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RAQUEL MEDEIROS TEIXEIRA KUSTER 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM URGÊNCIA E 
EMERGÊNCIA– PRONTO SOCORRO - HOSPITAL REGIONAL DE ALTA 
FLORESTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTA FLORESTA – MT 
2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM URGÊNCIA E 
EMERGÊNCIA– PRONTO SOCORRO - HOSPITAL REGIONAL DE ALTA 
FLORESTA 
 
 
Trabalho realizado como critério de avaliação para a 
disciplina de Estágio Supervisionado em Urgência e 
Emergência em Enfermagem da Faculdade de Alta Floresta - 
FADAF do curso de Graduação em Enfermagem do 9º 
período Prof.ª Orientadora: Lucielle Lírio Nonnenmacher. 
 
 
 
 
 
 
 
ALTA FLORESTA – MT 
2020 
 
 
 
 
 
 
 
SÚMARIO 
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 4 
2 OBJETIVOS ............................................................................................................ 6 
2.1 OBJETIVOS GERAIS ............................................................................................ 6 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................. 6 
3 DESENVOLVIMENTO ......................................................................................... 7 
4 PROCEDIMENTOS REALIZADOS .................................................................... 9 
4.1 Exame Físico ...................................................................................................... 9 
4.2 Preenchimento SAE. ........................................................................................ 10 
4.3 Higienização Das Mãos ................................................................................... 10 
4.4 Procedimentos De Enfermagem Relacionados Aos Sinais Vitais ................... 11 
4.4.1 Temperatura Corpórea Superficial ........................................................... 12 
4.4.2 Frequência Cardíaca (Pulso) ..................................................................... 12 
4.4.3 Pressão Arterial (PA) ................................................................................ 12 
4.4.4 Frequência Respiratória ............................................................................ 13 
4.5 Administrações De Medicamentos .................................................................. 13 
4.5.1 Administração De Medicamento Por Via Oral (VO) ............................... 14 
4.5.1 Administração De Medicamento Por Via Intravenosa (IV) ..................... 14 
4.5.2 Administração De Medicação Intramuscular (IM) ................................... 15 
4.6 Punções Venosas Periféricas ........................................................................... 16 
4.7 Cateterismo Vesical De Demora ...................................................................... 16 
5 DISCUSSÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS .................................... 19 
5.1 Classificação De Risco .................................................................................... 19 
5.1.1 Protocolo De Manchester ............................................................................. 20 
5.2 Competências Do Enfermeiro Na Classificação De Risco .............................. 21 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 23 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 24 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
 
Parte fundamental da matriz curricular, o Estágio Curricular Supervisionado (ECS) – 
previsto nas DCN com no mínimo 20% da carga horária total do Curso – deve possibilitar a 
consolidação de conhecimentos adquiridos no transcorrer do curso (COLLISELLI., et al, 
2009). 
Esse momento tem um significado especial na formação profissional, pois o discente 
exerce maior autonomia no contato direto com a realidade de saúde da população e do mundo 
do trabalho, permitindo assim o desenvolvimento pessoal e profissional, e o fortalecimento da 
relação entre teoria e prática (COSTA, 2007). 
Santos (2005) ressalta que o estágio funciona como uma janela do futuro através do 
qual o acadêmico antevê sua profissão, mas próximo e modo de viver. Devendo ser uma 
passagem natural do “saber sobre” para o “saber como”, um momento de validação do 
aprendizado teórico e prático em confronto com a realidade da vivencia. 
O Pronto socorro do hospital se destina ao atendimento a pacientes em estado de 
urgência ou emergência, com risco eminente de morte. Dessa forma, pessoas acidentadas, 
com suspeita de infarto, derrames, apendicite, pneumonia, fraturas, entre outras complicações. 
Todos os pacientes, ao chegarem ao Pronto Socorro são encaminhados pra triagem, onde são 
avaliados por um profissional capacitado em qualificar o risco e gravidade de caso. Essa etapa 
tem por objetivo de identificar sinais e sintomas que indicam a urgência no atendimento. 
O estágio foi realizado no Hospital Regional Albert Sabin na cidade de Alta Floresta–
MT, sempre acompanhado pela supervisão da Orientada Enfermeira Lucielle Lírio 
Nonnenmacher. 
O setor do pronto socorro é composto por 01 Posto de enfermagem, contendo, 03 
computadores, 01 impressora, 03 cadeiras para assento, 01 prateleira com divisória, possuindo 
medicação dos pacientes, 01 lixo comum, 01 lixo contaminado, 01 bebedouro, 01 bancada 
para preparação de medicações e insumos diversos. 
No corredor principal possui a entrada de emergência próxima ao posto de 
enfermagem, logo à frente a sala vermelha contendo 03 macas, aparelhos de monitorização 
dos sinais vitais, desfibrilador, 01 bancada para preparação de medicações, 01 pia e outros 
insumos. 
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Logo no corredor principal contêm 01 farmácia, 02 consultórios médicos, a frente 
possui 02 salas de observação sendo uma observação da ortopedia. Ainda no corredor possui 
02 enfermaria uma masculina e outra feminina, 01 sala de raios-X, 01 sala de classificação de 
risco, sendo que fica próximo a recepção e entrada e saída de pacientes visitantes. 
O RH do setor é composto por 01 Médico plantonista, sendo que caso de ortopedia 
fica sobre aviso, 02 Enfermeiros um responsável pela classificação de risco e o outro para 
auxiliar no que precisar no posto de Enfermagem e sala vermelha, 04 Técnicos de 
enfermagem se dividindo em corredor, ala masculina, ala feminina e sala vermelha. 
Neste estágio supervisionado, possibilitou a vivência da realidade hospitalar, 
permitindo o cumprimento de atividades diversas, como por exemplo: passagem de plantão; 
cumprimento de escalas; atendimento direto aos pacientes; documentação das prescrições de 
enfermagem e avaliações da assistência de enfermagem em documentos anexos ao prontuário 
do paciente; atendimento direto ao paciente de emergência; preparo e administração de 
medicações; agilidade e atenção nas atividades realizadas durante todo este período. 
Portanto, houve a preparação completa que possibilita aos alunos de Enfermagem 
atuar futuramente no mercado de trabalho, mediante aperfeiçoamento prático, técnico-
científico-cultural e relacionamento profissional. 
 
