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Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Veterinária Morfometria testicular, escores de crista, cloaca e de pé em galos de matriz pesada em duas idades e três categorias de peso corporal Dissertação de mestrado Rafael Augusto de Carvalho Leão Área: Reprodução Animal Orientador: Prof. Dr. Antônio de Pinho Marques Junior Março, 2016 1 Roteiro Introdução Revisão de literatura Aparelho reprodutor do galo Desenvolvimento e funções dos testículos Avaliação de reprodutores Objetivos Material e métodos Resultados e discussão Conclusões 2 Introdução Matriz pesada: Aves reprodutoras que darão origem aos frangos de corte Genética para ganho de peso Comedouros separados para ♂ Relação macho/fêmea: 1/10 Restrição alimentar Machos e fêmeas separados Machos e fêmeas separados Vida de Matriz Cria: 0 a 4 semanas de idade Recria: 5 a 21 semanas de idade Produção: Após as 21 semanas – machos e fêmeas criados juntos Demanda crescente por alimento = seleção de aves voltadas para crescimento; Menor idade ao abate; melhor rendimento de carcaça, peito e coxa/sobrecoxa com reduzida taxa de conversão alimentar (Vizcarra et al. 2010) Introdução Necessidade de aumento do volume de produção - número de pintos por ave alojada Grande influência dos galos nas taxas de fertilidade Maciel, 2006 1 galo / 10 galinhas 1 galinha produz 160 pintos ano 1 galo responsável por 1.600 pintos ano Quantidade e qualidade do sêmen Eficiência do acasalamento Introdução Queda de fertilidade nas matrizes após as 45 semanas de idade, usualmente relacionada aos machos; Fertilidade do macho Fragoso et al., 2013 Hocking e Bernard, 1997; Maciel, 2006, Vizcarra et al., 2010 Decréscimo dos níveis hormonais, queda na libido, menor produção de espermatozoides no ejaculado, além de problemas ósseos, locomotores e lesões nos coxins dos pés decorrentes de peso excessivo Reprodução Menor eficiência reprodutiva Seleção Rendimento de cortes Conversão alimentar Ganho de peso Dificuldades na cópula Revisão de literatura Cloaca Testículos Ducto Deferente Epidídimo Aparelho reprodutor do galo http://alunosonline.uol.com.br/biologia/sistema-reprodutor-das-aves.html Cloaca Eversão no momento da cópula Pênis rudimentar – falo Corpos e pregas linfáticas Ductos deferentes Terminam em duas aberturas (papilas) que desembocam na cloaca Motilidade dos espermatozoides Testículos: Funções: endócrina e de espermatogênese Dois testículos funcionais Localizados dentro da cavidade abdominal Epidídimos Pouco desenvolvidos Composto em mais de 70% por ductos epididimários Revisão de literatura Túbulo seminífero Tecido intersticial Arquivo pessoal Testículos - histologia Revisão de literatura Testículos - histologia Senger, 2003 Espermátides Célula de Sertoli Espermatogônia Túnica própria Célula de Leydig Espermatócitos Vasos Tecido conjuntivo Túbulo seminífero Interstício Lúmen Revisão de literatura Adaptado de De Reviers, 1971; Bull et al., 2007; Gonzalez- Morán e Castro, 2010; Fragoso et al., 2013 Idade Fase Fenômenos importantes Peso testículos 02 –12 sem Pré puberal Proliferação das células Sertoli < 1mg/d 13 - 22 sem Puberal ou Puberdade Proliferação das células germinativas e início da produção de Sêmen 75% desenvolvimento testículos, após estímulos de luz 0,5 – 30g 23 - 30 sem Maturidade Sexual Final desenvolvimento testicular e produção máxima de sêmen; Maiores diâmetros e percentuais de túbulos seminíferos 35 - 45g 45 - 75 sem Maturidade Sexual / Senilidade Regressão testicular e queda da fertilidade 25 - 30g Desenvolvimento dos testículos Revisão de literatura Espermatogênese ocorre normalmente - temperatura interna de 41°C a 43°C FSH - proliferação de células de Sertoli – sustentar e comandar mudanças nas células da linhagem espermatogênica LH - age sobre as células de Leydig que secretam testosterona Testículos – função espermatogênica Meiose I Espermiogênese Meiose II No galo, são necessários de 10 a 14 dias (de Reviers, 1968) Espermatogônia Espermatócito primário Espermatócito secundário Espermátide Espermatozoide Revisão de literatura Andrógenos Comportamento sexual Ganho de peso Desenvolvimento de crista Aparelho copulatório Canto e cortejo Testículos – função endócrina Google imagens Revisão de literatura Testículos se localizam na cavidade abdominal Avaliação sêmen não é prática e econômica Exige condicionamento dos galos, treinamento de mão de obra e estrutura adequada Limitações: Utilização de parâmetros fenotípicos para determinação da fertilidade Peso dos testículos tem associação positiva com a produção diária de espermatozoides e com a fertilidade (Hocking, 1990) Arquivo pessoal Avaliação de reprodutores Revisão de literatura Período de produção Produtivo Improdutivo Galo agressivo, com virilidade e vigor físico Galo subordinado e com pior capacidade física Bico inferior e superior do mesmo tamanho Bico torto ou curto Peso adequado Peso excessivo Ausência de patologias nos pés que impossibilitem a cópula Calos no coxim plantar e pododermatites Cristas e barbelas bem desenvolvidas Cristas subdesenvolvidas e barbela inchada ou enrugada Cloaca avermelhada e úmida Cloaca seca e despigmentada Avaliação de reprodutores Adaptado de Ross, 2013 Habilidade de cópula Influência de andrógenos Comportamento Característica física Revisão de literatura Prof. Nelson Baião – UFMG, 2005 Pododermatites e lesões nos coxins plantares = condições da cama x alto peso corporal (Ross, 2013) Aumento de lesões nos coxins plantares dos galos influencia negativamente na capacidade de cópula (Lara, 2015) Seleção de reprodutores: Problemas de pernas e pés Revisão de literatura Agroceres Multimix, 2014 Testosterona – estimula o crescimento (Zeller, 1971); Associação positiva entre área de crista e peso médio dos testículos (Tyler e Gous, 2009); Coloração de crista e viabilidade espermática (Navara et al., 2012); Escore de crista e peso corporal e peso de testículos em galos com 71 semanas de idade (Rezende et al, 2014) Seleção de reprodutores: Desenvolvimento de crista Revisão de literatura Andrógenos – desenvolvimento do aparelho copulatório (Zeller, 1971); Coloração de cloaca e peso corporal (Fantini, 2007); Escore de cloaca e peso dos testículos em galos com 71 semanas de idade (Rezende, et al, 2014) Arquivo pessoal Seleção de reprodutores: Morfologia de cloaca Hipóteses Galos com menor ganho de peso (categoria leve) têm menores escores de crista e de cloaca, bem como menor qualidade dos testículos; enquanto galos com maior ganho de peso (categoria pesado) têm maiores escores de crista e de cloaca, bem como aumento da qualidade dos testículos; Galos adultos apresentam maiores escores de crista, cloaca, maior incidência de lesões nos coxins plantares e maior qualidade testicular que galos jovens; Existe associação entre características fenotípicas e características morfológicas testiculares compatíveis com maior produção espermática. Objetivos Geral: Avaliar parâmetros fenotípicos como crista, cloaca, lesões de pé e peso corporal e a associação desses parâmetros com características testiculares durante a puberdade e vida adulta de galos em condições normais de produção comercial Específicos: Verificar características de crista, cloaca e pés em diferentes pesos corporais; Verificar características testiculares em diferentes fases produtivas; Associar esses parâmetros fenotípicos com características testiculares. Material e métodos Experimento aprovado pelo CEUA - Protocolo n°.79/2015 Animais: Galos Cobb Mx; Galpão comercial, manejo de luz, nutricional e de temperatura; Machos e fêmeas criados