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6 A LINGUAGEM DA LIBERDADE

Livro de meditações diárias e reflexões de Melody Beattie sobre recuperação de co-dependência e dependência química; reúne textos, perguntas e orientações para autoajuda, definição de metas pessoais e uso dos Doze Passos.

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nun ca. Sao pensamentoS e -ll'dellllllr'i· 
que irao auxillar a todos no DN•IO,; 
de ajudar a si mesmo a ...CUlM•• 
problemas do dla-a-dia. 
0 objetivo de Melody 
de nunco ,... e 
a/em do co-dependfndo- ...._ 
pela Record-,hrol .. 
ensinam a lidar com o probllma 
dependencia qufmica deiiiCio • 
dar urn passo l frenta. Ba __ .,...,. 
usar os princfpios de -
trabalhos para pnndr lncll ... ll 
urn bem-estar pesSOII 
imaginado. 
A linguorem da eefdllll 
em caprtulos diUios.p•IDI 
fundamentals para..,_., 
estima e a feficklade p111llll 
A I IN\. L I \' .l 
[>,\ )f 
Seu guia diario de 
medita<;:ao e motiva<;:ao 
Melody Beattie 
Autora de Co-dependencia nunca mais 
e Para a/em do co-dependencia 
Outras obras da autora publicadas pela Editora Record 
Co-dependencia nunca mais 
Para alem da co-dependencia 
Me I ody Beattie 
A LINGUAGEM 
DA LIBER.DADE 
Tradu¥ao de 
MARILlA BRAGA 
EDITORA RECORD 
RIO DB JANEIRO • SAO PAULO 
1999 
{ 
CIP-Brasil. 
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ. 
Beattie, Melody 
8351 L A linguagem da liberdade I Melody Beattie; 
98-2031 
de Marilia Braga.-Rio de Janeiro: Record, 
1999. 
de: The language of letting go 
ISBN 85-01-04638-8 
I. 2. Auto-realizayftO. 3. 
de auto-ajuda. I. Titulo. 
CDD-158.1 
CDU- 159.947 
Tftulo original norte-americana 
THE LANGUAGE OF LETTING GO 
Copyright © 1990 by Hazelden Foundation 
Copyright da © 1999 by Distribuidora Record S.A. 
Publicado mediante acordo com Hazel den Foundation. 
Todos os direitos reservados. Proibida a no todo 
ou em parte, atraves de quaisquer meios. 
Direitos exclusivos de em Hngua portuguesa para o Brasil 
adquiridos pela 
DISTRIBUIDORA RECORD DE SERVIyOS DE IMPRENSA S.A. 
Rua Argentina 171 -Rio de Janeiro, RJ - 20921-380- Tel.: 585-2000 
que se reserva a propriedade 1iteniria desta 
Impressa no Brasil 
ISBN 85-01-04638-8 
PEDIDOS PELO REEMBOLSO POSTAL 
Caixa Posta123.052 
Rio de Janeiro, RJ- 20922-970 
Dedicat6ria 
Pela ajuda para escrever este livro, a Rebecca Post, 
minha editora em Hazelden. 
Este livro e dedicado a 
Deus 
Aos leitores de Co-dependencia nunca mais 
e Para alem da Co-dependencia 
e a minha amiga Louie 
f 
Nota do editor: 
Hazelden Educationa 1 Material oferece uma variedade de infor-
mac;soes sabre dependencias qufmicas e areas correlatas. Nossa pu-
blicac;sao necessariamente nao representa Hazelden ou seus progra-
mas, nem fala oficialmente por qualquer organizac;sao dos Doze 
Passos. 
Os Doze Passos dos Alco6licos Anonimos e os Doze Passos do 
Al-Anon sao republicados com permissao dos Alcoholics Anony-
mous World Services, Inc. Permissao para republicar os Doze Pas-
sos dos AA e do Al-Anon nao significa que AA revisou ou aprovou 
o conteudo de sua publicac;sao nem que AA concorda com as opi-
nioes expressas aqui. 0 M e urn programa de recuperac;sao de al-
coolismo. A utilizac;sao dos Doze Passos em conexio com os progra-
mas copiados do M dirigidos a outros problemas nao implica outra 
func;sao. 
Este e urn livro de Destina-se a ajuda-lo a passar alguns 
momentos de cada dia lembrando-se do que voce sabe. 
Toquei nos principios de Co-dependencia nunca mais e Para alem 
da Co-dependencia. Tam hem inclui algumas novas ideias e pensamen-
tos. 
E urn livro para ajuda-lo a sentir-se hem e auxilia-lo no proces-
so de ajudar a si mesmo a recuperar-se. 
Obrigada pelo apoio, encorajamento eo sucesso que voces me 
deram. Espero que em retorno tambem lhes tenha dado urn pre-
sente. 
Melody 
Janeiro 
1° de janeiro 
OAnoNovo 
pianos para o ano novo. Indague a si mesmo e descubra o que 
gostaria que acontecesse este ano em sua vida. Isso ajuda a cumprir 
sua parte. E a de seu interesse em viver plenamente a vida 
no ana que 
Os objetivos nos dao Colocam uma poderosa energia 
em tanto em nivel consciente quanta inconsciente e uni-
versal. 
Os objetivos dao a nossa vida. 
0 que gostaria que acontecesse em sua vida oeste ano? 0 que 
gostaria de fazer, de conseguir? Que coisa boa gostaria de atrair para 
sua vida? Em que areas especlficas gostaria de crescer? De que blo-
queios, ou defeitos pessoais, gostaria de se livrar? 
0 que gostaria de obter? Coisas pequenas e coisas grandes? 
Aonde gostaria de ir? 0 que gostaria que acontecesse quanta a ami-
zade e ao amor? 0 que gostaria que acontecesse em sua vida fa-
miliar? 
Lembre-se de que nao estamos controlando outras pessoas atra-
ves dos nossos objetivos- estamos tentando dar a nossa 
vida. 
Que problemas gostaria de ver resolvidos? Que decisoes gosta-
ria de tamar? 0 que gostaria que acontecesse com sua carreira? 
0 que gostaria que acontecesse dentro de si, e a sua volta? 
Escreva. Tome urn de papel e dedique algumas horas de 
seu tempo a escrever tudo - como uma pessoal, de sua 
vida e de sua capacidade de escolher. E deixe acontecer. 
E l6gico que sempre acontecem coisas que estao fora de nosso 
controle. As vezes, sao surpresas agradaveis; as vezes, nem tanto. Mas 
todas fazem parte do capitulo que sera este ano da nossa vida e nos 
guiara adiante na hist6ria. 
0 ano novo esta diante de n6s, como urn capitulo de um livro 
12 Melody BeaUie 
esperando para ser escrito. Podemos ajudar a escrever essa hist6ria 
estabelecendo objetivos. 
Hoje, lembrarei que existe uma poderosa for!a motivada pelo registro dos meus 
objetivos no papel. Farei isso agora, para o ano que se inicia, e sempre que 
necessaria. Farei isso, nao para controlar, mas para cumprir minha parte em 
viver a minha vida. 
2 de janeiro 
Limites Saudaveis 
Os limites sao vitais para a Ter e estabelecer limites 
saudaveis de esti relacionado a todas as fases da recu-
crescer com auto-estima, lidar com e. aprender a 
realmente amar e dar valor a n6s mesmos. 
Os limites emergem de dentro de n6s. Estio ligados ao abando-
no da culpa e da vergonha, e a de nossas sobre o 
que merecemos. A medida que nossos pontos de vista sobre isso se 
tomem mais claros, o mesmo acontecera com nossos limites. 
Os limites estio tam bern relacionados a urn Ritmo de Ac;ao maior 
do que o nosso. Estabeleceremos urn limite quando estivermos pron-
tos, nem urn segundo antes. E os outros tambem. 
Ha algo magico sobre a chegada do momento exato de estabe-
lecermos urn limite. Sabemos que estamos convencidos do que 
dizemos; os outros tambem nos levam a serio. As coisas mudam, 
nao porque estamos controlando alguem, mas porque n6s muda-
mos. 
Hoje, tenho certeza de que aprenderei, crescerei e estabelecerei limites necessa-
rios a minha vida, na minha propria hora. Essa hora sera a hora certa para 
mtm. 
A Linguagem da Liberdade 
3 de janeiro 
Cultivando a Auto-ajuda 
... niio existe um manual para se estabelecer limites. Cada um 
de nos tem seu proprio guia dentro de si. Se continuarmos a 
lutar pela nossa recuperafiio, nossos limites se desenvolveriio. 
Ficariio mais saudaveis e sens(veis. Nos proprios saberemos o 
que precisamos saber e amaremos a nos mesmos o bastante para 
entender. 
- Para alem da Co-dependencia 
0 que precisamos para cuidar de n6s mesmos? 
13 
Ouc;a sua voz interior. 0 que lhe da raiva? Do que esti cansado? 
Em que nao confia? 0 que nao esti certo? 0 que nao agiienta mais? 
0 queo incomoda? De que precisa? 0 que nao quer e nao precisa? 
Do que gosta? 0 que faz sentir-se bern? 
Quando nos recuperamos aprendemos que a auto-ajuda nos leva 
ao caminho da vontade e dos pianos de Deus para nossas vidas. A 
auto-ajuda nao nos afasta do nosso bern mais alto, mas nos leva a 
ele. 
Aprenda a cuidar dessa voz interior. Podemos confiar em n6s 
mesmos. Podemos tomar conta de n6s mesmos. Somos mais sabios 
do que pensamos. Nosso guia esti dentro de n6s, sempre presente. 
Escute, confie e tome conta desse guia. 
Hoje, vou afirmar que sou um presente para mime para o universo. lklu me 
lembrar que cuidando da auto-ajuda levamos esse dam a sua forma mais 
alta. 
14 Melody Beattie 
4 de janeiro 
Desligando-nos dos Problemas de Familia 
Podemos estabelecer urn limite saudavel, uma fronteira saudavel 
entre a nossa pessoa eo nossonucleo familiar. Podemos desligar-
nos de seus problemas. 
Talvez em nossa famllia exista alguem viciado em alcool ou ou-
tras drogas e que nao se esteja recuperando do vfcio. 
Talvez em nossa familia exista alguem que tenha problemas 
nao resolvidos de co-dependencia. Alguem que seja viciado em 
em dor, em sofrimento, em fazer-se de martir ou de 
vi tim a. 
Talvez em nossa familia exista alguem com problemas nao re-
solvidos de abuso ou de ordem familiar. 
Talvez em nossa familia exista alguem viciado em trabalho, em 
comer ou em sexo. Nossa familia pode estar completamente desba-
ratada ou desunida, cujos membros mantenham pouco contato uns 
com os outros. 
Podemos ser parte de nossa familia. Podemos amar nossa fa-
milia. Mas somos seres humanos individuais, com direitos e 
problemas individuais. Urn de nossos direitos primordiais e o de 
a nos sentir melhor e de nos recuperarmos, indepen-
dente de que outros membros da familia decidam fazer o mesmo 
ou nao. 
Nao temos de nos sentir culpados em buscar a felicidade e ter 
uma vida que funciona hem. E nao precisamos assumir os proble-
mas de nossos parentes como se fossem nossos pr6prios problemas, 
somente para provar-lhes nosso amor e nossa lealdade. 
Quase sempre, quando a cuidar de n6s mesmos, os 
membros da familia reagem com tentativas claras ou dissimuladas 
para nos puxar de volta para os antigos sistemas e papeis que de-
sempenhavamos. Nao temos de voltar. Suas tentativas para nos pu-
xar de volta sao problemas deles. Tomar conta de n6s mesmos e 
tornar-nos saudaveis e felizes nio significa que nao os amamos. Sig-
nifica que estamos cuidando de nossos problemas. 
A Linguagem da Liberdade 15 
Nao temos de julga-los porque eles tern problemas; e nem te-
mos de permitir que de n6s o que quiserem apenas porque 
fazem parte da familia. 
N6s agora somos livres, livres para cuidar de n6s mesmos como 
membros da familia. Nossa liberdade se inicia quando 
a recusar os problemas deles e, educadamente mas com 
os devolvemos- para onde pertencem- e passamos a cuidar dos 
nossos pr6prios problemas. 
Hoje, me desligarei dos membros da familia. Sou um ser humano a parte, 
mesmo que a uma unidade chamada famUia. Tenho o direito de 
melhorar e de ter meus pr6prios assuntos; os membros de minha Jamflia tem 
direito a seus pr6prios assuntos e de escolher onde e quando cuidarao deles. 
Posso aprender a isolar-me com amor dos membros de minha familia e seus 
asstmtos. Estou disposto a lidar com todas as necessarias a fim de con-
segutr tsso. 
5 de janeiro 
Aceitando }\juda 
As vezes nos sentimos tao isolados que nos esquecemos de que nao 
estamos s6s. Passamos a acreditar que devemos fazer isso a nos 
mesmos. Talvez tenhamos sido abandonados. Talvez tenhamos fi-
cado sem amor. Talvez nos tenhamos acostumado a que as pessoas 
nunca estejam presentes para nos. Talvez tenhamos lutado, tenha-
mos aprendido a duras penas. 
Deus esta ali, sempre pronto a ajudar. E tam hem ha sempre urn 
grande numero de pessoas que se importam conosco. Podemos, se 
quisermos, receber amor e apoio, conforto e carinho. Se nos der-
mos ao trabalho de pedir isso, a ajuda estara Ia. Podemos obte-la em 
nosso grupo de e permitir que sejamos ajudados e 
amparados pelo nosso Poder Superior. Os amigos, os boos amigos 
aparecerio. 
16 Melody Beattie 
Nao estamos sos. E nao temos deficar sos. Nao vamos maisfazer isso 
com nos mesmos. Nao ha falta de amor. Nao mais. 
Hoje, Deus, cljude-me a livrar-me da crenfa de achar que lenho de fazer isso 
sozinho e de achar que estou so. Ajude-me a interceptar Seu Divino Poder e 
Presenfa, e Suas Jontes de arnot; apoio e amizade. Abra meus olhos e meu 
corafao para que eu possa ver o arnot; a cljuda eo apoio que existem para mim. 
Ajude-me a saber que sou amado. 
6 de janeiro 
Relacionamentos 
Se estamos inftlizes sem um amor; provavelmente tambem.esta-
remos infelizes se tivermos urn. Urn relacionamento niio come(a 
nossa vida; urn relacionamento niio se transfomza em nossa vida. 
Um relacionamento e a continuafiiO da vida. 
- Para atem da Co-dependencia 
Os relacionamentos sao a e a da E neles 
que melhor demonstramos nossa 
A cada dia nos deparamos diante da possibilidade deter varios 
relacionamentos diferentes. As vezes, escolhemos alguns; as ve-
zes, nao. A unica escolha que geralmente temos em nossos rela-
cionamentos refere-se ao nosso proprio comportamento. Quando 
nos recuperamos da co-dependencia, nosso objetivo e comportar-
nos de forma que demonstre que somos responsaveis por nos 
mesmos. 
Estamos aprendendo a reconhecer nosso poder de tomar conta 
de n6s mesmos em nossos relacionamentos. Estamos aprendendo a 
ter intimidade com as pessoas, quando possfvel. 
Precisamos separar-nos de alguem a quem andamos tentando 
controlar? Ha alguem com quem precisamos conversar, embora o 
que tenhamos a dizer nao seja agradavel? Ha alguem que estamos 
A Linguagem da Liberdade 17 
evitando porque temos medo de cuidar de n6s mesmos com essa 
pessoa? Precisamos corrigir algoma coisa? Ha alguem que precisa-
mos procurar, demonstrar-lhe amor? 
nao e feita fora de nossos relacionamentos. Are-
e feita pelo aprendizado do nosso proprio poder e de to-
marmos conta de n6s mesmos em nossos relacionamentos. 
Hclje, participarei de meus relacionamentos o melhor que puder. Estarei dis-
posto a tornar-me mais proximo e !ntimo das pessoas em quem confw. Peditei 
o que preciso e darei o que as faz sentir bern. 
7 de janeiro 
Lidando com Dolorosas 
Sentimentos de raiva ou de dor podem ser os mais dificeis de en-
frentar. Sentimo-nos vulneraveis, assustados e impotentes quando 
esses sentimentos despontam. E esses sentimentos podem trazer 
de ocasioes similares, quando nos sentimos impoten-
tes. 
Asvezes, para obtermos de controle, punimos as pes-
soas a nossa volta, as que culpamos por essas ou as ina-
centes que estio por perto. Podemos ten tar nos vingar ou podemos 
manipular essas pessoas para ter a de poder sobre a si-
Essas pod em dar-nos uma temporaria de satisfa-
mas na verdade apenas adiam o confronto com a dor. 
Sentir dor nio deve ser tao assustador. Nao temos de 
nos tanto para evitar isso. Embora os sentimentos de dor nao se-
jam alegres, o que ocorre com os de felicidade, sinta-os e siga em 
frente. lsso nao significa que temos de procura-los ou lidar des-
necessariamente com eles. A dor emocional nao precisa nos de-
vastar. Podemos ficar quietinhos, sentir a dor, pensar se ha algo 
que devemos fazer para cuidar de nos mesmos e depois continuar 
com nossa vida. 
18 Melody Beattie 
Nao temos de agir impensadamente; nao temos de punir a ou-
tros para podermos controlar nossas Podemos 
compartilhando nossa dor com outros. Isso traz alfvio e geralmente 
a cura, a outros e a n6s. 
Eventualmente aprendemos a de que a verdadeira e 
o resultado de permitir-nos ser vulneraveis o bastante para sentir 
dor. A verdadeira vern de saber que podemos cuidar de n6s 
mesmos, mesmo quando sentimos dor emocional. 0 verdadeiro 
poder nasce quando deixamos de culpar outros por nossa dor, e as-
sumimos a responsabilidade por todos os nossos sentimentos. 
Hoje, vou entregar-me a meus sentimentos, mesmo aos emocionalmente dolo-
rosos. Em vez de agir precipitadamente ou tentar punir alguem, serei vulnera-
vel o bastante para sentir minhas emo£5es. 
8 de janeiro 
Vulnerabilidade 
Pode ser que tenhamos tornado a decisao de que ninguem nunca 
mais nos vai magoar de novo. Podemos automaticamente adotar a 
tecnica de "congelamento emocional" quando confrontados com a 
dor emocional. Ou podemos terminar urn relacionamento na pri-
meira vez em que nos sentimos magoados. 
de dor fazem parte da vida, dos relacionamentos e da 
E compreensivel que nao queiramos mais sentir dor. Talvez te-
nhamos tido mais do que nossa quota. Talvez, em alguma epoca 
de nossa vida, tenhamos sido subjugados, esmagados ou imobi-
lizados pela demasiada dor que sentimos. Talvez nao tenhamos tido 
os recursos para lidar com nossa dor ou tomar conta de n6s mes-
mos.Mas isso foi ontem. Hoje, nao temos de estar tao assustados com 
a dor. Ela nao tern de se apossar de n6s. Estamos nos tomando for-
tes 0 bastante para tratar com OS sentimentos de dor. E nao temos 
A Linguagem da Liberdade 19 
de nos to mar martires, dizer que dor e sofrimento sao tudo que existe 
na vida. 
Precisamos apenas permitir nos sentirmos vulner.iveis o bastante 
para nos sentirmos feridos, quando isso e apropriado, e assumir a 
responsabilidade por nossos sentimentos e comportamentos, eo que 
precisamos para tomar conta de n6s mesmos. Nao temos de anali-
sar ou justificar nossas Precisamos senti-las, mas nao dei-
xar que elas controlem nosso comportamento. 
Talvez a nossa dor esteja nos mostrando onde e necessaria esta-
belecer urn limite; talvez nos esteja mostrando que estamos indo na 
errada; talvez esteja acessando urn processo profunda de 
cura. 
Nao e errado sentir dor; nao e errado chorar; nao e errado curar; 
nao e errado passar para a pr6xima quando chegar a hora. 
Nossas disponibilidade e capacidade de nos sentirmos magoados 
eventualmente serao superadas por nosso desejo e capacidade de 
sentir alegria. 
Recuperar nao significa estar imune a dor; significa aprender a 
cuidar de n6s mesmos com carinho quando estamos em dor. 
Hoje, nao acusarei aqueles que me causam dor. Sentirei minhas emofOeS e se-
rei responsavel por elas. Aceitarei os sentimentos de dor como parte de um re-
lacionamento. Estou disposto a enfrentar a dor, assim como a sentir a alegria 
da vida. 
9 de janeiro 
A Responsabilidade Por N6s Mesmos 
Temosftito coisas e"adas pelas razoes mais certas. 
- Co-dependencia nunca mais 
Tomar conta: a to de assumir responsabilidade por outras pessoas en-
quanta negligenciamos a responsabilidade por n6s mesmos. Quan-
20 Melody Beattie 
do instintivamente nos sentimos responsaveis pelas pen-
samentos, es.colhas, problemas, bem-estar e destino de outros, so-
mos tomadores de conta. Podemos acreditar, num ni'vel inconsciente, 
que outros sao responsaveis por nossa felicidade, assim como so-
mos responsaveis pela felicidade deles. 
E urn objetivo louvavel ser uma pessoa considerada, amavel, 
cuidadosa. Mas tomar conta e negligenciar a n6s mesmos ao ponto 
de nos sentirmos vi'timas. Tomar conta significa cuidar de outros, 
nao deixando que eles aprendam a ser responsaveis por eles roes-
mos. 
Tomar conta nao funciona. Fere a outras pessoas; fere a n6s roes-
mos. As pessoas ficam com raiva. Elas se sentem feridas, usadas e 
vi'timas. E n6s tambem. 
0 comportamento mais carinhoso e generoso que podemos 
adotar e sermos responsaveis por n6s mesmos - pelo que pensa-
mos, sentimos, desejamos e necessitamos. 0 a to mais 'benefico que 
p<;>demos fazer e ser verdadeiros para n6s mesmos, e deixar que 
outros sejam responsaveis por si pr6prios. 
Hoje, cuidarei de minhas verdadeiras responsabilidades para comigo mesmo. 
Deixarei os outrosfazerem o mesmo. Se estou em duvida sobre o que siio mi-
nhas verdadeiras responsabilidades, pensarei nisso cuidadosamente. 
Me do 
10 de janeiro 
Nao seja tfmido e cauteloso demais sobre suas afoes. A vida e 
apenas uma experiencia. Quanto mais experiencias tiver, melhor. 
Que importa se nao der muito certo, se sujar-se ou rasgar-se um 
pouco? E da{ se errar e tiver de cair no chao uma ou duas vezes? 
Levante-se de novo; voce mio tera mais tanto medo de outra queda. 
- Ralph Waldo Emerson 
A Linguagem da Liberdade 21 
0 medo pode ser urn grande empecilho para muitos de n6s: medo 
da fragilidade, medo de fracassar, medo de cometer urn erro, medo 
do que os outros possam pensar, medo de sucesso. Podemos tentar 
adivinhar como sera nossa pr6xima atitude ou palavra, ate que nos 
a nao participar da vida. 
"Mas eu ja fracassei antes!" 
"Nao tenho capacidadel" 
"Veja o que aconteceu da ultima vez!" 
"E se ... ?" 
Essas podem estar o medo. As vezes, o 
medo e em vergonha. 
Depois que terminei OS dois ultimos capitulos de urn livro que 
estava escrevendo, reli-os e me apavorei. 
"Nao estao bons", pensei. "Nao consigo escreve-los hem". 
Estava quase jogando os capitulos e minha carreira pela janela. 
Uma amiga escritora me ligou e contei-lhe meu problema. Ela ou-
viu e disse: 
- Os capltulos estio 6timos. Pare deter medo. Pare de criticar 
a si mesma. E continue a escrever. 
Segui seu conselho. 0 livro que quase joguei fora se tomou urn 
best-seller do New %rk Times. 
Relaxe. 0 nosso melhor e hom o bastante. Pode ser melhor do 
que supomos. Ate nossos erros podem transformar-se em impor-
tantes experiencias de aprendizado que levam - e sao necessarios 
-a um futuro sucesso. 
Sinta o medo, depois liberte-o. E o que desejar, seja o que 
for. Se nossos instintos e caminhos nos levaram ate la, e porque e Ia 
que devemos estar. 
Hoje, participarei da vida da melhor forma que puder. Seja qual foro resulta-
do, isso me fora um vencedor. 
22 Melody Beattie 
11 de janeiro 
Libertando a Culpa 
- Ha urn hom subterfugio que as pessoas com maus relacionamen-
tos usam- disse uma mulher em -A outra pessoa 
faz algo impr6prio ou errado, e fica ali parada ate voce se sentir cul-
pado e terminar se desculpando. 
E absolutamente necessaria que deixemos de nos sentir tao 
culpados. 
Na maioria das vezes, as coisas sobre as quais nos sentimos cul-
pados nao sao problemas nossos. A outra pessoa se comporta 
indevidamente ou de alguma forma infringe nossos limites. N6s 
desafiamos esse comportamento, a pessoa fica com raiva e na de-
fensiva. Entao n6s nos sentimos culpados. 
A culpa pode impedir-nos de estabelecer limites importantes para 
n6s e para a outra pessoa. A culpa pode fazer com que deixemos de 
cuidar saudavelmente de n6s mesmos. 
Nio temos de deixar que os outros tenham a certeza de que 
sempre nos sentiremos culpados. Nao temos de permitir a n6s 
mesmos ser controlados pela culpa - merecidamente ou naol 
Podemos ultrapassar a barreira da culpa que nos impede de cuidar 
de n6s mesmos. Empurre. Empurre com mais Nao estamos 
equivocados, loucos ou errados. Temos o direito de estabelecer li-
mites e de insistir no tratamento apropriado. Podemos separar ou-
tros problemas de nossos problemas, e deixar a pessoa sentir as 
conseqiiencias de seu comportamento, incluindo a culpa. Pode-
mos confiar em n6s mesmos para saber quando nossos limites estao 
sendo violados. 
Hclje, libertarei meus grandes e pequenos sentimentos de culpa. A luz eo amor 
estao do meu lado. 
A Linguagem da Liberdade 23 
12 de janeiro 
Encontrando o Equilibrio 
0 objetivo da eo equilibria- aquele precioso meio-
de-campo. 
Muitos de n6s passamos de urn extrema a outro: anos e anos 
tomando conta de todo mundo menos de n6s mesmos, e depois nos 
recusamos a atentar para as necessidades de alguem alem de n6s. 
Podemos ter passado anos recusando-nos a identificar, sentir e 
lidar com nossas seguidos por urn perlodo de absoluta ob-
sessao com cada fa1sca de energia emocional que passa atraves de 
nosso corpo. 
Podemos sucumbir a impotencia, ao desamparo e sentir-nos 
vltimas, depois passamos ao outro extrema agressivamente assumin-
do a posse dos que estao a nossa volta. 
Podemos aprender a dar enquanto assumimos a responsabili-
dade por n6s mesmos. Podemos aprender a tomar conta de nossas 
assim como de nossas necessidades f1sicas, mentais e es-
pirituais. Podemos cultivar a calma de sentir nosso poder 
como iguais em nossas com outras pessoas. 
0 objetivo da e o equillbrio, mas as vezes chega-
mos Ia por caminhos extremos. 
Hqje, serei gentil comigo mesmo, compreendendo que, as vezes, para alcatl£ar 
o meio-de-campo do equilfbrio e preciso explorar os picas e vales. As vezes, a 
unica maneira de que disponho para me libertar de um vale e pular alto o 
bastante para alcan(ar o cume, e depois descer vagarosamente. 
13 de janeiro 
Agradaveis 
Quando falamos sobre durante a quase sem-
pre focalizamos o complicado trio: dor, raiva e medo. Mas ha ou-
{ 
24 Melody Beattie 
tros sentimentos disponl'veis no leque emocional: felicidade, alegria, 
paz, contentamento,amor, intimidade, 
Ejusto que tambem sintamos de prazer. 
Nao temos de nos preocupar quando sentimos boas 
nao temos de nos afastar delas; nao temos que sabotar nossa felici-
dade. Fazemos isso, as vezes, para nos aproximar de urn terreno 
menos alegre, mais conhecido. . 
Ejusto sentir-nos bern. Nao precisamos analisar,julgar ou jus-
tificar isso. E nao temos de nos empurrar para baixo, ou deixar que 
outros nos puxem para baixo, injetando negatividade. 
Podemos nos permitir sentir-n<;>s bern. 
Hoje, lembrarei que e meu direito sentir-me o mellwr que puder. E posso ter 
muitos momentos de me sentir bern; posso encontrar um Iugar equilibrado para 
me sentir bem, estar contente e em paz. 
14 de janeiro 
Aceitando a Raiva 
A raiva i urn dos tfeitos rnais profundos que a vida tern sabre 
n6s. E urna de nossas E varnos senti-la quando ela 
aparecer- e aceitd-la. 
- Co-dependencia nunca mais 
Se estivesse seguindo urn born program a, nao ficaria com raiva ... Se 
fosse urn born cristao, nao sentiria raiva ... Se estivesse realmente 
usando minhas afirmativas sabre o quao feliz estou, nao ficaria com 
raiva ... Essas sao as velhas mensagens que nos seduzem a nao sentir 
de novo. A raiva e parte da vida. Nao precisamos busca-la, ou nos 
habituar a ela, mas nao podemos ignora-la. 
Na aprendemos que podemos sentir sem vergo-
nha todos os nossos sentimentos, incluindo a raiva, e ainda sermos 
responsaveis pelo que fazemos quando estamos com raiva. Nao pre-
A Linguagem da Liberdade 25 
cisamos deixar a raiva nos controlar, mas isso pode acontecer se evi-
tarmos senti-Ia. 
Ser grato, positivo, saudavel nao significa que nunca sentimos 
raiva. Ser grato, positivo e saudavel significa que sentimos raiva 
quando precisamos. 
Hoje, me permitirei sentir raiva, se precisar. Posso sentir e libertar constrntivamente 
rninhas emof5es, incluindo a raiva. Ficarei agradecido por minha raiva e pew 
que ela esta tentando mostrar-me. Posso sentir e aceitar todas minhas erri0£0es 
sem me envergonhat; e sou capaz de assumir responsabilidade por minhas a£5eS. 
15 de janeiro 
Defendendo a N6s Mesmos 
Aprendemos que alguns cornportarnentos tern como conseqiienda 
a destrni£aO propria, enquanto outros tem conseqiiendas benifi-
cas. Aprendernos que ternos escolhas. 
- Co-dependencia nunca mais 
E facil defender os outros. Como e 6bvio quando outras pessoas es-
tao sendo usadas, controladas, manipuladas ou violentadas. E facil 
lutar por elas, ficarmos indignados, unir-nos para ajuda-las, e 
estimula-las a vit6ria. 
- Voce tern seus direitos- dizemos a elas. - E seus direitos 
estao sendo violados. Defenda a si mesmo, sem culpa. 
En tao, por que e tao difl'cil defender a n6s mesmos? Por que nao 
conseguimos ver quando estamos sendo usados, quando nos fazem 
de v1timas, quando somas enganados, manipulados ou de alguma 
forma violentados? Por que e tao diflcil defender a n6s mesmos? 
As vezes, podemos tamar o caminho do carinho e do amor. 
Certas vezes, entretanto, precisamos defender-nos- quando no 
caminho carinhoso e do amor nos colocamos cada vez mais pro-
fundamente nas maos daqueles que nos podem maltratar. 
( 
26 Melody Beattie 
Certos dias a que devemos praticar e a de estabelecer limi-
tes. Em outros dias a que aprendemos e sobre lutar por nos 
mesmos e por nossos direitos. 
As vezes, a li!Sao nao para ate que n6s paramos. 
1-Ioje, clefenderei minha propria causa. Lembrarei que e Justo defender a mim 
mesmo quando for necessario. Ajude-me, Deus, a abandonar minha necessi-
dade de ser vftima. A jude-me a defender a mim mesmo. 
16 de janeiro 
Na verdade, a OraftiO e a unica aftiO real no sentido completo da 
pa/avra, porque a OTa£00 e a unica coisa que mud a 0 carater de 
alguem. Uma mudanfa de carater, ou uma mudanfa na alma, e 
a verdadeira mudanfa. 
-Emmet Fox, 0 Sermiio da Montanha 
Erica Jong disse que somos seres espirituais humanos. Rezar e me-
ditar sao maneiras de cuidar de nosso espirito. A e a medita-
sao as disciplinas sugeridas pelo Decimo Primeiro Passo dos 
programas de Doze Passos para a Al-Anon, Fi-
llios Adultos de Alco6licos e outros. 
A e a nao sao necessariamente ligadas a reli-
gioes organizadas. e medita!Sio sao maneiras de melhorar 
nosso relacionamento pessoal com urn Poder Superior a fim de be-
neficiar a n6s mesmos, a nossa vida e ao nosso crescimento. Orar e 
a maneira de nos ligarmos a Deus. Nao rezamos porque temos de 
rezar; rezamos porque queremos. E como ligarmos a nossa alma a 
nossa Fonte. 
Estamos aprendendo a tomar conta de nossas emo!Soes, de nossa 
mente e de nossas necessidades ffsicas. Estamos aprendendo a mudar 
nosso comportamento. Mas estamos tam hem aprendendo a tomar conta 
A Linguagem da Liberdade 27 
de nosso espfrito, de nossa alma, porque e ali que toda verda-
deira 
Cada vez que conversamos com Deus, nos transformamos. Cada 
vez que nos ligamos ao nosso Poder Superior, somos ouvidos, toca-
dos e modificados para melhor. 
Hoje, praticarei a e a Esteja eu desesperado, inquieto ou em 
paz, hoje me para ligar-me ao meu Poder Superior, pelo menos por 
alguns momentos. 
1 7 de janeiro 
Agindo "Como se" 
0 comportamento que chamamos de agir "como se" pode ser urn 
poderoso instrumento de recupera"ao. Agir "como se" e uma ma-
neira de praticar ser positivo. E uma forma positiva de fmgir. E urn 
instrumento que usamos para conseguir desligar-nos. E urn instru-
mento que decidimos usar conscientemente. 
Agir "como se" pode ser util quando uma emo!Sao a nos 
dominar. Tomamos a decisio consciente de agir como se nos sen-
tissemos hem e ficaremos hem. 
Quando urn problema nos ataca, agir "como se" pode ajudar-
nos a nos libertar. Agimos como o problema sera ou como ja esta 
resolvido, para que possamos continuar nossa vida. 
Quase sem pre, agir como se estivessemos desligados do proble-
ma estabelece o clima de desligamento e isso acontecera. 
Ha muitas areas onde agir "como se"- combinado com nos-
sos outros prindpios de estabelecera o clima para a 
realidade que desejamos. Podemos agir como se amassemos a nos 
mesmos, ate que realmente a gostar de nos mesmos. 
Podemos agir "como se" tivessemos o direito de dizer nao, ate que 
acreditemos nisso. 
Nao fmgimos que temos bastante dinheiro para cobrir urn che-
que. Nao fingimos que urn alcoolico nao esteja bebendo. Utiliza-
28 Melody Beattie 
mos agir "como se" como parte de nossa recuperacao, para estabe-
lecer o clima para nossos novas comportamentos. a n6s 
mesmos atraves de comportamentos positivos de es-
quecendo as nossas duvidas e medos, ate que nossas te-
nham tempo de a realidade. 
Agir "como se" e uma maneira positiva de superar temores, 
duvidas e bai:xa Nao temos de mentir; nao temos de 
ser desonestos. Abrimo-nos as possibilidades positivas do futuro, 
em vez de limitar o futuro as e as circunstincias do pre-
sente. 
Agir "como se" ajuda-nos a passar do chao que treme para urn 
territ6rio frrme. 
Deus, mostre-me as areas onde agir ((como se" pode estabelecer o clima para a 
realidade que desejo. Guie-me a usar esse poderoso instrumet)to de recupera-
rao para ajudar-me a criar uma vida mellwr e relacionamentos mais saudaveis. 
18 de janeiro 
Gratidao 
As vezes, as coisas acontecem rapido demais. Nem hem acabamos 
de resolver urn problema quando dais outros aparecem. Pela ma-
nha nos sentimos muito hem, mas quando a noite cai estamos mer-
gulhados em 
A cada dia nos deparamos com atrasos, 
e desafios. Deparamo-nos com e conflitos de personali-
dades. Quase sempre quando nos sentimos oprimidos nao conse-
guirnos enxergar as dessas experiencias. 
Urn simples conceito pode ajudar-nos a atravessar os tempos 
mais estressantes. Eo que se chama degratidao. Aprendemos a dizer 
obrigado por esses problemas e Obrigado pelas coisas como 
sao. Nao gosto desta experiencia, mas de qualquer modo.muito obri-
gado. 
Force a gratidao ate que ela se transforme num habito. A grati-
A Linguagem da Liberdade 29 
dao ajuda a dei:xarmos de tentar controlar os resultados. E a chave 
que abrea energia positiva em nossa vida. E a alquimia que trans-
forma problemas em o inesperado em dadivas. 
Hclje, serei agradecido. Comerarei o processo de transformar a dor de lwje na 
alegria do amanha. 
19 de janeiro 
Assumindo Nosso Poder 
Ha uma a qual precisamos prestar muita ao nos 
recuperarmos: sentir-nos vitimas. Nao precisamos acostumar-nos 
com essa 
Como nos sentimos quando estamos sendo vitimas? lmpoten-
tes. Com raiva. Sem Frustrados. 
Sentir-se vftima e perigoso. Quase sempre pode tamar-nos vi-
ciados em outros comportamentos compulsivos. 
Ao nos recuperarmos, estamos aprendendo a identificar quan-
do nos sentimos vitimas, quando realmente estamos sendo v£timas, e 
por que estamos nos sen tin do vitimas. Estamos aprendendo a as-
sumir nosso poder, a cuidar de n6s mesmos e a deixar de ser vi-
timas. 
As vezes, assumir nosso poder significa descobrir que nos esta-
mos fazendo de vi tim as - e que os outros nao estao fazendo nada 
para nos ferir. Estao vivendo suas vidas, como tern direito a faze-lo, 
e estamos nos sentindo vitimas porque n6s estamos tentanto con-
trolar a vida deles, ou estamos irracionalmente esperando que eles 
tomem conta de n6s. Podemos sentir-nos vitimas se ficarmos pre-
sos numa da co-dependencia, como por exemplo: As pessoas 
me fazem sentir. .. Certas pessoas detem a chave de minha Jelicidade e de meu 
destino ... Nao posso ser feliz a menos que alguem se comporte de determinada 
maneira, ou, se acontecer uma certa coisa ... 
Outras vezes, assumir nosso poder significa descobrir que estamos 
sen do vitima do comportamento de alguem. Nossos limites estao sen-
r 
30 Melody Beattie 
do invadidos. Nesse caso o que precisamos fazer e cuidar de n6s mes-
mos para dei:xarmos de ser vi'timas; precisamos estabelecer limites. 
As vezes, basta apenas uma de atitude. N6s niio somos 
viti mas. 
Lutamos para ter compaixao pela pessoa que nos esta fazendo 
de vi'tima, mas a compaixao quase sempre vern depois, depois que 
deixamos de servftimas em corpo·, mente e espi'rito. Tambem com-
preendemos que compaixao demais pode colocar-nos no Iugar de 
vitima. Piedade demais pela pessoa que nos estl fazendo de vftima 
pode colocar-nos numa em que essa pessoa pode fazer-nos 
novamente de vftima. 
Tentamos nao as conseqiiencias ou as crises da outra pes-
soa, mas tambem nao salvamos aquela pessoa das conseqiiencias 
logicas de seu comportamento. Se ha uma parte que e nossa res-
ponsabilidade desempenhar para evitar essas conseqiiencias, faze-
mos a nossa parte- nao para controlar ou punir, mas para sermos 
responsaveis por n6s mesmos e por outros. 
Tentamos descobrir o que podemos estar fazendo que esteja 
causando que nos sintamos vftimas, ou que parte estamos desem-
penhando no sistema, e deixamos de fazer isso tam hem. Nao temos 
poder sobre as pessoas e seu comportamento, mas podemos usar 
nosso poder para dei:xarmos de ser vftimas. 
Hoje, assumirei a responsabilidade por mim mesmo e demonstrarei isso a ou-
tros, nao permit indo ser vftima de ninguem. N ao posso controlar os aconteci-
mentos, mas posso controlar meu comportamento em ser vftima. Niio sou vf-
timaj niio merefo ser v!tima de ninguem. 
20 de janeiro 
Novos 
Ressentimentos sao bloqueios que impedem que amemos aos ou-
tros e a n6s mesmos. Ressentimentos nao punem outras pessoas; 
punem a n6s mesmos. Tornam-se barreiras que nos impedem de 
A Linguagem da Liberdade 31 
nos sentirmos heme de gozar a vida. Impedem que estejamos em 
harmonia como mundo. Ressentimentos sao endureci-
dos de odio. Eles se amaciam e se dissolvem como perdao e a liber-
dade. 
Libertar-nos dos ressentimentos nao significa que permitimos 
que de nos o que bern queiram. Significa que aceitamos o 
que aconteceu no passado c estabelecemos limites para o futuro . 
Podemos libertar-nos dos ressentimentos e ainda ter nossos li-
mites! 
Tentamos ver o bern na outra pessoa, ou o hem que fmalmente 
resultou de certo incidente sobre o qual nos ressentimos. Tentamos 
ver a nossa parte. 
Entao colocamos o incidente de lado. 
Rezar por aqueles contra quem nos ressentimos ajuda. Pedir a 
Deus para acabar com nossos ressentimentos tam hem ajuda. 
Que melhor maneira de urn novo ano do que apagar a 
lousa do passado, e entrar oeste ano livre de ressentimentos? 
Poder Superior, ajude-me a estar pronto para me libertar de meus ressenti-
mentos. Traga a superflcie outros ressentimentos que estejam escondidos dentro 
de mim e que me bloqueiam. Mostre-me o que preciso fazer para cuidar de 
mim mesmo e livrar-me dos ressentimentos, e ajude-me afazer isso. 
21 de janeiro 
Desejos e Necessidades 
Parte de sermos responsaveis por n6s mesmos significa aceitar a 
responsabilidade pelo que desejamos e necessitamos, e saber que e 
certo fazer isso. 
Aprender a ligar-nos em n6s mesmos, aprender a ouvir a n6s 
mesmos e uma arte. E necessaria praticar. Podemos usar nossa ca-
pacidade de adivinhar o que outros querem e necessitam, e aplicar 
essa capacidade em nos mesmos. 
0 que podemos desejar e necessitar? 0 que achamos que nos 
32 Melody Beattie 
ajudaria a nos sentir melhor? 0 que nossas nos estao di-
zendo? E nosso corpo? Nossa mente? Nossa 
Se perguntarmos e escutarmos com ouviremos a res-
pasta. 
Somos mais inteligentes do que julgamos, e podemos ser con-
fiados. 
0 que desejamos e necessitamos, conta. E importante e e viii-
do. Podemos aprender a participar na das nossas pr6prias 
necessidades. 
Podemos aprender a identificar o que desejamos e necessitamos 
e sermos pacientes enquanto aprendemos. 
Hoje, prestarei atenfao ao que desejo e necessito. Nao me deixarei de lado. 
22 de janeiro 
Apredando Nosso Passado 
E facil ser negativo sobre erros e sofrimentos passados. Mas e mui-
to mais saudavel olhar para dentro de n6s e para o nosso passado a 
luz da experiencia, da e do crescimento. Porque nosso 
passado e uma serie de que nos levam a nfveis mais elevados 
de viver e amar. 
Os relacionamentos que iniciamos, mantivemos ou terminamos 
nos ensinaram necessarias. Alguns de n6s emergimos das cir-
cunstancias mais dolorosas com importantes descobertas sobre o que 
somos e o que desejamos. 
Nossos erros? Sao necessarios. Nossas e algumas 
vezes os na tentativa de crescer e progredir? Sao tambem 
necessarios. 
Aprendemos a cada passo do caminho. Atravessamos exatamente 
as experiencias que necessitamos para nos tomar o que somos hoje. 
E em cada passo do caminho, progredimos. 
Nosso passado e urn erro? Nao. 0 unico erro que podemos 
cometer e confundi-lo com a verdade. 
A Linguagem da Liberdade 33 
Hoje1 Deus1 ajude-me a libertar-me dos pensamentos negativos que eu possa 
estar conservando sabre Jatos e relacionamentos passados. Posso aceitar, com 
gratidao1 tudo que me trouxe ao dia de hoje. 
23 de janeiro 
0 Nascer de uma Nova Energia 
A alegria torna-se alegria, o amor torna-se amor, a vida torna-se 
digna de ser vivida. Eficamos agradecidos. 
- Para alem da Co-dependencia 
Ha uma nova energia, urn nova entrando em nossa vida. 
Nao podemos imaginar como nos sentiremos amanha, ou mesmo daqu i a al-
gumas horas1 baseados no que estamos sentindo neste momenta. 
Nao existem dois momentos iguais. Estamos nos recuperando. 
Estamos mudando. Nossa vida esti mudando. As vezes, as coisas 
nao funcionaram como desejavamos. Tivemos de aprender certas lifaes. 
0 futuro nao sera como 0 passado. 
Os tempos realmente dificeis estao quase terminando. A con-
fusio, as mais difkeis experiencias de aprendizagem, as 
diffceis estao quase desaparecendo. 
Nao limite o futuro ao passado! 
Reflita sobre o de sua Nao aconteceram 
muitas que trouxeram voce ate onde esti agora? Reflita 
sobre urn ano atras. Voce e as circunstancias nao mudaram desde 
en tao? 
As vezes, os problemas e as ficam pairando por urn 
tempo. Isso e temporario. Os tempos de confusio, incerteza, o tempo 
de conviver com urn determinado problema nio-resolvido, nao 
duram para sempre. 
Quando comparamos esses tempos com nosso passado, n6s os 
tomamos duas vezes mais diffceis.Cada e circunstancia ti-
veram determinada influencia em moldar o que somos. Nao preci-
34 Melody Beattie 
samos nos assustar comparando nosso presentee futuro a urn pas-
sado doloroso, principalmente nosso passado antes de 
a nos recuperar ou antes de a aprender atraves de uma 
determinada experiencia. 
Saiba que o desconforto nao sera permanente. Nao tente des-
cobrir como ou quando dever.i sentir-se diferente. Em vez disso, 
confie. Aceite o dia de hoje, mas nao se limite a ele. 
Uma nova energia esti nascendo. Uma nova esti a ca-
minho. Nao podemos predizer como isso sera, com base no que 
era ou como e, porque sera totalmente diferente. Nao temos traba-
e lutado em vao. Tern sido em beneffcio e em a algoma 
COJSa. 
Os tempos estao mudando para melhor. Continue no caminho 
da e da obediencia. Esteja aberto ao novo. 
Hoje, Deus, ajude-me a nao julgar ou limitar meu futuro, baseando-o no 
passado. Ajude-me a estar aberto a todas as excitantes possibilidades de mu-
dentro e em volta de mim. 
24 de ianeiro 
Apagando a Lousa 
Urn dos maiores presentes que podemos dare urn carinhoso 
e aberto. Prender-nos a sentirnentos negativos de relacionamentos 
passados e nossa maior barreira a esse presente. 
Quase todos n6s tivemos relacionamentos que terminaram. 
Quando examinamos esses relacionamentos, precisamos apagar a 
lousa emocional. Estamos presos a raiva ou ressentirnentos? Ainda 
estamos nos sentindo vftimas? Estamos vivendo com as 
destruidoras que podem estar presas a esses relacionamentos: Nao 
se pode conflarem mulher. .. Chefes usam os empregados ... Nao ha essa coisa 
de born relacionamento ... 
Abandone tudo que possa estar bloqueando seus relacionamen-
tos atuais. Com toda certeza podemos saber que aquelas antigas 
A Linguagem da Liberdade 35 
e de derrotismo nos bloqueario hoje em dar ere-
ceber o am or que desejamos. Podemos apagar a lousa do passado. 
Isso com a a honestidade e a abertura. 0 
processo e completo quando chegamos ao estado de e paz 
em a todo nosso passado. 
Hqje, come£arei o processo de libertar-me de todos os sentimentos derrotistas e 
associadas a relacionarnentos passados. Apagarei rninha lousa do pas-
sado para estar livre para amar e ser amado. 
25 de janeiro 
0 Primeiro Passo 
Reconhecemos nossa impotencia diante do alcool - que nossas 
vidas tinham safdo do controle. 
- Primeiro Passo do Al-Anon 
Existem muitas versoes diferentes do Prirneiro Passo para a recu-
de co-dependencia. Alguns de n6s admitirnos ser irnpoten-
tes quanto ao alcool ou ao alcoolismo de alguem. Alguns de n6s 
admitimos irnpotencia quanto as pessoas; outros, quanto ao irnpac-
to de crescer noma familia de alco6licos. 
Uma das palavras mais signilicantes do Prirneiro Passo e a pala-
vra n6s. Estamos juntos por causa de urn problema com urn, e estan-
do juntos, encontramos uma comum. 
Atraves do companheirismo dos programas de Doze Passos, 
muitos de n6s descobrirnos que em bora possamos ter-nos sentido 
s6s em nossa dor, outros tambem sentiram o mesmo sofrirnento. E 
agora estamos de maos dadas recuperando-nos juntos. 
N6s. Uma parte importante da Uma experiencia 
compartilhada. Uma compartilhada, mais forte para compar-
tilhar. Uma compartilhada- para vidas e relacionamen-
tos melhores. 
36 Melody Beattie 
Hcje, agradecerei as milhares de pessoas pelo mundo todo que chamam a si 
mesmas de t'co-dependentes em recupera{iio". Ajude-me a lembrar que cada 
vez que um de n6s da um passo adiante, puxamos todo o grupo para afrente. 
26 de janeiro 
Fora do Anzol 
Podemos aprender a nao ficarmos presos em comportamentos 
doentios e derrotistas em nossos relacionamentos- comportamen-
tos como tamar conta de outros, controlar, diminuir-nos e acredi-
tar em meotiras. 
Podemos aprender a procurar e ideotificar as iscas, e decidir nao 
sermos fisgados. 
Muitas vezes, as pessoas, consciente ou fa-
zem coisas que nos arrastam a uma serie de comportamentos der-
rotistas que chamamos de co-dependencia. Freqiientemente, essas 
iscas SaO quase deliberadas, e OS resultados previsfveis. 
Alguem pode ficar diante de n6s e falar e chorar sabre urn pro-
blema, sabendo ou esperando que falando e chorando nos fisgara para 
tomarmos conta dele. Isso e manipula{iiO. 
Quando as pessoas param, falam e choram sabre algo e depois 
timidamente dizem- "Mas nao se preocupe comigo"-
isso e urn jogo. Precisamos reconhecer isso. Estamos prestes a ser 
pescados, se permitirmos que isso 
Podemos aprender a insistir que as pessoas digam diretamente 
o que desejam e necessitam. 
Quais sao as palavras, os sinais, os olhares, as sugestoes, as insi-
que nos pescam num comportamento predizfvel, e quase 
sempre derrotista? 
0 que faz voce sentir pena? Ou culpa? Ser responsavel por al-
guem? 
Nosso ponto forte e que nos importamos muito. Nosso ponto 
fraco e que quase sempre subestimamos as pessoas com quem 
estamos tratando. Elas sabem o que estao fazendo. E hora de aban-
A Linguagem da Liberdade 37 
donarmos nossa ingenua de que as pessoas oao preparam 
uma agenda propria de seu melhor interesse que nao e necessaria-
mente igual ao oosso. 
Tam bern devemos observar a nos mesmos. Atiramos iscas, olha-
res, sugestoes, esperando fisgar alguem? Precisamos insistir em nos 
comportar direta e honestamente com os outros, em vez de esperar 
que eles nos salvem. 
Se alguem deseja algo de nos, insista para que nossa ajuda 
diretamente. Exija o mesmo de si. Se alguem nos joga uma isca, oao 
temos de morde-la. 
Hoje, me conscientizarei dos anz6is que me pescam para salvar alguem, o que 
me faz sentir vitima. lgnorarei as indiretas, os olhares e as palavras que me 
fisgam, e esperarei a integridade e a lwnestidade que eu e os outros merecemos. 
2 7 de janeiro 
Precisando das Pessoas 
Podemos encontrar o equilfbrio entre precisar muito das pessoas e 
nao nos permitir precisar de absolutameote oinguem. 
Muitos de nos temos necessidades nao satisfeitas de dependencia 
pairando do passado. Ao mesmo tempo que desejamos que preen-
cham nosso desejo de sermos amados incondicionalmente, talvez 
tenhamos escolhido pessoas que nao podem, ou nao irao, estar pre-
sentes para n6s. Alguns de nos somas tao carentes em ser amados 
que afastamos as pessoas por oecessitar de las demais. 
Alguns de nos vamos a outros extremos. Podemos estar tao acos-
tumados as pessoas nao estarem presentes para n6s, que as afasta-
mos. Lutamos com nossa carencia sendo abertamente independen-
tes, nao nos permitindo precisar de ninguem. Alguns de o6s niio 
deixamos que as pessoas seja{am presentes para n6s. 
De uma maneira ou de outra, estamos vivendo uma 
inacabada. Merecemos mais do que isso. Quando mudarmos, nos-
sas circunstancias mudario. 
38 Melody Beattie 
Se somos carentes demais, respondamos a isso aceitando a nos-
sa parte carente. Deixemo-nos curar da dor de carencias passadas 
que nao foram satisfeitas. Deixemos de dizer a nos mesmos que nao 
somos dignos de ser amados porque nao fomos amados da maneira 
que desejavamos e necessitavamos. 
Se fechamos a parte de nos que necessita das pessoas, ficamos 
desejosos de abrir-nos, de serm.os vulneraveis, de sermos amados. 
Permitimo-nos ter necessidades. 
Conseguiremos o amor que necessitamos e desejamos quando 
a acreditar que somos dignos de ser amados, e quan-
do permitirmos que isso 
me empenharei em conseguiro equilfbrio entre sercarente demais e nao 
me permitir necessitar das pessoas. Permitirei a mim mesmo receber o amor 
que existe para mim. 
28 de ianeiro 
Vivendo o Momento Presente 
Quase sempre, uma de nossas grandes duvidas e: "0 que vai acon-
tecer?" Fazemos esta pergunta sobre nossos relacionamentos, nossa 
carreira, nossa nossa vida. E facil nos envolvermos em 
pensamentos preocupantes. 
Preocupar-nos sobre o que pode acontecer nos bloqueia para 
funcionarmos eficazmente hoje. Impede de darmos o nosso melhor 
agora. Nos bloqueia a aprender e controlar as aprendizagens de hoje. 
Ficando no presente, fazendo o nosso melhor, e participando total-
mentede hoje, seremos tudo que necessitamos para nos assegurar 
de que o que ira acontecer amanha sera para o melhor. 
Preocupar-nos sobre o que pode acontecer e uma 
negativa para nosso futuro. Viver aqui e agora e definitivamente a 
melhor coisa que podemos fazer, nao apenas para o dia de hoje, mas 
para o amanha. Ajuda nossos relacionamentos, nossa carreira, nos-
sa e nossa vida. 
A Linguagem da Liberdade 39 
As coisas funcionario, se deixarmos. Se devemos concentrar-nos 
no futuro, sera apenas para planeja-lo, para afrrmar que ele sera hom. 
Rezo para acreditar que meu futuro sera hom se eu hoje viver heme em paz. 
Lemhrar-me-ei de que ftcar no presente e a melhor coisa que poSSQ fazer por 
meu futuro. Concentrar-me-ei no que esta acontecendo agora, em vez de no 
que pode acontecer amanha. 
29 de janeiro 
Indo a Reunioes 
Ainda fico surpreso, depois de anos de recuperafiio, em como pos-
SQ Jacilmente convencer-me a niio ir as reuniiies. E ainda tam-
him fico surpreso em como me sinto bem quando vou. 
- Anonimo 
Nao temos de ficar presos as nossas e Existe 
uma imediata que nos ira ajudar a sentir-nos mell10r: ira uma 
reuniio de urn grupo de apoio dos Doze Passos. 
Por que resistir ao que nos pode ajudar a sentir-nos melhor? Por 
que nos prendermos a nossa obsessao ou depressao, se ira uma reu-
niao - mesmo que seja uma reuniio extra- ajudara a nos sentir-
mos melhor? 
Esta ocupado demais? 
Ha 168 horas em cada semana. Usar uma ou duas horas por 
semana para ir a uma reuniio pode aumentar o potencial das res-
tantes 166 horas. Se ficarmos em nossa "coisa de co-dependencia", 
podemos facihnente passar a maior parte de nossas horas acordados 
obcecados, sentados sem fazer nada, deitados na cama, sentindo-nos 
deprimidos, ou correndo atras das necessidades de outras pessoas. 
Nio tirar aquelas duas horas para ira uma reuniao pode levar-nos a 
perder as outras horas restantes. 
Cansados demais? 
40 Melody Beattie 
Nao ha nada tio revigorante quanto voltar aos trilhos. lr a uma 
reuniao pode fazer isso. 