 
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2 OBJETIVOS 
 
2.1 OBJETIVOS GERAIS 
 
O estágio foi realizado no intuito dos alunos adquirirem o conhecimento no 
atendimento a urgência e emergência, para desenvolverem de forma satisfatória os 
conhecimentos teóricos pré-adquiridos na Faculdade e aplicá-los no âmbito hospitalar 
aproximando-o dos pacientes, de seu futuro ambiente de trabalho. 
 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
 Conhecer o setor Pronto Socorro, procurando absorver conhecimento a cerca 
do setor; 
 Entender como se dá a assistência de enfermagem ao paciente; 
 Identificar os possíveis diagnósticos de enfermagem em um paciente interno; 
 Relacionar a teoria em sala de aula com a prática em campo de estágio; 
 Proceder com atendimentohumanizado ao paciente, de forma individualizada; 
 Proporcionar conforto, bem-estar e segurança aos pacientes; 
 Realizar exame físico e anotar informações inerentes ao paciente no prontuário; 
 Trabalhar com agilidade e competência na área de urgência e emergência; 
 Aprender trabalhar em equipe de forma humanizada. 
 
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3 DESENVOLVIMENTO 
 
Segundo Romani (2009) a urgência e emergência embora seja um termo parecido 
poucos sabem o que significa, pois urgência significa qualidade ou caráter de urgente, ou seja, 
é necessário ser feito com rapidez, é indispensável, imprescindível, é necessário ser realizado 
sem demora. Já emergência significa ação de emergir, ou seja, é uma situação crítica, 
acontecimento perigoso ou fortuito, incidente, atendimento imediato. 
O profissional de enfermagem é um dos responsáveis pelo primeiro atendimento, 
atendendo os casos, que muitas vezes são graves e necessitam de um atendimento rápido e 
eficaz. A assistência ágil prestada às vítimas é o grande foco de um atendimento emergencial, 
para tanto, sabe-se que os profissionais necessitam de muito estudo e prática clínica. O 
raciocínio rápido e a habilidade do enfermeiro fazem toda a diferença quando se trata de um 
paciente com diversas lesões (SILVAL et al., 2019). 
Uma das funções do enfermeiro dentro de uma unidade de pronto atendimento é a 
triagem, que é uma competência exclusiva do enfermeiro, respaldada pelo COREN (Conselho 
Regional de Enfermagem), tendo como conceito o primeiro atendimento aos pacientes, 
objetivando a primeira avaliação, permitindo que o profissional tenha conhecimento do que 
deverá ser realizado a partir do momento, de acordo com a classificação de risco, permitindo 
que pacientes mais graves sejam priorizados imediatamente, porém sem dispensar nenhum 
paciente sem atendimento (COREN, 2012). 
Dentre as atribuições assistenciais do enfermeiro em uma Unidade de Pronto 
atendimento, podemos apontar algumas dentro da emergência: prestação de cuidados ao 
paciente juntamente com o médico; preparação e administração de medicamentos; 
viabilização da execução de exames especiais, realizando a coleta; passagem de sondas 
nasogástricas, nasoenterais e vesicais em pacientes; realização de troca de traqueostomia e 
punção venosa com cateter; curativos complexos; preparação de instrumentos para intubação, 
aspiração, monitoramento cardíaco e desfibrilação, dando apoio a equipe médica diante da 
execução de diversos procedimentos; controle dos sinais vitais; evolução de paciente e 
anotação em prontuário (SILVA e INVENÇÂO). 
 
