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1 LAILA QUEIROGA – P3
Anatomia do Sistema Digestório
ESTÔMAGO
É uma bolsa com capacidade de dilatação, onde o
alimento ficará por volta de 4 a 5 horas até ser
convertido em quimo.
É uma estrutura intra-peritoneal;
Com função de reserva;
Ele se localiza na região do hipocôndrio
esquerdo e na região epigástrica;
Ele tem relação com o fígado, com o intestino
grosso e com o baço.
ANTERIORMENTE → diafragma, lobo esquerdo do
fígado;
LATERALMENTE → baço (do lado esquerdo);
POSTERIORMENTE → peritônio, pâncreas, rim
esquerdo e glândula suprarrenal esquerda.
Comunicação superior com o esôfago através
da junção gastroesofágica e do óstio cárdico;
Comunicação inferior com a primeira porção do
intestino delgado (duodeno) através do óstio
pilórico;
–
Anterior → relação com o fígado;
Posterior → relação com o pâncreas.
Medial (curvatura menor);
Lateral (curvatura maior).
Ângulo superior →
forma a incisura cárdica;
Ângulo inferior → forma
a incisura angular.
2 LAILA QUEIROGA – P3
Presença das pregas gástricas (fazem o
aumento da superfície gástrica).
1. Omento menor (lig. Hepatogástrico);
2. Omento maior (lig. Gastrocólico);
3.Omento gastro-esplênico (lig.
Gastroesplênico).
INSTESTINO DELGADO
O estômago é continuado pelo intestino delgado e este
pelo intestino grosso. Estas denominações são devidas
ao calibre que apresentam.
O intestino delgado é um órgão
musculomembranoso, seu comprimento é de
cerca de 6 a 8 metros.
Divisão dos intestinos: delgado (+/-7m) e o
grosso (+/-1,5m).
Ele se estende desde a junção do óstio pilórico
até a junção ileocecal.
Ao atingir o intestino delgado, o quimo sofre a ação dos
sucos digestivos produzidos pelas glândulas de sua
parede e das secreções do fígado e do pâncreas.
Duodeno;
Jejuno;
Íleo.
Primeira porção do intestino delgado;
Tem relação com o piloro e prossegue até a
flexora duodeno-jejunal.
Função: receber a bile e o suco pancreático e
degradar lipídios, proteínas, carboidratos que
não conseguiram ser quebrados no estômago;
Tem forma de C;
Localização: L1 a L3 e a flexora a nível de L2.;
primeira porção na região epigástrica e
também na região umbilical.
A porção descontente corresponde a parte mais
importante do duodeno, pois em sua face póstero
medial encontramos os orifícios de desembocadura
para as secreções do fígado e do pâncreas.
PAPILA MAIOR DO DUODENO (1) orifício de
desembocadura da Ampola Hepatopancreática
a qual reúne os Ductos Cóledo (bile) e
Pancreático Principal (Suco Pancreático)
PAPILA MENOR DO DUODENO (2) orifício de
desembocadura do Ducto Pancreático
Acessório (Suco Pancreático).
3 LAILA QUEIROGA – P3
Divisões da parte descendente do duodeno:
Vascularizado, cor mais forte;
Estrutura intra-peritoneal.
Corresponde a 2ª Porção do intestino delgado. Está
envolvido diretamente com a absorção dos nutrientes
para o sangue, em razão de sua mucosa apresentar
projeções cônicas denominadas VILOSIDADES
INTESTINAIS. Se estende até o óstio Íleo/ Cecal
Seus meios de fixação são representados pela pressão
intra-abdominal, e por uma prega do peritônio, o
MESENTÈRIO.
OBS: desde a flexura duodeno jejunal no lado esquerdo
da L2 até a junção ileocólica e a art. Sacro-ilíaca direita;
a parte livre do leque tem a mesma extensão das alças
intestinais.
Relação da localização associada ao comprimento longo
e grande mobilidade (torções, herniações).
Cada uma dessas situações poderá proporcionar
oclusão intestinal, com consequências tão graves que
podem ocasionar até a morte do paciente.
Hérnia ocorre quando uma alça intestinal ou parte do
omento maior, sofre uma protrusão através de um
ponto frágil da parede anterior do Abdome, podendo
ser inguinal ou umbilicais.
INTESTINO GROSSO
REGIÃO ILEOCECAL:
4 LAILA QUEIROGA – P3
Tênias do colo:
Mesocólica (mesocolo transverso e sigmoide);
Omental (onde fixam-se os apêndices
omentais);
Livre (iniciam-se no apêndice e terminam na
junção reto sigmoide).
Nas proximidades da crista ilíaca esquerda, tem início o
cólon sigmoide que se continua na cavidade pélvica com
o reto.
Segmento final do canal alimentar (o canal anal abra-se
para o meio externo através do ânus).
ESFÍNCTER INTERNO DO ÂNUS (1):
Está situado profundamente, resultado do
espessamento de fibras circulares lisas. É de controle
involuntário.
ESFÍNCTER EXTERNO DO ÂNUS (2):
É constituído por fibras musculares estriadas. Dispõe-
se externamente, em torno do esfíncter interno do
ânus.
COLUNAS ANAIS (3):
Pregas longitudinais e paralelas identificadas na mucosa
anal. Entre as colunas encontramos depressões, os
seios anais.
RETO E ÂNUS:
O intestino grosso é diferente do intestino delgado em
4 aspectos:
Seu diâmetro é maior;
Possui as tênias: faixas longitudinais. Temos as
tênias: livre, Mesocólica (fixada no mesocolo
transverso) e o Omental (está fixada ao
omento maior);
Saculações e pregas semilunares: as
saculações do colo são abaulamentos
provocados pelas invaginações na face interna
e que corresponde às pregas semilunares;
Apêndices adiposos do colo: pedaços de tecido
adiposo situado na túnica serosa.
1 LAILA QUEIROGA – P3
Anatomia das Glândulas Anexas e
Vascularização
FÍGADO
É um órgão volumoso, localiza-se imediatamente abaixo
do M. diafragma e a direita embora uma pequena parte
esteja à esquerda.
Tem importante função glandular que participa das
atividades vitais do organismo:
Interfere no metabolismo dos carboidratos,
síntese de proteínas e gorduras;
Secreta bile;
Armazenamento de ferro;
Participa do mecanismo de defesa;
Formador de células sanguíneas no feto.
O fígado ocupa o hipocôndrio direito.
Percussão caracteriza o sinal de macicez;
Secreção exócrina – bile – vias biliares;
Secreção endócrina – corrente sanguínea;
Sais biliares – digestão/absorção de gorduras.
ANATOMICAMENTE
RELAÇÕES ANATÔMICAS:
Rim direito;
Flexura hepática;
Recesso hepatorenal;
Estômago;
Omento menor.
OBS: área nua do fígado:
VIAS BILIARES
Ductos hepáticos direito e esquerdo;
Ducto hepático comum;
Ducto colédoco;
Vesícula biliar;
Ducto cístico.
VESÍCULA BILIAR
Entre o lobo direito e esquerdo está a vesícula biliar.
2 LAILA QUEIROGA – P3
PÂNCREAS
Órgão retroperitoneal;
Continua-se com o baço;
Glândula endócrina – insulina;
Glândula exócrina – suco pancreático.
Anatomicamente:
Cabeça do pâncreas;
Corpo do pâncreas (colo);
Cauda do pâncreas;
Ducto pancreático acessório;
Ducto colédoco;
Ducto pancreático.
BAÇO
Órgão linfático;
Filtra o sangue;
Produz linfócitos e anticorpos;
Proteção 9, 10 e 11 costelas.
VASCULARIZAÇÃO
VASCULARIZAÇÃO DO ENCÉFALO, FACE E
PESCOÇO
Artéria Carótida externa. Dá ramos:
A. tireóidea superior;
A. lingual;
A. facial;
A. occipital;
A. auricular posterior;
A. faríngea ascendente;
A. temporal superficial;
A. maxilar.
3 LAILA QUEIROGA – P3
VASCULARIZAÇÃO DO SISTEMA DIGESTIVO
TRONCO CELÍACO:
A. gástrica esquerda;
A. esplênica;
A. hepática comum;
A. hepática própria;
A. gastroduodenal;
A. gástrica direita.
IRRIGAÇÃO DO ESÔFAGO
Rr. Das Aa. tireóideas inferiores;
Rr. Da aorta descendente;
R. da A. gástrica esquerda.
VASCULARIZAÇÃO DO ESTÔMAGO
A irrigação do estômago origina-se direta, ou
indiretamente, do tronco celíaco, ramo da aorta
abdominal.
A artéria gástrica esquerda, que é ramo do tronco
celíaco, tem primeiro um primeiro trajeto ascendente e
para a esquerda. Curva-se inferiormente e acompanha
a curvatura menor do estômago para, em geral,
anastomosar-se com a artéria gástrica direita.
A artéria gástrica direita, que é ramo da artéria
hepática comum (do tronco celíaco), pode originar-se
tambémda artéria hepática própria. Corre,
inferiormente, em direção à curvatura menor do
estômago, que acompanha, e se anastomosa com a
artéria gástrica esquerda.
A artéria gastromental direita, que é ramo terminal da
artéria gastroduodenal. Esta, por sua vez, resulta da
divisão da artéria hepática comum em artéria gástrica
direita, hepática própria e gastroduodenal. Acompanha
a curvatura maior do estômago, anastomosa-se com a
artéria gastromental esquerda (ramo da a. esplênica do
tronco celíaco) e fornece ramos para as faces anterior
e posterior do estômago e para o omento maior.
As artérias gástricas curtas, que se originam da artéria
esplênica, irrigam a face posterior do fundo do
estômago.
Em resumo:
4 LAILA QUEIROGA – P3
Tronco celíaco;
Aa. gástricas esquerda e direita;
Aa. gastromental direita e esquerda;
Aa. gástrica curtas.
VASCULARIZAÇÃO DO INTESTINO DELGADO
As principais fontes de irrigação do duodeno são as
artérias pancreático-duodenais e a artéria
gastroduodenal. Desta última, ou de seus ramos
terminais (as artérias pancreático-duodenais
superiores, anterior e posterior), originam-se as
artérias supraduodenal e retroduodenal.
Em resumo, o duodeno:
Aa. pancreático-duodenais;
A. gastroduodenal;
A. supraduodenal;
A. retroduodenal;
A artéria mesentérica superior é a principal fonte de
irrigação para o jejuno-íleo. As artérias jejunais e ileais,
em número variável, originam-se da convexidade da
artéria mesentérica superior e não vão diretamente
para o intestino, formando primeiramente uma série de
arcadas mesentéricas.
Em resumo, o jejuno-íleo:
A. mesentérica superior;
Aa. jejunais;
Aa. ileias;
Veias
VASCULARIZAÇÃO DO INTESTINO GROSSO
As artérias mesentéricas superior e inferior irrigam o
intestino grosso. Seus ramos para o intestino grosso são
os seguintes: a artéria iliocólica, que é o mais inferior
dos seus ramos e irriga a parte terminal do íleo, o ceco
(artérias cecais anterior e posterior) e o apêndice
vermiforme (artéria apendicular).
A artéria cólica direita irriga o cólon ascendente. A
artéria cólica média, curva-se levemente para a direita
e se divide em ramos direito e esquerdo. O ramo direito
dirige-se para a flexura direita do colo (artéria da
flexura direita) e o esquerdo para a flexura esquerda
do colo. Desse modo, a artéria cólica média é a fonte
de irrigação do colo transverso.
A artéria mesentérica inferior origina-se da aorta. Seu
ramo mais superior é a artéria cólica esquerda que
irriga o colo descendente. Duas artérias sigmóideas
nascem da mesentérica inferior, e correm no mesocolo
sigmoide para irrigar o colo sigmoide. A artéria
mesentérica inferior continua seu trajeto em direção a
pelve, com o nome de artéria retal superior para irrigar
o reto.
Aa. mesentérica superior:
A. ileocólica;
A. cólica direita;
A. cólica média;
Veias;
Aa. mesentérica inferior:
A. cólica esquerda;
5 LAILA QUEIROGA – P3
Aa. sigmóideas;
A. retal superior.
VASCULARIZAÇÃO DO PÂNCREAS
O pâncreas é irrigado pelas artérias pancreático-
duodeniais e ramos da artéria esplênica. As artérias
pancreático-duodenais formam uma dupla arcada que
enlaça a cabeça do pâncreas. A arcada anterior é
formada pelas artérias pacreatico-duodenais ântero-
superior e ântero-inferior; a arcada posterior é
formada pelas artérias pancreaticoduodenais póstero-
superior e póstero-inferior.
A artéria gastroduodenal origina as artérias
pancreaticoduodenais superiores (anterior e posterior)
e a artéria mesentérica superior emite as
pancreaticoduodenais inferiores (anterior e posterior).
A artéria esplênica fornece também vários ramos para
o pâncreas: artéria pancreática dorsal, artéria
pancreática inferior, artéria pancreática magna e a
artéria da cauda do pâncreas.
Em resumo:
Aa. pancreático-duodenais;
Rr. Da a. esplênica;
A. pancreática dorsal;
A. pancreática inferior;
A. pancreática magna;
A. da cauda do pâncreas.
SISTEMA PORTAL
Território de drenagem;
Circulação particularíssima;
Resultante da fusão das vv. mesentérica
superior e esplênica.