Hclje, lembrar-me-ei de que ir as reunioes ajuda. 
30 de janeiro 
Liberdade de Religiao 
" ... urn Poder maior do que n6s mesmos ... " «Deus como nos 0 compre-
endemos." Estas palavras introduzem espiritualidade nos Doze Pas-
sos. Sao as primeiras duas referencias a Deus, e foram escritas assim 
por uma razao. 
Cada urn de n6s tern a liberdade de definir e compreender nos-
so Poder Superior- Deus -como hem escolhermos. 
Isso significa que nao levamos nossa religiosa para nos-
sos grupos de Significa que nao tentamos impor nos-
sas religiosas, ou nossa compreensao de Deus, a ninguem 
mais. Nao usamos nossos grupos ou reunioes como disfarce para 
conquistar adeptos religiosos. Nao tentamos impingir as particulari-
dades de nossas religiosas a outras pessoas. 
Damos a n6s mesmos, e a cada individuo, o direito a sua com-
preensao pessoal do Poder Superior. 
Hclje respeitarei a compreensao de outros sobre Deus, assim como a minha 
propria. Nao permitirei que julgamentos alheios sobre minhas crenfas me cau-
sem ansiedade e angustia. Procurarei crescer espiritualmente recuperando-me, 
com ou sem a assistencia de uma determinada religiao ou denominafao. 
31 de janeiro 
Pedindo o que Necessitamos 
Certa noite eu estava sozinha, aborrecida e exausta. Estava no meio 
de uma longa serie de via gens, Ionge dos amigos e da familia. Tinha 
A Linguagem da Liberdade 41 
voado para passar a noite em casa, mas parecia que ninguem notava 
isso. Estio acostumados a que eu esteja viajando. 
Era tarde da noite, e comecei a discutir com Deus. 
- Estou Ia Ionge, trabalhando duro. Estou s6. Preciso saber que 
alguem se importa. 0 Senhor me disse para Lhe dizer o que neces-
sito, e esta noite, Deus, estou muito necessitada da de ener-
gia masculina. Necessito de urn amigo, alguem a quem possa con-
fiar para cuidar de mim de forma nao sexual, nao exploradora. 
Necessito de carinho. Agora, onde esta o Senhor? 
Deitei-me no sofa e fechei os olhos. Estava cansada demais para 
fazer alguma coisa. 
Minutos depois o telefone tocou. Era urn antigo colega e amigo. 
- Menina- disse ele -, pela sua voz voce parece realmente 
cansada e carente. Nao se mova. Vou ja para af lhe dar uma massa-
gem nos pes. Parece que e exatamente o que . 
Meia hora depois ele bateu a minha porta. Havta traztdo urn 
pequeno vidro de 6leo, e gen tilmen te massageou meu pes, 
me, disse o quanta gosta de mime foi embora. 
Eu sorri. Recebera exatamente o que havia pedido. 
E seguro confiar em Deus. 
Hoje, me lembrarei de que Deus se interessa pelo que necessito, principalmen-
te se eu tambem me interesso. 
Fevereiro 
1° de fevereiro 
0 Segundo Passo 
Passamos a acreditar que urn Poder Superior a tu5s mesmos po-
deria devolver-nos a sanidade. 
- Segundo Passo do Al-Anon 
Passamos a acreditar numa vida melhor atraves do poderoso pre-
sente das outras pessoas- ouvindo-as, vendo-as, observando o 
presente da funcionando em suas vidas. 
Existe urn Poder Superior a n6s mesmos. Agora, ha uma espe-
real de que as coisas possam ser e serio diferentes e melhores 
para n6s e para nossa vida. 
Nio estamos num programa de voce mesmo". Nio te-
mos de usar de vontade para mudar. Nao temos de 
nossa para que ela Nao temos de ser ar-
rastados pelos pes para acreditar que existe urn Poder Superior a 
n6s mesmos, e que fara as coisas acontecerem em nossa vida. Esse 
Poder farci por n6s o que nossos maiores nao consegui-
ram fazer. 
Nosso Poder Superior nos restituira a vida saudavel e benefica. 
Tudo que precisamos fazer e·acreditar. 
Olhe. Veja. Observe as pessoas a sua volta. Veja a cura que en-
contraram. Depois, descubra sua pr6pria fe, sua pr6pria sua 
pr6pria cura. 
Hoje, apesar das circunstancias, acreditarei o quanto puder que um Poder 
Superior pode e ira restituir-me a uma maneira calma e saudavel de viver. 
Depois, relaxarei e deixarei que Ele assim o fa£a. 
46 Melody Beattie 
2 de fevereiro 
Confiando em Nosso Poder Superior 
Deddimos mtregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de 
Deus, na forma em que 0 concebemos. 
- Terceiro Passo de Al-Anon 
Fala-se muito sobre urn Poder Superior, Deus como 0 compreen-
demos. E da alegria quando 0 compreendemos. 
A espiritualidade eo crescimento espiritual sao as bases da mu-
A da co-dependencia nao e urn trabalho de 
voce-mesmo". 
, J?eus e .urn implacavel opressor? Tern o duro, e urn 
magtco cheto de truques? Deus e surdo? Impiedoso? Ocasional? 
Imperdoavel? 
Nao. 
Deus e amoroso, Deus e carinhoso. Esse e o Deus de nossa re-
sofrimentos alem do necessaria para nosso benefi-
cto, cura e ltm.!'eza. Tanta bondade e alegria quanto nosso 
possa conter, tao logo nosso esteja curado, aberto e pronto 
para receber. que aprova, aceita, que rapidamente perdoa. 
Deus planeJOU pequenos presentes ao Iongo do caminho para 
alegrar nossos dias e, as vezes, grandes e encantadoras surpresas -
nas horas exatas, perfeitas para n6s. 
Artista Deus ira tecer nossa alegria, tristeza e ex-
penencta urn retrato de nossa vida com profundidade, 
beleza, senstbtltdade, cores, humor e emoc;oes. 
Deus como 0 compreendemos: urn Deus amoroso. 0 Deus de 
nossa recuperac;ao. 
Hoje} me colocarei aos cuidados de um Deus amante. Depois, dei.xarei Deus 
demonstrar-me amor. 
A Linguagem da Liberdade 47 
3 de fevereiro 
Rejeitando a Vergonha 
A vergonha pode exercer uma poderosa forc;a em nossa vida. E a 
marca das famllias problematicas. 
A culpa autentica, legftima, e a sensac;ao de que o que ftzemos 
nao esti certo. Indica que nosso comportamento necessita ser cor-
rigido ou alterado, ou uma reparac;ao precisa ser feita. 
A vergonha e urn poderoso sentimento negativo de que nao esti 
certo ser quem somos. A vergonha e uma situac;ao perdedora. Po-
deroos mudar nosso comportamento, mas nao podemos mudar 
quem somos. A vergonha pode impelir-nos profundamente ao 
derrotismo e as vezes a comportamentos autodestrutivos. 
Quais sao as coisas que podem fazer com que nos sintamos en-
vergonhados?Podemos nos envergonhar de cometer erros ou por 
sucesso. Podemos ter vergonha de certos sentimentos 
ou pensamentos. Podemos tervergonha de nos divertir, de nos sentir 
hem ou de sermos vulneciveis quando nos abrimos aos outros. As 
vezes, nos sentimos envergonhados so pelo fato de existir. 
A vergonha e uma praga que outros colocam em n6s para nos 
controlar, para que continuemos a participar de sistemas anomalos . .E 
uma praga que muitos de n6s aprendemos a colocar em nos mesmos. 
Aprender a rejeitar a vergonha pode mudar a nossa qualidade 
de vida. Nao ha nada de errado em sermos quem somos. Somos 
bons o bastante. Nossos sentimentos estao certos. Nosso passado 
esti certo. Esti certo ter problemas, cometer erros e esforc;ar-nos 
para encontrar nosso caminho. E certo sermos humanos e estimar-
mos nossa humanidade. 
Aceitar a n6s mesmos e o primeiro passo em direc;ao a recupe-
rac;ao. Deixar de ter vergonha sobre quem somos eo proximo passo 
importante. 
Hoje, observarei os sinais de como tenho cafdo na armadilha da vergonha. Se 
for ftSgado pela vergonha, me libertarei aceitando a mim mesmo e afirmando 
que estd certo ser quem sou. 
48 Melody Beattie 
4 de fevereiro 
Desfrutando a 
Queviagem! 
0 processo de crescer e mudar nos leva a urn caminho sempre 
diferente. As vezes, o caminho e diflcil e tortuoso. As vezes, es-
calamos montanhas. As vezes, descemos pelo outro lado num to-
boga. 
As vezes, descansamos. 
As vezes, tateamos no escuro. As vezes, nos ofuscamos com a 
luz do sol. 
As vezes, muitos caminham conosco na estrada; as vezes, nos 
sentimos quase sos. 
Sempre mutante, sempre interessante, sempre levando a algum 
Iugar melhor, a algum Iugar hom. 
Queviagem! 
Hoje, Deus, ajude-me a relaxar e a deifrutar a paisagem. A jude-me a saber 
que estou exatamente onde devo estar em meu caminho. 
5 de fevereiro 
Responsabilidade Financeira 
Somos responsaveis por nos mesmos financeiramente. 
Que assustadora ideia de adulto isso representa para muitos de 
n6s - sermos responsaveis por dinheiro e por nossos problemas 
financeiros. Para muitos de nos, passar adiante a responsabilidade 
por nossos problemas fmanceiros tern sido parte da troca da co-de-
pendencia em nossos relacionamentos. 
Certas dependencias emocionais nossas-nesse forte nao 
de amor, mas de necessidade e desespero que nos une a outros-
sao diretamente relacionadas a dependencia financeira. Nossos me-
dose a relutincia em sermos responsaveis por nossos problemas 
A Linguagem da Liberdade 49 
fmanceiros podem ser uma barreira para a liberdade que procura-
mos em nossa 
A responsabilidade financeira e uma atitude. 0 dinheiro sai para 
pagar necessidades e luxos. Mas, para sair, o dinheiro deve entrar. 
Quanta e necessaria entrar para equilibrar o que esta saindo? 
Alugueis ... escolas ... ... habitos apropriados de gastar 
que demonstram uma atitude de responsabilidade fmanceira ... Par-
te de estarmos vivos significa aprender a cuidar de dinheiro. Mes-
mo se tivermos urn saudavel contra to com alguem que nos permite 
depender dele ou dela para nos dar dinheiro, ainda assirn necessita-
mos compreender como o dinheiro funciona. Ainda assirn precisa-
mos assumir uma atitude de responsabilidade fmanceira para com 
n6s mesmos. Mesmo se tivermos urn contrato com alguem que 
custeie nossas necessidades, precisamos compreender o funciona-
mento do dinheiro ganho e do dinheiro gasto em nossa vida. 
A aumentara quando aumentarmos a de 
sermos financeiramente responsaveis por n6s mesmos. Podemos 
on de estamos, com o que temos hoje. 
Deus, ajude-me a a libertar-me de meus receios e da relutancia de enfrentar a 
necessidade de mexer com dinheiro responsavelmente em minha vida. Ensi-
ne-me as que necessito para aprertder sobre dinheiro. 
6 de fevereiro 
Deixando de Ser Vitimas 
Antes de nos recuperarmos, muitos de nos nao tinhamos urn ponto 
de referencia como qual pudessemos identificar a vitimizafao eo abuso 
em nossas vidas. Achavamos que era normal que as pessoas nos 
maltratassem. Acreditavamos que meredamos maus-tratos; eramos 
atraldos para as pessoas que nos maltratavam. . 
Precisamos abandonar, num nlvel profunda, nossa necesstdade 
de ser vltimas. Precisamos abandonar nosso desejo de participar de 
sistemas e relacionamentos doentios no trabalho, no amor, nos re-
, 
50 Melody Beattie 
lacionamentos familiares, nas amizades. Merecemos mais do que 
isso. Merecemos muito mais. E nosso direito. Quando acreditar-
mos em nosso direito a felicidade, encontraremos a felicidade. 
Lutaremos por esse direito, e a luta emergira de nossa alma. Li-
berte-se da opressao e da 
Hoje, me libertarei abandonando a necessidade de ser vitima e explorarei a 
liberdade de cuidar de mim mesmo. Essa liberdade nao me afastara das pes-
soas que amo. Aproximar-me-ci mais das pessoas e me colocara em maior har-
monia com os designios de Deus para minha vida. 
7 de fevereiro 
Possuindo Nosso Poder 
Precisamos fazer uma entre a falta de poder e assumir nosso 
poder. 
0 primeiro passo para a e aceitar a falta de poder. 
Ha certas coisas que nao podemos fazer, nao importa o quanta ten-
temos. Isso inclui modificar pessoas, resolver seus problemas e 
controlar seu comportamento. As vezes, nos sentimos impotentes 
sobre n6s mesmos- sabre o que sentimos ou acreditamos, ou os 
efeitos de uma determinada ou pessoa sabre n6s. 
E. importante que nos rendamos a falta de poder, mas e igual-
mente importante assumir nosso poder. Nao estamos numa arma-
dilha. Nao somos desamparados. As vezes, podemos sentir como 
se o fossemos, mas nao somas. Cada urn de n6s possui o poder dado 
por Deus, eo direito de cuidar de n6s mesmos em qualquer cir-
cunstancia, com qualquer pessoa. Cuidar de n6s mesmos esta entre 
os do is extremes de controlar os outros e permitir que eles nos con-
trolem. Podemos caminhar com calma ou agressivamente, mas con-
fiando em que e nosso direito e nossa responsabilidade. 
Deixe o poder vir para percorrer esse caminho. 
Hoje, me lembrarei de que posso tomar conta de mim mesmo. Tenho escolhas, 
e posso fazer min has opfoes sem culpa. 
A Linguagem da Liberdade 51 
8 de fevereiro 
Abandonando a Culpa 
Sentir-nos hem com n6s mesmos e uma escolha. Como a 
de culpa tambem e. Quando a culpae legi'tima, ela age como urn 
aviso, um alerta de que nos estamos desviando de nosso caminho. E 
ai' que sua fmalidade term ina. 
Insistir na culpa permite que outros nos controlem. Faz com que 
nao nos sintamos hem. Impede-nos de estabelecer limites e proce-
der outras saudaveis a fun de cuidarmos de n6s mesmos. 
Podemos habituar-nos a sentir culpa como uma instinti-
va a vida. Agora, sabemos que nao nos temos de sentir culpados. 
Mesmo se fizermos algo que viole urn prindpio, prorrogar a culpa 
nao resolvera o problema; apenas o prolongara. Por isso, conserte o 
erro. Mude seu comportamento. E deixe a culpa ir em bora. 
Hoje, DetiS, ajude-me a estar pronto para libertar-me da culpa. Por Javor, 
/eve-a de mim, e substitua-a pelo amor-pr6prio. 
9 de fevereiro 
Libertando-se com Amor 
Quando alguem que tern alguma desordem compulsiva faz o que 
e compelido afazer, ntio esta dizendo que tuio nos ama- esta 
dizendo que tuio ama a si proprio. 
- Co-dependencia nunca mais 
Gente carinhosa, almas carinhosas, libertem-se amor. 
Sim, as vezes precisamos ser firmes, determinados: nas horas 
em que mudamos, quando adquirimos urn novo comportamento, 
quando necessitamos convencer aos outros e a n6s mesmos de que 
temos direitos. 
52 Melody Beattie 
. Essas horas nao duram para sempre. Podemos precisar ficar com 
ratva para tomar uma decisao ou estabelecer urn limite, mas nao 
podemos viver com ressentimentos. E dificil ter compaixio por al-
guem que nos esta fazendo de vitima, mas, uma vez que deixamos 
de ser vitimas, podemos encontrar a compaixio. 
caminho, nossa estrada, e uma estrada de paz, por onde 
cammharemos com am or-amor-proprio, am or pelos outros. Es-
limites. Desligue-se. Cuide de si. 0 mais rapido possivel,tsso com amor. 
Hoje e sempre que poss(vel, Deus, permita-me ser carinhoso comigo mesmo e 
com os outros. Ajude-me a encontrar o equilfbrio entre uma atitude firme 
assumida em meu proprio interesse e o amor pelos outros. Ajude-me a com-
preender que as vezes essas duas coisas sao apenas uma. Ajude-me a encontrar 
o caminho certo para mim. 
1 0 de fevereiro 
Abandonando a Tristeza 
Uma tristeza mal resolvida do passado pode ser urn bloqueio para a 
alegria e para o amor. 
No passado, convencemo-nos de muitas coisas a fim de negar a 
dor: 
- Nao doi tanto assim ... 
- Talvez, se esperar, as coisas mudem ... 
- lsso nao e tao importante. Posso passar por isso ... 
- Se conseguir mudar a outra pessoa, nao terei de mudar a mim 
mesmo. 
Negavamos que doia porque nao queri'amos sentir dor. 
As coisas mal resolvidas nao desaparecem. Elas ficam se repetin-
do, ate que despertam nossa ate que as sentimos, lidamos 
com elas, e nos curamos. Esta e uma que estamos aprenden-
para nos recuperar da co-dependencia e de sermos adultos-
A Linguagem da Liberdade 53 
Muitos de nos nao possufamos OS instrumentos, 0 apoio ou a 
de que necessitavamos para nos conscientizar e aceitar a 
dor em nosso passado. Tudo hem. Mas agora estamos confiantes. 
Vagarosa e cuidadosamente, estamos podendo nos abrir para os 
nossos sentimentos. Podemos o processo de sentir o que 
nos foi negado por tanto tempo- nao para nos culpar ou envergo-
nhar, mas para nos curar e preparar para uma vida melhor. 
Nao faz mal chorar quando precisamos chorar e sentir a tristeza 
que tantos de nos temos annazenada dentro de nos ha tanto tempo. 
Podemos sentir e libertar-nos desses sentimentos. 
A tristeza e urn processo de limpeza. E urn processo de aceita-
Transporta-nos de nosso passado para o dia de hoje, e para urn 
futuro melhor- urn futuro livre de comportamentos sabotadores, 
urn futuro com mais do que tinhamos no passado. 
Deus, a medida que caminho neste dia, deixe-me expor meus sentimentos. 
Hoje, ajude-me a entender que nao tenho de nem reprimir a cura exis-
tente para me recuperar. Ajude-me a confzar que, se estiver aberto e disposto, a 
cura acontecera naturalmente, de umaforma controlada. 
11 de fevereiro 
Guiado Divinamente 
De-meo pensamento, a palavra, a a£tiO certos. Mostre-me qual 
devera ser meu proximo passo. Em tempos de duvida e indeci-
sao, porfavor de-me Sua dire£tl0 e inspira£iiO. 
- Alco6licos Anonimos 
A boa notfcia em colocannos a n6s e a nossa vida sob urn Poder 
Superior e que entramos em harmonia num Ni'vel Mais Alto, maior 
do que podemos imaginar. 
Teremos a Divina se pedirmos por ela, se trabalhar-
mos os Doze Passos. Que maior presente podemos receber do que 
( 
54 Melody Beattie 
saber que nossos pensamentos, nossas palavras e nossas estao 
sendo orientados? 
Nio somas urn erro. E nio temos de nos controlar ou reprimir 
para que nossa vida funcione. Mesmo as coisas estranhas, nio pla-
nejadas, as dolorosas e as que chamamos de erros podem transfor-
mar-se em harmonia. 
Seremos guiados para compreender o que necessitamos fazer 
para cuidarmos de nos mesmos. a confiar em nossos 
instintos, pensamentos. Saberemos quando ir, quando 
parar, quando esperar. Aprenderemos uma grande verdade: o plano 
aconteceri apesar de nos, nio por nossa causa. 
Rezo hoje e cad a dia para que meus pensamentos, palavras e a{oes sejam divi-
namettte guiados. Rezo para que possa com confum£a, sabendo que 
meus passos sao guiados. 
12 de fevereiro 
Separando-nos dos que Nao Estao se Recuperando 
Podemos continuar com nossa vida, recuperando-nos, mesmo que 
alguem a quem amamos ainda nao se esteja recuperando. 
Imagine uma ponte. De urn lado e frio e escuro. Estavamos ali 
com outros no frio e no escuro, encolliidos de dor. Alguns de nos 
tmhamos problemas de para conseguir agiientar o so-
frimento. Outros bebiam; alguns usavam outras drogas. Outros 
perderam o controle do comportamento sexual. Alguns se concen-
travam obsessivamente na dor dos viciados para se esquecerem de 
sua propria dor. Muitos de n6s faziam as duas coisas: ti'nhamos urn 
vkio enos concentrivamos nas pessoas viciadas. Nio sabi'amos que 
estavamos numa ponte. Acreditavamos que estavamos presos num 
penhasco. 
En tao, alguns de nos tivemos sorte. Nosso ollios se abriram, pela 
de Deus, porque estava na hora. Enxergamos a ponte. Disse-
ram-nos o que havia do outro lado: luz, calor e cura para nosso so-
A Lirzguagem da Liberdade 55 
frimento. Quase nio consegui'amos ver ou imaginar isso, mas deci-
dimos a atravessar a ponte de qualquer maneira. 
Tentamos convencer as pessoas que estavam a nossa volta de 
que era uma ponte para urn Iugar melhor, mas elas nao ouviram. 
Nao conseguiam enxerga-la; nao acreditavam. Nao estavam pron-
tas para a caminhada. Decidimos ir sozinhos, porque acredita-
mos e porque as pessoas do outro lado nos estavam incentivan-
do a prosseguir. Quanta mais nos aproximavamos do outro lado 
mais podi'amos ver que o que nos havia sido prometido era ver-
dade. Havia luz, calor, cura e amor. 0 outro lado era urn Iugar 
melhor. 
Mas agora a ponte esta entre n6s e aqueles que ficaram do outro 
!ado. As vezes, somas tentados a voltar e arrasta-los conosco, mas 
isso nao e possi'vel. Ninguem pode ser arrastado ou a atra-
vessar a ponte. Cada pessoa deve atravessa-la por sua pr6pria esco-
lha, quando a hora chegar. Alguns virao; outros ficarao do outro lado. 
A escolha nao e nossa. 
Podemos ama-los. Podemos acenar para eles. Podemos chama-
los. Podemos encoraja-los, como outros nos encorajaram enos in-
centivaram. Mas nao podemos fazer com que nos acompanhem. 
Se nos sa bora de atravessar a ponte chegou, ou ja a atravessamos 
e estamos na luz e no calor, nio temos de nos sentir culpados por 
isso. E onde devemos estar. Nio temos de voltar para o penhasco 
escuro porque a bora dos outros ainda nio chegou. . 
A melhor coisa que podemos fazer e ficar na luz, porque 1SSO 
demonstra aos que ficaram que existe urn Iugar mellior. E, se algum 
dia decidirem cruzar a ponte, estaremos Ia para encoraja-los. 
Hoje, toea rei minha vida para a frente, indepettdente de que outros estejam ou 
nao fazendo o mesmo. Saberei que e meu cruzar a ponte 
vida melhot; mesmo que para isso tenha que detxar os outros para tras. Nao 
me setrtirei cu lpado, nao me senti rei envergonhado. Sei que onde estou agora e 
um lugar melhor e e o meu lugar. 
( 
56 Melody Beattie 
13 de fevereiro 
Confiando em N6s Mesmos 
Que grande presente recebemos: n6s mesmos. Ouvir a n6s mes-
mos, confiar no instinto e na e prestar tributo a esse pre-
sente. 
Fazemos urn grande a neSs mesmos quando nao pres-
tamos aos avisos e que tao naturalmente brotam 
de dentro de n6s. Quando aprenderemos que esses avisos e intui-
nos atraem para o rico plano que Deus reservou para n6s? 
Aprenderemos. Aprenderemos ouvindo, confiando e tentando. 
Quale a hora de fazer isso? ... 0 que preciso para tomar conta de 
mim mesmo? ... Em que estou sendo levado a acreditar? ... 0 que 
sei? 
e saberemos. a voz que existe dentro de n6s. 
Hoje, ouvirei e confiarei. Serei qjudado a agir quando necessaria. Posso con-
fiar em mim e em Deus. 
14 de fevereiro 
Dia dos Namorados 
Para os adolescentes o Dia dos Namorados significa de 
chocolates, cartoes bobinhos e no ar. 
Como pode ser diferente para n6s, adultos, o Dia dos Namora-
dos. Para n6s, o Dia do Amor pode ser urn slmbolo de que ainda 
nao temos 0 amor que gostariamos de ter. 
Ou pode ser o slmbolo de algo diferente, de algo melhor. Esta-
mos recuperando-nos agora. Estamos o processo de cura. 
Aprendemos que nossos relacionamentos mais dolorosos nos aju-
daram no caminho para a cura, mesmo que tenha sido pouco mais 
do que indicar nossos pr6prios problemas ou demonstrar o que nao 
queremos da vida. 
A Linguagem da Liberdade 57 
a aprender a amar a n6s mesmos. o 
processo de abrir o para o am or, o am or verdadeiro que corre 
de dentro de n6s para outros e de volta para n6s mesmos. algo 
carinhoso para si mesmo. algo carinhosoe divertido para seus 
amigos, para seus filhos ou para alguem que escolher. 
E o Dia do Amor. Seja onde estivermos no processo de cura, 
podemos divertir-nos o quanto quisermos. Sejam quais forem nos-
sas circunstincias, devemos agradecer porque nosso esta 
aberto para amar. 
Hoje estarei aberto para receber o amor de outras pessoas, do Universo, e de 
meu Poder Superior. Hoje me permitirei dare receber o amor que desejo. Es-
tou agradecido porque meu cora£ao se esta curando, porque estou aprendendo a 
a mar. 
15 de fevereiro 
Controle 
As vezes, os dias cinza nos assustam. Aqueles dias em que os anti-
gas sentimentos nos vern perseguir. Podem fazer-nos sentir caren-
tes, com medo, com vergonha, incapazes de cuidar de n6s mesmos. 
Quando isso acontece, e diffcil confiarmos em n6s mesmos, nos 
outros, na bondade da vida, nas boas de nosso Poder Su-
perior. Os problemas parecem esmagadores. 0 passado parece in-
sensato; o futuro, desolador. Achamos que as coisas que desejamos 
da vida nunca acontecerao. 
Nesses momentos, podemos achar que as coisas e as pessoas e 
que possuem a chave para" a nossa felicidade. E quando tentamos 
controlar as pessoas e as para mascarar nossa dor. Quando 
esses "ataques.de co-dependencia" ocorrem, os outros quase sem-
pre a reagir negativamente a nosso controle. 
Quando estamos exaltados, procurando a felicidade fora de nos 
mesmos e procurando conseguir nossa paz e estabilidade nos ou-
tros, !em bremo-nos disto: Mesmo se pudessemos controlar as coisas e as 
( 
58 Melody Beattie 
pessoas, mesmo que consegufssemos o que queremos, ainda seriamos nos mes-
mos. Nosso estado emocional ainda continuaria perturbado. 
As pessoas e as coisas nao nos curam ou cessam o nosso sofri-
mento. Ao recuperar-nos aprendemos que o problema e nosso, e s6 
podemos resolve-lo usando nossos pr6prios recursos: a n6s mes-
mos, nosso Poder Superior, nosso sistema de apoio e nosso progra-
ma de · 
Quase sempre, depois que ficamos em paz, confiantes e aber-
tos, o que desejamos vern a n6s- com facilidade e naturalmente. 
0 sol a brilliar de novo. Nao e como todas as 
realmente dentro de n6s? 
Hoje, posso abandonar as coisas e as pessoas e minha necessidade de controla-
las. Posso lidar com meus sentimentos. Posso Juar em paz. Posso consegu ira 
calma. Posso voltar ao meu caminho e encontrar a verdadeira chave da felici-
- eu. Lembrar-me-ei de que um dia cinza e apenas isso - um dia 
etnza. 
16 de fevereiro 
Desligamento 
0 conceito de desligamento e confuse para muitos de n6s. Quando 
nos empenhamos demais em controlar ou ten tar controlar as coisas 
e as pessoas? Quando nos empenhamos menos que o necessaria? 
Quando cumprimos nossa parte em tomar conta de nos mesmos? 
0 que e e nao e responsabilidade nossa? 
Esses problemas podem desafiar-nos, nao importa se nos recu-
peramos ha dez dias ou ha dez anos. As vezes, deixamos passar tan-
tas coisas que nos esquecemos da responsabilidade para com os 
outros e para com n6s mesmos. Outras vezes, cruzamos os limites 
e, em vez de cuidar de nos mesmos, passamos a controlar as coisas 
e as pessoas. 
Para isso nao existe manual de Mas nao precisamos 
enlouquecer; nao precisamos ter medo. Nao nos temos de recupe-
A Linguagem da Liberdade 59 
rar perfeitamente. Se sentirmos que precisamos de detenninada 
coisa, podemos faze-Ia. E se nao parecer a hora certa de fazer deter-
minada coisa, nao a 
Ter e estabelecer limites saudaveis-fronteiras saudaveis-nao 
e urn processo meticuloso. Podemos permitir-nos experimentar, 
cometer erros, aprender, crescer. 
Podemos conversar com as pessoas, fazer perguntas e indagar 
de nos mesmos. Se houver algo que precisamos fazer ou aprender, 
isso ficara evidente. As nao desaparecem. Se nao nos estamos 
cuidando o bastante, saberemos disso. Se estamos sendo controla-
dores demais, tambem conseguiremos ver isso. 
As coisas se ajeitarao. 0 caminho ficara claro. 
Hoje fa rei as coisas que me parecerem certas. Deixarei o res to de lado. Tentarei 
alcanfar o equilibrio entre ser responsavel por mime ser responsavel pelos ou-
lros, e deixarei as coisas acontecerem. 
1 7 de fevereiro 
Nosso conceito basico de que nunca perde o poder de 
fazer milagres e o conceito chamado aceilafiiO. 
Nao conseguimos a da noite para o dia. Quase sempre 
temos de nos muito atraves da miragem dos sentidos- as 
vezes raiva, vergonha, pena de nos mesmos ou tristeza. Mas se a 
e nosso objetivo, nos 0 conseguiremos. 
0 que hade rna is libertador do que rir de nossas fraquezas e ser 
gratos por nossos poderes? Saber que o pacote chamado "n6s"-
com nossas pensamentos, tendencias e passado- mere-
ce enos traz sentimentos de cura. 
Aceitar nossas circunstincias e outra cura milagrosa. Para algu-
ma coisa ou alguem mudar, devemos primeiro aceitar a nos mes-
mos, aos outros, e as circunstincias exatamente como elas sao. De-
pois, precisamos dar urn passe mais alem. Precisamos tomar-nos 
60 Melody Beattie 
gratos por nos mesmos ou pelas nossas circunstancias. Acrescenta-
remos uma pitada de fe dizendo "sei que as coisas deveriam estar 
exatamente como estio oeste memento". 
Nao importa o quao complicados ficamos, as coisas bisicas nunca 
perdem o poder de nos devolver a sanidade. 
Hoje, Deus, ajude-me a praticar o conceito (ia aceita{tiO em minha vida. Aju-
de-me a aceitar a mim mesmo, aos outros, e as min has circunstancias. E lew-
me a um passo adiante, ajudando-me a ser agradecido. 
18 de fevereiro 
Estar Certos 
Recuperar-se nao quer dizer estar certo; e permitir a nos mesmos 
sermos quem somos e aceitarmos os outros como sao. 
Esse conceito pode ser diffcil para muitos de n6s que estamos 
acostumados a viver em sistemas que funcionam na escala de justi-
de "certo-errado". A pessoa que estava certa estava hem; a pessoa 
que estava errada estava envergonhada. Todos os valores e mereci-
mentos dependem de estar certo; estar errado significa a 
de si mesmo e de sua 
Ao nos recuperarmos, aprendemos a obter amor em nossos re-
lacionamentos, nao superioridade. Sim, de vez em quando pode-
mos precisar tomar decisoes sobre o comportamento das pessoas. 
Se alguem nos esta ferindo, precisamos nos impor. Temos a res-
ponsabilidade de estabelecer limites e de tomar conta de n6s mes-
mos. Mas nao precisamos justificar to mar conta de nos mesmos con-
denando a outros. Podemos evitar a armadilha de focalizar-nos em 
outros em vez de em nos mesmos. 
Ao recuperar-nos, aprendemos que o que fazemos precisa estar 
certo apenas para nos mesmos. 0 que OS OUtrOS fazem e problema 
deles, e precisa estar certo apenas para eles. E tentador nos apoiar-
mos na superioridade de estar certo e analisar as e os motivos 
de outros, mas e mais recompensador olhar mais profundamente. 
A Linguagem da Liberdade 61 
Hclje me lembrarei de que nao tenho de esconder-me atras de estar certo. Nao 
tenho de justifuar o que desejo e necessito, dizendo que alguem esta ((certo" ou 
11errado". Posso permitir-me ser quem sou. 
1 9 de fevereiro 
Nosso Caminho 
Acabei de passar varias horas com uma mulher de meu grupo, e 
acho que estou perdendo a cabefa. Ela insistiu em que a unica 
maneira de progredir em meu programa e ira igreja de/a e entre-
gar-me tis suas praticas religiosas. For£OU e insistiu, insistiu e for-
fOU. Ela esta no programa ha muito mais tempo do que eu. Fico 
achando que ela deve saber do que esta fa lando, mas niio me senti 
hem. E agora me sinto corifuso, com medo, culpado e envergo-
nhado. 
- Anonimo 
0 caminho espiritual eo crescimento que nos sao prometidos pe-
los Doze Passos nao dependem de nenhuma religiosa. Nao 
depende de nenhuma seita ou religiao. Nao sao filiados a qualquer 
ou religiosa, como hem dizem as tradi-
do programa dos Doze Passos. 
Nao temos de permitir que ninguem nos apoquente quanto a 
religiao para nos recuperar. Nao temos de permitir que alguem nos 
sentir envergonhados, com medo ou inferiores porque nao nos 
submetemos as suas religiosas. 
Nao temos de deixa-las fazer isso conosco em nome de Deus, 
doamor, nem da 
A e:xperiencia espiritual que teremos como resultado da recu-
e dos Doze Passos sera a nossa propria experiencia espiri-
tual. Sera urn relacionamento com Deus, urn Poder Superior como 
compreendemos Deus. 
Cada urn de nos deve encontrar seu proprio caminho espiritual. 
62 Melody Beattie 
Cada um de n6s deve construir o relacionamento com Deus como 
0 compreendemos. Cada urn de n6s necessita de urn Poder maior 
do que n6s mesmos. Esses conceitos sao indispensaveis para nossa 
Assim como e indispensavel a liberdade de escolhermos como 
fazer isso. 
Poder Superiot; ajude-me a saber que nao tenho de permitir que ninguem me 
envergonhe ou aborre£a com cren£as religiosas. Se confundirem isso com a 
espiritualidade que existe na recupera£ao, ajude-me a devolver-lhes seus pro-
blemas. Ajude-me a descobrir e desenvolver minha propria espiritualidade, 
um caminho quefuncione para mim. Guie-me, com Divina Sabedoria, en-
quanta creSfO espiritualmente. 
20 de fevereiro 
Estabelecendo Nossa Rota 
Somos impotentes quanto as expectativas que OS outros tern de n6s. 
Nao podemos controlar o que os outros desejam, esperam ou que-
rem que sejamos. 
Podemos controlar a nossa maneira de responder as expectati-
vas dos ou tros. 
Durante o decorrer de qualquer dia, as pessoas podem exigir de 
n6s tempo, talento, energia, dinheiro e Nao temos dedi-
zer sirn a cada pedido. Nao temos de nos sentir culpados se disser-
mos nao. E nao temos de permitir a barragem de demandas para 
controlar o curso de nossa vida. 
Nao temos de passar nossa vida reagindo aos outros e ao curso 
que prefeririam que tomassemos em nossa vida. 
Podemos estabelecer limites, lirnites firmes a respeito do quan-
to devemos ir com os outros. Podemos confiar e ouvir a n6s mes-
mos. Podemos estabelecer objetivos e para nossa vida. Po-
demos valorizar-nos. 
Podemos ter nosso poder com as pessoas. 
A Linguagem da Liberdade 63 
Pare urn pouco. Pense no que voce deseja. Considere como a ten-
der as necessidades dos outros afetara o curso de sua vida. Vivemos 
ou possu1mos nossa pr6pria vida quando nao deix:amos outras pes-
soas, suas expectativas e suas exigencias controlarem o curso de nossa 
vida. Podemos deixa-las ter suas exigencias e expectativas; podemos 
que tenham seus sentirnentos. Temos o poder de escolher o 
caminho melhor para n6s. 
Hoje, Deus, ajude-me a ter o meu poder separando-me, e escolhendo tranqiii-
lamente o curso de a¢o que seja o certo para mim. Ajude-me a saber que posso 
separar-me das expectativas e dos desejos dos outros. Ajude-me a parar de agra-
dar as pessoas e come£ar a agradar a mim mesmo. 
21 de fevereiro 
Vivendo no Presente 
0 mom en to presentee tudo que temos. Sirn, temos pianos e obje-
tivos, uma visao do amanha. Mas o agora eo unico tempo que pos-
suimos. E eo bastante. 
Podemos limpar nossa mente dos residues do passado. Pode-
mos lim par nossa mente das ansiedades do amanha. Podemos estar 
presentes, agora. Podemos fazer-nos disponiveis para este memen-
to, este dia. E por estarmos totalmente presentes agora que conse-
guiremos a totalidade do amanha. 
Nao tenha medo, sussurra uma voz. Nao tenha arre-
pendirnentos. Liberte-se de seus Deixe-me 
dor. Tudo que tern eo mom en to presente. F1que calmo. EsteJa aqu1. 
Con fie. 
Tudo que tern e 0 presente. E 0 bastante. 
Hoje afirmarei que t11do estara bem em volta de mim, se tudo estiver hem den-
trade mim. 
64 Melody Beattie 
22 de fevereiro 
Resolvendo Problemas 
PefO ao Senhor que me ajude a resolver meus problemas, para 
Sua Gloria e Honra. 
- · Alco6licos Anonimos 
Muitos de nos vivemos onde nio fica bern identificar, ter 
ou falar sobre problemas. A tornou-se uma forma de vida 
-a nossa maneira de lidar com problemas. 
Ao recuperar-nos, ainda temos problemas. Podemos passar mais 
tempo reagindo a urn problema do que resolvendo-o. Perdemos o 
importante; perdemos a perdemos o presente. Problemas sao 
parte da vida. Como as tambem sao. 
Urn problema nio significa que a vida seja negativa ou horrfvel. 
Ter urn problema nio significa que a pessoa seja deficiente. Todas 
as pessoas tern problemas para resolver. 
Ao recuperar-nos, aprendemos a nos concentrar em resolver 
nossos problemas. Primeiro, certificamo-nos de que o problema e 
realmente nosso. Se nio for, nosso problema e estabelecer os limi-
tes. Depois, procuramos a melhor Isso pode significar es-
tabelecer uma meta, pedir ajuda,juntar rna is to mar uma 
atitude, ou libertar-nos. 
nao significa imunidade ou de problemas; 
significa aprender a enfrentar e resolver os problemas, 
sabendo que eles aparecerio regularmente. Podemos confiar em 
nossa capacidade de resolver problemas, e saber que nao estamos 
fazendo isso sozinhos. Ter problemas nio significa que nosso Po-
der Superior nos esteja espezinhando. Alguns problemas sao parte 
da vida; outros sao para que os resolvamos, e cresceremos nas for-
mas necessarias durante esse processo. 
Enfrente e resolva os problemas do dia. Nao se preocupe desne-
cessariamente com os problemas do amanha, porque quando apa-
recerem, teremos os recursos necessarios para resolve-los. 
A Linguagem da Liberdade 65 
Enfrentar e resolver problemas- resolver problemas com a 
ajuda de urn Poder Superior-significa que estamos vivendo, cres-
cendo e colhendo os beneffcios. 
Hqje, Deus, ajude-me a enfrentar e a resolver meus problemas. Ajude-me a 
fazer minha parte e deixar o resto flu ir. Posso aprender a resolver problemas. 
23 de fevereiro 
a 
Nem sempre temos de serfortes para ser fortes. As vezes, nossa for-
!ja e expressada em sermos vulneraveis. As vezes, precisamos des-
montar-nos para rejuntar-nos e voltarmos aos trilhos. 
Todos nos temos dias em que nao podemos ir mais Ionge, nao 
podemos controlar nossas duvidas, nao podemos deixar deter medo, 
nao conseguimos ser fortes. 
Ha dias em que nao conseguimos concentrar-nos em sermos 
responsaveis. As vezes, nao queremos sair de nossos pijamas. As 
vezes, choramos diante dos outros. Demonstramos nosso 
ou raiva. 
Esses dias acontecem. E devem acontecer. 
Parte de cuidarmos de n6s mesmos significa permitirmos a n6s 
mesmos "desabar" quando precisamos. Nao temos de ser perpetuas 
torres de fortalezas. N6s somos fortes. Ja provamos isso. Nosso 
poder continuara, se nos permitirmos a coragem de sentir medo, 
fraqueza e vulnerabilidade quando necessitamos sentir essas 
Hqje, Deus, ajude-me a saber o que esta certo e a permitir a mim mesmo ser 
humano. Ajude-me a nao me sentir culpado ou a nao me punir quando pre-
cisar ((desmontar-me". 
66 Melody Beattie 
24 de fevereiro 
Reconhecendo os Sentimentos 
Sentir pode ser urn desafio, se nao temos experiencia pre-
via ou permissao de fazer isso. Aprender a identificar o que estamos 
sentindo e urn desafio que podemps dominar, mas nao nos toma-
mos especialistas da noite para o dia. N em temos de lidar com nos-
sas com 
Aqui vao algumas ideias que podem ajudar a aprender a reco-
nhecer e a lidar com 
Pegue uma folha de papeL Em cima escreva: "Se fosse certo sentir 
o que estou sentindo, se eu nao fosse julgado born ou mau, o que 
estaria sentindo?" Depois escreva o que lhevier a Voce tam-
bern pode usar o recurso de muitas pessoas para descobrir suas 
escrever ou fazer urn diario. Voce pode fazer urn diario, 
escrever uma carta para si mesmo ou apenas rabiscar seus pensa-
mentos num bloco de notas. 
Observe e a si mesmo como se fosse uma outra pessoa. 
seu tom de voz e as palavras que usa. 0 que esta ouvindo? 
Tristeza, medo, raiva, felicidade? 
0 que seu corpo lhe esta dizendo? Esta tenso e rlgido de raiva? 
Cheio de medo? Pesado de tristeza e dor? de alegria? 
Conversar com pessoas que se estao recuperando tam bern aju-
da. Ira reunioes ajuda. Uma vez que nos sentimos seguros, muitos 
de n6s conseguimos abrir-nos natural e facilmente a nossos senti-
mentes. 
Ao nos recuperarmos, estamos numa continua ao tesouro. 
Urn dos tesouros que estamos buscando e a parte emocional de n6s 
mesmos. Nao temos de fazer isso perfeitamente.Precisamos ape-
nas ser honestos, abertos e desejosos de tentar. Nossas es-
tao Ia, esperando para ser compartilhadas conosco. 
Hoje, olharei para mim mesmo e me ouvirei pelo dia qfora. Niio mejulgarei 
pelo que estou sentindo; aceitarei a mim mesmo. 
A Linguagem da Liberdade 67 
25 de fevereiro 
Aceitando lmperfei-;oes 
- Por que facso isso comigo mesma?- perguntou uma mulher 
que queria emagrecer.- Antes de a freqiientar as reu-
nioes de meu grupo de apoio, sentia-me culpada e envergonha-
da quando comia meio biscoito que nao estava na dieta. Mas des-
cobri que todo mundo mente urn pouco, e certas pessoas mentem 
bastante. Sentia-me muito envergonhada antes de vir para o gru-
po, embora nao fosse a unica a nao seguir a dieta a risca. Agora 
sei que estou fazendo dieta como a maioria, e melhor do que al-
guns. 
Por que fazemos isso com n6s mesmos? Nao me estou referin-
do especificamente a dietas; estou fa lando sobre a vida. Por que pu-
nimos a n6s mesmos achando que somos inferiores, e acreditamos 
que os outros sao perfeitos- seja em relacionamentos, em recupe-
ra<.iaO ou numa tarefa especffica? 
Quando julgamos a n6s mesmos ou aos outros, os do is lados da 
moeda serao sempre o mesmo: Nenhuma das duas ex-
pectativas e valida. 
E muito mais certo e benefico convencer-nos de que e certo 
ser como somos e que o que estamos fazendo e homo bastante. 
Isso nao quer dizer que nao cometemos erros que precisam ser 
corrigidos; nao significa que nao saimos da linha de vez em quan-
do; nao significa que nao podemos melhorar. Significa que, com 
todos nossos erros e desvios, basicamente estamos no caminho cer-
to. Encorajar e aprovar a n6s mesmos e ajudar-nos a continuar na 
linha. 
Hoje, amarei e encorajarei a mim mesmo. Direi a mim mesmo que o que es-
tou fazendo e bom o bastante, e me permitirei deifrutar esse sentimento. 
68 Melody Beattie 
26 de fevereiro 
Os Programas dos Doze Passos 
Fiqueifuriosa quando me vi sentada na primeira reunitio doAI-
Anon. Pareda-me bastante injusto que o problema fosse dele mas 
eu e que tivesse de ira reunitio. Mas aquela altura eu ntio tinha 
mais nenhum Iugar no mundo para ir com minha dor. Agora, 
estou agradecida pelo AI-Anon e pela minha de co-
dependencia. 0 At-Anon me mantim na linha; a 
me proporcionou uma vida. 
- Anonimo 
Ex:istem muitos programas de Doze Passos para co-dependentes: AJ. 
Anon Filhos Adultos de Alco6licos, CoDa, Familias Anonimas, Nar· 
Anon, e outros. Temos muitas escolhas sobre que tipo de grupo 
melhor para n6s equal grupo em particular naquela categoria saris· 
faz melhor as nossas necessidades. Os grupos de 
sao gratuitos, anonimos e disponiveis na maio ria das cidades. Se nao 
existir urn certo para n6s, podemos urn. 
Os grupos de Doze Passos para co-dependentes nao existem pan 
podermos ajudar a outras pessoas; sao para podermos ajudar a n6s 
mesmos a crescer e a mudar. Podem ajudar-nos a aceitar e a lidar 
com as formas com que a co-dependencia nos afeta. Pod em ajudar· 
nos a entrar na linha e permanecer Ia. 
Existe uma magica nos programas dos Doze Passos. Ha uma 
curativa ligada a outras pessoas em Acessamos 
esse poder de cura trabalhando os Passos e pennitindo que funcio-
nem para n6s. Os Doze Passos sao uma f6rmula para a cura. 
Por quanto tempo devemos ir as reunioes? Ate "assimilarmoso 
programa". Ate que o programa "nos pegue". Depois continuamos 
indo - e crescendo. 
Escolher urn grupo e ir regularmente e importante para que 
possamos e depois continuar a tomar conta de n6s mes· 
mos. Como e tambem irnportante participar ativamente dos pro-
gramas de trabalhando os Passos. 
A Linguagem da Liberdade 69 
& me abrirei ao poder de cura que existe para mim nos Doze Passos e ao 
programa de recu pera£aO. 
2 7 de fevereiro 
Os Puxa-sacos 
\bee ja esteve perto de puxa-sacos? Eles sao desagradaveis. Estar em 
YO Ita de alguem que se esta desmanchando para agradar a outra pes-
e quase sempre irritante e causa ansiedade. 
0 pux.a-saquismo e urn comportamento ao qual nos podemos 
tcr adaptado para sobreviver em nossa familia. Talvez nao 
conseguido o amor e a que merecemos. Talvez nao nos 
tcnhamos dado permissao para agradar a n6s mesmos, confiar em 
n6s mesmos, e escolher urn curso de que demonstre auto-
0 pux.a-saquismo pode ser evidente ou dissirnulado. Podemos 
ficar em volta das pessoas, falando sem parar, quando tudo que 
estamos dizendo e: "Espero que lhe esteja agradando." Ou pode-
mos scr mais dissimulados, seguindo quietinhos pela vida tomando 
as decisoes importantes sempre pensando em agradar aos outros. 
Levar em os desejos e necessidades de outras pes-
soas e parte importante de nossos relacionamentos. Temos respon-
sabilidades quanto aos amigos, a familiae aos chefes. Temos urn forte 
scntido interior de responsabilidadc de sermos carinhosos e atencio-
sos. Mas ser puxa-saco faz o tiro sair pela culatra. Nao somente faz 
as pessoas se aborrecercm conosco, como quase scmpre ficamos 
chateados quando nossos para agradar nao funcionam como 
desejamos. As pessoas de quem mais gostamos de estar perto 
aquelas que tern para com os outros mas que em pn-
meiro Iugar agradam a si pr6prias. 
Ajude-me, Deus, a superar meus temores e a come£ar a agradar a mim mesmo. 
70 Melody Beattie 
28 de fevereiro 
Abandonando a 
Somos vagarosos para acreditar em coisas que pod em ferir nossos 
sentimentos. 
- Ovidio 
A maio ria de n6s, quando se recupera, tenta negar as coisas de tem-
pos em tempos. Alguns de n6s ja fizemos isso. 
Podemos ter negado acontecimentos ou sentimentos de nosso 
passado. Podemos ter negado problemas de outras pessoas; pode-
mos ter negado nossos pr6prios problemas, sentimentos, pensamen· 
tos, desejos ou necessidades. 
Negamos a verdade. 
Negar significa que nao deixamos a n6s mesmos enfrentara 
realidade, geralmente porque enfrentar aquela particular realidade 
doeria. Seria uma perda de algo: de de amor, da famflil, 
talvez de urn casamento, de uma amizade ou de urn sonho. E per· 
der algo, ou alguem, d6i. 
A e urn instrumento protetor, urn absorvedor de cho-
que para a alma. Evita que a realidade ate nos sentir· 
mos preparados para lidar com ela. As pessoas podem gritar e 
espemear a verdade para n6s, mas s6 a veremos ou ouviremos quan· 
do estivermos prontos. 
Somos seres fortes mas tambem frageis. As vezes, precisamos 
de tempo para nos preparar, tempo para ficarmos prontos para en· 
frentar certas Nao abandonamos nossa necessidade de 
batendo em n6s mesmos para aceitar a realidade; abando-
namos nossa necessidade de negar permitindo a n6s mesmos nos 
tomar seguros e fortes o bastante para lidar com a verdade. 
Faremos isso quando a hora certa chegar. 
Nao nos precisamos punir porter negado a realidade; precisa· 
mos apenas amar a n6s mesmos para nos sentirmos seguros e fortes 
para que cada dia estejamos rna is bern equipados para enfrentar t 
A Linguagem da Liberdade 71 
li<br com a verdade. Enfrentamos e lidamos com a realidade em 
nosso proprio tempo, quando estivermos prontos, na hora de nos-
so Poder Superior. Nao temos de aceitar de ninguem, in-
cluindo de n6s mesmos, para essa 
Sabcremos o que e preciso quando for a hora de saber. 
Hoje, me concentrarei em sentir-me segu roe confumte} me permitirei ter cons-
tlilrcia do meu proprio tempo. 
29 de fevereiro 
E Digno de Ser Amado 
regressar. .. regressar. .. e regressar. .. a travis das camadas 
do medo, da vergonha, da raiva, da dor e dos desencantos nega-
tivos ate descobrirmos a crianfa livre, exuberante, encantadora e 
adortfvel que existia, e ainda existe, em nos rnesmos. 
- Para alem da Co-dependencia 
\bee e digno de ser amado. Sim, voce. 
S6 porque certas pessoas nao se incomodaram, nao foram capa-
zes de demonstrar am or verdadeiro por voce, s6 porque certos rela-
cionamentos falharam ou deterioraram, nao significa que voce nao 
e digno de ser amado. 
Voce aprendeu certas As vezes, essas machucaram. 
Deixe a dor ir em bora. Abra seu para o amor. 
Voce e digno de ser amado. 
Voce e amado./foje, direi a mim mesmo que sou digno de ser amado. Farei isso ate acreditar. 
( 
1° de 
Libertando-nos da Raiva 
Ao nos recuperarmos, falamos constantemente sobre a raiva. Sim 
- raciocinamos -, e uma que estamos todos propensos a 
sentir. Sim, o objetivo de nos recuperarmos e livrar-nos de ressen-
timentos e da raiva. Sim, e normal sentir raiva-concordamos. Bern, 
talvez ... 
A raiva e uma poderosa e as vezes assustadora. E tam-
bern benefica se nio permitirmos que se transforme em ressenti-
mento ou seja usada como uma arma para punir ou abusar das 
pessoas. 
A raiva e urn sinal de aviso. Aponta o problema. As vezes, assi-
nala os problemas que precisamos resolver. Outras, indica os limi-
tes que devemos estabelecer. Outras ainda, e uma explosao fmal de 
energia antes da liberdade, ou da 
Muitas vezes ela apenas existe. Nao tern de ser justificada. Pode 
ser que nao parte de urn pacote hem embrulhado. E nao preci-
sa sufocar a n6s e a nossa energia. 
Nao temos de nos sentir culpados de sentir raiva. Nao temos de 
nos sentir culpados. 
Respire profundamente. Podemos sentir todas nossas 
sem vergonha, inclusive a raiva, e ainda assim sermos responsaveis 
por nosso comportamento. 
Hoje, sentirei e me libertarei de qualquer sentimento de raiva que tenho. Posso 
fazer isso apropriada e seguramente. 
76 Melody Beattie 
2 de 
no 'Irabalho 
Estou furioso com meu emprego. Outro colega obteve a promoftiO 
que julgo que merefO. Estou com tanta raiva que tenho vontade 
de demitir-me. Agora, minha esposa me diz que devo cuidar de 
minhas emofoes. De que adianta isso? Ele pem1anece com a pro-
moftio. 
- Anonimo 
Nossas no trabalho sao tao importantes quanta nossas 
em qualquer outra area de nossa vida. sao emo-
e, quando as sentimos, tratar delas nos ajudara air para a 
frente e a crescer. 
Nao reconhecer nossas eo que nos mantem presos e 
nos da dores de estomago, de e 
Sim, lidar com no emprego pode ser urn desafio. As 
vezes, pode parecer que as coisas nao fazem sentido. Urn de nossos 
truques favoritos para evitar lidar com as e nos convencer-
mos de que e inutil. 
Devemos considerar cuidadosamente como lidar com nossas 
no emprego. Talvez seja boa ideia falar de nossos senti-
mentos intensos com alguem que nao esteja ligado ao nosso traba-
lho e analisa-los assim de uma forma livre de riscos. 
U rna vez que avaliemos a in tensidade da podemos pen-
sar no que e precise para cuidarmos de n6s mesmos no trabalho. 
As vezes, como em qualquer area de nossa vida, as 
devem ser sentidas e aceitas. Elas podem estar apontando urn pro-
blema dentro de nos, ou urn problema que precisamos resolver com 
alguem. 
As vezes, nossas estao ajudando a apontar numa dire-
<iao; ou estio ligadas a uma mensagem, ou a urn receio: "Nunca 
obtere\. sucesso" ... "Nunca o q_ue deselo" ... "Nao sou 
born o basta.n.te" .. . 
A Linguagem da Liberdade 77 
As vezes, a e uma espiritual. 
quando trazemos a espiritua}idade para qualquer area de nossa VIda, 
nos nos beneficiamos. . 
Nao saberemos qual e ate termos a coragem de parar e h-
dar com nossos sentimentos. 
Hoje, considerarei minhas emo{oes no trabalho tao quanto 
nhas emo{oes em casa ou em qualquer outro Iugar. EncontrareJ u ma manetra 
adequada de lidar com elas. 
3 de 
Aceitando a Nos Mesmos 
Uma mulher dirigia seu carro, quando urn adesivo no carro frente 
chamou sua 0 adesivo dizia "B-WHO-UR" (SeJa quem 
voce e). "Como posso ser eu mesma?", pensou ela. "Se eu mesma 
nao sei quem sou!" 
Alguns de n6s nos sentimos confusos quando as pessoas nos 
encorajam a sermos n6s mesmos. Como podem_os conhecer a n6s 
mesmos, ou ser quem somos, se durante anos v1vemos mergulha-
dos nas necessidades de outros? . . . 
Temos deter umeu. Acada dia estamos descobnndo ma1s e ma1s 
sobre n6s mesmos. Estamos aprendendo que merecemos amor. 
Estamos aprendendo a aceitar a n6s mesmos, como nes-
te momenta- a aceitar nossos sentimentos, pensamentos, rmper-
e desejos. Se nossos pensamentos ou sentimentos estao con-
fusos tambem aceitamos isso. 
quem somos significa aceitarmos nosso passado - nossa 
hist6ria - exatamente como ela e. 
Ser nos mesmos significa que temos direito as nossas e 
opinioes - no memento presente e sujeitas a Aceita-
mos nossas e nossas , . . 
