Prévia do material em texto
CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM REDAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL DISCIPLINA: TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS PROFESSORA: Tatiana Jardim MÓDULO 2 APOSTILA SUMÁRIO 1. A ORGANIZAÇÃO DOS GÊNEROS................................................................ 3 RESUMO .............................................................................................................. 3 FICHAMENTO ...................................................................................................... 5 RELATÓRIO ......................................................................................................... 6 REDAÇÃO ESCOLAR DISSERTATIVA-ARGUMENTATIVA ............................. 8 RESENHA ............................................................................................................ 9 ARTIGO CIENTÍFICO ......................................................................................... 10 2. ESTUDO ORIENTADO (AUTOAVALIATIVO) ............................................... 11 REFERÊNCIAS .................................................................................................. 14 3 1. A ORGANIZAÇÃO DOS GÊNEROS Neste módulo, serão apresentados os exemplares dos gêneros trabalhados neste curso e suas especificidades estruturais e linguísticas. Tal demonstração tem o objetivo de levá-los a compreender que um gênero é uma construção inerente a uma esfera, a um campo de atividade e a seus propósitos comunicativos. Sobre isso, o filósofo da linguagem Mikhail Bakhtin (2011) afirma que cada esfera de atividade vai produzir seus gêneros. Então, isso indica que os homens se organizam por campos de atuação e que o uso da língua por meio de textos produz gêneros que atendam às necessidades de comunicação e de ação desses campos. Portanto, conhecer e reconhecer esses gêneros é fundamental para que possamos nos inserir e transitar em diferentes áreas. Vamos às demonstrações!! RESUMO Gênero que tem o objetivo de sintetizar o conteúdo de um texto, de uma obra etc. É um gênero que tem variações. Observe abaixo. RESUMO INFORMATIVO É uma variação de resumo que apresenta, obviamente, uma condensação das ideias principais do trabalho realizado e também o acréscimo dos objetivos, da fundamentação teórica e dos resultados encontrados em uma pesquisa. Seu modo de organização é o expositivo, por isso a linguagem é impessoal e mostra o viés de objetividade. Antecede a exposição trabalhos científicos em geral. Segue um exemplar. 4 RESUMO: Conceber a língua como forma de ação, como lugar de interação em que são compartilhados sentidos oriundos da intersubjetividade, é assumir que há em todo enunciado marcas linguísticas que denunciam a presença do locutor. Entre tais marcas, está a modalização que, em sentido amplo, indica o grau de comprometimento do locutor com seu enunciado. Assim, neste trabalho, analisamos a manifestação da modalização epistêmica, relacionada ao eixo das crenças e dos saberes, no gênero textual horóscopo. Para fundamentar a análise, recorremos à Teoria da Enunciação de Benveniste (2005), à Teoria da argumentação na língua de Ducrot (1984, 1987 e 1989) e à perspectiva sociorretórica de Bazerman (2006) para abordar a noção de gênero textual. Verificamos que, no gênero textual em questão, a modalização epistêmica funciona como um atenuador do conteúdo do enunciado e do conteúdo de todo o texto, além de orientar os enunciados para determinados sentidos. É possível, ainda, afirmar que a categoria discursiva colabora para o funcionamento do gênero, pois expressa noções inerentes ao conhecimento, à crença do locutor em relação a certo conteúdo, e o gênero textual analisado só o é porque está baseado no que determinado indivíduo conhece ou acredita conhecer acerca dos astros. (GONÇALVES, Tatiana Jardim. O que dizem os astros? Uma análise da modalização epistêmica no gênero textual horóscopo/ Publicação disponível em: http://www.pgletras.uerj.br/linguistica/linguagem08.html) RESUMO DESCRITIVO É um tipo de resumo que, obviamente, apresenta as ideias principais de um texto e também o detalhamento do que é exposto em uma obra. Por isso, há a incidência de adjetivos, de verbos de ligação e de expressões que realcem a enumeração, o detalhamento das coisas. O modo de organização deste tipo de resumo é, portanto, o descritivo. É uma variação de resumo que requer uma leitura atenta do texto original ou da obra, já que só é possível enumerar se houver observação. Segue um exemplar. O livro 1984 de George Orwel é uma narrativa que trata do domínio do poder totalitário nas vidas das pessoas. No livro, o personagem principal, Winston Smitlh, vive entre o medo e a vontade de se libertar de um tipo de poder que controla corpos e mentes. Um dos recursos mais agressivos desse sistema é a Novafala, língua criada pelo totalitarismo para impedir os indivíduos de se expressarem voluntariamente. Além disso, O personagem passa a ter um romance com Júlia, jovem que encontra formas de burlar este sistema para ter algumas experiências desejadas. O romance nos leva a refletir sobre os sistemas que nos rodeiam e nos achatam. 