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Universidade Federal de Minas Gerais
Escola de Veterinária
Morfometria testicular, escores de crista, cloaca e de pé em galos de matriz pesada em duas idades e três categorias de peso corporal
Dissertação de mestrado
Rafael Augusto de Carvalho Leão
Área: Reprodução Animal
Orientador: Prof. Dr. Antônio de Pinho Marques Junior
Março, 2016
1
Roteiro
Introdução
Revisão de literatura
Aparelho reprodutor do galo
Desenvolvimento e funções dos testículos
Avaliação de reprodutores
Objetivos
Material e métodos
Resultados e discussão
Conclusões
2
Introdução
Matriz pesada:
Aves reprodutoras que darão origem aos frangos de corte
Genética para ganho de peso
Comedouros separados para ♂
Relação macho/fêmea: 1/10 
Restrição 
alimentar
Machos e fêmeas separados
Machos e fêmeas separados
Vida de
Matriz
Cria: 0 a 4 semanas de idade
Recria: 5 a 21 semanas de idade
Produção: Após as 21 semanas – machos e fêmeas criados juntos
 Demanda crescente por alimento = seleção de aves voltadas para crescimento;
Menor idade ao abate; melhor rendimento de carcaça, peito e coxa/sobrecoxa com reduzida taxa de conversão alimentar (Vizcarra et al. 2010)
Introdução
Necessidade de aumento do volume de produção - número de pintos por ave alojada
Grande influência dos galos nas taxas de fertilidade
Maciel, 2006
1 galo / 10 galinhas
1 galinha produz 160 pintos ano
1 galo responsável por 1.600 pintos ano
Quantidade e 
qualidade do
sêmen
Eficiência do
acasalamento
Introdução
Queda de fertilidade nas matrizes após as 45 semanas de idade, usualmente relacionada aos machos;
Fertilidade 
do macho
Fragoso et al., 2013
Hocking e Bernard, 1997; Maciel, 2006, Vizcarra et al., 2010
Decréscimo dos níveis hormonais, queda na libido, menor produção de espermatozoides no ejaculado, além de problemas ósseos, locomotores e lesões nos coxins dos pés decorrentes de peso excessivo
Reprodução
Menor eficiência reprodutiva
Seleção
Rendimento de cortes
Conversão alimentar
Ganho de peso
Dificuldades na cópula
Revisão de literatura
Cloaca
Testículos
Ducto Deferente
Epidídimo
Aparelho reprodutor do galo
http://alunosonline.uol.com.br/biologia/sistema-reprodutor-das-aves.html
Cloaca
Eversão no momento da cópula
Pênis rudimentar – falo
Corpos e pregas linfáticas
Ductos deferentes
Terminam em duas aberturas (papilas) que desembocam na cloaca
Motilidade dos espermatozoides
Testículos:
Funções: endócrina e de espermatogênese
Dois testículos funcionais
Localizados dentro da cavidade abdominal
Epidídimos
Pouco desenvolvidos
Composto em mais de 70% por ductos epididimários
Revisão de literatura
Túbulo seminífero
Tecido intersticial
Arquivo pessoal
Testículos - histologia 
Revisão de literatura
Testículos - histologia 
Senger, 2003
Espermátides
Célula de Sertoli
Espermatogônia
Túnica própria
Célula de Leydig
Espermatócitos
Vasos
Tecido conjuntivo
Túbulo seminífero
Interstício
Lúmen
Revisão de literatura
Adaptado de De Reviers, 1971; Bull et al., 2007; Gonzalez- Morán e Castro, 2010; Fragoso et al., 2013
	Idade	Fase	Fenômenos importantes	Peso 
testículos
	02 –12 sem	Pré puberal	Proliferação das células Sertoli	 < 1mg/d
	13 - 22 sem	Puberal ou
Puberdade	Proliferação das células germinativas e início da produção de Sêmen
75% desenvolvimento testículos, após estímulos de luz	0,5 – 30g
	23 - 30 sem	Maturidade Sexual	Final desenvolvimento testicular e produção máxima de sêmen; Maiores diâmetros e percentuais de túbulos seminíferos	35 - 45g
