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Sistema de 
Informação Gerencial
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Ms. Marcelo Bernardino Araújo
Revisão Textual:
Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos
A contabilidade e o uso de tecnologias de informação
• Introdução
• A evolução do conceito de tecnologia de informação
• Tecnologia de informação e o processo de tomada de decisão
• Sistemas de informação de apoio operacional e gerencial
• Sistemas e visão sistêmica
• Conceitos relacionados à informação e seu uso
 · Apresentar conceitos e a evolução ligados a sistemas e tecnologias 
da informação no contexto globalizado.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
 Olá, aluno(a)!
Nesta unidade, vamos aprender um pouco mais sobre um importante tema: 
a contabilidade e o uso de tecnologias de informação.
Então, procure ler, com atenção, o conteúdo disponibilizado e o material 
complementar. Não esqueça! A leitura é um momento oportuno para 
registrar suas dúvidas, por isso não deixe de registrá-las e transmiti-las ao 
professor-tutor. 
Além disso, para que a sua aprendizagem ocorra num ambiente mais 
interativo possível, na pasta de atividades, você também encontrará 
avaliação, atividade reflexiva e videoaula. Cada material disponibilizado é 
mais um elemento para seu aprendizado. Por favor, estude todos com atenção!
É importante também respeitar os prazos estabelecidos no cronograma.
Bons estudos!
ORIENTAÇÕES
A contabilidade e o uso de tecnologias
de informação
UNIDADE A contabilidade e o uso de tecnologias de informação
Contextualização
Em qualquer atividade profissional sempre nos deparamos com alguma 
novidade, uma nova tecnologia, novos ramos. Mas será que estamos preparados 
para aceitar as mudanças (individuais, familiares, profissionais e matrimoniais) e 
nos atualizarmos?
“Você está atento às ameaças para a continuidade da sua atividade? ”
Esse é o título de um artigo publicado pelo Contador Gilmar Duarte, no portal Contábeis, 
de 20/05/2016. Disponível em: http://goo.gl/f38PIU
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A psicoterapia pode ajudá-lo nesse processo de conscientização, que envolve 
a aceitação de mudanças, seja fornecendo recursos para que a pessoa aceite suas 
dificuldades e limitações, seja confrontando seus medos.
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Introdução
Informação é essencial em qualquer área, atividade, direito e dever. Sem 
informação estaremos sujeitos à influência daqueles que detêm o conhecimento.
Nesse sentido, Beuren (1998) citando Martin nos ensina que as informações 
contábeis devem ser necessariamente significativas a fim de resolver os problemas 
de decisão do usuário (importância) e não custar mais para ser produzida do que 
o valor esperado de sua utilização (financeiramente). Por outro lado, como uma 
atividade decisória específica determina as necessidades, a importância está em 
direta inter-relação (adaptação) com o contexto decisório dessa decisão e com as 
atitudes e preferências de quem assumirá a decisão.
Mas como gerenciar um universo de informações físicas, financeiras e econômicas 
no acompanhamento da evolução do patrimônio das entidades públicas e privadas?
A reunião das informações deve ser organizada em um sistema de informação gerencial.
A evolução do conceito de tecnologia de 
informação
A tecnologia de informação (TI), inicialmente, apresentada sob a forma de setor 
de processamento de dados, abrangia computadores e softwares voltados para 
armazenamento, processamento e análise de informações. Na década de 1980, 
quando se popularizaram os computadores pessoais (PC), particularmente pelo uso 
de softwares de entretenimento e planilhas eletrônicas, como o Lotus 1-2-3, surgiu 
a TI de escritório, composta pelos sistemas de automação de escritório, voltada ao 
gerenciamento de documentos, de agendas e à comunicação.
Ainda naquela década, a automação industrial ganhou forca, levando a TI ao 
chão de fábrica, interligando desde o projeto até à manufatura. Equipamentos fabris 
(robôs, sensores e outros dispositivos) passaram a receber comandos diretamente 
dos softwares. Contou-se com o avanço da mecânica de precisão, equipamentos 
mecânicos passaram a ser programáveis e a executar processos com maior precisão 
(GONÇALVES e RICCIO, 2009).
A partir da década de 1990, uma tecnologia de rede de computadores
tornou-se padrão mundial: o conjunto tecnológico TCP/IP (Transmission Control 
Protocol/Internet Protocol) e WWW (World Wide Web) deu origem à Internet 
como conhecemos atualmente, que passará a ser denominada de Internet ou de 
“a rede”. Com a Internet não apenas foram disponibilizadas carreiras, isto é , a 
infraestrutura para comunicação rápida, mas também o conceito de “estar” na 
rede. Sites e portais de conteúdo jornalístico, de entretenimento e de bate-papo 
aliados a ferramentas de busca (Google, Bing, Yahoo etc.) e a inúmeras outras 
funcionalidades criaram o conceito de “ficar” online.
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UNIDADE A contabilidade e o uso de tecnologias de informação
As empresas iniciaram sua presença na rede, primeiramente, trazendo apenas 
informações em seus sites, depois interagindo com seus clientes e fornecedores, 
com chat de atendimento. Transações bancárias (e-banking) vieram para a rede, 
com segurança e muita comodidade a seus usuários, que não precisam mais se 
deslocar até sua agência de relacionamento.
O conceito de ficar em rede, hoje, tem beneficiado o usuário com uma série de 
atrações que vão desde o entretenimento (músicas, fotos e vídeos), da formação de 
grupos sociais e de comunidades (redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram, 
WhatsApp etc.), até a disponibilização de diversos serviços de utilidade pública, 
inclusive de agendamentos para se evitar filas, pelos governos (e-government). 
Portanto, ficar na rede gera audiência.
Segundo Gonçalves e Riccio (2009), beneficiando-se do padrão Internet, foram 
desenvolvidas facilidades de comunicação intra-empresa (intranets) que facilitam o 
fluxo de comunicação e trabalho (workflows); facilidades de comunicação remota 
(videoconferências etc.). Conceitos como o telecommuting, que é o desempenho 
de um trabalho em qualquer ambiente, em casa, por exemplo, ganham uma 
implementação relativamente a baixo custo e segura.
O artigo intitulado “Impacto da tecnologia de informação na gestão de pequenas empresas” 
tem como objetivo identificar algumas características sobre o uso da tecnologia de 
informação em pequenas empresas. Confira em:
BERALDI, Lairce Castanhera; ESCRIVÃO FILHO, Edmundo. Impacto da tecnologia de 
informação na gestão de pequenas empresas. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 1, 
p. 46-50, 2000. Disponível em: http://goo.gl/ZSE0lz
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Para Gonçalves e Riccio (2009), não é fácil prever quantos conceitos se 
beneficiarão do padrão Internet, nem quantos conceitos novos serão criados a 
partir da Internet, tampouco como o padrão Internet evoluirá.
Hoje, contamos com serviços de streaming de vídeo, como o Netflix, vídeos 
e músicas na Apple Store e na Google Play. Acredita-se que dentro do padrão 
Internet haja a popularização da TV digital e do acesso móvel, em tablets e em 
celulares. Assim, independentemente de onde você estiver, estará conectado à 
Internet. Estar na Internet significará estar em todos os lugares.
Segundo Gonçalves e Riccio (2009), a adoção de TI pode ser compreendida 
medindo-se sua intensidade nas organizações, e classificando-a em quatro fases:
Na primeira fase, há a automatização e reorganização de funções básicas. Esta é 
uma fase superficial de adoção de TI, representada basicamente pela aplicação de 
sistemas de informação em atividades administrativas rotineiras.
Na segunda fase, a TI torna-se força produtiva e veículo para a reorganização 
das estratégias produtivas. Introduzir a TI na produção é um passo importante, 
principalmente em processos produtivos mais elaborados e que exijam maior 
flexibilidade. Destaca-se que a partir da segunda fase considerações estratégicas 
devem mesclar-se as opções de TI.
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Na terceira fase, a TI torna-se a maior interfaceda organização com o mercado, 
monitorando mudanças nas cadeias de fornecedores e de clientes. A Internet e suas 
tecnologias e-commerce, e-procurement têm simplificado tal integração.
Na quarta fase, as mudanças organizacionais viabilizadas com o uso da TI são 
radicais. A TI torna-se inspiração para novas estratégias (novos negócios, novos 
produtos etc.). Empresas passam a ser organizadas em redes de competências. Cada 
um dos nós dessa rede, pessoas ou times de trabalho, possui grande conhecimento, 
especialização e autonomia. 
Tecnologia de informação e o processo de 
tomada de decisão
Nas grandes corporações, o processo de tomada de decisão é influenciado 
pela atuação direta da controladoria através de informações de planejamento e de 
controle, que exigem sistemas de informações que suportem estas decisões (PEREZ 
JUNIOR et al., 1997).
Nessa perspectiva, a missão da contabilidade gerencial, ou da controladoria, é, 
portanto, a de otimizar os resultados econômicos da empresa através da definição 
de um modelo de informação baseado no modelo de gestão.
O processo no alcance do objetivo da contabilidade, que é a de fornecer uma 
série de informações úteis para diversos usuários (internos e externos), consiste 
em entrada de dados, processamento dos dados, saídas de informações (relatórios 
contábeis), análise das demonstrações financeiras (contábeis), que são distribuídas 
conforme a necessidade do usuário da informação.
Tabela 1: Funções das informações contábeis
Função Característica
Controle Operacional Fornecer informações (feedback) sobre a eficiência e a qualidade das tarefas executadas.
Controle dos Gastos Mensurar os custos dos recursos para se produzir, vender e entregar um produto ou serviço aos clientes.
Controle Administrativo Fornecer informações sobre o desempenho de gerentes e de unidades operacionais.
Controle Estratégico
Fornecer informações sobre o desempenho financeiro 
e competitivo de longo prazo, condições de mercado, 
preferências dos clientes e inovações tecnológicas.
Fonte: Adaptado de Atkinson et al., (2000, p. 45).
Os gestores, em todos os níveis, necessitam de informações produzidas pela 
contabilidade para auxiliá-las no processo de tomada de decisão, para então 
comunicar, adequadamente, a terceiros e partes interessadas, o estado patrimonial 
e suas mutações, em decorrência da gestão dos negócios.
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UNIDADE A contabilidade e o uso de tecnologias de informação
Dessa forma, o sistema de informações contábeis subsidia a administração, 
fornecendo informações estruturadas para que ela proceda ao planejamento 
em curto, médio e longo prazos, bem como no desenvolvimento e controle das 
atividades previstas.
Para que isso ocorra da melhor maneira é necessário o planejamento de uma 
política contábil é estruturado todo um sistema de informações, que sejam úteis 
para a administração, que vai desde os processos e procedimentos de classificação 
e escrituração até a obtenção e interpretação de dados para diferentes usos internos 
e externos.
Segundo a Resolução CFC nº 1.179/2009, que aprovou a NBC TG 23: 
“Políticas contábeis são os princípios, as bases, as convenções, as regras e as 
práticas específicas aplicados pela entidade na elaboração e na apresentação de 
demonstrações contábeis”.
Tabela 2: Características da informação útil dos relatórios contábil-gerenciais
 Características Definições
PRECISA
A informação precisa não tem erros. Em alguns casos, a 
informação imprecisa é gerada pela entrada de dados 
incorretos no processo de transformação. Isto é comumente 
chamado de entra lixo, sai lixo (ELSL).
COMPLETA
A informação completa contém todos os fatos importantes. 
Por exemplo, um relatório de investimento que não inclui 
todos os custos importantes não está completo.
ECONÔMICA
A informação também deve ser de produção relativamente 
econômica. Os tomadores de decisões devem sempre fazer um 
balanço do valor da informação com o custo de sua produção.
FLEXÍVEL
A informação flexível pode ser usada para diversas 
finalidades. Por exemplo, a informação de quanto se tem de 
estoque disponível de uma determinada peça pode ser usada 
por representantes de vendas no fechamento de uma venda, 
por um gerente de produção para determinar se mais estoque 
é necessário, e por um diretor financeiro para determinar o 
valor total que a empresa tem investido em estoques.
CONFIÁVEL
A informação confiável pode ser dependente. Em muitos 
casos, a confiabilidade da informação depende da 
confiabilidade do método de coleta dos dados. Quer dizer, a 
confiabilidade depende da fonte da informação. 
RELEVANTE
A informação relevante é importante para o tomador de 
decisões. A informação de que os preços da madeira de 
construção devem cair, pode não ser relevante para o 
fabricante de chips de computador.
SIMPLES
A informação deverá ser simples, não deve ser 
exageradamente complexa. A informação sofisticada e 
detalhada pode não ser necessária. Na verdade, informações 
em excesso pode causar sobrecarga de informações, quando 
um tomador de decisões tem informações demais e não 
consegue determinar o que realmente é importante.
EM TEMPO
A informação em tempo certo é enviada quando necessária. 
Saber as condições do tempo da semana passada não ajudará 
a decidir qual agasalho deve vestir hoje.
VERIFICÁVEL
Finalmente, a informação deve ser verificável. Isto significa 
que se pode checá-la para saber se está correta, talvez 
checando várias fontes da mesma informação.
Fonte: Adaptado de Stair e Reynolds (2006).
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Sistemas de informação de apoio 
operacional e gerencial
Para o gestor, conhecer e saber utilizar sistemas de informação é essencial, pois 
a maioria das empresas precisa deles, em função da quantidade de informações 
internas e externas, para sobreviver à concorrência e gerar lucratividade.
Segundo Gonçalves e Riccio (2009), O sistema de informações de apoio 
operacional e gerencial é um sistema que integra usuários e TI com o fim de 
fornecer informações e dar suporte às operações e funções de administração, à 
tomada de decisão e ao controle, em quaisquer dos níveis da gestão empresarial: 
operacional e/ou gerencial e/ou estratégico.
Dessa forma, os sistemas de informação podem auxiliar as entidades a estender 
seu alcance global, oferecer novos produtos e serviços, reorganizar fluxos de tarefas 
e trabalho e, talvez, transformar radicalmente o modo como conduzem os negócios 
(LAUDON e LAUDON, 2005).
A principal característica de um sistema de informações contábil integrado é a 
“navegabilidade” dos dados. A partir do momento em que um dado é coletado, este 
deverá ser utilizado em todos os segmentos do sistema de informações contábil. 
Dessa forma, o dado navega por todos os segmentos do sistema de informação 
contábil. Portanto, não haverá necessidade de reclassificação para outros sistemas, 
assim, como de reintrodução do dado em algum sistema particular de outro setor 
ou departamento da empresa. A informação integrada será sempre fornecida pelo 
mesmo e único sistema contábil de informação (PADOVEZE,1997).
No momento em que os dados são inseridos (inputs) e integrados ao sistema 
de informações gerenciais, estes são processados e transformados de forma que 
possam diversificar os relatórios apresentados (outputs) para atender às necessidades 
dos usuários. Não havendo, dessa forma, a necessidade de reintroduzir os dados 
no sistema para processar outros relatórios, pois os dados ficam em um banco de 
dados intercambiável.
O fi lme “Amor por contrato” dirigido por Derrick Borte, mostra uma família aparentemente 
perfeita, que se muda para um novo bairro e imediatamente passa a ser o centro das 
atenções, sempre pelos melhores motivos. Mas, por trás desta perfeição, esconde-se um 
segredo. A família perfeita na verdade é uma farsa, parte de uma campanha de marketing 
que pretende vender diversos produtos luxuosos a famílias de todo o mundo.
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UNIDADE A contabilidade e o uso de tecnologias de informaçãoSistemas e visão sistêmica
Os sistemas organizados devem vir ao encontro da missão, visão e valores 
organizacionais. A organização que antecede à informatização deve ser uma 
preocupação de todos os gestores, independentemente da entidade e nível 
hierárquico em que atua.
Dessa forma, a contabilidade gerencial ou a controladoria deve assessorar a 
gestão da empresa, fornecendo mensuração das alternativas econômicas e, através 
da visão sistêmica, integrar informações e reportá-las para facilitar o processo 
decisório. Assim, ela desempenha então um papel fundamental no fornecimento 
de informações gerenciais integradas para apoio aos gestores no processo de 
informações baseada em modelo de gestão que facilita o processo de tomada de 
decisões, com visão sistêmica para a obtenção de resultados.
Portanto, as metas do sistema gerencial e de controle são:
a) Auxiliar a empresa a planejar para o futuro;
b) Monitorar os eventos do ambiente externo e seus efeitos no projeto e 
funcionamento do Sistema de contabilidade gerencial e de controle;
c) Medir e registrar os resultados das atividades que ocorrem dentro da empresa 
para assegurar que os tomadores de decisões estejam bem informados; 
d) Avaliar o desempenho dos funcionários e grupos da empresa (ATKINSON 
et al. 2000, p. 763).
Assim, como os colaboradores estão envolvidos com cada uma dessas metas, o 
estudo dos métodos e sistemas da contabilidade gerencial deve estar conectado ao 
estudo do comportamento humano com envolvimento e participação da equipe, na 
implantação e desenvolvimento do planejamento e, principalmente, nos objetivos 
do sistema de informação gerencial da entidade, de forma a estimular, ouvir e 
considerar as opiniões Isso como uma forma de incentivar a equipe ao envolvimento 
e concentração de esforços para atingirem seus objetivos, proporcionando, assim, 
melhor desempenho das atividades e melhorias do resultado geral da organização.
Conforme Cruz (1998), é necessário usar tecnologia da informação como 
instrumento de suporte ao desenvolvimento do sistema de organização (processos), 
ou seja, a tecnologia usada deve estar alinhada com o plano estratégico e diretamente 
ligada ao dia a dia da organização, como forma de garantir que cada atividade do 
sistema seja executada da melhor forma possível. Para poder ajudar na tarefa da 
escolha da melhor tecnologia da informação, ou seja, aquela que melhor se ajusta 
às necessidades da empresa, é preciso aprender uma metodologia que possibilite 
planejar e executar um plano e agir com correções, como, por exemplo:
 · Organizar as necessidades para que cada uma delas possa ser considerada 
dentro de um contexto de importância e prioridade;
 · Planejar cada uma das soluções com base na análise das necessidades;
 · Executar os planos sem atropelos;
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 · Revisar periodicamente a execução do plano para que as correções de rumo 
sejam tomadas imediatamente às necessidades;
 · Agir sobre toda e qualquer ocorrência. Jamais esperar que as soluções 
aconteçam por geração espontânea; 
 · Realizar o plano original, atualizando-o com as correções que se fizerem 
necessárias.
Dessa forma, o processamento da informação contábil e financeira passa por 
um sistema de informação, que, segundo Stair e Reynolds (2006), é um conjunto de 
elementos ou componentes inter-relacionados que coletam (entrada), manipulam 
(processamento) e disseminam (saídas) os dados e a informação e fornecem um 
mecanismo de feedback para atender a um objetivo.
Esse objetivo, ou função da informação, é o controle. A necessidade de controle 
é fundamental no gerenciamento de qualquer negócio. Ele pode se dar em todos 
os níveis da entidade, estratégico, tático e operacional.
ENTRADAS SAÍDAS ANÁLISE DISTRIBUIÇÃOPROCESSAMENTO
Documentos
Contábeis
Balanço
Demonst. L & P.
Outros
Demonstrativo
Analítico do
Resultado
Demonstrativo
de Estoque
Outros
Acompanhamento
do Orçamento
Orçamento
Econômico
Planos de
Investimentos
Orçamento
Financeiro
Projeção do 
Balanço
Contr. Materiais
e Serv. Terc.
Controle de
Produção
Controle de
Vendas
Previsões
Fiscais
Previsões de
Valores
CONTABILIDADE
GERAL
CONTABILIDADE
ANALÍTICA
COORDENAÇÃO
E ANÁLISE DE
INFORMAÇÕES
SISTEMA
ORÇAMENTÁRIO
Diretoria
Governo
Acionistas
Órgãos
Subalternos
Estudos
Especiais
Figura 1: Integração da contabilidade gerencial para fi ns decisoriais
Fonte: PARANHOS (1992, p.11).