juntos a partir das 22 semanas de idade na proporção de 1 machos para 10 fêmeas, mantendo livres interaçõessociais e de hierarquia Locais do experimento e obtenção das amostras Matrizeiro (Pif Paf Alimentos) e abatedouro situados em Pitangui – MG Escola de Veterinária / UFMG Laboratório de Biologia Celular – ICB / UFMG Material e métodos Categoria de peso Idade Total 25 semanas 45 semanas Leve 10 galos 10 galos 20 animais Médio 10 galos 10 galos 20 animais Pesado 10 galos 10 galos 20 animais Total 30 animais 30 animais 60 animais Duas idades avaliadas: 25 semanas – início da vida reprodutiva 45 semanas – vida adulta Pesagem aleatória de 3% dos galos do galpão Separação por categorias de peso Ex: Média = 4Kg ± 10% Categoria leve ≤ 3.6kg Categoria médio entre 3.7 e 4.3kg Categoria pesado ≥ 4.4kg Avaliação dos escores Crista subdesenvolvida Crista média, vermelha clara e túrgida Crista grande, vermelha intensa e túrgida Crista muito grande, vermelha intensa e túrgida ECR 1 ECR 2 ECR 3 ECR 4 Material e métodos Características avaliadas na crista Escore de crista Crista subdesenvolvida e/ou pálida e/ou murcha com pele rugosa 1 Crista media ou grande, vermelha clara, túrgida e com pele lisa 2 Crista grande, vermelha intensa, túrgida e com pele lisa 3 Crista muito grande, vermelha intensa, túrgida e com pele lisa 4 Escore de crista Fotos: Arquivo pessoal Material e métodos Média 2 Pequena 1 Grande 3 Grande 3 Pálida 1 Vermelho claro 2 Vermelha claro 2 Vermelha intensa 3 Seca 1 Úmida 2 Seco 1 Úmida 2 ECL 4 ECL 5 ECL 6 ECL 8 Escore de cloaca Características avaliadas na cloaca Escore de cloaca Tamanho Pequena 1 Média 2 Grande 3 Coloração Pálida 1 Vermelho claro 2 Vermelho intenso 3 Lubrificação Seca 1 Úmida 2 Total 3-8 Fotos: Arquivo pessoal Ausência de calos Calo leve em um pé Calo moderado nos dois pés Calo intenso nos dois pés ECP = 0 ECP 1 ECP 4 ECP 6 Material e métodos Escore de pé Características avaliadas nos pés Escore de pé Ausência de calos 0 Leve Em um pé Nos dois pés 1 2 Moderado Em um pé Nos dois pés 2 4 Intenso Em um pé Nos dois pés 3 6 Fotos: Arquivo pessoal Material e métodos Fixação em solução de Karnovsky (parafolmaldeído 4% e glutaraldeído a 2,5%) Corte em pequenos fragmentos transversais Verificação em lupa estereoscópica Desidratação Inclusão – Resina histoquímica de metacrilato (Leica ®) Microtomia (3 µm) Coloração com Azul de Toluidina e montagem das lâminas Álcool 70% ---------- 30 min Álcool 80% ---------- 30 min Álcool 90% ---------- 30 min Álcool absoluto I --- 30 min Álcool absoluto II ---30 min Biocel – Laboratório de Biologia Celular – ICB/UFMG Arquivo pessoal Abate segundo as normas de abate humanitário em frigorífico com inspeção municipal Separação e pesagem dos testículos Processamento histológico Material e métodos Análises testiculares - Obtenção de imagens digitais - Análises com o software ImageJ Índice gonadossomático Análises histológicas Diâmetro de túbulo e altura do epitélio seminífero Proporção volumétrica de túbulos seminíferos e tecido intersticial Proporção volumétrica de constituintes do testículo Peso dos testículos x 100 Peso corporal Material e métodos Diâmetro de túbulo e altura de epitélio Vinte secções transversais por animal no aumento de 200x Túbulos com contorno circular Médias aritméticas utilizadas nas análises (Rezende et al., 2014) Galo doméstico. Túbulo seminífero em corte transversal. Azul de Toluidina (200x). Material e métodos Proporção volumétrica de túbulos e tecido intersticial Método estereométrico: Gratícula com 475 pontos equidistantes Dez campos aleatórios no aumento de 200x 10 campos x 475 pontos = 4750 pontos por animal Estruturas avaliadas: Túbulos seminíferos (TS) Tecido intersticial (INT) Proporção volumétrica (%) = Pontos que incidiram sobre a estrutura x 100 4750 