 
Referindo às funções administrativas realizadas pelo enfermeiro, Wehbe; Galvão 
(2001) apontam que o enfermeiro deve: realizar estatísticas dos atendimentos prestados na 
8 
 
 
 
unidade; liderar a equipe de enfermagem no atendimento à pacientes críticos e não críticos; 
coordenar as atividades dos profissionais que trabalham na recepção, limpeza e portaria; 
realizar soluções de problemas referentes ao atendimento médico ambulatorial; dimensionar 
pessoas e recursos materiais necessários; elaborar a escala diária e mensal da equipe de 
enfermagem; realizar o controle de materiais; realizar a verificação das necessidades de 
manutenção dos equipamentos do setor; realizar a pré-consulta dentro da classificação de 
risco permitindo que os pacientes mais graves sejam priorizados imediatamente; verificar os 
sinais vitais e anotação da queixa atual do paciente; preparar os material para punção 
subclávia e/ou dissecação de veia, bem como o apoio a equipe médica; realizar evolução e 
anotação dos pacientes em observação na unidade. 
Durante todos os dias do estágio supervisionado a Prof. Enf. Lucielle realizou escala 
para cada um permanecer em cada setor, sendo eles, enfermaria masculina e feminina, 
corredor onde assume as salas de observações, sala de classificação de riscos e sala vermelha. 
Assim, nos presentes setores realizei exame físico, aferição dos sinais vitais, preenchimento 
SAE, higienização das mãos, instalações e manutenção de infusão intravenosa, preparo e 
administração de medicações. 
 
9 
 
 
 
4 PROCEDIMENTOS REALIZADOS 
 
4.1 Exame Físico 
 
Objetivo da técnica: 
 
O exame físico consiste na aplicação de técnicas propedêuticas de inspeção, ausculta, 
palpação e percussão, que, somada a outras técnicas de semiologia, dá ao enfermeiro o 
subsidio necessário para o diagnóstico e, consequentemente, para a execução de um plano de 
cuidado que beneficie o paciente, sendo, dessa forma, essencial para o bom desempenho do 
processo de enfermagem (SANTOS, VEIGA e ANDRADE, 2010). 
A sequência do guia simplificado de exame físico foi estruturada para manter o 
movimento do examinador a um mínimo e limitar a frequência com que o paciente teria que 
se levantar, permitindo a exploração de áreas do corpo que façam parte de diferentes sistemas 
de órgãos. Este é um dos muitos roteiros possíveis que permitem realizar um exame físico 
completo (NETO et al., 2017). 
 
Descrição: 
 
INSPEÇÃO: É a exploração feita usando-se o sentido da visão. A inspeção pode ser 
panorâmica ou localizada. Pode ser feita a olho nu ou com o auxílio de uma lupa. Para uma boa 
técnica da inspeção recomenda-se dispor de iluminação adequada, descobrir a região a ser 
inspecionada e ter em mente as características normais da área em questão. 
Existem duas maneiras fundamentais para se fazer a inspeção: Inspeção Frontal: Olhando-se 
frontalmente a região a ser examinada. Inspeção Tangencial: Observando-se a região 
tangencialmente. 
 
PALPAÇÃO: Recolhe dado através do tato e da pressão. Por intermédio da palpação 
percebem-se modificações de textura, espessura, consistência, sensibilidade, volume, dureza, além 
da percepção de frêmito, reconhecimento de flutuação, elasticidade, verificação da presença de 
edema e outros. 
 
10 
 
 
 
PERCUSSÃO: Se baseia no seguinte princípio: ao se golpear um ponto qualquer do 
organismo, originam-se vibrações que têm características próprias quanto a intensidade, timbre e 
tonalidade, na dependência da estrutura anatômica percutida. 
Tipos de sons obtidos à percussão: Som maciço; Som submaciço; Som timpânico; 
Som claro pulmonar; 
 
AUSCULTA: É a técnica de levantamento de dados físicos que envolvem escutar os 
sons. Geralmente os sons são auscultados através do uso de um aparelho conhecido como 
estetoscópio. 
 
4.2 Preenchimento SAE. 
 
Objetivo da técnica: 
 
Segundo Santos (2010), a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é 
composta pelas seguintes etapas: histórico de enfermagem que compreende a anamnese e o 
exame físico; diagnóstico de enfermagem; prescrição de enfermagem, evolução de 
enfermagem e plano de alta. Na qual, com a aplicação da SAE o processo de cuidar em 
enfermagem torna-se mais amplo, através de planejamento ainda mais individualizado e 
holístico, mantendo o conhecimento científico como âncora deste cuidado. 
 