Já para Laudon e Laudon (2005), um sistema de informação pode ser definido 
com um conjunto de componentes inter-relacionados trabalhando juntos para: 
coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informações com a finalidade 
de facilitar o planejamento, o controle, a coordenação, a análise e o processo 
decisório em qualquer entidade.
Complementamos os conceitos acima com o conceito de sistema de informação 
de O’Brien (2004) “[...] é um conjunto organizado de pessoas, hardware, software, 
redes de comunicações e recursos de dados que coleta, transforma e dissemina 
informações em uma organização”.
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UNIDADE A contabilidade e o uso de tecnologias de informação
Portanto, para se implantar um sistema de informações na entidade, faz-se 
necessário utilizar recursos tecnológico, bem como os planejamentos, processos e 
procedimentos que deverão ser executados pelo sistema, com acompanhamento 
constante dos resultados, envolvimento e treinamento dos colaboradores e aplicar 
ações corretivas quando necessário.
Sistemas de
Informação
Sistemas de
Apoio às
Operações
Apoio às
Operações
Sistemas de 
Processamento
de Transações
Sistemas de 
Informação
Gerencial
Sistemas de
Informação
Executiva
Sistemas
Colaborativos
Sistemas
de
Controle
de
Processos
Sistemas
de
Apoio à
Decisão
Sistemas de
Apoio
Gerencial
Apoio à
Tomada de
Decisão
Gerencial
Figura 2: Tipos de sistemas de informação
Fonte: Adaptado de O’Brien (2004).
São Sistemas de Apoio às Operações:
1. Sistemas de Processamento de Transações (TPS): Concentram-
se no processamento de dados produzidos por transações e operações 
empresariais. Os sistemas de processamento de transações registram e 
processam dados resultantes de transações empresariais (vendas, compras, 
alterações de estoque);
2. Sistemas de Controle de Processo (PCS): Os sistemas de controle de 
processo são sistemas que utilizam computadores para o controle de processos 
físicos contínuos. Esses computadores destinam-se a tomar automaticamente 
decisões que ajustam o processo de produção físico; 
3. Sistemas Colaborativos: Os sistemas colaborativos são sistemas de 
informação que utilizam uma diversidade de tecnologias de informação a 
fim de ajudar as pessoas a trabalharem em conjunto.
Já os Sistemas de Apoio Gerencial são:
1. Sistemas de Apoio Gerencial (MSS): Os sistemas de apoio gerencial 
se concentram em fornecer informação e apoio para a tomada de decisão 
eficaz pelos gerentes. Eles apoiam as necessidades de tomada de decisão 
da administração estratégica (principal), administração tática (média) 
e administração de operação (supervisora). Podem ser: Sistemas de 
Informação Gerencial (MIS), Sistemas de Apoio à Decisão (DSS) e Sistemas 
de Informação Executiva (EIS);
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2. Sistemas de Apoio à Decisão: Os sistemas de apoio à decisão fornecem 
informações aos usuários finais gerenciais em uma seção interativa em uma 
base ad hoc (quando necessário). Os gerentes criam as informações que 
necessitam para tipos mais desestruturados de decisões em um sistema 
interativo de informação computadorizado que utiliza modelos de decisão 
e bancos de dados especializados para auxiliar os processos de tomada de 
decisão dos usuários finais gerenciais; e
3. Sistemas de Informação Executiva (EIS): Os sistemas de informação 
executiva fornecem acesso imediato e fácil à alta e média administração a 
informações seletivas sobre fatores que são críticos para a que os objetivos 
estratégicos de uma firma sejam alcançados.
O eSocial é o instrumento de unifi cação da prestação das informações referentes àescrituração das obrigações fi scais, previdenciárias e trabalhistas e tem por fi nalidade 
padronizar sua transmissão, validação, armazenamento e distribuição, constituindo um 
ambiente nacional, que, em um futuro próximo, eliminará a necessidade de envio de 
diversas obrigações acessórias como GFIP, RAIS, CAGED e DIRF.
http://www.esocial.gov.br/
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O sistema de uma organização, em sua estrutura organizacional, pode ser 
subdividido em seis funções organizacionais, também denominados subsistemas:
1. Produção ou serviços: projetar produtos (CAD), fabricar itens (CAM), 
e integrar várias partes de equipamentos ou máquinas (CIM), custos de 
produção ou serviços, sistemas de qualidade e produtividade;
2. Comercial ou marketing: público alvo, pedidos, faturamento, exportação;
3. Materiais ou logística: fornecedores, compras ou suprimentos, estoque, 
importação;
4. Financeiro: contas a pagar, contas a receber, movimentos bancários, fluxo 
de caixa;
5. Recursos humanos: recrutamento e seleção, administração de pessoal, 
folha de pagamento, cargos e salários; e
6. Jurídico-legal: contabilidade, tributos e recolhimentos, livros fiscais e 
demais obrigações assessórias.
Os funcionamentos dessas atividades organizacionais fazem parte de uma 
abordagem sistêmica integrativa. Essa abordagem sistêmica e integrada diz 
respeito ao funcionamento em conjunto com as funções organizacionais presentes 
em todas as partes.
Partindo-se do pressuposto de que a organização é o maior dos sistemas, 
suas funções organizacionais devem ser dependentes e integradas entre si. Essas 
relações entre as funções organizacionais ficam evidentes à medida que se observa 
que todas geram informações umas para as outras e quando uma destas funções 
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UNIDADE A contabilidade e o uso de tecnologias de informação
parar, para-se, portanto, o sistema organização. Assim, as funções organizacionais 
formam a base para o desenvolvimento dos sistemas de informação dentro da 
organização, expressando os dados de forma detalhada, conforme a necessidade 
do usuário.
Muitas empresas ainda acreditam que o simples ato de informatizar a entidade, 
espalhando computadores e impressoras pelas unidades departamentais, ligando-os em 
rede e instalando sistemas aplicativos, possa organizar as mesmas. Sem o mapeamento 
e a modelagem dos processos isso nunca ocorrerá. A tecnologia da informação e 
seus recursos nem sempre resolvem os problemas nas organizações e muito menos 
as organizam. Sem planejamento, sem gestão e sem ação efetiva, a tecnologia da 
informarão não trará contribuições para a organização.
Para que ele gere contribuições, é necessário elaborar a organização interna e 
externa da organização, primeiramente as funções organizacionais básicas, ou seja, 
revendo processos e procedimentos que podem ser eliminados ou substituídos após a 
implantação do sistema de informação para se evitar desperdícios, principalmente com 
retrabalho. Depois de concluída essa etapa é que devemos informatizar a organização.
Portanto, a ação, sem organização antecipada por parte da TI, não atingirá 
seu principal objetivo que é auxiliar a organização em todos os seus processos e 
níveis de ação. O software, o computador e seus periféricos são apenas meios de 
organizar/gerenciar e não um fim em si mesmo.
Conceitos relacionados à informação e seu uso
Segundo Stair (2006), para ser um administrador eficiente em qualquer área de 
negócios, é preciso entender que a informação é um dos recursos mais importantes 
e valiosos de uma organização, porém, muitas vezes, este termo é confundido com 
o termo dados.
Neste momento, você está se perguntando: qual é a diferença entre dados 
e informação? Eles fazem parte de um sistema? Esses elementos compõem o 
conhecimento organizacional? Nessa seção, veremos as diferenças entre cada um 
desses elementos.
Dados são os fatos em sua forma primária, que quando estão organizados ou 
arranjados de uma forma significativa, se torna uma informação, a qual pode ser 
definida como um conjunto de fatos organizados de tal forma que adquirem valor 
adicional além do valor do fato em si, ou seja, a informação é criada definindo-se e 
organizando as relações entre os dados, sendo que a definição de diferentes relações 
resulta em diferentes informações (STAIR, 2006).
Já segundo Davenport e Prusak (2003), a diferença entre dado e informação é 
que os dados são os componentes básicos a partir dos quais a informação é criada 
e as informações são dados inseridos em um contexto, ou seja, uma situação que 
está sendo analisada.
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Em muitas entidades os sistemas de informação servem apenas para registro 
das transações, como controle de estoque, contabilidade, controle de produção, 
atuando de maneira isolada, ou seja, integração.
O grande problema de uma entidade que conta apenas com estes sistemas 
tradicionais é que ela tem muitos DADOS, mas com pouca INFORMAÇÃO, 
gerando, de acordo com Davenport e Prusak (2003), alto volume de dados e 
necessidade de respostas rápidas, análises complexas e questões impossíveis 
de se prever, e ainda, em um ambiente de negócio em que ocorre mudança 
constantemente.
Para Barbieri (2001), existem dados que são operacionais e existem dados que 
são informacionais, cada qual com seu objetivo específico. Os dados operacionais 
estão relacionados basicamente aos sistemas tradicionais de informações, 
implementados sobre bases de dados operacionais. Já os dados informacionais estão 
relacionados basicamente aos sistemas de informações executivas, implementados 
sobre Data Warehouse (DW) ou Data Marts (DM).
Ainda conforme Barbieiri (2001), no início, a informática fez os dados, depois os 
transformou em informação, mas o seu objetivo atual é transformar a informação 
em conhecimento. 
Portanto, percebe-se que é a partir da informação que vem o conhecimento, o 
qual permite tomar decisões adequadas, trazendo assim a tão necessária vantagem 
competitiva (DAVENPORT e PRUSAK, 2003).
Segundo Forrester (1973), “Um sistema é um grupo de componentes
inter-relacionados que trabalham juntos rumo a uma meta comum recebendo 
insumos e produzindo resultados em um processo organizado de transformação”. 
Segundo O´Brien (2004), um sistema, ou sistema dinâmico, possui três 
componentes ou funções básicas de interação:
1. Entrada (inputs): envolve a captação e reunião de elementos que entram 
no sistema para serem processados;
2. Processamento (process): envolve processos de transformação que 
convertem insumo (entrada) em produto;
3. Saída (outputs): envolve a transferência de elementos produzidos por um 
processo de transformação até seu destino final.
Por exemplo, para que seja realizado um lançamento contábil no sistema, é 
preciso que haja antes da digitação (entrada) a correta classificação das contas 
contábeis a débito e a crédito, a devida conciliação para fechamento do período de 
competência (processamento) para que gere uma demonstração financeira (saída) 
com os saldos corretos.
17
UNIDADE A contabilidade e o uso de tecnologias de informação
Para que a informação seja adequada, dois conceitos adicionais envolvendo um 
sistema (entrada, processamento e saída) são necessários: o feedback e o controle. 
Um sistema dotado de componentes de feedback e controle às vezes é chamado 
de um sistema cibernético, ou seja, um sistema automonitorado ou autorregulado.
Segundo O´Brien (2004), feedbacks, são dados sobre o desempenho de um 
sistema. Já controle, envolve monitoração e avaliação do feedback para determinar 
se um sistema está se dirigindo para a realização de sua meta; em seguida, a função 
de controle faz os ajustes necessários aos componentes de entrada e processamento 
de um sistema para garantir que seja alcançada a produção adequada. 
Setzer (1999) caracteriza de uma maneira simples e objetiva a diferença entre: 
dado, informação, conhecimento e competência.
Dado: como uma sequência de símbolos quantificados ou quantificáveis;
Informação: é uma abstração informal(isto é, não pode ser formalizada através de 
uma teoria lógica ou matemática), que representa algo significativo para alguém 
através de textos, imagens, sons ou animação;
Conhecimento: é uma abstração interior, pessoal, de alguma coisa que foi 
experimentada por alguém; e
Competência: é uma capacidade de executar uma tarefa no “mundo real”.
O campo de sistemas de informação engloba muitas tecnologias complexas, 
conceitos comportamentais abstratos e aplicações especializadas tanto em 
áreas organizacionais, quanto em áreas não organizacionais. Como gerente/
administrador ou usuário final da entidade não é necessário assimilar todo esse 
conhecimento, mas concentrar seus esforços em cinco áreas do conhecimento, 
que conforme O´Brien (2004) são:
1. Conceitos Básicos: Conceitos comportamentais, técnicos e administrativos 
fundamentais sobre os componentes e papéis dos sistemas de informação, 
derivados da teoria geral dos sistemas ou conceitos da estratégia competitiva 
utilizados para desenvolver sistemas de informação em busca de vantagem 
competitiva;
2. Tecnologias da Informação: Os principais conceitos, avanços e questões 
gerenciais na informática (hardware, software, redes, gerenciamento de 
banco de dados e outras tecnologias de processamento de informação);
3. Aplicações Organizacionais: As principais utilizações dos sistemas de 
informação para as operações, administração e vantagem competitiva de um 
empreendimento (SPT, SIG, SSD, SIE, SE), incluindo comércio eletrônico e 
colaboração, utilizando a Internet, intranet e extranet;
4. Processos de Desenvolvimento: Como os usuários finais ou especialistas 
em informação desenvolvem soluções de sistemas de informação para 
problemas nas organizações utilizando metodologias específicas; e
5. Desafios Gerenciais: Os desafios de administrar efetiva e eticamente os 
recursos e estratégias de negócios envolvidas na utilização da tecnologia da 
informação ao nível do usuário e do empreendimento e ao nível global de 
um negócio.
18
19
Dessa maneira, algumas questões devem ser observadas por qualquer gestor:
 · Qual é o uso correto dos recursos de informação de uma organização? 
 · O que é necessário para ser um usuário final responsável? 
 · Como você pode se proteger do crime com o uso do computador e outros riscos?
O sigilo de algumas informações é fundamental para a sobrevivência de uma 
empresa em relação aos seus concorrentes. Dessa forma, as dimensões éticas 
visam garantir que a TI e os sistemas de informação não sejam utilizados de um 
modo impróprio ou irresponsável.
O maior desafio para uma sociedade, moderna, usuária de informação 
globalizada é gerenciar seus recursos de informação a fim de beneficiar todos os 
membros da sociedade, enquanto ao mesmo tempo cumpre as metas estratégicas 
de corporações e de países. 
Encerramos aqui mais uma unidade. 
Para finalizar, deixamos uma citação de Walter Benjamin (filósofo alemão) que 
disse: “A informação só tem valor no momento em que é nova”.
19
UNIDADE A contabilidade e o uso de tecnologias de informação
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
O papel da contabilidade no provimento de informações para a avaliação do desempenho empresarial
GASPARETTO, Valdirene. O papel da contabilidade no provimento de informações 
para a avaliação do desempenho empresarial. Revista Contemporânea de 
Contabilidade, v. 1, n. 2, p. 109-122, 2004.
https://goo.gl/lVHnCj
Teoria das restrições e contabilidade gerencial: interligando contabilidade a produção
MARQUES, José Augusto Veiga da Costa; CIA, Joanília Neide de Sales. Teoria das 
restrições e contabilidade gerencial: interligando contabilidade a produção. Revista de 
Administração de Empresas, v. 38, n. 3, p. 34-46, 1998. 
http://goo.gl/fDD536
Negociação, administração e sistemas: três níveis a serem inter-relacionados
MARTINELLI, Dante Pinheiro. Negociação, administração e sistemas: três níveis a 
serem inter-relacionados. Revista de Administração da Universidade de São Paulo, 
v. 41, n. 4, 2006.
http://goo.gl/Ne3R4m
O papel da contabilidade gerencial no processo empresarial de criação de valor
PADOVEZE, Clóvis Luiz. O papel da contabilidade gerencial no processo empresarial 
de criação de valor. Caderno de Estudos, n. 21, p. 01-16, 1999.
http://goo.gl/emPbpn
20
21
Referências
ATKINSON, Anthony A.; BANKER, Rajiv D.; KAPLAN, Robert S.; YOUNG, 
Mark. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 2000.
BARBIERI, Carlos. BI – Business Intelligence – Modelagem e Tecnologia. Rio de 
Janeiro: Axcel Books, 2001.
BEUREN, Ilse M. Gerenciamento da informação: um recurso estratégico no 
processo de gestão empresarial. São Paulo: Atlas, 1998.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução nº 1.179 de 24 de 
julho de 2009. Aprova a NBC TG 23 (NBC T 19.11) - Políticas Contábeis, 
Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. Diário Oficial [da] República Federativa 
do Brasil, 04 ago. 2009.
CRUZ, Tadeu. Sistemas, métodos & processos: administrando organizações por 
meio de processos de negócios. São Paulo: Atlas, 2005.
DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento Empresarial: 
como as organizações gerenciam seu capital. 12. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 
2003.
FORRESTER, Jay W. Principles of systems. 2. ed. Cambridge, MA: Wright-Allen 
Press, 1973.
GONÇALVES, Rosana C. M. G.; RICCIO, Edson L. Sistemas de informação: 
ênfase em controladoria e contabilidade. São Paulo: Atlas, 2009. 
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane P. Sistemas de informação gerenciais: 
administrando a empresa digital. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
O’BRIEN, James A. Sistemas de informação e as decisões gerenciais na era 
da internet. Saraiva, 2004.
PADOVEZE, Clóvis L. Contabilidade gerencial: Um enfoque em sistema de 
informação contábil. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
PARANHOS, José L. B. Contabilidade Decisorial: análise gerencial de custos e 
resultados. São Paulo: STS, 1992.
PEREZ JUNIOR, José H.; PESTANA, Armando O.; FRANCO, Sérgio P. C. 
Controladoria de gestão: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 1997.
STAIR, Ralph M.; REYNOLDS, George W. Princípios de sistemas de informação: 
uma abordagem gerencial. 6. ed. Rio de Janeiro: Cengage Learning, 2006.
SETZER, Valdemar W. Dado, informação, conhecimento e competência. 
DataGramaZero Revista de Ciência da Informação, n. 0, 1999.
21
Sistema de 
Informação Gerencial
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Ms. Marcelo Bernadino Araújo
Revisão Textual:
Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos
Processos em Contabilidade e Controladoria
• Introdução
• Processos financeiros
• Processos contábeis
• Contabilidade gerencial: modelos
e ferramentas
• Contabilidade gerencial e controladoria
 · Esta unidade tem como objetivo apresentar a importância sobre 
processos e sua utilização nos sistemas de informação contábil como 
componente de auxílio na tomada de decisão.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Olá, aluno (a)!
Nesta unidade, vamos aprender um pouco mais sobre um importante tema: 
Processos em Contabilidade e Controladoria.
Então, procure ler, com atenção, o conteúdo disponibilizado e o material 
complementar. Não esqueça! A leitura é um momento oportuno para 
registrar suas dúvidas, por isso não deixe de registrá-las e transmiti-las ao 
professor-tutor. 
Além disso, para que a sua aprendizagem ocorra num ambiente mais 
interativo possível, na pasta de atividades, você também encontrará avaliação, 
atividade reflexiva e videoaula. 
Cada material disponibilizado é mais um elemento para seu aprendizado. 
Por favor, estude todos com atenção!
É importante também respeitar os prazos estabelecidos no cronograma.
Bons estudos!
ORIENTAÇÕES
Processos em Contabilidade
e Controladoria
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
Contextualização
Em 2005, o Conselho Federal de Contabilidade criou um Comitê Gestor da 
Convergência para padrões internacionais de Contabilidade. A partir de então, foi 
criadotambém o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
Criado pela Resolução CFC nº 1.055/2005, o CPC tem como objetivo 
“o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos 
de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a 
emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização 
e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a 
convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais”.
A partir daí, esse processo teve a finalidade de preparar o marco regulatório para 
a adoção dos International Financial Reporting Standards (IFRS), pelas empresas 
brasileiras, alterando principalmente o capítulo sobre demonstrações contábeis da 
Lei n° 6.404 de 1976, alterada principalmente pela Lei nº 11.638/2007.
