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Laura Vieira Gomes de Oliveira – Medicina UNIFG 
PELE 
Vídeo aula 
❖ Origem ectodérmica = epiderme 
❖ Hipoderme = células adiposas + T.C. frouxo + abaixo da derme 
❖ 16% do peso corporal é a pele 
❖ Pele grossa ou espessa = palma da mão, planta do pé e articulações 
❖ Projeção da derme = papilas dérmicas (entrando no tecido epitelial – nutre a epiderme com o tecido conjuntivo 
subjacente) 
❖ Camadas da pele - epiderme: 
- Basal: repousa sobre a membrana basal; base de novas células; extrato com capacidade mitótica e de proliferação de 
novas células grande; células cilíndricas juntas e em grande quantidade; tb conhecida como camada germinativa; se 
renova de 15 a 30 dias (depende de fatores externos) e a renovação começa na camada basal; 
- Espinhosa: a maior da epiderme, une células pelos desmossomos; característica de espinhos unindo as células; 
filamentos de queratina; cilíndrica → cubica → pavimentosa (mais distante do TC, maior a superfície de contato para 
poder absorver os nutrientes) 
- Granulosa: apresenta grânulos percussores da melanina (produzem a melanina) 
- Lucida: clara; delgada; não está na pele fina; núcleo e citoplasma células em morte celular 
- Córnea: células mortas 
❖ Células da epiderme apresentam queratinócitos em todas as camadas que são responsáveis pela produção da queratina 
(função: barreira protetora, impede a desidratação, termorregulação); as células granulosas tem a capacidade de 
produzir melanina ao chegar na camada granulosa (função: melanina protege o núcleo das células granulosas para 
impedir alterações nas células granulosas (protege com os raios UV) 
❖ Células de langeram: semelhantes a macrófagos 
❖ Células de merkel: capacidade mecanorreceptores 
❖ Derme 
- Papilar: forma as papilas dérmicas = projeções do TC na camada epiderme; tecido conjuntivo frouxo; maior numero de 
fibroblastos 
- Reticular: TC denso não modelado; fibras mais espessas; 
❖ Lâminas dos receptores do tato 
❖ Folículo piloso: bulbo + haste; marrom por causa do acumulo de queratina 
❖ Glândulas sebáceas (mais externa - mucosa) e sudoríparas (mais interna - serosa) 
❖ Terminações nervosas tem papel na dor de queimaduras 
Material de estudo 
A pele recobre a superfície do corpo e é constituída por um tecido epitelial de origem ectodérmica, a epiderme, e um tecido 
conjuntivo de origem mesodérmica, a derme. Dependendo da espessura da epiderme, distinguem-se a pele espessa e a fina 
(Figuras 18.1 e 18.2, respectivamente). A pele espessa é encontrada na palma das mãos, na planta dos pés e recobrindo algumas 
articulações. O restante do corpo é protegido por pele fina. Abaixo e em continuidade com a derme, encontra-se a hipoderme ou 
tecido celular subcutâneo, que não faz parte da pele, apenas lhe serve de união com os órgãos subjacentes. A hipoderme é um 
tecido conjuntivo frouxo que pode conter muitas células adiposas, constituindo o panículo adiposo. 
A pele é o maior órgão do corpo humano, compondo 16% do peso corporal, e desempenha múltiplas funções. Graças à estrutura 
da epiderme, com suas múltiplas camadas celulares e camada córnea, ela protege o organismo contra desidratação, atrito, agentes 
químicos e patógenos. Por meio de suas terminações nervosas sensoriais, a pele recebe constantemente informações sobre o 
ambiente e as envia para o sistema nervoso central. Em virtude de seus vasos sanguíneos e glândulas, colabora com a 
termorregulação do organismo. Suas glândulas sudoríparas participam da termorregulação e da excreção de várias substâncias. 
Um pigmento que é produzido e acumulado na epiderme, a melanina, tem função protetora contra os raios ultravioleta. Na pele 
Laura Vieira Gomes de Oliveira – Medicina UNIFG 
também se forma vitamina D3 pela ação da radiação ultravioleta do sol sobre precursores sintetizados no organismo. Ela 
apresenta ainda células do sistema imunitário, que atuam contra a invasão de microrganismos. 
A junção entre a epiderme e a derme é irregular. A derme tem projeções, as papilas dérmicas, que se encaixam em reentrâncias 
da epiderme, as cristas epidérmicas, aumentando a coesão entre essas duas camadas. Essa coesão é muito importante, porque a 
pele está constantemente sujeita a agressões mecânicas provenientes de múltiplas direções. Pelos, unhas e glândulas sudoríparas, 
sebáceas e mamárias são estruturas anexas da pele. 
EPIDERME 
É constituída por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (com camada córnea), cujas células mais abundantes são 
os queratinócitos. A epiderme apresenta ainda outros três tipos de células: os melanócitos, as células de Langerhans e 
as de Merkel. 
A espessura e a estrutura da epiderme variam com o local estudado, sendo mais espessa e complexa na palma das mãos, na planta 
