Prévia do material em texto
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
7. Análise da Resposta Transitória/Estacionária
Na análise e no projecto de sistemas de controlo é necessário comparar as performances dos
vários sistemas de controlo. Para tal considera-se as respostas do sistema às várias “entradas-
padrão”. As “entradas-padrão mais vulgares” são funções degrau, rampas e impulsos.
Pode-se considerar que a resposta temporal de um sistema tem duas partes: A resposta
transitória e a estacionária. A resposta transitória é a resposta que vai do estado inicial ao estado
final. A reposta estacionária descreve a saída do sistema quando t tende parar infinito.
Ao projectar-se um sistema de controlo deve ser-se capaz de predizer o comportamento
dinâmico do sistema a partir do conhecimento dos seus componentes. A mais importante
característica de um sistema é a estabilidade absoluta, podendo dizer-se que um sistema está
em equilíbrio se na ausência de qualquer perturbação ou entrada, a saída permanece no mesmo
estado.
Um sistema de controlo linear invariante no tempo é estável se a saída volta ao seu estado
de equilíbrio após o sistema ter sido submetido a uma perturbação.
Um sistema de controlo linear invariante no tempo é instável se a oscilação da saída
continua indefinidamente ou se a saída cresce sem limite a partir do estado de equilíbrio
Na realidade as saídas dos sistemas físicos estão limitadas por dispositivos físicos, caso
contrário o sistema avaria-se ou o seu comportamento torna-se não linear.
O comportamento dinâmico do sistema é também descrito pela estabilidade relativa e erro
estacionário. Como um sistema de controlo físico envolve armazenamento de energia, a saída
do sistema não segue a entrada imediatamente mas tem um transitório antes de se atingir o
regime estacionário.
Os sistemas de controlo podem então caracterizar-se por:
• Resposta transitória
• Erro estacionário
8. Análise da Resposta Estacionária (Coeficientes de erros estacionários)
Se a resposta do sistema em regime estacionário não segue a entrada, diz-se que o sistema
tem um erro estacionário. Este erro é um indicador da precisão do sistema de controlo.
Os sistemas podem ter erro nulo para uma determinada entrada e o erro estacionário não
nulo para outra entrada. O erro depende então da estrutura do sistema.
Os sistemas podem classificar-se quanto à sua ordem e quanto ao seu tipo.
• Ordem de um sistema = nº de polos
• Tipo de um sistema=nº de pólos na origem
)1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
21 +++
+++
=
sTsTsTs
sTsTsTK
sHsG
p
N
mba
À medida que o tipo aumenta, aumenta a precisão, mas em contrapartida, mais difícil
se torna estabilizar o sistema. Há então um compromisso entre o erro e a estabilidade.
• Teorema do valor final
Para cálculo do erro estacionário
)()( limlim
0
ssEteess
st →∞→
==
Pólo na origem de
multiplicidade N
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
• Erro estacionário em malha aberta
Cálculo do erro em regime permanente ou erro estacionário ess(t):
G(s)R(s)Y(s)
)(
)()( =⇔=
sR
sYsG
Erro= Saída pretendida – Saída real=R(s)-Y(s) ⇒
E(s)=R(s).(1-G(s))
• Erro estacionário em malha fechada
É conhecida a sua função de transferência como:
)()(1
)(
)(
)(
sHsG
sG
sR
sC
+
= , de onde se pode obter então
)()(1
)()()(
sHsG
sGsRsC
+
=
Pode então obter-se a função de transferência entre o sinal do erro e(t) e a entrada r(t) da
seguinte forma:
=
+
−=−=
−
=
)(
)()(1
)()()(
1
)(
)()(1
)(
)()()(
)(
)(
sR
sHsG
sGsRsH
sR
sCsH
sR
sCsHsR
sR
sE
=
+
−=
+
−=
)()(1
)()(1
)()()()(
)()()(1
sHsG
sHsG
sHsGsRsR
sHsGsR
)()(1
1
)()(1
)()()()(1
sHsGsHsG
sHsGsHsG
+
=
+
−+
=
A expressão do erro em malha fechada resulta então em:
)()(1
)()(
sHsG
sRsE
+
=
• Doravante designaremos:
o Erro de “posição” por o erro devido a entradas em degrau unitário
o Erro de “velocidade” por o erro devido a entradas em rampa unitária
o Erro de “aceleração” por o erro devido a entradas parabólicas.