5 FICHAMENTO Gênero que se organiza em tópicos com as ideias principais de um texto. Retira-se do texto somente o que é interessante para um trabalho de pesquisa ou para estudos em geral, por isso é um gênero excelente para fins de aprendizado. Além disso, o fichamento permite que você tenha acesso ao conteúdo de uma obra sem ter que, necessariamente, retomá-la. É, pois, um gênero que comporta praticidade. O fichamento pode ser feito com os trechos do texto ou com as palavras do próprio autor, mas sempre em tópicos. Apresenta-se a referência da obra, do artigo, do livro e organiza-se os tópicos em conformidade com a leitura. Segue um exemplar, que é fichamento de uma página do capítulo Da subjetividade na linguagem do livro Problemas de Linguística Geral I de Émile Benveniste. BENVENISTE, Émile. Da Subjetividade na linguagem. In: Problemas de Linguística Geral I: Trad. Eduardo Guimarães. Campinas: São Paulo, 3. ed., 2005 ● É na linguagem e pela linguagem que o homem se constitui como “sujeito”; porque só a linguagem fundamenta na realidade, na sua realidade que é a do ser, o conceito de “ego”. ● A subjetividade de que tratamos aqui é a capacidade do locutor para se propor como “sujeito”. (...) Ora, essa “subjetividade”, quer a apresentemos em fenomenologia ou em psicologia, como quisermos, não é mais que a emergência no ser de uma propriedade fundamental da linguagem. (...) Encontramos aí o fundamento da “subjetividade” que se determina pelo status linguístico da “pessoa”. (p. 286) ● A consciência de si mesmo só é possível se experimentada por contraste. Eu não emprego eu a não ser dirigindo–me a alguém, que será na minha alocução um tu. (...). A linguagem só é possível porque cada locutor se apresenta como sujeito, remetendo a ele mesmo como eu no discurso. (p. 286) 6 RELATÓRIO Como o próprio nome indica, este gênero é da ordem da narração. Em termos gerais, apresenta o relato de fatos, da execução de determinadas tarefas, ações, etapas de um trabalho ou de uma pesquisa. É recorrente a presença dos modos de organização narrativo e descritivo, portanto, encontramos muitos verbos indicadores de ação e de percursos, adjetivos, advérbios de tempo, de lugar e de modo. É um gênero solicitado nos diferentes níveis profissionais, a depender das tarefas que o profissional execute, no meio acadêmico, nas escolas. Observe um exemplar de um relatório de atividade supervisionada, solicitado no meio acadêmico para fins de comprovação de participação em atividades extracurriculares. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE LETRASPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DE LINGUAGEM – MESTRADO LINHA DE PESQUISA: Teoria e Análise Linguística RELATÓRIO DE ATIVIDADE SUPERVISIONADA ALUNA: Tatiana Jardim Gonçalves ORIENTADORA: xxx ATIVIDADE: Minicurso “Modalidade e Evidencialidade”: Gramática e Discurso Resumo: Em cumprimento às exigências do programa de pós-graduação em Estudos de Linguagem, este relatório tem o objetivo de fazer uma exposição acerca da atividade mencionada no título. O minicurso intitulado: Modalidade e Evidencialidade: gramática e discurso foi ministrado pela Professora Doutora Marize Mattos Dall’Aglio- Hattnher da Universidade Estadual Paulista entre os dias 29.06.2011 e 01.07.2011 na Universidade Federal Fluminense. Sob a perspectiva da Linguística Funcional, o tema central do minicurso, foi a modalidade. No primeiro dia do minicurso, a professora fez uma explanação sobre a dificuldade de tratar o tema, mesmo tendo um referencial teórico definido. Ressaltou a complexidade do tema devido à difícil delimitação. Foi traçado um panorama acerca dos estudos da modalidade, que vem desde a era clássica. As primeiras considerações sobre a modalidade, atribuídas a Aristóteles, estavam ligadas à lógica. Denominadas aléticas ou aristotélicas, buscavam verificar a verdade do conteúdo das proposições. Posteriormente, verificou-se que as proposições poderiam ser necessariamente ou possivelmente verdadeiras. Nesse ponto, foram incluídas essas duas noções sobre o tema. 7 Posteriormente, a professora abordou a problemática da modalidade