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Escola CETEB de Jovens e Adultos
Brasília-DF, 2011.
Língua Portuguesa
Elaboração: Ana Paula Porfírio de Souza, Magda Maria de Freitas Querino, 
Maria Teresa Caballero Brügger e 
Equipe Técnica do CETEB
CURSO: TÉCNICO EM 
TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS
Eixo Tecnológico: 
Gestão e Negócios
Nos termos da legislação sobre direitos autorais, é proibida a reprodução total ou parcial deste 
documento, por qualquer forma ou meio – eletrônico ou mecânico, inclusive por processos 
xerográficos de fotocópia e de gravação – sem a permissão expressa e por escrito do CETEB.
DOCUMENTO DE PROPRIEDADE DO CETEB
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Sumário 
unidade 1 – Linguagem, Língua e FaLa
LiNguAgEM _______________________________________________________________________ 5
LíNguA E FALA _____________________________________________________________________ 5
LiNguAgEM VErBAL: o SigNo LiNguíSTiCo ___________________________________________ 6
DiMENSão LiNguíSTiCA: iNDiViDuAL E SoCiAL _________________________________________ 8
unidade 2 – ProceSSo da comunicação
ELEMENToS DA CoMuNiCAção ______________________________________________________ 11
FuNçõES DA LiNguAgEM ___________________________________________________________ 13
NíVEiS DA LiNguAgEM ______________________________________________________________ 15
unidade 3 – novo acordo ortográFico da Língua PortugueSa
ACorDo orTográFiCo DA LíNguA PorTuguESA _______________________________________ 19
unidade 4 – Sintaxe
SiNTAxE DE CoNCorDâNCiA, DE rEgêNCiA E DE CoLoCAção ____________________________ 23
rEgêNCiA _________________________________________________________________________ 29
EMPrEgo DA CrASE _______________________________________________________________ 31
EMPrEgo DoS ProNoMES DEMoNSTrATiVoS ________________________________________ 33
CoLoCAção ProNoMiNAL __________________________________________________________ 35
unidade 5 – diScurSo adminiStrativo
CoMuNiCAção NA rEDAção ADMiNiSTrATiVA _________________________________________ 41
DiSCurSo ADMiNiSTrATiVo CoNTEMPorâNEo ________________________________________ 42
unidade 6 – documento entre emPreSaS
DoCuMENToS ADMiNiSTrATiVoS ____________________________________________________ 49
CArTA EMPrESAriAL ______________________________________________________________ 50
unidade 7 – modaLidadeS adminiStrativaS
MoDALiDADES DE CoMuNiCAção oFiCiAL _____________________________________________ 61
reFerênciaS __________________________________________________________________________ 83
Linguagem, Língua e Fala
Unidade 1
Técnico em Transações Imobiliárias
Objetivos:
•	 Distinguir	linguagem,	língua	e	fala.
•	 Identificar	a	linguagem	verbal	e	o	signo	linguístico.
•	 Compreender	as	variações	linguísticas.
Linguagem
A vida social do homem constitui-se a partir 
da interação que ele estabelece com seus 
semelhantes. Nessa relação, util iza-se a 
linguagem como forma de expressão.
A linguagem consiste na capacidade de o ser 
humano expressar seus estados mentais por 
meio de qualquer sistema organizado de sinais 
(códigos) em busca de comunicação.
os códigos diversos classificam-se em não 
verbais e verbais.
A linguagem não verbal serve-se de códigos 
representados por cores (semáforos), luzes 
(farol do mar, à noite), gestos (acenos), mímicas 
(imitações em geral), desenhos (imagens), 
ícones (talheres para indicar restaurantes), sons 
(música orquestrada), entre outros.
A linguagem verbal serve-se de palavras 
(signos linguísticos), faladas ou escritas, por 
meio das letras do alfabeto, e denomina-se 
língua. É o principal código utilizado pelos 
membros de uma determinada comunidade 
para se comunicarem entre si – código de 
signos convencionais que expressa a realidade 
cultural dessa comunidade, conhecido por ela 
e transmitido para outras gerações.
Língua e FaLa
A língua é uma criação social, um produto 
histórico que evolui, acompanhando o processo 
de desenvolvimento da comunidade que a utiliza: 
português, francês, inglês, italiano, espanhol etc. 
É, portanto, um instrumento de comunicação.
Ao comunicar-se, o homem expressa seus 
pensamentos por meios da língua da sua 
comunidade, de forma pessoal, optando, entre 
várias possibilidades (vocabulário, estruturas 
frasais), por aquelas que melhor lhe convenham 
no momento, realizando um ato de fala.
A fala é, assim, a utilização individual da língua 
com vista à comunicação. É produto da vontade 
e inteligência do falante que a pode modificar, 
segundo seu gosto e sentimentos. um fenômeno 
fonético (composto de sons vocais) que provém 
de uma atividade psicofisiológica do falante.
A representação gráfica da fala é a escrita, nem 
sempre fiel à fala, mas equivalente.
A língua é, assim, um código com estrutura 
própria, comum a todos os membros de uma 
determinada sociedade: um fato social. A fala 
é a realização (sonora ou visual) desse código: 
um ato individual que depende da vontade e da 
inteligência do falante; o uso que uma pessoa faz 
da língua em situação específica.
Principais diferenças entre LÍNGUA E FALA
Língua Fala
Potencial 
Código com estrutura 
própria
Atualizada
realização sonora/
visual desse código
6Unidade 1
Língua Fala
Fato social
Move-se lentamente 
Ato individual
Move-se rapidamente
exercícios
 I – Escreva V (verdadeiro) ou F (falso), considerando 
a veracidade dos conteúdos.
 1. ( ) A linguagem é um sistema de signos 
armazenados em nossa memória, um 
patrimônio extenso à nossa disposição.
 2. ( ) A linguagem é a faculdade própria do 
ser humano para expressar seus estados 
mentais em busca de comunicação.
 3. ( ) o semáforo é um exemplo de linguagem 
não verbal.
 4. ( ) A língua é um sistema de comunicação, 
uma criação social, utilizado pelos membros 
de uma determinada comunidade como o 
principal código de comunicação.
 5. ( ) A l íngua é produto da vontade e da 
inteligência do falante, que a pode modificar, 
segundo o gosto pessoal, seus sentimentos 
e sua condição social.
 6. ( ) A fala possui natureza transitória.
 7. ( ) A língua é um sistema de sinais gráficos 
que permite a comunicação entre os seres 
humanos.
 8. ( ) A fala é a utilização pessoal do código, 
denominado língua; é dinâmica e sofre 
influência de modismos e de outros fatores 
que condicionam a vida do ser humano.
 9. ( ) A comunicação é essencial para manter a 
união entre os seres humanos e garantir-lhes 
a sobrevivência no planeta.
 10. ( ) Cada falante escolhe, na língua, os meios 
de expressão de que necessita para se 
comunicar e confere-lhes natureza sonora, 
produzindo a fala.
 II – Relate uma situação em que as linguagens a 
seguir foram utilizadas.
1. Linguagem não verbal
 
 
 
2. Linguagem verbal 
 
 
 
III – Complete as lacunas, aplicando os conceitos 
estudados.
 os textos da revista Veja são exemplos de linguagem 
___________, porque utilizam um código estruturado, 
denominado ____________________, que é o principal 
código de comunicação da comunidade linguística. Por 
se tratar de um emprego individual da língua, o texto é 
a representação escrita de um ato de _____________.
confira suas respostas
 i – 1(F), 2(V), 3(V), 4(V), 5(F), 6(V), 7(F), 8(V), 9(V), 10(V).
 ii – 1. resposta pessoal. A situação não verbal relatada não 
pode ser representada por palavras faladas ou escritas. 
2. A situação verbal relatada deve ser representada por 
palavras faladas ou escritas.
 iii – ... verbal ... língua ... fala
Linguagem verbaL: 
o Signo LinguíStico 
os signos que constituem a língua são chamados 
de signos linguísticos (palavras), que, 
organizados segundo as regras (gramática) da 
língua, possibilitam às pessoas expressarem 
pensamentos, sentimentos, emoções.
Para que haja comunicação por meio dos signos 
linguísticos, é necessário que o emissor (falante) e 
o receptor (ouvinte) conheçam a forma como esse 
código se organiza para formar frases (gramática) 
e o significado desses signos (semântica).
Signos linguísticos são, portanto, signos que 
constituemo código linguístico e que estão à 
disposição dos falantes para serem atualizados 
em atos de fala, durante a comunicação, por meio 
da linguagem verbal.
o signo linguístico compõe-se de duas partes: 
significante e significado.
•	 o significante é o lado material: sons (fonemas) 
na língua falada e letras (grafemas) na língua 
escrita, combinados de acordo com as regras 
(gramaticais) da língua.
•	 o significado é o lado imaterial: a ideia, o 
conceito existente na mente de cada falante da 
língua (constituindo a semântica da língua) e 
que se evoca quando o significante o transmite.
7Unidade 1
Significante fonemas (/á/ 
/r/ /v/ /o/ /r/ /e/) e letras da 
palavra árvore.
Significado conceito, ideia 
da palavra árvore: vegetal 
lenhoso.
o signo árvore, por exemplo, relaciona-se com 
dois dados da memória: uma imagem acústica, 
correspondente à lembrança de uma sequência 
de sons (significante) e um conceito, um dado 
do conhecimento humano sobre o mundo 
(significado).
o significado dos signos linguísticos é um conjunto 
complexo de informações acumuladas ao longo 
da história das sociedades humanas, ou seja, 
utilizar uma determinada palavra da nossa língua 
é, na verdade, fazer ecoar por meio dela todo um 
processo histórico de formação de conceitos sobre 
a vida e o mundo.
Assim, o significado do signo árvore ultrapassa 
o conceito de “vegetal lenhoso”, pois há valores 
simbólicos e ideológicos que se podem associar 
a esse signo: símbolo da vida, símbolo da 
preservação da mata etc. Há ainda, valores só 
definidos na interlocução: conjunto de sentidos 
que a palavra árvore assume numa conversa 
entre donos de madeireiras sobre a extração de 
mogno etc.
o conhecimento de uma língua abrange não apenas 
a identificação de seus signos, mas também o 
uso adequado de suas regras combinatórias. 
Esse conhecimento constitui o que se costuma 
denominar “competência gramatical” do usuário 
da língua.
Socialmente, a língua é sempre usada na forma 
de textos. A história das sociedades humanas fez 
surgirem, ao longo dos tempos, diversos tipos 
de textos. o conhecimento e o reconhecimento 
desses tipos textuais, bem como a capacidade 
de utilizá-los adequadamente, são fundamentais 
para a participação efetiva na constante interação 
comunicativa da vida social.
os diferentes tipos textuais existem em função 
das muitas necessidades sociais e, lidar com eles 
de forma eficiente, tanto na sua leitura quanto na 
sua produção, constitui a chamada “competência 
textual’’ do usuário da língua.
Há, também, uma profunda e indissociável 
relação entre os textos e as situações concretas 
em que são utilizados pelos interlocutores. Além 
do texto propriamente dito, há, nas situações 
efetivas de interação verbal, todo um contexto 
que atua e participa dos efeitos de sentido que 
se criam. Essas situações de uso efetivo da 
linguagem constituem o chamado discurso – e 
o interlocutor hábil aprende a manejar os dados 
dessas situações a fim de alcançar seus objetivos 
por meio da linguagem. o significado de um texto, 
portanto, abrange a interpretação das relações 
que estabelece com a situação efetiva em que 
é produzido. Nessa interpretação, devem ser 
levados em conta aspectos como o perfil social 
dos interlocutores, o lugar social em que se 
colocam quando interagem, o contexto social e 
histórico da sociedade em que o texto é utilizado, 
os valores ideológicos, as relações do texto 
com outros textos que circulam pela sociedade 
(intertextualidade) e outros elementos.
Assim, torna-se importante um maior conhecimento 
dos elementos constitutivos do código verbal: o 
signo linguístico.
exercícios
 I – Identifique os signos linguísticos que a imagem 
abaixo representa, no código de trânsito, 
indicando seus componentes:
Signos linguísticos: /
Significantes:
Componentes:
Significados: 
8Unidade 1
 II – Observe atentamente a situação apresentada nos 
quadrinhos e responda: de que forma o que nela 
ocorre nos permite concluir que a linguagem é um 
meio de ação de um interlocutor sobre o outro?
 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
III – Comente situações vivenciadas em que o 
desconhecimento exato do código linguístico o 
tenha deixado em situação constrangedora.
 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
IV – Conceitue os seguintes termos:
 Competência gramatical:
 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 Competência textual:
 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
confira suas respostas
i – área escolar
Significantes: /á/ /r/ /e/ /a/ – /e/ /s/ /c/ /o/ /l/ /a/r/
Significados: advertência sobre a existência de 
escola na área; cuidado redobrado.
 ii – Você deve ter observado que, para provar o falso 
diagnóstico do paciente, o médico utilizou uma técnica 
eficaz, ou seja, comprovou a ação de um interlocutor 
sobre outro por meio da linguagem.
 iii – resposta pessoal.
 iV – Competência gramatical: conhecer os signos de uma 
língua e o uso adequado de suas regras combinatórias.
 Competência textual: lidar com os diferentes tipos 
textuais de forma eficiente, tanto na sua leitura quanto 
na sua produção.
dimenSão LinguíStica: 
individuaL e SociaL
A língua é um patrimônio social, um verdadeiro 
“contrato” que os indivíduos de um grupo 
estabelecem.
individualmente, cada pessoa pode utilizar a 
língua de seu grupo social de uma maneira 
particular, que, em alguns casos, configura um 
estilo personalizado. Mas, por mais original e 
criativa que seja, a expressão oral e escrita acaba 
contida no conjunto mais amplo que norteia a 
Língua Portuguesa.
refletir sobre as formas e os usos da Língua 
Portuguesa deve ser um processo contínuo em 
nossa vida. A principal finalidade desse processo 
é aumentar a eficiência na produção e na 
interpretação dos textos falados e escritos com 
que se organiza a interação verbal na sociabilidade.
Conhecer bem a língua em que se vive e pensa 
é investir no ser humano que se é – individual e 
socialmente falando. É aprender a usar a variante 
mais apropriada à situação de interação verbal 
que se está vivendo.
Falar ou escrever implica observar diferenças 
na elaboração dos textos. A tal ponto chegarão 
essas variações que se pode considerar que a 
língua tem duas modalidades diferentes: a língua 
9Unidade 1
falada e a língua escrita. Essas modalidades 
atendem a necessidades diferentes da vida social 
e, por isso, devemos conhecê-las bem, a fim de 
lidar com elas satisfatoriamente.
Alguns fatores são responsáveis por essas 
variações: geográficas, sociais, profissionais e 
situacionais.
•	 Fatores	geográficos
Há variações entre as formas que a Língua 
Portuguesa assume nas diferentes regiões 
em que é falada. Essas variações regionais 
constituem os falares e os dialetos. Não há 
motivo linguístico algum para que se considere 
qualquer uma dessas formas inferior ou 
superior às outras.
•	 Fatores	sociais
o português empregado pelas pessoas que 
têm acesso à escola e aos meios de instrução 
formal difere do português empregado pelas 
pessoas privadas de escolaridade. Cria-se, 
dessa maneira, uma modalidade de língua – a 
norma culta (língua-padrão), cujos modelos 
costumam combinar formas utilizadas por 
escritores considerados clássicos com outras 
codificadas em gramáticas prescritivas. A 
norma culta deve ser adquirida durante a vida 
escolar e seu domínio é solicitado como forma 
de ascensãoprofissional e social.
•	 Fatores	profissionais
o exercício de certas profissões requer domínio 
de termos específicos. Essas variantes têm 
seu uso praticamente restrito ao intercâmbio 
técnico de especialistas.
•	 Fatores	situacionais
uma pessoa deve conhecer e empregar 
apropriadamente as variações da língua em 
situações formais (como um discurso para uma 
solenidade) e informais (como uma conversa 
descontraída entre amigos). Em cada uma 
dessas oportunidades, empregamos formas de 
língua diferentes, procurando adequar nosso 
nível vocabular, sintático e textual ao ambiente 
linguístico em que nos encontramos.
A língua, então, admite inumeráveis possibilidades 
de atos de fala em sua concretização, em seu 
registro, correspondentes à variação no uso da 
língua por parte do falante, conforme a situação 
social, cultural ou regional.
exercícios
 I – Justifique a seguinte afirmação.
 A língua é um conceito amplo e elástico, capaz de 
abarcar todas as manifestações linguísticas, individual 
e coletiva.
 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________
 II – Caracterize as formas de língua solicitadas. 
 1. Língua falada
 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
 2. Língua escrita
 
