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Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4 - O Psicodrama Você está iniciando o Capítulo 4 do nosso curso. Neste capítulo, estudaremos os princípios teóricos e técnicos do Psicodrama. Plantado e cultivado nas praças públicas de Viena, foi nos Estados Unidos que o Psicodrama desenvolveu-se e foi aplicado com grande inserção social. De acordo com Didier Anzieu (1981, p. 29): “Três temas emergem da história do Psicodrama científico nos Estados Unidos: o Psicodrama como terapia, o Psicodrama como método de formação, o Psicodrama como investigação psicológica. Vamos abordar, em nosso curso, uma introdução ao Psicodrama de uma forma generalista e verificar as suas contribuições para o trabalho social na atualidade. Vamos em frente! Índice 1. O Psicodrama 2. Texto complementar: Interfaces entre psicologia social comunitária e Psicodrama (em anexo) 3. Filmes, fotografias, vídeos e literatura 4. Referências 5. Estudo de Caso Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama 1 - Introdução O Psicodrama é uma ciência psicológica criada e desenvolvida por Jacob Levy Moreno (1889 -1974). O Psicodrama foi desenvolvido ao longo de mais vinte anos de estudos e se afirmou como uma ciência nos Estados Unidos na década de 1930. Podemos dizer que sua pesquisa começou em 1908, com os jogos psicodramáticos com crianças em Viena. Em 1936, em Beacon, no Estado de Nova Iorque (EUA), Moreno construiu seu “teatro terapêutico”: O palco é formado por três círculos concêntricos com diâmetros variando de 3,60 m a 4,8 m, cada um deles mais alto do que o outro, correspondendo aos níveis de ESPONTANEIDADE. Algumas cadeiras e uma mesa formam o único cenário existente. Um quarto degrau, próprio aos estados da alma dos heróis e dos profetas, é constituído por um balcão que domina todo o palco, que tem 3 m. O auditório tem 15 m de comprimento por 7,5 m de largura e 12 m de altura. Comporta 70 lugares sentados. Um projetor permite tirar os efeitos de luz e cores. Todas as semanas há uma sessão psicodramática pública e cobrada. Sessões fechadas são feitas na programação de consultas e na clínica psiquiátrica, anexa ao teatro. (ANZIEU, 1985, p. 28). O Psicodrama se expandiu para além da clínica médica e alcançou as escolas, as empresas, o exército e instituições fechadas para crianças e adolescentes. A partir de 1940, as publicações sobre o Psicodrama se multiplicam indefinidamente. Esse efeito permanece e o cenário do Psicodrama na atualidade é bastante diversificado. Vejamos o leque de aplicações do Psicodrama (GONÇALVES; WOLFF; ALMEIDA, 1988, p. 7 - 8): psicoterapias processuais e sistematizadas, individual ou grupal; psicoterapias breves; vivências e workshop de sensibilização da técnica psicodramática; estudos diagnósticos e terapêuticos dos diversos grupos sociais; processo pedagógico e metodologia de ensino; dinâmicas de aperfeiçoamento das relações humanas dos diversos grupos sociais; treinamentos específico de pessoal e lideranças; pesquisas no campo da assistência e do trabalho social. Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia 2 - A Definição Original do Psicodrama Podemos definir o Psicodrama como sendo, ao mesmo tempo, uma teoria e uma técnica psicoterápica. Tem como característica básica fazer com que os pacientes dramatizem seus conflitos. Geralmente, utilizado em grupo, o Psicodrama pode ser aplicado individualmente. Na Socionomia de Moreno, o Psicodrama se encontra na Sociatria, que tem como princípio a transformação da realidade social. SOCIATRIA (do grego iatreia = terapêutica): é a ciência do tratamento dos sistemas sociais. Os métodos utilizados são, principalmente, a Psicoterapia de Grupo, o Psicodrama, o Sociodrama e o Axiodrama. (MORENO, 1974, p. 39). Veja as definições que