1 LAILA QUEIROGA – P3
Processos Fisiológicos Alterados do Trato
Alimentar
ESÔFAGO
O esôfago é um conduto de passagem dos alimentos da
boca para o estômago. As glândulas da submucosa
secretam muco, permitindo uma lubrificação e
posteriormente a fácil passagem dos alimentos. A
mucosa esofágica, sobretudo na junção
esofagogástrica, oferece resistência ao atrito
(abrasão) pela passagem do alimento.
O esôfago é um tubo que tem também uma camada
muscular, sendo o terço superior músculo esquelético,
o terço médio músculo esquelético e liso e o terço
inferior apenas músculo liso.
O esôfago apresenta 02 esfíncteres: o esfíncter
esofágico superior e o esfíncter esofágico inferior. O
esfíncter esofágico superior tem uma camada circular
de músculo estriado, enquanto que o esfíncter
esofágico inferior é constituído de uma camada circular
de músculo liso circular (pouca espessada), que funciona
como uma valva fisiológica.
O esôfago excede de anomalias congênitas:
ATRESIA ESOFÁGICA: se caracteriza pela falta do
segmento de conexão da parte superior com a parte
inferior.
Esse paciente pode apresentar espuma, bolhas na boca
e nariz, episódios de tosse, cianose e angústia
respiratória. Todos esses sintomas pioram quando o
bebê se alimenta.
DISFAGIA é um termo empregado para qualquer
dificuldade de deglutição. A deglutição, para acontecer,
precisa de uma ação coordenada da língua e da faringe,
que são inervados pelos nervos cranianos V, IX, X e XI.
A diminuição da secreção salivar pode ser uma causa
associada a disfagia. Além desta, a estenose do esôfago
também pode ser considerada uma causa. Além da lesão
dos nervos e dos centros de controle (poliomielite e
encefalite) e a fraqueza muscular (esclerodermia,
distrofia muscular, botulismo).
ODINOFAGIA é um termo empregado para a deglutição
dolorosa.
Se o paciente tem disfagia, obviamente, ele terá uma
incapacidade de deglutição, isso consequentemente
provocará: sufocação, tosse e sensação de entalo.
Outra incapacidade que pode acontecer é o paciente
ter incapacidade de fechar a nasofaringe, causando o
refluxo de alimento para as cavidades nasais. E se
acontece uma incapacidade de fechar a glote, ocorre a
entrada de alimentos na laringe.
Qualquer procedimento médico que envolva a sedação e
a anestesia perde a capacidade de deglutir secreções,
está desprotegido contra regurgitações e apresenta
predisposição ao vômito. Por isso, para a realização
desses procedimentos, o paciente deve estar em jejum.
ACALASIA é um distúrbio do esôfago causada pela lesão
do plexo mioentérico. O esfíncter esofágico inferior não
irá relaxar, causando a dificuldade da passagem do
alimento, ficando retido e consequentemente,
apodrece, gerando substâncias ácidas que causam
ulcerações e inflamações, levando a dor retroesternal.
Além disso, essa retenção gera a dilatação do esôfago
(megaesôfago).
HÉRNIA DE HIATO:
É uma protusão ou herniação do estômago através do
hiato do diafragma.
A hérnia por deslizamento é uma protusão em forma
de sino do estômago acima do diafragma. Já a hérnia
2 LAILA QUEIROGA – P3
paraesofágica se caracteriza por parte do estômago
penetrando no tórax através da abertura alargada.
DOENÇA DO REFLUXO GÁSTRICOESOFÁGICO, se
caracteriza pela fraqueza ou incompetência do
esfíncter esofágico inferior. Se houver hérnia de hiato,
sobretudo a hérnia de hiato por deslizamento, favorece
a uma falha na contenção do conteúdo gástrico,
causando o retorno do alimento do estômago para o
esôfago, levando a esofagite (todo processo
inflamatório por hiperemia, edema e erosão da mucosa),
dor epigástrica/retroesternal, pirose (azia), rouquidão e
tosse crônica.
ESTÔMAGO
Dois mecanismos de defesa para a proteção da mucosa
gástrica: produção e secreção de pepsinogênioe a
espessa camada de muco protetora rica em
bicarbonato. Além desses, as junções rígidas impedem
o acesso do ácido ao tecido subepitelial.
É um processo inflamatório que afeta a mucosa
gástrica.
Ela pode ser aguda, caracterizando-se por hiperemia
(vasodilatação) e erosões que podem provocar
sangramento agudo, descamações e hemorragias. Isso
levará a alguns sintomas como desconforto gástrico,
pirose, vômito e hematêmese.
Os fatores que favorecem a danos na barreia da
mucosa são: álcool, aspirina e anti-inflamatórios não
esteroides (AINE) e a bactéria helicobacter pylori.
A gastrite pode ser crônica, que tem como principal
fator causador a infecção pelo H. pylori. Isso acontece
porque essa bactéria tem uma enzima chamada urease,
que produz amônia, e é essa amônia que causa dano a
barreira de muco. A presença dessa bactéria
provocará, portanto, inflamações. Isso levará a atrofia
gástrica e úlceras peptídicas.
Se as células glândulas vão sendo destruídas, elas
deixam de produzir o ácido clorídrico, e sem esse ácido
e sem pepsina, a digestão proteica não acontece,
causando assim, má digestão proteica. As células da
mucosa gástrica produzem também o fator intrínseco
(esse fator se liga a vitamina B12, permitindo sua
absorção). Sem esse fator intrínseco, não tem
absorção, havendo deficiência de vitamina B12,
causando uma anemia perniciosa.
É causada por dano a mucosa pelo suco gástrico. As
úlceras gástricas e duodenais são erosões da mucosa
em decorrência do desequilíbrio entre a secreção
gástrica e a barreia da mucosa.
Causas:
Alto conteúdo ácido e péptico;
Irritação;
Suprimento sanguíneo deficiente;
Secreção deficiente de muco;
Infecção.
A infecção pelo H. pylori, o álcool, a aspirina e os AINE
são fatores de risco para essa patologia.
O paciente apresenta como sintomas principais
desconforto epigástrico, dor epigástrica (queimação,
lancinante, cólica) e ela piora com o estômago vazio e é
aliviada pelos alimentos e antiácidos.
Se a doença ulcerosa péptica é causada pela agressão
do ácido gástrico e pela diminuição da barreira de muco
e bicarbonato, é fundamental para o tratamento a
supressão da produção de ácido gástrico, utilizando a
Ranitidina (bloqueador do receptor de histamina H2) e o
Omeprazol (bloqueador da bomba de prótons H+). E para
reforçar a barreira de muco, usa-se o Misoprostol
(derivado da prostaglandina E), que estimula à secreção
de muco e bicarbonato. E se caso for uma infecção por
H. pylori, faz-se o uso de antibióticos.
3 LAILA QUEIROGA – P3
INTESTINO
Trata-se de um distúrbio gastrointestinal funcional.
Os sintomas associados a essa síndrome são: dor
abdominal (aliviada pela defecação), alteração da função
intestinal, distensão, flatulência, náuseas, anorexia,
constipação ou diarreia, ansiedade ou depressão.
É um problema decorrente da inflamação da mucosa.
Há 02 formas de expressão:
Doença de Crohn → afeta todo o tubo digestivo, desde
a boca até o ânus, embora predominem no intestino
delgado distal e no cólon proximal.
Colite ulcerativa → afeta o intestino grosso (cólon e o
reto).
Sendo uma doença inflamatória, ela resulta da ativação
de células inflamatórias, que ao serem ativadas liberam
mediadores inflamatórios que causam lesões teciduais.
O paciente pode apresentar diarreia, urgência fecal,
perda de peso, complicações agudas (obstrução
intestinal, abcessos, fístulas) e manifestações
sistêmicas (artrite, lesões cutâneas, inflamação dos
olhos e anemia).
É a perda da capacidade de absorção.
Tem 02 formas: espru não-tropical e o espru tropical.
O espru não-tropical resulta do efeito tóxico do glúten,
pois este ataca a mucosa intestinal, causando a
destruição dos enterócitos que leva a uma atrofia dessa
mucosa intestinal. O espru tropical é causada por
infecção bacteriana, que leva a inflamação da mucosa
intestinal.
Ao diminuir progressivamente a capacidade de
absorção, o paciente perde a capacidade de absorver
gorduras, proteínas e carboidratos, levando a
deficiência nutricional. Quando diminui a absorção de
cálcio, leva a uma desmineralização dos ossos. E quando
leva a diminui a absorção de vitamina K, o paciente terá
uma deficiência de coagulação. E se, o paciente tem
dificuldade na absorção de ácido fólico e vitamina B12,
consequentemente, terá anemia perniciosa.
Um sintoma muito comum dos distúrbios intestinais é a
constipação intestinal, que resulta do movimento lento
de fezes no intestino grosso. Com essa diminuição do
trânsito, as fezes ficam muito secas e endurecidas no
cólon descendente.
O que causa esse movimento lento é a diminuição dos
movimentos peristálticos, a obstrução do movimento do
conteúdo intestinal e o hábito intestinal irregular (inibição
permanente dos reflexos de defecação).
A falta ou deficiência das células do plexo mioentérico,
causa a diminuição ou ausência da motilidade intestinal,
acarretando o acúmulo de fezes no cólon, levando a sua
distensão (megacólon).
Podem ser causadas por infecções intestinais (vírus ou
bactérias). Essa condição levará a irritação da mucosa,
levando ao aumento de secreção e da motilidade
intestinal, acarretando em diarreia, com consequente
perda de água e eletrólitos que leva a um desequilíbrio
hídrico e eletrolítico.
Outros fatores como o estresse, pode levar a
estimulação excessiva do SNA parassimpático, levando
ao aumento da secreção e da motilidade intestinal e
consequente diarreia.
Qualquer dano da medula espinal vai levar a supressão
do reflexo da defecação e consequente paralisia da
defecação.
Um sintoma importante associado aos distúrbios
intestinais é o vômito. A irritação/distensão do trato
digestório superior gera estímulos motores através dos
4 LAILA QUEIROGA – P3
nervos V, VII, IX, X, XII e espinais que promovem as
alterações de peristaltismo reverso. O estômago e o
duodeno se contraem fortemente podendo eliminar os
conteúdos.
Para vomitar, a pessoa faz uma respiração profunda,
elevação da laringe, fechamento da glote, elevação do
palato mole, contração do diafragma e a contração dos
músculos abdominais.
As náuseas se caracterizam pela consciência da
excitação subconsciente do centro do vômito. Estímulos
irritativos do trato digestório superior e os impulsos
cerebrais ativam esse centro do vômito.
O câncer, as retrações fibróticas/cicatriciais
(ulcerações, aderências peritoniais), espasmos
intestinais, volvo do sigmoide, intussescepção e os
parasitos intestinais podem causar a obstrução
intestinal.
A eliminação de gases pelo ânus, são gases produzidos
pela fermentação bacteriana do conteúdo intestinal,
como também gases que se difundem do sangue para
o trato GI.
1
Digestão
É o processo de quebra enzimática (hidrólise) de
moléculas. O processo de quebra de ligações por
enzimas digestivas se faz pro hidrólise, que é a
quebra da ligação com a introdução de uma molécula
de água. Qual é o objetivo da digestão? A nossa dieta
é constituída por diferentes nutrientes, os
micronutrientes são moléculas pequenas, sendo
pequenas essas moléculas podem atravessar a
célula sendo diretamente absorvidas, isso acontece
com a água, com os eletrólitos e com as vitaminas
que atravessam as células de revestimento da
mucosa intestinal dos enterócitos, atravessando a
célula chega a corrente sanguínea. Substâncias
grandes (macronutrientes) como os carboidratos
proteínas e gorduras, não podem atravessar os
enterócitos na forma em que são ingeridos, por isso
precisam ser quebradas para se tornarem
moléculas pequenas, capazes de serem absorvidas.
Digestão de Carboidratos
Os carboidratos ou açúcares - a principal forma
encontrada na nossa dieta é o amido, que é um
polissacarídeo (macronutriente), e principal forma
de carboidrato nos vegetais. Outro polissacarídeo
que necessita de digestão é o glicogênio
(corresponde ao amido que é um polissacarídeo) que
éa forma de armazenamento de açúcar nos animais
e que também necessita ser quebrado para que seja
absorvido. Em nossa dieta também temos açúcares
pequenos, os dissacarídeos, correspondentes a
sacarose (cana-de-açúcar) e a lactose (leite).
Outros carboidratos de moléculas pequenas que não
necessitam de digestão são: álcool, ácido láctico e
ácido pirúvico. A celulose é um polissacarídeo
encontrado em vegetais, ela não é digerida, pois em
nosso intestino não está presente a enzima celulase
que é capaz de quebrar as ligações da celulose,
consequentemente ela não é absorvida e passa a
constituir as chamadas fibras alimentares.