 _____________________________________________ 
 _____________________________________________ 
III – Re lac ione adequadamente os fatores 
responsáveis pelas variações linguísticas.
A – Fatores geográficos C – Fatores profissionais
B – Fatores sociais D – Fatores situacionais
 ( ) Emprego de variações linguísticas de acordo com 
contextos específicos.
 ( ) Formas variantes que a língua apresenta nas 
diferentes regiões brasileiras.
 ( ) Linguagem com termos restritos ao intercâmbio 
técnico de especialistas.
 ( ) Modalidades de língua empregadas conforme a 
escolaridade das pessoas.
confira suas respostas
 i – resposta pessoal. observe se o seu pensamento está 
coerente com os conceitos estudados.
 ii – resposta pessoal. Compare seus exemplos com os 
conceitos estudados.
 iii – Sequência correta dos fatores relacionados: (D), (A), 
(C), (B).
Processo da Comunicação
Unidade 2
Técnico em Transações Imobiliárias
Objetivo:
•	 Reconhecer	a	importância	dos	elementos	de	
comunicação	para	uma	interação	satisfatória.
eLementoS da comunicação
A comunicação sempre foi uma necessidade do 
homem. Comunicando-se, ele pôde trocar ideias 
e experiências com outros membros de seu grupo, 
o que foi decisivo para a perpetuação da espécie 
e dos conhecimentos.
As comunicações administrativas, por exemplo, 
formam um sistema de informação estabelecido para 
favorecer aqueles que trabalham em organizações.
Essas organizações se tornam viáveis quando 
possuem meios apropriados para adquirir 
informações a respeito de si mesmas e subsistem 
quando há comunicação interna e externa bem 
estabelecida. Seus objetivos são cumpridos 
à medida que os processos eficientes de 
comunicação as impulsionam na direção do que 
foi previamente planejado.
Elemento indispensável a toda comunicação, a 
informação é o conteúdo de uma mensagem 
emitida ou recebida. É o ato de noticiar algo a 
alguém; dar parecer sobre alguma coisa; conceber 
por meio de dados. Vale lembrar que, enquanto 
o dado é uma mensagem sem avaliação, a 
informação é um dado avaliado para uma situação 
específica. Daí se afirmar que o desempenho 
de uma organização depende, também, da 
capacidade de seu sistema de informação em 
transformar dados sensoriais em unidades de 
informação consumíveis e processáveis.
A informação, portanto, é imprescindível ao 
administrador como base para atingir metas 
e para que possa descobrir e definir áreas 
problemáticas que impedem a organização de 
atingir seus objetivos. É por meio dela, também, 
que são avaliados desempenhos individuais e 
coletivos, uma vez que a eficiência do trabalho 
em grupo depende de informações propiciadoras 
de ajustamentos necessários.
Processo de concatenação ou sucessão de 
fenômenos, de estados ou de mudanças, a 
comunicação não pode ser atribuída a um único 
fator, pois no seu processo intervêm vários 
elementos básicos, entre eles emissor, receptor, 
mensagem, código, canal, referente.
Emissor ou codificador é aquele que, em certo 
momento, emite mensagem elaborada de acordo 
com código e regras determinados, para um 
receptor ou destinatário, tendo em vista produzir 
reação sobre outrem.
Receptor ou decodificador é aquele a quem 
se dirige a mensagem; aquele que a recebe e 
a decodifica. Em decorrência, recomenda-se o 
uso de código fechado, de vocabulário preciso, 
comum a emissor e a receptor, e simplicidade na 
estruturação fraseológica.
Para que a mensagem possa afetar o receptor, 
é necessário coerência entre mensagem e 
comportamento do emissor, credibilidade quanto 
ao valor das fontes e dos meios, aceitabilidade e 
compreensibilidade.
Mensagem é sinônimo de conteúdo, aquilo que 
é dito num texto, num discurso; o que passa de 
significativo na comunicação entre emissor e 
receptor. É a unidade básica da comunicação, 
porque gera reações e comportamentos.
12Unidade 2
Código é um conjunto de signos relacionados de 
tal modo que formam e transmitem mensagens; 
um conjunto de regras necessárias para a 
efetivação da comunicação.
Canal é o suporte material que possibilita veicular 
a mensagem ao receptor, através do espaço e do 
tempo.
As informações chegam ao receptor de vários 
modos: face a face, por cartas, por telefonemas, 
por jornais, por revistas, por e-mails e, ainda, por 
outros meios. A escolha de um canal inadequado 
influencia negativamente a mensagem que se 
quer transmitir e, consequentemente, corre-se 
o risco de não se atingir os objetivos almejados.
Além desses elementos, outros são de grande valia 
para um melhor entendimento da comunicação: 
referente, contexto, feedback, repertório.
Referente é o elemento que dá origem à 
mensagem; inicia o ciclo da comunicação. É um 
dado da realidade que constituirá a mensagem.
Contexto consiste no desenvolv imento 
circunstancial em que a mensagem é transmitida; 
envolve a(s) situação(ões) em que a mensagem 
ocorre. Dele depende o sentido das palavras, 
visto que a palavra só realiza (atualiza) sua 
potencialidade em um determinado contexto.
Feedback é um processo mediante o qual 
se controla o resultado do desempenho de 
uma mensagem sobre o receptor. Possibilita o 
prosseguimento do fluxo de mensagens e auxilia 
a fonte a examinar os resultados obtidos na 
transmissão da mensagem, em relação a seus 
objetivos iniciais.
Repertório é o conjunto dos elementos que 
possuem significação; um conjunto de signos 
conhecidos ou assimilados por um indivíduo; uma 
espécie de reservatório ou estoque de experiências 
indispensável para que uma mensagem, codificada 
por um emissor, possa ser melhor compreendida 
pelo receptor.
Para transmitir informações novas de maneira 
eficaz, ou seja, ampliar o repertório do seu público, 
o emissor deve trabalhar com uma medida 
adequada de redundância, diminuindo, portanto, 
a entropia, mas aumentando a possibilidade de 
compreensão de sua mensagem.
Redundância é o elemento utilizado numa 
mensagem para reduzir os riscos de ruído. É a 
informação que se transmite adicionalmente 
para proporcionar compreensão. É a reiteração 
de determinadas frases, de explicações, de 
esclarecimentos adicionais. É desejável, porém, que 
a redundância não se transforme em aborrecimento 
e em falta de cuidado com a linguagem.
A recepção de uma mensagem fica facilitada 
quando a própria sintaxe contribui com a 
introdução de redundância. Assim, a redundância 
tem o papel de destaque na comunicação, pois 
dá estrutura ao sistema comunicativo.
Nas organizações, ocorrem situações de redundância 
a todo instante: envia-se correspondência, 
telefona-se em seguida, torna-se a confirmar por 
e-mail ou outro canal. Às vezes, comunica-sea 
viagem do executivo, faz-se a reserva de hotel 
por e-mail, confirma-se a reserva por telefone e, 
por fim, telefona-se, novamente, comunicando a 
hora da chegada. Cuidado! redundância não se 
confunde com pura repetição.
Todo sistema de comunicação está sujeito a erros 
ou a falhas denominados ruídos. A ocorrência 
desses distúrbios inviabiliza a comunicação, ou 
seja, distorce a informação pretendida.
É importante ressaltar que, no contexto da 
comunicação, uma única função não se apresenta 
como exclusiva, mas, sim, como predominante, 
considerando o objetivo do emissor ao se manifestar.
Vejamos, na carta transcrita a seguir, como se dá 
esse processo comunicativo.
São	Paulo,	___	de	________	de______.	
Dr.	Ricardo	França	Pereira
Companhia	Coringa	Ltda.
Prezado	Senhor,
Oferecemos	 a	 V.Sa.,	 nossos	 serviços	
profissionais	de	Administração	de	Imóveis,	
visando	a	auxiliá-lo	em	todas	as	etapas	da	
administração	do	seu	bem.	Nosso	trabalho	
consiste	das	seguintes	etapas:
–	Assessoria	Administrativa;
–	Assessoria	Jurídica	especializada;
–	Avaliação	do	imóvel	gratuita;
13Unidade 2
–	Vistoria	anual;
–	Atendimento	Personalizado;
–	Contato	 direto	 por	 linha	 telefônica	
exclusiva;
–	Relatórios	mensais	sobre	a	locação;
–	Cadastro	 de	 Prestadores	 de	 Serviços	 e	
Parcerias.
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profissionais	 formados	 em	 Transações	
Imobiliárias	 pelo	 Ceteb	 e	 capacitados	 a	
atendê-lo	com	agilidade	e	eficiência.
Atenciosamente,
Humberto	de	Alencar	Bastos
Diretor	Comercial/CRECI	no________
Vamos à identificação dos elementos básicos.
• Emissor: Humberto de Alencar Bastos
• referente: o oferecimento de prestação de 
serviços de Administração imobiliária
• Código: Verbal, a Língua Portuguesa
• Mensagem: Toda a informação a respeito do 
referente
• Canal: A escrita (carta)
•	 receptor: Dr. ricardo França Pereira – 
Companhia Coringa Ltda.
exercícios
 I – Reconheça os elementos da comunicação 
solicitados na situação apresentada.
Vladimir decide comprar um imóvel. Procura uma 
imobiliária e esta lhe sugere, depois de conhecer 
os interesses do cliente, um imóvel na planta.
o corretor convida Vladimir para uma visita ao 
lançamento do residencial “Anjos”.
Encantado, Vladimir fecha o negócio à vista.
 1. Emissor: ________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 2. referente: _______________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 3. Código: _________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 4. Mensagem: ______________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 5. Canal: __________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 6. receptor: _______________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
confira suas respostas
i – 1. Vladimir
 2. intenção de compra.
 3. Verbal, a Língua Portuguesa
 4. Diálogo ocorrido entre o cliente e o corretor.
 5. A fala (voz)
 6. Corretor
FunçõeS da Linguagem
Há diversos portadores de textos que se prestam 
à realização da comunicação: receitas; regras; 
jornais; telegramas; rótulos; bilhetes; símbolos; 
músicas; propagandas; cartões; apostilas; lendas; 
gráficos; convites; e-mails; anúncios; dicionários; 
quadros; telegramas; gibis; almanaques; livros; 
extratos bancários; notas fiscais; módulos; avisos; 
catálogos; tabelas; cartas; esquemas; bulas; 
tabelas; boletos; revistas; contas: água, luz, 
telefone; tabelas; manuais; mapas; documentos; 
folhetos; quadros. Mas cada um deles tem o seu 
uso em função de uma situação. Têm-se, então, as 
chamadas funções da linguagem, que, de acordo 
com seu referente, expressam seus objetivos.
A função emotiva ou expressiva reflete os 
estados mentais ou emocionais do emissor. É 
centrada no “eu”.
Exemplo.
Dentro	da	noite,	com	o	silêncio	em	torno	de	
mim,	deitado,	sem	sono,	sou	um	rio,	um	rio	
que	parou,	um	rio	escondido	na	sombra	de	
velhas	árvores,	um	rio	irmão	de	alguns	que	
vi	em	Minas	e	que	tiveram	ouro	no	fundo.	
Na	 água	 imóvel,	 as	 imagens	 da	 vida	 se	
debruçam.	(álvaro Moreyra)
A função referencial, denotativa ou cognitiva 
refere-se a informações e a fatos do cotidiano. 
14Unidade 2
É centrada no referente ou no assunto a ser 
transmitido.
Exemplo.
A	expansão	do	mercado	imobiliário	torna	
a	 corretagem	 de	 imóveis	 uma	 opção	
de	 ganho	 de	 capital	 rápido.	 Por	 isso,	 a	
profissão	de	Corretor	de	Imóveis	cresce	a	
cada	dia	e,	na	mesma	proporção,	aumenta	
também	o	nível	de	exigência	por	parte	dos	
clientes	que	buscam	neste	profissional	um	
consultor	que	possa	assessorá-lo	em	todas	
as	 fases	 da	 comercialização	 do	 imóvel.	
(Primeira	Edição).
A função poética tem por objetivo trabalhar 
o conteúdo de forma artística. É centrada na 
mensagem.
Exemplo.
“Eu	não	tinha	este	rosto	de	hoje
assim	calmo,	assim	triste,	assim	magro,
nem	estes	olhos	tão	vazios,
nem	o	lábio	amargo.”	 (Cecília Meireles)
A função fática estabelece a comunicação por 
meio de recursos linguísticos orais, que visam a 
iniciar, a prorrogar e a finalizar o contato entre 
emissor e receptor, além de testar o funcionamento 
do canal. É centrada no canal.
Exemplo.
Gerente:	 –	 Olá!	 Que	 bom	 vê-lo	 por	 aqui!	
Precisava	mesmo	falar	com	você.
Corretor:	–	Ah!	Meu	querido,	diga.
Gerente:	 –	 Então,	 como	 estão	 as	 vendas	
por	lá?
Corretor:	 –	 Tudo	 bem,	 sem	 muitas	
novidades...
Gerente:	–	Não	se	esqueça	de	que	este	mês	
precisamos	bater	nossa	meta.
Corretor:	 –	 Ah!	É	 verdade,	 precisamos	de	
uma	nova	estratégia	de	vendas.
Gerente:	–	Sim?	E	qual	é	sua	sugestão?
Corretor:	–	Não,	eu	não	tenho	sugestões.	
Ideia	é	trabalho	para	o	marketing.
A função metalinguística utiliza os recursos 
gráficos da língua para explicar a própria língua. 
É centrada no código.
Exemplo.
Vaidade:	desejo	imoderado	que	leva	pessoas	
a	se	enfeitarem	para	seu	próprio	prazer	ou	
para	atrair	admiração.
A função apelativa ou conativa tem por finalidade 
persuadir o leitor. É centrada no receptor.
Exemplo.
Faça	 o	 seguro	 do	 imóvel	 e	 leve	 grátis	 a	
equipe	de	manutenção.	
exercícios
 Identifique a função dominante no texto apresentado 
e justifique sua resposta.
 “Família com renda até R$ 4.900 já pode financiar 
casa mais cara
 (Folha.com) – 3/3/11
 os novos limites para financiamento de imóveis dentro 
das regras do FgTS (Fundo de garantia por Tempo de 
Serviço) começaram a valer nesta quinta-feira. Com 
isso, sobe também o teto dos imóveis enquadrados no 
programa Minha Casa, Minha Vida.
 A Caixa Econômica Federal informou que já trabalha 
com os novos valores para avaliação de imóveis.
 A renda familiar máxima para enquadramento 
nos financiamentos é de r$ 4.900 para regiões 
metropolitanas de SP, rJ, DF e demais capitais. o 
mesmo limite passa a ser utilizado também para os 
municípios com população igual ou superior a 250 mil 
habitantes. Nas demais regiões do país, o valor é de 
r$ 3.900.
 A justificativa para o aumento do teto é proporcionar 
a equivalência aos valores praticados no mercado 
imobiliário e pretende cobrir o deficit na habitação 
popular. Desde 2007 não havia reajuste desses valores.
 No início de fevereiro, o Conselho Curador do FgTS já 
havia anunciado a elevação no valor dos imóveis que 
podem ser financiados com recursos do fundo e que 
passou a valer agora.
 NoVoS VALorES
 o teto para imóveis localizados nas regiões metropolitanas 
de São Paulo, rio de Janeiro e Distrito Federal passou 
de r$ 130 mil para r$ 170 mil. Nas demais capitais 
e municípios com população superior a 1 milhão, foi 
elevado de r$ 130 mil para r$ 150 mil.
 Para municípios com população a partir de 250 mil 
habitantes ou integrantes deregiões metropolitanas, o 
valor máximo passará de r$ 100 mil para r$ 130 mil.
 Municípios com população igual ou superior a 50 mil 
e abaixo de 250 mil habitantes, de r$ 80 mil para r$ 
100 mil. Para os demais municípios, o valor segue em 
r$ 80 mil.”
15Unidade 2
1. Função:____________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
2. Justificativa: ________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
confira suas respostas
 1. referencial
 2. o texto acima exemplifica a função referencial, 
denotativa ou informativa da linguagem, em que 
predomina a informação do fato real, do acontecimento. 
Ao transmitir a realidade exterior, o emissor o faz 
objetivamente, sem expressar suas ideias, emitir 
opiniões ou manifestar emoções sobre o fato. Sua meta 
é informar, por meio de uma linguagem clara e precisa. 
Essa função é característica dos textos científicos, 
didáticos e jornalísticos.
níveiS da Linguagem
Para efetivar a comunicação, o ser humano 
utilizou-se de sinais (signos) por meio dos quais 
buscou exteriorizar sentimentos e pensamentos 
em todas as situações de vida.
os signos utilizados na comunicação fazem parte 
de sistemas organizados denominados códigos, 
que podem ser expressos com ou sem palavras. 
As comunicações realizadas por meio de palavras 
orais ou escritas exemplificam a linguagem verbal. 
o código utilizado pelos surdos, o código Morse 
e o código empregado na sinalização de trânsito 
são exemplos de linguagem não verbal.
A língua é o principal código da comunicação 
verbal. É o sistema mais completo e natural 
empregado na comunicação humana, por ser um 
conjunto de signos convencionais pertencente a 
todos os indivíduos de uma mesma comunidade. 
Trata-se, portanto, de um sistema normatizado, 
de caráter social. 
De acordo com o uso que se faz das palavras, 
surgem vários níveis ou registros de linguagem.
As pessoas menos favorecidas da sociedade, 
sem oportunidade de instrução escolar, falam, 
em geral, a linguagem popular. Essa linguagem 
caracteriza-se por uma estrutura sintática pobre, 
por vocabulário reduzido e por “desvios” da norma, 
tanto de ordem fonética, morfológica quanto 
sintática.
Exemplo.
“Tivemu	 qui	 verificá	 os	 documentu.	 Tava	
tudu	im	ordi.”
A linguagem coloquial é empregada na 
comunicação, principalmente, falada. Caracteriza-se 
por ser uma manifestação espontânea do falante 
e, ao mesmo tempo, por demonstrar um certo 
grau de escolaridade por parte deste.
Exemplo.
“Me	contaram	que	você	está	 trabalhando	
naquela	empresa	famosa.”
A linguagem regional é uma variação da 
linguagem coloquial, utilizada de forma particular 
em diferentes regiões do país.
Exemplo de linguagem utilizada na região do 
Nordeste. 
“Ó	xente!	hoje	tem	bolo	de	macaxeira.”
A linguagem técnica é utilizada pelas pessoas 
em situações específicas e está relacionada a 
grupos profissionais. Assim, no exercício de suas 
profissões, advogados, médicos, engenheiros, 
arquitetos, biólogos e outros possuem uma 
linguagem particular, conhecida, também, por 
jargão profissional.
Exemplo de jargão médico.
Na	 anamnese	 aplicada	 ao	 paciente	 da	
empresa,	 constatou-se	 ocorrência	 de	
cefaleia	constante,	o	que	exigiu	o	recurso	
da	 tomografia	 computadorizada	 para	 a	
detecção	do	tumor	encefálico	e	a	prescrição	
de	imediata	cirurgia	extirpatória.
A linguagem literária é o mais alto nível de 
linguagem. É utilizada pelos “artistas da palavra” 
(escritores e outros). As palavras passam a significar 
muito mais do que o sentido dicionarizado; são 
exploradas nas suas conotações, nos seus campos 
semânticos. A sintaxe é sofisticada. Há liberdade 
de violar, conscientemente, certos preceitos 
gramaticais, para extrair maior expressividade.
16Unidade 2
Exemplo.
“Era	por	uma	dessas	noites	vagarosas	do	
inverno	em	que	o	brilho	do	céu	sem	lua	é	
vivo	e	trêmulo;	em	que	o	gemer	das	selvas	
é	profundo	e	longo;	em	que	a	soledade	das	
praias	e	ribas	fragosas	do	oceano	é	absoluta	
e	tétrica...”	(A. Herculano)
Ao contrário da linguagem popular, a linguagem 
padrão ou culta é a das pessoas instruídas. 
Caracteriza-se pela observância às normas 
gramaticais, pela utilização de vocabulário rico e 
selecionado, pela adoção de sintaxe elaborada.
A linguagem padrão ou culta pode ser formal, 
empregada em situações formais, cerimoniosas, 
como, por exemplo, em correspondências oficiais, 
empresariais, cerimoniais literários, conferências, 
discursos, atos governamentais, ou informal, 
empregada em situações pouco formais, mas 
em que a norma culta deve ser utilizada, como, 
por exemplo, nas escolas, pelos educadores, 
em ambientes de trabalho, no atendimento ao 
público, em comunicações e noticiários de jornais 
e televisão, em reuniões sociais.
Exemplos.
Formal	–	“Todos	os	homens	nascem	livres	e	
iguais	em	dignidade	e	direitos.	São	dotados	
de	 razão	 e	 consciência	 e	 devem	 agir	 em	
relação	 uns	 aos	 outros	 com	 espírito	 de	
fraternidade.”
(Declaração universal dos Direitos 
Humanos, art. 1o)
informal	 –	 Explosão	 de	 violência	 urbana	
afasta	 jovens	 das	 ruas,	 cria	 geração	
enclausurada	e	obriga	instituições	de	ensino	
a	 investir	 tanto	em	segurança	quanto	em	
ações	de	cidadania.
(revista Educação)
A competência linguística está diretamente 
relacionada ao domínio da língua e ao bom uso 
que se faz de suas variantes.
Apesar de a língua ser a mesma, é preciso fazer 
uma distinção entre a modalidade falada e a 
escrita. Esta apresenta um vocabulário mais rico 
e variado, segue as regras ditadas pela gramática 
e possui uma sintaxe bem elaborada. Pela 
possibilidade que oferece de ser relida, repensada 
e corrigida, exige maior grau de formalidade, de 
exatidão e de correção. 
exercícios
 Reconheça os níveis de linguagem apresentados.
1. o homem vive atualmente um momento difícil, 
criado pela inversão de valores.
 ____________________________________________
____________________________________________
2. uma das diferenças fundamentais entre o álcool e o 
fenol é que somente o fenol é capaz de sofrer uma 
dissociação iônica em solução aquosa, exibindo o 
seu caráter ácido.
 ____________________________________________
___________________________________________
3. Alô, Pedro?
 Me parece que já seguiram os livros que você me 
pediu. Queira confirmar, tá? Tudo bem com você? 
um abraço.
 ____________________________________________
___________________________________________
4. A luz do sol bate na lua...
 bate na lua, cai no mar...
 do mar ascende à face tua,
 Vem luzir em teu olhar...
(Manuel Bandeira)
 ____________________________________________
___________________________________________
5. Nóis tava tudu vortandu da escola, quandu us 
sordadus introu na favela pra prutegê a gente.
 ____________________________________________
___________________________________________
6. oh, tchê, manda logo o piá trazer-me o chimarrão, 
com água bem quente e a erva para fazer o mate.
 ____________________________________________
___________________________________________
7. A maioria dos economistas concorda que a 
estabilidade, como a proporcionada pelo Plano real 
e pelo ajuste nas contas do governo, é, em si, um 
bem para as camadas menos favorecidas.
 ____________________________________________
___________________________________________
8. os exames ultrassonográficos da cavidade pélvica 
da paciente revelam crescimento anormal de tecido 
heterogêneo no ovário esquerdo, exigindo imediata 
pesquisa laparoscópica.
 ____________________________________________
___________________________________________
17Unidade 1
9. Sua excelência, o Presidente da república, acaba de 
adentrar o recinto, onde fará o discurso de abertura 
do Encontro	de	Diretores	da	Rede	de	Ensino	Público	
Brasileira.
 ____________________________________________
 ___________________________________________
confira suas respostas1. Linguagem culta ou padrão;
2. Linguagem técnica;
3. Linguagem coloquial;
4. Linguagem literária;
5. Linguagem popular;
6. Linguagem regional;
7. Linguagem culta ou padrão;
8. Linguagem técnica;
9. Linguagem culta ou padrão.
Novo Acordo ortográfico da Língua Portuguesa
Unidade 3
Técnico em Transações Imobiliárias
Objetivo:
•	 Conhecer	as	mudanças	ocorridas	no	vocabulário	
da	Língua	Portuguesa.
acordo ortográFico 
da Língua PortugueSa
o Novo Acordo ortográfico da Língua Portuguesa 
é um documento internacional entre os países 
lusófonos. Foi assinado por representantes oficiais 
de Angola, Brasil, Cabo Verde, guiné-Bissau, 
Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, em 
Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, ao fim de 
uma negociação entre a Academia de Ciências de 
Lisboa e a Academia Brasileira de Letras, iniciada 
em 1980. Timor-Leste aderiu ao Acordo em 2004.
o Acordo visa à padronização e à simplificação 
do sistema ortográfico. Vários aspectos foram 
fundamentais para a reforma, entre eles a 
existência de duas ortografias oficiais ser 
prejudicial ao idioma em um mundo globalizado. A 
padronização unificará a expressão da Língua em 
termos científicos e jurídicos, internacionalmente, 
no estudo do idioma por instituições educacionais 
em todos os continentes, na linguagem de trabalho 
por organismos internacionais. Além disso, o 
governo brasileiro e o português esperam que 
o idioma, finalmente, torne-se uma das línguas 
oficiais da organização das Nações unidas (oNu).
Novo Acordo Ortográfico da Língua 
Portuguesa
Alfabeto
Nova Regra Exemplos
o alfabeto é agora 
formado por 26 
letras. As letras k, w e 
y foram reintroduzidas 
no alfabeto.
Essas letras serão usadas 
em siglas, símbolos, 
nomes próprios, palavras 
estrangeiras e seus 
derivados. Exemplos: km, 
watt, Byron, byroniano.
Trema
Nova Regra Exemplos
Não existe mais o 
trema em Língua 
Portuguesa. Apenas 
em casos de nomes 
próprios e seus 
derivados. Por 
exemplo: Müller, 
mülleriano.
Aguentar, consequência, 
cinquenta, quinquênio, 
frequência, frequente, 
eloquência, eloquente, 
arguição, delinquir, 
pinguim, tranquilo, 
linguiça.
Acentuação
Nova Regra Exemplos
Ditongos abertos 
(ei, oi) não são mais 
acentuados em 
palavras paroxítonas.
Assembleia, plateia, ideia, 
colmeia, boleia, panaceia, 
Coreia, hebreia, boia, 
paranoia, jiboia, apoio, 
heroico, paranoico.
obs.: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas e 
monossílabas o acento continua: herói, constrói, 
dói, anéis, papéis.
20Unidade 3
Acentuação
Nova Regra Exemplos
o hiato “oo” não é 
mais acentuado.
o hiato “ee” não é 
mais acentuado.
Enjoo, voo, coroo, perdoo, 
coo, moo, abençoo, povoo.
Creem, deem, leem, veem, 
descreem, releem, reveem.
Não existe mais o 
acento diferencial em 
palavras homógrafas.
Para (verbo e preposição), 
pela (substantivo e 
verbo), pelo (substantivo), 
pera (substantivo), polo 
(substantivo).
obs.: o acento diferencial ainda permanece no 
verbo “poder” (3a pessoa do Pretérito Perfeito do 
indicativo – “pôde”) e no verbo “pôr” para diferenciar 
da preposição “por”.
Não se acentua mais 
a letra “u” nas formas 
verbais rizotônicas, 
quando precedido de “g” 
ou “q” e antes de “e” ou 
“i” (gue, que, gui, qui).
Argui, apazigue, averigue, 
enxague, enxaguemos, 
oblique.
Não se acentua mais 
“i” e “u” tônicos em 
paroxítonas quando 
precedidos de 
ditongo.
Baiuca, boiuna, cheiinho, 
saiinha, feiura, feiume.
É facultativo o uso 
do acento circunflexo 
para diferenciar as 
palavras forma/fôrma
Ex.: Qual é a forma da 
fôrma do bolo?
Hífen
Nova Regra Exemplos
o hífen não é mais 
utilizado em palavras 
formadas de prefixos 
(ou falsos prefixos) 
terminados em vogal 
+ palavras iniciadas 
por “r” ou “s”, sendo 
que estas devem ser 
dobradas.
Antessala, antessacristia, 
autorretrato, 
antissocial, antirrugas, 
arquirromântico, 
arquirrivalidade, 
autorregulamentção,
contrassenha, 
extrarregimento,
extrassístole, extrasseco, 
infrassom, infrarrenal, 
ultrarromântico,
ultrassonografia,
suprarrenal, 
suprassensível.
obs.: Em prefixos terminados por “r”, permanece 
o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela 
mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper- 
-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, 
super-racional, super-realista, super-resistente etc.
Hífen
Nova Regra Exemplos
o hífen não é mais 
utilizado em palavras 
formadas de prefixos 
(ou falsos prefixos) 
terminados em vogal 
+ palavras iniciadas 
por outra vogal.
Autoafirmação, autoajuda, 
autoaprendiagem, 
autoescola, autoestrada, 
autoinstrução, 
contraexemplo, 
contraindicação, 
contraordem, extraescolar, 
extraoficial, infraestrutura, 
intraocular, intrauterino, 
neoexpressionista, 
neoimperialista, 
semiaberto, 
semiautomático, 
semiárido, 
semiembrigado, 
semiobscuridade, 
supraocular, ultraelevado.
obs.: 1: Esta nova regra vai uniformizar algumas 
exceções já ex istentes antes: ant iaéreo, 
antiamericano, socioeconômico etc.
obs.: 2: Esta regra não se encaixa quando a palavra 
seguinte iniciar por “h”: anti-herói, anti-higiênico, 
extra-humano, semi-herbáceo etc.
Nova Regra Exemplos
utiliza-se hífen 
quando a palavra 
é formada por um 
prefixo (ou falso 
prefixo) terminado 
em vogal + palavra 
iniciada pela mesma 
vogal.
Anti-ibérico, 
anti-inflamatório, 
anti-infracionário, 
anti-imperialista, a
arqui-inimigo, 
arqui-irmandade, 
micro-ondas, 
micro-ônibus, 
micro-orgânico.
obs.: 1: Esta regra foi alterada por conta da regra 
anterior: prefixo terminado com vogal + palavra 
inciada com vogal diferente = não tem hífen; prefixo 
terminada com vogal + palavra iniciada com mesma 
vogal = com hífen.
obs.: 2: uma exceção é o prefixo “co”. Mesmo se 
a outra palavra inicia-se com a vogal “o”, Não se 
utiliza hífen.
obs.: 3: Com os prefixos “pre” e “re” não se utiliza hífen.
21Unidade 3
Hífen
Nova Regra Exemplos
Não se usa mais 
hífen em compostos 
que, pelo uso, 
perdeu a noção de 
composição.
girassol, mandachuva, 
paraquedas, paraquedista, 
pontapé.
obs.: o uso do hífen permanece em palavras 
compostas que não contêm elemento de ligação 
e constitui unidade sintagmática e semântica, 
mantendo o acento próprio, bem como naquelas 
que designam espécies botânicas e zoológicas: 
ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, 
guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, 
beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, 
bem-te-vi etc.
Nova Regra Exemplos
usa-se o hífen na 
formação de palavra 
com “ab”, “ob” e “ad” 
diante de palavras 
começada por “b”, 
“d” e “r”.
ad-digital,
ad-renal,
ob-rogar,
ab-rogar etc.
Observações Gerais
O uso do hífen 
permanece Exemplos
Em palavras formadas 
por prefixos “ex”, 
“vice”, “soto”.
ex-marido, 
vice-presidente, 
soto-mestre.
Em palavras formadas 
por prefixos “circum” 
e “pan” + palavras 
iniciadas em vogal, M 
ou N.
Pan-americano, 
circum-navegação.
Em palavras formadas 
com prefixos “pré”, 
“pró” e “pós” + 
palavras que tem 
significado próprio.
pré-natal, 
pró-desarmamento, 
pós-graduação.
Em palavras formadas 
pelas palavras “além”, 
“aquém”, “recém”, 
“sem”.
além-mar, além-fronteiras, 
aquém-oceano, 
recém-nascidos, 
recém-casados, 
sem-número, sem-teto.
Observações Gerais
Não existe 
mais hífen
Exemplos Exceções
Em locuções de 
qualquer tipo 
(substantivas, 
adjetivas, 
pronominais, 
verbais, 
adverbiais, 
prepositivas ou 
conjuncionais).
Cão de 
guarda, fim 
de semana, 
café com 
leite, pão de 
mel, sala de 
jantar, cartão 
de visita, cor 
de vinho, 
à vontade, 
abaixo de, 
acerca de etc.
água-de-colônia, 
arco-da-velha, 
cor-de-rosa, 
mais-que-perfeito, 
pé-de-meia,
ao-deus-dará,
à-queima-roupa 
etc.
Nova Regra Exemplos
Não se usa o hífen na 
formação de palavras com 
“não” e “quase”.
não agressão, quase 
delito etc.
Com “mal”, usa-se hífen 
quando a palavra seguinte 
começar por “vogal”, “h” 
e “l”.
mal-entendido,
mal-humorado,
mal-limpo etc.
usa-se o hífen no prefixo 
sub quando for seguido 
de “b” ou “r”.
subárea, sub-base, 
sub-região.Atenção! Para clareza gráfica, se, no final da 
linha, a partição de uma palavra ou combinação 
de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser 
repetido na linha seguinte. 
Exemplo: o professor recebeu com alegria os ex-
-alunos.
exercícios
 I – Observe as palavras a seguir, considerando a nova 
ortografia proposta. Identifique as incorretas e 
corrija-as.
 1. Primeiro grupo
 a) sub-solo f) pseudorrevelação
 b) sub-diretor g) pseudossábio
 c) subsíndico h) pseudo-atriz
 d) sub-gerente i) pseudo-irregularidade
 e) sub-humano j) pseudo-estilista
22Unidade 3
 2. Segundo grupo
 a) anti-cárie f) multi-mídia
 b) anti-placa g) multi-tarefa
 c) anti-inflamatório h) multi-uso
 d) anti-vírus i) multi-instrumentista
 e) anti-terrorismo j) extra-classe
 3. Terceiro grupo
 a) auto-ônibus f) subregião
 b) micro-empresário g) sub-raça
 c) microorganismo h) megassena
 d) autosserviço i) mega-empresário
 e) autorregulamentação j) mega-investidor
 4. Quarto grupo
 a) autoajuda f) autoavaliação
 b) infraestrutura g) contra-ataque
 c) contraofensiva h) contracheque
 d) auto-escola i) contraespionagem
 e) autoestima j) contraindicação
 5. Quinto grupo
 a) antirracismo f) mini-investimento
 b) antissequestro g) sub-região
 c) contrarrevolução h) vice-diretor
 d) contrarregra i) micro-ondas
 e) antirreflexo j) vaga-lume
 6. Sexto grupo
 a) herói f) coobrigação
 b) pára(verbo) g) heróico
 c) frequente h) vôo
 d) hotéis i) constroem
 e) assembléia j) preestabelecer
 7. Sétimo grupo
 a) hiper-realista f) telerreportagem
 b) extrajudicial g) multi-inseticida
 c) supra-humano h) ultrarradical
 d) ante-projeto i) tele-educação
 e) mini-hélice j) ultrassom
 8. Oitavo grupo
 a) anti-séptico f) hidro-sanitárias
 b) antepenúltimo g) mini-rádio
 c) ultravioleta h) pré-médico
 d) antiortopédico i) predeterminar
 e) hidroginástica j) carbo-hidrato
 9. Nono grupo
 a) arquirrival f) extra-abdominal
 b) antepenúltimo g) radiorrelógio
 c) circum-navegação h) telerrepórter
 d) pan-americano i) telessena
 e) extraterrestre j) radiopatrulha
confira suas respostas
 i – 1. a) subsolo f) –
 b) subdiretor g) –
 c) – h) pseudoatriz
 d) subgerente i) pseudoirregularidade
 e) – j) pseudoestilista
 2. a) anticárie f) multimídia
 b) antiplaca g) multitarefa
 c) – h) multiuso
 d) antivírus i) –
 e) antiterrorismo j) extraclasse
 3. a) – f) sub-região
 b) microempresário g) –
 c) micro-organismo h) –
 d) – i) megaempresário
 e) – j) megainvestidor
 4. a) – f) –
 b) – g) –
 c) – h) –
 d) autoescola i) –
 e) – j) –
 5. a) – f) –
 b) – g) –
 c) – h) –
 d) – i) –
 e) – j) –
 6. a) – f) –
 b) para g) heroico
 c) – h) voo
 d) – i) –
 e) assembleia j) –
 7. a) – f) –
 b) – g) –
 c) – h) –
 d) anteprojeto i) –
 e) – j) –
 8. a) antisséptico f) hidrossanitárias
 b) – g) minirrádio
 c) – h) –
 d) – i) –
 e) – j) carboidrato
 9. a) – f) –
 b) – g) rádio-relógio
 c) – h) –
 d) – i) –
 e) – j) –
Sintaxe
Unidade 4
Técnico em Transações Imobiliárias
Objetivo:
•	 Aplicar	 corretamente	 as	 normas	 de	 sintaxe,	
de	concordância,	de	regência	e	de	colocação.
Sintaxe de concordância, 
de regência e de coLocação
Sintaxe é a “parte da gramática que estuda a 
disposição das palavras na frase e a das frases 
no discurso, bem como a relação lógica das 
frases entre si e a correta construção gramatical”. 
(cf. Aurélio)
Frase é a unidade mínima da comunicação 
linguística.
optamos por abordar a sintaxe de concordância 
(similaridade das palavras na frase), a sintaxe de 
regência (dependência das palavras na frase) e 
a sintaxe de colocação (colocação adequada 
das palavras na frase) por constituírem aspectos 
essenciais para uma redação eficiente.
Entende-se por concordância a similaridade 
de gênero e número entre substantivo, adjetivo, 
artigo, numeral, pronome (concordância nominal) 
e a similaridade de número e pessoa entre verbo 
e sujeito (concordância verbal).
 concordância verbal
A norma geral reza que o verbo concorda com o 
sujeito em número e pessoa.
A correspondência|chegou à tarde.
 
