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Programa minha EmPrEsa rural
agroPEcuária sustEntávEl
Neste curso, você conhecerá as principais questões relacionadas 
às bases conceituais da agropecuária sustentável, para que 
possa aplicar diferentes técnicas de desenvolvimento sustentável 
no seu negócio rural e conhecer os debates contemporâneos 
sobre o tema, no âmbito nacional e internacional. Bons estudos! 
Este curso tem 
20 horas
SENAR-GO 2016
Programa minha EmPrEsa rural
AgropecuáriA SuStentável
2015. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR
Informações e Contato
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO
Rua 87, nº 662, Ed. Faeg,1º Andar – Setor Sul, Goiânia/GO, CEP:74.093-
300 (62) 3412-2700 / 3412-2701 – E-mail: senar@senargo.org.br
http://www.senargo.org.br/
http://ead.senargo.org.br/ 
Programa minha EmPrEsa rural
PresIdente do Conselho admInIstratIvo
José Mário Schreiner
tItulares do Conselho admInIstratIvo
Daniel Klüppel Carrara, Alair Luiz dos Santos, Osvaldo Moreira 
Guimarães e Tiago Freitas de Mendonça.
suPlentes do Conselho admInIstratIvo
Bartolomeu Braz Pereira, Silvano José da Silva, Eleandro Borges da 
Silva, Bruno Heuser Higino da Costa e Tiago de Castro Raynaud de 
Faria.
suPerIntendente
Eurípedes Bassamurfo da Costa
Gestora
Rosilene Jaber Alves 
COORDENAÇÃO
Fernando Couto de Araújo e Stella Miranda Menezes Corrêa
Ficha técnica
Iea - InstItuto de estudos avançados s/s
Conteudista: Prof. Eng. Agro. Ms. Leonardo Diogo Ehle Dias 
tratamento de lInGuaGem e revIsão
IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
dIaGramação e Projeto GráfICo
IEA – INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS S/S
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 5
Agropecuária Sustentável
o cenário dA SuStentAbilidAde no contexto do 
Agronegócio
Você sabia que em 2050, de acordo com as estimativas divulgadas 
recentemente pela Organização das Nações Unidas (ONU), a população 
mundial deve ultrapassar os nove bilhões de pessoas? Com isso, vem se 
intensificando a preocupação com o setor de produção de alimentos. Se 
por um lado esse segmento pode ser responsável por impactos ambientais, 
por outro ele está sendo cada vez mais pressionado a aumentar a 
produtividade e a diminuir os danos ao meio ambiente, tornando a sua 
produção mais sustentável!
módulo 1
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 6
Agropecuária Sustentável
Fonte: Shutterstock.
O objetivo deste módulo é que você entenda a importância do 
desenvolvimento sustentável na agropecuária embasado em práticas 
agroecológicas, a legislação que regulamenta a produção agropecuária 
conservacionista e a importância da sustentabilidade para a agricultura 
familiar e para o país. 
Este módulo é composto das aulas:
• Aula 1 – A necessidade mundial da sustentabilidade e a 
evolução da agroecologia
• Aula 2 – Principais leis ambientais
• Aula 3 – O Brasil de mãos dadas com a agricultura familiar e a 
sustentabilidade
Siga em frente e bons estudos!
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 7
Agropecuária Sustentável
aula 1
A neceSSidAde mundiAl dA SuStentAbilidAde e A 
evolução dA AgroecologiA
O processo de globalização e o crescimento populacional trouxeram 
uma grande preocupação: como continuar se desenvolvendo em um 
ritmo necessário se os recursos estão cada vez mais escassos? A 
sustentabilidade surge da necessidade de desenvolver práticas que 
durem em longo prazo e sejam autossustentáveis, abastecendo a 
população presente e preservando a sobrevivência futura da atividade.
O desenvolvimento sustentável propõe a susten-
tabilidade em todos os aspectos, em especial nos 
recursos naturais, como a agropecuária, e também nos 
recursos não renováveis, como a água, o ar, o solo.
Esses recursos são essenciais à manutenção da vida na Terra e 
precisam ser sustentáveis para atender às nossas necessidades 
básicas de sobrevivência.
Fonte: Shutterstock. 
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 8
Agropecuária Sustentável
Ao final dessa aula você será capaz de:
• Analisar a relação da revolução verde com sustentabilidade.
• Identificar os conceitos de sustentabilidade e agroecologia.
• Avaliar como evoluíram os conceitos para o paradigma atual em 
meio ao aquecimento global.
• Analisar a viabilidade da agroecologia e os valores base de 
qualidade de vida, saúde e quem pode se beneficiar dela 
(inclusão social).