O amido e o glicogênio são carboidratos de cadeia
longa, com isso necessitam sofrer digestão. A ptialina,
uma alfa-amilase presente na saliva, quebra as
ligações do amido liberando o dissacarídeo maltose e
polímeros pequenos de glicose, portanto, a digestão
do amido inicia na boca pela ação da alfa-amilase
salivar. Quando o alimento é deglutido e chega ao
estômago, a ptialina é desativada pelo ácido gástrico.
O alimento deglutido passa pelo estômago e intestino,
e a secreção pancreática fica contida de amilase,
portanto, no intestino, por ação da amilase o amido
segue o seu processo de quebra chegando à
dissacarídeo. Os dissacarídeos são quebrados em
monossacarídeos por ação das dissacaridases
(enzimas produzidas pelo enterócitos, células
intestinais). A lactose é quebrada pela lactase
liberando a galactose e a glicose, já a sacarose é
quebrada pela sacarase liberando uma frutose e uma
glicose, e a maltose é quebrada pela maltase liberando
duas glicoses.
Fisiologia da Digestão e Absorção
s. Digestório
Andréia Raiane Alves P3
2
Digestão de Proteínas
Outras moléculas longas que necessitam ser
quebradas são as proteicas. As proteínas são
digeridas e quebradas em pequenos, os peptídeos. A
digestão das proteínas acontece inicialmente no
estômago pela enzima pepsina contida no sulco
gástrico, pois ela atua em meio ácido. Quando o
alimento é liberado ao duodeno, o bicarbonato
neutraliza o ácido clorídrico e a ptialina perde a sua
atividade. Mas na secreção pancreática nós temos
várias enzimas que atuam na digestão das proteínas,
a tripsina, quimiotripsina, carboxipolipeptidase e a
pró-elastase, essas enzimas continuam a quebra dos
componentes da carne.
Os enterócitos, as células do intestino delgado,
produzem e secretam as peptidases. Dipeptídeos e
tripeptídeos, são peptídeos de dois ou três
aminoácidos, e nessa forma eles são absorvidos e
atravessam a membrana para dentro do enterócito.
As peptidases ingerem os dipeptídeos e os
tripeptídeos, essa ingestão acontece dentro da
célula, ocorre uma digestão intracelular, as
peptidases quebram os dipeptídeos e os tripeptídeos
em aminoácidos, liberando-os para o sangue. Nessa
forma como aminoácidos, atravessam a membrana
basolateral do enterócito, chegando ao espaço
extracelular.
Jnjdnfjsdjsdnjknsdjkn
Digestão de Gorduras
Outros nutrientes que precisam ser quebrados são
as gorduras. Temos em nossa dieta vários tipos de
gorduras, como os triglicerídeos (gorduras neutras),
os fosfolipídeos, colesterol e ésteres de colesterol.
Para a gordura ser digerida, ela precisa antes ser
emulsificada. A gordura não é solúvel em água,
portanto, ao ingerir gorduras elas tendem a formar
grumos, a se aglutinar. A emulsificação das
gorduras, é o desdobramento dos glóbulos de
gordura em partículas de pequeno contato,
(espalhamento desses grumos em meio líquido). Esse
espalhamento aumenta a superfície de contato, o
que favorece a digestão enzimática das gorduras,
que é realizada pelas enzimas pancreáticas. A lipase
digere triglicerídeos, o éster de colesterol-hidrase
difere os ésteres de colesterol e a fosfolipase
digere os fosfolipídeos. Essa função de
emulsificação é realizada pela bile, pois o seu
principal componente tem ação detergente e
emulsificante, que são as ácidos biliares,
principalmente a licitina. Os enterócitos contém
lipase entérica, porém em pequena quantidade, com
isso, tem menor efeito sob as gorduras neutras, ou
seja, as principais enzimas responsáveis pela
digestão das gorduras são as enzimas pancreáticas.
Absorção
A função de absorção permite que os nutrientes
cheguem até o sangue.
Andréia Raiane Alves P3
3
Absorção de Nutrientes
A absorção de nutrientes na boca e no estômago é
muito pequena, pois a mucosa da boca e do estômago
tem baixa capacidade de absorção. As substâncias
que são absorvidas por essas mucosas, são
substâncias muito lipossolúveis (álcool/AAS).
No intestino delgado, há uma alta capacidade de
absorção, portanto, ele é o principal seguimento do
tubo digestivo e permite absorção de todos os
nutrientes.
O intestino delgado apresenta as chamadas,
especializações intestinais. Da parede do intestino
delgado surgem as válvulas coniventes, que tem como
função o aumento da superfície de absorção (3
vezes). Além das válvulas existem prolongamentos,
que são as vilosidades do intestino, que tem como
função também o aumento da superfície de absorção
(10 vezes), no entanto tem uma maior capacidade de
absorção em relação as válvulas.
Absorção Intestinal
Além das válvulas coniventes e das vilosidades,
existem as microvilosidades. O objetivo dessas
microvilosidades (borda em escova) é aumentar a
superfície de absorção 20 vezes mais que as outras
especializações intestinais. De maneira geral, as
especializações aumentam em 600 vezes a
capacidade absortiva do intestino delgado.
Vilosidade
A vilosidade se projeta aumentando toda a
superfície. Os nutrientes atravessam os
enterócitos para chegar até o sangue, essas
células revestem toda a superfície da vilosidade, e
cada célula contém a sua microvilosidade, formando
a borda em escova. A vilosidade contém uma rica e
extensa rede de capilares sanguíneos formada por
um ramo arterial, esses capilares se unem e
conduzem o sangue até a veia. O nutriente deve
atravessar a camada de células para chegar ao
espaço paracelular. As substâncias solúveis em
água penetram nos capilares e são levadas pelo
sangue venoso. O vaso quilífero central, é um capilar
linfático que contém um ducto de condução.
Substâncias solúveis em gorduras penetram do
capilar quilífero por ser muito permeável, e é levado
pela linfa.
Andréia Raiane Alves P3
4
Os nutrientes que atravessam a camada de células e
chegam ao espaço paracelular, encontram dois
destinos para serem transportados. As moléculas
pequenas e solúveis em água são transportadas
diretamente pelo sangue, e as moléculas maiores
solúveis em gordura podem ser transportadas pelo
vaso quilífero ou pela drenagem linfática da vilosidade.
Mecanismos de Absorção
Os nutrientes atravessam a membrana dos
enterócitos utilizando os mecanismos de transporte,
que são a difusão, a difusão facilitada, o transporte
ativo e pelo movimento osmóticos da água. Uma
substância pode atravessar a membrana celular por
DIFUSÃO, é um processo simples e sem gasto de
energia, não tem necessidade de um transportador
e a força que move a substância é o gradiente de
concentração, usa-se os canais de membrana para
atravessar a membrana celular. A DIFUSÃO
FACILITADA obedece o gradiente mas necessita de
um transportador, como o movimento é a favor do
gradiente de concentração, não há gasto de energia.
O TRANSPORTE ATIVO utiliza o transportador de
membrana, mas pode haver gasto de energia pois o
movimento é contra o gradiente de concentração. A
ÁGUA é absorvida por difusão e osmose, o movimento
osmótico é passivo e há necessidade do gradiente do
concentração, assim, o quimo é o conteúdo intestinal,
se for diluído em relação ao sangue, a concentração
do conteúdo intestinal for menor que a concentração
dos solutos no sangue, a água é absorvida e
atravessa o enterócito chegandoaté o sangue. Mas,
como o movimento é passivo, se o quimo for
hiperosmótico, a água passa do plasma para o
intestino. Quando a água é absorvida, ela promove a
absorção de substâncias dissolvidas, processo
chamado de tração por solvente.
Absorção de Íons
ÍONS SÓDIO ⇨ são absorvidos por transporte
ativo, e a nossa ingestão de sal é de 5 a 8 g/dia,
mas todas as secreções que chegam ai intestino,
como a saliva, o muco, o sulco gástrico, o sulco
pancreático e a bile contém sódio, então 20 a 30
g/dia de sódio são secretados juntamente com
essas secreções. Nós só perdemos <0,5% da
quantidade total de sódio através das fezes, o que
significa que a capacidade de absorção de sódio pelo
intestino é muito alta, cerca de 25 a 35 g/dia.
Na diarreia, a aceleração do trânsito e a eliminação
de grande quantidade de líquidos faz com que toda
a quantidade total de sal possa ser perdida em um
dia, portanto, em quadros diarreicos pode
acontecer uma perda significativa de secreções
intestinais contento sódio, o que leva a redução das
reservas corporais de sódio, causando desequilíbrio
salínico/eletrolítico.
SÓDIO ⇨ no processo de absorção, o sódio
atravessa a borda em escova por difusão simples,
uma vez dentro da célula, o sódio é absorvido pelas
paredes basolaterais por transporte ativo utilizando
a bomba de sódio. O sódio é então bombeado para
o espaço paracelular, a presença do sódio nesse
espaço gera um gradiente osmótico, e a água
passivamente por difusão é absorvida junto à
absorção do sódio.
A aldosterona que é um mineralocorticoide, é um
hormônio liberado pelo córtex da glândula
suprarrenal, interfere no mecanismo de absorção
do sódio, pois a aldosterona aumenta a absorção
ativa de sódio e a absorção passiva de água. Como
a água é tracionada e atravessa o espaço
paracelular, ela faz tração por solvente arrastando
substâncias dissolvidas permitindo a absorção de
outras substâncias.
Andréia Raiane Alves P3
5
Como o sódio é um íon positivo, a absorção dos íons
sódio geram um gradiente eletroquímico que promove
a absorção passiva de cloreto que é um íon negativo.
CLORETO ⇨ sua absorção passiva por difusão
secundária é promovida pela absorção ativa de íons
sódio. O cloreto é absorvido pelo duodeno e pelo
jejuno.
BICARBONATO ⇨ sua absorção a acontece no
duodeno e no jejuno, mas não absorvido diretamente,
é absorvido na forma de água e Co2. Quando os íons
sódios são absorvidos, o íon H+ é secretado e deixa a
célula intestinal para a luz do intestino, o hidrogênio
se combina ao bicarbonato produzindo o ácido
carbônico que se dissocia em H2O e Co2 que são
absorvidos, assim o bicarbonato é absorvido no
duodeno e jenuno.
No íleo, na porção terminal do intestino delgado e no
intestino grosso, o bicarbonato é secretado. A
presença do bicarbonato na luz do íleo e do intestino
grosso é importante pois o bicarbonato neutraliza os
ácidos que estão sendo produzidos pelas bactérias,
ou seja, as bactérias intestinais fermentam e
produzem substâncias ácidas que são neutralizadas
pelo bicarbonato secretado pela mucosa do íleo e do
intestino grosso. Nesse processo de secreção, o
bicarbonato que é um íon negativo, é trocado pelo
cloreto, o bicarbonato sai da célula para a luz do
intestino enquanto o cloreto faz o movimento
contrário.
CÁLCIO ⇨ é absorvido ativamente desde o duodeno
ao longo de todo o intestino delgado de acordo com
as necessidades diárias. Essa absorção ativa de cálcio
é influenciada pelo paratormônio e pela vitamina D. O
paratormônio ativa a vit D3 e promove o aumento da
absorção de cálcio pelo intestino.
FERRO ⇨ é absorvido ativamente ao longo de todo o
intestino delgado.
POTÁSSIO/MAGNÉSIO/FOSFATO ⇨ podem ser
absorvidos ativamente ao longo de toda a mucosa do
intestino delgado.
Absorção de Nutrientes
CARBOIDRATOS ⇨ os açúcares são digeridos até
monossacarídeos que são absorvidos por transporte
ativo. O principal transporte ativo de monossacarídeo,
é o transporte ativo da glicose, que utiliza o
mecanismo de co-transporte associado ao sódio. A
glicose usa o mesmo transportador do sódio, ou seja,
o transportador de membrana no enterócito, que
transporta ativamente promovendo a absorção do
sódio, e transporta ativamente a glicose. Portanto, a
glicose e o sódio compartilham o mesmo
transportador, por isso é chamado de co-transporte.
A galactose é transportada da mesma forma que a
glicose, utiliza o transportador do sódio em processo
de co-tranporte. E a frutose é absorvida por difusão
facilitada utilizando outros transportadores, ou seja,
o processo de absorção da frutose não usa o
transportador de sódio, utiliza um transportador
diferente.
PROTEÍNAS ⇨ precisam ser digeridas até
aminoácidas de dipeptídeos ou tripeptídeos, mas que
precisam ser quebrados, então a absorção é na
forma de aminoácidos.
Andréia Raiane Alves P3
6
Os aminoácidos são transportados ativamente em
processo de co-transporte assim como a glicose,
mas também podem ser absorvidos por difusão
facilitada por proteínas transportadoras especiais,
ou seja, transportadores de membranas para
aminoácidos específicos para promover a absorção
intestinal por difusão facilitada nos enterócitos.
GORDURAS ⇨ a membrana celular é lipoproteica, e
camada mais extensa é lipídica. Portanto, as gorduras
passam livremente e atravessam facilmente a
membrana do enterócito, com isso, o processo de
absorção das gorduras é por difusão simples através
da membrana celular do enterócito.
Os monoglicerídios são convertidos em triglicerídeos
e são transportados nos quilomícrons pelos vasos
linfáticos, pelo vaso pilífero central e pela drenagem
linfática para o sangue. Os ácidos graxos de cadeias
curtas e médias são transportados pelo sangue
portal, pelos capilares sanguíneos diretamente para
o sangue.