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
8.1. Erro de posição (Kp) – Entrada em degrau
Para uma entrada em degrau unitário (entrada em posição), vem que:
)()(1
1
)()(1
1
)()(1
)()()(
limlim
limlimlim
00
00
sHsGsHsG
s
s
sHsG
sRsssEteess
ss
sst
+
=
+
=
=
+
===
→→
→→∞→
define-se o coeficiente de erro de posição Kp, por:
)()(lim
0
sHsGKp
s→
=
o erro estacionário de posição é então:
Kp
ess
+
=
1
1
8.1.1. Erro de posição (Kp) - Sistemas do tipo 0
k
sTsTsT
sTsTsTK
sHsGKp
p
mba
s
=
+++
+++
==
→ )1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
210
lim
8.1.2. Erro de posição (Kp) - Sistemas do tipo 1 ou superior
∞=
+++
+++
==
→ )1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
210
lim sTsTsTs
sTsTsTK
sHsGKp
p
N
mba
s
, em que N≥1
8.2. Erro de velocidade (Kv) – Entrada em rampa
Para uma entrada em rampa unitária (entrada em velocidade), vem que:
)()(
1
)()(1
1
)()(1
)()()(
limlim
limlimlim
0
2
0
00
sHssGsHsG
s
s
sHsG
sRsssEteess
ss
sst
→→
→→∞→
=
+
=
=
+
===
define-se o coeficiente de erro de velocidade estático Kv, por:
)()(lim
0
sHssGKv
s→
=
o erro de velocidade estático estacionário é então:
KvsHssGsHssGs
ess
s
s
1
)()(0
1
)()(
1
limlim
0
0
=
+
=
+
=
→
→
Nota: O “erro de velocidade” não é um erro de velocidade mas sim um erro de
posição devido a uma entrada em rampa
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
8.2.1. Erro de velocidade (Kv) - Sistemas do tipo 0
0
)1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
2100
limlim =+++
+++
==
→→ sTsTsT
sTsTsTsK
sHssGKv
p
mba
ss
8.2.2. Erro de velocidade (Kv) - Sistemas do tipo 1
K
sTsTsTs
sTsTsTsK
sHssGKv
p
mba
ss
=
+++
+++
==
→→ )1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
2100
limlim
8.2.3. Erro de velocidade (Kv) - Sistemas do tipo 2 ou superior
∞=
+++
+++
==
→→ )1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
2100
limlim sTsTsTs
sTsTsTsK
sHssGKv
p
N
mba
ss
, em que N≥2
8.3. Erro de aceleração (Ka) – Entrada parabólica
Para uma entrada parabólica (entrada em aceleração), vem que:
)()(
1
)()(1
1
)()(1
)()()(
2
0
3
0
00
limlim
limlimlim
sHsGssHsG
s
s
sHsG
sRsssEteess
ss
sst
→→
→→∞→
=
+
=
=
+
===
Define-se o coeficiente de erro de aceleração estático Ka, por:
)()(2
0
lim sHsGsKa
s→
=
O erro de aceleração estático estacionário é então:
KasHsGssHsGss
ess
s
s
1
)()(0
1
)()(
1
2
0
22
0 limlim
=
+
=
+
=
→
→
Nota: O “erro de aceleração” não é um erro de aceleração mas sim um erro de
posição devido a uma entrada em parábola
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
8.3.1. Erro de aceleração (Ka) - Sistemas do tipo 0
0
)1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
21
2
0
2
0
limlim =+++
+++
==
→→ sTsTsT
sTsTsTKs
sHsGsKa
p
mba
ss
8.3.2. Erro de aceleração (Ka) - Sistemas do tipo 1
0
)1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
21
2
0
2
0
limlim =+++
+++
==
→→ sTsTsTs
sTsTsTKs
sHsGsKa
p
mba
ss
8.3.3. Erro de aceleração (Ka) - Sistemas do tipo 2
K
sTsTsTs
sTsTsTKs
sHsGsKa
p
mba
ss
=
+++
+++
==
→→ )1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
21
2
2
0
2
0
limlim
8.3.4. Erro de aceleração (Ka) - Sistemas do tipo 3 ou superior
∞=
+++
+++
==
→→ )1)...(1)(1(
)1)...(1)(1(
)()(
21
2
0
2
0
limlim sTsTsTs
sTsTsTKs
sHsGsKa
p
N
mba
ss
, em que N≥3
8.4. Resumo dos erros estacionários
Pode-se resumir o erro estacionário em termos do ganho K conforme descrito na
seguinte tabela:
Entrada em degrau
r(t)=1
Entrada em rampa
r(t)=t
Entrada em parábola
r(t)=t2
Sistema do tipo 0
K+1
1 ∞ ∞
Sistema do tipo 1 0
K
1 ∞
Sistema do tipo 2 0 0
K
1
Kp → Coeficiente do erro de posição = )()(lim
0
sHsGKp
s→
=
Kv → Coeficiente do erro de velocidade = )()(lim
0
sHssGKv
s→
=
Ka → Coeficiente do erro de aceleração = )()(2
0
lim sHsGsKas→
=
• Em regime estacionário, um sistema do tipo 0:
o Tem um erro finito dado por
K+1
1 para uma entrada em degrau. É possível
reduzir este erro fazendo K suficientemente grande, mas nunca se poderá
anulá-lo completamente.
o É incapaz de seguir uma entrada em rampa ou parábola.