Moreno estabeleceu para as diversas intervenções na Sociatria: PSICOTERAPIA DE GRUPO Método que trata, conscientemente, as relações interpessoais e os problemas psíquicos de vários indivíduos de um grupo dentro de um quadro científico empírico. O princípio do “encontro” está na base de todas as formas de Psicoterapia de Grupo. PSICODRAMA "O Psicodrama é terapia profunda de grupo. Começa onde cessa a psicoterapia de grupo e a amplia para fazê-la mais eficaz" (MORENO, 1974, p. 118 - 124). Apresenta as seguintes formas de utilização: a) Psicodrama terapêutico: original. Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia b) Psicodrama existencial: que trabalha com grupos in situ, como por exemplo, uma família. c) Psicodrama analítico: uma interface entre o Psicodrama e psicanálise. d) Hipnodrama: uma interface entre a hipnose e o Psicodrama. e) Etnodrama: uma interface do Psicodrama com as pesquisas de problemas étnicos, de conflitos de grupos étnicos (pretos e brancos, árabes e judeus, hindus e maometanos). f) Psicodrama diagnóstico: existem duas formas principais. Na primeira forma, pesquisa-se as síndromes de grupo, que atinge o grupo como um todo. Na segunda forma, pesquisa-se a situação diagnóstica de um só indivíduo, isolado ou em grupo. g) Psicodrama didático ou pedagógico: desenvolvido com estudantes; h) Psicodança: é uma ampliação do Psicodrama através da dança; i) Piscomúsica: é uma ampliação do Psicodrama através da música. Utiliza-se o corpo como a única fonte da música (cantos, exclamações, mímicas e movimentos) ou utiliza-se instrumentos musicais de percussão primitivos (gongos, tambores, matracas, reco-reco etc.; SOCIODRAMA O sujeito do Sociodrama é o grupo e não cada um dos indivíduos. O Sociodrama trata as relações entre grupos e ideologias coletivas (imagem ideal e coletiva), como por exemplo, os conflitos entre os povos ou entre os grupos políticos; o meio ambiente; a comunidade; o viver em comunidade etc. AXIODRAMA É uma interface entre o Psicodrama e da axiologia ou ciência dos valores. A axiologia é o estudo ou teoria de alguma espécie de valor, particularmente dos valores morais. Com este método é possível dramatizar as aspirações morais do psiquismo individual e coletivo (justiça, ética, soberania, autonomia, cidadania, verdade, beleza, complexos, perfeição, eternidade, paz, sexualidade, prazer etc). 2.1 - A Estrutura do Psicodrama De acordo com Ronaldo Yudi Yozo (1996, p. 21 - 23), consideram-se três contextos, cinco instrumentos e três etapas para a operacionalização de uma sessão psicodramática: Contexto: é o encadeamento de vivências privadas e coletivas, de atores-sujeitos que se inter-relacionam numa contingência espaço-temporal. Os contextos do Psicodrama são os seguintes: 1. Contexto social: abrange as leis, normas e condutas pessoais. 2. Contexto grupal: constituído pelo próprio grupo; cada grupo cria o seu próprio contexto grupal (Diretor, Egos e participantes). Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia 3. Contexto dramático: realidade dramática; o “como se”, a separação da realidade e da fantasia, do indivíduo com o papel, e configura a distinção entre o contexto grupal e dramático. Instrumentos: são os recursos utilizados para executar o método psicodramático e suas técnicas. Os instrumentos são os seguintes:1º) Diretor: possui três funções específicas: 1. Produtor: seleciona a cena. Deve ter os objetivos bem estabelecidos, ou seja, o que se pretende obter com determinado cena psicodramática. Favorece os insights do(s) Protagonista(s); 2. Diretor: dá início ao jogo dramático. Estabelece as regras, verificando que estas sejam compreendidas e aceitas. Dirige o Ego-Auxiliar. Fornece as “senhas”. Encerra o jogo; 3. Analista Social: analisa os dados levantados pelo Ego-Auxiliar e expressa as suas