Intestino Grosso
O intestino grosso tem capacidade de absorver água,
íons e sais. O sódio no intestino grosso é absorvido
ativamente assim como no delgado, a absorção ativa
de sódio cria um gradiente osmótico que promove a
absorção de água por gradiente osmótico. Por
gradiente eletroquímico, provoca a absorção passiva
de cloreto. Da mesma forma que no intestino delgado,
a aldosterona aumenta a absorção de sódio e atiav o
processo de absorção de sódio, portanto, ele é
dependente da aldosterona.
No íleo e no intestino grosso, o bicarbonato é
secretado, trocado pelo cloreto e tem função de
neutralizar produtos ácidos bacterianos.
Nos processos diarreicos se perde grande
quantidade de água e de sais em razão da aceleração
do trânsito e da inversão do gradiente osmótico. Se o
conteúdo intestinal for hiperosmolar em relação ao
plasma, a água deixa o plasma para a luz intestinal.
Então, diarreias podem ser causadas por toxinas,
bactérias ou pela presença de grande quantidade de
soluto na luz intestinal, tornando o quimo hiperosmolar
promovendo o movimento de água para a luz
intestinal e expandindo o volume das fezes e dos
líquidos intestinais, acelerando o trânsito, promovendo
diarreia grave com perda de grande quantidade de
água, levando ao desequilíbrio hídrico, a desidratação
e a perda de íons, principalmente sódio, levando ao
desequilíbrio eletrolítico.
Andréia Raiane Alves P3
1 LAILA QUEIROGA – P3
Fisiologia do Pâncreas e do
Fígado
PÂNCREAS
FUNÇÕES DIGESTIVAS
O pâncreas tem funções digestivas importantes porque
produz e secreta o suco pancreático. Os ácinos
pancreáticos produzem e liberam as enzimas digestivas,
enquanto que os ductos produzem e liberam
bicarbonato de sódio.
A presença do quimo ácido esvaziado do estômago
estimula a secreção pancreática.
Os ácinos, como já dito, produzem e liberam enzimas
digestivas, dentre essas enzimas proteolíticas
pancreáticas, temos a tripsina, quimiotripsina,
carboxipolipeptidase, elastases e as nucleases, que são
enzimas que hidrolisam e digerem proteínas, liberandopeptídeos e aminoácidos.
O pâncreas produz e secreta a amilase pancreática que
digere o amido, glicogênio e outros açúcares (exceto a
celulose), quebrando esses em dissacarídeos e
trissacarídeos.
Outras enzimas pancreáticas importantes são aquelas
que digerem gordura, como a lipase pancreática,
colesterol-esterase e a fosfolipase.
As enzimas proteolíticas pancreáticas, principalmente a
tripsina, podem atacar e causar danos as membranas
celulares das células produtoras e também as células
ductais. Por isso que essas enzimas são produzidas e
secretadas em forma inativa.
A tripsina é liberada na forma de tripsinogênio, a
quimiotripsina é liberada na forma de quimiotripsinogênio
e a carboxipolipeptidase na forma de
procarboxipeptidase.
Se elas são liberadas de forma inativa, elas só devem
ser ativadas quando estiverem em contato com o
alimento na luz do intestino. Esse processo de ativação
se faz pela conversão do tripsinogênio em tripsina pela
enteroquinase (uma enzima produzida e liberada pelas
células da mucosa intestinal). E a tripsina ativa a
quimiotrpsinogênio e a procarboxipeptidase.
Como dito anteriormente, as células ductais secretam
bicarbonato de sódio, pois ele tem função de neutralizar
(pH entre 7,0 e 8,0) o ácido clorídrico, protegendo a
mucosa intestinal.
Um outro mecanismo que serve para evitar a ativação
precoce da tripsina e das enzimas proteolíticas
impedindo a autodigestão é feito pelas células acinares
que secretam um fator inibidor da tripsina.
Se caso essa ativação precoce acontecer, as enzimas
proteolíticas vão promover a digestão do pâncreas,
levando ao quadro de Pancreatite Aguda. Isso pode
acontecer em razão de uma lesão pancreática, causada
pelo consumo excessivo de álcool ou pela obstrução do
ducto pancreático. Essa lesão promove um acúmulo de
secreção, levando a ativação precoce das enzimas e a
consequente autodigestão do pâncreas.
Os estímulos para a secreção pancreática se fazem
pelo nervo vago, liberando seu neutransmissor
acetilcolina ou pelas fibras secretoras de acetilcolina do
sistema nervoso entérico. Essa acetilcolina estimula a
secreção das enzimas digestivas pancreáticas.
Dois hormônios, como a colecistocinina e a secretina,
que são liberadas pela chegada do alimento ácido na
mucosa duodenal e na mucosa jejunal. A colecistocinina
estimula as células acinarias a secretarem as enzimas
digestivas e a secretina estimula as células dutais a
promover a secreção aquosa de bicarbonato de sódio.
FUNÇÕES ENDÓCRINAS
2 LAILA QUEIROGA – P3
O pâncreas, através das ilhotas de Langerhans produz
e secretam hormônios, principalmente a insulina e o
glucagon. A insulina é liberada pelas células beta e o
glucagon liberado pelas células alfa. Esses dois hormônios
estão envolvidos na regulação do metabolismo da glicose,
dos lipídios e das proteínas. Além desses dois hormônios
principais, o pâncreas ainda produz a amilina,
somatostatina e o polipeptídio pancreático.
A insulina é liberada em resposta do aumento da glicose
no sangue; ela mobiliza a glicose do sangue para as
células. Esse hormônio promove o armazenamento de
glicose no fígado e nos músculos, a conversão da glicose
em gordura, armazenando, portanto, as gorduras no
tecido adiposo e induz a captação de aminoácidos pelas
células para formação de proteínas.
O glucagon mobiliza a glicose das células para o sangue,
em resposta da diminuição da glicose no sangue. Ou seja,
é um hormônio hiperglicemiante.
FÍGADO E VESÍCULA BILIAR
FUNÇÕES DIGESTIVAS
O fígado produz e secreta bile, que é fundamental para
a digestão e absorção de gorduras. Esta função é
realizada principalmente pelos ácidos biliares, que
promovem a emulsificação das gorduras, permitindo a
digestão pelas enzimas pancreáticas e a absorção de
produtos pela mucosa intestinal.
Outra função importante da bile, é que através dela o
fígado excreta produtos da degradação da hemoglobina
(bilirrubina), o excesso de colesterol e outras
substâncias lipossolúveis.
A bile é produzida pelos hepatócitos e constituída pelos
ácidos biliares, colesterol e outras moléculas orgânicas.
Ela é eliminada pelo fígado através dos ductos hepáticos
na segunda porção do duodeno.
Através do ducto cístico, a bile por chegar até a
vesícula biliar e pode ser eliminada desta de volta para
o colédoco para ser liberada no duodeno.
Os ductos biliares produzem e secretam uma solução
aquosa de íons de sódio e de bicarbonato.
VESÍCULA BILIAR
A vesícula biliar armazena a bile, enquanto que os
hepatócitos secretam a bile.
A mucosa da vesícula biliar é capaz de absorver água,
íons de sódio, íons de cloreto e outros eletrólitos. Dessa
forma, ela concentra os ácidos biliares, o colesterol, a
lecitina e a bilirrubina.
SAIS BILIARES
São produzidos pelos hepatócitos, sendo o principal
fator emulsificador das gorduras.
Eles são produzidos a partir do colesterol, que produz,
a partir dele, o ácido cólico e o ácido quenodesoxicólico,
esses ácidos são ligados a glicina ou a taurina, produzindo
os ácidos biliares glico ou tauroconjugados, e esses
ácidos reagem produzindo os sais de sódio.
Os sais, em razão da sua ação detergente, atuam sobre
as gorduras, causando a separação dos glóbulos maiores
em glóbulos pequenos e permite com que esses glóbulos
3 LAILA QUEIROGA – P3
pequenos se espalhem em meio aquoso, facilitando a
digestão dessas gorduras pelas enzimas pancreáticas.
Além disso, esses sais auxiliam na absorção de todos os
produtos digeridos pelas gorduras.
A ausência ou deficiência desses sais biliares, diminui a
absorção das gorduras, causando déficit dietético e
metabólico, além de diarreias intensas (esteatorréia).
Outro aspecto importante é a chamada circulação
entero-hepática. O fígado elimina e secreta bile, essa
bile é liberada no intestino delgado. A mucosa do intestino
delgado absorve sais biliares de volta ao sangue, esses
são levados pela veia porta, voltam ao fígado e este
secreta novamente esses sais biliares.
O processo de absorção dos sais biliares no intestino
delgado se faz por difusão na porção inicial e por
transporte ativo no íleo distal.
Apenas 6% dos sais biliares da bile é perdido nas fezes,
enquanto 94% são absorvidos e reincirculam na
circulação enterro-hepática.
SECREÇÃO BILIAR
A secretina é o hormônio que promove a secreção biliar.
A bile contém colesterol, porém este é uma molécula
insolúvel em água, por isso os sais biliares a lecitina o
torna mais solúvel em água (colóide).
A presença do colesterol em excesso na bile favorece
a formação de cálculos biliares. Esses cálculos são
produzidos pela precipitação de colesterol.
Causas dos cálculos biliares:
Absorção excessiva de água da bile;
Absorção excessiva de ácidos biliares da bile;
Excreção de colesterol na bile;
Inflamação do epitélio.
Se a pessoa ingere muita gordura, aumenta a
quantidade de colesterol.
A inflamação do epitélio causa aumento da absorção de
água e de sais biliares, que são fatores que favorecem
a precipitação de cristais de colesterol.
O fluxo sanguíneo do fígado é alto, pois ele recebe
sangue da veia porta e da artéria hepática. Os vasos
hepáticos, por sua vez, são caracterizados por terem
alto fluxo sanguíneo e baixa resistência vascular. Em
razão disso, esses sinusoides hepáticos tem alta
capacidade de armazenamento de sangue (reservatório
de sangue).
Qualquer condição que aumente a pressão no átrio
direito, aumenta também a pressão nos vasos
hepáticos, que causa congestão venosa. Isso causa um
aumento do volume do fígado (hepatomegalia), causando
uma distensão da cápsula hepática, gerando dor.
CIRROSE HEPÁTICA
Resulta do dano aos hepatócitos, que é causado pelo
consumo excessivo de álcool, hepatite infecciosa,
obstrução dos ductos biliares ou venenos (tetracloreto
de carbono).
Os hepatócitos sofrendo danos, o fígado desenvolve
uma fibrose hepática emrazão da reação inflamatória.
Agora, o fígado vai retrair, comprimindo os vasos e
bloqueando o fluxo de sangue porta através do fígado,
dessa maneira, a pressão no sistema porta aumenta
(hipertensão portal), o que compromete a drenagem
venosa de todas as vísceras abdominais.
ASCITE
É o acúmulo de líquido livre na cavidade abdominal.
Existe dois caminhos que levam a ascite: o bloqueio do
fluxo sanguíneo porta, que causa aumento de pressão
venosa no sistema porta e consequente aumento de
pressão capilar na parede intestinal, o que causa
4 LAILA QUEIROGA – P3
extravasamento de líquido que se acumula na parede
abdominal.
O outro mecanismo é: se a pressão na veia cana
aumenta, a pressão nas veias hepáticas também
aumenta, promovendo um extravasamento de líquido
através da cápsula hepática na cavidade abdominal.
O fígado recebe alto fluxo linfático, e como essa linfa
que chega no fígado vem do intestino, ela se caracteriza
por uma alta concentração de proteínas. Já os
sinusoides hepáticos são muito permeáveis, permitindo
livre passagem de líquidos e proteínas pelo espaço de
Disse.
O fígado realiza uma importante função de filtração e
limpeza do sangue. Essa função é realizada
principalmente pelos macrófagos (células de Kupffer)
que tem capacidade fagocitária, promovendo a
eliminação de partículas do sangue, inclusive as
bactérias.
FUNÇÕES METABÓLICAS DO FÍGADO
O hepatócito tem elevado metabolismo, processa e
sintetiza várias substâncias e desempenha, em razão
disso, inúmeras funções metabólicas.
Por exemplo, em relação ao metabolismo dos
carboidratos, o fígado é capaz de armazenar glicogênio.
Os hepatócitos são capazes de converter galactose e
frutose em glicose.
Em relação ao metabolismo das gorduras, o fígado:
processa ácidos graxos para a obtenção de
energia;
sintetiza gorduras a partir de proteínas e
carboidratos;
fazem a síntese de colesterol, fosfolipídios e
lipoproteínas.
Em relação ao metabolismo das proteínas, o fígado:
faz a desaminação de aminoácidos, que leva a
remoção de amônia e formação de uréia;
produz proteínas plasmáticas (fribinogênio,
protrombina e fatores de coagulação – VII, IX
e X).
utilizam os aminoácidos para a síntese de
outros compostos.
O fígado armazena vitamina A, vitamina D e vitamina
B12.