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
• Em regime estacionário, um sistema do tipo 1:
o Tem um erro nulo para uma entrada em degrau
o Tem um erro finito dado por
K
1 para uma entrada em rampa. É possível
reduzir este erro fazendo K suficientemente grande, mas nunca se poderá
anulá-lo completamente.
o É incapaz de seguir uma parábola
• Em regime estacionário, um sistema do tipo 2:
o Tem um erro nulo para entradas em degrau e rampas.
o Tem um erro finito dado por
K
1 para uma entrada em parábola. É possível
reduzir este erro fazendo K suficientemente grande, mas nunca se poderá
anulá-lo completamente.
8.5. Exercícios práticos – Resposta estacionária
8.5.1. Malha aberta / Malha fechada
Considere os sistemas de controlo (1) em malha aberta e (2) em malha fechada
representados nas figuras seguintes, em que r(t)=u(t)
1
)(
+
=
s
ksG
σ
s
sRtutr 1)()()( =⇒=
a) Compare os erros em regime permanente.
b) Adoptando os valores do ganho de calibração Kc e Kf que tornem mínimos os erros em
regime permanente (no sistema em malha fechada considere Kf=100/K), compare os
valores de ess(t) se o parâmetro k sofrer uma variação de 10% (ou seja, k←k+∆k com
∆k/k=0.1)
a) Erros em regime permanente.
Sistema em malha aberta (1)
)()()( sCsRsE −=
)(
1
)( sR
s
kkasC
+
=
σ
Pelo teorema do valor final
kka
s
kka
s
sssEess
ss
−=⎟
⎠
⎞
⎜
⎝
⎛
+
−==
→→
1
1
11)( limlim
00 σ
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
Sistema em malha fechada (2)
)()(1
)(
)(
)(
sHsG
sG
sR
sC
+
=
1
)()(
+
=
s
kk
sHsG f
σ
, tem zero pólos na origem ⇒
kp
ess
+
=
1
1 , em que
kk
s
kk
sHsGkp f
f
ss
=
+
===
→→ 1
)()( limlim
00 σ
kkkp
ess
f+
=
+
=
1
1
1
1
b) Variação do parâmetro k
k←k+∆k, onde ∆k=0.1K (10%)
Os valores ideais para os ganhos Ka e Kf são aqueles que anulam ou quase anulam o erro em
regime permanente. Desta forma, os valores ideais para Ka e Kf seriam:
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎨
⎧
=
∞
=
+
=⇒∞=
=−=−=⇒=
01
1
1
01111
Kfe Ka de ideais Valores
kkf
esskkf
k
kkkaess
k
ka
mas como não é possível ∞=kkf , vamos assumir
k
kf 100= conforme o enunciado.
Sistema em malha aberta (1)
1.011)(11 −=∆−−=∆+−=−=
k
k
k
k
k
kkkkaess
Sistema em malha fechada (2)
009,0
111
1
1.01001001
1
1001001
1
100)(1
1
1
1
==
×++
=
∆
++
=
∆++
=
+
=
k
k
k
k
k
kkkk
ess
f
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
8.5.2. Constantes de erro kp, kv e ka – Sistema do tipo 1
Para o sistema estável da figura,
a) Determine as constantes de erro de posição, velocidade e aceleração kp, kv e ka
⎩
⎨
⎧
++
+
=⇒
⎪⎩
⎪
⎨
⎧
=
++
+
=
++
+
=
)45(
)2(4)()(
1)(
)45(
)2(4
45
)2(4)(
2
223
sss
ssHsG
sH
sss
s
sss
ssG
⇒ Sistema do tipo 1
⎪
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎪
⎨
⎧
=
=
=
→
→
→
)()(
)()(
)()(
2
0
0
0
lim
lim
lim
sHsGsKa
sHssGKv
sHsGKp
s
s
s
Num sistema do tipo 1
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪
⎪
⎨
⎧
=
++
+
=
∞=
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎨
⎧
=
=
∞=
→→
0
)45(
)2(4
0
)()( 2
00
limlim
Ka
sss
sskv
Kp
Ka
sHssGKv
Kp
ss
⎪
⎩
⎪
⎨
⎧
=
=
∞=
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎨
⎧
=
×
=
∞=