O marco inicial da adoção foi o ano-calendário 2010. Considerando que muitas 
empresas não atentaram para essa adoção integral das normas internacionais de 
contabilidade, as demonstrações contábeis relativas ao exercício de 2010 foram as 
primeiras elaboradas integralmente com base nas diretrizes do CPC. Antecipando 
a preocupação concernente a essa alteração de critérios contábeis, bem como 
aos impactos das mudanças na análise dos usuários, o IASB editou o IFRS 1 que, 
no Brasil, foi convergido pelo Pronunciamento Técnico CPC 37 – Adoção Inicial 
das Normas Internacionais de Contabilidade.
Mas ainda existem pontos a serem esclarecidos: “3 preocupações que todo mundo tem 
sobre IFRS – e como resolvê-las”. Esse é o título de um artigo publicado pelo Blog SAGE em 
29/04/2016. Disponível em: http://goo.gl/46Wcxu
Ex
pl
or
A Sage é líder no mercado de contabilidade integrada, folha de pagamento e 
sistemas de pagamento, apoiando a ambição de empreendedores pelo mundo. 
A Sage iniciou como um pequeno negócio no Reino Unido há 30 anos, e, agora, 
com mais de 13 mil colaboradores, apoia milhões de empresários em 23 países, 
enquanto eles alimentam a economia global.
6
7
Introdução
Nesta unidade, veremos como os processos são utilizados nas áreas de 
Contabilidade e Controladoria nas empresas. 
Mas você sabe o que é um processo? E os procedimentos? Eles dizem respeito 
à mesma coisa?
Processo é uma agregação de atividades e comportamentos executados
por humanos, ou máquinas, para alcançar um, ou mais resultados (ABPMP 
BRAZIL, 2013). 
Dessa forma, os processos são compostos por atividades inter-relacionadas que 
solucionam uma questão específica. Essas atividades são governadas por regras 
de negócio e vistas no contexto de seu relacionamento com outras atividades para 
fornecer uma visão de sequência e fluxo.
Segundo Bio (2008), o que interliga logicamente as inúmeras atividades 
envolvidas no ciclo completo de coleta de dados, processamento e informações de 
saída são justamente os procedimentos.
De forma simplificada, podemos dizer que procedimento é o conjunto de 
instruções que se estabelece para realizar alguma atividade. Existem procedimentos 
para montar um equipamento, uma máquina, preparar uma ação judicial etc.
Da mesma maneira, nas empresas, existem procedimentos que estabelecem a 
forma de realizar as diferentes atividades que são executadas pelos empregados.
Os procedimentos permitem a uniformidade da execução de trabalho, ou seja, 
serve de guia para treinar a quem ocupa pela primeira vez um cargo, e de consulta 
para quem já o está desempenhando.
Para compreender melhor a importância dos procedimentos, pense em algo da 
vida cotidiana, como por exemplo, quando compramos um aparelho de som que 
vem em uma caixa, desmontado, sem um manual ou procedimento que oriente a 
sua montagem. Nessas circunstâncias, será difícil realizarmos essa tarefa. Talvez, 
se possuirmos algum conhecimento de eletrônica, teremos sucesso de montá-lo, 
porém, com o risco de que podemos cometer algum erro e o aparelho de som não 
funcionar, inclusive podendo causar algum dano. Agora, se o aparelho de som que 
compramos, vier com um manual de instrução ou procedimento para montá-lo,
o resultado seria outro e podíamos desfrutar a música mais rapidamente e com 
mais segurança, somente seguindo o manual de instruções.
Você deve ter percebido que um processo é composto de vários procedimentos. 
Toda empresa deve conhecer todos os seus processos, ou seja, suas atividades, que 
podem ser criados (modelados) ou documentados (mapeados).
7
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
O mapeamento de processos da organização é o conhecimento e a análise dos 
processos e seu relacionamento com os dados, estruturados em uma visão top down 
(do topo da organização para a sua base), até um nível que permita sua perfeita 
compreensão e obtenção satisfatória dos produtos e serviços, objetivos e resultados 
dos processos (MARANHÃO e MACIEIRA, 2004). Mapeamento de processos 
implica maior precisão do que uma diagramação e tenderá a agregar maior detalhe 
acerca não somente do processo, mas também de alguns dos relacionamentos 
mais importantes com outros elementos, tais como atores, eventos e resultados. 
Mapas de processo tipicamente fornecem uma visão abrangente dos principais 
componentes do processo, mas variam de níveis mais altos para mais baixos de 
detalhamento (ABPMP, 2013).
Já a modelagem de processos de negócio é o conjunto de atividades envolvidas 
na criação de representações de processos de negócios existentes ou propostos. 
Pode prover uma perspectiva ponta a ponta ou uma porção dos processos 
primários, de suporte ou de gerenciamento (ABPMP, 2013). Um modelo de 
processo é a representação visual do fluxo sequencial e controle lógico de um 
conjunto de atividades ou ações relacionadas. A modelagem de processos é usada 
para obter uma representação gráfica de um processo atual ou futuro dentro de 
uma organização (IIBA, 2009).
A principal distinção entre mapeamento e modelagem é que, enquanto o 
mapeamento refere-se a processos já existentes e não documentados, a modelagem 
serve ainda para o projeto de processos.
Processos financeiros
Segundo Gonçalves e Riccio (2009), os processos financeiros são 
predominantemente estratégicos, que envolvem decisões de investimento e 
posicionamento no mercado, tais como fusões, aquisições, cisões, terceirizações, e 
diferentes tipos de alianças cooperativas, sendo pouco estruturados e extremamente 
relevantes para a continuidade do negócio.
Os autores consideram 5 macroprocessos financeiros:
1. Decidir sobre estrutura de capital, desenvolvendo fontes de recursos;
2. Decidir sobre investimentos;
3. Administrar riscos;
4. Gerir contratos com terceiros, com instituições financeiras; e
5. Gerir relações com investidores.
8
9
O primeiro ponto que deve ficar claro é que os processos financeiros não 
são necessariamente áreas ou setores de uma empresa. Eles são divididos em 
processos operacionais: contas a pagar e contas a receber, administração do fluxo 
de caixa, captação de recursos financeiros, aplicação de recursos financeiros, 
faturamento, gestão de crédito e cobrança e, comunicação financeira. 
Contas a Pagar e Contas a Receber
As contas a pagar correspondem às obrigações (passivos) da empresa com 
terceiros, por exemplo, através de compra de mercadoria ou prestação de serviços 
a prazo. Por meio do controle financeiro do Contas a Pagar é possível visualizar 
quais foram os compromissos assumidos pela organização, possibilitando um 
controle das datas para serem efetuados esses pagamentos. Esse controle deve ser 
feito de maneira rotineira, conferindo os passivos a vencer, analisando a situação 
de cada fornecedor com parcelas em aberto.
Entrada do
documento
Conciliação do
�uxo de caixa
Arquivar em contas
pagas do mês
Efetuar a baixa do
documento no caixa
Realizar o
pagamento
Conferência e
lançamento
Arquivar até o mês
de pagamento
Figura 1: Fluxo do Contas a Pagar 
Já as contas a receber são denominadas como créditos (direitos) representados 
na maioria das vezes por notas promissórias (promessas de pagamento) e estãorelacionadas com as receitas (vendas e serviços) da empresa. Uma correta 
administração do Contas a Receber é fundamental para que não gere inadimplência 
para empresa, resultando em problemas em seu fluxo de caixa, muitas vezes, 
fazendo com que a empresa venha buscar recursos onerosos. Portanto, faz-se 
necessário um sistema de controle que possa minimizar esse risco. Esse controle 
deve ser feito de forma rotineira, conferindo as duplicatas em atraso, analisando a 
situação de cada cliente com parcelas em aberto.
9
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
Análise de
Concessão
de Crédito
Lançamento
do Contas
a Receber
Emissão de boletos
ou notas promissórias
Enviar o arquivo para
o banco
Efetuar a baixa
do Contas
a Receber
Repassar
para
Cobrança
Figura 2: Fluxo do Contas a Receber
Administração do Fluxo de Caixa
O processo de administração do fluxo de caixa é o responsável pelas projeções de 
recebimentos e de pagamentos. Segundo Zanchin (2002), as atividades financeiras 
desse processo são:
 · Controlar os recursos disponíveis em Caixa e seus equivalentes;
 · Elaborar e analisar a Demonstração do Fluxo de Caixa;
 · Fazer a conciliação bancária;
 · Projetar e realizar ações para suprir necessidade de recursos financeiros;
 · Planejar e executar ações para maximizar as sobras de recursos financeiros;
 · Investigar alternativas de financiamento de capital de giro; e 
 · Analisar antecipações de recebimento de pagamentos.
Ingressos
• Vendas à vista
• Vendas a prazo
• Venda de ativos
• Aumento de Capital
• Outras entradas
Desembolsos
• Compras à vista
• Compras à prazo
• Compra de ativos
• Pagamento de dívidas
• Outras saídas
Figura 3: Controle do Fluxo de Caixa
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11
Captação de Recursos Financeiros
O processo de captação de recursos financeiros é aquele que alinha a 
programação dos recursos captados nas várias linhas de crédito à disposição das 
empresas (que têm custos diferenciados) com o seu fluxo de caixa, visando reduzir 
os custos financeiros (custo do capital) da empresa. 
O que é viável para a empresa? Adquirir recursos com os sócios ou de terceiros? 
Qual é a melhor taxa ou custo do capital? Essas decisões cabem ao gestor financeiro. 
Segundo Zanchin (2002), as atividades financeiras desse processo são:
 · Analisar os aspectos legais de financiamentos;
 · Negociar linhas de crédito com instituições financeiras;
 · Negociar e controlar empréstimos e financiamentos bancários;
 · Controlar e analisar os custos de empréstimos e financiamentos;
 · Controlar adiantamentos a fornecedores; e 
 · Fiscalizar abatimentos e devoluções de mercadorias.
Fontes
Internas
Lucros
Retidos
Outras
Externas
Recursos de
Terceiros
Recursos de
Próprios
Aumento de
Capital
Capital
acionário
Emissão de
debêntures
Empréstimos
bancários
Figura 4: Fontes de fi nanciamento
Aplicação de Recursos Financeiros
O processo de aplicação de recursos é aquele que define e opera as aplicações 
temporárias de sobras de caixa, trabalhando preferencialmente com ativos 
financeiros de baixo risco e alta liquidez. Por exemplo, adquirindo títulos públicos 
(Tesouro Direto) ou junto a instituições financeiras, adquirindo certificados de 
depósitos bancários (CDBs). Segundo Zanchin (2002), as atividades financeiras 
desse processo são:
 · Negociar e controlar aplicações financeiras;
 · Estabelecer limites de crédito para operar com instituições financeiras; e
 · Controlar e analisar a rentabilidade das aplicações financeiras.
11
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
Faturamento
O processo de faturamento é aquele cujas competências são: emitir notas fiscais, 
emitir ordens de carregamento, contratar transportadoras, baixar estoques e ainda 
gerar obrigação ao comprador (duplicatas).
Análise dos pedidos
de vendas
Roteirização
Escolha do
veículo
Carregamento
Formação
da carga
Envio das rotas
para o armazém
Faturamento
Despacho do
veículo
Escolha para
o cliente
Figura 5: Fluxo de distribuição
Gestão de Crédito e Cobrança
O processo de gestão de crédito e cobrança é dividido em duas atividades. 
A primeira, o crédito, analisa a solvência, ou seja, capacidade de pagamento dos 
clientes, conforme as normas, políticas de crédito, pré-estabelecidas pela empresa. 
A segunda, a cobrança, preocupa-se em buscar os valores não recebidos dos clientes 
que não puderam pagar os bens ou serviços adquiridos por meio de crediário/
financiamento, ou seja, convida os clientes inadimplentes para uma negociação.
Comunicação Financeira ou relações com investidores
O processo de comunicação financeira ou de relações com investidores informa 
a contribuição da empresa e dos seus negócios para os seus investidores e demais 
stakeholders cujas atividades são impactadas pelas suas operações. Os assuntos 
a serem reportados por este processo são: comunicação de cisões, fusões e 
aquisições, oferta pública de novas ações, relacionamento com investidores, 
apresentação e divulgação de relatórios trimestrais e anuais, divulgação de 
assembleias de acionistas etc.
12
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Empresa
Realiza Novas
Compras
Mercadorias vão
para Exposição
Mercadoria
Chega
Mercadoria é
Registrada e
Classi�cada
Mercadorias vão
para o Estoque
Mercadoria é
Estocada conforme
a Classi�cação
O Processo de produção
acontece conforme
a necessidade de
cada empresa
Figura 6: Exemplo de processo fi nanceiro
Importante!
Uma Auditoria Gerencial tem como objetivo avaliar o nível de segurança dos controles 
internos existentes na empresa. Ou seja, ela é realizada para avaliar: a efi ciência, a 
efi cácia, a economicidade, a efetividade e a qualidade de um sistema e seus processos. 
Portanto, quando se faz uma auditoria, você está verifi cando se o que foi defi nido no seu 
processo é realmente executado, ou seja, não valida o processo como o melhor, ou o que 
dá mais resultado, verifi ca se ele está sendo cumprido.
Segundo Teixeira (2007, p. 7), são objetivos da Auditoria Gerencial:
1. Comprovar a conformidade às diretrizes, políticas, estratégias e ao universo normativo;
2. Avaliar os controles internos;
3. Identifi car procedimentos desnecessários ou em duplicidade e recomendar sua correção;
4. Identifi car as áreas críticas e riscos potenciais e proporcionar as bases para sua solução;
5. Melhorar o desempenho e aumentar o êxito das organizações por meio de 
recomendações oportunas e factíveis;
6. Avaliar as medidas adotadas para a preservação dos ativos e do patrimônio e para 
evitar o desperdício de recursos;
7. Aferir a confi abilidade, segurança, fi dedignidade e a consistência dos sistemas 
administrativos, gerenciais e de informações;
8. Avaliar o alcance dos objetivos e metas, identifi cando as causas de desvio do seu 
atingimento, quando houver;
9. Identifi car áreas que concorrem para aumento e/ou diminuição de custos e/ou receitas;
10. Recomendar e assessorar a implantação de mudanças. 
Você Sabia?
13
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
Processos contábeis
Assim como vimos nos processos financeiros, precisamos lembrar que os 
processos contábeis não são necessariamente áreas ou setores de uma empresa. 
Eles são divididos nos seguintes processos operacionais: orçamentação, controle 
de estoques, gestão patrimonial e apuração de resultados.
Tabela 1: Características dos processos em contabilidade
Processo Características
Identificação Reconhecimento e avaliação de transações empresariais e outros eventos econômicos para ação contábil apropriada.
Mensuração Quantificação, incluindo estimativas, transações empresariais ou outros eventos econômicos que têm ocorrido ou previsões dos que podem acontecer.
Acumulação Delineação de abordagens disciplinadas e consistentes para registrar e classificar transações empresariais apropriadas e outros eventos econômicos.
Análise Determinação das razões para reportar a atividade e sua relação com outros eventos econômicos e circunstanciais.
Preparação e interpretação Coordenação e planejamento de dados contábeis, provendo informaçõesapresentadas logicamente, o que inclui, se apropriadas, as conclusões referentes a esses dados.
Comunicação Informação pertinente para a administração e outros para usos internos e externos.
Planejamento
Quantificação e interpretação dos efeitos de transações planejadas e outros eventos 
econômicos na empresa; inclui aspectos estratégicos, táticos e operacionais e requer que 
o contador forneça informações quantitativas, históricas e prospectivas para facilitá-
la; isso inclui, também, participação no desenvolvimento do sistema de planejamento, 
estabelecendo metas alcançáveis e escolhendo meios apropriados de monitorar o progresso 
em direção às metas.
Avaliação
Julgamento das implicações de eventos históricos e esperados e ajuda na escolha do curso 
ótimo de ação; inclui a tradução de dados em tendências e relações: comunicação das 
conclusões derivadas, efetivamente e prontamente, das análises.
Controle
Assegurar a integridade da informação financeira relativa às atividades e aos recursos e 
aos recursos da empresa; monitoramento e medição do desempenho e indução a qualquer 
ação corretiva exigida para retornar a atividade a seu curso intencional; fornecimento de 
informações aos executivos que operam em áreas funcionais que possam usá-las para 
alcançarem o desempenho desejável.
Assegurar recursos de 
responsabilidade
Implementar um sistema de reportar o que está alinhado com as responsabilidades 
organizacionais e contribuir para o uso efetivo de recursos e de medidas de desempenho da 
administração; transmitir os objetivos e as metas da administração ao longo da empresa 
na forma de responsabilidades nomeadas, que são base para identificar responsabilidades; 
sistema que fornece, contabiliza, reporta e que acumulará e informará receitas apropriadas, 
despesas, ativos, obrigações e informação Quantitativa relacionada para gerentes que terão, 
então, melhor controle sobre estes elementos.
Relatórios
Preparação de relatórios financeiros baseados em princípios de contabilidade geralmente 
aceitos, ou em outras bases apropriadas, para grupos não administrativos, como acionistas, 
credores, agências regulamentadoras e autoridades tributárias; participação no processo de 
desenvolver os princípios de contabilidade que estão subjacentes ao relatório externo.
Fonte: Adaptado de Atkinson et al. (2000, p. 67)
A seguir, veremos os principais processos em contabilidade.
14
15
Orçamentação
O processo de orçamentação tem como objetivo melhorar a lucratividade e 
consequentemente a rentabilidade da empresa, através de adequações dos gastos 
(investimentos, custos, despesas e perdas) e estimativa de gerar receitas, bem como 
compreender e interpretar as incertezas e riscos de mercado.
Controle de estoque
O processo de controle de estoque tem como atividades: registrar, fiscalizar e 
gerir as entradas e saídas de produtos e mercadorias empresa. Sendo que a parte 
operacional é a realizada pela área logística, mas a parte financeira é realizada pela 
área contábil.
Empresa
Realiza Novas
Compras
Loja Informa
Necessidade de
Novas Mercadorias
Mercadorias vão
para Exposição
Clientes Compram
a Mercadoria
Mercadoria
Chega
Mercadoria é
Registrada e
Classi�cada
Mercadorias vão
para o Estoque
Clientes NÃO 
Compram a
Mercadoria
Mercadoria é
Estocada conforme
a Classi�cação
O Processo de produção
acontece conforme
a necessidade de
cada empresa
Figura 7: Exemplo de processo de estoques
Gestão patrimonial
O processo de gestão patrimonial tem como função atualizar os valores 
monetários do patrimônio, também denominado ativo fixo, seja pela contabilização 
da depreciação de seus bens imobilizados ou redução ao valor recuperável por 
teste de impairment, para que exista um controle efetivo de toda a empresa. Este 
processo deve ser executado de forma correta, pois será refletido na publicação das 
demonstrações financeiras.
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UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
Apuração de resultados
O processo de apuração de resultados tem como objetivo levantar o resultado da 
empresa (lucro ou prejuízo). Para tanto, os seguintes passos são necessários:
1. Apurar o saldo final de todas as contas patrimoniais;
2. Encerrar todas as contas de receitas e despesas passando-as para uma conta 
transitória chamada de Resultado do Exercício;
3. Contabilizar a provisão de imposto de renda e da contribuição social;
4. Contabilizar as reservas e as participações estatutárias;
5. Distribuir dividendos ou juros sobre capital próprio; e
6. Transferir o prejuízo líquido do exercício, se for o caso, para a conta 
prejuízos acumulados.