opiniões para todos: Protagonista, Ego-Auxiliar e Auditório; 2º) Ego-Auxiliar: a sua presença nem sempre é necessária ou possível, podendo centralizar- se no Diretor o desdobramento deste papel. O Ego-Auxiliar entra em contato direto com o Protagonista, atuando como intermediário entre este e o Diretor. Também apresenta 3 funções: Ator: representa papéis determinados pelo Diretor ou Protagonista e se limita a eles; Guia: mantém o Protagonista no contexto dramático e age como facilitador de insights; Investigador Social: observa os dados no contexto grupal e dramático, relatando-os ao Diretor. 3º) Protagonista: é quem centraliza o jogo dramático. Constrói o contexto dramático, desenvolve o tema, desempenha papéis, expõe os sentimentos e expressa conflitos. Pode ser uma ou mais pessoas, ou, até mesmo, o grupo todo. 4º) Cenário: onde se constrói o contexto dramático. É o campo de trabalho do Diretor. 5º) Auditório: são os participantes que ficam no contexto grupal durante o jogo. Colaboram nos comentários, de forma objetiva e subjetiva, podendo identificar-se ou compartilhar seus sentimentos com o grupo. Etapas: são as três fases de desenvolvimento, na utilização de um Psicodrama. Vamos incluir mais duas etapas: processamento e processamento teórico. Seriam, então, cinco etapas: 1ª) Aquecimentos: Aquecimento inespecífico: inicia-se com o primeiro contato do Diretor com o grupo até a escolha da cena dramática e a apresentação de suas regras; Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Aquecimento específico: ocorre dentro do contexto dramático, onde os participantes são preparados para a construção dos papéis; 2ª) Dramatização: é o desenvolvimento da cena dramática propriamente dita. É nesta etapa que o Diretor pode identificar o conflito; 3ª) Comentários: são comentários feitos pelos participantes, após a cena. O conflito pode ser expresso nesta etapa; 4ª) Processamento: é a releitura da dramatização e dos comentários, processada pelo Ego Auxiliar e Diretor, direcionando-os aos seus objetivos; 5ª) Processamento teórico: geralmente utilizado em empresas e escolas, para introdução de conceitos ou objetivos propostos. A Teoria de Papéis de Moreno ressalta que um desenvolvimento de um papel psicodramático apresenta três fases distintas (Ibid., p. 27): 1. ROLE-TAKING: a adoção do papel; tempo de olhar; 2. ROLE-PLAYING: representação do papel; a fase mais demorada; tempo de compreensão; 3. ROLE-CREATING: criação sobre o papel; momento de conclusão. Na Teoria de Papéis de Moreno, destacam-se três fases a partir de uma Matriz de Identidade (Ibid., p. 25 - 31): A) IDENTIDADE DO EU: é a Fase do Duplo ou o momento de indiferenciação entre o bebê e a mãe. A mãe atua como Ego-Auxiliar da criança, agindo como se fosse o seu duplo, uma vez que não há distinção entre o Eu e o Tu; B) RECONHECIMENTO DO EU: é a Fase do Espelho ou o momento em que a criança começa a se perceber como indivíduo, separado dos outros (EU — TU); C) RECONHECIMENTO DO TU: é a Fase Da Inversão de Papéis ou o momento em que a criança tem a capacidade de se colocar no papel de sua mãe, já que garante o reconhecimento de si mesma e do outro. A 1ª fase: IDENTIDADE DO EU EU — EU (DUPLO) B 2ª fase: RECONHECIMENTO DO EU EU — TU (ESPELHO) C 1ª fase: RECONHECIMENTO DO TU EU — ELE (INVERSÃO DE PAPÉIS) Vejamos agora, os quatro momentos básicos de cada indivíduo: 1. EU — COMIGO: Quem sou eu? Como eu estou? Como eu me sinto? 2. EU E O OUTRO: Quem é o outro? Como eu me aproximo dele? Como me sinto? Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia 3. EU COM O OUTRO: Como ele é? Como ele se sente? Como ele pensa? Como ele percebe em relação a mim e vice-versa? 