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Analise do Consenso ABENO

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Explique como percebe as diferenças entre os cuidados nos diversos 
ambientes da faculdade. 
 
Nome: Juliana Pereira de Souza 
 
Após a leitura do documento Consenso ABENO – Biossegurança no Ensino 
Odontológico pós- pandemia da COVID-19, foi possível perceber que haverá diversas 
mudanças quando ocorrer o retorno das atividades presenciais nas faculdades de 
odontologia do país. 
Particularmente, acredito que as medidas a serem adotadas, descritas no 
documento já citado, podem ser descritas como medidas “básicas”, ou seja, aquelas 
que devem ser adotadas em todos os ambientes e as medidas “extras”, aquelas que 
devem ser adotadas em conjunto com as medidas básicas, e que serão diferenciadas 
de acordo com cada ambiente e seu grau de risco. 
Podem ser consideradas medidas básicas o distanciamento de dois metros 
entre os indivíduos, a disponibilização de álcool 70% e, sempre que possível, ter um 
local com água corrente e sabão, assim como dispensadores com papel e toalhas 
descartáveis para a higienização das mãos. Também é importante ressaltar que deve 
se evitar ao máximo ter consigo objetos desnecessários e o compartilhamento deles, 
quando necessário o compartilhamento, embalar o objeto com papel filme e depois do 
uso descartar a embalagem e realizar a descontaminação fazendo a fricção do mesmo 
com álcool 70%. Ainda quanto as medidas comuns a todos os ambientes, é preferível 
que portas e janelas estejam abertas, se necessário o uso de ar condicionado, optar 
pelos que possuam exaustor que realizem as trocas de ar necessárias. 
Além disso, o uso de máscara se torna obrigatório em todos os ambientes, 
porém, seu modelo varia quando considerado o ambiente. Assim, as máscaras que 
devem ser utilizadas em cada ambiente são: 
• Máscara de tecido: uso em áreas comuns, como salas de aula, 
corredores e afins, e para usuários que buscam os serviços da faculdade. 
• Máscara cirúrgica tripla descartável: Uso na área de triagem presencial. 
• Respiradores N95/PFF2 ou similar sem válvula: Uso na clínica, na 
Central de Material e de Esterilização e em laboratórios. 
Quanto as medidas “extras”, os ambientes clínicos e laboratórios são 
ambientes específicos que necessitam de mais cuidados por serem risco maior. 
Nos laboratórios, além das medidas básicas, também será adotado o uso 
obrigatório de avental descartável impermeável de manga longa e demais EPI’s, como 
óculos, touca descartável, máscara e protetor facial. 
Nos ambientes clínicos, as medidas de proteção adotadas variam de acordo 
com o risco do procedimento que o profissional irá realizar. 
• Proteção grau 1- Para profissionais com acesso restrito a sala de espera, 
onde não haverá contato físico, o risco é considerado moderado e a proteção pode 
ser feita com o uso de touca descartável, protetor facial, mascara descartável, pijama 
cirúrgico de mangas curtas, avental descartável de mangas longas e calçado cirúrgico 
para uso na clínica. 
• Proteção grau 2- Para profissionais que terão contato físico com o 
usuário, porem não participara de nenhum procedimento que produza aerossóis e/ou 
gotículas, o risco considerado é alto e a proteção é feita com o uso de touca 
descartável, óculos de proteção, respirador N95-PFF2 ou similar com válvula, protetor 
facial, pijama cirúrgico de mangas curtas, avental descartável de mangas longas, 
luvas de procedimento e calçado cirúrgico para uso na clínica. 
• Proteção grau 3- Utilizado para qualquer atendimento odontológico e 
profissionais da limpeza. Por ser usado em ambientes onda há produção de 
aerossóis, o risco é considerado altíssimo, e as únicas diferenças na proteção grau 3 
para a de grau 2 é que nessa, o avental descartável deve ser de no mínimo 50g/m² 
enquanto que no anterior o mínimo é de 30g/m² e que nessa também seja considerado 
o uso de luvas cirúrgicas. 
O fluxo de usuários e acompanhantes nesses ambientes também é um ponto 
importante no documento, pois medidas como agendamento prévio e triagem remota, 
como também atendimentos com horário marcado serão necessárias para evitar a 
aglomeração nas salas de esperas. O consenso também prevê que nas áreas de 
recepção e triagem sejam instaladas barreiras contra espirros. 
Por fim, é importante ressaltar a sanitização, que deve ser realizada em locais 
fechados de acesso coletivo, publico ou comercial, climatizado ou não, ou seja, deve 
ser realizado em todos os ambientes da faculdade, com uma periocidade determinada 
pela instituição, assim como a descontaminação de objetos e superfícies com álcool 
70% sempre que possível.