Na Tabela 2, observamos as quatro fases do processamento e envolvimento de 
elementos no processo Contábil Gerencial:
Tabela 2: Processamento da informação contábil
Fases de
Processamento
Elementos humanos envolvidos 
com a informação contábil
Percepção e Coleta Coletadores
Processamento da 
informação
Estudiosos da 
Informação 
(Professores, 
pesquisadores e 
estudantes)
Armazenamento,
Acesso e Processamento Preparadores
Transmissão e Apresentação Transmissores
Utilização das Informações
Contábeis obtidas Usuários
Fonte: Adaptado de Rocchi, (1989, p. 26)
O filme “Ameaça Virtual” dirigido por Peter Howitt, conta uma estória baseada na indústria 
das empresas multinacionais de desenvolvimento de software e nas suas ações para 
conseguir o lucro a qualquer preço. Ele proporciona uma discussão sobre temas como: a 
convergência digital, a prática de truste e a diferença entre softwares livres e proprietários.
Ex
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Contabilidade gerencial: modelos 
e ferramentas
A contabilidade gerencial, por meio de um sistema de informações, de métodos, 
de técnicas e de conhecimentos da entidade, fornecerá informações para atender 
aos seus usuários e suas necessidades, através de relatórios que demonstram os 
resultados por setores, atividades e a empresa como um todo, comparando-se o 
orçado com o realizado, para análise da gestão empresarial e para o processo de 
tomada de decisões, auxiliando a empresa a alcançar seus objetivos.
16
17
A contabilidade gerencial é o ramo da contabilidade que tem por objetivo fornecer 
instrumentos (informações) aos gestores que os auxiliem em funções gerenciais. “É 
voltada para a melhor utilização dos recursos econômicos da empresa, através 
de um adequado controle dos insumos efetuados por um sistema de informações 
gerenciais.” (CREPALDI, 1998 p. 18).
Já para Atkinson et al. (2000, p. 36), a contabilidade gerencial é definida como 
um processo de produzir informações operacionais e financeiras para funcionários 
e gestores que só deve ser norteado pelas necessidades de informação dos usuários 
internos da entidade e deve orientar suas decisões operacionais e de investimentos. 
Ela demonstra medidas da condição econômica da empresa, assim como as de 
custos e lucratividade dos produtos, dos serviços, dos clientes e das atividades 
das empresas, são obtidas do sistema de contabilidade gerencial como medida 
de desempenho econômico de unidades operacionais descentralizadas, como as 
unidades de negócios, as divisões e os departamentos, ligando a estratégia da 
empresa à execução da estratégia individual de cada unidade operacional, sendo, 
também, um dos meios primários pelo qual colaboradores, gerentes e executivos 
recebem feedback sobre seus desempenhos, capacitando-os a aprenderem com o 
passado e se aperfeiçoarem para o futuro.
Por fim, para Iudícibus (1998, p. 21), a contabilidade gerencial é composta por 
várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade 
financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira de balanços etc., 
colocados sob outra perspectiva, com um grau de detalhe mais analítico ou numa 
forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os 
gerentes das entidades em seu processo de tomada de decisão. A contabilidade 
gerencial, em sentido amplo, está voltada única e exclusivamente para a gestão da 
empresa, com o objetivo desuprir as informações dos altos executivos.
Assim, a contabilidade gerencial é um processo com o objetivo de produzir uma 
série de informações seja de natureza estratégica, econômica e das operações, seja 
de custos e das demais atividades organizacionais que ocorrem na entidade, para 
o processo de tomada de decisão e de controle, gerando medidas de desempenho 
e lucratividade.
Mas quais são os modelos e ferramentas de que se utiliza a contabilidade gerencial? 
Abaixo, apresentamos os principais aspectos das técnicas mais difundidas no Brasil 
nos países desenvolvidos.
17
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
O modelo do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ)
Criado no início da década de 1990 por multinacionais que atuam no Brasil, 
o PNQ foi criado com base no Malcolm Baldridge National Quality Award, dos 
EUA. O PNQ é baseado em critérios orientam a gestão de muitas empresas e 
servem de instrumento de avaliação do seu desempenho. De acordo com a FPNQ 
(2004), o Modelo de Excelência do PNQ compõe-se de sete Critérios de Excelência 
que se referem a:
1. Liderança;
2. Estratégias e Planos;
3. Clientes e Sociedade;
4. Informação e Conhecimento;
5. Pessoas;
6. Processos; e
7. Resultados da Organização.
Site da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC), que é uma entidade de natureza cultural, 
sem fins lucrativos, e que atua nas seguintes frentes:
• Promove e subsidia programas de ensino, pesquisa, pós-graduação e extensão na área 
da contabilidade;
• Estimula e coordena a produção científica na área contábil através de publicações de 
livros, revistas e periódicos;
• Promove estudos e análises técnicas de segmentos econômicos e sociais em 
demonstrações contábeis para divulgação à sociedade brasileira;
• Exerce e divulga outras atividades que signifiquem contribuição para o desenvolvimento 
técnico, científico, cultural e de promoção da contabilidade;
• Realização de concursos públicos;
• Desenvolve e participa de projetos, eventos nacionais e internacionais que tenham como 
escopo a contabilidade e o seu exercício profissional;
• Auxilia e presta serviços de planejamento, administração e realização de eventos de 
interesse da profissão contábil; e
• Elabora e aplica provas de exames de apuração de capacidade técnica profissional (Exame 
de Suficiência).
• Disponível em: http://www.fbc.org.br/
Ex
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O modelo do Total Quality Control (TQC)
Criado no início da década de 1950 no Japão e estudado por Deming e Juran, 
o TQC, também denominado de TQM (Total Quality Management) ou GQT 
(Gerência da Qualidade Total ou Gerência pela Qualidade Total), começou a ser 
utilizado no Brasil, em meados da década de 1980, e até hoje é utilizado, em geral 
complementado por outros modelos de avaliação.
Segundo Campos (1996), as principais técnicas do TQC são o Gerenciamento 
de Rotina e o Gerenciamento por Diretrizes.
No Gerenciamento da Rotina, do ponto de vista funcional, tem como finalidade 
a manutenção da qualidade com a aplicação do ciclo SDCA, (onde S representa 
as metas padrão e os procedimentos padrão de “standard”, sendo D de “do”, 
C de “check” e A de “action”). O Gerenciamento da Rotina revolucionou a relação 
homem-processo, principalmente na indústria, criando rotinas de gerenciamento dos 
processos nos próprios operadores, com a medição de indicadores de qualidade de 
produtos e serviços, institucionalizando a normatização/padronização, bem como 
disseminando a aplicação do controle estatístico de processos (CAMPOS, 1996).
Já o Gerenciamento por Diretrizes, com característica interfuncional, tem como 
finalidade à inserção das diretrizes da alta administração, depois de desdobradas, 
no gerenciamento da organização, em busca de melhorias. Isso se dá pela 
aplicação do ciclo PDCA, onde o P de “planejar” e leva em conta as metas anuais 
desdobradas, sendo D (do) de “executar”, C (check) de “verificar” e A de “agir”. 
O Gerenciamento por Diretrizes, quando bem aplicado e compreendido, em 
conjunto com o Desdobramento de Diretrizes (DDD) participativo, ainda hoje, 
tem sido empregado como um eficiente meio de internalização dos objetivos 
estratégicos e das diretrizes deles derivadas, resultando em que cada colaborador, 
mesmo no nível mais baixo, saiba exatamente o papel que desempenha para a 
consecução dos grandes objetivos da organização (CAMPOS, 1996).
Segundo Miura (1985), o Desdobramento de Diretrizes é composto por: “[...] 
toda atividade dentro de uma organização para as realizações sistemáticas do 
plano gerencial de longo e médio prazo ou das diretrizes gerenciais anuais, que são 
estabelecidas como os meios para a realização dos propósitos gerenciais. Muitas 
vezes, é utilizado para o gerenciamento das diretrizes gerenciais anuais.”
O modelo Balanced Scorecard (BSC)
No livro “A estratégia em ação: balanced scorecard” (tradução brasileira), de 
Kaplan e Norton, professores da Harvard Business School, são os inventores 
desse modelo em 1992. Editado em 1997, no Brasil, os autores apresentam as 
medidas do Balanced Scorecard como complementares às tradicionais medidas 
de desempenho financeiras. Estas derivam da missão e da definição estratégica, 
que nada mais é que a visão estratégica da empresa, e focalizam o desempenho 
19
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
organizacional sob quatro perspectivas: financeira, dos clientes, dos processos 
internos e de aprendizado e crescimento. Estas quatro perspectivas formam a 
estrutura do Balanced Scorecard.
Financeira Clientes
Processos Aprendizado ecrescimento
Como devemos nos
apresentar para
os investidores
Em quais
processos devemos
ter excelência?
Para alcançar a visão
como devemos
ser vistos?
Como sustentar
a habilidade de
mudança e progredir?
Figura 8: Perspectivas do BSC
Portanto, podemos dizer que, no mais alto nível conceitual, o Balanced 
Scorecard é um modelo que auxilia as entidades a explicar a estratégia em objetivos 
operacionais que direcionam comportamentos e performance. As experiências 
desta ferramenta com diversas empresas mostram que estas utilizam o BSC não só 
para esclarecer e comunicar a estratégia, mas também para gerenciá-la (KAPLAN 
e NORTON, 1997).
O Economic Value Added (EVA)
O EVA é uma marca patenteada pela empresa de consultoria corporativa Stern 
& Stewart Co. como um novo indicador de performance.
Segundo Stern & Stewart, “o EVA é uma medida de performance financeira 
que captura, mais que qualquer outra, o verdadeiro lucro econômico da empresa. 
É também a medida de performance mais diretamente relacionada com a criação 
de riqueza do acionista durante todo o tempo”.
 Essa métrica baseia-se na noção de lucro econômico, também conhecido como 
lucro residual, que considera que a riqueza é criada apenas quando a empresa 
cobre todos os seus custos operacionais e também o custo do capital.
É importante entender os conceitos de lucro econômico, valor e riqueza para 
um melhor entendimento do EVA. O lucro econômico exige que a empresa cubra, 
não apenas todas as suas despesas operacionais, mas também todos os seus custos 
de capital. Dessa forma, valor é o objeto da criação de algo que venha a valer mais 
do que os recursos alocados para produzi-lo. Já a riqueza é a soma do quanto de 
valor foi criado com o valor que se espera continuar criando no futuro (YOUNG e 
O’BYRNE, 2003).
Com o EVA é possível atingir vários benefícios:
 · O cálculo da criação de valor;
20
21
 · A mensuração da performance de empresas;
 · A análise de resultados e na determinação de bônus;
 · A comunicação com acionistas e investidores;
 · A elaboração do orçamento de capital das empresas;
 · A implementação de estratégias;
 · É útil para decisões de alocação de capital; e
 · A avaliação de projetos e outros tipos de valoração e propósitos.
O EVA é calculado da seguinte forma:
Vendas líquidas
(-) Despesas operacionais
(=) Lucro operacional bruto
(-) Imposto de Renda e Contribuição Social
(=) Lucro operacional líquido
(-) Custo do capital(capital investido x custo do capital %)
(=) EVA
O modelo Gestão Econômica (GECON)
O modelo Gestão Econômica (GECON) começou a ser estruturado na 
Universidade de São Paulo (USP), pelo Prof. Dr. Armando Catelli, no final da 
década de 1970, tendo em vista a necessidade de adequação dos modelos de gestão 
das empresas à realidade empresarial, bem como pela ineficácia dos sistemas de 
contabilidade e de custos disponíveis na época, para o apoio do processo decisório.
O GECON é um modelo de atuação, que compreende um sistema de 
informação baseado em gestão por resultados econômicos, que visa mensurar o 
Valor Econômico da Empresa (VEE) em qualquer tempo. Este modelo de gestão 
permite a simulação, o planejamento e o controle da atuação da entidade com base 
na evolução do valor adicionado (CATELLI, 2001).
O GECON, como sistema de informação, utiliza-se basicamente de conceitos e 
de critérios que atendam às necessidades informativas dos gestores da entidade para 
o seu processo decisório e que estimulam as diversas áreas a implementar ações que 
otimizam o resultado consolidado. Uma preocupação básica do sistema é espelhar em 
termos econômico-financeiros o que ocorre nas atividades operacionais da entidade.
21
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
O resultado econômico é calculado da seguinte forma:
Vendas líquidas
(-) Gastos variáveis
(=) Margem de contribuição
(+/-) Receitas ou despesas financeiras
(=) Resultado financeiro
(-) Gastos fixos
(=) Resultado econômico
Existem, ainda, outras técnicas gerenciais que podem e devem ser pesquisadas e, 
se possível, testadas, como, por exemplo, a Teoria das Restrições ou contabilidade 
de ganhos (TOC), métodos de custeio, como o custeio baseado em atividades 
(ABC), a contabilidade de consumo de recursos (RCA), dentre outras.
Contabilidade Gerencial e Controladoria
Na seção anterior, vimos que há diversos modelos e técnicas para a avaliação de 
desempenho econômico e financeiro das empresas. Elas, se bem utilizadas, agregam 
valor a qualquer tipo de negócio, seja público, seja privado. Essas ferramentas 
geralmente são desenvolvidas pela Controladoria. 
Em alguns livros, vemos a Contabilidade Gerencial e a Controladoria com funções 
semelhantes. Uma das funções mais importantes da contabilidade gerencial, descrita 
por Iudícibus (1998, p. 266), consiste em “[...] fornecer informações hábeis para 
a avaliação de desempenho. Este desempenho pode ser considerado não somente 
em relação à apuração de resultados por produto ou por serviços, mas envolve uma 
apreciação de ‘quão bem’ se houver os vários setores da empresa”.
A contabilidade tem como objetivo de fornecer informações para a tomada de 
decisão. De acordo com Paranhos (1992), visa, por meio de um sistema integrado de 
informações de natureza econômico-financeira, oferecer aos diretores e gerentes, 
por meio da coerência conseguida entre as diversas fontes de dados da empresa, 
com os elementos adequados para servir de apoio as tomadas de decisões, sendo 
dotada de grande objetividade e presteza na apresentação das informações dos 
resultados aos administradores, de forma clara e precisa, com linguagem de fácil 
entendimento.
Os gestores necessitam de diversas informações, que variam conforme a 
necessidade de decisão, por exemplo: de custos e lucratividade de suas linhas de 
produtos, segmentos do mercado e de cada produto e cliente. Para tanto, eles 
precisam de um sistema de controle operacional que acentue a melhoria de custos, 
de qualidade e de redução de tempo de processamento das atividades desenvolvidas 
por seus funcionários, aumentando a produtividade com a otimização dos recursos.
22
23
Dessa forma, a contabilidade gerencial, conforme apresentado por Pizzolato 
(2000), está voltada para: informação contábil útil à administração, ou seja, trata-se 
de qualquer conjunto de informações com origem contábil para circulação interna, 
na forma adequada para assessorar gerentes no processo de tomada de decisão. 
Sendo assim, o foco da Contabilidade Gerencial ou Controladoria acompanhará 
segmentos específicos da organização, como departamentos, produtos e atividades, 
funções etc. Esses objetivos exigem o rateio de custos totais sobre os diversos 
segmentos ou atividades da empresa.
Na mesma linha de raciocínio, para Padoveze (1999), a contabilidade gerencial 
está relacionada ao fornecimento de informações para os gestores, ou seja, 
aqueles que estão dentro da organização e que são responsáveis pela direção e 
controle de suas operações. O autor ainda compara a contabilidade gerencial com 
a contabilidade financeira: a primeira busca atender prioritariamente ao usuário 
interno, enquanto a segunda busca atender prioritariamente ao usuário externo.
O artigo intitulado “Da contabilidade à controladoria: a evolução necessária” faz uma 
refl exão ao mostrar a necessidade de atualização de processos e procedimentos na ação 
de decisão. Confi ra em: MARTIN, Nilton Cano. Da contabilidade à controladoria: a evolução 
necessária. Revista Contabilidade & Finanças, v. 13, n. 28, p. 7-28, 2002.
Disponível em: http://goo.gl/MMSEqb
Ex
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O processo da controladoria deverá ser obtido através do processamento da 
coleta de dados e informações que serão armazenadas e processadas no sistema 
de informações, a partir da contabilidade da empresa. Ou seja, com a interligação 
das informações obtidas dos diversos setores, a controladoria, como ferramenta de 
gestão, proporciona aos seus administradores informações que permitem avaliar 
o desempenho de atividades, de projetos e de produtos da empresa, bem como a 
sua situação econômico-financeira através da apresentação de informações claras e 
objetivas de acordo com a necessidade de cada usuário, seja interno, seja externo.
Para Atkinson et al. (2000, p. 52), os gerentes das empresas, em um ambiente 
competitivo, necessitam de informações contábil-gerenciais precisas e relevantes 
sobre seus custos efetivos. Os gerentes das empresas industriais precisam dessas 
informações para:
1. Ajudar os engenheiros a projetarem produtos que podem ser fabricados 
eficientemente;
2. Avisar onde são necessárias melhorias em qualidade, eficiência e rapidez 
nas operações de produções;
3. Orientar as decisões sobre o seu mix de produtos;
4. Escolher entre fornecedores alternativos; e
5. Negociar com os clientes sobre preços, especificações do produto, 
qualidade, entrega e serviços.
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UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
A Controladoria se vale do uso de outras disciplinas das áreas de contabilidade, 
finanças, economia, psicologia e outras para o desenvolvimento dos mais diversos 
tipos de relatórios gerenciais que atendam às necessidades de seus usuários para o 
processo de gestão empresarial.
As informações geradas pela contabilidade gerencial contêm elementos que vão 
auxiliar os stakeholders nas mais variadas situações, no que se refere à tomada 
de decisão. Para tanto, é fundamental um maior nível de entendimento daqueles 
que se utilizam dessas informações. Espera-se que, se essas informações vierem 
a auxiliar os interessados a tomar decisões racionais, não baseadas na emoção, 
o sistema de informações contábeis gerenciais estará contribuindo com uma 
grande parcela para o sucesso dos projetos executados no ambiente econômico 
(VASCONCELOS, 2000).
Portanto, as entidades que se utilizam um sistema integrado de contabilidade 
gerencial possuem um diferencial positivo em relação às que não utilizam, pois o 
sistema, se utilizado adequadamente, é fundamental no controle dos processos da 
organização, de forma que se possam planejar ações, prevendo futuros cenários, 
antecipando possíveis dificuldades que possam acontecer, na aplicação de ações 
corretivas com vistas ao alcance do objetivos estratégicos, ou ainda com previsões 
de benefícios que poderão ser oferecidos aos seus clientes e colaboradores.
Encerramos aqui mais uma unidade. Para finalizar, deixamos uma citação de 
Charles Colton (clérigoe escritor inglês): “A má informação é mais desesperadora 
que a não informação”.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
A adequação dos sistemas Enterprise Resources Planning (ERP) para a geração de informações contábeis 
gerenciais de natureza intangível: um estudo exploratório
ANTUNES, Maria Thereza Pompa; ALVES, Alex Serafim. A adequação dos sistemas 
Enterprise Resources Planning (ERP) para a geração de informações contábeis 
gerenciais de natureza intangível: um estudo exploratório. Revista Brasileira de 
Gestão de Negócios, São Paulo, v. 10, n. 27, p. 161-174, 2008.
https://goo.gl/IrjF9X
Estudo de caso aplicado ao Sebrae: sistema de medição para as unidades de administração e finanças
OLIVEIRA, Alaine Cantuária de et al. Estudo de caso aplicado ao Sebrae: sistema de 
medição para as unidades de administração e finanças. Revista de Administração 
Pública, v. 42, n. 2, p. 425-438, 2008.
http://goo.gl/DWEJJA
A importância da contabilidade gerencial para a administração
ROSA, Liliane Lessa Santos; SANTOS, Sheyla Veruska do. A importância da 
contabilidade gerencial para a administração. Revista eletrônica Administração e 
Ciências Contábeis, n. 3, 2010.
http://goo.gl/0z9bSp
Engenharia de Processos de Negócios: aplicações e metodologias. XXII Encontro Nacional de Engenharia de 
Produção (ENEGEP)
SANTOS, Rafael Paim C. et al. Engenharia de Processos de Negócios: aplicações e 
metodologias. XXII Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP). 
