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Tributário - responsabilidade

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a intimação da sentença judicial. Por isso afirmar-se que o lançamento pode ser válido, porém ineficaz, se a notificação for nula ou inexistente.
· Os atos administrativos apresentam quatro atributos: 
1 - Presunção de legitimidade: presente no lançamento, visto que será autêntico e válido até que se prove o contrário.
2 - Exigibilidade: se o lançamento for eficaz, torna o crédito exigível, provocando a necessidade do devedor satisfazer a dívida, pois caso não cumprida a obrigação, o sujeito ativo poderá praticar ato sancionatória aplicando penalidade legal;
3 - Imperatividade: pressupõe a possível iniciativa do Poder Público de editar provimentos que, interferindo na esfera jurídica do particular, constitua obrigação, de modo unilateral. Não é o caso, pois como já visto a obrigação tributária surge com a ocorrência do fato gerador, não sendo um ato unilateral da Administração;
4 - Executoriedade: poder que a Administração tem de obrigar ( e não apenas exigir ), que o administrado cumpra a prestação. O lançamento não possui tal atributo, na medida em que, se o administrado não paga a dívida em tempo hábil, a autoridade administrativa aplicará a sanção que a lei prevê, porém se vencido o prazo para referido pagamento, agora acrescido da multa, deverá bater às portas do Judiciário propondo uma execução fiscal. 
A ALTERABILIDADE DO LANÇAMENTO:
"O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: I - impugnação do sujeito passivo; II - recurso de ofício; III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no art. 149."
· Efetivado o lançamento com a notificação do sujeito passivo, em regra vinculará a autoridade, à qual não poderá alterá-lo, salvo os casos estipulados no artigo 145.
1) impugnação do sujeito passivo: inconformismo do sujeito passivo em relação ao lançamento, sendo que então caberá a autoridade administrativa apreciar tal inconformismo. Caso concorde com o mesmo, irá então alterar o lançamento, total ou parcialmente.
2) recurso de ofício: se ao analisar a impugnação, a autoridade decide alterar o lançamento, caso a lei estabeleça, deverá interpor recurso de ofício, rementendo à superior instância administrativa o exame da questão.
3) nos casos estabelecidos no art. 149 do CTN.
MODALIDADES DE LANÇAMENTO:
· Verifica-se a existência de 03 (três) modalidades de lançamento: a) lançamento direto; b) lançamento misto; c) lançamento por homologação.
· Tal classificação considera tão somente a participação dos sujeitos da relação jurídica tributária, quando for realizado só pelo sujeito passivo, só pelo sujeito ativo, ou por ambos.
· lançamento de ofício: pois somente a autoridade lança;
· lançamento misto: só a autoridade lança, restando ao sujeito passivo como mero colaborador do dever de informar (sem o reconhecimento de ser partícipe do ato de lançamento).
· autolançamento: nada faz antes do sujeito passivo recolher o tributo, o que implica na afirmação de que é este quem cumpre as etapas necessárias à determinação do valor do tributo.
a) lançamento direto (ou de ofício): aquele elaborado integralmente pelo sujeito ativo, uma vez que todas as providências preparatórias são feitas nos cancelos da Administração
b) lançamento misto (ou por declaração): caracteriza-se pela contingência de que tanto o sujeito ativo como o sujeito passivo participam da sua elaboração, a teor do que ocorria na antiga sistemática do imposto sobre a renda (sp. preenchia o formulário, calculando o imposto devido, submetendo-o a seguir, ao crivo da Receita Federal, a qual processava as informações e depois expedida a notificação de lançamento). P.B.C. afirma que "colaboram ambas as partes, visando aos resultados finais do lançamento." 
c) lançamento por homologação: elaborado inteiramente pelo sujeito passivo, o qual efetua o preenchimento dos formulários, realiza os cálculos para apuração do montante devido, recolhendo o tributo. A Fazenda terá a incumbência de manifestar sua concordância, se for o caso, ocorrendo então a homologação expressa. Dispõe a Fazenda do prazo de 05 anos para realizar a revisão do atos praticados pelo sujeito passivo, sendo que seu silêncio nesse espaço temporal, exprime a hipótese de homologação tácita do lançamento. P.B.C. afirm que "que quase todo trabalho é cometido ao súdito, limitando-se o fisco a homologar os atos por ele praticados." Ex: IPI e ICMS.
1) Lançamento direto ou de ofício:
"Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: 
I - quando a lei assim o determine;
II - quando a declaração não seja prestada por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária;
III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se à prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade; 
IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória;
V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obirgada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte;
VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária;
VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;
VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior;
IX - quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade essencial."
· Regra: L.A. "lançamento de ofício é adequado aos tributos que têm como fato gerador uma situação permanente (ex.: propriedade imobiliária), cujos dados constam dos cadastros fiscais, de modo que basta à autoridade administrativa a consulta àqueles registros para que tenha à mão os dados fáticos necessários à realização do lançamento." II a IV: hipóteses nas quais o sujeito passivo descumpriu dever legal de prestar a declaração, sendo que então o lançamento será efetuado de ofício. 
 2) Lançamento por Declaração: 
"Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação."
· Declaração: obrigação formal ou instrumental (acessória) do sujeito passivo, já foi o exemplo típico de lançamento por declaração, atualmente tem evoluído para sistemática de pagamento sem prévio lançamento.
3) Lançamento por homologação: 
"Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida, expressamente a homologa."
· Em certos casos o sujeito ativo, permanece vigilante, "numa posição meramente controladora da conduta dos administrados. Interferirá, sim, havendo alguma anomalia que ele, Poder Público, surpreenda no exercício da sua vigilância, isto é, em sua função fiscalizadora."
"ato jurídico administrativo de natureza confirmatória, em que o agente público, verificado o exato implemento das prestações tributárias de determinado contribuinte, declara, de modo expresso, que obrigações houve, mas que se encontram devidamente quitadas até aquela data, na estrita consonância dos termos da lei."
· Lançamento: declara o nascimento do vínculo (certifica a dívida - certidão de nascimento)
· Homologação: declara a extinção do vínculo (certifica a quitação - certidão de óbito).
"têm o recolhimento exigido do devedor independentemente