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Lista de Exercícios Sobre Urbanização Brasileira (Gabarito ao Final) 1-(ENEM-2014) De modo geral, os logradouros de Fortaleza, até meados do século XIX, eram conhecidos por designações surgidas da tradição ou de funções e edificações que lhes caracterizavam. Assim, chamava-se Travessa da Municipalidade (atual Guilherme Rocha) por ladear o prédio da Intendência Municipal; S. Bernardo (hoje Pedro Pereira) por conta de igreja homônima; Rua do Cajueiro (atual Pedro Borges) por abrigar uma das mais antigas e populares árvores da capital. Já a Praça José de Alencar, na década de 1850, era popularmente designada por Praça do Patrocínio, pois em seu lado norte se encontrava uma igreja homônima. SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Museu do Ceará; Secult-CE, 2001 (adaptado) Os atos de nomeação dos logradouros, analisados de uma perspectiva histórica, constituem A- formas de promover os nomes das autoridades imperiais. B- modos oficiais e populares de produção da memória nas cidades. C- recursos arquitetônicos funcionais à racionalização do espaço urbano. D- maneiras de hierarquizar estratos sociais e dividir as populações urbanas. E- mecanismos de imposição dos itinerários sociais e fluxos econômicos na cidade. 2-(ENEM-2014) O enclave supõe a presença de “muros sociais” internos que separam e distanciam populações e grupos de um mesmo lugar. Tais muros revelam as grandes contradições e discrepâncias presentes nas cidades brasileiras. É aqui que o território merece ser considerado um novo elemento nas políticas públicas, enquanto um sujeito catalisador de potências no processo de refundação do social. KOGA, D. Medidas de cidades: entre territórios de vida e territórios vividos. São Paulo: Cortez, 2003. No contexto atual das múltiplas territorializações, apontadas no fragmento, a formação de enclaves fortificados no espaço urbano é resultado da A- autossegregação elitista em prol de garantia de segurança. B- segmentação social das políticas públicas por níveis de carência. C- influência de grupos políticos globais em rede no cotidiano urbano. D- ampliação dos territórios móveis nas áreas residenciais tradicionais. E- necessidade da população em associar espacialmente trabalho e moradia. 3-(ENEM-2015) Mediante o Código de Posturas de 1932, o poder público enumera e prevê, para os habitantes de Fortaleza, uma série de proibições condicionadas pela hora: após as 22 horas era vetada a emissão de sons em volume acentuado. O uso de buzinas, sirenes, vitrolas, motores ou qualquer objeto que produzisse barulho seria punido com multa. No início dos anos 1940 o último bonde partia da Praça do Ferreira às 23 horas. SILVA FILHO, A. L. M. Fortaleza: imagens da cidade. Fortaleza: Museu do Ceará; Secult, 2001 (adaptado). Como Fortaleza, muitas capitais brasileiras experimentaram, na primeira metade do século XX, um novo tipo de vida urbana, marcado por condutas que evidenciam uma A- experiência temporal regida pelo tempo orgânico e pessoal. B- experiência que flexibilizava a obdiência ao tempo do relógio. C- relação de códigos que estimulavam o trânsito de pessoas na cidade. D- normatização do tempo com vistas à disciplina dos corpos na cidade. E- cultura urbana capaz de conviver com diferentes experiências temporais. GABARITO 1- B 2- A 3- D