 suj. 3a pes. sing. v. 3a pes. sing.
os Chefes de Departamento|compareceram à 
reunião 
 suj. 3a pes. pl. v. 3a pes. pl.
Decidimos pela aquisição do equipamento.
 
 v. 1a pes. pl. (suj. subentendido – nós)
o corretor e sua secretária|realizaram visita aos 
departamentos. 
 suj. comp. 3a pessoa pl. v. 3a pes. pl.
Se o sujeito for composto por diferentes pessoas 
gramaticais, o verbo vai para o plural de acordo 
com a norma de prevalência. observe:
a) A 1a pessoa prevalece sobre as demais:
 o corretor e eu|chegamos juntos.
 
 suj. comp. v. 1a pes. pl.
 3a e 1a pes.
b) A 2a pessoa prevalece sobre a 3a:
 o gerente e tu|representareis a instituição.
 
 suj. comp. v. 2a pes. pl.
 3a e 2a pes.
Casos particulares
1. Sujeito simples
a) Formado por expressão partitiva (uma 
porção de, parte de, a maioria de etc.) ou 
quantidade aproximada, o verbo pode ir para 
o singular ou para o plural:
A maior parte dos acionistas votou favoravelmente 
à negociação. 
 suj. v. 3a pes. sing.
24Unidade 4
A maior par te dos ac ion is tas votaram 
favoravelmente à negociação.
 
 suj. v. 3a pes. pl.
b) Formado por número percentual ou números 
fracionários, o verbo concorda com o 
numeral:
20% da população economicamente ativa 
adquiriram ações do Banco do Brasil.
 v. 3a pes. pl. suj. 
2/3 da clientela encontram-se inadimplentes.
 
 suj. v. 3a pes. pl.
c) Formado pela expressão “mais de um”, o 
verbo fica no singular:
 Mais de um acionista vendeu suas ações.
 
 suj. v. 3a pes. sing.
Nota – Com expressão repetida ou indicando 
reciprocidade, o verbo poderá ir para o plural.
Mais de um gerente, mais de um supervisor 
discordaram do expositor.
 v. 3a pes. pl. suj.
Mais de um acionista felicitaram-se mutuamente 
pelo lucro obtido. 
 suj. v. 3a pes. pl.
d) Formado por pronome interrogativo, 
demonstrativo ou indefinido no plural, 
seguido da expressão “de nós” ou “de vós”, 
o verbo pode concordar com o primeiro 
pronome ou com nós/vós:
Quantos de vós participaram do evento?
 
 suj. v. 3a pes. pl.
Quantos de vós participasteis do evento?
 
 suj. v. 2a pes. pl.
Nota – Se o pronome interrogativo ou o pronome 
indefinido estiver no singular, o verbo fica no 
singular:
 Nenhum de nós compareceu ao comício.
 
 suj. v. 3a pes. sing.
e) Formado por nomes só usados no plural, não 
precedido de artigo, o verbo fica no singular; 
precedido de artigo, o verbo fica no plural:
Minas gerais localiza-se na região Sudeste.
 
 suj. s/ artigo v. 3a pes. sing.
os Estados unidos invadiram o iraque.
 
 suj. (prec. de artigo) v. 3a pes. pl.
Nota – Se o sujeito for título de obra, o verbo pode 
ficar no singular ou no plural:
 os Sertões marcou a literatura brasileira.suj. (obra) v. 3a pes. sing.
 os Sertões marcaram a literatura brasileira.
 
 suj. (obra) v. 3a pes. pl.
f) Formado por coletivo, o verbo no singular; 
se o coletivo for seguido de expressão no 
plural, o verbo pode ir para o plural:
 A matilha atacou o fugitivo.
 
 suj. colet. v. 3a pes. sing.
 A manada de búfalos corriam na pradaria.
 
 suj. colet. + exp.pl. v. 3a pes. pl.
g) Formado por número de horas, os verbos 
“bater”, “dar” e “soar” concordam com o 
numeral:
Soaram as quatro horas quando ele chegou.
 
 v. 3a pes. pl. suj.
Dava uma hora no relógio da igreja.
 
 v. 3a p.s. suj.
Nota – Se o sujeito for as palavras “relógio”, 
“sino”, “carrilhão”, o verbo concorda com esses 
sujeito:
os sinos batem uma hora.
 
 suj. v. 3a pes. sing. 
25Unidade 4
o carrilhão deu três horas.
 
 suj. v. 3a pes. sing.
h) Formado por sujeito apassivado pela 
partícula se (partícula apassivadora), o verbo 
transitivo direto concorda com o sujeito:
 Vendem-se ações da Petrobras.
 
 v. 3a part. suj. pas. (pl.)
 pes.pl. apas.
 Vende-se casa seminova.
 
 v. 3a part. suj. pas. (sing.)
 pes. s. apas.
i) Formado por sujeito indeterminado pela 
partícula se (índice de indeterminação do 
sujeito), o verbo intransitivo ou transitivo 
indireto fica sempre na 3a pessoa do 
singular:
 Precisa-se de empregados.
 
 v. trans. ind. índ. de indet. suj.
 3a pes. sing.
 Vive-se bem nesta cidade.
 
 v. intrans. índice de indet. suj.
 3a pes. sing.
j) Formado por sujeito inexistente, o verbo 
impessoal fica sempre na 3a pessoa do 
singular:
Verbos impessoais:
haver – no sentido de existir
fazer – indicando tempo
Chover, ventar, nevar etc. (fenômenos da 
natureza)
Exemplos:
Há muitos candidatos à vaga de emprego.
Faz dez anos que estive aqui.
Chove muito naquela região.
2. Sujeito composto
a) Posposto ao verbo, este vai para o plural ou 
concorda com o núcleo mais próximo:
Constam a passagem aérea, a hospedagem, a 
alimentação e o traslado do pacote de viagem.
 
 verbo 3a pes. pl. suj. comp., posposto ao verbo
Consta a passagem aérea, a hospedagem e 
a alimentação do pacote de viagem.
 
 v. 3a p. s. n. do suj. comp. mais próximo
b) Formado por núcleos sinônimos ou quase 
sinônimos, o verbo pode ficar no singular 
ou no plural:
A alegria e a felicidade brilhava em seu olhar.
 
 n. sinônimos v. 3a pes. sing.
A alegria e a felicidade brilhavam em seu olhar.
 
 n. sinônimos v. 3a pes. sing.
c) Formado por núcleos que constituem 
gradação de ideias, o verbo pode ficar no 
singular ou no plural:
uma hora, um minuto, um segundo custava 
a passar, na sua agonia da espera.
 
 núcleo = gradação de ideias v. 3a pes. sing.
uma hora, um minuto, um segundo custavam 
a passar, na sua agonia da espera.
 
 núcleo = gradação de ideias v. 3a pes. pl.
d) Formado por verbos no infinitivo, o verbo fica 
no singular:
Chegar atrasado e demorar no vestiário é 
normal para este operário.
 
 suj. formado p/ infinitivo v. 3a pes. sing.
Nota – com infinitivos precedidos de artigos ou 
antônimos, o verbo poderá ir para o plural:
26Unidade 4
o chegar atrasado e o demorar no vestiário são 
normais para este operário.
 
art. sing. infinitivo art. sing. inf. v. 3a pes. pl.
e) Formado por verbos antônimos no infinitivo, 
o verbo vai para o plural:
Chegar atrasado e sair cedo não são 
admitidos aqui.
 
 v. ant. inf. v. 3a pes. pl.
f) Formado por componentes do sujeito 
resumido por pronome indefinido (tudo, 
nada, ninguém), o verbo fica no singular:
os diretores, os supervisores, os funcionários, 
ninguém faltou ao evento.
 
 pron. ind. v. 3a pes. sing. 
suj.
concordância dos verbos “ser” e “parecer”
1o Caso
os verbos ser e parecer geralmente concordam 
com elementos no plural mais próximo.
Agora	são	dez	horas.
Duas	garrafas	de	vinho	são	a	parte	que	me	cabe	
na	aposta.
Aquilo	parecem	estrelas,	mas	são	planetas.
Se, porém, o sujeito for pessoa, o verbo com ele 
concordará.
No	circo,	o	palhaço	é	as	delícias	da	garotada.
2o Caso
o verbo ser fica obrigatoriamente no singular 
quando se deseja fazer prevalecer a importância 
do sujeito sobre a do predicativo.
Justiça	é	tudo,	justiça	é	as	virtudes	todas.
3o Caso
Fica no singular ainda o verbo ser quando a ele se 
seguem termos como muito, pouco, nada, tudo, 
bastante, mais, menos, bom, demais etc.
Um	é	pouco,	dois	é	bom,	três	é	demais.
4o Caso
Quando se usam pronomes pessoais retos, o 
verbo sempre com ele concorda.
O	responsável	por	isto	aqui	são	vocês.
Quando, porém, concorrem dois pronomes retos, 
ou um pronome reto e um pronome de tratamento, 
o verbo ser concorda com o primeiro.
Você	não	é	eu,	nem	eu	sou	você.
Elas	não	são	nós;	nós	não	somos	elas.
5o Caso
o verbo ser fica no singular, em qualquer hipótese, 
sempre que o predicativo é constituído pelo 
pronome demonstrativo o.
Eleições	diretas	era	o	que	o	povo	mais	queria.
6o Caso
Ainda no singular ficará o verbo ser quando o 
sujeito, no plural, for usado sem determinantes 
(artigos, pronomes adjetivos, numerais etc.),
Greves	é	próprio	de	regimes	democráticos.
Dez	 por	 cento,	 para	 ele,	 era	 uma	 comissão	
irrisória.
Questões	ecológicas	será	o	tema	do	encontro.
7o Caso
o verbo parecer pode relacionar-se de duas 
maneiras distintas com o infinitivo.
Os	dias	parecem	voar.
Os	dias	parece	voarem.
Se, porém, ao verbo parecer seguir-se infinitivo 
pronominal, somente variará o infinitivo.
As	crianças	parece	queixarem-se	do	colchão	duro.
 Concordância nominal
o fato de o artigo, o pronome, o numeral e o 
adjetivo concordarem em gênero e número com 
o substantivo a que se referem denomina-se 
concordância nominal. observe:
27Unidade 4
As duas novas corretoras mostraram-se muito 
organizadas.
 
 art. num. adj. substantivo adj.
o artigo as, o numeral duas, os adjetivos novas 
e organizadas encontram-se no gênero feminino 
e no número plural porque se referem ao 
substantivo “corretoras” (feminino-plural).
Adjetivo referindo-se a mais de um substantivo.
a) Se anteposto aos substantivos, concorda com 
o mais próximo:
A corretora possuía extraordinária competência 
e talento.
 
 
 subst. masc. 
adj. fem. subst. fem.
A corretora possuía extraordinário talento e 
competência.
 
 
 subst. fem. 
adj. masc. subst. masc.
b) Se posposto aos substantivos, há duas 
possibilidades de concordância.
– Com o mais próximo.
A corretora possuía talento e competência 
extraordinária.
 
 
 adj. fem. 
 subst. masc. subst. fem.
– Com ambos os substantivos. Se os substantivos 
forem de gêneros diferentes, prevalece o 
masculino:
A corretora demonstrava segurança e competência 
extraordinárias.
 
 
 adj. fem. pl.subst. fem. subst. fem.
A atriz demonstrava estilo e talento extraordinários.
 
 subst. masc. subst. masc. adj. masc. pl.
A atriz demonstrava talento e segurança 
extraordinários.
 
 
adj. masc. pl. 
 subst. masc. subst. fem.
Se o adjetivo funcionar como predicativo do sujeito 
composto, há duas possibilidades.
a) Se posposto aos substantivos, vai para o plural:
Sua competência e seu talento eram extraordinários.
 
 sujeito composto (2 subst.) adj. pl. masc.
b) Se anteposto aos substantivos, poderá ir para 
o plural ou concordar com o mais próximo:
Eram extraordinários seu talento e sua competência.
 
 adj. pl. masc. suj. comp. (2 subst.)
Era extraordinária sua competência e seu talento.
 
 adj. sing. fem. subst. fem. subst. masc.
Dois ou mais adjetivos referindo-se a um único 
substantivo.
a) Se se coloca artigo antes dos demais adjetivos, 
subentende-se o substantivo, que permanece 
no singular:
o governo alemão, o italiano e o francês assinaram 
o acordo. 
art. subst. sing. adj. sing. adj. sing. adj. sing.
b) Se o substantivo vai para o plural, omite-se o 
artigo antes dos adjetivos:
os governos alemão, italiano e francês assinaram 
o acordo. 
 subst. pl. adj. sing. adj. sing. adj. sing.
casos particulares
1. Anexo, obrigado, mesmo, incluso, quite, 
leso devem concordar com o substantivo a 
que se referem:
a) Seguem anexas as declarações de renda dos 
sócios da firma.
 
 adj. fem. pl. subst. fem. pl.
Seguem, em anexo, as declarações dos diretores.
Segue, em anexo, a ficha do funcionário.
Nota – A expressão em anexo é invariável.
28Unidade 4
b) Muito obrigada, disse a secretária; obrigado, 
digo eu, respondeu o diretor.
 
 
 
 
 
 adj. fem.
 
subst. fem. adj. masc.
 subst. masc.
c) Elas mesmas resolveram a questão.
 
 pron. subst. fem. adj. fem.
d) A hospedagem e a alimentação estão inclusas 
no preço. 
 subst. fem. subs. fem. adj. fem.
e) os filhos estão quites com o serviço militar.
 
 subst. pl. adj. pl.
f) o filho estava quite com o serviço militar.
 
 subst. sing. adj. sing.
2. Alerta, menos são invariáveis:
os diretores estavam alerta à variação do câmbio.
 
 subst. masc. pl. invariável
Aquele banco tem menos tarifas do que os outros.
 
 invariável subst. fem. pl.
3. Bastante, caro, barato, meio, longe
Como advérbios são invariáveis; como adjetivos, 
pronomes adjetivos ou numeral (meio) concordam 
com o substantivo.
a) Essas situações são bastante complicadas.
 
 adv.
b) isto ocorreu bastantes vezes na empresa.
 
 pron. adj. pl. subst. pl.
c) Aquelas ações custam caro.
 
 adv.
d) As roupas daquela loja estão caras.
 
 subst. fem. pl. adj. fem. pl.
e) os pincéis custam barato.
 
 adv.
f) As locações estão mais baratas.
 
 subst. fem. pl. adj. fem. pl.
g) os diretores estão meio desconfiados da 
surpresa. 
 adv.
h) É meio-dia e meia (meia hora).
 
 numeral
i) A firma fica longe do centro da cidade.
 
 adv.
j) Nosso diretor já viajou por longes terras.
 
 adj. pl. subst. pl.
4. É proibido, é necessário, é bom, é preciso
a) Sujeito não antecipado de artigo, o verbo e o 
adjetivo ficam invariáveis:
 É proibido entrada.
 Fruta é bom para saúde.
 Cautela é necessário.
b) Sujeito determinado por artigo, pronome, 
adjetivo, o verbo e o adjetivo concordam com 
ele:
 A entrada é proibida ao público.
 
 suj. v. adj. fem. sing.
 (art.+subst. fem. sing.)
 Esta fruta é boa para a saúde.
 
 sujeito v. adj. fem. sing.
 (pron.+subst. fem. sing.)
 As novas regras são necessárias ao bom 
funcionamento da empresa.
 
 sujeito adj. fem. pl.
 (art.+adj.+subst. fem. pl.)
29Unidade 4
5. O mais… possível / os mais… possíveis
 Nessas expressões, o adjetivo “possível” 
concorda com o artigo que os inicia:
 Esses argumentos são o mais elementares 
possível.
 
 
 adj. sing.
 
 art. sing.
 Esses argumentos são os mais elementares 
possíveis.
 
 adj. pl. art. pl.
6. Só, sós, a sós
“Só” como adjetivo concorda em número com 
o substantivo; como advérbio (= apenas) é 
invariável; a expressão “a sós” é invariável.
 o corretor ficou só no recinto.
 
 subst. sing. adj. sing.
 os dois corretores ficaram sós no recinto.
 
 subst. pl. adj. pl.
 Só eles permaneceram no recinto.
 
 adv. (apenas)
 Estamos a sós, pode falar a verdade.
 
 adv.
regência
Denomina-se regência a relação de dependência 
que se estabelece entre dois termos numa 
oração. os termos que exigem a presença de 
outros denominam-se regentes e aqueles que 
completam-lhes os sentidos, regidos.
Regência verbal ocorre quando o termo regente 
é um verbo.
Necessita de sua ajuda.
 
v. regente termo regido
Regência nominal ocorre quando o termo 
regente é um nome (substantivo, adjetivo ou 
advérbio). observe:
Ele tem medo de escuro.
 
 subst. rgte. termo reg.
 Regência Verbal
ASPirAr
• Transitivo direto quando significa sorver, tragar, 
inspirar, exige objeto direto.
 Elas aspiraram o perfume das flores.
 
 V.T.D o. D.
• Transitivo indireto quando significa pretender, 
desejar, almejar. o objeto indireto não pode ser 
substituído por lhe/lhes e, sim, por a ele, a ela, 
a eles.
 o supervisor aspira ao cargo de diretor 
executivo. 
 V.T.i. o. i.
ASSiSTir
• Transitivo direto quando significa ajudar, prestar 
assistência, socorrer.
 o médico assistia o paciente.
 
 V.T. o. D.
• Transitivo indireto quando significa ver, 
presenciar, estar presente. o objeto indireto 
não admite pronome lhe/lhes e, sim, a ele, a 
ela, a eles.
 os funcionários assistiram ao filme sobre 
segurança no trabalho. 
 V.T.i.o. i.
• Transitivo indireto quando significa caber, 
perceber. o objeto indireto admite o pronome 
lhe(s).
 Assistia-lhe o direito a ocupar aquele cargo.
 
 V.T.i. o. i.
30Unidade 4
•	 Intransitivo	 quando	 significa	morar,	 residir,	
habitar, seguido de adjunto adverbial de lugar.
 o papa assiste no Vaticano.
 
 V.i. adj. adverbial
ESQuECEr E LEMBrAr
•	 Transitivo	direto
 Eles esqueceram os livros em casa.
 
 V.T.D. o. D.
 Vocês lembraram a data do concurso?
 
 V.T.D. o. D.
•	 Pronominal	+	preposição	de (ou contração) + 
objeto indireto
 Eles se esqueceram dos compromissos.
 
 pron. V.T.i. prep. o. i.
 Lembre-se do aviso.
 
 V.T.i. pron. prep. o. i.
•	 Verbo	 transitivo	 indireto	+	objeto	 indireto	+	
sujeito, significando cair no esquecimento 
(esquecer) e ocorrer, vir à memória (lembrar).
 Esqueceram-lhe os compromissos.
 
 V.T.i o. i. sujeito
 Lembraram-me as datas do evento.
 
 V.T.i. o. i. sujeito
iMPLiCAr
•	 Transitivo	 direto	 quando	 significa	 acarretar,	
causar.
 Este novo contrato implica aumento das 
atividades. 
 V.T.D. o. D.
iNForMAr
•	 Transitivo	direto	e	indireto
 objeto direto – pessoa; objeto indireto – fato 
mencionado.
 informar o diretor de sua decisão.
 
 V.T.D.i. o.D. o.i.
 objeto indireto – pessoa; objeto direto – fato 
mencionado.
 informou ao diretor a sua decisão.
 
 V.T.D.i. o.i. o.D.
ProCEDEr
•	 Intransitivo	quando	significa	 ter	 fundamento,	
portar-se, provir de.
 os argumentos dos grevistas não procedem.
 
 suj. V.T.i.
•	 Transitivo	indireto	quando	significa	realizar,	dar	
início a.
 o governo deve proceder aos ajustes fiscais.
 
 V.T. i. o.i.
ViSAr
•	 Transitivo	 direto	 quando	 significa	 dar	 visto	 e	
mirar.
 o gerente visou o cheque.
 
 V.T.D. o.D. 
 o arqueiro visou o alvo.
 
 V.T.D. o.D. 
•	 Transitivo	indireto	quando	significa	pretender,	
ter em vista, ter por objetivo.
 As ações governamentais visam ao bem 
comum. 
 V.T.i. o.i.
 Esses objetivos visam à melhoria das ações.
 