	45 - 75 sem	Maturidade Sexual / Senilidade	Regressão testicular e queda da fertilidade	25 - 30g
Desenvolvimento dos testículos
Revisão de literatura
Espermatogênese ocorre normalmente - temperatura interna de 41°C a 43°C 
FSH - proliferação de células de Sertoli – sustentar e comandar mudanças nas células da linhagem espermatogênica
LH - age sobre as células de Leydig que secretam testosterona
Testículos – função espermatogênica
Meiose I
Espermiogênese
Meiose II
No galo, são necessários de 10 a 14 dias (de Reviers, 1968)
Espermatogônia
Espermatócito primário
Espermatócito secundário
Espermátide
Espermatozoide
Revisão de literatura
Andrógenos
Comportamento sexual
Ganho de peso
Desenvolvimento de crista
Aparelho copulatório
Canto e cortejo
Testículos – função endócrina 
Google imagens
Revisão de literatura
Testículos se localizam na cavidade abdominal
Avaliação sêmen não é prática e econômica
Exige condicionamento dos galos, treinamento de mão de obra e estrutura adequada
Limitações:
Utilização de parâmetros fenotípicos para determinação da fertilidade
Peso dos testículos tem associação positiva com a produção diária de espermatozoides e com a fertilidade (Hocking, 1990)
Arquivo pessoal
Avaliação de reprodutores
Revisão de literatura
Período de produção
	Produtivo	Improdutivo
	Galo agressivo, com virilidade e vigor físico	Galo subordinado e com pior capacidade física
	Bico inferior e superior do mesmo tamanho	Bico torto ou curto
	Peso adequado	Peso excessivo
	Ausência de patologias nos pés que impossibilitem a cópula	Calos no coxim plantar e pododermatites
	Cristas e barbelas bem desenvolvidas	Cristas subdesenvolvidas e barbela inchada ou enrugada
	Cloaca avermelhada e úmida	Cloaca seca e despigmentada
Avaliação de reprodutores
Adaptado de Ross, 2013
Habilidade de cópula 
Influência de andrógenos
Comportamento
Característica física
Revisão de literatura
Prof. Nelson Baião – UFMG, 2005
Pododermatites e lesões nos coxins plantares = condições da cama x alto peso corporal (Ross, 2013)
Aumento de lesões nos coxins plantares dos galos influencia negativamente na capacidade de cópula (Lara, 2015)
Seleção de reprodutores:
Problemas de pernas e pés
Revisão de literatura
Agroceres Multimix, 2014
Testosterona – estimula o crescimento (Zeller, 1971);
Associação positiva entre área de crista e peso médio dos testículos (Tyler e Gous, 2009);
Coloração de crista e viabilidade espermática (Navara et al., 2012);
Escore de crista e peso corporal e peso de testículos em galos com 71 semanas de idade (Rezende et al, 2014)
Seleção de reprodutores:
Desenvolvimento de crista
Revisão de literatura
Andrógenos – desenvolvimento do aparelho copulatório (Zeller, 1971);
Coloração de cloaca e peso corporal (Fantini, 2007);
Escore de cloaca e peso dos testículos em galos com 71 semanas de idade (Rezende, et al, 2014)
Arquivo pessoal
Seleção de reprodutores:
Morfologia de cloaca
Hipóteses
Galos com menor ganho de peso (categoria leve) têm menores escores de crista e de cloaca, bem como menor qualidade dos testículos; enquanto galos com maior ganho de peso (categoria pesado) têm maiores escores de crista e de cloaca, bem como aumento da qualidade dos testículos; 
Galos adultos apresentam maiores escores de crista, cloaca, maior incidência de lesões nos coxins plantares e maior qualidade testicular que galos jovens;
Existe associação entre características fenotípicas e características morfológicas testiculares compatíveis com maior produção espermática.
