrotóxicos e adubos químicos, de forma a 
evitar a poluição dos solos e mananciais, através de receituário agronômico; 
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. 29 
V - Fiscalizar as atividades poluidoras, tais como usinas de cana-de-açúcar, matadouros, curtumes e 
outras, com imputação das penalidades aplicáveis; 
VI - Criar corredores ecológicos interligando as reservas legais, com proteção da fauna e da flora 
mediante levantamento e mapeamento das referidas áreas de caatinga nativa, de mata ciliar dos rios 
existentes no município, dos projetos de irrigação e assentamentos, visando à formação de mosaicos; 
VII - Implementar o monitoramento permanente das condições ambientais do município; 
VIII - Instituir programas permanentes de revitalização do rio São Francisco e da Caatinga; 
IX - Implementar a autorização prévia dos órgãos responsáveis pelo meio-ambiente para liberação de 
eventos em áreas públicas, avaliando o impacto ao meio-ambiente e à vizinhança, inclusive instituir 
cobrança de taxa para utilização eventual de áreas públicas, excluídos da cobrança de taxa os eventos 
sem fins lucrativos de interesse social; 
X - Promover e incentivar a educação ambiental, com campanhas educativas para população, escolas 
e catadores de lixo; 
XI - Elaborar Lei Municipal proibindo o banho nos canais e reservatórios das áreas irrigadas e açudes 
públicos da área de sequeiro; 
XII - Criar o Fórum Municipal de Defesa do Bioma Caatinga na jurisdição do município; 
XIII - Implantar o Fundo Municipal de Meio Ambiente, já instituído pela Lei Municipal nº 1.603, de 14 
de dezembro de 2004, com a criação da Secretaria Executiva; 
XIV - Destinar os recursos obtidos por meio de alienação de imóveis públicos municipais a implantação, 
preservação e manutenção de áreas verdes no território do município, conforme estabelecido na Lei 
Municipal nº 1.551, 15 de outubro de 2004; 
XV - Promover a implantação da Agenda Ambiental em todas as escolas da rede municipal, segundo 
os ditames da Agenda 21 Local; 
XVI - Implantar em todas as unidades municipais a Agenda Ambiental na administração pública; 
XVII - Realizar o levantamento e mapeamento das áreas não degradadas, degradadas (salinizadas, 
antropizadas, etc.) e em processo de degradação, para fins de conservação; 
XVIII - Promover programas de recuperação de solos degradados; 
XIX - Estimular a intensificação de práticas agroecológicas (adubação verde, captação de água "in 
natura", curva de nível, etc.); 
XX - Apoiar o desenvolvimento de pesquisas e estudos sobre proteção de superfície do solo contra a 
ação dos agentes erosivos; 
XXI - Proibir desmontes ilegais de rochas. 
XXII - Instituir grupamento do meio ambiente na guarda municipal com objetivo de proteger o 
patrimônio ecológico do município, apoiar ações fiscalizatórias dos agentes ambientais e demais 
atividades pertinentes; 
XXIII - Fazer gestão junto ao Governo do Estado de Pernambuco para a instituição de grupamento de 
polícia ambiental no município com objetivo de combater os crimes ambientais em conjunto com a Guarda 
Municipal e Agentes Ambientais do Município. 
 
SEÇÃO V 
DO ZONEAMENTO AMBIENTAL 
 
Art. 59 Nos termos da Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal de Meio Ambiente, o 
Zoneamento Ambiental consiste na definição de áreas do território do município, de modo a regular 
atividades e definir ações para a proteção e melhoria da qualidade do ambiente, considerando as 
características ou atributos das respectivas áreas. 
Parágrafo Único - Para cumprimento do disposto no art. 14 da lei citada no caput, com objetivo de 
constituir legalmente o zoneamento ambiental no Município de Petrolina, deverão ser adotadas as 
seguintes medidas: 
I - Realização de zoneamento agroecológico e econômico do município, buscando identificar as áreas 
indicadas para uso agrícola, áreas ecológicas e áreas degradadas ou em processo de degradação; 
II - Realizar e Apoiar estudos e pesquisas que visem à definição de indicadores de sustentabilidade; 
III - Utilização de Estudo de Impacto Ambiental - EIA e de Relatório de Impacto ao Meio Ambiente - 
RIMA, como instrumentos orientadores das atividades empreendedoras; 
IV - Junto às fontes de fomento local e regional, criação de editais que visem o desenvolvimento depesquisas voltadas para a recuperação de ambientes degradados ou em processo de degradação, com 
especial ênfase para áreas ameaçadas ou em processo de desertificação; 
V - Definição de novos indicadores de uso sustentável dos recursos naturais e para a sustentabilidade 
de empreendimentos pesqueiros do Rio São Francisco; 
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. 30 
VI - Realização de inventário das fontes poluidoras e seus níveis de riscos ambientais, com os 
respectivos cadastros no Sistema Municipal de Informações do Cadastro Ambientais - SICA; 
VII - Adoção de incentivos fiscais por meio de legislação municipal específica. 
 
SEÇÃO VI 
DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO 
 
Art. 60 Nos termos da Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal de Meio Ambiente, as Unidades 
de Conservação são parcelas do território municipal, incluindo as áreas com características ambientais 
relevantes de domínio público ou privado legalmente constituídas ou reconhecidas pelo poder público, 
com objetivos e limites definidos, sob regime especial de administração, as quais se aplicam garantias 
adequadas de proteção. 
Parágrafo Único - Para cumprimento do disposto no art. 19 da lei citada no caput, com objetivo de 
constituir legalmente unidades de conservação no Município de Petrolina, deverão ser adotadas as 
seguintes medidas: 
I - Levantamento e mapeamento das áreas potenciais para a criação de unidades de conservação; 
II - Catalogação das unidades existentes no município; 
III - Adoção de incentivos fiscais por meio de legislação municipal específica, atendendo deliberações 
dos conselhos municipais pertinentes. 
 
SEÇÃO VII 
DA PROTEÇÃO PARA O MEIO AMBIENTE POR MEIO DO MANEJO INTEGRADO DOS RECURSOS 
HÍDRICOS E DOS RESÍDUOS LÍQUIDOS E SÓLIDOS 
 
Art. 61 A Política Ambiental do Município de Petrolina deverá proteger o meio ambiente através do 
manejo integrado dos recursos hídricos e dos resíduos líquidos e sólidos, na área urbana e na área rural 
(irrigada, ribeirinha e de sequeiro), de acordo com a legislação ambiental vigente nas esferas Federal, 
Estadual e Municipal. 
Parágrafo Único - Para atender ao disposto no caput, deverão ser adotadas as seguintes diretrizes: 
I - Promover o uso racional da água, principalmente utilizada na agricultura irrigada; 
II - Desenvolver programas eficazes de prevenção, redução e eliminação das fontes poluidoras; 
III - Estabelecer padrões adequados para o despejo de efluentes no Rio São Francisco; 
IV - Estimular a redução de desperdício de água, visando à redução da geração de esgotos; 
V - Promover o reflorestamento de mata ciliar, nascentes, barragens, açudes e áreas de caatinga 
degradadas, visando à proteção dos recursos hídricos; 
VI - Promover a proteção e manejo de aterros sanitários de forma segura, considerando os aspectos 
hidrológicos; 
VII - Incentivar a reciclagem e reutilização das águas residuais e dos resíduos sólidos, como forma de 
aumentar a disponibilidade de água; 
VIII - Promover a implantação de programas eficientes de drenagem pluvial; 
IX - Elaborar diagnóstico da potencialidade das fontes hídricas no município (poços, açudes, barreiros, 
barragens, lagoas e cisternas), informando à população e possibilitando o seu acesso a esse bem público; 
X - Elaborar diagnóstico nas propriedades rurais, ouvidos os produtores, trabalhadores e moradores, 
sobre os efeitos nocivos à saúde derivados do uso de agroquímicos e implementação de medidas 
preventivas e assistenciais. 
 
SEÇÃO VIII 
DO COMBATE AOS FOCOS DE EXPLORAÇÃO ILEGAL DOS RECURSOS MINERAIS 
 
Art. 62 Os órgãos responsáveis pela Política Ambiental do Município de Petrolina deverão identificar e 
combater os focos de exploração ilegal dos recursos minerais, desburocratizando seus principais entraves 
e adotando, para tal, as seguintes medidas: 
I - Realização de inventário das fontes de extração dos recursos minerais do município, principalmente 
as referentes à extração de areia, pedra e barro; 
II - Concessão de benefícios fiscais às empresas que adotarem práticas de recuperação de áreas 
degradadas, mediante aprovação dos Conselhos pertinentes; 
III - Elaboração de critérios para exploração e uso dos recursos minerais conforme determina a Lei 
Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal de Meio Ambiente; 
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IV - Implementação da representação do órgão competente para avaliar a exploração dos recursos 
minerais. 
 
SEÇÃO IX 
DA CONSERVAÇÃO DAS POPULAÇÕES DE ESPÉCIES DA FLORA E FAUNA 
 
Art. 63 A Política Ambiental deverá assegurar a conservação das populações da flora e fauna com 
especial atenção às espécies ameaçadas de extinção, abrangendo seus habitats na área urbana e na 
área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro), segundo normas da legislação ambiental vigente nas esferas 
federal, estadual e municipal, e dos tratados nacionais e internacionais. 
Parágrafo Único - Para atender ao disposto no caput, deverão ser observadas as seguintes diretrizes: 
I - Criação de leis municipais de proteção às espécies ameaçadas e de extinção existentes no 
município, por intermédio da proteção de áreas de importância biológica, manutenção e fiscalização das 
áreas de preservação natural e permanente; 
II - Criação de programas de parceria com a participação de organismos internacionais, nacionais, 
regionais, estaduais e municipais disponíveis. 
 
SEÇÃO X 
DA UTILIZAÇÃO DE PRODUTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS NO MERCADO 
 
Art. 64 A Política Ambiental deverá assegurar a identificação e avaliação de produtos geneticamente 
modificados, de acordo com a legislação pertinente em vigor. 
Parágrafo Único - Para atender ao disposto no caput, deverá ser elaborada legislação específica para 
a introdução e uso de produtos geneticamente modificados no Município de Petrolina. 
 
SEÇÃO XI 
DO PROGRAMA OFICIAL PERMANENTE DE DISTRIBUIÇÃO DE MUDAS DE ESPÉCIES NATIVAS 
 
Art. 65 A Política Ambiental deverá criar programas permanentes de distribuição e orientação para o 
plantio de mudas de espécies nativas e exóticas adaptadas à região, contemplando a área urbana e a 
área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro). 
Parágrafo Único - Para atender ao disposto no caput, deverão ser observadas as seguintes diretrizes, 
a serem incorporadas ao Plano Diretor de Arborização e Áreas Verdes de Petrolina: 
I - Implementação de parcerias com instituições dos setores público e privado, ONG`s e instituições 
afins; 
II - Implantação e implementação de viveiros para produção de mudas de espécies nativas e exóticas 
que serão adotadas para arborização na área urbana e na área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro), 
observando o disposto na Lei Estadual nº 12.857/2005 e legislação municipal vigente; 
III - Implantação de viveiros em pontos estratégicos da área ribeirinha para produção de mudas de 
espécies nativas e exóticas para o reflorestamento das áreas de mata ciliar do Rio São Francisco, 
atualmente degradadas ou em processo de degradação; 
IV - Concessão de incentivos fiscais para empresas e produtores que adotarem iniciativas para a 
recuperação de áreas antropizadas; 
V - Instituição do Selo Verde Ambiental e criação do prêmio de preservação e conservação ambiental 
municipal. 
 
SEÇÃO XII 
DO COMBATE À COMERCIALIZAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS E PLANTAS NATIVAS 
 
Art. 66 A Política Ambiental deve combater a venda ilegal de animais e plantas nativas em todo o 
território municipal, segundo a legislação ambiental vigente nas esferas federal, estadual e municipal. 
Parágrafo Único - Para atender ao disposto no caput, de foram efetiva e eficaz, devem ser adotadas 
medidas educativas, reparativas e punitivas, além de: 
I - Incremento e fiscalização nos pontos de entrada e de vendas de animais e plantas nativas no 
município; 
II - Parcerias com o Ministério Público (Curadoria do Meio Ambiente), IBAMA, CPRH e ONG`s da área 
ambiental, para a execução de programas educativos de sensibilizaçãopara redução do desmatamento 
e combate ao tráfico de animais silvestres; 
III - Criação do disque-denúncia ambiental no município; 
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. 32 
IV - Criação de representações de órgãos fiscalizadores no município para recebimento de animais 
silvestre apreendidos, para serem recuperados e devolvidos aos respectivos habitats, e, no caso de 
animais abatidos, fazer doação às instituições beneficentes mediante registro de entrega. 
 
SEÇÃO XIII 
DA GARANTIA DE OFERTA DE ÁGUA 
 
Art. 67 A Política Ambiental deverá garantir a oferta de água para os diferentes usos, compatibilizando 
desenvolvimento com proteção dos recursos naturais, principalmente os recursos hídricos, segundo a 
Constituição Federal de 1988, Lei Federal nº 9.433/1997, e demais legislações pertinentes das esferas 
federal, estadual e municipal. 
Parágrafo Único - Para atender ao disposto no caput, deverão ser adotadas, na área urbana e na área 
rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro), as seguintes diretrizes: 
I - Garantir o abastecimento de água potável, o saneamento básico, a coleta e disposição de resíduos 
sólidos; 
II - Disponibilizar alternativas tecnológicas para aumentar a oferta de água para consumo humano, 
dessedentação animal e produção de alimentos; 
III - Promover o manejo de forma integrada do solo e água nas áreas agrícolas, visando o controle da 
erosão e salinização; 
IV - Regular o uso do solo de forma compatível com a sua aptidão. 
 
SEÇÃO XIV 
DAS VARIAÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS SOBRE OS RECURSOS HÍDRICOS E SOBRE A 
OCORRÊNCIA DE CALAMIDADES 
 
Art. 68 A Política Ambiental, através de instrumento legal, buscará compreender, prevenir e quantificar 
as ameaças dos impactos das variações edafoclimáticas sobre os recursos hídricos e sobre a ocorrência 
de calamidades na área urbana e na área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro). 
Parágrafo Único - Para atender ao disposto no caput, deverão ser observadas as seguintes diretrizes: 
I - Criação de comissão multidisciplinar para análise do ambiente atmosférico, com o objetivo de 
identificar as principais fontes emissoras de gases poluentes na atmosfera e definir normas de posturas 
para o ambiente atmosférico municipal; 
II - Promoção de programas específicos, visando à qualidade do ar em estabelecimentos que 
promovam qualquer tipo de combustão; 
III - Incentivo à adoção de energias alternativas sustentáveis (solar, eólica, etc.); 
IV - Desenvolvimento de estudos de modelagem climática e de simulação do balanço hídrico das 
bacias hidrográficas situadas no território do município, com base em modelos digitais de elevação do 
terreno e imagens de satélite; 
V - Incentivo às atividades de pesquisa que avaliem com precisão a influência da substituição da 
vegetação nativa por cultivos irrigados e seu impacto no clima, divulgando os resultados para 
conhecimento da população; 
VI - Implantação de sistema de monitoramento climático, administrado pelo órgão municipal de Meio 
Ambiente; 
VII - Desenvolvimento de sistemas de informações com banco de dados relacionados às bases 
cartográficas; 
VIII - Criação de modelos matemáticos para estudos hidrológicos que facilitem o gerenciamento dos 
recursos hídricos; 
IX - Implantação de um laboratório para o monitoramento da qualidade das águas superficiais e 
subterrâneas, quanto à potabilidade, à balneabilidade e outros usos. 
 
