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Disciplina: Língua brasileira de sinais Tarefa: Portfólio do ciclo 2 Nome: Claudio Catafesta RA:8048599 Turma: DGEFL1800GERA0O Tutor: Renata Andréa Fernandes Fantacini Parecer do Tutor: 1) Sabemos que a audição é o meio pelo qual o indivíduo entra em contato com o mundo sonoro e com as estruturas da língua oral, possibilitando, dentre outras coisas, o desenvolvimento da linguagem (PEDROSO, 2013, p. 55). Sendo assim, a audição desempenha as funções de: a) Localização e identificação: capacidade de reconhecermos de onde vem um som e qual é a fonte sonora que o está produzindo. b) Alerta: capacidade de nos atentarmos para todos os estímulos sonoros que nos rodeiam, como, por exemplo, a buzina de um carro vindo em nossa direção. c) Socialização: capacidade de nos relacionarmos, pois é principalmente pela audição que entramos em contato com as outras pessoas. d) Intelectual: grande parte das informações nos é transmitida por meio do código oral. e) Comunicação: a fala é o meio de comunicação mais utilizado pelo homem, e é por meio da audição que a linguagem e a fala se desenvolvem. Levando em consideração cada uma das funções da audição citadas anteriormente, apresente um exemplo de ações cotidianas na vida de um surdo e compare com a vida de um ouvinte. SURDO OUVINTE Localização e identificação Em uma sala de aula, por exemplo, a forma de chamar a atenção de alguém com deficiência auditiva é piscando as luzes. Para explicar uma direção, é preciso usar a criatividade caso não tenha o domínio da libras. Alguém nos chama pelo nome ou precisa nos ensinar como chegar a determinado lugar. Alerta Só notará caso alguém mostre ou quando ele mesmo veja a movimentação. Ouvir uma sirene se polícia ou bombeiro. Socialização Caso não haja sensibilidade dos amigos em incluir, a pessoa ficará deslocada. Por este motivo, pessoas com deficiência auditiva tem em suas relações sociais com outras pessoas também surdas. Uma roda de amigos cantando e conversando sobre os mais diversos assuntos. Intelectual Hoje, graças as políticas públicas de inclusão, grande parte das palestras é interpretada simultaneamente em libras. Uma palestra em um grande grupo. Comunicação Quando uma pessoa com deficiência auditiva recebe uma ligação, perceberá pela vibração ou pela luz. Logo, poderá retornar o contato via mensagem de texto. Porém, o ideal é já procurar se comunicar com essa pessoa via texto. Uma ligação telefônica 2) Leia atentamente a citação a seguir: “A maior parte dos surdos profundos, por exemplo, não exibem uma fala socialmente inteligível. Além disso, em geral, manifestam atraso significativo no desenvolvimento global e dificuldades ligadas a aprendizagem da leitura e da escrita, apresentando-se muitas vezes, apenas parcialmente alfabetizados após anos de escolarização” (MANTELATTO, PEDROSO & DIAS, 2000, n.p.). Reflita sobre a relação que existe entre a situação educacional das crianças surdas reveladas por Mantelato, Pedroso e Dias (2000), a história da educação dos surdos e as abordagens educacionais. A seguir responda se é correto afirmar que a história da educação dos surdos foi marcada pelo autoritarismo dos ouvintes. Justifique sua resposta relacionando-a com as abordagens educacionais estudadas nesta unidade. A caminhada histórica da educação para deficientes auditivos têm uma trajetória parecida com a da educação especial e consequentemente os surdos passaram por uma fase de negligência a ponto de serem considerados incapazes de serem educados. Essa realidade só mudou no século XVI. A língua falada que sempre foi priorizada em todas suas funções cedeu espaço ao longo dos anos para a língua de sinais e esse embate sobre qual a mais importante permanece. Podemos perceber a marca da superioridade da oralidade tanto no campo educacional como no campo social. Esse cenário ainda é visto hoje, mesmo com os avanços sociais. Foram necessárias lutas e muita discussão para que políticas públicas direcionadas para a inclusão não só dos surdos, mas de todos os demais tipos de PCDs (Pessoas com deficiência). O oralismo como forma de aprendizagem através da leitura labial não foi satisfatório e deu espaço para a comunicação total, que utilizava libras mas a língua de sinais não era reconhecida como tal. Logo, seus resultados também não foram satisfatórios. Em sucessão a abordagem da comunicação total surge o bilinguismo, modelo que está em crescimento pois vê a surdez como diferença e não como deficiência. Como ainda está em desenvolvimento, não é possível falar totalmente sobre sua eficácia, mas é reconhecido e tem mostrado resultados satisfatórios. Portanto, perante a trajetória da educação de surdos, notamos a importância da atualização constante de profissionais que trabalham com surdos e também daqueles que não trabalham diretamente com esse público. Referências: PASSEI DIRETO. Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/35360279/edmundo-ferreira-do-nascimento-filho-c. Acessado em 03 de outubro de 2020.