Material e métodos Galo doméstico. Túbulo seminífero em corte transversal (200x). Proporção volumétrica de túbulos e tecido intersticial Material e métodos Método estereométrico: Gratícula com 475 pontos equidistantes Dez campos aleatórios no aumento de 400x 10 campos x 475 pontos = 4750 pontos por animal Estruturas avaliadas: Camada peritubular (CP) – membrana basal, células mióides e tecido conjuntivo peritubular; Epitélio seminífero (ES) – núcleo de espermatogônias, espermatócitos I e II e espermátides; Células de Sertoli (SE) - núcleo dessas células; Lúmen de túbulo seminífero (LTS) - área de lúmen; Células de Leydig (LE) Vasos intersticiais (VI) – lúmen, endotélio e células endoteliais de vasos sanguíneos e linfáticos; Tecido conjuntivo intersticial (TC) – qualquer ponto do interstício que não fosse vasos ou células de Leydig; Proporção volumétrica (%) = Pontos que incidiram sobre a estrutura x 100 4750 Proporção volumétrica de constituintes de testículo Material e métodos Proporção volumétrica de constituintes de testículo Galo doméstico. Túbulo seminífero em corte transversal (400x). Material e métodos Proporção volumétrica de constituintes de testículo Quantificação de constituintes de testículo: 1-CP; 2-ES; 3-SE; 4-LTS; 5-LE; 6-TC; 7-V Material e métodos Análises estatísticas Delineamento inteiramente ao acaso Dados normais Análise de variâncias (ANOVA) Teste de Tukey (cv < 10%) Teste de Duncan (cv > 10%) Dados não normais Médias de idade: comparadas duas a duas pelo teste de Mann & Whitney Médias de peso: teste de Kruskal-Wallis Correlações Correlações de Pearson (normais) Correlações de Spearman (não normais) Software SAS com nível de significância de 5% Resultados e discussão Apresentação dos resultados: Pesagens e mensurações Proporções volumétricas Escores Correlações entre características fenotípicas e reprodutivas Resultados e discussão PC (g) 1 PTD (g) 2 PTE (g) 2 PTT (g) 2 DT (µm) 1 AE (µm) 1 IGS 2 Idade 25 3917,33 b 14,16 a 16,19 a 30,49 a 274,49 47,51 b 0,781 45 4674,67 a 9,62 b 11,39 b 20,1 b 263,74 63,68 a 0,443 Categoria de peso Leve 3606 c 9,81 b 10,97 b 20,76 b 249,33 b 52,56 b 0,588 Médio 4270,5 b 12,38 a 14,17 a 26,54 a 271,48 a 54,24 b 0,597 Pesado 5011,5 a 13,48 a 15,97 a 29,45 a 286,55 a 59,99 a 0,640 Efeito Anova Idade (I) <0,0001 * <0,0001 * <0,0001 * <0,0001 * 0,0615 ns <0,0001* <,0001 * Peso (P) <0,0001 * 0,0010 * 0,0001 * 0,0003 * <0,0001* <0.0001* 0,5457 ns I x P 0,1905 ns 0,2532 ns 0,0637 ns 0,1103 ns 0,5282 ns 0,1399 ns 0,0136 * CV (%) 5,3 25,3 23,92 23,86 8,10 9,09 23 Pesagens e mensurações Tabela 1 - Peso corporal médio (PC), peso de testículo direito (PTD), peso de testículo esquerdo (PTE), peso testicular total (PTT), diâmetro de túbulo seminífero (DT), altura de epitélio seminífero (AE) e índice gonadossomático (IGS) de galos Cobb Mx em função da idade e da categoria de peso 1 Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05). 2Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Duncan (p≤0,05). Ns = não significativo pelo teste de F (p>0,05). * = significativo pelo teste de F (p≤0,05). CV = coeficiente de variação. Aumento no diâmetro dos túbulos seminíferos e na altura do epitélio seminífero = maior atividade espermatogênica (Etches, 1996) Galos adultos possuem maior atividade espermatogênica que galos jovens Hipótese: Galos leves - restrição alimentar mais severa – maiores concentrações de cortisol – inibição do desenvolvimento testicular Cortisol mais elevado em galos leves (Fragoso et al., 2013) Galos submetidos a restrição alimentar severa ejacularam sêmen com baixa concentração (Sexton et al., 1989) Menor peso de testículo em galos leves (Rezende et al., 2014) Queda de 31% no peso de testículos com 45 semanas Regressão dos testículos com a idade (Fragoso et al., 2013) Resultados e