 V.T.i. o.i.
Nota – Em ações iniciadas por pronomes 
relativos, pronomes interrogativos ou advérbios 
interrogativos, a preposição regida pelo verbo deve 
preceder essas palavras:
31Unidade 4
 A que cargo você aspira?
 
 prep. pron. inter.
 De quem você se esqueceu?
 
 prep. pron. inter.
o objetivo a que visa o projeto é conhecido por 
todos. 
 prep. pron. relativo
 Regência Nominal
Alguns nomes podem apresentar dificuldades 
de regência, em geral aqueles que admitem 
mais de uma preposição. relacionaremos 
alguns, principalmente os mais usados em 
correspondências.
•	 ADAPTADO	–	A,	PARA
 Todo manual deve ser adaptado às novas 
tecnologias.
 o livro foi adaptado para o teatro.
•	 ALHEIO	–	A
 A polícia permanecia alheia aos manifestantes.
•	 ALUSÃO	–	A
 Esse texto é uma alusão aos avanços 
tecnológicos e à engenharia genética.
•	 ANALOGIA	–	COM,	ENTRE
 os rituais do candomblé estabelecem analogia 
com os da igreja católica.
 É evidente a analogia entre o filme e o 
acontecimento real.
•	 APTO	–	A,	PARA
 o candidato encontra-se apto ao cargo de 
supervisor.
 A secretária mostra-se apta para realizar as 
tarefas solicitadas.
•	 CONSTITUÍDO	–	DE,	POR
 o aparelho é constituído de material sintético.
 A diretoria é constituída por sócios fundadores.
•	 IMBUÍDO	–	DE,	EM
 os competidores estavam imbuídos de espírito 
esportivo.
 imbuído em preceitos legais, o advogado 
obteve a liberdade do réu.
•	 PASSÍVEL	–	DE
 Todo ser humano é passível de falhas.
•	 PROPENSO	–	A,	PARA
 o diretor mostra-se propenso a conceder o 
aumento.
 É um político propenso para grandes causas.
•	 VINCULADO	–	A
 Sua empresa é vinculada ao SPC?
emPrego da craSe
A realização da crase é um caso de regência. 
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. o 
grafema que representa a crase é o acento grave. 
A crase ocorre quando o verbo e os nomes 
(substantivo, adjetivo, advérbio) regem a 
preposição a e o termo regido exige a presença 
do artigo a (feminino).
o diretor entregou à secretária os documentos 
para arquivar.
No período citado, o verbo entregar rege a 
preposição a e o substantivo secretária exige o 
artigo a:
o diretor entregou a a secretária os documentos 
para arquivar. 
 prep. artigo
o diretor entregou à secretária os documentos 
para arquivar.
•	 A	crase	ocorre	também	nos	seguintes	casos.
32Unidade 4
1. Com preposição seguida dos pronomes 
demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
 o diretor manteve-se indiferente àquele 
tumulto. 
 a(prep.) + aquele(pron. dem.)
2. Com preposição seguida dos pronomes 
demonstrativos a, as:
 Sua filosofia de vida é semelhante à dos novos 
dirigentes. 
 a(prep.) + a(pron. dem.)
3. Diante de expressões femininas que admitem 
o artigo a.
A secretária usa sapatos à Luís xV.
Nesse caso, subentende-se a expressão 
feminina “à moda de Luís xV”.
4. Diante de locuções femininas (adverbiais, 
prepositivas e conjuntivas):
a) locuções adverbiais
 À tarde, as secretárias prepararam a sala 
para a reunião do dia seguinte.
 As transações comerciais foram realizadas 
às claras.
b) locuções prepositivas (a + palavra feminina 
+ de)
 A nossa firma comprou a do concorrente 
que estava à beira da falência.
c) locuções conjuntivas
 À medida que os participantes chegavam, 
recebiam o crachá de identificação.
Não há crase nos seguintes casos.
1. Antes de masculino:
Saíram a passeio.
referem-se a ele.
2. Antes dos pronomes demonstrativos – esta, 
essa, este, esse, isto, isso:
Que falta a esta folha?
Já vi outra igual a esta.
3. Antes de verbo:
Saíram a resmungar.
Alguém esteve a comentar seu gesto.
4. Antes de pronome indefinido:
Vou apresentá-lo a uma atriz.
Deu a cada criança dois presentes.
Notas – Quando uma é numeral, o a que o 
antecede recebe o sinal da crase:
Chegaram à uma hora da tarde, não às duas.
Também o a é craseado na locução à uma 
correspondente a “à uma só vez”. 
gritaram à uma: basta!
responderam à uma: sim!
5. Antes de pronome pessoal:
 Negaram pousada a ela.
 isso cabe a você, não a mim.
6. Antes das formas de tratamento – Vossa 
Senhoria (V. S.a), Vossa Excelência (V. Ex.a), 
Sua Senhoria (S. S.a), Sua Excelência (S. Ex.a), 
Vossa Eminência (V. Em.a) etc.:
remeto a V. S.a cópias do contrato.
Apresentamos a V. Ex.a o novo projeto.
7. Antes de plural indeterminado:
Não dê esmola a crianças.
Ele não responde a injúrias.
Nota – Se aparecer o artigo as, escrevemos às 
(com acento grave) paraindicarmos a crase de 
“a + as” (identificador do plural):
Não deu esmola às crianças nem aos pais.
É avesso às mentiras e aos boatos.
8. Antes de nome de cidade (a menos que esteja 
determinado):
Viajaremos a Fortaleza, em junho.
Voltará a Brasília, amanhã.
33Unidade 4
9. Nas locuções com palavras repetidas:
Tudo se passou frente a frente, cara a cara.
Nossa égua venceu de ponta a ponta.
10. Antes de pronomes relativos que, quem, 
cuja(o):
Esta é a pessoa a quem ofereceram propina.
Mande-me a carta a que ela se refere.
Nota – Antes do relativo que, a crase só é 
obrigatória se a fusão à (a + a) resultar de 
preposição a + a demonstrativo (= aquela):
Arquive esta e responda à que recebemos 
hoje.
(responda àquela que recebemos hoje.) 
 