SEÇÃO XV 
DA ARBORIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PETROLINA 
 
Art. 69 O Poder Executivo Municipal deverá concluir o Plano Diretor de Arborização e Áreas Verdes 
do Município de Petrolina, conforme determina a Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal de Meio 
Ambiente, e submetê-lo à aprovação legislativa. 
Parágrafo Único - Nos termos do disposto no caput, na elaboração do Plano Diretor de Arborização e 
Áreas Verdes do Município de Petrolina deverão ser adotadas as seguintes medidas, abrangendo a área 
urbana e rural (irrigada, de sequeiro e ribeirinha): 
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. 33 
I - Elaboração de diagnóstico do acervo arbóreo atualmente existente; 
II - Levantamento e mapeamento das áreas disponíveis para criação de áreas verdes; 
III - Levantamento de bairros e ruas, da cidade e dos povoados, cuja cobertura arbórea é deficitária; 
IV - Implementação da Lei Municipal nº 1.838/2006, que dispõem sobre proteção às árvores urbanas; 
V - Tornar obrigatório a inserção de 50% de espécies nativas do bioma caatinga e de Pau-Brasil na 
arborização da cidade e dos povoados do município, em atendimento ao que determina a Lei Estadual nº 
12.857, de 05 de julho de 2005. 
 
SEÇÃO XVI 
DA MUNICIPALIZAÇÃO DO LICENCIAMENTO, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL DE 
EMPREENDIMENTOS CAUSADORES DE IMPACTO AMBIENTAL LOCAL 
 
Art. 70 A municipalização do licenciamento, controle e fiscalização ambiental de empreendimentos 
causadores de impacto ambiental local deverá abranger a área urbana e a área rural (irrigada, ribeirinha 
e de sequeiro) conforme disposto na Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal de Meio Ambiente e 
na Lei Estadual nº 12.916/05, Art. 30, e demais leis pertinentes. 
Parágrafo Único - Para atender ao disposto no caput, o Poder Executivo Municipal deverá 
regulamentar os artigos da Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal de Meio Ambiente, relativos 
ao licenciamento ambiental que ainda se encontram pendentes de regulamentação. 
 
TÍTULO IV 
DO ORDENAMENTO TERRITORIAL 
 
Art. 71 O ordenamento territorial tem por finalidade definir as diretrizes e os instrumentos necessários 
para o desenvolvimento do município de Petrolina nas áreas urbana e rural, buscando, como objetivos 
gerais, a redução das desigualdades sócio espaciais, o controle do uso e ocupação do solo e a 
qualificação ambiental, e como objetivos específicos: 
I - A definição de uma nova divisão territorial, compatível com as atuais funções sociais da cidade, a 
infraestrutura e as expectativas de crescimento; 
II - A indicação da necessidade de uma nova divisão política-administrativa dos distritos; 
III - A indicação da necessidade de delimitar zonas urbanas dentro do perímetro da área rural, de forma 
a atender às demandas da população e aos usos e funções ali estabelecidas; 
IV - A regulação do uso e da ocupação do solo na área urbana, através de parâmetros urbanísticos; 
V - A indução do adensamento e da expansão da urbanização em regiões de baixa densidade ou com 
presença de áreas vazias ou subtilizadas, através do zoneamento e dos instrumentos de política urbana; 
VI - A promoção da regularização fundiária e a inserção das ocupações irregulares na cidade formal; 
VII - A ordenação do uso do solo com vistas a respeitar e qualificar as condições ambientais e as 
diversas paisagens naturais do município; 
VIII - A utilização dos espaços públicos e equipamentos comunitários, com base nas relações de 
vizinhança e na qualidade de vida. 
 
Capítulo I 
DO MACROZONEAMENTO 
 
Art. 72 O território do Município de Petrolina está dividido em duas macrozonas, denominadas: 
I - Área Urbana; 
II - Área Rural. 
 
Art. 73 O perímetro da Área Urbana do Município de Petrolina é definido pela Lei Complementar nº 01, 
de 26 de outubro de 2004. 
 
Art. 74 A Área Rural é subdivida em três áreas, em função das características geográficas e de seu 
aproveitamento econômico, denominadas: 
I - Área Ribeirinha; 
II - Área Irrigada; 
III - Área de Sequeiro. 
Parágrafo Único - O território da Área Rural e a subdivisão das áreas deverão ter seus perímetros 
delimitados em lei específica, no prazo de 2 (dois) anos a contar da publicação desta Lei. 
 
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Art. 75 Deverá ser revista a divisão política-administrativa dos Distritos do Município de Petrolina, em 
lei específica, no prazo de 12 (doze) meses a contar da publicação desta Lei, de forma a atender às 
demandas sociais levantadas no processo participativo deste PlanoDiretor e, em especial, às seguintes 
questões específicas: 
I - Redefinição do perímetro dos Distritos Petrolina, Cristália, Curral Queimado e Rajada, devolvendo 
a área de Terra Nova reintegrando ao novo distrito sede que será criado. 
II - Demarcação de perímetros que apresentem ocupação com características urbanas, com fins de 
aplicação de legislação de uso e ocupação do solo e demais normas pertinentes. 
 
Art. 76 Deverão ser delimitados núcleos urbanos na Área Rural, através de lei específica, com o 
objetivo de regular os adensamentos populacionais consolidados e atender às demandas sociais. 
Parágrafo Único - O Poder Público, no prazo de 2 (dois) anos a contar da publicação desta Lei, deverá 
editar a lei específica que tratará da delimitação dos perímetros urbanos dentro do território da Área Rural, 
que considerará as seguintes questões: 
I - Elaboração de estudos prévios para levantamento e demarcação dos perímetros dos núcleos 
urbanos; 
II - Definição de responsabilidades entre as esferas de gestão municipal e federal, quanto à 
implantação e manutenção de infraestruturas, serviços públicos e equipamentos comunitários, nas vilas 
urbanas dos projetos de irrigação. 
III - Estabelecimento de prazo de 6 (meses) após a publicação da lei específica para a implantação da 
nova ordem de responsabilidades, atribuições e competências dos órgãos públicos envolvidos nas vilas 
urbanas dos projetos de irrigação. 
IV - Aplicação de legislação municipal pertinente, em especial quanto a uso e ocupação do solo, 
códigos de obras e posturas e normas para o parcelamento do solo, inclusive aplicação de tributos e taxas 
municipais. 
V - Participação da população afetada e dos segmentos sociais representativos. 
 
Capítulo II 
DO ZONEAMENTO DA ÁREA URBANA 
 
Art. 77 O território da área urbana do Município de Petrolina fica, através do zoneamento, dividido em 
Zonas, classificadas em função das suas especificidades, dos padrões urbanísticos e paisagísticos, das 
tipologias construtivas, do sistema viário, dos recursos naturais, das potencialidades de cada localidade 
e da intensidade de ocupação desejada. 
Art. 78 As Zonas referidas no artigo anterior classificam-se em 7 (sete) tipos, discriminados a seguir: 
I - Zona de Atividades Múltiplas (ZAM); 
II - Zonas Residenciais (ZR1, ZR2, ZR3, ZR4); 
III - Zona de Patrimônio Histórico (ZPH); 
IV - Zona de Preservação e Proteção Ambiental (ZPA); 
V - Zonas de Interesse ao Desenvolvimento Urbano (ZIDU1 e ZIDU2); 
VI - Zona Industrial e de Serviços (ZIS); 
VII - Zona Portuária (ZP). 
Parágrafo Único - Os limites das zonas, com a descrição dos perímetros, estão definidos no Anexo I 
desta Lei. 
 
Art. 79 A Zona de Atividades Múltiplas (ZAM) é caracterizada pela concentração de atividades 
diversificadas, com raio de influência urbano-regional, notadamente comércio, serviços e equipamentos 
públicos, além do uso residencial consolidado, configurando-se como o centro expandido da cidade. 
 
Art. 80 A Zona Residencial 1 (ZR1) é caracterizada pela predominância do uso habitacional, inclusive 
multifamiliar, de padrão construtivo alto, pela valorização imobiliária dos terrenos à beira-rio, bem dotada 
de infraestrutura e propícia a uma ocupação de densidade alta. 
 
Art. 81 A Zona Residencial 2 (ZR2) é caracterizada pela predominância do uso habitacional unifamiliar 
de padrão construtivo médio-alto, pela presença de vários terrenos ainda vazios, pela boa localização 
geográfica com incidência de ventilação, bem dotada de infraestrutura e propícia a uma ocupação de 
densidade média-baixa. 
 
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Art. 82 A Zona Residencial 3 (ZR3) é caracterizada pela predominância do uso habitacional unifamiliar 
de padrão construtivo médio-baixo, principalmente oriundo de conjuntos habitacionais, pela intensidade 
da ocupação dos lotes, bem dotada de infraestrutura e propícia a uma ocupação de densidade média. 
 
Art. 83 A Zona Residencial 4 (ZR4) é caracterizada pelo predominância do uso habitacional unifamiliar 
de padrão construtivo baixo, pela presença de loteamentos de habitação popular ainda não ocupados, 
assentamentos irregulares e loteamentos clandestinos, dispõe de vazios urbanos entre os loteamentos e 
em meio às áreas já urbanizadas, pouco servida de infraestrutura, com problemas ambientais, 
especialmente pela presença do lixão, e propícia a uma ocupação de densidade média. 
§ 1º No território da ZR4 sobrepõe-se parte da Zona Especial Aeroportuária, cujos limites, restrições e 
condições de uso e ocupação do solo estão definidos na Lei Municipal nº 635/1996. 
§ 2º No território da ZR4 serão delimitadas áreas prioritárias para transformação em Zonas Especiais 
de Interesse Social (ZEIS), aprovada pelo Conselho Municipal da Cidade e regulamentada através de lei 
específica. 
 
Art. 84 A Zona de Patrimônio Histórico (ZPH) é a área do sítio histórico da cidade, caracterizada pela 
diversidade de usos e atividades urbanas, inclusive uso habitacional de diversos padrões construtivos, 
pelas significativas mudanças de tipologias e usos acarretando a desfiguração das construções, pelo 
adensamento excessivo dos lotes nas áreas comerciais, pela obstrução visual da área histórica com 
edificações verticais na orla, zona bem dotada de infraestrutura e propícia a uma ocupação de densidade 
média-baixa que resguarde os valores do conjunto histórico. 
 
Art. 85 A Zona de Preservação e Proteção Ambiental (ZPA) é a faixa lindeira às margens do Rio São 
Francisco, de riqueza natural e paisagística, caracterizada pela presença de áreas de uso público na orla, 
de loteamentos e condomínios de uso habitacional de padrão construtivo alto, de chácaras, além de 
algumas atividades inadequadas, tais como curtume, indústria, presídio, e clubes recreativos, com 
disponibilidade de terrenos para expansão da urbanização, constituindo-se propícia a uma ocupação de 
densidade baixa compatível com a sustentabilidade ambiental. 
§ 1º Na ZPA, qualquer uso ou atividade urbana, instalada nos terrenos lindeiros à margem do rio, 
deverá respeitar a faixa "non aedificandi" de 100,00 metros (cem metros) de largura, observando o que 
determina a Lei Federal nº 4.771/65 (Código Florestal) e resoluções pertinentes dos órgãos de meio-
ambiente, devendo, quando verificada a necessidade da travessia de ilhéus para localidades existentes, 
permitir faixa de acesso ao rio. 
 
Art. 86 A Zona de Preservação Ambiental (ZPA) corresponde a uma área de propriedade e uso do 
Exército, caracterizada pela baixíssima densidade populacional e construtiva, sem urbanização, com 
vegetação significativa e espécimes endêmicas do bioma caatinga, constituindo-se num entrave à 
expansão da malha urbana, cujo entorno é ocupado por loteamentos e habitações de mercado popular, 
e de estrito interesse do Município. 
§ 1º O território da ZPA, de que trata o caput deste artigo, é prioritariamente propício à utilização dos 
instrumentos da política urbana e ambiental aplicáveis, com fins de: 
I - Criação de unidades de conservação ou proteção ambiental; 
II - Criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes; 
III - Implantação de equipamentos urbanos e comunitários afins; 
§ 2º Para efetivar a utilização do território da ZPA e integrá-lo à malha urbana, deverão ser adotadas, 
sucessivamente, as seguintes medidas: 
I - Gestões municipais no sentido de pactuar com a União as providências para a disponibilização do 
território e sua urbanização; 
II - Elaboração de estudo de impacto ambiental; 
III - Delimitação de áreas para instituição de espaços públicos de lazer e áreas verdes, e de 
preservação ambiental, com igual proporcionalidade entre elas; 
IV - O disposto no inciso III deverá ser regulamentado através de lei específica e com a participação 
da sociedade através dos Conselhos Municipal da Cidade e do Meio Ambiente e Fóruns pertinentes. 
§ 3º As condições de uso e ocupação do solo, inclusive as mudanças de uso, ficarãosujeitas à análise 
especial dos órgãos municipais competentes, devendo respeitar os parâmetros urbanísticos dispostos 
nesta Lei. 
 
 
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. 36 
Art. 87 A Zona de Interesse ao Desenvolvimento Urbano 1 (ZIDU1) corresponde a uma área com uso 
industrial instalado, com potencialidade para expansão da urbanização e para instalação de atividades 
impulsionadoras do turismo, inclusive fluvial, constituindo-se de estrito interesse do Município para 
implantação de projetos estruturadores, tais como a via de integração à Rota da Uva e do Vinho e a 
Sobradinho/Bahia. 
§ 1º O território da ZIDU1 é prioritariamente propício à utilização dos instrumentos da política urbana 
aplicáveis. 
§ 2º As condições de uso e ocupação do solo, inclusive as mudanças de uso, ficarão sujeitas à análise 
especial dos órgãos municipais competentes, devendo respeitar os parâmetros urbanísticos dispostos 
nesta Lei. 
 
Art. 88 A Zona de Interesse ao Desenvolvimento Urbano 2 (ZIDU2) corresponde a uma área com usos 
institucionais e públicos instalados, com potencialidade para atividades e equipamentos sócio - culturais 
de abrangência urbano-regional, desde que respeitadas as faixas de domínio rodoviário e ferroviário, bem 
dotada de infraestrutura e de relevante importância para o sistema viário, constituindo-se de estrito 
interesse do Município para requalificação urbana. 
§ 1º O território da ZIDU2 é propício à utilização dos instrumentos da política urbana aplicáveis, em 
especial das Operações Urbanas Consorciadas. 
§ 2º As condições de uso e ocupação do solo, inclusive as mudanças de uso, ficarão sujeitas à análise 
especial dos órgãos municipais competentes, devendo respeitar os parâmetros urbanísticos dispostos 
nesta Lei. 
 
Art. 89 A Zona Industrial e de Serviços (ZIS) corresponde ao Distrito Industrial, é destinada 
exclusivamente ao uso industrial e suas atividades de apoio, ao comércio atacadista e aos grandes 
equipamentos de serviços, e sua ocupação fica sujeita às normas urbanísticas desta Lei e daquelas 
ditadas pela Agência de Desenvolvimento de Pernambuco - AD-DIPER, bem como às disposições legais 
instituídas pela União, pelo Estado e pelo Município sobre a matéria. 
 
Art. 90 A Zona Portuária (ZP) corresponde à área do Porto Fluvial de Petrolina e futura expansão, é 
destinada exclusivamente às suas instalações e atividades de apoio, e sua ocupação fica sujeita às 
disposições relativas à atividade portuária instituídas pela União e pelo Estado. 
 
Capítulo III 
DAS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL 
 
Art. 91 As Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS são áreas ocupadas por população de baixa 
renda, constituídas por assentamentos espontâneos, loteamentos irregulares, loteamentos clandestinos, 
empreendimentos habitacionais de interesse social, imóveis com solo urbano não edificado, subutilizado 
ou não utilizado localizados em áreas dotadas de infraestrutura urbana, considerados de interesse público 
para fins de habitação de interesse social e de regularização urbanística e fundiária. 
 
Art. 92 Serão identificadas áreas prioritárias para transformação em Zonas Especiais de Interesse 
Social - ZEIS, preferencialmente no território da ZR4, posterior a este Plano Diretor, que serão aprovadas 
pelo Conselho Municipal da Cidade, e regulamentada através de lei específica. 
Parágrafo Único - Os limites das zonas definidas no caput deste artigo serão estabelecidos na 
legislação específica. 
 