4.3 Higienização Das Mãos 
 
Objetivo da técnica: 
 
 
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA a higienização 
das mãos é reconhecida, mundialmente, como uma medida primária, mas muito importante no 
controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Por este motivo, tem sido 
considerada como um dos pilares da prevenção e controle de infecções dentro dos serviços de 
saúde, incluindo aquelas decorrentes da transmissão cruzada de microrganismos 
multirresistentes. 
 
Desde Florence Nightingale, cuidados fundamentais para o atendimento às 
necessidades de saúde representam elementos que sustentam a prática de enfermagem. 
11 
 
 
 
Atividades como higienização das mãos (HM), higiene oral, mudança de decúbito, cuidados 
com a pele e com cateteres são fundamentais no processo de cura, manutenção da saúde, 
promoção de conforto e prevenção de complicações (BELELA-ANACLETO; PETERLINII; 
PEDREIRA, 2016). 
Higienizar as mãos com técnicacorreta e em momento oportuno representa obrigação 
de todos os profissionais, pois a violação desse padrão básico de cuidado não pode continuar a 
ser justificada como falha do sistema (GOLDMANN, 2006). 
Pode ser realizada a higienização das mãos com gel antisséptico, ou sabão antisséptico 
sempre seguindo a mesma técnica. 
 
Figura 1. Lavagens das mãos. 
 
Fonte: https://chefnutri.wordpress.com/2013/10/28/a-importancia-da-higienizacao-das-maos/ 
 
4.4 Procedimentos De Enfermagem Relacionados Aos Sinais Vitais 
 
Objetivo da técnica: 
 
Sinais vitais são definidos como parâmetros do funcionamento regular dos órgãos 
vitais e se consistem na verificação e análise da pressão arterial, temperatura corporal, 
respiração e pulsação (MURTA; et al, 2009). 
Os sinais vitais (SSVV) são indicadores do estado de saúde e da garantia das funções 
circulatórias, respiratória, neural e endócrina do corpo. Podem servir como mecanismos de 
https://chefnutri.wordpress.com/2013/10/28/a-importancia-da-higienizacao-das-maos/
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comunicação universal sobre o estado do paciente e da gravidade da doença (TEIXEIRA et 
al., 2015). 
Na rotina hospitalar é utilizado as abreviação T.P.R.PA (temperatura, pulso, respiração 
e pressão arterial), sempre deve ser seguida para estabelecer critérios para os cuidados. 
 
4.4.1 Temperatura Corpórea Superficial 
 
Objetivo da técnica: 
 
A temperatura corporal segundo POTTER (2009) é o equilíbrio entre a produção e a 
perda de calor do organismo, mediado, pelo centro termorregulador. Pode ser verificada na 
região axilar, inguinal, bucal ou retal. A via oral está contraindicada em pessoas que 
realizaram cirurgias na região ou que apresentam dificuldades para respirar. A via timpânica 
não deve ser utilizada caso o paciente apresente infecção no ouvido ou realizou cirurgia no 
local. A axilar é a mais comumente verificada (embora menos fidedigna) e o seu valor normal 
varia no adulto entre 36 e 37,8° C. 
 
4.4.2 Frequência Cardíaca (Pulso) 
 
Objetivo da técnica: 
 
A verificação do pulso é a onda de expansão e contração das artérias, resultante dos 
batimentos cardíacos. Na palpação do pulso, verifica-se freqüência, ritmo e tensão. O número 
de pulsações normais no adulto é de aproximadamente 60 a 80 batimentos por minuto 
(POTTER, 2009). 
A obtenção da frequência cardíaca dá-se através da palpação dos pulsos centrais 
(carotídeo e femoral) e dos pulsos periféricos (radial, ulnar, poplíteo, tibial posterior). A 
ausência do pulso pode indicar uma oclusão arterial (POTTER, 2009). 
A avaliação do pulso inclui a determinação da frequência de pulso e a análise de sua 
qualidade, que inclui ritmo e força. 
 
4.4.3 Pressão Arterial (PA) 
 
Objetivo da técnica: 
13 
 
 
 
 
A aferição da pressão é a medida pela pressão exercida pelo sangue nas paredes das 
artérias. A pressão (PA) ou tensão arterial (TA) depende da força de contração do coração, da 
quantidade de sangue circulante e da resistência dos vasos (POTTER, 2009). 
Ao medir a pressão arterial, POTTER (2009) considera a pressão máxima ou sistólica 
que resulta da contração dos ventrículos para ejetar o sangue nas grandes artérias e a pressão 
mais baixa ou diastólica, que ocorre assim que o coração relaxa. A pulsação ventricular ocorre 
em intervalos regulares. A PA é medida em mmHg. Difícil definir exatamente o que é pressão 
arterial normal. Fatores constitutivos e ambientais interferem na PA. Aumenta com a idade e é 
considerada normal para o adulto entre 130/80, 130/70, 120/80, 120/70 mmHg. 
 