 a + aquela
Para redigir bem, é necessário conhecer o 
emprego das regências, pois, muitas vezes, o 
emprego inadequado da regência pode interferir no 
significado da informação que se deseja transmitir.
emPrego doS PronomeS 
demonStrativoS
outro aspecto importante para a redação é o 
emprego dos pronomes demonstrativos este, 
esse e aquele.
Correlação entre pronomes pessoais, demonstrativos 
e advérbios de lugar
Há uma correlação íntima entre os pronomes 
pessoais, os pronomes demonstrativos e os 
advérbios de lugar, no que diz respeito às pessoas 
gramaticais.
Pessoa 
gramatical
Pronome 
pessoal
Pronome 
demons-
trativo
Advérbio 
de lugar
falante 
(primeira)
eu/nós este/esta/
isto
aqui
ouvinte 
(segunda)
tu/vós/
você/vocês
esse/essa/
isso
aí
assunto 
(terceira)
ele/eles aquele/
aquela/
aquilo
ali/lá
Exemplos: Eu fico com esta camiseta aqui.
 Tu ficas com essa blusa aí.
 Você fica com essa lapiseira aí.
 Ele fica com aquela agenda ali.
Emprego específico dos pronomes este, esse e 
aquele
a) Em relação ao espaço (proximidade ou 
afastamento das pessoas gramaticais)
•	 Este	(esta,	estes,	estas,	isto)	indica	o	que	está	
perto da pessoa que fala (o falante – primeira 
pessoa gramatical):
 Queres ler este romance que estou folheando?
 Esta caneta (que tenho na mão) é de fabricação 
japonesa.
Nota – Na correspondência, este (esta, isto, estes, 
estas) indica o que está perto do remetente:
Convidamos V. S.a a comparecer no Departamento 
de Crédito desta Empresa, a fim de tratar de 
assunto de seu interesse.
Este Banco tem à disposição de seus clientes uma 
dezena de serviços em todas as grandes cidades 
deste estado.
•	 Esse	 (essa,	 isso,	esses,	essas)	 indica	o	que	
está perto da pessoa com quem se fala (o 
ouvinte – segunda pessoa gramatical):
 Passe-me esse cinzeiro que está sobre a sua 
mesa.
 Esse seu modo de agir ainda lhe causará sérios 
problemas.
Nota – Na correspondência, esse (essa, isso, 
esses, essas) indica o que está perto do 
destinatário:
Solicitamos que nos informe o número de 
empregados em exercício nesse Departamento.
Se V. S.a não encontrar qualquer de nossos 
produtos nas lojas dessa cidade, telefone-nos 
imediatamente.
•	 Aquele	(aquela,	aquilo,	aqueles,	aquelas)	indica	
o que está perto da pessoa de quem se fala (o 
34Unidade 4
Em vista disso (= do que se mencionou acima), 
resolvemos suspender temporariamente a 
comercialização do produto.
Dessa forma (= em razão do que se diz 
acima), solicitamos a V. S.as que estudem a 
possibilidade de...
isso que acabei de dizer deve ficar somente 
entre nós.
•	 Este (isto) indica o que se vai mencionar; é, 
pois, sinônimo de seguinte:
Para compras a crédito, o cliente deve 
apresentar estes documentos: carteira de 
identidade, CiC e comprovante de renda.
Muitos aceitam tranquilamente esta afirmação: 
que a felicidade é proporcional à renda.
o desejo de todo empregado geralmente é 
este: receber um bom salário.
 isto que lhes vou dizer agora é extremamente 
importante.
d) Em relação a dois termos anteriormente 
citados
•	 Este	indica	o	que	se	referiu	por	último;	aquele	
se refere ao mencionado em primeiro lugar:
Ao conversar com o gerente e a vendedora, 
notei que esta se mostrava tranquila, e aquele, 
excepcionalmente nervoso.
o jogo rouba-nos tempo e dinheiro: este (= o 
dinheiro), talvez o possamos recuperar; aquele 
(= o tempo) nunca.
A mulher é mais tolhida socialmente do que 
o homem. A este se permitem direitos que se 
negam àquela.
“Preços de serviços públicos e taxas não se 
confundem, porque estas, diferentemente 
daqueles, são compulsórias e...” (Súmula 545 
do STF).
Nota – Havendo uma série de três termos, siga a 
estrutura do exemplo citado.
Estiveram presentes à reunião Pedro, rosa e 
Jorge. Este (= Jorge) representava os vendedores, 
essa (= rosa), as secretárias, e aquele (= Pedro), 
a gerência.
assunto – terceira pessoa gramatical) e longe 
do falante e do ouvinte:
Aquela gravura que ele tem na mão é antiga.
Sabes de quem são aqueles pacotes lá em 
cima do balcão?
Nota – Na correspondência, aquele (aquela, 
aquilo, aqueles, aquelas) indica o que está longe 
do remetente e do destinatário:
Solicitamos a V. S.a que, na sua próxima viagem 
a uruguaiana, verifique se há condições de 
instalarmos uma filial naquele município.
b) Em relação ao tempo
•	 Este diz respeito ao tempo atual, que está 
transcorrendo.
Nesta semana, estamos realizando testes com 
o novo produto.
Durante este mês, as lojas promovem suas 
tradicionais liquidações.
Já estamos em março; este ano está passando 
muito depressa.
•	 Esse diz respeito a um tempo próximo, de 
preferência passado:
Há duas semanas, estivemos em plena 
campanha política. Nesses dias, ninguém 
admitia a possibilidade de derrota.
Na semana passada, mudamo-nos para nossas 
novas instalações. Nesse período, nossos 
serviços sofreram um pequeno descontrole.
•	 Aquele indica um tempo anterior mais 
afastado:
Há 50 anos, estabelecemo-nos em Porto Alegre. 
Naquela época, eram outros os costumes, outro 
o modo de pensar e de agir.
c) Em relação às ideias de um contexto 
(parágrafo, período, oração)
•	 Esse (isso) indica o que já se mencionou; é, 
portanto, sinônimo de citado, referido etc.:
Essa medida (= exposta acima) visa a evitar 
que pessoas inescrupulosas usem o nome de 
nossa Empresa para...
35Unidade 4
coLocação PronominaL
um aspecto importante também na redação é a 
observância às normas de colocação pronominal. 
os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, lhe, 
o, a, nos, vos, os, as, lhes) admitem três 
possibilidades em relação ao verbo a que se ligam: 
próclise, antes do verbo; mesóclise, no meio do 
verbo; e ênclise, depois do verbo.
Embora na língua oral haja uma flexibilidade 
quanto a essa colocação, na língua escrita, o grau 
de formalidade exige a observância às normas da 
língua culta.
Vejamos algumas dessas normas.
Próclise
Algumas palavras ou expressões são consideradas 
atrativas do pronome oblíquo. 
• Palavras ou expressões negativas (não, nada, 
ninguém):
 Ninguém me comunicou o fato.
• Advérbios sem pausa (sem o emprego de 
vírgula):
 Tão logo me viu, João adentrou o recinto.
• Pronomes indefinidos:
 Alguém se responsabilizou pelos convites.
• Pronomes e advérbios interrogativos (início de 
frase):
 Quando se mudaram para Paris?
• Palavras exclamativas e optativas:
 Como se parecem!
• Conjunções subordinativas
 Sempre que se fala dele...
• gerúndio precedido da preposição em:
 Em se falando de flores, a rosa é a preferida.
• Conjunções coordenativas alternativas:
 ou se mantêm em silêncio ou serão evacuados 
do Tribunal.
mesóclise
Emprega-se apenas no futuro do presente e 
no futuro do pretérito, desde que não haja a 
obrigatoriedade da próclise:
• Vê-lo-ei no próximo sábado.
• Dir-lhes-ia a verdade, se soubesse.
• Conceder-nos-ão a licença para utilizar o 
espaço cultural?
Compare:
Não o verei no próximo sábado. (Palavra negativa)
imediatamente lhes diria a verdade, se soubesse. 
(Advérbio sem pausa)
Quem nos concederá a licença para utilizar o 
espaço cultural? (Pronome interrogativo)
Ênclise
Casos em que se deve empregar a ênclise:
• Com verbos no início do período:
 Decidiu-se que as secretáriasparticiparão do 
evento.
• Com verbos no gerúndio (não precedido da 
preposição em)
 Devemos cuidar dos idosos, amando-os e 
respeitando-os.
• Com verbos no infinitivo impessoal
 A criatividade, é preciso desafiá-la e incentivá-la.
Colocação dos pronomes em locuções verbais.
1. Verbo principal no infinitivo ou no gerúndio
• Sem a obrigatoriedade da próclise (palavras 
atrativas), emprega-se o pronome após a 
locução:
 Vamos encaminhar-lhe o pedido imediatamente.
 Aquele assunto, estivemos debatendo-o 
durante horas.
36Unidade 4
• Com palavras que exijam a próclise, pode- 
-se colocar o pronome antes ou no meio da 
locução:
 Antes:
 Ninguém me permitiu deixar a festa antes do 
final.
 No meio:
Eles continuam se observando
Nota – A norma culta da língua sugere a colocação 
do pronome no meio da locução, com hífen:
os acontecimentos vão-se seguindo naturalmente.
2. Verbo principal no particípio
• o pronome não poderá vir depois do verbo:
os alunos tinham-se empenhado na realização 
da tarefa.
A turma tinha se posicionado contra o réu.
• Se a locução verbal vier precedida da palavra 
que exija a próclise, o pronome deverá ser 
colocado antes dela:
Todos se haviam comprometido com a causa.
exercícios
 I – Realize a concordância verbal, de acordo com a 
norma culta.
1. Sua mãe e eu já __________________ a data do 
casamento. definir – pres. ind.
2. Cinquenta por cento da agenda _________________ 
sob a responsabilidade dos palestrantes convidados. 
 ficar – fut. ind.
3. Mais de um convidado, mais de um padrinho 
_______________________ atrasados à cerimônia. 
chegar – pret. imperf. ind.
4. um por cento dos convidados não _________________ 
aos eventos. comparecer – pres. ind.
5. Tu e teu noivo __________________ comparecer ao 
ensaio do casamento.
 dever – pres. ind.
6. Quantos de vós ________________ os padrinhos do 
noivo? ser – fut. ind.
7. Muitos de nós ________________ convidados para 
a reunião da Diretoria.
 ser – pret. imperf. ind.
8. Nenhum de nós ___________________ responder à 
pergunta do professor.
 saber – pret. imperf. ind.
9. os Estados unidos _________________ reunião com 
o Conselho de Segurança da oNu.
 convocar – pret. imperf. ind.
 10. Minas gerais ___________________ a produção de 
leite no país. liderar – pres. ind.
 11. A junta médica _________________ pela cirurgia 
imediata. decidir – pret. imperf. ind.
 12. _______________ nove horas quando a noiva chegou 
à igreja.
 Bater – pret. imperf. ind.
 13. o sino ___________________ dez horas quando a 
cerimônia se encerrou.
 bater – pret. imperf. ind.
 14. ______________-se apartamentos para temporada.
 Alugar – pres. ind.
 15. ______________-se vagas para cozinheiro.
 oferecer – pres. ind.
 16. ___________ muitos candidatos para essa vaga.
 Haver – pres. ind.
 17. __________ muito no inverno europeu.
 Nevar – pres. ind.
 18. Seu irmão e eu __________________ o desenho da 
logomarca. realizar – pres. ind.
 19. Mais de um candidato ________________ prêmio 
pelo trabalho. receber – pret. imperf. ind.
 20. _______________-se de novos modelos de carro 
para venda.
 necessitar – pres. ind.
 21. ____________ meu amigo, sua irmã, seus primos e 
avós.
 chegar – pret. perf. ind.
 22. ____________ o assunto o advogado, o promotor e 
o juiz.
 discutir – fut. ind.
 23. A tristeza e a amargura ______________-se em seu 
olhar. refletir – pres. ind.
 24. A solidariedade e a compaixão ________________-se 
em suas atitudes. evidenciar – pres. ind.
 25. A década de 1990 ____________ seus representantes 
ilustres. ter – pret. perf. ind.
 26. o filho ____________ as delícias dos pais.
 ser – imperf. ind.
 27. Seu sorriso ________________ pérolas raras.
 ser – pres. ind.
 28. A felicidade ____________ os desejos da humanidade.
 ser – pres. ind.
37Unidade 4
 29. Sorrir e chorar ______________ parte da vida.
 fazer – pres. ind.
 30. Dançar balé e cantar ópera _______________ a 
atividades culturais. corresponder – pres. ind.
 31. os livros, os cadernos e a caneta, tudo _____________ 
sobre a mesa. permanecer – pret. imperf.
II – Realize a concordância nominal de acordo com a 
norma culta.
1. A boneca tinha pernas e braços __________________.
 (desengonçado)
2. o palhaço apresentava __________________ a perna 
e o braço. (desengonçado)
3. Era de uma simplicidade e franqueza ______________.
 (incomparável)
4. Manifestava-lhe apenas uma dignidade e um 
respeito ___________.
 (frio)
5. inspirou-se na música italiana e ______________.
 (francesa)
6. As brincadeiras do palhaço eram _____________ 
ridículas. (meio)
7. São razões ______________ para que se altere o 
plano. (bastante)
8. As tabelas estão ______________ ao relatório.
 (anexo)
9. As tarifas telefônicas estão custando mais _________.
 (caro)
 10. As passagens aéreas estão mais _____________ 
nesta temporada. (caro)
 11. As secretárias, elas ______________ organizaram o 
arquivo. (mesmo)
 12. É _______________ uma solução rápida para a crise.
 (necessário)
 13. As desigualdades sociais por si ____________são 
motivos de vergonha nacional. (só)
III – Realize a regência verbal de acordo com a norma 
culta.
1. os alunos _______________________ filme sobre 
roma. assistir (pret. imp. ind.)
2. os advogados ___________________ réu no tribunal.
 assistir (pret. imp. ind.)
3. o Presidente da república _______________ Brasília.
 assistir (pres. ind.)
4. os alunos __________________ dia da prova.
 esquecer (pret. imp. ind.)
5. As secretárias ___________________ compromisso 
do diretor. lembrar (pret. imp. ind.)
6. ________________ as más lembranças do passado.
 esquecer (pret. imp. ind.)
7. Essas providências __________________ saneamento 
da dívida pública. visar (pres. ind.)
8. A desvalorização do real ________________________ 
aumento da dívida pública. implicar (pres. ind.)
9. o diretor _______________ funcionários _________ 
suas decisões. informar (pret. perf. ind.)
 10. As informações veiculadas pela imprensa não 
_________________.
 proceder (pres. ind.)
 11. Diante dos fatos, a polícia _________________ prisão 
do suspeito. proceder (pret. perf. ind.)
 12. ___ que _________ esses objetivos?
 visar (pres. ind.)
 IV – Realize a regência nominalde acordo com a 
norma culta.
1. Não se deve fazer alusão _____________________ 
acontecimentos recentes.
2. o Código Civil foi adaptado ___________________ 
contemporaneidade.
3. os diretores permaneceram alheios _____________ 
solicitações dos funcionários.
4. Há uma estreita analogia ___________ a mitologia 
grega e a realidade da época.
5. A nova lei é constituída ___________ 120 artigos.
6. imbuídos _________________ espírito acadêmico, 
os estudantes participaram das palestras.
7. Esta minuta é passível ____________ críticas.
8. os coordenadores mostraram-se propensos 
__________________ mudanças.
9. o supervisor parece apto______________ assumir 
novas responsabilidades.
V – Empregue a crase corretamente.
1. o diretor solicitou ____ secretária que reservasse 
sua passagem.
2. os funcionários aderiram _____ manifestação por 
melhores salários.
3. ___ margens do rio, viam-se os casebres alagados.
4. ___ proporção que chovia, os rios da região 
transbordavam.
5. os candidatos começaram __________ reclamar da 
dificuldade da prova.
6. o diretor atribui ____ cada secretária uma tarefa.
7. A secretária solicitou uma pasta igual ____ esta.
8. Desejamos ____ V. S.a uma feliz estada na cidade.
9. o supervisor ofereceu ____ vendedoras melhores 
preços.
 10. os congressistas chegaram ____ Natal ____ vésperas 
do evento.
38Unidade 4
VI – Empregue adequadamente os pronomes 
demonstrativos.
1. Solange, traga-me _______________ pasta que está 
sobre sua mesa, por favor.
2. Peça ao Sr. gustavo para trazer-me __________ 
dossiê que está no arquivo.
3. ___________ loja fará liquidação de seu estoque e 
aguarda sua presença.
4. ___________ setor de vendas tem condições de 
atender as nossas necessidades?
5. ___________ semana, as pessoas podem comprar 
todos os produtos com desconto de 30%.
6. Há dois meses, abrimos nossa filial em Belo 
Horizonte. _________________ período, contratamos 
vários operários.
7. Há um século, nascia a nossa Empresa. 
_____________ época, as condições eram mais 
difíceis do que hoje.
8. Adotaremos, como medidas de controle do material, 
a requisição por escrito e a assinatura do chefe do 
setor. _____________ medidas são necessárias para 
a economia da firma.
9. Atentem-se para _____________ aviso: a partir de 
amanhã não será permitido circular nas dependências 
da Firma sem o crachá de identificação.
 10. Compareceram ao Seminário o diretor, o consultor 
e a secretária: __________________ ocupou-se dos 
convidados, ___________, da exposição dos dados 
estatísticos e _______________ dos discursos de 
abertura e encerramento do evento.
VII – Reescreva as frases, colocando, junto ao(s) 
verbo(s), o pronome indicado entre parênteses.
1. informarei sobre as mudanças ocorridas no Código 
Civil. (lhes)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
2. Nada fará mudar de opinião. (me)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
3. Vendem apartamentos no litoral. (se)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
4. Tão logo aproximei, reconheceram. (me; me)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
5. Quando entregarão o presente? (lhe)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
6. Meninos, protejam de chuva. (se)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
7. Em realizando o pagamento, o sócio poderá 
beneficiar do atendimento médico. (se; se)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
8. Vou contar as novidades da viagem. (lhes)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
9. Lembrarás de mim quando sentires alegre? (te; te)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
 10. os prédios antigos estão deteriorando, pela falta de 
conservação. (se)
 __________________________________________ 
 __________________________________________
confira suas respostas
i – 1. definimos 17. Neva
 2. ficarão 18. realizamos
 3. chegaram 19. recebeu
 4. comparece 20. Necessita-se
 5. deveis 21. Chegaram / chegou
 6. serão/sereis 22. Discutirão / discutirá
 7. foram/fomos 23. refletem / reflete
 8. soube 24. evidenciam / evidencia
 9. convocaram 25. tiveram / teve
 10. lidera 26. eram / era
 11. decidiu 27. são / é
 12. Batiam 28. são / é
 13. batia 29. fazem
 14. Alugam-se 30. corresponde
 15. oferecem-se 31. permanecia
 16. Há
ii – 1. desengonçados
 2. desengonçada
 3. incomparável / incomparáveis
 4. frios / frio
 5. na francesa
 6. meio
 7. bastantes
 8. anexas
 9. caro
 10. caras
 11. mesmas
 12. necessária
 13. sós
39Unidade 4
iii – 1. assistiram ao
2. assistiram o
3. assiste em
4. esqueceram o
5. lembraram o / lembraram-se do
6. Esqueceram-me as / Esqueceram-lhe as
7. visam ao
8. implica o
9. informou os funcionários de suas... / informou aos 
funcionários suas...
10. procedem
11. procedeu à
12. A que visam...?
iV – 1. aos
2. à
3. às solicitações
4. entre
5. de / por
6. de
7. de
8. às
9. para
V – 1. à
2. à
3. Às
4. À
5. a
6. a
7. a
8. a
9. às
10. a / às
Vi – 1. essa pasta
2. aquele dossiê
3. Esta Loja
4. Esse
5. Nesta
6. Nesse
7. Naquela
8. Essas
9. este
10. esta / esse / aquele
Vii – 1. informar-lhes-ei sobre as mudanças ocorridas no 
Código Civil.
2. Nada me fará mudar de opinião.
3. Vendem-se apartamentos no litoral.
4. Tão logo me aproximei, reconheceram-me.
5. Quando lhe entregarão o presente?
6. Meninos, protejam-se da chuva.
7. Em se realizando o pagamento, o sócio poderá 
beneficiar-se do atendimento médico.
8. Vou contar-lhes as novidades da viagem.
9. Lembrar-te-ás de mim quando te sentires alegre?
10. os prédios antigos estão deteriorando-se (estão 
se deteriorando), pela falta de conservação.
Discurso Administrativo
Unidade 5
Técnico em Transações Imobiliárias
Para isso, detalhamos aqui os princípios da 
redação oficial.
impessoalidade
o interesse geral dos cidadãos deve ser levado em 
conta, em detrimento de percepções particulares. 
os assuntos comunicados são relativos às 
atribuições do órgão ou da empresa que emite 
a correspondência, razão pela qual o tratamento 
dado aos assuntos deve ser impessoal. Em 
decorrência disso, a redação deve ser elaborada 
em nome do público e a linguagem, neste 
caso, assume também um caráter estritamente 
impessoal. Na prática, isso quer dizer que, numa 
correspondência oficial, não se deve usar de 
intimidades, de gírias ou de tratamento familiar. 
Para isso, sugerimos algumas precauções.
•	 Evite o uso de linguagem irônica, pomposa ou 
rebuscada e cheia de estilos pessoais.
•	 Diminua o grau de impessoalidade: use a 
linguagem em primeira pessoa, seja no singular 
ou plural (o chamado plural de modéstia).
Exemplo: “Apresentamos a Vossa Senhoria o 
documento”...
observação: um exemplo de abuso de 
impessoalidade é o uso do verbo na terceira 
pessoa com o pronome “se”. “Dessa forma, 
solicita-se a Vossa Senhoria...”;
•	 use o padrão culto da língua portuguesa.
Formalidade e uniformidade
As comunicações oficiais devem sempre obedecer 
a certas regras de forma: não bastam somente as 
exigências de impessoalidade e uso do padrão culto 
de linguagem, é necessário que as comunicações 
Objetivo:
•	 Conhecer	os	requisitos	necessários	à	redação	
administrativa.
comunicação na redação 
adminiStrativa
A comunicação que merece cuidados especiais 
é aquela realizada no âmbito da Administração 
Pública e das organizações de natureza privada, 
como empresas, instituições escolares, oNgs, 
associações, sindicatos, partidos.
A redação administrativa obedece a um conjunto 
de normas preestabelecidasque têm por objetivo 
a padronização da correspondência que tramita 
entre órgãos públicos e/ou empresas que tem 
como função, entre outras, a troca de informações, 
o reconhecimento de direitos e vantagens, o 
estabelecimento de obrigações, a comunicação 
de intenções e a realização de negócios.
um texto de boa qualidade, sob o ponto de vista 
linguístico, é aquele que obedece aos requisitos 
de correção e objetividade, clareza e concisão, 
coerência e coesão, visando à comunicação 
expressiva e consistente daquilo que se pretende.
Vale ressaltar que essa obrigatoriedade se aplica 
não apenas aos textos legais, como leis, decretos, 
portarias etc., mas também a toda correspondência 
que circula em órgãos da administração pública e 
em empresas particulares, tanto interna, quanto 
externamente. Essas correspondências devem 
permitir uma única interpretação. Além disso, 
devem ser estritamente impessoais e uniformes, 
o que exige o uso de um certo nível de linguagem.
É a partir daí que a linguagem do texto oficial se 
diferencia da linguagem de outros gêneros textuais.
42Unidade 5
obedeçam a formalidades, etiquetas e padrões 
de tratamento cerimonioso. São marcas dessa 
formalidade: polidez, cortesia e, principalmente, 
respeito ao interlocutor, o que implica dizer que 
o texto deverá observar as peculiaridades e as 
características de quem vai lê-lo.
Além disso, é necessário que as comunicações 
do poder público obedeçam a um padrão, o 
qual é obtido, por meio de procedimentos, 
normas e padrões que facilitem e agilizem 
o trabalho de elaboração de textos. isso é a 
uniformização, que será obtida por meio do 
chamado Discurso Administrativo Contemporâneo, 
que apresentaremos a seguir.
diScurSo adminiStrativo 
contemPorâneo
Do ponto de vista linguístico, a palavra discurso 
pode ser entendida como um encadeamento de 
palavras, ou mesmo uma sequência de frases 
segundo determinadas regras gramaticais e numa 
determinada ordem, de forma a comunicar um 
sentido. o conceito de discurso é sinônimo de 
enunciado e apresenta vários tipos. Por isso, 
podemos falar de discurso político, literário, 
teatral, filosófico, cinematográfico etc.
Nesse sentido, os discursos desempenham 
diversas funções, assumem várias modalidades 
e utilizam diferentes estilos de linguagens. um 
discurso político, por exemplo, tem estrutura 
e finalidade muito diferentes do discurso 
religioso, filosófico, científico ou publicitário. 
Alguns discursos orientam-se, sobretudo, para 
a demonstração, outros para a argumentação, 
outros ainda centram-se principalmente na 
persuasão.
Para efeitos didáticos, apresentamos o gênero 
administrativo com suas quatro qualidades 
essenciais e com os dez defeitos mais comuns.
QuaLidadeS
•	Objetividade
Ser objetivo é dizer apenas o que precisa ser dito. 
A objetividade textual traduz-se mediante o uso de 
linguagem direta, sem rodeios ou preciosismos. 
Hoje há uma predominância da ordem direta, 
não se recomenda o uso de parágrafos longos 
com excessivos entrelaçamentos de incidentes 
e orações subordinadas que possam causar 
dificuldades à análise e ao entendimento do 
interlocutor.
•	Clareza
Ser claro é procurar a expressão certa para 
dizê-la na ordem exata. A clareza facilita a 
percepção rápida das ideias expostas no 
texto. recomenda-se, portanto, o uso de 
períodos curtos, a ordem direta, a parcimônia 
na adjetivação, a ausência de ambiguidade 
(duplicidade de interpretações), rodeios 
(circulóquios), redundâncias e digressões, 
recursos que desviam a atenção do receptor 
sobre o que é essencial.
•	Concisão
Dizer o máximo com o mínimo de palavras. 
A concisão consiste em transmitir muito com 
poucas palavras, eliminando-se vocábulos e 
expressões supérfluos, a adjetivação desmedida, 
evitando-se, também, períodos extensos e 
emaranhados. A concisão traz clareza à frase. 
Para se obter concisão, é importante ter 
conhecimento do assunto, ter tempo para revisar 
o texto e retirar dele as ideias secundárias que 
nada acrescentam.
•	Harmonia
Levar sempre o conjunto das palavras e das 
frases em consideração. A harmonia está ligada 
à noção de coerência e coesão. A primeira 
deve ser entendida como unidade do texto. 
Podemos obter coerência interligando as ideias 
de maneira clara e lógica. Já a coesão consiste 
no entrelaçamento significativo entre declarações 
e sentenças sequenciais e não, meramente, de 
afirmações colocadas umas após as outras, pois 
os parágrafos significam mais do que uma simples 
sucessão de sentenças.
São várias as palavras que, num texto, assumem 
a função de conectivo ou de elemento de coesão:
– As preposições: a, de, para, por etc.;
– As conjunções: que, para que, quando, 
embora, mas, e, ou etc.;
43Unidade 5
– os pronomes: ele, ela, seu, sua, este, 
esse, aquele, que, o qual, cujo etc.;
– os advérbios: aqui, lá, assim, aí etc.;
Estes elementos, além de ligarem partes do 
discurso, estabelecem entre eles certo tipo de 
relação semântica: causa, finalidade, tempo, 
conclusão, contradição, condição e outras 
mais. A escolha do conectivo adequado é, pois, 
importante, uma vez que determina a direção 
que se pretende dar ao texto, manifestando as 
diferentes relações entre os enunciados.
Enfim, a escrita não exige que os períodos sejam 
longos e complexos, mas que sejam completos e 
que as partes estejam absolutamente conectadas. 
o redator deve ter clareza do que escreve e, 
uma vez escrito o enunciado, avaliar se o texto 
corresponde, exatamente, àquilo que queria dizer, 
evitando ambiguidades.
deFeitoS
•	Prolixidade
um texto prolixo é aquele que fornece informações 
desnecessárias. É também um texto enfadonho, 
fastidioso, por ser muito longo, usando mais 
palavras do que o necessário para a comunicação. 
A prolixidade é responsável pelos principais 
problemas de redação hoje em dia, resultado 
ainda da falsa percepção de que escrever muito 
é escrever bem.
Veja um exemplo:
Texto prolixo
Analisamos	 exaustivamente	 esses	 itens	 e	
constatamos,	após	longos	e	laboriosos	estudos,	
que	 os	 procedimentos	 adotados,	 quanto	 aos	
quesitos	 compras	 e	 contratações	 de	 serviços,	
estão	consoante	a	legislação	vigente.
Texto conciso
Os	procedimentos,	quanto	aos	quesitos	compras	
e	contratações,	estão	conforme	a	legislação.
Assim, na linguagem administrativa, não há a 
necessidade de caracterizar e personalizar, com 
julgamento de valor, o trabalho realizado. Por isso, é 
desnecessário dizer “analisamos exaustivamente”; 
“após longos e laboriosos estudos”. A expressão 
“legislação vigente” é redundante, pois apenas a 
palavra “legislação” já deixa evidente a vigência 
do texto.
•	Subjetividade
Esquecer o destinatário ou usar de intimidades. 
Pelo princípio da impessoalidade, os atos dos 
agentes públicos obrigatoriamente deverão 
ter como finalidade o interesse público, e não 
interesses pessoais, familiares ou de um círculo 
de pessoas amigas. Essa regra também vale para 
a linguagem oficial. o conteúdo das comunicações 
administrativas deve ser objetivo, ou seja, tratar de 
assuntos que dizem respeito ao interesse público, 
afinal, o emissor da mensagem está falando por 
um órgão, e não em nome pessoal.
•	Linguagem	rebuscada
imitação de modelos e fórmulas arcaicas. 
o conhecimento de um grande número de 
palavras eruditas não implica, necessariamente, 
o conhecimento da língua. othon Moacir garcia 
afirma que “se praticamente não se pode pensar 
sem palavras, é errôneo presumir que, dispondo 
apenas delas, se disponha igualmente de agilidade 
mental e de facilidade de expressão, pois é sabido 
que o comando da língua falada ou escrita 
pressupõe o assenhoramento de suas estruturas 
frasais combinado com a capacidade de discernir, 
discriminar e estabelecer relações lógicas, de 
forma que as palavras não apenas veiculem 
ideias ou sentimentos, mas reflitam também a 
própria atitude mental”. Da mesma forma, garcia 
(2002) continua, concluindo que “torna-se estulto 
presumir que basta estudar gramática para saber 
falar e escreversatisfatoriamente”.
Nesse caso, o estilo é que caracteriza a escrita. 
Estilo é tudo aquilo que individualiza a obra criada 
pelo homem, como resultado de um esforço 
mental, de uma elaboração do espírito, traduzindo 
em ideias, imagens ou formas concretas. Por isso, 
o apelo a formas previamente estabelecidas pode 
tornar o texto ridículo.
Exemplo:
“Dessa	forma,	pede	e	espera	de	V.	Ex.a	a	mais	
lídima,	cristalina	e	escorreita	justiça.”
44Unidade 5
outro exemplo, com uma frase de ladainha:
“Sem	mais	 para	 o	momento,	mister	 se	 faz	 a	
análise	prévia	dos	documentos	ora	apresentados,	
em	cuja	identidade	confiam	os	nobres	julgadores,	
a	fim	de	lhe	proporcionar,	ainda	que	desprovidos	
de	autoridade	legal,	o	entendimento	circunstancial	
do	objeto	e	também	o	seu	ponto	controverso.”
•	Redundância
repetição desnecessária de ideias. A redundância 
significa a utilização desnecessária, exagerada, 
repetitiva de palavras numa frase que poderia 
ser mais curta, pois que teria o mesmo sentido. 
Segundo o dicionário Aurélio, é a superfluidade 
das palavras. os exemplos na linguagem comum 
são inúmeros e utilizados a toda hora: “elo de 
ligação que faltava” (elo que faltava); “acabamento 
final” (acabamento)”; “em duas metades iguais” 
(em duas metades); “há anos atrás” (há anos); 
“surpresa inesperada” (surpresa).
Já a tautologia é um dos vícios de linguagem que 
consiste em dizer ou escrever a mesma coisa, 
por formas diversas, parecida com pleonasmo ou 
redundância.
Redundâncias, Pleonasmos e Tautologias
Acabamento final individualidade inigualável Exultar de alegria
Quantia exata Abusar demais Encarar de frente
Nos dias 8, 9 e 10, inclusive Expressamente proibido Comprovadamente certo
Superavit positivo Terminantemente proibido Fato real
Todos foram unânimes Em duas metades iguais Multidão de pessoas
Habitat natural Destaque excepcional Amanhecer o dia
Certeza absoluta Sintomas indicativos Criar novos empregos
Sugiro, conjecturalmente Há anos atrás retornar de novo
Como prêmio extra Vereador da cidade Frequentar constantemente
Juntamente com outra alternativa Empréstimo temporário
Em caráter esporádico Detalhes minuciosos / pequenos 
detalhes
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Conviver junto A razão é porque Surpresa inesperada
Passatempo passageiro interromper de uma vez Completamente vazio
Novo lançamento De sua livre escolha Colocar algo em seu respectivo 
lugar
Atrás da retaguarda Preconceito intolerante Escolha opcional
Planejar antecipadamente Medidas extremas de último caso Manter o mesmo time
repetir outra vez / de novo De comum acordo Labaredas de fogo
Sentido significativo inovação recente Erário público
Voltar atrás Velha tradição (os dicionários ensinam que 
erário é o tesouro público, por 
isso, basta dizer somente erário)
Abertura inaugural Beco sem saída Despesas com gastos
Pode possivelmente ocorrer Discussão tensa Monopólio exclusivo
A partir de agora imprensa escrita ganhar grátis
Última versão definitiva Sua autobiografia Países do mundo
obra-prima principal Sorriso nos lábios Viúva do falecido
gritar/ Bradar bem alto goteira no teto Elo de ligação
Propriedade característica general do Exército
(Só existem generais no Exército)
Criação nova
45Unidade 5
Exemplo:
Havia	um	homem	entre	a	multidão	a	qual	(=	a	
multidão)	dava	gritos	histéricos.
Havia	um	homem	entre	a	multidão	o	qual	(=	o	
homem)	dava	gritos	histéricos.
Reconstruindo a frase:
Exemplo:
O	 consultor	 imobiliário	 falou	 com	o	 diretor	 em	
sua	sala.
O	consultor	imobiliário	falou,	em	sua	sala,	com	
o	diretor.
O	 consultor	 imobiliário	 falou	 com	 o	 diretor	 na	
sala	deste.
Outros exemplos:
O	ciúme	da	mulher	levou-o	ao	suicídio.	(Quem	era	
ciumento?	O	suicida	ou	a	mulher?);
Conheci-o	 quando	 ainda	 criança	 (quem	 era	
criança?	O	sujeito	ou	o	objeto	do	verbo	conhecer?).
•	Detalhismo
Excesso de informações. Como a característica da 
redação oficial é a concisão, tudo que for além 
da informação estritamente necessária acaba 
prejudicando a leitura do texto administrativo. 
Lembre-se de que esse tipo de texto não é a 
mesma coisa que um texto literário, em que os 
detalhes são necessários para a qualidade da obra 
de arte. isso provém do conservadorismo, que 
gera o apego a formas arcaicas de comunicação 
e sem muita aplicabilidade na prática. Essas 
fórmulas não são modificadas em função da 
insegurança dos redatores. Por isso, é comum, 
aquele comportamento:
– Se esse texto era escrito desse modo 
antes, porque vou modificá-lo agora?
Comparecer em pessoa Brigadeiro da Aeronáutica;
(Só existem brigadeiros na 
Aeronáutica)
Exceder em muito
Colaborar com uma ajuda / 
auxílio
Almirante da Marinha; (Só 
existem almirantes na Marinha)
Expectativas, planos ou 
perspectivas para o futuro
Matiz cambiante A seu critério pessoal Continua a permanecer
Com absoluta correção / exatidão
Demasiadamente excessivo
Extraído do sítio <http://oto.blog.br/tautologia-pleonasmo-ou-redundancia/> com alterações.
•	Ambiguidade
uso de frases obscuras. No plano da expressão 
linguística, devemos então cuidar das seguintes 
falhas:
Ambiguidade provocada pelo pronome relativo 
que:
Exemplo: Havia	um	homem	entre	a	multidão	que	
dava	gritos	histéricos.
Quem dava gritos histéricos: o homem ou a 
multidão?
Ambiguidade provocada pelo pronome 
possessivo:
Exemplo: o professor falou com o diretor em 
sua sala.
De	quem	era	a	sala:	do	professor	ou	do	diretor?
Como eliminar a ambiguidade?
Usando a técnica do deslocamento – evita-se 
o uso do pronome relativo que referindo-se a dois 
substantivos:
Exemplos:
Havia	um	homem	entre	a	multidão	que	dava	gritos	
histéricos.
Havia	um	homem	que	dava	gritos	histéricos	entre	
a	multidão.
Entre	a	multidão	que	dava	gritos	histéricos	havia	
um	homem.
Usando a técnica da substituição do relativo 
– o pronome relativo que tendo como sinônimos:
o qual, a qual, os quais, as quais:
46Unidade 5
– Mas o meu chefe é muito tradicional 
e não vai aceitar essa modificação!
– o chefe gosta desse finalzinho: 
“Colho o ensejo...”
– Se eu for muito conciso, o texto vai 
ficar muito seco!
Em razão disso, acaba perpetuando-se 
uma tendência equivocada em alongar a 
correspondência. isso se faz por meio de extensas 
introduções e formas de saudação final piegas, 
como a que vemos abaixo:
– Venho por meio desta...;
– Tenho a satisfação...;
– Tenho a subida honra...;
– É com satisfação...
Na expressão “venho por meio desta...”, por 
exemplo, temos uma espécie de comentário 
sobre a própria correspondência. ora, se é pela 
carta, ofício, memorando, e-mail que você está 
se dirigindo à pessoa, não há necessidade de 
explicitar o meio/expediente. Quanto à fórmula 
“tenho a honra/ tenho a subida honra...” nem 
sempre haverá satisfação ou honra em fazer uma 
comunicação. Às vezes, o redator não observa a 
informação e, por isso, temos pérolas como:
“Tenho	a	honra	de	informar	que	seu	projeto	de	
lei	em	tramitação	nesta	comissão	foi	rejeitado	na	
reunião	do	dia	20.”
Então, como faço para resolver isso? Vá direto 
ao ponto. Pergunte sempre qual o objetivo da 
comunicação: informar algo? Solicitar algo? 
responder a alguém?
Em geral, as correspondências oficiais são a 
formalização de um ato administrativo. Por vezes, 
a resistência do redator ao uso de um verbo 
relacionado a esses atos, está na dúvida, como já 
dito, de saber se isso não vai ficar muito artificial. 
Por isso, apresentamos abaixo alguns exemplos 
de excesso de detalhes na redação do texto 
administrativo, com a sua respectiva correção.
Em vez de dizer... Vá direto ao assunto e diga..
Acusamos o recebimento, no dia... último, do 
presente ofício...
Em atenção ao ofício no...., informamos...
Chegou aos nossos ouvidos que... Fomos informados que...
Como é do conhecimento de V. S.as, apresento-lhes... Apresento a V. S.as... ou Apresentamos a V. S.as...
Cumpre dirigir-me a V. S.a para informar... informo a Vossa Senhoria... informamos a V. S.as 
que...
É nossa opinião que... opinamos pela...
Em data de ontem, chegou às minhasmãos a 
carta no...
Em atenção à Carta de no ... * Se ele(a) está 
respondendo,está óbvio que ele(a) recebeu a 
carta.
É-me grato formular a presente com o fim de 
solicitar a Vossa Senhoria...
Solicito a Vossa Senhoria...
Em resposta à solicitação de V. S.as em sua 
missiva...
Em resposta ao ofício (carta)...
Faça chegar às mãos do Sr... Envie (Entregue) ao sr. Fulano...
Fazemos chegar ao prezado amigo nossas 
desculpas...
Desculpamo-nos...
Ficamos no aguardo de suas notícias... Aguardamos notícias...
Formulamos a presente para solicitar a V. S.as 
que...
Solicitamos a V. S.as que...
47Unidade 5
Há meses, solicitou-nos V. S.a o obséquio de 
verificar a possibilidade de instalar-se com seus 
escritórios nesta cidade...
Trata-se de uma resposta de ofício. o início da 
resposta formal.
Honra-nos, sobremodo, a carta em nosso poder, 
em que V. S.a nos solicita informações sobre a 
posição ...
Em atenção ao ofício no...., informamos...
Temos a grata satisfação de comunicar-lhes que... Em referência à Carta no....
É desnecessário dizer que nos colocamos a sua 
disposição...
Comunicamos a Vossa Senhoria que...
Era o que tínhamos para o momento, adiantando 
que estamos atentos a qualquer modificação na 
atual posição e lhe daremos notícias imediatas.
Atenc iosamente, ou respe i tosamente, 
dependendo da autoridade.
Sendo o que nos cabe no momento... A tenc iosamente, ou respe i tosamente, 
dependendo da autoridade.
•	Oficialismo
Excesso de justificativas e referências ao 
ordenamento institucional. É o abuso de 
expressões como
“salvo melhor juízo”, “de ordem”, “em atenção ao 
que dispõe o conteúdo...”.
•	Pedantismo
uso de palavras raras (muitas vezes com o sentido 
alterado), jargão, estrangeirismos, gerundismos 
etc. o pedantismo também está associado ao uso 
de palavras e expressões prontas e que, muitas 
vezes, não carregam sentido nenhum.
•	Estereótipos
uso de lugares-comuns, expressões sem 
originalidade. o lugar-comum é um dos vícios 
que mais alimenta a prolixidade e a sua presença, 
em documentos oficiais e comerciais, é notável. 
Entende-se por lugar-comum a repetição de 
frases ou expressões batidas e frequentes que 
nada acrescentem à mensagem. Denotam, 
verdadeiramente, pobreza de estilo e falta de 
imaginação do redator.
Veja:
– Por intermédio desta, solicitamos...
– Sirvo-me desta missiva, para...
– Vimos, pela presente, solicitar...
– Tem esta a finalidade de apresentar...
Se você envia um ofício ou uma carta, é 
porque tem alguma coisa que comunicar. Toda 
correspondência tem uma finalidade. Não é 
necessário, pois, frisar que vai comunicar algo 
através do ofício ou da carta. Tudo isso é inútil e, 
além de acarretar perda de tempo e de material, 
faz muito pouco da inteligência do receptor.
Também o fecho dessas correspondências 
costuma apresentar uma série de lugares-comuns.
– N a d a m a i s h a v e n d o a t r a t a r, 
apresentamos...
– Finalizando esta, enviamos...
– Sendo o que se nos oferece no momento, 
subscrevemo-nos...
– Sem mais para o presente, apresentamos...
Se você assina o ofício ou a carta, é porque 
nada mais tinha a declarar ou a tratar. Não há 
necessidade, portanto, de frisar essa falta do que 
dizer ou acrescentar.
Atestados, certidões e declarações costumam 
apresentar, logo no início, o invariável “para 
os devidos fins”. Considere o seguinte, a fim 
de melhor compreender a inutilidade desse 
lugar-comum: todo documento é passado 
com alguma finalidade. Não existindo essa, o 
documento é inútil. A finalidade pode ser geral 
ou específica. Se geral, não há necessidade de 
esclarecer “para os devidos fins”; se específica, 
declara-se qual: para fins de imposto de renda, 
para fins de recebimento de salário-família etc.
48Unidade 5
Logo, o fecho das comunicações administrativas 
deverá ser conciso, evitando-se aquele tradicional 
e piegas fecho de cortesia “Colho o ensejo para 
renovar a Vossa Senhoria protestos da mais 
elevada consideração”.
Esses fechos, além de não dizerem nada 
de importante, provocam o desperdício de 
material e de tempo. Daí a preferência por 
fechos como “respeitosamente (autoridade de 
grau hierárquico superior)”, “Atenciosamente 
(autoridade de grau hierárquico inferior ou igual ao 
do emissor)”, “Cordialmente”, conforme o modelo 
do documento. Para os modelos oficiais, usam-se 
apenas os dois primeiros.
•	Coloquialismo
uso de palavras e expressões coloquiais, gírias 
etc. Existem outros aspectos que prejudicam 
a legibilidade e imprimem ao texto um registro 
