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RESENHA Augusto Figueiredo1 Teoria e Formação do Historiador BARROS, J. Teoria e formação do historiador Revista Teias v. 11 • n. 23 • p. 41-62 • set./dez. 2010 O artigo inicia fazendo uma reflexão sobre a questão da Teoria da História e sua aplicabilidade como ciência reconhecida com métodos de investigação e abordar a passagem da especulação puramente filosófica para a análise sistematicamente epistemológica. Além de estabelecer a questão central do artigo que é a proposição de avaliar o papel e a importância da teoria, e da teoria da história em sua especificidade, na formação do historiador. Barros traz um breve histórico ao longo dos séculos XVIII até a atualidade sobre as mudanças de concepção do que é história e historiografia até o que o autor chama de nova fase que é a Teoria da História. O autor traz algumas definições sobre o que era considerado história e o papel do historiador em face de outras ciências. O que é chamado de Filosofia da História e que acaba por não dar conta dos princípios mais metodológicos, técnicos e teóricos o que levou a urgência de se pensar a História como ciência e reforçar a Teoria da História. Barros também traz para o artigo os conceitos de teórico e metodológico. O teórico seria uma visão do mundo que o historiador pode ver o mundo correspondendo a um âmbito que inclui uma série de dispositivos e procedimentos que irão passar desde conceitos à formulação de hipóteses. O que antes a história não conseguia dar conta como as questões de classe sociais, mobilidade social, atitudes econômicas, diferentes mentalidades e culturas entre tantas outras. O autor usa a física para exemplificar as subdivisões do campo de conhecimento (termodinâmica, ótica ou mecânica) dentro da visão da História se desdobrando em história cultural, história política, história econômica e muitas outras modalidades. O metodológico traz um caráter científico de como trabalhar as fontes, construção de material. Extração de informações especificas de material e sistematização em torno de um tema e dos muitos materiais concretamente definidos pelo pesquisador. A metodologia é vista 1 Doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Pará. como o “fazer” ou “modo de fazer”. Muitas vezes, existe momentos que o pesquisador precisa “ver” a história para poder “fazer” a história. Já que existe vieses bem diferenciados dependendo do que a teoria propõe ou se articula a responder. O artigo trata a questão que é a “visão de mundo”. As teorias da história não são exceção a uma forma de visão de mundo que se relaciona ao que se entende atualmente por ciência. Assim, Barros diz que uma teoria pode ser definida como um corpo coerente de princípios, hipóteses e conceitos que passam a constituir certa visão científica de mundo. Outro ponto abordado pelo autor é o contraste inicial entre Historicismo e Positivismo. O Positivismo é associado a experimentações que estão mais próximos a questões e valores humanos ficando afastada dos valores teológicos. Ainda podemos dizer que o positivismo ver no homem uma natureza imutável. Já o Historicismo, em movimento e em processo de constante diferenciação. Além disso, o Historicismo se construirá em torno de uma perspectiva particularizante da história. O que bem diferente do viés conservador do Positivismo. Por fim, o artigo trabalha o conceito de Materialismo Histórico que podemos definir como uma abordagem metodológica ao estudo da economia, sociedade e da história que foi concebida por Marx e Engels. O materialismo histórico busca as causas de desenvolvimentos e mudanças na sociedade humana nos meios pelos quais os seres humanos produzem coletivamente as necessidades da vida. Além das questões de luta de classes e modos de produção. O materialismo histórico possui três fundamentos centrais que são: A dialética, o materialismo, e a historicidade radical. Sem um desses fundamentos, o materialismo histórico deixa de fazer sentido em seu núcleo mínimo de coerência: ou se dissolve, ou se desfigura, ou se transforma em outra coisa.