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APOL II SEGUNDA TENTATIVA

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APOL II – SEGUNDA TENTATIVA
Questão 1/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
Em 1990 teve início a Virada Ideacional, uma forma crítica às teorias institucionalistas de ciência política que não consideravam o poder das ideias nas suas análises sobre os processos políticos. Keohane e Goldstein (1993 apud Nanci, Pinheiro, 2019, p. 105) foram importantes autores desse movimento ao contribuírem com uma classificação das ideias em três grupos: visões de mundo, crenças de princípio e crenças casuais. Por essa visão, as histórias não poderiam ser vistas como forma de solução para os problemas de escolha durante três momentos: no momento em que as crenças ou princípios auxiliam os atores a ter maior clareza; o momento em que as ideias auxiliam no consenso e; quando as ideias se institucionalizam e passam a fazer parte das instituições públicas.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 5: Perspectivas Cognitivas e a APE.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, análise as afirmações abaixo, que discutem as premissas da teoria da interdependência complexa, e, depois, assinale a alternativa que indica apenas as corretas: 
I. Para os modelos cognitivos, a análise da política externa não pode considerar apenas os aspectos concretos do processo de tomada de decisão, uma vez que este também envolve os processos cognitivos dos atores na formulação da decisão.
II. Para as abordagens cognitivas é preciso olhar para a política internacional do mesmo modo que os decisores o fazem. Assim, a compreensão do processo de raciocínio dos decisores internacionais configura-se em um aspecto central desse tipo de análise.
III. As análises cognitivas da política externa podem ser consideradas irracionais, uma vez que se concentram unicamente nas emoções dos decisores e não levam em conta os seus cálculos racionais.
IV. A observação das crenças dos decisores e o favoritismo motivado são aspectos considerados por análises cognitivas.
Nota: 10.0
A	Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B	Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
C	Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
D	Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
A resposta correta é aquela que indica que apenas as afirmações I, II e IV estão corretas. A afirmação I está correta porque os modelos cognitivos apresentam uma visão de que, nem toda a suposição, ou modelos previstos pelos atores são necessariamente realizados. Considerando essa situação, a análise sobre política externa não poderia se resumir a somente o campo concreto de acontecimentos, mas também ao campo cognitivo, ou seja, o processo mental do decisor público. A afirmação II está correta porque parte da justificativa para esse tipo de abordagem pode ser vista na fala de Harold e Margaret (1956) que argumentam que uma das formas de compreender a dinâmica internacional, é olhar para o cenário externo da mesma forma que os decisores olham. Para isso, logicamente, teria de se compreender seu processo de raciocínio (Nanci, Pinheiro, 2019, p. 100). A afirmação III está incorreta porque essa abordagem não deve ser vista como um modelo irracional, mas sim como uma interpretação de como a mente humana funcionaria. Os aspectos cognitivos não se resumem somente ao âmbito não físico das ideias, mas também adicionaria às suas discussões pontos como os custos de informação, o tempo, ambiguidade entre outros fatores. A afirmação IV está correta porque não há como explicar as decisões dos atores sem compreender suas crenças, sendo essa variável importante na compreensão de decisões que falham. Além disso, outro ponto que pode ser trabalhado na abordagem cognitiva é o de favoritismo motivado. Essa visão trata sobre como o favoritismo pode ocorrer tanto por necessidades psicológicas, quanto pelo fato de determinada alternativa estar em harmonia com alguma crença já existente. Seria a partir da interpretação das crenças e fatos que se teria uma outra ferramenta de compreensão do mundo.
Você acertou!
Referência: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 5: Perspectivas Cognitivas e a APE.
E	Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
 
Questão 2/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“No fim, cada líder acreditava que o que fazia era no interesse da nação – e provavelmente também no seu próprio interesse, embora nem todos os seus auxiliares concordassem. Entretanto, sem o acordo da Cúpula os líderes provavelmente não teriam alterado (ou não poderiam alterar) as políticas econômicas tão facilmente. Nesse sentido, o acordo de Bonn combinou com sucesso as pressões domésticas e as internacionais. Nem uma análise puramente doméstica nem uma puramente internacional poderia abordar esse episódio [...] Os eventos de 1978 ilustram que, em vez dessas análises parciais, devemos voltar a atenção para teorias de “equilíbrio geral” que deem conta simultaneamente das interações de fatores domésticos e internacionais. Este artigo sugere uma estrutura conceitual para entender-se como a diplomacia e a política doméstica interagem.
Fonte: PUTNAM, Robert D. Diplomacia e política doméstica: a lógica dos jogos de dois níveis. Revista Sociologia e Política. 2010, vol.18, n.36, pp.147-174, p. 149. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/rsocp/v18n36/10.pdf>.
 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que indica, corretamente, um dos conceitos centrais da teoria de Putnam para entender o processo decisório:  
Nota: 10.0
A	O conceito soft power é central para a teoria de Putnam e significa poder brando.
B	O conceito winset é central para a teoria de Putnam e significa conjunto de vitórias.
Você acertou!
Outra contribuição de Putnam para compreender os processos de decisão e negociações é o de winset. O winset seria o apoio que o governo teria proveniente do nível um para o nível dois deve ser visto como um conjunto de vitórias. O número de vitórias influenciaria o sucesso estatal em relação aos acordos pretendidos no nível dois. Um grande número de vitórias contribuiria positivamente para o alcance desses acordos (Nanci, Pinheiro, 2019, p. 79).
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: Jogos de Dois Níveis.
C	O conceito self help é central para a teoria de Putnam e significa tendência a autoajuda.
D	O conceito path dependence é central para a teoria de Putnam e significa dependência de trajetória.
E	O conceito problem solving é central para a teoria de Putnam e significa resolução de problemas.
Questão 3/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“Hill (2003, p. 86) destaca que a teoria da política burocrática traz duas consequências para a compreensão da política externa: (1) reforça a relevância das variáveis domésticas, oferecendo novas alternativas teóricas às correntes realista e neorrealista das RI e; (2) retrata os tomadores de decisão não como atores que agem em nome do interesse público, mas, sim, como agentes que possuem agendas específicas. Hill (2003, p. 86) destaca, entretanto, que, não obstante a teoria da política burocrática ressaltar variáveis relevantes para a compreensão da política externa, ela traz, também, complicadores para a análise”.
Fonte: KEMER, Thaíse. A Análise de Política Externa no caso da atuação do Brasil para a construção da paz na Guiné-Bissau (2003-2016). Trabalho apresentado no Workshop do NEPRI – UFPR. Curitiba. Pág. da citação 8. 2018. Disponível em: <http://www.humanas.ufpr.br/portal/nepri/files/2012/04/A-An%C3%A1lise-de-Pol%C3%ADtica-Externa-no-caso-da-atua%C3%A7%C3%A3o-do-Brasil-para-a-promo%C3%A7%C3%A3o-da-Paz-na-Guin%C3%A9-Bissau_2003-2016.pdf>.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, como Hill compreendia a relação

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