coloquial, comum nas situações informais da 
língua falada, mas inadequado na redação oficial, 
entre eles podemos citar estes.
– uso excessivo de pronomes pessoais, 
possessivos, dos artigos indefinidos um, 
uma, e da conjunção que.
– Mistura de pronomes de tratamento.
– Colocação dos pronomes pessoais átonos 
mal feita.
– regência verbal indevida.
– Concordância nominal e verbal equivocada.
– uso de fragmentos de frase.
– Versões desnecessárias.
– Existência de pontuação ou seu uso 
incorreto.
49Unidade 6
Documento entre Empresas
Unidade 6
Técnico em Transações Imobiliárias
Objetivo:
•	 Conhecer	as	normas,	que	regem	o	documento	
empresarial.
documentoS adminiStrativoS
Orientações gerais
•	Diagramação	–	Padrão	básico
– Tamanho do papel: A4 (29,7cm x 21,0 cm).
– Fonte: Arial 12 no texto em geral, 11 nas 
citações e nas ementas da ordem de 
Serviço, do Parecer e da Portaria, e 10 
nas notas de rodapé.
– Nos casos de símbolos inexistentes na 
fonte Arial, utilizam-se as fontes Symbol 
e Wingdings.
– Numeração das páginas: obrigatória a 
partir da segunda.
– Numeração dos parágrafos: todos 
numerados, com exceção do primeiro e 
do fecho.
– Espaçamento entre linhas: simples e de 
6 pontos após cada parágrafo.
– Margem lateral esquerda: no mínimo 
3,0 cm de largura.
– Margem lateral direita: 1,5 cm.
– Margens superior e inferior: 2 cm.
– Alínea dos parágrafos: 2,0 cm.
– Na correspondência oficial, a impressão 
pode ocorrer em ambas as faces do 
papel. Nesse caso, as margens esquerda 
e direita terão as distâncias invertidas nas 
páginas pares (“margem espelho”).
– os textos devem ser impressos na cor 
preta em papel branco, reservando-se, 
se necessário, a impressão colorida para 
gráficos e ilustrações.
•	Formulários
Devem ser mantidos os formulários já existentes, 
elaborados para assuntos rotineiros. Nada impede, 
também, que órgãos públicos ou privados criem 
formulários próprios para rotinas específicas, 
na medida do possível; neste caso o órgão/a 
empresa terá cuidado de verificar se já não existe 
formulário que responda à necessidade, a fim de 
evitar a criação desnecessária de formulário. o 
memorando e os outros expedientes adequados 
servirão, portanto, para as comunicações que não 
se enquadrem na rotina dos formulários.
•	Logomarcas
Em material de divulgação e assemelhados, não 
há impedimento para o emprego de logomarcas.
•	Siglas
A sigla é uma espécie de abreviatura, formada de 
iniciais ou primeiras sílabas das palavras de uma 
expressão que representa nome de instituição, 
partido, órgão, departamento, setor etc.
Em geral, o uso da sigla deve obedecer ao 
seguinte critério: na primeira menção, deve-se 
grafar o nome por extenso com a respectiva 
sigla entre parênteses, e, a partir de então, fazer 
referência apenas à sigla.
Quanto à flexão e à derivação, aquelas siglas 
que estão bem incorporadas ao vocabulário do 
50Unidade 6
dia a dia das pessoas passam a sofrer flexões 
de número, com o acréscimo, ao final, de um s 
minúsculo, como no exemplo a seguir:
CPi: Comissão Parlamentar de inquérito.
CPis: Comissões Parlamentares de inquérito.
Evite, portanto, o uso do apóstrofo: CPi’s. As siglas 
também podem originar palavras derivadas:
PMDB – Partido do Movimento Democrático 
Brasileiro. Peemedebista: membro do PMDB.
Algumas siglas provenientes de língua estrangeira 
mantêm a sua grafia na língua original. Ex.: 
uFo – unidentified Flying object (objetovoador não identificado); AiDS – Acquired 
immunological Deficiency Syndrome (síndrome 
de imunodeficiência adquirida).
Quanto à grafia, a sigla não tem ponto abreviativo. 
Por isso, ela é escrita com caracteres maiúsculos, 
uma vez que se trata de letras iniciais de nomes 
próprios. No entanto, escrevem-se apenas com 
inicial maiúscula as siglas com mais de três 
letras, lidas como se fossem sílabas: Bradesco, 
Petrobras, Siderbras, usiminas, Anatel, Prodasen, 
Cefor, Cenin, Demap.
Algumas sílabas têm representada em minúsculo a 
letra que não constitui inicial de um dos elementos 
componentes: unB – universidade de Brasília.
carta emPreSariaL*
Por ser a carta o documento empresarial de maior 
utilização, dedicaremos uma unidade exclusiva 
para esse tipo de correspondência.
A carta empresarial consta das seguintes partes 
básicas: cabeçalho, texto e fecho.
 – o timbre
 – o índice e o número
 – a data
CABEçALHo – o endereço
 – a linha de atenção
 – a referência ou o assunto
 – o vocativo
 – a introdução
TExTo (corpo da carta) – o desenvolvimento
 – a conclusão
 – a despedida (a fórmula de cortesia)
 – a assinatura
 – as iniciais
FECHo – a indicação de anexos
 – o aviso de cópias
 – o pós-escrito
 – o aviso de segunda folha
* Texto adaptado do livro Correspondência	Empresarial, de Adalberto Kaspary.
Alguns desses elementos citados, tanto no 
cabeçalho quanto no fecho, são componentes 
eventuais.
O CABEÇALHO
o timbre oferece ao leitor, num relance, 
informações sobre o remetente.
o índice indica o setor ou o departamento 
especializado que está expedindo a carta. 
Serve de indicação oportuna para o remetente, 
com vista ao arquivamento dos papéis, como 
também ao destinatário, que sabe a que setor 
da empresa dirigir-se, em função do assunto que 
lhe interessa resolver.
51Unidade 6
Logo após o índice, vem o número de ordem da 
carta. Como essa numeração é reiniciada a cada 
ano, ela é seguida do número indicativo do ano: 
DC/214-2008 (Carta no 214, de 2008, expedida 
pelo Departamento de Crédito).
o índice e o número da carta costumam ser 
separados por uma diagonal( / ). os dois números, 
o da carta e o do ano, é recomendável separá-los 
por um hífen( - ), o que torna mais fácil a leitura 
do conjunto.
o índice e o número da carta podem ser colocados 
no canto superior esquerdo do papel, na mesma 
altura da data:
DCM/765-2010
ou no canto superior direito do papel. Essa prática 
atende a um critério de funcionalidade, pois 
visualiza melhor os dois elementos.
DCM/765-2010
A data é a indicação do lugar, do dia, do mês e 
do ano em que se expede a carta:
Brasília, 21 de setembro de 2010.
Quando o papel é timbrado, pode-se omitir 
a indicação do lugar, desde que a carta seja 
expedida da localidade constante no timbre e 
que este não apresente vários endereços, como 
de filiais, sucursais etc.
Na correspondência externa, deve-se escrever 
por extenso o nome do mês (e sempre com 
inicial minúscula, conforme determinam as 
normas ortográficas). Deve-se evitar, também, 
a representação abreviada dos algarismos 
indicativos do ano: 99, 03 etc.
o endereço compreende o nome (pessoa física) 
ou a razão social (pessoa jurídica) e o endereço 
propriamente dito do destinatário. No corpo da 
carta, é colocado junto à margem esquerda do 
papel, em linhas dispostas em bloco, logo abaixo 
da posição tradicional do índice e do número 
da carta, devendo ser idêntico ao constante no 
envelope:
Senhores
Meira, Matos & Cia. Ltda.
Avenida dos industriários, 857
xxxxx-xxx Soledade – rS
Senhor Doutor
Sérgio oliveira
rua Barata ribeiro, no 673
xxxxx-xxx Copacabana – rJ
A disposição dos elementos do endereço obedece 
a ordem descrita a seguir.
1o – Tratamento e, se for o caso, título profissional 
do destinatário, quando pessoa física: 
Senhor(es); Senhor Doutor; Sr. Engo etc., 
e, no caso de o destinatário ser pessoa 
jurídica, somente se pode antepor o 
tratamento Senhor(es) à razão social, se 
esta for composta dos nomes das pessoas 
que integram a sociedade; caso contrário, 
começar-se-á imediatamente pelo nome da 
empresa:
Senhores
gomes, Bauermann & Cia. Ltda.
Editora Cultural S. A.
2o – Nome ou razão social do destinatário, 
de forma clara e na grafia adotada pelo 
respectivo detentor:
Sr. Dr. 
Alberto Saraiva gomes
Frigorífico Leão S. A.
3o – Endereço do destinatário, com todas as 
indicações necessárias: rua, CEP (Código 
de Endereçamento Postal), localidade etc.:
Construtora Barbosa S. A.
rua Domingos Crescêncio, 890
xxxxx-xxx Porto Alegre – rS 
Sr. Dr.
Mariano Peixoto Alves
Avenida Júlio de Castilhos, 1418
xxxxx-xxx águas de Lindoia – SP
52Unidade 6
Algumas informações importantes.
•	 Atualmente,	 as	 indicações	 que	 precedem	 o	
nome ou a razão social do destinatário – A, À, 
Ao – foram abolidas:
Aurora Turismo S. A.
rua Bento gonçalves, 783
xxxxx-xxx Curitiba – Pr
•	 No	 caso	de	pessoa	 física,	 o	 tratamento	 e	 o	
título profissional do destinatário devem ficar 
na primeira linha, reservando-se a segunda 
para o nome. Desta forma, o leitor sabe que, 
na segunda linha, encontrará, efetivamente, o 
destinatário da correspondência:
Sra Profa
Vera Sampaio
Avenida Protásio Alves, 900, ap. 601
xxxxx-xxx Porto união – SC
•	 Há	casos	em	que,	no	endereço,	além	do	nome	
do destinatário, aparece o nome do cargo 
que ocupa na empresa em que exerce suas 
atividades:
Sr. Prof.
Antônio Pereira Linhares
Diretor da gráfica Mercúrio S. A.
rua Coronel Borges do Canto, 779
xxxxx-xxx Juazeiro do Norte – CE
•	 Havendo	caixa postal, não se menciona, no 
endereço, a rua (avenida etc.) do destinatário:
Livraria Cultural 5/A
Caixa Postal 890
xxxxx-xxx Camaçari – BA
•	 A	colocação	do	CEP	(Código	de	Endereçamento	
Postal) no endereço interno da carta é muito 
oportuna; pois, com isso, se têm, agrupados, 
todos os elementos necessários sobre o 
destinatário, para o caso de correspondências 
futuras, evitando-se, assim, perda de tempo 
com a procura em guias especializados, nem 
sempre à mão.
•	 No	caso	em	que	a	correspondência	é	endereçada	
para a mesma localidade do remetente, o nome 
da localidade, com a indicação do estado (em 
forma de sigla), pode ser substituída pelas 
expressões Nesta Cidade ou Nesta Capital, 
conforme o caso. Mesmo assim, no entanto, 
é indispensável colocar o número do CEP no 
endereço.
•	 Não	há	razão	para	se	destacar	o	nome	ou	a	
razão social do destinatário, bem como o nome 
da localidade. o que interessa para os Correios 
é a exatidão dos dados do endereçamento, 
principalmente, do número do CEP.
Segundo a praxe, é perfeitamente válida a 
colocação do endereço do destinatário dentro 
da carta: por questão de deferência, pois, 
dá-se um tratamento mais personalizado 
ao destinatário, e, por organização, a não 
colocação desse endereço dentro da carta faz, 
muitas vezes, que se perca a única fonte dessa 
informação para correspondências futuras. 
•	 Atualmente,	adota-se	a	chamada	pontuação	
aberta, isto é, não se pontuam os finais de 
cada elemento do endereço:
Sra Profa
Amélia Cordeiro de Mello
Diretora do Colégio Pio xii
Praça dos girassóis, s/no. – Centro
xxxxx-xxx Palmas – To
Algumas normas e recomendações da ECT sobre 
o endereçamento externo
– No caso de envelopes com endereçamento 
digitado, o número correspondente do CEP 
pode ser a primeira informação da última linha. 
Podem-se colocar na mesma linha o CEP e 
o nome da localidade, seguidos da sigla do 
estado, ou o nome da localidade, seguido da 
sigla do Estado, numa linha, deixando-se o CEP 
sozinho ou não na última linha:
....................
....................
xxxxx-xxx Brasília – DF
ou
....................
.................... 
Brasília – DF
xxxxx-xxx
– No caso de envelopes endereçados à mão (e 
somente neste caso), o CEP deve ser anotado 
nos retângulos a ele destinados.
53Unidade 6
– Não se deve escrever a sigla CEP antes do 
número respectivo.
– Não se devem separar os algarismos do CEP. 
A forma correta é assim: xxxxx-xxx.
– Não se deve sublinhar a última linha doendereço.
– É indispensável a colocação do endereço 
completo do remetente no verso ou em outra 
área do envelope.
A linha de atenção é empregada quando se 
deseja que a correspondência, dirigida a uma 
empresa, geralmente de médio porte para cima, 
seja aberta por determinado funcionário, que 
deverá encarregar-se do assunto exposto. Pode-se 
indicar o nome da pessoa e/ou do departamento 
a que se deseja encaminhar especificamente a 
correspondência.
A linha de atenção pode ser colocada:
a) no endereço, após o nome da empresa, 
abreviadamente ou por extenso:
Curtume Salgueiro S. A.
At. Sr. Carlos Meireles
Avenida Bento gonçalves, 1.100
xxxxx-xxx Montes Claros – Mg
b) entre o endereço e o vocativo (ou em 
qualquer lugar visível), também abreviadamente 
ou por extenso:
irmãos Perim & Cia. Ltda.
rua Antônio Broilo, 612
xxxxx-xxx Palmas – To
À atenção do Sr. Mário Pericolo
Prezados Senhores:
.............................................................
Apesar de ser solicitada a atenção de determinada 
pessoa ou de determinado departamento, a carta 
é dirigida a uma entidade coletiva (Irmãos 
Perim & Cia. Ltda.), razão por que o vocativo 
fica no plural. 
Não se deve confundir a expressão à atenção de 
(abreviadamente at.) com outra, aos cuidados de 
(abreviadamente A/C ou a/c), empregada quando 
a correspondência é entregue ao destinatário por 
intermédio de uma entidade:
Sr. Eng.
Maurício Bastos
A/C Construtora Tabajara S. A.
rua Luís Mendonça, 957
xxxxx-xxx recife – PE
A correspondência acima é dirigida ao Engenheiro 
Maurício Bastos, sendo-lhe entregue por intermédio 
da Construtora Tabajara S.A. Trata-se, portanto, 
de correspondência dirigida à pessoa nominada, e 
não à empresa, que apenas serve de intermediária 
ou de ponto de referência na destinação e na 
entrega do documento.
Em vez de se usar a linha de atenção, pode-se, 
também, dirigir a correspondência diretamente 
à pessoa ou ao departamento específico, 
mencionando-se, em seguida, o nome da 
empresa. Têm-se, assim, duas possibilidades de 
endereçar a correspondência:
a) com a linha de atenção (endereçamento 
indireto)
Metalúrgica Saturno S. A.
À atenção do Sr. Pedro Alvarenga – Dep. de 
Fundição
Travessa do ouvidor, 729
xxxxx-xxx Caxias – rJ
b) sem a linha de atenção (endereçamento 
direto)
Senhor
Pedro Alvarenga
Departamento de Fundição
Metalúrgica Saturno S. A.
Travessa do ouvidor, 729
xxxxx-xxx Caxias – rJ
As duas formas de endereçamento são corretas. 
o emprego de uma ou de outra depende 
exclusivamente da vontade do remetente ou da 
orientação adotada pela empresa.
A referência ou o assunto é uma síntese do 
conteúdo da carta. Esse dado é muito útil, 
tanto para a pessoa que classifica e arquiva a 
correspondência como para quem a recebe, que, 
num relance, toma conhecimento do assunto 
exposto.
54Unidade 6
A palavra epígrafe é utilizada impropriamente por 
alguns como sinônimo de referência. Epígrafe, na 
linguagem comum, significa “título ou frase que 
serve de tema a um assunto”; em bibliografia, 
tem o sentido de “sentença ou divisa posta no 
frontispício (página de rosto) de livro, capítulo, 
princípio de discurso, conto, composição poética 
etc.”; em técnica de redação legislativa, é a “parte 
da norma que indica sua natureza (nome), número 
e data”: Decreto-Lei no 2.227, de 16 de janeiro 
de 1985.
A referência aparece, tradicionalmente, entre 
o endereço e o vocativo, a igual distância dos 
dois, junto à margem esquerda ou do meio em 
direção à margem direita, dependendo do estilo de 
disposição da carta no papel. A posição do meio 
em direção à margem direita oferece a vantagem 
da melhor visualização. Pode vir antecedida, 
ou não, da abreviatura Ref. Não se usando a 
abreviatura, é interessante sublinhar os termos 
da referência. Pode ser apresentada, pois, de 
duas maneiras:
a) precedida da abreviatura ref.:
Vilela & Cia. Ltda.
Caixa Postal 2.315
xxxxx-xxx Nova Aurora – Pr
ref.: Seu pedido no 34-2005
Prezados Senhores:
...............................................................
b) não precedida da abreviatura ref. 
(e sublinhada):
indústria de Móveis Nobel Ltda.
At. Sr. Clóvis – Dep. Comercial
W3 Sul bl. C lj. 57
xxxxx-xxx Brasília – DF
Prazo de entrega de móveis
Senhores:
..............................................................
o vocativo é a saudação de cortesia dirigida 
ao destinatário antes de entrar no assunto 
propriamente dito da carta.
Por questão de deferência e respeito, recomenda-se 
não abreviar qualquer dos termos do vocativo.
o vocativo compreende o tratamento dado ao 
destinatário, seguido, se for o caso, de seu cargo, 
função ou título profissional:
– Senhores: Senhor gerente: Senhor Professor:
Havendo um relacionamento maior entre 
remetente e destinatário, consolidado por meio 
de repetidas e satisfatórias transações, o vocativo 
pode vir antecedido da palavra prezado:
– Prezado Senhor: Prezados Senhores:
Ainda num maior grau de afetuosidade entre 
remetente e destinatário, o vocativo passa a ser 
individualizado, nominal:
– Prezado Senhor ricardo:
Em cartas de caráter cerimonioso, dirigidas a 
autoridades, o vocativo costuma vir antecedido do 
tratamento convencional (o mesmo acontecendo 
no endereço):
– Excelentíssimo Senhor Ministro:
Por ser termo oracional, a rigor, o vocativo deve 
sempre ser pontuado. Como se continua com 
novo parágrafo e inicial maiúscula, empregam-se 
os dois-pontos ( : ). o vocativo deixa de ser 
pontuado, no entanto, quando, na carta, se 
emprega a chamada pontuação aberta.
o vocativo deve estar em harmonia com o 
resto da carta; o tom utilizado no vocativo deve 
corresponder ao utilizado em todo o texto da carta 
e no fecho.
Segue um quadro referente aos tratamentos 
utilizados na redação empresarial/oficial, para 
consulta.
55Unidade 6
CARGO TRATAMENTO ABREVIATURA VOCATIVO ENDEREÇAMENTO
Presidente da 
república
Vice-Presidente da 
república
Vossa Excelência V. Ex.a Excelentíssimo Senhor
Presidente da
república ...
Excelentíssimo Senhor
...
Presidente da 
república Federativa do Brasil...
Chefe do gabinete 
Civil e Chefe do 
gabinete Militar 
da Presidência da 
república
Ministros de Estado
Consultor-geral da 
república
Vossa Excelência V. Ex.a Excelentíssimo Senhor 
...
Sua Excelência o Senhor
Ministro de...
ou
Excelentíssimo Sr. Dr.
Fulano de Tal
Chefe do ...
Membros do 
Congresso Nacional
Embaixadores
Procuradores-gerais
oficiais generais
Professores 
Catedráticos
Vossa Excelência V. Ex.a Excelentíssimo Senhor 
...
Sua Excelência o Senhor
Deputado ...
Membro da Câmara ...
governadores de 
Estados e Distrito 
Federal
Presidente e Membros 
de Assembleias 
Legislativas
Prefeitos Municipais
Vossa Excelência V. Ex.a Excelentíssimo Senhor
governador, Prefeito 
etc.:
Excelentíssimo Senhor
 ...
governador ...
Presidente e Membros 
do Supremo Tribunal 
Federal
Presidente e Membros 
do Tribunal Federal de 
recursos
Vossa Excelência V. Ex.a Excelentíssimo Senhor
Presidente (ou 
Membro) do Egrégio 
(ou Colendo) Tribunal:
Excelentíssimo Senhor
 ...
Presidente do Egrégio ...
Juízes de Direito
Juízes do Trabalho
Juízes Eleitorais
Juízes Federais
Auditores da Justiça 
Eleitoral
Meritíssimo MM. Meritíssimo Senhor
Juiz do ...
Senhor Juiz do ...
Meritíssimo Senhor ...
Dr. Fulano de Tal
Juiz do ...
reitor da universidade
Vice-reitor
Pró-reitores
Vossa Magnificência V. Mag.a Magnífico reitor:
Excelentíssimo Senhor 
reitor:
Sua Magnificência o Senhor ...
reitor da
universidade ...
Papa Vossa Santidade V. S. Santíssimo Padre: Sua Santidade o
Papa ....
Cardeais Vossa Eminência V. Em.a Eminentíssimo ou 
reverendíssimo 
Senhor:
Sua Eminência reverendíssima
Dom ....
Cardeal de ...
Bispos e Arcebispos Vossa Excelência
reverendíssima
V. Ex.a 
rev.ma
Excelentíssimo ou 
reverendíssimo 
Senhor:
Sua Excelência reverendíssima
Dom ....
Arcebispo de ...
Sacerdotes, cléricos e 
religiosos em geral
Vossa reverência
Vossa 
reverendíssima
V. rev.a
V. rev.ma
reverendo Senhor: Sua reverência ....
Padre ....reis e imperadores Vossa Majestade V. M. Vossa Majestade: Sua Majestade, o
rei ....
Príncipes, duques e 
arquiduques
Vossa Alteza V. A. Vossa Alteza: Sua Alteza, o
Príncipe ....
56Unidade 6
CARGO TRATAMENTO ABREVIATURA VOCATIVO ENDEREÇAMENTO
outras pessoas e 
demais autoridades, 
comerciantes, 
funcionários de igual 
categoria de quem 
escreve, chefe de 
seção, oficiais até 
coronel, pessoas 
de cerimônia e 
profissionais liberais
Vossa Senhoria V. S.a Prezado Senhor:
Senhor:
Senhor ....
Coordenador da.... ou
Sua Senhoria o Senhor....
Algumas informações
– Em comunicações oficiais, aboliu-se o uso do 
tratamento (DD.) para as autoridades arroladas 
nessa forma de tratamento. A dignidade é 
pressuposto para que se ocupe qualquer cargo, 
sendo desnecessária sua repetida evocação.
– A forma de tratamento VoSSA é utilizada 
quando nos reportamos diretamente ao 
receptor; SuA, quando, diante de um receptor, 
nos referimos a uma 3a pessoa.
Exemplos: Vossa Excelência parece satisfeito.
 Senhores congress i s tas : Sua 
Excelência, o Presidente da república, 
acaba de fazer um pronunciamento 
à nação sobre a relevância do tema 
deste congresso.
O TEXTO
A introdução tem por objetivo despertar o interesse 
do leitor, captar sua atenção.
A regra, na introdução da carta, é entrar 
diretamente no assunto, sem expressões e 
frases inúteis, que nada contribuem para a 
transmissão eficaz da mensagem. A regra aplica-se, 
principalmente, àquelas enviadas com o propósito 
de veicular comunicações sobre o dia a dia da 
vida dos negócios:
– Solicitamos que nos enviem, até ...
– informem-nos, por gentileza, ...
– Encaminhamos a V. S.a, anexa, a lista ...
– Agradecemos suas imediatas providências ...
– Estamos interessados em ...
Em cartas rotineiras, não há razão para se falar, 
a cada momento, em honra, satisfação, prazer 
e outras palavras semelhantes. Elas devem 
ser reservadas para ocasiões especiais, para a 
transmissão de mensagens que sejam, realmente, 
motivo de honra, satisfação, prazer etc.:
– Temos a honra de convidar V. Ex.a para 
comparecer à solenidade ...
– Com muita satisfação comunicamos a V. S.as 
que, a partir desta data, temos à sua disposição 
um moderno ...
– Temos o prazer de enviar-lhe um exemplar do 
primeiro número da publicação ...
– Ficamos muito honrados com o convite para 
...
– Foi para nós motivo de particular satisfação 
saber que essa Empresa conquistou o prêmio 
de ...
– Parabéns pelo extraordinário sucesso ...
– recebam nossos efusivos cumprimentos pela 
passagem do cinquentenário de ...
o emprego das palavras certas nas ocasiões 
apropriadas tornam as cartas bem-sucedidas.
Vale lembrar, também, que, ainda hoje, há os 
que iniciam suas cartas com “Em resposta ao 
seu prezado favor de ...” ou “Temos em mãos 
seu estimado obséquio de ...”, querendo referir-se 
a um pedido que a empresa recebeu. Assim 
falando estamos rebaixando a qualidade de 
nossos produtos ou serviços, que são adquiridos 
ou solicitados por “favor”.
Em relação à carta que exige resposta, não 
é necessário repetir os termos daquela a que 
estamos respondendo: “Em resposta à carta em 
que V. S.a nos pergunta se temos condições de ...”
Basta mencionar o número da carta a que se 
responde ou, se não o tiver, a data que nela 
consta:
– Em atenção à carta no 306-2008, ...
– Em resposta à sua carta de 18 do corrente, ...
57Unidade 6
o desenvolvimento refere-se ao motivo da carta; 
à exposição clara do assunto ao destinatário.
o texto deve referir-se a um só assunto, em torno 
do qual há de estruturar-se todo o conjunto da 
mensagem.
Se houver necessidade de tratar de diversos 
assuntos na mesma carta, o ideal é utilizar a 
chamada carta com tópicos marginados.
A conclusão é o parágrafo que encerra o corpo da 
carta, não se tratando, pois, do fecho de cortesia.
Nesse parágrafo, deve-se levar em conta a 
natureza da carta, que sempre deverá atender a 
um dos seguintes objetivos.
– induzir o leitor a agir, isto é, a fazer aquilo que 
se deseja dele.
ou
– Deixar boa impressão sobre o remetente, caso 
não se pretenda a ação do destinatário.
Muitas vezes, o parágrafo de encerramento engloba 
a fórmula de cortesia da carta, principalmente, em 
comunicações mais rotineiras.
Eis alguns parágrafos de encerramento do texto 
ou do corpo da carta.
– Teremos prazer em proporcionar-lhe quaisquer 
informações adicionais ou em responder a 
eventuais perguntas que deseje fazer.
– Estamos satisfeitos em contar com sua 
colaboração.
– Sua opinião será de extrema importância.
– Para que V. S.a possa se beneficiar desta oferta, 
sua resposta deverá estar aqui até...
– Aproveitamos a oportunidade para reafirmar 
nossa amizade comercial.
– Agradecidos pela pontual solvência desse 
compromisso, esperamos continuar merecendo 
sua honrosa preferência.
– Não perca esta oferta especial! Solicite ainda 
hoje uma demonstração, sem compromisso, 
preenchendo e remetendo a carta-resposta 
anexa. ou acesse nosso site na Internet: ...
– Conte com nossa disposição para qualquer 
orientação e esclarecimento referentes à sua 
assinatura. E aceite as nossas boas-vindas.
Após esses parágrafos de encerramento, ou outros 
que cada redator, de acordo com a oportunidade 
e seu espírito criativo, empregará, vem a fórmula 
de cortesia.
O FECHO
o fecho da carta empresarial compreende a 
despedida (fórmula de cortesia), a assinatura, 
as iniciais, a indicação de anexos, o aviso de 
cópias, o pós-escrito e o aviso de folha de 
continuação.
Para finalizar a carta, emprega-se uma fórmula 
de cortesia, ou seja, a despedida. 
As fórmulas de despedida habituais restringem-se 
a algumas poucas expressões, caracterizadas pela 
sua simplicidade e naturalidade:
– Cordialmente,
– Atenciosamente,
– respeitosamente,
A despedida deve concluir a leitura da carta, 
portanto, é indispensável que ela seja cortês e 
esteja em harmonia com o tratamento dispensado 
ao desenvolvimento da carta.
Aos vocativos Senhor ou Senhores	corresponde a 
despedida Atenciosamente.
Aos vocativos Prezado	 Senhor ou Prezados	
Senhores corresponde, na despedida, a fórmula 
Cordialmente. Deve ser usada quando, de fato, 
existe um relacionamento mais afetivo entre 
remetente e destinatário.
Algumas despedidas são utilizadas, apenas, em 
casos especiais, como, por exemplo, em cartas 
para altas autoridades.
Em cartas cerimoniosas dirigidas a altas 
autoridades (governador, Ministro etc.), deve-se 
usar, com muita propriedade, na despedida, a 
fórmula Respeitosamente, uma vez que ela traduz 
exatamente a atitude cabível (respeito) no trato 
com esse tipo de pessoas.
58Unidade 6
A assinatura compreende três elementos: o 
nome digitado de quem assina, seu cargo ou 
função na empresa, também impresso, e sua 
assinatura propriamente dita.
Na assinatura, convém observar os seguintes 
pontos.
– Não é aconselhável a anteposição de título 
profissional (doutor, engenheiro etc.) ao 
nome de quem assina, pois ele o faz em 
razão, tão somente, da função ou do cargo 
na empresa. Somente situações especiais 
(exigências de repartições oficiais, por exemplo) 
justificam exceção a essa norma.
– o traço para assinatura é dispensável. Supõe-se 
que a pessoa que assina não necessite desse 
expediente.
– o nome da empresa junto à assinatura cabe, 
apenas, nos papéis sem timbre.
– A presença do carimbo só é permitida em 
certos documentos específicos, principalmente 
de algumas repartições públicas.
– Toda carta expedida deve ter assinatura: carta 
sem esse requisito não merece consideração 
e, menos ainda, resposta.
A indicação de anexos é importante, devido à 
necessidade ou à conveniência de juntar algum 
documento à carta: contrato, recibo, lista de 
preços, pedido etc. Esses anexos devem ser 
mencionados na carta, junto à margem esquerda:
Anexo: 1 pedido.
Anexos: 1 fatura;
 2 recibos.
Anexa: 1 ficha de inscrição.
observe que a palavra anexo, por ser adjetivo, 
concorda em gênero e número com o que vai 
anexado.
Vale lembrar, ainda, que, apesarde ser(em) 
mencionado(s) no texto, o(s) anexo(s) deve(m) 
ser indicado(s) no final da carta, pois isso previne 
um eventual esquecimento da parte de quem vai 
envelopar os papéis e alerta o destinatário, de 
forma imediata e bem visível, de que a carta vem 
acompanhada de outro(s) documento(s).
o aviso de cópias é necessário quando se 
envia(m) cópia(s) de uma carta a outra(s) 
pessoa(s) ou a outro(s) departamento(s); indica-se, 
em cada caso, o destinatário dessa(s) cópia(s). 
Tal indicação será precedida da abreviatura C/c.
C/c: SPC
C/c: Sr. Mateus (Departamento de Compras)
C/c: Banco do Brasil (Agência Central)
o pós-escrito consiste no acréscimo de alguma(s) 
frase(s) a uma carta depois de ela ter sido 
composta no seu formato original. Emprega-se, 
geralmente, a abreviatura P. S. (do latim, post	
scriptum) para indicar essa circunstância. É 
colocado ao pé da página, para cobrir um ponto 
importante omitido no corpo da carta ou para dar 
ênfase a um aspecto importante da mensagem.
Por se tratar de expressão de uso internacional, não 
se deve substituir sua forma na correspondência 
por outras, de sentido amplo e/ou aplicação 
diversa, tais como nota, observação, em tempo 
ou similar. Em tempo (E. T.), por exemplo, 
serve, especificamente, para indicar correções, 
alterações, ressalvas ou acréscimos em atas, 
certidões etc.
o aviso de folha de continuação não pode ser 
esquecido quando a carta ocupa mais de uma 
folha. Nesse caso, procede-se da maneira descrita 
a seguir.
a) Abaixo da última linha do texto da primeira 
folha, coloca-se uma série de pontos, junto à 
margem direita:
 ....................
b) No canto superior esquerdo da segunda folha, 
repete-se a série de pontos. Num e noutro 
caso, não há número fixo de pontos:
 ....................
c) Dois ou três espaços abaixo da linha pontilhada 
da segunda folha, digita-se o nome do 
destinatário, o número da folha e a data:
 ....................
Lojas Netuno -2- 24-10-01
 Sendo a carta numerada, não há necessidade 
de se colocar o nome do destinatário na folha 
de continuação. Procede-se assim:
....................
59Unidade 6
165-01 – 2
Essa indicação também pode ser feita junto às 
margens direita, o que a torna mais facilmente 
visualizável:
.................... 165-01 – 2
o algarismo após o número da carta indica 
o número da folha. A folha de continuação 
deverá ter a mesma qualidade, cor e tamanho 
da primeira, mas sem timbre.
Para uma impressão prévia favorável da parte 
do destinatário, tem particular importância, 
além da boa qualidade do papel e do esmero na 
digitação, a disposição dos diversos elementos 
da carta no papel.
(1)
(2) Svrp/895-xxxx (3) Porto Alegre, __ de _________ de _____.
 Sr.
 T. A. Beltrão de Castro
(4) Diretor da organização Leon Ltda.
 rua Dr. Bozano, 1100
 SANTA MAriA (rS)
 xxxxx-xxx
 (5) Prezado Senhor:
(6) Desejando divulgá-la entre os dirigentes de nossas empresas públicas ou privadas, reproduzimos 
a mensagem da CTiS a propósito do Dia da Secretária.
(7) “Sem ela, você estaria perdido num mundo de planos e cartas, de cálculos e compromissos, de 
lembretes e obrigações sociais; sem ela, você teria de multiplicar desculpas, justificar atrasos, 
corrigir erros e, quem sabe, mudar de profissão. Sua secretária contribui, com esforço, dedicação 
e lealdade, para o seu êxito. A ela, portanto, você deve um pouco de suas vitórias. Assim, quando 
mais uma vez se comemora o Dia da Secretária, é você quem deve ter um gesto de amizade 
para com sua colaboradora infatigável. Ela merece ser lembrada”.
(8) Valemo-nos da oportunidade para enviar a V. S.a material de propaganda alusiva a essa data, 
ano a ano mais lembrada e festejada em todos os escritórios do país.
 (9) Atenciosamente,
 (10) régis Pereira
 Chefe do SvRP
 1. Timbre 6. Introdução
 2. Índice e número (outras vezes, apenas número) 7. Desenvolvimento
 3. Data 8. Encerramento
 4. Endereço 9. Despedida
 5. Vocativo 10. Assinatura
60Unidade 6
exercícios
redija uma carta aos cuidados do Sr. J. A. Cardoso, gerente de Vendas da Construtora Profissional Líder, situada na W3 
sul Quadra 907 Bloco B Loja 4, em Brasília, oferecendo seu serviço de venda dos imóveis da construtora. 
o estilo e a pontuação ficarão a seu critério.
confira suas respostas
Segue modelo de carta, dentro das especificações escolhidas por nós, para sua orientação.
DV/ xx-xx_____________ ___________________
Constutora Profissional Líder
At. Sr. J. A. Cardoso – gerente de vendas
W3 Sul Quadra 907 Bloco B Loja 4
xxxxx-xxx Brasília – DF
Serviço de venda de imóveis
Prezado Senhor:
Com o início da construção da nova etapa do empreendimento imobiliário, um dos problemas que V. S.a pode estar 
enfrentando é a falta de corretores para este lançamento.
Com muitos anos de experiência na área de venda de imóveis, desejo prestar meus serviços a esta construtora. 
Possuo mais de 10 anos de experiência no mercado imobiliário, registro no CrECi, vontade e gosto por vendas, 
capacidade de convencimento, paciência, discrição, raciocínio espacial desenvolvido, boa aparência e dedicação.
Para comprovar minha experiência, segue anexo meu currículo.
Cordialmente,
gerente de Vendas
Modalidades Administrativas
Unidade 7
Técnico em Transações Imobiliárias
Objetivo:
•	 Conhecer	 as	modalidades	 de	 comunicação	
administrativa.
modaLidadeS de 
comunicação oFiciaL*
Correspondência oficial é o conjunto de normas 
regedoras das comunicações escritas, internas e 
externas, da Administração Federal.
Caracteriza-se pela impessoalidade, pelo uso 
do padrão culto da linguagem, pela clareza, 
formalidade e uniformidade, atributos esses 
decorrentes da Constituição, que dispõe, no art. 
37: “A Administração Pública direta ou indireta e 
fundacional, de qualquer dos Poderes da união, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios da legalidade, da 
impessoalidade, da moralidade, da publicidade (...)”.
A impessoalidade necessária aos documentos 
oficiais decorre da ausência de impressões 
individuais dos comunicantes e do caráter impessoal 
do universo temático das comunicações, que se 
restringe a questões referentes ao interesse público. 
Apesar de o expediente ser assinado ou recebido 
por um chefe de determinada seção, é sempre em 
nome do Serviço Público que é feita a comunicação.
o emprego do nível culto da linguagem nos atos 
e nos expedientes oficiais vem da necessidade do 
próprio caráter público desses atos e expedientes 
e da sua finalidade. São ações de caráter 
normativo, ou seja, estabelecem regras para a 
conduta dos cidadãos, regulam o funcionamento 
* Texto adptado da obra Conhecimentos sobre Redação Oficial, 
de Oliveira Lima.
dos órgãos, ou ainda, fornecem informações. E só 
conseguirão seus objetivos se, em sua elaboração, 
for empregada a linguagem adequada, livre de 
gíria e de jargão.
No que concerne à legalidade e à moralidade, 
a transparência (clareza) do sentido dos atos 
normativos, bem como sua inteligibilidade, são 
requisitos imprescindíveis à comunicação oficial. É 
inaceitável que um texto legal não seja entendido 
pelos cidadãos e não seja movido pela ética.
As correspondências oficiais obedecem a certas 
regras de formalidade e de padronização, que, 
juntamente com os outros princípios, possibilitam 
a imprescindível uniformidade dos textos. 
Há três tipos de expedientes que se diferenciam 
antes pela finalidade do que pela forma: a 
exposição de motivos, o aviso e o ofício. Para 
uniformizá-los, adotou-se uma diagramação 
única, denominada “padrão ofício”, contendo as 
seguintes partes.
tipo e número do expediente
o tipo e o número do expediente devem ser 
seguidos da sigla do órgão que o expede:
EM no 145/MEFP
Aviso no 145/Sg
ofício no 145/DgP
Local e data
o local e a data em que o expediente foi assinado 
devem ser digitados por extenso, com alinhamento 
à direita do texto:
Brasília, 28 de fevereiro de 2011.
62Unidade 7
vocativo
o vocativo, que invoca o signatário,deve ser 
seguido de dois pontos ou de vírgula:
Excelentíssimo Senhor Presidente da república:
Senhora Ministra,
Senhor Chefe de gabinete,
obs.: Segundo as normas gramaticais, o uso de 
dois-pontos seria o mais correto, uma vez que, 
depois da vírgula, não se admite letra maiúscula. 
texto
Nos casos em que não for de mero encaminhamento 
de documentos, o expediente deve apresentar em 
sua estrutura os itens descritos a seguir.
•	Introdução
A introdução apresenta o assunto que motiva a 
comunicação. Deve ser evitado o uso de frases 
feitas para iniciar o texto. No lugar de “Tenho a honra 
de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar 
que”, empregue-se a forma direta: “informo a Vossa 
Excelência que”, “Submeto à apreciação de Vossa 
Excelência”, “Encaminho a Vossa Senhoria”.
•	Desenvolvimento
É no desenvolvimento que o assunto é detalhado. 
Quando o texto contiver mais de uma ideia sobre o 
assunto, elas devem ser tratadas cada uma em um 
parágrafo, o que confere maior clareza à exposição.
•	Conclusão
É na conclusão que se reafirma ou simplesmente 
se reapresenta a posição recomendada sobre o 
assunto.
numeração dos parágrafos
No texto, à exceção do primeiro parágrafo e do 
fecho, todos os demais parágrafos devem ser 
numerados, com o número colocado a 2,5cm ou 
dez toques da borda esquerda do papel, como 
maneira de facilitar a remissão.
Fecho
o fecho das comunicações oficiais possui, além 
da finalidade óbvia de marcar o fim do texto, a 
de saudar o destinatário. Atualmente, de acordo 
com a instrução Normativa no 4 da Secretaria de 
Administração Federal, há dois tipos de fecho para 
todas as modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o 
Presidente da república: Respeitosamente;
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de 
hierarquia inferior: Atenciosamente.
As comunicações dirigidas a autoridades 
estrangeiras atendem a rito e tradição próprios.
Assinatura e identificação do signatário
Com exceção das comunicações assinadas pelo 
Presidente da república, devem trazer digitado o 
nome e o cargo da autoridade que as expede, logo 
abaixo do local de sua assinatura, o que facilita 
a identificação da origem das comunicações. A 
forma de identificação deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
guiDo MANTEgA
Ministro da Fazenda
diagramação
Exposição de motivos, ofício e aviso têm 
diagramação igual, observando-se:
– Margem esquerda
Deve ficar a 2,5cm da borda esquerda do papel.
– Margem direita
Deve ficar a 1,5cm da borda direita do papel.
– Tipo e número do expediente
Serão colocados horizontalmente, no início 
da margem esquerda (2,5cm ou dez toques 
da borda do papel), e verticalmente, a 
5,5cm ou 6 espaços duplos (espaço dois) 
da borda superior do papel.
– Local e data
Horizontalmente, o término da data 
deve coincidir com a margem direita, e 
verticalmente, deve estar a 6,5cm ou sete 
espaços duplos (espaço dois) da borda 
superior do papel.
63Unidade 7
– Vocativo
 Fica a 10cm ou dez espaços duplos da borda 
superior do papel, horizontalmente, terá o 
mesmo avanço do parágrafo, isto é, 5cm ou 
dez toques da margem esquerda (5cm ou 
vinte toques da borda esquerda do papel).
– Parágrafos
 A alínea paragrafal fica a 2,5cm da margem 
esquerda do texto, ou seja, a 5cm da borda 
esquerda do papel; o texto inicia a 1,5cm 
ou a três espaços simples do vocativo.
– Espaço entre os parágrafos
 o espaço entre os parágrafos do texto será 
de 1cm ou um espaço duplo (espaço dois).
– o fecho será centralizado a 1cm ou um 
espaço duplo (espaço dois) do final do texto.
– identificação do signatário
 Será colocada a 2,5cm ou três espaços 
duplos (espaço dois) do fecho.
observe o esquema dos expedientes padrão ofício 
principais.
Assinatura e identificação
2,5cm
1cm
Fecho
1,5cm
1,5cm
Data
6,5cm
10cm
5,5cm
Tipo
e no
2,5cm
5cm
2,5cm
1,5cm
Vocativo
TExTo
64Unidade 7
Em linhas gerais, essas normas oficiais 
aplicam-se às demais correspondências do 
serviço público, nos estados e nos municípios, 
com pequenas adaptações e, com menos 
rigor, às correspondências administrativas. Já 
disseram olacir e Mariúsca Beltrão, “respeitados 
os ditames técnicos, variará o texto, segundo 
seu redator”.
Para auxi l iar esses princípios inerentes 
às comunicações oficiais, seguem alguns 
modelos com suas respectivas características 
e padronizações.
OFÍCIO
Correspondência oficial usada pelas autoridades 
públicas para tratar de assuntos de serviço ou de 
interesse da administração. É também utilizado 
por particulares.
Estrutura
Título – oFíCio, seguido do número 
sequencial, sigla do órgão ex-
pedidor e a data, digitada com 
alinhamento à direita.
Vocativo – Forma de tratamento.
Texto – Exposição do assunto, sendo 
que, à exceção do primeiro 
parágrafo e do fecho, todos os 
demais parágrafos devem ser 
numerados, como maneira de 
facilitar a remissão.
Fecho – “respeitosamente” ou “Aten-
ciosamente”, conforme o caso.
Assinatura – Nome e cargo do emitente.
Endereçamento – Margem esquerda da 1a página 
(caso haja outras), a 2,5cm 
da lateral e a 2cm do final da 
página.
65Unidade 7
ExEMPLo DE oFíCio
 5,5cm
 10cm 6,5cm
MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL
OF. No 34/93-DFA
Brasília, 13 de maio de 2002.
Senhor Chefe:
 1,5cm
5cm Tendo em vista a incapacidade de armazenamento de nosso 
Almoxarifado, em face do número elevado de mercadorias apreendidas, 
solicito a V. S.a tomar as providências necessárias no sentido de se 
autorizar a construção de um depósito anexo para estocagem dos referidos 
produtos.
2. Levando-se em conta a urgência que o assunto requer 
e considerando os prazos exigidos por lei num processo licitatório, 
sugiro que sejam aprovadas as respectivas plantas e que seja feito o 
encaminhamento a este Departamento para análise dentro de um prazo 
de, no máximo, 15 (quinze) dias.
3. É imprescindível, também, após consultado o Departamento 
Financeiro, a apresentação do orçamento previsto para conclusão da 
obra, para definição da modalidade de licitação, formação e orientação 
de Comissão.
 
