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para tornar as células imunológicas do hospedeiro – dentre elas, os linfócitos T – mais resistentes ao HIV.
Branqueamento da Grande Barreira de Corais atinge nível extremo
Corais são animais magníficos em com suas cores e formas. Estes animais, do filo Cnidaria formam colônias de indivíduos, os chamados Recifes de Corais, que são importantes abrigos e sítios de alimentação e reprodução de muitas espécies de peixes e outros organismos marinhos. O maior exemplo deles é a Grande Barreira de Corais da Austrália, que chega a 2.300 km de extensão, incluindo vários recifes, ilhas e uma grande área de ocupação. Pesquisas têm revelado que muitos corais pelo mundo estão sofrendo um fenômeno denominado de branqueamento. Condições incomuns do ambiente – como o aumento de temperatura dos oceanos – fazem com que os corais expilam pequenas algas unicelulares, chamadas de zooxantelas, que vivem em mutualismo com eles. Estes pequenos organismos moram dentro do tecido dos corais e, através da fotossíntese, fornecem a eles oxigênio, açúcares, aminoácidos e outros produtos orgânicos. Em troca, as zooxantelas adquirem gás carbônico e nutrientes excretados pelo coral.  A perda das zooxantelas é visível, pois elas são responsáveis pela coloração dos corais e a sua perda leva os corais a ficarem brancos. Se a temperatura não diminui e os corais não restabelecem suas estruturas com as zooxantelas, eles morrem. Esse é um dos mais visíveis, e também preocupantes, resultados das mudanças climáticas nos oceanos mundiais! Um recente levantamento aéreo feito na Grande Barreira de Corais da Austrália indicou que 93% de sua porção nordeste está branqueada. Este estudo foi conduzido por pesquisadores do ARC Centre of Excellence for Coral Reef Studies, da Universidade James Cook em Townsville na Austrália. Depois de achar níveis sem precedência de branqueamento em estudos extensivos submarinos, eles conduziram o levantamento aéreo resultando nesses dados alarmantes. Medidas para tentar parar ou reduzir o branqueamento são aquelas que conhecemos para mitigar as mudanças climáticas: parar ou reduzir a queima de combustíveis fósseis e usar alternativas de energia limpa. Medidas que devem ser tomadas com responsabilidade por todo planeta. Terry Hughes, que conduziu o estudo, disse que é cedo para determinar quantos corais vão morrer, mas julgando a partir do nível extremo observado, ele acredita que pelo menos metade destes corais deve morrer no próximo mês, mais ou menos. Um problema sério relacionado a mudanças climáticas e que está acontecendo agora!
Novo tratamento contra o câncer promete melhorar o sistema imune dos pacientes
O câncer ainda é uma das doenças mais temidas por todos. Isto porque os tratamentos contra a doença, apesar de serem muitas vezes eficientes, trazem consigo uma gama de efeitos colaterais terríveis. A quimioterapia e a radioterapia, por exemplo, destroem não apenas as células tumorais, mas também as células saudáveis – por isso resultam em mal-estar, fadiga, queda de cabelo, vulnerabilidade a infecções, dentre outros sintomas. Por isso, pesquisadores de todo o mundo buscam por novos métodos de tratamentos contra os mais diversos tipos tumorais. Muitas novas técnicas aparentemente promissoras mostram-se ineficientes depois de alguns testes, porém esta "corrida científica" em busca de melhores tratamentos é extremamente importante tanto para o câncer como para tantas outras doenças. Uma das novas e promissoras técnicas para o tratamento de tumores é a chamada imunoterapia. A imunoterapia busca aperfeiçoar o sistema imune dos pacientes para que este possa lutar contra a doença. Mas para entender como funciona a imunoterapia, precisamos primeiro entender como funciona o nosso sistema imunológico. Nosso sistema imunológico funciona como uma barreira contra células ou organismos desconhecidos. Quando ficamos doentes, as células sanguíneas, denominadas glóbulos brancos ou leucócitos, são as responsáveis por identificar os organismos