Ser quem somos que nosso ser_flstco, assrm 
como nosso ser mental, emocional e espmtual como sao agora. Ser 
78 Melody Beattie 
quem somos ao nos recuperannos significa que levamos essa acei-
ta!jio urn passo a frente. Podemos apreciar a n6s mesmos e a nossa 
hist6ria. 
Ser quem somos, amando e aceitando a n6s mesmos nao e uma 
atitude limitada. Aceitar e amar a n6s mesmos e pennitir1 que possa-
mos crescer e mudar. 
Hoje, sou. Se ainda nao estou certo quem sou, qfirmarei que 
tenho o dtretto a essa excitante descoberta. 
4 de 
0 Poder Superior como uma Fonte 
Aprenderei que posso cuidar de mim mesmo, e o que nao posso 
fazer, Deus fora por mim. 
- Frequentador do Al-Anon 
Deus, urn Poder Superior como 0 compreendemos, e a nossa fon-
te de dire!jaO e transfonna!joes positivas. Isso nao significa que nao 
somos responsaveis por n6s mesmos. Somos. Mas nao estamos nisso 
sozinhos. 
A recupera!jiO nao e urn projeto "fa!ja-voce-mesmo". Nao te-
mos de ficar exageradamente preocupados em mudar a n6s mes-
mos. Fazemos a nossa parte, relaxamos e confiamos que as mudan-
!jas que ocorrerem serio as certas para n6s. 
Recuperar-nos significa que nao temos de procurar outras pes-
soas como se fossem as fontes que podem satisfazer as nossas ne-
cessidades. Elas podem ajudar-nos, mas nao sao fontes. 
Quando aprendemos a confiar no processo de recupera!jio, co-
me!jamos a compreender que a rela!jaO como nosso Poder Superior 
nao substitui o relacionamento com as pessoas. Nao nos precisa-
mos esconder atras de sentimentos religiosos ou usar nosso relacio-
namento com o Poder Superior como desculpa para deixannos de 
A Linguagem da Liberdade 79 
ser responsaveis por n6s mesmos e cuidar de n6s mesmos em nos-
sos relacionamentos. Mas podemos recorrer a urn Poder Superior e 
confiar nele para obtennos energia, sabedoria e orienta!jaO. 
Hoje, considerarei meu Poder Superior como a Jonte para todas as minhas 
necessidades, inclu indo as transforma£oes que desr?jo fazer durante minha re-
cupera£aO. 
5 de 
Seja Qp.em E 
Quando conhefCI alguem ou me envolvo num novo relacionamen-
to, comefO a colocar todas essas restrifi5es repressivas sobre mim 
mesmo. Nao pcsso sentir emofi5es. Nao pcsso ter desejos e neces-
sidades. Nao [JCISSO ter meu passado. Nao posso fazer as coisas 
que desejo, sentir as emofi5es que estou sentindo, ou dizer o que 
preciso dizer. Tronsformo-me num robO reprimido e perfeccionista, 
em vez de ser q11em sou: Bu. 
- Anonimo 
As vezes, nossa rea!jaO instintiva quando nos vemos numa nova si-
tua!jaO e: Nao seja voce mesmo. 
Quem mais podemos ser? Quem mais gostariamos de ser? Nao 
precisamos ser ninguem mais. . 
0 maior presente que podemos dar a qualquer relactonamento 
e ser quem somos. 
Podemos achar que nao gostario de nos. Ter medo de que se 
relaxannos e formos n6s mesmos, a outra pessoa ira em bora ou sen-
tira vergonha de n6s. Preocupamo-nos com o que a outra pessoa 
podera pensar. 
Mas quando relaxamos e aceitamos a n6s mesmos, as pessoas 
sentem-se muito melhor em estar conosco do que quando estamos 
rigidos e reprirnidos. E estar conosco. 
( 
80 Melody Beattie 
Se os outros nao nos apreciam, desejamos realmente estar perto 
deles? Precisamos deixar sua opiniao controlar a n6s e ao nosso com-
portamento? 
. permissao de sermos quem somos pode exercer uma 
mfluencta reparadora em nossos relacionamentos. 0 ambiente fica 
mais relaxado. N6s relaxamos. A outra pessoa relaxa. Enos senti-
mos menos tfrnidos, porque eles sa hem da v.erdade. Quem somos e 
tudo que podemos ser, tudo que desejamos ser, e isso basta. 
A opiniao que temos sobre n6s mesmos e realmente o que im-
porta. E dar a n6s mesmos toda a que precisa-
mos e deseJamos. 
Hoje relaxarei e serei eu mesmo emmeus relacionamentos. Nao Jarei isso de 
humilhante ou i"'!'pr6pria, mas de maneira que demonstre que aceito e 
aprecto quem eu sou. A;ude-me, Deus, a libertar-me de meus receios. 
6 de 
A Paz 
A ansiedade e quase sempre nossa primeira a urn conflito, 
problema ou mesmo a nossos temores. Nesses mementos, isolar-
nos e procurarmos a calma pode parecer que estamos sendo desleais 
o.u apaticos. Pensamos: Se realmente me importasse, me preocupa-
na; se fosse realmente tmportante para mim, deveria ficar aborreci-
do. Convencemo-nos de que o resultado sera positivamente afeta-
do pela quantidade de tempo que passamos preocupando-nos. 
Nosso melhor recurso para resolver problemas e a paz. As solu-
aparecem facil e naturalmente quando estamos em estado de 
paz: Quase sempre o medo e a ansiedade bloqueiam as A 
anstedade da poder ao problema, nao a Causar urn alvoro-
nao ajuda. Nao ajuda. 
A paz se a preferirmos. Apesar do caos e dos problemas 
nao resolvtdos a nossa volta, esta tudo hem. As coisas se resolverao. 
Podemos cercar-nos dos recursos do Universe: a agua, a terra, urn 
A Linguagem da Liberdade 81 
por-do-sol, uma caminhada, uma urn amigo. Podemos re-
laxar e nos permitir sentir a paz. 
Hoje, me libertarei de minha necessidade de ficar em alvoro£0. Cultivarei a 
paz e a confian(a de que as solu£i5es adequadas e o bem despontarao naturale 
harmoniosamente da Jonte inesgotavel da paz. Conscientemente me libertarei, 
e deixarei Deus entrar. 
7 de 
A 
"Tudo que necessito me sera proporcionado hoje. Tudo." Diga isso, 
ate acreditar. Diga isso no come!SO do dia. Diga isso no decorrer do 
dia. 
As vezes, saber o que desejamos e necessitamos ajuda. Mas, se 
nao soubermos, podemos confiar em que Deus sabe. 
Quando indagamos, confiamos e acreditamos que nossas neces-
sidades serao satisfeitas, elas serao satisfeitas. As vezes, Deus atenta 
para as coisinhas mais tolas, se n6s atentamos para elas. 
Hoje, afirmarei que mitJhas necessidades serao satisfeitas. Afirmarei que Deus 
se importa, e que Ele e a Fonte de meu suprimento. Depois me libertarei e 
verei que no que arrisqttei acreditar e a verdade. 
8 de 
Entregando-se 
Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de 
Deus, naforma em que 0 concebemos. 
- Terceiro Passo do Al-Anon 
82 Melody Beattie 
Entregando-nos a urn Poder Superior a n6s mesmos e como obte-
mos nosso poder. 
Tomamo-nos possuidores de urn caminho novo, melhor e mlis 
eficaz do que julgavamos possivel. 
As portas se abrem. As janelas se abrem. As possibilidades aeon. 
tecem. Nossa energia se canaliza, fmalmente, para as areas e as 
sas que nos sao beneficas. com o Plano para nossa vi<b 
eo nosso Lugar no Universo. 
Existe urn Plano e urn Lugar para n6s. Enxergaremos isso. Sl· 
beremos disso. 0 Universo se abrira e clara urn Iugar especial pan 
n6s, com tudo que necessitamos. 
Sera muito born. Ja e born agora. * Aprenderemos a possuir nosso pr6prio poder, se estivermos 
a isso. Nao precisamos continuar sentindo-nos incapazese 
Esta uma fase temporarja em que reavaljamos onde 
jUJgavamos pOSSUJr 0 poder quando nao tfnbamos nenhum. 
_. vez que entregamos, e hora de assumir nos;; poder. 
DeJXe o poder vrr, naturalmente. Ele esta aqui. E nosso. 
me abrirei para compreender o que significa ter meu proprio poder. Acei-
taret afalta de poder onde nao tenho poder; aceitarei tambem o poder que te-
nho o direito de receber. 
9 de 
Cuidando de N6s Mesmos 
Nao podemos simultaneamente estabelecer limites e tomar 
dos sentimentos de alguem. Isso e impossivel; as duas coisas se con-
tradizem. 
Que tremendo berne ter compaixao pelos outros! Como essa 
mesma qualidade pode tomar dificil estabelecer limites! 
E _born nos com outras pessoas e suas 
tmportar-nos com n6s mesmos. As vezes, pan 
cutdar devtdamente de n6s mesmos, precisamos fazer uma escolha. 
A Linguagem da Liberdade 83 
Alguns de n6s vivemos com a mensagem profundamente im-
pbntada em n6s por nossa familia ou por nossa igreja, sobre nunca 
feriros sentimentos de alguem. Podemos substituir essa mensagem 
por uma nova, que diz que nao devemos ferir a n6s mesmos. As 
vezes, quando cuidamos de n6s mesmos, os outros reagem como se 
KUS sentimentos fossem feridos. 
Tudo bern. Aprenderemos, cresceremos e nos beneficiaremos 
dessa experiencia; e eles tam bern. 0 impacto mais poderoso e mais 
positivo que podemos ter sobre outras quanto ao de 
Stnnos responsaveis por n6s mesmos, e permtttr que outros seJam 
responsaveis por si mesmos. · 
lmportar-se com OS outros funciona. Tomar conta, nao. Pode-
mos aprender a urn meio-termo entre os dois. 
Hoje estabelecerei os limites que necessito estabelecer. Libertar-me-ei de minha 
nttessidade de tomar conta dos sentimentos de outras pessoas e, em vez disso, 
tomarei conta de mim mesmo. Permitir-me-ei tomar conta de mim mesmo, 
sabeudo que e a melhor coisa que posso fazer por mim e pelos outros. 
10 de 
Vivendo com a Familia 
Eu estava com quarenta e seis anos quando finalmente admiti a 
mim mesmo e aos outros que minha av6 sempre conseguia con-
trolar-me,fazer-me sentir culpado e com raiva. 
- Anonimo 
Podemos amar e nos importar muito com nossa familia. Nossos 
familiares podem amar-nos e se importarconosco. Mas interagircom 
alguns membros pode ser urn verdadeiro gatilho de 
ciil- e as vezes nos atira num pro fun do abismo de vergonha, ratva, 
6dio, culpa e impotencia. 
Pode ser dificil conseguirmos distanciar-nos, num nivel emo-
84 Melody Beattie 
cional, de certos membros da familia. Pode ser diflcil separar seus 
problemas dos nossos. Pode ser diflcil obter nosso poder. 
Dificil, mas nao impossfvel. 
0 primeiro passo e a e a - sim-
ples, sem culpa- de nossos sentimentos e pensamentos. Nao 
temos de culpar os membros de nossa famflia. Nao temos de 
culpar ou envergonhar-nos de nada. 0 objetivo e aceitar- aceitar 
e ter a liberdade de escolher o que desejamos e precisamos fazer 
para libertar-nos daquela pessoa. Podemos livrar-nos dos vlcios 
do passado. Estamos nos recuperando. 0 progresso e o nosso 
objetivo. 
Hoje, Poder Superi01; ajude-me a ser paciente comigo mesmo enquanto aprendo 
a aplicar os comportamentos de recuperafaO com os membros de minha fami-
lia. Ajude-me hoje a alcanfar a consciencia e a aceilafao. 
11 de 
Libertando-nos da Confusao 
As vezes, nosso caminho nao esta iluminado. 
Nossas mentes se tornam enuviadas, confusas. Nao temos 
certeza sabre qual passo devemos dar, como sera ou que 
to mar. 
Esse e o mom en to de parar, pedir orien e descansar. E bon 
de abandonar nossos temores. Espere. Sinta a confusio eo caos, 
depois deixe-os ir. 0 caminho aparecera. 0 proximo passo sera re-
velado. Nao temos de saber agora. Saberemos na hora certa. Espere 
e confie. 
Hoje, se o caminho nao estiver iluminado, esperarei. Conftarei que do caos 
surgira a clareza. 
A Linguagem da Liberdade 
12 de 
AHora Certa 
Se pudissemos desvendar os mistirios da vida e revelar as ener-
gias que passam atravis do mundo; se pudissemos avaliar corre-
tamente o significado dos acontecimentos; se pudissemos medir as 
lutas, os dilemas e as aspira£i5es da humanidade, saberfamos que 
nada i ftito antes da hora. Tudo acontece em seu devido tempo. 
- Joseph R. Sizoo 
85 
A hora certa pode ser frustrante. Podemos esperar e esperar que algo 
e parece demorar para sempre ate acontecerem. Ou, de 
repente, urn fato, ou circunstancia, e atirado contra nos, pegando-
nos de surpresa. Acreditar que as coisas acontecem rapido ou deva-
gar demais e uma ilusao. A hora e peifeita. 
Hoje, conftarei e trabalharei com a Ordem Divina. Aceitarei que o andamen-
to de minha vida hoje e tto meu passado tern sido perfeito. 
13 de 
Clareza e 
Apesar de nossos melhores em seguir nossos programas e 
confiar na de Deus, as vezes nao compreendemos o que 
esti acontecendo em nossa vida. Confiamos, esperamos, oramos, 
ouvimos as pessoas, ouvirnos a nos mesmos, mas mesmo assirn a 
resposta nao aparece. 
Nessas horas precisamos compreender que estamos exatamen-te onde devemos estar, embora esse Iugar errado e descon-
fortivel. Nossa vida tern urn proposito e uma 
Estamos sendo mudados, curados e transformados em niveis 
mais profundos do que podemos irnaginar. Coisas boas, alem de 
86 Melody Beattie 
nossa capacidade de imaginar, estio sendo preparadas e trazidas a 
n6s. Estamos sendo liderados e guiados. 
Podemos ficar calmos. Nao precisamos agir impulsiva ou rapi-
damente apenas para aliviar nosso desconforto, apenas para obter 
uma resposta. Podemos esperar ate que nossa mente esteja em paz. 
Podemos esperar a clara. A clareza aparecera. 
A resposta vira, e sera boa para n6s e para OS que estio a nossa 
volta. 
Hoje, Deus, ajude-me a saber que estou sendo guiado para o que e bom para 
minha vida, principalmente quando me sinto confuso e sem dire¢o. Ajude-
me a confiar o bastante para esperar ate que a minha mente e minha visao 
estejam claras e consistentes. Ajude-me a saber que a clareza aparecera. 
14 de 
Confiando em N6s Mesmos 
A e urn dos conceitos mais confusos da Em 
quem confiamos? Para que? 
A coisa mais importante que enfrentamos sobre e 
aprender a confiar em n6s mesmos. A coisa mais prejudicial que 
nos pode acontecer e acreditar que nao podemos confiar em n6s 
mesmos. 
Certas pessoas nao dirao que nao podemos confiar em n6s mes-
mos, que estamos desequilibrados e derrotados. Sao pessoas que se 
beneficiariam de nao confiarmos em n6s mesmos. 
Medo e duvida sao nossos inimigos. 0 panico e nosso inimigo. 
A confusio e nosso oponente. 
A e urn presente de cura que podemos dar a n6s 
mesmos. Como o adquirimos? Aprendemos. 0 que fazemos sabre 
nossos erros, sobre os tempos em que achavamos que podfamos 
confiar em n6s mesmos e estcivamos errados? Aceitamos isso, e con-
fiamos em n6s mesmos de qualquer modo. 
Sabemos o que e melhor para n6s. Sabemos o que e certo para 
A Linguagem da Liberdade 87 
n6s. Se estivermos errados, se precisarmos mudar, seremos guiados 
para isso -mas somente se confiarmos em onde estamos hoje. 
Podemos procurar apoio e em outras pessoas, mas con-
fiar em n6s mesmos e essencial. 
Nao confie no medo. Nao confie no panico. Podemos confiar 
em n6s mesmos, apoiar-nos em nossa pr6pria verdade, apoiar-nos 
em nossa pr6pria luz. N6s a temos agora. Ja. Temos toda a luz que 
necessitamos hoje. E a luz do amanha nos sera dada amanha. 
Confiemos em n6s mesmos, e saberemos em quem confiar. 
Confiemos em n6s mesmos, e saberemos o que fazer. Quando sen-
timos que nao podemos confiar absolutamente em n6s mesmos, 
confiemos que Deus nos guiara em a verdade. 
Deus, ajude-me a libertar-me do medo, da du vida, da confusao-os 
gos da autocotiftan£a. Ajude-me a prosseguir adiante em paz e conftanftt. A.Jude-
me a crescer conft.ante ern mim mesmo e no Senlwr, um dia de cada vez, uma 
experiencia de cada vez. 
15 de 
Afastando a Vitima 
"Nao veem que estou sofrendo?" "Nao veem que preciso de aju-
da?" "Nao se importam comigo?" 
Q problema nao e se OS outros veem OU se importarn. Q proble-
ma e se vemos enos importamos com n6s mesmos. As vezes, quan-
do estamos apontando o dedo para os outros, esperando que tenham 
compaixio por n6s, e porque nao estamos aceitando totalmente nossa 
dor. Nao conseguimos chegar aquele ponto de gostar de n6s roes-
mos. Esperamos a consciencia dos outros porque ainda nao a temos 
em n6s. 
Devemos sentir compaixio por n6s mesmos. Quando sentimos, 
estamos dando o primeiro passo para deixarmos de ser vftimas. 
Estamos no caminho da responsabilidade, da auto-ajuda e da trans-
( 
88 Melody Beattie 
Hoje, nao esperarei que outros vejam e se imporlemj a responsabi-
lida1e de estar consciente de meus problemas e de minha dor, e de me importar 
comrgo mesmo. 
16 de 
Energia Positiva 
E muito facil olhar em volta e saber o que esta errado. 
Mas e preciso pratica para enxergar o que esta certo. 
Muitos de n6s temos vivido ha anos em tomo da negatividade. 
Somos especialistas em etiquetar o que esta errado conosco, com os 
outros, com a nossa vida, nosso trabalho, nosso dia, nossos relaciona-
mentos, nosso comportamento, nossa 
Queremos ser realistas, e nosso objetivo e identificar e aceitar a 
realidade. Entretanto, quando praticamos a negatividade, nossa in-
quase sempre nao e essa. 0 objetivo da negatividade geral-
mente e a 
0 pen sam en to negativo fortalece o problema. Desarmoniza-nos. 
A energia negativa sabota e destroi. Possui em si mesma uma vida 
poderosa. 
0 mesmo acontece com a energia positiva. A cada dia podemos 
perguntar o que esta certo, o que esta hem - com outras pessoas, 
com n6s mesmos, com nossa vida, nosso trabalho, nosso dia, nos-
sos relacionamentos, nossa conduta, nossa 
A energia positiva cura, conduz ao am or e transforma. Prefira a 
energia positiva. 
Hoje, Deus, ajude-me a libertar-me da negatividade. Tranift>rme minhas con-
vicfaes e meus pensamentos, totalmente, de negativos a positivos. Coloque-me 
em harmonia com o hem. 
A Linguagem da Liberdade 89 
17 de 
Capacitando-se 
Voce pensa. U>ce sente. pode resolver seus problemas. Voce pode cuidar de 
si mesmo. . . 
Essas palavras me tern beneficiado mais do que a matona dos 
conselhos profundos e elaborados. 
Como e facil cair na armadilha de duvidarmos de n6s mesmos e 
dos outros. • ? 
Quando alguem nos fala de urn problema, qual e 
Achamos que precisamos resolve-lo para a Acredttamos que 
0 futuro daquela pessoa depende da nossa capactdade de 
la? Isso e como entrar numa areia nao na sohdez da 
qual a e feita. 
Quando alguem esti lutando com uma ou 
pantano de qual e nossa a pessoa 
vai superar essa crise? De que nao e hom sentrr tSso? De queJamatS 
vai sair disso intacta? . 
Quando uma pessoa tern de enfrentar a tarefa de res-
ponsabilidade por sua vida e _seu qual e nossa res-
pasta? Que a pessoa nao vat consegurr tSso? Que devo faz;r para 
salva-la de desfazer-se em cinzas? De desabar? De fracassar. 
Qual e nossa quando nos encontramos num 
presos a uma en,frentamos; perspecttva deter 
de assumir a responsabthdade por nos mesmos. 
Acreditamos nos outros e em nos mesmos? Damos poder as 
pessoas- incluindo a n6s mesmos- e suas Ou da-
mos 0 poder ao problema, a emosrao _ou a irresponsabiltdade? 
Podemos aprender a separar as cotSas. Podemos 
sar e considerar nossa resposta, antes de respondermos: Smto mutto 
que tenha esse problema. Sei que pode_encontrar 
"Parece que esti confuso com seus senttmentos. Set que vat po-los 
a funcionar e conseguira resolve-los." . . 
Cada urn de nos e responsavel por si mesmo. Isso nao 
que nao nos importemos. Nao significa uma retirada fria e calcults-
90 Melody Beattie 
ta de apoio a outras pessoas. Significa que aprendemos a amar 
e apotar as p_essoas das formas certas. Significa que aprendemos a 
amar e a a n6s nas maneiras que funcionam. Signi-
fica que nos hgamos a amtgos que nos amam e nos apoiam emma-
neiras que funcionam. 
Acreditar nas pessoas, acreditar na capacidade inerente de cada 
urn de pensar, sentir, resolver problemas e tomar conta de si mes-
mo e urn grande presente que damos e recebemos dos outros. 
Hoje, me empenharei em dar e receber apoio que seja puro e capacitador. 
Empenhar-me-ei em acreditar em mim mesmo e nos outros - e em nossa 
capacidade mutua de ser competente em lidar com emo£oes, resolver problemas 
e sermos responsaveis para nos mesmos. 
18 de 
Urn dos efeitos a Iongo prazo deviver numa familia desestruturada 
- seja como ou como adultos- e que nao nos sentimos 
seguros. 
do que chamamos co-dependencia acontece porque nao 
nos senttmos seguros nos relacionamentos. Isso pode fazercom que 
controlemos, fiquemos obcecados, ou nos concentremos em outra 
pessoa, enquanto negligenciamos a nos mesmos ou reprimimos 
nossas 
Podemos aprender a sentir-nos seguros e confortiveis, como 
parte de uma atitude educadora e carinhosa para com nos mesmos. 
Quando participamos de reunioes ou grupos de apoio dos Doze 
Passos nos sentimos seguros e confortaveis. Estar com urn amigo 
ou _fazer algo de born para nos mesmos ajuda anos sentirmos pro-
tegtdos e amados. As vezes, procurar urn amigo ajuda-nos a sentrr 
A e a ajudam a confrrmar que nosso 
Poder Superior se importa conosco. 
Agora estamos seguros. Podemos relaxar. Talvez outros nao es-
A Linguagem da Liberdade 91 
tejam aqui para n6s numa forma consistente e confcivel, mas estamos 
aprendendo a estar aqui para n6s mesmos. 
Hoje,ftcarei concentrado em mefazer sentir seguro e confortavel. 
19 de 
Ficando Fora de Problemas Alheios 
- Nao quero meter-me nisso, mas ... 
Isso e sinal de que acabamos de nos meter. 
Nao temos de ficar presos no meio de assuntos, problemas ou 
de outras pessoas. Podemos deixar que tomem res-
ponsabilidade por si mesmas em seus relacionamentos. Podemos 
deixar que resolvam seus problemas umas com as _outras .. 
Ser urn pacificador nao significa que devemos mterfenr. _Somos 
portadores da paz por estar em paz com n6s mesmos e por nao cau-
sarmos tumultos. Somos fazedores de paz por nao causar o caos extra 
criado quando entramos nos problemas e relac_ionamentos dos 
Nao se meta no meio de problemas alhetos a menos que quetra 
estar la. 
Hoje, me recusarei a aceitar qualquer convite para no meio dos proble-
mas e relacionamentos de outras pessoas. Conftaret a elas a tarefo de tratar de 
seus pr6prios assuntos, inclu indo as ideias e emo£OeS que desejem comunicar a 
outros. 
20 de 
Libertando-se 
Deixe o medo passar. 
Liberte-se tambem de qualquer negativa, limitadora ou 
destruidora entranhada em seu subconsciente. Essas podem 
92 Melody Beattie 
ser sobre a vida, sobre o amor ou sobre voce mesmo. As 
criam realidades. 
Por mais que seus medos, ressentimentos e 
estejam armazenados, deixe-o todos ir embora. Deixe-os 
subrr a superffcie. Aceite-os; entregue-se a eles. Sinta seu desconfor-
to ou mal-estar. Depois liberte-os. Deixe que novas cren<;as tom em 0 
Iugar das antigas. Deixe a paz, a alegria eo amor substituir o medo 
De a voce mesmo e ao seu corpo permissao de abandonar 
medos, os ressentimentos e os pensamentos negativos. Liberte-se 
do que ja e util. Confie que esta sendo curado e preparado pan 
receber cotsas boas. 
Hoje, J?eus, ajude-me a tornar-me desejoso de lihertar minhas antigas cren!as 
e emo,oes que me podem estar prejudicando. Gentilmente retire-os de mirn t 
suhstitua-os por novas cren,as e pensamentos. Mere£0 o n:elhor que a vida e 0 
amor tem a iferecer. Ajude-me a acreditar nisso. 
21 de 
Considerando os Comprometimentos 
Preste a seus comprometimentos. 
Enquanto muitos de n6s tememos compromissos, e born avaliar 
o de qualquer comprometimento de estamos considerando, 
PreclSamos sentir-nos consistemente positivos de que ha urn com-
promisso apropriado para n6s. 
Muitos de n6s temos alguma hist6ria de mergulhar- de cabe-
compromissos sem avaliar o custo e as possfveis conse-
CJ,uenctas compromisso em particular. Depois que entramos 
Ia, que nao queremos realmente comprometer-nos, e 
nos sentunos presos numa armadilha. 
Algu.ns de n6s podemos ter medo de perder uma determinada 
oportumdade se nao nos comprometermos. E verdade que iremos 
perder certas oportunidades se nao estivermos dispostos a nos com-
prometer. Mas mesmo assim precisamos avaliar o comprometi-
A Linguagem da Liberdade 93 
mento. Precisamos estar certos de que aquele comprometimento 
parece certo para n6s. Se nio, precisamos ser diretos e honestos com 
o outro e com n6s mesmos. 
Seja paciente. Pesquise sua alma. por resposta clara. 
Precisamos comprometer-nos sem urgencta ou pamco, mas com a 
alma confian<;a de que nos estamos comprometendo com algo que 
born para nos. 
Se alguma coisa dentro de n6s disser nao, encontre a coragem 
pua confiar nessa voz. . . 
Esta nao e a nossa ultima chance. Nao e a umca oportumdade 
quejamais teremos. Nao entre em panico. Nao temos de nos com-
prometer com 0 que nao e certo para n6s, mesmo se tentarmos con-
veneer-nos de quedeve ser home de que nosdeveriamos comprometer. 
Geralmente, podemos confiar mais em nossa intui<;ao do que 
em nosso intelecto quanto a comprometimentos. 
Na excitac;ao de nos comprometermos e nao 
consideramos as realidades do meio. E isso que precJSamos constderar. 
Nao temos de nos comprometer com urgencia, impulsividade 
ou medo. Temos o direito de perguntar: "lsso e hom para mim?" 
Temos o direito de perguntar se esse comprometimento e certo. 
Hoje Deus oriente-me em meus compromissos. A jude-me a dizer sim para 
0 
qu: for o meu hem, e nao para o que nao for. Pensarei dua.s vezes antes 
de me comprometer com qualquer atividade ou pessoa. Tomaret tempo para 
considerar se o compromisso e realmente o que desejo. 
22 de 
Oeixando de Ser Vitima 
E certo ter urn born dia. De verdade. 
.E certo estar heme sentir como sea vida fosse controlavel e es-
rivesse no caminho certo. 
Muitos de n6s aprendemos, como parte de nossos comporta-
mentos de sobrevivencia, que a forma para conseguir aten<;io e a pro-
94 Melody Beattie 
que desejamos e sermos vitimas. Se a vida e horrivel, dificil 
demais, incontrolavel, muito dura, in justa, entio os outros nos acei-
tarao e nos aprovarao - pensamos. 
Podemos ter aprendido isso vivendo com pessoas que tam hem 
aprenderam a sobreviver fazendo-se de vitimas. 
Nao somos vitimas. Nao precisamos ser vitimas. Nao precisa-
mos ser indefesos e descontrolados para-conseguir a eo amor 
que desejamos. Na verdade, o tipo de amor que desejamos nao pode 
ser obtido dessa forma. 
Somente quando temos o nosso poder podemos conseguir o 
amor que realmente desejamos e necessitamos. Aprendemos que 
podemos ficar de pe, em bora seja gostoso apoiar-nos urn pouquinho. 
Aprendemos que as pessoas nas quais nos estamos apoiando nao nos 
estio segurando. Estio apenas paradas ao nosso lado. 
Todos n6s temos dias rna us-dias em que as coisas nao correm 
do jeito que desejamos, dias em que sentimos tristeza e medo. Mas 
podemos lidar com nossos dias maus e desagradaveis de 
forma que reflita nossa responsabilidade propria, em vez de nos fa-
zermos de vitimas. 
Tam hem e jus to termos urn dia hom. Talvez nao tenhamos muito 
do que reclamar, mas teremos mais a desfrutar. 
Deus, ajude-me a abandonar a necessidade de ser vftima. Ajude-me a deixar 
de acreditar que para ser amado e obter alenfao necessito ser vftima. Envolva-
me com pessoas que me amam quando tenlw meu pr6prio poder. Ajude-me a 
comefar a ter dias bons e a de.ifrutar deles. 
23 de 
ao Estabelecer Limites 
Precisamos saber o quiio Ionge iremos, e quiio Ionge permitiremos 
a outros virem conosco. Ao compreendermos isso, poderemos ira 
qualquer parte. 
- Para alem da Co-dependencia 
A Linguagem da Liberdade 95 
Quando temos o poder de cuidar de nos estabelecer urn 
limite, dizer nao, acabar com urn velho habtto - podemos_ encon-
trar de outras pessoas. Esta certo. Nao te_mos de que 
suas nos controlem, nos detenham ou mfluenctem nossa 
decisao de cuidar de nos mesmos. 
Nao precisamos controlar as dos outros ao pro-
cesso de ajudar a nos mesmos. lsso nao e nossa responsabtltdade. 
Nao temos de esperar que eles nao aprovem. . 
As pessoas reagem quando as coisas de forma 
ou decidimos tomar o controle de cUtdar de n6s mesmos, 
palmente se nossa decisao afetar a eles de alguma DetXe q_ue 
sin tam suas Deixe que ten ham suas Mas pross1ga 
em seu caminho assim mesmo. 
Se as pessoas estio acostumadas a que nos comportemos de 
to modo, tentarao convencer-nos a continuar para evl-
tar mudar as coisas. Se estio acostumadas a que sliD o 
po todo, podem a reclamar e a reagir quando dtzemos_ 
Se estao acostumadas a que tomemos conta de suas res_ponsabtlida-
des, de suas e de seus problemas, podem quando 
deixamos de fazer isso. E normal. Podemos aprender a com 
urn pouco de em nome do saudavel cuidado pr6pno. Mas 
veja Ia, nao abuse. Reaja. 
Se as pessoas estio acostumadas a nos controlar pondo a culpa 
em n6s, gritando e berrando, elas podem intensificar seus 
quando mudamos enos recusamos a ser controlados. Esta certo. lsso 
tambem e ' 
Nao precisamos deixar que a nos de voltaaos 
bitos antigos, se decidirmos que e mu_dar. Nao 
temos de reagir a ou dar-lhe mUlta Ela nao mere-
ce. Ela desaparecera. 
Hoje, desconsiderarei qualquer obje£aO que receber por mudar meu comporta-
mento ou por eifor£ar-me em ser eu mesmo. 
96 Melody Beattie 
24 de 
Apreciando a N6s Mesmos 
Somos a melhor co· · . . Iss que acontecerti conosco. Acredite 
msso. o lorna a VIda hem maisfticil. 
- Co-dependencia nunca mais 
E hora de parar com essa b b d tudo em n6s mesmos. o a gem e ficarmos jogando a culpa de 
Talvez tenhamos passado boa art d . nos direta ou incl. ta P . e e nossa vtda desculpando-tre mente- sentmdo . fj . do que os outros sao melh d ,-nos m enores, acreditan-ores o que nos e que I tern o direito de estar aqut· e 6 _ por a gum motivo , n s nao. 
Temos o direito de estar aqui. 
o direito de ser quem somos. 
Nos estamos aqui Hi um , . . propostto uma raza b. . 
nossa vida. Nao temos de d I , o e urn o para nos escu par por esta . somos. r aqut ou ser quem 
N6s somos boos e merecedores. 
Os outros nao possuem a nossa rna . S 
sa magica. Esta dentro de 6 gtca. 6 n6s possuimos nos-
N- . n s. 
ao tmporta o que fizemos em noss d 
mos urn passado tecido o passa o. Todos n6s te-d. com erros sucessos e . 
tzado. Temos dire ito ao nosso ;s d E expenenctas de apren-
nos formou. Enquanto progr sa o. nosso. Ele nos moldou e 
e tmos nessa caminh d · ver como cada uma de noss . . a a, prectsamos 
zada para 0 hem. as expenenctas sera modificada e utili-
Ja passamos muito tempo enver h duvidando da beleza d 6 gon ados, nos desculpando ou · en s mesmos Pare · tsso ir embora. E um d . mos com tsso. Deixemos , peso esnecessano Outr d. . nos tam hem temos N- · os tern trettos, mas · ao somos nem me 0 . d guem. Somos iguais. Somos uem s n s _nen: mats o que nin-
dos e devemos ser. q omos. Fot asstm que fomos cria-
E isso meu a · e , mtgo, um presente maravilhoso. 
A Linguagem da Liberdade 97 
Deus, ajude-me a ter o poder de amar e apreciar a mim mesmo. Ajude-me a 
me dar valor, em vez de esperar que outros fa£am isso. 
25 de 
Libertando-nos da 
E se tivermos a certeza de que tudo que nos preocupa hoje termina-
ra hem? 
E se ... tivermos a garantia de que o problema que nos esta preo-
cupando sera resolvido na hora certa e da forma mais perfeita? E se, 
alem disso, soubermos que daqui a tres anos seremos gratos por este 
problema e sua 
E se ... soubermos que ate o nosso maior temor podera funcio-
nar a nosso favor? 
E se ... tivermos garantia de que tudo que esta acontecendo- e 
ja aconteceu- em nossa vida era para acontecer, e que foi planeja-
do para n6s, para o nosso hem? 
E se ... tivermos garantia de que as pessoas a quem amamos es-
tao passando exatamente pelo que precisam passar a ftm de se tor-
narem o que devem ser? E se, alem disso, tivermos a garantia de 
que elas pod em ser responsaveis por si mesmas, e que nao temos de 
controla-las ou ser responsaveis por elas? 
E se ... soubermos que o futuro vai ser hom e que teremos uma 
abundancia de recursos e para enfrentar seja lao que 
aparecer em nosso caminho? 
E se ... soubermos que tudo esta hem, e nao temos de nos preo-
cupar com absolutamente nada? Entao o que fariamos? 
Serfamos livres para deixar as coisas acontecerem e gozar a vida. 
Hoje compreenderei que niio tenlw de me preowpar com nada. Se me preocu-
par, sera compreendendo que estou escolhendo preocupar-me, e que isso niio e 
necessaria. 
98 
Melody Beattie 
26 de 
Presentes, Nao Cargas 
As criallfas sao presentes, seas aceitarmos. 
- Kathleen Turner Crilly 
As crian!{as sao pres t N . . en es. ossas cnan!{as, se tivermos filh -presentes para nos Nos q d . 1 os, sao 
nossos pais. . , uan o cnan!{as, fomos presentes para 
Infeli:mente, muitos de nos nao recebemos a mensa em d 
nossos pats de que eramos presentes para des e ara o Us. e 
Talvez nossos pais estivessem sofrendo· tdvez e tip ntdverso. 
nos alguem fi . , s vessem ven o em 
que no uturo tomana conta del . tal b 
cbegado numa bora difl ·t d 'd es, vez ten amos 
Muttos de nos temos a £i d , . 
vic!{ao de que fco pro un a e as vezes mconsciente con-
mos e somos uma carga d pessoas a nossa volta E para o mun o e para as 
de gozar a vida e . ssa pode bloquear nossa capacidade 
d nossos re aciOnamentos com outros Es po e me · d · · sa cren!{a 
S . preJu tear nosso relacionamento com nosso Poder 
up;nor, emos acbar que somos urn peso para Deus 
acredttamos, e bora de nos livrar disso. . 
sagem carga. Nunca fomos. Se recebemos essa men-
del - pats, e bora de reconbecer que esse problema era es e nao nosso. 
Temos o direito de tr ta 0 nos mesmos, aos outros eaaor como presentes- a 
Nos estamos aqui e temos o direito de estar aqui. 
mesmo e a qualqthoter filho que tenha como presentes. Li-
. uer crenfa que ten sobre ser uma ca - R 
Supertor; a meus amigos, a minha famflia e a mim mes!. ao meu bder 
I 
I 
A Linguagem da Liberdade 99 
27 de mar£0 
Restos de Queimada 
- Como pude? 0 que devo dizer? Em bora tenba sido o que eu 
pretendia, ainda me sinto culpado, envergonhado e amedronta-
do. 
Essa e uma comum nos comportamentos novos e exci-
tantes de recupera!{io. Qualquer coisa que tenba rela!{ao com nosso 
poder e nossa de cuidar de n6s mesmos pode conduzir a urn 
sentimento de vergonba, culpa e medo. 
Nio devemos permitir que esses sentimentos nos controlem. 
Eles sao urn retrocesso. Sao restos de queimada. Deixe que se quei-
mem ate o fun. 
Quando a confrontar e a atacar as e as 
mensagens, experimentaremos os restos de queimada. Os resqul-
cios que permitimos controlar toda a nossa vida- a culpae aver-
gonba. 
Muitos de n6s crescemos com mensagens baseadas na vergo-
nha; nio e certo cuidarmos de n6s mesmos, sermos honestos, ser-
mos diretos, e termos nosso poder com as pessoas. Muitos de nos 
crescemos com a mensagem de que nao e certo ser quem eramos e 
resolvermos problemas nos relacionamentos. Muitos de n6s cres-
cemos com a mensa gem de que o que desejamos e necessitamos nao 
e 0 certo. 
Deixe isso tudo queimar-se. Nao temos de levar esses restos de 
queimada tao a serio. Nao deixemos que eles nos de que 
estamos errados e de que nao temos o direito de cuidar de n6s mes-
mos e fixar limites. 
Temos realmente o direito de cuidar de nos mesmos? Temos 
realmente o direito de estabelecer limites? Temos realmente o di-
reito de ser diretos e dizer o que precisamos dizer? 
Podem estar absolutamente certos de que sim. 
Hoje, deixarei que se queime ate o fim qualquer resto de queimada que se ins-
tale depois de praticar um novo comportamento de recupera£ao. Nao levarei 
100 Melody Beattie 
isso tao a serio Deus a· d h , . . ' yu e-me a a andonar a vemo ha d 
sarws sohre o que aconteceni com. 1 o n e os me os desneces-• tgo se rea mente come :.1 d . amar a mtm mesmo. rar a cuwar e mtm e a 
28 de 
Equilfbrio 
Procure o equih'brio. 
Equilibre as com a raza 
Una o desligamento .c. o. 
Eq Tb d com o uzer a nossa parte. Ut I re ar com receber. 
Alterne trabalho com lazer· ne 6cio . . 
Equilibre o cuidado co ' g s atiVtdades pessoais. 
cuidado com nossas outrasm ndecesstdades espirituais como 
E . . necesst a es 
qutltbre as responsabilidades . 
ponsabilidades para conosco. para com os outros com as res-
Equilibre cuidar de outros com cuidar d 
Sem pre que possfvel, vamos ser b e n6s mesmos. 
bern sejamos bons para n6 ons para os outros, mas tarn-
Al d s mesmos. 
guns e n6s devemos compensar o tempo perdido. 
Hoje, lutarei pelo equil£hrio. 
29 de 
Satisfazendo as Necessidades 
Imagine-se caminhando em urn cam ' . . 
sua frente. Enquanto caminh A po. Ha urn cam mho aberto a 
da H' a, voce sente fome Olh , . a uma arvore frutffera d' h . e a sua esquer-
A) carrega m a Pegu . guns passos depois vo A • e o que prectsar. 
uma nascente de a'gu fi ' ce nota que tern sede. A sua direita ha a resca. • 
Quando voce se ca nsa, surge urn Iugar confortavel para des-
A Linguagem da Liberdade 101 
caosar. Quando esti sozinho, aparece urn amigo para caminhar 
com voce. Quandoesta perdido, aparece urn professor com urn 
mapa. 
Da1 a pouco voce percebe o fluxo: necessidade e suprimento; 
desejo e satisfac;ao. Talvez -voce pensa - Alguem me deu a ne-
cessidade porque Alguem planejou satisfaze-la. Talvez tenha de sentir 
necessidade para que possa notar e aceitar o presente. Talvez, se fe-
char os olhos para meus desejos, fecharei os para minha sa-
tisfac;ao. 
Demanda e suprimento, desejo e satisfac;io- urn ciclo conti-
nuo, a menos que o rompamos. Todos os suprimentos necessaries 
ja foram planejados e provides para essa jomada. 
Hoje
1 
tudo que necessito me sera Jomecido. 
30 de 
Experimente 
Experimente. Tente alga novo. De mais urn passo. 
Temos estado presos ha muito tempo. Temos nos segurado ha 
muito tempo. 
Como crianc;as, muitos de n6s fomos reprimidos do direito de 
experimentar. Muitos de n6s estamos privando-nos do direito de 
experimentar e aprender como adultos. 
Agora, e hora de experimentar. E uma parte importante dare-
cuperac;ao. Permita-se provar coisas novas. Deixe-se ten tar par alga 
novo. Sim, voce cometera erros. Mas desses erros se podem apren-
der quais sao seus valores. 
Algumas coisas nao apreciaremos. Isso e born. Porque sabere-
mos urn pouco mais sabre quem somas e o que nio gostamos. 
Algumas coisas apreciaremos. Elas funcionario com nossos va-
lores. Funcionarao com quem somas, e descobririo alguma coisa 
importante e enriquecedora para nossa vida. 
Ha urn tempo calma para nos recuperarmos, urn tempo para 
102 Melody Beattie 
ficannos parados e curar-nos, urn tempo que damos a n6s mesmos 
para nos acalmar. Urn tempo de introspeccsao e cicatrizacsao. E um 
tempo importante. Lidamos com nossos problemas. 
Mas chega tambem uma hora quando e igualmente importante 
experimentar, comecsar a "testar a agua". 
Recuperacsao nao quer dizer abstencsao da vida. Recuperar sig-
nifica aprender a viver; aprender a viver plenamente. Recuperar sig-
nifica explorar, investigar, experimentar. 
Recuperar significa acabar com as regras rigidas, envergonha-
doras do passado, e fonnu1ar valores saudaveis baseados em amor-
pr6prio, am or pelos outros, e a viver em hannonia com este mundo. 
Experimente. Tente algo novo. Talvez nao goste. Talvez cometa 
algum erro. Mas talvez goste e talvez descubra algo que am e. 
Hoje, darei a mim mesmo permissao para experimentar a vida. Deixarei de 
prender-me rigidamente e poderei dar saltos quando sa/tar parecer bom. Deus, 
ajude-me a abandonar a necessidade de privar-me de estar vivo. 
31 de 
Finanfas 
Ser responsavel fmanceiramente por n6s mesmos e parte da recu-
peracsao. Alguns de n6s podemos encontrar-nos em finan-
ceira dificil por varias razoes. 
Nossos conceitos de recuperacsao, induindo os Passos, funcio-
nam nos assuntos financeiros enos ajudam a restaurar o controle 
nessa area de nossa vida. apropriadas-mesmo 
que signifique abater uma divida de 500,00 d61ares pagando 5,00 
d6lares por mes. 
Comece onde esta e como que tern. Como em outras coisas, a 
aceitacsao e a gratidao transfonnam o que temos em mais. 
Os problemas de dinheiro nao sao uma boa area para fmgir. Nao 
cheques a menos que o dinheiro esteja no banco. Nao gaste 
dinheiro ate que voce 0 tenha na mao. 
A Linguagem da Liberdade 103 
. d ' heiro para sobreviver, use os recursos que tern, Se ttver pouco m 
sem se envergonhar. 
Estabelec;a lhor fmanceiramente. 
Acredite que voce merece o me ' fi 
Acredite que Deus se importa com suas manc;as. 
Abandone o medo e confie. 
, l or minha atual situa,ao financeira, 
Hoje, me concentrarei em ser p d . ha vida possa sere parecer. 
trao importa o quao esmagadora essa area e mtn 
Abril 
1° de abril 
Indo Devagar 
Va devagar. Pode ser que voce precise empurrar-se um pouco, mas 
nao com tanta forc;a. Vi com calma, vi em paz. 
Nao fique tio apressado. Em dia nenbum, em bora nenbuma 
voce precisa fazer mais do que pode fazer com calma. 
Comportamentos freneticos e pressa nio sao a base de nossa nova 
maneira de viver. 
Nao se apresse demais para comec;ar. Comece, mas nio force o 
comec;o se a bora ainda nao cbegou. 0 comec;o cbegara logo. 
Desfrute e aprecie os meios, o centro da questio. 
Nio se apresse demais em terminar. Voce pode estar quase ter-
minando, mas desfrute os mementos fmais. Entregue-se totalmen-
te a esses momentos, para que possa dare receber tudo que puder. 
Deixe a paz fluir naturalmente. Caminbe para a frente. Come-
ce. Continue a seguir adiante. Mas com calma. Em paz. Desfrute 
cada momenta. 
Hoje, Deus, ajude-me a concentrar-me num ritmo calmo, ao inves de apres-
sado. Continuarei seguindo adiante com calma, e nao freneticamente. Ajude-
me a abandonar a necessidade de ser ansioso, mal-humorado e apressado. 
Ajude-me a substituir essas coisas pela necessidade de ficar em paz e harmonia. 
2 de abril 
Enfrentando Nosso Lado Negro 
Fizemos minucioso e destemido inventario moral de tu5s mesmos. 
- Quarto Passo do Al-Anon 
108 Melody Beattie 
Ao chegarmos ao Quarto dos Doze Passos, estamos prontos para 
enfrentar nosso lado negro, o !ado que impede que amemos a n6s 
mesmos e aos outros, que nos impede de deixar que os outros nos 
am em e de desfrutar a vida. 0 objetivo do Quarto Passo nao e fazer 
com que nos sintamos pior; nosso objetivo e a remover 
nossos bloqueios para a alegria eo amor. 
Procuramos o medo, a raiva, adore a ve.rgonha dos acontecimen-
tos passa_dos- enterradas que podem estar afetando hoje 
nossas vtdas. Procuramos as inconscientes sobre nos mes-
mos e sobre os_ outros, que podem estar interferindo na qualidade 
de nossos relactonamen tos. Essas dizem: Nao sou digno de ser 
amado ... um fordo para os me cercam ... Nao se pode conft.ar nas pes-
soas:·· Nao podem confiar em mtm ... Nao mere£o ser ftliz e bem-sucedido ... 
A vzda nao vale nada. Procuramos descobrir quais sao nossos habitos 
e comportamentos derrotistas. Com amor e compaixao por n6s 
mesmos, tentamos desenterrar toda nossa culpa-merecida ou nao 
- e coloca-la sob a luz. 
Fazemos esse exame sem medo do que podemos encontrar, 
essa busca na alma pode lim par-nos e ajudar-nos a nos sen-
trr melhor sobre nos mesmos como jamais sonhamos ser possfvel. 
Deus, a os bloqueios e as baffeiras dentro de mim. Traga 
o que preczso saber a mmha mente consciente, para que possa libertar-me. 
Mostre-me o que preciso saber para conhecer a mim mesmo. 
3 de abril 
Entregue-se ao mom en to. Cavalgue nele, pelo que e. Atire-se sobre 
ele. 
Pare de resistir. 
Tanta angtistia e criada quando impomos resistencias. Tanto alf-
v_io, relaxamento e sao possfveis quando aceitamos, 
stmplesmente aceitamos. 
A Linguagem da Liberdade 109 
Perdemos nosso tempo, gastamos nossa energia e tornamos as 
coisas mais dificeis quando resistimos, reprimirnos e negamos. Re-
primir nossos pens;tmentos nao OS fara desaparecer. Reprimir urn 
pensamento ja formado nao nos numa melhor. 
Examine-a. Deixe que ele venha a reahdade. Depots hvre-se dele. 
0 pensamento nao e eterno. Se nao dele, for-
molar outro ou muda-lo. Mas para fazer tsso devemos acettar e aban-
donar o prirneiro pensamento. , 
A resistencia e a repressao nao mudarao absolutamente nada. So 
nos colocarao em guerra com nossos pensamentos. 
Tornamos nossa vida mais diffcil quando resistirnos e reprirni-
mos nossas Por mais que achemos nossas nega-
tivas desconfortiveis, injustificaveis, surpreendentes ou irnproprias, ' , . resistir e reprirni-las nao nos libertara delas. So as tornara ptores. 
Elas se contorcerao, nos atormentarao, nos adoecerao, farao nosso 
corpo doer, nos compelirao a fazer coisas compulsivas, nos mante-
rao acordados ou nos farao dormir. 
Em resumo, tudo que realmente devemos fazer e aceitar nossas 
sentindo-as e dizendo: "Sim, e isso que sinto." _ , _ 
As sao para o momenta presente. Quanta 
aceitarmos uma mais rapido passaremos para a proXIma. 
Resistir ou reprirnir pensamentos e nao nos transforma 
na pessoa que desejamos ou achamos que devemos ser. em 
resistencia a realidade. Reprirne-nos. Eventualmente, depnme-nos.Resistir a fatos ou circunstincias da nossa vida nao modifica nada, 
nao irnporta o quao indesejaveis esses acontecimentos ou circuns-
tincias possam ser. . 
A transforma-nos na pessoa que e desejam?s 
ser. A aceitac:sao nos da para que os acontecrrnentos e as crr-
cunstancias mudem para melhor. . . 
0 que fazemos quando como _hnga d: f01ce, a 
certas realidades de nossa vtda? Acettar nossa reszstenct.a tam hem pode 
ajudar a superar isso. . . , 
nao significa Nao stgnifica 
vontade e aos pianos de outros. Nao significa compromtsso. Nao e 
para sempre. E para o presente momenta. A aceitac:sao nao torna as 
110 Melody Beattie 
coisas mais diffceis; to rna-as mais faceis. nao significa acei-
tar abusos ou maus-tratos; nao significa abrir mao de n6s mesmos 
de nossos limites, sonhos, desejos ou necessidades. 
que aceitamos o que existe, para sabermos o que fazer para 
cutdar de n6s mesmos e que limites devemos estabelecer. Significa 
o que existe e quem somos no momento, para que 
seJamos hvres para mudar e crescer. · 
e a entrega impele-nos para a frente nessajornada.A 
nao funciona. 
e entrega- dois conceitos que magoam mais antes 
do que depois de realiza-los. 
praticarei aceitar a mim e as minhas circu nstcincias presentes. Come{a-
ret a observar e a conftar na magia que a aceita{ao pode trazer a minha vida e 
tl minha reCU pera{aO. 
4 de abril 
Negociando Conflitos 
Recuperar € mais do que abandonar as coisas. As vezes, signijica 
aprender a ficar e lidar com elas. E sobre estabelecer e manter re-
lacionamentos que Juncionam. 
- Para alem da Co-dependencia 
Problemas e conflitos sao parte da vida e dos relacionamentos -
com amigos, entes queridos, e no trabalho. Resolver pro-
blemas e conflttos sao habilidades que podemos adquirir e melho-
rar como tempo. 
Nao querer enfrentar e resolver problemas de relacionamentos 
leva a sentimentos nao resolvidos de raiva e de sermos vitimas ter-
m_ina relacionamentos, deixa os problemas por resolver, e leva'-nos 
a JOgos de que intensificam o problema e nos fazem perder 
tempo e energia. 
A Linguagem da Liberdade 111 
Nao querer enfrentar e resolver problemas significa que pode-
mos voltar a ter aqueles problemas. 
Certos problemas com as pessoas nao podem ser resolvidos a 
contento para ambas as partes. As vezes, o problema pode ser at-
gum limite que estabelecemos e que nao pode ser nego.ciado. 
Nesse caso precisamos saber exatamente o que deseJamos e ne-
cessitamos, e qual o nosso limite maximo. 
Mas outros problemas com as pessoas podem ser analisados, dis-
cutidos e satisfatoriamente negociados. Quase sempre existem op-
viaveis para resolver problemas que nem mesmo enxergava-
mos antes de nos abrir para o conceito de resolver problemas de 
relacionamento, em vez de fugir deles. 
Para negociar problemas, devemos estar dispostos a identifica-
los, a deixar de lado a culpa e a vergonha e a concentrar-nos nas 
possiveis criativas. Para negociar com sucesso e resolver 
problemas em relacionamentos, devemos ter uma exata de 
nossos limites minimo e maximo, para que nio percamos tempo 
tentando negociar pontos nao negociaveis. 
Precisamos aprender a identificar tanto o que as pessoas real-
mente desejam e precisam e as diferentes possibilidades de resolver 
isso. Podemos aprender a ser flexiveis sem sermos flexiveis demais. 
As intimas e os compromissos significam que duas pessoas 
estio aprendendo a resolver juntas seus problemas e conflitos nas 
formas que forem melhor para am bas. 
Hoje, estarei aberto para negociar meus conjlitos com outras pessoas. Procura-
rei o equilibria sem ser submisso demais ou exigente demais. Lutarei para al-
can{ar a Jlexibilidade apropriada em me us esfor£OS de resolver problemas. 
5 de abril 
Desligando-se com Amor 
A e a chave da da co-dependencia. Fortalece 
nossos relacionamentos saudaveis-os que desejamos que 
112 Melody Beattie 
e se desenvolvam. Beneficia nossos relacionamentos diffceis- os 
que nos estao ensinando a superar. lsso nos ajuda! 
Desligar-se nao e algo que devamos fazer uma s6 vez. E um 
comportamento diario na recuperac;ao. Aprendemos isso quando 
estamos comec;ando nossa recuperac;ao da co-dependencia e proble-
mas de adultos-crianc;as. E continuamos a praticar isso ao Iongo do 
caminho quando crescemos e mudamos,.e enquanto nossos relacio-
namentos crescem e mudam. 
Aprendemos a separar as pessoas que amamos, as pessoas que 
gostamos e aquelas para as quais nao ligamos muito. Separamos a 
nos pr6prios, e ao nosso processo, das outras pessoas e de seus pro-
cessos. 
Abandonamos nossa pressa e nossa necessidade de controlar em 
nossos relacionamentos. Assumimos a responsabilidade por n6s 
mesmos; permitimos a outros fazerem o mesmo. Desligamo-nos 
com a compreensao de que a vida esta se desenvolvendo exatamen-
te como deve ser, para outros e para nos mesmos. A forma pela qual 
a vida transcorre e boa, mesmo quando machuca. E, no final, pode-
mos beneficiar-nos ate das situac;oes mais diffceis. Fazemos isso com 
a compreensao de que urn Poder Superior a n6s esta no controle, e 
que tudo esta bern. 
Hoje, aplicarei o conceito de desligar-me em meus relacionamentos o melhor 
que puder. Se mio conseguir totalmente, pelo menos tentarei. 
6 de abril 
Paciencia 
Ficamos bastante irritados quando as pessoas dizem para sermos pa-
cientes ou para aprendermos a ter paciencia. Como e frustrante de-
sejar obter alguma coisa ou progredir, e nada acontecer. Como e ir-
ritante mandar-nos esperar quando nossas necessidades nao foram 
satisfeitas e estamos presos no meio da ansiedade, da frustrac;ao e da 
letargia. 
A Linguagem da Liberdade 113 
Nao confunda a sugestio de ser paciente com a antiga regra so-
bre nao ter 
Ser paciente nao significa que passamos pelo processo as vezes 
extenuante de viver e recuperar-nos sem sentir nada! Sinta a frus-
Sinta a impaciencia. Fique com raiva o quanto precisar sabre 
nao poder satisfazer suas necessidades. Sinta o medo. 
Controlar seus sentirnentos nao controlaci o processo! 
Tomamo-nos pacientes entregando-nos as nossas A 
paciencia nao pode ser E urn presente, que acompanha 
perto a e a gratidao. Quando lidarmos com nossos sen:t-
mentos para aceitar totalmente quem somos e o que temos, entao 
estaremos prontos para ser e ter mais. 