4. EU COM TODOS: o indivíduo, ao longo de seu desenvolvimento, amplia esta percepção para o grupo, estabelecendo relação com todos, em busca de identidade e coesão grupal. Compete ao Diretor verificar em que fase o indivíduo se encontra. Por exemplo, na APLICAÇÃO do Psicodrama através dos “Jogos Psicodramáticos” na atualidade, que são jogos que utilizamos nos trabalhos com grupos em diversas áreas, devemos observar as fases da Matriz de Identidade com a classificação dos jogos em dois aspectos: vertical (IDENTIDADE INDIVIDUAL) e horizontal (IDENTIDADE GRUPAL). Na tabela a seguir (Figura 1), podemos avaliar o indivíduo e qual a possibilidade de inter- relação com o grupo, de acordo com a fase da Matriz de Identidade em que se encontra. Podemos, também, avaliar o grupo como um todo, demarcando as características e tipos de jogos que podem ser aplicados, compatíveis com a Matriz de Identidade Grupal. FIGURA 1 – TABELA GERAL DE CLASSIFICAÇÃO DE JOGOS DRAMÁTICOS MATRIZ CLASSIFICAÇÃO FASES DO PAPEL CARACTERÍSTICAS INTER- RELAÇÃO JOGOS 1ª fase: EU — EU IDENTIDADE DO EU (EU COMIGO) Role-taking (adotar) Sensação Princípio de percepção e de integração Individual AQUECIMENTO APRESENTAÇÃO RELAXAMENTO INTERIORIZAÇÃO SENSIBILIZAÇÃO 2ª fase: EU — TU RECONHECIMENTO DO EU (EU E O OUTRO) Role-playing (jogar) Sensopercepção Comunicação Individual Dupla PERCEPÇÃO DE SI MESMO E DO OUTRO – PRÉ INVERSÃO 3ª fase: EU — ELE EU — NÓS RECONHECIMENTO DO TU (EU COM OS OUTROS) (EU COM TODOS) Role-creating (criar) Comunicação Integração Individual Dupla Trios Quartetos Grupos JOGOS DE PERSONAGENS INVERSÃO DE PAPÉIS E IDENTIDADE GRUPAL Fonte: Yozo, 1996, p. 31 Assim, temos os seguintes jogos para cada fase da Matriz de Identidade: A) JOGOS PARA A PRIMEIRA FASE: IDENTIDADE DO EU = desenvolvimento da sensação e princípio da percepção — momento da descoberta de si mesmo: JOGOS DE APRESENTAÇÃO; JOGOS DE AQUECIMENTO; JOGOS DE RELAXAMENTO; JOGOS DE INTERIORIZAÇÃO; Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia JOGOS DE SENSIBILIZAÇÃO; JOGOS DE INTERAÇÃO COM O MEIO: pesquisa de espaço, ambiente, aguçando suas percepções tátil, auditiva, visual, olfativa e gustativa. B) JOGOS PARA A SEGUNDA FASE: RECONHECIMENTO DO EU = descoberta do outro, envolvendo a sensopercepção e a comunicação: JOGOS DE PERCEPÇÃO DE SI MESMO; JOGOS DE PERCEPÇÃO DO OUTRO; JOGOS DO ESPELHO; JOGOS DE PRÉ-INVERSÃO. C) JOGOS PARA A TERCEIRA FASE: RECONHECIMENTO DO TU = abertura do indivíduo para os outros, envolvendo a comunicação e integração: JOGOS GRUPAIS; PROTAGONISTA É O GRUPO; JOGOS COM PERSONAGENS OU PAPÉIS; JOGOS DE INVERSÕES DE PAPÉIS; JOGOS DE IDENTIDADE GRUPAL; JOGOS DE ENCONTRO. Vejamos três exemplos de jogos psicodramáticos relativos a cada fase da Matriz de Identidade. Objeto especial (Fase 1): Pede-se aos membros do grupo que coloquem, cada um, a sua frente, um objeto pessoal, que considerem muito especial, que esteja com eles no local. Em seguida, cada um fala do objeto escolhido e sobre o seu valor. Depois,solicita-se que cada membro ‘empreste’ a sua voz ao objeto e fale na primeira pessoa sobre o que sente, pensa e percebe dele (sujeito). Uma vez terminado a fala de cada um abre-se a discussão sobre o jogo para todo o grupo. (Ibid., p. 56). Percepção de si e do outro (Fase 2): Dividi-se o grupo em duplas, sendo que cada membro da dupla fique frente a frente com o outro. Cada um vai perceber o outro da forma que quiser, mas sem verbalização. Após um determinado tempo, pede-se que fiquem de costas (um para o outro) e cada um vai descrever o que percebeu do outro. Em seguida, pede-se que cada um descreva a roupa e acessórios do outro. Ao término, viram-se de frente e verificam o que acertaram e o que não acertaram. Depois todos conversam sobre o jogo. (Ibid., p. 110). Engrenagem (Fase 3): o Coordenador do Grupo dá a seguinte consigna ao grupo: “Todos farão parte de uma engrenagem. Este espaço (contexto dramático) será o espaço desta engrenagem. Cada um vai ocupá-lo da forma que achar melhor e sem verbalização”. Solicita-se, também, ao grupo outras características durante o jogo, como por exemplo, sons, músicas, movimentos etc. Comentários. (Ibid., p. 151). Ronaldo Yudi K. Yozo (1996) reuniu 100 jogos em seu livro “100 jogos para grupos: uma abordagem psicodramática para empresas, escola e clínicas”. Muito bacana este livro. Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Disponível em: http://books.google.com.br/books?id=yHK4SRDYgBIC&printsec=frontcover&dq=100+Jogos+para+Grupos&hl=pt- br&ei=j3n1TMn3GIG78gbs1IXrBQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CC0Q6AEwAA#v=onepage&q&f=false 2.2 - A Dinâmica do Psicodrama De acordo com Moreno, historicamente, o Psicodrama se origina dos princípios do “jogo”: A brincadeira sempre existiu, é mais velha que a humanidade, acompanhou a vida do organismo vivo como uma manifestação de exuberância, nível precursor de seu crescimento e desenvolvimento. Em nossa cultura foram principalmente ROUSSEAU, PESTALOZZI, FRÖBEL que chamaram nossa atenção para o valor educacional da brincadeira. Mas, uma nova visão do jogo surgiu, quando começamos a brincar com as crianças nas ruas e jardins de Viena, nos anos que precederam a explosão da Primeira Guerra Mundial: o brinquedo como princípio de auto tratamento e a terapia de grupo como forma de vivência original. (MORENO, 1974, p. 110). A dinâmica do Psicodrama depende exclusivamente de um espaço psíquico dramático, ou seja, de um “drama”, palavra de origem grega que significa “ação” (ou algo que acontece). De acordo com Moreno (Ibid., p. 106): “O Psicodrama pode ser definido como o método que penetra a verdade da alma através da ação. A catarse que ele provoca é por isso uma catarse da ação”. Vamos demarcar o conceito de “catarse” para Moreno. Inicialmente, vejamos o significado no Dicionário Aurélio Eletrônico: Catarse: [Do grego kátharsis]. Sinônimo feminino. 1. Purgação, purificação, limpeza. 2. Medicina: Evacuação, natural ou provocada, por qualquer via. 3. Psicologia: Efeito salutar provocado pela conscientização de uma lembrança fortemente emocional e/ou traumatizante, até então reprimida (Ab-reação). 4. Teatro: O efeito moral e purificador da tragédia clássica, conceituado por Aristóteles (v. aristotelismo), cujas situações dramáticas, de extrema intensidade e violência, trazem à tona os sentimentos de terror e piedade dos espectadores, proporcionando-lhes o alívio, ou purgação, desses sentimentos. Para Moreno, o significado de catarse é o seguinte: Como em cada ação humana há, em certa medida, uma catarse, é necessário definir em que consiste ela, em que se distingue, por exemplo, do bem-estar, satisfação, ab-reação et.; se uma fonte de catarse é superior a outras e se realmente em todas as formas de catarse há um elemento comum. Por isso, foi minha intenção definir a catarse de tal forma que uma influência qualquer, exercendo visivelmente um efeito purificador, pudesse ser vista como um elemento de um princípio único. Descobri como sendo esse princípio comum que provoca a Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia catarse a ESPONTANEIDADE CRIADORA; em função de sua universalidade e de sua natureza original, ela engloba todas as outras formas de expressão (psíquica, somática, inconsciente, consciente etc.). Nessa corrente geral de atuação se incluem todas as formas elementares e particulares de catarse. (Ibid., p. 109). De acordo com Anzieu (1981, p. 43): “Três conceitos e três influências podem resumir a obra teórica de Moreno: Bergson e a hipótese da espontaneidade; Freud e a noção de catarse; G.H. Mead e a teoria do papel”. Do filósofo francês, Henri Bergson (1859 – 1941), Moreno trabalhou três idéias (Ibid.): 1. [...] existem atos que de nenhum