O fígado, além dessas funções, ainda faz o controle da
concentração plasmática de ferro. O intestino absorve
ferro, este é transportado para o fígado onde será
armazenado (ligando o ferro a ferritina). Se a
concentração de ferro diminui, o ferro é liberado de
volta ao plasma, regulando a concentração plasmática
de ferro.
O fígado também é capaz de eliminar no sangue
substâncias solúveis em gordura, como exemplo vários
fármacos e hormônios.
A bilirrubina é o produto final da degradação da
hemoglobina. A icterícia resulta da coloração amarelada
dos tecidos. Se a bilirrubina estiver em alta
concentração no plasma, ela se deposita nos tecidos,
causando a icterícia.
A icterícia hemolítica, é causada por excesso de
destruição de hemácias, aumentando assim a liberação
de bilirrubina no sangue, e esta não é toda conjugada,
consequentemente, não é excretada, aumentando os
níveis de concentração de bilirrubina livre no sangue.
Terá estercobilina (fezes em cor normal).
A icterícia obstrutiva é decorrente a da lesão dos
hepatócitos, o que consequentemente, impossibilita a
excreção total biliar, levando também ao aumento da
concentração de bilirrubina conjugada no sangue. Mas
também pode ser causada por cálculos biliares, levando
a obstrução dos ductos biliares. Não terá estercobilina
(fezes claras).
5 LAILA QUEIROGA – P3
1 LAILA QUEIROGA – P3
Funções Secretoras do Trato Alimentar
INTRODUÇÃO
As glândulas secretoras servem a 2 funções primárias:
• Enzimas digestivas;
• Muco.
Glândulas associadas ao TGI:
• Secreção salivar;
• Secreção gástrica e intestinal;
• Secreção exócrina do pâncreas;
• Secreção biliar.
MECANISMOS BÁSICOS DE ESTIMULAÇÃO
DAS GLÂNDULAS SECRETÓRIAS
• Estimulação por contato direto com o alimento;
• Estimulação do SNE na parede intestinal –
estímulos táteis, irritação química e distensão
da parede;
• Estimulação autônoma – simpática e
parassimpática;
• Regulação hormonal.
SECREÇÃO SALIVAR
Produzida pelas glândulas salivares na taxa de 1L a 1,5L
de saliva por dia.
Principais glândulas:
• Parótidas (são as que mais estimulam essas
secreções gástricas – 90%);
• Submandibulares;
• Sublinguais.
Secreções proteicas:
• Serosa: alfa-amilase salivar (digestão dos
carboidratos), lipase lingual;
• Mucosa: glicoproteína mucina.
Essas compõem a secreção primária, juntamente com
o liquido extracelular, que tem uma função hipertônica.
Ao longo dos ductos salivares, observamos:
• Absorção ativa de Na+;
• Absorção passiva de Cl-;
• Secreção ativa de K+;
• Secreção de HCO3-.
Dai, em relação ao plasma sanguíneo, essa saliva torna-
se hipotônica.
FUNÇÕES DA SALIVA
MUCO – mistura de mucina (N-acetil-glicosamina) com
água. Tem como funções:
• Lubrificar o bolo alimentar;
• Proteger a mucosa oral durante a mastigação;
• Facilitar o processo de deglutição;
• Diluir e solubilizar os alimentos;
• Ação tamponante – pH alcalino da saliva
(proteção contra alimentos e produtos ácidos
da fermentação bacteriana);
• Ação antimicrobiana – proteínas ricas em
prolina + cálcio + hidroxiapatita;
• Ação bactericida – lisozima, tiocianato,
sulfocianeto e anticorpos IgA (bactérias da
cárie);
• Ação bacteriostática – lactoferrina (quelante
de ferro);
• Ação cicatrizante de feridas ou lesões da
mucosa oral – fator de crescimento
epidérmico;
• Incorporação de flúor e fosfato aos dentes.
FATORES QUE INFLUENCIAM A SALIVAÇÃO
• FATORES ENDÓGENOS – entrada do alimento
na cavidade oral (mecanorreceptores e
quimiorreceptores).
A principal via de sinalização para estimular as
secreções salivares é a via parassimpática.
• Aumento do fluxo salivar;
2 LAILA QUEIROGA – P3
• Aumento da secreção salivar;
• Aumento do fluxo sanguíneo (vasodilatadores:
calicreína e bradicinina).
SECREÇÃO DA SALIVA
Condição clínica:
• Parotidite aguda – inflamação das glândulas
salivares causada pelo vírus da caxumba.
- Tratamento: não há terapia antiviral específica para
a caxumba. O repouso, a hidratação adequada e o
controle da dor e febre com analgésicos/antipiréticos
ajudam.
SECREÇÃO GÁSTRICA
São consideradas as secreções mais importantes do TGI.
• Glândulas secretoras de muco – estão
espalhadas por todo o corpo do estômago, mas
se encontram mais voltadas para o lúmen
gástrico;
• Glândulas oxínticas (células parietais) –
encontradas, em sua grande maioria, no fundo
e no corpo do estômago, fazem a secreção de
ácido clorídrico e fator intrínseco.
• Glândulas pilóricas – se encontram
principalmente na região do antro do estômago.
São constituídas de células principais, que são
responsáveis pela secreção de pepsinogênio.
Existem nessas glândulas, principalmente na região do
antro, um conjunto de células chamadas
enterocromafins, que secretam histamina, que atuam
junto com a gastrina estimulando a secreção gástrica.
OBS: células D → somatostatina (inibidor da histamina
e gastrina).
PROPRIEDADES DO MUCO
MUCO – secreção espessa composta por água,
eletrólitos e uma mistura de diversas glicoproteínas.
• Propriedades aderentes – aderir ao alimento;
• Consistência firme – evita contato com a
mucosa;
• Baixa resistência ao deslizamento;
• Resistência à digestão pelas enzimas
gastrintestinais;
• Presença de glicoproteínas anfotéricas e
moderada quantidade de bicarbonato.
Acidez gástrica – gerada pela bomba de prótons –
H+/K+ ATPase.
• Pepsinogênio – ativado em pH ácido (1,8 a 3,5)
ou pela pepsina presente.
3 LAILA QUEIROGA – P3
• Outras enzimas: Lipase gástrica (tributirina),
amilasegástrica, gelatinases (proteoglicanos da
carne);
• Fator intrínseco: única secreção essencial do
estômago – absorção de vitamina B12 no íleo.
OBS: A pepsina é inativada em valores de pH acima de
5. Na acloridria – anemia megaloblástica; na ausência do
fator intrínseco – anemia perniciosa (há aumento na
excreção fecal de nitrogênio, pois não estamos
digerindo as proteínas).
Pacientes gastrectomizados – pacientes recebem
injeções de vitamina B12.
FASES DA SECREÇÃO GÁSTRICA E ESTIMULAÇÃO DA
SECREÇÃO DE H+
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO GÁSTRICA
• HORMONAL: acetilcolina, gastrina e histamina;
• NERVOSA: núcleos motores dorsais do vago e
sistema nervoso entérico da parede gástrica
(acetilcolina);
• Estímulos de distensão, táteis e químicos
(aminoácidos, peptídeos);
• SOMASTOSTATINA, PROSTAGLANDINAS E
FATORES DE CRESCIMENTO EPIDÉRMICOS:
inibem a secreção de HCL.
OBS: a secreção de grandes volumes de suco gástrico
só é possível na presença dos 3 hormônios juntos.
CONDIÇÃO CLÍNICA
• Úlcera péptica – lesão ulcerativa da mucosa
duodenal gástrica.
- Tratamento: omeprazol, pantoprazol, lansoprazol ou
esomeprazol, amoxicilina e claritromicina
SECREÇÃO EXÓCRINA DO PÂNCREAS
Secreção de bicarbonato e água pelos ductos
pancreáticos.
Enzimas proteolíticas:
• Tripsinogênio;
• Quimiotripsinogênio;
• Pró-carboxipolipeptidase A e B (libera
aminoácidos isolados);
• Pró-elastase;
• Nucleases.
Enzimas digestoras de carboidratos:
• Amilase pancreática.
Enzimas digestoras de gorduras:
• Lipases pancreáticas (ácidos graxos e
monoglicerídeos);
• Colesterol ester-hidrolase;
4 LAILA QUEIROGA – P3
• Fosfolipase A2.
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO PANCREÁTICA
• ACETILCOLINA: liberada nas terminações
nervosas vagais e sistema nervoso entérico;
• COLECISTOCININA: secretada pela mucosa
duodenal (células I) e porção superior do jejuno
quando o alimento penetra no intestino delgado;
• SECRETINA: secretada pela mucosa duodenal
(células S) e jejunal quando os alimentos
altamente ácidos penetram no intestino
delgado;
OBS: acetilcolina e colecistocinina estimulam mais a
secreção enzimática e secretina estimula mais a
secreção ductal.
CONDIÇÃO CLÍNICA
• Pancreatite aguda – alcoolismo, bloqueio da
secreção do ducto biliar, hipertrigliceridemia,
inseticidas anticolinesterásicos.
- Tratamento: administração de proteases que inibem
as enzimas proteolíticas.
SECREÇÃO BILIAR
Quando o quimo proveniente do estômago passa para o
intestino delgado:
• Fígado:
-Adiciona bile → Digestão de gorduras;
- CCK → contração da vesícula biliar.
Encarregada da digestão e absorção de gorduras, por
meio dos sais biliares que:
• Emulsificam partículas gordurosas formando
micromicelas que permitem a ação das lipases;
• Ajudam no transporte e absorção dos produtos
finais da gordura;
• Servem como meio de excreção de vários
produtos de degradação como bilirrubina e
excesso de colesterol.
OBS: o esvaziamento biliar começa com a chegada do
alimento na porção superior do TGI, mas aumenta muito
com a chegada de gordura no duodeno. Tal estimulo se
dá principalmente pela CCK. Para que haja esvaziamento
completo o esfíncter de Oddi também deve estar
relaxado.
CONDIÇÃO CLÍNICA
• Icterícia – elevação dos níveis de bilirrubina livre
ou conjugada decorrente de hemólise.
- Causas: comum em RN (produção elevada de grupo
heme ou imaturidade da via de glucuronização no fígado)
e obstrução dos ductos biliares ou lesões hepáticas.
- Tratamento: banho de luz e Epocler – sorbitol,
sacarina sódica di-hidratada, metilparabeno,
propilparabeno.
5 LAILA QUEIROGA – P3
• Cálculo biliar – é o depósito de cristais na
vesícula biliar.
- Tratamento: Buscopan composto, Navalgina,
Paracetamol, Escopolamina, Ciprofloxacina, Ceftriaxona,
Colecistectomia laparoscópica.
SECREÇÕES DO INTESTINO DELGADO
Secreção mucosa alcalina pelas glândulas de Brunner
(proteção da mucosa duodenal)
• Estimuladas pela secretina e inibidas pelo
sistema nervoso autônomo simpático.
Secreção mucosa (caliciforme) e aquosa pelas glândulas
de Lieberkuhn, além de enzimas produzidas pelos
enterócitos:
• Peptidases;
• Sacarase, maltase, isomaltase e lactase;
• Lipase.
OBS: a regulação da secreção do intestino delgado se
dá principalmente pela presença do quimo e
secundariamente pela secretina e colecistocinina.
Basicamente muco nas criptas de Lieberkuhn: esse
muco é altamente básico protegendo a mucosa das
bactérias e ácidos formados no bolo fecal; mantém o
bolo fecal formado.
A irritação do intestino grosso leva a uma grande
secreção de muco, água e eletrólitos, o que além de
diluir o patógeno, ajuda a expulsá-lo.
Pâncreas:
É uma glândula mista com uma porção
endócrina (ilhotas de Langerhans) e
exócrinas (glândulas acinosa serosa).
Vai ser revestido por uma capsula de tecido
conjuntivo denso não modelado que projeta
septos para o seu interior (lóbulos).
O septo vai dividir o órgão em pequenas
porções que são de lóbulos.
Pâncreas endócrino:
No pâncreas endócrino vamos ter a presença
das ilhotas de Langerhans que são massa de
células envolvidas por fibras reticulares e
invadidas por vasos sanguíneos e capilares
que tem como função a regular o
metabolismo da glicose.
As principais células do pâncreas endócrino
são:
As células Beta: produzem insulina.
As células Alfa: produzem glucagon.
As células Delta: produzir somatostatina
Pâncreas exócrino:
Ácinos Serosos:
Célula piramidal de coloração intensa e
núcleo volumoso.
O papel de uma glândula serosa é produzir
de um modo geral proteínas, ex: enzimas.
São sustentados por uma lâmina basal
apoiado em t. conjuntivo com fibras
reticulares e capilares
Enzimas digestivas (zimógenos):
Tripsinogênio, quimiotripsinogênio,
carboxipeptinogênio, amilase, lipase,
fosfolipase, colesterol enterase.
Estimulados pela colecistoquinina,
produzida no intestino, para que haja a
formação do produto pancreático.
Dutos intercalares:
São ductos próximos da porção secretora e
eles vão secretar Íons de bicarbonato e água.
São estimulados pela secretina (produzida
no intestino).
Presença de Células centroacinares: células
dos dutos no interior dos ácinos.
Obs: entre as porções secretoras teremos
presença de Tecido Conjutivo.