Siga em frente e boa aula!
a relação da revolução verde Com sustentabIlIdade
Conceitualmente, a Revolução Verde é considerada como a difusão 
de tecnologias agrícolas que permitiram o aumento considerável na 
produção, sobretudo em países menos desenvolvidos, que ocorreu, 
principalmente, entre 1960 e 1970, a partir da modernização das 
técnicas utilizadas. 
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 9
Agropecuária Sustentável
Você sabia que o início da modernização da 
agricultura começou, principalmente, após a 
Segunda Guerra Mundial? E isso ocorreu porque 
muitas máquinas utilizadas nesse período foram 
adaptadas ao uso na agricultura após o acordo 
de paz.
Outro fato importante na história foi o uso do 
herbicida 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético), até 
hoje muito utilizado na agropecuária. Na época, 
ele foi usado, em conjunto com outra solução 
química, como desfolhante das florestas onde 
os soldados vietnamitas se escondiam para se 
defender. Com esses locais desfolhados, era 
possível identificá-los e atacá-los via aérea. Essa 
técnica ficou conhecida como agente laranja.
Até logo,
Lúcia.
É a designação dada às substâncias 
químicas que, em contato com as 
plantas, induzem a queda prematura 
das folhas.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 10
Agropecuária Sustentável
Após a Segunda Guerra Mundial, com o processo de descolonização, 
os países desenvolvidos criaram uma estratégia para aumentar a 
produção agrícola mundial, denominada Revolução Verde. Concebida 
nos Estados Unidos, objetivava combater a fome e a miséria nos países 
subdesenvolvidos por meio da introdução de “pacotes tecnológicos”, 
contendo: novas técnicas de cultivo; equipamentos para mecanização; 
fertilizantes; defensivos agrícolas; sementes selecionadas; e novas 
raças de animais. 
Embora tenha surgido com a promessa de acabar com 
a fome mundial, não se pode negar que essa revolução 
trouxe inúmeros impactos sociais e ambientais 
negativos, diminuindo a sustentabilidade dos sistemas 
de cultivo tradicionais.
As sementes produzidas nos países desenvolvidos e as raças de 
animais criadas não eram geneticamente adaptadas para enfrentar 
as condições climáticas típicas da região tropicais, algumas doenças 
e espécies de insetos e pragas. A solução consistia na utilização de 
insumos também importados dos países que haviam subvencionado 
essas novas formas de cultivo e criação, aumentando a dependência 
dos países subdesenvolvidos em relação aos desenvolvidos.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 11
Agropecuária Sustentável
Fonte: Shutterstock.
Nos países subdesenvolvidos, a Revolução Verde aumentou a distância 
entre os grandes agricultores, que tiveram acesso ao “pacote 
tecnológico”, e os pequenos agricultores, que não tiveram condições 
de competir com os novos parâmetros de produtividade. O avanço da 
produção abaixou o preço dos produtos agrícolas a valores inviáveis 
para os pequenos agricultores.
Com isso, muitos agricultores venderam suas terras e mudaram para 
a cidade, aumentando a concentração de terras em posse de poucos, 
causando o êxodo rural e gerando crescimentos descontrolados dos 
centros urbanos. 
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade nocontexto do agronegócio // 12
Agropecuária Sustentável
No Brasil, a Revolução Verde chegou um pouco mais 
tarde, mas não aconteceu diferente. No estado do 
Goiás, a partir da década de 1970, a agricultura e a 
pecuária extensiva de subsistência começaram a 
ser substituídas pelos sistemas de cultivo e criação 
tecnificados, empregando os pacotes tecnológicos.
Contudo, ao avaliarmos os conceitos de sustentabilidade comentados 
anteriormente e que serão mais bem discutidos no próximo 
tópico, podemos notar que a modernização dos sistemas afetou 
significativamente a sustentabilidade na agropecuária.
ExEmPlo
Um claro exemplo de perda da diversidade genética local, devido à 
introdução de novas tecnologias, é o caso das sementes tradicionais 
dos Krahô. O povo Krahô guarda uma relação de profunda intimidade 
com suas sementes.
“A semente para mim é como um parente. Perder uma variedade 
de semente é como perder um filho ou um irmão.”
Essa frase é repetida por homens e mulheres habitantes das 28 aldeias 
Krahô localizadas na terra indígena onde vivem, na região nordeste do 
Tocantins.
Contudo, essa íntima relação desse povo com suas sementes não foi 
suficiente para frear as inúmeras pressões que, ao longo das últimas 
décadas, ameaçaram a conservação da agrobiodiversidade.
Fonte: Londres et al. (2014).
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 13
Agropecuária Sustentável
Siga em frente para conhecer os conceitos de sustentabilidade e 
agroecologia.