Art. 93 Na ZR4, as áreas que forem desapropriadas pelo instrumento de desapropriação compulsória, 
para fins de moradia popular deverão ser transformadas em ZEIS. 
 
Art. 94 A instituição das Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS, deve atender às seguintes 
diretrizes: 
I - Utilização para Habitação de Interesse Social; 
II - Melhoria das condições urbanísticas; 
III - Integração à estrutura da cidade legal, com introdução de serviços e infraestrutura urbana; 
IV - Participação direta dos moradores para definir investimentos prioritários na urbanização; 
V - Garantia de não remoção da população, salvo casos especiais; 
VI - Implantação de mecanismos de proteção contra as ações especulativas, através do 
estabelecimento de lotes com dimensões limitadas e da proibição do remembramento; 
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. 37 
VII - Regularização do pagamento de impostos e taxas públicas; 
VIII - Regularização jurídica através dos instrumentos do usucapião especial de imóvel urbano, 
concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão do direito real de uso; 
 
Art. 95 Podem ser instituídas como Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS, as seguintes áreas: 
I - Loteamentos irregulares e agrupamentos irregulares onde existe interesse público em promover a 
regularização fundiária do parcelamento, complementação da infraestrutura e recuperação ambiental; 
II - Terrenos não edificados para implantar programas de habitação de interesse social. 
 
Art. 96 O planejamento e a regularização urbanística das ZEIS deverão ser efetuados através de um 
plano de urbanização específico, com objetivo de implantar um padrão urbanístico próprio e adequado às 
especificidades de cada local, e que deve conter, no mínimo: 
I - Levantamento e diagnóstico da área; 
II - Projetos e intervenções urbanísticas necessárias à recuperação física e ambiental da área; 
III - Definição do parcelamento, condições de uso do solo e parâmetros urbanísticos; 
IV - Delimitação de áreas "non aedificandi", quando pertinente; 
V - Ações específicas de relocações, mutirões e outras iniciativas necessárias; 
VI - Formas de participação da população; 
VII - Formas de integração dos diversos setores do poder público envolvidos; 
VIII - Fontes de recursos; 
IX - Plano de ação social. 
 
Art. 97 As áreas de preservação ambiental, as destinadas a usos públicos imprescindíveis, as que 
ofereçam situações de risco ou ainda as "non aedificandi" são consideradas inviáveis para implantação 
de programas habitacionais, para a regularização urbanística e jurídico-fundiária e instituição de ZEIS. 
 
Capítulo IV 
DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO 
SEÇÃO I 
DOS USOS E ATIVIDADES URBANAS 
 
Art. 98 Para os fins desta Lei, os usos urbanos classificam-se nas seguintes categorias: 
I - Uso habitacional; 
II - Uso não habitacional; 
III - Uso misto. 
§ 1º Considera-se habitacional o uso destinado à moradia, nas seguintes tipologias: 
I - Habitacional unifamiliar, cuja edificação é destinada a uma família; 
II - Habitacional multifamiliar, cuja edificação é destinada a mais de uma família, podendo ser um 
edifício vertical, um conjunto habitacional de vários edifícios verticais ou um conjunto habitacional com 
várias habitações unifamiliares, justapostas ou não, apart-hotéis, flats e congêneres. 
§ 2º Considera-se não habitacional o uso destinado ao exercício de atividades urbanas, comerciais, 
de serviços, industriais e outras. 
§ 3º Considera-se uso misto aquele constituído de mais de um uso (habitacional e não habitacional) 
ou mais de uma atividade urbana (não habitacional e habitacional) dentro do mesmo lote. 
 
Art. 99 Todos os usos poderão instalar-se na área urbana do Município de Petrolina, desde que 
obedeçam às restrições de localização definidas nesta Lei, aos parâmetros urbanísticos fixados para cada 
zona e às demais normas urbanísticas aplicáveis. 
 
Art. 100 São considerados usos geradores de ruído ou incômodo à vizinhança aqueles potencialmente 
geradores de tráfego, poluição sonora, poluição atmosférica e aqueles que envolvem riscos sanitários e 
de segurança, segundo a lei Municipal 1164/2002, destinados às seguintes atividades urbanas: 
I - Comércio varejista e atacadista: 
a) Shopping center, lojas de departamento, hipermercados e similares; 
b) Revendas de veículos e acessórios com oficinas e/ou serviços de instalação de som; 
c) Lojas de material de construção inacabado (areia, tijolos e similares); 
d) Comércio,manuseio e estocagem de produtos químicos, inflamáveis, explosivos, armas, munições, 
fogos de artifício, gás GLP e similares; 
II - Serviços de reparação e manutenção: 
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. 38 
a) Oficinas de veículos, máquinas, motores e similares; 
b) Serviços de lanternagem, borracharia, pintura, solda e similares; 
c) Lavagem e lubrificação de veículos, lava-jatos e similares; 
d) Postos de abastecimento de combustíveis. 
III - Serviços de diversão e afluência de público: 
a) Cinemas, teatros, auditórios, estúdios de TV ou rádio e similares; 
b) Clubes recreativos, esportivos, parques de diversão, e outros estabelecimentos de entretenimento 
em geral; 
c) Bares, boates, casas de shows, restaurantes, pizzarias, churrascarias, estabelecimentos com 
música ao vivo e similares. 
IV - Grandes equipamentos: 
a) Centrais de cargas e de abastecimento, transportadoras e similares; 
b) Estações de tratamento de água, de esgoto, de energia elétrica e similares; 
c) Terminais de transportes rodoviários, ferroviários, aeroviários e similares; 
d) Garagens de veículos de transportes de passageiros; 
e) Hospitais, necrotérios, cemitérios e similares; 
f) Presídios e similares; 
g) Quartéis, corpo de bombeiros e instalações militares; 
h) Aterros sanitários e usinas de reciclagem de resíduos sólidos; 
i) Estádios esportivos, autódromos, hipódromos e similares; 
j) Jardim zoológico, jardim botânico e similares. l) Indústrias inócuas e toleráveis: 
m) Indústrias de pequeno porte, cujo funcionamento resulta em níveis de incomodidade toleráveis à 
vizinhança, não se constituem em ameaça à saúde e não apresentam perigo de vida para a população 
do entorno; 
n) Indústrias de pequeno porte de confecção de roupas, acessórios do vestuário, bijuterias, 
ourivesarias, calçados, e similares. 
V - Indústrias Incômodas e/ou poluentes: 
a) Toda e qualquer fabricação ou serviço que utilize máquinas, ferramentas e equipamentos de força 
motriz, rotativos, ar comprimido, vapores e geradores de ruídos, trepidações e similares; 
b) Toda e qualquer fabricação ou serviço que gere aerodispersóides, gases, vapores, odores, fuligem, 
resíduos sólidos ou líquidos. 
c) Indústrias de produtos minerais, químicos, têxteis, de borracha, de papel e celulose, de bebidas, de 
alimentos, de abate e frigorificação, de explosivos, de inflamáveis, metalúrgicas, madeireiras, de artefatos 
de pedras, gesso, cimento, vidro, cerâmica, e similares que gerem os poluentes especificados nas alíneas 
anteriores. 
d) Indústrias de pequeno porte de preparo de alimentos, de padaria, confeitaria e similares. 
e) Indústrias de pequeno porte de fabricação de móveis de madeira, vime, junco, artigos de 
marcenaria, estofados e similares. 
§ 1º Os usos e atividades citados no caput deverão atender às restrições quanto aos afastamentos, 
definidas na Seção II deste Capítulo. 
§ 2º Alguns dos usos e atividades citados nos incisos I, II, III, IV, V e VI são Empreendimentos de 
Impacto, ficando portanto sujeitos, cumulativamente, às exigências do Estudo de Impacto de Vizinhança, 
definidas na Seção VIII do Capítulo V deste Título. 
§ 3º Os usos e atividades citados nos incisos I, II, III, e V não poderão se instalar nas vias locais e 
secundárias do sistema viário na ZAM, nas Zonas Residenciais, ZR1, ZR2, ZR3, ZR4, na ZPH nem na 
ZPA, nem nos locais de vizinhança predominantemente residencial. 
§ 4º Os usos e atividades citados no inciso IV não serão permitidos nas zonas ZAM, ZR1, ZR2, ZPH e 
ZPA. 
§ 5º Os usos e atividades citados no inciso VI serão permitidos apenas na ZIS. 
§ 6º Para aprovação, os usos e atividades citados nos incisos I, II, III, IV e V deverão ter seus projetos 
submetidos a uma análise especial prévia, por parte dos órgãos competentes do município, que 
verificarão a localização e a vizinhança do entorno, para opinar quanto à possibilidade de instalação no 
local pretendido. 
 
Art. 101 Os usos citados no art. 100 deverão dotar as suas instalações de equipamentos, materiais, 
isolamento acústico e outras providências cabíveis para evitar transtornos e incomodidade à vizinhança. 
§ 1º A liberação do alvará de funcionamento fica condicionada à comprovação das medidas citadas no 
caput, perante os órgãos competentes do município. 
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§ 2º Os usos e atividades em funcionamento deverão, no prazo de 06 (seis) meses a contar da 
publicação desta Lei, adaptar as suas instalações para sanar os transtornos causados à vizinhança, 
especialmente aos vizinhos residenciais. 
 
Art. 102 São considerados Empreendimentos de Impacto aqueles usos e atividades que podem causar 
impacto ou alteração no ambiente natural ou construído, sobrecarga na capacidade de atendimento da 
infraestrutura básica, ou ter repercussão ambiental significativa, quer sejam construções públicas ou 
privadas, habitacionais, não-habitacionais ou mistas. 
Parágrafo Único - A classificação como Empreendimento de Impacto e a obrigação de apresentar o 
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) estão definidas na Seção VIII do Capítulo VI deste Título. 
 
Art. 103 Com o objetivo de disciplinar as interferências no tráfego, os usos e atividades urbanas 
deverão dispor de vagas de estacionamento de veículos, internas ao lote ou ao empreendimento, 
conforme as seguintes exigências mínimas: 
I - Uso habitacional - 1 (uma) vaga de estacionamento para cada 150 m² (cento e cinqüenta metros 
quadrados), considerando-se a área da unidade habitacional. 
II - Uso não habitacional, limitados a Centros Empresariais, Galerias, Shopping Centers, Hotéis, 
Centros Médicos, Bancos e Escolas: 
a) Construções de até 500 m² (quinhentos metros quadrados) - 1 (uma) vaga de estacionamento para 
cada 100 m² (cem metros quadrados), considerando-se a área total de construção. 
b) Construções com mais de 500 m² (quinhentos metros quadrados) - 1 (uma) vaga de estacionamento 
para cada 100 m² (cem metros quadrados) ou fração, considerando-se a área total de construção. 
III - Uso misto - Somatório das exigências para cada uso, proporcionalmente. 
§ 1º Para efeito do disposto no inciso II, não serão computadas as áreas de estacionamento coberto e 
as áreas destinadas ao abrigo de frota de veículos. 
§ 2º Deverá ser previsto local para carga e descarga de mercadorias, quando houver demanda em 
função do uso ou atividade urbana. 
 
SEÇÃO II 
DOS PARÂMETROS URBANÍSTICOS 
 
Art. 104 As condições de aproveitamento e ocupação dos terrenos ficam definidas, em função das 
diversas Zonas, conforme os seguintes parâmetros urbanísticos reguladores do uso e da ocupação do 
solo urbano: 
I - Coeficiente de Aproveitamento (CA); 
II - Taxa de Ocupação (TO); 
III - Taxa de Solo Natural (TSN); 
IV - Afastamento Frontal (AF), Afastamentos Laterais e de Fundos (ALF). 
 
Art. 105 Coeficiente de Aproveitamento é o índice que, multiplicado pela área do terreno, resulta na 
área máxima de construção permitida em cada zona da cidade, estabelecendo o total de metros 
quadrados que podem ser construídos nesse terreno. 
 
Art. 106 Para efeito desta Lei e da aplicação dos instrumentos de política urbana, ficam estabelecidos 
os seguintes coeficientes de aproveitamento: 
I - Coeficiente de Aproveitamento (CA) Mínimo: determina a área mínima de construção para aferir a 
efetiva utilização do imóvel, abaixo da qual se estabelecem as condições de aplicação dos instrumentos 
urbanísticos do parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, do IPTU progressivo no tempo e da 
desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública; 
II - Coeficiente de Aproveitamento Básico: é o índice que determina a área de construção permitida 
para cada zona da área urbana, em função da área do terreno; 
III - Coeficiente de Aproveitamento Máximo: é o índice que determina a área máxima de construção 
permitida em cada zona da área urbana, sendo o resultado do somatório entre o coeficiente básico eo 
acréscimo de áreas de construção obtidas a partir da transferência do direito de construir e/ou da outorga 
onerosa. 
Parágrafo Único - Os coeficientes de aproveitamento permitidos para as Zonas estabelecidas nesta 
Lei, estão definidos na tabela do Anexo II desta Lei. 
 
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Art. 107 O cálculo da área total de construção permitida pelo Coeficiente de Aproveitamento computará 
todos os pavimentos e áreas cobertas da edificação, com todos os elementos e compartimentos que a 
compõem. 
Parágrafo Único - Nas edificações de uso habitacional multifamiliar, para efeito da área de construção 
permitida pelo Coeficiente de Aproveitamento, não serão computadas as seguintes áreas: 
I - As áreas destinadas à casa de máquinas de elevadores e reservatórios de água elevados, e 
escadarias; 
II - As áreas de uso comum destinadas a estacionamento e lazer condominial. 
 
Art. 108 A Taxa de Ocupação (TO) indica a área máxima de ocupação do terreno e é definida pelo 
percentual expresso pela relação entre a área de projeção da edificação, ou edificações, sobre o plano 
horizontal, e a área do lote ou terreno. 
§ 1º Nas edificações que apresentem pavimentos com taxas de ocupação diferenciadas, a Taxa de 
Ocupação máxima permitida se refere à projeção do pavimento que apresentar maior área de projeção 
sobre o plano horizontal, devendo ser considerados inclusive os pavimentos destinados a 
estacionamento. 
§ 2º Para efeito da aferição da Taxa de Ocupação máxima serão considerados todos os pavimentos 
da edificação, com exceção dos beirais da cobertura desde que não ultrapassem 2,00m (dois metros) de 
extensão horizontal. 
§ 3º Os percentuais máximos de Taxa de Ocupação (TO) permitidos para cada Zona estabelecida 
nesta Lei, estão definidos na tabela do Anexo II desta Lei. 
 
Art. 109 A Taxa de Solo Natural (TSN) é o percentual mínimo da área do terreno a ser mantida nas 
suas condições naturais, sem impermeabilização ou pisos, tratada com vegetação, e variável por Zona. 
Parágrafo Único - Os percentuais mínimos de Taxa de Solo Natural (TSN) exigidos para cada Zona 
estabelecida nesta Lei, estão definidos na tabela do Anexo II desta Lei. 
 
Art. 110 Os Afastamentos representam as distâncias que devem ser mantidas entre a edificação e as 
linhas divisórias do terreno, constituindo-se em afastamentos frontal, lateral e de fundos. 
§ 1º Os afastamentos frontal, lateral e de fundos serão medidos segundo uma perpendicular à linha 
divisória, traçada a partir do ponto médio de cada segmento da linha poligonal definida pela projeção da 
edificação no plano horizontal. 
§ 2º Nenhum ponto das linhas poligonais que formam a projeção da edificação poderá estar situado a 
uma distância menor que o afastamento mínimo exigido. 
 
Art. 111 Os Afastamentos frontal, lateral e de fundos serão definidos em função do tipo de uso da 
edificação e do número de pavimentos, observados os critérios dispostos nesta Lei e a tabela constante 
do Anexo II desta Lei. 
 