discussão Pesagens e mensurações Categoria Idade Média 25 45 Leve 0,81 Aa 0,38 Ab 0,59 Médio 0,84 Aa 0,44 Ab 0,64 Pesado 0,69 Aa0,50 Aa 0,60 Média 0,78 0,44 Tabela 2 – Galo doméstico. Desdobramento da interação entre idade (25 e 45 semanas) e categoria de pesos (leve, médio e pesado) para índice gonadossomático Médias seguidas por letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05). Não há variação do IG entre categorias de peso (Rezende et al., 2014) Com o avanço da idade, PC e PTT variam proporcionalmente em galos pesados Galos pesados sofrem regressão testicular menos intensa IG = PTT x 100 PC Tabela 3 - Proporção de camada peritubular (CP), epitélio seminífero (ES), sertoli (SE), lúmen de túbulo seminífero (LTS), Leydig (LE), tecido conjuntivo intersticial (TC), vasos intersticiais (VI), túbulos seminíferos (TS) e tecido intersticial (INT) em galos Cobb Mx em função da idade e da categoria de peso. Resultados e discussão Proporções volumétricas CP (%) 2 ES (%) 1 SE (%) 3 LTS (%) 2 LE (%) 2 TC (%) 2 VI (%) 2 TS (%) 1 INT (%) 2 Idade 25 6,88 55,85 b 1,47 a 28,47 a 1,74 a 4,37 b 1,22 92,67 7,33 45 6,53 59,01 a 0,91 b 24,26 b 1,32 b 5,29 a 2,69 90,70 9,3 Categoria Leve 7,15 58,06 1,54 a 24,67 1,86 a 4,48 2,23 91,43 8,57 Médio 6,60 56,71 1,13 b 27,45 1,48 b 4,81 1,81 91,73 8,27 Pesado 6,35 58,06 0,90 c 26,97 1,26 b 5,19 1,82 91,9 8,10 Efeito Anova Idade (I) 0,2674 ns 0,0064 * <0,0001 3* 0,0025 * 0,0016 * 0,0328 * <0,0001 * 0,0006 * 0,0006 * Peso (P) 0,1050 ns 0,6099 ns 0,0006 3* 0,1978 ns 0,0012 * 0,3966 ns 0,3161 ns 0,7718 ns 0,7718 ns I x P 0,5597 ns 0,2345 ns - 0,8167 ns 0,2953 ns 0,4754 ns <0,0001 * 0,0146 * 0,0146 * CV (%) 17,93 7,51 - 19,48 31,87 33,74 17.01 2,27 25,01 1 Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05). 2 Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Duncan (p≤0,05). 3 Médias seguidas por letras distintas diferem pelo teste de Kruskal-Wallis (p≤0,05). Ns = não significativo pelo teste de F (p≥0,05). * = significativo pelo teste de F (p≤0,05). 3* = significativo pelo teste Kruskal-Wallis (p≤0,05). CV = coeficiente de variação. Aumento na proporção de ES – maior altura de epitélio em galos com 45 semanas – proliferação células da linhagem espermatogênica Proliferação no número de células de SE se dá somente durante as primeiras 12 semanas de idade no galo (Thurston e Korn, 2000). Redução proporcional, já que houve proliferação e aumento na proporção das células do epitélio seminífero Gonzalez-Moran et al., 2008 Aumento da altura do epitélio sem entretanto diminuição no diâmetro do túbulo, leva à diminuição da proporção de lúmen Células de Leydig não se proliferam em indivíduo adulto (Chen et al,. 2009). Redução proporcional, já que houve aumento na proporção de tecido conjuntivo Não foi encontrada explicação para diminuição da proporção de SE com o aumento de peso corporal, já que a proporção de ES foi a mesma entre as categorias Categoria leve foi a que apresentou maior proporção de tecido intersticial, local em que células de LE se encontram Resultados e discussão Peso Idade Média 25 45 Leve 93,48 Aa 89,38 Ab 91,43 Médio 92,72 Aa 91,08 Aa 91,90 Pesado 91,81 Aa 91,65 Aa 91,73 Média 92,67 90,70 Tabela 4 – Galo doméstico. Desdobramento da interação entre idade (25 e 45 semanas) e categoria de peso (leve, médio e pesado) para porcentagem de túbulos seminíferos Médias seguidas por letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05). Peso Idade Média 25 45 Leve 6,52 Aa 10,62 Ab 8,57 Médio 7,28 Aa 8,92 Aa 8,10 Pesado 8,19 Aa 8,35 Aa 8,27 Média 7,33 9,30 Tabela 5 – Galo doméstico. Desdobramento da interação entre idade (25 e 45 semanas) e categoria de peso (leve, médio e pesado) para porcentagem de tecido intersticial Médias seguidas por letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05). Não