ConCeItos de sustentabIlIdade e aGroeColoGIa
Conceitualmente, afirmamos que, para a agropecuária atingir o 
desenvolvimento sustentável, deve atender aos critérios do “tripé da 
sustentabilidade”: econômico, social e ambiental.
Ambiental
Econômico
A atividade deve ser
economicamente viável,
viabilizando a manutenção
do produtor rural na atividade.
A atividade deve ser ambientalmente correta, 
respeitando as legislações ambientais vigentes, 
sem contaminar ou colocar em risco o ecossistema 
em que a atividade está inserida.
A atividade deve
ser socialmente justa, 
dando boas condições 
de vida e trabalho aos 
trabalhadores rurais
e seus familiares.
Social
Dessa forma, caso a agropecuária não atenda a um (ou mais) dos 
pilares do tripé, ela não atinge a sustentabilidade e tende a não se 
manter viável em longo prazo.
A história do desenvolvimento sustentável apresenta vários marcos que 
contribuíram para o aumento das atenções voltadas para a questão 
da sustentabilidade até alcançar o patamar atual. Acompanhe alguns 
deles na linha do tempo a seguir.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 14
Agropecuária Sustentável
Publicação do Relatório do Clube de Roma 
(The Limits to Growth) sobre riscos globais 
dos efeitos da poluição e do esgotamento 
das fontes de recursos naturais.
Conferência das Nações Unidas sobre o 
Desenvolvimento e Meio Ambiente Humano, 
em Estocolmo, Suécia, com a participação 
de 113 países.
O conceito de eco-desenvolvimento foi 
apresentado por Ignacy Sachs, considerado 
precursor do Desenvolvimento Sustentável.
1972
Elaboração do Segundo Plano 
Nacional de Desenvolvimento 
(PND-1975/79) que definiu prioridades 
para o controle da poluição industrial.
1975
Em 1980 surge a noção de Ecologia 
profunda, que coloca o homem como o 
componente de sistema ambiental 
complexo, holístico e unificado.
1980
A ONU criou a Comissão 
Mundial sobre Meio Ambiente 
e Desenvolvimento que 
desenvolveu o paradigma de 
desenvolvimento sustentável.
1983
1991
A Câmara de Comércio Internacional 
(CCI) aprovou "Diretrizes Ambientais para 
a Indústria Mundial", definindo 16 
compromissos de gestão ambiental a 
serem assumidos pelas empresas, 
conferindo à indústria responsabilidades 
econômicas e sociais nas ações que 
interferem com o meio ambiente. 
1992
Realizou-se no Rio de Janeiro a 
ECO-92 (a Conferência das 
Nações Unidas para o Meio 
Ambiente e o Desenvolvimento) na 
qual foram elaboradas a Carta da 
Terra (Declaração do Rio) e a 
Agenda 21, que reflete o consenso 
global e compromisso político 
objetivando o desenvolvimento e o 
compromisso ambiental.
1997
Discutido e negociado em Quioto, no 
Japão, o Protocolo de Quioto propôs um 
calendário pelo qual os países membros 
teriam obrigação de reduzir a emissão 
de gases do efeito estufa. 
2002
Aconteceu, em Johanesburgo, a 
conferência mundial denominada 
Rio + dez, onde se instituiu a 
iniciativa “Business Action For 
Sustainable Development”. 2009
Realizada, em Copenhagen, a 15ª 
Conferência do Clima (COP 15) das 
Nações Unidas, evento que reuniu 25 
Chefes de Estado.
2012
Realizada a Conferência das 
Nações Unidas sobre Desenvolvi-
mento Sustentável, a Rio+20, na 
cidade do Rio de Janeiro.
Fonte: Bacha, Santos e Schaun (2010).
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 15
Agropecuária Sustentável
Comprovando a importância do desenvolvimento sustentável, a 
agroecologia surgiu por volta de 1970 como a ciência da natureza de 
forma multidisciplinar, cujos ensinamentos pretendem contribuir na 
construção de estilos de agricultura de base ecológica e na elaboração 
de estratégias de desenvolvimento rural, tendo como referência os 
ideais da sustentabilidade em uma perspectiva multidimensional. 
A agroecologia consiste em trabalhar a agricultura de 
forma sustentável, ou seja, ecologicamente sustentável, 
socialmente justa e economicamente viável. 
A ideia desse sistema de produção é retomar antigas formas de cultivo 
de alimentos, com o resgate do conhecimento popular, e uni-las com 
as atuais tecnologias agroecológicas. Também é uma integração entre 
o conhecimento das ciências naturais e humanas, juntando ecologia, 
biologia, agronomia, sociologia, economia, ciência política, antropologia 
e outras ciências, para trabalhar o desenvolvimento rural sustentável 
dentro de uma visão sistêmica.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 16
Agropecuária Sustentável
Reflexão
Considerando os conceitos do desenvolvimento sustentável e os princípios 
da agroecologia, você considera que seja possível, viável e conveniente 
reorganizar os modelos de produção agropecuária praticados na atualidade? 
