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TECNICAS DE IMUNOCROMATOGRAFIA 
 
 
Alunos: Geovanna N. T. Propodolski, 
Heloisa Neves Lucena, 
Raquel Gomes de Morais, 
Klivya de Paula S. N. Ferreira, 
Vinicius Silva Ferreira, 
Deidianny Ribeiro de Almeida, 
Vitoria Elza Lima da Silva, 
Jucelia Rodrigues do Rosario, 
Ludimilla Maciel Furtado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Araguaína-TO 
DEFINIÇAO: 
O teste imunocromatográfico ou imunocromatografia é um teste bem 
simples, a única coisa difícil mesmo é o nome. É também popularmente 
conhecido como teste rápido. Eles dispensam o uso de reagente adicional 
ou equipamentos. Atualmente é usada para o imuno-diagnóstico de muitas 
doenças infecciosas: Dengue, malária, amebíase, peste bubônica, brucelose, 
giardíase, leishmaniose visceral, hepatite B, infecção por vírus como HIV, 
cinomose, parvovirose, coronavirose, Helicobacter pylori, Streptococcus 
pneumoniae, entre outras; sendo usado ou para a detecção de Ags ou de 
Acs. 
COMO FUNCIONA: 
O sistema é realizado em uma matriz constituída de membrana de 
nitrocelulose ou de náilon coberta por acetato transparente para facilitar a 
visualização do teste. 
O antígeno ou o anticorpo é fixado na membrana na forma de linhas ou 
pontos e o restante da membrana é bloqueado com proteína inerte como 
nos testes imunoenzimáticos (ELISA). 
Para detecção de antígenos podem ser utilizados anticorpos fixados na 
linha de captura e como conjugado um segundo anticorpo conjugado ao 
corante. 
Um dos métodos imunológicos desses testes emprega corante insolúvel, 
como ouro coloidal (róseo) ou prata coloidal (azul marinho) como 
revelador da interação antígeno-anticorpo. A amostra aplicada se liga ao 
conjugado colorido e após a migração por cromatografia a formação do 
imunocomplexo é revelada pelo depósito do corante coloidal na linha de 
captura. 
Para assegurar a qualidade dos reagentes e a realização adequada do 
procedimento, esses testes rápidos utilizam controles internos, como nos 
testes imunoenzimáticos. 
 
EXEMPLO: 
Vamos usar como exemplo um teste rápido para a detecção do antígeno 
NS1 do Vírus da Dengue. 
Colocamos a amostra do paciente (sangue, soro ou plasma) contendo o 
antígeno NS1. Na área de aplicação da amostra há um conjugado de 
anticorpos anti-NS1 marcados com ouro coloidal. Quando o antígeno da 
amostra se liga a esse conjugado, um complexo é formado: anti-NS1 + ouro 
coloidal + antígeno NS1. 
 
Esse complexo migra por capilaridade e chega na fita de nitrocelulose. 
Nessa fita, há anticorpos monoclonais anti-NS1 adsorvidos na linha teste 
(T). Então, quando o complexo passa por esses anticorpos haverá uma 
ligação e uma banda colorida será visível, devido ao ouro coloidal. 
Na linha controle (C), que vem após a linha de teste, há anticorpos 
monoclonais contra o anticorpo conjugado com o ouro coloidal. Então, 
nessa linha sempre deverá ser observado o desenvolvimento de uma banda 
colorida. 
 
INTERPRETAÇAO DOS RESULTADOS: 
 
POSITIVO: Duas linhas são visíveis, sendo uma linha na região controle 
(C) e outra na região teste (T). 
A intensidade de cor da linha teste (T) poderá variar de acordo com a 
concentração presente na amostra. Porém, qualquer intensidade de cor na 
linha teste indica resultado positivo. 
NEGATIVO: Apenas uma linha é visível na região controle (C), não sendo 
observada linha na região teste. 
INVÁLIDO: Não é evidenciada a linha controle (C). Ela sempre tem que 
aparecer. 
As razões mais comuns de falha são o volume insuficiente de amostra ou 
falha no procedimento técnico. Neste caso, reler a técnica e repetir o teste 
com uma nova tira.

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