Art. 112 As edificações com até 2 (dois) pavimentos, destinadas aos usos habitacional, unifamiliar e 
multifamiliar, usos não habitacionais e mistos, deverão apresentar os seguintes afastamentos: 
I - Nas Zonas ZAM, ZR1, ZR2, ZR3, ZPH e ZIS, deverão ser mantidos o afastamento frontal mínimo 
de 3,00m (três metros) e afastamentos laterais e de fundos mínimos de 1,50m (um metro e cinqüenta 
centímetros). 
II - Na Zona ZR4 e nas ZEIS a serem definidas, deverão ser mantidos o afastamento frontal mínimo 
de 2,00m (dois metros) e afastamentos laterais e de fundos mínimos de 1,50m (um metro e cinqüenta 
centímetros). 
III - Nas Zonas ZIDU1 e ZIDU2, deverão ser mantidos o afastamento frontal mínimo de 5,00m (cinco 
metros) e afastamentos laterais e de fundos mínimos de 3,00m (três metros). 
§ 1º As edificações dispostas no caput poderão colar em duas das divisas laterais e/ou de fundos, 
obedecendo às seguintes condições: 
I - Quando colarem em 02 (duas) divisas laterais, deverão manter um afastamento mínimo de 3,00m 
(três metros) para a divisa de fundos; 
II - Quando colarem em uma divisa lateral e uma divisa de fundos, deverão manter um afastamento 
mínimo de 1,50m (um metro e cinquenta centímetros) para a outra divisa lateral; 
III - A altura total das edificações coladas nas divisas laterais e/ou de fundos não poderá exceder à 
cota de 7,00m (sete metros) medida a partir do nível do meio-fio. 
IV - Em qualquer das hipóteses, deverá ser respeitado o limite máximo da Taxa de Ocupação definida 
para a Zona. 
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§ 2º Os usos geradores de ruído ou incômodo à vizinhança não poderão colar em nenhuma das divisas. 
 
Art. 113 As edificações com mais de 02 (dois) e até 04 (quatro) pavimentos, destinadas exclusivamente 
ao uso habitacional, unifamiliar e multifamiliar, deverão apresentar o afastamento frontal mínimo de 5,00m 
(cinco metros) e afastamentos laterais e de fundos mínimos de 2,00m (dois metros), em todas as Zonas 
da área urbana. 
§ 1º As edificações dispostas no caput não poderão colar nas divisas laterais nem na divisa de fundos. 
§ 2º Deverá ser respeitado o limite máximo da Taxa de Ocupação definida para a Zona. 
 
Art. 114 As edificações destinadas aos usos habitacional multifamiliar com mais de 04 (quatro) 
pavimentos e as edificações destinadas aos usos não habitacionais e mistos com mais de 02 (dois) 
pavimentos, deverão apresentar, em todas as Zonas da área urbana, os seguintes afastamentos: 
I - Afastamentos Iniciais: afastamento frontal inicial (AFI) de 5,00m (cinco metros) e afastamentos 
laterais e de fundos iniciais (ALFI) de 2,00m (dois metros). 
II - Afastamentos Resultantes, aplicáveis a todas as partes da edificação e progressivos em função do 
número de pavimentos, que serão calculados de acordo com as seguintes fórmulas: 
a) AFR = AFI + (n-4) x 0,20 
b) ALFR = ALFI + (n-4) x 0,20 
III - Para efeito das fórmulas do inciso anterior, considera-se: 
a) n = número de pavimentos tipo da edificação b) AFR = Afastamento Frontal Resultante 
c) ALFR = Afastamento Lateral e de Fundos Resultante d) AFI = Afastamento Frontal Inicial 
e) ALFI = Afastamento Lateral e de Fundos Inicial 
§ 1º As edificações dispostas no caput poderão colar os dois primeiros pavimentos em duas das divisas 
laterais e/ou de fundos, desde que obedeçam às seguintes condições: 
I - Quando colarem em 02 (duas) divisas laterais, deverão manter um afastamento mínimo de 2,00m 
(dois metros) para a divisa de fundos; 
II - Quando colarem em uma divisa lateral e uma divisa de fundos, deverão manter um afastamento 
mínimo de 2,00m (dois metros) para a outra divisa lateral; 
III - A altura total das edificações coladas nas divisas laterais e/ou de fundos não poderá exceder à 
cota de 7,00m (sete metros) medida a partir do nível do meio-fio. 
IV - Em qualquer das hipóteses, deverá ser respeitado o limite máximo da Taxa de Ocupação definida 
para a Zona. 
§ 2º Os usos geradores de ruído ou incômodo à vizinhança não poderão colar em nenhuma das divisas. 
 
Art. 115 Em qualquer das hipóteses previstas nesta Lei, no caso de existir qualquer tipo de abertura 
nas fachadas das edificações, deverá ser mantido o afastamento mínimo de 1,50m (um metro e cinqüenta 
centímetros) para as divisas laterais e/ou de fundos. 
Parágrafo Único - Em paredes levantadas sobre a divisa do lote, não poderá haver abertura voltada 
para o outro lote. 
 
Art. 116 Nos conjuntos de valor histórico situados na Zona ZPH, as edificações com até 02 (dois) 
pavimentos poderão adotar o afastamento frontal dominante na testada da quadra, desde que 
apresentem estudo específico elaborado para o local. 
Parágrafo Único - Para aprovação, o estudo específico e a proposta de afastamento frontal conforme 
alinhamento dominante, citados no caput, deverão ser submetidos a uma análise especial por parte dos 
órgãos municipais responsáveis. 
 
Art. 117 Nas edificaçõesconstruídas antes da vigência desta Lei, serão permitidas obras de reforma, 
reconstrução parcial, acréscimos ou consertos, desde que sejam observadas as condições estabelecidas 
nesta Lei. 
§ 1º As reformas com mudança de uso e/ou acréscimo de área construída, entendidas como aquelas 
onde poderá haver alteração do perímetro, da área ou da volumetria da edificação existente, resultando 
em acréscimo de área, deverão atender aos seguintes requisitos: 
I - Respeitar o Coeficiente de Aproveitamento e a Taxa de Ocupação definidos para a Zona onde se 
situa, nos termos desta Lei; 
II - Atender às exigências de afastamentos para as divisas, sendo facultado manter o alinhamento da 
edificação original aonde os afastamentos exigidos nesta Lei forem superiores aos existentes. 
III - Atender às exigências de Taxa de Solo Natural e de vagas de estacionamento de veículos, 
conforme a Zona onde se situa e o uso pretendido, respectivamente. 
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§ 2º As reformas que não apresentem mudança de uso nem acréscimo de área construída, entendidas 
como aquelas onde poderá haver alteração do perímetro, da área ou da volumetria da edificação 
existente, sem implicar em acréscimo de área, deverão atender aos seguintes requisitos: 
I - Manter o Coeficiente de Aproveitamento e a Taxa de Ocupação existentes antes da reforma, ficando 
dispensado de apresentar Taxa de Solo Natural; 
II - Atender às exigências de afastamentos para as divisas, sendo facultado manter o alinhamento da 
edificação original aonde os afastamentos exigidos nesta Lei forem superiores aos existentes. 
III - Manter o número de vagas de estacionamento de veículos existentes antes da reforma; 
§ 3º A prerrogativa de manter os parâmetros urbanísticos existentes nas edificações a serem 
reformadas só será concedida às construções devidamente legalizadas perante os órgãos competentes 
do município, que poderão vistoriar a edificação para efeito de verificar a regularidade das mesmas. 
 
Capítulo V 
DA LEGISLAÇÃO URBANÍSTICA 
SEÇÃO I 
DO PARCELAMENTO DO SOLO 
 
Art. 118 O parcelamento do solo e as demais modificações da propriedade urbana serão regidos por 
lei específica, que deverá obedecer às diretrizes estabelecidas nesta Lei e em consonância com a 
estrutura fundiária da área urbana do Município de Petrolina. 
Parágrafo Único - O Poder Executivo, no prazo de 12 (doze) meses a contar da vigência desta Lei, 
deverá promover a revisão da Lei Municipal nº 08/1983, que trata do parcelamento do solo. 
 
Art. 119 A lei específica de Parcelamento do Solo tem por objetivo ordenar as funções da cidade 
relativas a habitação, trabalho, lazer e circulação, mediante as seguintes diretrizes: 
I - Garantia da função social da cidade e da propriedade urbana; 
II - Preservação do meio-ambiente e do equilíbrio ecológico; 
III - A adequação ao sistema de circulação e de transportes; 
IV - Garantia das condições de acessibilidade para todos; 
 
Art. 120 A Lei de Parcelamento do Solo deverá atender, no que couber, às condições exigíveis pela 
legislação federal e estadual, inclusive as normas legais e regulamentares de natureza civil e penal. 
Parágrafo Único - Respeitadas as legislações federal e estadual pertinentes, a lei de Parcelamento do 
Solo definirá as áreas consideradas "non aedificandi". 
 
Art. 121 A frente e as dimensões mínimas dos lotes deverão ser definidas na lei específica de 
Parcelamento do Solo, respeitadas as seguintes condições: 
I - Os lotes deverão ter área mínima de 200,00 metros quadrados (duzentos metros quadrados) e 
testada mínima de 10,00 metros (dez metros), salvo nos casos de urbanização de interesse social, em 
que serão permitidas condições especiais definidas pelo Conselho Municipal da Cidade. 
II - Os lotes de esquina deverão ter sua medida frontal acrescidas de 20% (vinte por cento). 
 
Art. 122 Todo o projeto de loteamento deverá destinar, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) da 
área do terreno para as áreas públicas, na forma a ser estabelecida na Lei de Parcelamento do Solo. 
 
Art. 123 A Lei de Parcelamento do Solo disciplinará as condições de apresentação dos projetos de 
parcelamento, em qualquer das suas modalidades, estabelecendo os requisitos indispensáveis à 
elaboração dos mesmos, assim como os procedimentos técnicos e administrativos necessários, de 
acordo com as diretrizes dos órgãos competentes do Município. 
Parágrafo Único - A aprovação dos projetos de loteamento fica condicionada à apresentação dos 
projetos e demais documentos previstos na legislação e ainda dos projetos específicos de micro- 
drenagem e estudo de impacto ambiental considerando a convivência com o semi-árido. 
 
Art. 124 Será de exclusiva responsabilidade do parcelador a instalação de redes internas de 
abastecimento de água, energia elétrica, na forma estabelecida pela ANEEL, redes de drenagem pluvial 
interna, quando necessária pela topografia do terreno, rede interna de esgotos sanitários, quando 
determinado pelo CPRH, cascalhamento de ruas, demarcação de lotes, meio-fio para demarcação de 
quadras e logradouros, constantes dos projetos aprovados e que serão fiscalizados pelos órgãos 
competentes do Município. 
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Art. 125 As glebas localizadas à margem do rio que venham a ser objeto de parcelamento do solo, 
devem ser loteadas e convenientemente dotadas de via para acesso público à beira-rio, quando se 
verifique a necessidade de travessia para localidades previamente existentes, nos termos da legislação 
municipal, estadual e federal. 
§ 1º No parcelamento do solo, cujas glebas margeiem o rio, deverá ser reservada uma faixa "non 
aedificandi" de 100,00 metros (cem metros) de largura na beira-rio, com espécies nativas e estudo de 
impacto ambiental. 
§ 2º Na Lei de Parcelamento do Solo, deverão ser estabelecidas condições urbanísticas diferenciadas 
para o parcelamento do solo e construções em loteamentos à beira-rio, observando o que determina a 
Lei Federal nº 4.771/65 (Código Florestal) e resoluções pertinentes dos órgãos de meio-ambiente. 
 
Art. 126 O Poder Executivo Municipal deverá atuar para fiscalizar e garantir as áreas públicas, 
conforme aprovadas nos projetos de parcelamento do solo, inclusive dos equipamentos urbanos e 
comunitários, assegurando a sua finalidade pública. 
§ 1º Os usos e equipamentos a serem implantados nas áreas públicas destinadas ao uso comunitário 
deverão ser definidos através de consulta formal à população do entorno, ficando vedada a doação de 
áreas sem aplicação deste procedimento. 
§ 2º A doação de áreas nas quadras comunitárias dos loteamentos só poderá ser efetuada após o 
levantamento da demanda local de equipamentos de uso comum. 
§ 3º O Poder Executivo Municipal deverá, no prazo de 120 (cento e vinte) dias após a vigência desta 
Lei, regulamentar os procedimentos da consulta citada no parágrafo anterior. 
 
Art. 127 A Lei de Parcelamento do Solo definirá as infrações e as penalidades pelo descumprimento 
das normas legais e regulamentares pertinentes à repartição do solo no Município do Petrolina. 
 
SEÇÃO II 
DAS LEIS URBANÍSTICAS COMPLEMENTARES 
 
Art. 128 O Poder Executivo, no prazo de até 24 (vinte e quatro) meses a contar da vigência desta Lei, 
deverá promover a elaboração e revisão das leis urbanísticas que tratam do controle do uso e ocupação 
do solo, das obras e posturas e do patrimônio cultural, com a participação da sociedade através dos 
Conselhos pertinentes. 
Parágrafo Único - A legislação de que trata o caput deverá estar em consonância com os princípios, 
diretrizes e parâmetros urbanísticos de uso e ocupação do solo definidos nesta Lei. 
 
Art. 129 A legislação urbanística complementar terá por objetivo o ordenamento das atividades e 
serviços no Município, o estabelecimento dos requisitos para as obras e instalações, dos procedimentos 
para licenciamento e das penalidades, e deverá dispor,notadamente, sobre as seguintes ações: 
I - Disciplinar o uso e ocupação dos logradouros públicos; 
II - Estabelecer critérios de organização de eventos, atividades econômicas e/ou sociais, temporárias 
ou permanentes, em espaços públicos; 
III - Disciplinar a realização de eventos e o uso de veículos de comunicação, visando a preservação 
da paisagem urbana e o controle da poluição visual e sonora; 
IV - Disciplinar a instalação dos usos potencialmente geradores de incômodo à vizinhança, em especial 
postos de gasolina, bares e outros estabelecimentos congêneres causadores de poluição sonora; 
V - Disciplinar as medidas de proteção e preservação do patrimônio histórico-cultural e natural; 
VI - Disciplinar a implantação de pontos de embarque e desembarque de passageiros de transporte 
público, considerando as necessidades de abrigo e elementos facilitadores às pessoas com deficiências 
ou necessidades especiais; 
VII - Disciplinar a construção de calçadas permitindo acessibilidade para todos, de acordo com as 
normas técnicas pertinentes; 
VIII - Atualizar e incorporar as normas relativas à inspeção e fiscalização sanitária, à proteção ao meio 
ambiente e à limpeza urbana; 
IX - Regular e estabelecer penalidades para o (a) proprietário (a) de animais soltos nas ruas; 
X - Disciplinar as normas de funcionamento para as diversas atividades de comércio, indústria e 
prestação de serviços; 
XI - Definir normas e condições para as obras em geral, compartimentos das edificações, instalações 
prediais, ventilação e iluminação dos ambientes; 
 
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Art. 130 O Poder Executivo deverá operacionalizar os órgãos municipais de forma a melhor exigir e 
fazer cumprir a legislação urbanística vigente nas três esferas públicas, em prol do bem-estar de toda a 
sociedade, especialmente nas seguintes questões: 
I - Fiscalização das construções irregulares, exigindo o licenciamento prévio; 
II - Fiscalização da poluição sonora, aparelhando os órgãos competentes com equipamentos 
adequados, tais como decibelímetros, e medidas coercitivas para sanar os incômodos; 
III - Fiscalizar o cumprimento das prerrogativas do código municipal do meio ambiente (lei municipal nº 
1.199/2002), código sanitário e demais leis pertinentes, para controle da poluição das águas, do ar e do 
solo, da emissão de ruídos e da poluição visual, inclusive com a aplicação das penalidades previstas. 
 