no âmbito da linguística e expôs alguns pontos de vista, algumas considerações concernentes a isso. A primeira delas, uma abordagem sintática de Ross (1969), caracteriza os valores epistêmicos como intransitivos e os valores deônticos como transitivos. Nessa mesma linha, os trabalhos de Hofmann (1966), Newmeyer (1970) e Kayne (1975) também atribuem diferentes estruturas sintáticas às orações modalizadas. As abordagens da semântica e da pragmática também expostas no curso. Esses pontos de vista, como mencionou a professora no minicurso, foram necessários para responder a algumas questões que a abordagem sintática não contemplava. Para corroborar tal ponto de vista foram citados Parret (1976), que considerava a necessidade de se recorrer a uma semântica ou até a uma pragmática das modalidades, Coracini (1991) para quem as modalidades são verdadeiras estratégias retórico-argumentativas e Brandão (1993) que, numa perspectiva da Análise do Discurso, assevera que a língua, por ser discurso decorrente de uma interação, não é neutra nem inocente, visto que advém de uma intencionalidade, então a língua é lugar privilegiado da manifestação da persuasão, da argumentação e da modalização. Foram mencionadas, ainda, pela professora as abordagens da Linguística Textual de Meyer (1980), Givón (1984) e da Semiótica Greimas (1976), Coquet (1976), Rengstorf (1976), Barros (1991). [...] 8 REDAÇÃO ESCOLAR DISSERTATIVA-ARGUMENTATIVA É um gênero em que se mesclam dissertação (exposição) e argumentação. Há a apresentação de um ponto de vista em relação a uma temática e a posterior defesa do mesmo. Na conclusão, há a retomada das ideias apresentadas e debatidas ou um resumo das mesmas. Em termos linguísticos, há a recorrência de marcas linguísticas de argumentação e de marcas linguísticas de impessoalidade. Observe um exemplar. Pré-Conceito Desde a pré-história, o homem sempre se utilizou do conhecimento inovador para evoluir. O fogo, a faca, a escrita, os meios de transporte, de comunicação (rádio, tv, internet), entre outros, foram marcos tecnológicos, cada qual na sua época, que facilitaram o processo de evolução da espécie humana. Portanto, é inegável que essas tecnologias trouxeram benefícios à humanidade e, nesse contexto linear, tendem a progredir infinitamente. Entretanto, sempre houve e ainda há pessoas que fizeram e fazem mau uso de tais instrumentos, o que alimenta o medo e a insegurança de parte da sociedade diante do novo. Aqueles que são contrários ao desenvolvimento tecnológico sustentam suas crenças com base em fatos negativos que afetaram profundamente a humanidade, como, por exemplo, as consequências nefastas do regime nazista na Alemanha. Não se pode desprezar a possibilidade de um revés no uso da ciência e da tecnologia, visto que, em última instância, têm o poder de causar o extermínio da própria humanidade, assim como ocorreu, em menor proporção, com a bomba atômica em Hiroshima. Todavia, prender-se a isso seria ter uma visão pessimista do progresso, tal qual teve a personagem do episódio "O velho do Restelo", do livro "Os Lusíadas", de Camões. Já os que defendem o uso da ciência e tecnologia, em uma visão mais otimista, encaram-no como meio de superação dos limites humanos. Esse olhar encontra respaldo no fato de que todos os avanços tecnológicos promovidos pela ciência, em qualquer área, sempre contribuíram para que o ser humano transpusesse suas barreiras pessoais ou do meio em que vive. Como exemplo mais antigo, tem-se a elementar descoberta do fogo, e, na sociedade atual, a utilização da Inteligência Artificial (IA). Prova disso é o uso da IA nas escolas para melhoria do processo de ensino-aprendizagem, na medicina para diagnósticos mais rápidos e eficazes, entre outras áreas, conforme recente matéria publicada no portal de notícias "G1". Portanto, a evolução da humanidade por meio da ciência e tecnologia, atualmente denominada de revolução transumanista, ainda que utopicamente, é algo inerente a sua condição, faz parte da história da sociedade e é um "caminho sem volta". Apesar da possibilidade de ser empregada com finalidade diversa, ela (a revolução transumanista) não deve ser vista pelo lado negativo da teoria darwinista, em que só os mais fortes sobrevivem, mas sim pelo lado positivo, científico, que denota a evolução da espécie humana. Será que a humanidade teria sobrevivido se o homem, à época, tivesse se prendido unicamente nos malefícios do fogo? Disponível em: https://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/redacoes/pre- conceito.htm 9 RESENHA Gênero que mescla os modos de organização expositivo e o argumentativo, pois há a exposição sucinta do conteúdo de um livro, de um filme ou de uma obra e os apontamentos ou intervenções daquele que está produzindo o texto. São recorrentes as marcas linguísticas que indicam a apreciação, o julgamento do produtor do texto, os verbos no presente do indicativo e as marcas de impessoalidade. FARACO, C. A.; ZILLES, A. M. (Org.). Para conhecer norma linguística. São Paulo: Contexto, 2017. 