Hoje, permitirei setJtir minhas enquarlto ten to ser paciente. 
7 de abril 
Aquelas Vellias 
Ainda tenho dias ruins. Mas tudo bem. Eu costumava ter anos 
ruins. 
- Anonimo 
Asvezes as velhas emoc;oes voltam a tona. Podemos sentir-nos ame-
drontados, envergonhados e desesperanc;ados. Podemos nao nos 
sentir muito hem, indignos de amor, vi'tirnas, impotentes e ressen-
tidos quanta a tudo. lsso e uma co-dependencia, uma condic;ao que 
alguns descrevem como "doenc;a da alma". 
Muitos de n6s nos sentimos assim quando a nos 
recuperar. As vezes, derrapamos de volta a essas emoc;oes depois 
comec;amos a nos recuperar. As vezes, ha uma razio. Urn 
nado fato pode provocar essa reac;ao, como o frm de urn relacto.na-
mento, tensao, problemas no trabalho, em casa, ou com urn amtgo. 
114 Melody Beattie 
Epocas de podem engatilhar essas Assim como 
ffsicas. 
As vezes essas aparecem sem razao alguma. 
Sentirvelhas nao significa quevoltamos a primeira fase 
de nossa Nao significa que fracassamos em nossa re-
Nao signfi.ca que estamos entrando num Iongo e dolo-
rosa peri'odo de nos sentir mal. lsso.apenas acontece. 
A e a mesma: pratique os principios basicos. Alguns deles 
sao amar e confi.ar em nosso ser, desligar-nos, lidar com as emo-
dare receber apoio em grupos de usar nossas 
afrrmativas e divertir-nos. 
Outro prindpio basico e praticar OS Passos. Quase sempre, e 
praticando os Passos que nos tomamos capazes e fortalecidos para 
praticar os outros prindpios basicos, como nos desligar eo amor-
proprio. 
Seas vel has reaparecem, pode ter certeza de que ha uma 
safda segura. 
Hoje, encontro-me tla escuridiio da co-dependencia. Trabalharei urn Passo para 
ajudar a mim mesmo a sair de/a. 
8 de abrilCuidando de si Mesmo 
Niio sei do que voce exatamente precisa para cuidar de si mesmo. 
Mas sei que pode descobrir. 
- Para alem da Co-dependencia 
Descanse quando estiver cansado. 
Beba urn gole de agua fresca se estiver com sede. 
Procure urn amigo quando se sentir s6. 
ajuda a Deus quando se sentir oprimido. 
Muitos de nos aprendemos a menosprezar e a neglicenciar a n6s 
A Linguagem da Liberdade 115 
mesmos. Aprendemos a empurrar-nos com quando o pro-
blema e que janos empurramos com demais. 
Muitos de n6s temos medo de que o trabalho nao seja cumpri-
do se descansarmos quando estivermos cansados. 0 trabalho sera 
feito; sera feito melhor do que o trabalho que emerge do da 
alma e do espfrito. As pessoas bern cuidadas, alimentadas, que amam 
e cuidam de si pr6prias sao as dellcias do Universo. 
Elas sao bern programadas, efi.cientes e divinamente guiadas. 
Hoje, praticarei gostar de cuidar de mim mesmo. 
9 de abril 
Dar 
Aprender a ser uma pessoa saudavelmente generosa pode ser urn 
desafio. Muitos de nos nos sentimos presos numa generosidade 
compulsiva- atos de caridade motivados por sentimentos nao 
caridosos de culpa, vergonha, obrigac;ao, pena e superioridade 
moral. 
Agora, compreendemos que tomar conta e dar compulsivamente 
nao funciona. 0 tiro sai pela culatra. 
Tomar conta faz com que continuemos a nos sentir vftimas. 
Muitos de n6s demos demais, achando que isso era o certo; 
depois, fi.camos confusos porque nossa vida e nossos relacionamen-
tos nao estavam funcionando bern. Muitos de n6s demos demais 
por muito tempo, achando que estavamos fazendo o que Deus que-
ria; depois, ao recuperar-nos, recusamo-nos a dar, a nos importar 
ou a amar por algum tempo. 
Esta certo. Talvez precisassemos de urn descanso. Mas dar sau-
davelmente faz parte de viver saudavelmente. 0 objetivo da recu-
e o equillbrio - o cuidado motivado pelo verdadeiro dese-
jo de dar, com uma atitude impllcita de respeito proprio e pelos 
outros. 
0 objetivo da recuperac;ao e escolher o que desejamos dar, para 
116 Melody Beattie 
quem, quando e quanto. 0 objetivo da e dar sem nos 
sentirmos vi'timas porque estamos dando. 
Estamos dando porque desejamos, porque e nossa responsabi-
lidade? Ou estamos dando porque nos sentimos obrigados, culpa-
dos, com vergonha ou nos achando superiores? Estamos dando 
porque nos sentimos envergonhados de dizer nao? 
As maneiras com que ten tamps ajudar as pessoas realmente aju-
dam ou impedem que elas enfrentem suas verdadeiras responsabi-
lidades? 
Estamos dando para que elas gostem de n6s ou se sintam obri-
gadas a n6s? Estamos dando para provar que somos seres dignos? 
Ou porque apenas desejamos dare isso nos faz sentir hem? 
A inclui urn ciclo de dare receber. Mantem uma 
energia saudavel fluindo entre n6s, nosso Poder Superior e os ou-
tros. Aprender a dar de forma saudavelleva tempo. Aprender are-
ceber leva tempo. Seja paciente. 0 equili'brio vira. 
Deus, gu ie-me hoje em ser generoso e em meus motivos para dar. 
10 de abril 
Usando Outros para Parar Nossa Dor 
Nossa felicidade nao e urn presente que alguem detem em suas maos, 
Nosso bem-estar nao e posse de ninguem, para ser dado ou retido, 
Se tentamos alguem a nos dar o que acreditamos que ele ou 
ela detem, ficaremos desapontados. Descobriremos que e uma ilu-
sao. A pessoa nao tinha o que pensavamos. E nunca tera. Aquela caixa 
que alguem segurava, lindamente embrulhada para presente e que 
acreditivamos cooter nossa felicidade- e uma ilusao! 
Nos momentos em que tentamos a\guem a fazer parar 
nossa dor e nos dar nossa alegria, se pudessemos encontrar cora-
gem para parar de insistir e em vez disso parar e lidar com nossos 
pr6prios problemas, entao encontrari'amos nossa felicidade. 
Sim, e verdade que se alguem pisa em nosso pe, esse alguem 
A Linguagem da Liberdade 117 
nos estaci machucando, e por isso detem o poder de parar nossa dor 
tirando o pe de cima do nosso. Mas a dor ainda e nossa. E tambem 
i responsabilidade de mandar parar de pisar no nosso pe. 
A vici quando nos conscientizarmos do quanto ten-
tamos usaros outros para parar nossa dor enos dar felicidade. Curar-
nos-emos do passado. Receberemos que podem mudar 
o curso de nossos relacionamentos. 
Descobriremos que nossa felicidade e nosso bem-estar sempre 
estiveram em nossas maos. A caixa sempre esteve conosco. 0 con-
teudo e nosso, podemos abri-la. 
Deus, ajude-me a lembrar que possuo a chave da minha propria felicidade. 
De-me coragem para parar e tratar de meus pr6prios sentimentos. De-me a 
luz que necessito para melhorar meus relacionamentos. Ajude-me a parar de 
dan£ar a danra da co-dependencia e come£ar a dan£ar a danfa da recuperafao. 
11 de abril 
Objetivos Financeiros 
Assumir a responsabilidade pelos nossos problemas financeiros au-
menta nossa e diminui a ansiedad.e. 
Cada urn de n6s, hoje, tern uma determinada situafao financeira. 
Temos uma certa quantia de dinheiro na mao e uma certa quantia 
de dinheiro que nos devem. Temos uma pilha de contas a pagar. Essa 
e a nossa fmanceira. Nao importam os detalhes; aceitar, ser 
grato e assumir a pr6pria responsabilidade diminuirio nossa ansie-
dade. 
Cada urn de n6s, hoje, tern umfoturofinanceiro . .Existem poucos 
aspectos de nossa vida futura que podemos controlar, mas uma par-
te do que podemos fazer para ajudar nosso futuro e estabelecer ob-
jetivos. 
Nao temos de ficar obcecados por nossos objetivos. Nao temos 
de verificar e vigiar constantemente nosso progresso. Mas e hom 
pensar em nossos objetivos e escreve-los. 0 que desejamos que aeon-
( 
118 Melody Beattie 
quanta ao nosso futuro fmanceiro? Que problemas financeiros 
gostarfamos de resolver? De que contas gostariamos de nos livrar? 
Qual o total que gostarfamos deter ganhado no fun deste ano? E no 
fun do ano que vern? E daqui a cinco anos? 
Estamos dispostos a trabalhar para nossos objetivos e a 
confiar em nosso Poder Superior para nos guiar? 
Pague suas contas em dia. Cobre quem lhe esta devendo. Com-
bine o pagamento. Hoje, o melhor para ser responsavel por suas 
fmanc;as. Estabelec;a objetivos para o futuro. Depois, deixe o dinheiro 
de !ado e concentre-se em viver. Sermos responsaveis por nossos 
problemas financeiros nao significa que vivamos concentrados no 
dinheiro. Sermos responsaveis por nossas permite-nos nao 
ficarmos concentrados em dinheiro. Liberta-nos para realizar nos-
so trabalho e viver a vida que quisermos. 
Merecemos ter a e a paz que acompanham a res-
ponsabilidade fmanceira. 
lf_oje, tirarei o tempo necessario para ser responsavel por mim mesmo fittan-
Se for hora de pagar contas ou conversar com meus credores,Jarei 
tsso. Se for hora de estabelecer objetivos,Jarei isso. Quando Jtzer minha parte 
deixarei o resto correr. ' 
12 de abril 
Abandonando o Medo 
lmagine-se nadando- boiando -calmamente num corrego man-
sa. Tudo que tern a fazer e respirar, relaxar e fluir na corrente. 
De repente, voce se toma consciente da Assustado, 
impressionado com "e se?", seu corpo se contrai. Voce comec;a a 
debater-se, procurando desesperadamente alga para se agarrar. 
Voce entra em tamanho panico que a afundar. Depois 
se lembra de que estci se debatendo demais. Nao precisa entrar em 
panico. Tudo que precisa fazer e respirar, relaxar e seguir com a 
corren te. Voce nao afundara. 
A Linguagem da Liberdade 119 
0 panico e nosso grande inimigo. 
Nao precisamos ficar desesperados. Se problemas esmagadores 
aparecem em nossa vida, precisamos parar de debater-nos. Pode-
mos manter-nos a tona d'agua por urn tempo, enquanto recupera-
mos nosso equili'brio. Depois podemos voltar a boiar calmamente 
no corrego manso. E nosso corrego. E urn corrego seguro. Nosso 
caminho foi planejado. Estci tudo hem. 
Hoje, relaxarei, respirarei e seguirei com a corrente. 
13 de abril 
Alegria 
Uma das proibic;oes que muitos de nos aprendemos na infincia e 
uma regra que nao e dita: Nao se divirta nem goze a vida. 
cria martires- gente que nao se deixa envolver na alegrta de vtver 
o dia-a-dia.Muitos de nos associamos o sofrimento com alguma especie de 
santidade. Se associarmos isso a co-dependencia, passaremos o dia 
sentindo-nos ansiosos, culpados, miserciveis e deprimidos. Ou po-
demos permitir-nos passar aquele mesmo dia nos sentindo hem. 
Quando nos recuperamos, eventualmente aprendemos que a esco-
lha e nossa. 
Ha tanto para ser aproveitado em cada dia, e e born sentirmo-
nos hem. Podemos sentir com nosso trabalho. Podemos 
aprender a relaxar sem culpa. Podemos ate aprender a 
Aprenda a divertir-se. Aprenda com a sentrr alegrta. 
Esforc;e-se o maximo para aprender a divertir-se, assim como apren-
deu a sentir-se miseravel. 
Esse esforc;o sera recompensado. A alegria se tomarci A 
vida valera a pena ser vivida. E cada dia encontraremos mmtos pra-
zeres a serem desfrutados. 
Hoje, permitirei a mim mesmo desfrutar a vida durante o dia. 
120 Melody Beattie 
14 de abril 
Perfeccionismo 
A da co-dependencia e urn processo individual que 
inclui cometer erros, lutar com problemas e enfrentar casos 
dificeis. 
Esperar que sejamos perfeitos dificulta esse processo; coloca-nos 
de culpa e Esperar que os outros sejam per-
fettos e tgualmente destruttvo; faz com que os outros se sin tam en-
vergonhados e pode interferir em seu crescimento individual. 
As pessoas sao humanas e vulneraveis, e isso e maravilhoso. 
aceitar e a fa gar essa ideia. Esperar que os ou tros sejam per-
feJtos coloca-nos naquele estado co-dependente de superioridade 
moral. Esperar que sejamos perfeitos nos faz sentir tensos e inferio-
res. 
Podemos abandonar as duas ideias. 
Mas nao precisamos passar para o outro extremo, de tolerar que 
nos atirem qualquer coisa na cara. Podemos esperar o comporta-
mento apropriado e responsavel de nos mesmos. Mas a maioria de 
nos pode relaxar urn pouco. E quando deixarmos de esperar que OS 
outros sejam perfeitos, podemos descobrir que sao muito melhores 
do que pensavamos. Quando pararmos de exigir que sejamos per-
feitos, descobriremos a beleza em n6s mesmos. 
Hoje, praticarei a tolenSncia, a aceilafao, eo amor as pessoas como elas sao e a 
• J 
mesmo como sou. Lutarei para conseguir o equilfbrio entre esperar de-
mats e esperar de menos dos outros e de mim mesmo. 
15 de abril 
Parte de assumir nosso poder e aprender a nos comunicarmos da-
ra, direta e seguramente. Nao temos de dar voltas em nossas con-
A Linguagem da Liberdade 121 
versas para controlar as dos outros. Comentarios para cui-
par somente produzem culpa. Nao precisamos ficar escolhendo as 
palavras e tomando conta delas quando falamos com outra pessoa; 
tampouco podemos esperar que os outros escolham as palavras por 
nossa causa. Podemos esperar ser ouvidos e aceitos. E podemos ouvir 
respeitosamente o que os outros tern a dizer. 
Soltar indiretas sobre o que precisamos nao funciona. Os ou-
tros nao podem ler nossa mente, e nio gostam de indiretas. A me-
lhor forma de ser responsavel pelo que desejamos e pedir direta-
mente. E podemos exigir que os outros tambem sejam diretos. Se 
precisamos dizer nio a urn determinado pedido, digamos. Se alguem 
esta tentando controlar-nos por meio de uma conversa, podemos 
recusar-nos a participar. 
Reconhecer diretamente como ou raiva, em 
vez de fazer os outros adivinharem nossos sentimentos ou verem 
nossos sentimentos serem expressos de outras formas, e parte da 
responsavel. Se nao soubermos expressar o que que-
remos dizer, tambem podemos dizer isso. 
Podemos pedir e usar as palavras certas para nos 
comunicarmos melhor, mas nao precisamos levar as pessoas a dar 
voltas no quarteirio para podermos conversar com elas. Nio temos 
de ouvir ou participar de bobagens. Podemos dizer o que deseja-
mos e parar quando terminarmos. 
Hoje, me comunicarei clara e diretamente em minhas conversas com os ou-
tros. Farei o possivel para evitar declarafoes manipuladoras, indiretas ou 
wlposas. Posso ter tato e ser gentil quando poss£vel. E, se necessaria, posso 
serfirme. 
16 de abril 
Deixando as Coisas Acontecerem 
Nao precisamos nos tanto para ter nossos discernimentos. 
Sim, estamos aprendendo que as coisas dolorosas e desagradaveis 
122 Melody Beattie 
acontecem, quase sempre por uma razao ou urn proposito maior. 
Sim, essas coisas quase sempre resultam no melhor. Mas nao temos 
de gastar tanto tempo e energia descobrindo o proposito e o plano 
para cada detalhe de nossa vida. Isso e supervigiar! 
As vezes, o carro nao liga. As vezes, o telefone nao funciona. As 
vezes, pegamos urn resfriado. As vezes, falta luz. As vezes, falta agua. 
As vezes, temos urn dia ruim. Em bora ajude aceitar e agradecer es-
sas coisas irritantes, nao temos de ficar imaginando que isso e uma 
cilada da vida. 
Resolva o problema. Conserte o carro. Lige para a companhia 
de luz. Trate-se do resfriado. Espere que a agua volte. Recupere-se 
daquele dia ruim. Cuide de suas responsabilidades e nao tome as 
coisas tao pessoalmente! 
Se for necessaria reconhecermos urn sinal em particular ou nos 
conscientizarmos de algo, seremos guiados naquela Claro 
que devemos observar as tendencias. Mas quase sempre as intui-
e os grandes significados revelam-se naturalmente. 
Nao temos de questionar cada pequena ocorrencia para ver como 
ela sea justa ao Plano. 0 Plano- a consciencia, o instinto, o poten-
cial de crescimento pessoal- se revelara. Talvez a seja apren-
der a resolver nossos problemas sem saber sempre sua significincia. 
Talvez a seja confiar em nos mesmos, em viver e desfrutar a 
vida. 
Hoje, deixarei as coisas acontecerem sem me preocupar como signifuado de 
cada evento. Confiarei que isso tornara meu crescimento mais rapido do que 
andar por ai com um microsc6pio na mao. Confiarei que minhas li{oes sere-
velern naturalmente, na hora certa. 
17 de abril 
Cuidando de N6s Mesmos 
Quase sempre nos referimos a da co-dependencia e a 
assuntos de filhos adultos como "cuidar de si mesmo". Cuidar de si 
A Linguagem da Liberdade 123 
mesmo nao e, como alguns podem julgar, nenhum derivativo da 
do eu". Nao e uma indulgencia propria. Nao e egofsmo-
na negativa da palavra. 
Estamos aprendendo a cuidar de nos mesmos, em vez de con-
centrar-nos obsessivamente em outra pessoa. Estamos aprendendo 
a ter responsabilidade propria, em vez de sentir-nos excessivamen-
te responsaveis por outros. Cuidar de n6s mesmos tam bern signifi-
ca cuidar de nossas verdadeiras responsabilidades para com outros; 
fazemos isso melhor quando nao estamos nos sentindo exagerada-
mente responsaveis. 
Cuidar de si mesmo as vezes significa "eu primeiro" mas geral-
mente significa "eu tam bern". Significa que somos responsaveis por 
n6s mesmos e podemos decidir nao ser rna is vftimas. 
Cuidar de si mesmo significa aprender a amar a pessoa que te-
mos responsabilidade de cuidar- nos mesmos. Nao fazemos isso 
para hibernar num casulo de isolamento e indulgencia propria; fa-
zemos isso para que possamos amar melhor os outros, e aprender a 
deixar que nos amem. 
Cuidar de si mesmo nao e egoismo; e 
Hoje, Deus) ajude-me a a mar a mim mesmo. Ajude-me a deixar de me sentir 
excessivarnente responsavel por aqueles a minha volta. Mostre-me o que ne-
cessito para cuidar de mim mesmo e ser devidamente responsavel pelos outros. 
18 de abril 
Liberdade 
Muitos de nos fomos oprimidos e vitimizados quando 
Como adultos, podemos continuar a nos sentir oprimidos. 
Alguns de nos nao reconhecemos que tomar conta dos outros e 
nao estabelecer limites nos fara sentir como vftimas. 
Alguns de nos nao compreendemos que achar que somas viti-
mas fara com que nos sintamos oprimidos. 
Alguns de nos nao sabemos que possufmos a chave de nossa 
124 Melody Beattie 
propria liberdade. Essa chave e honrar a n6s mesmos e tomar conta 
de nos mesmos. 
Podemos dizer o que queremos, e querer o que dizemos. 
Podemos parar de esperar que os outros nos deem o que neces-
sitamos e assumir a responsabilidade por nos mesmos. Quando fi-
zermos isso, os port6es da libertade se abrirao. 
Entre por eles. 
Hoje, compreenderei que possuoa chave da minha liberdade. Deixarei de 
participar da minha opressao e vitimiza§aO. Assumirei a responsabilidade por 
mim mesmo, e deixarei os outros fazerem o que desejarem. 
19 de abril 
Aceitando Mudam;as 
Os ventos das sopram pela minha vida, as vezes 
suavemente, as vezes como uma tempestade tropical. Sim, temos 
lugares para descansar- tempo para nos acomodar a outro nfvel 
de vida, tempo para conseguir nosso equiHbrio, tempo para desfru-
tar as recompensas. Tempo para respirar. 
Mas a e inevitavel- e desejavel. 
As vezes, quando os ventos das a uivar, 
nao temos certeza seas serao para melhor. Podemos cha-
mar isso de ansiedade ou de uma temporaria, certos de 
que voltara ao normal. As vezes, resistimos. Abaixamos a e 
resistimos ao vento, esperando que as coisas se acalmem rapidamen-
te, que voltem a ser como eram. E possfvel estarmos preparados para 
uma nova "normalidade"? 
As varrerao as nossas vidas, quando necessario, para 
nos levar para onde precisamos ir. Podemos confiar que nosso Po-
der Superior tern urn plano em mente, mesmo quando nao sabe-
mos aonde as Ievario. 
Podemos confiar que a que esta acontecendo e boa. 
Os ventos nos Ievario aonde precisamos ir. 
A Linguagem da Liberdade 125 
Hoje, Deus, ajude-me a libertar-me de minha resistencia em mudar. Ajude-
me a estar disponivel ao processo. Ajude-me a acreditar que o Iugar onde cairei 
sera rnelhor do que o Iugar de onde fu i levado. Ajude-me a me entregar, confiar 
e aceitar, mesmo que nao compreenda. 
20 de abril 
Prazos 
As vezes, nao sei se quero ficar ou sair desse relacionarnento. Es-
tou ronfuso lui meses. Niio e born deixar as coisas pendentes in-
diftnidamente. Darei a rnim mesmo dois rneses para tomar urna 
decisiio. 
- Anonimo 
Ha seis meses, tenho urn problema para resolver. Estou confuso. 
Niio estou seguro do que fazer. Ulu dar a mirn mesrno urn mes 
para encontrar a solu£iiO. 
- Anonimo 
As vezes, estabelecer urn prazo ajuda. 
lsso e verdade quando enfrentamos problemas nao resolvidos, 
quando estamos ten tan do tomar uma decisao diffcil, quando estamos 
sentados no muro por urn tempo, ou quando estamos confusos so-
bre urn certo assunto ha algum tempo. 
lsso nao significa que o prazo deva ser inscrito numa rocha. Sig-
nifica que estamos estabelecendo urn limite de tempo para ajudar a 
nos mesmos a nao sentir-nos tao impotentes e ajudar a colocar a 
em foco. Estabelecer prazos pode liberar nossa energia para 
colocarmos o problema de lado e dar urn tempo para permitir que o 
Universo, nosso Poder Superior enos mesmos comecemos a mo-
ver-nos em a 
Nero sempre precisamos dizer as pessoas que temos urn prazo. 
126 Melody Beattie 
As vezes, e melbor ficarmos calados, pois podem achar que estamos 
tentando controla-las e podem rebelar-se contra nosso prazo. Ou-
tras vezes, e hom compartilhar nosso prazo com alguem. 
Prazos sao basicamente urn instrumento de ajuda. Mas preci-
sam ser razoaveis e apropriados para cada Quando usa-
dos apropriadamente, eles podem ser urn instrumento benefico 
para nos ajudar a superar problemas e diffceis sem nos 
sentirmos impotentes ou presos numa armadilba. Podem nos aju-
dar a libertar-nos de e obsessoes, para que possamos 
focalizar nossa energia em mais construtivas. Estabelecer 
urn prazo pode ajudar-nos a sair daquela desconfortavel 
de vftimas de uma pessoa ou de urn problema que nao podemos 
resolver. 
Os prazos podem nos ajudar a desligar e a andar para a frente. 
Hoje, pensarei se algum prazo pode ser util em minha vida. Pe{O a Sabedoria 
Divina e Orienta(iiO para estabelecer prazos apropriados para quaisquer pro-
blemas ou relaciotzamentos nao resolvidos. 
21 de abril 
Esperar 
Espere. Se a bora nao for certa, se o caminbo nao esta claro, se a 
resposta ou decisao nao esta consistente, espere. 
Podemos sentir uma de pressa. Podemos querer resol-
ver o problema agora, fazer algo -qualquercoisa, mas agir assim pode 
nao ser 0 melhor. 
E diffcil viver na confusio ou com problemas nao resolvidos. E 
mais facil resolver as coisas. Mas tamar uma decisao cedo demais, 
fazer algo antes do tempo significa que podemos ter de voltar e re-
fazer tudo. 
Se a bora ainda nao cbegou, espere. Se o caminbo nao esta cla-
ra, nao sea tire para a frente. Sea resposta ou a decisao esta confusa, 
espere. 
A Linguagem da Liberdade 127 
Nessa nova mane ira de viver, existe uma Orien tad ora. 
Nunca mais precisamos nos mover rapido demais ou desorienta-
dos. Esperar e uma - uma forte e positiva. 
Quase sempre esperar e uma guiada por Deus, com tanta 
quanta uma decisao, e mais poderosa do que uma decisao ra-
pida demais e fora de bora. 
Nao precisamos nos apressar insistindo em fazer algo antes da 
hora. Quando for bora, saberemos. Mover-nos-emos para aquela hora 
naturale hannoniosamente. Teremos paz e fmneza. Sentiremos a 
que nio sentimos boje. 
Lide como panico, a urgencia, o medo; nao deixe que eles con-
trolem ou ditem as decisoes. 
Esperar nao e facil. Nao e divertido. Mas esperar e quase sem-
pre necessaria para conseguir o que desejamos. Niio e urn tempo 
morto. Nao e urn tempo inerte. A resposta vira. A vira. A hora 
vir.\. E sera a bora certa. 
Hoje, esperarei, se esperar for a a(aO que necessito realizar a fim de cu idar de 
mim mesmo. Saberei que estou realizando uma a(iiO positiva eforie esperando 
ate que a hora seja ceria. Deus, ajude-me a abandonar meu medo, a pressa e 
o panico. Ajude-me a compreender a arte de esperar a hora ceria. Ajude-me a 
reconhecer a hora ceria. 
22 de abril 
Lidando com a Tensao 
Inevitavelmente, ba epocas de tensao em nossa vida, nao importa 
ha quanta tempo estamos nos recuperando. 
As vezes, a pressao esta fora ou em volta de n6s. Estamos nos 
sentindo equilibrados, mas as circunstancias a nossa volta sao ten-
sas. As vezes, a tensio esta dentro de n6s; nos sentimos desequili-
brados. 
Quando a ten sao e extema e in tern a, esse e 0 perfodo rna is 
diflcil. 
( 
128 Melody Beattie 
Durante os perlodos rna is estressantes podemos nos apoiar mais 
em nossos sistemas de apoio. Nossos amigos e nossos grupos po-
dem ajudar-nos a sentir-nos mais equilibrados e calmos, apesar da 
tensa. 
Ajuda afirmarmos que o que esta acontecendo e urn perfodo 
temporario, parte de urn plano born e solido. Podemos estar certos 
de que superaremos isso. Nao seremos destruidos. Nao desabare-
mos ou ficaremos soterrados. 
Ajuda voltarmos para os prindpios basicos - focalizar no des-
ligamenta, lidar com nossos sentimentos, e viver urn dia de cada 
vez. 
Nosso foco principal em periodos de estresse e cuidar de nos 
mesmos. Estamos mais bern equipados para superar as circunstan-
cias mais irregulares, esumos melhor para ajudar os outros, se cui-
damos de nos mesmos. Podemos perguntar-nos regularmente: o que 
preciso fazer para tomar conta de mim mesmo? 0 que me pode aju-
dar a sentir-me melhor ou mais confortavel? 
Cuidar de si mesmo pode nao ser tio facil em tempos de ten-
sao. Negligenciar-se pode parecer mais confortavel. Mas cuidar de 
si mesmo sempre funciona. 
Hoje, me lembrarei de que niio ha situa§iio que niio possa ser benefuiada se eu 
cuidar de mim mesmo. 
23 de abril 
Abrindo-nos para o Amor 
Permitir que recebamos amor e urn dos maiores desafios que en-
frentamos ao recuperar-nos. 
Muitos de nos nos bloqueamos para receber amor. Talvez par 
termos vivido com pessoas que usaram o amor para nos controlar. 
Elas estavam Ia, mas a urn alto para nossa liberdade. 0 amor 
nos foi dado ou negado, para nos controlar e obter poder sobre nos. 
Nao era confiavel receber amor dessas pessoas. Podemos ter-nos 
A Linguagem da Liberdade 129 
acostumado a nao receber amor, a nao reconhecer nossa necessida-
de de amar, porque vivemos com pessoas que nao tinham amor 
verdadeiro para dar. 
A certa altura da descobrimos que n6s, tambem, 
desejamos e necessitamos ser amados. 0 que fazemos? Quem pode 
nos dar am or? Como podemos determinar quem e confiavel e quem 
nao e? Como podemos deixar que se importem conosco sem nos 
sentirpresos, explorados, amedrontados e incapazes de cuidar de 
nos mesmos? 
Aprenderemos. 0 ponto de partida e entregar-nos. Ao desejo 
de sermos amados, a necessidade de sermos acariciados e amados. 
Ficaremos cada vez mais confiantes em nossa capacidade de cuidar 
de n6s mesmos com as pessoas. Sentir-nos-emos seguros 
para deixar que elas se importem conosco; a confiar 
em nossa capacidade de escolher pessoas em quem podemos con-
fiar e que nos podem dar amor. 
Pode ser que primeiro fiquemos com raiva- com raiva porque 
nossas necessidades nao foram satisfeitas. Depois podemos nos tor-
oar gratos aquelas pessoas que nos mostraram 0 que niio desejamos, 
as que nos ajudaram a acreditar que merecemos amor, e as que en-
traram em nossa vida para nos amar. 
Estamos nos abrindo como flores. As vezes, doi quando as peta-
las se abrem. Alegre-se. Nosso esta se abrindo para o amor 
que existe e continuara existindo para n6s. 
Entregue-se ao am or que ha para nos, ao am or que as pessoas, o 
Universo e nosso Poder Superior colocam em nosso caminho. 
Entregue-se ao amor, sem permitir que as pessoas nos contro-
lem ou nos de cuidar de n6s mesmos. Comece entregan-
do-se ao am or por voce mesmo. 
Hoje, me abrirei ao amor que existe para mim; me abrirei ao amor que seja 
seguro, sabendo que posso cuidar de mim mesmo. Serei agradecido as pessoas 
de meu passado que me ajudaram no processo de me abrir para o amor. Dese-
jo, aceito e agradefo o amor que esta chegando para mim. 
130 Melody Beattie 
24 de abril 
no Trabalho 
Muitas vezes, as li!;6es espirituais e de recupera!;iO que aprendemos 
no trabalho refletem as li!;6es que aprendemos em outras areas de 
nossa vida. 
Muitas vezes, os sistemas que nos atraem em nossa vida profis-
sional sao similares aos sistemas nos quais estamos vivendo e aman-
do. Sao esses os sistemas que refletem nossos problemas e podem 
nos ajudar a aprender nossas li!;Oes. 
Estamos pouco a pouco aprendendo a confiar em n6s mesmos 
no trabalho? E em casa? Estamos pouco a pouco aprendendo a cui-
dar de n6s mesmos no trabalho? E em casa? Estamos pouco a pou-
co descobrindo os limites e a superando o medo e 
lidando com as 
Se procurarmos em nossa carreira profissional, provavelmente 
descobriremos que ela era urn espelho de nossos problemas, de nosso 
crescimento. E provavelmente agora tambem e. 
Por hoje, podemos acreditar que estamos exatamente onde pre-
cisamos estar- em casa e no trabalho. 
Hoje aceitarei min has presentes circu nstancias no trahalho. Refletirei sohre se 
tudo o que estou aprendendo em minha vida se aplica ao que estou aprenden-
do quanta ao meu trahalho. E, se nao sou her, dispor-me-ei a entregar-me ate 
que isso se /orne claro. Deus, ajude-me a aceitar o trahalho que mefoi dado 
hoje. Ajude-me a estar disponfvel e a aprender o que preciso aprender. A jude-
me a confzar que isso podera e sera hom. 
25 de abril 
Encontrando Nossa Pr6pria Verdade 
Devemos descobrir a nossa propria verdade. 
Nao nos ajuda se aqueles que amamos encontram sua verdade. 
A Linguagem da Liberdade 131 
Eles nao podem da-la para nos. Nao importa se alguem a quem 
amamos sabe de uma verdade particular sobre nossa vida. Devemos 
descobrir nossa verdade por nos mesmos. 
Devemos descobrir e ficar em nossa propria luz. 
Quase sempre, temos de lutar, errar e ficar confusos e frustra-
dos. E assim que conseguimos veneer a !uta; e assim que aprende-
mos 0 que e verdadeiro e certo para nos mesmos. 
Podemos compartilhar informa!;Oes com os outros. Os outros 
podem nos dizer o que podem prever se seguirmos determinado 
caminho. Mas isso nao significa nada ate compreendermos a men-
sagem e isso se tornar a realidade, a nossa descoberta, o nosso co-
nhecimento. 
Nao hi uma maneira facil de penetrar e encontrar a verdade. 
Mas podemos e conseguiremos, se quisermos. 
Podemos querer fazer isso mais facilmente. Podemos nervosa-
mente correr para os amigos, pedir-lhes que nos deem sua verdade 
ou nos ajudem a descobrir a nossa mais facilmente. Eles nao po-
dem. A luz so iluminara na bora certa. 
Cada um de nos tern sua propria de verdade, esperando 
para nos ser revelada. Cada urn de nos tern sua propria de 
luz esperando que paremos sob ela, para revelar-se como nossa. 
0 encorajamento ajuda. 0 apoio ajuda. Mas a frrme de 
que cada pessoa tern sua pr6pria verdade- apropriada a cada situa-
e 0 que realmente ajudara. 
Cada e:xperiencia, cada frustra!;io, cada tern sua propria 
verdade esperando para ser revelada. Nio desista ate encontra-la-
por st mesmo. 
Seremos guiados a verdade, sea procurarmos. Nao estamos s6s. 
Hoje, procurarei minha propria verdade e permitirei que os outros fo(am o 
mesmo. Colocarei valor em minha visao e nas visiks dos outros. Todos estamos 
nesta jornada,fazendo nossas pr6prias descohertas- as que sao certas para 
n6s hoje. 
132 Melody Beattie 
26 de abril 
Resistindo a Negatividade 
Algumas pessoas sao portadoras de negatividade. Sao annazens 
6dio e de violentas. Algumas ficam presas no papel de Vl-
tima e a gem de maneira Ol desenvolver sua E outras ainda 
estio presas no ciclo de padroes viciosos e compulsivos. 
A energia negativa pode ser urn poderoso arrastao sobre n6s, 
principalmente se estamos lutando para manter o equillbrio e a ener-
gia positiva. Talvez os que em item energia negativa .sostaria.m de nos 
carregar para a escuridao com eles. Nao temos de rr. Sem JUlgi-los, 
podemos decidir que e certo afastar-nos para Ionge, que e certo pro-
tegennos a n6s mesmos. . . _ 
Nao podemos mudar as pessoas. Ficannos deseqmhbrados nao 
ajudari a ninguem. Nao as guiaremos a Luz, pennanecendo no es-
curo com elas. 
Hoje, Deus, ajude-me a con veneer-me de que nao tenho de ser car-
regado para a negatividade, mesmo por aqueles a quem amo. t1 
estabelecer limites. Ajude-me a con veneer-me de que e certo cutdar de mtm 
mesmo. 
27 de abril 
Libertando-nos da Necessidade de Controlar 
As recompemliS do desligamento siio muilliS: serenidade; 
profunda semafiiO de paz; a capacidade de dare receber amor de 
modo positivo, energizador; e a liberdade de encontrar verdadei-
TliS solufi5es para nossos problemliS. 
- Co-dependencia nunca mais 
A Linguagem da Liberdade 133 
Libertar-nos de nossa necessidade de controlar pode libertar outros 
e a n6s mesmos. Pode colocar em liberdade o nosso Poder Superior 
para enviar o mellior para n6s. 
Se nao estivessemos tentando controlar algo ou a alguem, o que 
estariamos fazendo de diferente? 
0 que farfamos que estamos deixando de fazer agora? Aonde 
irlamos? 0 que dirlamos? 
Que decisoes tomarlamos? 
0 que pedirlamos? Que limites seriam estabelecidos? Quando 
diriamos sim ou nao? 
Se nao estivessemos tentando controlar se uma pessoa gosta ou 
nao de nos, ou sua a n6s, o que farfamos de diferente? Se 
estivessemos tentando controlar o curso de urn relacionamento, o 
que farfamos diferente? Se nao estivessemos tentando controlar o 
comportamento de outra pessoa, como pensarfamos, sentiriamos, 
falariamos e nos comportariamos de modo diferente? 
0 que nao estamos nos pennitindo fazer, enquanto esperamos 
que a pr6pria possa influenciar uma detenninada 
ou pessoa? Existem certas coisas que estamos fazendo que deixa-
riamos de fazer? 
N6s nos tratarfamos de modo diferente? 
N6s nos permitirfamos desfrutar mais a vida enos sentirfamos 
melhor oeste exato momento? Deixariamos de nos sentir tio mal? 
Nos tratariamos melhor? 
Se nao estivessemos tentando controlar, o que farfamos de dife-
rente? uma lista, e depois tudo o que colocou na lista. 
Hoje, indagarei a mim mesmo o que estariafazendo se nao estivesse tentan-
do controlar. Quando ouvir a resposta,Jarei isso. Deus, ajude-me a aban-
donar a necessidade de controlar. Ajude-me a libertar os outros e a mim 
mesmo. 
134 Melody Beattie 
28 de abril 
Raiva de Membros da Familia 
Muitos de n6s temos raiva de certos membros de nossa familia. 
Alguns de n6s temos muita raiva e 6dio -que parece continuar 
ano ap6s ano. 
Para muitos de n6s a raiva era a unicamaneira de quebrar urn 
nao saudavel ou a ligac;ao entre certo membro da famllia e n6s 
mesmos. Era a forc;a que evitava que fOssemos mantidos presos -
mental, emocional e as vezes espiritualmente- a certos membros 
da familia. 
E importante permitir que sintamos- e aceitemos- raiva de 
certos membros da familia, sem culpa ou vergonha de n6s mesmos. 
E tambem importante examinar nossos sentimentos de culpa com 
relac;ao aos membros da famllia porque a raiva e a culpa geralmente 
estao entrelac;adas. 
Podemos aceitar, e mesmo agradecer, a nossa raiva por nos pro-
teger. Mas podemos tam bern estabelecer outro objetivo: ode liber-
tar-nos. 
Assim que o fizermos, nao precisaremos mais de nossa raiva. 
Assim que o fizermos, poderemos perdoar. 
Pense em coisas carinhosas, pense em coisas curadoras com re-
lac;ao aos membros da familia. Mas permita-se sentir raiva quando 
precisar sentir. 
E depois tente terminar com a raiva. Mas precisamos ser gentis 
conoscos mesmos se essa emoc;ao vier a superfi'cie de tempos em 
tempos. 
Agradec;a a Deus por essa emoc;ao. Sinta-a. Solte-a. Pec;a a Deus 
para ajudar a libertar-nos e a cuidar de n6s mesmos. 
Deixe a luz dourada da cura brilhar sobre todos a quem ama-
mos e sobre todos de quem sentimos raiva. Deixe a luz dourada da 
cura brilhar sobre n6s. 
Confie que a cura esta acontecendo, agora. 
A Linguagem da Liberdade 135 
Ajude-me a aceitar as potentes que possa sentir sobre membros de minha 
famtlia. Ajude-me a ser agradecido pela li{ao que me estao ensinando. Aceito 
a luz dourada da cura que agora brilha sobre mime minhafomtlia. 
a Deus porque a cura nem sempre vem num pacote arrumado e meticuloso. 
29 de abril 
Iniciando Relacionamentos 
Quase sempre podemos aprender muito sobre n6s mesmos atraves 
das pessoas as quais estamos ligados. 
A medida que progredimos em nossa recuperac;ao, aprende-
mos que nao podemos rna is formar relacionamentos somente basea-
dos na atrac;ao. Aprendemos a ser pacientes, a permitir-nos levar 
em conta fatos importantes, e a processar informac;oes sobre aquela 
pessoa. 
0 que estamos buscando na recuperac;ao e a atrac;ao saudavel as 
pessoas. Permitimo-nos ser atraldos ao que as pessoas sao, nao ao 
seu potencial ou ao que esperariamos que fossem. 
Quanto mais trabalhamos nos problemas de nossa familia de 
origem, menos precisamos trabalhar atraves delas com as pessoas 
para as quais somos atraidos. Terminar nossos problemas do passa-
do nos ajuda a formar relacionamentos novos e mais saudaveis. 
Quanto mais superarmos nossa necessidade de ser excessiva-
mente tomadores de conta, menos nos encontraremos atraidos para 
pessoas que precisam de protecsao constantemente. 
Quanto mais aprendemos a amar e a respeitar a n6s mesmos, 
mais nos tornaremos atraldos para pessoas que nos amario e res-
peitarao, e a quem podemos amar e respeitar com seguranc;a. 
lsso e urn processo Iento. Precisamos ser pacientes com n6s 
mesmos. 0 tipo de pessoas que nos atrai nao precisa mudar da noi-
te para o dia. Sentirmos atrac;ao por pessoas problematicas pode durar 
muito tempo na recuperacsao. Isso nao significa que precisamos per-
mitir que nos controlem. 0 fato e que iniciaremos e manteremos 
relacionamentos com pessoas com as quais precisamos estar ate 
136 Melody Beattie 
aprendermos 0 que for preciso aprender - nao importa 0 tempo 
que estamos nos recuperando. 
Nao importa com quem nos relacionamos ou o que descobri-
mos acontecer no relacionamento, 0 problema ainda e nosso, e nao 
da outra pessoa. Esse e o nucleo, a e o poder da recupe-
Podemos aprender a cuidar de -n6s mesmos durante o processo 
de iniciar e formar urn relacionamento. Podemos aprender a ir de-
vagar. Podemos aprender a prestar Podemos permitir-nos 
cometer erros, mesmo quando sabi.amos que estavamos errados. 
Podemos dcixar de culpar Deus por nossos relacionamentos, e 
a ser responsaveis por eles. Podemos aprender a desfrutar 
os relacionamentos saudaveis e a afastar-nos rapidamente dos mais 
problematicos. 
Podemos aprender a procurar o que e hom para n6s em vez do 
que e hom para a outra pessoa. 
Deus, ajude-me a prestar atenkao em meus comportamentos durante o proces-
so de iniciar um relacionamento. Ajude-me a ser responsavel por mim mesmo 
e a aprender o que preciso aprender. Confzarei em que as pessoas que desljo e 
preciso aparecerao em minha vida. Compreendo que, se um relacionamento 
ntio for bom para mim, tenho o direito e a capacidade de recusar-me a entrar 
nele-em bora a outra pessoa pense que possa ser hom para ela. Estarei aberto 
as li{Oes que preciso aprender sobre mim mesmo nos relacionamentos, para que 
esttja preparado para relacionar-me o melhor poss!vel com as pessoas. 
30 de abril 
Equilibrio 
0 objetivo principal e 0 equilibria. 
Precisamos de equilibria entre trabalho e diversao. Precisamos 
de equilibria entre dare receber. Precisamos de equilibria entre 
pensamentos e Precisamos de equilibria entre cuidar de 
nosso ser fisico e de nosso ser espiritual. 
A Linguagem da Liberdade 137 
Uma vida equilibrada tern harmonia entre a vida profissional e 
a vida pessoal. Ha horas em que precisamos escalar montanhas no 
trabalho. Ha horas em que colocamos energia extra em nossos rela-
cionamentos. Mas o total precisa ser equilibrado. 
Assim como uma dieta balanceada leva em o obje-
tivo total de nossas necessidades nutritivas para sermos saudaveis, 
uma vida balanceada leva em conta todas as nossas necessidades: a 
necessidade deter amigos, trabalho, amor, familia, diversao, tempo 
para nos mesmos, tempo para recuperar-nos, e tempo espiritual-
tempo com Deus. Se ficarmos desequilibrados, nossa voz interior 
nos dira. Precisamos ouvi-la. 
Hoje, examinarei minha vida para verse a balan,a tem pendido muilo para 
uma area e ntio o bastante para outras. Empenhar-me-ei em conseguiro equi-
Ubrio. 
Maio 
1° de maio 
da 
Esta ora!faO e baseada num capitulo do 0 grande livro dos Alco6licos 
Anonimos: 
Obrigado por me ter mantido s6brio on tern. Por favor, ajude-
me a manter-me s6brio hoje. 
Nas pr6xirnas vinte e quatro horas, rezarei para conhecer Sua 
vontade para comigo, e a capacidade de consegui-la. 
Por favor, liberte meus pensamentos da obstina!fao, do oportu-
nismo, da desonestidade e das coisas erradas. 
De-meo pensamento, a palavra e a a!fao certos. Mostre-me qual 
devera ser meu proximo passo. Quando em duvida, por favor de-
me Sua inspira!fao e orienta!fao. 
Pe!fO que o Senhor me ajude a resolver meus problemas, para 
Sua gloria e honra. 
Esta e uma ora!faO de recupera!fao. Pode ajudar-nos a superar 
qualquer situa!faO. Nos dias a seguir, desenvolveremos seu concei-
to. Se fizermos esta ora!fao, podemos confiar que ela sera respondi-
da com urn sim. 
Hoje, confzarei em que Deus fora por mim o que niio posso fazer sozinho. Farei 
minha parte, praticando os Doze Fbssos, e deixando que Deus fa£a o resto. 
2 de maio 
Nosso Poder Superior 
Nas pr6ximas vinte e quatro horas ... 
Quando nos recuperamos, vivemos a vida urn dia de cada vez, uma 
ideia que precisa de uma enorme quantidade de fe. Recusamo-nos 
{ 
142 Melody Beattie 
a olhar para tr.is-a menos que a cura do passado fa<;a parte do traba-
lho do dia de hoje. Olhamos para a frente somente para fazer pianos. 
Concentramo-nos nas atividades do dia de hoje, vivenciando-o o 
melhor que pudermos. Se fizermos isso, teremos dias inter-
ligados de vida saudavel para transformarem nossa vtda em algo 
valioso. 
... rezarei para conhecer Sua vontade para comigo ... 
Colocamo-nos sob o desejo de Deus. Deixamos de ten tar con-
trolar, e escolhemos uma vida que seja flexivel. Confiamos vonta-
de de nosso Poder Superior- que e born, generoso e onentador. 
Estamos aprendendo, atraves de erros e acertos, a separar nossa 
vontade da vontade de Deus. Aprendemos que a vontade de Deus 
nao e opressiva. Aprendemos que as vezes ha uma diferen<;a entre o 
que os outros querem que fa<;amos e o desejo de Deus. Es,tamos 
tambem aprendendo que Deus nao nos criou para sermosco-
dependentes, martires, controladores ou tomadores de conta. 
Estamos aprendendo a confiar em n6s mesmos. 
... e a capacidade de consegui-la. 
Faz parte da recupera<;io aceitarmos a de for<_Sa. 
Uma importante parte da recupera<_SaO e reivindtcar a capactdade de 
cuidarmos de n6s mesmos. 
As vezes precisamos fazer coisas assustadoras ou dolorosas. ' , Outras, precisamos dar urn passo para o lado, urn passo para tras ?u 
urn passo para a frente. Precisamos pedir a ajuda de urn Poder mator 
do que nos mesmos para fazer isso. . 
Nunca seremos exigidos a fazer nada que nao temos capactdade 
de fazer. 
Hoje, posso ped ira energizadora Fonte do Poder para me ajudar. Esse Poder 
e Deus. Pedirei o que necessito. 
A Linguagem da Liberdade 
3 de maio 
Libertando-nos do Oportunismo 
Por Javor, liberte meus pensamentos da teimosia, do oportunis-
mo, da desonestidade e das coisas erradas. 
- Parafraseado dos Alco6licos Anonimos 
143 
Ha uma diferen<;a entre possuirmos o poder de tamar conta de nos 
mesmos, como parte da vontade do Senhor para a nossa vida, e a 
teimosia. Ha uma diferen<;a entre o cuidar de si mesmo e procurar 
a si mesmo. E nossos comportamen_!9S-nao sao tio sujeitos a criti-
cas quanto os motivos a eles subor<finados. 
Ha urn sentimento harmonica, gentil, preciso, de possuirmos 
nosso poder, de cuidarmos de n6s mesmos, e agir por motivos sau-
daveis que nao estio presentes na teimosia e no oportunismo. Apren-
deremos o discemi-los. Mas nem sempre saberemos a diferen<_Sa. 
As vezes, nos sentiremos culpados e ansiosos scm necessidade. Po-
deroos ficarsurpresos com a maneira carinhosa com que Deus quer 
que tratemos a nos mesmos. Podemos confiar que o cuidado pro-
prio e sempre apropriado. Queremos nos livrar da teimosia e do 
oportunismo, mas somos sempre livres para cuidar de n6s mesmos. 
Deus, por favor, guie meus rnotivos hoje, e mantenha-me no Seu caminho. 
Ajude-me a amar a mim mesmo e tambem os outros. Ajude-me a compreen-
der que, na maioria das vezes, essas duas ideias estiio interligadas. 
4 de maio 
Libertando-se das Desordens Compulsivas 
Obrigado porter me mantido s6brio ontem. Por fovor, ajude-me 
a me manter s6brio hoje. 
- Parafraseado dos Alco6licos Anonimos 
( 
144 Melody Beattie 
Ao iniciar minha libertacsao da co-dependencia, fiquei furiosa por 
ter de aprender outro programa de recuperacsao. Sete anos antes, 
havia comecsado a recuperar-me da dependencia quimica. Nao pa-
recia justo que uma pessoa tivesse de se tratar de dois problemas 
enormes numa vida so. 
Superei a ram. Aprendi que min has recuperacsoes nao sao isoladas 
uma da outra. Muitos de nos que nos-estamos recuperando de proble-
mas de co-dependencia e de filhos adultos, estamos tam bern recupe-
rando-nos de vfcios: alcoolismo, dependencia de outr.ts drogas,jogo, 
comer demais, trabalhar compulsivamente ou do sexo compulsivo. 
Alguns de nos estamos tentando livrar-nos de outras desordens com-
pulsivas-desde tomarconta dos outros are sentimentos compulsivos 
de nos sentirmos miseraveis, culpados ou envergonhados. 
Uma parte importante da recuperacsao da co-dependencia e fi-
carmos livres e Ionge de nossos vi'cios ou comportamentos compul-
sivos. A recuperacsao e urn grande salao em que entramos, chama-
dos a viver saudavelmente. 
Podemos agitar a bandeira branca da rendicsao. Podemos recor-
rer com confiancsa a urn Poder superior a nos mesmos para aliviar-
nos de nossos comportamentos compulsivos. Agora sabemos disso. 
Uma vez que comecsamos a praticar ativamente urn programa de 
recuperacsao, Deus nos livrara de nossos vfcios. Pecsa a Deus a cada 
manha para nos ajudar a ficarmos livre de nossos vi'cios e 
soes. a Deus por nos ter ajudado no dia anterior. 
Hoje, Deus, ajude-me a prestar aten{tio a todos os aspectos de minha recupe-
ra{tio. Ajude-me a saber que antes que eu possa lrabalhar os pontos delicados 
de mittha recupera1ao, como meus relacionametttos, primeiro preciso liberfar-
me dos comportamenfos viciosos. 
5 de maio 
Controle 
Muitos de nos tentamos manter o universo em orbita, pura e sim-
plesmente, atraves da nossa energia mental. 
A Linguagem da Liberdade 145 
0 que acontecera se nos libertarmos, se pararmos de tentar 
manter o mundo girando e deixarmos que ele gire sozinho? Ele 
continuara girando. Continuara exatamente em sua orbita, sem 
qualquer ajuda nossa. E estaremos livres para relaxar e desfrutar 
nosso Iugar dentro dele. 
0 controle e uma ilusao, principalmente o tipo de controle que 
tentamos exercer. Na verdade, controlar da a outras pessoas pro-
blemas e doencsas, como o alcoolismo, controle sobre nos. Tudo que 
tentamos controlar exerce um controle sobre nose sobre nossa vida. 
Entreguei esse controle a muitas coisas e pessoas em minha vida. 
Nunca obtive os resultados que desejava atraves de controlar ou 
tentar controlar as pessoas. 0 que recebi desses foi uma 
vida descontrolada, porque na verdade o descontrole estava dentro 
de mim ou em problemas externos. 
Ao nos recuperarmos, fazemos uma troca. Entregamos uma vida 
que tentavamos controlar e recebemos de volta algo melhor- uma 
vida controlavel. 
trocarei uma vida de controles por uma vida controlavel. 
6 de maio 
Sentindo-se Bem 
Facsa com que voce se sinta bern. 
Devemos primeiro fazer com que nos sintamos melhor, depois 
com que nos sintamos bern. A nao e apenas para acabar 
com as emocsoes dolorosas; ela serve tambem para criar uma vida 
boa para nos mesmos. 
Nao temos de privar-nos de atividades que nos ajudam a sen-
tir bern. lr a reunioes, deitar-se ao sol, exercitar-se, dar uma cami-
nhada ou encontrar urn amigo sao atividades que nos podem aju-
dar a nos sentirmos bern. Cada urn de nos tern sua lista. Se nao, 
agora estamos livres para explorar, experimentar e fazer nossa pro-
pria lista. 
( 
146 Melody Beattie 
Quando experimen tar urn comportamento ou uma atividade que 
causem uma coloque-os na lista. Depois exercite-os 
freqiien temente. 
Vamos parar de privar-nos de coisas boas, e a fazer coi-
sas que nos sentir hem. 
Hoje, desenvolverei uma atividade ou um comportamento que provocara uma 
sensa,ao boa para mim. Se estiver incerto sobre o que gosto, experimentarei 
hoje um novo comportamento. 
7 de maio 
Libertando-se do Medo 
0 medo esta no amago da co-dependencia. Pode motivar-nos a con-
trolar as ou a negligenciar a nos mesmos. 
Muitos de n6s temos tido medo ha tanto tempo que nao cha-
mamos nossos sentimentos de medo. Estamos acostumados a sen-
tir-nos aborrecidos e ansiosos. Isso parece normal. 
A paz e a serenidade podem ser desconfortaveis. 
Durante certo tempo, o medo pode ter sido apropriado e util. 
Podemos ter confiado no medo para nos proteger, assim como os 
soldados durante a guerra confiam no medo para ajuda-los a sobre-
viver. Mas agora, ao nos recuperarmos, estamos vivendo a vida de 
forma diferente. 
E hora de agradecer aos nossos velhos medos por nos ajudarem 
a sohreviver, e depois despedir-nos deles. De as boas-vindas a paz, a 
a e a Nao precisamos mais de tanto 
medo. Podemos ficar com nossos medos saudaveis e ahandonar o 
resto. 
Agora podemos criar nossa pr6pria de seguranc;a. Agora, 
estamos a salvo. Assumirnos urn compromisso de tomar conta de 
nos mesmos. Podemos confiar e amar a nos mesmos. 
A Linguagem da Liberdade 147 
Deus, ajude-me a abandonar a necessidade de Jer medo. Substitua-a pela 
necessidade de viver em paz. Ajude-me a escutar meus medos saudaveis e a 
abandonar o resto. 
8 de maio 
Dando-nos o que Merecemos 
Eu tinha um bom emprego, com um salario decente. Vinha re-
cuperando-me lui anos. Cada manlui, entrava em meu carro e 
agradecia a Deus pelo carro. 0 aquecimento nao Juncionava. E 
a chance de o carro pegar era quase tao grande quanto a de nao 
pegar. Eu sofria e agradecia a Deus. Um Jia, ocorreu-me que 
nao havia absolutamente razao alguma que me impedisse de com-
prar um carro novo - naquele mesmo instante - se assim o 
desejasse. Eu me estava rigozijando com a priva¢o e o mart{rio 
desnecessarios. Naquelemesmo dia comprei um carro novo. 
- Anonimo 
Nossa reac;ao instintiva a algo que desejamos ou necessitamos qua-
se sempre e: "Nao! Nao posso comprar isso!" 
Mas podemos aprender a perguntar-nos: "Eu posso?" 
Muitos de n6s temos aprendido a geralmente privar-nos de 
qualquer coisa que podemos desejar, e quase sempre de coisas que 
necessitamos. 
As vezes, podemos usar mal o conceito de gratidao para nos 
manter desnecessariamente privados. 
