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Auditoria Baseadas em Evidencias

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CONTEÚDO 7 - AUDITORIA 
BASEADA EM EVIDENCIAS: 
 
AUDITORIA INFORMATIZADA 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
Documento - Prontuário 
 A auditoria concorrente avalia sistematicamente a natureza 
documental dos serviços prestados ao paciente, tendo 
como premissas as ações médicas e de toda a equipe de 
saúde envolvida na prestação de serviço. 
Fatores importantes relacionados ao documento na forma 
do prontuário médico. 
 
 
 
Tradicional Eletrônico 
Fácil manuseio Informações recuperáveis 
 
Forma livre de registro Forma padronizada de registro 
Sem treinamento 
 
Necessita de treinamento 
Deteriora-se com o tempo Armazenagem confiável (ação do 
tempo) 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
Tradicional Eletrônico 
Não “Sai do ar” “Sai do ar” (depende do sistema) 
 
 
Acesso restrito Acesso por vários usuários 
 
Orientação restrita Orienta ensino, pesquisa, 
administração 
 
Registro passivo e restrito Registro dinâmico e 
multidisciplinar (multiprovedor) 
Reconhecido pela Justiça 
 
Necessita de cópia em papel 
Sigilo 
 
Risco de invasão do sistema e 
quebra do sigilo 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
AUDITORIA BASEADA EM 
EVIDENCIAS: 
 
AUDITORIA de CONTROLE 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
AUDITORIA de CONTROLE 
 O conceito de saúde pode ser discutido a partir de 
diversos pontos: 
 
1. a saúde como bem de consumo, fruto de uma 
sociedade capitalista; 
2. variabilidade de condutas, diversidade de 
tratamentos, meios diagnósticos, oferta de 
serviços; 
3. análise econômica, o custo gerado pela 
globalização e evolução tecnológica; 
4. qualidade de vida sob a perspectiva do usuário; 
5. satisfação do cliente; 
6. satisfação do usuário x resultado clínico. 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
 A saúde enfrenta 
diversos problemas 
de decisão, a 
escolha da melhor 
tecnologia diante de 
um panorama 
diverso. Esse 
dilema requer 
decisões cruciais 
que envolvem a 
necessidade de 
praticar uma gestão 
em saúde baseada 
em evidências e que 
economicamente 
seja viável para sua 
sobrevivência. 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
 
A auditoria de controle está baseada em 
três fatores: a análise prévia, a 
concorrente e a retrospectiva (já 
discutida anteriormente). 
A auditoria prévia, preliminar ou 
prospectiva é a análise que tem por 
finalidade a realização de uma perícia 
prévia do “caso” do paciente, tendo por 
princípios a autorização de 
procedimentos e a liberação de senhas 
para realização de exames, internações, 
cirurgias etc. 
A auditoria concorrente ou concomitante 
é realizada in loco, no lugar em que será 
feita a análise do paciente internado com 
a finalidade de fechamento de faturas 
contábeis e análise de processos. 
A auditoria retrospectiva é a análise de 
auditoria de contas, sendo feita a perícia 
pós-procedimento realizado. 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
 A auditoria de controle tem o fundamento de 
acompanhar e analisar durante a prestação de 
serviços de saúde a relação custo/benefício baseada 
em evidências clínicas e a necessidade da 
implementação de cuidados que requeiram: 
 Medicamento de alto custo 
 Materiais controlados 
 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
Medicamento de alto custo 
 
