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Secreção salivar

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Fisiologia – Secreção Salivar		 10/02/2017 - M3
INTRODUÇÃO
A função de uma secreção salivar é a umidificação dos alimentos, mas principalmente a digestão de amido. É composta de água e se apresenta função digestiva, é necessário que apresente enzimas (amilase salivar) – além disso também apresenta muco. Outros componentes, que fazem parte da sua composição, é a mucina e o bicarbonato (deixa o pH próximo ao 8). As principais glândulas salivares são: parótidas, submandibular e sublingual (são representada em pares) – não são as únicas, existem outras menores. A regulação é involuntária, por isso o sistema envolvido é o autônomo (simpático e parassimpático) – são sistemas complementares. 
SALIVA
Essa secreção salivar, na verdade, vai desembocar em uma cavidade muito importante para o sistema digestório. Ela é lançada na cavidade bucal, logo a boca será o local onde teremos a entrada dos alimentos (é uma câmara de recepção) e a partir da mesma conseguimos identifica-los através da papilas gustativas – por isso temos a possibilidade de termos a gustação. A propriocepção é sempre a localização e na boca temos essa noção de localização, ou seja, onde o alimento está. Graças à dentição, poderemos triturar o alimento e quando mastigamos permitimos a liberação da saliva, permitimos que ela se misture a esse alimento e aí todo o processo é facilitado, há favorecimento da digestão do amido – o alimento encontra-se umidificado. Por isso que uma pessoa que não faz uma boa mastigação e engole grandes pedaços, já pode comprometer o processo de digestão. 
Funções:
· Lubrificação
· Proteção da mucosa
· Solubilização 
· Percepção de gustação, já que a saliva permite que a saliva se envolva com o alimento
· Esfria ou esquenta os alimentos
· Favorece a retirada de dedritos
· Fonação e boa dicção 
· Fatores de crescimento de pele que auxiliam na cicatrização
A saliva é produzida em 2 estágios e a que cai na cavidade bucal é ligeiramente alcalina. Quando começamos a ter ânsia, náuseas, nossa boa enche de saliva e isso é uma certa proteção do corpo porque quando vomitamos trazemos de volta conteúdo ácido, parte da secreção gástrica. A nossa mucosa da boca não é adaptada a esse pH, que muitas vezes encontra-se em torno de 3 ou 4. Então essa saliva, quando produzida, já é para neutralizar a acidez que pode vir pela regurgitação – ânsia pré-êmese. Existem muitas enzimas envolvidas. Algumas são bactericidas (sendo a principal a lisozima) – eliminação de bactérias, bacteriostáticas (sendo a principal a lactoferrina) – inibição da multiplicação. Há uma ação contra microrganismos no geral e é principalmente porque um dos componentes dessa saliva é uma proteína, que é a clorina – no caso da dentição, ela ajuda a mantê-la íntegra principalmente porque vai fazer um complexo de mineral com cálcio. Quando temos xerostomia (ausência de saliva), podemos ter cárie, os dentes podem cair, a boca fica ferida, pode ocorrer a eliminação das papilas gustativas.
Além da amilase salivar, na saliva também existem lipases. A lipase lingual, por exemplo, não consegue ter muita ação na boca já que o pH da boca não é ideal para o seu funcionamento. Depois, teremos as lipases gástrica e pancreática que são muito mais importantes. A alfa amilase salivar, chamada também de ptialina, atua na faixa de pH entre 4 e 8 ou seja, um pH mais neutro. Quando o ácido gástrico é lançado, sua função não será muito bem exercida mas o que acontece é que o alimento se mistura à saliva, é deglutido e ele vai para a região de fundo gástrico primeiro e ali essa enzima está misturada ao alimento e continua fazendo a sua função. Como o pH está ficando mais ácido, a soma da boca até o estômago que dizemos a importância dessa enzima – não é só o tempo que permanece na boca, que é um período curto. O tempo que o alimento se misturou à alfa amilase salivar da boca até o estômago, ocorrerá digestão de 75% dos amidos presentes no mesmo. 
