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FACULDADE PITÁGORAS CURSO: PEDAGOGIA TURNO: MATUTINO DISCIPLINA: FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E POLÍTICAS PÚBLICAS PROFESSOR: EVERALDO ALMEIDA DATA:15/10/2020 ATIVIDADE FORMATIVA 2 – PARTE 2 – PRIMEIRO BIMESTRE KLICYA LIMA DE CASTRO LIZANDRA SOUSA LEMOS São Luís (MA) 2020 SITUAÇÃO-PROBLEMA DA UNIDADE 2: “Em uma sala de aula de 1º ano, o professor deseja trabalhar com textos da tradição oral na alfabetização. Porém, tem dúvidas sobre como proceder para selecionar os textos: quais são mais adequados? Que tipo de apoio eles oferecem? Que propostas podem ser desenvolvidas com base nesses textos? ” A escolha dos textos de tradição oral oriundos de práticas sociais e, que perpassam de geração em geração, provenientes de vivências próprias, que possuem um valor afetivo, além de apresentarem um caráter reflexivo a cerca do sistema de escrita alfabética, trazem com eles características, como por exemplo, serem curtos, memorizáveis, bem como terem aspectos sonoros interessantes. Desta forma os textos orais e escritos, associado ao processo de letramento de um indivíduo que pode ter início antes do domínio do sistema alfabético de escrita, tendem a auxiliar no processo de reflexão da língua e, também no desenvolvimento da reflexão fonológica, que por sua vez ajuda a compreender o funcionamento do sistema alfabético. Então, as crianças, assim como o adulto não alfabetizado, compreende que tudo que se fala, se escreve. Ao longo desse processo evolutivo, ainda que o indivíduo não tenha adquirido a aprendizagem da leitura, acredita-se que a partir destas contribuições que se haverá a relação entre a escrita e a pauta sonora. Por isso, é importante que sejam trabalhados nas escolas os textos que fazem parte do seu próprio repertório. Nesse sentido, as atividades de alfabetização por meio desses textos ajudam a confrontar hipóteses das crianças com informações que o texto traz sobre a escrita. E como proposta podemos destacar uma situação problema, ligada a pesquisa, e que oportunizam a condução de atividades para o reconhecimento de certas palavras, também por meio da percepção de certas relações som/grafia, assim utilizando todo o conhecimento que tem dos valores sonoros das letras, sílabas ou de partes das palavras afim de propiciar o reconhecimento das palavras, versos, estrofes, e usando estratégias de leitura que podem ser a seleção, a antecipação, a inferência, a verificação e a decodificação, e consequentemente para ler sem ainda saber, ajustando o oral (memorável) ao escrito diante de si. Por fim, entender que esses textos da tradição oral possuem natureza lúdica, e apresentam um vínculo prazeroso com a leitura e com a escrita. Cabe salientar a relevância desses textos orais no contexto escolar como elemento integrador e motivador no processo de alfabetização, dessa forma contribuem no processo de aprendizagem mais estimulante e prazeroso. Além da percepção visual contínua e processual ser de extrema importância para o desenvolvimento da habilidade de escrita do sujeito. As Parlendas podem ser definidas como versos infantis ritmados e repetitivos, normalmente breves e com rimas. São versos simples, divertidos e de fácil memorização. São criações anônimas que fazem parte do folclore brasileiro e passam de geração para geração, transmitindo a cultura oral popular. Dentre sua principal contribuição, podemos destacar o desenvolvimento da memorização, da comunicação, da socialização e do raciocínio lógico. Por vezes, utilizadas em acontecimentos cotidianos, em brincadeiras de roda, em jogos, em decisões, em histórias ou apenas por diversão. Nesse contexto, as brincadeiras, a música, as artes possibilitam criação, observação, manipulação, oralidade, dramatização, apreciação, por meio de diferentes linguagens. É importante que a criança tenha acesso a diversas formas de expressão, exercitando a atividade simbólica. Desta forma A Linguagem oral deve ser trabalhada desde o início da vida das crianças, na escola esse trabalho é fundamental, os professores devem dispor de possibilidades para o desenvolvimento desse processo, propondo situações significativas diariamente. Exemplos de parlendas do folclore brasileiro 1. Um, dois, feijão com arroz Três, quatro, feijão no prato Cinco, seis, falar inglês Sete, oito, comer biscoitos Nove, dez, comer pastéis. ATIVIDADES DE LEITURA E ESCRITA COM TEXTOS DE MEMÓRIA Objetivo(s) Utilizar textos de memória, por meio da leitura e escrita ajustar o oral ao escrito; Proporcionar a construção de conhecimentos acerca do funcionamento do sistema alfabético de escrita; Conteúdo(s) Leitura pelo aluno Escrita pelo aluno Ano(s) 1º Tempo estimado 1 mês Material necessário PARLENDA: Cópias das letras das músicas que serão trabalhadas Desenvolvimento 1ª etapa Introdução Os textos de memória que os alunos sabem são materiais