 1cm
Atenciosamente,
 2,5cm
SINVAL PEREIRA RODRIGUES
Chefe do Departamento de Fiscalização e 
Apreensão
Ao Senhor
JOVIANO JUSTO SÓCRATES
Chefe da Divisão de Serviços Gerais 
Secretaria da Receita Federal/MF
70044-900 – Brasília-DF
 2cm
1,5cm1,5cm
66Unidade 7
CIRCULAR
Correspondência oficial enviada, simultaneamente, a diversos destinatários, com texto idêntico, 
transmitindo instruções, ordens, recomendações; determinando a execução de serviços ou esclarecendo 
o conteúdo de leis, normas e regulamentos. A Circular pode ser apresentada sob a forma de ofício, 
de memorando, de carta etc.
Estrutura
Título – CirCuLAr, seguida de número e data.
Texto – Desenvolvimento do assunto tratado.
Fecho – “Atenciosamente” ou “respeitosamente”, conforme o caso.
Assinatura – Nome e cargo do emitente digitado.
Endereçamento – Margem esquerda, final da página.
EXEMPLO DE OFÍCIO-CIRCULAR
 l l l
 5,5cm l l
 l l l
 OFÍCIO-CIRCULAR No ......./........./......... 6,5cm da borda do papel
 l l
 10cm da borda do papel Em .......... de .................... de .......... . – 1,5cm
 l
 Senhor dirigente,
 l
 1,5cm
 l
 5cm Com o processo de adaptação administrativa introduzido pela Lei 
no 8.490/92, ........................................
 2. Em decorrência, e após estudos realizados pela .............
 .................................................................................................................
l
1cm
l
Atenciosamente,
l
2,5cm
l
(espaço para assinatura)
(nome, em maiúsculas, e cargo do emitente)
Senhor
(Nome e cargo do destinatário)
(Endereço)
l
2cm
l
Obs.: Caso o ofício-circular tenha mais de uma página, deverá ter sua(s) folha(s) de continuação, 
conforme o exemplo:
l
1cm da borda do papel
l
(Fl. No ..... do oFíCio-CirCuLAr No ..... SE/gAB, de ...../...../.....).
l
2,5cm
l
(início do texto)
67Unidade 7
MEMORANDO
Correspondênciainterna, utilizada entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem 
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente, na qual se expõe qualquer assunto 
referente à atividade administrativa.
Comunicação, Papeleta e Nota são documentos que têm as mesmas características do Memorando, 
usados conforme a tradição do órgão.
Estrutura
Título – MEMorANDo, seguido do número de ordem, sigla de identificação de sua origem e 
data.
Local e data – Digitados com alinhamento à direita.
Destinatário – Sr. (cargo que ocupa).
Assunto – resumo do teor da comunicação digitado em espaço um.
Texto – Exposição do assunto, digitado em espaço dois. Todos os parágrafos devem ser 
numerados na margem esquerda do corpo do texto, excetuados o primeiro e o fecho.
Fecho – “Atenciosamente” ou “respeitosamente”, conforme o caso.
Assinatura – Nome e cargo do emitente.
ExEMPLo 1
MEMorANDo No ...../...../.....
 Em ..... de ........................... de ..... .—1,5cm
DE: ....................................... (cargo).................................................
PArA: .................................................................................................
____5cm__________ Encaminho a V. S.a, para exame e pronunciamento, em caráter de 
urgência, o Processo no ..............
|
1cm
|
Atenciosamente,
|
2,5cm
|
(espaço para assinatura)
(nome, em maiúscula, e
cargo do emitente)
68Unidade 7
ExEMPLo 2 (Adaptado)
MEMorANDo No 19/Di Em 12 de abril de 2008.
Sr. Chefe do Departamento de Administração
Assunto: Administração. instalação de microcomputadores.
 |
 1cm
 |
 Nos termos do “Plano geral de informatização”, solicito a Vossa Senhoria a 
possibilidade de que sejam instalados três microcomputadores neste Departamento.
2. informo que o ideal seria um equipamento de Monitor Super VgA. Quanto a 
programas, haverá necessidade de dois tipos: “processador de textos" e “gerenciador 
de banco de dados”.
3. o treinamento do pessoal para operação dos micros poderia ficar a cargo da 
Seção de Treinamento do Departamento de Modernização, cuja chefia já manifestou seu 
acordo a respeito.
4. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabalhos deste Departamento 
ensejará uma mais racional distribuição de tarefas entre os servidores e, sobretudo, uma 
melhoria na qualidade dos serviços prestados.
 |
 1cm
 |
Atenciosamente,
 |
 2,5cm
 |
Carlos Chaves
Chefe do Departamento Jurídico
69Unidade 7
REQUERIMENTO
instrumento pelo qual o requerente se dirige a uma autoridade particular ou pública para solicitar o 
reconhecimento de um direito ou a concessão de algo sob o amparo da lei.
Por respeito e deferência à autoridade a quem é dirigido, convém que se faça o requerimento na 3a 
pessoa.
Convém lembrar, ainda, que, por serem termos utilizados em requerimento, tecnicamente, residência 
e domicílio não são sinônimos. residência, segundo orlando gomes, é o lugar onde a pessoa mora 
habitualmente, com a intenção de permanecer, ainda que se afaste temporariamente. É, portanto, uma 
relação de fato. Domicílio, em conformidade com Washington de Barros Monteiro, é a sede jurídica (a 
sede legal) da pessoa, onde ela se presume presente para efeitos de direito. Trata-se, pois, de uma 
relação jurídica.
Estrutura
Vocativo – Forma de tratamento, seguida da indicação do cargo da pessoa a quem é dirigido.
Texto – o nome do requerente, sua qualificação (nacionalidade, estado civil, idade, 
residência, profissão etc.), o objeto do requerimento, com a indicação dos 
respectivos fundamentos legais).
Fecho – A fórmula terminal mais usada é: “Nestes termos, pede deferimento”.
Local e data
Assinatura(s)
ExEMPLo 1
(Órgão)
(unidade)
 Senhor ...........................(cargo) ......................................... do(a)
........................(cargo) .............. do Ministério do Planejamento.
|
4cm
|
....................(nome do favorecido)..................., .................................... 
(qualificação)............................................................... deste Ministério, em exercício 
no(a) .............................................................................requer a V. S.a .....................
............... (objetivo e fundamento legal)...........................
|1cm
Nestes termos,
pede deferimento.
|1cm
Brasília, ..... de .......................... de ......... .
|2,5cm
(assinatura)
70Unidade 7
ExEMPLo 2
Excelentíssimo Senhor Secretário da Administração
do governo do Estado do rio grande do Sul.
 FuLANo DE TAL, brasileiro, solteiro, com 26 anos, filho de .................... e 
de ....................., natural de gramado, neste Estado, residente e domiciliado nesta Capital, 
na Avenida João Pessoa, 582, ap. 209, requer a Vossa Excelência inscrição no Concurso 
Público para o Cargo de oficial Administrativo a ser realizado por essa Secretaria, conforme 
edital divulgado no Diário ofical de 14 do corrente, para o que anexa os documentos exigidos 
na citada publicação.
 Nestes termos,
 pede deferimento.
 Porto Alegre, 24 de maio de 2010.
Fulano de Tal
71Unidade 7
DECLARAÇÃO/ATESTADO
Ato verbal ou escrito, afirmativo da existência ou não de um direito ou de um fato.
Quanto à estrutura da redação, a declaração é muito semelhante ao atestado, diferindo, apenas, 
quanto ao objeto. A primeira é sempre expedida em relação a alguém, enquanto o segundo é sempre 
em favor de alguém.
Como medida desburocratizante, o Decreto no 83.936, de 6 de setembro de 1979, mais especificamente 
nos seus arts. 1o e 2o, aboliu, “nos órgãos e nas entidades da administração federal direta e indireta, a 
exigência da apresentação dos seguintes atestados: de vida, de residência, de pobreza, de dependência 
econômica, de idoneidade moral e de bons antecedentes”, restringindo-se, pura e simplesmente, a 
uma declaração verbal feita a quem o solicitou.
Todavia, essa medida não se estendeu às entidades particulares, e algumas continuam utilizando e 
exigindo esse documento.
Estrutura
Título – DECLArAção/ATESTADo
Texto – inicia-se sempre com a palavra “Declaro” ou “Declaramos” e, em seguida, a exposição 
do assunto. “Atesto” ou “Atestamos”...
Local e data 
Assinatura – Nome e cargo/função da autoridade que atesta.
ExEMPLo 1
(Órgão)
(unidade)
DECLARAÇÃO
I
1,5cm
I
 5cm Declaro, para fins de prova junto a (ao) ........................, 1,5cm
2,5cm que ........ (nome do favorecido) ......., Matrícula no ...... (cargo ou função) ......,
Código ..............., Classe ......................, Referência ........................, 
foi aposentado(a) conforme Portaria no ......................., publicada no Diário 
Oficial da União, de ...... (data) ....... e Processo no ............... .
l
1cm
l
Brasília, ..............de...................de....... .
l
2,5cm
l
(espaço para assinatura)
(nome, em maiúsculas, e 
cargo do declarante)
72Unidade 7
ExEMPLo 2
(Órgão)
(Unidade)
ATESTADO
I
1,5cm
I
 5cm Atesto, para fins de prova junto a(ao) ......................... 1,5cm
 2,5cm ............ (entidade particular) ......... que o(a) Sr(a). ..........................,
ocupante do cargo .........................., para o qual foi nomeado(a) 
por .................................................................., não responde a 
processo administrativo.
I
1cm
I
Brasília, ..... de .................... de.......... .
I
2,5cm
I
(espaço para assinatura)
(nome, em maiúsculas, e 
cargo do emitente)
73Unidade 7
RELATÓRIO OFICIAL
Documento em que se expõe à autoridade superior a execução de trabalhos concernentes a certos 
serviços ou a execução de serviços inerentes ao exercício do cargo em determinado período.
Estrutura
Título – rELATÓrio
introdução – Ligeiro histórico do motivo do relatório.
Texto – Exposição do assunto. Pode ser dividido em partes, capítulos, títulos e subtítulos, itens 
e subitens, em que se faz a exposição dos fatos, dos atos e das ocorrências que são 
causa de relatório escrito, numa linguagem ordenada, simples e objetiva.
Fecho– Apreciações subjetivas, sugestões e planos (se couberem) e conclusões.
Local e data
Assinatura(s)
ExEMPLo 1
(Órgão)
(unidade)
rELATÓrio DA CoMiSSão iNSTiTuíDA PELA PorTAriA
No.........de......................de.......................de...............
PuBLiCADA No ..........No........... de ........./......../..........
 |
 1,5cm
 |
 5cm A Comissão acima, especialmente designada por V. S.a para ... — 1,5cm
 2,5cm — ......................................................................................................
 .................................. (exposição do assunto) .........................................
 ............................... (considerações finais ou conclusões)..............................
 É o relatório que encaminhamos à apreciação de V. S.a
 |
 1cm
 |
 Brasília, ..... de ....................... de .......... .
 |
 2,5cm
 |
 .......................................... ...........................................
 (nome e assinatura dos demais membros da comissão)
 