Quais os benefícios e os impactos que essa transformação poderá causar? 
Feedback da Reflexão: O desenvolvimento sustentável é uma 
necessidade, pois os recursos naturais são finitos e precisamos buscar 
práticas que garantam a conservação deles. Em relação à agroecologia, 
alguns princípios são seguidos:
• o manejo ecológico das riquezas naturais (sustentabilidade 
ecológica);
• a construção de relações justas e solidárias, com respeito às 
diversidades culturais (justiça social);
• a distribuição equilibrada das riquezas;
• o consumo consciente e a comercialização justa, possibilitando 
uma vida digna na cidade e no campo (viabilidade econômica).
Siga em frente para conhecer a evolução dos conceitos estudados até 
o momento.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 17
Agropecuária Sustentável
ParadIGma atual e vIabIlIdade da aGroeColoGIa
Ao avaliar os conceitos estudados anteriormente, é natural que esteja 
pensando em um modelo de agropecuária altamente sustentável, sem 
degradação ao meio ambiente e socialmente justo. No entanto, sabemos 
que a situação atual da agropecuária nem sempre é representada 
dessa forma.
Estamos vivenciando desastres ambientais naturais, causados 
por ações antrópicas, como aumento da temperatura global, 
descongelamento das geleiras dos hemisférios, descontrole nas 
estações pluviométricas, entre outros problemas que nos fazem refletir 
o que o futuro nos reserva.
Fonte: Shutterstock.Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 18
Agropecuária Sustentável
A atual situação é resultado de mais de 50 anos de utilização intensa 
dos recursos naturais pelas atividades agropecuárias. Na década 
de 1970, com o estímulo da revolução verde, os produtores viram a 
possibilidade de obter altos rendimentos em suas propriedades com a 
adoção das novas técnicas e a utilização dos insumos. 
No entanto, a conscientização ambiental não acompanhou a mesma 
marcha de evolução devido à irresponsabilidade no manejo e até 
mesmo à falta de conhecimento sobre os impactos causados pelas 
atividades agropecuárias. Com o passar do tempo, os estragos ao 
meio ambiente foram se acumulando a ponto de provocar danos 
diretos, como redução de produtividade pelo empobrecimento do solo, 
perda de solo por erosões, intoxicações de animais e humanos por 
defensivos agrícolas, redução de disponibilidade hídrica, entre outros.
Fonte: Shutterstock / Aquecimento global.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 19
Agropecuária Sustentável
Siga em frente para analisar a viabilidade da agroecologia.
vIabIlIdade da aGroeColoGIa
Assim como já foi visto anteriormente nos conceitos apresentados, 
uma das características principais da produção agroecológica é que 
ela precisa ser economicamente viável. Nesse modelo de produção, 
a viabilidade da atividade é praticamente algo natural, pois o custo de 
produção é bastante reduzido se comparado ao modelo convencional 
de produção.
O baixo custo de produção é resultado de um conjunto de técnicas 
e manejo fundamentado nos princípios da agroecologia. Confira na 
figura a seguir algumas práticas que auxiliam nesse baixo custo de 
produção focado nos princípios da agroecologia.
Evitar o uso de 
fertilizantes químicos e 
sintéticos com o manejo 
conservacionista do solo.
Uso de adubação verde 
com espécies forrageiras. Incorporação de matéria 
orgânica ao solo através de 
compostagem e uso de 
adubos orgânicos que suprem 
as necessidades nutricionais 
das plantas.
Evitar utilizar defensivos 
agrícolas químicos e 
sintéticos que apresentam 
alto custo agregado.
Não utilizar produtos 
químicos proporciona 
também um maior equilíbrio 
ao sistema, aumentando a 
ocorrência de inimigos 
naturais que controlam 
pragas e doenças.
Para o controle de pragas e 
doenças, utilizar produtos e 
técnicas alternativas como 
produtos naturais, extratos 
vegetais e controle biológico.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 20
Agropecuária Sustentável
Ao utilizar essas práticas de baixo custo, o produtor torna a produção 
menos onerosa, podendo aumentar a lucratividade da atividade ao 
comercializar a produção, tendo ainda como benefício a possibilidade 
de agregar valor ao produto por ser agroecológico.
Os alimentos provindos da produção agroecológica tendem a ser 
mais saudáveis, pois não utilizam produtos químicos nocivos à saúde 
humana e animal, beneficiando, assim, todos os consumidores finais, 
bem como a família produtora.
