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AÇÃO DE RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL E SUA DISSOLUÇÃO, PARTILHA DE BENS CUMULADA COM PEDIDO DE ALIMENTOS E GUARDA.. Dr. Juiz de direitos vara de família da Comarca de Manaus/Amazonas Joana Maria Carneiro de Souza, brasileira, desempregada, inscrita no CPF sob número: 041-242-442-07, cujo número do RG: 12 345 678-9, residente e domiciliada no bairro Puraquequara na cidade de Manaus/Amazonas, vem respeitosamente por meio desta, perante vossa excelência propor AÇÃO DE RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL E SUA DISSOLUÇÃO, PARTILHA DE BENS CUMULADA COM PEDIDO DE ALIMENTOS E GUARDA. Em face de Pedro Antônio Albuquerque Saraiva, Brasileiro, auxiliar de mestre de obras na empresa ZYX construções, inscrito no CPF 022-309-887-05, com fundamento na lei, constituição federal e código civil, pelos fatos e fundamentos expostos a seguir. Dos benefícios da justiça gratuita A autora requer a vossa excelência que lhe seja concedido os benefícios da assistência judiciária gratuita conforme dispõe o artigo 4 da lei 1060/50, tendo em vista que a mesma não possui condições financeiras para arcar com os custos do processo sem prejuízo próprio, conforme declaração de hipossuficiencia econômica anexada. Dos fatos Joana Maria Carneiro de Souza, requerente desta ação, manteve relacionamento estável com Pedro Antônio Albuquerque Saraiva ambos sob o mesmo teto e vivendo maritalmente no período de 16 de junho de 2005 a 15 de março de 2020, quando o réu saiu de casa e abandonou o lar levando as poucas econômicas juntadas pelo casal durante a união. Com isso Joana ficou desolada pois encontra-se desempregada tendo em vista que a mesma pediu demissão do seu cargo de vendedora ao fim de 2019 para cuidar de seu até então companheiro que encontrava-se gravemente enfermo vítima de doença pulmonar. Através da união de ambos nasceu Michoeldsonn Souza Saraiva, que hoje tem 10 anos de idade, e Joadilene Souza Saraiva a qual se encontrava ainda no ventre de Joana quando Pedro resolver sair de casa. O casal possuía o animus de viverem como marido e mulher, tiveram um relacionamento prolongado de convívio havendo notoriedade na relação com o propósito de permanência e assistência mútua. Importante destacar, que quando da decisão de morarem juntos, a autora levou os seus bens móveis para o lar comum, a mesma já possuía um terreno no Iranduba antes mesmo de se unir a Pedro, o qual nunca o fez nenhuma benfeitoria pois não tem a menor condições de construir uma casa, durante a convivência Joana e Pedro moraram juntos em imóvel adquirido a prazo, mediante participação financeira de ambos, por R$ 50 mil e o contrato de compra e venda, quitado no ano passado, e o registro do imóvel foi efetuado, na época, em nome apenas de Pedro. Além das atividades domésticas normais, a autora também ajudava nas despesas do lar conjugal, contribuindo, desta forma, na constituição de pequeno patrimônio, em especial, o imóvel referido, uma moto, bem como os eletrodomésticos da casa. Joana encontra-se impossibilitada de promover a sua própria subsistência e de seus filhos, sendo assim Joana requer uma solução para resguardar seus direitos. Da dissolução da união, motivos justificadores O requerido passou a viver em outro endereço, abandonando seu lar, filho e sua mulher grávida, diante das condutas humilhantes impostas a requerente tais como tratamento indigno, abandono, a união deverá ter sua dissolução haja vista que não existe motivos jurídicos e ao menos pessoais para continuar. Dos direitos e fundamentos código Civil atual, dispõe de maneira clara os requisitos para o reconhecimento da união estável. Institui o Código Civil Artigo 1723: É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família. Conforme exposto nas linhas acima, a autora e o requerido conviveram pública e socialmente como marido e mulher fossem, desde 2005 até o ano de 2020 ambos juntos constituíram família, se empenharam na educação dos filhos e na administração do lar e assim, enquadrando-se nos termos do artigo 1723. Além da publicidade e notoriedade que será comprovada mais adiante, ou seja, temos motivos suficientes para a comprovação de união estável, por esse motivo deverá de ser reconhecida a união estável para que em decorrência desta, possa surtar os efeitos legais pertinentes diante da dissolução aqui pleiteada. Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. Da guarda Art. 1.583. A guarda será unilateral ou compartilhada. 1• Compreende-se por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a alguém que o substitua ( art. 1.584, § 5 o ) e, por guarda compartilhada a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, concernentes ao poder familiar dos filhos comuns. (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008). 2• A guarda unilateral será atribuída ao genitor que revele melhores condições para exercê-la e, objetivamente, mais aptidão para propiciar aos filhos os seguintes fatores: (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008). Da partilha de bens Dispõe o código civil: Artigo 1725:Na união estável salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica- se às relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens.” Dispõe também o artigo 5 da lei 9.278/96: “Os bens móveis e imóveis adquiridos por um ou por ambos os conviventes, na constância da união estável e a título oneroso, são considerados frutos do trabalho e da colaboração comum passando a pertencer a ambos em condomínios e em partes iguais, salvo estipulação contrária em contrato distinto.” Do alimento: Dispões o código civil em seu artigo 1694 Art. 1.694. “Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.” O código civil, em seu artigo 1694, assegurou para os companheiros o direito a alimentos recíprocos, quando for feita a dissolução da união estável. Dos pedidos Requer-se: A declaração da união estável entre requerente e requerido, desde 2005, para que possa surtir seus efeitos legais A declaração da dissolução da união estável a partir de março de 2020 Reconhecer o direito à meação dos bens móveis e imóveis adquiridos de forma onerosa durante a constância da união estável conforme fundamentado acima. A concessão do alimento para os filhos A citação do requerido No endereço supraindicado, para quê, querendo conteste a presente no prazo legal sob pena de revelia. A guarda permanente dos filhos A concessão do benefício da justiça gratuita, por não possuir a requerente , renda suficiente para a movimentação da máquina judiciária, portanto, impossibilitada de custear o processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família, tudo em conformidade com o artigo primeiro parágrafo segundo da lei 5478/68. Das provas Declara provar o requerente por meios de depoimentos, testemunhas, fotos, vídeos e documentos e ademais que se fizerem necessárias para o bom andamento do feito. Do valor da causa Da-se ao valor da causa o valor de: 60.000(sessenta mil reais).