Falando um pouco mais sobre a lipase lingual, existem umas outras glândulas chamadas de von Ebner que estão localizadas perto da língua – normalmente chamadas de glândulas salivares menores. As lipases atuam sobre lipídeos, porém só é ativada em pH muito ácido e como na boca o pH é alcalino não irá apresentar uma boa atuação. Logo, é considerada como não essencial. Existe um polipeptídio chamado de calicreína, que compõe a saliva e é bem importante – ele entra em uma cadeia de produção/ativação de um excelente vasoconstritor (a bradicinina). Se temos vasodilatação, a glândula fica mais ativa – todos esses órgãos precisam ser muito bem irrigados, quanto mais sangue chega mais produção de saliva teremos. Na saliva também vão existir muitas enzimas antioxidantes, chamadas de peroxidades – ação contra radicais livres que podem ser gerados. Os principais eletrólitos que são encontrados na saliva são sódio, cloreto, bicarbonato, potássio e cálcio. Normalmente o cloreto de sódio é absorvido e o potássio é secretado, assim como o bicarbonato em boa parte das secreções. Como as glândulas salivares são muito ligadas, elas são capazes de produzir até 1,5 L de saliva por dia e existem horas em que produzimos mais – quando nos alimentamos, estimulamos a parótida. Em relação ao plasma, a saliva é hipotônica ou seja, tem menos soluto que o plasma – no estágio 2 de produção, a saliva que chegou até a boca. 
GLÂNDULAS SALIVARES
Para a produção de saliva, existem algumas glândulas principais envolvidas, como a parótida, submandibular, sublingual que são exócrinas. Além disso, dentre elas algumas são mais serosas, outras mais mucosas ou mistas – sendo assim elas irão produzir de maneiras diferentes. As mucosas irão produzir mais mucina, as aquosas ou serosas produzem mais enzimas. Quem mais contribui para a produção salivar são os 3 pares de glândulas principais. Existe uma infecção que acomete a parótida, chamada de parotidite ou caxumba. As glândulas irão liberar a saliva, sempre existiram ductos e os óstios estarão lançados para a cavidade bucal. Os óstios, principalmente das glândulas sublinguais são os mais visíveis. Quando eles começam a ser obliterados, a secreção não é liberada e ainda podem ser formados precipitados – enfartamento da glândula. 
São glândulas túbulo-acinares, na região de ácinos é onde ocorre a produção da saliva e essa vai seguir pela região de túbulos. A saliva, dentro do ácino é de um tipo e muda de acordo com a passagem pelos túbulos, até chegar ao óstio. É formada por lóbulos. O ácino relacionado com a produção de saliva apresenta grânulos perto do ápice para a luz que são chamados de grânulos zimogênios – dentro deles encontramos proteínas, os precursores da calicreína. As células mioepiteliais também são muito importantes e se algo as estimulam, elas contraem, contraem as células acinares lançando mais saliva para os ductos. De uma maneira geral, essas glândulas são classificadas como:
· Parótida: serosa – alta produção de alfa amilase salivar
· Sublingual: mucosa – alta produção de muco
· Submandibular: mista 
· Glândulas menores: produzem principalmente muco (lubrificação da boca)
As células são diferentes tanto na região dos ácinos como nas regiões dos túbulos. Por isso existem regiões que secretam mais e outras que absorvem mais. A saliva começa a mudar a sua composição quando já saiu do ácino, passou pelo ducto intercalar, está indo para o estriado e quanto mais o avança começa a composição torna-se mais diferente. A saliva no interior do ácino é isotônica, mas quando começa a passar pelos ductos, torna-se hipotônica. Se a célula é diferente, ela terá transportadores de membrana diferentes e isso faz com que o local, por exemplo, seja mais permeável a água e o outro não – por isso que interfere na composição. O trajeto anatômico até chegar ao óstio segue:
ÁCINO → DUCTOS INTERCALARES → DUCTOS ESTRIADOS → DUCTOS INTRALOBULARES → DUCTOS EXTRALOBULARES → DUCTOS EXCRETORES
PRODUÇÃO SALIVAR
Esses ductos excretores desembocam no óstio. A composição da saliva apresenta dois estágios: o estágio 1 é do ácino à parte mais distal do