A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
Vantangem Competitiva x Inovação

Pré-visualização | Página 1 de 1

28/03/2019 
Pedro Luís Bezerra Fontes – RA: 403613 
Engª de Produção 
Gestão da Competência e Inovação 
 
Vantagem Competitiva x Inovação 
 
O que inovação tem a ver com estratégia? A resposta é "tudo". Para 
inovar de maneira consistente, qualquer organização, seja ela uma empresa, uma 
ONG, ou uma entidade governamental, deve ter uma estratégia de inovação. Como 
o assunto em questão é a criação de vantagem competitiva. 
A primeira coisa que as empresas precisam entender é como funciona a 
dinâmica da inovação e dentre quais tipos de inovação ela pode escolher. As 
inovações podem ser incrementais, quando simplesmente agregam um valor extra 
ao produto, serviço ou processo pré-existente, ou radicais, quando oferecem uma 
mudança significativa para o cliente ou usuário da inovação. 
Inovações radicais normalmente requerem uma mudança de 
comportamento do cliente ou da relação dele com a inovação. Em alguns casos, as 
inovações radicais podem chegar a ser disruptivas, destruindo a ordem dominante 
em determinado mercado ou indústria. 
Inovações radicais têm uma curva de adoção que deve ser compreendida 
e gerenciada. É isso mesmo, gerenciada! Conhecendo a curva de adoção de 
inovações é possível lidar com ela da maneira adequada, conquistando 
primeiramente os inovadores, ávidos por novidades, e em seguida os cada vez mais 
conservadores e garantindo assim uma boa penetração no mercado. 
Inovações de sucesso têm um marketing adequado. Quem não acredita 
que o sucesso do iPod seja diretamente ligado ao marketing? Marketing sim, e 
grande parte deste marketing está no próprio produto, em seu design, sua facilidade 
de uso e o conceito que ele se propõe a passar. 
Uma empresa inovadora precisa também de uma gestão de portfólio de 
produtos adequada. Produtos novos ou inovadores têm um risco de fracasso 
associado. Por outro lado, produtos hoje bem sucedidos têm 100% de chances de 
perder mercado no longo prazo. É preciso criar produtos inovadores para ter uma 
empresa sustentável. Ora, se inovar tem um risco associado, não inovar tem, 
portanto, um risco ainda maior! 
 
28/03/2019 
 
Mas a inovação pode ir bem além dos produtos e serviços. É possível 
inovar em processos, tecnologia, no mercado alvo, nos fornecedores 
escolhidos, na forma como se gere a cadeia de suprimentos, etc. Sem 
dúvida são necessárias ideias criativas que possam ser transformadas em 
inovações. A criatividade corporativa é um combustível fundamental para 
a empresa inovar. Mas não é preciso inventar a roda, é claro. A 
verdadeira criatividade pode estar em olhar para fora da empresa de 
maneira sistemática e identificar tendências, tecnologias, ferramentas ou 
qualquer outro instrumento que possa contribuir para a inovação dentro 
da empresa. 
Como inovar em tantas áreas e ainda garantir a lucratividade? 
Essencial para o lucro é ver a inovação como um processo. Enquanto o 
comportamento criativo é importante, um processo para planejar, gerar, 
selecionar, implementar e avaliar continuamente as inovações é o que vai 
garantir que ideias sejam convertidas em lucro. Parece complexo? Pode 
não ser tão simples quanto apenas gerar ideias, mas é necessário. E vale 
a pena. 
Empresas que inovam podem ter retorno sobre investimento 
dezenas de vezes maiores que empresas com estratégias "seguidoras" 
em relação à inovação. O mercado que está absorvendo uma inovação é 
sempre um mercado em crescimento. Para quem chega mais cedo, 
conquistar uma fatia grande deste mercado pode ser muito mais barato 
do que para quem chega quando ele já está estabelecido. É fácil então 
entender porque o retorno sobre o investimento é tão maior para quem 
sempre pensa em inovar. 
A moral da história? Inovar vale a pena, mas requer boa 
gestão! As empresas e os profissionais que desejam inovar precisam 
entender os mecanismos da gestão da inovação para tirar proveito dela.