dos pés e em algumas articulações. Nessas regiões, a espessura chega até a 1,5 mm e, vista da derme para a superfície, apresenta 
cinco camadas (Figura 18.3) – basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea –, descritas a seguir. 
A camada basal é constituída por células prismáticas ou cuboides, ligeiramente basófilas, que repousam sobre a membrana basal 
que separa a epiderme da derme. A camada basal, rica em células-tronco (stem cells) da epiderme, é também chamada 
de germinativa. Apresenta atividade mitótica, sendo responsável, junto com a camada seguinte (espinhosa), pela constante 
renovação da epiderme. Os queratinócitos proliferam na camada basal e migram em direção à superfície da epiderme, 
diferenciando-se progressivamente até contribuir para a formação da camada córnea. Fatores mitogênicos produzidos pelos 
fibroblastos presentes na derme subjacente, como o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF), o fator de crescimento de 
fibroblastos 7 e 10 (FGF-7 e FGF-10) e diversos ligantes para o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), são muito 
importantes para a proliferação celular na camada basal. Calcula-se que a epiderme humana se renove a cada 15 a 30 dias, 
dependendo principalmente do local e da idade da pessoa. Os queratinócitos contêm filamentos intermediários de queratina, que 
se tornam mais abundantes à medida que a célula avança para a superfície. 
A camada espinhosa (ver Figuras 18.1, 18.3 e 18.4) é formada por células cuboides ou ligeiramente achatadas, com volume maior 
que o das células da camada basal, de núcleo central e citoplasma com feixes de filamentos de queratina (tonofilamentos). Nessa 
camada os queratinócitos estão unidos entre si por inúmeras junções intercelulares do tipo desmossomo. Em preparações 
histológicas, essas junções aparecem como pequenas projeções celulares, o que confere a cada célula um aspecto espinhoso 
(ver Figura 18.4). Ao microscópio eletrônico, verifica-se que os tonofilamentos terminam inserindo-se nos espessamentos 
citoplasmáticos dos desmossomos (Figura 18.5). Os filamentos de queratina e os desmossomos têm importante papel na 
manutenção da coesão entre as células da epiderme e na resistência ao atrito. 
A camada granulosa tem apenas três a cinco fileiras de células poligonais achatadas, núcleo central e citoplasma carregado de 
grânulos basófilos (ver Figura 18.3), chamados de grânulos de querato-hialina, que não são envolvidos por membrana. Esses 
grânulos contêm uma proteína rica em histidina fosforilada e também proteínas com cisteína. Os grânulos de querato-hialina são 
importantes para a condensação dos tonofilamentos, previamente à formação da camada córnea. Outra característica das células 
da camada granulosa, que somente pode ser visualizada ao microscópio eletrônico, são os grânulos lamelares, com 0,1 a 0,3 mm, 
que contêm discos lamelares formados por bicamadas lipídicas e são envoltos por membrana. Esses grânulos se fundem com a 
membrana plasmática e expulsam seu conteúdo para o espaço intercelular da camada granulosa, onde o material lipídico se 
deposita, contribuindo para a formação de uma barreira contra a penetração de substâncias e para tornar a peleimpermeável à 
água, impedindo a desidratação do organismo. Durante a evolução, esse impermeabilizante epidérmico surgiu nos répteis, e esse 
foi um evento importante para tornar possível a vida fora da água. 
A camada lúcida, mais evidente na pele espessa, é constituída por uma delgada camada de células achatadas, eosinófilas e 
translúcidas, cujos núcleos e organelas citoplasmáticas foram digeridos por enzimas dos lisossomos e desapareceram. O 
citoplasma apresenta numerosos filamentos de queratina, compactados e envolvidos por material elétron-denso. Ainda se podem 
ver desmossomos entre as células ao microscópio eletrônico, mas as células são indistinguíveis ao microscópio óptico. 
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-3
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-1
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-3
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-4
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-4
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-5
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-3
Laura Vieira Gomes de Oliveira – Medicina UNIFG 
A camada córnea tem espessura muito variável e é constituída por células achatadas, mortas e sem núcleo (ver Figuras 18.1 a 
18.3), cujo citoplasma se apresenta repleto de queratina. A queratina contém pelo menos seis polipeptídios diferentes, com peso 
molecular entre 40 e 70 kDa. A composição dos tonofilamentos se modifica à medida que os queratinócitos se diferenciam. As 