Anais Eletrônicos. Curitiba: ABEPRO, 2002.
http://goo.gl/Kepxxe
25
UNIDADE Processos em Contabilidade e Controladoria
Referências
ABPMP. Guia para o gerenciamento de processos de negócio – corpo comum 
de conhecimento. ABPMP BPM CBOK® V3.0. São Paulo: Association of Business 
Process Management Professionals, 2013.
ATKINSON, Anthony A.; BANKER, Rajiv D.; KAPLAN, Robert S.; YOUNG, 
S. Mark. Contabilidade Gerencial. Tradução de André Olímpio Mosselman Du 
Chenoy Castro. Revisão Técnica de Rubens Famá. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
BIO, Sérgio R. Sistemas de Informação: um enfoque gerencial. 2. ed. São Paulo: 
Atlas, 2008.
CATELLI, Armando. (Org.). Controladoria: uma abordagem da Gestão Econômica 
– GECON. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001.
CAMPOS, Vicente F. Gerenciamento pelas diretrizes. Belo Horizonte: Fundação 
Christiano Ottoni,1996.
FPNQ. Critérios de Excelência: O Estado da arte da Gestão para a Excelência 
do Desempenho. Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade. São Paulo: 
FPNQ, 2004.
IIBA. Um guia para o corpo de conhecimento de análise de negócios (guia 
BABOK®) Versão 2.0. São Paulo: International Institute of Business Analysis 
(IIBA), 2009.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 1998.
KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. A estratégia em ação: balanced 
scorecard. Gulf Professional Publishing, 1997.
MARANHÃO, Mauriti; MACIEIRA, Maria Elisa Bastos. O Processo Nosso de 
Cada Dia. 3. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, 2004.
MIURA, S. TQC Terminology Dictionary. Japanese Standards Association. 
Tóquio: JSA, 1985.
PADOVEZE, Clóvis Luiz. O papel da contabilidade gerencial no processo 
empresarial de criação de valor. Caderno de Estudos, n. 21, p. 01-16, 1999.
PIZZOLATO, Nélio Domingues. Introdução à contabilidade gerencial. Grupo 
Gen-LTC, 2000.
TEIXEIRA, Paulo Henrique. Manual Prático de Auditoria Gerencial. Editora 
Maph, 2002.
VASCONCELOS, Yumara Lúcia. A ciência contábil e a era da informação. 
Revista Brasileira de Contabilidade, n. 126, p. 20, 2000.
YOUNG, S. David, O’BYRNE Stephen F. Eva e gestão baseada em valor: guia 
prático para implementação. Porto Alegre: Bookman, 2003.
ZANCHIN, José E. A gestão da tesouraria com as estratégias financeiras 
das empresas de pequeno porte do setor metal-mecânico de Caxias do Sul. 
Dissertação de Mestrado em Administração. UFRGS, 2002.
26
Sistema de 
Informação Gerencial
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Ms. Marcelo Bernardino Araújo
Revisão Textual:
Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos
Plano de Contas
• Introdução
• Contextualização e definições básicas
• Objetivos na definição de um plano de contas
• A criação e a manutenção de um plano
de contas
• Plano de contas e aberturas sugeridas
 · Essa unidade tem como objetivo apresentar a necessidade de 
elaboração de um plano de contas adequado para cada tipo de 
entidade, a partir dos conceitos que regem a contabilização de atos 
e fatos que alteram o seu patrimônio.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
 Olá, aluno(a)!
Nesta unidade, vamos aprender um pouco mais sobre um importante tema: 
o Plano de Contas.
Então, procure ler, com atenção, o conteúdo disponibilizado e o material 
complementar. Não esqueça! A leitura é um momento oportuno para 
registrar suas dúvidas; por isso não deixe de registrá-las e transmiti-las ao 
professor-tutor. 
Além disso, para que a sua aprendizagem ocorra num ambiente mais 
interativo possível, na pasta de atividades, você também encontrará avaliação, 
atividade e videoaula. Cada material disponibilizado é mais um elemento 
para seu aprendizado, por favor, estude todos com atenção!
É importante também respeitar os prazos estabelecidos no cronograma.
Bons estudos!
ORIENTAÇÕES
Plano de Contas
UNIDADE Plano de Contas
Contextualização
A falta de recursos governamentais, dentre outras, vem da sonegação de tributos. 
A informatização das transações comerciais e da fiscalização dos contribuintes 
permitiu que o fisco criasse o Sistema Público de Escrituração Digital – SPED com 
a edição do Decreto nº 6.022/2007.
Segundo Henrique (2013), o acesso do fisco às atividades escriturárias dos 
contribuintes significa um maior poder de fiscalização e, consequentemente, uma 
possível elevação da arrecadação, seja ela por imperícia nos lançamentos, seja 
pela impossibilidade de fraudes e principalmente pela oferta ao fisco da auditoria 
automática, alcançando nichos antes ignorados devido à proporção de auditores 
diante da quantidade de contribuintes.
“Vivendo no mundo do SPED”. Esse é o título de um artigo publicado pela Rede Jornal 
Contábil em 16/05/2016. Disponível em: http://goo.gl/VXpK83Ex
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Introdução
Os primeiros registros, de controle patrimonial, guardados são tabuletas de argila 
onde os Escribas registravam, em escrita cuneiforme, transações comerciais das 
civilizações da Babilônia e da Suméria, que prosperaram no Vale da Mesopotâmia 
há milhares de anos (antes de Cristo).
Um organizado sistema contábil pode ser encontrado no “Papiro de Zenon”, 
que data de 256 anos a.C. Este papiro egípcio consiste de uma coletânea de mais 
de 1.000 documentos relativos à propriedade de Apollonious, que era secretário 
das finanças de Ptolemy Philadelphus.
Por volta de 1431, aproximadamente 63 anos antes de Luca Pacioli ter publicado 
o livro sobre o método das partidas dobradas, um conjunto de livros completo era 
usado nas indústrias da família Médici em Florença, na Itália.
Em 1494, o frei Luca Bartolomeo de Pacioli escreveu e publicou a descrição 
do sistema das partidas dobradas no livro “Summa de Arithmetica, Geometria, 
Proportioni et Proportionalità” (Conhecimentos de Aritmética, Geometria, 
Proporção e proporcionalidade), no capítulo “Tratactus de Computis et Scripturis” 
(Contabilidade por Partidas Dobradas). Partidas dobradas significam que sempre 
que se utilizar um valor em uma conta contábil, deverás utilizar o mesmo valor em 
outra, para que a equação se mantenha em condição de “igualdade”.
O frei Luca Pacioli, ilustre matemático da época, era muito ligado a Leonardo 
da Vinci, foi o autor da primeira obra impressa sobre métodos quantitativos, que 
serviu para sistematizar e popularizar a Contabilidade.
Sem o registro (contabilização) das informações, será muito difícil de se 
acompanhar a evolução patrimonial de qualquer atividade, seja com ou sem 
finalidade lucrativa.
Mas quais são as características da informação geradaa partir da contabilidade? 
Para Iudícibus e Marion (2000, p. 64), a informação contábil precisa ser 
compreensiva, ou seja, completa, e deve retratar todos os aspectos contábeis 
de determinada operação ou conjunto de eventos ou operações. Não se devem 
compensar créditos com débitos, ou direitos com obrigações. Na sequência, veremos 
sobre contas redutoras. Em outras palavras, os fatos devem ser contabilizados por 
valores brutos e se demonstrar analiticamente todas as suas deduções. Portanto, 
todos os aspectos de uma operação que afeta o patrimônio precisam ser levados 
em consideração.
Para registro dos atos e fatos, os lançamentos contábeis podem ser de:
 · 1ª Fórmula: quando há um lançamento a débito e outro lançamento a 
crédito em um mesmo evento;
 · 2ª Fórmula: quando há lançamento a débito e dois ou mais lançamentos 
a crédito em um mesmo evento;
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UNIDADE Plano de Contas
 · 3ª Fórmula: quando há dois ou mais lançamentos a débito e um 
lançamento a crédito em um mesmo evento; e
 · 4ª Fórmula: quando há dois ou mais lançamentos e débito e dois ou 
mais lançamentos a débito em um mesmo evento.
Cada tipo de entidade apresenta características próprias, que possuem, 
portanto, agentes reguladores para padronização e uniformidade de registro de 
determinada operações.
Por exemplo, no setor público, por força da Lei Complementar nº 101/2000, 
também denominada Lei de Responsabilidade Fiscal, a entidade reguladora do 
Plano de Contas é a Secretaria do Tesouro Nacional – STN, vinculada ao Ministério 
da Fazenda. As entidades de direito público, bem como as estatais dependentes 
devem observar e utilizar o PCASP (Plano de Contas Aplicado ao Setor Público).
Já as Instituições Financeiras, por força da Circular nº 1.273/1987, a entidade 
reguladora do Plano de Contas é o Banco Central do Brasil. Portanto, as Instituições 
Financeiras devem observar e utilizar o COSIF (Plano Contábil das Instituições do 
Sistema Financeiro Nacional), dividido em 4 capítulos:
No capítulo 1, Normas Básicas, estão consolidados os princípios, critérios 
e procedimentos contábeis que devem ser utilizados por todas as instituições 
integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
No capítulo 2, Elenco de Contas, são apresentadas as contas integrantes do 
plano contábil e respectivas funções.
No capítulo 3, Documentos, são apresentados os modelos de documentos 
de natureza contábil que devem ser elaborados pelas instituições integrantes do 
Sistema Financeiro Nacional.
No capítulo 4, Anexos, são apresentadas as normas editadas por outros 
organismos (CPC, IBRACON etc.) que foram recepcionadas para aplicação às 
instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar por este Banco 
Central do Brasil.
Nas instituições de direito privado, empresas em geral, que, segundo o art. 3º 
da Instrução Normativa RFB nº 1.420/2013, estão obrigadas a adotar a ECD, e, 
portanto, devem adotar o Plano de Contas Referencial do SPED, em relação aos 
fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014, são:
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I. As pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com 
base no lucro real;
II. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, que 
distribuírem, a título de lucros, sem incidência do Imposto sobre a Renda 
Retido na Fonte (IRRF), parcela dos lucros ou dividendos superiores ao 
valor da base de cálculo do Imposto, diminuída de todos os impostos e 
contribuições a que estiver sujeita; 
III. As pessoas jurídicas imunes e isentas que, em relação aos fatos ocorridos 
no ano calendário, tenham sido obrigadas à apresentação da Escrituração 
Fiscal Digital das Contribuições, nos termos da Instrução Normativa RFB nº 
1.252, de 1º de março de 2012; e
IV. As Sociedades em Conta de Participação (SCP), como livros auxiliares do 
sócio ostensivo.
Nas entidades do terceiro setor, existe um conjunto de Resoluções do Conselho Federal de 
Contabilidade. Essas normas estão didaticamente ordenadas e explicadas no livro intitulado 
“Manual de procedimentos para o terceiro setor: aspectos de gestão e de contabilidade 
para entidades de interesse social”, editado pela Fundação Brasileira de Contabilidade em 
parceria com o Conselho Federal de Contabilidade, que disponibilizou o arquivo na Web.
Disponível em: http://goo.gl/AR4ihW
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Por fim, para as Pequenas e Médias Empresas (PME), também denominadas na 
legislação tributária como Micro Empresas e Empresa de Pequeno Porte, existe 
também uma regulamentação específica, que, por vezes, não é de conhecimento 
dos profissionais de sistemas de informação, nem por profissionais de escritórios 
de contabilidade. A norma específica para as pequenas empresas é a Resolução 
CFC nº 1.418/2012, que aprovou a NBC ITG 1000 – Modelo Contábil para 
Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. 
Para mais informações sobre o conteúdo anterior, acesse os sites:
PCASP: http://goo.gl/8XXPM5
COSIF: http://goo.gl/DpFGkD
SPED: http://goo.gl/kgDqyt
Resolução nº1418: http://goo.gl/WvWHRn
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UNIDADE Plano de Contas
Contextualização e definições básicas
Você sabe o que é uma conta contábil? De acordo com Sá (1998), conta é a 
expressão qualitativa e quantitativa, estática e dinâmica de fatos patrimoniais da 
mesma natureza, ocorridos ou por ocorrer, em uma empresa ou em uma entidade. 
São exemplos de fatos patrimoniais o movimento de dinheiro em bancos, despesas 
administrativas, pagamento de prestadores de serviço etc.
Importante!
Entidades do setor público e instituições financeiras, por força de lei, também são 
obrigadas a realizarem o registro de atos em contas de compensação. Esses atos poderão 
gerar no futuro alguma alteração no patrimônio dessas entidades.
Você Sabia?
Conta contábil é o nome técnico dado aos elementos que compõe o patrimônio 
das empresas. Ou seja, é a codificação e nome dado a itens dos componentes 
básicos da contabilidade: ativo, passivo, patrimônio líquido, receitas e despesas.
Você sabe como as contas contábeis devem ser utilizadas? Primeiro, você precisa 
saber que elas são subdivididas em três grupos:
1. Contas Patrimoniais;
2. Contas de Resultados; e
3. Contas de Compensação.
As contas patrimoniais são aquelas contas que compõem o patrimônio das 
empresas. São as contas do Ativo (bens e direitos) e as contas do Passivo (obrigações 
com terceiros, aquilo que será exigível) e contas do Patrimônio Líquido (obrigações 
próprias, aquilo que não será exigível, a priori pelos proprietários do negócio).
As contas de resultados são aquelas contas que representam a diferença 
entre Patrimônio Líquido em datas diferentes, as quais são chamadas de contas de 
Receitas/Ganhos e Despesas/Custos/Perdas.
Já as contas de compensação são aquelas contas que constituem um sistema 
próprio de contabilização e devem conter o registro de atos relevantes, ou potenciais 
que possam gerar modificações no patrimônio da entidade.
Mas nem toda conta contábil aceita um lançamento a débito ou a crédito. 
Existem contas contábeis que são escrituráveis (analíticas) e contas contábeis não 
escrituráveis (sintéticas).
As contas analíticas (escrituráveis) são aquelas que expressam os elementos 
patrimoniais no maior nível ou grau de detalhamento. O saldo (credor ou devedor) 
deste tipo de conta é conseguido através dos lançamentos realizados no financeiro, 
ou seja, recebem diretamente o valor lançado.
Já as contas sintéticas (não escrituráveis) são aquelas cujo saldo (credor ou devedor) 
é calculado através da soma de duas ou mais contas analíticas (escrituráveis). 
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Portanto, uma conta sintética é o somatório (agrupamento) de diversas contas 
analíticas. Esses agrupamentos servem para se elaborar os mais diversos relatórios. 
Por exemplo, suponha que a empresa adquira mercadorias para revenda a prazo 
de diversos fornecedores. Em determinado momento, o gestor necessita saber qual 
é o saldo da dívida com todos os fornecedores. Mas como saber? Simples, basta 
verificar o Razão (controle de entradas e de saídasde uma conta escriturável) da 
conta Fornecedores.
Portanto, para que haja uma caracterização adequada, cada conta contábil 
deve ser apresentada, para efeito de um plano de contas, através de seu título, 
codificação, função, natureza e funcionamento.
O título é o nome ou denominação para registro de um fato igual ou semelhante. 
A sequência de codificação é a numeração em níveis ou graus das contas no Plano 
de Contas. A codificação é uma característica essencial para a classificação das 
contas de mesma natureza (Ativo, Passivo, Receita, Despesa etc.)
A função de uma conta, por sua vez, é a sua ação, ou seja, para que ela serve, ou 
ainda qual o papel que desempenha na escrituração. É, portanto, a explicação do 
objeto da conta, ou seja, sua expressão descritiva da natureza dos fatos registráveis 
(contas contábeis analíticas), diferentemente dos agrupamentos de contas (contas 
sintéticas).
A natureza do saldo de uma conta contábil, ou seja, se ela, por definição deve 
ter saldo credor, devedor ou misto/híbrido.
Você já ouviu falar em conta redutora ou retificadora? As contas redutoras, 
também denominadas de retificadoras, são contas que, embora pertençam a um 
determinado grupo patrimonial (Ativo, Passivo ou Patrimônio Líquido), têm saldo 
contrário (invertido) em relação às demais contas desse grupo.
Por exemplo, regra geral, as contas de Ativo são de natureza devedora. As 
contas de Passivo e Patrimônio Líquido, regra geral, são de natureza credora. 
Entretanto, para se evidenciar determinadas deduções, é necessária a utilização de 
contas com natureza diversa. Assim, uma conta retificadora do Ativo terá natureza 
credora, bem como uma conta retificadora do Passivo terá natureza devedora. 
Portanto, as contas retificadoras reduzem o saldo total do grupo (conta sintética) a 
que pertencem.
São exemplos de contas retificadoras da conta contábil Clientes: Duplicatas 
descontadas e, Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa. É um exemplo de 
conta retificadora de determinadas contas do imobilizado: Depreciação Acumulada. 
Nas contas do subgrupo intangível: Amortização Acumulada.
Para facilitar a criação de um plano de contas, o trabalho de elaboração o elenco 
de contas deve conter as funções de cada uma bem elaboradas. Uma característica 
importante em um Manual do Plano de Contas é organizar o elenco de contas em 
ordem alfabética, a fim de facilitar a procura da conta desejada.
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UNIDADE Plano de Contas
Por exemplo, a função da conta Caixa, em uma entidade de fiscalização 
profissional, pode ser:
Apresentar o somatório das contas destinadas ao registro da movimentação 
de numerário na tesouraria (financeiro), em dinheiro e/ou cheques, relativo à 
arrecadação de ingressos orçamentários e extraorçamentários.
Já o funcionamento da conta contábil se dá pelo relacionamento de uma conta 
com as demais contas contábeis, demonstrando como se comporta diante de seu 
objetivo de conta de partida ou de contrapartida. Ou seja, evidencia como se debita 
uma conta, como se credita essa conta, qual é a natureza do saldo (credor, devedor ou 
híbrido/misto), quais as outras contas que geralmente fazem contrapartida com ela. 
O funcionamento é um anexo que dificilmente encontramos nos planos de contas 
em geral, isto ocorre porque, na maioria dos planos, o sentido excessivamente 
utilitário dos criadores suprime este anexo. Isso deve ocorrer pelo fato de muitos 
lançamentos (contabilizações), atualmente, ocorrerem de forma automatizada.
Por exemplo, o funcionamento da Caixa em uma entidade de fiscalização 
profissional pode ser:
Debita-se:
a) pelo recebimento de numerário, em espécie e/ou cheque, relativo a juros 
de mora, atualização monetária e/ou multas, sobre créditos vencidos, em 
contrapartida com conta própria constante no elemento 1.1.2.1 – Créditos 
a receber;
b) pelo recebimento de numerário, em espécie e/ou cheque, relativo a 
anuidades, multas por ausência às eleições e de infrações, do exercício, em 
contrapartida com conta própria constante no subelemento 1.1.2.1.01 - 
Créditos do exercício.
Credita-se:
a) pelo recolhimento do produto da arrecadação ao banco, no prazo 
regulamentar, em contrapartida com conta própria constante no subelemento 
1.1.1.1.03 - Bancos conta movimento;
b) pela responsabilidade do tesoureiro decorrente de alcance, não 
recolhimento, no prazo regulamentar e diferença de caixa, apurada por 
processo administrativo, em contrapartida com conta própria constante no 
item 1.1.3.4.01.01 - Diversos responsáveis, em nome do mesmo.
