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Musica - Projeto Pedagogico

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que atuam diretamente na caracterização do mercado de 
trabalho, na área de educação musical. A partir destes elementos foi concebido o perfil do 
egresso a ser formado pela licenciatura e que por sua vez orientou a definição dos grupos de 
conhecimento e um conjunto de ações (como: disciplinas, atividades de extensão e pesquisa, 
projetos especiais e recursos metodológicos) voltadas para o desenvolvimento, no aluno, de 
suas competências profissionais. A figura 1 ilustra o modelo utilizado para a concepção do 
curso. Neste capítulo será tratada a penúltima fase deste modelo, na qual é descrita a 
concepção pedagógica do curso. 
Contexto social, econômico e conceitual
da educação musical
Campo de atuação profissional
Perfil do egresso
(Competências profissionais)
Grupos de conhecimentos e um
Conjunto de ações
(disciplinas, atividades de extensão e pesquisa, projetos 
especiais e concepções metodológicas)
 
Fig. 1 – Modelo de concepção do projeto do curso 
Um aspecto fundamental do tratamento metodológico utilizado é a pluralidade de 
meios e a visão de que é necessário o compromisso do corpo docente e uma fina articulação 
entre este e a execução das propostas inscritas no projeto pedagógico. Em outras palavras, 
acredita-se que o projeto pedagógico deve ser o guia para as reflexões a longo, médio e curto 
prazo, dos professores. Só isso garantirá que a complexidade que se tem como objetivo seja 
obtida. O que se chama de complexidade é uma variedade de mecanismos que o curso 
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utilizado para trabalhar todos os aspectos da competência profissional no aluno. Por exemplo: 
ao se preparar o aluno para atuar como agente musicalizador de crianças deve-se, entre outras 
coisas, desenvolver todo um senso afetivo neste aluno, para que ele possa se identificar e se 
corresponder com seus futuros pequenos educandos. Para tanto, o curso pode promover esta 
competência, ou seja, este senso afetivo por meio de atividades teóricas e práticas em 
disciplinas, oficinas e trabalhos diversos que o leve a “sentir” como e com as crianças. 
Várias são os Recursos metodológicas utilizadas no curso: Disciplinas teóricas, 
disciplinas práticas, disciplinas teórico-práticas, atividades de extensão, atividades de 
pesquisa e projetos especiais (ver figura 2). O que é fundamental nesta figura é que ela indica 
que não existe relação de hierarquia entre cada concepção. O que se crê é que a competência 
do aluno virá da articulação entre cada uma das concepções. Assim, o conteúdo ministrado 
em uma disciplina teórica pode ser aplicado em um projeto especial, ou em uma atividade de 
extensão, que podem ser discutidas em outras disciplinas práticas e teórico-práticas e em 
atividades de pesquisa. 
Disciplinas teóricas
(Tópicos em educação cultura e 
sociedade 1-4; Psicologia do 
desenvolvimento etc)
Atividades de extensão
(educação musical formal, não formal etc)
PesquisaProjetos especiais
(grupos musicais)
Disciplinas práticas
(Projeto em educação musical 1-2;
Violão popular 1-2 etc)
Disciplinas teórico-práticas
(Métodos, técnicas e fundamentos 
em educação musical 1-2; 
Construção de instrumentos e 
organologia)
 
