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1 Organização do Sistema Nervoso

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Fisiologia – Marcelo 
Organização do Sistema Nervoso 
Sistema Nervoso 
 
O sistema nervoso permite que o organismo possa se comunicar tanto com o ambiente externo e interno. Os principais 
componentes que participam dessa comunicação são os sensoriais (detectam as variações de estimulação), motores 
(geradores de movimento, contração dos músculos, secreções etc.) e integrativos (recebem, armazenam e processam a 
informação sensorial e elaboram as respostas motoras). 
O sistema nervoso é dividido em: 
Sistema Nervoso Central: Composto por encéfalo e medula espinhal. 
Sistema Nervoso Periférico: Composto por receptores sensoriais (órgãos que percebem as variações ambientais), nervos 
sensoriais e motores (levam informação) e os gânglios fora do sistema nervoso central. 
 Tanto sistema nervoso central quanto sistema nervoso periférico comunicam-se extensamente, sendo que todos os 
ajustes gerados no corpo dependem dessa interação. 
Em um critério anatômico, a divisão do sistema nervoso se dá da seguinte maneira: 
Os gânglios são aglomerados de corpos celulares do sistema 
nervoso fora do sistema nervoso central. Núcleos são aglomerados 
de células que se encontram dentro do sistema nervoso central. 
Terminações nervosas sensitivas ↑ X Terminações nervosas 
motoras ↓ 
Portanto, para realizar nossas funções cognitivas, como o 
aprendizado, memória, emoções, juízo, imaginação e empatia, 
precisam desses sistemas para que possam ser executados de 
maneira ótima. 
A Divisão Funcional do sistema nervoso, em um critério funcional, 
se dá em Sistema Nervoso Somático (responsável pelo nosso 
corpo, principalmente de maneira externa) e Sistema Nervoso Visceral ou Vegetativo (responsável pela resposta no meio 
interno). 
A eferência do Sistema Nervoso Visceral, muitas vezes, é dada pelo nosso Sistema Nervoso Autônomo, tanto pela sua 
parte simpática quanto pela parte parassimpática. 
 
Sendo assim, os estímulos provenientes do meio externo são integralizados no SNC e geram uma resposta, que é um 
comportamento motor que é realizado principalmente por nosso sistema muscular estriado esquelético. 
Os estímulos provenientes do meio interno também são levados ao SNC e, após integração, geram resposta de 
comportamento, sendo principalmente uma resposta visceral. 
Portanto, qualquer informação do meio ambiente ou do meio interno precisa ser transformada numa linguagem 
interpretada pelo sistema nervoso. A principal forma de linguagem desse sistema nervoso é por geração de 
Bioeletrogênese, através de geração de potencial de ação. O principal ator dessa ação é o neurônio 
 
Neurônios 
 
O neurônio é a unidade celular funcional do nosso sistema nervoso. Esse neurônio é responsável por produzir os sinais 
elétricos, possuindo uma membrana plasmática excitável geradora do potencial de ação. O neurônio também propaga 
esse “impulso nervoso”, sendo capazes de gerar uma comunicação com outras células. 
 
Propriedades dos neurônios 
Excitabilidade: Propriedade que permite a uma célula responder a estímulos (movimentação de íons gerando um impulso 
elétrico). 
Condutibilidade: Capacidade de transmitir o impulso elétrico em grande velocidade (potencial de ação). 
Sinapse: Capacidade de se comunicar com outras células. 
 
Neuroglia: macroglia e micróglia 
 
Essas células se diferenciam dos neurônios por não possuírem axônio e não produzem potenciais de ação. Elas estão 
muito ligadas com a nutrição e ao metabolismo do neurônio (astrócito) e também atuam no sistema de defesa (micróglia). 
Também possuímos a formação da bainha de mielina (oligodendrócitos e células de Schwann), agindo na propagação do 
potencial de ação pelo axônio. 
Hoje sabe-se que essas células participam muito na transmissão de alguns neurotransmissores, modulando a sinapse entre 
neurônios. 
 