Conforme o nível ou grau de detalhamento, as contas podem ainda ser 
classificadas por vários departamentos, divisões, seções ou setores da empresa, 
considerando-se separadamente os resultados de cada uma, ou seja, como cada 
uma contribui efetivamente para a empresa. É claro que nem todos os setores 
organizacionais são responsáveis diretamente pelas receitas. Entretanto, certos 
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gastos são necessários para que se atinja o objetivo de gerar receitas.
Por exemplo, o governo federal utiliza o SIAFI, Sistemas de Administração 
Financeira. Nele, determinado grupos de contas contábeis se utilizam de um 
mecanismo de codificação variável denominado Conta Corrente. Resumidamente, 
Conta Corrente é o código que possibilita o detalhamento da informação em nível 
mais analítico de contas que, por suas características, demandam um controle 
específico de seus saldos. São subcontas. Por exemplo, ao invés de controlar o 
saldo dos créditos a receber de Clientes através de relatórios extracontábeis, criam-
se subcontas da conta contábil Clientes. Sua codificação pode ser o número do 
CNPJ de cada cliente. Entendeu? A base de dados fica toda dentro do sistema 
contábil e não em relatórios fora da contabilidade.
Observação: o nível de detalhamento depende de cada entidade. Entretanto, 
o que vai definir esse nível, ou grau, é a complexidade da informação. O nível 
é uma análise, de modo que a dependente tenha sempre classificação inferior 
com relação à principal. Os níveis são uma medida de vinculação na análise das 
contas. Por exemplo, um plano de contas que seja codificado com 7 níveis de 
detalhamento conterá:
X.X.X.X.X.XX.XX 1.1.1.1.0.00.00
Onde:
1° Nível – Classe Ativo
2º Nível – Grupo Ativo Circulante
3º Nível – Subgrupo Caixa e equivalentes de caixa
4º Nível – Título Caixa e equivalentes de caixa em moeda nacional
5º Nível – Subtítulo
6º Nível – Item
7º Nível – Subitem
Em um plano de contas, as contas contábeis ainda podem ser sintéticas 
(contas não escrituráveis), ou analíticas (contas escrituráveis), no último nível ou 
grau de codificação.
Um plano de contas, resumidamente, é a reunião de diversas contas contábeis. 
Ele é um instrumento de trabalho fundamental para que o gestor possa desempenhar 
de maneira satisfatória sua tarefa é o sistema contábil empregado pela empresa. 
Para que ele seja considerado adequado, este sistema deverá refletir para a empresa 
funcionalidade, flexibilidade e economia.
Mas o que é um sistema contábil? Um sistema contábil é o conjunto dos três 
ramos da contabilidade: geral, fiscal e de custo. A sincronia desse mecanismo 
depende dos princípios adotados pela entidade.
Assim, o que o usuário mais necessita será uma representação fiel de suas 
atividades no fim de cada período, seja dia, semana ou mês; com o menor esforço 
e com menor gasto possível. Para tanto, é necessária a aceitação precedente de 
um plano de contas adequado.
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UNIDADE Plano de Contas
Nesse sentido, Padoveze (1997, p. 49) recomenda que o que um plano de 
Contas Contábil deve conter:
Os planos de contas contábeis deverão ser construídos tendo em vista aos 
relatórios futuros que dele de originarão, e a necessidade da integração de todo 
o sistema de informação contábil, através da navegabilidade dos dados. Para 
tanto, é necessário obedecer a dois aspectos fundamentais na elaboração dos 
planos de contas gerenciais, partindo do plano de contas fiscal: segmentação dos 
planos por áreas afins doprincipais relatórios e criação de contas adicionais para 
integração do sistema.
Dessa maneira, para que haja uma implantação adequada na empresa de um 
sistema de informações gerenciais (contábeis) para o macroprocesso de gestão, 
é necessária a adaptação do plano de contas estabelecidos pela legislação fiscal, 
principalmente para fins de apuração de resultado por unidades operacionais ou 
unidades de negócios (setores, departamentos, filiais).
Como o Plano de Contas é o pilar de sustentação de toda atividade que será 
desenvolvida pela contabilidade, ele deverá apresentar as seguintes características:
 · Ser informativo às necessidades da empresa;
 · Ser adaptativo, ou seja, flexível à capacidade de sofrer modificações, sem 
que haja paralisação da rotina de trabalho;
 · Ser prático, ou seja, de fácil manuseio, evitando gastos desnecessários;
 · Ser abrangente e fornecer os dados necessários para os registros contábeis;
 · Ser objetivo, ou seja, acessível ao nível dos colaboradores que irão utilizá-lo;
 · Ser técnico, ou seja, de acordo com os princípios e normas contábeis;
 · Ser uniforme, ou seja, com um único critério;
 · Ser inquestionável, de modo que não permita julgamento equívoco; e
 · Ser segmentado, sendo dimensionado de acordo com a empresa onde será 
aplicado.
Esses pressupostos derivam de um plano de contas. Por isso, a primeira tarefa 
do gestor é estabelecer um bom plano de contas para o seu empreendimento. 
O plano de contas deve ser baseado nos conhecimentos do empreendimento, e, 
portanto, o gestor deve analisar as necessidades dos diversos possíveis usuários da 
informação.
Da mesma forma, Neves e Viceconti (2004) sustentam que o plano de contas 
deve conter uma relação lógica e ordenada dos títulos das contas que compõem a 
escrituração contábil de uma empresa. Segundo os autores, o plano de contas deve 
apresentar como objetivos:
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 · A uniformização dos registros contábeis;
 · A flexibilização para permitir a inclusão ou a exclusão de contas, ou seja, 
ter a capacidade de sofrer modificações, sem que haja paralisação dos 
trabalhos; e
 · A identificação pelos títulos das contas, dos fatos efetivamente ocorridos, 
com o preceito da objetividade.
Da mesma forma, o professor Hilário Franco (1997) nos ensina que o plano 
de contas não pode ser rígido e deve permitir alterações durante o período da sua 
execução, pois em matéria de registro contábil podem surgir imprevistos que nos 
obriguem a criar novas contas, excluir outras, atendendo-se ainda ao fato de que 
os planos variam para cada tipo de entidade e de acordo com as circunstâncias.
A codificação das Contas em um Plano de Contas visa dar mais eficiência 
operacional. Os códigos contribuem, conforme Teixeira e Pantaleão (1998) para:
a) Facilitar o registro dos atos e fatos administrativos, mediante a associação 
das contas do Elenco a códigos numéricos, de maneira que estes, de forma 
inequívoca, identifiquem e simultaneamente indiquem sua classificação;
b) Dar maior rapidez à pesquisa das contas, bem como à classificação contábil 
dos documentos; e
c) Eventualmente, substituir a denominação das contas pelos seus respectivos 
números – código, tanto na escrituração como no suporte documental.
As codificações ou classificações das contas contábeis auxiliará o operador 
na agilidade das contabilizações (registro de lançamentos contábeis), através da 
identificação da classe (ativo, passivo, receita, despesa) e grupo (circulante e 
não circulante) a que pertence, com o respectivo código, que também auxilia no 
processo informatizado com maior rapidez da escrituração.
O artigo intitulado “Modelo de decisão em gestão econômica” tem como objetivo abordar 
algumas características sobre as decisões, tomadas em todos os níveis da organização, que 
determinam ou não a utilização adequada de recursos para a consecução dos seus objetivos.
Confi ra em: SANTOS, Edilene Santana; PONTE, Vera. Modelo de decisão em gestão 
econômica. Caderno de estudos, n. 19, p. 01-19, 1998. Disponível em: http://goo.gl/VqxdZ2
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Você sabe qual é a diferença entre atos e fatos administrativos? Primeiro, lembre-
se que para as empresas em geral, a obrigatoriedade de registro contábil é dos fatos 
administrativos.
Os atos administrativos são acontecimentos que ocorrem nas empresas e que 
não provocam alterações em seu patrimônio (bens, direitos e obrigações). Para o 
registro de atos, a contabilidade se utiliza de contas de Compensação.
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UNIDADE Plano de Contas
Já os fatos administrativos são os acontecimentos que ocorrem nas empresas 
que alteram ou modificam seu patrimônio, que podem ocasionar o aumento 
ou a diminuição do seu Patrimônio Líquido, ou do Ativo, ou do Passivo, e são 
subdivididos em 3 tipos:
1. Fato permutativo: ocorre pela permuta (troca) elementos dentro do Ativo, 
do Passivo ou em ambos (Ativo e Passivo);
2. Fato modificativo: ocorre pela modificação (alteração) dos valores do 
Patrimônio Líquido, para mais, acrescendo mediante o reconhecimento de 
uma receita, ou para menos mediante o reconhecimento de uma despesa; e
3. Fato misto: engloba os permutativos e os modificativos, envolvendo 
alterações no Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido (PL), acrescendo ou 
diminuindo o PL.
Para que você não se esqueça desses detalhes, preparamos um esquema básico 
a ser seguido:
 · Os fatos permutativos envolvem apenas (partida e contrapartida) Contas 
Patrimoniais (que representará ou um bem, ou um direito ou uma obrigação);
 · Os fatos modificativos envolvem apenas uma (partida) Conta Patrimonial e 
uma ou mais (partida e contrapartida) Contas de Resultado (que representará 
ou uma receita, ou um ganho, ou um custo, ou uma despesa, ou uma perda); e 
 · Os fatos mistos envolvem mais de uma (partidas) Conta Patrimonial e uma ou 
mais (contrapartidas) Contas de Resultados.
Objetivos na definição de um plano de contas
A existência de um plano de contas não tem como objetivo apenas atender às 
necessidades administrativas e financeiras, mas contemple a missão e o negócio da 
empresa. O esforço de unir os conceitos contábeis como ferramenta importante 
para a tomada de decisões pressupõe que o orçamento é peça importante no 
processo decisório e, nesse sentido, o sucesso do processo orçamentário 
(conjunto das atividades de planejamento, coordenação, preparação, controle e 
reprogramação das operações empresariais) está na integração, na sinergia e nas 
políticas, diretrizes, planos e metas que devem ser repassadas para os gestores de 
todos os departamentos ou setores da organização (LEITE et al., 2008).
Nesse sentido, a contabilidade não deve prover apenas informações monetárias 
ou financeiras, ou seja, quantitativas, mas também informações na natureza 
qualitativa, conforme estabelece a Resolução CFC n° 785/1995:
A contabilidade, na sua condição de ciência social, cujo objeto é o 
Patrimônio, busca, por meio da apreensão, da quantificação, da 
classificação, do registro, da eventual sumarização, da demonstração, 
da análise e relato das mutações sofridas pelo patrimônio da Entidade 
particularizada, a geração de informações quantitativas e qualitativas 
sobre ela, expressas tanto em termos físicos quanto monetários. 
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interesse da classe e ainda exibe vídeos de eventos, entrevistas e promoções.
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Um bom Plano de Contas deve ser elaborado levando-se em consideração as 
características de cada empresa. Ele será um instrumento básico e indispensável 
ao atendimento e implementação de um eficiente sistema de informações, que 
servirá de base para a elaboração de relatórios gerenciais. Caso seja necessário, 
poderá sofrer as adaptações requeridas às novas necessidadesde mudanças, sejam 
internas ou externas.
Um plano de contas é o norteador ordenado e sistemático das operações que 
se realizam numa entidade, as quais movimentam ou podem movimentar o seu 
patrimônio. Na elaboração de um plano de contas, é indispensável que o seu 
criador conheça a estrutura prevista para a organização, suas atividades, áreas de 
atuação, métodos de trabalho, ou seja, todos os detalhes necessários que permitam 
o acompanhamento das atividades da empresa, e também acompanhar o seu 
desenvolvimento futuro (TEIXEIRA & PANTALEÃO, 1998).
Dessa forma, o plano de contas é um instrumento de contabilidade que 
contempla todo o programa para utilização das contas, possibilitando que os 
registros contábeis (contabilizações) dos atos (em contas de compensação) e fatos 
ou eventos (em contas patrimoniais e de resultado) administrativos da entidade 
sejam realizados de maneira sistemática. Isso ocorre com o objetivo de se manter 
um padrão, seja para levantamento das demonstrações financeiras, seja para a 
elaboração de relatórios gerenciais.
A criação e a manutenção de um plano
de contas
Um bom plano de contas é aquele elaborado dentro das normas técnicas e 
legais, bem como deve atender a todas as necessidades da empresa. Para tanto, as 
caraterísticas que esse plano deve conter:
 · Adaptabilidade às necessidades da empresa;
 · Unidade técnica de nomenclatura e de funcionamento;
 · Clareza e fácil acesso;
 · Flexibilidade; e
 · Precisão e exatidão, dentro dos princípios contábeis.
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UNIDADE Plano de Contas
Portanto, cada entidade deve possuir seu próprio plano de contas, onde ele, 
ao ser elaborado, atenderá plenamente as necessidades. Devido às características 
de cada empresa, fica claro que o plano de contas de uma empresa não se aplica 
totalmente em outra empresa. Portanto, não é recomendado copiar plano de 
contas, pois, se copiado, ao invés de ajudar dificultará o trabalho de implantação, 
migração ou adaptação do sistema de informação.
O filme “Piratas da informática” dirigido por Martyn Burke, conta a história de dois ícones 
da era digital. De um lado, estava Steve Jobs, que de sua garagem criou Apple e um dos 
computadores pessoais mais usados na atualidade, e Bill Gates, o criador da Microsoft e 
do Windows, que tirou suas ideias de conversas noturnas em seu dormitório da faculdade. 
Ambos mudaram o jeito de encarar a informática, criando sistemas tão simples e 
abrangentes, para trabalhar, viver e se comunicar.
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No processo de elaboração de um bom plano de contas, é fundamental no 
sentido de utilizar todo o potencial da contabilidade em seu valor informativo para 
os inúmeros usuários (MARTINS et al., 2013). Dessa maneira, ao se preparar um 
projeto para desenvolver um plano de contas, a entidade deve levar em consideração 
as diversas possibilidades de relatórios gerenciais (internos) e para uso externo e, 
dessa forma, prever as possíveis contas contábeis de acordo com os vários tipos 
de relatórios a serem produzidos. Assim, com o desenvolvimento tecnológico, essa 
etapa se tornou fundamental, pois esses relatórios deixarão o processo decisório 
mais ágil e eficaz por parte dos gestores.
Portanto, ao se desenvolver um plano de contas, é preciso imaginar os vários 
tipos de relatórios a serem utilizados pelos usuários (internos e externos), assim, o 
plano de contas deverá ser sempre preparado para mudanças, conforme as atuais 
necessidades e, com a utilização do sistema de informação, os relatórios tornam-se 
mais ágeis e eficazes no processo de tomadas de decisões.
Plano de contas e aberturas sugeridas
Vimos que o nível ou grau de detalhamento depende da necessidade do gestor 
e das empresas. Nesta seção, veremos possíveis detalhamento em determinados 
grupos de contas, conforme sugerido por Gonçalves e Riccio (2009). Entretanto, 
como vimos acima, a empresa também pode adotar o sistema de Conta Corrente 
(subcontas) para que a codificação não fique muito extensa e dificulte o operador 
do sistema na localização de uma conta contábil.
Ressaltamos, para que não haja problemas futuros, e conforme a hierarquia 
da empresa, que é necessário que na arquitetura do sistema de informação sejam 
definidos procedimentos de segurança, ou seja, a elaboração de um plano de 
segurança de dados, controles e níveis de acesso, geração de backups e estratégias 
de recuperação de dados (REZENDE, 2005). Em outras palavras, nem todo 
colaborador deve ter acesso a todas as funcionalidades do sistema de informação.
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No ativo circulante, por exemplo, observa-se que é muito rara a necessidade 
de aberturas por unidades de negócios nas contas do Disponível, como Depósitos 
bancários à vista (Bancos conta movimento), haja vista que grande parte das 
empresas centralizam suas operações bancárias na tesouraria da matriz. Já nas 
contas Caixa e Fundo fixo (para pequenas despesas emergenciais) pode haver 
aberturas relacionadas aos responsáveis pelas respectivas contas facilitando o 
controle interno.
Importante!
O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) foi criado em 2007 pelo governo 
federal para a modernização da sistemática atual do cumprimento das obrigações 
acessórias, transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias e aos órgãos 
fi scalizadores. Seus módulos são:
1. CT-e: Conhecimento de Transporte eletrônico;
2. ECD: Escrituração Contábil Digital;
3. ECF: Escrituração Contábil Fiscal;
4. EFD Contribuições: Escrituração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofi ns, 
nos regimes de apuração não-cumulativo e/ou cumulativo;
5. EFD ICMS IPI: Escriturações de documentos fi scais e de outras informações de 
interesse dos Fiscos;
6. EFD Reinf: Escrituração Fiscal Digital das Retenções e Informações da Contribuição 
Previdenciária Substituída;
7. e-Financeira: Arquivos digitais referentes a cadastro, abertura, fechamento e 
auxiliares, e pelo módulo de operações fi nanceiras;
8. eSocial: Instrumento de unifi cação da prestação das informações referentes à 
escrituração das obrigações fi scais, previdenciárias e trabalhistas;
9. MDF-e: Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais;
10. NFC-e: Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica;
11. NF-e: Nota Fiscal Eletrônica; e
12. NFS-e: Nota Fiscal de Serviços Eletrônica.
Você Sabia?
As contas contábeis a seguir foram extraídas do Plano de Contas Referencial 
do SPED.
Por exemplo, a Conta Bancos pode ser subdividida por Instituição financeira e 
por conta corrente:
1 ATIVO
1.01 CIRCULANTE
1.01.01 DISPONIBILIDADES
1.01.01.01.00 Caixa
1.01.01.02.00 Bancos
1.01.01.02.01 Banco ABC
1.01.01.02.01.001 Banco ABC – Agência 0001 C/C 00001-9
1.01.01.02.02 Bancos ZYX
1.01.01.02.02.001 Bancos ZYX – Agência 1234 C/C 4321-X
19
UNIDADE Plano de Contas
A conta Clientes, por exemplo, pode ser subdivida por mercado, ou Estado, cliente:
1.01.05.02.00 Clientes
1.01.05.02.01 Mercado interno
1.01.05.02.01.001 São Paulo
1.01.05.02.01.001.0001 Cliente A
1.01.05.02.02 Mercado externo
Os estoques podem ser separados por grupos ou tipos de mercadorias, se 
nacionais ou importadas:
1.01.03 ESTOQUES
1.01.03.01.00 Estoques
1.01.03.01.01 Mercadorias para revenda
1.01.03.01.01.001 Mercadorias nacionais
1.01.03.01.01.002 Mercadorias importadas
1.01.03.01.02 Insumos (materiais diretos)
1.01.03.01.03 Produtos em elaboração
1.01.03.01.04 Produtos acabados
Se forem produzidos internamente, que sejam contabilizadas separadamente 
das adquiridas de fornecedores. Caso sejam destinados exclusivamente para 
a exportação ou destinado ao mercado interno. Caso haja depósito diferentes. 
Lembre-se que a cada nova conta aberta você deve se lembrar da função e do 
funcionamento da conta e da respectiva contrapartida.
Já no imobilizado, por exemplo, você pode detalhar os bens imóveis e 
suas respectivas contas próprias de depreciação acumulada. Assim como no 
intangível, você pode detalhar software e suas respectivas contas próprias de 
amortização acumulada.
1.07.04 IMOBILIZADO
1.07.04.01.00 Terrenos
1.07.04.02.00 Edifíciose Construções
1.07.04.02.01  Construções em Andamento
1.07.04.03.00 Equipamentos, Máquinas e Instalações Industriais
1.07.04.03.01 Equipamentos
1.07.04.03.01.001 Equipamento A
1.07.04.03.01.002 (-) Depreciação acumulada do Equipamento A
1.07.04.03.01.003 (-) Redução ao valor recuperável do Equipamento A
1.07.04.03.02 Máquinas
1.07.04.03.03 Instalações Industriais
1.07.04.04.00 Veículos
1.07.04.04.01 Embarcações
1.07.04.04.02 Aeronaves
20
21
No passivo também, cabe ao gestor definir o melhor detalhamento de cada grupo 
ou tipo de conta. Fornecedores podem ser separados por região, por exemplo. 