Objetivos
Geral:
Avaliar parâmetros fenotípicos como crista, cloaca, lesões de pé e peso corporal e a associação desses parâmetros com características testiculares durante a puberdade e vida adulta de galos em condições normais de produção comercial
Específicos:
Verificar características de crista, cloaca e pés em diferentes pesos corporais; 
Verificar características testiculares em diferentes fases produtivas;
Associar esses parâmetros fenotípicos com características testiculares.
Material e métodos
Experimento aprovado pelo CEUA - Protocolo n°.79/2015
Animais:
Galos Cobb Mx;
Galpão comercial, manejo de luz, nutricional e de temperatura;
Machos e fêmeas criados juntos a partir das 22 semanas de idade na proporção de 1 machos para 10 fêmeas, mantendo livres interaçõessociais e de hierarquia
Locais do experimento e obtenção das amostras
Matrizeiro (Pif Paf Alimentos) e abatedouro situados em Pitangui – MG
Escola de Veterinária / UFMG
Laboratório de Biologia Celular – ICB / UFMG 
Material e métodos
	Categoria de peso	Idade		Total
	 	25 semanas	45 semanas	 
	Leve	10 galos	10 galos	20 animais
	Médio	10 galos	10 galos	20 animais
	Pesado	10 galos	10 galos	20 animais
	Total	30 animais	30 animais	60 animais
Duas idades avaliadas:
25 semanas – início da vida reprodutiva
45 semanas – vida adulta
Pesagem aleatória de 3% dos galos do galpão
Separação por categorias de peso
Ex: Média = 4Kg ± 10%
Categoria leve ≤ 3.6kg
Categoria médio entre 3.7 e 4.3kg
Categoria pesado ≥ 4.4kg
Avaliação dos escores 
	Crista subdesenvolvida		Crista média, vermelha clara e túrgida		Crista grande, vermelha intensa e túrgida		Crista muito grande, vermelha intensa e túrgida	
	ECR	1	ECR	2	ECR	3	ECR	4
Material e métodos
	Características avaliadas na crista	Escore de crista
	Crista subdesenvolvida e/ou pálida e/ou murcha com pele rugosa	1
	Crista media ou grande, vermelha clara, túrgida e com pele lisa	2
	Crista grande, vermelha intensa, túrgida e com pele lisa	3
	Crista muito grande, vermelha intensa, túrgida e com pele lisa	4
Escore de crista
Fotos: Arquivo pessoal
Material e métodos
	Média	2	Pequena	1	Grande	3	Grande	3
	Pálida	1	Vermelho claro	2	Vermelha claro	2	Vermelha intensa	3
	Seca	1	Úmida	2	Seco	1	Úmida	2
	ECL	4	ECL	5	ECL	6	ECL	8
Escore de cloaca
		Características avaliadas na cloaca	Escore de cloaca
	Tamanho	Pequena	1
		Média	2
		Grande	3
	Coloração	Pálida	1
		Vermelho claro	2
		Vermelho intenso	3
	Lubrificação	Seca	1
		Úmida	2
	Total	 	3-8
Fotos: Arquivo pessoal
	Ausência de calos		Calo leve em um pé		Calo moderado nos dois pés		Calo intenso nos dois pés	
	ECP =	0	ECP	1	ECP	4	ECP	6
Material e métodos
Escore de pé
	Características avaliadas nos pés	Escore de pé
	Ausência de calos	0
	Leve
Em um pé
Nos dois pés	 
1
2
	Moderado
Em um pé
Nos dois pés	 
2
4
	Intenso
Em um pé
Nos dois pés	 
3
6
Fotos: Arquivo pessoal
Material e métodos
Fixação em solução de Karnovsky (parafolmaldeído 4% e glutaraldeído a 2,5%) 
Corte em pequenos fragmentos transversais
Verificação em lupa estereoscópica
Desidratação
Inclusão – Resina histoquímica de metacrilato (Leica ®)
Microtomia (3 µm) 
Coloração com Azul de Toluidina e montagem das lâminas
Álcool 70% ---------- 30 min
Álcool 80% ---------- 30 min
Álcool 90% ---------- 30 min
Álcool absoluto I --- 30 min
Álcool absoluto II ---30 min
Biocel – Laboratório de Biologia Celular – ICB/UFMG
Arquivo pessoal
Abate segundo as normas de abate humanitário em frigorífico com inspeção municipal
Separação e pesagem dos testículos
Processamento histológico
Material e métodos
Análises testiculares
- Obtenção de imagens digitais
- Análises com o software ImageJ
Índice gonadossomático 
Análises histológicas
Diâmetro de túbulo e altura do epitélio seminífero
Proporção volumétrica de túbulos seminíferos e tecido intersticial
Proporção volumétrica de constituintes do testículo
Peso dos testículos x 100
Peso corporal
Material e métodos
Diâmetro de túbulo e altura de epitélio
Vinte secções transversais por animal no aumento de 200x
Túbulos com contorno circular
Médias aritméticas utilizadas nas análises		(Rezende et al., 2014)
Galo doméstico. Túbulo seminífero em corte transversal. Azul de Toluidina (200x).