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪
⎪
⎨
⎧
=
++
+
=
∞=
⇒
→ 0
2
0
4
24
0
)45(
)2(4
2
0
lim
Ka
Kv
Kp
Ka
Kv
Kp
Ka
sss
ssKv
Kp
s
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
8.5.3. Constantes de erro kp, kv e ka – Sistema do tipo 2
Para o sistema estável da figura, determine
a) As constantes de erro de posição, velocidade e aceleração kp, kv e ka
b) O erro em regime permanente ess(t) quando a entrada é 32 2
113)(
sss
sR +−=
a) kp, kv e ka
⎩
⎨
⎧
+
+
=⇒
⎪⎩
⎪
⎨
⎧
=
+
+
=
)2(
)1(4)()(
1)(
)2(
)1(4)(
2
2
ss
ssHsG
sH
ss
ssG
⇒ Sistema do tipo 2
⎪
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎪
⎨
⎧
=
=
=
→
→
→
)()(
)()(
)()(
2
0
0
0
lim
lim
lim
sHsGsKa
sHssGKv
sHsGKp
s
s
s
Num sistema do tipo 2
⎪⎩
⎪
⎨
⎧
=
∞=
∞=
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪
⎪
⎨
⎧
=
∞=
∞=
⇒
⎪
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎪
⎨
⎧
+
+
=
∞=
∞=
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪
⎪
⎨
⎧
=
∞=
∞=
→
→
2
2
4
)2(
)1(4)()(
2
2
0
2
0 limlim
Ka
kv
Kp
Ka
kv
Kp
ss
ssKa
kv
Kp
sHsGsKa
Kv
Kp
s
s
b) O erro em regime permanente ess(t)
3
2
121131
2
11113
2
113)( 3232 RRRssssss
sR +−=⎟
⎠
⎞
⎜
⎝
⎛+⎟
⎠
⎞
⎜
⎝
⎛−⎟
⎠
⎞
⎜
⎝
⎛=+−=
)()()()( 321 tesstesstesstess RRRtotal ++=
{ 0)(
degraurEntrada
2 tipodoSistema
1 1 =⇒
⎩
⎨
⎧
≡
→ tessR R
{ 0)(
ramparEntrada
2 tipodoSistema
2 2 =⇒
⎩
⎨
⎧
≡
→ tessR R
⎩
⎨
⎧
==⇒
⎩
⎨
⎧
≡
→
2
1
anterior)(alinea
1)(
prEntrada
2 tipodoSistema
3 3 ka
tess
arábola
R R
4
1
2
1
2
10103)()()()( 321 =×+×−×=++= tesstesstesstess RRRtotal
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
8.5.4. Constantes de erro kp, kv e ka – Sistema do tipo 1
Para o sistema da figura, determinar
a) As constantes de erro de posição, velocidade e aceleração kp, kv e ka
b) O erro em regime permanente ess(t) quando a entrada é )()216()( tuttr +=
a) kp, kv e ka
⎩
⎨
⎧
++++
+
=⇒
⎪⎩
⎪
⎨
⎧
=
++++
+
=
)102)(3)(1(
)4(12)()(
1)(
)102)(3)(1(
)4(12)(
2
2
sssss
ssHsG
sH
sssss
ssG
⇒
⇒ Sistema do tipo 1
⎪
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎪
⎨
⎧
=
=
=
→
→
→
)()(
)()(
)()(
2
0
0
0
lim
lim
lim
sHsGsKa
sHssGKv
sHsGKp
s
s
s
Num sistema do tipo 1
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪
⎪
⎨
⎧
=
++++
+
=
∞=
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎨
⎧
=
=
∞=
→→
0
)102)(3)(1(
)4(12
0
)()( 2
00
limlim
Ka
sssss
sskv
Kp
Ka
sHssGKv
Kp
ss
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎨
⎧
=
=
∞=
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎨
⎧
=
××
×
=
∞=
0
5
8
0
1031
412
Ka
kv
Kp
Ka
kv
Kp
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
b) O erro em regime permanente ess(t)
2211612116)()()216()( 2 RRss
sRtuttr +=⎟
⎠
⎞
⎜
⎝
⎛+⎟
⎠
⎞
⎜
⎝
⎛=⇒+=
)()()( 21 tesstesstess RRtotal +=
{ 0)(
degraurEntrada
1 tipodoSistema
1 1 =⇒
⎩
⎨
⎧
≡
→ tessR R
⎪
⎩
⎪
⎨
⎧
===⇒
⎩
⎨
⎧
≡
→
8
5
5
8
1
anterior)(alinea
1)(
ramparEntrada
1 tipodoSistema
2 2 kv
tessR R
4
5
8
52016)()()( 21 =×+×=+= tesstesstess RRtotal
9. Análise de resposta transitória
9.1. Sistemas de 1ª ordem
Considerando o sistema de primeira ordem
A função de transferência é dada por
1
1
)(
)(
+
=
TssR
sC
1
1)()(
+
=
Ts
sRsC