Art. 131 O Poder Executivo deverá incentivar a valorização, a proteção, a conservação e a preservação 
do patrimônio histórico, artístico, cultural e imaterial, através de legislação específica que contemple as 
seguintes diretrizes: 
I - Elaboração e aprofundamento dos estudos e inventários acerca do patrimônio cultural do município, 
abrangendo o patrimônio edificado, bens móveis e patrimônio imaterial. 
II - Preservação das características originais dos imóveis de relevância histórica, arquitetônica e 
cultural, inclusive estabelecendo normas e critérios de intervenção; 
III - Preservação da ambiência urbana dos conjuntos de valor histórico edificado e do seu entorno, 
através de normas de uso e ocupação do solo; 
IV - Proposição de instrumentos de preservação, tais como o tombamento municipal. 
 
Capítulo VI 
DOS INSTRUMENTOS DE POLÍTICA URBANA 
SEÇÃO I 
DO PARCELAMENTO, EDIFICAÇÃO OU UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIOS; DO IPTU PROGRESSIVO 
NO TEMPO; DA DESAPROPRIAÇÃO COM PAGAMENTO EM TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA 
 
Art. 132 São sucessivamente passíveis de parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, da 
incidência de imposto predial e territorial urbano progressivo no tempo e da desapropriação com 
pagamento mediante títulos da dívida pública os imóveis urbanos não edificados, subutilizados ou não 
utilizados, de modo a fazer cumprir a função social da propriedade, priorizando o adensamento 
populacional para melhor aproveitamento da infraestrutura, dos equipamentos sociais e dos serviços 
públicos existentes, mediante lei específica. 
§ 1º O parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, o imposto predial e territorial urbano 
progressivo no tempo e a desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública poderão 
incidir nas zonas ZR1, ZR2, ZR3 e ZPH. 
§ 2º O projeto de lei que regulamentará o parcelamento, a edificação ou utilização compulsórios, o 
IPTU progressivo no tempo, e a desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública deverá 
ser elaborado no prazo de até 01 (um) ano, contado a partir da vigência da presente lei. 
§ 3º Será facultado aos proprietários dos imóveis de que trata este artigo propor ao Poder Executivo 
municipal o estabelecimento de consórcio imobiliário, nos termos do art. 46 da Lei Federal nº 10.257/2001 
- Estatuto da Cidade. 
 
Art. 133 A lei municipal específica, citada no artigo anterior, determinará o parcelamento, a edificação 
ou a utilização compulsórios do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as 
condições e os prazos para implementação da referida obrigação. 
§ 1º Considera-se subutilizado o imóvel cujo coeficiente de aproveitamento seja inferior a 0,20 (zero 
vírgula vinte). 
§ 2º O proprietário será notificado pelo Poder Executivo municipal para cumprimento da obrigação, 
devendo a notificação ser averbada no cartório de registro de imóveis. 
§ 3º A notificação far-se-á: 
I - Por funcionário do órgão competente do Poder Executivo municipal, ao proprietário do imóvel ou, 
no caso de este ser pessoa jurídica, a quem tenha poderes de gerência geral ou administração; 
II - Por edital quando frustrada, por três vezes, a tentativa de notificação na forma prevista pelo inciso 
I. 
§ 4º Os prazos a que se refere o caput não poderão ser inferiores a: 
I - Um ano, a partir da notificação, para que seja protocolado o projeto da edificação ou do 
parcelamento dos imóveis não edificados ou subutilizados, no órgão municipal competente; 
II - Dois anos, a partir da aprovação do projeto, para iniciar as obras do empreendimento. 
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III - Um ano, a partir da notificação, para que os proprietários dos imóveis não utilizados, garantam o 
uso das suas propriedades e o cumprimento da sua função social. 
§ 5º Em empreendimentos de grande porte, em caráter excepcional, a lei municipal específica a que 
se refere o caput poderá prever a conclusão em etapas, assegurando-se que o projeto aprovado 
compreenda o empreendimento como um todo. 
 
Art. 134 A transmissão do imóvel, por ato inter vivos ou causa mortis, posterior à data da notificação, 
transfere as obrigações de parcelamento, edificação ou utilização previstas no art. 133º desta Lei, sem 
interrupção de quaisquer prazos. 
 
Art. 135 Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos na forma do art. 133 desta 
Lei, ou não sendo cumpridas as etapas previstas no § 5º do art. 133 desta Lei, o Município procederá à 
aplicação do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) progressivo no tempo, 
mediante a majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos consecutivos. 
§ 1º O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado na lei específica a que se refere o caput 
do art. 133 desta Lei e não excederá a duas vezes o valor referente ao ano anterior, respeitada a alíquota 
máxima de quinze por cento. 
§ 2º Caso a obrigação de parcelar, edificar ou utilizar não esteja atendida em cinco anos, o Município 
manterá a cobrança pela alíquota máxima, até que se cumpra a referida obrigação, garantida a 
prerrogativa prevista no art. 136 desta Lei. 
§ 3º É vedada a concessão de isenções ou de anistia relativas à tributação progressiva de que trata 
este artigo. 
§ 4º A aplicação da alíquota progressiva de que trata este artigo será suspensa imediatamente, por 
requerimento do contribuinte, a partir da data em que seja iniciado o processo administrativo de 
licenciamento da edificação ou comprovação deutilização, sendo restabelecida em caso de fraude ou 
interrupção, sem prejuízo da apuração da responsabilidade penal e civil do contribuinte. 
 
Art. 136 Decorridos cinco anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o proprietário tenha 
cumprido a obrigação de parcelamento, edificação ou utilização, o Município poderá proceder à 
desapropriação do imóvel, com pagamento em títulos da dívida pública. 
§ 1º Os títulos da dívida pública terão prévia aprovação pelo Senado Federal e serão resgatados no 
prazo de até dez anos, em prestações anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da 
indenização e os juros legais de seis por cento ao ano. 
§ 2º O valor real da indenização: 
I - Refletirá o valor da base de cálculo do IPTU, descontado o montante incorporado em função de 
obras realizadas pelo Poder Público na área onde o mesmo se localiza após a notificação de que trata o 
§ 2º do art. 133 desta Lei; 
II - Não computará expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios. 
§ 3º Os títulos de que trata este artigo não terão poder liberatório para pagamento de tributos. 
§ 4º O Município procederá ao adequado aproveitamento do imóvel no prazo máximo de cinco anos, 
contado a partir da sua incorporação ao patrimônio público. 
§ 5º O aproveitamento do imóvel poderá ser efetivado diretamente pelo Poder Público para fins de 
habitação popular ou equipamentos urbanos, ou por meio de alienação ou concessão a terceiros, 
observando-se, nesses casos, o devido procedimento licitatório. 
§ 6º Ficam mantidas para o adquirente de imóvel nos termos do § 5º as mesmas obrigações de 
parcelamento, edificação ou utilização previstas no art. 133 desta Lei. 
 
SEÇÃO II 
DO USUCAPIÃO ESPECIAL DE IMÓVEL URBANO 
 
Art. 137 O usucapião especial de imóvel urbano poderá ser exercido nos termos dos artigos 9, 10, 11, 
12, 13 e 14 da Lei Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade e conforme disposições contidas na Lei 
Federal nº 10.406/2002 - Código Civil. 
 
Art. 138 Aquele que possuir como sua área ou edificação urbana de até duzentos e cinqüenta metros 
quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua 
família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. 
§ 1º O título de domínio será conferido ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do 
estado civil. 
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§ 2º O direito de que trata este artigo não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. 
§ 3º Para os efeitos deste artigo, o herdeiro legítimo continua, de pleno direito, a posse de seu 
antecessor, desde que já resida no imóvel por ocasião da abertura da sucessão. 
 
Art. 139 As áreas urbanas com mais de duzentos e cinquenta metros quadrados, ocupadas por 
população de baixa renda para sua moradia, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, onde não 
for possível identificar os terrenos ocupados por cada possuidor, são susceptíveis de serem usucapidas 
coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural. 
§ 1º O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua posse à 
de seu antecessor, contanto que ambas sejam contínuas. 
§ 2º A usucapião especial coletiva de imóvel urbano será declarada pelo juiz, mediante sentença, a 
qual servirá de título para registro no cartório de registro de imóveis. 
§ 3º Na sentença, o juiz atribuirá igual fração ideal de terreno a cada possuidor, independentemente 
da dimensão do terreno que cada um ocupe, salvo hipótese de acordo escrito entre os condôminos, 
estabelecendo frações ideais diferenciadas. 
§ 4º O condomínio especial constituído é indivisível, não sendo passível de extinção, salvo deliberação 
favorável tomada por, no mínimo, dois terços dos condôminos, no caso de execução de urbanização 
posterior à constituição do condomínio. 
§ 5º As deliberações relativas à administração do condomínio especial serão tomadas por maioria de 
votos dos condôminos presentes, obrigando também os demais, discordantes ou ausentes. 
 
Art. 140 Na pendência da ação de usucapião especial urbana, ficarão sobrestadas quaisquer outras 
ações, petitórias ou possessórias, que venham a ser propostas relativamente ao imóvel usucapiendo. 
 
Art. 141 São partes legítimas para a propositura da ação de usucapião especial urbana: 
I - O possuidor, isoladamente ou em litisconsórcio originário ou superveniente; 
II - Os possuidores, em estado de composse; 
III - Como substituto processual, a associação de moradores da comunidade, regularmente constituída, 
com personalidade jurídica, desde que explicitamente autorizada pelos representados. 
§ 1º Na ação de usucapião especial urbana é obrigatória a intervenção do Ministério Público. 
§ 2º O autor terá os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita, inclusive perante o cartório 
de registro de imóveis. 
 
Art. 142 A usucapião especial de imóvel urbano poderá ser invocada como matéria de defesa, valendo 
a sentença que a reconhecer como título para registro no cartório de registro de imóveis. 
 
Art. 143 Na ação judicial de usucapião especial de imóvel urbano, o rito processual a ser observado é 
o sumário. 
 
SEÇÃO III 
DA CONCESSÃO DE USO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA E DA CONCESSÃO DE DIREITO 
REAL DE USO 
 
Art. 144 A concessão de uso especial para fins de moradia poderá ser concedida, de forma individual 
ou coletiva, nos termos, condições e procedimentos estabelecidos na Medida Provisória nº 2.220, de 04 
de setembro de 2001. 
 
Art. 145 A concessão de direito real de uso de imóveis públicos poderá ser concedida nos termos do 
art. 48 da Lei Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade. 
 
SEÇÃO IV 
DO DIREITO DE SUPERFÍCIE 
 
Art. 146 O direito de superfície poderá ser exercido em todo o território municipal, nos termos dos 
artigos 21, 22, 23 e 24 da Lei Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade e conforme disposições 
contidas na Lei Federal nº 10.406/2002 - Código Civil. 
 
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Art. 147 O proprietário urbano e rural poderá conceder a outrem o direito de superfície do seu terreno, 
por tempo determinado ou indeterminado, mediante escritura pública registrada no cartório de registro de 
imóveis. 
§ 1º O direito de superfície abrange o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espaço aéreo relativo ao 
terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo, atendida a legislação urbanística. 
§ 2º A concessão do direito de superfície poderá ser gratuita ou onerosa. 
§ 3º O superficiário responderá integralmente pelos encargos e tributos que incidirem sobre a 
propriedade superficiária, arcando, ainda, proporcionalmente à sua parcela de ocupação efetiva, com os 
encargos e tributos sobre a área objeto da concessão do direito de superfície, salvo disposição em 
contrário do contrato respectivo. 
§ 4º O direito de superfície pode ser transferido a terceiros, obedecidos os termos do contrato 
respectivo. 
§ 5º Por morte do superficiário, os seus direitos transmitem-se a seus herdeiros. 
 
Art. 148 Em caso de alienação do terreno, ou do direito de superfície, o superficiário e o proprietário, 
respectivamente, terão direito de preferência, em igualdade de condições à oferta de terceiros. 
 
Art. 149 Extingue-se o direito de superfície: 
I - Pelo advento do termo; 
II - Pelo descumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo superficiário. 
 
Art. 150 Extinto o direito de superfície, o proprietário recuperará o pleno domínio do terreno, bem como 
das acessões e benfeitorias introduzidas no imóvel, independentemente de indenização, se as partes não 
houverem estipulado o contrário no respectivo contrato. 
§ 1º Antes do termo final do contrato, extinguir-se-á o direito de superfície se o superficiário der ao 
terreno destinação diversa daquela para a qual for concedida. 
§2º A extinção do direito de superfície será averbada no cartório de registro de imóveis. 
 
Art. 151 O Poder Público municipal poderá conceder onerosamente o direito de superfície do solo, 
subsolo ou espaço, nos imóveis e áreas públicas integrantes do seu patrimônio, para fins de concessão 
de serviços públicos ou implantação de usos eventuais ou temporários. 
 
SEÇÃO V 
DO DIREITO DE PREEMPÇÃO 
 
Art. 152 O direito de preempção confere ao Poder Público municipal preferência para a aquisição de 
imóvel urbano, objeto de alienação onerosa entre particulares, conforme o disposto nos artigos 25, 26 e 
27 da Lei Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade. 
§ 1º O direito de preempção poderá ser exercido em todas as zonas da área urbana e área rural, 
definidas nos termos de lei específica, que delimitará as áreas e todas as demais condições para 
aplicação do instrumento. 
§ 2º O direito de preempção poderá ser exercido em prazo não superior a 5 (cinco) anos, renovável a 
partir de 1 (um) ano após o decurso do prazo inicial de vigência, independentemente do número de 
alienações referentes ao mesmo imóvel. 
 
Art. 153 O direito de preempção será exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas para: 
I - Regularização fundiária; 
II - Execução de programas e projetos habitacionais de interesse social; 
III - Constituição de reserva fundiária; 
IV - Ordenamento e direcionamento da expansão urbana; 
V - Implantação de equipamentos urbanos e comunitários; 
VI - Criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes; 
VII - Criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental; 
VIII - Proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico. 
Parágrafo Único - A lei municipal prevista no § 1º do artigo anterior deverá enquadrar cada área em 
que incidirá o direito de preempção em uma ou mais das finalidades enumeradas por este artigo. 
 
 
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Art. 154 O proprietário deverá notificar sua intenção de alienar o imóvel, para que o Município, no prazo 
máximo de trinta dias, manifeste por escrito seu interesse em comprá-lo. 
§ 1º À notificação mencionada no caput será anexada proposta de compra assinada por terceiro 
interessado na aquisição do imóvel, da qual constarão preço, condições de pagamento e prazo de 
validade. 
§ 2º O Município fará publicar, em órgão oficial e em pelo menos um jornal local ou regional de grande 
circulação, edital de aviso da notificação recebida nos termos do caput e da intenção de aquisição do 
imóvel nas condições da proposta apresentada. 
§ 3º Transcorrido o prazo mencionado no caput sem manifestação, fica o proprietário autorizado a 
realizar a alienação para terceiros, nas condições da proposta apresentada. 
§ 4º Concretizada a venda a terceiro, o proprietário fica obrigado a apresentar ao Município, no prazo 
de trinta dias, cópia do instrumento público de alienação do imóvel. 
§ 5º A alienação processada em condições diversas da proposta apresentada é nula de pleno direito. 
§ 6º Ocorrida a hipótese prevista no § 5º o Município poderá adquirir o imóvel pelo valor da base de 
cálculo do IPTU ou pelo valor indicado na proposta apresentada, se este for inferior àquele. 
 
SEÇÃO VI 
DA OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR E DA ALTERAÇÃO DE USO 
 
Art. 155 O Poder Público municipal exercerá a faculdade de outorgar onerosamente o direito de 
construir, acima do coeficiente de aproveitamento (CA) básico estabelecido para a respectiva Zona, 
mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário, de acordo com critérios, forma de cálculo e 
procedimentos definidos em lei específica. 
Parágrafo Único - A outorga onerosa do direito de construir poderá ser aplicada na zona ZR1, apenas 
nas quadras da Avenida Cardoso de Sá e Avenida José Theodomiro Araújo, no trecho compreendido 
entre o Viaduto Barranqueiro e a Avenida Ricardo Soares Coelho, e nas zonas ZR2, ZR3, ZR4, ZIS, 
ZIDU1 e ZIDU2, até o limite do coeficiente de aproveitamento (CA) máximo estabelecido para cada uma 
das Zonas, conforme o disposto na tabela do Anexo II desta Lei. 
 