antecedente procedem, porque jorram imprevisíveis; 2. esses atos livres exprimem a personalidade total daquele que os realiza; 3. são eles que mantêm abertos o mundo natural, a sociedade e nós próprios. Quando Moreno define o conceito de “impulso vital” como base do Psicodrama, isto que dizer ESPONTANEIDADE. E ser espontâneo é dar “prova de realidade” (Ibid.). O ato espontâneo apresenta as seguintes características (Ibid., p. 43 – 44): 1. só pode ser descrito a partir dele mesmo; 2. é um ato gratuito, com função criadora; 3. segue a lei do ‘tudo ou nada’, ou seja, ou se é espontâneo ou não, em um dado momento; 4. a fonte da espontaneidade é a própria espontaneidade; 5. não existe meio de armazenamento da espontaneidade; 6. o ato espontâneo está ligado ao momento; 7. a espontaneidade não temporiza; 8. é no ‘aqui e agora’ que ela surge; 9. ela tem uma ‘função plástica’, ou seja, capacidade de adaptação ao mundo; 10. ela tem uma função dramática, de expressão e de unificação do Ego, ao mesmo tempo; “que nada somos, antes de nos havermos manifestado” (Ibid., p. 44). Assim, o Psicodrama é uma “catarse de integração onde o sujeito toma posse de papéis jamais imaginados que viviam nele em estado potencial” (Ibid., p. 50). De acordo com Moreno (1974, p. 130), “o número de métodos psicodramáticos é muito grande: um de meus colaboradores enumerou 351 (nota minha: este livro é datado de 1959). Seguem alguns métodos (Ibid., p. 130 – 134): Método da autoapresentação: o protagonista revive alguma situação que faz, fez ou poderia fazer parte de sua vida; representa alguém de suas relações que teve alguma coisa a ver com os seus conflitos atuais. Método da auto-realização: o protagonista representa sua própria vida com ajuda de auxiliares terapêuticos. Método do solilóquio: é o monólogo do protagonista, é o falar consigo mesmo. O solilóquio terapêutico: é a reprodução de pensamentos e sentimentos escondidos através de diálogos ou atuações paralelas às cenas e idéias da ação principal. Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Método do duplo: utilizado para se penetrar, com auxílio de um Ego-Auxiliar, nos problemas íntimos do protagonista. O Ego-Auxiliar dá ao protagonista como que um segundo “EU”: atua como se fosse a mesma pessoa e imita cada gesto e cada movimento do protagonista. O Ego-Auxiliar “DUPLICA” o protagonista e com isso o ajuda a sentir-se a si mesmo, a ver e auxiliar com os próprios problemas. Psicodrama e alucinações: o protagonista encarna concretamente suas alucinações, ou elas são corporificadas por um Ego-Auxiliar. Método de duplos múltiplos: o protagonista está em cena com diversos Egos- Auxiliares fazendo seus duplos. Cada um encarna uma parte de sua pessoa. Método do espelho: esse método é utilizado quando o paciente é incapaz de se apresentar em palavras e atos. Um Ego-Auxiliar coloca-se na parte da sala reservada para a ação (no palco), enquanto o paciente permanece junto ao grupo. O Ego- Auxiliar inicia a representação do paciente. Para além do duplo, que imita o protagonista, o Ego-Auxiliar mostra-lhe como os outros o veem. Método de inversão de papéis: Neste método o protagonista toma o papel de oponente. Deformações do psiquismo do outro são assim trazidas à luz e podem, durante a atuação, ser pesquisadas e melhoradas. Na inversão de papéis entre duas pessoas, A e B, é importante o processo dinâmico. Método da projeção no futuro: Neste método o protagonista atua como imagina o seu futuro. Representação psicodramática do futuro. Método da representação do sonho: Em vez de relatar o sonho, o protagonista o representa. Método da realização simbólica: Neste método o protagonista transforma sucessos simbólicos em atuação. Método do mundo auxiliar: Neste método os Egos-Auxiliares devem construir in situ o mundo do