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02 - FICHAMENTO - DIREITO PENAL

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faz parte do rol das circunstancias especificas e supera o patamar da sanção penal descrita no caput dos artigos e faz parte da segunda fase do sistema trifásico.
6. O que é atenuantes genéricas: são circunstancias legais de natureza objetiva ou subjetiva, dispostas na parte geral do CP e pode ser aplicada em qualquer crime, seja penal ou não. Não fazem parte do tipo penal, mas se ligam com a finalidade de composição da pena definitiva.
FICHAMENTO PARA A P1 – 04
8. ERRO DE TIPO
- recai sobre as elementares da figura típica
- sempre exclui o dolo, mas admite a culpa, se prevista em lei.
- não há no agente a vontade de realizar o tipo objetivo
- pode ser essencial ou acidental.
	8.1. Erro Essencial
	- ocorre quando recai sobre as elementares da figura típica. Ex.: levar caneta de outro achando ser a sua.
	- Pode ser:
		*Inescusável, evitável ou vencível: o agente não com dolo, mas poderia ter evitado o erro, se tomasse o cuidado necessário. Será punido por crime culposo, se previsto em lei.
		*Escusável, inevitável ou invencível: o agente mesmo tomando todos os cuidados não foi possível evitar o erro, assim haverá exclusão de dolo e culpa.
8.2. Erro Acidental
- recai sobre as circunstâncias e fatos irrelevantes da figura típica.
- a infração existe na integra e não afasta a responsabilidade penal, respondendo o agente como se o erro não existisse.
	*Espécies de Erro Acidental:
		*Erro sobre o objeto: o erro recai sobre a coisa, objeto material do delito. Ex. Subtrair café pensando ser feijão.
		*Erro sobre a pessoa: erro na representação material do agente que olha um desconhecido e o confunde com a pessoa que quer atingir
		*Aberratio Inctus (erro na execução): conhecido como desvio do golpe. Não confunde a pessoa, mas ao realizar a conduta faz de forma desastrosa e acerta pessoa diversa do seu alvo.
		*Aberratio Criminus (resultado diverso do pretendido): o agente quer lesionar um bem jurídico, mas por erro atinge outro. Ex.: ao querer quebrar um vidraça acerta uma pessoa que passa 
		*Aberratio Causae: ao querer causar um crime com uma conduta ocorre a consumação do crime em razão de outro fato também causado pelo agente. Ex.: ao empurra alguém de uma ponte para que morra afogado o mesmo bate a cabeça e morre de traumatismo craniano.
· Erro provocado por terceiros
- o erro não é espontâneo do agente, mas sim provocado por outra pessoa.
- se for inevitável, o terceiro provocador do crime responderá pelo mesmo e não o agente que o praticou.
FICHAMENTO PARA A P1 – 05
9. NEXO CAUSAL (NEXO DE CAUSALIDADE)
-só existe nos crimes materiais
- é a relação existente entre a conduta do agente e o resultado naturalístico
- verificação da existência de dolo ou culpa do agente
- para apontar o nexo causal usa-se a teoria da equivalência dos antecedentes (condition sine qua non), adotado pelo CP (art 13).
9.1. Resultado naturalístico ou material: consequência provocada pela conduta do agente ativo.
9.2. Teoria da Condition sine qua non (equivalência dos antecedentes): tudo o que contribui para o resultado é causa deste, ou seja, tudo que for retirado da cadeia de causa e efeito provocar a exclusão do resultado, considera sua causa. Esse principia possui uma amplitude grande.
9.3. Processo hipotético de eliminação de Thyren: usada para restringir a amplitude da responsabilização deixada pela teoria da equivalência dos antecedentes, na qual se elimina mentalmente a conduta, desaparecendo o resultado então a conduta foi causa deste.
9.4. Superveniência Causal
- as concausas são causas distintas da conduta principal que atuam ao seu lado, contribuindo para a produção do resultado.
9.5. Espécies de causa
	*Independentes: decorrem de um fenômeno imprevisível. Subdivide-se em absoluta e relativamente independentes
	*Absolutamente independentes: a origem é totalmente diversa da conduta do agente e por si só produzem o resultado.
		*Poder ser: Pre-existente: a causa existia antes da conduta do agente
 Concominante: ocorre junto com a ação do agente
 Superveniente: ocorre após a conduta do agente
		*Consequência ou efeitos: nas 3 hipóteses o agente responderá somente pelos atos praticados e não pelo resultado, rompendo assim o nexo causal.