Material e métodos
Proporção volumétrica de túbulos e tecido intersticial
Método estereométrico:
Gratícula com 475 pontos equidistantes
Dez campos aleatórios no aumento de 200x
10 campos x 475 pontos = 4750 pontos por animal
Estruturas avaliadas:
Túbulos seminíferos (TS)
Tecido intersticial (INT)
Proporção volumétrica (%) = Pontos que incidiram sobre a estrutura x 100
					4750
Material e métodos
Galo doméstico. Túbulo seminífero em corte transversal (200x).
Proporção volumétrica de túbulos e tecido intersticial
Material e métodos
Método estereométrico:
Gratícula com 475 pontos equidistantes
Dez campos aleatórios no aumento de 400x
10 campos x 475 pontos = 4750 pontos por animal
Estruturas avaliadas:
Camada peritubular (CP) – membrana basal, células mióides e tecido conjuntivo peritubular;
Epitélio seminífero (ES) – núcleo de espermatogônias, espermatócitos I e II e espermátides;
Células de Sertoli (SE) - núcleo dessas células;
Lúmen de túbulo seminífero (LTS) - área de lúmen;
Células de Leydig (LE)
Vasos intersticiais (VI) – lúmen, endotélio e células endoteliais de vasos sanguíneos e linfáticos;
Tecido conjuntivo intersticial (TC) – qualquer ponto do interstício que não fosse vasos ou células de Leydig;
Proporção volumétrica (%) = Pontos que incidiram sobre a estrutura x 100
					4750
Proporção volumétrica de constituintes de testículo
Material e métodos
Proporção volumétrica de constituintes de testículo
Galo doméstico. Túbulo seminífero em corte transversal (400x).
Material e métodos
Proporção volumétrica de constituintes de testículo
Quantificação de constituintes de testículo: 1-CP; 2-ES; 3-SE; 4-LTS; 5-LE; 6-TC; 7-V
Material e métodos
Análises estatísticas
Delineamento inteiramente ao acaso
Dados normais
Análise de variâncias (ANOVA)
Teste de Tukey (cv < 10%)
Teste de Duncan (cv > 10%)
Dados não normais
Médias de idade: comparadas duas a duas pelo teste de Mann & Whitney
Médias de peso: teste de Kruskal-Wallis
Correlações
Correlações de Pearson (normais)
Correlações de Spearman (não normais)
Software SAS com nível de significância de 5%
Resultados e discussão
Apresentação dos resultados:
Pesagens e mensurações
Proporções volumétricas
Escores
Correlações entre características fenotípicas e reprodutivas
Resultados e discussão
		PC (g) 1	PTD (g) 2	PTE (g) 2	PTT (g) 2	DT (µm) 1	AE (µm) 1	IGS 2
	Idade	 	 	 	 	 	 	 
	25	3917,33 b	14,16 a	16,19 a	30,49 a	274,49	47,51 b	0,781 
	45	4674,67 a	9,62 b	11,39 b	20,1 b	263,74	63,68 a	0,443 
	Categoria de peso	 	 	 	 	 	 	 
	Leve	3606 c	9,81 b	10,97 b	20,76 b	249,33 b	52,56 b	0,588