riquíssimos para se trabalhar na alfabetização inicial. Os mesmos podem e devem ser utilizados em situações didáticas em que os estudantes são desafiados a ler e a escrever por si próprios. Espera-se que todos saibam o texto de cor, logo não precisam se preocupar com o conteúdo. Assim, focamos na reflexão na forma “como ler”, desta forma buscamos ajustar o que fala com o que está escrito, e também “como escrever”, levando a criança a pensar em quais letras usar e em qual ordem. Como se sabe na Educação Infantil, bem como nas séries iniciais do ensino regular, as parlendas e as cantigas de roda são amplamente utilizadas nessas atividades. Entretanto na Educação de Jovens e Adultos, é preciso tomar sempre o cuidado de não infantilizar o trabalho. Com isso, as músicas populares e os poemas são alternativas para trabalhar a leitura e a escrita de textos que se sabe de memória com o público Jovem e Adulto. Nesse sentido, podemos usar outros recursos como as marchinhas de carnaval. É importante perguntar aos alunos que parlendas eles conhecem e se possível pedir para que eles falem ou cantem. Deve-se escolher algumas letras para escrever em cartazes e organizar momentos para cantar cada uma delas. Antes de passar para as demais etapas, tenha certeza de que os alunos memorizaram as cantigas escolhidas. Em seguida, leve as canções para os alunos escutarem, e mostre os vídeos para a turma. 2ª etapa Será interessante a escolha uma parlenda para trabalhar por dia. Organize a turma em duplas, pensando em agrupar os alunos de acordo com a proximidade na escrita. Despois distribua uma cópia em letra maiúscula de forma para cada dupla e peça para que descubram qual das cantigas ou músicas já trabalhadas é aquela, justificando como chegaram à resposta. Em seguida, solicite que cantem a parlenda, acompanhando a leitura com o dedo. Circule pela sala, perguntando para cada dupla onde está escrita determinada palavra. Isso fará com os alunos busquem ajustar o oral ao escrito e considerem índices gráficos conhecidos (como letras iniciais e finais, por exemplo) até encontrar a palavra certa. 3ª etapa Continue trabalhando com a parlenda da etapa anterior. Faça a distribuição para cada dupla a letra da música recortada em versos (para os pré- silábicos e silábicos com ou sem valor sonoro convencional) ou em letras (para os silábicos-alfabéticos e alfabéticos), ajustando os desafios da atividade às possibilidades dos alunos. Pensando nos alunos mais avançados, peça que escrevam a parlenda com o lápis, também em duplas. Repita as atividades da 2ª e da 3ª etapa com as letras das demais parlendas selecionadas. 4ª etapa Faça a distribuição para cada dupla cópias de trechos de algumas marchinhas trabalhadas, sem o título para que tenham de fazer a leitura a fim de identificá-los. Para decidir quetextos entregar a cada dupla, considere as características quantitativas (quatidade e extensão dos versos) e qualitativas (palavras ou letras) das PARLENDAS. Quanto mais parecidas as letras, maior será a dificuldade da tarefa. Observe, por exemplo, o conjunto abaixo. A tarefa dos aluno é localizar palavras na parlenda: 5ª etapa Escolha apenas um trecho de uma das parlendas trabalhadas e reproduza, em uma mesma folha, a letra correta junto com outras duas versões erradas, como no exemplo abaixo: "Hoje é domingo, pé de cachimbo" "Hoje é domingo, pede cachimbo" Os alunos precisam encontrar a versão correta e justificar porque a outra está errada. Nessa atividade, assim como na anterior, é possível deixar mais ou menos explícitas as diferenças entre as versões erradas e a versão correta da parlenda, criando problemas diferentes para duplas que estejam em estágios diferentes no processo de alfabetização. 6ª etapa Propor que escrevam palavras apresentadas nas cantigas, que serão representadas por desenhos: escrita espontânea. Avaliação Observe os progressos dos alunos em relação à construção do sistema de escrita. - Eles conseguiram trabalhar bem em duplas, ajudando-se mutuamente? - Realizaram as tarefas de leitura, arriscando-se a antecipar o que estava escrito e verificando as antecipações, considerando as marcas gráficas e os índices quantitativos e qualitativos? - Realizaram as tarefas de escrita, refletindo sobre que letras utilizam e em que ordem, e as características do sistema alfabético? Enfim, através desta construção, possibilitará uma tomada de consciência mais ampla e detalhada do processo de alfabetização. Levando- se em consideração o contexto em que ocorreu ao longo de todo contexto histórico e entendendo a alfabetização como um processo que se constrói através das práticas sociais e não como um processo mecânico, sem sentido, agora a partir de uma análise pedagógica, que enquanto professoras alfabetizadoras, poderemos contribuir, com o uso da tradição de textos orais, visando a alfabetização das crianças que fazem parte desta geração.