células da camada basal apresentam queratinas de baixo peso molecular (tipos 5 e 14, principalmente), enquanto os 
queratinócitos mais diferenciados sintetizam queratinas de peso molecular maior (tipos 1 e 10, principalmente). Na camada 
córnea os tonofilamentos se aglutinam junto com uma matriz formada pelos grânulos de querato-hialina. Nessa etapa da 
diferenciação, os queratinócitos estão transformados em placas sem vida e descamam continuamente. 
Essa descrição da epiderme corresponde à epiderme na sua maior complexidade, que é encontrada na pele espessa. Na pele fina, 
a epiderme é mais simples, faltando frequentemente as camadas granulosa e lúcida, e apresenta uma camada córnea muito 
reduzida (ver Figura 18.2). 
DERME 
É o tecido conjuntivo (ver Figuras 18.1 e 18.2) em que se apoia a epiderme e que une a pele ao tecido subcutâneo, ou hipoderme. 
A derme apresenta espessura variável de acordo com a região observada, alcançando um máximo de 3 mm na planta do pé. Sua 
superfície externa é irregular, observando-se saliências, as papilas dérmicas, que acompanham as reentrâncias correspondentes 
da epiderme (ver Figura 18.1). As papilas são mais frequentes nas zonas sujeitas a pressões e atritos. 
A derme oferece suporte à epiderme e é essencial para a sua nutrição, já que a epiderme não é vascularizada. Além disso, os vasos 
sanguíneos da derme são importantes para a função de termorregulação da pele. A derme é também importante para a percepção 
sensorial (tato, temperatura, dor) e para a defesa imunológica da pele. 
A derme é constituída por duas camadas de limites pouco distintos: a papilar, superficial, e a reticular, mais profunda. 
A camada papilar é delgada, constituída por tecido conjuntivo frouxo que forma as papilas dérmicas (ver Figura 18.1). Nessa 
camada foram descritas fibrilas especiais de colágeno, que, por um lado, se inserem na membrana basal e, por outro, penetram 
profundamente a derme. Essas fibrilas contribuem para prender a derme à epiderme. Os pequenos vasos sanguíneos observados 
nessa camada são responsáveis pela nutrição e oxigenação da epiderme. 
A camada reticular é mais espessa, constituída por tecido conjuntivo denso (Figura 18.10). Ambas as camadas contêm muitas 
fibras do sistema elástico (Figuras 18.11 e 18.12), responsáveis, em parte, pela elasticidade da pele. Além dos vasos sanguíneos e 
linfáticos, e dos nervos, também são encontradas na derme as seguintes estruturas, derivadas da epiderme: folículos pilosos, 
glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. 
HIPODERME 
É formada por tecido conjuntivo frouxo, que une de maneira pouco firme a derme aos órgãos subjacentes. É a camada responsável 
pelo deslizamento da pele sobre as estruturas nas quais se apoia. 
FONTE: Junqueira e Carneiro 
A pele é composta de epitélio estratificado pavimentoso queratinizado conhecido como epiderme e uma camada mais profunda 
de tecido conjuntivo colagenoso, ou derme (ver Ilustração 11.1). 
▪ A epiderme e a derme interdigitam-se com a formação das papilas epidérmicas e as papilas dérmicas, que são separadas 
por uma membrana basal 
▪ Frequentemente, uma papila dérmica subdivide-se em duas papilas dérmicas secundárias com uma “cavilha” interpapilar 
interveniente originada da epiderme 
▪ Uma evidência dessa interdigitação são os sulcos existentes nas polpas digitais, que formam as impressões digitais. 
Interposta entre a pele e as estruturas mais profundas, há uma bainha fascial conhecida como hipoderme, que não é um 
componente da pele. A pele pode ser classificada em pele grossa (p. ex., sola do pé e palma da mão) ou pele fina (pele pilosa), 
que recobre o restante do corpo. Como é a espessura da epiderme que geralmente é evidente ao exame microscópico, a epiderme 
da pele grossa (ou glabra) é descrita neste capítulo. A epiderme da pele pode ser grossa (cerca de 0,5 mm de espessura), como se 
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-10
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-11
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527732178/epub/OEBPS/Text/cap-18.xhtml#fig18-12
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734318/epub/OEBPS/Text/chapter11.html#ill-11-1
Laura Vieira Gomes de Oliveira – Medicina UNIFG 
observa na sola do pé e na palma da mão, ou fina (cerca de 0,1 a 0,15 mm de espessura), como ocorre no restante do corpo 
(ver Tabela 11.1). A epiderme da pele grossa tem cinco camadas bem-desenvolvidas: estrato basal, estrato espinhoso, estrato 
granuloso, estrato lúcido e estrato córneo. A pele fina tem três camadas, porque o estrato granuloso e o estrado lúcido não estão 
presentes como camadas bem-definidas. Entretanto, células isoladas das duas camadas ausentes podem ser encontradas, mesmo 
na pele fina. 
Imagens – Junqueira 
 