Chegamos ao final da Aula 1 do Módulo 1. Nesta 
aula, você analisou a relação da Revolução Verde 
com sustentabilidade, identificou os conceitos 
de sustentabilidade e agroecologia, verificou a 
evolução dos conceitos para o paradigma atual 
em meio ao aquecimento global e analisou a 
viabilidade da agroecologia e os valores-base 
de qualidade de vida, saúde e quem pode se 
beneficiar dela (inclusão social). Siga em frente 
para iniciar a Aula 2. 
Até logo e bons estudos!
Lúcia.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 21
Agropecuária Sustentável
aula 2
principAiS leiS AmbientAiS
Sabemos que uma das maiores preocupações atualmente da 
humanidade é situação do meio ambiente, não é mesmo? Vivenciamos 
frequentemente desastres ambientais provocados ou agravados por 
impactos decorrentes de atividades antrópicas, que são relacionadas 
ao desenvolvimento necessário para subsidiar o aumento populacional.
Em maio de 2012, foi publicado o novo Código Florestal que veio com a 
proposta de solucionar alguns problemas das legislações anteriores e 
incluir novas propostas. O resultado mais claro até o presente momento 
é a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) que, apesar de ter 
o seu prazo final prorrogado, já abrange a maioria das propriedades 
do país. 
Fonte: Shutterstock.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 22
Agropecuária Sustentável
Ao final desta aula, você será capaz de:
• Analisar o novo Código Florestal (CAR e Reserva Legal, 
Decretos Estaduais n.os 7.037 e 7.079, Lei Estadual n.º 18.104, 
Lei Federal n.º 12.651, de 25 de maio de 2012).
• Analisar a Lei da Mata Atlântica.
• Identificar o plano e o programa nacional do meio ambiente.
• Reconhecer a estruturação das leis ambientais como uma 
forma de combater o aquecimento global e a agroecologia como 
alternativa viável de produção e consumo sustentável.
Siga em frente e boa aula!
novo CódIGo florestal 
Neste tópico, você conhecerá os principais pontos que compõem o 
novo Código Floresta.
CAR e reserva legal
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro público, eletrônico de 
abrangência nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, sem 
custos para o proprietário, com a finalidade de integrar as informações 
ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de 
dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e 
econômico e combate ao desmatamento. Ele foi instituído pelas Leis 
n.os 12.651/2012, em seu art. 29, e 18.104/2013, e regulamentado 
pela Instrução Normativa n.º 002/2014 do Ministério do Meio Ambiente.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 23
Agropecuária Sustentável
O Cadastro Ambiental Rural iniciou sua operacionalização em 7 de 
maio de 2014. Nesse cadastro, são informados todos os dados do 
proprietário, da matrícula do imóvel ou comprovante de posse, as 
atividades desenvolvidas, as informações sobre condições das Áreas 
de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) e outras 
questões relevantes.
Outra característica muito importante do CAR é a delimitação geográfica 
(GEO), onde são apresentados com coordenadas geográficas os 
limites da propriedade, os remanescentes de vegetação nativa, as 
áreas consolidadas, as áreas em pousio, todas as áreas de APP, como 
nascentes, córregos, lagos naturais e outras, as áreas de servidão 
administrativas e a Reserva Legal proposta ou já existente. 
Saiba Mais
Embora exija certo domínio de uso de computador e conhecimento de 
legislação ambiental para o cadastramento de propriedades, é muito 
importante considerar que não é necessário contratar um técnico para fazer 
o CAR, podendo ser realizado pelo proprietário ou terceiros.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 24
Agropecuária Sustentável
Lei Estadual n° 18.104
Em Goiás, o novo Código Florestal (CF) estadual foi regulamentado pela 
Lei n.º 18.104, que também criou o Cadastro Ambiental do Estado de 
Goiás (CAR GOIÁS) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA). 
O novo CF de Goiás reafirma grande parte das definições e termos 
da lei federal, mas traz algumas novas significações, detalhamentos 
e especificações de procedimentos, tendo em vista a realidade do 
contexto socioeconômico e ambiental do estado.
Mapa de imóveis cadastrados no CAR Goiás.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 25
Agropecuária Sustentável
Entre as definições, foi incluída a descrição de um tipo de vegetação 
do bioma Cerrado, denominada “covais ou murundus”, que consiste 
em um campo úmido em terreno levemente inclinado, localizado ao 
longo de mananciais. Alei apresenta algumas restrições, além da lei 
federal. São elas:
• No entorno de nascentes e olhos-d’água em áreas rurais 
consolidadas, será permitida a manutenção das atividades 
agrossilvipastoris, de ecoturismo ou de turismo rural, sendo 
necessária a recomposição da vegetação em um raio mínimo 
de 20 metros, e não apenas 15 metros, conforme prevê a lei 
federal.