Art. 156 Na área rural, o Poder Público municipal exercerá a faculdade de outorgar onerosamente 
alteração de uso para fins urbanos, mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário. 
 
Art. 157 Lei municipal específica estabelecerá as condições a serem observadas para a outorga 
onerosa do direito de construir e da alteração de uso, determinando: 
I - A fórmula de cálculo para cobrança; 
II - Os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga; 
III - A contrapartida do beneficiário. 
 
Art. 158 Os recursos auferidos com a adoção da outorga onerosa do direito de construir a da alteração 
de uso serão aplicados com as finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. 26 da Lei Federal nº 
10.257/2001 - Estatuto da Cidade. 
 
SEÇÃO VI 
DAS OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS 
 
Art. 159 O Poder Público municipal poderá, através de operação urbana consorciada, coordenar um 
conjunto de intervenções e medidas suficientes e necessárias com o objetivo de promover transformações 
urbanísticas estruturais, melhorias sociais e valorização ambiental, podendo para tanto atuar em conjunto 
com proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados. 
 
Art. 160 Lei municipal específica, baseada no plano diretor, poderá delimitar área para aplicação de 
operações consorciadas dentro do perímetro das zonas ZR4, ZPH, ZIS, ZIDU1, ZIDU2 e ZPA definidos 
nos termos desta lei. 
 
Art. 161 Poderão ser previstas nas operações urbanas consorciadas, entre outras medidas: 
I - A modificação de índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo, bem 
como alterações das normas edilícias, considerado o impacto ambiental delas decorrente; 
II - A regularização de construções, reformas ou ampliações executadas em desacordo com a 
legislação vigente. 
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Art. 162 Da lei específica que aprovar a operação urbana consorciada constará o plano de operação 
urbana consorciada, contendo, no mínimo: 
I - Definição da área a ser atingida; 
II - Programa básico de ocupação da área; 
III - Programa de atendimento econômico e social para a população diretamente afetada pela 
operação; 
IV - Finalidades da operação; 
V - Estudo prévio de impacto de vizinhança; 
VI - Contrapartida a ser exigida dos proprietários, usuários permanentes e investidores privados em 
função da utilização dos benefícios previstos nos incisos I e II do artigo anterior. 
VII - Forma de controle da operação, obrigatoriamente compartilhado com representação da sociedade 
civil. 
§ 1º Os recursos obtidos pelo Poder Público municipal na forma do inciso VI deste artigo serão 
aplicados exclusivamente na própria operação urbana consorciada. 
§ 2º A partir da aprovação da lei específica de que trata o caput, são nulas as licenças e autorizações 
a cargo do Poder Público municipal expedidas em desacordo com o plano de operação urbana 
consorciada. 
 
Art. 163 A lei específica que aprovar a operação urbana consorciada poderá prever a emissão pelo 
Município de quantidade determinada de certificados de potencial adicional de construção, que serão 
alienados em leilão ou utilizados diretamente no pagamento das obras necessárias à própria operação. 
§ 1º Os certificados de potencial adicional de construção serão livremente negociados, mas 
conversíveis em direito de construir unicamente na área objeto da operação. 
§ 2º Apresentado pedido de licença para construir, o certificado de potencial adicional será utilizado no 
pagamento da área de construção que supere os padrões estabelecidos pela legislação de uso e 
ocupação do solo, até o limite fixado pela lei específica que aprovar a operação urbana consorciada. 
 
SEÇÃO VII 
DA TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR 
 
Art. 164 Lei municipal, com base neste Plano Diretor, poderá autorizar oproprietário de imóvel urbano, 
privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o direito de construir 
previsto neste diploma legal ou em legislação urbanística dele decorrente, quando o referido imóvel for 
considerado necessário para fins de: 
I - Implantação de equipamentos urbanos e comunitários; 
II - Preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico, social 
ou cultural; 
III - Servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por população de 
baixa renda e habitação de interesse social. 
§ 1º A transferência do direito de construir poderá ser concedida ao proprietário que doar ao Poder 
Público seu imóvel, ou parte dele, para os fins previstos nos incisos I a III deste artigo. 
§ 2º A lei municipal referida no caput estabelecerá os procedimentos e as condições de aplicação da 
transferência do direito de construir, disciplinando a forma dos atos ou certificados que autorizam o seu 
exercício, os prazos e os registros da transferência do potencial construtivo. 
 
Art. 165 Poderão transferir o seu potencial construtivo, através deste instrumento os imóveis situados 
nas zonas ZR3, ZR4 e ZPH, delimitadas nos termos do Anexo I desta lei. 
§ 1º O potencial construtivo passível de ser transferido para outros imóveis em decorrência deste 
instrumento se dará até o limite de metros quadrados obtidos através da multiplicação do Coeficiente de 
Aproveitamento (CA) básico pela área do terreno originário. 
§ 2º O total de metros quadrados obtidos conforme cálculo citado no parágrafo anterior poderá ser 
transferido, total ou parceladamente, para os imóveis localizados na zona ZR1, apenas nas quadras da 
Avenida Cardoso de Sá, Avenida José Theodomiro Araújo no trecho compreendido entre o Viaduto 
Barranqueiro e a Avenida Ricardo Soares Coelho, e nas zonas ZR2, ZR3, ZR4, ZIS, ZIDU1 e ZIDU2, até 
o limite do coeficiente de aproveitamento (CA) máximo do terreno receptor, conforme estabelecido para 
cada uma das Zonas, tal como disposto na tabela do Anexo II desta Lei. 
 
 
 
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. 50 
SEÇÃO VIII 
DO ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA (EIV) 
 
Art. 166 São considerados Empreendimentos de Impacto aqueles usos e atividades que podem causar 
impacto ou alteração no ambiente natural ou construído, sobrecarga na capacidade de atendimento da 
infraestrutura básica, ou ter repercussão ambiental significativa, quer sejam construções públicas ou 
privadas, habitacionais, não-habitacionais ou mistas. 
 
Art. 167 São considerados empreendimentos de impacto: 
I - As edificações situadas em terrenos com área igual ou superior a 3,0 ha (três hectares) ou com área 
construída igual ou superior a 20.000 m² (vinte mil metros quadrados); 
II - As escolas de qualquer modalidade, colégios, universidades e templos religiosos em terrenos com 
área igual ou superior a 1,0 ha (um hectare), mesmo que não se enquadrem nas condições acima; 
III - O desmembramento de imóveis e glebas com área superior a 3,0 ha (três hectares); 
IV - Os usos que, por sua natureza ou condições, requeiram análise ou tratamento específico por parte 
do Poder Executivo Municipal, conforme dispuser a Lei de Uso e Ocupação do Solo. 
§ 1º Independentemente do disposto nos incisos anteriores e da área construída, são considerados 
empreendimentos de impacto para os fins previstos no caput deste artigo: 
I - Shopping center, lojas de departamento, hipermercados e similares; 
II - Centrais de cargas e de abastecimento, transportadoras e similares; 
III - Estações de tratamento de água, de esgoto, de energia elétrica e similares; 
IV - Terminais de transportes rodoviários, ferroviários, aeroviários e similares; 
V - Garagens de veículos de transportes de passageiros; 
VI - Centros de diversões, casas de shows, centros culturais e similares; 
VII - Hospitais, necrotérios, cemitérios e similares; 
VIII - Matadouros, abatedouros, curtumes e similares; 
IX - Presídios e similares; 
X - Quartéis, corpo de bombeiros e instalações militares; 
XI - Aterros sanitários e usinas de reciclagem de resíduos sólidos; 
XII - Estádios esportivos, autódromos, hipódromos e similares; 
XIII - Jardim zoológico, jardim botânico e similares; 
XIV - Depósitos de produtos inflamáveis, explosivos, tóxicos e similares; 
XV - Postos de gasolina e similares; 
XVI - Indústrias incômodas e/ou poluentes. 
§ 2º A aprovação dos empreendimentos de impacto fica condicionada ao cumprimento dos dispositivos 
previstos na legislação urbanística e à apresentação, por parte do interessado, de Estudo de Impacto de 
Vizinhança - EIV, a ser apreciado pelos órgãos competentes da Administração Municipal. 
 
Art. 168 O Estudo de Impacto de Vizinhança deverá considerar o sistema de transportes, meio 
ambiente, infraestrutura básica, estrutura socioeconômico e os padrões funcionais e urbanísticos de 
vizinhança e contemplar os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à 
qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades, incluindo a análise, dentre outros, 
das seguintes questões: 
I - Adensamento populacional; 
II - Equipamentos urbanos e comunitários; 
III - Uso e ocupação do solo; 
IV - Valorização imobiliária; 
V - Geração de tráfego e demanda por transporte público; 
VI - Ventilação e iluminação; 
VII - Paisagem urbana e patrimônio natural e cultural; 
VIII - Impactos do empreendimento no sistema de saneamento e abastecimento de água; 
IX - Proteção acústica e outros procedimentos que minimizem incômodos da atividade à vizinhança; 
X - Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos, bem como daquelas potencializadoras 
dos impactos positivos; 
Parágrafo Único - O órgão competente do Poder Executivo municipal poderá exigir requisitos 
adicionais, em face das peculiaridades do empreendimento ou da atividade, bem como das características 
específicas da área, desde que tecnicamente justificados. 
 
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Art. 169 O Poder Executivo, baseado no Estudo de Impacto de Vizinhança, poderá condicionar a 
aprovação do empreendimento à execução de medidas, às expensas do empreendedor, para eliminar ou 
minimizar impactos negativos a serem gerados pelo empreendimento, bem como propor melhorias na 
infraestrutura urbana e de equipamentos comunitários, proporcionais ao porte do empreendimento, tais 
como: 
I - Ampliação das redes de infraestrutura urbana; 
II - Ampliação e adequação do sistema viário, faixas de desaceleração, pontos de ônibus, faixas de 
pedestres, semaforização; 
III - Manutenção de elementos considerados de interesse paisagístico, histórico, artístico ou cultural, 
bem como recuperação ambiental da área; 
IV - Recuperação ou implantação de áreas verdes. 
§ 1º Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV que 
ficarão disponíveis para consulta no órgão municipal competente para quaisquer interessados. 
§ 2º A elaboração do Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV não substitui o licenciamento ambiental 
requerido nos termos da legislação ambiental do município. 
 
TÍTULO V 
DA GESTÃO DEMOCRÁTICA MUNICIPAL 
Capítulo I 
DOS ESPAÇOS DE PARTICIPAÇÃO NA GESTÃO DEMOCRÁTICA 
 
Art. 170 Para fins desta Lei, entende-se por Gestão Democrática o processo decisório no qual há 
participação da população e das associações representativas dos vários segmentos da comunidade, na 
formulação, execução, acompanhamento e controle das políticas públicas municipais, relativas à área 
urbana e à área rural (irrigada, ribeirinha e de sequeiro). 
 
Art. 171 Para garantir a Gestão Democrática do Município de Petrolina, deverão ser utilizados, entre 
outros, os seguintes instrumentos: 
I - Orçamento Participativo; 
II - Conferências Municipais sobre assuntos de interesse urbano e rural; 
III - Órgãos colegiados das políticas municipais; 
IV - Debates, audiênciase consultas públicas; 
V - Iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de desenvolvimento municipal; 
 
Art. 172 No âmbito municipal, a gestão orçamentária participativa incluirá a realização de debates, 
audiências e consultas públicas sobre as propostas do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias 
e do orçamento anual, como condição obrigatória para sua aprovação pela Câmara Municipal, conforme 
preceituam as Leis Federais do Estatuto da Cidade e da Responsabilidade Fiscal. 
 
Art. 173 A Gestão Democrática do Município de Petrolina deverá abranger a área urbana e área rural 
(irrigada, ribeirinha e de sequeiro) e observará as seguintes diretrizes: 
I - Garantir a participação da sociedade na formulação, implementação, fiscalização, acompanhamento 
e controle das ações da política de desenvolvimento urbano e ambiental do município, prescritas no Plano 
Diretor, na Agenda 21 e nas leis municipais urbanísticas; 
II - Implementar o Orçamento Participativo para definição das prioridades da ação municipal, com foco 
no "empoderamento"; 
III - Instituir o Conselho Municipal da Cidade, órgão colegiado de caráter permanente, deliberativo e 
fiscalizador, com composição em consonância com o Conselho Nacional das Cidades e Resolução nº 
9/2006 do CONCIDADE, cujo número de participantes será definido em lei específica municipal: 
IV - Divulgar de forma sistemática as ações municipais, com as respectivas receitas e despesas, nos 
meios de comunicação, inclusive via Internet e através de impresso próprio da Prefeitura; 
V - Instrumentalizar os Conselhos de políticas públicas setoriais legalmente instituídos, promovendo a 
integração entre as diversas instâncias democráticas de participação popular; 
VI - Instituir os fundos específicos de desenvolvimento para a habitação popular, saneamento e meio 
ambiente, que deverão ser geridos e acompanhados pelo Conselho Municipal da Cidade, ouvidas cada 
câmara temática, conforme disposições em lei específica; 
VII - Divulgar sistematicamente a legislação municipal. 
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. 52 
Parágrafo Único - O Conselho Municipal da Cidade, de que trata o inciso III, será composto por 
câmaras temáticas de desenvolvimento e controle urbano e rural, de habitação, de sistema ambiental e 
de transporte/mobilidade. 
 
Art. 174 Para assegurar a participação produtiva na gestão municipal, deverá ser garantido um 
processo de formação continuada aos membros dos Conselhos Municipais. 
 
Capítulo II 
DA MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO MUNICIPAL 
 
Art. 175 As ações de modernização da gestão municipal deverão abranger as áreas urbana e rural 
(irrigada, ribeirinha e de sequeiro), e atender aos princípios de participação através de conferências, de 
discussões em órgãos colegiados, de debates, de audiências, de projetos de lei de iniciativa popular e 
consultas públicas. 
 
Art. 176 A modernização da gestão municipal tem por objetivos: 
I - Garantir a eficácia, eficiência e efetividade das ações e políticas municipais; 
II - Coletar, sistematizar e disponibilizar dados e informações imprescindíveis ao planejamento das 
ações municipais; 
III - Incorporar métodos, processos e procedimentos apropriados para a melhoria da produtividade dos 
serviços públicos municipais. 
 
Art. 177 O Município deverá instituir o Sistema de Informações Georeferenciadas (SIG) Municipal 
contendo a integração da arrecadação, do planejamento e dos Cadastros Técnicos Multifinalitários para 
o acompanhamento, monitoramento e avaliação das políticas públicas municipais, mediante as seguintes 
diretrizes: 
I - As informações de arrecadação do SIG municipal deverão conter a legislação tributária e planta de 
valores. 
II - As informações do planejamento do SIG municipal deverão incorporar a Agenda 21, o Planejamento 
Estratégico, o Plano Diretor, o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei do Orçamento 
anual; 
III - Os Cadastros Técnicos Multifinalitários do SIG municipal deverão conter indicadores econômicos, 
sociais e ambientais. 
IV - O SIG municipal deverá ser aprovado pelo Conselho Municipal da Cidade. 
 
Art. 178 O Município deverá instituir parcerias com o Governo Federal, Governo Estadual, Agências 
de Desenvolvimento nacionais e internacionais, Universidades, Fundações, Escolas Técnicas e ONGs 
para a obtenção de recursos, desenvolvimento de sistemas de informatização e geração de conhecimento 
técnico-científico. 
Parágrafo Único - As parcerias a serem estabelecidas deverão ser previamente aprovadas pelo 
Conselho Municipal da Cidade. 
 