Oncológicos 
 
 elaborar política assistencial, cobertura contratual, programas de benefícios 
extracontratuais; 
 estabelecer relação contratante-contratado, definir parâmetro de custos e 
pagamento, fracionamento de doses, estabilidade das drogas, acordar previamente 
protocolos e diretrizes, monitorar solicitações e cobranças; 
 identificar e monitorar pacientes admitidos em programas de quimioterapia; 
 elaborar formulário para solicitação do protocolo terapêutico, tais como identificação 
do paciente, peso, altura, IMC, medicamentos, posologia, via de administração, 
periodicidade do uso; 
 solicitar relatório médico: quadro clínico, diagnóstico, anatomopatológico, imuno-
histoquímica à admissão; 
 verificar se o protocolo proposto é compatível com o diagnóstico estabelecido e tem 
sustentação científica; 
 solicitar justificativa para alteração de protocolos já iniciados; 
 solicitar exames complementares como subsídio à liberação de terapia de 
sustentação. 
 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
Medicamento de alto custo 
 Outros medicamentos são controlados em uma análise contábil de conta hospitalar: 
 agentes alquilantes. 
 antimetabólitos: análogos do ácido fólico 
 produtos naturais: drogas antimitóticas, antibióticos 
 hormônios; 
 imunoestimulantes; 
 antieméticos; 
 Albumina 
 eritropoetina humana recombinante (tratamento da insuficiência renal crônica); 
 infliximab (para tratamento da doença de Crohn, é um anticorpo, tratamento da artrite 
reumatoide grave); 
 octreotida (tratamento de pacientes com acromegalia, sintomas associados a tumores 
endócrinos, gastroenteropancreáticos); 
 interferon (IFN) (tratamento de hepatites B e C crônicas); 
 inibidores de transcriptase reversa (drogas que inibem a replicação do HIV bloqueando a 
ação da enzima transcriptase reversa, que age convertendo o RNA viral em DNA); 
 abciximab (anticorpo monoclonal que bloqueia os receptores de fibrinogênio na superfície 
plaquetária, indicado na angioplastia transluminal percutânea de coronárias em pacientes 
com alto risco para trombose – IAM recente); 
 toxina botulínica tipo A. 
 
Profª Drª Melissa Rodrigues de 
Lara 
Outros materiais que são controlados no 
processo de auditoria de controle: 
 oxigênio: ar comprimido: 1 m3 
corresponde a 1.000 litros (custo/hora); 
 protóxido de azoto: 1 kg corresponde a 
545 litros (custo/hora); 
 densitrometria óssea; 
 relação de materiais usados em estudos 
hemodinâmicos e suas possibilidades 
máximas de reutilização; 
 tomografia computadorizada; 
 ressonância magnética; 
 ultrassonografia. 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
Indicadores 
 O uso de indicadores é uma estratégia 
importante para a auditoria de controle. 
Permite analisar o custo, a incidência de 
consultas, exames e internações, 
implantando, assim, níveis de alarme. 
Dados que os indicadores captam: 
 sexo; 
 faixa etária; 
 procedimentos AMB; 
 CID; 
 grupos de despesas hospitalares; 
 valores faturados; 
 valores glosados. 
 
Profª Drª Melissa Rodrigues de 
Lara 
Principais Indicadores 
 
 Número de consultas/usuário/ano: Segundo a 
literatura, a relação consulta/usuário/ano deve 
variar entre 3,6 e 5,6; 
 Percentual de consultas por especialidade: a OMS 
recomenda que, para cada 100.000 clientes, a taxa 
seja de 23% de consultas por mês. 
 Índice de exames complementares: o ideal, 
segundo a literatura, são de 3 a 5 
exames/cliente/ano. 
 Exames por consulta: geral: 2 exames por consulta; 
variação de acordo com a faixa etária. 
 Tratamentos e procedimentos ambulatoriais 
 Internação por cliente 
 Média de permanência: 3 a 3,5 dias 
 Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
Principais Indicadores 
 
 Custo médio de internação: desdobrável por acomodação, prestador, 
especialidade, procedimento, diagnóstico ( diárias; taxas; materiais; 
medicamentos; honorários; gases. 
 Relatórios gerenciais – indicadores/técnicos: Custo leito/dia, custo por 
especialidade; porcentagem de internações; relação de 
consultas/exames; complicações; custo médio de atendimento 
ambulatorial; custo médio por procedimento; custo médio por CID; taxa 
de internação originada no PA; taxa de mortalidade; percentual de glosas 
(quanto menor, melhor o trabalho da auditoria); avaliação de tecnologias 
em saúde; pressão da indústria de medicamentos e materiais médicos 
hospitalares; parecer técnico da auditoria. medicina baseada em 
evidências. - documento padronizado e assinado pela equipe que 
realizou o estudo. 
 
Profª Drª Melissa Rodrigues de Lara 
CONTEÚDO