• Também se permite a manutenção das atividades florestais, 
culturas de espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo, bem 
como da infraestrutura física associada ao desenvolvimento 
de atividades agrossilvipastoris, em áreas de encostas 
com declividade superior a 45º e topos de morros, montes, 
montanhas e serras com altura mínima de cem metros e 
inclinação média maior que 25º, sendo vedada a conversão 
de novas áreas para uso alternativo do solo. Entretanto, na 
lei estadual de Goiás, tais atividades não são permitidas 
nas bordas de chapadas e tabuleiros e áreas com altitudes 
superiores a 1.800 metros. 
Além disso, a lei goiana define o prazo de um ano (prorrogável por mais 
um ano) para a implantação de Pagamentos por Serviços Ambientais 
(PSA) e determina que as atividades de manutenção da Área de 
Preservação Permanente (APP), de Reserva Legal (RL) e de uso 
restrito poderão contar com pagamentos ou incentivos por serviços 
ambientais.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 26
Agropecuária Sustentável
Outro detalhamento importante da lei de Goiás é que a recuperação 
das áreas de RL e APP contará com o suporte de uma linha de crédito, 
com um diferencial na taxa de juros, podendo atingir o máximo de 30% 
da Selic.
Lei Federal n°12.651 25/05/2012
É popularmente conhecida como Novo Código Florestal. Em termos 
gerais, o código não traz mudanças em relação à lei nº 4.771 (Código 
Florestal de 1965). O novo Código Florestal trouxe apenas ajustes 
pontuais para que a ocasião se encaixe, de fato, à situação pretendida 
pela legislação ambiental. 
A proteção do meio ambiente natural continua sendo obrigação 
do proprietário mediante a manutenção de espaços protegidos de 
propriedade privada, divididos entre Área de Preservação Permanente 
(APP) e Reserva Legal (RL). A lei inova apenas na implementação 
e fiscalização desses espaços, agora sujeito ao Cadastro Ambiental 
Rural (CAR).
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 27
Agropecuária Sustentável
Você percebeu como o Cadastro Ambiental Rural 
(CAR) é, sem dúvida, a grande novidade do Código 
Florestal? O CAR é uma importante ferramenta do 
Poder Público para a gestão do uso e ocupação 
do solo quanto às questões ambientais, apesar 
das suas prorrogações de prazos finais.
Fique ligado, pois a inscrição no CAR é obrigatória 
para todos os proprietários rurais!
Podemos concluir que o CAR é um registro 
público, onde são inscritas as propriedades, 
com perímetro identificado e delimitado a partir 
de coordenadas geográficas, assim como todos 
os espaços protegidos no interior do imóvel, 
especialmente APP e Reserva Legal.
Ele traz não apenas o perímetro do imóvel 
georreferenciado, mas também a delimitação 
geográfica das áreas do interior da propriedade, 
cujo acompanhamento e fiscalização poderão ser 
feitos por imagens de satélite.
Até logo,
Lúcia.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 28
Agropecuária Sustentável
leI da mata atlântICa
A Lei Federal n.º 11.428 (Lei da Mata Atlântica), de 22 de dezembro de 
2006, regula a conservação, a proteção, a regeneração e a utilização 
da Mata Atlântica, e o Decreto n.º 6.660, de 21 de novembro de 2008, 
detalha “o quê”, “como” e “onde” pode haver intervenção ou uso 
sustentável da vegetação nativa.
Dispõe sobre a utilização e a proteção da vegetação 
nativa, tanto das formações florestais quanto dos 
ecossistemas associados que integram a Mata 
Atlântica.
Essa lei não estabelece restrições adicionais para as áreas ocupadas 
legalmente que estão desprovidas de vegetação nativa. A utilização 
ou a supressão da vegetação nativa se fará de forma diferenciada, 
quando se tratar de vegetação primária ou secundária, levando-se em 
conta os estágios de regeneração: inicial, médio ou avançado. 
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 29
Agropecuária Sustentável
Vegetação primária
O corte e a supressão somente 
serão autorizados em caráter 
excepcional, quando necessários à 
realização de obras, projetos ou 
atividades de utilidade pública, 
desde que destinada área 
equivalente à desmatada para 
conservação, e para experimentos 
científicos e práticas 
preservacionistas.
Vegetação secundária em 
estágio avançado de 
regeneração
Considera o mesmo que o anterior, 
acrescentando os casos em que 
são necessários à realização de 
obras, projetos ou atividades de 
utilidade pública, mineração, 
loteamentos e edificações.