FIGURA 18.1 Fotomicrografia de corte de pele espessa, na qual podem ser observadas a epiderme, com suas várias camadas 
(inclusive a camada córnea, mais superficial) e cristas epidérmicas, e a derme, com as papilas dérmicas penetrando a 
epiderme. (Hematoxilina-eosina [HE]. Médio aumento.) 
 
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734318/epub/OEBPS/Text/chapter11.html#tab-11-1
Laura Vieira Gomes de Oliveira – Medicina UNIFG 
FIGURA 18.2 Fotomicrografia de corte de pele fina. Em comparação com a Figura 18.1, a epiderme é menos espessa, e a 
interface entre derme e epiderme é mais regular. (HE. Médio aumento.) 
 
FIGURA 18.3 Fotomicrografia de corte de pele espessa, na qual podem ser observadas a epiderme com suas várias camadas: 
basal (junto à membrana basal e à derme), espinhosa, granulosa, lúcida e córnea. (HE. Médio aumento.) 
 
 
Laura Vieira Gomes de Oliveira – Medicina UNIFG 
FIGURA 18.4 Grande aumento das células da camada espinhosa da epiderme. Este corte foi processado para demonstrar a 
queratina por imunocitoquímica, mostrando os feixes de filamentos de queratina no citoplasma e seus prolongamentos. 
Também se podem observar os prolongamentos celulares, em que se localizam desmossomos que unem fortemente as 
células dessa camada para resistir à abrasão. (Grande aumento.)FIGURA 18.9 Fotomicrografia da epiderme mostrando acúmulos de melanina em queratinócitos. A melanina protege o DNA 
da radiação ultravioleta do sol, que provoca mutações genéticas, acumulando-se principalmente sobre os núcleos das 
células. A melanina é produzida pelos melanócitos na camada basal e transferida aos queratinócitos vizinhos. (HE. Médio 
aumento.) 
 
Laura Vieira Gomes de Oliveira – Medicina UNIFG 
FIGURA 18.10 Camadas papilar e reticular da derme. A camada papilar é constituída por tecido conjuntivo frouxo e contém 
as papilas dérmicas. A camada reticular é constituída por tecido conjuntivo denso, com feixes grossos de fibras de colágeno 
tipo I. (HE. Pequeno aumento.) 
 