	Médio	4270,5 b	12,38 a	14,17 a	26,54 a	271,48 a	54,24 b	0,597
	Pesado	5011,5 a	13,48 a	15,97 a	29,45 a	286,55 a	59,99 a	0,640
	Efeito Anova	 	 	 	 	 	 	 
	Idade (I)	<0,0001 *	<0,0001 *	<0,0001 *	<0,0001 *	0,0615 ns	<0,0001*	<,0001 *
	Peso (P)	<0,0001 *	0,0010 *	0,0001 *	0,0003 *	<0,0001*	<0.0001*	0,5457 ns
	I x P	0,1905 ns	0,2532 ns	0,0637 ns	0,1103 ns	0,5282 ns	0,1399 ns	0,0136 *
	CV (%)	5,3	25,3	23,92	23,86	8,10	9,09	23
Pesagens e mensurações
Tabela 1 - Peso corporal médio (PC), peso de testículo direito (PTD), peso de testículo esquerdo (PTE), peso testicular total (PTT), diâmetro de túbulo seminífero (DT), altura de epitélio seminífero (AE) e índice gonadossomático (IGS) de galos Cobb Mx em função da idade e da categoria de peso
1 Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05). 2Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Duncan (p≤0,05). Ns = não significativo pelo teste de F (p>0,05). * = significativo pelo teste de F (p≤0,05). CV = coeficiente de variação.
Aumento no diâmetro dos túbulos seminíferos e na altura do epitélio seminífero = maior atividade espermatogênica (Etches, 1996)
Galos adultos possuem maior atividade espermatogênica que galos jovens
Hipótese: Galos leves - restrição alimentar mais severa – maiores concentrações de cortisol – inibição do desenvolvimento testicular
Cortisol mais elevado em galos leves (Fragoso et al., 2013) 
Galos submetidos a restrição alimentar severa ejacularam sêmen com baixa concentração (Sexton et al., 1989)
Menor peso de testículo em galos leves (Rezende et al., 2014)
Queda de 31% no peso de testículos com 45 semanas
Regressão dos testículos com a idade (Fragoso et al., 2013)
Resultados e discussão
Pesagens e mensurações
	Categoria	Idade		Média
		25	45	
	Leve	0,81 Aa	0,38 Ab	0,59
	Médio	0,84 Aa	0,44 Ab	0,64
	Pesado	0,69 Aa0,50 Aa	0,60
	Média	0,78 	0,44 	 
Tabela 2 – Galo doméstico. Desdobramento da interação entre idade (25 e 45 semanas) e categoria de pesos (leve, médio e pesado) para índice gonadossomático
Médias seguidas por letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05).
Não há variação do IG entre categorias de peso (Rezende et al., 2014)
Com o avanço da idade, PC e PTT variam proporcionalmente em galos pesados 
Galos pesados sofrem regressão testicular menos intensa
IG = PTT x 100
 PC
Tabela 3 - Proporção de camada peritubular (CP), epitélio seminífero (ES), sertoli (SE), lúmen de túbulo seminífero (LTS), Leydig (LE), tecido conjuntivo intersticial (TC), vasos intersticiais (VI), túbulos seminíferos (TS) e tecido intersticial (INT) em galos Cobb Mx em função da idade e da categoria de peso.