protagonista em torno dele. Para esse método não se presta bem um espaço fechado. Ele pertence à realidade total. (Indagação atual: o acompanhamento terapêutico feito nos CAPS seria uma aposta nessa direção?) Terapia a distancia: O paciente é tratado durante a sua ausência, normalmente sem saber disso. É substituído por um Ego-Auxiliar que esteja em contato diário com ele e que é mediador entre o verdadeiro paciente e o diretor terapêutico. O Ego-Auxiliar apresenta no palco todos os acontecimentos importantes vividos pelo paciente. Outros membros do círculo de relações do paciente participam do tratamento: por exemplo, seus pais. Um exemplo: uma menina de 13 anos, que sofria de crises de ódio, desenvolveu um profundo ódio contra médicos e psiquiatras. Uma enfermeira, treinada em Psicodrama, foi contratada pelos pais e acompanhava a filha em sua casa. Três vezes por semana, na Clínica de Moreno, a enfermeira representava as situações críticas em que a paciente tinha crises de ódio. A enfermeira representava também seu próprio papel em relação à protagonista e recebia orientações de acompanhamento. Métodos de ‘aquecimento’ (warmig up): são utilizados para estimular o corpo para atitudes e atuações espontâneas. Cabe ao Diretor dar partida à sessão, aquecer os sujeitos até o ponto em que os atos e palavras jorrem inteiramente espontâneos. Método de improvisação espontânea: o protagonista desempenha papéis com os quais não se identifica, como, por exemplo, um padre, um motorista, e procura reprimir suas características pessoais e deixá-las tão distantes, quanto possível, do papel a ser desempenhado. Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Método da comunidade terapêutica: Nesta comunidade as diferenças entre indivíduos e grupos são definidas pelas leis da terapia e não por um tribunal. Quando, por exemplo, um membro de um grupo terapêutico rouba dinheiro de outro membro, não é levado diante de um juiz, mas diante do próprio grupo, onde o ato ilegal é representado e resolvido com o auxílio de outros membros do grupo. Para finalizar, precisamos explicar o lugar da PALAVRA, num conjunto mais vasto, o da AÇÃO. Vejamos o comentário de Anzieu nesse sentido: Uma grande parte do psiquismo não pode ser veiculada através da linguagem. Sabe-se que o acesso à linguagem tem como condição preliminar o estabelecimento de comunicações pré- verbais, mímicas, posturais e fonemáticas do bebê com o seu ambiente e em primeiro lugar dele com sua mãe. O corpo é, e permanece, o primeiro veículo das significações. Diferente das psicoterapias apenas verbais, o Psicodrama integra, à palavra, as formas e os níveis de comunicação pré-verbais e infralinguísticos. Se relacionássemos Moreno a Piaget, seria possível dizer que o Psicodrama permite refazer e reviver a experiência de aquisição do simulacro e do acesso ao símbolo. (ANZIEU, 1981, p. 32). Muita coisa pode ser dita sobre o Psicodrama. Nosso objetivo, no contexto geral do nosso curso, é fazer uma introdução ao Psicodrama e verificar suas contribuições para o desenvolvimento das metodologias interativas no trabalho psicossocial. Assim, podemos verificar a riqueza de contribuições que o Psicodrama nos trouxe. Ao buscarmos um diálogo epistemológico na Psicologia Social sobre as suas contribuições para o desenvolvimento de metodologias interativas, já verificamos que o cenário é rico e complexo. Moreno, por sua vez, contribuiu com as escolas psicanalíticas, desenvolveu as bases epistemológicas da Psicoterapia de Grupo e criou o Psicodrama, alicerçado em uma base teórica e técnica. 