responsáveis por causar a doença – ou as células infectadas, no caso do câncer – apresentando-os, então, aos leucócitos responsáveis por destruir as células infectadas. No caso dos pacientes com câncer, infelizmente, o organismo acaba sendo "enganado" pela doença, que desenvolve mecanismos de barreira contra a identificação dos leucócitos. Além disso, como as células cancerígenas já foram saudáveis, o sistema imune também acaba não as reconhecendo como um perigo para o organismo, e a doença acaba passando despercebida. Por isso, técnicas para o melhoramento do nosso sistema imune em casos como estes são tão importantes. Agora, uma nova pesquisa divulgada pela revista científica Science demonstrou a eficácia de uma técnica que utiliza o sistema imune de um paciente saudável como um "impulsionador" do sistema imune de um paciente com câncer. Para o estudo, os pesquisadores do Instituto do Câncer dos Países Baixos e da Universidade de Oslo, na Noruega, coletaram amostras sanguíneas de pacientes saudáveis e extraíram as células T – um tipo de leucócito – destas amostras sanguíneas. Estas células foram então modificadas através da inserção de partes do DNA de células tumorais extraídas de pacientes em tratamento contra o câncer. Estes leucócitos geneticamente modificados foram, então, transplantados nos pacientes com câncer, e, segundo os testes realizados, o tratamento melhorou significativamente a resposta imunológica dos pacientes. Isto porque o DNA inserido nos leucócitos possuía sequências genéticas para fragmentos proteicos encontrados na superfície das células tumorais, conhecidos como neoantígenos.
A partir destes fragmentos de DNA, as células seriam então "ensinadas" sobre como identificar as células contaminadas pelo tumor, melhorando sua eficiência em destruir estas células. Além disso, o estudo demonstra a possibilidade de criação de tratamentos específicos para cada paciente, de acordo com o genoma das células tumorais, o qual pode variar entre os pacientes. Por enquanto, a nova técnica foi testada em apenas três pacientes. Porém, os resultados são promissores e abrem portas para novos testes, com um maior número de pacientes. Esperamos que estes novos tratamentos sejam melhorados e que seus resultados possam trazer esperança aos pacientes com câncer!
Biorremediação é promessa para um planeta menos poluído
O problema da poluição ambiental já é constante em nossas vidas, e a cada dia surgem novas notícias sobre rios e terrenos poluídos por esgoto humano ou contaminados por resíduos industriais. E não precisamos ir muito longe para conhecer casos de poluição extrema: o rio Tietê, que atravessa o estado de São Paulo, é um exemplo de corpo d'água que sofre com a poluição resultante da ação humana. Mas será que é possível despoluir um ambiente contaminado? O desenvolvimento de técnicas de biorremediação é uma das esperanças de pesquisadores e biólogos de todo o mundo na busca por um planeta menos poluído. A técnica consiste na utilização de plantas e microrganismos, como bactérias, para retirar elementos contaminantes do ambiente. Estes organismos podem absorver e acumular determinado elemento, utilizando-o para seu próprio crescimento, ou podem transformá-lo em outros compostos, menos tóxicos ou mais fáceis de seres detectados e retirados do ambiente. As plantas utilizam suas raízes para absorver nutrientes do solo ou da água, consumindo estes nutrientes durante seu desenvolvimento. Algumas plantas possuem a habilidade específica de sobreviver em ambientes com grande concentração de contaminantes, e são justamente estas plantas as mais utilizadas em técnicas de biorremediação. Elas são realocadas ao ambiente contaminado, e permanecem no ambiente até que tenham absorvido o máximo possível de contaminantes, quando são retiradas e dão espaço para novas plantas, até que o ambiente esteja finalmente livre de contaminantes. Outro método muito utilizado de biorremediação é a transformação de determinado contaminante em outro, com menor potencial de contaminação.