4.4.4 Frequência Respiratória 
 
Objetivo da técnica: 
 
A frequência respiratória segundo POTTER (2009) é o número de ventilações 
ocorridas a cada minuto. Ela pode ser contada visualmente, pela palpação, colocando-se a 
mão sobre o tórax do paciente ou, ainda, com a ausculta dos movimentos respiratórios no 
pulmão com o auxílio de um estetoscópio. 
A freqüência respiratória normal do adulto oscila entre 16 a 20 respirações por minuto. 
Em geral, a proporção entre freqüência respiratória e ritmo de pulso é aproximadamente de 1: 
4. Ex: R=20 / P=80 (POTTER, 2009). 
 
 
 
 
4.5 Administrações De Medicamentos 
 
Objetivo da técnica: 
 
A administração de medicamentos é um procedimento que pode ser realizado por 
alguns profissionais de saúde, porem é uma prática realizada cotidianamente pela equipe de 
enfermagem. Tal procedimento demanda conhecimentos de farmacologia relacionados ao tipo 
da droga, mecanismos de ação, excreção, atuação nos sistemas orgânicos; além de 
14 
 
 
 
conhecimentos de semiologia e semiotécnica, e avaliação clínica do estado de saúde do 
cliente (LOPES; CHAVES e JORGE, 2006). 
 
Classificação das vias de administração: 
Enteral: Oral; Sublingual; Retal ou vaginal. 
Parenteral: Intradérmica; Subcutânea; Intramuscular e endovenosa. 
Tópicas: Dermatológica; Oftálmica; Nasal e Otológica. 
 
4.5.1 Administração De Medicamento Por Via Oral (VO) 
 
A administração VO deve ser feita segundo Ferreira (2014) conforme as prescrições 
médica e de enfermagem, deve comparar as prescrições com o rótulo do medicamento, a fim 
de garantir que se trata: do paciente certo, do medicamento certo, da dose certa, da via de 
administração certa e do horário certo. 
A administração de fármacos por essa via, embora tenha limitações – dentre elas a 
influência de fatores inerentes à absorção no trato gastrintestinal, como alimentos ou outros 
medicamentos –, é a mais conveniente e, no mais das vezes, também a mais segura e 
econômica (CHAVES et al., 2017). 
 
 
 
 
4.5.1 Administração De Medicamento Por Via Intravenosa (IV) 
 
A via IV segundo Ferreira (2014) permite a administração de medicamentos 
diretamente na corrente sanguínea, através de um acesso venoso superficial ou profundo. A 
solução a ser administrada deve ser límpida, transparente, não oleosa e não deve conter 
cristais visíveis em suspensão. É utilizada quando há necessidade de concentrações 
sanguíneas elevadas e efeitos imediatos do medicamento, através de uma única dose ou 
infusão contínua. 
Pela via venosa a absorção do medicamento ou solução é imediata e completa e a 
resposta do paciente é rápida, garantindo completa biodisponibilidade e controle estrito sobre 
a quantidade ministrada e o nível mantido no sangue do paciente (FERREIRA, 2014). 
15 
 
 
 
Para a administração da medicação Ferreira (2014) relata que deve seguir os passos de 
paciente certo, medicamento certo, dose certa, da via de administração certa e do horário 
certo, seguir a prescrição médica, identificar a medicação, separar o frasco ou ampola e fazer 
a limpeza com algodão embebido em álcool 70% antes de puncioná-lo ou quebrá-lo, já que 
isso remove poeira, gordura e micro-organismos (essa etapa pode ser omitida em frascos-
ampola de dose única), diluir o medicamento antes da administração, se o paciente já estiver 
com acesso venoso realizar a desinfecção da conexão do acesso venoso com álcool 70%, se o 
paciente não estiver com acesso venoso realizar a punção venosa, injetar todo o medicamento, 
no tempo recomendado (verificar as recomendações específicas relativas ao medicamento e 
ao paciente). 
Ficar atento aos sinais de formação de hematomas ou infiltrações no local da punção, 
além de queixas de dor, desconforto, etc. Registrar o procedimento e as intercorrências, caso 
ocorram. 
 
4.5.2 Administração De Medicação Intramuscular (IM) 
 
Injeções Intramusculares Ferreira (2014) relata que este tipo de medicação deposita a 
medicação profundamente no tecido muscular, o qual é bastante vascularizado, podendo 
absorver rapidamente. Esta via de administração fornece uma ação sistêmica rápida e 
absorção de doses relativamente grandes (até 5 ml em locais adequados). 
São recomendadas segundo Ferreira (2014) para os pacientes não cooperativos ou 
àqueles que não podem tomar a medicação via oral, e para as medicações que sãoalteradas 
pelo suco digestivo. Os tecidos musculares possuem poucos nervos sensoriais, permitindo na 
injeção uma administração menos dolorosa de medicações irritantes. O local de uma injeção 
intramuscular deve ser escolhido cuidadosamente, levando em consideração o estado físico 
geral do paciente e a proposta da injeção. 
As injeções intramusculares são contra-indicadas em pacientes com mecanismos de 
coagulação prejudicados, em pacientes com doença vascular periférica oclusiva, edema e 
choque - porque estas moléstias prejudicam a absorção periférica. Além de não serem 
administradas em locais inflamados, edemaciados, irritados, ou ainda em locais com manchas 
de nascença, tecido cicatrizado ou outras lesões. 
 