3- Conclusão Pela sua diversidade de técnicas, pela natureza dos mecanismos psíquicos postos em jogos, o Psicodrama ultrapassou os limites da psicoterapia. Jacob Levy Moreno foi um médico, e a sua invenção, um “método de tratamento”. Na medida em que houve uma migração de técnicas e conceitos para as outras áreas, o Psicodrama foi sendo desenvolvido de uma forma bastante diversificada. Hoje em dia, não há dúvidas sobre a sua contribuição para o desenvolvimento de metodologias interativas e tecnologias sociais. O Psicodrama transformou-se num método educativo, de mediação de conflitos, de desenvolvimento de equipes etc. Denunciou-se, com razão, no Sociodrama, a visão ingênua que desconhece o peso da POLÍTICA, da ECONOMIA e do PODER, na inércia das pessoas e dos coletivos em transformarem as suas vidas. Crítica válida! Temos que levar em consideração. Assim, no nosso trabalho de “intervenção psicossocial”, não pretendemos fazer nenhuma revolução social. Temos que ser mais realista no desenvolvimento do nosso trabalho profissional. Nesse sentido, o Psicodrama nos ajuda muito. Assim, nós podemos e devemos utilizá-lo. Vamos em frente! 2. Texto Complementar: Interfaces entre psicologia social comunitária e psicodrama (em anexo) Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia 3. Filmes, fotografias, vídeos e literatura 1- Sugestão de Filme: Don Juan DeMarco Titulo original: (Don Juan DeMarco) Lançamento: 1995 (EUA) Direção: Jeremy Leven Atores: Marlon Brando , Faye Dunaway , Johnny Depp , Géraldine Pailhas , Bob Dishy Clipe do Filme: http://www.youtube.com/watch?v=6QIB0d0FDks#t=85 2- Fotos do Psicodrama na Atualidade Veja algumas fotos do Psicodrama na atualidade: http://www.abps.com.br/ 3- Vídeos: - O que é Psicodrama? http://www.youtube.com/watch?v=cHr9edtXeR8#t=132 Fonte: Federação Brasileira de Psicodrama (FEBRAP) - Sociodrama: Uma Tecnologia Social http://www.youtube.com/watch?v=1h9LCcz1f7E#t=149 4 - Livros Veja alguns livros sobre Psicodrama: https://www.google.com.br/search?num=100&hl=pt- BR&tbo=p&rlz=1T4SNYO_pt- BRBR299BR329&tbs=bks%3A1&q=psicodrama&btnG=Pesquisar&meta=&aq=f&aqi=g10&aql =&oq=&gs_rfai= Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia 5 - Livro de Jacob Levy Moreno Aprofundamento dos conceitos estudados: leia o livro de Jacob Levy Moreno com visualização PARCIAL (80%) no Google Livros: PSICODRAMA Jacob Levy Moreno - 1975 - 496 páginas books.google.com.br Visão geral do livro : http://books.google.com.br/books?id=bQXbreJWhPMC&hl=pt- BR&ei=6onxS4j2NoKClAfNqfUL&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0 CCoQ6AEwAA Visualização: http://books.google.com.br/books?id=bQXbreJWhPMC&printsec=frontcover&dq=m oreno&hl=pt-BR&ei=6onxS4j2NoKClAfNqfUL&sa=X&oi=book_result&ct=book- preview-link&resnum=1&ved=0CCsQuwUwAA#v=onepage&q=moreno&f=false4. Referências ANZIEU, Didier Psicodrama analítico. Rio de Janeiro: Campus, 1981. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICODRAMA E SOCIODRAMA. Disponível em: <http://www.abps.com.br>. Acesso em: 06 mai. 2010. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE PSICODRAMA. Disponível em: <http://www.febrap.org.br>. Acesso em 05 mai. 2010. GONÇALVES, Camila Salles; WOLFF, José Roberto; ALMEIDA, Wilson Castello de. Lições de Psicodrama: introdução ao pensamento de J. L. Moreno. São Paulo: Ágora, 1988. MORENO, Jocob Lévy. Psicoterapia de grupo e Psicodrama. São Paulo: Mestre Jou, 1974. PEREIRA, Eleonora; DIOGO, Nara Maria Forte. Interfaces entre psicologia social comunitária e Psicodrama. Revista Psicologia: Teoria e Prática, São Paulo, vol. 11, n. 2, p. 145 – 160, 2009. YOZO, Ronaldo Yudi. 100 jogos para grupos: uma abordagem psicodramática para empresas, escolas e clínicas. São Paulo: Agora, 1996. Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia 5. Estudo de Caso Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia Capítulo 4: O Psicodrama A Prática da Psicologia de Grupos e das Oficinas Prof. Carlos Denis de Campo Pereira - CRP/MG 7226 Ciclo CEAP – Centro de Estudos Avançados de Psicologia