Vegetação secundária em 
estágio médio de regeneração
Vale o mesmo que para o estágio 
avançado, mas também é autorizado 
corte quando necessário ao pequeno 
produtor rural e populações 
tradicionais para o exercício de 
atividades ou usos agrícolas e 
pecuários para sua subsistência e de 
sua família, com exceção das áreas 
de preservação permanente. 
Vegetação em estágio inicial 
de regeneração
O corte, a supressão e a exploração 
poderão ser autorizados pelo órgão 
estadual competente, nos estados 
em que houver mais de 5% de 
cobertura vegetal nativa da Mata 
Atlântica remanescente.
Mas o que é proibido na Mata Atlântica? É proibida a supressão de 
vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração 
quando: 
• abrigar espécies da flora e da fauna silvestres ameaçadas de 
extinção;
• exercer a função de proteção de mananciais ou de prevenção e 
controle de erosão; 
• formar corredores entre remanescentes de vegetação primária 
ou secundária em estágio avançado de regeneração; 
• proteger os arredores das unidades de conservação; 
• possuir excepcional valor paisagístico. 
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 30
Agropecuária Sustentável
Além dessas situações, também é proibida a supressão de vegetação 
em todos os casos em que o proprietário ou posseiro não cumprir a 
legislação ambiental, em especial as exigências do Código Florestal 
em relação às Áreas de Preservação Permanente e à Reserva Legal.
Saiba Mais
A Mata Atlântica que resiste em Goiás
O Parque Estadual da Mata Atlântica em Goiás está a 247 km de Goiânia, 
no município de Água Limpa, próximo da divisa com Minas Gerais, banhado 
em grande trecho não pelo Oceano Atlântico, mas pelas águas azuis do lago 
de Corumbá. Ele foi criado pelo Decreto n.º 6.442, de 12 de abril de 2006, e 
tem hoje 210 hectares. É gerido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente 
e dos Recursos Hídricos (Semarh).
Fonte: Oliveira (2009).
Siga em frente para conhecer o plano e o programa nacional do meio 
ambiente.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 31
Agropecuária Sustentável
Plano e ProGrama naCIonal do meIo ambIente
A Política Nacional de Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, 
a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental, visando assegurar 
condições ao desenvolvimento sustentável, aos interesses da 
segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana. Ela 
atende aos seguintes princípios:
I ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, 
considerando o meio ambiente como um patrimônio público a 
ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o 
uso coletivo; 
II racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; 
III planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV proteção dos ecossistemas, com a preservaçãode áreas 
representativas; 
V controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente 
poluidoras; 
VI incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas 
para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais; 
VII acompanhamento do estado da qualidade ambiental; 
VIII recuperação de áreas degradadas; 
IX proteção de áreas ameaçadas de degradação; 
X educação ambiental em todos os níveis do ensino, inclusive 
a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para a 
participação ativa na defesa do meio ambiente.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 32
Agropecuária Sustentável
Fonte: Shutterstock.
Diante disso, o Programa Nacional do Meio Ambiente (PNMA) procura 
fortalecer institucionalmente os organismos responsáveis pelas ações 
relativas ao meio ambiente em nível estadual e local; promover o 
desenvolvimento de instrumentos e mecanismos de gerenciamento 
e ações de proteção de ecossistemas; e viabilizar a aplicação dos 
mecanismos de análise de mercado à gestão do meio ambiente e ao 
uso sustentável dos recursos naturais.
No próximo tópico, você conhecerá o fomento às leis ambientais, o 
combate ao aquecimento global e os benefícios da agroecologia.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 33
Agropecuária Sustentável
fomento às leIs ambIentaIs, Combate ao aqueCImento Global e 
os benefíCIos da aGroeColoGIa
Diante de tudo que estudou até o momento, você percebeu como é 
cada vez mais necessário fomentar a evolução das leis ambientais? 
Conforme vimos anteriormente, o novo Código Florestal trouxe mais 
amplitude na conservação de áreas de proteção obrigatória e áreas de 
extrema importância ambiental. A educação ambiental, por exemplo, é 
um assunto amplamente difundido em todos os níveis educacionais, 
mudando assim a consciência e a cultura de novos formadores de 
opinião.
Atualmente, a quantidade de defensores da bandeira 
ambiental nos poderes legislativo, executivo e judiciário 
vem aumentando, favorecendo a adoção de novas 
legislações de cunho ambiental.
Outro assunto abordado frequentemente e de extrema importância é 
a produção de alimentos saudáveis sem agressão ao meio ambiente. 
Nesse sentido, como já foi dito, a produção em modelo agroecológico 
traz diversos benefícios aos envolvidos direta e indiretamente no 
processo de produção e consumo.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 34
Agropecuária Sustentável
Fonte: Shutterstock.