16 
 
 
 
4.6 Punções Venosas Periféricas 
 
Objetivo da técnica: 
 
Segundo Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA 2019), ao realizar a 
inserção de um cateter periférico deve realizar higiene das mãos, seleção do cateter adequado 
e sítio de inserção, preparo da pele, estabilização e manutenção do cateter periférico, cuidados 
com o sítio de inserção e remoção do cateter. 
A inserção do cateter tem por finalidade coleta de sangue venoso, infusão contínua de 
soluções, administração de medicamentos, manutenção de uma via de acesso venosa para 
administração intermitente de medicamentos (ANVISA, 2019). 
Para realizar este procedimento segundo ANVISA (2019) deve conferir na prescrição 
médica e de enfermagem a indicação para o procedimento, reunir todo o material em uma 
bandeja limpa, higienizar as mãos, perguntar o nome completo do paciente a fim de garantir 
que se trata do paciente certo, apresentar-se, explicar o procedimento, calçar as luvas de 
procedimento, expor a área e verificar a rede venosa, pedir ao paciente para abrir e fechar a 
mão várias vezes, garrotear acima do local a ser puncionado (5 a 15 cm do local da punção 
venosa), selecionar a veia a ser puncionado, pedir ao paciente que feche a mão, fazer a 
antissepsia do local com algodão embebido em antisséptico do centro para as extremidades, 
em movimentos circulares, ou em uma única direção, tracionar a pele para baixo, com o 
polegar, abaixo do local a ser puncionado, introduzir o cateter venoso ou agulha na pele, com 
o bisel voltado para cima, a um ângulo aproximado de 30 a 45°. 
Portanto, nunca reintroduzir a agulha de volta no cateter após sua remoção, uma vez 
introduzido na pele, direcionar o cateter ou a agulha e introduzi-lo na veia (caso esteja sendo 
utilizado um cateter com mandril, tipo Abocath®, introduzir o cateter com o mandril no 
interior da veia, removendo o mandril logo após o refluxo do sangue). Fixar o dispositivo com 
fita adesiva apropriada, registrando na fixação mais superficial o calibre do cateter, data, hora 
da introdução e as iniciais do profissional que executou o procedimento, orientar o paciente 
sobre os cuidados para a manutenção do cateter: evitar atrito, molhar e tracionar o cateter e 
não pressionar o membro puncionado. 
 
4.7 Cateterismo Vesical De Demora 
 
Objetivo da técnica: 
 
17 
 
 
 
Segundo POTTER (2009) os padrões de eliminação urinária estão relacionados a 
fatores fisiológicos, sociais e emocionais, sendo que a independência para esta atividade pode 
ser afetada por incapacidade física e/ou mental. Quando o enfermeiro identifica um caso de 
eliminação urinária alterada, ele deve ser capaz de estabelecer o diagnóstico de enfermagem 
com base nas queixas clínicas, implementar intervenções que eliminem ou atenuem os 
sintomas ou encaminhar o paciente a uma avaliação mais acurada. 
A cateterização urinária POTTER (2009) afirma que é utilizada em situações 
específicas e consiste na introdução de um tubo flexível na bexiga para permitir a drenagem 
de urina. Pode consistir de um sistema intermitente (cateterismo vesical de alívio) ou 
residente (cateterismo vesical de demora). É prescrito com o propósito de esvaziar a bexiga 
para finalidade cirúrgica ou diagnóstica, para clientes com incontinência ou retenção urinária, 
quando se faz necessária a avaliação exata do débito urinário, para coleta de amostras de 
urinas e para irrigar a bexiga ou instilar medicamentos nas cirurgias urológicas. 
Deve ser seguido conforme as prescrições médica, deve se atentar ao calibre da sonda, 
checar o nome e leito do paciente, orientar a cliente e/ou acompanhante quanto ao 
procedimento, preparar todo o material em campo esterilizado, utilizando técnica asséptica, 
cuidando para não contaminar o campo e o paciente. 
Para introduzir a sondagem POTTER (2009) define que deve colocar a cliente em 
posição com os MMII fletidos e em abdução, realizar a higiene íntima, colocar a solução 
antisséptica na cúpula, calçar as luvas estéreis, aspirar água destilada com seringa e agulha 
assim como despejar a xilocaína na quantidade necessária sobre gaze estéril com auxílio de 
outra pessoa, testar o balonete da sonda, observando o volume adequado do mesmo, conectar 
a sonda ao sistema fechado, se a sonda for de demora, iniciar antissepsia com movimento 
unidirecional, desprezando a gaze ao final de cada região seguindo a ordem: monte de vênus; 
grandes lábios de cima para baixo à esquerda e grandes lábios de cima para baixo à direita. 
Com a mão não dominante, afastar os grandes lábios e com a mão dominante proceder à 
antissepsia dos pequenos lábios de cima para baixo a direita e depois à esquerda; manter ainda 
os grandes lábios afastados com a mão não dominante de forma a visualizar o meato uretral e 
proceder à antissepsia do mesmo, de cima para baixo (com a mão dominante); lubrificar a 
extremidade distal da sonda com Xilocaína-gel (exceto em pacientes do CO); com a mão 
dominante, introduzir a sonda até observar retorno urinário; insuflar o balonete (caso SVD); 
fixar a sonda na face interna da coxa, deixando o sistema por cima da perna, sendo que 
durante os procedimentos cirúrgicos, a fixação da sonda poderá ser alterada de acordo com o 
18 
 