A gratidao pelo que temos e urn conceito irnportante na recu-
perac;ao. Como o e acreditar que merecemos o melhor e fazer urn 
para deixa.r de privar-nos e a tratar-nos hem. 
Nao ha nada de errado em comprar o que desejamos, se pode-
mos pagar por isso. Aprenda a confiar e a escutar a si proprio sobre 
o que deseja. Nao ha nada de errado em se dar urn presente, em 
comprar algo novo para voce mesmo. 
148 Melody Beattie 
Claro que ha momentos em que e melhor esperar. Em certas 
ocasioes reahnente nio podemos pagar urn luxo. Mas ha muitas vezes 
em que o podemos. 
Hoje, combinarei os princ{pios da gratid5o pelo que possuo com a cren£a de que 
mere£o o melhor. Se n5o ha uma boa raz5o para me privatj n5o me privarei. 
9 de maio 
Aprendendo Novos Comportamentos 
As vezes, daremos alguns passos para tras. Isso tambim i nor-
mal. As vezes, i necessario. As vezes, i parte de ir para afrente. 
- Co-dependencia nunca mais 
A Vida e uma professora delicada. Ela nos quer ajudar a aprender. 
As que ela nos quer ensinar sao as que precisamos apren-
der. Alguns dizem que escolhemos as antes de nascer. Outros 
dizem que essas foram escolhidas para n6s. 
E frustrante estar no meio da aprendizagem. E como sentar-se 
numa aula de algebra, ouvindo o professor explicar uma materia alem 
de nossa compreensio. Nio compreendemos nada, mas o profes-
sor confia na nossa compreensio. 
Pede parecer que alguem nos esta torturando com 
que nunca compreenderemos. Nos e Fica-
mas com raiva. Frustrados. Confusos. Finalmente, em desespero, 
achamos que a f6rmula nunca entrara em nossa 
Mais tarde, ao darmos uma calma caminhada, descobrimos que 
conseguimos. Calmamente, o presente da compreensio 
aqueles lugarezinhos mais profundos que existem dentro de n6s. 
Compreendemos. Aprendemos. No dia seguinte, na aula, e dificil 
imaginar como nio pudemos compreender. E diffcil compreender 
a e a confusio daqueles que ainda nio aprenderam. Tudo 
e tao Jacil ... agora. 
A Lingua gem .da Liberdade 149 
A vida e uma professora delicada. Ela nos repetira a ate 
aprendermos. E normal ficarmos frustrados. Confusos. Raivosos. 
As vezes, ate desesperados. Depois, e normal nos afastarmos e per-
mitirmos que a descoberta 
E acontecera. 
Ajude-me a lembrar que a frustra£5o e a confusao geralmente precedem o cres-
cimento. Se minha situa£50 esta me desafiando e porque estou aprendendo algo 
novo, alcanfando um nivel mais elevado de compreens5o. Ajude-me a ser gra-
to, mesmo durante minhafrustra£5o, e que a vida seja uma progress5o exci-
tante de li£OeS. 
10 de maio 
Desfrutando os Dias Bons 
As coisas boas podem fazer parte habitual de sua vida. 
Nio ha absolutamente nenhuma virtude no sofrimento desne-
cessario que muitos de n6s sentimos durante tanto tempo de nossas 
vidas. Nao temos de permitir que outros nos sentir misera-
veis, e nio nos temos de sentir miseciveis. 
Urn born dia nio tern de sera tal "calma antes da tempestade". 
E uma antiquada maneira de pensar que aprendemos em sistemas 
problematicos disfuncionais. 
Ao nos recuperarmos, ter urn born dia ou uma boa nio 
significa que estamos em Nio temos de destruir nossos 
boos momentos obsessivamente procurando ou criando problemas. 
Nio nos temos de sentir culpados porque outras pessoas nio 
tiveram urn dia hom. Nio nos temos de sentir mal como elas. Elas 
vivem seus dias e n6s vivemos os nossos. 
Uma boa deve ser desfrutada. Mais do que podemos 
imaginar, OS OOOS dias estao af, a OOSSa frente. 
Hoje, me permitirei de.ifrutar o que e hom. N5o tenho de destruir meu dia o14 
uma boa sensa£5o; e tampouco tenho de deixar que outros o estraguem. 
150 Melody Beattie 
11 de maio 
A 
Antes de nossa muitos de n6s tendemos 
a nos apoquentar sem d6. As vezes, tambem temos a tendencia de 
nos apoquentarmos depois de a recuperar-nos. 
"Se realmente estivesse me recuperando, eu nao estaria fazendo 
isso de novo" ... "Eu deveria estar mais adiantado do que estou." Es-
sas sao que fazemos quando nos estamos sentindo en-
vergonhados. Nao e preciso que nos tratemos assim. Nao nos faz 
hem. 
Lembre-se, a vergonha nos bloqueia. Mas o amor-pr6prio e a 
nos permite crescer e mudar. Se realmente fizemos algo 
para nos sentir culpados, podemos remediar isso com uma corre-
e uma atitude de pr6pria e amor. 
Mesmo se derraparmos de volta para nossa antiga e co-depen-
dente maneira de pensar, de sentir e de nos comportar, nao nos pre-
cisamos envergonhar. Todos n6s regredimos de vez em quando. E 
assim que aprendemos e crescemos. Recair ou reciclar e parte im-
portante e necessaria da Ea maneira de sairdessa recafda 
nao e envergonhando-nos. E a maneira de nos reciclarmos tam hem 
nao e envergonhando-nos. Isso nos leva mais profundamente a nossa 
co-dependencia. 
Muita dor resulta de tentarmos ser perfeitos. A e im-
possfvel, a menos que pensemos nela de uma nova maneira: A per-
foifao e ser quem somos e onde estamos hoje; e aceitar e amar a n6s 
mesmos assim como somos. Cada urn esti exatamente onde deve 
estar na 
Hoje, amarei e aceitarei a mim mesmo pelo que sou e onde estou em meu pro-
cesso de recupera£ao. Estou exatamente onde devo estar para ir para onde vou 
amanha. 
A Linguagem da Liberdade 151 
12 de maio 
Intimidade 
Podemos aproxi.mar-nos das pessoas. 
Muitos de n6s possufmos manias profundamente arraigadas de 
sabotar amizades. Alguns de n6s podemos instintivamente termi-
nar urn relacionamento quando passa a existir urn certo nfvel de 
proximidade e intimidade. 
Quando nos a sentir pr6ximos a alguem, as vezes 
nos concentramos tanto num defeito de personalidade daquela pes-
soa e o tornamos tao grande que e s6 o que conseguimos enxergar. 
Ou nos afastamos, ou empurramos a pessoa para Ionge para criar 
distincia. Ou a criticar a pessoa, uma maneira certa de 
criar distincia. 
As vezes, a ten tar controlar a pessoa, urn comporta-
mento que evita intimidade. 
Podemos dizer a n6s mesmos que nao queremos ou nao preci-
samos de outra pessoa, ou ainda podemos sufocar a outra pessoa com 
nossas necessidades. 
As vezes, nos derrotamos tentando estar perto de pessoas nao 
disponfveis a intimidade- pessoas com vkios ativos, ou que nao 
preferem estar junto a n6s. Outras vezes, escolhemos pessoas com 
certos defeitos, para quando chegarmos rna is perto termos uma val-
vula de escape. 
Temos medo, e tememos perder a n6s mesmos. Temos medo 
de que a intimidade signifique que nao seremos capazes de possuir 
nosso poder para cuidar de n6s mesmos. 
Ao nos recuperarmos, aprendemos que e hom nos aproximar-
mos das pessoas. Estamos escolhendo relacionar-nos com pessoas 
confiantes e confiaveis, e portanto a proximidade e possfvel. A pro-
ximidade nao significa que temos de perder a n6s mesmos, ou a nossa 
vida. Conforme ja dito por alguem, estamos aprendendo que pode-
mos controlar nos so poder com as pessoas, mesmo quando estamos 
pr6:ximos, mesmo quando a outra pessoa possui algo de que neces-
sitamos. 
152 Melody Beattie 
Hoje, estarei dispon£vel para a proximidade e intimidade com as pessoas, quando 
chegar a lwra. Sempre que poss£vel, me permitirei ser quem sou, deixarei os 
outros serem quem siio, e deifrutarei do v!nculo e dos bons sentimentos entre 
nos. 
13 de maio 
Limites de Propriedade 
Urn valioso instrumento para nossa e aprender a iden-
tificar quem possui o que, principahnente no comportamento que 
chamamos de desligamento. Depois, deixamos cada pessoa ter e 
possuir sua propriedade certa. 
Se alguem possui urn vi'cio, urn problema, urn sentimento ou 
urn comportamento derrotista, isso e propriedade dele,nao nossa. 
Se alguem for urn martir, imerso em negatividade, controlando ou 
manipulando, isso e assunto dele, e nao nosso. 
Se alguem se comportou de determinada forma e isso causou 
urn certo constrangimento, tanto o comportamento como o cons-
trangimento sao dele e nao nossos. 
Se alguem esta em e nao consegue pensar claramente 
sobre urn assunto em particular, essa confusio pertence a ele. 
Se alguem tern certa dificuldade ou capacidade limitada de amar 
ou de se importar, isso e propriedade dele, e nao nossa. Se algucm 
nio tern ou carinho para dar, isso e propriedade dessa 
pessoa. 
As mentiras, as os truques, as os com-
portamentos abusivos, improprios, enganadores- todos os maus 
comportamentos das pessoas pertencem a elas. E nao a nos. 
As e os sonhos das pessoas tam bern sao propriedade 
delas. Suas culpas tambem pertencem a elas. Suas alegrias ou des-
tambem sao delas. Como o sao suas e mensagens. 
Se uma pessoa nao gosta de si mesma, essa escolha e dela. As 
escolhas de outras pessoas sao propriedade delas, e nao nossa. 
0 que as pessoas decidem dizer ou fazer sao assuntos delas. 
A Linguagem da Liberdade 153 
Qual e a nossa propriedade? Nossa propriedade inclui nossos 
comportamentos, problemas, alegrias, miserias, escolhas 
e mensagens; nossa capacidade de amar, de nos importarmos e de 
sermos carinhosos; nossos pensamentos, nossas recusas, nossos so-
nhos e Se permitimos ser controlados, manipulados, 
enganados ou maltratados, 0 problema e nosso. 
Quando nos recuperamos, aprendemos a apropria-
da de propriedade. Se algo nio e nosso, nao o tomamos. Se o to-
mamas, aprendemos a devolve-to. Aprendemos a deixar a outra 
pessoa ter sua propriedade, e a termos e tomar conta do que e 
nosso. 
Hoje, trabalharei para desenvolver urn claro sentido do que me pertence e do 
que niio me pertence. Se niio for meu, niio fzcarei com ele. Lidarei comigo mesmo, 
com meus problemas e minhas responsabilidades. Tirarei das miios o que niio 
emeu. 
14 de maio 
Honestidade 
Admitimos perante Deus, perante n6s mesmos e perante outro 
ser humano, a natureza exata de nossasfalhas. 
- Quinto Passo do Al-Anon 
Falar aberta e honestamente a alguem sobre nos mesmos, numa ati-
tude que reflete responsabilidade propria, e essencial para a recupe-
E importante admitir a nos mesmos e a outras pessoas que erra-
mos. Verbalizar nossas e nossos comportamentos. Co-
locar os medos e os ressentimentos no claro. 
E assim que libertamos nossa dor. E assim que libertamos anti-
gas e ressentirnentos. E assim que nos libertamos. Quem to 
mais claros e espedficos formos com nosso Poder Superior, com 
154 Melody Beattie 
nos mesmos e com outras pessoas, mais rapidamente experimenta-
remos essa liberdade. 
0 Quinto Passo e parte importante do processo de recupera-
Para nos que aprendemos a manter segredos de nos mesmos e 
de outros, nao e apenas mais urn passo- e urn salto em a 
ficarmos mais saudaveis. 
Hoje, me lembrarei de que e born Jalar sobre os problemas que me aborrecem. 
E compartilhando meus problemas que crescerei a/em deles. Tambem me lem-
brarei de que e born ser seletivo sobre em quem conftar. Posso conftar em meus 
instintos para escolher alguem que nao usara minhas confidencias contra mim, 
e que me dara urn retorno saudavel. 
15 de maio 
Correndo Riscos 
Carra riscos. Arrisque. 
Nao temos de nos entregar a obvias ou riscos 
derrotistas, mas podemos permitir-nos correr riscos positives na 
Nao podemos ficar parades. 
Nao temos de ficar imoveis e letargicos, com medo de cometer 
algum erro ou de falhar. Naturalmente iremos cometer erros e fa-
lhar de vez em quando. Isso faz parte de estarmos vivos. Nao ha 
garantias. Se ficarmos esperando porcursos de garantidos, pas-
saremos a maior parte de nossa vida esperando. 
Nao nos temos de envergonhar de n6s mesmos ou aceitar que 
alguem nos envergonhe, mesmo aqueles em por co-
metermos erros. 0 objetivo da nao e viver uma vida 
perfeita. 0 objetivo da e viver, aprender nossas e 
a progredir de maneira geral. 
Corra riscos. Nao espere sempre por uma garantia. Nao temos 
de ouvir "Eu nao disse?" Depois de urn erro, sacuda o p6 e caminhe 
para o sucesso. 
A Linguagem da Liberdade 155 
Deus, ajude-me a come{ar a correr riscos saudaveis. Ajude-me a abandonar 
meu medo de Jalhatj e ajude-me a abandonar meu medo de sucesso. Ajude-
me a abandonar meu medo de viver plena mente minha vida, ajude-me a co-
tne{ar a experimentar todas as partes desta jornada. 
16 de maio 
Amor-pr6prio 
- Despertei esta manha e me senti mal por algum tempo- disse 
urn hom em em Depois descobri que foi porque nao 
estava gostando muito de mim- acrescentou. 
As pessoas em quase sempre dizem: "Nao gosto de 
mim. Quando a gostar de mim mesmo?" 
A resposta e: comece agora. Podemos aprender a ser gentis, 
amaveis e carinhosos conosco. De todos os comportamentos de re-
que estamos tentando atingir, o amor a nos mesmos tal-
vez seja o mais dificil- eo mais importante. Se estamos acostuma-
dos a ser criticos e duros com relacao a n6s mesmos, aprender a 
sermos gentis com n6s mesmos pode requerer urn concen-
trado. 
Mas que trabalho valioso! 
Nao gostando de nos mesmos, estamos perpetuando o desdem, 
a negligencia ou o abuso que recebemos, quando de pes-
soas importantes em nossa vida. Nao gostamos do que aconteceu, 
mas copiamos aqueles que nos maltrataram tratando mal a n6s 
mesmos. 
Vamos parar com essa mania. Podemos a dar-nos o tra-
tamento carinhoso e respeitoso que merecemos. 
Em vez de criticar-nos, podemos dizer que fizemos bern o bas-
tante. 
Podemos despertar de manha e dizer-nos que merecemos urn 
dia born. 
Podemos comprometer-nos a cuidar bern de nos durante o dia. 
Podemos reconhecer que merecemos amor. 
I 
156 Melody Beattie 
Podemos fazer coisas carinhosas para nos mesmos. 
Podemos amar outras pessoas e deixar que elas nos amem. 
As pessoas que realmente amam a si mesmas nao se tomam 
destrutivamente centralizadoras. Nao abusam de outras. Nao pa-
ram de mudar e crescer. As pessoas que se amam bern aprendem a 
amar os outros bern, tam bern. Elas continuamente se transformam 
em pessoas mais saudaveis, aprendendo que seu am or foi dado apro-
priadamente. 
Hoje, amarei a mim mesmo. Se fuar preso na velha mania de niio gostar de 
mim, encontrarei uma maneira de sair dela. 
17 de maio 
Limites 
As vezes, a vida e as pessoas parecem empurrar e empurrar. Porque 
estamos tao acostumados a dor, podemos dizer a nos mesmos que 
nao doi. Porque estamos tao acostumados a que as pessoas nos con-
trolem enos manipulem, podemos dizer a nos mesmos que hi algo 
errado conosco. 
Nao ha nada errado conosco. A vida esta empurrando e machu-
cando para conseguir nossa As vezes, a dor e o empurrio 
estao apontando para uma A pode ser que nos nos toma-
mos controladores demais. Ou talvez estamos sendo empurrados 
para que obtenhamos o controle para cuidarmos de nos mesmos. 0 
assunto aqui e limites. 
Se alguem ou alguma coisa nos esta empurrando ate nossos li-
mites, e exatamente isso que esti acontecendo: estamos sendo em-
purrados ate os nossos limites. Devemos ser gratos pela que 
esti aqui para nos ajudar a explorar e a estabelecer nossos limites. 
Hoje, eu me darei permissiio para estabelecer os limites que desejo e necessito 
estabelecer em minha vida. 
A Linguagem da Liberdade 157 
18 de maio 
Vivendo Nossas Vidas 
Nao pare de viver sua vida! 
Quase sempre, quando urn problema ocorre dentro ou em volta 
de nos, nos pomos a pensar que, se dermos uma parada em nossa vida, 
poderemos contribuir positivamente para a Se urn relacio-
namento nao esti funcionando, se enfrentamos uma decisao dificil, 
se estamos deprimidos, as vezes colocamos nossa vida em ponto morto 
e atormentamos a nos mesmos com pensamentos obsessivos. 
Abandonar nossa vida ou nossas rotinas so contribui para o pro-
blema e nos atrasa para encontrarmos a 
Freqiientemente, a aparece quando abandonamos o pro-
blema por urn tempo e continuamos a viver nossa vida, retomando 
a nossa rotinae deixando de ficar obcecados com ele. 
As vezes, mesmo seacharmos que nao queremos ou podemos dar 
·urn tempo, podemos "fmgir" que estamos dando urn tempo, e isso 
nos ajuda a conseguir o tempo que desejamos. 
Voce nao tern de desistir de seu poder para os problemas. Pode 
tirar seu foco do problema e dirigi-lo para sua vida, confiando que 
fazer isso o conduzira para mais perto da 
Hoje, continuarei vivendo minha vida e minha rotina. Decidirei, tanto quanto 
necessitar, parar de ficar obcecado com seji!l-la o que me esteja aborrecendo. Se 
niio tiver tJOntade de dar um tempo em certa coisa, ((fingirei" que assim o fzz 
ate que meus pensamentos combinem com meu comportamento. 
19 de maio 
Resolvendo Problemas 
''A vergonha e a primeira que sin to quando tenho urn pro-
blema, ou alguem que amo tern urn problema", disse uma mulher 
em 
158 Melody Beattie 
Muitos de n6s fomos criados acreditando que ter urn problema 
e uma vergonha. 
Essa pode trazer-nos muitos prejulzos. Pode evitar que 
nos identifiquemos com nossos problemas; pode fazer com que 
nos sintamos alienados e inferiores quando temos urn problema, 
ou alguem que amamos tern urn problema. A vergonha pode im-
pedir-nos de resolver urn problema e descobrir urn presente no 
problema. 
Os problemas fazem parte da vida. Assim como as As 
pessoas tern problemas, mas n6s e nossa auto-estima somos distin-
tos de nossos problemas. 
Ainda nao encontrei uma pessoa que nao tivesse problemas para 
resolver, mas conheci muitas que se sen tern envergonhadas de fala 
ate mesmo sobre os que ja se resolveram! 
Somos mais do que nossos problemas. Mesmo quando se trata 
do nosso pr6prio comportamento, 0 problema nao e quem somos 
- e 0 que fizemos. 
Ter problemas e normal. E normal falar deles- nas horas apro-
priadas, e com as pessoas em quem confiamos. E normal resolver 
problemas. 
E estamos bern, mesmo quando temos urn problema, ou alguem 
a quem amamos tern urn problema. Nao temos de abrir mao de 
nosso poder pessoal ou nossa auto-estima. Resolveremos perfeita-
mente os problemas que precisamos resolver para nos tornarmos 
quem somos. 
Hoje, me libertarei da vergonha dos problemas. 
20 de maio 
Tristeza 
No final das contas, lamentar nossas perdas significa entregar-nos 
as nossas 
Muitos de n6s temos perdido muito, temos dito muitos adeuses, 
A Linguagem da Liberdade 159 
temos passado por muitas Talvez desejemos segurar ason-
das das nao porque a nao e boa, mas per-
que tivemos muito que mudar, muita perda. 
As vezes, quando estamos no meio da dor e da tristeza, nos tor-
namos mlopes, como os membos da tribo descrita no filme Out of 
Africa. 
- Se coloca-los na prisao-disse urn personagem, descrevendo 
sua tribo -, eles morrerao. 
- Por que? - perguntou outro personagem. 
- Porque nao conseguirao entender que urn dia serao soltos. 
Acham que e para sempre, entao morrem. 
Muitos de n6s temos tanta dor para superar ... As vezes, co-
a acreditar que a magoa, ou a dor e urn estado perma-
nente. 
A dor cessara. Uma vez sentida e libertada, nossos sentimentos 
nos Ievario a urn Iugar melhor. Sentir nossas em vez de 
nega-las ou minimiza-las, e como nos curamos de nosso passado e 
caminhamos para urn futuro melhor. Sentir nossas e como 
nos libertamos. 
Pode doer por urn momento, mas a paz e a estio do 
outro lado. Assim como urn novo 
Deus, ajude-me a aceitar totalmente e a encerrar minhas priva£i5es, para que 
possa estar pronto para novos come£OS. 
21 de maio 
Satisfazendo as Necessidades 
Quero mudar de carr-eira ... Preciso de urn amigo ... Desejo encon-
trar urn novo amor ... 
Normalmente, nos tornamos cientes de nossas novas necessi-
dades. Podemos precisar mudar nosso comportamento junto a nos-
sos fllhos. Podemos precisar de urn novo sofa, de amor e de cari-
nho, de dinheiro ou de ajuda. 
( 
160 Melody Beattie 
Nao tenha medo de reconhecer urn desejo ou uma necessidade. 0 
nascimento de urn desejo ou uma necessidade, a temporaria 
de reconhecer uma necessidade antes que seja satisfeita sao o 
do ciclo de receber o que desejamos. Conseguimos isso libertando-nos, 
depois recebendo o que desejamos e precisamos. ldentificar nossas 
necessidades e a para que as coisas boas 
Reconhecer nossas necessidades significa que estamos sendo 
preparados e atrafdos para o que as suprira. Podemos ter fe em al-
esse meio-termo. 
Hoje, me libertarei da crenfa de que minhas necessidades nunca serao satisfei-
tas. Reconhecerei meus desejos e necessidades, depois os entregarei a meu Poder 
Superior. Meu Poder Superior se importa, as vezes, com as menores coisas, se 
eu tambem me importar. Meus desejos e necessidades nao sao urn acidente. 
Deus criou a mim e a todos meus desejos. 
22 de maio 
Horas de Reprogramar 
Nao amor a menos que esteja pronto para curar-se o bastante 
para dar e receber amor. · 
Nao alegria a menos que esteja pronto para sentir e libertar 
sua dor, para que assim possa sentir alegria. 
Nao sucesso a menos que esteja pronto para dominar os 
comportamentos que poderiam sabotar o sucesso. 
Nao seria born se pudessemos imaginar-nos tendo ou nos tor-
nando- e depois recebendo imediatamente- o que desejamos? 
Podemos ter e ser as coisas boas que desejamos. Todas as coisas boas 
sao nossas; e s6 pedir. Mas primeiro e preciso preparar a terra- 0 
trabalho de 
Umjardineiro nao planta sementes a menos que a terra esteja 
adequadamente preparada para abrigar e nutrir aquelas sementes. A 
seria urn perdido. Seria urn perdido para 
n6s conseguir o que desejamos antes de estar prontos. 
A Linguagem da Liberdade 161 
Primeiro, desejamos tomar-nos conscientes de nossa necessi-
dade ou desejo. lsso pode nao ser facil! Muitos de n6s nos acostu-
mamos a calar as vozes intemas de nossas necessidades e desejos. 
As vezes, a vida tern de bastante para conseguir nossa 
Em seguida, vamos libertar a velha os com-
portamentos e que interferem com a e a do 
bern. Muitos de n6s temos fortes programas de sabotagem, apren-
didos desde que precisam ser libertados. Podemos preci-
sar "fmgir" por urn tempo, enquanto a de que merecemos o 
hem se toma real 
Combinamos esse processo com muita enquanto 
estamos sendo mudados por dentro. 
Ha uma naturalidade para esse processo, mas ela pode ser ton-
ga. As coisas levam tempo. 
As boas coisas serao nossas seas pedirmos, se estamos desejosos 
de participar do trabalho da da terra. Trabalhe e espere. 
Hqje, Deus, de-me cora gem para identlfuar o bern que desejo para minha vida 
e pedir por ele. De-me tambem aft e a energia que necessito para enfrentar o 
trabalho que deve ser Jeito primeiro. 
23 de maio 
Prazer 
A vida nao deve ser aturada; a vida deve ser desfrutada e 
A de que devemos levan tar os ombros e atravessar uma 
existencia sacrificada e mediocre pelas longfnquas "recompensas do 
Ceu" e uma co-dependente. 
Sim, a maioria de n6s ainda passaremos por ocasioes em que a 
vida sera dura e desafiar.i nos sa capacidade de agiientar. Mas estamos 
recuperando-nos, aprendendo a viver, a desfrutar da vida, a resol-
ver os problemas que surgem. 
Nessa capacidade de sobrevivencia nos serviu bern. Permitiu-
1 
162 Melody Beattie 
nos atravessar tempos diffceis - como e como adultos. 
Nossa capacidade de congelar de negar problemas, de nos 
privarmos, de superar as tensoes, ajudou-nos a conseguir chegar 
on de estamos. Mas agora estamos seguros. Estamos aprendemos algo 
mais do que sobreviver. Podemos libertar-nos dos comportamen-
tos pouco saudaveis de sobrevivencia. Estamos aprendendo novas e 
melhores maneiras de proteger e de cuidar de n6s mesmos. Estamos 
livres para sentir nossas identificar e resolver nossos pro-
blemas, e a dar-nos o melhor. Estamos livres para desabrochar e 
sentir-nos cheios de vida. 
Hoje, me libertarei de meus comportamentos pouco saudaveis de resistencia e 
sobrevivencia. Escolherei um novo modelo de vida, que me permita sentir-me 
cheio de vida e deifrutar esta aventura. 
24 de maio 
Deixandos os Ciclos Fluirem 
A vida e ciclica e nao estcitica.Nossos relacionamentos se benefi-
ciam quando permitimos que sigam seus pr6prios ciclos naturais. 
Os ciclos de nossos relacionamentos sao como as mares e as 
correntes. Temos perfodos de e perfodos de afastamen-
to. Temos horas de nos reunir e horas de nos afastar para tratar de 
nossos pr6prios assuntos. 
Temos periodos de amor e alegria, e perfodos de raiva. 
As vezes, as dimensoes dos relacionamentos mudam quando 
passamos por As vezes, a vida nos traz novos amigos ou 
urn novo amor para ensinar-nos a pr6xima 
lsso nao significa que os velhos amigos desaparecerao para sem-
pre. Significa que entramos num novo ciclo. 
Nao temos de controlar o curso de nossos relacionamentos, quer 
sejam amigos ou amores. Nao temos de satisfazer as nossas necessi-
dades de controle, impondo uma forma estatica de relacionamento. 
Deixe fluir. Esteja aberto aos ciclos. 0 amor nao desaparecera. 
A Linguagem da Liberdade 163 
Os de amizade nao se romperao. As coisas nao continuarao as 
mesmas para sempre, principalmente quando estamos crescendo e 
mudando tao rapidamente. 
Confie na mare. Cuide de si mesmo, mas deixe que as pessoas 
se libertem. Prende-las com muita fara com que elas desapa-
0 velho ditado sobre o amor ainda e verdade. "Se for para ser, 
sera. E se ama uma pessoa, deixe-a ir-se. Se ela voltar para voce, o 
amor e seu." 
Hoje, aceitarei a natureza cfclica da vida e dos relacionamentos. Empenhar-
me-ei em acompanhar a corrente. Empenhar-me-ei para consegu ir harmoni-
zar minhas necessidades com as necessidades da outra pessoa. 
25 de maio 
Amando Incondicionalmente a N6s Mesmos 
Arne a si mesmo, pela sua saude e por uma vida boa. 
Arne a si mesmo, pelos relacionamentos que sao bons para voce 
e para a outra pessoa. Arne a si mesmo, pela paz, felicidade, alegria, 
sucesso e contentamento. 
Arne a si mesmo, por tudo que sempre desejou. Podemos parar 
de tratar-nos da forma que outros nos trataram, se eles se compor-
taram de uma forma pouco saudavel e desejavel. Se aprendemos a 
nos ver criticamente, condicionalmente, e de uma forma diminuti-
va e punidora, e bora de parar. Outras pessoas nos trataram assim, 
mas agora e muito pior tratar a n6s mesmos dessa forma. 
Amara n6s mesmos pode parecer estranho, as vezes ate tolo. As 
pessoas podem acusar-nos de egoistas. Nao precisamos acreditar 
nelas. 
As pessoas que amam a si mesmas sao as realmente capazes de 
amar outras pessoas e deixar que outros as amem. As pessoas que 
amam e tern respeito por si mesmas sao as mais generosas, as que 
mais contribuem e amam. 
I 
164 Melody Beattie 
Como a n;;esmos? No principia, Fingin-
do, se necessano. Agmdo como se". para amar e 
de nos mesmos, assim como nos para nao gostar 
de nos mesmos. 
Explore o significado de amar a si mesmo. 
_ para si mesmo que reflitam amor-proprio, compai-
xao e cannho. 
Abrace-se_ e ame-se por inteiro _.:_ passado, presente e futuro. 
e tanto quanta necessaria. Encoraje-se. Diga 
a st mesmo cotsas boas sabre si. 
- Quando pensar e acreditar em ideias negativas, examine-as ra-
ptda e honestamente, para que possa substituf-las por outras me-
lhores. 
De-se urn nas_ costas quando necessaria. Discipline-se 
quando necessano. tempo; o que precisar. 
De vez em quando de-se urn pequeno presente. Nao se trate 
como uma mula de carga, sempre puxando e dando duro. Aprenda 
a ser born para si mesmo. Escolha comportamentos com boas con-
seqiiencias - tratar-se bern e urn deles. 
a fa:e; dor,.mesmo quando isso signifique 
tamar dectsoes dificets. Nao se pnve de algo desnecessariamente. 
De vez em quando, de-se o que quiser, s6 porque quer. 
Pare de explicar-se e justificar-se. Quando cometer erros dei-
xe-os ir. Aprendemos, crescemos e aprendemos mais. E isso 
tudo, amamos a n6s mesmos. 
_ para isso, e depois mais. Urn 
dta . olharemos no espelho e descobriremos que 
amar a nos mesmos se tomou urn habito. Estamos agora vivendo 
c?mo pessoa que da e recebe am or, porque essa pessoa ama a 
St pr6pna. 0 amor-proprio se apossara e se to mara uma orien-
tadora em nossa vida. 
Hcpe, me empenharei em amar a mim mesmo. Eiforfar-me-ei para amar a 
como fzz para nao gostar de mim. Deus, ajude-me a abandonar 
o por mtm e os comportamentos que rl'jletem o nao gostar de mim mesmo. 
.Ajude-me a su bstitui-los por comportamentos que rl'jlitam amor-pr6prio. Hoje, 
A Linguagem da Liberdade 165 
Deus, ajude-me a ter-me em alta estima. Ajude-me a saber que sou digno e 
capaz de dare receber amor. 
26 de maio 
Fofocas 
Intimidade e aquele calido presente de sentir-nos pr6ximos a ou-
tros e gostar dessa proximidade. 
A medida que nos recuperamos, encontramos esse em 
muitos lugares, as vezes ate surpreendentes. Podemos que 
nos tornamos mais fntimos com colegas de trabalho, com amtgos, 
com pessoas de nossos grupos de apoio - as c_om nossos 
familiares. Muitos de n6s estamos descobrmdo mttmtdade num 
relacionamento amoroso especial. 
Intimidade nao e sexo, em bora sexo possa ser fntimo. lntimida-
de significa relacionamentos mutuamente honestos, carinhosos: e 
confiantes, relacionamentos onde a outra pessoa pode ser quem e e 
nos podemos ser quem - e _ 
As vezes, existem conflitos. Os conflttos sao mevttavetS. As ve-
zes, existem diffceis de se lidar. As os limites ou os 
parametros dos relacionamentos mudam. Mas extste urn elo- urn 
elo de amor e 
Ha muitos bloqueios a intimidade e aos 
mos. Vicios e abusos bloqueam a intimidade. Problemas famtltares 
nao resolvidos impedem intimidade. 0 controle bloqueia a inti-
midade. As desequilibradas, onde ha muita 
poder, impedem a intimidade. Tomar conta pode 
dade. Aborrecer, desaparecer e fechar-se podem preJudtcar a mtt-
midade. 
Como tam hem urn comportamento simples como a fofoca-
por exemplo, fofocar sobre alguem essa pessoa a 
de se elevar ou de julgar essa pessoa. d_efettos 
ou erros de alguem pode ter impactos negattvos e tmprevtsiveis num 
relacionamento. 
166 Melody Beattie 
Merecemos gozar de intimidade em tantas amizades quanto 
possfveis. Merecemos relacionamentos que nao foram sabotados. 
Isso nao significa que andamos com a nas nuvens; signi-
fica que lutamos para manter nossos motivos limpos quando fala-
mos de outras pessoas. 
Se temos urn problema serio com alguem, a melhor maneira de 
resolver isso e levar 0 assunto aquela pessoa. 
A conversa direta e honesta limpa oar e pavimenta o caminho 
para a intimidade, para bons sentimentos sobre n6s mesmos enos-
sos relacionamentos com outros. 
Hoje, Deus, qjude-me a abandonar o medo de intimidade. Ajude-me a lutar 
para manter minhas comunica(oes com os outros limpas e livres de comenta-
rios maledicentes. Ajude-me a conseguir intimidade em meus relacionamen-
tos. Ajude-me a lidar tao diretamente quanto possfvel com meus sentimentos. 
27 de maio 
Fazendo Escolhas 
N6s temos escolhas, mais escolhas do que nos permitimos ver. 
Podemos sentir-nos presos em nossos relacionamentos, nossos 
empregos, nossa vida. Podemos estar trancados em nossos compor-
tamentos- como tomar conta ou controlar alguem. 
Sentir-nos presos e urn sin tom a de co-dependencia. Quando nos 
ouvirnos dizendo: "Tenho de tomar conta dessa pessoa" ... "Tenho 
de concordar" ... "Tenho de tentar controlar essa pessoa" ... Tenho 
de comportar-me assim, pensar assim, sentir assim" ... , podemos ter 
certeza de que estamos escolhendo nio ver as escolhas. 
A de estar presos e uma ilusao. Nao somas controla-
dos por circunstincias, por nosso passado, pelas expectativas dos 
outros ou pelas expectativas nao saudaveis para com n6s mesmos. 
Podemos escolher o que e hom para n6s, sem culpa. N6s temos 
Recuperar-nos nao e nos comportarmos perfeitamente ou de 
A Linguagem da Liberdade 167 
acordo com as regras de outras pessoas. Mais do que tudo, recupe-
rar-nos e conscientizarmo-nos de que temos escolhas e propor-
cionarmo-nos a liberdade de escolher. 
Hoje, abrirei meu pensamento e a mim mesmo para as escolhas disponiveis. 
Farei as escolhas que sao boas para mim. 
28 de maio 
Libertando-se das Pr6priasDuvidas 
Uma mulher casada que havia recentemente ingressado no Al-
Anon me telefonou uma tarde. Ela trabalhava meio expediente 
como enfirmeira, tinha assumido todas as responsabilidades de 
criar seus dois filhos e fazia todo o trabalho de casa, cuidando 
inclusive dos reparos e das finantas· "Desejo separar-me de meu 
marido", disse ela. uNiio suporto mais nem a ele nem a seus abu-
sos. Mas diga-me, por Javor, diga-me: voce acha que conseguirei 
cuidar de mim mesma?" 
- Co-dependencia nunca mais 
Cuidar de n6s mesmos e muito hom, mas ainda nao e tudo: pode-
mos cuidar muito bem de n6s mesmos. 
Muitos de n6s, tio confiantes sobre nossa capacidade de tomar 
conta dos outros, duvidamos de nossa pr6pria capacidade de cuidu 
de n6s mesmos. Talvez tenhamos sido levados a acreditar, por cir-
cunstincias passadas ou presentes, que precisamos cuidar dos ou-
tros e precisamos dos outros para cuidar de n6s. Essa e a de-
finitiva da co-dependencia. 
Nio importa de onde tenha nascido essa derrotista, po-
demos liberta-la e substitui-la por outra melhor, rna is saudavel, mais 
exata. 
Podemos cuidar de n6s mesmos- dentro ou fora de urn rela-
cionamento. Tudo que necessitamos sera fornecido. Teremos os 
( 
168 Melody Beattie 
entes queridos, os amigos e nosso Poder Superior para nos aiu-
darem. "J 
que cuidar de n6s mesmos nao significa que nao 
as v_eze_s de medo, duvida, raiva e fra-
S1gnifica exercemos a "vulnerabilidadecorajosa", como 
d1sse Colette Dowlmg em Complexo de cinderela. Podemos sentir 
medo, mas fazemos isso de qualquer jeito. 
Hoje, Deus, qjude-me a saber como posso cuidar de mim mesmo. 
29 de maio 
lmpossibilidade e Descontrole 
de vontade nao e a chave para a forma de viver que 
mos. A entrega e. 
- Passei muito tempo tentando as pessoas serem faze-. . . 
r:_m OU s_enttrem COJsas que nao sao, nao querem fazer e preferem 
sentrr. Nesse processo, enlouqueci a elas e a mim mesma _ 
dtsse uma mulher em 
_ - Passei inflncia ten tan do fazer de urn pai alco6lico, que 
nao a st pr6prio, uma pessoa normal que me amava. Depois, 
caset-me com urn alco6latra e passei dez anos tentando fazer com 
que ele parasse de heber. 
. .- tentando fazer com que pessoas emocionalmente 
e_stJvessem emocionalmente presentes para mim. Pas-
s_et ma1s anos amda tentando fazer felizes membros de minha fami-
ha que em se sentir miser.lveis. 0 que quero dizer 
e que a mato_r parte de minha vida tentando desesperadamente 
e em va? fazer o rmposslvel, e me sentia uma fracassada por nao 
c?nseguJI. E como plantar milho e ten tar collier feijao. Nao e pos-
SlVel! 
Rendendo-me a impossibilidade, consigo a de 
espmto para parar de perder tempo e energia tentando mudar e 
controlar o que nao pode ser mudado ou controlado. Permite-·me 
A Linguagem da Liberdade 169 
deixar de ten tar conseguir o impossfvel e concentrar-me no que e 
possivel: ser quem sou, amar a mim mesma, sentir o que sinto e 
fazer o que desejo da minha vida. 
Ao nos recuperarmos, aprendemos a parar de lutar com leoes, 
simplesmente porque nao podemos veneer. Tambem aprendemos 
que quanto mais nos concentrarmos em controlar e mudar outras 
pessoas, mais incontrolavel nossa vida se toma. Quanto mais nos 
concentramos em viver nossa pr6pria vida, mais temos uma vida para 
viver, e mais controlavel nossa vida se toma. 
Hoje, aceitarei a impossibilidade quando nao tiver poder de mudar as coisas, e 
permitirei que minha vidafzque mais controlavel. 
30 de maio 
Compromissos 
A medida que vamos vivendo, ha muitas coisas e pessoas que pode-
mos perder, ou fracassar, se nao estivermos dispostos a nos com-
prometer. Precisamos estabelecer urn comprometimento para que 
urn relacionamento alem do namoro, conseguir a casa ou o 
apartamento que desejamos, o emprego que queremos ou o carro 
com que sonhamos. 
Devemos comprometer-nos, em niveis profundos, com nossa 
carreira- seus objetivos -, com a familia, com amigos, com are-
Experimentar algo nao nos toma aptos a consegui-lo. 0 
comprometimento conseguir.l. 
Contudo, devemos evitar o comprometimento antes de estar-
mos prontos. 
As vezes, nosso medo de comprometimento nos esta dizen-
do algo. Podemos nao nos querer comprometer num certo rela-
cionamento, compra ou carreira. Outras vezes, e uma questao de 
perder o medo. Nesse caso, espere ate que as coisas se tornem 
claras. 
Confie em si mesmo. ao seu Poder Superior para retirar 
170 Melody Beattie 
seus medos de comprometimento. Pe!Ja a Deus para remover os 
bloqueios do comprometimento. Pe!Ja orienta!Jao a Deus. 
Pergunte a si mesmo se pode abrir mao daquilo em que nao se 
quer comprometer. Depois OU!Ja, com calma. E espere ate que a 
decisao seja segura e confortavel. 
Precisamos ser capazes de nos comprometer, mas nao devemos 
nunca nos comprometer antes de estarmos prontos. 
Confie em que se comprometera quando assim o quiser. 
Deus, guie-me em assumir meus compromissos. De-me coragem de assumir 
os que sao certos para mim, a sabedoria de nao me comprometer com os que 
nao sao bons, e a paciencia de esperar ate descobrir 0 que e melhor. 
31 de maio 
E se? 
Urn dia eu estava conversando com urn amigo sobre algo que pla-
nejava fazer. Na verdade estava preocupada sobre como uma certa 
pessoa poderia reagir ao que eu desejava fazer. 
- E se ela nao aceitar isso muito bern?- perguntei. 
- En tao- respondeu meu amigo-, voce vai ter de fazer isso 
muito hem. 
0 "e se ... " pode enlouquecer-nos. Ele coloca o controle de nos-
sa vida nas maos de outras pessoas. "E se ... " e urn sinal de que acha-
mos que certa pessoa tern de reagir de determinada maneira para 
que possamos continuar em nosso curso. 
"E se ... " tam hem e uma indica!Jao de que podemos estar pen-
sando se podemos confiar em n6s mesmos e em nosso Poder Supe-
rior para fazer o que e melhor para n6s. Sao fragmentos das manei-
ras co-dependentes de pensar, sentir e se comportar, e sao sinais de 
med<Y. 
As rea!Joes, emo!Joes, gostos ou desgostos dos outros nao tern 
de controlar nossos comportamentos, emo!Joes e orienta!Joes. Nao 
precisamos controlar a rea!Jao dos outros quanto as nossas escolhas. 
A Linguagem da Liberdade 171 
Podemos conftar em n6s mesmos, com a de u,m Sudpe-
•• A ate as mats es-rior para aceitar qualquer consequencta -
confortaveis. E, meu amigo, podemos confiar em n6s mesmos para 
aceita-las hem. 
. - d t s ou de eventos fora de Hoje, rtao me preocu paret corn a rea£aO e ou ras P.essoa ' - C 'd . be 
meu controle. Em vez d isso, me concentrarei em rea£oes. u t a ret m 
da minha vida hoje, e confiarei que amanha poderet fazer o mesmo. 
Junho 
• • • • • • • • • •• • • • • • •• ·• • • • • • -· • •• • • • • • • • • •• 
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1° de junho 
Franqueza 
Sentimo-nos seguros com pessoas diretas e honestas. Elas dizem o 
que pensam, e sabemos o que acham de n6s. 
As pessoas indiretas, pessoas que tern medo de dizer quem sao, 
o que querem e o que estao sentindo, nao sao confliveis. Elas fm-
gem suas verdades, embora nao as digam com palavras. E podem 
pegar todo mundo de surpresa. 
Serdireto economiza tempo e energia. Deixamos de servltimas. 
Dispensa truques e martires. Ajuda-nos a assumir nosso poder. Cria 
respeitosas. 
Sentimo-nos seguros com pessoas francas e honestas. Seja uma 
de las. 
Hoje, reconhecerei meu poder de ser dire to. N ao preciso ser passivo, nao preci-
so ser agressivo. Sentir-me-ei a vontade com minha propria verdade, para que 
OS que estiverem a minha volta tambem possam sentir-se a vontade comigo. 
2 de iunho 
Assumindo Nosso Poder 
Nao temos de dar tanto poder aos outros, e tao pouco a n6s mes-
mos. Nao temos de dar tanto cn!dito aos outros, e tao pouco a n6s 
mesmos. Ao nos recuperarmos da co-dependencia, aprendemos que 
existe uma grande entre sermos humildes enos menos-
prezarmos. 
Quando os outros agem irresponsavelmente e tentam culpar-
nos por seus problemas, ja nao nos sentimos culpados. Deixamos 
que enfrentem as conseqiiencias de seus pr6prios atos. 
Quando dizemtolices, nao questionamos sua maneira de pensar . 
r 
176 Melody Beattie 
Quando nos ten tam manipular ou explorar, sabemos que pode-
mos desconfiar, sentir raiva e dizer nao as suas 
Quando dizem que desejamos algo que realmente nao deseja-
mos, ou que nao desejamos algo que realmente desejamos, confia-
mos em n6s mesmos. Quando dizem coisas em que nao acredita-
mos, sabemos que devemos confiar em nossos instintos. 
Podemos ate mudar de ideia mais tarde. 
Nao temos mais de entregar nosso poder a ninguem: estranhos, 
amigos, conjuges, filhos, empregadores ou empregados. Pode ser 
que tenham coisas para nos ensinar. Pode ser que tenham mais in-
do que n6s, e podem parecer mais confiantes ou convin-
centes do que somos. Mas somos todos iguais. Eles nao detem nos-
sa magica. Nossa magica, nossa luz, esta em n6s. E e tao brilhante 
quanto a deles. 
Nao somos cidadaos de segunda classe. Reconhecendo nosso 
poder, nao nos temos de tomar agressivos ou controladores. Nao 
temos de menosprezar ninguem. Mas tampouco temos de nos me-
nosprezar. 
Hoje, reconhecerei minhafor{a com as pessoas. Permitir-me-ei saber o que sei, 
sentir o que sinto, acreditar no que creio, e ver o que vejo. Estarei aberto a 
mudan{as e a aprender com a experiencia dos outros, mas tambem conflarei e 
darei valor a mim mesmo. Sustentarei a minha propria verdade. 
3 de junho 
Caridade 
Precisamos estabelecer limites saudaveis sobre receber dinheiro e 
limites saudaveis sobre dar dinheiro. 
Aguns de n6s damos dinheiro por motivos errados. 
Podemos ter vergonha deter dinheiro e achar que nao o mere-
cemos. Talvez a alguma que usa a vergo-
nha como meio de nos controlar ou nos a dar-lhe dinheiro. 
Podemos ser coagidos a dar dinheiro a nossos filhos, a parentes 
A Linguagem da Liberdade 177 
. d 1 p rmitimo-nos ser . or ue temos sentJmentos e cu pa. e 
ou amJgos, p q d , zes por pessoas que amamos. 
fmanceiramente chantagea os, as ve d lmente 
. - e d d d ou sau ave · 
outros. Podemos sentrr-nos , . 
. £I . mente responsaveJs. 
tros, inclusiVe mancerra . I te porque nao aprendemos a 
Podemos estar dando :smen do a resposta deve ser nao. 
assumir nosso poder de dJzer nao quan mos ou acreditamos que se 
Alguns de n6s damos porque esp_era t elas nos amarao. 
d as fmancerramen e tomarmos conta as pes.soh . . em Dar dinheiro e escolha 
Nao Iemos que dar dm . e_rro a ou nos forcem a 
nossa. Nao temos de que t ponsaveis por n6s mesmos. . h . S fi ancerramen e res 
dar dm erro. omos . , . . aqueles a nossa volta se-Parte de sermos saudaveJs e permJtrr que 
. onsaveis por eles mesmos. J·am financerramente resp h d t dm' heiro· merecemos ter - d gon ar-nos e er ' . 
Naotemos eenver . 1' lforaquantia-semsentrr-
o dinheiro que ganhamos- outros desejam o que 
nos obrigados a da-lo, ou cu pa os 
temos. bA - D e parte de viver saudavelmente. A caridade e uma ar. . , . de dar 
Podemos aprender a desenvolver lrrnJtes saudaveJS . 
u . nhav-me-ei em desenvolver limites saudaveis sobre dar dinheiro. noJe, empe • 
Dar e escolha minha. 
4 de junho 
Confiando em Deus 
. 'd'u fazeral mas em sua vida. 
Urn casal meu decJ.dl d decidiram que queriam 
Eles sempre vJveram na Cl a e, mas 
viver no campo, perto de urn lago. rto de urn lago. Nao era a 
Encontraram uma pequenda casa,dpeessem sua casa na cidade, te-
h mas quan o ven casa de seus son os, Ti ham algumas econo-
riam dinheiro para reforma-la a seu gosto. m 
( 
178 Melody Beattie 
mias, e mudaram-se para a casa no lago antes de vender a casa 
cidade. 
Urn ano se passou, e a casa da cidade ainda nao tinha sidovendi-
da. Meus amigos passaram por muitas fases durante esse tempo. 
Tinham perfodos de paciencia e de impaciencia. Em certos dias, 
confiavam em Deus; em outros, nao conseguiam compreender por 
que Deus estava fazendo com que esperassem tanto, por que Deus 
nao os deixava progredir em seus pianos. As portas simplesmentc 
nao se abriam. 
Um dia, meus amigos receberam a visita de tim vizinho. A casa 
dele no lago era a casa dos sonhos de meus amigos -era tudo que 
desejavam e mais ainda. Da primeira vez que viram a casa deseja-
ram ter uma exatamente como aquela, mas nao acreditavam que isso 
urn dia seria possivel. 
A razao pela qual o vizinho foi visitar meus amigos foi que ele e 
sua esposa tin ham decidido mudar-se, e ele resolvera oferecera meus 
amigos a primeira de comprar sua casa. 
Meus amigos aceitaram a oferta, e assinaram um compromisso 
de compra. Dois meses depois conseguiram vender sua casa na ci-
dade e a casa pequena no )ago. E pouco tempo depois mudaram-se 
para a casa de seus sonhos. 
As vezes, temos a de em nossas vidas. Acha-
mos que estamos no caminho certo, confiamos em Deus e em n6s 
mesmos, mas mesmo assim as coisas nao funcionam. Temos falsos 
e paradas. A porta se recusa a abrir. 
Achamos que Deus nos abandonou, ou que nao se importa 
conosco. Nao compreendemos para onde estamos indo, ou qual e 
nossa 
Mas urn dia descobrimos a razio: nao chegavamos onde querfa-
mos porque Deus havia planejado algo muito melhor para n6s. 
Hoje1 vou exercitar a paciencia. Pedirei e confzarei em meu Poder Superior em 
dar-me o melhor. 
A Linguagem da Liberdade 179 
5 de junho 
Combatendo a Vergonha 
, baixo e manter-nos A hapodepuxar-nos para tras1 para vergon 
olhando para nossos pis. 
- Para alem da Co-dependencia 
Cuidado com a vergonha. l ha Sao controlados pela . exa am vergon · Muitos siStemas e pessoas . com eles. Esperam 
e . oguemos esse JOgo vergonha, e querem qu J traves da vergonha. 
Prender-nos e controlar-nos a h d l Em vez disso, preferimos 
d . a vergon a e es. Nao temos e carr n ·d do pr6prios. 
. - 0 amor e o cu1 a coisas positivas- a . portamentos sexualmente 
mpu s1vos, com 
Comportamentos co d d o vfcio deJ· ogar sao com-d · abuso e rogas e · viciosos, comer emats, l S os viciarmos, nos sentrremos 
Portamentos baseados em cu pa. . e n ·dado com com por-E . . tavel Prectsamos ter cut 
envergonhados. mevt . rtamentos compulsivos, porque 
tamentos viciosos e outros compo 
eles nos afundario na vergonha. b l e podemos ter sofrido de 
d 1 agem cere ra qu Nosso passa o e a av 6 d m ten tar colocar aver-" h . inal" sobre n s po e . impor a vergon a ong do estamos sozmhos ou 
6 I ode acontecer quan . N-gonha sobre n s. sso p . d lmamente nossa VIda. ao 
1 . apenas vtven o ca . N-dentro de uma OJa ou - d Nao se sinta VIVO... ao Nao sinta ... Nao nao mu e ... pense... 
1 viva a vida ... Envergonhe-se. ha Entre em guerra com 
er onha Ataque a vergon . Acabe com a v g · . , 1 como uma praga. 
ela. Aprenda a e a evlta- a 
. . onha que paira · a a ns10nar-me na verg . Hoie deliberadamente me recusaret. P. t. ela sentirei aceitarei e depoiS .., 
1 
d S - nsegu tr res IS tr a 1 1 , 
em volta do mun o. e nao co "d , l Deus ay"ude-me a entender que e 
. la . ranz 0 posszve . 1 •-- s /erminarez com e 0 maiS :: submeter-me a vergonna. e . aJude-mea recusara lui 
cerlo amar a mzm e . d aprender a traniformar a vergon em 
me desviar desse cammho1 aJU e-me a 
180 Melody Beattie 
cu /pa, corrigir meu comportamento e segu ir adiante com minha vida, com amor-
pr6prio. 
6 de junho 
0 Presente de Estarmos Prontos 
Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse to-
dos esses defiitos de carater. 
- Sexto Passo do At-Anon 
Passamos para o Sexto Passo trabalhando assiduamente, o melhor 
que pudermos, os primeiros cinco Passos. Esse trabalho nos apron-
ta para uma interior, para sermos mudados por urn Poder 
superior a n6s mesmos- Deus. 
0 caminho para isso pode ser Iongo e dificil. Muitos de n6s te-
mos de lutar com urn comportamento ou ate ficarmos pron-
tos para abandona-Ios. Precisamos provar e comprovar que as anti-
gas estrategias que antes usavamos para enfrentar os problemas ja 
nao sao mais uteis. 
Os defeitos de carater mencionados no Sexto Passo sao antigos 
comportamentos de sobrevivencia que antes nos ajudavam a en-
frentar as pessoas, a vida e a n6s mesmos. Mas eles agora estao atrapa-
Ihando nosso caminho,e e bora de nos livrarmos deles. 
Confie em que esta na hora. Confie em que voce esta pronto 
para libertar-se do que nao e mais util. Confie em que uma mudan-
interior esta ocorrendo em voce. 
Deus, ajude-me a estar pronto para libertar-me de meus difeitos de carater. 
Ajude-me a saber, em minha mente e em minha alma, que estou pronto para 
abandonar meus comportamentos derrotistas, os bloqueios e barreiras de mi-
nha vida. 
A Linguagem da Liberdade 
7 de junho 
Entrando em 6rbita 
·--' N- · ,f')()rta se poderia-N·o importa se estiio se machucanuo. ao tmr-
a ouvissem e cooperassem conosco. mos ajudti-los, se pelo menos nos T.ti NAO IMPORTA, 
NAO IMPORTA, NAO IMPOR • .., 
NAO IMPORTA. 
- Co-dependencia nunca mais 
181 
. em nunca 0 amou e lhe deu valor,de 
Acho que posso muda-lo. d -' Ela nunca teve alguem 
r. · · entao e e mu a14"' verdade. Eu ,aret 1SSO, e . 1 e depois ela ser.i capaz 
E ret que sou con ' d I conftivel antes. u prova fc . az de se aproximar e a, 
N . , nunca antes ot cap lh de me amar... mguem d r:. • Ninguem nunca e . , E . apaz e lazer 1SSO ... 
de conqutsta-la. u serea c . em nunca acreditou nele antes ... 
deu uma chance de verdade ... N mgu elhas Bandeiras verme-
. · d · os Luzes verm · Esses sao smats e avas . , . 1 d que devemos parar. d ssim e sma e lhas. Se estamos o a ' d'tar que de alguma forma so-
Se tivermos sado levados a acre t 'd d alguem se estivermos 
difi ra na VI a e ' mos nos que faremos a bons para alguem, podemos 
tentando provar como poderemos ser 
estar com urn problema. - N- dar.i certo. Levar-nos-a a 
lsso e urn jogo. Uma o vendo as coisas cla-
loucura. Nisso pode-se acre ttar. a 
H , lgo de errado conosco. ramente. a a . . 
Ser.i como derrotar a sa pr6pno. " rta de se tomar vitima. 
" oa certa - ce Sim, podemos ser a pess d deAncia de nao ser respon-. d' d - es de co- epen ' r:. Tudo isso m tea pa ro , . C da pessoa precisa lazer 
savel por si pr6prio, e de tomar-se Vtttma. a 
seu pr6prio trabalho. deu de verdade ... Ninguem 
Ninguem no passado Armadilhas para parar-
. 1 11 do tsso e arma 1 a. viu o que vejO ne a... u , enquanto nos concentra-- m nos mesmos . mos de prestar e . de nosso cammho e qua-
mos demais em outra Desvta-nos 
se sempre nos em 6rbtta. 