9.1.1. Resposta de um sistema de 1ª ordem a um impulso unitário
Sendo a transformada de Laplace da impulso unitária 1
1
1
1
1)()(
+
=
+
=
TsTs
sRsC
cuja transformada inversa de Laplace inversa é:
T
t
e
T
tc
−
=
1)(
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
( 1 /T).exp(-t/T)
0
0.05
0.1
0.15
0.2
0.25
0 10 20 30 40 50
EXP(-t/5)/5
EXP(-t/10)/10
EXP(-t/20)/20
9.1.2. Resposta de um sistema de 1ª ordem a um degrau
Sendo a transformada de Laplace do degrau unitário
s
1
11
11
1
1)()(
+
+=
+
=
+
=
Ts
B
s
A
TssTs
sRsC
onde:
1
1
1
0
=
+
=
=sTs
A
T
s
B
T
s
−==
−=
1
1
fica:
1
1
1
)(
+
−=
+
+=
Ts
T
sTs
B
s
AsC
cuja transformada inversa de Laplace inversa é:
T
t
etc
−
−= 1)(
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 10
0
1-exp(-t/5)
1-exp(-t/10)
1-exp(-t/20)
t=T ⇒ c(t)=0.632
t=2T ⇒ c(t)=0.865
t=3T ⇒ c(t)=0.95
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
9.1.3. Resposta de um sistema de 1ª ordem a uma rampa
Sendo a transformada de Laplace da rampa unitária 2
1
s
s
B
s
B
Ts
A
TssTs
sRsC 22
1
2 11
11
1
1)()( ++
+
=
+
=
+
=
onde, desenvolvendo as fracções parciais:
2
12
1 T
s
A
T
s
==
−=
TtTsx
x
ts +
=⎥⎦
⎤
⎢⎣
⎡
+
=
=− 1
1
1
1
)(
)(
1ϕ
ψ
TB
B
tT
tTTt
-Tt
-TtTtt
−=
=
⇒
⎪
⎪
⎪
⎭
⎪
⎪
⎪
⎬
⎫
+
+
−−
+
2
1
22
2
1
0
0
1 1
Tt1 1
fica então:
s
T
sTs
TsC −+
+
= 2
2 1
1
)(
cuja transformada inversa de Laplace inversa é:
T
t
TeTttc
−
+−=)(
t-T+Texp(-t/T)
0
10
20
30
40
50
60
0 10 20 30 40 50
t
t-5+5*EXP(-t/5)
t-10+10*EXP(-t/10)
t-20+20*EXP(-t/20)
Na entrada de uma rampa, T traduz o erro estacionário
T
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
9.2. Sistemas de 2ª ordem
A função de transferencia típica de um sistema de 2ª ordem em malha fechada apresenta-se
da seguinte forma:
⎟
⎟
⎠
⎞
⎜
⎜
⎝
⎛
−⎟
⎠
⎞
⎜
⎝
⎛−+⎟
⎟
⎠
⎞
⎜
⎜
⎝
⎛
−⎟
⎠
⎞
⎜
⎝
⎛++
=
++
=
++
=
J
k
J
F
J
Fs
J
k
J
F
J
Fs
J
k
J
ks
J
Fs
J
k
kFsJs
k
sR
sC
222
2
2222
)(
)(
Os Pólos são complexos se:
042 <− JkF
Para a análise da resposta transitória vamos assumir:
2
nJ
k ω=
σζω 22 2 == nJ
F
onde
σ - Atenuação
ωn – Frequência natural não amortecida
sistema do ntoamortecime de Razão-
2 Jk
F
Fc
F
==ζ
F – Amortecimento
Fc – Amortecimento critico
22
2
2)(
)(
nn
n
sssR
sC
ωζω
ω
++
=
• Se 0<ζ<1
Os pólos localizam-se no semi plano s esquerdo tal que:
( )1, 222221 −±−=−±−= ζωζωωωζζω nnnnnss
Diz-se então que o sistema está subamortecido e a resposta é oscilatória
• Se ζ=1, o sistema está criticamente amortecido
• Se ζ>1, o sistema está sobreamortecido
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
9.2.1. Resposta de um sistema de 2ª ordem a um degrau
( ) =++=++= 22
2
22
2
22
)()(
nn
n
nn
n
sssss
sRsC
ωζω
ω
ωζω
ω
( ) ( ) 222222
1
2
21
dn
n
dn
n
nn
n
ss
s
sss
s
s ωζω
ζω
ωζω
ζω
ωζω
ζω
++
−
++
+
−=
++
+
−=
Onde:
21 ζωω −= nd é a frequência natural amortecida
( )
te
s
s
L d
t
dn
n n ω
ωζω
ζω ζω cos
22
1 −− =⎥
⎦
⎤
⎢
⎣
⎡
++
+
( )
tsene
s
L d
t
dn
d n ω
ωζω
ω ζω−− =⎥
⎦
⎤
⎢
⎣
⎡
++ 22
1
fica: [ ]
⎟
⎟
⎠
⎞
⎜
⎜
⎝
⎛ −
+
−
−== −
−
−
ζ
ζ
ω
ζ
ζω 2
1
2
1 1tan
1
1)()( tsenetcsCL d
tn
, com ( )0≥t
A frequência da oscilação transitória é a frequência natural amortecida dω que varia
com a razão de amortecimento ζ.