Art. 179 A alocação de recursos nas áreas administrativas, urbana e rural (irrigada, ribeirinha e de 
sequeiro), deverá seguir critérios baseados nas informações sobre: 
I - População a ser beneficiada; 
II - Carência de infraestrutura básica e social; 
III - Baixo nível de renda; 
IV - Relevância estratégica; 
V - Abrangência geográfica. 
 
TÍTULO VI 
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS 
 
Art. 180 O Poder Executivo Municipal, no prazo de até 12 (doze) meses a contar da vigência desta Lei, 
deverá submeter ao Poder Legislativo Municipal o Projeto de Lei de revisão da Lei Municipal nº 08/1983, 
que trata do parcelamento do solo; 
 
Art. 181 O Poder Executivo Municipal, no prazo de até 24 (vinte e quatro) meses a contar da vigência 
desta Lei, deverá submeter ao Poder Legislativo Municipal os Projetos de Lei relativos à legislação 
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. 53 
urbanística, que tratam do controle do uso e ocupação do solo, das obras e posturas e do patrimônio 
cultural. 
 
Art. 182 O Poder Executivo Municipal, no prazo de até 24 (vinte e quatro) meses a contar da vigência 
desta Lei, deverá submeter ao Poder Legislativo Municipal os Projetos de Lei que atualizarão a legislação 
ambiental às disposições constantes neste Plano Diretor. 
 
Art. 183 O Poder Executivo Municipal, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) meses a contar da 
vigência desta Lei, deverá submeter ao Poder Legislativo Municipal as leis específicas que regulamentam 
os instrumentos da Política Urbana, citados no Capítulo V do Título IV desta Lei, salvo expressa 
disposição em contrário. 
 
Art. 184 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 185 Revogam-se as disposições em contrário. 
 
Gabinete do Prefeito, em 14 de novembro de 2006. 
 
FERNANDO BEZERRA COELHO 
Prefeito 
 
Questões 
 
01. Alguns dos objetivos da política de desenvolvimento do Município de Petrolina consistem no 
atendimento das demandas do pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade 
urbana, garantindo o direito à cidade sustentável e do bem-estar e a melhoria da qualidade de vida da 
população, a inclusão social, a redução da pobreza, e a ampliação das oportunidades de trabalho e renda; 
( ) Certo ( ) Errado 
 
02. Promover a construção de habitações de interesse social, erradicando as casas de taipa deve estar 
em conformidade com a diretriz do Conselho Municipal da Cidade 
( ) Certo ( ) Errado 
 
03. O Poder Legislativo Municipal deverá concluir o Plano Diretor de Arborização e Áreas Verdes do 
Município de Petrolina, conforme determina a Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal de Meio 
Ambiente, e submetê-lo à aprovação legislativa. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
04. O Poder Público municipal poderá, através de operação urbana consorciada, coordenar um 
conjunto de intervenções e medidas suficientes e necessárias com o objetivo de promover transformações 
urbanísticas estruturais, melhorias sociais e valorização ambiental, podendo para tanto atuar em conjunto 
com proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
05. A modernização da gestão municipal tem por objetivos, garantir a eficácia, eficiência e efetividade 
das ações e políticas municipais, coletar, sistematizar e disponibilizar dados e informações 
imprescindíveisao planejamento das ações municipais e incorporar métodos, processos e procedimentos 
apropriados para a melhoria da produtividade dos serviços públicos municipais. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Gabarito 
 
01. Certo / 02. Certo / 03. Errado / 04. Certo / 05. Certo 
 
Comentários 
 
01. Resposta: Certo 
Art. 3º Os objetivos da política de desenvolvimento do Município de Petrolina consistem no atendimento 
às seguintes demandas: 
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. 54 
I - O pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, garantindo o 
direito à cidade sustentável. 
II - O bem-estar e a melhoria da qualidade de vida da população, a inclusão social, a redução da 
pobreza, e a ampliação das oportunidades de trabalho e renda; 
 
02. Resposta: Certo 
Art. 47 A política municipal de Habitação deverá abranger a área urbana e a área rural (irrigada, 
ribeirinha e de sequeiro), e observará as seguintes diretrizes, em conformidade com as deliberações do 
Conselho Municipal da Cidade: 
I - Promover a construção de habitações de interesse social, erradicando as casas de taipa; 
 
03. Resposta: Errado 
Art. 69 O Poder Executivo Municipal deverá concluir o Plano Diretor de Arborização e Áreas Verdes 
do Município de Petrolina, conforme determina a Lei Municipal nº 1.199/2002 - Código Municipal de Meio 
Ambiente, e submetê-lo à aprovação legislativa. 
 
04. Resposta: Certo 
Art. 159 O Poder Público municipal poderá, através de operação urbana consorciada, coordenar um 
conjunto de intervenções e medidas suficientes e necessárias com o objetivo de promover transformações 
urbanísticas estruturais, melhorias sociais e valorização ambiental, podendo para tanto atuar em conjunto 
com proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados. 
 
05. Resposta: Certo 
Art. 176 A modernização da gestão municipal tem por objetivos: 
I - Garantir a eficácia, eficiência e efetividade das ações e políticas municipais; 
II - Coletar, sistematizar e disponibilizar dados e informações imprescindíveis ao planejamento das 
ações municipais; 
III - Incorporar métodos, processos e procedimentos apropriados para a melhoria da produtividade dos 
serviços públicos municipais. 
 
 
 
Para estudarmos a gestão do meio ambiente precisamos ter uma noção do Código Municipal Do Meio 
Ambiente, bem como o que a Lei Orgânica, o Plano Diretor (disponível na íntegra no tópico acima – vide 
artigos 57 e 58) e o Código de Posturas regulam a respeito do Meio Ambiente. Nele é que se regula a 
preservação, defesa, entre outras garantias e melhorias para o controle e recuperação do meio ambiente. 
 
Vejamos alguns conceitos da Lei 1.199/2002 – Código Municipal do Meio Ambiente: 
 
LIVRO I2 
PARTE GERAL 
TÍTULO I 
DA POLÍTICA AMBIENTAL 
CAPÍTULO I 
DOS PRINCÍPIOS 
 
Art. 1º - Este Código, fundamentado no interesse local, regula a ação do Poder Público Municipal e 
sua relação com o cidadão e instituições públicas e privadas, na preservação, conservação, defesa, 
melhoria, recuperação e controle do meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do 
povo e essencial à sadia qualidade de vida. 
 
Art. 2º - A Política Municipal de Meio Ambiente é orientada pelos seguintes princípios: 
I – a promoção do desenvolvimento integral do ser humano; 
II – a racionalização do uso dos recursos ambientais, naturais ou não; 
 
2Disponível em http://45.76.165.190:8080/cm_pet/sapl/sapl_documentos/norma_juridica/1272_texto_integral acesso em 27.11.2018 
2. A gestão do ambiente municipal diante do conceito de sustentabilidade e sua 
relação com os recursos naturais e culturais do Município de Petrolina. 
 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 55 
III – a proteção de áreas ameaçadas de degradação; 
IV – o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e a obrigação de defende-lo e 
preservá-lo para as presentes e futuras gerações; 
V – a função social e ambiental da propriedade; 
VI – a obrigação de recuperar áreas degradadas e indenizar pelos danos causados ao meio ambiente; 
VII – a garantia da prestação de informações relativas ao meio ambiente; 
VIII – a proteção as c’roas, praias fluviais, as ilhas, as matas ciliares existentes ao longo do rio São 
Francisco no território do Município, e a realização de estudos de balnealidade, com ampla divulgação 
para a comunidade; 
IX – a proteção ao Rio São Francisco, correntes de água, lagoas, açudes e barragens, as espécies, 
nelas existentes, sobretudo, para coibir o despejo de caldas, resíduos químicos ou dejectos; 
X – a garantir a educação ambiental em todos os níveis de ensino e conscientização pública para a 
preservação do Meio Ambiente; 
XI – a proteção ao Meio Ambiente e combate a poluição em qualquer de suas formas; 
XII – a definição do uso e ocupação do solo, respeitando a conservação da qualidade ambiental; 
XIII – a promoção de medidas administrativas e judiciais de responsabilização dos causadores de 
poluição ou degradação ambiental; 
 
CAPÍTULO II 
DOS OBJETIVOS 
 
Art. 3º São objetivos da Política Municipal de Meio Ambiente: 
I – articular e integrar as ações e atividades ambientais desenvolvidas pelos diversos órgãos e 
entidades do município, com aqueles dos órgãos federais e estaduais, quando necessário; 
II - articular e integrar ações e atividades ambientais intermunicipais, favorecendo consórcios e outros 
instrumentos de cooperação, especialmente com a RIDE-Região Administrativa Integrada de 
Desenvolvimento do Polo Petrolina/Juazeiro; 
III – promover, identificar e caracterizar os ecossistemas do Município, definindo as funções 
especificadas de seus componentes, as fragilidades, as ameaças, os riscos através do zoneamento 
ambiental; 
IV – compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a preservação ambiental, a qualidade 
de vida e o uso racional dos recursos ambientais, naturais ou não; 
V – regulamentar a produção, extração, comercialização, transporte e o emprego de materiais, bens e 
serviços, métodos e técnicas que comportem riscos para a vida ou comprometam a qualidade de vida e 
o meio ambiente; em consonância com Órgãos Estaduais e Federais; 
VI – adotar normas, critérios e padrões de emissão de efluentes e de qualidade ambiental, bem como 
normas relacionadas ao uso e manejo de recursos ambientais, naturais ou não, adequando-os 
permanentemente em face da Lei e de inovações tecnológicas; 
VII – estimular a aplicação da melhor tecnologia disponível para a constante redução dos níveis de 
poluição; 
VIII – preservar e conservar as áreas protegidas no Município; 
IX – estimular o desenvolvimento de pesquisa e uso adequado dos recursos ambientais, naturais ou 
não; 
X – proteger a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, no território do Município, seus afluentes e 
suas respectivas margens, implementando ações para recuperação das matas ciliares; 
XI – implantar e manter programa de arborização na área urbana; 
XII – promover a educação ambiental na sociedade e especificamente na rede de ensino municipal; 
XIII – promover o estudo e atuar nas áreas em processo de salinização e de pré–desertificação. 
 
CAPÍTULO III 
DOS INSTRUMENTOS 
 
Art. 4º - São instrumentos da Política Municipal de Meio Ambiente: 
I – zoneamento ambiental; 
II – criação de áreas de preservação ambiental; 
III – adoção de parâmetros e padrões de qualidade ambiental, adequando-os permanentemente em 
face a 
Lei e de inovações tecnológicas; 
IV – avaliação de impacto ambiental; 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 56 
V – licenciamento ambiental; 
VI – auditoria ambiental; 
VII – monitoramento ambiental; 
VIII – Fundo Municipal de Meio Ambiente; 
IX – Plano Diretor de Arborização e Áreas Verdes; 
X – educação ambiental; 
XI – mecanismo de benefícios e incentivos, para preservação e conservação dos recursos ambientais, 
naturais ou não;XII – fiscalização ambiental; 
XIII – instituição de prêmio de preservação e conservação ambiental. 
 
CAPÍTULO IV 
DOS CONCEITOS GERAIS 
 
Art. 5º - São os seguintes os conceitos gerais para fins e efeitos deste código: 
I – Meio Ambiente: O lugar onde elementos naturais sociais são percebidos e empregados na criação 
de cultura e tecnologia, através de processos históricos e sociais de transformação; 
II – Ecossistemas: Conjunto integrado de fatores bióticos e abióticos que caracterizam um determinado 
lugar, estendendo-se por um determinado espaço de dimensões variáveis; 
III – Degradação Ambiental: A alteração adversa das características do Meio Ambiente; 
IV – Poluição: Residual, sonora, visual, hídrica, do ar, do solo e destruição da biótica, é a alteração da 
qualidade ambiental resultante de atividades humanas ou fatores naturais que direta ou indiretamente: 
a) prejudicam a saúde, segurança ou o bem estar da população; 
b) criem condições adversas ao desenvolvimento socioeconômico; 
c) afetem desfavoravelmente a biota; 
d) afetam as condições paisagistas ou sanitárias do Meio Ambiente; 
e) lancem energia ou matéria física, química ou biológica, em desacordo com os padrões ambientais 
estabelecidos; 
V – Poluidor: Pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável direta ou 
indiretamente por atividade causadora de degradação da qualidade ambiental: 
a) considera- se fonte poluidora efetiva ou potencial, toda atividade, processo, operação, maquinário, 
equipamento ou dispositivo fixo ou móvel, veículos e outros, que causem ou possam causar emissão ou 
lançamento de poluentes ou qualquer outra espécie de degradação da qualidade ambiental; 
VI – Recursos Ambientais: A atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, o solo, o 
subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora; 
VII – Proteção: Procedimento integrantes das práticas de conservação e preservação da natureza; 
VIII – Preservação: Proteção integral do atributo natural, admitindo apenas seu uso indireto, como uso 
científico, educacional e turismo monitorado; 
IX – Conservação: Uso sustentável dos recursos naturais, tendo em vista a sua utilização sem colocar 
em risco a manutenção dos ecossistemas existentes, garantindo- se a biodiversidade; 
X – Manejo: Técnica de utilização racional e controlada de recursos ambientais mediante a aplicação 
de conhecimento científicos e técnicos, visando atingir os objetivos de conservação da natureza; 
XI – Gestão Ambiental: Tarefa de administrar e controlar os usos sustentados dos recursos 
ambientais, naturais ou não, por instrumentação adequada – regulamentos, normatização e investimentos 
públicos – assegurando racionalmente o conjunto de desenvolvimento produtivo social e econômico em 
benefício do meio ambiente; 
XII – Áreas de Preservação Permanente: Porções do território municipal, incluídas as matas ciliares 
de rios, riachos e lagoas destinadas à preservação de suas características ambientais relevantes, assim 
definidas em Lei; 
XIII – Unidades de Conservação: Parcelas do território municipal, incluindo as áreas com 
características ambientais relevantes de domínio público ou privado legalmente constituídas ou 
reconhecidas pelo poder público, com objetivos e limites definidos, sob regime especial de administração, 
as quais se aplicam garantias adequadas de proteção; 
XIV – Biota: Conjunto dos seres animais e vegetais de uma região. 
 
[...] 
 
 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 57 
Além de alguns conceitos dispostos no Código Municipal do Meio Ambiente, vale incluir também o que 
dispõe na Lei Orgânica do Município, vejamos: 
 
[...] 
CAPÍTULO V3 
DO MEIO AMBIENTE E SUA PROTEÇÃO 
 
Art. 174. Todos têm direito ao meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à adequada qualidade de vida, impondo-se a todos e, em especial ao Poder 
Público Municipal, o dever de defendê-lo e preservá-lo para o benefício das gerações atuais e futuras. 
 
Art. 175. É dever do Poder Público Municipal elaborar e implantar, mediante lei, um plano municipal 
de proteção ao meio ambiente e aos recursos naturais, o qual contemplará a necessidade do 
conhecimento das características e recursos dos meios físicos e biológicos, de diagnóstico de sua 
utilização e definição de diretrizes para seu melhor aproveitamento no processo de desenvolvimento 
econômico e social. 
 