Dutos
1. Intercalares: intralobular, entre os
lóbulos (epitélio simples pavimentoso).
2. intralobular: dentro do lóbulo. (epitélio
simples cúbico).
3. interlobular ou excretor: fora dos
lóbulos (epitélio simples cúbico/
cilíndrico).
4. pancreático (de Wirsung)/acessório (de
Santorini) – (epitélio simples cilíndrico).
Fígado:
Interface entre s. digestório e o organismo.
Todo alimento que passou pelo tubo
digestório antes de chegar nas nossas células
passa pelo fígado.
Função de captar, transformar e acumular
metabólicos.
Vai neutralizar substâncias tóxicas, como
álcool.
Produção da bile (emulsificador) e
produção de proteínas.
Presença de quatro lobos que são envoltos
pela cápsula de Glisson e revestidos pelo
mesotélio (peritônio).
Irrigação do fígado:
Veia porta: o sangue chega através da veia
porta que traz sangue do trato digestório,
pâncreas e baço para ser metabolizado no
fígado.
Artéria hepática: Sangue oxigenado para as
células.
Região do Hilo:
1. Veia porta
2. Artéria hepática
3. Dois dutos hepaticos (direito e
esquerdo) ao unirem formam duto
hepático comum
O duto hepático comum se junta com o duto
cístico (vesícula) e forma o duto colédoco,
que secreta na ampola hepatopancreática (de
Vater). O ducto colédoco se junta com o
ducto pancreático e formam o esfíncter de
Oddi que vai desembocar no Duodeno.
Histologia do fígado:
Quatro lobos, envolto pela cápsula de
Glisson e revestido pelo mesotélio (peritôniovisceral)
O TC emite septos que divide o órgão em
Lóbulos hepaticos. Nesse TC penetra a veia
porta, a artéria hepática e o ducto pilífero.
Dentro do fígado vamos encontrar lóbulos
hepáticos que são revestidos por TC.
Lóbulo hepático
1. Unidade funcional do fígado
2. Presença de placas de hepatócitos e
capilares sinusóides, possui uma veia
central chamada de centrolobular.
3. Os lóbulos são separados por tecido
conjuntivo e contendo o espaço porta a
tríade portal (Veia porta {ramos} Artéria
hepática {ramos} e Duto biliar).
Organização do lóbulo hepático:
1 – Hepatocito.
2 – Ramo da artéria hepática.
3 – Ramo da veia porta.
4 – Ducto biliar.
5 – Canaliculo biliar.
6 – Capilares Sinusoides e hepáticos.
7 – Veia centrolobular.
Hepatócitos
Radiais à veia centrolobular.
Se anastomosam livremente.
Limitam os canais sinusóides (capilares
descontínuos) e os canalículos biliares.
Mantidos por uma rede de fibras reticulares.
Domínio dos hepatócitos:
Apical: possui micorvilos, limita os
canalículos bilíferos (exócrino)
Basolateral: microprojeções, função de
absorção e secreção (albumina, fatores de
coagulação, fibrinogênio, protrombina).
Relacionado a produção da bile.
Espaço de Disse: Trocas entre capilares e
hepatócitos. Células de Ito (armazenam vit.
A)
Célula de Kupffer:
Células dendríticas (fagócitos).
Eliminam hemácias velhas, hemoglobina,
bactérias.
Fazem síntese de citocinas e células
apresentadoras de antígeno (sistema imune)
e estão presentes na parede dos capilares
sinusóides.
VESÍCULA BILIAR
Órgão oco: armazenamento, concentração e
liberação da bile
Camada Mucosa: Epitélio simples
cilíndrico, possui pregas
Lâmina própria: Presença de glândulas
mucosas próximas ao duto cístico.
Camada fibromuscular (músculo liso).
Serosa/ adventícia.
1 LAILA QUEIROGA – P3
Histologia do Sistema Digestório
TRATO DIGESTIVO
O trato digestivo é dividido em 04 camadas
principais: a mucosa, a submucosa, a muscular
e a serosa.
MUCOSA:
• composta por um revestimento epitelial
(lâmina epitelial);
• a camada subjacente, constituída de
tecido conjuntivo frouxo (lâmina
própria);
• a camada de musculatura lisa, sendo
uma interna circular e outra, mais
externa.
SUBMUCOSA:
É um tecido conjuntivo fibroelástico denso não
modelado mais denso que a lâmina própria.
Contém vasos sanguíneos e linfáticos e a
presença de glândulas varia.
MUSCULAR:
É constituída por 02 túnicas de músculo liso:
uma interna circular e outra externa longitudinal
SEROSA OU ADVENTÍCIA:
A camada serosa é revestida pelo mesotélio
Já a adventícia é mais densa, que está em
contato com outros órgãos.
CAVIDADE ORAL
Pode ser subdivida em 02 regiões: vestíbulo
(região delimitada entre os lábios e os dentes)
e a cavidade oral propriamente dita (língua,
palato duro e palato mole).
A mucosa oral pode ser dividida de acordo com
a função desempenhada por cada região:
• MUCOSA DE REVESTIMENTO: reveste
internamente os lábios, o palato mole, as
bochechas, o assoalho da boca.
Tem epitélio estratificado pavimento não
queratinizado e tem lâmina própria.
• MUCOSA MASTIGATÓRIA: palato duro
e gengiva.
Tem epitélio estratificado pavimentoso
queratinizado e paraqueratinizado e tem lâmina
própria.
• MUCOSA ESPECIALIZADA: superfície
dorsal da língua.
Tem epitélio estratificado pavimentoso
queratinizado.
Está envolvida com a identificação dos sabores
devido a presença das papilas linguais e botões
gustativos (sensação química do paladar).
OBS: a queratina são os filamentos proteicos,
que protege a mucosa de agressões físicas.
LÍNGUA
PAPILAS LINGUAIS:
• Filiformes: menores e mais abundantes.
Estão presentes em todo o dorso
anterior da língua;
2 LAILA QUEIROGA – P3
• Fungiformes: presentes em todo o
dorso lingual, porém mais numerosas no
ápice da língua. Contém botões
gustativos.
• Circunvaladas ou caliciformes: em frente
ao sulco terminal “V” lingual.
Essas papilas produzem a enzima lipase lingual,
que evita a formação de camadas hidrofóbicas
sobre as papilas, o que evitaria a percepção do
gosto dos alimentos. Essa lipase é produzida
pelas glândulas salivares de von Ebner.
BOTÕES GUSTATIVOS:
São órgãos sensoriais intra-epiteliais que agem
na percepção do gosto.
É constituído por 3 tipos de células:
• Células basais (originam células gustativas
imaturas, ou células de sustentação, as
quais são células que amadurecem e
originam células gustativas maduras);
• Células sustentação;
• Células gustativas.
DENTES
ESTRUTURAS DO DENTE:
• ESMALTE: coroa.
Matriz calcificada e mais dura do corpo.
Produzido por ameloblastos (durante o
desenvolvimento do dente).
Constituída por 96% de cristais de hidroxiapatia
carbonada e 4% de proteínas (amelogenina,
enamelina, ameloblastina) e água.
Esse esmalte é formado por células
ameloblásticas.
• CEMENTO: recobre a dentina da raiz do
dente.
Produzido por cementoblastos.
Liga-se ao osso pelo ligamento periodontal de
onde provém a nutrição.
Ligamento periodontal: T.CD.N.M. (fibras de
Sharpey); une o cemento a parede óssea do
alvéolo.
• DENTINA: envolve a camada pulpar.
Produzida por odontoblastos.
Tecido mineralizado mais duro que o osso
devido aos elevados sais de cálcio.
• POLPA: T.C.F.
PERIODONTO:
É o conjunto de tecidos que revestem e
envolvem o dente.
• Epitélio do sulco gengival;
• Ligamento periodontal;
• Osso alveolar.
GLÂNDULAS SALIVARES
GLÂNDULAS SALIVARES MENORES: lábios,
bochechas, língua e palato.
GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES:
envolvidas por uma cápsula de tecido
conjuntivo, da qual se originam septos que
dividem a glândula em lobos e lóbulos.
3 LAILA QUEIROGA – P3
SALIVA:
Funções:
• Umedecer a mucosa oral e alimentos
secos;
• Estimular quimicamente as papilas
gustativas;
• Digerir carboidratos (amilase salivar ou
ptialina);
• Controlar a flora bacteriana pelo uso da
lisozima;
• Função imunológica: anticorpos (IgA)
sintetizada por plasmócitos.
Composição: água, proteínas, glicoproteínas,
eletrólitos.
DUCTOS:
INTRALOBULAR: ducto estriado e ducto
intercalar
INTERLOBULAR: ducto excretor
GLÂNDULA PARÓTIDA:
• É a maior salivar;
• Localizada na região infratemporal da
cabeça;
• São glândulas túbuloacinosas
compostas;
• Lóbulos com ácidos serosos (piramidais
com núcleos basais arredondados,
citoplasma granuloso e basofílico na
região basal e mais acidófilo na região
apical);
• Produz cerca de 30% da saliva;
• Ducto principal é o ducto (excretor) de
Stensen;
• Ductos intercalados longos e estriados
visíveis.
Figura 2 – ÁCINOS SEROSOS
Figura 1 - DIFERENÇAS DAS GLÂNDULAS SALIVARES
4 LAILA QUEIROGA – P3
OBS: Parotidite epidêmica (Caxumba):
parênquima infiltrado de plasmócitos e
macrófagos, seguido de degeneração dos
ácinos.
GLÂNDULA SUBMANDIBULAR:
• Segunda maior glândula salivar;
• Localizada no assoalho da cavidade oral;
• Produz cerca de 60% da saliva;
• Glândula tubuloacinosa composta: 90%
ácido seroso e 10% túbulo mucoso com
semi-lua serosa (secreção de lisozima);
• Predomínio de ácidos serosos (ácinos
mistos – seromucosos – células
mucosas ao redor do lúmen central e
nas extremidades células serosas).;
• Geralmente o estroma não possui
adipócitos;
• Ductos intercalados curtos e estriados
longos;
• Ducto principal é o ducto de Wharton;
• Células mucosas com núcleo basal
achatado, citoplasma pálido devido a
remoção do conteúdo de mucina
durante o processo histológico.
GLÂNDULA SUBLINGUAL:
• É a menor glândula;
• Localizada no assolho da boca;
• Produz cerca de 5% da saliva;
• Glândula tubuloacinosa composta.
Predomínio de células mucosas,
enquanto que as células serosas
constituemas semiluas serosas na
extremidade túbulo mucosa.
5 LAILA QUEIROGA – P3
ESÔFAGO
Tubo muscular, estriado, localizado
posteriormente a traqueia. Propulsiona o
alimento mastigado através de peristaltismo
(peristalse) da laringofaringe até o estômago.
• MUCOSA DO ESÔFAGO:
Epitélio: estratificado pavimentoso não
queratinizado;
Lâmina própria: T.C.F – fibroelástica;
Transição com estômago → glândulas cárdicas
do esôfago (glândulas tubulares da mucosa);
Muscular da mucosa → fibras longitudinais.
• SUBMUCOSA DO ESÔFAGO:
T.C.D.N.M. (fibras colágenas e elásticas);
Glândulas tubuloacinosas da submucosa →
glândulas mucosas esofágicas.
• MUSCULAR EXTERNA DO ESÔFAGO:
Estriado esquelético = 1/3 superior;
Transição esquelético e liso = 1/3 médio;
Liso = 1/3 inferior;
Circular interna e longitudinal externa.
• ADVENTÍCIA: vasos, nervos,
adipócitos/tecido comum ligado a outros
órgãos.
OBS: ESOFÂGO DE BARRET – mudança nas
células do revestimento da porção inferior do
esôfago – metaplasia intestinal.
Etiologia: refluxo gastroesofágico;
Sintomas: decorrentes do refluxo
gastroesofágico, esofagite;
Diagnóstico: endoscopia e biópsia para
confirmar o diagnóstico.
ESTÔMAGO
Localização: abaixo do diafragma, do fígado, por
cima do colo transverso do intestino grosso.
Principal local da digestão;
Os alimentos são convertidos em quimo.
MORFOLOGICAMENTE:
PAREDES: anterior (voltada para o
diafragma e para o fígado) e posterior
(voltada para o pâncreas);
MARGENS: curvatura maior e menor;
COMUNICAÇÕES: superior (esôfago →
óstio cárdico) e inferior (duodeno →
óstio pilórico).
HISTOLOGICAMENTE:
MUCOSA:
-Epitélio: simples cilíndrico;
-Lâmina própria: T.C.F (plasmócitos, fibroblastos,
linfócitos, mastócitos);
-Muscular da mucosa: músculo liso.
SUBMUCOSA:
6 LAILA QUEIROGA – P3
-T.C.D.N.M. → vasos – plexo submucoso.
MUSCULAR:
-Fibras oblíquas internas (não bem definida);
-Fibras circulares médias;
-Fibras longitudinais externas: pouco
desenvolvida no piloro.
SEROSA:
-T.C.F. → epitélio simples pavimentoso.
GLÂNDULAS DO ESTÔMAGO:
GLÂNDULAS CÁRDICAS: pequenas e
mucossecretoras, tubulosas simples ou
ramificadas (ocasionalmente), com
extremidade enovelada.