182 Melody Beattie 
. Ninguem nunca Jhe deu o valor ue m . 
fot homo bastante para ela ou fc q erece ... Nmguem nunca 
isso e salvamento E . ' d ez o posso fazer por ela ... Tudo 
N- · uma Joga a urn JOg _ ao temosdeprovarqu ' o que nao temos deJ'ogar e somos a pessoa rta S . provar que somas a melh . ce . e estamos aqui para 
en tao devemos tamb, or cotsa que aconteceu na vida de alguem 
em provar que esse a] , , ' 
que aconteceu na nossa vid guem e a melhor coisa 
N- fc a. 
. ao omos designados para an ·ada 
drmho ou a "pessoa que conseg . '" guarda, madrinha, pa-A . d utra . 
aJu a, o apoio, o incentivo que re 1m . 
a n6s mesmos emergem naturalm a aJudam aos outros e 
ente. Deoce acontecer. 
Deus, qjude-me a libertar-me de minha . 
anoma/os em meus reLJcionament necessidade de satiifazer a desqfios 
OS. 
8 de junho 
0 Divertimento 
Divirta-se urn pouco c . A "d - , -:- om a Vtda, com o dia. 
Vt a nao e uma ltda; isso e urn lh . 
A vida e uma avent a_ve a Ltberte-se dessa 
- d ura, uma Vtagem A -nao po emos nem . . . contecerao coisas que rmagmar. 
Substitua o peso eo cansa ode , . 
de pessoas e coisas que prop . esp]trtto pe]a alegria. Cerque-se 
Tc orctonem eveza d , . orne-se sensfve] a' 1 d , . e esptnto. 
N . eveza e espmto. ossa vtagem p d ela. o e ser uma aventura excitante. Divirta-se com 
Hoje, me divertirei com a vida com -dia. ' a recuperafao, com as pessoas e com meu 
A Linguagem da Liberdade 
9 de junho 
o Panico 
Poucas situa¢es - nao importa o quao dificeis parefatn - po-
dem ser melhoradas se Jicarmos apavorados. 
- Co-dependencia nunca mais 
Nao entre em panico! 
183 
Se urn nadador estiver atravessando urn grande Jago e de repen-
te se concentrar na distincia que falta, poder.i a debater-se 
e a afundar- nao porque nao conseguiu nadar, mas porque foi to-
rnado pelo panico. 
0 inimigo e 0 panico, e nao a tarefa. 
Ha momentos em que nos sentimos imprensados e esmagados. 
Ha horas em que achamos que nao conseguiremos fazer o que pre-
cisa ser feito. 
Pode ser uma tarefa no trabalho, urn melhoramento em n6s 
mcsmos ou uma em nossa vida familiar. 
Ajuda se pararmos urn momenta, olharmos para a frente e ima-
ginarmos o projeto. E normal ter momentos de panico quando olha-
mos para a frente, para o que precisa ser feito. Sinta o medo e liber-
te-se dele. Depois, desvie os olhos do futuro e da enormidade da 
tarefa. Se imaginarmos a ela sera nossa. Nao temos de fa-
zer tudo hoje, de uma vez s6. 
Concentre-se no dia de hoje. Concentre-se em acreditar que 
tudo esta hem. Tudo que necessitamos fazer para nosso 
objetivo e focalizar naquilo que se apresenta naturalmente, de for-
ma ordenada, para nos, hoje. Teremos para conseguir fazer, 
calmamente, o que precisa ser feito para chegar onde desejamos estar 
a man hi. 
0 panico obstruira esse processo. e guiadas nos 
Ievario para a frente. Respire fundo. Fique em paz. Con fie. Aja, hoje, 
com se estivesse guiado. 
Podemos voltar a nossa rota man tendo-nos a tona ate reconquis-
184 Melody Beattie 
tarmos nossa compostura Qua d 
d 
· n o nos acalm d eremos recomerar a nadar fi armos e novo, po-
:s • com con tanra C em uma brarada em . :s • oncentre-se apenas 
• :s , urn movtmento de c d S 
estamos progredindo S a a vez. e podemos 
botar- mas s6 se relaxarmos Q d . de nos cansarmos, podemos 
h d 
, · uan o ermos p -c egan o a outra margem. or nos, estaremos 
Hoje, acreditarei que esta tudo bern E t . d 
nas um dia de cada vez Cone t . o levado, mas serei levado arpe-
''-- · en raret mtnna en · . uwr que puder. Se optinico des t . ergta em vtver este dia o me-" . ;pon at; pararet todas 1· ·a d 1. o panuo como um assunto separado. as a tvt a es e idarei com 
10 de junho 
A Responsabilidade 
Cuidar de si me · ifi smo Sign tca ser res ' 1 · mir a responsabilidade po 6 por st pr6prio. Assu-
d d 
· r n s mesmos m I · · a etras responsabilid d c U1 assum1r nossas ver-a es para com os outros 
1\S vezes quand · , o nos a re tos de sentir-nos respons-' . cuperar, estamos exaus-. dVets por tan tas pess A d ctsamos ser responsave·s oas. pren erque pre-
1 somente por n6s d tar urn alfvio tao grande . mesmos po e represen-que, mu1tas vezes d" responsabilidades para • repu tamos nossas . . com os outros. 
Q Objettvo da recupera ao e b responsabilidade por 6 
0 _ter urn equilibria: assumimos n s mesmos e d ·fi ras responsabilidades pa'" 1 entt 1camos nossas verdadei-
I 
.a com os outros 
ssopod · · · e ex:Jgtr uma certa organiza - . . 
convivemos com noro· d. "d prmc1palmente se ha anos 
:s es tstorct as d para com os outros Pode as nossas responsabilidades 
. · mos ser responsa · amtgo ou como empregad vets por uma pessoa, como 
P 
o, como empregador A • ara com cada pessoa t ou como con luge 
d 
emos certas respo b Td d . emos a essas verdade· nsa 1 1 a es. Quando a ten 
b 
. tras responsabTd d I -no em nossa vida. 1 t a es, a o equili-
Estamos aprendendo tambem que mesmo que OS outros nao 
I 
A Linguagem da Liberdade 185 
sejam responsaveis por n6s, eles tern, de certa forma, algumas res-
ponsabilidades para conosco. 
Podemos aprender a discemir nossas verdadeiras responsabili-
dades para conosco e para com os outros. Podemos permitir que as 
pessoas sejam responsaveis por elas mesmas e esperar que sejam 
apropriadamente responsaveis para conosco. 
Precisamos ser carinhosos com n6s mesmos enquanto apren-
demos. 
Hoje, me empenharei em discernir claramente minhas verdadeiras responsa-
bilidades para com os outros. Assumirei essas responsabilidades como parte de 
cuidar de mim mesmo. 
11 de junho 
Andando para a Frente 
Por mais que gostariamos, nao podemos trazer conosco todo mun-
do nessa jomada chamada Nao estamos sen do desleais, 
permitindo-nos an dar para a frente. Nao temosde esperar que aque-
les a quem amamos decidam mudar tam hem. 
As vezes, precisamos permitir-nos crescer, mesmo que as pes-
soas que amamos nao estejam prontas para mudar. Podemos ate pre-
cisar deixa-las para tras com seus problemas ou sofrimentos, por-
que nao podemos fazer o trabalho de por elas. Mas nao 
precisamos sofrer com elas. 
Nao ajuda nada. 
Nao nos ajuda ficarmos presos porque alguem que amamos esta 
preso. A capacidade de ajudar alguem e muito maior quando nos 
separamos, trabalhamos em n6s mesmos, e deixamos de o 
outro a mudar conosco. 
Mudara n6s mesmos, permitindo-nos crescer enquanto os ou-
tros procuram seus pr6prios caminhos, esse eo maior impacto que 
podemos ter sobre as pessoas a quem amamos. Somos responsaveis 
186 
Melody Beattie 
por n6s mesmos. Elas sao responsav . 
nos de las, e permitamo e1s por elas mesmas. Liberemo--nos crescer. 
Hoje, que e meu direito crescer e mudar. , 
amo nao estwer crescendo e mud d . . ' mesmo se alguem a quem 
an o JUnto comzgo. 
12 de junho 
Espontaneidade e Alegria 
Habitue-sea ser espontineo H b' . . 
A alegria da - . a 1tue-se a d1vertrr-se. 
'A • e que finalm • 
expenenc1as. Conseguimosa d ente conseguunos fazer 
te d .c: pren er novos comp ta mos e uzer isso perfeitam p . or mentos, e nao 
uma maneira que funcione ente6. rec1samos somente encontrar 
· para n s. Ate nos d d' perunentando, descobrindo d po emos 1Vertir ex-
gostamos. o que gostamos e como fazer o que 
_Muitos de n6s entramos numa rotin d . . 
Uma das experienc1·as " ... a e ngtdez, martirio e pri-. normats a · pnvamos e a de divertir- 0 que mu1tos de n6s nos 
t nos. utra· ser esp ti n er a menor norao do d ' . on neo. rodemos nao 
d ¥ que po enamos faz . po emos reprimir-nos tanto - er para nos d1vertir. B 
al d que nao nos perm 'f egre, e qualquer modo. 1 1mos tentar algo 
Podemos libertar-nos um o 
soltar-nos um pouco N- p uco de vez em quando. Podemos 
d . ao temos de se ti ame rontados de ser quem r o tensos e rigidos tao . . somos. Corra algu . ' nova at1vtdade. 0 que gost . d .c: ns nscos. Tente uma 
f ? D ana e tazer agora? C d rr-se. epois, corra outro rJS· E lh . omo po eria diver-
ve . t I .c: co. sco a um film r, e ewne para um am. . e que gostaria de 
disser nao, Jigue para e conv1de-o para ir ao cinema. Se ele 
D 'd o, ou tente outra vez 
ec1 a tentar fazer algo d . £. . 
vezes. Habitue-sea divertir- ' Va uma vez. Va duas 
se ate que a d1versao se tome divert'd 
1 a. 
Hoje,farei algo s6 para me divert . lJ b. . 
t d . tr. n.a ztuar-me-et d ' rt ' men e me wirta. a zve tr-me ate que real-
A Linguagem da Liberdade 187 
13 de junho 
Ficando Preso a Velhos Relacionamentos 
Desejamos viajar livres de bagagem nessa jomada. A viagem fica mais 
facil. 
Algumas das malas das quais nos podemos livrar sao as emo-
e assuntos pendentes de relacionamentos passados: raivas, res-
sentimentos, autopiedade, dor ou saudade. 
Se nio terminamos urn relacionamento, se nio nos consegui-
mos afastar em paz e porque ainda nao aprendemos a li<;ao. Signifi-
ca que precisaremos ter outro round daquela antes de ficarmos 
prontos para seguir adiante. 
Podemos desejar dar urn Quarto Passo (urn inventario escrito 
de nossos relacionamentos) e urn Quinto Passo (admissao de nos-
sos erros). Que ressentimentos temos de urn certo relacionamen-
to? Ainda estamos carregando esses ressentimentos? Desejamos 
continuar carregando o peso eo impacto dessa bagagem em nosso 
comportamento de hoje em dia? 
Ainda nos sentimos vitimas, rejeitados ou amargos sobre algo 
que aconteceu ha dois, cinco, dez ou mesmo vinte anos? 
Pode ser hora de nos libertarmos. Pode ser bora de retirarmos a 
verdadeira li<;ao daquela experiencia. Pode ser hora de deixar no 
passado nossos relacionamentos passados, para estarmos livres para 
viver experiencias novas e mais recompensadoras. 
Podemos escolher viver no passado ou terminar com nossos 
velhos assuntos do passado e abrir-nos para a beleza do dia de hoje. 
Liberte-se da bagagem dos antigos relacionamentos. 
Hoje, me abrirei para o processo de limpeza e cura que ence"ara o passado e 
me abrirei para o melhor que o hoje e o amanha tern a ciferecer em meus rela-
cionamentos. 
188 Melody Beattie 
14 de junho 
Liberte-se do Tempo 
Na lwra certa, meu fillw. Quando chegar a lwra. Quantas vezes ouvimos 
essas palavras-de urn amigo, de urn responsavel, ou de nosso Poder 
Superior? 
As vezes, desejamos muito alguma coisa- urn emprego, urn che-
que, urn relacionamento, urn objeto. Queremos que nossa vida mude. 
En tao, esperamos- as vezes, pacientemente, as vezes, ansiosa-
mente- e durante esse tempo todo imaginamos: quando o futuro 
trara o que desejo? Serei feliz ent:io? 
Tentamos antecipar, circulando datas no calendario, fazendo 
perguntas. Esquecemos que nao temos deter as respostas. As res-
postas vern de Deus. Se escutarmos cuidadosamente, as ouviremos. 
Quando for a hora certa, meu filho. Quando chegar a lwra. 
Seja feliz agora. 
Hoje, relaxarei. Estou sendo preparado. Posso libertar-me do tempo. Posso 
parar de manipular os resultados. As boas coisas acontecerao quando chegar a 
lwra certa, e acontecerao natura/mente. 
15 de iunho 
Entre Martires 
({Sim, sei que seu esposo e alco6lico. Meu fillw tambem e alco6lico, mas isso e 
diferente. E pior!" 
Minha dor e maior do que a sua! 
Que armadilha facil isso pode ser para n6s. Aqui estamos para 
mostrar como temos sido vftimas, o quanto sofremos, como a vida 
e in justa e que tremendos martires n6s somos. E nao ficaremos fe-
lizes ate provarmos isso! 
Nao precisamos provar nossa dor ou sofrimento a ninguem. 
Sabemos que estamos magoados. Sabemos que estamos sofrendo. 
A Linguagem da Liberdade 189 
. 1 , . as Muitos de n6s tive-A . . de no's temos sido vi tunas egltlm . ma1ona . 
1 d 1. - d · [( e1s e do orosas. mos de apren er 1-soes 1 IC- - , trar o quanto sofremos ou 
0 objetivo da recupera-sao nao e mos adore compartilhar 
fi 'd 0 obietivo e fazer cessar a noss temos so n o. J 
com os outros essa fie podemos simples-r 0 quanto so r , Se alguem a prov: fi bo do." Talvez tudo que 
. "P ue voce so re urn ca 
mente dlzer: q do se·a a de sua dor. 
aquela pessoa esteja procuran Jd ar a alguem o quanto fo-
d os ten tan o prov Se nos surpreen erm ' . , dele devemos parar e 
d ossa dor e supenor a ' mos magoa os ou n d P ecisamos reconhecer o quanto examinar o que esta acontecen o. r 
· d tamos sofrendo? 
sofremos ou am a es . d io ou recompensa para o so-
Nao existe urn determma o prem mos pensando no auge 
. de n6s nos engana 
frimento, como mmtos a e aprender a parar com a 
de nossa co-dependencia. A recompens. c -
. legria paz e satlsra-sao. 
dor e a prossegurr com a ' - , 'gualmente disponfvel para 
Esse eo presente da recupera-sado, e(4e I . r ou menor do que a 
cada urn de n6s, mesmo se nossa or or malo 
de alguem. 
ha l . - smo as que me causa-r todas min s me Deus, ajude-me a ser grato J':' der o que necessito aprender, para ,r. . t A tude-me a apren . ha ram mai.s dor e SC?J rtmen o. 'd A. d - a concentrar-me na mm 
d em mmha vr a. yu e me ' Ia que possa cessar a or d ue me rtwtivou a procura- . - em vez de concentrar-me na or q 
16 de iunho 
Sentindo-nos Bern 
Os limites nao complicam a vida; os limites simplificam a vida. 
- Para alem da Co-dependencia 
. . estabelecer limites. Aprendemos_ a 
Ha urn aspecto posltlVO ue nos magoa e o que nao 
. , s mesmos e a !den tlficar o q ouvrr a no 
190 
Melody Beattie 
gostamos. Mas tam bern a d . 
bern. pren emos a tdentificaro que nos fazsentir 
Quando estamos desejosos de correr 1 . 
realmente a fazer isso Jh a guns nscos e , me oramos a qu rd d d . Do que 0 c. at a e e nossa vtda. · que 1az com · que nos da Costa d que nos smtamos bern? 0 
c. . · mos a compa h " d Iaz sentirmo-nos bern de 0 n, ta e 0 que nos 
nossa vida? Quais sao man a. e uma cotsa prazerosa em . as pequenas ativtd d d., · 
senttr cuidados e acariciados? a es tanas que nos fazem 
0 que atrai ao nosso ser emoc. 1 .. 
0 que verdadeiramenteno c. IO?ab, esptntual, mental e fisico? 
Ha . s uz sentrr em? 
. - tempo nos privamos. Nao ha . 
tSso, nao e preciso Se a] c. . necesstdade de fazer mais 
c. , · go o taz sentrr-se be .. .. . 
wr o amor-proprio en- d c. m e sea consequencta ao a errota, 
Hcye fareipor m · 
d , ' zm mesmo as pequeninas coisas u t . ave[. Nao me neaarei as .. has d, . q e omam a vzda mais agra-
o cozsm agra avezs e saud, . avezs. 
17 de iunho 
A Entrega 
Domine as liroes d . _ N- e sua pres en te 
. ao cammharemos para a frente s : . 
Javel em nossa vida hoje And e reststrrmos ao que e indese-
damos por . amos para a frente, crescemos emu-
Evitar nao e a ch . 0 ave, a entrega abre as portas 
a verdade: estamos cada urn e ·. 
alguma razao. Ha uma 1. - 1. - m n?ssas atuais por 
d . uma val d tda antes que possamos . d. tosa, que eve ser apren-AI · segurr a tante. 
go unportante esti sendo trabalhad 
volta. Podemos nao ser capazes de id .o em ?6s e naqueles a nossa 
mos saber que e important S b entificar tsso agora, mas pode-
c e. a emos que e b onquiste isso nao el f( om. 
tada e vencida dentro dpe a, mas peJa entrega. A batalha e lu-
nos mesmos p · . . . rectsamos tr adtante ate 
I 
A Linguagem da Liberdade 191 
aprendennos, ate aceitannos, ate nos tomannos gratos, ate que es-
tejamos livres. 
Hcye, me abrirei para as li£5es de minhas circunstancias presentes. Nao tenho 
de etiquetar, saber ou compreender o que estou aprendendo; enxergarei clara-
mente com o tempo. Por hoje, conftanfa e gratidao sao sufuientes. 
18 de junho 
Sendo Vulneraveis 
Parte da significa aprender a partilhar n6s mesmos com 
outras pessoas. Aprendemos a admitir nossos erros e a expor nossas 
nao para que os outros possam reparar em n6s, sal-
var-nos ou sentir pena de n6s, mas para que possamos amar e acei-
tar a n6s mesmos. Essa partilha e urn a catalise na cura e na 
Muitos de n6s temos receio de compartilhar nossas imperfei-
porque isso nos toma vulneraveis. Alguns de n6s tentamos ser 
vulneraveis no passado e certas pessoas tentaram controlar-nos, 
manipular-nos, ou explorar-nos, ou nos fizeram sentir envergo-
nhados. 
AJguns de n6s ao recuperar-nos ferimos a n6s mesmos sendo 
vulneraveis. Podemos ter compartilhado certas coisas com pessoas 
que nao respeitaram nossa Ou podemos ter dito algo a 
pessoa errada numa hora impr6pria e a assustamos. 
Aprendemos por nossos erros- e, apesar de nossos erros, ain-
da e uma boa coisa permitir sennos vulneraveis e honestos. Pode-
mos aprender a escolher pessoas confiaveis para com elas comparti-
lharmos. Podemos aprender a compartilhar apropriadamente, para 
nao assustar ou afastar as pessoas. Podemos tambem aprender a 
deixar que outros sejam vulneraveis conosco. 
Hcye, Deus, ajude-me a ser apropriadamente vulneravel. Nao deixarei que 
me explorem nem me envergonhem por ser vulneravel, e nao explorarei a mim 
mesmo. 
• • • • • . ! • i • • L i; • I • :l' • -; • • • • • • • • • • •• • • • • • ·• • • • • • • 
192 Melody Beattie 
19 de junho 
Tomando a Vida Mais Fadl 
A vida nao tern de ser d:c- ') s· u1c1 . 
ha horas em que temos de a .. e 
capactdade de sobrevivencia M _gu n tar, lu tare confiar em nossa 
cim t · as nao te.mos de t · . en o, a as mud omar a vtda, o cres-
dta tao dificeis assim o te e nossos problemas do dia a .,... mpo to o --
ter uma vida ta·o d:c- ·r , . b utcl e urn re , · d so ra da velha maneira de pe e nosso martirio uma 
dores, mesmo d . nsar, senttr e acreditar Som ' quan 0 a Vtda nao e r dB 'I N . OS merece-
mento nao sao determinados eJ ao 1 ICl • OSSO valor e mereci-
Se estamos tomand 'd p-o quanto lutamos. 
q I 
. o a Vt a tao dura pod ue e a seJa mais dura do . ' emos estar fazendo com 
da a de· . que prectsa ser, disse urn lh 
d 
. tXar as coisas acontecerem £"/ 'I a mu er. Apren-
eiXar os •act e natura 1m t A eventos e nossa part' · - en e. prenda a 
pode ser [;kil. Mais do que neles se ajustarem. lsso agora 
t' em st o Pode . o mundo de nossos ombros . . mos rr com a corrente, 
nor nos ajude a estar onde d ' e deiXar que nosso Poder Supe-evemos estar. 
H' d · OJe, etxarei de lutar tanto L 'b I . pe - A • t er ar-me-et da d ra£ao tem de ser tiio dificeis Subst 't . . . cren£a e que a vida e a recu-
esta jornada com calma e em Et tret tsso pela crenfa de que posso fazer 
• > as vezes, pode ate ser divertido. 
20 de junho 
Martires de Relacionamentos 
de nos temos estad - . 
ttmentos tao e renegado nossos sen-
clades nos relacionamentos q os deshgamos de nossas necessi-
Poder:nos aprender a dis.tin . 
tamos, SeJam amigos, companhias que desfru-
posos. Todos nos temos de inter . s e trabalho, namorados ou es-
agrr com pessoas que prefeririamos 
A Linguagem da Liberdade 193 
evitar, mas nio temos de a manter intimas de 
Iongo prazo com essas pessoas. 
Somos livres para escolher amigos, amantes e esposos. Somos 
livres para decidir quanto tempo devemos passar com pessoas que 
nem sempre escolhemos para estar com elas, tais como parentes. A 
vida e nossa. E simples assim. Podemos decidir como queremos viver 
nossos dias e horas. Nao somos escravos. Nao estamos presos a ar-
madilhas. Nao existe ninguem sem Podemos nao enxergar 
clara mente nossas Em bora possamos ter de lutar com aver-
gonha e aprender a possuir nosso poder, podemos aprender a pas-
sar nossos valiosos dias e horas com pessoas de quem gostamos e 
escolhemos estar. 
Deus, ajude-me a dar valor a meu tempo e a minha vida. Ajude-me a dar 
valor em como me sinto quando estou perto de certas pessoas. Guie-me 
enquanto aprendo a desenvolver relafoes saudaveis1 intimas e comparti-
lhantes com as pessoas. Ajude-me a dar a mim mesmo a liberdade de expe-
rimentat; explorar e aprender quem eu sou e quem posso ser em meus rela-
cionamentos. 
21 de junho 
As Boas 
Permita-se sentir tam hem as boas 
Sim, asvezes, as boas podem ser tio assustadoras quan-
to as mais dolorosas e dificeis. Sim, boas podem causar 
ansiedade a nos, que nos desacostumamos a elas. Mas va em frente 
e sinta as boas de qualquer modo. 
Sinta e aceite a alegria. 0 am or. 0 calor. A 0 prazer. 
A 0 entusiasmo. 0 carinho. 0 conforto. 
Permita-se sentir a vitoria, o deleite. 
Permita-se ser cuidado. 
Permita-se ser respeitado, importante e especial. 
Sao apenas mas elas nos fazem hem. Sao cheias de 
• • < 1 • • ' • .; • ' • : ,, • • • • • • • • • • • • .i' • • • • . ' • • • • • • • • • • • 
194 
Melody Beattie 
e?ergia positiva, para cima - e . 
vern a nos. merecemos sentrr isso quando elas 
- Nao temos de ser reprimidos N-
nao nos sentir hem- nem . ao temos de corivencer-nos a 
S . por urn segund e sentimos isso enos o. 
bo d ' so para o mo n m, esfrute. mento. rossua isso. Se for 
Hoie D · J 
'J J eus, cyuue-me a estar aberto a l .. ' 
para mim. a egrta e as boas sensafoes disponfveis 
22 de iunho 
Hist6rias de Trabalho 
Assim_ como temos hist6rias de relacio 
tern htst6rias de trabalh namentos, a maioria de n6s 
As 0. 
stm como temos uma re . -
nossa vida de relacionam tp sente sttuar;ao de aceitar e lidar com 
d en os, temos uma . ar com nossa vida de trab lh . , presente sttuar;ao deli-As · a o e acetta-la 
, Stm como desenvolvemos u . . 
a nossa hist6ria de relact·o rna atttude saudavel com rela ... ao 
· namentos-qu . d , :)' a IT para a frente- podemo d enos ClJU ara a aprender e 
I - ' s esenvolver · d re a hist6ria de trabalho. uma atttu e saudavel com 
. tve muttos empregos em minha "d 
tdade. Assim como aprend · . _vt a, desde os onze anos de 
ves de meus mim mesma atra-
trabalho. Quase sempre essas' muttas Iir;oes atraves de meu 
ap d d tr;oes correm pa 1 1 , ren en o em outras are d . h . ra e as as que estou AI as a mm a Vtda 
guns empregos eu odiava . 
dente deles. Ja fiquei presa e ' mas era temporariamente depen-
e enc?ntrar outros problem:. empregos porque tinha medo de sair 
As Ttve alguns empregos que desenvolv . 
vezes, nao sabia que as esta d eram mmhas capacidades 
· va esenvol d · rem uma tmportante parte da minh _ven o ate elas se torna-
Houve empregos ond escolhida.e me sentt Vtttmtzada sen..:a q d ' " ue ava e 
A Linguagem da Liberdade 195 
nao recebia nada em troca.Ja estive em relacionamentos onde tive a 
mesma 
Trabalhei em empregos que me ensinaram o que eu absoluta-
mente nao queria; outros despertaram em mim uma ideia do que 
realmente queria e merecia em minha carreira. 
Alguns empregos me ajudaram a desenvolver meu canter; ou-
tros me ajudaram a aprimorar minhas capacidades. Todos foram urn 
Iugar para praticar comportamentos de 
Assim como tive de lidar com meus sentimentos e mensagens 
sobre mim mesma nos relacionamentos, tive de lidar com meus 
sentimentos e mensagens sobre mim mesma, eo que acreditei que 
merecia no trabalbo. 
Assim como tenho necessidade de erradicar os resqufcios de sen-
timentos sabre relacionamentos passados, tenho necessidade deter-
minar meus neg6cios com empregos e carreiras. 
Passei por duas importantes de carreira na minba vida. 
Aprendi que nenhuma delas foi urn erro e nenhum emprego foi 
perda de tempo. Sempre aprendi algo em cada emprego, e minha 
hist6ria de trabalho me ajudou a ser quem sou. 
Aprendi algo mais: que ha urn Plano, e que eu estava sendo le-
vada. Quanto mais confiava em meus instintos, no que desejava e 
no que achava certo, mais sentia que estava sendo levada. 
Quanto mais me recusava a dar minha alma para urn emprego e 
trabalhava nele porque queria e nao pelo salario, menos me sentia 
vltima de qualquer carreira, mesmo naqueles empregos que paga-
vam urn salario miseravel. Quanto mais eu estabelecia objetivos e 
assumia a responsabilidade de conseguir a carreira que desejava, mais 
eu podia decidir se urn determinado emprego se encaixava naquele 
esquema de coisas. Podia compreender por que estava trabalbando 
num determinado emprego e como isso iria beneficiar-me. 
Houve algumas vezes em que me apavorei quanto as tarefas que 
executava e quanto a minha profissional. Mas o panico 
nunca ajuda. 0 que ajuda e confiar e trabalhar no meu programa. 
Houve vezes em que olhei em volta e fiquei imaginando por 
que estava ali. Houve vezes em que as pessoas achavam que eu 
deveria estar num Iugar diferente. Mas quando olhava para mim 
{ 
196 Melody Beattie 
mesma e para Deus, eu sabia que estava no Iugar certo, naquele 
mom en to. 
Houve ocasioes em que nao consegui a promo!faO que desejava. 
Houve ocasioes em que recusei uma promO!faO porque nao parecia 
certa. 
Houve vezes em que tive de pedir demissao para ser verdadeira 
comigo mesma. As vezes, isso era assustador. As vezes, me sentia 
urn fracasso. Mas aprendi o seguinte: ·se estivesse trabalhando em 
meu programa e sen do verdadeira comigo mesma, nunca precisaria 
temer o rumo em que estava sendo conduzida. 
Houve vezes em que eu nao conseguia sobreviver como peque-
no salario que recebia. Em vez de por a culpa disso naquele patrio 
ou patroa em particular, rive de aprender a trazer o problema para 
mim mesma e a meu Poder Superior. Aprendi que sou responsavel 
por fJ.Xar meus limites e estabelecer o que acredito que Tam-
hem aprendi que Deus, e nao urn determinado empregador, e a 
minha foote de orienta!faO. 
Aprendi que nao estou mais presa num emprego do que estou 
num relacionamento. Tenho escolhas. Posso nao ser capaz de 
enxerga-las claramente oeste mom en to, mas tenho-as. Aprendi que, 
se realmente desejo tomar conta de mim mesma de uma determi-
nada forma num emprego, farei isso. E tambem que, se realmente 
desejo ser transformada em vitima pelo emprego, permitirei que isso 
Sou responsavel por minhas escolhas, e tenho escolhas. 
Sobretudo, aprendi a aceitar e a confiar nas minhas circunstan-
cias atuais no trabalho. Isso nao significa que me submeterei; nao 
significa que abandonarei meus limites. Significa que confiar, acei-
tar e depois tomar conta de mim mesma e a melhor coisa que sou 
capaz de fazer a qualquer hora. 
Deus, ajude-me a trazer meus comporlamentos de recupera£aO aos meus as-
suntos profissionais. 
A Linguagem da Liberdade 
197 
23 dejunho 
Libertando-nos das Velhas Crem;as 
Esjorce-se mais. mellwr. Seja J?erfeito. s pessoas nos impuseram. 
saO menttraS que a d Essas mensagens h os que temos sempre e 
Nao importa o tentemos, ac enos man tern infelizes 
fazer melhor. A perfel($ao sempre nos 1 u 
como que fizemos bern. . . o sao mentiras porque j_amais 
As mensagens de Nao nos podemos senor hem 
. 1 anrar seus o consegurremos a c 'S fi nquanto essas mensagens ou ao que 1zemos e , quanto a n6s mesmos boos 0 bastante ate que . tr lando N unca seremos bo nos estlverem con o . d. os que agora somas ns o 
mudemos as mensagens enos lgam 
bastante. d aceitando a n6s mesmos. Quem 
Podemos aprovan o e lh ntem era hom o bastante; 
somas e hom o bastante. Nosso me bor o 
lh h . tambem e hom 0 astante. h . nosso me or OJe [; tudo quanto fazemos- oje. 
Podemos ser quem somos, e 
Essa e a essencia de evitar a perfel!faO. 
ns ue me Jaziam Ju:ar desespera-
Deus ajude-me a libertar-me das mensage q m sou e deixar que isso seja 
do. Darei permissao a mim mesmo para ser que 
hom o bastante. 
24 de junho 
o oesligamento 
. mento nao acontece naturalmente. 
Para muitos de n6s o o valor desse prindpio de 
Mas uma vez que descobnmos , 'tal o desligamento. A segum-
d osoquantoevl d 1' ra!fio, com preen em lh conseguiu en tender o es 1-
te hist6ria ilustra como uma mu er 
gam en to. . . desligamento foi quando aban-
''A prime ira vez que pratlquel o 
I 
\ 
I 
I 
198 
Melody Beattie 
donei meu marido alco61ico El . 
nos casamos. Durante e . e bebta ha sete anos- desde q 
c. A sses anos eu ue 
va de beber. , negava seu a1coo1ismo e tenta-
FJZ cotsas horrfveis para I 
gasse a luz, que com preen des!: e e parasse de heber, que enxer-
achei que estava faz d to estava me ferindo. Real-
1a-1o. en o as cotsas certas tentand o contro-
"Certa noite enxerguei tudo 1 . 
de controla-1o nunca resolv c _aramente. Vi que minhas tentati-
mmha vida estava incontro1avel o Tambem vi que 
se qualquer coisa que nao qu. . fc o podta fazer com que ele fizes 
tro1ando a mim em bo ts:sse azer. Seu a1coolismo estava co -
"E . , ra eu nao bebesse n-
u o hbertei, para que ele fizesse d . . 
e que de qualquer mane. 1 a sua Vtda o que quisesse. A 
cotsas mudaram na noite e tra e e sempre fez o que quis As 
ta b, m que me sepa · E1 · . · _m em. Quando o libertei Iibert . ret .. e senttu tsso, e eu 
v:da. Pratiquei o princfpio desli et-me para minha propria 
tao. Tive de desligar-me d gamento muttas vezes desde en-
lhou. 0 desligamento fun e_Pessoas doentes e saudaveis. Nunca fa-
O d r CJOna. 
es tgamento e um presente 
vermos prontos para recebe-lo sera dado quando esti-
estamos 1ibertando-nos. . an o tbertamos outra pessoa, 
Hoje se 1 .1 1. . ' r-· ve ' me ues tgaret com amor. 
25 de junho 
BJoqueando-nos 
As vezes, para proteger a n6s mes 
pessoa com quem temos um r lm?s, n6s nos bloqueamos de uma 
estar presen te, mas nao n6s N_e actonamento. Nosso corpo pode 
do relacionamento. . ao estamos presentes para participar 
Nos nos fechamos. 
As veze ' s, e apropriado e saudave1 fecha 
r-se num relacionamen-
A Linguagem da Liberdade 199 
to. Podemos realmente estar precisando de urn tempo. As vezes, 
porem, nos fechamos por puro derrotismo. 
Deixar de ser vulneravel, honesto e presente para outra pessoa 
pode por fun a urn relacionamento. A outra pessoa nao pode fazer 
nada no relacionamento quando nao nos fazemos presentes. Fechar 
a nos mesmos nos toma indisponfveis para aquele relacionamento. 
E com urn ocorrerem perfodos temporarios de fechamento num 
relacionamento. Mas nao e saudavel fazer disso uma pratica cons-
tante. Pode ser urn de nossos artiffcios de sabotar relacionamentos. 
Antes de nos bloquearmos, precisamos indagar a nos mesmos o 
que estamos esperando conseguir. Precisamos de urn tempo para 
resolver alguma coisa? Para nos curar? Para crescer? Para pensar? 
Precisamos de algum tempo fora desse relacionamento? Ou estamos 
retomando as nossas velhas praticas- escondendo-nos, fugindo e 
terminando relacionamentosporque estamos com medo de nao 
podermos tomar conta de nos mesmos de outra forma? 
Precisamos fechar-nos porque a outra pessoa realmente nao e 
segura, e manipulativa, mentirosa ou age viciosamente ou abusi-
vamente? Estamos fechando-nos porque a outra pessoa se fechou e 
n6s nao queremos permanecer disponlveis? 
Trancar-nos, isolar-nos, fechar-nos a n6s mesmos e remover nos-
sa emocional de urn relacionamento e urn instrumento 
poderoso. Precisamos usa-lo com cuidado e responsabilidade. Para 
consegutr intimidade e proximidade num relacionamento precisa-
mos estar presentes emocionalmente. Precisamos estar disponfveis. 
Deus1 ajude-me a estar emocionalmente disponivel nos relacionament.os em 
que desejo estar. 
26 de junho 
Sobrevivendo a Q]ledas 
Uma queda pode permanecer durante dias. Sentimo-nos imobili-
zados, desconcentrados e, as vezes, esmagados por sentimentos que 
200 Mewdy Beattie 
nao conseguimos identificar. Podemos nao compreender o que esta 
acontecendo conosco. Ate mesmo nossas tentativas de praticar com-
portamento de nio parecem funcionar. Ainda nao nos 
sentimos emocional, mental e espiritualmente tio hem quanto gos-
tarlamos. 
Numa queda, podemos encontrar-nos revertendo instintiva-
mente a antigos padroes de pensar,.de sentir e de comportar-nos, 
mesmo quando sabemos disso. Podemos sentir-nos obsessivos, mes-
mos quando sabemos que 0 que estamos fazendo e obsessivo e que 
isso nao funciona. 
Podemos procurar desesperadamente alguem para nos fazer sen-
tir melhor, sabendo o tempo todo que nossa felicidade e bem-estar 
nio estio com os outros. 
Podemos a tomar como pessoais coisas que nao sao 
nossos problemas, e a reagir de forma que ja sabemos muito hem 
que nao funcionam. 
Estamos em baixa. Isso nao durara para sempre. Esses perfodos 
sao normais, ate necessarios. Sao dias para serem atravessados. Sao 
dias para que nos concentremos em comportamentos de recupera-
ocorram ou nao imediatamente as recompensas. As vezes, sao 
dias para que simplesmente nos deixemos ser nos mesmos e nos 
amemos tanto quanto pudermos. 
Nao precisamos ficar envergonhados, nao importa quanta tem-
po nos estamos recuperando. Nao temos de esperar irracionalmen-
te "mais" de nos mesmos. Nao temos nem mesmo de esperar que 
vivamos a vida perfeitamente. 
Atravesse a queda. Ela terminara. As vezes, uma queda pode 
durar dias e depois, no curso de uma hora, nos vemos a nos mes-
mos saindo deJa e nos sentindo melhor. As vezes, ela pode durar 
urn pouco mats. 
Pratique urn comportamento de numa pequena area, 
e comece a escalar para cima. Logo, a queda desaparecera. Nio pode-
mos nunca julgar onde estaremos amanha por onde estamos hoje. 
Hoje, me concentrarei em praticar urn comportamento de recupera£tiO em urn 
de meus problemas, confiando em que essa pratica me movera para a frente. 
A Linguagem da Liberdade 201 
Lembrar-me-ei de que a a gratidao e a separa£ao sao um bom lugar 
para 
21 de immo 
Conseguindo a Harmonia 
. . rende uma nova musica, ele nao se senta e a 
Quando urn diato 0 ianista quase sempre precisa pra-
toca com perfeu,;ao de tme . p t' melodia para apreender 
d - aradamente para sen rr a ' ticar ca a mao sep - . te ate que surja urn ritmo e 
o som. Uma das maos prattca . o musico ratica 
£ Td d para tocar o que e dtfictl. Depots, P 1 uma act t a e- do as notas uma por uma, ate que aque a 
com a outra mao, captan do cada mao aprender sua parte- o 
mao aprenda sua Quan rd d - entao ambas as maos 
som, a o ntmo, as tona t a es ' 
podem tocar juntas. d ' . musica pode nao parecer grande 
Durante o tempo e prattca, ad bo .ta Mas quando am bas as 
d desafmada e na a 01 · coisa. Po e parecer . , · , ·ada- uma pe<_;a 
maos estio prontas para tocar a mustca e en 
1 . ta m harmonta e beleza. comp eta se JUn e - ode parecer que passamos 
Quanta iniciamos a p do comporta-
, . do individualmente, geran 
meses, ate anos, prattcan rtes separadas de nossa 
mentos aparentemente desconexos em pa 
vida. . d- nos so traha1ho, em nossa 
nossas nov:: fazendo nossas 
profissao, e p d' . 6s Pegamos nossas capa-
de trabalho sau avetS relacionamento de 
cidades em nossos relactonamd entos, as vos comportamentos em 
cada vez. Lutamos atravcs e nossos no 
nossos relacionamentos dedamord. praticamos nossa nova mu-
Exercitando uma parte e ca a vez, 
sica, nota por nota. 1 . nto como nosso Poder Su-
Trabalhamos em nosso re actoname a nos mes-
. . r d d 1l balhamos em amar perior - nossa espmtua t a e. ra lhor Traha-
mos. Trabalhamos em acreditar que merecemos o me . 
202 Melody Beattie 
lhamos em nossas Em nosso lazer. As vezes, em nossa apa-
rencia. As vezes, em nossa casa. 
Trabalhamos em sentimentos. Em Em comportamentos. 
Abandonando o antigo, adquirindo o novo. Trabalhamos e trabalha-
mos e trabalhamos. Praticamos. Lutamos. Vamos de urn extrema ao 
outro e, as vezes, voltamos pelo mesmo caminho. Fazemos urn pe-
queno progresso, voltamos e depois andamos para a frente de novo. 
Tudo pode parecer desconectado. Pode parecer que nao e uma 
musica harmonica e bonita- apenas notas isoladas. Entao, certo 
dia, alguma coisa acontece. Tomamo-nos aptos para tocar com as 
duas maos, para fazer toda a musica em conjunto, de uma so vez. 
Aquilo em que estivemos nota por nota, se to rna uma 
Essa e uma vida inteira, vida completa, vida em har-
monta. 
A musica surgira completa em nossa vida se continuarmos pra-
ticando as partes. 
Hoje, praticarei meus comportamentos de recupera{ao atraves das partes indi-
viduais da minha vida. Conftarei em que, um dia, as coisas se juntarao numa 
harmonia inteira e completa. 
28 de junho 
Qp.ando as Coisas Nao Fundonam 
Freqiientemente, quando enfrentamos urn problema, podemos ten-
tar resolve-to de uma determinada forma. Quando isso parece nao 
funcionar, podemos continuar a tentar a resolver o problema da-
quela mesma maneira. 
Podemos ficar frustrados, tentar mais, ficar mais frustrados, e 
depois empregaremos mais energia e influencia para ames-
ma que ja havfamos tentado e que nao havia funcionado. 
Essa nos deixa loucos. Tende a prender-nos como 
numa armadilha. E a coisa da qual e feita a inflexibilidade. 
Podemos ficar presos nesse mesmo padrao de dificuldade em 
A Linguagem da Liberdade 203 
£ ual uer area de nossa vida. Quando 
relacionamentos, tare_ as, ou q - fl i nos sentimos mal, de-
. . . 1 que nao functona, nao u ' -mtctamos a go d . d ramente mesmo que nao 
pois tentamos aquilo tudo matS u , 
esteja funcionando nem . duro As vezes, e 
A e hom nao deststlr e tentar mats . s vezes, £4 de tentar tao duramente. 
melhor deixar fica: dfle para:ida esteja tentando dizer-
Se nao functona, se nao ut, ta vez a oe si 
1 A . da e uma professora amavel. Ela nem J' .-
nos a go. Vt d guiar As vezes os smats sao mats 
nais 1uminosos na estra .a para d . d aviso! 
. Al e nio esteja functonan o po e ser . 
sutts. go qu fi trados por repettdos que 
Deixe correr. Se estamos rus . 
- tao produzindo os efeitos desejados, talve: estejamos 
nao es 1 'nho errado 1\S vezes, uma sou-
do a nos pe diferente se abre. 
diferente e a apropnada. uin: ca laramente na calma do 
resposta emergtra mats c Quase sempre, a . ,. . a e no desespe-
re1axamento do que o fana na urgencta, n 
ro da tentativa duramente - sta funcionando ou nio 
Aprenda a reconhecer quan o a go nao e . ta ao 
esta fluindo. De urn passo para tras e espere por uma onen . 
l - · ' e demons-H . nao me desesperei huscando repetidamente so U{OeS que ;a s t ' 
o;e, . • r. tt:r.e .. as Se algo nao estafuncionado, darei um passo para rase traram 1-"!JYU · 
esperarei pela orienta{ao. 
29 de junho 
o Desejo de Deus 
d 6 - or 0 desejo de Deus quase sempre acontece apesar en s, e nao p 
nossa causa. D m mente para n6s, 
Podemos ten tar adivinhar o que eus tem e deseio de 
. d ervigiando para procurar o ;.1 
procurando, pesqUtsan o, sup d escondido alem de nos-
Deus como se fosse um tesouro en terra o, " . Se nao formos 
so alcance. Se o encontrarmos, ganhamos o premto. 
cuidadosos,n6s o perdemos. 
( 
204 Melody Beattie 
Nao e assim que funciona. 
Podemos acreditar que temos de caminhar sobre ovos, dizen-
do, pensando e sentindo a coisa certa, enquanto a n6s 
mesmos a estar alguma forma no Iugar certo, na bora certa para 
encontrar 0 deseJO de Deus. Mas isso nao e verdade. 
0 desejo de Deus quanto a n6s nao esta escondido como urn 
tesouro enterrado. Nao temos de controla-lo ou Nao te-
mos de pisar em ovos para que ele 
Esta bern aqui, dentro e em volta de n6s. Esta acontecendo ago-
ra. As vezes, e silencioso e invisivel e inclui as disciplinas diarias de 
responsabilidade e de aprendizagem de cuidarmos de n6s mesmos. 
As es_ta curando quando estamos em perfodos que 
reatlvam antlgas trtstezas e problemas nao solucionados. 
As vezes, Ele e formidavel. 
. Uma parte cabe a n6s. Temos responsabilidades, inclusive a de 
cutdar de n6s mesmos. Mas nao temos de controlar o desejo de Deus 
quanto a n6s. Estamos sendo cuidados. Estamos sendo protegidos. 
E o Poder que nos cuida e protege nos ama muito. 
Se e um dia calmo, confie na tranqiiilidade. See urn dia de 
confie na atividade. See bora de esperar, confie na pausa. Se e tem-
po de receber o que estamos esperando, confie em que isso aconte-
cera claramente e com e receba o presente com alegria. 
Hoje, confiarei em que o desejo de Deus esta acontecendo em minha vida da 
forma mais conveniente. Nao me deixareificar ansioso e aborrecido, procu-
rando vigorosamente pelo desejo de Deus, empreendendo a£oes desnecessarias 
para ten tar controlar o curso de meu destino ou achando que o desejo de Deus 
passou por mim e nao 0 vi. 
30 de junho 
Aceitando as 
Certo dia, minha mae e eu estavamos trabalbando no jardim. Trans-
plantavamos algumas plantas pela terceira vez. Crescidas de sementes 
A Linguagem da Liberdade 205 
num pequeno recipiente, as plantas tinbam sido transferidas para 
um recipiente maior; depois, transplantadas no jardim. Agora, par-
que eu me mudava de casa, estavamos transplantando-as de novo. 
Inexperiente como jardineira, virei-me para minha mae e per-
guntei-lhe, enquanto cavavamos e sacudfamos a terra das ra(zes: 
- Isso nao e ruim para elas? Nao sera prejudicial a essas plan-
tas, serem retiradas e transplantadas tantas vezes? 
- Ob, nao - respondeu minha mae. - Thnsplantar nao e 
ruim para elas. Na verdade, e hom para as que sobrevivem. E assim 
que suas raizes crescem mais fortes. Suas rai'zes crescerio mais fun-
do e tornario as plantas mais fortes. 
Quase sempre me senti como aquelas pequenas plantas- reti-
radas da terra e viradas de para baixo. As vezes, suportei as 
com as vezes com relutancia, mas geralmen-
te minha era uma mistura das duas coisas. 
Isso nao sera duro para mim?, pergunto. Nao seria melbor seas 
coisas continuassem as mesmas? .E quando me ]embro das palavras 
da minha mae: "E assim que as rai'zes ficam mais fortes e profundas." 
Hoje, Deus, ajude-me a lembrar que durante os periodos de transiftio minha 
ft e eu mesmo estamos sendo Jortalecidos. 
Julho 
r 
l 
1° de julho 
0 Receber 
Aqui esta urn exerdcio: 
Hoje, perrnita que alguern lhe de algo. Permita que algu-
rna coisa boa por voce. Deixe que lhe urn elogio ou lhe di-
garn algo born. Deixe alguern ajuda-lo. 
Entia, pare e receba. Absorva. Sinta. Acredite que voce vale e 
merece. Nao se desculpe. Nao diga: "Ora, nao precisava" ... Nao se 
sinta culpado, arnedrontado, envergonhado ou assustado. Nao ten-
te imediatarnente dar algo de volta. 
Diga apenas: "Obrigado." 
Hoje, me permitirei receber algo de alguem, e ftearei a vontade com isso. 
2 de julho 
Qpem Sabe o que E Melhor? 
Os outros nao sabern o que e rnelhor para n6s. 
N 6s nao sabernos 0 que e melhor para OS outros. 
E tarefa nossa determinar o que e melhor para n6s rnesmos. 
- Sei o que voce precisa ... 
- Sei o que voce deveria fazer ... 
- Veja, isto e o que voce deveria fazer imediatarnente ... 
Essas sao audaciosas, que nos afastam de 
como operarnos num plano espiritual da vida. A cada urn de n6s foi 
dada a capacidade de sermos capazes de discemir e descobrir nosso 
caminho, dia a dia. lsso nern sernpre e facil. Podernos ter de lutar 
para conseguir aquele lugar calmo e sossegado. 
Dar conselhos, tornar decisoes e armar estrategias para os ou-
210 Melody Beattie 
tros nao sao problemas nossos. Nem cabe a outras pessoas 
nos. Mesmo se tivermos urn contrato com alguem para nos aJudar 
-como por exemplo urn tutor- nao podemos confiar em qu_e os 
outros sempre saibam o que e melhor para n6s. Devemos ouvrr as 
que nos chegam. Podemos pedir ajuda e 
Mas a responsabilidade de filtrar e separar as e 
decidir 0 que e melhor para n6s e nossa. Ninguem pode fazer lSSO 
por n6s. 
Urn grande presente que podemos dar a outras pessoas e ser-
mos capazes de confiar nelas - em que tenham sua propria fonte 
de e sabedoria, que ten ham capacidade de discernir o que 
e melhor para elas eo direito de encontrar esse caminho cometendo erros e 
aprendendo. 
Confiar em n6s mesmos para sermos capazes de descobrir o que 
e born para n6s- atraves daquele mesmo processo imperfeito de 
luta, tentativa e erro- e urn grande presente que podemos dar a 
n6s mesmos. 
Hoje, me lembrarei de que a cad a urn de n6s Joi dado o pres.ente de sermos 
capazes de descobrir o que e melhor para n6s mesmos. Deus, aJude-me a con-
Jtar nesse presente. 
3 de iulho 
Sinceridade 
Muito da nossa pode refletir nossa necessidade de 
controlar. Dizemos o que achamos que os outros querem ouvir. 
Tentamos evitar que os outros fiquem com raiva, com medo, que 
vao embora ou que nao gostem mais de n6s. Mas nossa neces-
sidade de controlar nos faz com que nos sintamos vitimas e mar-
tires. 
A liberdade esti distante apenas algumas palavras. Essas palavras 
sao nossas verdades. Podemos dizer o que precisamos dizer. Pode-
mos, educada mas frrmemente, dizer o que pensamos. 
A Linguagem da Liberdade 211 
Libertemo-nos de nossa necessidade de controlar. Nao precisa-
mos ser julzes, mal-educados, culpadores ou crueis quando dize-
mos nossa verdade. N em precisamos esc onder nossa luz. Sejamos 
livremente quem somas. 
Hoje, serei honesto comigo mesmo e com os outros, sabendo que, se nao for, 
minha verdade aparecerd de alguma outraforma. 
4 de julho 
Comemore 
Ttre urn tempo para comemorar. 
Comemore seu sucesso, sua melhora, suas realizaliJoes. Come-
more voce e quem voce e. 
Durante muito tempo voce foi muito duro consigo mesmo. 
Certas pessoas despejaram em voce suas energias negativas - ati-
edores. Nao tinham nadaa vercom voce! E, durante 
esse tempo todo, voce sempre foi urn presente a si mesmo e ao 
Universo. 
Voce e uma de Deus. Bonita, deliciosa, alegre. Nao pre-
cisa esforliJar-se demais em ser melhor, ser perfeito ou ser algo que 
nao e. Sua beleza esti em voce, assim como voce esti em cada mo-
menta. 
Comemore isso. 
Quando algum sucesso, quando conseguir algo, des-
frute. Pare, pense, alegre-se. Por muito tempo, voce foi repreendi-
do pelas coisas que fez, para que nao se tornasse arrogante. 
A e uma forma de elogio, a gratidao ao Criador 
pela beleza da de Deus. Desfrutar e comemorar o born nao 
significa que isso sera tirado de voce. Comemorar e deliciar-se com 
0 presente que ganhou, e demonstrar gratidao. 
Comemore seus relacionamentos! Comemore as do pas-
sado, o am ore o calor que hoje existem aqui. Desfrute da beleza de 
outros e das delas com voce. 
212 Melody Beattie 
Comemore tudo que ha em sua vida. Comemore tudo que e 
bom. Comemore voce! 
Hoje, me entregarei a alegria da comemorakao. 
5 de )ulho 
Culpa de Sobrevivente 
a nos recuperar. a cui.dar de n6s 
Nosso programa de a functonar em nossa vtda, 
e a nos sentir bern. 
En tao, ela ataca. A culpa. . 
Quando estamos a experimentar a totahdade da 
gria e da vida, podemos sentir-nos culpado_s sabre aqueles que det-
ra aqueles que nao se estao recuperando, aqueles xamos pa .. .. - , . d 
ainda em dor. Esse sentimento de culpae urn smtoma de co- epen-
dencia. . . . 
Podemos pensar no marido dequem nos dtvorctamos e.que am-
da continua a heber. Podemos pensar numa am?a es_t:a 
em dor. Podemos receber urn telefonema de nosso pat mae, nao 
recuperados, que nos fala de seu sofrimento. Enos senttmos arra-
sados com sua dor. 
Como podemos ser tao felizes, tao bons, quando a quem 
amamos ainda estao sofrendo? nos hbertar e 
viver satisfatoriamente, apesar das ctrcunstanctas. Stm, podemos .. 
S. d6i deixar para tras aqueles a quem amamos. Mas contt-trn, . · A 
nue indo em frente de qualquer modo. Seja pactente. recupera-
de outros nao e nossa Nao podemos faze-los recuperar-
se. Nao podemos faze-los fehzes. . 
Podemos perguntar por que n6s fomos os escolbtdos para uma 
vida mais completa. Poderemos nunca saber a se 
recuperam a seu pr6prio tempo, mas sua e 
nosso. A unica que realmente podemos retvmdtcar e a 
nossa. 
A Linguagem da Liberdade 213 
Podemos desligar-nos com amor, e amar a n6s mesmos sem 
culpa. 
Hoje, estou disposto a lidar com minha tristeza e minha culpa. Permitir-me-
ei ser saud a vel e feliz, mesmo que alguem a quem amo nao tenha escolhido o 
mesmo caminho. 
6 de iullto 
Sctimo Passo 
Humildemente, rogamos a Deus que nos livre de nossas imper-
feifoes. 
- Setimo Passo do Al-Anon 
No Sexto e no Setimo Passos do programa nos dispomos a libertar-
nos de nossos defeitos de cariter - problemas, comportamentos, 
vclhos rcssentimentos, dares nao resolvidas e que nos estao 
bloqueando a alegria que e nossa. Entao pedimos a Deus para reti-
rar tudo isso de n6s. 
Nao e simples? Nao temos de contorcer-nos para nosfazer mudar. 
Nao temos de Pelo menos por essa vez nao temos de 
"fazer isso n6s mesmos". Tudo o que temos a fazer e lutar por uma 
atitude de desejo e humildade. Tudo o que temos a fazer e pedir a Deus 
o que desejamos e necessitamos, e depois confiar que Deus por 
n6s o que nio podemos e nao temos de fazer n6s mesmos. 
Nao temos de desesperar-nos tentando saber quando e como 
iremos mudar. lsto nao e programa de ajuda pr6pria. Neste mila-
groso e eficiente programa que trouxe a e a 
milhoes de pessoas, n6sficamos mudados trabalhando os Passos. 
Hoje, Deus, ajude-me a entregar-me a recuperakao e ao processo pelo qual eu 
mudei. Ajude-me a concentrar-me no Passo que necessito. Ajude-me a fazer a 
minha parte, a relaxar e a permitir que o resto aconte{a. 
( 
214 Melody Beattie 
7 de julho 
Colocando Tudo para Fora 
Permita-se urn boa sessiio de desabafo. 
- Woman, Sex, and Addiction 
Charlotte Davis Kasl, Ph.D. 
Coloque para fora. Va em frente. Solte tudo. Uma vez que 
mos a recuperar-nos, podemos achar que nao e certo reclamar e 
resmungar. 
Por que? Nao temos sentimentos? Nao nos sentimos esmaga-
dos? Nao precisamos colocar para fora ou lidar com algumas partes 
de nossa vida nao muito agradaveis, nao muito perfeitas e nem muito 
bonitas? 
Podemos desabafar nossos sentimentos, correr riscos e ser vul-
ner.iveis com os outros. Nao temos de estar sempre com compos-
tura, o tempo todo. lsso parece mais do que recu-
Colocar tudo para fora nao significa que precisamos ser viti-
mas, que precisamos celebrar nossa miseria, encontrar status em 
nosso martfrio. Nao significa que nao continuaremos a estabele-
cer limites. Nao significa que nao tomaremos conta de nos mes-
mos. 
As vezes, colocar tudo para fora e parte essencial de cuidarmos 
de n6s mesmos. Chegamos ao ponto de rendic;ao para que possa-
mos seguir adiante. 