224 p. Por Xoán Carlos Lagares (Universidade Federal Fluminense – UFF, Instituto de Letras. Niterói, Rio de Janeiro, Brasil) Os autores deste livro, que faz parte da coleção Para Conhecer, da edi tora Contexto, são linguistas com uma ampla trajetória de reflexão sobre questões relativas à norma e à variação linguística, assim como sobre suas implicações no ensino de língua portuguesa, autores de trabalhos publicados em obras individuais e coletivas. Conjuntamente, organizaram o livro Pedagogia da variação (Parábola, 2015), que propõe reflexões relevantes sobre como incorporar a heterogeneidade da língua nos processos de ensino-aprendizagem, a partir de uma perspectiva de educação linguística comprometida com a igualdade e a diversidade. De alguma maneira, este livro sobre norma linguística escrito em parceria, com uma clara vocação didática, é o necessário complemento dessa reflexão sobre variação e ensino. De nosso ponto de vista, uma pedagogia da variação, que introduza a valorização da diversidade linguística em aulas de língua portuguesa, só pode ser efetiva se acompanhada de uma reflexão mais apurada sobre o processo histórico de construção da norma-padrão e o lugar que esse modelo delíngua ocupa entre as nossas práticas linguísticas. Esse é também o melhor antídoto contra um ensino destinado apenas a transmitir uma vulgata reduzida da tradição normativa, totalmente identificado com modelos arbitrários de língua e concentrado na transmissão de descontextualizadas e com frequência, muito problemáticas “dicas para não errar” no uso oral e escrito do português. Numa obra anterior (A norma culta. Desatando alguns nós. Parábola: 2008), Carlos Alberto Faraco chamava essa tradição (que se expressa não apenas no sistema de ensino, mas também através da mídia, em consultórios gramaticais e livros de “autoajuda linguística”) de “norma curta”, fazendo um jogo de palavras com o termo “norma culta” e o fenômeno do rotacismo, que é alvo de severas críticas sociais do ponto de vista desse tipo de norma. Esses agentes normativos constituem o que Marcos Bagno (2000), outro autor crítico da tradição normativa que (ainda) vigora no Brasil, chama de “comandos paragramaticais”. [...] Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/37791/2 7029 10 ARTIGO CIENTÍFICO Gênero que visa à demonstração de um percurso de pesquisa. Sua estruturação compreende: resumo, introdução, desenvolvimento (dividido em seções), metodologia, discussão de resultados e considerações finais. É um gênero produzido no meio acadêmico para divulgação do conhecimento das diferentes áreas, porém deveria ser mais lido por todos os indivíduos da sociedade já que os conhecimentos ali expostos dizem respeito a todos. *Devido aos limites de espaço que um material como este impõe, deixarei o link de um exemplar de artigo científico da área de Educação para que observem a estruturação e as particularidades linguísticas. Artigo: Existir é Ordinário: mapas de resistências nos currículos e na docência Autores: Alexandra Garcia, Allan de Carvalho Rodrigues Link para acesso ao artigo https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/84915 Vimos essas especificidades, mas não é demais lembrar que os gêneros não são formas engessadas. Os gêneros possuem suas particularidades e regularidades estruturais e linguísticas para que o projeto comunicativo seja atendido, no entanto, em sua composição podem entrar outros elementos e outros modos de organização do discurso. O importante é entender o gênero textual como um comportamento para usarmos os recursos linguísticos no intuito de praticá-lo. 11 2. ESTUDO ORIENTADO (AUTOAVALIATIVO) Ao longo do curso, vocês verão de forma detalhada os percursos da redação dissertativa-argumentativa, mas agora será apresentada uma proposta de leitura e análise do gênero redação dissertativa-argumentativa. Já vimos que a redação dissertativa-argumentativa é um gênero em que há a exposição acerca de uma temática, uma tomada de posição e a argumentação acerca deste posicionamento. É um texto que apresenta tese e argumentos. TESE é o ponto de vista acerca do tema. A TESE é, portanto, uma afirmação a ser comprovada. Ex.: Se alguém afirma: é fundamental repensar e morte precisa ser aprovada no Brasil; temos uma tese, um ponto de