	*Relativamente independente: mantém uma integra relação causal. Essas causas tem origem na própria conduta praticada pelo agente. São relativas porque não existiriam sem a atuação criminosa.
		*Consequências ou efeitos: 
			PreexistenteO agente responde pelo resultado final
			Concomitante
			SupervenienteO agente responde apenas pela tentativa e não pelo resultado morte
9.6. Relevância da omissão
- a omissão não produz um resultado.
- na omissão o nexo causal existe somente entre a omissão e o comportamento que o agente estava juridicamente obrigado a fazer, e se omitiu.
9.7. Quem tem o dever de agir
a) dever legal de agir: tem por lei a obrigação de cuidado, proteção e vigilância.
b)Situação de garantidor: pessoas que por contrato ou situação de fato se colocam nessa posição de garantidor da não ocorrência do resultado.
c) Criador do risco: o criador da situação de risco deve impedir o resultado.
FICHAMENTO PARA A P1 – 06
10. CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DOS CRIMES
	TIPO
	DESCRIÇÃO
	1. DOLOSO
	Quando o agente quer o dolo (direto) ou quando ele assume o risco de produzir o resultado (indireto ou eventual)
	2. CULPOSO
	O agente dá causa ao resultado por negligencia, imperícia ou imprudência. Não admite a tentativa. A consumação se dá com o resultado.
	3. COMUM
	Praticado por qualquer pessoa, pois a lei não traz requisitos especiais
	4. PRÓPRIO
	A lei exige uma qualidade especial do sujeito ativo. Pode ser praticado por determinada pessoa ou categoria de pessoas. Admite coautoria e participação. Ex. infanticídio.
	5. DE MÃO PROPRIA
	Só pode ser praticado pelo sujeito em pessoa. Não há coautor. Ex. falso testemunho. Permite participação.
	6. MATERIAL
	É imprescindível a ocorrência do resultado naturalístico desejado. Ex.: morte no homicídio.
	7. FORMAL
	É consumado com a simples pratica da ação, ou seja, a produção do resultado é irrelevante. Ex. Extorsão mediante sequestro.
	8. DE MERA CONDUTA
	O resultado naturalístico é irrelevante e impossível. Ex. crime de desobediência ou violação de domicilio.
	9. COMISSIVO
	Praticado mediante uma ação
	10. OMISSIVO
	Praticado mediante uma ação – abstenção de comportamento
	11. PRETEDOLOSO OU PREINTENCIONAL
	Conduta dolosa do agente no ato de praticar e produzir um resultado ee culpa na produção de um resultado mais grave do que o pretendido no inicio. Não admite tentativa.
	12. CONSURSO EVENTUAL OU MONOSUBJETIVO OU UNISUBJETIVO
	
Praticado por um agente, mas admite o concurso de pessoas.
	13. CONCURSO NECESSÁRIO OU PLURISUBJETIVO
	Exige a pluralidade de agentes, que podem ser coautores ou participes. Mínimo de 3 pessoas para existir.
	14. UNISUBSISTENTE
	A conduta se dá pelo um único ato de execução que por si só produz a consumação. Não admite tentativa. Ex. Injuria verbal.
	15. PLURISUBSISTENTE
	A conduta se dá por 2 ou mais atos de execução que juntos produzem a consumação. Ex.: homicídio praticado por diversos golpes de faca. Não admite tentativa.
	16. INSTANTANEO
	Consumam-se em um único momento. Não se prolonga. Ex. homicídio, furto, lesão corporal.
	17. PERMANENTE
	O momento da consumação se prolonga no tempo, onde o bem jurídico sofre contínua agressão. Ex.: sequestro e cárcere privado
	18. INSTANTANEO DE EFEITOS PERMANENTES
	Ocorre num dado momento, mas os efeitos se perpetuam no tempo. Ex.: homicídio
	19. COMPLEXO
	Compõem-se de 2 ou mais tipos penais. Ex. Roubo (furto+ameaça+lesão corporal)
	20. A PRAZO
	Exige a fluência de um determinado lapso temporal. Ex.: sequestro qualificado
	21. EVENTUALMENTE COLETIVO
	São os delitos que, não obstante o seu caráter unilateral, a diversidade de agentes atua como causa de majoração da pena. Ex: O crime de furto qualificado (art.155, § 4º, IV, CP).
	22. PROGRESSIVO
	Para atingir o resultado o agente ativo necessariamente