Imagens – Gartner 
 
Figura 1 Pele grossa. Secção de parafina. 132×. A pele é composta pela epiderme (E) superficial e pela derme (D) mais 
profunda. A interface entre os dois tecidos é demarcada pela interdigitação entre as papilas epidérmicas (PE) e as papilas 
dérmicas (PD). Entre papilas epidérmicas sucessivas estão as projeções interpapilares, de menor comprimento, que dividem 
cada papila dérmica principal em papilas dérmicas secundárias. Observe que a camada queratinizada, o estrato córneo (EC), 
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é muito espessa na pele grossa; além disso, note que o ducto (d) da glândula sudorípara penetra na base de uma papila 
epidérmica. A derme é subdividida em duas regiões: a camada papilar, formada pelo tecido conjuntivo frouxo das papilas 
dérmicas, e a camada reticular (CR), mais profunda, de tecido conjuntivo denso. Vasos sanguíneos (VS) da camada reticular 
entram nas papilas dérmicas. 
 
Figura 2 Pele grossa. Macaco. Secção de resina plástica. 132×. Esta fotomicrografia da pele grossa apresenta uma vista 
semelhante à da Figura 1; contudo, é muito mais fácil delinear as camadas da epiderme (E) nesta secção de resina plástica. 
Observe que as células mortas (escamas) do estrato córneo (EC) estão em contato direto com o estrato granuloso (EG), 
cujas células contêm grânulos de querato-hialina. O estrato lúcido não está evidente, embora algumas células de transição 
(setas) possam ser identificadas. A camada celular mais espessa é o estrato espinhoso (EE), enquanto o estrato basal (EB) 
consiste em apenas uma única camada de células. Observe que as papilas dérmicas secundárias (PDS), a cada lado das 
projeções interpapilares (PI), contêm alças capilares (AC). Regiões semelhantes às áreas em destaque estão ampliadas nas 
Figuras 3 e 4. 
 
Pele grossa. Macaco. Secção de resina plástica. 540×. Esta imagem é uma ampliação de uma região semelhante à área em 
destaque na figura anterior. A camada papilar (CP) da derme apresenta núcleos (N) das várias células do tecido conjuntivo, 
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assim como a interface entre a derme e o estrato basal (EB). Observe que as células desse estrato são cúbicas a colunares 
e, entre elas, há algumas células claras, provavelmente melanócitos (M) inativos, embora seja importante mencionar que 
as células de Merkel também aparecem como células claras. As células do estrato espinhoso (EE) são poliédricas, com 
numerosas “pontes” intercelulares, que se interdigitam com as de outras células, e que são responsáveis pela sua aparência 
espinhosa. 
 
Figura 2 Pele fina. Ser humano. Secção de parafina. 132×. Esta imagem é ampliação de uma região semelhante à área em 
destaque na Figura 1. Observe que a epiderme (E) é muito mais fina que a da pele grossa e que o estrato córneo (EC) está 
bem reduzido. É possível observar as papilas epidérmicas e as projeções interpapilares (PI). Note que a camada papilar (CP) 
da derme é composta de feixes muito mais delgados de fibras colágenas (Fc) que as do tecido conjuntivo denso não 
modelado da camada reticular (CR). A derme é bem-vascularizada, como evidenciado pelo grande número de vasos 
sanguíneos (VS), cujos aspectos em secções transversais são observados com facilidade. Os numerosos núcleos (N) das 
várias células do tecido conjuntivo indicam a celularidade da derme. Observe também a existência do músculo eretor do 
pelo (Mep), cuja contração eleva o pelo e é responsável pela aparência da “pele arrepiada”. A área em destaque aparece 
em uma ampliação na Figura 3. 
 
Figura 3 Pele fina. Ser humano. Secção de parafina. 270×. Esta fotomicrografia é uma ampliação da área em destaque na 
Figura 2. A epiderme da pele fina contém apenas três ou quatro das camadas encontradas na pele grossa. O estrato basal 
Laura Vieira Gomes de Oliveira – Medicina UNIFG 
(EB) apresenta-se como uma camada única de células cúbicas a colunares. Grande parte da epiderme é composta pelas 
células espinhosas do estrato espinhoso (EE), enquanto o estrato granuloso e o estrato lúcido não estão representados 
como camadas completas. Contudo, células individuais do estrato granuloso (seta) e estrato lúcido estão dispersas na 
interface entre o estrato espinhoso e o estrato córneo (EC). A camada papilar da derme (D) é ricamente vascularizada por 
alças capilares (AC), que penetram nas papilas dérmicas secundárias (PDS). Observe que os feixes de fibras colágenas (Fc) 
da derme se tornam mais espessos à medida que se distanciam da epiderme.

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