Lembre-se, você utilizará um sistema integrado. Nesses sistemas, o conceito de 
conta de fornecedores e o cadastro de fornecedores, por vezes, são sinônimos. Sua 
codificação deve ser criada primeiramente no módulo contábil.
2 PASSIVO
2.01 CIRCULANTE
2.01.01 OBRIGAÇÕES DE CURTO PRAZO
2.01.01.01.00 Fornecedores
2.01.01.01.01 Fornecedores nacionais
2.01.01.01.01.001 Fornecedor A
2.01.01.01.02 Fornecedores estrangeiros
2.01.01.01.01 Adiantamentos de Clientes
2.01.01.02.00 Financiamentos a Curto Prazo
2.01.01.02.03 Financiamentos a Curto Prazo – Outros
2.01.01.02.04 Financiamentos a Curto Prazo – Exterior
No Patrimônio Líquido, por sua vez, segue um detalhamento previsto na 
legislação societária brasileira (Lei nº 6.404/1976, e suas alterações).
2.07 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
2.07.01 CAPITAL REALIZADO
2.07.01.01.00 Capital Subscrito de Domiciliados e Residentes no País
2.07.01.02.00 (-) Capital a Integralizar de Domiciliados e Residentes no País
2.07.01.03.00 Capital Subscrito de Domiciliados e Residentes no Exterior
2.07.01.04.00 (-) Capital a Integralizar de Domiciliados e Residentes no Exterior
2.07.04 RESERVAS
2.07.04.01.00 Reservas de Capital
2.07.04.02.00 Reservas de Reavaliação
2.07.04.03.00 Reservas de Lucros
2.07.04.03.01 Reservas de Lucros – Doações e Subvenções para Investimentos
2.07.04.03.02 Reservas de Lucros – Prêmio na Emissão de Debêntures
2.07.04.04.00 Reserva para Aumento de Capital
2.07.04.05.00 Outras Reservas
2.07.05 AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL
2.07.05.01.00 Ajustes às Normas Internacionais de Contabilidade
2.07.05.01.01 (-) Ajustes às Normas Internacionais de Contabilidade
2.07.07 OUTRAS CONTAS
2.07.07.01.00 Lucros Acumulados e/ou Saldo à Disposição da Assembleia
2.07.07.02.00 (-) Prejuízos Acumulados
2.07.07.03.00 (-) Ações em Tesouraria
2.07.07.04.00 Outras
No modelo acima, temos a conta de Reservas de Reavaliação, que segundo a 
Lei nº 11.638/2007 não permite mais que as sociedades anônimas reavaliem seus 
bens patrimoniais. Mas as companhias que tinham saldo antes da edição da lei 
podem mantê-la até a concretização do valor residual daqueles bens.
21
UNIDADE Plano de Contas
Segundo Gonçalves e Riccio (2009), a classificação das contas de despesa 
segue a natureza das contas: salários, depreciação, juros, impostos etc. Mas 
ressaltam que também podem ser por estrutura funcional como: produção, vendas, 
administrativas etc. Ou seja, dependendo das necessidades informacionais da 
empresa, a classificação das contas de resultado deve ser mais elaborada:
I. para elaborar a demonstração com destaque da margem de contribuição, é 
necessária a separação entre custos/despesas variáveis e fixas no plano de contas.
II. para elaborar demonstrativos gerenciais para avaliação de desempenho, há 
que considerar: definição de áreas de responsabilidade, contas para registro de 
preços de transferência internos, alocação do valor de depreciação, mão de obra 
etc., segundo cada área de responsabilidade.
3 RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO
3.01 RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO ANTES DO IRPJ E DA CSLL - ATIVIDADE GERAL
3.01.01 RESULTADO OPERACIONAL
3.01.01.01 RECEITA LIQUIDA
3.01.01.01.01 RECEITA BRUTA
3.01.01.01.01.01.00 Receita da Exportação de Produtos
3.01.01.01.01.01.01 Receita de Exportação Direta de Mercadorias e Produtos
3.01.01.01.01.01.02 Receita de Vendas de Mercadorias e Produtos a Comercial Exportadora com Fim Específico de Exportação
3.01.01.01.01.01.03 Receita de Exportação de Serviços
3.01.01.01.01.02.00 Receita da Venda no Mercado Interno de Produtos de Fabricação Própria
3.01.01.01.01.03.00 Receita da Revenda de Mercadorias no Mercado Interno
3.01.01.01.01.04.00 Receita da Prestação de Serviços – Mercado Interno
3.01.01.01.01.05.00 Receita das Unidades Imobiliárias Vendidas
3.01.01.01.01.06.00 Receita de Locação de Bens Móveis e Imóveis
3.01.01.01.01.07.00 Outras
3.01.01.01.03 DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
3.01.01.01.03.01.00 (-) Vendas Canceladas, Devoluções e Descontos Incondicionais
3.01.01.01.03.01.01 (-) Vendas Canceladas
3.01.01.01.03.01.02 (-) Devoluções
3.01.01.01.03.01.03 (-) Descontos Incondicionais
3.01.01.01.03.02.00 (-) ICMS
3.01.01.01.03.03.00 (-) Cofins
3.01.01.01.03.04.00 (-) PIS/Pasep
3.01.01.01.03.05.00 (-) ISS
3.01.01.01.03.06.00 (-) Demais Impostos e Contribuições Incidentes sobre Vendas e Serviços
Encerramos aqui mais uma unidade. Para finalizar, deixamos aqui uma citação 
de Albert Einstein, que disse: 
“Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no 
mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos”.
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23
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Estudo de caso: implementação de contabilidade ambiental
EUGÉNIO, Teresa Cristina Pereira. Estudo de caso: implementação de contabilidade 
ambiental. Revista del Instituto Internacional de Costos, n. 1, p. 33-59, 2007. 
http://goo.gl/5lkooX
As empresas de pequeno porte e a contabilidade
KASSAI, Silvia. As empresas de pequeno porte e a contabilidade. Caderno de estudos, 
n. 15, p. 01-23, 1997. 
http://goo.gl/MtavP6
Modelo de identificação e acumulação de resultado sob a ótica do Gecon
PARISI, Cláudio; CORNACHIONE JÚNIOR, Edgard Bruno; VASCONCELLOS, Marco 
Túlio de Castro. Modelo de identificação e acumulação de resultado sob a ótica do Gecon. 
Caderno de Estudos, n. 15, p. 01-16, 1997. 
http://goo.gl/W58ebU
A contabilidade governamental e os sistemas de informações gerenciais do governo federal brasileiro como 
instrumentos de controle social: a disponibilização das informações orçamentárias e financeiras pela internet
SILVA, Romildo Araújo da et al. A contabilidade governamental e os sistemas de 
informações gerenciais do governo federal brasileiro como instrumentos de controle 
social: a disponibilização das informações orçamentárias e financeiras pela internet. 
Revista Universo Contábil, v. 3, n. 2, p. 73-86, 2007.
http://goo.gl/lYaxgs
23
UNIDADE Plano de Contas
Referências
BRASIL. Secretaria do Tesouro Nacional. Ministério da Fazenda. Manual 
SIAFI WEB. Disponível em: <http://manualsiafi.tesouro.fazenda.gov.br>.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº 785, de 
28 de julho de 1995. Aprova a NBC T 1 – Das Características da Informação 
Contábil. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 1 ago. 1995.
___. Manual de contabilidade do sistema CFC/CRCs/ Conselho Federal de 
Contabilidade. Brasília: CFC, 2009.
FRANCO, Hilário. Contabilidade Geral. 23. ed. São Paulo: Atlas, 1997.
GONÇALVES, Rosana C. M. G.; RICCIO, Edson L. Sistemas de informação: 
ênfase em controladoria e contabilidade. São Paulo: Atlas, 2009. 
HENRIQUE, Nilton da S. Arrecadação Brasileira Pós-SPED: a eficácia da 
fiscalização eletrônica. Revista Liceu On-Line, v. 2, n. 2, p. 29-47 jan./jun., 2012.
LEITE, Rita M. et al. Orçamento empresarial: levantamento da produção 
científica no período de 1995 a 2006. Revista Contabilidade & Finanças, v. 19, n. 
47, p. 56-72, 2008.
MARTINS, E.; IUDÍCIBUS, S. de; GELBCKE, E. R.; SANTOS, A. dos. Manual 
de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades. 2. ed. São Paulo: 
Atlas, 2013.
NEVES, Silvério das; VICECONTI, Paulo E. V. Contabilidade Avançada: e análise 
das demonstrações financeiras. São Paulo: Frase, 2004.
PADOVEZE, Clóvis L. Contabilidade gerencial: um enfoque e sistemas de 
informação contábil. São Paulo: Atlas, 1997.
REZENDE, Denis A. Engenhariade software e sistemas de informação. Rio de 
Janeiro: Brasport, 2005.
SÁ, Antônio L. de. Teoria da contabilidade. São Paulo: Atlas, 1998.
TEIXEIRA, Paulo J.; PANTALEÃO, Milton J. Construção civil: aspectos tributários 
e contábeis. São Paulo: Síntese, 1998.
24
Sistema de 
Informação Gerencial
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Ms. Marcelo Bernardino Araújo
Revisão Textual:
Profa. Ms. Luciene Oliveira da Costa Santos
Sistemas Integrados de Gestão Aplicados à Contabilidade
• Introdução
• Softwares ERP, CRM e SCM
• Sistemas integrados de gestão e seus reflexos na contabilidade 
• Sistemas de informações contábeis (SIC)
• Sistemas de Informações da Controladoria (SIControl)
 · Esta unidade tem como objetivo apresentar a importância da 
utilização dos sistemas de informação contábil como componente de 
auxílio na tomada de decisão.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Nesta unidade, vamos aprender um pouco mais sobre um importante tema: 
sistemas integrados de gestão aplicados à contabilidade.
Então, procure ler, com atenção, o conteúdo disponibilizado e o material 
complementar. Não esqueça! A leitura é um momento oportuno para 
registrar suas dúvidas; por isso não deixe de registrá-las e transmiti-las ao 
professor-tutor. 
Além disso, para que a sua aprendizagem ocorra num ambiente mais 
interativo possível, na pasta de atividades, você também encontrará as 
atividades de avaliação, uma atividade reflexiva e a videoaula. Cada material 
disponibilizado é mais um elemento para seu aprendizado. Por favor, estude 
todos com atenção!
É importante também respeitar os prazos estabelecidos no cronograma.
Bons estudos!
ORIENTAÇÕES
Sistemas Integrados de Gestão 
Aplicados à Contabilidade
UNIDADE Sistemas Integrados de Gestão Aplicados à Contabilidade
Contextualização
A informação, desde que útil, é fundamental no processo de tomada de decisão. 
Porém, o excesso de informação tanto pode auxiliar como atrapalhar esse processo.
Ocorre que, com os avanços tecnológicos, principalmente em termos de 
sistemas, o excesso de informação que está presente em nossas vidas pode 
trazer transtornos, já que muitas vezes uma mesma informação é transmitida por 
diferentes meios e podem ser distorcidas, como em uma brincadeira de “telefone 
sem fio”, prejudicando o entendimento. Além disso, há o risco de recebermos uma 
dualidade de verdades, conhecido como ruído no processo de comunicação entre o 
emissor e o receptor, impossibilitando a compreensão real de um fato.
Cezar Taurion é CEO da Litteris Consulting, CEO da ThinPost e faz uma crítica 
aos atuais modelos de sistemas de gestão. Segundo Taurion, as empresas não são 
mais estruturas rígidas com decisões top down descendo ladeira abaixo por toda 
a organização. Devem ser autoajustáveis, não apenas mudando na camada de 
suporte (processos, sistemas e estrutura organizacional), onde o ERP opera, mas 
transformando a visão e os modelos de negócios, devido à velocidade da dinâmica 
de transformação do mercado. Os monolíticos ERPs começam a se tornar um 
fardo, mas o autor reitera que a integração tem sua importância.
Leia na íntegra o artigo escrito por Cezar Taurion, publicado pelo portal Computer World. 
“Quando os ERPs começam a se tornar um fardo”: http://goo.gl/m97kpv“Ex
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Introdução
Vimos anteriormente que um sistema de informações é um conjunto de 
componentes inter-relacionados que funcionam coletando, processando, 
armazenando e distribuindo informações destinadas a apoiar a tomada de 
decisões ou processo decisório para o controle de uma empresa. Nesta unidade, 
aprenderemos sobre os reflexos da utilização de um SIG na contabilidade.
Sistema Integrado de Gestão (SIG) ou Sistema de Informações Contábeis (SIC)?
Segundo Stair (2002), as principais características de um SIG são:
a) Gera relatórios de saída com formatos fixos e padronizados;
b) Necessita de solicitações formais do usuário;
c) Produz relatórios impressos e em tela de computador;
d) Produz relatórios programados, sob solicitação e de exceção;
e) Usa dados internos armazenados no sistema do computador.
Os SIG são desenvolvidos para atender às mais variadas necessidades das 
empresas, nas várias áreas operacionais, tais como: finanças, recursos humanos, 
marketing, produção, contabilidade.
Portanto, o Sistema de Informação Contábil (SIC), que faz parte de um SIG, 
é um dos principais sistemas de informação de uma entidade. O SIC tem como 
função processar as transações financeiras e econômicas para prover os usuários 
(internos e externos) com informações para operação, controle e tomada de 
decisão, especialmente, quando envolver decisões estruturadas, ou seja, quando os 
meios envolvidos são identificáveis e controláveis.
Tabela 1: Pressupostos básicos na elaboração do SIC/SIG
Procedimentos Características
Necessidade de Informação
A necessidade da informação alinhada ao absoluto respaldo ao contador e a 
seu sistema, é o elemento vital para o sucesso de um sistema de informação 
contábil. Caso esses conceitos de utilidade e necessidade da informação contábil 
não estejam imediatamente presentes no ambiente da cúpula administrativa da 
entidade, é tarefa do contador fazer nascer e crescer essa mentalidade gerencial. 
Para isso, é necessário apenas o conhecimento profundo da Ciência Contábil e de 
seu papel informativo-gerencial.
Planejamento e Controle
O sistema de informação exige planejamento para produção dos relatórios, para 
atender plenamente aos usuários. É necessário saber o conhecimento contábil 
de todos os usuários, e construir relatórios com enfoques diferentes para os 
diferentes níveis de usuários. Dessa forma, será possível efetuar o controle 
posterior. Só poderá ser controlado aquilo que é aceito e entendido. Além disso, 
se o sistema de informações gerenciais não for atualizado periodicamente, poderá 
ficar numa situação de descrédito perante seus usuários.
Fonte: Adaptado de Padoveze (1997, p. 38).
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UNIDADE Sistemas Integrados de Gestão Aplicados à Contabilidade
Softwares ERP, CRM e SCM
Você já ouviu falar em ERP, CRM ou SCM? Sabe o que cada um significa e sua 
utilização? Neste capítulo, você aprenderá mais sobre esses relevantes temas para 
a otimização de recursos nas organizações.
O Enterprise Resource Planning (ERP), ou Planejamento de Recursos 
Empresariais em português, é um sistema interfuncional que funciona como 
uma estrutura para integrar e automatizar diversos dos processos de negócios 
que devem ser realizados pelas seguintes atividades: contabilidade, finanças e de 
recursos humanos, produção, logística, distribuição etc. As características dos 
softwares de ERP são:
 · O software de ERP é parte de uma família de módulos de software que 
apoia as atividades empresariais envolvidas em processos de BackOffice 
(pessoal de suporte) vitais;
 · O ERP é concebido como um ingrediente, essencial à eficiência, agilidade, 
e responsabilidade, seja com clientes, seja com fornecedores, que uma 
entidade que atue com e‑business necessite para ter êxito no mundo 
dinâmico do e‑commerce.
Além das características, a utilização de um software de ERP gera os seguintes 
valores para o negócio:
 · O ERP cria uma estrutura para integrar e aperfeiçoar seus sistemas internos 
de escritório, responsável por importantes melhorias no atendimento ao 
consumidor, na produção e na eficiência da distribuição;
 · O ERP fornece rapidamente informação interfuncional vital sobre o 
desempenho da empresa para que os gerentes melhorem significativamente 
no processo decisório.
A maior parte dos softwares ERP disponíveis no mercado (SAP, Oracle, 
PeopleSoft e, no Brasil, Datasul e Microsiga etc.) é composta por diferentes 
módulos. Por exemplo, recursos humanos, contabilidade (ou razão geral), produção, 
finanças, compras, vendas e logística (GONÇALVES & RICCIO, 2009).
Cada um desses módulos tem funcionalidade específica, acessa a base de 
dados compartilhada e pode ser considerado como uma aplicação única, tanto doponto de vista de sua interface com usuário, como da perspectiva da estrutura do 
software. Estrutura esta que possibilita que os usuários desenvolvam competências 
específicas nos módulos, e permite que alterações que impliquem em novas versões 
ou upgrades tenham baixo impacto na estrutura geral do software. Entretanto, 
às vezes, induz o usuário a uma visão fragmentada, extremamente prejudicial ao 
entendimento da integração processual proporcionada pelos softwares ERP, ou 
seja, a visão sistêmica.
O Customer Relationship Management (CRM), ou Gerenciamento do 
Relacionamento com o Cliente em português, é uma aplicação interfuncional de 
e‑business (comércio eletrônico) que integra e automatiza diversos processos de 
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atendimento ao cliente/usuário. São exemplos de sua aplicação: vendas, marketing 
direto, contabilidade, financeiro, gerenciamento de pedidos, atendimento e suporte 
ao cliente etc.
Os softwares de CRM geram uma estrutura de Tecnologia da Informação (TI) 
que engloba e integra todos os processos operacionais com as demais operações 
de negócios de uma empresa. Os CRM são módulos de softwares que executam 
as atividades empresariais envolvidas nos procedimentos onde há contato com o 
cliente/consumidor. Ele ainda fornece ferramentas que permitem que a entidade 
e seus colaboradores executem rapidamente um serviço padronizado e rápido aos 
seus clientes.
Por fim, o Supply Chain Management (SCM) ou Gerenciamento da Cadeia de 
Suprimentos em português, é um conceito de gestão que integra o gerenciamento 
dos processos da cadeia de suprimentos, ou seja, cuida da logística do negócio. 
Grandes empresas, em suas aplicações de e-business, estão transformando o SCM 
num objetivo estratégico de negócio. Isso é fundamental para que elas atendam às 
exigências de seus clientes de e‑commerce como por exemplo, qualidade, preço e 
prazo de entrega.
Dessa forma, as grandes empresas estão reestruturando os processos de 
sua cadeia de suprimentos, apoiadas em tecnologias baseadas na Internet, 
em computação em nuvem (cloud computing) e ainda em softwares de 
gerenciamento da cadeia de suprimentos. Os objetivos do gerenciamento da 
cadeia de suprimentos é oferecer aos clientes o que eles desejam, onde desejam 
e pelo menor custo possível.
Alguns gestores podem pensar que determinadas ferramentas aumentam os 
gastos da empresa, entretanto, a implantação de um SCM tem por finalidade:
 · A redução dos custos;
 · O aumento da eficiência das operações;
 · O aumento dos lucros e ganhos;
 · A melhoria dos tempos de ciclos da logística; 
 · A melhoria da comunicação com clientes e fornecedores; e
 · O desenvolvimento de serviços que dão uma vantagem competitiva (por 
exemplo, entrega rápida).