 
 
posicionamento da cliente; se sondagem de alívio retirar a sonda após esvaziamento da 
bexiga; deixar a cliente confortável e com a campainha ao seu alcance; Mensurar débito no 
caso de sonda de alívio. 
Portanto o coletor deve ser mantido abaixo do nível da bexiga, e deve ser anotado 
qualquer intercorrência e o procedimento feito no prontuário do paciente. 
 
19 
 
 
 
5 DISCUSSÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 
 
5.1 Classificação De Risco 
 
A classificação de risco foi criada para ajudar todos os usuários que buscam por um 
atendimento de qualidade e apoio estrutural, gerando assim um impacto positivo na sociedade 
em geral, atingindo o objetivo central do Sistema Único de Saúde (SUS) de assistência 
qualificada ao usuário (CAMPOS; SOUZA, 2014). 
 A classificação de risco é um dispositivo da PNH, a qual define uma ferramenta de 
organização para aqueles usuários que precisam de atendimento imediato seja atendido com 
prioridade, e não por ordem de chegada. Assim garantindo um atendimento resolutivo e 
humanizado para aqueles em situação de sofrimento agudo ou crônico (REDE HUMANIZA 
SUS). 
De acordo com o Ministério da Saúde (2002), a triagem classificatória deverá ser 
realizada por meio de protocolos pré-estabelecidos, por profissionais de saúde de nível 
superior, com treinamento específico; sendo proibida a dispensa de pacientes antes que estes 
recebam atendimento médico. 
O acolhimento com classificação de risco configura-se como uma das intervenções 
potencialmente decisivas, partindo da intenção da eficácia no atendimento. Com o auxílio de 
protocolos preestabelecidos, orienta o atendimento de acordo com o nível de complexidade, e 
não por ordem de chegada, exercendo, dessa maneira, "uma análise (Avaliação) e uma 
ordenação (Classificação) da necessidade, distanciando-se do conceito tradicional de triagem 
e suas práticas de exclusão, já que todos serão atendidos” (BRASIL, 2002). 
O manual do ministérioda saúde (2009) destaca que a classificação de risco tem como 
objetivo primordial, garantir o atendimento imediato do usuário com grau de risco elevado; 
informar o paciente que não corre risco imediato, assim como a seus familiares, sobre o tempo 
provável de espera; promover o trabalho em equipe por meio da avaliação contínua do 
processo; dar melhores condições de trabalho para os profissionais pela discussão da 
ambiência e implantação do cuidado horizontalizado; aumentar a satisfação dos usuários e, 
principalmente, possibilitar e instigar a pactuação e a construção de redes internas e externas 
de atendimento. 
A classificação de risco deve ser executada por um profissional de nível superior, que 
geralmente é o enfermeiro que tenha uma boa capacidade de comunicação, agilidade, ética e 
um bom conhecimento clínico. 
20 
 
 
 
O paciente que chega a unidade onde se realiza abertura de ficha de atendimento na 
recepção e passa para aguardar o atendimento pelo enfermeiro, que fará uma breve avaliação 
do quadro clinico utilizando o protocolo de Manchester ou Humaniza SUS. Depois a 
avaliação e classificação são realizadas com base nas queixas, sinais, sintomas, sinais vitais, 
saturação de O2, escala de dor, glicemias entre outros. Após essa avaliação os pacientes são 
identificados com pulseiras de cores correspondentes e um dos seis níveis estabelecido pelo 
sistema (BRASIL - 2004). 
Deve ser feita a identificação dos pacientes que necessitam de intervenção médica e de 
cuidados de enfermagem, de acordo com o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de 
sofrimento, usando um processo de escuta qualificada e tomada de decisão baseada em 
protocolo e aliada à capacidade de julgamento crítico e experiência do enfermeiro. 
 
Figura 1. Protocolo de Manchester Figura 2. Humaniza SUS. 
 