GLÂNDULAS FÚNDICAS OU
GÁSTRICAS: longas e relativamente
retilíneas, produzem o suco gástrico;
GLÂNDULAS PILÓRICAS: são tubulosas
simples ou ramificadas. Glândulas curtas
e luz larga.
CONSTITUIÇÃO CELULAR:
CÉLULAS DE REVESTIMENTO
SUPERFICIAL: secretam muco alcalino
(95% água, glicoproteínas, lipídios);
CÉLULAS DA MUCOSA DO COLO:
secretam muco, solúvel que lubrifica o
quimo. No istmo e colo da glândula
fúndica. Renovam-se de 4-7 dias.
CÉLULAS DNES-ENTEROENDÓCRIAS:
pequenas, produzem hormônios
neuroendócrinos;
CÉLULAS PARIETAIS OU OXÍNTICAS:
células piramidais ou arredondadas,
núcleo central, citoplasma eosinófilo
(abundância mitocondrial). Mais
numerosas no istmo e colo da glândula
fúndica. Secretam HCL e fator
intrínseco. 150-200 dias;
CÉLULAS PRINCIPAIS (PÉPTICAS OU
ZIMOGÊNICAS): produzem e secretam
pepsinogênio (em contato com HCIL
torna-se pepsina). Estimuladas pelo SN
parassimpático e gastrina. 60-90 dias.
OBS: as células principais e as células parietais
tem atividade secretora controlada pelo SNA
parassimpático e pela gastrina (células
neuroendócrinas).
7 LAILA QUEIROGA – P3
PRODUÇÃO DO HCL:
FASES:
FASE CEFÁLICA: resulta de fatores
psicológicos e é induzida por impulsos
do parassimpático a liberação da
acetilcolina;
FASE GÁSTRICA: a secreção resultante
da presença de alimentos no estômago
e da distensão da parede é induzida pela
gastrina, histamina e acetilcolina (nervo
vago).
-HCL → confere o pH ideal para a ativação do
pepsinogênio à pepsina.
-Pepsina → hidrolisa proteínas clivando as
ligações peptídicas.
QUEM ATIVA O
HCL?
QUEM INIBE O HCL?
Histamina Prostaglandina e GIP
(célula K): agem nas
células parietais
Gastrina Somatostatina: age
nas células G
Acetilcolina Urogastrona (fator
de crescimento
epidérmico): age nas
células parietais.
PARTICULARIDADES MICROSCÓPICAS DO
ESTÔMAGO:
Presença das fossetas;
Ausência de glândulas na submucosa.
INTESTINO DELGADO
Sítio terminal da digestão;
Absorção de nutrientes;
Duodeno → primeira porção do ID, inicia
após o óstio pilórico e termina em nível
da flexura duodenojejunal;
Jejuno-íleo → segunda porção do ID,
inicia em nível da flexura duodenojejunal
e termina o óstio ileocecal.
HISTOLOGICAMENTE:
Pregas;
Vilosidades: agem na absorção – epitélio
com células absortivas – enterócitos e
células caliciformes;
Microvilosidades;
Criptas de Lieberkuhn: glândulas
tubulosas simples. São invaginações do
epitélio (células absortivas, células
caliciformes, enteroendocrinas, células
de Paneth e células tronco) na lâmina
própria;
MUCOSA INTESTINAL:
-Epitélio: simples cilíndrico
-Enterócitos (células absortivas superficiais):
cilíndricas, apresentam microvilos – borda
estriada ou em escova, participam da absorção
de água e nutrientes
-Caliciformes: mais no jejuno-íleo, produz
mucinógeno, cuja forma hidratada constitui
mucina, componente do muco
-DNES: produz vários hormônios
-Células M: células epiteliais fagocitam e
transportam antígenos da luz para a lâmina
própria, recobrem folículos linfoides das placas
de Peyer no íleo.
-Células tronco: regeneradoras
-Células de Paneth: células exócrinas, localizadas
na base da glândula, apresenta grânulos de
8 LAILA QUEIROGA – P3
secreção eosinófilo = lisozima e defensiva:
enzimas que podem permeabilizar e digerir a
parede bacteriana.
-Lâmina própria: T.C.F. com vasos sanguíneos,
linfáticos (GALT, no íleo: placas de Peyer), fibras
nervosas e musculares.
-Muscular da mucosa: fibras musculares lisas.
SUBMUCOSA:
-Duodeno: glândulas de Brunner (glândulas
enoveladas ramificadas) = mucosas
-Plexo submucoso (Meissner): inervação
intrínseca.
MUSCULAR EXTERNA:
-Circular interna e longitudinal externa
-Plexo mioentérico (Auerbach): inervação
intrínseca.
SEROSA:
OBS: Inervação extrínseca = SNA (fibras
colinérgicas parassimpáticas e adrenérgicas
simpáticas).
INTESTINO GROSSO
Corresponde ao último segmento do canal
alimentar. Começa no óstio ileocecal e termina
no ânus.
Faz a absorção de água e a formação da
massa fecal. Nenhuma substância nutritiva é
absorvida em nível do IG, apenas água e
eletrólitos.
Intestino grosso: ceco → colo → reto → canal
anal.
As principais funções do cólon são a
reabsorção de fluidos e eletrólitos e a
eliminação de alimentos não digeridos.
HISTOLOGICAMENTE:
MUCOSA:
-Sem pregas;
-Vilosidades ausentes;
-Glândulas tubulosas profundas com células
caliciformes, células absortivas com
microvilosidades, células-tronco e células
enteroendocrinas;
-Células linfoides e nódulos se estendem até a
submucosa;
-Absorção de água, sódio, vitaminas e minerais.
SUBMUCOSA: T.C.D.N.M.
MUSCULAR EXTERNA: circular interna
e longitudinal externa (tênias do colo);
SEROSA: apêndice epiplóico (agregado
de adipócitos circundado pela serosa).
9 LAILA QUEIROGA – P3
CECO:
-Primeira porção do IG, contínua com o colo
ascendente, localizado no quadrante inferior direito,
na fossa ilíaca, inferiormente à sua junção com o
íleo terminal.
-O apêndice vermiforme é um divertículo do ceco
que contém massa de tecido linfoide.
RETO:
-Porção terminal do sistema digestório;
-Continuação do colo sigmoide;
-Consiste em 2 partes: superior (reto propriamente
dito) e inferior (canal anal);
-Mucosa espessa.
CANAL ANAL:
MUCOSA:
-Pregas longitudinais (colunas anais – de Morgagni);
-Epitélio: estratificado pavimentoso não
queratinizado (da linhapectinada) a queratinizado
(ânus);
-Lâmina própria: T.C. fibroelástico;
-Muscular da mucosa: músculo liso;
SUBMUCOSA: T.C. fibroelástico;
MUSCULAR EXTERNA: circular
interna/circular externa.
GLÂNDULAS ANEXAS
FÍGADO
1 LAILA QUEIROGA – P3
Digestão e Regulação da Função Digestiva
FISIOLOGIA
A função digestiva, como qualquer sistema
fisiológico, tem como papel cooperar com a
homeostase, entregando nutrientes (água e
sais) para a corrente sanguínea.
Existem 04 processos vinculados a função
digestiva:
• Secreção de enzimas e substâncias
reguladoras;
• Digestão (quebra da macromolécula);
• Motilidade (movimentação do alimento
no tubo alimentar);
• Absorção (acontece no intestino
delgado e grosso).
SECREÇÕES DIGESTIVAS, QUEBRA,
ASSIMILAÇÃO DOS NUTRIENTES E
MOVIMENTOS
A comida é capaz de suscitar um desejo
alimentar, ou seja, a pessoa sente atração e
vontade de comer.
Na boca, começa o processo de secreção.
Pode-se observar uma secreção endócrina,
uma secreção parácrina e uma secreção de
enzimas digestivas no próprio trato digestivo.
Alimento Nutrientes
Carboidratos Monossacarídeos
Proteínas Aminoácidos
Ácidos nucleicos Nucleotídeos
Lipídeos Ácido graxo e glicerol
OBS: vitaminas, água e sais não sofrem
digestão.
A partir do momento que esse alimento é
digerido, e entra no tubo alimentar, ele ganha
movimentos, chamado de motilidade, que pode
ser de dois tipos: movimento de mistura
(mistura o alimento as secreções) e movimento
propulsivo. Isso permite a absorção de
nutrientes.
Entretanto, antes de tudo isso é necessário ter
o desejo pelo alimento (fase cefálica). Isso é
controlado pela função cognitiva do cérebro,
pelo sistema nervoso autônomo vinculado ao
bulbo. O bulbo vai controlar a função motora e
secretora do tubo alimentar, a partir de uma
inervação eferente (neurônios parassimpáticos
pré-ganglionares) até o gânglio e dele, até o
órgão efetor.
O sistema nervoso autônomo no controle da
função digestiva tem uma especialização para
essa realização, chamada de sistema nervoso
entérico. Esse sistema é constituído a partir das
inervações pré-ganglionares e os gânglios
simpáticos e parassimpáticos.
O gânglio está localizado na parede do tubo
alimentar. A associação de gânglios simpáticos
e parassimpáticos forma o plexo entérico.
Esse plexo entérico irá produzir neurônios
parassimpáticos pós-ganglionares entéricos
intrínsecos, que vão atuar sobre as células
efetoras, seja células mucosas para a secreção
ou musculares para movimentos.
Existem 02 tipos de plexos:
• um que controla a secreção (plexo
submucoso ou de Meissner, está
presente na camada submucosa);
• e outro que controla o movimento
(plexo mioentérico ou de Auerbach –
2 LAILA QUEIROGA – P3
está na parede do tubo alimentar, entre
a parede do tubo longitudinal e circular).
Existe a possibilidade de o plexo perceber as
condições de distensão, a diferença de pressão
na região do lúmen, a presença de substâncias
como peptídeos, aminoácidos ou ácidos graxos
e a condição de pH. Essas informações irão
para o plexo e ele responde com potenciais de
ação da inervação pós-ganglionar, atuando no
controle da secreção e motilidade →
REFLEXO CURTO.
Essa ação de liberação de neurotransmissores
é inervação simpática adrenérgica para ação
inibitória e colinérgica no parassimpático.
Para manter a homeostase, o volume de líquido
que entra no lúmen do trato GI por ingestão
ou secreção deve ser igual ao volume que
deixa o lúmen.
BOCA
É a abertura superior do tubo digestivo, sede
da mastigação e insalivação.
Responsável pela digestão mecânica.
Processo de insalivação → digestão química
(ptialina).
Mistura do alimento a saliva → bolo alimentar.
A saliva é composta por água, muco, amilase
salivar e lipase lingual.
FARINGE E ESÔFAGO
Processo de deglutição, com o fechamento da
epiglote, direcionando o bolo alimentar para o
esôfago.
Faringe e o primeiro terço do esôfago →
inervação voluntária.
A partir do segundo terço do esôfago até o
esfíncter anal tem-se a ação do plexo
mioentérico (inervação involuntária).
No esôfago há a presença de movimentos
peristálticos e a secreção de muco.
ESTÔMAGO
O bolo alimentar ao cair no estômago,
encontra-se com o suco gástrico.
O ácido clorídrico destrói bactérias e acidifica o
meio para ativar a pepsina.
O bolo alimentar vai sendo misturado com o
suco gástrico, ficando mais ácido e mais líquido
→ QUIMO.
O óxido nítrico relaxa o esfíncter pilórico,
permitindo que o quimo passe para o duodeno
(esvaziamento gástrico).
Funções do estômago → armazenamento,
proteção (devido a acidez, destrói muitas
bactérias) e digestão especialmente de
proteínas.
Os movimentos são ondas peristálticas,
propulsão e mistura.
SECREÇÕES GÁSTRICAS:
• muco (proteção contra a digestão da
parede do estômago);
• pepsina (pepsinogênio) – digere
proteínas;
• gastrina e histamina (estimula a secreção
do HCL);
• ácido clorídrico (HCL) – ativa a pepsina;
• lipase gástrica (digere gordura);
• somatostatina (inibe a secreção de HCL).
INTESTINO
INTESTINO DELGADO:
Duodeno → primeira porção do intestino
delgado.
Tem a secreção de bile, suco pancreático e a
secreção mucosa.
3 LAILA QUEIROGA – P3
Ácinos → produzem suco pancreático e jogam
ele no ducto.
Funções do intestino delgado → secreção,
digestão (80%), motilidade e absorção (100%).
Secreções pancreáticas:
• amilase pancreática;
• tripsina (quimiotripsina);
• lipase pancreática;
• bicarbonato de sódio.
Secreções hepáticas:
• Bile (formada de sais biliares, colesterol e
bilirrubina).
Secreções dos intestinos:
1) Delgado:
• Muco;
• Sacarase;
• Maltase;
• Lactase;
• Peptidases;
• Lipases.
INTESTINO GROSSO:
Funções:
• Absorção de água e eletrólitos do
quimo;
• Glândulas secretam muco e protegem
o epitélio, além de lubrificar as fezes;
• Armazenar matéria fecal até que possa
ser expelida;
• Movimento em massa do cólon;
• Matéria fecal no reto provoca
terminações (cordão espinhal, n. sacrais
parassimpáticos);
• Reflexo de defecação.