• Sistemas de segunda ordem com o mesmo ζ, mas diferente ωn têm o mesmo
padrão de oscilação. Diz-se que tais sistemas têm a mesma estabilidade relativa
• Entre os sistemas que respondem sem oscilação, um sistema criticamente
amortecido tem a resposta mais rápida.
• O desempenho característico de um sistema de controlo é normalmente
especificado em termos da resposta transitória a uma entrada em degrau..
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
Nas características da resposta transitória a um degrau, especifica-se normalmente o
seguinte:
• Tempo de atraso td – É o tempo necessário para a resposta atingir metade do seu
valor final pela 1ª vez.
• Tempo de subida tr – É o tempo necessário para a resposta ir de 10% a 90%, 5%
a 95% ou 0% a 100% do seu valor final. Para sistemas de 2ª ordem
subamortecidos é usado geralmente o tempo de 0-100%. Para sistemas
sobreamortecidos usa-se de 10% - 90%.
O tempo de subida pode obter-se através de:
21 ζω
θπ
−
−
=
n
rt , onde ζθ cos arc= , especifica o angulo de localização de ζ no
plano s.
• Coeficiente de amortecimento ζ - Exprime quantitativamente a rapidez de
amortecimento do termo transitório da resposta temporal. Para um sistema
dominado por 2 raízes complexas, ζ é o coseno do argumento do nº complexo da
raiz situada no semi-plano superior. Para alem de se poder extrair directamente
da equação característica (denominador da função de transferência da malha
fechada 02
22 =++ nn ss ωζω ), pode também obter-se por:
..
1
..
1
22
OP
Ln
OP
Ln
+
=
π
ζ
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
• Tempo de Pico, tp - É o tempo para a resposta atingir o 1º pico de overshoot.
Corresponde a meio ciclo da frequência de oscilação amortecida. É possível ser
calculado através de: 21 ζω
π
ω
π
−
==
nd
pt
• Máximo overshoot percentual, Mp – É o máximo valor de pico da resposta,
medido a partir da unidade. Se o valor final estacionário da resposta diferir da
unidade, é comum usar-se o Overshoot máximo percentual, que é definido por:
21%100
)(
)()(
%100.. ζ
ζπ
−
−
=×
∞
∞−
=×= e
c
ctc
MOP pp
A altura do pico máximo (pico de ressonância) pode ser obtida por
212
1
ζζ −
=rM
A frequência de ressonância pode obter-se através de
221 ζωω −= nr
• Tempo de estabelecimento, ts – É o tempo necessário para a resposta atingir (e
permanecer) uma gama de valores em torno do valor final, especificada por uma
percentagem absoluta do valor final (geralmente 5% ou 2%).
n
s Tt ζωσ
444 === (critério dos 2%)
n
s Tt ζωσ
333 === (critério dos 5%)
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
9.3. Sistemas de ordem elevada
Genericamente pode-se considerar que se os pólos de C(s) são reais e pares de pólos
complexos conjugados, pode-se factorizar a equação característica em termos de primeira e
segunda ordem conforme a equação que se segue:
( )
( ) ( )∏ ∏
∏
= =
=
+++
+
= q
j
r
k
kkkj
m
i
i
sspss
zsk
sC
1 1
22
1
2
)(
ωωζ
Para uma entrada em degrau
Se os pólos em malha fechada forem distintos, o desenvolvimento em fracções parciais
dá:
( )
∑∑
== ++
−++
+
+
+=
r
k kkk
kkkkkk
q
j j
j
ss
csb
ps
a
s
asC
1
22
2
1 2
1
)(
ωωζ
ζωωζ
Comfirma-se que a resposta de um sistema de ordem elevada pode ser composta por termos
envolvendo funções simples encontradas em sistemas de primeira e segunda ordem. A resposta a
degrau unitário é então:
( ) ( )∑∑∑
=
−
=
−
=
− −+−++=
r
k
kk
t
k
r
k
kk
t
k
q
j
tp
j tectebeaatC kkkkj
1
2
1
2
1
1sin1cos)( ζωζω ωζωζ
• Se todos os pólos em malha fechada estiverem no semi-plano esquerdo s, então
todos os termos exponenciais assim como sinusoidais amortecidos tendem para
zero com t e a resposta transitória é então C(∞)=a (altura do degrau).