74Unidade 7
ExEMPLo 2
RELATÓRIO
Senhor Diretor-geral:
 Consoante sua determinação, encaminhada a esta repartição em despacho 
fonográfico de 5 de junho do corrente ano, passamos a relatar-lhe os acontecimentos 
ocorridos no dia 1o de junho último, nesta repartição.
 Encontrávamo-nos cumprindo nossas atribuições funcionais, quando entrou 
na repartição o cidadão Antônio Borges Ferreira, residente nesta cidade, o qual apenas 
conhecíamos de vista e que a nós se dirigiu solicitando informações sobre recolhimento de 
tributos devidos ao Estado.
 2. Não estando esta repartição em condições de atender à consulta formulada, 
comunicamos ao referido Senhor que deveria fazê-la à Exatoria Estadual desta cidade.
 3. Com isso não se conformou o referido cidadão, dizendo que nossa repartição 
nunca estivera tão mal atendida e que era um absurdo que não lhe pudéssemos prestar a 
informação de que necessitava.
 4. Como continuasse a nos provocar, bem como aos demais funcionários, demos 
as costas a ele, voltando à nossa mesa de trabalho.
 5. Ainda ouvimos quando o referido cidadão dizia que iria comunicar o fato às 
autoridades em Porto Alegre.
 6. Procuramos, durante os acontecimentos, manter atitude compatível com o 
nosso cargo e nos abstivemos de qualquer resposta verbal menos honrosa ao agressor, o 
que, aliás, foi seguido pelos demais funcionários da repartição.
 7. Presenciaram a deprimente cena os Srs. Antônio Ferreira Viana, José Alfeu 
Soares e Carlos Serres oliveira, que se encontravam tratando de assuntos relacionados 
com esta repartição.
 8. Desta forma, embora desconhecendo as acusações que contra nós foram feitas 
pelo Sr. Antônio Borges Ferreira, de antemão podemos assegurar serem completamente 
destituídas de qualquer fundamento.
 Sendo o que nos competia informar, atendendo à determinação dessa Direção 
geral, aguardamos com confiança o julgamento imparcial dos fatos pela administração 
superior.
 Novo Hamburgo, ...... de .................... de ........... .
 Carlos Castro Barbosa,
 Chefe do Serviço de ......
(Adaptado de Português para Concursos, de irajá Andara rodrigues)
75Unidade 7
ATA
registro sucinto de fatos, ocorrências, resoluções e decisões de uma assembleia, sessão ou reunião. 
geralmente é lavrada em livro próprio, devidamente autenticado, com suas páginas rubricadas pela 
autoridade que redigiu os termos de abertura e de encerramento.
Estrutura
Título – ATA, seguida do número de ordem da reunião, nome da entidade e data.
Texto – Escreve-se tudo seguidamente sem rasuras, emendas ou entrelinhas, em linguagem 
simples, clara e concisa. Deve-se evitar as abreviaturas, e os números são escritos 
por extenso. Verificando-se qualquer engano no momento da redação, deverá ser 
imediatamente retificado, empregando-se a palavra “digo”. Na hipótese de qualquer 
omissão ou erro depois de lavrada a Ata, far-se-á uma ressalva: “em tempo”: “na 
linha ______, onde se lê ____________, leia-se ____________”.
Local e data
Assinatura do relator e de todos os participantes.
ExEMPLo 1
ATA DA .................. (no de ordem) .............................. — 1,5cm
........................ (identificação da reunião).......................
do(a) ................(nome da entidade) .............................
|
2cm
|
 2,5cm — Aos ............................. dias do mês de ............................... do ano 
 de ...................(extenso) ..............., no(a) .................(local) .................
 ............................... (presidente dos trabalhos) ........................................
 ...................... (pessoas presentes, devidamente qualificadas).............................
 ................................. (finalidade da reunião) ..........................................
 (nada mais havendo a tratar) o ..................................................................
 ...................................................... declarou encerrada a reunião, da
 qual eu, ................................................................., na qualidade de
 secretário(a), lavrei a presente Ata, que dato e assino, após ser 
 assinada pelo ..................................................................... e pelos
 demais membros presentes. xxxxxxxxxxxxxxxxx.
76Unidade 7
ExEMPLo 2
CoNSELHo ADMiNiSTrATiVo
DE DEFESA ECoNÔMiCA
Ata da 185a Sessão (Extraordinária)
 Aos doze dias do mês de março de dois mil e um, nesta cidade do rio de 
Janeiro, Estado do rio de Janeiro, no nono andar do prédio número cinquenta da Avenida 
Nilo Peçanha, onde funciona o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), 
reuniram-se os membros do Conselho, às dezesseis horas, sob a presidência do Conselheiro-
-Presidente, Tristão da Cunha, com a presença dos Senhores Conselheiros gratuliano Brito, 
geraldo de rezende Martins e Hermes da Matta Barcellos, bem como do Procurador-geral, 
Doutor Vicente Tourinho. Ausente, por motivo justificado, o Conselheiro J. C. de Mendonça 
Braga. Verificada a existência de “quorum”, foi aberta a sessão. Procedeu-se à leitura e 
à aprovação da ata da sessão anterior (184a, de 9-3-2001). Em pauta para julgamento 
o Processo de Averiguações Preliminares no 35, de representação de Victorino Piccinini & 
Filhos Limitada, do rio grande do Sul, contra águas Minerais Vontobel Ltda. e Empresa 
de águas Mineral Charrua Limitada, do mesmo Estado. Foi concedida a palavra ao relator, 
Conselheiro Hermes da Matta Barcellos, que concluiu o seu voto pelo arquivamento do 
processo, por não haver sido considerado abuso do poder econômico o fato objeto da 
representação. os demais Conselheiros presentes acolheram o voto do relator, enquanto 
o Senhor Procurador-geral se manifestou pela abertura de Processo Administrativo. Em 
seguida, o Conselheiro Hermes da Matta Barcellos apresentou ao Senhor Presidente o 
seu pedido de exoneração do cargo de Conselheiro do CADE, para encaminhamento ao 
Excelentíssimo Senhor Presidente da república, por ter sido designado Secretário de Estado 
do governo do Estado do rio de Janeiro. Despedindo-se, agradeceu o acolhimento amigo 
de seus pares e a colaboração de todos os funcionários da casa. retomando a palavra o 
Senhor Presidente, manifestou-se Sua Excelência pela fiel colaboração do Conselheiro que 
ora se despede, ao mesmo tempo em que exaltou sua personalidade de homem equilibrado 
e culto. Suas palavras foram endossadas pelos Conselheiros presentes e pelo Senhor 
Procurador-geral. Nada mais havendo, mandou o Senhor Presidente encerrar a presente 
sessão. Eu, osmar Bárcia rodrigues, Secretário do Conselho, lavrei a presente, que, depois 
de lida e aprovada, vai por mim datada e pelo Senhor Presidente assinada.
rio de Janeiro (rJ), 22 de março de 2001.
Tristão da Cunha,
Presidente
(Dou de 31-3-2001, p. 2.513)
77Unidade 7
CONTRATO/CONVÊNIO
instrumento jurídico em que se firmam direitos e deveres, resultante de um acordo entre duas ou maispessoas ou entidades públicas e particulares para a obtenção de bens e serviços.
o termo do contrato poderá ser alterado ou prorrogado, mediante Termo Aditivo, desde que durante 
a sua vigência.
Estrutura
Título – TErMo DE CoNTrATo/CoNVêNio
Ementa – indicação do número sequencial do instrumento, das partes contratantes e do objeto 
específico, em resumo.
Texto – indicação das partes contratantes, nome e qualificação dos respectivos representantes, 
legislação pertinente, modalidade de licitação ou, se for o caso, fundamento de 
dispensa ou de inexigibilidade, finalidade do contrato, número do processo, 
seguindo-se as cláusulas, as subcláusulas e as condições que foram estabelecidas.
Fecho – E, por estarem assim justas e contratadas, assinam o presente instrumento, em 
................ vias, de igual teor e forma para todos os fins de direito e de justiça, na 
presença das duas testemunhas abaixo, que a tudo assistiram.
Local e data
Assinatura dos contratantes (à direita) e testemunhas (à esquerda), abaixo dos contratantes.
78Unidade 7
Atenção: ESTE DoCuMENTo DEVErá SEr ADAPTADo ÀS CoNDiçõES ESPECíFiCAS DE CADA NEgÓCio.
CONTRATO DE CORRETAGEM E EXCLUSIVIDADE PARA VENDA DE IMÓVEL
Pelo presente, de um lado, (nome do proprietário do imóvel e qualificação), adiante 
denominado simplesmente CoNTrATANTE e, de outro lado, (nome e qualificação do Corretor 
de imóveis), adiante denominado simplesmente CoNTrATADo, têm entre si justo e acertado 
o que se segue:
1o) – o CoNTrATANTE autoriza o CoNTrATADo a promover a venda do imóvel, de sua 
propriedade, situado à (endereço do imóvel), pelo preço de r$ __________ (valor p/ extenso) 
a ser pago da seguinte forma: (especifique a forma de pagamento).
2o) – o presente contrato vigorará pelo prazo de ___ (por extenso) dias, a contar de sua 
assinatura.
3o) – Pelos serviços ora pactuados, o CoNTrATANTE pagará a percentagem de ___% (por 
extenso) sobre o preço efetivo da transação, desde que o CoNTrATADo apresente proposta 
que venha a ser aceita pelo CoNTrATANTE, independente das condições aqui acordadas.
4o) – A comissão será igualmente devida se:
 a) No prazo de validade do presente contrato, o CoNTrATANTE vier a desistir da 
transação ou vier a efetivá-la diretamente ou por intermédio de terceiros;
 b) Mesmo após o vencimento do presente contrato, o CoNTrATANTE efetivar a venda 
para adquirente apresentado pelo CoNTrATADo.
5o) – Se o CoNTrATADo vier a trabalhar com terceiros, os atos de mediação e de divisão 
de comissão serão de sua inteira responsabilidade.
6o) – As partes elegem o foro da situação do imóvel para dirimir questões decorrentes do 
presente contrato, com renúncia expressa de qualquer outro.
E, por estarem justas, contratadas, cientes e de acordo com todas as cláusulas e condições 
do presente Contrato, assinam este instrumento em 02 (duas) vias para um só efeito.
 (Cidade), ___ de ________________de _____.
 ______________________________________________
 CoNTrATANTE
 ______________________________________________
 CoNTrATADo
79Unidade 7
TERMO ADITIVO
o termo aditivo é um documento de estrutura semelhante à do contrato e à do convênio, que tem por 
objetivo alterar ou prorrogar tais instrumentos jurídicos, conforme modelo abaixo.
TERMO ADITIVO
 Termo Aditivo ao Convênio celebrado entre o Departamento de 
Políticas Sociais, de Esporte e Lazer, do Ministério do Esporte, a Secretaria 
de Esporte do Estado de Pernambuco e o Clube Náutico Capibaribe, na 
forma abaixo.
 Aos vinte dias do mês de dezembro de dois mil e dois, presentes, no 
Departamento de Políticas Sociais, de Esporte e Lazer, o Cel. Eric Tinoco Marques, seu 
Diretor, e o Professor Nilton Agra Vasconcelos galvão, Procurador da Secretaria de Esporte 
do Estado de Pernambuco e do Clube Náutico Capibaribe, foi celebrado o presente Termo 
Aditivo ao Convênio celebrado em 20-6-2002 com vistas à inclusão das Cláusulas a seguir:
 Cláusula Primeira – Fica o Convênio original acrescido das seguintes 
Cláusulas:
..........................................................................................................
 Cláusula Décima Segunda – o montante de recursos a ser repassado pelo 
Departamento de Políticas Sociais, de Esporte e Lazer, previsto nas Cláusulas Primeira e 
Terceira, fica alterado para r$120.000,00 (cento e vinte mil reais).
 Cláusula Segunda – Continuam em vigor todos os demais termos do 
Convênio original.
 E, para validade e como prova do que ficou convencionado, foi lavrado 
este Termo, que vai assinado pelos representantes das partes convenentes e por duas 
testemunhas, para que produza os legítimos efeitos de direito.
 Brasília, 20 de dezembro de 2002.
 Eric Tinoco Marques
 Nilton Agra Vasconcelos galvão
Testemunhas:
Sidney de Castro Veras
Marília Paes Leme de Castro
(Dou de 5-1-2003, p. 171)
80Unidade 7
NOTA TÉCNICA
A Nota Técnica é uma declaração escrita e oficial do governo ou de qualquer instituição pública ou 
privada, para prestar esclarecimento ao Órgão/à Entidade Pública, firmando a posição da instituição 
acerca de determinado fato.
Estrutura de Nota Técnica.
a) Título/SigLA no ____/ano.
b) Vocativo: Senhor + cargo.
c) Texto.
d) Fecho: emissão do parecer favorável ou contrário.
e) Data.
f) Assinatura.
g) Nome e cargo do signatário.
ExEMPLo DE NoTA TÉCNiCA
MiNiSTÉrio DA FAZENDA
SECrETAriA Do PATriMÔNio DA uNião
Nota Técnica SPu no ____/_____
 Senhor Secretário,
 Atendendo à determinação de V. S.a para o exame de Exposição de Motivos, encaminhada ao 
Ministro de Estado da Fazenda por representantes dos clubes sociais sediados na cidade de Fortaleza/CE, 
versando sobre a cobrança de receitas patrimoniais, temos a informar o seguinte:
•	 não	cabe	o	acolhimento	das	alegações	dos	postulantes;
•	 a	legislação	não	prevê	dispensa	de	cobrança	das	receitas	no	caso	em	tela;
•	 o	atendimento	da	reivindicação	seria	injusto	para	outros	clubes	ao	longo	da	costa	brasileira,	
que pagam suas obrigações regularmente;
•	 os	clubes	inadimplentes	(apenas	três)	foram	várias	vezes	contatados	pela	DPU/CE,	para	que	
regularizassem sua situação, sem resultado;
•	 as	receitas	cobradas	são	justas,	consentâneas	com	o	valor	da	terra	ocupada;
•	 isentá-los	do	 recolhimento	dessas	 receitas	 representaria	procedente	 injusto	e	prejudial	à	
união.
É o parecer.
Em ........ de ............... de ....... .
FuLANo DE TAL
Secretário do Patrimônio da união
Anexos – Pareceres técnicos da CgrP e CgLA.
81Unidade 7
TELEGRAMA
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos, passa a receber 
o título de telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada, 
deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações em que não seja possível o uso de 
correio eletrônico ou de fax e em que a urgência justifique sua utilização.
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas agências 
dos Correios e em seu sítio na Internet.
FAX
o fax (forma abreviada já consagrada de fac-símile) é uma forma de comunicação que está sendo 
menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens 
urgentes e para o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, quando 
não há condições de envio do documento por meio eletrônico. Quando se exige o original, ele segue 
posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo 
papel, em certos modelos, deteriora-se rapidamente.
os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes.
É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto, isto é, de pequeno 
formulário com os dados de identificação da mensagem a ser enviada, conforme exemplo a seguir.
[Órgão Expedidor]
[Setor do órgão expedidor]
[Endereço do órgãoexpedidor]
_______________________________________________________________________________________
Destinatário: ___________________________________________________________________________
No do fax de destino: ____________________________________________________________________
Data: ___/___/_____
remetente: ____________________________________________________________________________
Tel. p/ contato: __________________________ Fax/Correio: ___________________________________
eletrônico: _____________________________________________________________________________
No de páginas: esta + ______________________________No do Documento: ____________________
observações: ___________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
E-maIl
o correio eletrônico (e-mail), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de 
comunicação para transmissão de documentos.
um dos atrativos da comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir 
forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma 
comunicação oficial.
82Unidade 7
No campo Assunto do formulário de correio 
eletrônico, a mensagem deve ser preenchida de 
modo a facilitar a organização documental tanto 
do destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem, deve ser 
utilizado, preferencialmente, o formato Rich	Text. 
A mensagem que encaminha algum arquivo deve 
trazer informações mínimas sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso 
de confirmação de leitura. Caso não seja 
possível, deve constar da mensagem pedido de 
confirmação de recebimento.
Nos termos da legislação, para que a mensagem 
de correio eletrônico tenha valor documental, isto 
é, para que possa ser aceito como documento 
original, é necessário existir certificação digital 
que ateste a identidade do remetente, na forma 
estabelecida em lei.
Chegamos ao final do nosso Curso. Esperamos 
que os aspectos gramaticais apresentados possam 
ajudá-lo a redigir melhor. Lembre-se de que essas 
normas devem ser internalizadas naturalmente e 
não apenas decoradas. É necessário utilizá-las 
frequentemente; por isso guarde o caderno em 
local acessível e consulte-o sempre que necessário. 
Crie o hábito de realizar consultas a dicionários. 
Além dos dicionários comuns (Aurélio, Houass), 
existem dicionários de regência, de sinônimos e 
antônimos, de etimologia, de verbos e de regimes.
Amplie sua habilidade de redigir, construa sua 
competência de redação própria, tão necessária 
ao crescimento pessoal e à atividade profissional.
reFerênciaS
ALMEiDA, Antonio Luiz Mendes de. Atenciosamente – manual prático de redação comercial e oficial. 
rio de Janeiro: garamond, 1999.
ALMEiDA, Napoleão Mendes. Gramática	metódica	da	Língua	Portuguesa. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 
2009.
BrASiL. Presidência da república. Manual	de	redação	da	Presidência	da	República. gilmar Ferreira 
Mendes et al. Brasília: Presidência da república, 2002.
_____. Departamento Nacional de infraestrutura de Transportes. Diretoria Executiva. instituto de 
Pesquisas rodoviárias. Manual	de	Sinalização	Rodoviária. 3. ed. Publ. iPr 743. rio de Janeiro, 2010.
CuNHA, Celso; LiNDLEY CiNTrA, L. F. Nova	gramática	do	português	contemporâneo. 4. ed. rio de 
Janeiro: Lexikon Editora Digital, 2007.
goLD, Miriam. Redação	empresarial: escrevendo com sucesso na era da globalização. São Paulo: 
Makron Books do Brasil Editora Ltda., 1999.
KASPArY, Adalberto J. Correspondência	empresarial. Porto Alegre: Edita, 2002.
_____. Redação	oficial – normas e modelos. Porto Alegre: Edita, 2002.
MEDEiroS, João Bosco. Redação	empresarial. São Paulo: Atlas, 2001.
Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa. Academia	Brasileira	de	Letras. 5. ed. São Paulo: global, 
2009.
Site:
<www.redacaooficial.com.br>.

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