Além de atuar na elaboração de novas legislações, é necessário 
incentivar práticas de domínio público que sejam viáveis 
economicamente, ambientalmente sustentáveis e aliadas à saúde 
pública com o fornecimento de alimentos saudáveis.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 35
Agropecuária Sustentável
Chegamos ao final da Aula 2 do Módulo 1. Nesta 
aula, você analisou as particularidades do Novo 
Código Florestal, em especial o funcionamento 
do CAR e da Reserva Legal, conheceu a Lei da 
Mata Atlântica e o plano e programa nacional do 
meio ambiente; identificou a estruturação das 
leis ambientais como uma forma de combater 
o aquecimento global e a agroecologia como 
alternativa viável de produção e consumo 
sustentável.
Siga em frente e bons estudos!
Lúcia.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 36
Agropecuária Sustentável
aula 3
AgriculturA fAmiliAr e SuStentAbilidAde
Os benefícios da produção sustentável e do sistema de produção 
agroecológico estão constantemente sendo difundidos em ocasiões 
de educação ambiental e assistência técnica e extensão rural que são 
prestadas aos agricultores, sobretudo aos familiares e a de subsistência. 
Com isso, o acesso à informação vem deixando de ser uma das causas 
das atividades impactantes ao meio ambiente.
Fonte: Shutterstock / Utilização de painel solar para reduzir a emissão de carbono.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 37
Agropecuária Sustentável
Mesmo com todos os benefícios e o acesso à informação, a mudança do 
sistema de produção convencional para um sistema mais sustentável, 
ou até agroecológico, nem sempre é bem visto pelos produtores, seja 
por questões culturais ou tradicionalismo.
Nesses casos, é necessário o incentivo a essas atividades, que é 
praticado, principalmente, por meio da elaboração de políticas públicas 
com foco em determinado grupo de produtores.
Para a agricultura familiar existe atualmente um conjunto 
de políticas públicas, e algumas são exclusivamente 
para o desenvolvimento sustentável e a produção 
agroecológica.
Ao final desta aula, você será capaz de:
• Analisar o cenário de políticas públicas em relação à agricultura 
sustentável e à agroecologia.
• Identificar os incentivos, os projetos, os programas etc. voltados 
ao agricultor familiar e à sustentabilidade.
Siga em frente e bons estudos!
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 38
Agropecuária Sustentável
PolítICas PúblICas aos aGrICultores famIlIares e ao 
desenvolvImento sustentável
Você sabia que existem diversas políticas públicas existentes e 
destinadas aos agricultores familiares? Confira na imagem abaixo 
alguns desses programas.
Programa Nacional de 
Fortalecimento da 
Agricultura Familiar 
(PRONAF)
Assistência Técnica e 
Extensão Rural (ATER)
Programa de Aquisição 
de Alimentos (PAA)
Programa Nacional de 
Alimentação Escolar 
(PNAE)
Programa Nacional de 
Crédito Fundiário 
(PNCF)
Programa de Cadastro de 
Terra e Regularização 
Fundiária Plano de 
Agricultura de Baixa 
Emissão de Carbono
Programa de 
Desenvolvimento da 
Agricultura Orgânica 
(PRÓ ORGÂNICO)
Chamadas Públicas 
em áreas específicas, 
entre outras.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 39
Agropecuária Sustentável
O Pronaf, programa de crédito que permite acesso a recursos 
financeiros para o desenvolvimento da agricultura familiar, beneficia 
agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e 
comunidades tradicionais. Esses produtores podem fazer financiamentos 
de forma individual ou coletiva, com taxas de juros abaixo da inflação. 
Esse programa facilita a execução das atividades agropecuárias, ajuda 
na compra de equipamentos modernos e contribui no aumento da 
renda e melhoria da qualidade de vida no campo. 
Nesse programa, existem algumas linhas de crédito específicas para 
atividades sustentáveis, como:
As quatro linhas de crédito do Pronaf, descritas anteriormente, geram 
um conjunto chamado de Pronaf Verde. De forma geral, os recursos 
para essas linhas são disponibilizados todo ano por meio do plano safra 
anual, e o processo para acesso ao recurso não é muito burocrático. 
Um dos únicos problemas enfrentados por agricultores para o acesso 
ao enquadramento é a necessidade de uma garantia física exigida pelo 
agente financeiro.
Módulo 1 - O cenário da sustentabilidade no contexto do agronegócio // 40
Agropecuária Sustentável
Chegamos ao final da Aula 3 do Módulo 1. Nesta 
aula, você conheceu algumas das políticas 
públicas e programas governamentais mais 
relevantes voltados para a agricultura familiar. 
Até logo,
Lúcia.

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