Camadas de Proteção ao Redor do SNC 
 
Como principal camada de proteção temos o Crânio e Coluna Vertebral, sendo estruturas ósseas que protegem o tecido 
mole contra os traumas. Há também a presença de meninges, como a dura máter, aracnóide-máter e pia-máter, sendo 
membranas que envolvem o sistema nervoso e o protegem de agressões mecânicas. No interior dessas meninges 
podemos encontrar, banhando o SNC e amortecendo contra choques mecânicos, fluido cerebroespinhal, secretado dentro 
dos ventrículos e que flui pelo espaço subaracnóideo. Nos ventrículos, secretando o fluido cerebroespinhal, há regiões 
chamadas de Plexo Coróide, onde há a presença de muitos capilares e epitélios especializados transportadores, também 
participando da filtragem desse filtro. Além disso, há ainda a formação da barreira hemato encefálica, que parte das células 
que compõem a parede dos vasos do SNC, permitindo uma passagem de determinadas substancias (seletividade). 
Encéfalo 
 
O encéfalo, por sua vez, pode ser dividido em: 
Quando mencionamos o encéfalo, falamos sobre o órgão que dá 
à espécie humana seus atributos únicos. Aristóteles acreditava que 
o coração era o local da aula, porém, hoje, pelo o que 
conhecemos, é o encéfalo. Todas as regiões encefálicas 
participam do processamento das informações, trazidas tanto do 
meio ambiente interno quanto do externo, e, a partir daí, há a 
geração de uma série de respostas. Quando pensamos no eu, na 
existência humana e nos atributos individuais, destaca-se a região do lobo frontal, que participa bastante da formação do 
indivíduo através do córtex frontal. 
Todas as regiões podem participar da interpretação das informações trazidas ao sistema nervoso central, havendo a 
divisão em lobos. Há a presença de cerca de 1012 neurônios no encéfalo e uma mesma função pode ser executada por 
mais de uma região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Córtex Somatosensorial 
 
Existe a projeção da sensibilidade ao longo de todo o córtex 
somatossensorial primário, logo, em todo córtex existe uma 
representação de nosso corpo, sendo essas informações cruzadas 
devido ao fato de que os neurônios somatosensitivos de um lado do 
corpo se projetam para o lado oposto do encéfalo. 
A formação dessas imagens corticais é conhecida como Homúnculo de 
Penfield e a representatividade dessa figura no córtex sensorial corresponde à sensibilidade da parte 
do corpo. 
 
 
 
 
É uma seção do interior do cérebro que rodeia o tronco cerebral e liga todas as 
funções cognitivas superiores (razão) com respostas emocionais primitivas (medo). 
Fazendo parte do sistema límbico, temos o Hipotálamo, formando o Circuito de 
Papez, sendo o hipotálamo responsável em realizar algumas respostas viscerais. 
Sendo assim, todas as funções geradas pelo Hipotálamo podem sofrer alterações 
conforme nossas emoções, motivações, aprendizagem e memória. No sistema 
límbico também há circuitos de recompensa ou punição, além da ação do 
Hipocampo na armazenagem de nossas memórias e da Amigdala em produzir o 
sentimento de medo. 
 
Núcleos da Base 
 
Há nos núcleos da base algumas estruturas, como o Putâmen, 
Caudado, Tálamo, Amigdala, Globo Pálido, Subtalâmico e Substancia 
Negra, que participam bastante da modulação do movimento (doença 
de Parkinson pode ser causada por algumas estruturas dos núcleos 
da base, como degeneração da Substância Negra). 
Na sua divisão funcional temos o Caudado e o Putâmen como núcleos 
de entrada e o Globo Pálido como núcleos de saída. 
Esses núcleos participam das informações motoras, facilitando ou 
inibindo os neurônios talâmicos que serão projetados para o córtex 
e, a partir daí, afetam o nosso movimento. 
 
Diencéfalo 
 
O Diencéfalo é a área entre o tronco encefálico e o cérebro. Nele, podemos 
encontrar o Tálamo, que será como uma espécie de relé de informação que 
vão para o cérebro, ou seja, a maioria das informações sensitivas são moduladas 
no Tálamo até serem direcionadas até o Córtex Somatossensorial encontrada 
no giro pós central. Também há a presença da Glândula Pineal, grande produtora 
de melatonina e com outras funções que envolvem