• Supondo que o sistema é estável, então os pólos em malha fechada têm partes
reais negativas grandes. Os termos exponenciais que correspondem a estes pólos
decaem rapidamente para zero.
• A distância horizontal de um pólo ao eixo jω determina o tempo de
estabelecimento dos transitórios devidos a esse pólo.
• Os pólos devido à entrada R(s) fornecem os termos da resposta estacionária,
enquanto que os pólos de C(s)/R(s) contribuem para os termos das respostas
transitórias.
• A importância relativa dos pólos em malha fechada é determinada pela razão
entre as partes reais dos pólos e pelas grandezas relativas dos resíduos calculados
nos pólos em malha fechada. Se as razões entre as partes reais excederem 5 (ou
10 dependendo do critério), e não existirem zeros na vizinhança, então os pólos
na proximidade do eixo jω dominarão a resposta transitória.
• Os pólos em malha fechada que têm efeitos dominantes sobre a resposta
transitória são designados por pólos dominantes,
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
9.4. Resposta transitória - Exercícios práticos
9.4.1. Sistema de 2ª ordem
Para o sistema da figura sujeito a uma entrada em degrau, verificar se é possível garantir
simultaneamente o tempo de pico tp não superior a 1 segundo e a percentagem de overshoot não
superior a 5%.
Caso não seja possível, qual o valor mínimo de cada uma das especificações para garantir a
outra?
Resposta)
• Obtenção da equação característica
kss
k
sHsG
sG
sR
sC
++
=
+
=
2)()(1
)(
)(
)(
2
Equação característica
⎩
⎨
⎧
=
=
⇒=++⇔=++
1
0202
2
222
n
n
nn
k
kssss
ζω
ω
ωζω
• Para garantir tp≤1s
21 ζω
π
ω
π
−
==
nd
pt
⇒−≤⇒≤
−
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎨
⎧
−
≤
−⇒
⎪
⎩
⎪
⎨
⎧
=
≤
−
=
111
1
1
11
1
1
1 2
2
2
2
22
ζ
π
ζ
ζ
ζ
πζ
ζ
π
ζω
ζω
π
n
n
tp
3,0
1
1
1
11111 222
2
2
2
2 ≤⇒
+
±≤⇒
+
≤⇒≤+⇒−≤ ζ
π
ζ
π
ζ
ζ
π
ζ
π (sempre positivo)
• Para garantir P.O. ≤5% (0,05)
⎪
⎪
⎪
⎩
⎪
⎪
⎪
⎨
⎧
+
=
≤= −
−
..
1
..
1
05,0..
22
1 2
OP
Ln
OP
Ln
eOP
π
ζ
ζ
ζπ
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
Se P.O. ≤0,05 ⇒
69,0
05,0
1
05,0
1
22
=
+
≥
Ln
Ln
π
ζ
(ζ é uma função decrescente com oP.O.)
→
≥
≤
69,0
3,0
ζ
ζ
Condições impossíveis de garantir simultaneamente
• Especificação no plano s
º),(arcOP
º,),(arcst p
3,46690cos 69,0%5.. 2
572300cos 3,01 1
2
1
==⇒≥⇒≤
==⇒≤⇒≤
θζ
θζ
Que são regiões incompatíveis
• Visualização das curvas
%8,36..368.0..
1
3,0
1
21 =⇒==⇒
⇒
⎩
⎨
⎧
=
=
⇒=
−
−
OPeOP
st
n
p
ζ
ζπ
ζω
ζ
st
OP
n
p
n
99,2
1
1
69,0
%5..