Colocar tudo para fora nao significa expressarnossos sentimen-
tos apenas com calma. Significa que ocasionalmente nos arriscamos 
a compartilhar nosso lado humano- medo, tristeza, dor, raiva, ira 
injustificada, cansac;o ou falta de fe. 
Podemos deixar nossa bumanidade aparecer. Desta forma, da-
mos a outros permissao de ser humanos tam hem. As pessoas "uni-
das" tambem tern momentos nao tao unidos. As vezes, e sucum-
A Linguagem da Liberdade 215 
bindo - botando tudo para fora - que nos recomporemos de 
novo. 
Hoje, colocarei tudo para fora, se precisar de um desabafo. 
8 de julho 
Seguindo a Corrente 
Va com a corrente. 
Abandone o medo e a necessidade de controlar-se. Abandone a 
ausiedade. Deixe que ela escape, a medida que voce mergulha no 
rio do momenta presente, o rio de sua vida, seu Iugar no universo. 
Pare de ten tar forc;ar a direc;ao. Nao tente nadar contra a corren-
teza, a menos que seja necessaria a sua sobrevivencia. Se esta agar-
rado a urn galho na beira do rio, solte-o. 
Deixe-se levar para a frente. Deixe-se ser movido para a frente. 
Quando possfvel, evite as correntezas. Se nao puder, fique cal-
mo. A calma pode leva-lo com seguranc;a atraves de correntezas. Se 
afundar par urn momenta, deixe-se emergir naturalmente. Voce 
conseguir.i. 
Aprecie a beleza da paisa gem como ela e. Veja as coisas com fres-
cor, com novidade. Voce nunca passar.i de novo pela mesma paisa-
gem de boje! 
Nao pense muito seriamente sabre a coisas. Acorrenteza esta af 
para ser experimentada. Dentro dela, pense em si mesmo. Voce faz 
parte da correnteza, uma parte importante. Trabalhe com ela. Tra-
balhe dentro dela. Debater-se nao e necessaria. Deixe o fluxo ajuda-
lo a cuidar de si mesmo. Deixe-o ajuda-lo a estabelecer limites, ta-
mar decisoes e leva-lo aonde precisa estar quando chegar a bora. 
Voce pode confiar na correnteza e em sua parte nela. 
Hoje, seguirei com a correnteza. 
216 Melody Beattie 
9 de julho 
Gastando Demais, Gastando de Menos 
Eu costumava dar surras mortais no meu marido com meu car-
tao de credido. lsso me fazia sentir como se tivesse a/gum contro-
le, como se fosse alguma maneira de me vingar dele. 
- Anonima 
Passei dez anos comprando tudo para mim de segunda mao. Nao 
comprei nem urn par de sapatos novos. Durante esse tempo todo 
tm que me privava, meu marido estavajogando, especulando com 
neg6cios arriscados efazendo o que queria como dinheiro. Aprendi 
que quando decidi que merecia teras coisas que queria e resolvi 
comprar a/go que desejasse, havia dinheiro suficiente para isso. 
0 problema niio estava em ser economica. Estava em sacrificar-
me, emfazer-me de martir. 
- Anonima 
Comprar compulsivamente ou gas tar demais pode dar-nos urn sen-
tido temporario de poder ou satisfac:;ao, mas, assim como em outros 
comportamentos descontrolados, tern consequencias negativas pre-
visfveis. 
Gastar de menos tam hem pode fazer com que nos sintamos vl-
timas. 
Ha uma diferenc:;a entre gastar responsavelmente e privar-se 
como martir. Ha uma diferenc:;a entre tratar hem de nos mesmos 
financeiramente e gas tar demais. Podemos aprender a disc emir essa 
diferenc:;a. Podemos desenvolver habitos de gas tar que reflitam auto-
estima e amor-proprio. 
H<lje, vou buscar o equilibria em meus ha'bitos de gastar. Se gasto demais, pararei 
e lidarei com o que se passa dentro de mim. Se estiver gastando de menos ou 
me privando de coisas, me indagarei se isso e necessario e se e 0 que desljo. 
A Linguagem da Liberdade 217 
10 de julho 
Tenninando Relacionamentos 
E preciso coragem e bonestidade para terminar urn relacionamento 
-com amigos, amantes ou colegas de trabalho. 
As vezes, pode parecer mais facil deixar o relacionamento mor-
rer por falta de atenc:;ao do que arriscar-se-a termina-lo. As vezes, 
parecer facil deixar a outra pessoa assumir a responsabi-
ltdade de termmar o relacionamento. 
ser tentados a assumir uma posic:;ao passiva. Em vez 
de d1zer nos sentimos, o que desejamos ou nao desejamos ou 
o que tenc1onamos fazer, comec:;amos a sabotar o relacionamento, 
esperando forc:;ar a outra pessoa a fazer o trabalbo diffcil. 
Sao formas de terminar urn relacionamento, mas nao sao as mais 
honestas ou as mais faceis. 
A medida que caminbamos nessa estrada de cuidado proprio, 
aprendemos que, quando e bora de terminar urn relacionamento, a 
maneira mais facile sermos bonestos e diretos. Nao estamos sendo 
carinhosos, gentis ou amantes evitando a verdade, se sabemos qual 
e a verdade. 
Nao estamos poupando os sentimentos da outra pessoa sabo-
tando o relacionamento, em vez de aceittr ofun ou a mudanc:;a e 
fazer algo sobre isso. Estamos prolongando e aumenttndo adore o 
desconfor1jo - para o outro e para nos. 
Se nao sabemos, se estamos em cima do muro, e mais razoavel 
e honesto dizer isso. 
Se sabemos que e bora de acabar urn relacionamento, diga isso. 
Terminar nunca e facil, mas nao facilitamos isso sabotando, sen-
do indiretos ou mentindo sobre o que desejamos e precisamos 
fazer. 
Diga o que tern a dizer, com amor e bonestidade, quando cbe-
gar a hora. Se confiamos e ouvimos a nos mesmos, saberemos quan-
do e como dizer. 
218 Melody Beattie 
Hoje1 me lembrarei de que a honestidade e afranqueza aumentam minha auto-
estima. Deus1 ajude-me a libertar-me do medo de reconhecer meu poder de 
tomar conta de mim mesmo em todos os meus relacionamentos. 
11 de julho 
Entregue Qp.alquer Pedido a Deus 
Entregue a Deus qualquer pedido que voce tenha. 
Nenhum pedido e grande demais; nenhum e pequeno ou in-
significante demais. 
Muitas vezes, limitamos Deus nao levando a Ele tudo que dese-
jamos e necessitamos. 
Precisamos de ajuda para obter nosso equillbrio? Para enfrentar 
o dia? 
Precisamos de ajuda num determinado relacionamento? Para 
lidar com urn determinado defeito nosso? Para conseguir uma de-
terminada qualidade? 
Precisamos de ajuda para progredir numa determinada tarefa que 
nos esteja desafiando? Precisamos de ajuda com uma De-
sejamos mudar alguma derrotista que nos esteja perturban-
do? Precisamos de de De apoio? De urn 
amigo? 
Ha algo no Universe de Deus que nos poderia realmente trazer 
alegria? 
Podemos pedir tudo isso. Podemos pedir a Deus seja Ia o que 
desejarmos. Coloque o pedido na mao de Deus, confiando em que 
esta sendo ouvido, e depois deixe. Deixe a decisao para Deus. 
Pedir o que desejamos e precisamos e tomar conta de nos mes-
mos. Confie que o Poder Superior a quem dirigimos nossa vida 
realmente cuidara de nos, do que desejamos e necessitamos. 
Hoje1 pedirei a meu Poder Superior o que desejo e necessito. Nao exigirei; 
pedirei. Depois deixarei acontecer. 
A Linguagem da Liberdade 
12 de julho 
Mastando o Medo do Abandono 
- Onde estas, Senhor Deus? Para onde foste? 
219 
Tan.tas pessoas partiram. Sentimo-nos muito sozinhos, as vezes. 
No meto de nossas lutas e podemos achar que Deus tam bern 
foi embora. 
Existem dias maravilhosos, quando sentimos a e a pre-
de Deus conduzindo e guiando cada passe e cada aconteci-
mento de nossa :ida. Ha dias escuros e secos de esterilidade espiri-
tual, que qualquer coisa em nossa vida seja guiada 
ou planeJada. Duvtdamos de que Deus sabe ou se importa. 
Busque as horas calmas dos dias escuros. Procure a disciplina e 
a obediencia ate que a resposta porque ela aparecera. 
- Nao. fui em bora, minha Estou aqui, sempre. Des- . 
canse_em mtm, com Sua vida inteira esta sendo guiada e 
planeJada, Eu sei, e me importo. Tudo esta sendo pre-
parado o mats raptdo _possi'vel para o seu bern maior. Confie e seja 
grato. Estou bern aqut. Logo voce vera e sabera. 
Hoje} me lembrarei de que Deus nao me abandonou. Posso conftar que Deus 
esta condttzindo} guiando1 dirigindo e planejando com amor cada detalhe de 
minl1a vida. 
13 de julho 
Deus como 0 Compreendemos 
Deus e sutil} mas niio e malidoso. 
- Albert Einstein 
A e urn intense processo espiritual que nos pede para 
em nossa compreensao de Deus. Nossa compreensao pode 
ter stdo formada por experiencias religiosas no passado ou pelas 
220 Melody Beattie 
daqueles a nossa volta. Imaginamos se Deus e urn 
como as pessoas podem ser. Podemos sentir-nos tao ou 
abandonados por Deus como o fomos por pes.soas de nosso 
Ten tar compreender Deus pode confundtr nossa mente e.m vtr-
tude do que aprendemos e vivenciamos ao longo de nossa vtda. 
Mas podemos aprender a cqnfiar em :>eus. . 
Eu cresci e mudei minha compreensao desse Poder matOr,do 
ue eu mesma. Minha compreensao nao 
mas pelo que vivenciei desde que redirectonet vtda 
e minha vontade para os cuidados de Deus, como 0 entendta, ou 
r.nelhor, como nao 0 entendia. . . 
Deus e real. Amoroso. Born. Carmhoso. deseJa dar-nos 
todo 0 hem que podemos almejar. Quanto voltamos 
mente e nosso corac,;ao em direc,;ao a uma posttlva compreensao de 
Deus mais Ele nos valida. , 
Quanto mais agndecermos a Deus por Deus ser e, 
quem somos e a natureza exata de nossas atuais circunstinctas, mats 
Ele nos fortalecera. . . 
Na verdade, por todo o tempo, Deus tern planeJado agtr para o 
nosso hem. . 
Deus e Criador, Benfeitor e Fonte. mostrou-me, acuna 
de tudo, como compreender Deus nio e tao tmportante quanto sa-
ber que Deus me compreende. 
Hoje estarei disposto a aumentar minha compreensao de. meu Poder Superior. 
a libertar-me das antigas, limitadoras e negatzvas sobre Det 
Nao importa como eu compreenda Deus, serei grato porque Ele me compreetl e. 
14 de iulho 
Somos Dignos de Amor 
Mesmo se a pessoa mais importante de sua vida o rejeitar, voce 
ainda e real, ainda l born. 
- Co-dependencia nunca mais 
A Linguagem da Liberdade 221 
A! gum dia voce ja pensou: "Como e possivel alguem me amar?" Para 
muitos de nos, essa e uma crenc,;a profundamente arraigada, uma 
profecia que se pode tomar realidade. 
Achar que nio somos dignos de ser amados pode sabotar nos-
sos relacionamentos com colegas de trabalho, amantes, amigos, pa-
rentes e outros entes amados. Essa crenc,;a pode fazer-nos escolher, 
ou permanecer em relacionamentos que sio menos do que mere-
cemos porque nio acreditamos que merecemos mais. Podemcs fi-
car desesperados e agarrar-nos a determinada pessoa como nossa 
ultima chance de sermos amados. Podemos ficar defensivos e afas-
tar as pessoas para Ionge. Podemos afastar-nos ou constantemente 
reagir demais. 
Quando crescemos, muitos de n6s nio recebemos o amor in-
condicional que merecemos. Muitos de n6s fomos abandonados ou 
negligenciados por pessoas importantes de nossa vida. Podemos ter 
concluldo que a razio pela qual nio fomos amados foi porque nio 
dignos de ser amados. Culpar a n6s mesmos e uma reac,;io 
compreensivel, mas impr6pria. Se certas pessoas nio nos puderam 
amar ou nos amaram de forma errada, a culpa nio e nossa. Ao nos 
recuperarmos, estamos aprendendo a separar a n6s mesmos dos 
comportamentos alheios. E estamos aprendendo a assumir respon-
sabilidade pela nossa cura, apesar das pessoas a nossa volta. 
Assim como podemos acreditar que somos dignos de ser a,rna-
dos, podemos tomar-nos habeis em praticar a cren!;a de que somos 
dignos de ser amados. Essa nova crenc,;a melhorara a qualidade dos 
nossos relacionamentos. Melhorara nosso relacionamento mais 
importante: o relacionamento com n6s mesmos. Seremos capazes 
de deixar que nos am em, enos to mar abertos para o am ore as ami-
zades que merecemos. 
Hoje, Deus, eljude-me a conscientizar-me e libertar-me de qualquer cren£a 
derrotista que tenha sobre ser amado. Ajude-me a come£at; hoje, a saber que 
scu digno de ser amado. Ajude-me a praticar essa cren£a ate ela fazer parte de 
mim e ve-la manifestar-se em meus relacionamentos. 
222 Melody Beattie 
15 de julho 
Botoes de Controle 
Eu tinha trinta e cinco anos quando pela primeira vez en-
frentei minha mae e recusei-me a aceitar seus truques e mani-
pulafoes. Estava terrivelmenie assustado e quase nao pude crer 
que estavafazendo aquilo. Descobri que nao tinha de ser gros-
seiro. Nao tinha de discutir. Mas pude dizer o que queria e 
precisava para cuidar de mim mesmo. Aprendi que poderia 
amar e honrar a mim mesmo, e ainda gostar de minha mae 
-como eu queria gostar- e nao da maneira que ela que ria 
que eu gostasse. 
- Anonimo 
Quem sabe apertar melhor nossos botoes de controle do que nos-
sos parentes? A quem, alem de nossos parentes, damos tanto 
poder? 
Nao importa ha quanto tempo n6s ou nossos parentes nos 
estamos recuperando, os relacionamentos com membros da fami-
lia podem ser provocativos. 
Uma conversa telefOnica pode colocar-nos num parafuso emo-
cional e psicol6gico que dura horas ou dias. 
As vezes, e pior quando a recuperar-nos,porque nos 
tomamos ate mais conscientes de nossas e de nossos des-
confortos. Apesar de desconfortavel, e born. E esse pro-
cesso de e que mudamos, crescemos enos 
curamos. 
0 processo de nos desligarmos com amor de membros da fa-
mllia pode levar anos. Assim como o processo de aprender a reagir 
de uma maneira mais eficaz. Nao podemos controlar o que eles fa-
rio ou tentarao fazer, mas podemos obter algum sentido de contro-
le sobre escolher a forma de reagir. 
Pare de ten tar fazer com que eles ajam ou nos tratem de forma 
diferente. Liberte-se do sistema deles recusando-se a ten tar muda-
A Linguagem da Liberdade 223 
los ou influencia-los. Os padroes deles, principalmente os padroes 
para conosco, sao problemas deles. Como reagimos ou permitimos 
que esses padroes nos influenciem e nosso problema. Como toma-
mos conta de nos mesmos e nosso problema. 
Podemos amar nossa familia mas mesmo assim recusar-nos a 
adotar seus problemas. Amamos nossa familia, mas podemos recu-
sar seus de nos manipular, controlar ou colocar culpas em 
n6s. 
Podemos cuidar de nos mesmos junto a membros da fa]Illlia 
sem nos sentir culpados. Podemos aprender a ser firmes com 
membros da familia, sem ser agressivos. Podemos estabelecer li-
mites que precisamos e desejamos, sem ser desleais a famllia. Pode-
mos aprender a amar nossa fami'lia sem perder o respeito eo amor 
por nos mesmos. 
Hoje, Deus, cyude-me a a praticar o amor-pr6prio com membros de 
miniUl fam£lia. Ajude-me a saber que nao tenho de permitir que os problemas 
deles conlrolem a minha vida, meu dia, ou min has emO£OeS. Ajude-me a com-
preenderque e certo ter meus sentimentos quanto aos meus parentes, sem culpa 
ou vergonha. 
16 de julho 
lnsistindo no Melhor 
Merecemos o melbor que a vida eo am or tern a oferecer, mas todos 
nos estamos enfrentando 0 desafio de aprender a identificar 0 que 
isso significa em nossa vida. Precisamos, cada urn de nos, enfrentar 
nossa pr6pria compreensao do que achamos que merecemos, o que 
queremos, e se estamos recebendo isso. 
Existe apenas urn Iugar para e e exatamente onde 
estamos, em nossas circunstincias presentes. 0 Iugar para 
esta dentro de nos. 
0 que nos magoa? 0 que nos da raiva? De que estamos recla-
I 
224 Melody Beattie 
mando? Estamos avaliando como urn determinado comportamen-
to nos esta magoando? Estamos fabricando desculpas para a outn 
pessoa, dizendo a n6s mesmos que somas "exigentes demais"? 
Estamos relutantes , por uma serie de rawes- principalmen-
te por medo - a enfrentar os problemas de urn relacionamento 
que nos possam estar ferindo? Sabemos o que nos esta ferindo, e 
sabemos que temos o dire ito de parar nossa dor, se desejarmos fazer 
is so? 
Podemos deixando de ser vftimas e passarmos a ser 
merecedores. Podemos isso hoje. Podemos tambem ser 
pacientes e gentis conosco, enquanto fazemos importantes mudan-
na de que merecemos o pior, ate passarmos a crer no fun do 
do que merecemos o melhor, e assuminnos responsabili-
dade por isso. 
Hoje, prestarei aten{ao em como permito que as pessoas me tratem, como me 
sinto sobre isso, e tambem observarei como eu trato as pessoas. Nao reagirei 
alem da conta tomando seus pmblemas de forma demasiadamente pessoal ou 
demasiadamente seria; deixarei de reagir a altura por achar que certos compor-
tamentos nao sao pr6prios ou aceitaveis para mim. 
17 de julho 
0 Amor em Palavras e At;oes 
Muitos de n6s temos confusas sabre o que significa sermos 
amados e cuidados. 
Muito de n6s fomos amados e cuidados por pessoas discrepan-
tes entre o que diziam e faziam. 
Podemos ter tido uma mae ou urn pai que nos disse: "Eu amo 
voce", e depois nos abandonou ou neglicenciou, dando-nos ideias 
confusas sabre o amor. Conseqiientemente, esse modelo parece 
amor- 0 unico amor que conhecemos. 
Alguns de n6s podemos ter sido cuidados por pessoas que aten-
deram as nossas necessidades e disseram que nos amavam, mas ao 
A Linguagem da Liberdade 225 
mesmo tempo abusavam de n6s ou nos tratavam mal. Isso, entao, 
se toma nossa ideia de amor. 
Alguns de n6s podemos ter vivido em ambientes emocionais 
estereis, onde as pessoas diziam que nos amavam mas nao demons-
travam sentimentos ou Jsso pode terse tornado nossa ideia 
de amor. 
Podemos aprender a amar os outros ou a n6s mesmos da mes-
ma forma como fomos amados, ou podemos deixar que os outros 
nos amem da forma como fomos amados, seja isso born ou nao. E 
hora de deixarmos nossas necessidades serem satisfeitas nas formas 
que realmente funcionam. Amor nao saudavel pode satisfazer a al-
gumas necessidades superficiais, mas nao a nossa necessidade de 
sennas amados. 
Podemos esperar congruencia nos comportamentos dos outros. 
Podemos reduzir o impacto de palavras isoladas e exigir que com-
portamento e palavras se combinem. 
Podemos encontrar coragem, quando preciso, para confrontar 
discrepancias entre palavras e nao para envergonhar, cui-
par ou encontrar defeitos, mas para ajudar-nos a permanecer liga-
dos a realidade e as nossas necessidades. 
Podemos dare receber am or quando o comportamento combi-
na com as palavras de alguem. Mereccmos dare receber o melhor 
que o amor tern a oferecer. 
Hoje, estarei aberto a dare receber o amor mais saudavel possfvel. Atentarei 
para discrepancias entre palavras e comporlamentos que me confundem e en-
louquecem. Quando isso acontecer, compreenderei que nao estou louco; estou 
no meio de uma discrepancia. 
18 de julho 
A Hora de Ficar com Raiva 
]a e tempo de voce ficar com raiva - sim, com aquela raiva. 
A raiva pode ser uma muito poderosa e assustadora. Pode 
( 
226 Melody Beattie 
tambem ser uma que nos guia a decisoes importantes, as 
vezes decisoes diflceis de serem tomadas. Pode indicar problemas 
de outras pessoas, nossos problemas, ou simplesmente problemas 
que precisamos enfrentar. 
Negamos nossa raiva por uma variedade de razoes. Nao permi-
timos a n6s mesmos deixar que ela entre em nos sa compreensao-
a princfpio. Compreenda que ela nao vai embora; assenta-se em 
camadas sob a superffcie, esperando que fiquemos prontos, seguros 
e fortes o bastante para lidar com ela. 
0 que podemos fazer em vez de enfrentar nossa raiva eo que isso 
nos diz em a cuidarmos de n6s mesmos e que nos sentimos 
magoados, enganados, culpados e incertos sobre como 
cuidamos de n6s mesmos. Podemos fugir, negar, dar desculpas e es-
conder a na areia- por algum tempo. 
Podemos punir, vingar-nos, choramingar e imaginar. 
Podemos perdoar a alguem repetidamente por comportamen-
tos que nos ferem. Podemos nao enfrentar nossa raiva com 
a uma pessoa, com medo de que ela va em bora. Podemos ter medo 
de ter que ir em bora, se lidamos com nossa raiva. 
Podemos simplesmente ter medo de nossa raiva e de sua po-
tencia. Podemos nao saber se temos o direito, ou mesmo a respon-
sabilidade, de permitir a n6s mesmos sentir e aprender com nossa 
ratva. 
Deus, ajude minha raiva escondida ou reprimida a subir a supetfuie. Aju-
de-me a ter a coragem de enfrenta-la. Ajude-me a compreender que preci-
so widar de mim mesmo em rela,ao as pessoas de quem sinto raiva. Aju-
de-me a parar de repetir para mim mesmo que ha algo errado comigo quando 
as pessoas me fazem de vftima e quando sin to raiva por me sentir v£tima. 
Posso confiar em minhas emofoes como sinais de problemas que necessi-
tam de aten,ao. 
A Linguagem da Liberdade 
19 de julho 
Provando a N6s Mesmos 
Rlssei um a no tentando provar a meu marido o quanto sua bebi-
da me estava prejudicando. Ao me recuperar, descobri que era tu 
quem precisava ver o quanto a bebida dele me prejudicava. 
- Anonima 
Rlssei meses tentando provar a um namorado como eu era sau-
davel e responsavel. Depois descobri o que estava fazendo. Ele 
nao precisava saber o quanto eu era responsavel e saudavel. Quem 
precisava saber disso era eu. 
- Anonirna 
227 
Tentarprovarcomo somos bons, que somos bons o bastante, ten-
tar mostrar a alguem o quanto ele ou ela nos ferem, tentar mos-
trar a alguem que somos compreensivos, sao sinais deadvertencia 
de que podemos estar caindo em nossos comportamentos der-
rotistas. 
Pode ser uma de que estamos tentando controlar al-
guem. Pode ser uma de que nao acreditamos que somos 
bons, ou de que nao somos bons 0 bastante, ou de que alguem nos 
esta ferindo. 
Pode ser urn aviso de que nos estamos permitindo ficar pre-
sos num sistema problematico. Pode indicar que estamos presos 
na nevoa da ou estamos fazendo algo que nao e born para 
n6s. 
Tentar excessivamente provar algo a alguma pessoa pode signi-
ficar que ainda nao provamos aquela coisa a n6s mesmos. Uma vez 
que provarmos a n6s mesmos, uma vez que compreendermos, sa-
beremos o que fazer. 
Q problema nao e fazer com que OS OUtrOS compreendam OU 
que nos fevem a Serio. 0 problema nao e fazer com que OS OUtrOS 
( 
228 Melody Beattie 
acreditem que somas bans e bans 0 bastante. 0 problema nao e que 
outros vejam ou acreditem que somas responsaveis, carinhosos ou 
competentes. 0 problema nao e fazer com que os outros vejam como 
estamos sen tin do profundamente uma determinada Somos 
n6s que precisamos vera luz. 
Hoje, Deus, a jude-me a libertar-me da necessidade de controlar as coisas in-
jluenciando as dos outros. Concentrar-me-ei em aceitar a mim mes-
mo, em vez de tentar provar algo sobre mim mesmo. Se surpreender-me na 
armadilha da co-dependencia de tentar enfatizar algo sobre mim mesmo para 
alguem, perguntarei a mim mesmo se nao estou precisando convencer a mim 
mesmo sobre tal coisa. 
20 de julho 
Libertando-nos da Resistencia 
Nao tenha tanta pressa emir adiante. 
Relaxe. Respire fundo. Seja. Esteja hoje em harmonia. 
Esteja aberto. Ha beleza hoje em volta de nos. Ha prop6sito e 
significado no dia de hoje. 
Ha importincia no dia de hoje- nao tanto no que nos aconte-
ce, mas em como reagimos. 
Deixe o hoje acontecer. Aprendemos nossas fazemos 
nosso trabalho, nos modificamos de uma forma simples: vivendo 
totalmente nossa vida hoje. 
Nao se preocupe com os sentimentos, os problemas e as dadi-
vas do amanha. Nao se preocupe nem mesmo em saber se amanha 
poderemos ou nao confiar em n6s mesmos, na vida ou em nosso 
Poder Superior. 
Tudo que precisamos hoje nos sera dado. Isso e uma promessa 
-de Deus, do Universo. 
Sinta os sentimentos de hoje. Solucione os problemas de hoje. 
Desfrute as dadivas de hoje. Confie hoje em voce mesmo, na vida, 
em seu Poder Superior. 
A Linguagem da Liberdade 229 
Aprenda a arte de viver totalmente o dia de hoje. Absorva as li-
a cura, a beleza e o amor hoje disponfvel para n6s. 
Nao tenha tanto empenho em ir adiante. Nao ha pressa. Nao 
podemos escapar; podemos apenas adiar. Deixe os sen timentos flui'-
rem; resp1re em paz e em cura. 
Nao tenha tanta pressa emir adiante. 
Hoje, nao correrei de mim mesmo, das minhas circunstancias ou dos meus 
seutime11tos. Estarei aberto para mim mesmo, para outros, para meu Poder 
Superior e para a vida. que enfrentando o dia de hoje o melhor que 
puder, adquirirei a habilidade que necessito para enfrentar o amanita. 
21 de julho 
Ser E o Bastante 
Nem sempre temos muita clareza sobre o que estamos experimen-
t.lndo, ou por que. 
No meio da dor, da da do aprendiza-
do, da cura ou da disciplina e diffcil ter perspectiva. 
lsso porque ainda nao aprendemos a Estamos no meio dela. 
A dadiva da dareza ainda nao chegou. 
Nossa necessidade de controlar pode manifestar-se como a ne-
cessidade de saber exatamente o que esta acontecendo. Nao pode-
mos saber sempre. As vezes, precisamos relaxar e confiar em que a 
clareza despontaci mais tarde, retrospectivamente. 
Se estamos confusos, e assim que devemos estar. A confusao e 
temporaria. Mais tarde, enxergaremos. A o prop6sito, deveci 
revelar-se por si s6- a tempo, em seu devido tempo. 
E tudo ficara perfeitamente clara- mais tarde. 
Hoje, IIOU parar de for£ar-me a saber 0 que nao sei, ver 0 que nao posso ver, 
compreender o que ainda nao compreendo. Confiarei em que sere o sufuiente, 
e me liberia rei da necessidade de compreender tudo. 
230 Melody Beattie 
22 de julho 
Aprendendo a Confiar de Novo 
Para muitos de n6s, confiar e diffcil. 
Alguns de nos tentamos por tempo em pessoas 
nao confiaveis. Repetidamente, acredttamos em mentrras e em pro-
messas nunca cumpridas. Alguns de nos tentamos em pes-
soas esperando 0 imposslvel; por exemplo, num alcoohco contu· 
maz que promete nao heber de novo. 
A Linguagem da Liberdade 231 
Superior e em nos mesmos, saberemos em quem confiar e o 
podemos esperar dessa pessoa. 
Talvez sempre tenhamos feito isso. Apenas nao nos ouvimos o 
te, ou nao confiamos no que ouvimos. 
afirmarei que posso aprender a confiar apropriadamente. Posso conftar 
mesmo) em meu Poder Superior e na recuperafao. Posso aprender 
a confiar em outras pessoas. 
23 de julho Alguns de nos confiamos erradamente em nosso Poder Supe-
rior. Confiamos em Deus para fazer com que outras •Ltu.uv 
sem 0 que queri'amos, depois nos sentimos traidos quando tsso nao 
funcionou. . · tentar tanto fazer com que as coisas 
A alguns de n6s foi ensinado que nao se pode confiar 0.3 VlcU, DeJXe de fazer tanto, se fazer tanto 0 esta esgotando ou se nao 
que temos de controlar e manipular ao Iongo do cam mho. -·v•·'"'"'"' .. ,·u ..... ,., os resultados desejados. Pare de pensar tanto. Pare · 
A mul.tos de n6s fiot· ensm· ado, erradamente, que nao podemos ta p d fc preocupar nto. are e ten tar manipular, oufazeracon-
confiar em n6s mesmos. 
Ao nos recuperarmos, estamos curando-nos de nossos Fazer com que as coisas e controlar. Podemos em-
mas de Estamos aprendendo de novo a confiar. A pn· positivas para ajudar que as coisas Pode-
meira sabre e essa: podemos a confiar fazer nossa parte. Mas muitos de n6s fazemos muito mais do 
n6s mesmos. Podemos ser confiaveis. Se outros nos dtsseram que nao parte. Ultrapassamos os limites de cuidar e de fazer a nossa 
podemos confiar em n6s mesmos, eles mentindo. Vkios e em controlar, tomar conta e coagir. 
sistemas doentios fazem as pessoas menttr. e autoderrotismo. Nao funciona. Ao nos 
Podemos aprender a confiar devidamente nosso Poder Su- para fazer com que alguma coisa podemos na rea-
perior _ nao para que as pessoas o que qmsermos, mas para estar im pedindo que ela aeon 
ajudar-nos a cuidar de n6s mesmos, e com que as melhores a sua parte em harmonia, calma e relaxadamente. Depois, 
coisas ocorram em nossa vida, em seu devtdo tempo. • acontecer. Apenas deixe acontecer. Se necessaria, force a si 
Podemos confiar no processo- da vida e da Nao a deixar acontecer. Aja "como se". Ponha tanta energia em 
temos de controlar, ficar obcecados ou nos tornar super:'igilantes. acontecer quanta voce se para ten tar controla-las. 
Talvez nem sempre compreendamos para onde estamos mdo, ou o conseguira resultados muito melhores. 
que esta sendo preparados para n6s, mas podemos confiar em que Talvez nao Talvez nao da forma que voce 
algo de born estl acontecendo. e esperava que acontecesse. Mas nosso controle tambem 
Quando aprendemos a fazer isso, estamos prontos para apren· feito acontecer. 
der a confiar em outras pessoas. Quando confiarmos em nosso Po- a deixar as coisas acontecerem porque eo que aconte-
r 
232 Melody Beattie 
cera de qualquer forma. E, enquan to esperamos para ver o que acon-
tece, n6s e as pessoas a nossa volta seremos mais felizes. 
Hoje, deixarei de jor{ar para que as coisas aconte{am. Em vez disso, permiti-
rei que as coisas aconte{am naturalmente. Se me pegar ten lando for{ar as coi-
sas ou controlar as pessoas, pararei e encontrarei uma maneira de me desligar. 
24 de julho 
A e urn instrumento poderoso. Nunca suhestime sua capa-
cidade de anuviar sua visao. 
Esteja consciente de que, por muitas razoes, nos tornamos es-
pecialistas em usar esse instrumento para tornar a realidade mais 
toleravel. Aprendemos muito hem como parar a dor causada pela 
realidade- nao mudando nossas circunstancias, mas fmgindo que 
nossas circunstincias sao diferentes do que realmente sao. 
Nao seja energico demais consigo mesmo. Enquanto uma partede voce estava ocupada criando uma fantasia-realidade, a outra par-
te estava trahalhando para aceitar a verdade. 
Agora, e bora de encontrar coragem. Enfrente a verdade. Dei-
xe-a penetrar suavemente. 
Quando conseguimos fazer isso, seremos conduzidos para a 
frente. 
Deus, de-me coragem e jor{a para enxergar claramente. 
25 de julho 
Continue, Nao Desista 
Continue praticando seus comportamentos de recuperacao, mes-
mo quando os perceha de forma confusa, mesmo quando eles nao 
A Linguagem da Liberdade 233 
ttnham acahado de penetrar em voce, mesmo quando ainda nao OS 
ttnha com preendido. 
As vezes, leva anos para que urn conceito de recupera4iio passe 
da nossa mente para a alma eo cora4iiO. Precisamos praticar os com-
portamentos de recupera4iio com a mesma vontade, o mesmo es-
e a mesma repetitividade exigida por comportamentos de co-
dependencia. Precisamos for4iar-nos a fazer certas coisas, mesmo 
quando nao pare4iam naturais. Precisamos dizer-nos que damos 
import.lncia a nos mesmos e que podemos cuidar de n6s mesmos, 
mesmo quando nao acreditamos no que dizemos. 
Precisamos fazer isso, fazer isso e fazer isso - dia ap6s dia, ano 
ap6s ano. . . . . 
Nao e razoavel esperar que essa nova manerra de VlVer Seja m-
corporada do dia para a noite. Podemos ter de fingir por alguns 
rneses, anos, antes que os comportamentos de recupera4iao fiquem 
incutidos e naturais. 
Mesmo ap6s anos podemos encontrar-nos, em epoca de tensao 
ou dureza, retomando a velhas maneiras de pensar, de sentir e de 
nos comportarmos. 
Podemos ter camadas de sentimentos que s6 estaremos prontos 
pua reconhecer anos depois de nossa recupera4iao. Tudo hem! Quan-
do chegar a bora, saberemos. 
Nao desista! Leva tempo para que nos consigamos amar. E 
preciso muita pratica. Tempo e experiencia. Li4ioes, li4ioes e mais 
Entao, quando pensamos que cbegamos Ia, descobrimos que 
temos mais para aprender. 
Essa e a alegria da recupera4iio. Continuamos a aprender e acres-
cer a vida inteira! 
Continue a cuidar de si, seja como for. Mantenba-se ligado aos 
comportamentos de recupera4iao, urn dia de cada vez. Continue 
amando a si mesmo, mesmo quando isso nao parecer natural. Aja 
"como se" o tempo que preciso, mesmo se esse pedodo de tem-
po parecer mais do que 0 necessaria. 
Urn dia acontecera. Voce despertara e descobrira que aquilo em 
que voce tern trabalhado, se empenbado tanto e a si mesmo 
{ 
234 Melody Beattie 
a fazer, fmalmente acontece de forma natural, sem qualquer esfor-
Ja chegou a sua alma. 
Entio, voce ira em frente para aprender algo novo e melhor. 
Hoje, me manterei ligado em meus comportamentos de recuperafao, mesmo 
que nao parefam naturais. Forfar-me-ei afaze-lo mesmo se isso for incomo-
do. Empenhar-me-ei em amar a mim mesmo ate que isso realmente acontera. 
26 de julho 
Reconhecendo Nosso Poder 
Nao esta vendo? Nao temos de ser tao sacrificados pela vida, pelas 
pessoas, pelas pelo trabalho, por nossos amigos, por nos-
sos amores, por nossas famflias, por n6s mesmos, por nossos senti-
mentes, por nossos pensamentos, por nossas circunstincias. 
Nao somes vftirnas. Nao temos de ser vftirnas. Ponto fmal! 
Sim, admitir e aceitar nossas fraquezas e irnportante. Mas isso e 
0 primeiro passe, uma a Mais tarde, Vamos 
reconhecer nosso poder. Mudar o que podemos. Isso e tio impor-
tante quanta admitir e aceitar as fraquezas. E ha tanta coisa que po-
demos mudar. 
Podemos reconhecer nosso poder, on de estamos, aonde vamos, 
com quem estamos. Nao temos de ficar parades, de maos atadas, 
rastejando desamparados, submetendo-nos ao que vier. Ha coisas 
que podemos fazer. Podemos falar alto. Resolver o problema. Usar 
o problema para nos motivar a fazer algo de hom para nos mesmos. 
Podemos fazer-nos sentir hem. Podemos afastar-nos. Podemos 
retomar em nossas pr6prias Podemos manter-nos sozi-
nhos. Podemos recusar-nos a deixar que outros nos controlem e 
manipulem. 
Podemos fazer o que e precise fazer para cuidarmos de nos 
mesmos. Essa e a beleza, a recompensa, a coroa da vit6ria que ga-
nhamos nesse processo chamado Esse e o segredo de 
tudo! 
A Linguagem da Liberdade 235 
Se nao podemos fazer nada quanta as circunstincias, podemos 
mudar nossa atitude. Podemos fazer urn trabalho interior: enfren-
lu corajosamente nossos problemas para que nao sejamos vftirnas. A 
milagrosa chave da vida nos foi dada. 
Nao somes mais vftimas, a menos que o queiramos. 
A liberdade e a alegria sao nossas pela conquista, pelo que senti-
mos, pelo trabalho duro que realizamos. 
Hoje, me lembrarei tanto quanta necessaria de que nao sou vitima, que nao 
pmiso ser vitima seja de quem for. Esforfar-me-ei em nao ser mais vttima, 
stja estabelecendo um limite, afastando-me, lidando com meus sentimetttos ou 
Jando a mim o que necessito. Deus, ajude-me a libertar-me da necessidade de 
fozer-me de v{tima. 
27 de julho 
Deixe Acontecer 
Deixe de ten tar tanto controlar as coisas. Nao e tarefa nossa contro-
br pessoas, eventos, circunstincias, a vida. Talvez no passado nao 
tenhamos podido confiar e deixar que as coisas acontecessem. Mas 
agora podemos. A maneira como a vida se esta desenrolando e boa. 
Deixe-a desenrolar-se. 
Pare de ten tar tanto fazer mais, ser mais e melhor. Quem somos 
c a maneira como fazemos as coisas sao rna is que suficientes para o 
dia de hoje. 
Quem eramos e como fazfamos as coisas ontem eram o sufi-
cicnte para aquele dia. 
Rclaxe. Deixe acontecer. Pare de ten tar tanto. 
Hoje, deixarei as coisas acontecerem. Deixarei de tentar controlar tudo. Vou 
Jeixar de ten tar ser melhor e fazer melhor, e me deixarei apenas ser. 
236 Melody Beattie 
28 de iulho 
Me do 
Certo dia decidi fazer algo novo. Levei meu filho de dez anos para 
urn passeio de waverunner no rio St. Croix. Vli&verunner e urn peque-
no veiculo aquatico que parece uma moto. 
Pusemos nossos salva-vidas e embarcamos numa experiencia que 
resultou ser tio divertida quanta assustadora: divertida quando me 
deixava divertir-me; assustadora quando eu pensava demais no que 
estava fazendo e em todas as coisas terriveis que poderiam acontecer. 
Na metade do caminho, meu maier medo se tornou realidade. 
Viramos. Ficamos a debater-nos, onde a profundidade era de dez 
metros. 0 waverunner nas ondas a minha frente, como 
uma tartaruga motorizada de para baixo. 
- Nao se apavore- disse calmamente meu filho. 
- E se afundarmos?- perguntei. 
- Nao afundaremos- disse ele.-Estamos usando salva-vi-
das. Veja! Estamos boiando. 
- A maquina esci de para baixo - disse eu. -Como 
vamos desvira-la? 
- Como o hom em disse - respondeu meu filho. -A seQ 
aponta para esse lado. 
Cuidadosamente, viramos a maquina para cima. 
- E se nao conseguirmos subir nela de novo?- perguntei. 
- Conseguiremos - respondeu ele. - Foi para isso que os 
waverunners foram feitos: para subirmos neles dentro da agua. 
Relaxei e quando sa{mos perguntei-me por que tinha ficado tao 
assustada. Talvez nao confiasse na minha capacidade de resolver 
problemas. Talvez porque uma vez quase me afoguei quando nao 
usava salva-vidas. 
Mas mesmo assim voce nao se afogou, disse uma vozioha den-
tro de mim. Voce sobreviveu. 
Nao se apavore. 
Problemas sao feitos para ser resolvidos. A vida foi feita para ser 
vivida. Em bora as vezes possamos estar mergulhados ate o 
A Linguagem da Liberdade 237 
- sim, podemos ate submergir por alguns mementos e engolir al-
guns goles de agua -, afundaremos. Estamos e sempre estare-
mos usando urn salva-vtdas. Esse salva-vidas e chamado "Deus". 
Hoje, me lembrarei de cuidar de mim mesmo. Quando estiver mergulhada ate 
o pe.teofo, Deus estara ta para me apoiar- mesmo quando meus medos me 
ttntarem fazer esquecer disso. 
29 de julho 
Divirta-se 
Divirta-se urn pouco. Relaxe urn pouco. Goze a vida! 
Nao temos de ser tio series e sombrios. Nao temos de ser tio 
pen.sativos, tio crfticos, tio presos em nos mesmos e aos rigidos 
parametres que os outros, e quase sempre n6s tambem, colocam 
em nos. 
e vida e urn ente.rro. Divirta-se.Entre nela. Participe. 
Expenrnente. Arnsque-se. SeJa espontaneo. Nao esteja sempre tio 
concentrado em fazer as coisas certas, as coisas apropriadas. 
esteja sempre tio concentrado no que os outros pensam 
ou dtzem. 0 que pensam e dizem e problemas deles, nao nossos. 
Nao tenha tanto medo de cometer urn erro. Nao seja tio medroso 
e adequado. Nao se iniba tanto. 
Deus nao quer que sejamos tio mibidos, tio reprimidos, tio 
Esses parametres repressivos sao 0 que as outras pes-
SOilS nos tmpuseram, o que permitimos fazer conosco. 
criados totalmente humanos. Foram-nos dados desejos, 
sonhos, sentimentos. Existe uma viva, 
energet1ca e alegre em algum Iugar dentro de nos! Deixe-a sair! 
Deixe-a viver! Deixe-a divertir-se - e nao apenas por doas horas 
no sabado a noite. Traga-a consigo, deixe-a ajuda-lo a desfrutar o 
prcsente de vivo, de ser totalmente humane e ser quem e! 
Regras demats. Ternes convivido com vergonha demais. Isso nio 
e necessaria. Sofremos uma lavagem cerebral. Agora e hora de nos 
I 
238 Melody Beattie 
livrarmos, de nos abrirmos e entrannos totalmente humanos na vi<b 
total. 
Nao se preocupe. Aprenderemos nossas Ii!roes quando for pre-
cise. Ja aprendemos disciplina. Nao vamos ficar aereos. 0 que Vli 
acontecer e que come!raremos a gozar a vida. Come!raremos a des-
fro tar do nosso ser total e a experimenti-lo. Podemos confiar em 
n6s mesmos. Agora temos limites. Ternes nosso programa como 
base. Podemos experimentar e experimentar. Estamos em contato 
com n6s mesmos e com o nosso Poder Superior. Estamos sendo 
guiados, mas urn objeto congelado e inanimado nao pode ser guia-
do. Nao pode ser nem mesmo movido. 
Divirta-se urn pouco. Relaxe urn pouco. Quebre algumas re-
gras. Nao seremos punidos por Deus. Nao temos de permitir que 
as pessoas nos punam. E podemos parar de punir a n6s mesmos. 
Enquanto estamos vivos e aqui, vamos viver. 
Hoje, me deixarei divertir com a vida. Relaxdrei um pouco, sabendo que ntio 
racharei nem quebrarei. Deus, ajude-me a libertar-me da necessidade de ser 
tao inibido, apropriado e reprimido. Ajude-me a injetar uma grande dose de 
vida em mim, permitindo que eu seja totalmente humano e vivo. 
30 de julho 
Aceitando a Falta de Poder 
Desde crian!ra tenho tido uma rela!rao antagonica com uma impor-
tante parte emocional de mim mesma: meus sentimentos. Tenho 
tentado ignorar, reprimir ou for!rar meus sentimentos. Tentei criar 
sentimentos nio natura is ou afastar os que estavam presentes. 
Negava sentir raiva, quando de fato estava furiosa. Convenci-
me de que devia haver algo de errado comigo por sentir raiva, quando 
a raiva era razoaveJ e uma resposta }6gica a situa!raO. 
Disse a mim mesma que nio machucava, quando machucava 
muito. Inventei para mim mesma hist6rias como: "Ela nao me quis 
ferir" ... "Ele nao sabia" ... "Preciso ser mais compreensiva." 0 pro-
A Linguagem da Liberdade 239 
blema era que eu ja tinha sido compreensiva demais com a pessoa e 
Dio o suficiente comigo mesma. 
Nio foi apenas com os gran des sentimentos que tenho tido pro-
; tenho me debatido com todos os aspectos emocionais de 
mesma. Tentei usar energia espiritual, mental e ate cansa!rO 
para nao sentir o que precisava sentir para serviva e saudavel. 
Nao me dei bern em minhas tentativas de controlar emo!roes. 
0 controle emocional foi para mim urn comportamento de sobre-
vi\•encia. Posso agradecer a esse comportamento por me ajudar a 
atnvessar muitos anos de situa!roes em que nao tive melhores op-
¢es· Mas aprendi urn comportamento mais saudavel- aceitar 
minhas emo!roes. 
Fomos feitos para sentir. Parte de nossos problemas e ten tar negar 
ou mudar isso. Parte de nossa significa aprender a ir 
como fluxo do que estamos sentindo e do que nossos sentimentos 
aos tentam dizer. 
Somas responsaveis por nossos comportamentos, mas nao te-
mos de controlar nossos sentimentos. Podemos deixar que aconte-
Podemos aprender a abra!rar, a desfrutar, a experimentar-
senrir-a parte emocional de n6s mesmos. 
Hoje, deixarei de tentar for£ar e controlar minhas etno£OeS. Em vez disso, da-
m poder e liberdade a parte emocional de mim mesmo. 
31 de julho 
Para aqueles dentre n6s que sobrevi veram at raves do controle e da 
capitulaftio, abrir mao pode nao ser facil. 
- Para alem da Co-dependencia 
Abandonando o que Desejamos 
Ao nos recuperarmos, aprendemos que e importante identificar o 
que necessitamos e desejamos. Como nos deixa esse conceito? Com 
240 Melody Beattie 
urn enorrne pacote de necessidades e desejos nao realizados. Assu-
mimos o risco de parar de negar e a aceitar o que precisa-
mos e desejamos. 0 problema e que os desejos e as necessidades 
ficam Ia, parados. 
Esse Iugar em que estamos pode ser frustrante, doloroso e abor-
recido demais para se estar, e ate mesmo urn lugar causador de ob-
sessoes. 
Depois de identificar nossas necessidades, ha urn passo seguin-
te para conseguirmos realizar nossos desejos e necessidades. Esse 
passo e uma das ironias espirituais da 0 passo a seguir 
e o de abandonarmos nossos desejos e necessidades depois de tcr-
mos dado dolorosos passos para identifica-Jos. 
Abandonamos, desistimos deles- mental, emocional, espiri-
tual e fisicamente. As vezes, isso significa que precisamos desistir. 
Nem sempre e facil esse Iugar, mas geralmente e aonde . . 
prectsamos rr. 
Quan tas vezes neguei urn desejo ou necessidade, depois fui atra-
ves dos passos para identificar minhas necessidades, s6 para ficar 
aborrecida, frustrada e desafiada porque nao tenho 0 que desejo c 
nao sei como consegui-lo. Seen tao a controlar ou influcn-
ciar para conseguir o que desejo ou necessito, geralmente tomo as 
coisas piores. Vigiar, ten tar controlar o processo, nao funciona. Para 
minha surpresa, aprendi que 0 que preciso fazer e abandonar 0 de-
SeJO. 
As vezes, tenho mesmo de chegar ao ponto de dizer: "Nao quc-
ro isso. Sei que e importante para mim, mas nao posso controlar a 
disso em minha vida. Agora, nao me importo mais se te-
nho isso ou nao. Na verdade, posso ser totalmente feliz sem isso e 
sem qualquer de consegui-lo, porque essa espera me esta 
deixando louca- quanto mais espero e ten to conseguir, rna is frus-
trada me sin to porque nao estou conseguindo." 
Nao sei por que o processo funciona assim. 
S6 sei que e assim que funciona para mim. Nao encontrei outro 
caminho fora do conceito de deixar correr. 
Podemos quase sempre ter o que realmente queremos ou 
desejamos, ou algo melhor. Deixar acontecer abandonando os de-
A Linguagem da Liberdade 241 
sejos e necessidades e parte do que precisamos fazer para conse-
sui-los. 
Hoje, lutarei para abandonar aqueles desejos e necessidades que me estao cau-
lmJ;tral,iiO. Eu os porei na minha lista de objetivos, depois me empe-
em abandona-los. Confzarei em Deus para proporcionar-me os desejos 
dt meu cora{ao, na hora e a sua maneira. 
• 
1° de agosto 
Aprendemos a mtigica li£iiO de que fazendo o melhor, ele se trans-
forma em mais. 
- Co-dependencia nunca rnais 
e repita obrigado, ate acreditar nisso. 
Obrigado, Deus, vida e universo, por todos e tudo que existe. 
A gratidao Iibera a abundancia da vida. Transfonna o que temos 
mais do que bastante. Transforma em caos 
ordem, confusio em clareza. Transforma uma num 
uma casa num Jar, urn estranho num amigo. Transforma 
"'"'"'"'"""' em dadivas, fracassos em sucessos, o inesperado na hora 
, os erros em acertos. Pode transformar uma existencia numa 
real, uma disparatada em benefica e importante. 
A gratidao da significado ao nosso passado, traz paz para o dia de 
!Mlje, e cria uma visao do amanha. 
A gratidao faz as coisas certas. 
A gratidao transforma energia negativa em positiva. Nao ha si-
ou circunstincia pequena ou grande que nao sejam suscetf-
ao poder da gratidao. Comecemos agradecendo por quem so-
mos e pelo que temos hoje e deixemos que ela sua magica. 
Diga obrigado, ate chegar a acreditar nisso. Se disser o bastante, 
acreditara. 
vou fazer brilhar a luz transformadora da gratidao sobre todasas cir-
anstancias da minha vida. 
r 
246 Melody Beattie 
2 de agosto 
No lntervalo 
Para ir de on de estamos para onde vamos, temos de passar pelo meio. 
Uma das partes rna is diffceis da recuperacsao eo conceito de afas-
tamento do que e velho e conhecido- e nao queremos mais -e 
de nossa disposicsao de ficarmos parados de maos vazias enquanto 
esperamos que Deus as encha. 
Isso pode ser aplicado aos sentirnentos. Podemos ter estado re-
pletos de dor e raiva. E de alguma maneira esses sentimentos po-
dem ter-se tornado confortavelmente familiares. Quando fmalmente 
enfrentamos e abandonamos nossa dor, podemos sentir-nos vazios 
por urn tempo. Estamos entre adore a alegria da serenidade e d.t 
aceitacsao. 
Podemos tam hem estar num intervale entre do is relacionamen-
tos. Para preparar-nos para o novo, precisamos prirneiro libertar-
nos do velho. lsso pode ser assustador. Sentimo-nos vazios e perdi-
dos por urn tempo. Podemos sentir-nos sozinhos, achando que hi 
algo errado por soltarmos 0 proverbial passaro da mao 
quando ainda nao estamos vendo outro na moita. 
0 intervale acontece em muitos aspectos da vida e da recupera-
csao. Podemos estar entre empregos, carreiras, lares e objetivos. Po-
demas estar entre comportamentos, quando abandonamos os anti-
gas e nao estamos certos do que os substituira. Isso tam hem serefere 
a comportamentos que nos tern protegido e servido hem toda a 
vida, como tomar conta e controlar. 
Podemos sentir muitas emocsoes quando estamos no intervalo: 
tristeza pelo que abandonamos ou perdemos, e a sensacsao de ansie-
dade, medo e apreensao sobre o que vira pela frente. Essas 
sao normais quando estamos no intervalo. Aceite-as. Sinta-as. Li-
berte-as. 
Estar no intervale nao e divertido, mas e necessaria. Nao durari 
para sempre. Pode parecer que estamos parados, mas nao estamos. 
Estamos no intervale. E o caminho para ir daqui para la. Nao eo 
destino fmal. 
A Linguagem da Liberdade 247 
Estamos caminhando para a frente, mesmo quando estamos no 
inervalo. 
· aceitarei o Lugar onde estou como sendo aquele em que devo estar. Se 
110 intervalo, me eiforiarei para acreditar que este Iugar niio e sem prop6-
t que me esta conduzindo em dire,ao a algo bom. 
3 de agosto 
Grande parte do que chamo minha co-dependencia i medo e 
panico, porque passei tempo demais na vida sentindo-me explo-
rado, preso numa armadilha, sem saber como cuidar de mim nos 
relacionamentos. 
- Anonimo 
Nio importa ha quanta tempo nos recuperamos, podemos ter ain-
du tendencia de entregar nosso poder aos outros, sejam figuras au-
IOriurias, urn novo amor ou ate uma criancsa. 
Quando fazemos isso, experirnentamos uma serie de emocsoes 
c pcnsamentos que chamamos de "loucura da co-dependencia". 
Podemos sentir-nos com raiva, culpados, amedrontados, confuses 
e obcccados. Podemos sentir-nos dependentes e necessitados, ou 
IOmar-nos exageradamente rlgidos e controlados. Quando tensos, 
podemos incidir em antigos comportamentos. E para os co-depen-
dentes que tern problemas de adulto-criancsa, os relacionamentos 
podem significar estresse. 
Nao tcmos de ficar presos em nossa co-dependencia. Nao te-
mos de envergonhar-nos ou culpar a n6s ou outra pessoa, por nos 
sentirrnos assirn. Sirnplesmente precisamos lembrar-nos de assu-
mir nosso poder. 
Pratique. Pratique. Pratique usando seu poder para cuidar de si 
mesmo, nao importa com quem esteja lidando, onde esteja ou o que 
248 Melody Beattie 
esteja fa zen do. E isso que a significa. Nao significa que 
tentamos controlar os outros; nao significa que nos tornamos dus-
ticos ou abusivos. Significa que assumimos o poder de cuidar de n6s 
mesmos. 
Pensar em fazer isso pode dar medo. lsso e normal! Mas de qual-
quer modo, cuide de si proprio. As res pastas eo poder de fazer isso 
estao dentro de voce. 
Comece hoje. Comece onde esta. Comece tomando conta de 
quem voce e, neste momenta, da melhor forma possfvel. 
Hoje, me concentrarei em assumir meu poder e em cuidar de mim mesmo. 
Nao deixarei que os medos, ou uma folsa sensa§aO de vergonha e culpa, evitme 
que eu cuide de mim mesmo. 
4 de agosto 
Vulnerabilidade 
Aprendi que quanto mais vulnertivel me penni to ser, mais con-
trole de mim me.smo rea/mente tenho. 
- Anonimo 
Muitos de n6s achamos que devemos mostrar apenas nosso lado 
forte e confiante. Que o lado que temos de mostrar ao mundo dcve 
ser sempre de calma, e controle. 
Embora certamente seja home quase sempre apropriado estar-
mos sob controle, calmos e fortes, ha urn outro lado de todos nos 
- aquele que se sente carente, se assusta, tern duvidas e fica com 
raiva. Essa parte de n6s que precisa de carinho, am ore de 
que tudo ficara hem. Expressar essas necessidades nos toma vulne-
civeis e menos que perfeitos, mas esse lado tam hem precisa de nos· 
sa 
Permitir-nos sermos vulneciveis nos ajudaci a construir relacio-
namentos duradouros. Compartilhar nossa vulnerabilidade nos aju· 
A Linguagem da Liberdade 249 
a sentir-nos proximos das pessoas, e as ajuda a sentirem-se pro-
de nos. Ajuda-nos a crescer em amor-proprio e 
Ajuda-nos a nos tomarmos agentes curativos. Permite-nos 
sejamos inteiros e acessi'veis aos outros. 
.me permitirei ser vulneravel com outros, quando for seguro e apropriado 
5 de agosto 
em ao Dinheiro 
vezcs, nossa vida e nos so passado pod em ser tao cheios de sofri-
que pensamos que e totalmente in justa term as agora de cres-
e ser fmanceiramente responsaveis par n6s mesmos. 