O artigo intitulado “Os refl exos da implementação de ERP em um escritório de contabilidade” 
tem como objetivo verifi car os aspectos positivos e os negativos da implementação de um 
ERP na prestação de serviços contábeis, por meio de um estudo de caso realizado em um 
escritório catarinense de contabilidade. Confi ra em:
ALBERTON, Luiz; LIMONGI, Bernadete; KRUGER, Noeli. Os refl exos da implementação de ERP 
em um escritório de contabilidade. In: XVII Congresso Brasileiro de Contabilidade, Santos. 
2007. Disponível em: http://goo.gl/nFLQ6x
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UNIDADE Sistemas Integrados de Gestão Aplicados à Contabilidade
Sistemas integrados de gestão e seus 
reflexos na contabilidade 
Neste capítulo, veremos com um SIG auxilia a Contabilidade. Anteriormente, 
aprendemos que as atividades de processamento ou tecnologia de informação (ou 
processamento de dados) que acontecem nos sistemas de informação incluem os 
seguintes estágios:
1. Entrada de recursos de dados;
2. Transformação de dados em informação;
3. Saída de produtos da informação;
4. Armazenamento de recursos de dados; e
5. Controle de desempenho do sistema.
Segundo Frezatti (2000), muito se discute sobre reais benefícios proporcionados 
pela integração entre os sistemas de informações das organizações. Quando antes 
os sistemas não se comunicavam, havia retrabalho de diversos cadastramentos, 
por exemplo.
De maneira integrada, os sistemas se tornam tão mais úteis. Esse detalhe, embora 
lógico, tem consequências práticas, seja em termos de qualidade das informações, 
seja nas definições de possíveis erros de consistências (trilhas de auditoria).
Sistema Fiscal Faturamento Contas a Receber
ProduçãoSuprimento Estocagem
CusteioContas a Pagar
Ativo Fixo
Contabilidade
Controle
OrçamentárioOrçamento
Figura 1: Integração dos sistemas de informações com o sistema contábil
Fonte: Adaptado de Frezatti (2000, p. 74).
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O fi lme “Com o dinheiro dos outros” dirigido por Norman Jewison explora os eventuais 
confl itos associados às práticas no mercado fi nanceiro. Ele mostra ainda uma mudança de 
conceito de gerenciamento dos negócios em uma fábrica, com o objetivo de aumentar a sua 
lucratividade.
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Um sistema de informação contábil-gerencial, para apresentar resultados 
satisfatórios, deverá seguir padrões preestabelecidos com o acompanhamento 
dos resultados obtidos pelos usuários, para o processo de gestão, bem como uma 
análise da relação custo X benefício que está apresentando para a entidade.
Sistemas de informações contábeis (SIC)
Um Sistema de Informações Contábeis (SIC) é um subsistema de informações 
dentro de uma entidade que acumula informações dentro de vários subsistemas da 
entidade e as comunica ao subsistema de processo de informações. O subsistema de 
processamento de informações pode ser um departamento separado na entidade 
organizacional, responsável pelo equipamento e pelos programas de computação 
(MOSCOVE, SIMKIN & BAGRANOFF, 2002, p. 24).
Segundo Moscove et al. (2002), o SIC se concentrava na coleta, no 
processamento e no fornecimento de informações essencialmente financeiras para 
os stakeholders, ou seja, todos os usuários externos (como investidores, credores 
órgãos da receita) e todos os usuários internos (principalmente a administração). 
Atualmente, entretanto, o SIC está sendo desenvolvido pensando tanto em dados 
e informações financeiros quanto não financeiros (físicos, como quantidade na 
aplicação de custos).
Os autores ainda complementam que o SIC, tradicionalmente, foi pensado 
em cada área funcional da organização, como, por exemplo, em marketing, na 
produção, em finanças e nos recursos humanos, mantendo um subsistema de 
informações em separado. Ou seja, todas essas informações são distribuídas para a 
função de processamento de informações da entidade. Assim, há um problema com 
esse tipo de conceito, pois ele requer o armazenamento separado de dados (com 
a possibilidade de duplicidade) e a coleta e produção de relatórios em separados 
dentro de cada subsistema.
11
UNIDADE Sistemas Integrados de Gestão Aplicados à Contabilidade
Tabela 2: Pontos fundamentais do SIC gerencial
Fundamentos do sistema Descrição
Operacionalidade As informações devem ser coletadas, armazenadas e processadas de forma 
operacional. O fundamento da operacionalidade significa que todos os que 
trabalham com a informação contábil devem saber e sentir que estão operando 
com dados reais, significativos, práticos e objetivos, conseguidos, armazenados 
e processados de forma prática e objetiva. Com isso, teremos uma utilização 
gerencial, ou seja, prática e objetiva (relatórios práticos e objetivos).
Integração e navegabilidade dos dados Sistema de informação integrado quando todas as áreas necessárias para o 
gerenciamento da informação contábil estejam abrangidas por um único sistema 
de informação contábil. Todos devem utilizar-se de um mesmo e único sistema 
de informação. O que caracteriza um sistema de contabilidade integrado é a 
“navegabilidade” dos dados, a partir do momento que um dado é coletado, ele 
deverá ser utilizado em todos os Segmentos do sistema de informação contábil.
Custo da informação O sistema de informação contábil deve ser analisado na relação de custo x benefíciopara a empresa, devendo o sistema de informações contábeis gerenciais apresentar 
uma situação de custo abaixo dos benefícios que proporciona à empresa.
Fonte: Adaptada de Padoveze (1997, p. 40).
Site que difunde o modelo “Gestão Econômica” (GECON), que começou a ser estruturado pelo 
Prof. Armando Catelli, no final da década de 1970, entrevendo a necessidade de adequação 
dos modelos da administração das organizações à realidade empresarial e também a 
ineficácia dos sistemas de contabilidade e de custos para o apoio do processo decisório. O 
GECON é um modelo de atuação, que compreende um sistema de informação baseado em 
gestão por resultados econômicos, que visa mensurar o VEE (Valor Econômico da Empresa) 
a qualquer momento. Este modelo de gestão permite a simulação, o planejamento e o 
controle da atuação da entidade com base na evolução do valor adicionado.
Disponível em: http://www.gecon.com.br/
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O conceito de SIC, como um sistema corporativo e parte integrante do processo 
informacional, vê a contabilidade como o principal gerador e distribuidor de 
informações da entidade.
A contabilidade operacional enfoca o gerenciamento dos processos de 
negócio, ou seja, gera um conjunto de várias atividades ou fluxos de trabalho 
para a entidade, criando, assim, valor para o negócio, por exemplo, o processo 
de geração de receitas (como vender) e o processo de pagamento das despesas 
(controle dos gastos).
A maioria das empresas está concentrada na produção e criação de bens e 
serviços para comercializá-las aos seus clientes. São esses processos que diferenciam 
as operações da entidade. Se todos os colaboradores conhecem os processos 
de negócio, isso permitirá que os gestores os simplifiquem (por modelagem de 
processos), otimizando todos os recursos e reduzindo os custos de produção.
Algumas empresas adotam pacotes (módulos) como parte de uma estratégia em 
que são adquiridos os melhores pacotes do mercado para cada área de necessidade 
ou best‑of‑breed strategy. No Brasil, esta estratégia é muito utilizada na seleção e 
implantação de sistemas de processamento da folha de pagamento, por exemplo. 
Ao implantar tais sistemas, a entidade adquirente desenvolve e faz a manutenção 
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das interfaces, ou seja, dos programas necessários para interligar o módulo contá bil-
financeiro com os aplicativos produzidos por outras empresas de software e com 
os aplicativos desenvolvidos internamente (GONÇALVES & RICCIO, 2009).
A utilização de sistemas específicos para determinadas áreas, ainda estes 
que sejam os melhores no assunto, pode trazer para a contabilidade uma 
série de desvantagens:
1. Os dados provenientes das transações geradas e controlados por outros 
sistemas são enviados para o sistema contábil por meio de arquivos de 
transações acumuladas e sumarizadas, em períodos que podem variar entre 
diário, semanal e mensal, sendo este último o mais comum;
2. Nesses casos, os dados para a contabilização são sumarizados para cada 
conta do Razão geral, que tipicamente é traduzido por um plano de contas 
bem resumido. Os detalhes de cada transação não são acessados e registrados 
pela contabilidade;
Impossibilidade de análises de cima para baixo, ou seja, do agregado para o 
detalhado (em inglês drill down), por exemplo, partindo-se de um lançamento, 
obter-se a transação detalhada que o originou. A ausência de análises de cima 
para baixo dificulta em muito o estabelecimento de trilhas de auditoria (em inglês 
audit trail) automá ticas;
3. A contabilidade recebe somente os dados monetários e os necessários para 
a elaboração dos lançamentos. Informações quantitativas não monetárias 
não são consideradas pela contabilidade;
4. O sistema contábil não registra as transações à medida que ocorrem, 
pois é atualizado periodicamente, tipicamente somente uma vez por mês, 
no fechamento mensal. Não pode, portanto, emitir qualquer informação, 
relatório ou analise antes de cada fechamento, perdendo relevâ ncia;
5. Geralmente, a conciliação entre a contabilidade e os outros sistemas torna-
se demorada e com elevado volume de transações para serem analisadas, 
quase sempre de forma manual, com o auxílio de planilhas eletrônicas;
6. O SIC torna-se um sistema específico da área contábil, isolado e sem uma 
conexão ativa com as demais áreas. Os dados contábeis dificilmente podem 
ser relacionados com os dados dos demais sistemas sem trabalho adicional. 
Isso, em geral, implica um isolamento maior da contabilidade e do contador 
em relação ao resto da empresa. Favorece a visão da contabilidade como 
atividade acessória e de BackOffice (retaguarda), apenas para fins legais, 
portanto, de pouco valor e pouco apreciada pela administração;
7. O poder da contabilidade como instrumento consolidador, centralizador e de 
controle da administração não se realiza totalmente ou fica neutralizado pela 
baixa compreensão de sua utilidade para a gestão empresarial (RICCIO, 2001).
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UNIDADE Sistemas Integrados de Gestão Aplicados à Contabilidade
Sistemas de Informações da Controladoria 
(SIControl)
À medida que uma entidade cresce, seus processos e procedimentos se tornam 
mais complexos e abrangentes. Portanto, para administrá-la, os executivos 
necessitam de informações para estarem a par dos acontecimentos relevantes em 
suas respectivas áreas de atuação.
É por meio desse fluxo de informações que a empresa consegue conduzir sua 
empresa. O processo decisório depende, essencialmente, da quantidade e da 
qualidade das informações recebidas. A etapa de coletar dados, selecioná-los, 
analisá-los e retratá-los é crucial para que a entidade alcance seus objetivos.
Resumidamente, os relatórios contábeis que têm como objetivo fornecer à 
entidade melhores condições para:
 · Calcular o resultado contábil, bem como as vantagens obtidas em relação 
planejamento estabelecido;
 · Controlar as operações correntes e tomar decisões necessárias;
 · Avaliar o desempenho por área e responsabilidade; e
 · Fornecer informações para subsidiar o planejamento futuro.
Assim, a condição essencial de um bom relatório é a clareza na apresentação das 
informações. Ou seja, um bom relatório indica objetivamente a situação passada e a 
tendência futura do fenômeno estudado. Uma informação clara e objetiva permite 
a compreensão do usuário, a qual conduz à confiança e ao sucesso.
Portanto, um bom relatório as informações devem ser classificadas em função de 
usa relevância. As de pouca importância são deixadas para o final ou suprimidas. 
Evite um número exagerado de cifras e tabelas complicadas. As vezes um gráfico 
fala por si só.
Segundo Gonçalves e Riccio (2009), o Sistema de Informações da Controladoria 
(SIControl) deve executar as seguintes tarefas:
1. Efetuar mensurações diretas e indiretas de satisfação dos clientes;
2. Monitorar o posicionamento mercadológico, comparado ao dos principais 
competidores; e
3. Simular resultados derivados de novos negócios e de parcerias estratégicas 
e mesmo de fusões e aquisições.
Dessa forma, essas informações devem ter consistência e ser usadas em conjunto 
com as medidas financeiras de retorno aos investidores. Portanto, pode-se afirmar 
que o SIControl engloba todo o sistema de informações para auxílio à decisão 
(SAD), incluindo considerações estratégicas e de inteligência empresarial ou BI 
(business inteligente).
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Resumidamente, o SIControl deve minimamente atender a alguns requisitos. 
Por exemplo, nele, devem estar presentes ferramentas de controle de gestão, 
tais como: o controle de custos, o planejamento e o controle orçamentário, as 
mensurações de desempenho e do valor adicionado ao acionista.
A gestão dos processos e produtos em diferentes estágios do seu ciclo de vida 
até o momento de seu descarte e potencial reciclagem, incluindo o controle de seu 
pós-venda, de garantias e peças de reposição, exige informações que somente são 
tratadas com um estudo profundo das funcionalidades do software ERP e com o 
desenvolvimento provável de softwaresparalelos, baseados em Data Warehouses 
(GONÇALVES & RICCIO, 2009).
Aplicações específicas de mensuração de desempenho podem ser acopladas ao 
SIC implantado num sistema ERP. Algumas soluções disponibilizam ferramentas 
para implantação do balanced scorecard (BSC), por exemplo. Todavia, alguns 
controles específicos relacionados ao desempenho em geral e à agregação de 
valor exigirão informações internas e externas obtidas por meio de sistemas de 
informação complementares ou ainda paralelos.
Importante!
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda em parceria com 
o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) está desenvolvendo um 
Sistema de Informação de Custos (SIC), que é um Data Warehouse que se utiliza da 
extração de dados dos sistemas estruturantes da administração pública federal, tal 
como SIAPE, SIAFI e SIGPlan, para a geração de informações. O SIC tem por objetivo 
subsidiar decisões governamentais e organizacionais que conduzam à alocação mais 
efi ciente do gasto público; sendo essencial para a transformação de paradigmas 
que existem atualmente na visão estratégica do papel do setor público. Para mais 
informações acesse: http://goo.gl/yLSjcd
Você Sabia?
Os tratamentos de informações externas são utilizados de forma a auxiliar 
na detecção de novas oportunidades e ainda na seleção de mecanismos para 
auxílio na redução de riscos ainda requer modelos mais sofisticadas. Portanto, 
eles são tratados como modelos em teste, isto é, por meio de sistemas pilotos 
desenvolvidos em tecnologias mais ad hoc e amigáveis. É comum que alguns 
modelos da controladoria ainda se utilizem de informações tratadas na exportação 
de bancos de dados por meio do pacote Office da Microsoft, no Excel e no 
Access, por exemplo.
O sistema de informações externas agrega dados sobre o cenário e tendências 
econômicas com índices mercadológicos, além de informações sociodemográ ficas 
e socioeconômicas, fornecendo subsídios importantes para o planejamento de 
longo prazo.
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UNIDADE Sistemas Integrados de Gestão Aplicados à Contabilidade
Além disso, é também no sistema de informações externas ou ambientais que 
estão depositadas informações sobre padrões setoriais e de empresas líderes úteis 
nos processos de benchmarking (autoavaliação em relação aos concorrentes), 
em conjunto com preços médios de mercado, preços e estratégias de marketing 
praticados pela concorrência, desde que eticamente obtidos. Ele deve fornecer 
uma visão estratégica que possibilite a construção de diferentes cenários a serem 
tratados no módulo de auxílio ao planejamento de longo prazo. O módulo com 
indicadores de desempenho para controle estratégico proverá um conjunto de 
medidas não exclusivamente financeiras, servindo à implantação da mensuração 
de desempenho quer por meio do BSC, do Performance Prisma, ou de outras 
metodologias específicas. A implantação deste módulo poderá ser acoplada aos 
sistemas ERP com o uso de ferramentas de BI, que proporcionam a integração por 
convergência e a extração de indicadores mediante visões multidimensionais.
No módulo para auxílio do planejamento de longo prazo, o usuário do sistema de 
informações externas, deve facilitar a análise de decisões estratégicas, permitindo a 
construção de cenários. Será útil na avaliação de mudanças de políticas, simulando 
seus impactos no negócio, considerando a criação de valor de longo prazo aos 
acionistas que supere o custo do capital. Dessa forma, ele deve possibilitar a análise 
do impacto de determinada mudança na política comercial (preços, produtos, 
promoção, canais de distribuição), ou de uma mudança da política de pesquisa, 
desenvolvimento e inovação (PD&I), em relação ao ambiente em longo prazo.
Já no módulo para auxílio do planejamento de curto prazo, o usuário do 
planejamento de longo prazo importa suas diretrizes estratégicas e as desdobra 
até as unidades de negócio com horizontes temporais bem definidos. Nele, são 
realizadas simulações do impacto de diretrizes estratégicas no resultado econômico. 
Os outputs (saídas-relatórios) destas simulações são reportados de volta ao módulo 
de planejamento de longo prazo, num ciclo virtuoso de planejamento integrado. 
Também é neste módulo que são gerados subsídios para a definição das origens de 
recursos e das políticas de financiamento de curto e médio prazo, mediante o uso 
de diversas ferramentas de simulação (GONÇALVES & RICCIO, 2009).
Encerramos aqui mais uma unidade. Para finalizar, deixamos uma citação 
de John Dewey (filósofo americano), que disse: “Nós só pensamos quando nos 
defrontamos com um problema”.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Sistema de informação de custos na administração pública federal: uma política de Estado
HOLANDA, Victor Branco de; LATTMAN-WELTMAN, Fernando; GUIMARÃES, 
Fabrícia (Org). Sistema de informação de custos na administração pública federal: uma 
política de Estado. Rio de Janeiro, Editora FGV, 2010. ISBN: 978-85-225-0838-9. 
Capítulo 7. Sistema de custos como política de Estado.
http://goo.gl/Lj8nZ2
Uma Abordagem para Modelagem de Processos através de um ERP
OGURA, Alberto Kenji; MARINS, Fernando Augusto Silva. Uma Abordagem para 
Modelagem de Processos através de um ERP. XXIII Encontro Nacional de Engenharia 
de Produção (ENEGEP). Anais Eletrônicos... Curitiba: ABEPRO, 2003.
http://goo.gl/JdO0hh
Sistemas ERP: características, custos e tendências
PADILHA, Thais Cássia Cabral; MARINS, Fernando Augusto Silva. Sistemas ERP: 
características, custos e tendências. Revista Produção, v. 15, n. 1, p. 102-113, 2005. 
http://goo.gl/7hm4MT
Tecnologia da informação em pequenas empresas: fatores de êxito, restrições e benefícios
PRATES, Glaúcia Aparecida; OSPINA, Marco Túlio. Tecnologia da informação em 
pequenas empresas: fatores de êxito, restrições e benefícios. Revista de Administração 
Contemporânea, v. 8, n. 2, p. 9-26, 2004.
http://goo.gl/pZZDLT
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UNIDADE Sistemas Integrados de Gestão Aplicados à Contabilidade
Referências
FREZATTI, Fábio. Orçamento Empresarial: planejamento e controle gerencial. 
São Paulo: Atlas, 2000.
GONÇALVES, Rosana C. M. G.; RICCIO, Edson L. Sistemas de informação: 
ênfase em controladoria e contabilidade. São Paulo: Atlas, 2009. 
MOSCOVE, S. A.; SIMKIN, M. G.; BAGRANOFF, N. A.; GOLDSCMIDT, G. G. 
Sistemas de informações contábeis. São Paulo: Atlas, 2002.
PADOVEZE, Clóvis L. Contabilidade gerencial: um enfoque e sistemas de 
informação contábil. São Paulo: Atlas, 1997.
RICCIO, Edson L. Efeitos da tecnologia de informação na contabilidade: estudo 
de casos de implementação de sistemas empresariais integrados-ERP. 2001. Tese 
de Livre Docência. Universidade de São Paulo.
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