Resultados e discussão
Proporções volumétricas
		CP (%) 2	ES (%) 1	SE (%) 3	LTS (%) 2	LE (%) 2	TC (%) 2	VI (%) 2	TS (%) 1	INT (%) 2
	Idade	 	 	 	 	 	 	 	 	 
	25	6,88	55,85 b	1,47 a	28,47 a	1,74 a	4,37 b	1,22	92,67 	7,33 
	45	6,53	59,01 a	0,91 b	24,26 b	1,32 b	5,29 a	2,69	90,70 	9,3 
	Categoria	 	 	 	 	 	 	 	 	 
	Leve	7,15	58,06	1,54 a	24,67	1,86 a	4,48	2,23	91,43	8,57
	Médio	6,60	56,71	1,13 b	27,45	1,48 b	4,81	1,81	91,73	8,27
	Pesado	6,35	58,06	0,90 c	26,97	1,26 b	5,19	1,82	91,9	8,10
	Efeito Anova	 	 	 	 	 	 	 	 	 
	Idade (I)	0,2674 ns	0,0064 *	<0,0001 3*	0,0025 *	0,0016 *	0,0328 *	<0,0001 *	0,0006 *	0,0006 *
	Peso (P)	0,1050 ns	0,6099 ns	0,0006 3*	0,1978 ns	0,0012 *	0,3966 ns	0,3161 ns	0,7718 ns	0,7718 ns
	I x P	0,5597 ns	0,2345 ns	-	0,8167 ns	0,2953 ns	0,4754 ns	<0,0001 *	0,0146 *	0,0146 *
	CV (%)	17,93	7,51	-	19,48	31,87	33,74	17.01	2,27	25,01
1 Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05).
2 Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Duncan (p≤0,05).
3 Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Kruskal-Wallis (p≤0,05).
Ns = não significativo pelo teste de F (p≥0,05). * = significativo pelo teste de F (p≤0,05). 3* = significativo pelo teste Kruskal-Wallis (p≤0,05).
CV = coeficiente de variação.
Aumento na proporção de ES – maior altura de epitélio em galos com 45 semanas – proliferação células da linhagem espermatogênica
Proliferação no número de células de SE se dá somente durante as primeiras 12 semanas de idade no galo (Thurston e Korn, 2000).
Redução proporcional, já que houve proliferação e aumento na proporção das células do epitélio seminífero
	Gonzalez-Moran et al., 2008
Aumento da altura do epitélio sem entretanto diminuição no diâmetro do túbulo, leva à diminuição da proporção de lúmen
Células de Leydig não se proliferam em indivíduo adulto (Chen et al,. 2009).
Redução proporcional, já que houve aumento na proporção de tecido conjuntivo
Não foi encontrada explicação para diminuição da proporção de SE com o aumento de peso corporal, já que a proporção de ES foi a mesma entre as categorias
Categoria leve foi a que apresentou maior proporção de tecido intersticial, local em que células de LE se encontram
Resultados e discussão
	Peso	Idade		Média
		25	45	
	Leve	93,48 Aa	89,38 Ab	91,43
	Médio	92,72 Aa	91,08 Aa	91,90
	Pesado	91,81 Aa	91,65 Aa	91,73
	Média	92,67 	90,70 	 
Tabela 4 – Galo doméstico. Desdobramento da interação entre idade (25 e 45 semanas) e categoria de peso (leve, médio e pesado) para porcentagem de túbulos seminíferos
Médias seguidas por letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05).
	Peso	Idade		Média
		25	45	
	Leve	6,52 Aa	10,62 Ab	8,57
	Médio	7,28 Aa	8,92 Aa	8,10
	Pesado	8,19 Aa	8,35 Aa	8,27
	Média	7,33 	9,30 	 
Tabela 5 – Galo doméstico. Desdobramento da interação entre idade (25 e 45 semanas) e categoria de peso (leve, médio e pesado) para porcentagem de tecido intersticial
Médias seguidas por letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05).
Não há diferenças nas proporções de TS e INT entre as categorias em uma mesma idade (Rezende et. al, 2014)
Regressão testicular em galos leves mais intensa
Galos leves – menor PT, AE, DT e TS
Menor peso corporal – influência negativa na reprodução
	Peso	Idade		Média
		25	45	
	Leve	0,91 Bb	3,55 Aa	2,23
	Médio	1,02 Bb	2,61 ABa	1,81
	Pesado	1,73 Aa	1,90 Ba	1,82
	Média	1,22	2,69	 
Tabela 4 – Galo doméstico. Desdobramento da interação entre idade (25 e 45 semanas) e categoria de pesos (leve, médio e pesado) para vasos intersticiais
Médias seguidas por letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05).