A e compreensi'vel; a atitude nao e saudavel. Muitas 
quando se recuperam acreditam que certas pessoas, em par-
e a vida em geral devem assegurar-lhes a subsistencia, de-
pois de tudo par que passaram. 
Para nos sentirmos hem a respeito de nos mesmos, para encon-
a paz emocional e a liberdade que procuramos na 
precisamos ter limites saudaveis sabre dinheiro- o que damos aos 
outros eo que nos permitimos receber dos outros. 
Achamos que certas pessoas nos devem dinheiro porque nao 
podemos cuidar de nos mesmos? Achamos que devem porque nao 
tanto dinheiro quanta eles? Consciente ou inconscientemente 
que nos "devem" dinheiro pela dor emocional que so-
como resultado de nosso relacionamento com elas ou com 
outra pessoa? 
As financeiras sao concedidas no tribunal, e nao na 
rteupera!;ao. 
Limites nao saudaveis sabre o que nos permitimos receber dos 
outros nao nos proporcionarao relacionamentos saudaveis nem com 
os outros nem com nos mesmos. 
Teste isso olhando dentro de si. A chave de tudo e nossa atitude. 
250 Melody Beattie 
0 problema aqui e sobre limites em receber dinheiro. Aceite ode-
safio de ser responsavel por si mesmo. ' 
Hoje, me empenharei em estabelecer limites claros e saudaveis sobre recebtr 
dinheiro dos outros. Como parte de minha recupera§ao, examinarei cuidado-
samente meu passado financeiro e verei se tomei dinheiro de forma que podt 
nao re.fletir esses bons limites. Se descobrir incidentes que rejlitam uma atitudt 
nao saud ave/ de responsabilidade propria, estarei disposto a promover os res-
sarcimentos correspondentes e desenvolverei um plano razoavel para fazer i.sso. 
6 de 
Resolvendo Problemas 
Problemas sao feitos para serem resolvidos! 
Alguns de n6s passamos mais tempo reagindo ao fato de que 
temos urn problema do que resolvendo-o. 
- Por que isso esta acontecendo comigo? 
- A vida nao e horrfvel? 
- Por que isso tinha de acontecer? 
- Oh, Deus, isso e terri'vel! 
- Por que Deus (o Universo, uma empresa, uma pessoa, ou il 
vida) me esta perseguindo? 
Problemas sao inevitaveis. Alguns problemas pod em ser previs-
tos. Alguns sao surpreendentes. Mas a ideia de que os problemu 
ocorrem regularmente nunca deve ser uma surpresa. 
A boa notfcia e que para cada problema ha uma solu(Jao. As 
vezes, a solu(JaO e imediata. As vezes, leva-se algum tempo pm 
descobri-la. As vezes, a solu(JaO envolve urn afastamento, o pro-
blema e nosso; outras vezes nao. As vezes, ha uma solu(Jao claril 
para resolver o problema; outras vezes, precisamos lutar, deba-
ter-nos, fazer nossaparte e depois confiar na ajuda do nosso Po-
der Superior. 
As vezes, o problema e somente parte da vida. Quase sempre o 
problema e importante porque sempre aprendemos algo atraves dele 
A Linguagem da Liberdade 251 
de sua solu(JaO. Quase sempre os problemas acabam trazendo o 
para nossa vida. Levam-nos a uma dire(Jao que e melhor do 
a que teriamos tornado sem eles. 
As vezes, OS problemas apenas existem; as vezes, sao sinais de 
estamos no caminho errado. 
Podemos aprender a aceitar que OS problemas sao parte inevita-
da vida. Podemos aprender a resolve-los. Podemos aprender a 
em nossa capacidade de resolver problemas. Podemos apren-
il identificar os problemas que nos ten tam levar a uma nova di-
e os que simplesmente pedem para ser resolvidos. 
Podemos aprender a concentrar-nos na em vez de fo-
no problema, e manter uma atitude positiva com rela-
1 vida e ao inevitavel fluxo de problemas e 
· aprenderei a confUlr em solu§OeS, em vez de ser vitimado por problemas. 
para provar que sou impotente, perseguido ou martirizado. Nao 
opontarei para provar o quanto a vida e lwrrivel. Aprenderei a confUlr no 
de problemas e solu§oes. Deus, ajude-me a resolver os problemas que 
I'SSIJ resolver lwje. Ajude-me a libertar-me do resto. Ajude-me a acreditar em 
.U.ha capacidade de enfrentar e resolver problemas. Ajude-me a confUlr no 
Jaxo. Rlra cada problema lui uma solu§ao. 
7 de agosto 
Pan muitos de n6s a palavra mais diffcil de dizer e uma das meno-
m e mais faceis do vocabulario: Nao. Va, diga alto: Nao. 
Nao- simples de pronunciar, diffcil de dizer. Temos medo de 
que as pessoas deixem de go star de n6s ou de nos sen tirmos culpa-
dos. Podemos achar que urn "hom" empregado, parente, 
csposo ou cristio nunca diz nao. 
0 problema e que, se nao aprendermos a dizer nao, deixaremos 
de gostar de n6s mesmos e das pessoas que sempre tentamos agra-
du. Podemos ate punir outros por ressentimento. 
252 Melody Beattie 
Quando devemos dizer nio? Quando e exatamente 0 que 
remos dizer. 
Apenas quando aprendemos a dizer nio, paramos de mentir. As 
pessoas pod em confiar em n6s, n6s podemos confiar em n6s. Todo 
tipo de coisas boas acontecem quando a dizer o que pen· 
samos. 
Se temos medo de dizer nio, podemos adiar urn pouco. 
mos dar uma pausa, treinar a palavra, voltar e dizer nio. Nao temos 
de oferecer longas para nossa decisao. 
Quando dizemos nao, podemos dizer sim para o hom. Nossos 
naos e nossossins a ser levados a serio. Ganhamos contro-
le de nos mesmos. E aprendemos urn segredo: "Nao" nio e tao di-
flcil assim de dizer. 
Hqje, direi 11nao" see isso que quero dizer. 
8 de agosto 
DizendoSim 
Ontem, falamos sabre aprender a dizer nao. Hoje, vamos discutir 
outra palavra importante: Sim. 
Podemos aprender a dizer sim as coisas que nos fazem sentir 
hem e ao que desejamos -para n6s e para os outros. 
Podemos aprender a dizer sim a diversoes. Sim a encontros, 
ligar para urn amigo, a pedir ajuda. 
Podemos aprender a dizer sim as saudaveis, as pessou 
e atividades que sao boas para n6s. 
Podemos aprender a dizer sirn a n6s mesmos, ao que queremos e 
precisamos, a nossos instintos, e a em nosso Poder Superior. 
Podemos aprender a dizer sirn quando parecer o certo para aju· 
dar alguem. Podemos aprender a dizer sim a nossos sentimentos. 
Podemos aprender a identificar quando precisamos dar uma cami· 
nhada, tirar uma soneca, que esfreguem nossas costas, ou compm 
flares para nos mesmos. 
A Linguagem da Liberdade 253 
Podemos aprender a dizer sim ao trahalho que e ccrto para n6s. 
Podemos aprender a dizer sim a tudo que nos faz hem. Pode-
aprender a dizer sim ao melhor que a vida e o amor tern a ofe-
direi 11sim'' a tudo que meftzer sentir heme certo. 
9 de al'osto 
0 que deseja e necessita, depois va a pessoa que pode ajuda-
e 
As vezes, e preciso muito trabalho e energia para conseguir o 
desejamos e necessitamos. Temos de fazer urn enorme 
identificar o que desejamos, depois lutar para acreditar que 
Entia, talvez tenhamos de passar pela 
pedir a alguem, de a pessoa recusar, e depois de ficarmos pen-
no que fazer a seguir. 
As vezes, conseguir o que queremos e desejamos nio e tao diff-
assim. Tudo que temos de fazer e pedir. 
Podemos ira outra pessoa, ou ao nosso Poder Superior, e pedir 
necessitamos. 
Mas como as vezes pode ser muito dificil conseguirmos o que 
· e necessitamos, podemos passar a acreditar que sera sem-
diffcil assim. Muitas vezes, para evitar contrariedades ou por 
podemos fazcr com que conseguir o que desejamos e neces-
se torne muito mais diflcil do que o necessaria. 
Podemos irritar-nos antes de pedir, achando que nunca conse-
••'r"""'• o que queremos, ou imaginando a "luta" pela qual tere-
IIOS de passar. E quando chegarmos para conversar com alguem 
sobre o que desejamos, estaremos tao aborrecidos que parecera que 
exigindo, e nao pedindo; e nossa raiva urn jogo de 
poder que nao existia, exceto em nossa mente. 
Ou nos preocupamos tanto que acabamos nao pedindo, ou gas-
254 Melody Beattie 
tamos muito mais energia do que o necessaria para brigar com n6s 
mesmos, so mente para descobrirmos depois que a pessoa, ou o nosso 
Poder Superior, esta feliz em nos dar o que queremos. 
As vezes, precisamos lutar, trabalhar e esperar pelo que 
mos e precisamos. As vezes, podemos conseguir apenas pedindo ou 
dizendo que e isso o que Se a resposta for nao, ou 
nio foro que desejamos, entao podemos decidir o que fazer a seguir. 
Hoje, nao criarei uma situa£aO diflcil onde ela nao exista, com outras pessoas 
ou com meu Poder Superiot; quanto a conseguir o que desejo e necessito. St 
preciso algo de alguem, primeiro pedirei, antes de entrar em conjlito. 
10 de agosto 
Libertando-nos da 
Quanto mais caminho pela recupera¢o, mais aprendo que acei-
tar a mim mesmo e as minhas idiossincrasias-rir de mim mesmo 
por ser do jeito que sou- me leva muito mais Ionge do que zan-
gar-me comigo mesmo e tentar tornar-me perfeito. Talvez tudo 
esteja nisso - amor absoluto, alegria, auto-aceita£tiO. 
- Anonimo 
Pare de exigir de voce mesmo e daqueles que estio a sua 
volta. 
Quando exigimos estamos fazendo algo temvel e abor-
recido para n6s mesmos e para os outros. Criamos uma onde 
todos, incluindo n6s mesmos, nao se sentem confortaveis. As ve-
zes, exigir toma a pessoa tao tensa que elas e n6s comete-
mos mais erros do que o normal, porque ficamos nervosos e nos 
concentramos nos erros. 
Isso nio significa que admitamos comportamentos impr6prios 
com a desculpa de que "ninguem e perfeito". Nio significa que nao 
tenhamos limites e expectativas razoaveis das pessoas e de n6s mesmos. 
A Linguagem da Liberdade 255 
nossas expectativas precisam ser razoaveis. E exigir perfei-
.Uo e razoaveL 
As pessoas cometem erros. Quanto menos ansiosos, intimida-
e reprimidos pela expectativa de serem perfeitos, melhor se 
A !uta pela excelencia, pela pureza na criatividade, por urn de-
.... IUII••ull•v harmoniOSO e pel0 melhor que temOS a ofereCeT na0 pO-
Ser bem-sucedida na atmosfera negativa e amedrontadora pro-
pela expectativa da 
Tenha e limites. Tenha expectativas razoaveis. Lute para 
seu melhor. Encoraje os outros para que o mesmo. Mas 
SIP que todos n6s cometeremos erros. Saiba que todos n6s precisa-
de experiencias de aprendizagem, de passar por certas coisas. 
Asvezes, nossos defeitos e nossas sao o que deter-
nossa individualidade, como acontece numa obra de arte. 
kf!lte . .os. Ria-se deles. Abrace-os e a si mesmo. 
Encorajemos a n6s e aos outros a fazermos o melhor que pu-
Amemos e incentivemos a n6s mesmos e aos outros a ser 
quem somas. Depois entenda que nao somos apenas humanos -
bnos feitos e criados para ser humanos. 
Hojt, Deus, a jude-me a libertar-me da necessidade de ser petftito e de insistir 
ir«ionalmente para que outros o sejam. Nao usarei isso para tolerar abuso ou 
IIIIUS·Ira/os, mas para alcan£ar expectativas apropriadas e equilibradas. Es-
&111 criando uma atmoifera saudavel de arnot; aceita£aO e incentivo em volta e 
4talro de mim.Confio em que essa atitude despertara o melhor que ha em 
,.ws pessoas e em mim mesmo. 
11 de agosto 
Cur an do 
Oeixe a energia curativa fluir em seu corpo. 
Estamos circundados pela cura de Deus, do Universo, da vida e 
cb Ela esta ai, esperando que a usemos, esperando que 
256 Melody Beattie 
a absorvamos. Esta em nossas reunioes ou em nossos grupos, IW 
palavras de uma sussurrada, num toque carinhoso, 
palavra positiva, num pensamento positivo. A energia curativa 
no sol, no vento, na chuva e em tudo que e born. 
Deixe a energia chegar. Atraia-a. Aceite-a. Deixe-a infiltrar-se. 
Respire-a na luz dourada. Liberte-se do medo, da raiva, da dor, da 
duvida. Deixe a energia curativa fluir em voce, dentro de voce. 
E s6 pedir e acreditar. 
Hoje, pedirei e aceitarei a energia curativa de Deus e do Universo. Deixam 
que elajlua para mim, dentro de mime de volta para os outros. Sou parte 
cont{nuo ciclo da cura. 
12 de agosto 
Franqueza 
E sempre uma alegria estar perto de pessoas francas. 
Nunca temos de adivinhar o que elas estao realmmte 
ou sentindo, porque sao honestas sobre seus pensamentos e expres-
sam abertamente seus sentimentos. 
Nunca temos de imaginar se estao conosco porque querem es-
tar, ou se estao ali por culpa ou 
Quando elas fazem alga por n6s, nao precisamos temerque isso 
possa deixa-las aborrecidas conosco, porque as pessoas francas ge-
ralmente fazem coisas que agradam a elas pr6prias. 
Nao temos de imaginar a quantas anda nosso relacionamento 
com elas, porque, se perguntarmos, elas nos dirao. 
Nao temos de nos preocupar quando estao com raiva, porque 
lidam abertamente com sua raiva e a resolvem rapidamente. 
Nao temos de imaginar se estao falando de n6s pelas cosw, 
porque se tern algo a dizer nos dirao diretamente. 
Nao temos de imaginar se podemos ou nao confiar nelas, per-
que as pessoas francas sao confiaveis. 
Nao seria born se todos fossem francos? 
A Linguagem da Liberdade 257 
abandonarei minhas no(oes de que ha algo de bom ou desejavel em ser 
Em vez disso, procurarei a honestidade, afranqueza e a clareza em 
comunica(oes. Deixarei que a franqueza em meus relacionamentos 
comigo. 
13 de agosto 
despreze o valor da amizade. Nao negligencie os amigos. 
Arnigos sao uma alegria. As amizades adultas podem ser urn born 
plra aprendermos a nos divertir e a avaliar quanta alegria po-
ter com urn amigo. 
Os ;amigos podem ser urn conforto. Quem nos conhece me-
ou e capaz de nos dar mais apoio, do que urn born amigo? 
amizade e urn Iugar confortavel para sermos nos mesmos. 
sempre nossa escolha de amigos refletira os problemas com 
esumos lidando. Dar e receber apoio ajudara os dois a cres-
Algumas amizades crescem e diminuem, percorrendo ciclos atra-
dos anos. Algumas sao obliteradas quando urn a pessoa se sabre-
a outra. Claro, passaremos por testes e julgamentos nas amizades 
porvezes, seremos requisitados a praticar nossos comportamentos 
Mas algumas amizades duram a vida inteira. Ha relacionamen-
especiais de amor e hi as amizades. As vezes, nossas amizades 
principalmente amizades de podem ser tam bern 
especiais de amor. 
l»jt, vou estender a mao a um amigo. vou me permitir aproveitar o conforto, 
11alegrias e a qualidade duradoura de minhas amizades. 
258 Melody Beattie 
14 de al:"osto 
Assumindo Nosso Poder 
Muitos de n6s temos alguem na vida que desafia nossa capac· 
de acreditar e cuidar de n6s mesmos. 
Quando ouvimos a voz dessa pessoa ou estamos em sua 
esquecemos tudo que sabemos sabre o que e real, como 
mirmos nosso poder, como sermos francos, o que sabemos e 
ditamos ser verdade, o quanta somas importantes. 
Entregamos nosso poder aquela pessoa. A em n6s en 
se numa mistura de sentimentos poderosos- amor, medo ou 
Podemos sentir-nos amarrados, indefesos, ou tao atrafdos que nao 
seguimos pensar direito. Pode haver urn poderoso confronto 
volvendo-se entre nossos sentimentos de raiva e nossa necessidade 
sermos amados e aceitos, ou seja, entre nossa mente e nosso 
Podemos estar tao apaixonados ou intimidados que ...... rrum,,. 
a cren<;a de que nao podemos reagir ou responder aquela 
nenhuma outra forma. 
Estamos presos. 
Nao temos de permanecer sob urn feiti<;o. 
por tomar consciencia das pessoas que nos 
dem, e depois aceitando isso. 
Podemos for<;ar-nos a reagir a essas pessoas de forma 
mesmo se essa nova e desajeitada e desconfortavel. 
Investiguemos nossas motiva<;oes. Estamos de alguma 
tentando controlar ou influenciar a outra pessoa? Nao 
mudar a outra pessoa, mas podemos parar de desempenhar 
parte do jogo. Uma boa maneira de fazer isso e pelo desligamento 
pelo abandono de qualquer necessidade de controle. 
0 passo seguinte e aprender a assumir nosso poder de cuidardt 
n6s mesmos, de ser quem somas, livres da influencia daquelas pcs-
soas. Podemos aprender a assumir nosso poder com pessoas dift-
ceis. Isso pode niio acontecer do dia para a noite, mas podemosco-
me<;ar hoje a mudar nossas rea<;oes derrotistas as pessoas que nos 
tern presos. 
A Linguagem da Liberdade 259 
a identifuar os relacionamentos onde tenho aberto mao de 
poder. Ajude-me a desvencilhar-me e a come{ar a exercer meu poder. 
para Sentimentos 
deixar bastante para que os outros e n6s mes-
tenhamos e trabalhemos nossos sentimentos. 
Somos pessoas, nao robos. Uma importante parte de n6s-
somas, como crescemos, como vivemos - esta conectada ao 
centro emocional. Temos sentimentos, as vezes dificeis, as 
destruidores, outras vezes, ainda, explosivos, que precisam ser 
J:,.,;.,. .. r-..,do e trabalhando esses sentimentos, n6s e os outros 
Nos relacionamentos, sejam eles de amor, de amizade, 
ou de trabalho, as pessoas precisam de para ter e 
seus sentimentos. 
Alguns chamam a isso "ir atraves do processo". 
Nio e razoavel esperar que n6s ou OS outros nao necessitemos 
e espa<;o para trabalhar os sentimentos. Estaremos levan-
relacionamentos e n6s mcsmos ao fracasso se nao permi-
esse tempo e em nossa vida. 
Precisamos de tempo para trabalhar os sentimentos. Precisamos 
e permissao para trabalhar as as vezes desajeita-
fortavel e desordenadamente, como quase sempre traba-
os sentimentos. 
Assim e a vida. Assim e o crescimento. Tudo hem. 
Podemos dar espa<;o as Podemos deixar que as pes-
tenham tempo e permissao de atravessar seus sentimentos. Nao 
de manter a n6s e aos outros com urn a redea curta. Enquanto 
nossos sentimentos, nao temos de despender energia 
reagindo a cada nossa ou dos outros. Nao 
de levar os sentimentos tao a serio enquanto estivermos no 
de trabalha-los. 
( 
260 Melody Beattie 
Deixe os sentimentos fluirem e confie no caminho poronde 
o levam. 
Posso estabelecer limites razoaveis de comportamento, e ainda deixar 
para uma serie de emQ£oes. 
16 de agosto 
Resgatando a N6s Mesmos 
Ninguem gosta de martires. 
Como nos sentimos perto de martires? Culpados, com niva. 
presos numa armadilha, negativos - e ansiosos por sair dali. 
De alguma forma, muitos de n6s desenvolvemos a de 
nos privar, nao cuidar de n6s mesmos, ser vftimas e sofrer 
cessariamente, nos levara aonde queremos. 
Cabe a n6s constatar nossas capacidades, nossas e 
de n6s mesmos desenvolvendo e trabalhando nisso. 
Cabe a n6s constatar nosso sofrimento e e cuidar 
damente de n6s mesmos. 
Cabe tam hem a n6s constatar nossa e a pro-
videnciar para nos proporcionarmos abundancia. lsso dco-
tro de n6s, pela do que acreditamos que merecemos, pda 
de nossa e por nos tratarmos da maneira que me-
recemos. 
A vida e dura, mas nao temos de torna-la mais diffcil neglip 
ciando a n6s mesmos. Nao ha gl6ria no sofrimento, ha somente 
sofrimento. Nossa dor nao parara quando urn salvador chegar, mas 
quando tomarmos a responsabilidade por n6s mesmos e pararmos 
nossa pr6pria dor. 
Hoje, serei meu proprio salvador. Deixarei de esperar alguem para midardcs 
meus problemas e resolve-los para mim. 
A Linguagem da Liberdade 261 
17 de agosto 
pensamentos de cura. 
Quando sentir raiva ou ressentimento, a Deus que o ajude 
· isso, a aprendercom isso e, en tao, a libertar-se disso. a 
para aqueles de quem voce sente raiva. 
que o tam hem. 
Quando sentir medo, a Ele para afasta-lo de voce. Quando 
miseravel, force a gratidao. Quando se sentir privado, sai-
que ha o bastante. 
Quando se sentir envergonhado, reassegure a si mesmo de que 
E legal. E hom o bastante. 
Quando duvidar de sua marcha ou da sua atual na vida, 
de que esta tudo hem; voce esta exattmente onde deve-
. Reassegure-se de que os outros tambem estio. 
Quando pensar no futuro, diga a si mesmo que ele sera born. 
olhar para o passado, abandone os arrependimentos. 
Quando encontrar problemas, esteja certo de que havera uma 
apropriada e urn ganho proveniente daquele problema. 
Quando resistir a sentimentos ou pensamentos, pratique a acei-
Quando sentir desconforto, conscientize-se de que passara. 
;'QWtclo identificar urn desejo ou necessidade, diga a si mesmo que 
satisfeitos. 
Quando se preocupar com os que am a, a Deus para prote-
ecuidar deles. Quando se preocupar quanto a si mesmo, a 
p.tra fazer o mesmo. 
Quando pensar nos outros, pense no amor. Quando pensar em 
mesmo, pense com amor. 
Depois, veja seus pensamentos se transformarem em realidade. 
pe11sarei pensamentos curativos. 
262 Melody Beattie 
18 de a""osto 
Dando Valor ao Momento 
0 desligamento envolve a vida presente- viver aqui e agora. 
Permitimos que a vida acontefa em vez de forfti-la e ten tar 
controlti-la. Eliminamos arrependimentos do passado e medo do 
futuro. Fazemos o melhor de cada dia. 
- Co-dependencia nunca mais 
Neste momento, estamos exatamente onde precisamos estar, 
tamente onde devemos estar. 
Costumamos perder tempo e energia desejando que 
outra pessoa, fazendo outra coisa, ou que estivessemos em 
Iugar. Ou desejando que nossa presente fosse outra. 
Confundimos desnecessariamente a n6s mesmos 
nossa energia achando que nosso mom en to presentee urn erro. 
estamos exatamente on de precisamos estar oeste mom en to. N 
pensamentos, circunst:incias, desafios, tarefas-tudo 
escl em seu momento certo. 
Estragamos a beleza do momento desejando algo mais. 
Volte para voce mesmo. Volte para o presente momento. 
mudaremos as coisas fugindo ou abandonando o momenta. 
remos as coisas entregando-nos e aceitando o momenta. 
Alguns momentos sao mais faceis de aceitar do que outros, 
Confiar no processo, confiar em tudo isso, sem pensar no 
sado ou olhar Ionge demais no futuro, requerem uma grande 
de fe. Entregue-se ao mom en to. Se estiver sen tin do raiva, fique 
raiva. Se estiver estabelecendo urn limite, mergulhe nisso. Se 
ver sofrendo, sofra. Mergulhe nisso. Entre onde o instinto o levu 
Se estiver esperando, espere. Se tiver uma tarefa a realizar,jogue-se 
no trabalho. Entre no momento; o momento esta certo. 
Estamos on de estamos, e esta tudo hem. E onde devemos esar 
para chegar onde estaremos amanha. E esse lugar sera hom. 
Tern sido pJanejado para n6s com amor. 
A Linguagem da Liberdade 263 
a libertar-me da necessidade de ser alguem que nao sou hoje. 
mergu lhar totalmente no momenta presente. Aceitarei e me entre-
momentos presentes-os momentos diflcies e os face is, confiando 
o processo. Deixarei de tentar controlar o processo; em vez disso, rela-
' me deixarei vive-lo. 
da Vergonha 
,.,.;JKV11111" e esse sentimento escuro, poderoso, que nos puxa para 
Sim, a vergonha pode evitar que ajamos impropriamente. Mas 
de n6s aprendemos a ligar a vergonha a comportamentos 
. que sao boos para nos. 
familias problematicas a vergonha pode estar relacionada a 
entos saudaveis, como falar sobre fazer esco-
r conta de n6s mesmos, divertir-nos, ter sucesso, ou mes-
bern com n6s mesmos. 
vergonha pode estar ligada a pedir o que queremos e deseja-
a nos comunicar direta e honestamente, a dare receber amor. 
As vezes, a vergonha se de medo, raiva, ou 
ICCSiSJ<1jlde de fugir e esconder-se, escreveu Stephanie E. Mas se 
sentinnos no escuro enos sentirmos mal em ser o que somos, 
liftv:sv,.Jimf•nte estamos com vergonha. 
nos recuperarmos, aprendemos a identificar a vergonha. 
reconhecemos isso, podemos a libertar-nos. Po-
amar e aceitar a n6s mesmos - a partir de agora. 
Temos o direito de ser, de estar aqui, de ser quem somos. E nunca 
dei.xar que a vergonha nos de outra coisa. 
atacarei e dominarei a vergonha em minha vida. 
264 Melody Beattie 
20 de 
Honestidade nos Relacionamentos 
Podemos ser honestos e diretos sobre nossos limites nos rel;tcKJIIIJo' 
mentos e sobre os parametros de uma determinada 
Talvez nenhuma area de nossa vida reflita mais a unicidade 
individualidade da do que ados nossos re!<tcio,nuneao 
tos. Alguns estio numa de compromisso. Outros estiio 
de namoro, enquanto outros, nao. Uns estio vivendo 
alguem. Outros desejariam estar vivendo com alguem. Alguns 
sejariam estar comprometidos. Outros se envolvem num novo 
lacionamento depois da E outros permanecem 
mesmos relacionamentos de antes de a recuperar-se. 
Tambem temos outros relacionamentos. Temos amizades. 
Jacionamentos com com os pais, com os parentes. 
profissionais - com os colegas de trabalho. 
Precisamos ser capazes de ser honestos e francos em nossos 
lacionamentos. Uma area na qual podemos ser honestos e 
sao OS parametros de nossos relacionamentos. Podemos 
nossas com as pessoas, uma ideia sabre a qual PcrrP"'""' .. : 
Charlotte Kasl e outros, e podemos pedir a elas que sejam honesQS 
e diretas, defmindo sua visao do relacionamento conosco. 
E confuso estar num relacionamento e nao sabermos 
onde estamos- seja no trabalho, numa amizade, com parentes 
no am or. Temos o dire ito de ser diretos sobre o que defme a 
- o que queremos que seja. Mas os relacionamentos envolvem 
pessoas que tern direitos iguais. A outra pessoa tam bern precisa scr 
capaz de defmir a Temos o direito de saber e pergunur. 
Assim como eles tambem tern. 
A bonestidade e a melhor politica. 
Podemos estabelecer limites. Se alguem deseja uma 
mais intensa do que n6s desejamos, podemos ser claros e hones-
tos sobre o que queremos, sobre o nivel de que prt-
tendemos. Podemos dizer a pessoa o que razoavelmente esperu 
de n6s, porque e isso o que queremos dar. Como a pessoa lidui 
A Linguagem da Liberdade 265 
isso e problema dela. Se queremos ou nao dizer a ela, e proble-
nosso. 
Podemos estabelecer limites e definir amizades quando existir 
Podemos mesmo defmir relacionamentos com se os 
entos ficarem exigentes demais e excederem nossos 
ldntrtros. Precisamos definir as de amor eo que isso sig-
para cada pessoa. Temos o direito de perguntar e receber res-
claras. Temos o direito de fazer nossas pr6prias e 
nossas pr6prias experiencias. Assim como a outra pessoa, 
e franqueza e a unica politica. As vezes, nao sabe-
0 que queremos num relacionamento. As vezes, e a outra pes-
nao sabe. Mas quanto mais cedo defmirmos o relaciona-
com a ajuda da outra pessoa, mais cedo podemos decidir urn 
de conduta apropriado para nos mesmos. 
Quanta mais claros formos num relacionamento, mais pode-
cuidar de n6s mesmos nesse relacionamento. Temos o direito 
limites, desejos e necessidades. Assirn como a outra pes-
Nio podemos alguem a estar num relaciona-
ou participar num nivel que desejamos se esse alguem nao 
Todos n6s temos o direito de nao ser 
A informa($aO e uma ferramenta poderosa, e saber 0 que urn 
relacionamento representa- seus lirnites e 
nos dara o poder de cuidar de n6s mesmos dentro dele. 
Os relacionamentos levam algum tempo para se formar, mas 
determinado ponto temos o direito de esperar uma clara defi-
do que aquela representa e dos seus lirnites. Seas de-
colidem, somos livres para tomar uma nova decisao basea-
na informa'iao apropriada sobre o que precisamos fazer para 
de n6s mesmos. 
mt empenharei em consegu ir clareza e franqueza em meus relaciona-
Se agora tenho alguns relacionamentos obscuros e mal definidos, e se 
"eles tempo suficiente para se forma rem, come{arei a agir para definir esse 
tarwnamento. Deus, ajude-me a libertar-me do medo de definir e compre-
266 MelodyBeattie 
ender a natureza de meus relacionamentos atuais. Guie-me a cia 
pensar clara e saudavelmente. Ajude-me a saber se o que quero e certo. 
me a saber que se nao puder conseguir isso da outra pessoa1 o que quero 
e certo1 mas nao e possivel no momento. Ajude-me a aprender a nao ab 
do que quero e necessito1 mas de-me o poder de fazer escolhas a prop ' 
saudaveis sobre onde conseguir isso. 
21 de 
Desligando-se de Relacionamentos 
Quando nos deparamos pela primeira vez com o conceito de 
gam en to, muitos de n6s achamos isso censur.lvel e questionave 
demos pensar que desligar-se significa nao nos importannos. 
mos acreditar que quando controlamos, nos preocupa 
tentamos forcsar que as coisas acontecsam, estamos demonstn 
A Linguagern da Liberdade 267 
urn metoda positivo de acsao. Encoraja OS outros a fazer 0 
ite ao nosso Poder Superior entrar e trabalhar. 
· rei no processo de afastar-me com amor. Compreendo que nao me 
libertando; estou libertando-me e deixando Deus entrar. Amo as 
tambem amo a mim mesmo. 
22 de agosto 
abilidade Por Membros da Familia 
'nda me lembro de minha mae apertando o peito1 ameafando 
um ataque card(aco e morrer, e culpando-me por isso. 
- Anonimo 
quanta nos importamos. 
Podemos acreditar que controlar, preocupar-se e ns de n6s a ideia de que somos responsaveis pelas emo-
alguma forma causar o resultado que desejamos. Controlar, tras pessoas tern suas ralzes na infancia e foi estabelecida 
cupar-se e forcsar nao funcionam . Mesmo quando estarnos bros de nossa familia nuclear. Podem ter-nos dito que tor-
controlar nao funciona. Em alguns casos, controlar pode ssa mae ou pai infelizes, dando diretamente a ideia de que 
dir que acontecsa o que desejamos. eramos responsaveis em faze-los felizes. A ideia de que 
Enquanto praticamos o principia de desligamento claque ponsaveis pela felicidade ou desgracsa de nossos pais pode 
soa em nossa vida, comecsamos lentamente a aprender aver os sentimentos exagerados de poder e de culpa. 
desligamento, de preferencia desligamento com amor, e urn temos esse tipo de poder sobre nossos pais- sabre suas 
portamento de relacionamento que funciona. ou sobre o curso de suas vidas. Nao temos de permitir que 
E tam hem aprendemos algo mais. 0 desligamento- li m esse tipo de poder sobre nos. 
nos do desejo de controlar as pessoas- melhora todos nossos s pais fizeram o melhor que puderam. Mas mesmo assim 
cionamentos. Abre a porta para o melhor resultado possfvel. de aceitar uma cren<;a deles que nao seja saudavel. Eles 
nosso nlvel de frustracsao enos liberta, e aos outros, para nossos pais, mas nao estao sempre certos. Eles sao nos-
paz e harmonia. Fas suas crencsas e comportamentos nem sempre sao sau-
Desligamento significa que nos importamos, conosco e c<fra o nosso me thor interesse. 
outros. Liberta-nos para tamar as melhores decisoes possfveistS livres para e:xaminar e escolher nossas cren<;as. 
pacita-nos a estabelecer os limites que precisamos estabelecedte-se da culpa. Liberte-se dos sentimentos excessivos e ina-
mite que tenhamos nossos sentimentos, que paremos de reagir. de responsabilidade para com seus pais e outros mem-
269 
lpor 
:que 
doe 
para 
rias? 
;mo. 
:tsa-
nes-
vtr a 
mats 
que 
;moe 
1lpa, 
mos 
ente 
268 Melody Beattie 
bros da famflia. Nao temos de pennitir que suas "A·-·•• 
controlem a nos, aos nossos sentimentos, aos nossos 
tos ou a nossa vida. 
Hoje, comefarei o processo de me libertar de qualquer crenfa derrotista 
pais tenham passado para mim. Empenhar-me-ei nas ideias amovriadll 
nos limites sobre quanto poder e quanta responsabilidade posso rPtJJr..,,,,, 
em meu relacionamento com meus pais. 
23 de agosto 
Cuidado Pr6prio 
Quando nos tornaremos dignos de amor? Quando nos sentire-
mos seguros? Quando conseguirenws toda proleflio, carinho e amor 
que tanto desejamos? Conseguiremos quando come£armos a dar 
isso a nos mesmos. 
- Para alem da Co-dependencia 
A ideia de dar a n6s mesmos o que desejamos e queremos pede 
confusa, principalmente se passamos muitos anos sem saber 
certo cuidarmos de n6s mesmos. Deixar de dirigir nossa 
nossa para os outros e suas responsabilidades e 
energia em n6s mesmos e em nossas responsabilidades e urn 
portamento de que pode ser adquirido. 
isso com a pratica diaria. 
relaxando, respirando fundo e abandonando 
so medo o suficiente para nos sentinnos em paz. Depois nos 
guntamos: o que preciso fazer para cuidar de mim hoje, ou 
mom en to? 
0 que preciso e quero fazer? 
0 que demonstraria amor e responsabilidade proprios? 
Estou preso a de que OS outros sao responsaveis em 
fazer feliz, responsaveis por mim? En tao a primeira coisa que 
A Linguagem da Liberdade 269 
e corrigir meu sistema de Eu sou responsavel por 
mesmo. 
UUJL<U-IU\, ansioso e preocupado quanto as responsabilidades que 
negligenciando? Entao talvez precise abandonar o medo e 
dessas responsabilidades. 
sentindo-me esmagado, fora de controle? Talvez precise 
ao Primeiro Passo. 
trabalhado demais? Talvez precise tirar urn tempinho para 
e divertir-me urn pouco. 
negligenciando meu trabalho ou minhas tarefas diarias? 
0 que preciso fazer e voltar a minha rotina. 
ha receita, formula ou manual para cuidar de si mesmo. 
urn tern urn guia, e esse guia esta dentro de nos. Precisa-
perguntar-nos: o que preciso fazer para cuidar de mim mes-
responsabilidade e carinho? Depois precisamos ouvir a 
Cuidar de si mesmo nao e tao dificil assim. A parte rna is 
te e confiar na resposta e ter a coragem de fazer o que 
meconcentrarei em cuidar de mim mesmo. Confiarei em mim mesmo e 
Poder Superior para me guiar nesse processo. 
24 de agosto 
Fi:zemos uma lista das pessoas que prejudicamos, enos dispuse-
mos a nos reparar com todas elas. 
- Oitavo Passo deAl-Anon 
Passo nao e para nos punir; e para nos libertar da culpa, 
IUISteoacte e da discordia. 
fazendo uma lista de todos os que prejudicamos 
jomada, quando lutavamos para sobreviver. Provavelmente 
270 Melody Beattie 
causamos mais danos a nos mesmos do que aos outros, entia nos 
colocamos em primeiro Iugar na lista. 
Quase sempre nossa tendencia e nos sentirmos culpados quan-
to a tudo que fizemos, a todos que tivemos contato. E uma culpa 
nao merecida. Escrever ajuda-nos a esclarecer se estamos ou nao nos 
pun indo sem razio. Mas precisamos fazer uma lista enquanto tra-
balhamos esse Passo, colocando tudo para fora de n6s e no papel, 
para que possamos ser curados. 
Depois de fazermos a lista, nos empenhamos em nos tornar 
desejOSOS de nOS reparar com todos OS inclufdos nela, porque e 
assim que nos curaremos. Repararmo-nos nao significa sentir-
nos culpados e envergonhados e punir a n6s mesmos; significa 
engolir nosso orgulho e nossas defesas, e fazer o que pudermos 
para cuidar de n6s mesmos. Tomamo-nos prontos para melho-
rar nosso amor-pr6prio e assumir responsabilidade por nossos 
atos. Tornamo-nos desejosos de ver restaurados nossos relacio-
namentos com n6s mesmos, com os outros, e com nosso Poder 
Superior. 
Hoje, me abrirei para uma compreensao hcnesta das pessoas a quem magoei. 
Deus, t:Yude-me a libertar-me de minhas defesas e do meu orgulhc. Ajude-me 
a tornar-me disposto a pro mover repara!ao aqueles a quem magoei, para que 
possa melhorar meus relacionamentos comigo mesmo e com os outros. 
25 de agosto 
Desejando Promover 
0 Oitavo Passo fala da de atitude, uma curativa. 
Essa atitude pode dar infcio a uma grande cadeia de 
e curas em nossas com os outros e com n6s mesmos. Sig-
nifica que nos tomamos dispostos a libertar-nos de nossos 
duros -urn dos maiores bloqueios para nossa capacidade de dare 
receber amor. 
No Oitavo Passo, fazemos uma lista de todas as pessoas que 
A Linguagem da Liberdade 271 
magoamos, permitimos a nos mesmos experimentar uma atitude de 
cura em a elas. E uma atitude de amor. 
Nesse Passo nao sai'mos por af como loucos, gritando: "Descul-
pe!" Fazemos nossa lista, nao para nos sentir culpados, mas para fa-
cilitar a cura. Antes de realmente promovermos ou co-
aconsiderar as apropriadas, permitimos a nos 
mesmos mudar nossa atitude. E af que a cura dentro de 
n6s. 
Isso pode mudar a energia. Pode mudar a dinamica. Pode dar 
infcio ao processo, antes mesmo de abrirmos a boca para dizer des-
culpe. 
Isso abre a porta para o amor. Abre a porta para a energia do amor 
e da cura. Capacita-nos a sol tar as e a energia negativas, e 
abre as porta para a energia e as positivas. 
Essa energia pode ser sentida no mundo inteiro, e den-
tro de n6s. 
Quantas vezes, depois de sermos feridos por alguem, deseja-
mos que a pessoa simplesmente nossa dor e diga "sin to 
muito"? Quantas vezes desejamos que a pessoa simplesmente nos 
veja, nos e direcione a energia do amor para o nosso 
nho? Quantas vezes desejamos pelo menos uma de atl-
tude, uma pequena dose de em relacionamentos 
danificados por negocios. mal conclufdos e por ressentimentos? 
Muitas. 
Os outros, tambem. Isso nao e segredo. A energia da cura co-
conosco. Nosso desejo de promover pode ou nao 
beneficiar a outra pessoa; ela pode desejar ou nio que as coisas se-
jam consertadas. 
Mas n6s nos capazes de amar. 
Hoje, me empenharei numa de atitude se ocorrerem insensibilidade, 
fechamento, culpa ou amargura. Estarei disposto a libertar-ne dessas 
e substitul-las pela energia curativa do amor. 
272 Melody Beattie 
Reparando-nos 
Promova as repara£i5es diretamente com as pessoas sempre que 
poss{vel, exceto quando isso podera magoar a elas ou aos outros. 
- Nono Passo do At-Anon 
Quando tenumos uma precisamos ser claros sobre o que 
nos estamos desculpando e sobre a melhor maneira de dizer que sen-
timos muito. 0 que estamos realmente fazendo com nossa 
e assumir a responsabilidade por nosso comportamento. Precisamos 
ter a certeza de que 0 processo em si nao sera derrotista ou ofensivo. 
As vezes, precisamos dirigir a desculpa para alguma coisa em 
particular que fizemos ou para a nossa parte num problema. 
Outras vezes, em vez de dizer "sinto muito", precisamos e tra-
balhar para mudar nosso comportamento com aquela pessoa. 
Ha ocasioes em que relembrar o que fizemos enos desculpar 
por aquilo s6 piorarao as coisas. 
N esse processo de pro mover precisamos confiar em 
nossa em nossa lista e em nossa das ocasioes 
certas. Uma vez dispostos, podemos libertar-nos e promover nossa 
de forma padfica, consistente e harmoniosa. Se nada pa-
rece certo ou apropriado, se parecer que o que estamos querendo 
fazer causara uma crise ou danos, devemos confiar nessa 
Atitude, honestidade, abertura e desejo con tam aqui. Em paz e 
harmonia podemos empenhar-nos em esclarecer nossos relaciona-
mentos. 
Merecemos estar em paz com nos mesmos e com os outros. 
Hoje, me abrirei para fazer repara{i5es necessarias com certas pessoas. Espera-
rei pela Orienta{ao Divina no processo de promover quaisquer reparos que 
nao estejam claros para mim. Agirei, quando conduzido. Deus, ajude-me a 
libertar-me do medo de enfrentar as pessoas e ser responsavel por meus atos. 
Ajude-me a saber que nao estou diminuindo meu amor-pr6prio fazendo isso; 
estou melhorando. 
A Linguagem da Liberdade 273 
27 de agosto 
Procrastinar- nao agir quando e tempo de faze-lo- e urn com-
portamento derrotista. Produz ansiedade, culpa e desarmonia. Dei-
xa-nos a consciencia atormentada quanto a tarefa que a vida nos diz 
ser tempo de executar. 
Quando adiamos algo, nem sempre estamos procrastinando. As 
vezes, fazer algo antes do tempo certo pode ser tio derrotista quan-
to esperar demais. 
Podemos aprender a discemir a a si mesmo. 
o Universo. 0 que estl atrasado e criando ansiedade e inco-
modando dentro de voce? 
Ha algo em sua vida que voce esteja evitando porque nao quer 
enfrentar? A ansiedade esta aumentando com esse adiamento? 
As vezes, a raiva, o medo ou de impotencia podem 
motivar a As vezes, a simplesmente 
se tornou urn habito. 
Confie e a si mesmo, ao seu Poder Superior e ao Univer-
so. Procure avisos e sinais. Se for hora de fazer algo, agora. Se 
ainda nao for hora, espere pela hora certa. 
Deus, ajude-me a aprender a saber a hora certa e a estar em harmonia 
com mi11ha vida. Ajude-me a ligar-me e a conflar no Tempo Divino e na 
Ordem. 
28 de agosto 
Cuidando de N6s Mesmos no Jrabalho 
E certo cuidar de n6s mesmos no trabalho. Nao e apenas certo; e 
necessaria. 
Cuidar de nos mesmos no trabalho significa que Jidamos apro-
priadamente com os sentimentos; assumimos responsabilidade por 
( 
274 Melody Beattie 
n6s mesmos. Desligamo-nos, quando o desligamento e necessaria. 
Estabelecemos limites, quando precisamos fazer isso. 
Negociamos conflitos; tentamos separar nossos problemas dos 
problemas dos outros, e nao exigimos de n6s mesmos nem 
dos outros. 
Libertamo-nos da necessidade de controlar o que nao podemos 
controlar. Em vez disso, pela paz e flexibilidade, 
usando nosso poder para ser quem somos e tomar conta de nos 
mesmos. 
Nao toleramos abusos, nem abusamos ou maltratamos ninguem. 
Trabalhamos para libertar-nos do medo e desenvolver a confiansa 
apropriada. Tentamos aprender de nossos erros, mas nos perdoa-
mos quando os cometemos. 
Nao tentamos aceitar trabalhos dos quais possivelmente niio 
daremos conta ou que nao sao certos para n6s. Se nos encontramos 
numa dessas tratamos do assunto responsavelmente. 
Verificamos quais sao nossas responsabilidades, e geralmente nos 
prendemos a elas, a menos que urn outro acordo seja feito. Deixa-
mos Iugar para dias 6timos e outros nao tao bons. 
Somos gentis e carinhosos com as pessoas sempre que possivel, 
mas somos francos e firmes quando isso e necessario. Aceitamos 
nossas e construimos com elas. Aceitamos nossas fraquezas e 
incluindo as de nosso poder. 
Lutamos para parar de ten tar controlar e mudar o que nao e nosso 
problema mudar. Concentramo-nos no que e nossa responsabili-
dade e no que podemos mudar. 
Estabelecemos objetivos razoaveis. Levamo-nos em considera-
Empenhamo-nos em conseguir o equiHbrio. 
As vezes, proporcionamos a n6s mesmos uma boa sessao de 
para botar tudo para fora, mas fazemos isso apropria-
damente, de uma forma que signifique cuidarmos de n6s mesmos e 
soltar nossos sentimentos, e nao para nos sabotarmos. Lutamos para 
evitar intrigas maliciosas e outros comportamentos derrotistas. 
Evitamos a buscamos a e urn esplrito 
amoroso. Compreendemos que podemos gostar de algumas pessoas 
com as quais trabalhamos e nao gostar de outras, mas lutamos para 
A Linguagem da Liberdade 275 
estar em harmonia e equiHbrio com todos. Nao escondemos a n6s 
mesmos como nos sentimos sobre determinada pessoa, mas luta-
mos para manter urn born relacionamento de trabalho sempre que 
possivel 
Quando nao sabemos, dizemos que nao sabemos. 
cisamos de ajuda, pedimos por ela diretamente. Quando o pamco 
se estabelece, lidamos com o panico como urn assunto separado e 
tentamos nao deixar nosso trabalho e comportamento serem con-
trolados por ele. 
Lutamos para tomar conta responsavelmente de 
pedindo pelo que precisamos no trabalho, enquanto nao negltgen-
ciamos a n6s mesmos. 
Se somos parte de uma equipe, lutamos por urn trabalho saudi-
vel em equipe como oportunidade para aprender a trabalhar em 
com os ou tros. 
Se alguma coisa nos parece louca, se nos 
do com uma pessoa viciada ou que tenha algum npo de d1sturb1o 
que pode criar problemas, tomamos n6s mesmos mais loucos ne-
gando o problema. N6s o admitimos 
te em descobrir 0 que e preciso ser fe1t0 para cmdarmos de nos 
mesmos. 
Libertamo-nos de nossa necessidade de ser martires ou salva-
dores no trabalho. Sabemos que nao temos de ficar em 
que nos tomem infelizes. Em vez de sabotar urn sistema ou a n6s 
mesmos, planejamos uma positiva, compreendendo que 
precisamos assumir responsabilidade por n6s mesmos ao Iongo do 
caminho. 
Deixamos de ser vftimas, e trabalhamos para acreditar que me-
recemos o melhor. Praticamos a a gratidao e a fe. 
Urn dia de cada vez, lutamos para desfrutar o que e hom, resol-
ver os problemas que nos cabe resolver, e dar o presente de n6s 
mesmos no trabalho.Hoje, prestarei a quais posso praticar 
para melhorar minha vida no trabalho. Cu tdaret de mtm mesmo no 
Deus, ajude-me a libertar-me da necessidade de ser vitima do trabalho. Aju-
276 Melody Beattie 
de-me a estar aberto a todas as coisas boas que estejam dispon!veis para mim 
no trabalho. 
29 de 
Assumindo Nossa Energia 
Aprenda a manter sua energia dentro de si. 
- Women, Sex, and Addiction 
Charlotte Davis Kasl, Ph.D. 
Por muitas raz6es, podemos ter desenvolvido a arte de dar a outrem 
nossa energia. Podemos ter aprendido isso quando eramos jovens 
porque os sentimentos que tinhamos eram esmagadores demais para 
serem suportados, e nio sabfamos como lidar com eles. 
Muito de nossa obsessio, de nossa intensa nos 
outros serve para facilitar essa experiencia "fora do corpo" que cha-
mamos de co-dependencia. 
Ficamos obcecados, gaguejamos, ficamos ansiosos. Tentamos 
controlaros outros, to mar conta deles e irriti-los. Nossa energia foge 
de n6s em a seja quem for. 
Nossa energia e nossa energia. Nossos sentimentos, pensamen-
tos, problemas, nosso amor, nossa sexualidade; nossa energia men-
tal, ffsica, espiritual, sexual, criativa e emocional e nossa. 
Podemos aprender a ter limites saudaveis -parametres sauda-
veis - em volta de n6s e de nossa energia. Podemos aprender a 
manter nossa energia dentro de n6s mesmos e lidar com nossos 
problemas. 
Se estivermos tentando escapar de nosso corpo, se nossa ener-
gia estiver sa indo de forma nio saudavel, podemos perguntar-nos o 
que esti acontecendo, o que nos esta ferindo, o que estamos evitan-
do, o que precisamos enfrentar, como que precisamos lidar. 
En tao, podemos fazer isso. Podemos voltar a viver dentro de n6s 
mesmos. 
A Linguagem da Liberdade 277 
Hoje manterei minha energia em meu corpo. Ficarei atento aos meus limites, 
eden
1
1ro deles. Deus, ajude-me a libertar-me da necessidade de escapar de mim 
mesmo. Ajude-me a enfrentar os problemas para que eu fique confortavel vi-
vendo em meu corpo. 
30 de agosto 
Aceitando o Melhor 
Nao tenho de fazer nada melhor do que posso - jamais. 
o melhor que possa no momento, depois deixe correr. Se 
temos de refazer, podemos fazer o nosso melhor em outro mom en to, 
mais tarde. 
Nunca podemos fazer mais ou melhor do que somos capazes 
de fazer naquele momenta. Punimos a n6s mesmos enos fazemos 
sentir loucos se esperamos fazer agora alem do que podemos. 
Lutar pela excelencia e uma qualidade positiva. 
Lutar pela e derrotismo. 
Alguem nos disse para fazermos, darmos ou sermos mais, ou 
espera que demos ou sejamos mais? Sempre achamos que 
precisamos da de alguem? 
Ha uma bora em que sentimos que fizemos o melhor. Quando 
essa hora chegar, deixe correr. 
Ha dias em que nosso melhor e menos do que esperavamos. 
Deixe esse tempo correr tambem. Comece de novo amanhi. Tra-
balhe as coisas com profundidade, ate que o nosso melhor fique ainda 
melhor. 
Ha bora para a critica construtiva, mas se isso e tudo que damos 
a n6s mesmos acabamos desistindo. 
Dar poder e elogiar a nos mesmos nio nos tomario 
sos. Alimentar-nos-a e nos capacitara a dar, a fazer e ser o melhor 
que podemos. 
Hoje,forei o melhor que posso, depois deixarei correr. Deus, ajude-me a f!arar 
de me criticar para que eu possa come!ar a apreciar o quao Ionge cheguet. 
( 
278 Melody Beattie 
31 de agosto 
Venho recuperando-me ha anos. Usei a muitas vezes. Isso 
tern sido uma defesa, urn artiffcio de sobrevivencia, urn comporta-
mento de luta e, as vezes, quase meu modo de ser. Tern sido tanto 
urn amigo como urn inimigo. 
Quando eu era usei a para proteger a mim e a 
minha familia. Protegi a mim mesmo de ver coisas dolorosas de-
mais para serem vistas, e de sentimentos esmagadores demais para 
serem sentidos. A conduziu-me em atraves de 
muitas traumaticas, quando eu nao tinha outros recursos 
para a so brevivencia. 
0 aspecto negativo de usar a e que perdi o contato co-
migo mesmo e com meus sentimentos. Tomei-me capaz de partici-
par de prejudiciais sem mesmo saber que estava ferindo. 
Fui capaz de tolerar muita dor e muitos abusos sem a menor 
de que isso nao era 0 normal. 
Aprendi a participar do abuso a mim mesma. 
A protegeu-me da dor, mas tam hem me fez ficar cega 
aos meus sentimentos, as minhas necessidades e a mim mesma. Era 
como urn pesado cobertor que me cobria e sufocava. 
Urn dia, comecei a recuperar-me. Tinha claroes de consciencia 
quanta a minha dor, a meus sentimentos e meus comportamentos. 
Comecei aver a mim mesma e ao mundo como realmente somas. 
Havia tanta negac;ao de meu passado que se o cobertor fosse arran-
cado de repente de mim eu teria morrido do choque da 
Para os instintos, as lembranc;as, a conciencia e a cura, isso 
precisava ser feito gentilmente, gradualmente. 
A vida participou desse processo comigo. E uma professora 
amavel. Enquanto eu me recuperava, fui conduzida aos incidentes 
e as pessoas de que precisava para me lembrar do que ainda estava 
negando, me dizer onde eu precisava de mais cura de meu passado, 
como eu poderia superar esses sentimentos. 
Quando preciso, ainda uso a e mergulho nela. Quan-
A Linguagem da Liberdade 279 
do os ventos das mudancsas sopram, perturbando uma estrutura fa-
miliar e preparando-me para o novo, pego meu cobertor e me es-
condo por urn tempo. As vezes, quando alguem que amo tern urn 
problema, escondo-me sob o cobertor, momentaneamente. _As lem-
emergem das coisas negadas, lembrancsas que prectsam ser 
lembradas, sentidas e aceitas para que eu possa continuar a ser cura-
da- forte e saudavelmente. 
As vezes, sin to-me envergonhada pelo tempo que levo lutando 
para a aceitac;ao da realidade. Sin to-me embarac;ada quando me vejo 
de novo obnubilada pela nevoa da negac;ao. 
Entao algo acontece, e constato que estou avanc;ando. A expe-
riencia era necessaria, conectada, de forma alguma urn erro, mas sim 
uma importante parte da cura. 
E urn processo excitante, essa jomada chamada recuperacsao, mas 
compreendo que posso as vezes usar a negac;ao para ajudar-me a 
superar maus pedacsos. Sou tam hem consciente de que a negacsao e 
urn amigo e urn inimigo. Estou alerta para os sinais de perigo: aqueles 
sentimentos nublados e confusos ... falta de energia ... sentimentos 
compulsivos ... correndo de forma rapida ou dura demais ... evitan-
do mecanismos de apoio. 
Ganhei urn saudavel respeito pela nossa necessidade de usar a 
negacsao como urn cobertor para envolver-nos quando ficamos com 
muito frio. Nao e meu trabalho correr por ai arrancando o cobertor 
das pessoas ou envergonhando-as por usarem cobertor. A vergonha 
deixa-as mais frias, leva-as a se enrolarem mais ainda no cobertor. 
Arrancar o cobertor e perigoso. Elas podem morrer de exposicsao, 
da mesma forma que eu poderia ter morrido. 
Aprendi que a melhor coisa que posso fazer perto de pessoas 
enroladas nesse cobertor e faze-las sentirem-se quentes e seguras. 
Quanta mais sentirem calor e seguranc;a, mais capazes serio de se 
livrar do cobertor. Nao tenho de apoiar ou encorajar a negac;ao de-
las. Eu posso ser direta. Se outros estao em sobre 
coisa em particular, e suas atividades sao preJudtctats a mrrn, nao 
tenho de estar em volta deles. Desejo hem a eles e tomo conta de 
mim mesma. Veja, se eu ficar muito tempo junto de alguem que me 
esta prejudicando, inevitavelmente pegarei meu cobertor de novo. 
280 Melody Beattie 
Tenho a tendencia de ser atrafda pelas pessoas calorosas. Quan· 
do estou em volta de pessoas calorosas, nao vejo necessidade de usar 
meu cobertor. 
Ganhei respeito por criar ambientes calorosos, onde os cober· 
tores nao sao necessarios, ou pelo menos nao por urn Iongo tempo. 
Conquistei a confian<;a da mesma forma que as pessoas se curam e 
lidam com a vida. 
Deus, ajude-me a ser aberto e a confiar no processo que me cura de tudo que 
tenho negado de meu passado. Ajude-me a lutar pela consciencia e aceita{ao, 
mas tambem ajude-me a ter carinho e compaixao por mim mesmo - pelos 
outros -pelos tempos em que usei a negafao. 
Setembro

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