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RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO NEURO 1

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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
CLÁUDIA APARECIDA MIGUEL PIRES
EDUCAÇÃO: PODE E DEVE ACONTECER PARA TODOS
LORENA
2020
70
CLÁUDIA APARECIDA MIGUEL PIRES
EDUCAÇÃO: PODE E DEVE ACONTECER PARA TODOS
Relatório de Estágio apresentado na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso: Relatório de Estágio do Curso de Especialização Lato Sensu em Neuropsicopedagogia do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu do Centro Universitário Leonardo da Vinci – Uniasselvi.
Orientadora: Camila Francesquetto Noronha
LORENA/SP
2020
SUMÁRIO
 1. INTRODUÇÃO .......................................................................................... 5
1.1. OBJETIVO GERAL .................................................................................. 7
1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................... 7
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................. 8
3. OBSERVAÇÃO ............................................................................................ 13
4. COLETA E ANÁLISE DE DADOS ........................................................... 20
5. INTERVENÇÕES ........................................................................................ 32
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 44
REFERÊCIAS................................................................................................... 45
ANEXOS............................................................................................................. 49
1. INTRODUÇÃO
Considerando a função social da escola de promover ambientes escolares democráticos e de respeito aos direitos humanos, faz-se necessário oportunizar vivências pedagógicas que contribuam para que a inclusão aconteça de forma convincente, promovendo uma articulação dos familiares e comunidade, de forma que aconteça uma integração com a sociedade. A educação nas escolas de ensino comum deve ser vivenciada individualmente na sala de aula com inclusão, favorecendo a sociabilidade, porque incluir é aprender junto.
	
	Assim esse projeto de estágio justifica-se pela intenção de desvendar a rotina do ambiente escolar inclusivo relativo ao trabalho pedagógico com alunos com autismo, assim como desvelar as estratégias que colaborem na sua comunicação e interação com o meio social. Portanto espera-se desenvolver uma entrevista que forneça conhecimentos e esclareça e indique soluções aos desafios enfrentados e levante os avanços para sanar as dificuldades apresentadas por estes alunos durante e sua permanência na escola.
	Dessa maneira, esse estudo foi desenvolvido buscando responder a seguinte questão: 
	A Educação pode e deve acontecer para todos?
	De acordo com Mantoan (2015), a inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. Isto significa que a educação inclusiva constitui um paradigma educacional com fundamentos nos Direitos Humanos, em que a diferença é percebida como característica inerente ao indivíduo.
	Essa é uma concepção presente na Declaração de Salamanca, um marco decisivo para educação inclusiva, assinada em 1994, durante a Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e Qualidade (UNESCO, 1994). Nesses documentos, os participantes comprometem-se com a Educação para Todos, afirmando que toda criança tem o direito fundamental à educação e que a ela deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem, respeitando suas características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem. 
	Os signatários da mencionada Declaração entendem que cada pessoa é única e os sistemas educacionais deveriam ser implementados, levando-se em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades (UNESCO, 1994).
	Procurando responder a questão levantada, objetivou-se analisar as ações pedagógicas da sala de aula e dos atendimentos técnicos (Neurológico, Fonoaudiológico, Psicológico e Psicopedagógico), que contribuem para interação social de alunos com autismo, inclusos em uma escola da rede particular da cidade de Lorena/SP; e assim conhecer o ambiente de aprendizagem dos alunos; identificar os intercâmbios sociais dos alunos com autismo em sala de aula e também nas aulas extras (Educação Física, Arte, Música) evidenciar as ações pedagógicas no âmbito escolar que contribuem para aprendizagem dos alunos com autismo; e definir estratégias pedagógicas que colaborem com os professores regentes e mediadores e favoreçam à aluna com autismo sua interação no cotidiano escolar.
	Para o presente projeto de estágio foi analisado o PPP da Escola, locus da investigação de campo.
	Essa análise se torna relevante porque possibilita identificar em que medida a escola têm registrado em documentos institucionais as iniciativas voltadas para a avaliação dos alunos com TEA. Esses registros são favoráveis à sistematização dos processos que promovem o desenvolvimento integral desses alunos. Para saber como o aluno com autismo está se desenvolvendo na escola a professora deve utilizar algumas estratégias ou recursos que sinalizem esse processo. Um desses recursos é a avaliação de aprendizagem citada na Política Nacional para Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008).
	Essa política explica que a avaliação de aprendizagem é um processo dinâmico, que deve levar em conta o conhecimento prévio e o nível atual de desenvolvimento do aluno, considerando as possibilidades de aprendizagem futura. Também deve analisar o desempenho do aluno em relação ao seu progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos. No processo de avaliação, a professora deve criar estratégias que proporcionem condições de acesso aos conteúdos escolares. Diante da necessidade de aprimorar soluções para a inclusão desses alunos, esse projeto tem a proposta de contribuir para a melhoria desse acompanhamento.
 Objetivo Geral
	Analisar os aspectos do processo educacional que contribuem para as práticas pedagógicas e acompanhamento do desenvolvimento e aprendizagem de alunos com TEA no ensino fundamental.
Objetivos Específicos
· Conhecer quais meios a professora utiliza para acompanhar o desenvolvimento e aprendizagem de alunos com autismo.
· Evidenciar as ações pedagógicas no âmbito escolar que contribuem para aprendizagem dos alunos com autismo.
· Analisar as percepções dos professores sobre o desenvolvimento e aprendizagem de alunos com autismo
· Definir estratégias pedagógicas que colaborem com os professores regentes e favoreçam ao aluno com autismo sua interação no cotidiano escolar.
	
	
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes (FREIRE, 2005, p.68). 
Com a permanente aquisição de novos valores e princípios pela sociedade, advém igualmente a necessidade de se promoverem mudanças no sistema educacional. Em decorrência disso, uma série de políticas públicas têm sido desenvolvidas para proporcionar a inclusão de crianças com TEA (Transtorno do Espectro Austista) no ensino regular.
A universalização da educação básica proporcionou um aumento de alunos nas escolas regulares, reforçando a diversidade como característica constituinte da sociedade. À luz dos direitos humanos, pode-se constatar que a diversidade enriquece e humaniza a sociedade, quando reconhecida, respeitada e atendida em suas peculiaridades (BISCHOFF; SANTOS; MUNCINELLI, 2006).
Transformar uma escola regular, com seus projetos pedagógicos não voltados para a inclusão, não será fácil. Deixando de lado a estrutura física, que vem sendo vistoriada e adequada, com rampas, elevadores e banheiros adaptados (assim pede a lei e esperamos), colocarei como foco um ensino de qualidade, que é o primeiro passo para resolvermos