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RESUMÃO DE DIREITOS HUMANOS- COLETÂNEA DAS AULAS DO 9 PERÍODO

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o Comitê fará sugestões e recomendações que julgar 
pertinentes, e os Estados Parte poderão responder ao Comitê com as informações 
que julgarem pertinentes. 
Os Estados devem tornar seus relatórios amplamente disponíveis ao público em seus 
países. 
Protocolo facultativo: Por meio do Protocolo Facultativo à Convenção, os Estados 
Partes reconhecem a competência do Comitê para receber e considerar 
comunicações submetidas por pessoas ou grupos de pessoas, ou em nome deles, 
sujeitos à sua jurisdição, alegando serem vítimas de violação das disposições da 
Convenção pelo referido Estado Parte. O Comitê não pode receber comunicação 
referente a qualquer Estado Parte que não seja signatário do Protocolo. Inadmissível 
comunicação anônima ou incompatível com as disposições da convenção. 
 
4. COMITÊ CONTRA DESAPARECIMENTOS FORÇADOS 
Criado pela Convenção da ONU para a Proteção de Todas as Pessoas contra o 
Desaparecimento Forçado. 
 
Composição: 10 especialistas de elevado caráter moral e de reconhecida 
competência em matéria de direitos humanos, que atuam em sua própria capacidade, 
com independência e imparcialidade. Eleitos pelos Estados Partes para um mandato 
de quatro anos, permitida uma reeleição, com base em distribuição geográfica 
equitativa. 
Competência: cooperar com todos que se dediquem à proteção de todas as pessoas 
contra desaparecimentos forçados. A 
• Consultar os órgãos instituídos por relevantes instrumentos internacionais de 
direitos humanos, particularmente o Comitê de Direitos Humanos estabelecido pelo 
Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, a fim de assegurar a consistência 
de suas respectivas observações e recomendações. 
• Analisar relatórios sobre as medidas tomadas em cumprimento das obrigações 
assumidas ao amparo da Convenção, dentro de dois anos contados a partir da data 
de sua entrada em vigor para o Estado Parte. Emitir comentários, observações e 
recomendações, que serão comunicados ao Estado Parte, que poderá responder por 
iniciativa própria ou por solicitação do Comitê. O Comitê pode também solicitar 
informações adicionais. 
• Possibilidade de submissão ao Comitê de pedido de busca e localização de 
uma pessoa desaparecida, em regime de urgência, por familiares ou representantes 
legais. 
• O Comitê pode transmitir ao Estado parte para que tome medidas necessárias 
para localizar e proteger a pessoa. 
• O Estado pode reconhecer a competência do Comitê para receber petições 
individuais. 
• Pode ser reconhecida a Competência para receber comunicações interestatais. 
• Limitação aos desaparecimentos forçados após a entrada em vigor da 
convenção 
• Visitas ao Estado parte. 
 
5. RESUMO DA ATIVIDADE DE MONITORAMENTO INTERNACIONAL PELOS 
COMITÊS (TREATY BODIES) 
TREATY BODIES: comitês dos principais tratados universais, criados para monitorar 
os direitos protegidos. 
 
Os comitês não são vinculados entre si, por isso muitas vezes as recomendações 
podem ser contraditórias entre eles 
Nove tratados possuem esses comitês que admitem petições individuais, são eles: 
i) Comitê de Direitos Humanos (via Protocolo Facultativo), neste o Brasil 
reconheceu o mecanismo de petição individual; 
ii) Comitê pela Eliminação de Toda Forma de Discriminação Racial (via cláusula 
de adesão facultativa prevista no próprio tratado), neste o Brasil reconheceu o 
mecanismo de petição individual: 
iii) Comitê pela Eliminação de Toda Forma de Discriminação contra a Mulher (via 
Protocolo Facultativo), neste o Brasil reconheceu o mecanismo de petição individual; 
iv) Comitê dos Direitos das Pessoas com Deficiência, neste o Brasil reconheceu o 
mecanismo de petição individual; 
v) Comitê contra a Tortura (via cláusula de adesão facultativa prevista no próprio 
tratado), neste o Brasil reconheceu o mecanismo de petição individual e adotou o 
protocolo facultativo; 
vi) Comitê sobre os Direitos da Criança (3º Protocolo Facultativo), 
vii) Comitê do PIDESC (via Protocolo Facultativo); 
viii) Comitê contra o Desaparecimento Forçado (cláusula facultativa) 
ix) Comitê sobre a Proteção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e dos 
Membros de suas Famílias (via cláusula facultativa prevista no próprio tratado). 
 
6. ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA DIREITOS HUMANOS 
Criação: Criado por meio da Resolução 48/141 da Assembleia Geral da ONU em 
1993. Sede principal: Genebra (Palais Wilson). 
 
Função: Essencial para aperfeiçoar a coordenação e, consequentemente, a eficiência 
e efetividade dos diversos órgãos onusianos de proteção de direitos humanos. Deve 
exercer suas funções pautado no respeito à Carta das Nações Unidas, à Declaração 
Universal dos Direitos Humanos e a instrumentos internacionais, observando a 
soberania, a integridade territorial e a jurisdição doméstica dos Estados, e 
promovendo o respeito e a observância universal dos direitos humanos, como uma 
preocupação legítima da comunidade internacional. 
 
Requisitos: Pessoa de elevada idoneidade moral e integridade pessoal, devendo 
possuir expertise no campo dos direitos humanos, bem como conhecimento e 
compreensão das diversas culturas, para realizar suas atribuições de forma imparcial, 
objetiva, não seletiva e efetiva. 
Indicado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas e aprovado pela Assembleia Geral, 
tendo em conta uma alternância geográfica, para um mandato de quatro anos, 
renovável uma vez por mais quatro; 
 
Atribuições: tem onze atribuições de acordo com a resolução 48/1993, mas em 
resumo, o Alto Comissário deveria ser o “Secretário-Geral” dos direitos humanos na 
ONU, capaz de angariar recursos administrativos para os demais órgãos de direitos 
humanos. Deve enviar o relatório anual sobre suas atividades para o Conselho de 
Direitos Humanos e, por meio do Conselho Econômico e Social, para a Assembleia 
Geral. 
 
7. COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (COMISSÃO IDH) 
- Procedimento Bifásico: uma etapa perante a perante a Comissão Interamericana 
de Direitos Humanos (Comissão IDH) e uma eventual segunda etapa perante a Corte 
Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). 
 
-Composição: 7 membros (comissários) de alta autoridade moral e de reconhecido 
saber em matéria de direitos humanos. 
 
-Eleição: Eleitos por quatro anos e só poderão ser reeleitos uma vez, sendo que o 
mandato é incompatível com o exercício de atividades que possam afetar sua 
independência e sua imparcialidade, ou a dignidade ou o prestígio do seu cargo na 
Comissão. Título pessoal pela Assembleia geral da OEA. 
 
-Atribuições: Em relação à Convenção Americana de Direitos Humanos, a Comissão 
pode receber petições individuais e interestatais contendo alegações de violações de 
direitos humanos. qualquer pessoa – não só a vítima – pode peticionar à Comissão, 
alegando violação de direitos humanos de terceiros. 
A Corte Interamericana só pode ser acionada (jus standi) pelos Estados contratantes 
e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. 
 
8. A COMISSÃO IDH E O TRÂMITE DAS PETIÇÕES INDIVIDUAIS 
 
Provocação e condições de admissibilidade 
• A Comissão é provocada por meio de uma petição escrita, que pode ser: 
(i) autoria da própria vítima; 
(ii) de terceiros, incluindo as organizações não governamentais (demandas 
individuais); 
(iii) oriunda de outro Estado; 
 
• Condições de admissibilidade da petição individual à Comissão IDH: 
i) o esgotamento dos recursos locais; 
ii) ausência do decurso do prazo de seis meses, contados do esgotamento dos 
recuros internos, para a apresentação da petição; 
iii) ausência de litispendência internacional, o que impede o uso simultâneo de 
dois mecanismos internacionais de proteção de direitos humanos; 
iv) ausência de coisa julgada internacional, o que impede o uso sucessivo de dois 
mecanismos internacionais de proteção de direitos humanos. 
 
• Casos de dispensa da necessidade de prévio esgotamento dos recursos: 
1)