2
=
−
=⇒
⇒
⎩
⎨
⎧
=
=
⇒=
ζω
π
ζω
ζ
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
9.4.2. Sistema de 2ª ordem/3ª ordem
Um sistema de 2ª ordem com realimentação unitária é projectado para apresentar uma
resposta subamortecida a uma entrada em degrau. As especificações do sistema são:
10%≤P.O. ≤30% e ts≤4 segundos
a) Identificar a área desejada para as raízes dominantes do sistema
b) Determinar o valor mínimo para uma 3ª raiz (passando a um sistema de 3ª ordem)vse a
resposta for dominada pelas raízes complexas conjugadas.
c) Se a função de transferência em malha fechada for de 3ª ordem, determinar a função de
transferência para obter P.O.=30% e ts=0,4segundos.
st
OP
s 4
%30..%10
≤
≤≤
a) Área das raízes
1144 1 −≤−⇒≥⇒≤= nn
n
s st ζωζωζω
º9,68)36,0cos( 36,0
..
1
..
1
3030 2 11
22
=⇒=⇒≥⇒
+
≥⇒=≤ θθζ
π
ζ arc
OP
Ln
OP
Ln
.%P.O.
º8,53)59,0cos( 59,0
..
1
..
1
1010 3 22
22
=⇒=⇒≤⇒
+
≤⇒=≥ θθζ
π
ζ arc
OP
Ln
OP
Ln
.%P.O.
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
b) Raízes dominantes
Sistema de 2ª ordem
Função de transferência em malha aberta
)2(
2
n
n
ss
G
ζω
ω
+
=
Pólos do sistema j
a
acbbs nn
2
2
1
2
4 ζωζω −±−=−±−=
Sistema de 3ª ordem
Pólos do sistema
⎪
⎩
⎪
⎨
⎧
−=
−±−=
−±−
=
Ps
j
a
acbbs nn
2
2
1
2
4 ζωζω
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
REGRA – Se a 3ª raíz (-P) se situar K vezes mais à esquerda que a parte real dos pólos
complexos )( nζω− então a resposta total é dominada pelas raízes complexas conjugadas.
5
10
=
=
K
K
→
×→>
×→>
5 de Critério 5
10 de Critério 10
n
n
P
P
ζω
ζω
c) Função de transferência de 3ª ordem, P.O.=30% e ts=0,4segundos
• P.O.=30% ⇒ º9,6836,0
3,0
1
3,0
1
22
=⇒=
+
= θ
π
ζ
Ln
Ln
• ts=0,4s ⇒
36,0
10104,04 =⇒=⇒== nn
n
ts ωζω
ζω
• Nos sistemas de 2ª ordem, a função de transferência em malha aberta é do tipo
)2(
2
n
n
ss
G
ζω
ω
+
=
Pólos do sistema js nn
21 ζωζω −±−= , neste caso, com ζ=0,36 e
36,0
10
=nω , implica
js 9,2510 ±−=
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
• O sistema de 3ª ordem será
Pólos do sistema ( )( )PsssR
Y
nn
n
+++
= 22
2
2 ωζω
ω
, com js
n
9,2510
36,0
10
36,0
±−=⇒
⎪⎩
⎪
⎨
⎧
=
=
ω
ζ
Usando por exemplo o critério 10x ⇒ P>100 (=10xζωn), assegura-se que os pólos
complexos são os dominantes. Ou seja, a resposta do sistema será “insensível” ao terceiro
pólo. O sistema de 3ª ordem terá uma resposta semelhante à do sistema de 2ª ordem que
contém apenas os pólos complexos.
9.4.3. Sistema de 2ª ordem
Para a entrada r(t) da figura, esboce, dimensionando os pontos mais importantes (Overshoot
máximo percentual – PO, Tempo de subida – tr, Tempo de estabelecimento – ts, Tempo de pico, y∞
e ymax), a resposta c(t) do sistema.
102
10
10)2(
10
)(
)(
2 ++
=
++
=
sssssR
sY
A equação característica é: 01022 =++ ss
Universidade de Évora
Engenharia Mecatrónica
Controlo e Automação II
Por comparação com o sistema genérico de segunda ordem
⎩
⎨
⎧
=
=
⇒
⎩
⎨
⎧
=
=
⇒
⎪
⎪
⎩
⎪⎪
⎨
⎧
++
++
16,3
31,0
1
10
2
102
10
2
22
2
2
nn
n
nn
n
ss
ss
ω
ζ
ζω
ω
ωζω
ω
• %09,3535,0..
21 === −
−
ζ
ζπ
eOP
• sts
n
44 ==
ζω
• stp
n
05,1
1 2
=
−
=
ζω
π
• str
tr
n 63,0
arccos
1 2 =⇒
⎪
⎩
⎪
⎨
⎧
=
−
−
=
ζθ
ζω
θπ
• 5102
105lim)(lim)(lim 200 =++
===
→→∞→∞ sss
sssYtyy
sst
• 75,6.).1(5)( =+== OPtpyyMAX