vista A TESE é sustentada, é defendida com argumento (s). ARGUMENTO é a razão, a justificativa, a explicação, a prova que afirma ou nega um fato. É o recurso empregado para convencer alguém de algo. Ex.: A pena de morte, no Brasil, inibiria certos crimes, pois todo ser humano, por pior que seja, tem o instinto de preservação, ou seja, não quer morrer. A estrutura básica da redação dissertativa-argumentativa é a seguinte: Segue abaixo uma redação retirada de http://educacao.uol.com.br/bancodere dacoes/ (Banco de redações UOL). É uma redação de um aluno como você, que fez ou fará Enem, vestibular, concursos etc. A proposta foi: Disciplina, ordem e autoridade favorecem a educação? Você pode consultar o site para ver a proposta, as dicas etc. A redação abaixo recebeu nota 9,5. INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO CONCLUSÃO É o momento inicial do texto em que é apresentado o tema e o ponto de vista a respeito do mesmo. É o momento do texto em que se justifica o ponto de vista apresentado na introdução. São apresentadas as razões, os argumentos para a defesa do nosso ponto de vista. É, como o nome indica, o momento final do texto. Nela, você pode reafirmar, recapitular, retomar as ideias apresentadas ao longo do texto. http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/ http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/ https://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/propostas/disciplina-ordem-e-autoridade-favorecem-a-educacao.htm https://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/propostas/disciplina-ordem-e-autoridade-favorecem-a-educacao.htm 12 A educação militar e o respeito à individualidade Instituições de ensino que utilizam a disciplina militar vêm se destacando pelo bom desempenho nos vestibulares com questões objetivas. A apresentação desses resultados é fator predominante para muitos apoiarem irrestritamente esse método de ensino. Entretanto, há certa discussão quanto ao uso da rigidez militar na educação primária e secundária, pois existem alegações de que essa não respeita a individualidade dos alunos. O uso da disciplina é necessário na formação de pessoas. Pessoas que são ensinadas a respeitar a hierarquia a partir de seus primeiros anos de vida podem tornar-se cidadãos conscientes de seus deveres e direitos no futuro. Além disso, ser disciplinado ajuda o aluno consideravelmente em seu rendimento escolar, pois o prepara a ter um bom desempenho no cumprimento de tarefas. Por outro lado, o uso da rigidez em excesso na disciplina militar pode causar prejuízos à individualidade do aluno. O estabelecimento de uma mesma tarefa para todos de um determinado grupo não leva em conta características intelectuais e físicas individuais, causando constrangimento e desmotivação àquele que falhar. Com isso, a tentativa de padronização imposta por esse método tende a bloquear o desenvolvimento de diversas competências e qualidades do aprendiz. O uso equilibrado da disciplina na formação escolar traz, portanto, resultados positivos na educação dos alunos. Contudo, é necessário que a liberdade do aluno de expressar sua criatividade seja respeitada. Sem levar-se em conta este fator, corre- se o risco de que essas instituições estejam formando pessoas que, embora capazes de cumprir tarefas, não entendem o motivo de estas serem cumpridas. (Disponível em: https://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/redacoes/a-educacao-militar- e-o-respeito-a-individualidade.htm) EXERCÍCIOS DE ANÁLISE 1. O conectivo destacado no primeiro parágrafo indica a ideia de adversidade. É um recurso usado pelo produtor do texto para introduzir seu ponto de vista, sua tese. Qual é a tese? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 13 2. Cite um argumento usado para defender tal ponto de vista. _______________________________________________________________ 3. O terceiro parágrafo traz uma outra perspectiva. A marca linguística que introduz isso é: a) hierarquia b) por outro lado c) além disso d) com isso 4. A conclusão de um texto dissertativo-argumentativo deve reafirmar, retomar o que foi dito ou até propor uma solução para a questão polêmica apresentada. Na conclusão do texto, que postura o autor adota? Ele reafirma, retoma o que foi dito anteriormente? Explique. __________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 14 REFERÊNCIAS BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal. São Paulo: EditoraWMF Martins Fontes, 2011, p.262-306. PEREIRA, Cilene da Cunha; NEVES, Janete dos Santos Bessa. Ler, falar, escrever. Práticas discursivas no ensino médio: uma proposta teórico-metodológica. Rio de Janeiro: Lexikon, 2012.