Fig. 2 – Recursos metodológicos 
 
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Com toda esta multiplicidade de recursos metodológicos o que se procura é obter uma 
formação completa do aluno, ou seja que ele realmente adquira as competências necessárias 
que envolvem conhecimentos, habilidades e atitudes que por sua vez não o podem ser 
adquiridas sem a vivência prática do aluno em situações reais de trabalho, ao menos de uma 
forma mais tangível possível. A descrição pormenorizada sobre como estas articulações e 
recursos são postos em prática está disposta no decorrer deste projeto, sobretudo nos capítulos 
5 e 8. 
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5. Projetos especiais e atividades acadêmico-científico-culturais 
Neste capítulo são descritas disciplinas que contemplem a realização de atividades 
relacionadas a projetos especiais e a atividades acadêmico-científico-culturais que visam 
ampliar a aquisição de habilidades relativas ao ensino, à pesquisa e àquelas relacionadas à 
futura atuação profissional. 
O curso de Licenciatura em Música da UFSCar caracteriza-se fortemente pela inserção 
do aluno em atividades práticas que o habilitem e o permitam conhecer com clareza o que o 
espera em sua futura atuação profissional. Com este enfoque, pode-se categorizar as 
disciplinas em três grupos: aquelas relacionadas ao projeto de final de curso; aquelas 
relacionadas com os projetos de educação musical desenvolvidos pela UFSCar nas áreas de 
extensão e pesquisa; e aquelas que se relacionam indiretamente com os projetos especiais. 
No primeiro grupo, das disciplinas relacionadas com o projeto final, citam-se as 
seguintes: Projetos em Educação Musical 1-2. Nestas disciplinas os alunos serão os 
responsáveis pela concepção e implantação de um projeto ou atividade de educação musical. 
É um momento no qual toda a vivência prática que ele teve nos projetos geridos sob a égide 
do curso e sobre a direção de professores do corpo docente da licenciatura será avaliada e lhe 
possibilitará conhecer na íntegra a complexidade e a responsabilidade de manter e lidar com 
um projeto na área. 
Como integrantes do grupo das disciplinas relacionadas com os projetos de educação 
musical desenvolvidos pela UFSCar nas áreas de extensão e pesquisa citam-se diversas que 
são ministradas no âmbito de laboratórios específicos, geradores de atuações e realizações 
particulares. Estes laboratórios possuem papel central na organização do curso, integrando 
várias disciplinas, com forte predominância na formação profissional do educando e 
responsáveis, sobretudo pela concepção e elaboração de novos produtos. 
Assim, todos os laboratórios produzem protótipos numa fase inicial e, conforme 
ocorrem experimentações, estas, resultam em produtos. Por exemplo: na disciplina Criação 
musical 1 o aluno pode iniciar mais objetivamente um trabalho que conceber arranjos para 
serem utilizados em atividades de educação musical, porém é possível que apenas na 
disciplina Criação musical 3 o aluno esteja apto para criar um arranjo que seja utilizados pelas 
diversas atividades de educação musical existentes na UFSCar. 
Um outro exemplo significativo é o aquele que diz respeito aos laboratórios de 
musicalização e formação de orquestras e corais. Desde o primeiro dia de aula, o aluno do 
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curso de licenciatura em música com habilitação em educação musical da UFSCar tem 
contato com situações reais de ensino de música através desses laboratórios, seja participando 
como músico das orquestras ou do coral comunitário, seja participando das aulas de 
musicalização oferecidas à comunidade com oportunidades de estar em contato com turmas 
para bebês, jovens, adultos e ensino coletivo de instrumentos. Nos laboratórios de 
musicalização e de formação de orquestras o aluno terá oportunidade ainda de vivenciar 
situações de ensino inclusivo em que indivíduos portadores de necessidades especiais são 
participantes ativos de aulas, ensaios e apresentações públicas. 
Um outro laboratório, o de construção de instrumentos, ativa a criatividade dos alunos 
na motivação para pesquisar, construir e experimentar situações musicais não formais, 
trazendo à tona sonoridades inusitadas e promovendo reflexões significativas do uso de 
materiais não convencionais para a produção de material sonoro para a educação. 
Estes foram apenas alguns exemplos. Outros laboratórios e atividades existentes 
servem de campo de ensino e pesquisa além dos laboratórios de criação musical, construção 
de instrumentos, musicalização, formação de orquestras e corais. Também há espaço para os 
alunos participarem de diversos projetos de extensão em projetos sociais desenvolvidos em 
parceria com o poder público municipal, com igrejas e com entidades particulares. Além 
destas, também existem articulações junto ao Núcleo de Pesquisa em Educação Musical