há diferenças nas proporções de TS e INT entre as categorias em uma mesma idade (Rezende et. al, 2014) Regressão testicular em galos leves mais intensa Galos leves – menor PT, AE, DT e TS Menor peso corporal – influência negativa na reprodução Peso Idade Média 25 45 Leve 0,91 Bb 3,55 Aa 2,23 Médio 1,02 Bb 2,61 ABa 1,81 Pesado 1,73 Aa 1,90 Ba 1,82 Média 1,22 2,69 Tabela 4 – Galo doméstico. Desdobramento da interação entre idade (25 e 45 semanas) e categoria de pesos (leve, médio e pesado) para vasos intersticiais Médias seguidas por letras distintas, maiúsculas na coluna e minúsculas na linha diferem pelo teste de Tukey (p≤0,05). Aumento da proporção de tecido intersticial mais acentuado nas categorias leve (38,6%) e médio (18,3%) do que na pesada (1,89%) Resultados e discussão Escores ECR (1 a 4) ECL (3 a 8) EP (0 a 6) Idade 25 2,93 5,43 b 0,50 b 45 2,90 6,17 a 2,53 a Categoria Leve 2,35 c 5,15 b 1,30 Médio 2,90 b 6,10 a 1,15 Pesado 3,50 a 6,15 a 2,10 Efeito Anova Idade (I) 0,9496 ns 0,0218* <0,0001 * Peso (P) <0,0001 * 0,0261 * 0,0955 ns Tabela 6 - Escore de crista (ECR); escore de cloaca (ECL) e escore de pé (EP) de galos Cobb Mx em função da idade e do peso corporal ns= Não significativo pelo teste Kruskal-Wallis (p>0,05). *= Significativo pelo teste Kruskal-Wallis (p≤0,05). Maior ECL em galos adultos – maior atividade sexual Maior EP – Maior PC e qualidade da cama. Habilidade de cópula comprometida? Menores ECR e ECL em galos leves (Rezende et al., 2014) Galos pesados – maior testículo – maior produção de andrógenos – maior ECR ECL = cor, tamanho e umidade Maior atividade sexual de galos médios e pesados em relação aos leves Maior concentração de andrógenos Resultados e discussão Correlações Peso corporal: PC vs. PTT (r=0,62) – Galos com 45 semanas de idade PC vs. AE (r=0,69) PC vs. DT (r=0,39) Escore de crista: ECR vs. PC (r=0,49) ECR vs. DT (r=0,45) ECR vs. AE (r=0,42) – Galos com 45 semanas de idade ECR vs. PTT (r=0,64) – Galos com 45 semanas de idade Escore de cloaca ECL vs. PC (r=0,48) ECL vs. AE (r=0,33) ECL vs. ECR (r=0,53) ECL vs. PTT (r=0,63) – Galos com 45 semanas de idade Escore de pé EP vs. PC (r=0,49) Em galos adultos, maior peso corporal pode estar associado a maior peso de testículos Maior peso corporal tem implicações positivas na capacidade de produção espermática ECC x PC e ECR x PT (Rezende et al., 2014) Área de crista e PT (Tyler e Gous, 2009) Maiores cristas podem estar associadas a melhor capacidade de produção espermática Correlação entre coloração de cloaca e PC (Fantini, 2007) Maior ECL pode estar associado com maior altura de epitélio Galos mais pesados – potencial moderado de maiores lesões nos pés Estudo comportamental necessário para avaliar se afeta negativamente a quantidade de cópula e fertilidade Conclusões Alto peso corporal tem implicações positivas na capacidade reprodutiva (maior peso de testículos e características histológicas compatíveis com produção espermática); Ocorre regressão dos testículos com o avanço da idade e ela é mais intensa em galos com baixo peso corporal. Entretanto, galos com 45 semanas possuem maior capacidade de produção espermática que galos com 25 (maior altura e quantidade de células do epitélio seminífero); Galos mais pesados tem chance moderada de apresentarem maiores escores de crista e de cloaca e também maior quantidade de lesões nos pés; Em galos com 45 semanas de idade, escore de crista pode ser utilizado com potencial moderado de predição para seleção de galos com maior peso de testículos e características compatíveis com maior capacidade de produção espermática (diâmetro de túbulo e altura de epitélio). Entretanto, essa associação não é encontrada em galos com 25 semanas de idade. Em galos Cobb Mx avaliados neste trabalho, rafaelleao@ufmg.br Obrigado!