Aumento da proporção de tecido intersticial mais acentuado nas categorias leve (38,6%) e médio (18,3%) do que na pesada (1,89%)
Resultados e discussão
Escores
		ECR (1 a 4)	ECL (3 a 8)	EP (0 a 6)
	Idade	 	 	 
	25	2,93	5,43 b	0,50 b
	45	2,90	6,17 a	2,53 a
	Categoria	 	 	 
	Leve	2,35 c	5,15 b	1,30
	Médio	2,90 b	6,10 a	1,15
	Pesado	3,50 a	6,15 a	2,10
	Efeito Anova	 	 	 
	Idade (I)	0,9496 ns	0,0218*	<0,0001 *
	Peso (P)	<0,0001 *	0,0261 *	0,0955 ns
Tabela 6 - Escore de crista (ECR); escore de cloaca (ECL) e escore de pé (EP) de galos Cobb Mx em função da idade e do peso corporal
ns= Não significativo pelo teste Kruskal-Wallis (p>0,05).
*= Significativo pelo teste Kruskal-Wallis (p≤0,05).
Maior ECL em galos adultos – maior atividade sexual
Maior EP – Maior PC e qualidade da cama. 
Habilidade de cópula comprometida?
Menores ECR e ECL em galos leves (Rezende et al., 2014)
Galos pesados – maior testículo – maior produção de andrógenos – maior ECR 
ECL = cor, tamanho e umidade
Maior atividade sexual de galos médios e pesados em relação aos leves
Maior concentração de andrógenos 
Resultados e discussão
Correlações
Peso corporal:
PC vs. PTT (r=0,62) – Galos com 45 semanas de idade 
PC vs. AE (r=0,69)
PC vs. DT (r=0,39)
Escore de crista:
ECR vs. PC (r=0,49)
ECR vs. DT (r=0,45)
ECR vs. AE (r=0,42) – Galos com 45 semanas de idade
ECR vs. PTT (r=0,64) – Galos com 45 semanas de idade
Escore de cloaca
ECL vs. PC (r=0,48)
ECL vs. AE (r=0,33)
ECL vs. ECR (r=0,53) 
ECL vs. PTT (r=0,63) – Galos com 45 semanas de idade
Escore de pé
EP vs. PC (r=0,49)
Em galos adultos, maior peso corporal pode estar associado a maior peso de testículos
Maior peso corporal tem implicações positivas na capacidade de produção espermática 
ECC x PC e ECR x PT (Rezende et al., 2014)
Área de crista e PT (Tyler e Gous, 2009)
Maiores cristas podem estar associadas a melhor capacidade de produção espermática
Correlação entre coloração de cloaca e PC (Fantini, 2007)
Maior ECL pode estar associado com maior altura de epitélio
Galos mais pesados – potencial moderado de maiores lesões nos pés
Estudo comportamental necessário para avaliar se afeta negativamente a quantidade de cópula e fertilidade
Conclusões
Alto peso corporal tem implicações positivas na capacidade reprodutiva (maior peso de testículos e características histológicas compatíveis com produção espermática);
Ocorre regressão dos testículos com o avanço da idade e ela é mais intensa em galos com baixo peso corporal. Entretanto, galos com 45 semanas possuem maior capacidade de produção espermática que galos com 25 (maior altura e quantidade de células do epitélio seminífero);
Galos mais pesados tem chance moderada de apresentarem maiores escores de crista e de cloaca e também maior quantidade de lesões nos pés;
Em galos com 45 semanas de idade, escore de crista pode ser utilizado com potencial moderado de predição para seleção de galos com maior peso de testículos e características compatíveis com maior capacidade de produção espermática (diâmetro de túbulo e altura de epitélio). Entretanto, essa associação não é encontrada em galos com 25 semanas de idade.
Em galos Cobb Mx avaliados neste trabalho,
rafaelleao@ufmg.br
Obrigado!

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