 
 
 
5.1.1 Protocolo De Manchester 
 
O Sistema de Triagem de Manchester é uma metodologia científica que confere 
classificação de risco para os pacientes que buscam atendimento em uma unidade de pronto 
atendimento. O Sistema de Classificação de Risco (SCR) dispõe de 52 entradas, que se 
21 
 
 
 
entende por fluxos ou algoritmos para a classificação da gravidade, avaliação esta codificada 
em cores (DIAS, 2014). 
A Triagem de Manchester teve origem na Inglaterra, na cidade de Manchester. No 
Brasil, foi utilizado pela primeira vez em 2008, no Estado de Minas Gerais, como estratégia 
para reduzir a superlotação nas portas dos prontos-socorros e hospitais. Hoje, ele é acreditado 
pelo Ministério da Saúde, Ordem dos Enfermeiros, Ordem dos Médicos e é entendido como 
uma evolução no atendimento aos quem recorrem a um Serviço de Urgência (DIAS, 2014). 
De acordo com o Ministério da saúde (2002), no protocolo de classificação ocorre a 
triagem classificatória onde deverá ser realizada por meio de protocolo pré-estabelecidos, por 
profissionais de saúde de nível superior, com treinamento especifico; sendo proibida a 
dispensa de pacientes antes que estes recebam atendimento médico. 
A classificação de risco: 
a) A cor vermelha indica emergência, caso gravíssimo, com necessidade de 
atendimento imediato, e risco de morte. 
b) A cor laranja é para casos muitos urgentes, grave, com risco significativo de 
evoluir para morte e que exige atendimento urgente amarelo significa urgente 
para caso de gravidade moderada, com necessidade de atendimento médico, 
mas sem risco imediato. 
c) A cor verde é pouco urgente, para atendimento preferencial nas unidades de 
atenção básica. 
d) A cor azul a classificação de risco é indicativa para casos não urgentes, 
residência. 
 
 
5.2 Competências Do Enfermeiro Na Classificação De Risco 
 
Realiza-se a classificação dos clientes, pelo enfermeiro, de acordo com seu estado 
clínico. Esse profissional está respaldado pela Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 (Lei do 
Exercício Profissional de Enfermagem), que define a consulta de Enfermagem como 
atribuição privativa do enfermeiro e inclui a realização de técnicas de maior complexidade 
baseadas em conhecimentos científicos e capacidade de tomar decisões rápidas 
(MENDONÇA et al., 2018). É importante que o profissional que trabalha com a classificação 
22 
 
 
 
de risco, aceite o desafio de enfrentar qualquer situação catastrófica que o serviço apresentar 
(INFANTINI et al., 2017). 
É importante que o profissional que trabalha com a classificação de risco, aceite o 
desafio de enfrentar qualquer situação catastrófica que o serviço apresentar. Este profissional 
deve estar preparado físico e psicologicamente para enfrentar os obstáculos do dia a dia 
(BORTOLOTTI, 2014). 
 
O enfermeiro deverá se orientar por protocolos padronizados pela instituição, escutar a 
queixa, os medos e as expectativas dos clientes, identificar os riscos e as vulnerabilidades. 
Verifica-se que cabe ainda, ao enfermeiro, a avaliação do cliente e a responsabilidade para dar 
uma resposta adequada ao problema conjugando as necessidades imediatas dos clientes com 
as ofertas do serviço (MENDONÇA et al., 2018). 
. 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O estágio supervisionado de Urgência e Emergência em Enfermagem proporcionou a 
vivência da realidade do enfermeiro dentro da unidade hospitalar no pronto atendimento, 
permitindo o cumprimento de atividades diversas. 
Durante o estágio aprendi que na emergência se faz necessário tomar decisões rápidas 
e ser bastante ágil nos procedimentos, e que o trabalho inicia antes mesmo de o paciente 
chegar, garantindo que o local esteja organizado, os equipamentos testados e os materiais em 
fácil acesso. 
É fundamental o papel de cada integrante na equipe, saber trabalhar em grupo, foi o 
meu maior aprendizado, e na parte de função do enfermeiro na ala de urgência e emergência 
hospitalar pude aprender que é fundamental o acolhimento ao paciente e sua família durante a 
chegada ao setor emergencial, realizando os procedimentos necessários ao nível de risco que 
o indivíduo se encontra. Nesta etapa, o profissional deve saber avaliar o paciente de forma 
primária, identificar o seu quadro de saúde e prestar o atendimento adequado o quanto antes. 
Gostaria de agradecer imensamente a Professora Enfermeira Lucielle Lírio 
Nonnenmacher, pelo apoio e dedicação, durante todo este período com nosso grupo onde 
fomos companheiras e sempre uma ajudando a outra quando acumulava atividades no 
decorrer do período noturno. 
A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que este estágio fosse 
concluído com sucesso. Muito obrigada! 
 
 
24 
 
 
 
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