Art. 176. Cabe ao poder Público Municipal, por meio de seus órgãos, administração direta, indireta e 
fundacional. 
I – proteger as c’roas e praias fluviais, as ilhas, as zonas estuarinas e manguezais existentes ao longo 
do Rio São Francisco, no território do Município, e a realização de estudos de balneabilidade com ampla 
divulgação para a comunidade; 
II – proteger o Rio São Francisco, correntes de água, lagoas, açudes e barragens, as espécies, nelas 
existentes, sobretudo para coibir o despejo de caldas, resíduos químicos ou dejetos, suscetíveis de torna-
-los impróprios, ainda que, temporariamente, para o consumo e a utilização normais ou para a 
sobrevivência da flora e da fauna; 
III – preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais das espécies e dos ecossistemas; 
IV – preservar e restaurar a diversidade e a integridade do patrimônio genético, biológico e paisagístico 
no âmbito municipal e fiscalizar as entidades de pesquisa e manipulação genética; 
V – exigir, na forma da lei, para a instalação de obra nova ou de atividades potencialmente causadoras 
de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio sobre o impacto ambiental, ao qual se dará 
publicidade, e garantidas audiências públicas; 
VI – garantir a educação ambiental em todos os níveis de ensino e conscientização pública para a 
preservação do meio ambiente; 
VII – proteger a fauna e a flora, proibindo as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, 
provoquem extinção das espécies ou submetam os animais à crueldade, fiscalizando a extração, captura, 
produção, transporte, comercialização e consumo das suas espécies e subprodutos; 
VIII – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; 
IX – definir o uso e a ocupação do solo, respeitando a conservação de qualidade ambiental; 
X – fiscalizar a produção, a estocagem, o transporte e a comercialização de resíduos químicos e 
substâncias agrotóxicas, incluindo materiais geneticamente alterados pela ação humana e a utilização de 
técnicas, métodos e as instalações que comportem risco efetivo ou potencial para a saudável qualidade 
de vida ao meio ambiente natural e aos locais de trabalho; 
XI – solicitar aos órgãos competentes a realização periódica de auditorias nos sistemas de controle de 
poluição e prevenção de riscos de acidentes das instalações e atividades de significativa qualidade física, 
química e biológica dos recursos ambientais, bem como sobre a saúde dos trabalhadores e da população 
afetada; 
XII – estabelecer, controlar e fiscalizar padrões de qualidade ambiental, considerando os efeitos 
sinérgicos e cumulativos da exposição às fontes de poluição, incluindo a absorção de substâncias 
químicas nocivas através da alimentação. 
XIII – garantir o amplo acesso dos interessados às informações sobre as fontes e causas de poluição 
e da degradação ambiental; 
XIV – promover medidas administrativas e judiciais de responsabilização dos causadores de poluição 
ou de degradação ambiental; 
XV – incentivar a integração de estabelecimentos de ensino e associação civis nos esforços para 
garantir e aprimorar o controle da poluição, inclusive nos ambientes de estudo e trabalho; 
XVI – implementar e recuperar o verde nas zonas urbanas segundo critérios definidos em lei; 
 
3 Disponível em file:///C:/Users/Julianaaa/Downloads/LEI%20ORGANICA%20MUNICIPAL-TEXTO2002-%20CORRIGIDO.pdf acesso em 21.11.2018 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS. 58 
XVII – estabelecer em lei os critérios de: 
a) classificação das atividades de significativa potencialidade de degradação ambiental; 
b) estudos de impacto ambiental; 
c) licenciamento de obras causadoras de impacto ambiental; 
d) penalidades para empreendimentos já iniciados ou concluídos sem licenciamento; 
e) recuperação de áreas de degradação. 
XVIII - analisar as águas da bacia do Rio São Francisco e as águas subterrâneas destinadas ao 
consumo público e protegê-las contra a poluição. 
 
Art. 177. Fica terminantemente proibido derrubar o umbuzeiro e a umburana de qualquer variedade no 
território do município de Petrolina, salvo em situações em que a preservação impeça obras de interesse 
público. 
§ 1º - As funções privadas de agricultura, em razão dos sistemas de irrigação a implantar e de 
exploração nas áreas de sequeiro, não serão prejudicadas. 
§ 2º - Onde não for possível de todo preservar, em consequência do parágrafo anterior, providenciar-
se-á o replantio adequadamente sistematizado. 
§ 3º - A legislação ordinária regulamentará esta matéria, inclusive quanto às sanções. 
 
Art. 178. É vedada a concessão de recursos públicos ou incentivos fiscais às pessoas físicas ou 
jurídicas que, com suas atividades, poluam o meio ambiente. 
 
Art. 179. As condutas e as atividades lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores a sanções 
administrativas, com a aplicação de multas diárias e progressivas, nos casos de continuidade da infração 
ou reincidência, independentemente da obrigação dos infratores de restaurar os danos causados. 
 
Art. 180. É obrigatória a recuperação da vegetação nativa nas áreas protegidas por lei. 
Parágrafo Único – É obrigação de todo proprietário respeitar as restrições ao desmatamento, devendo 
promover a restauração da vegetação na forma determinada em lei. 
Art. 181. Toda estrada vicinal do município manterá a distância de 10 metros de cada lado em relação 
ao eixo, nada podendo ser edificado nessa faixa, a não ser obra para facilitar o tráfego de veículos, 
pessoas e animais. 
 
Art. 182. Além do disposto neste capítulo, serão obedecidas as disposições contidas no Código 
Municipal de Meio Ambiente. 
 
[...] 
 
Vejamos agora o que o Código de Posturas fala a respeito: 
 
[...] 
CAPÍTULO II 
DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS 
SEÇÃO I 
Da Proteção ao Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
 
Art. 4º A Prefeitura fiscalizará, corretamente e em colaboração com o Estado e a União, as atividades 
que por suas características, possam causar danos ao meio ambiente e aos recursos naturais do 
Município. 
Parágrafo Único – Inclusive no conceito de meio ambiente a água superficial ou de subsolo ou de 
subsolo, o solo de propriedades pública, a privada ou de uso comum, a atmosfera e a vegetação. 
 
Art. 5º A Prefeitura negará licença de funcionamento às atividades que, de forma direta ou indireta: 
I – possam criar condições nocivas ou ofensivas à saúde, à segurança e ao bem estar público; 
II – prejudiquem a fauna e a flora; 
III – disseminem ou não tratem adequadamente resíduos como óleo, graxa e lixo; 
IV – prejudiquem a utilização dos recursos naturais para fins domésticos, agropecuários, de 
piscicultura, recreativos e outros do interesse da comunidade. 
1519733 E-book gerado especialmente para FABIANA DE SOUZA SANTOS
 
. 59 
§ 1º A licença poderá ser concedida quando os estabelecimentos que explorarem as atividades 
previstas no caput deste artigo, comprovarem que foram tomadas as medidas necessárias para prevenir 
a poluição ou contaminação do meio ambiente. 
§ 2º As decisões sobre licenciamento das atividades caracterizadas no caput deste artigo serão 
tomadas pela Prefeitura, ouvidas, sempre que possível, as autoridades sanitárias locais. 
 
Art. 6º Os esgotos domésticos e os resíduos sólidos ou líquidos das atividades industriais, comerciais 
e de prestação de serviços só poderão ser lançados direta ou indiretamente em águas superficiais do 
Município, mediante prévia autorização da Prefeitura e quando constatado que não prejudicará o meio 
ambiente. 
 
Art. 7º As chaminés de casas particulares ou estabelecimentos comerciais e industriais de qualquer 
natureza obedecerão às normas do Código de Obras e Edificações do Município, com o objetivo de se 
manter a boa qualidade do ar. 
 
Art. 8º O Município poderá celebrar convênio com órgãos públicos federais e estaduais ou contratar 
serviços técnicos, para a execução de projetos e atividades que objetivem o controle da poluição do meio 
ambiente e dos planos estabelecidos para a sua proteção. 
 
Art. 9º Na infração dos dispositivos desta seção, serão adotadas as seguintes medidas: 
I – aplicação de multa aos infratores de acordo com a tabela anexa; 
II – interdição da atividade causadora da poluição, respeitado o disposto no item seguinte; 
III – solicitação de providências ao Governo Federal para a suspensão de atividades consideradas de 
alto interesse do desenvolvimento e segurança nacional, de acordo com o disposto no Decreto Lei nº 
1413, de 14 de agosto de 1975. 
 
[...] 
 
 
 
Poder de Polícia é o poder conferido à Administração para condicionar, restringir, frenar o exercício de 
direitos e atividades dos particulares em nome dos interesses da coletividade. Ex: fiscalização. 
Será considerado originário, o Poder de Polícia exercido pelas pessoas políticas do Estado, como é o 
caso da União, Estados e municípios. Por sua vez o poder delegado é aquele exercido pelas pessoas 
pertencentes a Administração Indireta. Estes recebem o poder e o executam. 
 
O art. 78 do Código Tributário Nacional assim conceitua poder de polícia: 
 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou 
disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de 
interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção 
e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do 
Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo 
órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de 
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. 
 
O que autoriza o Poder Público a condicionar ou restringir o exercício de direitos e a atividade dos 
particulares é a supremacia do interesse público sobre o interesse particular. 
O poder de polícia se materializa por atos gerais ou atos individuais. 
Ato geral é aquele que não tem um destinatário específico (Exemplo: Ato que proíbe a venda de 
bebidas alcoólicas a menores – atinge todos os estabelecimentos comerciais). 
Ato individual é aquele que tem um destinatário específico (Exemplo: Autuação de um estabelecimento 
comercial específico por qualquer motivo de irregularidade, por exemplo, segurança). 
3. Enquadramento jurídico-administrativo para o exercício do Poder de Polícia e 
para o exercício da fiscalização das posturas municipais. 
 
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. 60 
O poder de polícia poderá atuar inclusive sobre o direito da livre manifestação do pensamento. Poderá 
retirar publicações de livros do mercado ou alguma programação das emissoras de rádio e televisão 
sempre que estes ferirem valores éticos e sociais da pessoa e da família (Exemplo: Livros que façam 
apologia à discriminação racial, programas de televisão que explorem crianças, etc.). 
A competência surge como limite para o exercício do poder de polícia. Quando o órgão não for 
competente, o ato não será considerado válido. 
O limite do poder de atuação do poder de polícia não poderá divorciar-se das leis e fins em que são 
previstos, ou seja, deve-se condicionar o exercício de direitos individuais em nome da coletividade. 
 
Liberdadespúblicas e o poder de polícia: estes se referem aos atributos do poder de polícia, quais 
sejam: 
 
Quanto aos atributos do poder de polícia, é certo que busca-se garantir a sua execução e a 
prioridade do interesse público. São eles: discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade. 
 
Discricionariedade: A Administração Pública goza de liberdade para estabelecer, de acordo com sua 
conveniência e oportunidade, quais serão os limites impostos ao exercício dos direitos individuais e as 
sanções aplicáveis nesses casos. Também confere a liberdade de fixar as condições para o exercício de 
determinado direito. 
No entanto, a partir do momento em que são fixadas essa limites com sua posteriores sanções, a 
Administração será obrigada a cumpri-las, ficando dessa maneira com seus atos vinculados. 
Por exemplo: fixar o limite de velocidade para transitar nas vias públicas. 
 
Autoexecutoriedade: Não é necessário que o Poder Judiciário intervenha na atuação da 
Administração Pública. No entanto, essa liberdade não é absoluta, pois compete ao Poder Judiciário o 
controle desse ato. 
Somente será permitida a autoexecutoriedade quando esta for prevista em lei, além de seu uso para 
situações emergenciais, em que será necessária a atuação da Administração Pública. 
 
Coercibilidade: Limita-se ao princípio da proporcionalidade, na medida que for necessária será 
permitido o uso da força par cumprimento dos atos. 
 
Poder de polícia municipal 
 
Conforme ensina Nelson Nery Costa4, o poder de polícia municipal deve ser entendido como o conjunto 
de intervenções administrativas, restringindo direitos e liberdades dos munícipes, em favor dos interesses 
da coletividade. Tal poder não se presta para suprimir a cidadania local, mas reduzir os interesses 
individuais em prol da coletividade. 
O poder de polícia compete, privativamente, ao Município, quando dispõe das matérias previstas nos 
incisos do art. 30 da Constituição Federal, em relação aos assuntos de interesse local, organiza e presta 
os serviços locais, incluído o de transporte coletivo, promove o adequado ordenamento territorial, além 
de outras matérias que lhes são pertinentes, bem como outras fixadas em Constituição Estadual. Já em 
outras circunstâncias, tal poder compete concorrentemente com a União e com o Estado, nas 
competências previstas nos incisos do art. 23 do texto constitucional federal, como cuidar da saúde e 
assistência pública; proteger o meio ambiente e combater a poluição; promover programas de construção 
de moradias; fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar, dentre outra5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 COSTA, Nelson Nery. Direito municipal brasileiro, 6ª ed. rev., atual. e ampl., Rio de Janeiro: Forense, 2014 
5 COSTA, Nelson Nery. Direito municipal brasileiro, 6ª ed. rev., atual. e ampl., Rio de Janeiro: Forense, 2014 
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FISCAL DE POSTURA 
 
Para ser um fiscal de postura é necessário ter formação em Nível Médio completo e em instituição de 
ensino regularmente reconhecida pelo Ministério da Educação - MEC. 
Após aprovado em concurso público, o fiscal de postura terá as seguintes atribuições, dentre outras: 
a) Realizar prevenção de ações não respeitosas à sociedade, como obstrução de calçadas, construção 
irregular de muros, atividades sem licença da prefeitura; 
b) regulamenta a distribuição de publicidade em locais autorizados. 
 
Legislação Concernente à função de Fiscal de Postura 
 
Conforme dispõe o Código de Postura do Município, a fiscalização tem por objetivo melhorar e garantir: 
a) a qualidade de vida da população, através do levantamento e de controle contínuos de problemas 
de interesse problemas de interesse público; 
b) a higiene, ordem, segurança e sossego públicos; 
c) o uso adequado e da conservação do meio ambiente e dos serviços e equipamentos públicos em 
geral; 
d) os padrões de funcionamento dos estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços existentes 
no Município. 
 
Para que esses objetivos sejam alcançados, os fiscais de obras farão uso dos seguintes instrumentos: 
a) Farão inspeções prévias, no local do comércio, indústrias, etc; 
b) Fiscalizar por meio de comandos fiscais, voltados ao bem estar da sociedade; 
c) Realizar programas de exclarecimentos em escolas e entidades da cidade; 
d) Juntamente com os órgãos de fiscalização do Estado e da União, coodenar esforços e ações; 
e) Constatar e denunciar irregularidades aos órgãos competentes do Estado e da União, que sejam 
fora do campo de compentencia municipal. 
 
Vejamos agora o que o código de postura do município fala a respeito: 
 
CAPÍTULO I 
DOS OBJETIVOS 
 
Art. 1º - Esta Lei dispõe sobre a atuação do Município de Petrolina no campo do controle da higiene, 
ordem, segurança e sossego públicos e do funcionamento das atividades comerciais industriais e de 
prestação de serviços localizados em seu território. 
Parágrafo Único - Os casos omissos nesta Lei e as dúvidas suscitadas na aplicação de seus 
dispositivos serão resolvidos em atos normativos baixados pelo Chefe do Executivo Municipal ou 
autoridade a quem este delegue competência. 
 
Art. 2º - A fiscalização de posturas será realizada pelo Município de Petrolina com os seguintes 
objetivos: 
I – melhoria da qualidade de vida da população, através do levantamento e de controle contínuos de 
problemas de interesse problemas de interesse público: 
II- garantia da higiene, ordem, segurança e sossego públicos; 
III – garantia do uso adequado e da conservação do meio ambiente e dos serviços e equipamentos 
públicos em geral; 
IV – melhoria dos padrões de funcionamento dos estabelecimentos industriais, comerciais e de 
serviços existentes no Município. 
 
Art. 3º - Para a consecução dos objetivos previstos no Art. 2º, o Município fará uso dos seguintes 
instrumentos: 
4. Desempenho das atribuições do fiscal de posturas. 5. Legislação municipal 
concernente à função de fiscal de posturas. 
 
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I – inspeções prévias, in loco, para fins de concessão ou renovação de licença de localização e 
funcionamento de atividades industriais, comerciais e de prestação de serviços no Município. 
II – fiscalização permanente, através de comandos fiscais, voltada principalmente para as atividades 
críticas ao bem estar da população; 
III – realização de programa de esclarecimento junto às escolas e às entidades comunitárias e ao 
público em geral; 
IV – articulação com os órgãos de fiscalização do Estado e da União, de forma a coordenar esforços 
e ações; 
V – constatação e denúncia, aos órgãos competentes do Estado e da União, de irregularidades cujo 
controle e punição estejam fora do campo da competência municipal. 
 
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