1 LAILA QUEIROGA – P3
Embriologia do Sistema Digestório
FORMAÇÃO DO APARELHO DIGESTÓRIO
O embrião, na 4º semana, sofre um
dobramento cefálico-caudal-lateral. À medida
que esse dobramento ocorre, a vesícula
umbilical primitiva vai sendo incorporada dando
origem ao intestino primitivo, onde ele é todo
revestido por endoderma.
O intestino primitivo é divido em 03 partes:
• Intestino anterior (esôfago, estômago,
duodeno proximal à abertura do canal
biliar, fígado e pâncreas.
OBS: todo esse segmento será nutrido pela
artéria celíaca.
• Intestino médio (intestino delgado, ceco,
apêndice, cólon ascendente e até dois
terços do cólon transverso);
OBS: todo esse segmento será nutrido pela
artéria mesentérica superior.
• Intestino posterior (terço esquerdo do
cólon transverso, cólon descendente,
sigmoide, reto e parte superior do canal
anal).
OBS: todo esse segmento será nutrido pela
artéria mesentérica inferior.
Inicialmente, a vesícula umbilical fica
intensamente conectada com o intestino,
entretanto ela irá se restringir a uma pequena
comunicação chamada ducto vitelino ou
pedículo vitelino.
Na 4º semana o intestino primitivo está fechado
na extremidade cefálica e também na caudal.
Na cefálica, ele é coberto pela membrana
orofaríngea e na caudal, coberto pela
membrana cloacal.
Essa comunicação da vesícula umbilical primitiva
com o intestino primitivo não deve
permanecer, porém, caso ela permaneça,
formando resquícios dessa comunicação, dará
origem a patologias como:
• Divertículo de Meckel;
• Cisto vitelino;
• Fístula vitelina.
ORIGEM DOS TECIDOS
Os folhetos contribuintes para a formação dosistema digestório, são:
• Endoderma: epitélio do sistema
digestório e glândulas (pâncreas);
• Mesoderma esplâncnico (visceral):
estroma das glândulas, músculos e
tecido conjuntivo;
• Ectoderma: epitélio da extremidade
cefálica (estomodeu) e caudal (fosseta
anal – proctodeu).
MESENTÉRIOS
São estruturas que vão permitir a suspensão
do tubo intestinal e dos seus derivados na
parede corporal dorsal e ventral.
Podemos ter órgãos do tipo:
→ Intraperitoneais: tem dupla camada de
peritônio que cercam um órgão e o
conectam a parede corporal (ex.:
estômago, fígado, baço);
2 LAILA QUEIROGA – P3
→ Retroperitoneais: cobertos pelo peritônio
apenas na sua superfície anterior (ex.:
pâncreas, rins, parte do duodeno, jejuno,
íleo, reto).
ORIGEM DOS MESENTÉRIOS
Na 4ª semana, o intestino primitivo estava
totalmente conectado com o mesênquima da
parede abdominal posterior. Posteriormente, na
5ª semana, esse tubo está suspenso pelo
mesentério.
O mesentério pode ser classificado em:
→ Ventral: conectando as estruturas do
trato digestório a parede ventral do
embrião (ligamento hepatogástrico, lig.
falciforme e lig. hepatoduodenal);
→ Dorsal: conectando o trato digestório a
parede dorsal do embrião (mesogástrio
dorsal, mesoduodeno dorsal, mesentério
propriente dito e mesocolon dorsal).
INTESTINO ANTERIOR
São derivados do intestino anterior:
• A faringe primitiva e seus derivados;
• O sistema respiratório inferior;
• O esôfago e o estômago;
• O duodeno, proximal à abertura do
ducto biliar;
• O fígado, o aparelho biliar (ductos
hepáticos, vesícula biliar e o ducto biliar)
e o pâncreas.
DESENVOLVIMENTO DO ESÔFAGO
Desenvolve-se do divertículo respiratório (broto
pulmonar) durante a 4ª semana na parede
ventral do intestino anterior.
Inicialmente, existe uma conexão do trato
digestório com o trato respiratório. Contudo,
forma-se o septo traqueoesofágico que separa
esses dois tratos.
O epitélio e as glândulas do esôfago são
derivados do endoderma.
Com a intensa proliferação celular, o tubo
traqueoesofágico se fecha, ou seja, se oblitera
parcial ou total a luz do esôfago.
O esôfago se oblitera na 4º semana, mas se
recanaliza na 8ª semana.
ANOMALIAS:
• ATRESIA ESOFÁGICA:
Pode ser gerada através da falta de
recanalização do esôfago durante a 8ª semana
do desenvolvimento.
Ela resulta de uma falha no septo
traqueoesofágico, e como resultado, há uma
separação incompleta do esôfago do tubo
laringotraqueal.
Pode ser acompanhada de fístula
traqueoesofágica.
Um feto com atresia esofágica é incapaz de
deglutir o líquido amniótico, isso gera um quadro
de polidrâmnio (acúmulo de uma quantidade
demasiada de líquido).
• ESTENOSE ESOFÁGICA:
Resulta de uma recanalização incompleta do
esôfago, mas pode originar-se da deficiência no
desenvolvimento de vasos sanguíneos na área
afetada.
3 LAILA QUEIROGA – P3
DESENVOLVIMENTO DO ESTÔMAGO
Inicialmente é uma simples estrutura tubular no
intestino anterior. Em torno da metade da 4ª
semana, uma ligeira dilatação fusiforme indica o
local do futuro estômago.
Durante as próximas duas semanas, a face
dorsal do estômago cresce mais rapidamente
do que a sua face ventral, isso demarca a
grande curvatura do estômago.
O estômago está suspenso na parede dorsal
pelo mesogástrio dorsal primitivo e na parte
ventral pelo mesogástrio ventral.
Fendas isoladas (cavidades) desenvolvem-se no
mesênquima, formando o mesogástrio dorsal.
As fendas logo aglutinam-se e formam uma
única cavidade, a bolsa Omental. A rotação do
estômago puxa o mesogástrio dorsal para a
esquerda, aumento assim a bolsa. A bolsa
omental se comunica com a parte principal da
cavidade abdominal através de uma abertura, o
forame omental.
O mesogástrio dorsal continua a crescer para
baixo e forma um saco de membrana dupla, o
omento maior. Ele se estende sobre o colo
transverso e as alças do intestino delgado.
OBS: O omento menor (ligamento
hepatogástrico) e o ligamento falciforme se
formam a partir do mesogástrio ventral.
ANOMALIAS:
• ESTENOSE PILÓRICA HIPERTRÓFICA
CONGÊNITA:
Bebês com essa anomalia apresentam um
expressivo espessamento do piloro, a região do
esfíncter distal do estômago.
Isso resulta na obstrução à passagem de
alimento, tornando o estômago bastante
distendido, fazendo com que o bebê lance seu
conteúdo gástrico com força considerável
(vômito a jato).
DESENVOLVIMENTO DO DUODENO
Na 4ª semana, o duodeno começa a se
desenvolver a partir da:
• Porção caudal do intestino anterior;
• Parte cranial do intestino médio.
O duodeno cresce rapidamente, formando uma
alça em forma de C que se projeta
ventralmente.
À medida que o estômago roda, a alça duodenal
gira para a direita e fica pressionada na parede
posterior da cavidade abdominal, assumindo
uma posição retroperitoneal.
Durante a 5ª e 6ª semanas, a luz do estômago
se torna menor e é obliterada, devido a
proliferação de suas células epiteliais.
No final do período embrionário, o duodeno é
recanalizado (vacuolização).
ANOMALIAS:
• ESTENOSE DUODENAL:
É a oclusão parcial da luz do duodeno,
geralmente resulta da recanalização incompleta,
em consequência do defeito na vacuolização.
• ATRESIA DUODENAL:
Ocorre a oclusão completa da luz do duodeno.
Em bebês com essa patologia, os vômitos
começam poucas horas após o nascimento, e
quase sempre contém bile.
O polidrâmnio também pode ocorrer, pois há
impedimento da absorção normal do líquido
amniótico pelos intestinos.
O diagnóstico é sugerido pela presença do “sinal
da dupla bolha” nos exames radiológicos e
ultrassonográficos.
4 LAILA QUEIROGA – P3
DESENVOLVIMENTO DO FÍGADO E DO
APARELHO BILIAR
O fígado, a vesícula biliar e as vias biliares
originam-se de um brotamento ventral, o
divertículo hepático, da porção caudal e distal
do intestino anterior, no início da 4ª semana.
Alguns estudos mostram, que o coração libera
Fatores de Crescimento de Fibroblastos (FGF)
que induzem a proliferação das células
hepáticas, induzindo a formação do fígado.
A porção cranial maior do divertículo hepático
é o fígado primitivo, já a porção caudal torna-
se a vesícula biliar.
O fígado cresce rapidamente da 5ª até a 10ª
semana, assumindo sua função hematopoiética
(10% do peso corporal).
O fluxo sanguíneo oxigenado da veia umbilical
para o fígado determina o seu
desenvolvimento.
Por volta da 12ª semana, observa-se a formação
da bile pelas células hepáticas.
DESENVOLVIMENTO DO PÂNCREAS
O pâncreas se forma dos brotos pancreáticos
ventral e dorsal originados de células
endodérmicas.
• Broto pancreático dorsal está associado
ao mesentério dorsal;
• Broto pancreático ventral desenvolve-se
próximo ao ducto biliar.
Há um deslocamento do broto pancreático
ventral devido ao duodeno ter girado para
direita. Desse modo, esse broto é posicionado
posteriormente ao broto dorsal e logo se funde.
O broto pancreático ventral forma o processo
uncinado e a parte da cabeça do pâncreas.
6ª semana: fusão do parênquima e ductos dos
brotos.
ANOMALIAS:
• PÂNCREAS ANULAR:
O broto ventral cerca a região do duodeno
formando um pâncreas anular, podendo causar
a obstrução completa do duodeno caso ocorra
inflamação.
Pode está associado a Síndrome de Down, má
rotação intestinal e defeitos cardíacos.
INTESTINO MÉDIO
Os derivados do intestino médio:
• O intestino delgado;
• O ceco, apêndice vermiforme e o colo
ascendente;
• Maior parte do duodeno.
ALÇAS INTESTINAIS
Com o alongamento do intestino médio, forma-
se uma alça intestinal ventral com a forma de
U, a alça do intestinal média.
Em torno do início da 6ª semana, a alça do
intestino médio se projeta para dentro da parte
proximal do cordão umbilical, formando uma5 LAILA QUEIROGA – P3
hérnia umbilical fisiológica. Acredita-se que seja
ao grande crescimento do fígado na cavidade
abdominal.
Na 10ª semana, essa hérnia umbilical fisiológica
retorna para a cavidade abdominal.
Ramo cefálico → alça do intestino delgado;
Ramo caudal → primórdio do ceco e apêndice.
Ocorre uma rotação na alça intestinal primária
de 90º dentro do cordão umbilical.
Posteriormente, o jejuno e íleo formam as alças
espiraladas, que retornam à cavidade abdominal
na 10ª semana.
O intestino grosso sofre uma rotação de 180º.
E logo depois, observa-se um alongamento
desse intestino e o ceco rotaciona para a
porção inferior no período fetal.
ANOMALIAS:
• ONFALOCELE:
É uma herniação das vísceras abdominais
através do anel umbilical alargado, devido a
persistência dos componentes intestinais na
porção inicial do cordão umbilical.
A cavidade abdominal é proporcionalmente
pequena.
Crescimento prejudicado dos músculos e da
pele dessa parede.
• GASTROSQUISE:
É a protusão do conteúdo abdominal
lateralmente ao umbigo devido ao fechamento
anormal da parede corporal ao redor do
pedículo do embrião.
• DUPLICAÇÃO DO INTESTINO:
Causada pela falta de recanalização normal do
intestino delgado, como resultado, são formadas
duas luzes. O que pode levar a ulcerações e
hemorragia gastrointestinal.
INTESTINO POSTERIOR
Os derivados do intestino posterior são:
• O terço esquerdo até a metade do colo
transverso; o colo descendente e o colo
sigmoide;
• O reto e a parte superior do canal anal
DESENVOLVIMENTO DA CLOACA
É a porção terminal do intestino posterior.
A porção final expandida do intestino posterior
forma a cloaca. Que será separada pelo canal
urorretal.
Conforme o embrião cresce o septo urorretal
se aproxima da membrana cloacal.
No final da 7ª semana há o rompimento da
membrana cloacal por morte celular.
A luz anorretal é temporariamente fechada por
um tampão epitelial. A abertura do canal
anorretal por morte celular forma o proctodeu.
DESENVOLVIMENTO DO CANAL ANAL
É derivado do ectoderma do proctodeu com o
epitélio derivado do endoderma do intestino
posterior.
2cm acima do ânus há uma linha anocutânea
(linha branca), que é a transição das células
cilíndricas para as células estratificadas
pavimentosas.
ANOMALIAS:
• ANUS IMPERFURADO:
Desenvolvimento anormal do septo urorretal,
que resulta na separação incompleta da cloaca
nas partes urogenital e urorretal.