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Conferência 4 M2 09/10/2020
mrsa
· Metisilina resistentes e a outros fármacos. 
· Methicillin-resistat Staphylococcus aureus, também chamada de SARO, ORSA.
· 1961 – com o advento da meticilina. 
· CA-MRSA (mrsa adquirido na comunidade) e HA-MRSA (mrsa adquirido no hospital)
· Resistência ligada ao cassete cromossômico estafilocócico mec (SCCmec) – elemento genético móvel que confere resistência a vários B-lactâmicos. 
Staphylococcus produz as seguintes infecções: síndrome da pele escaldada, bacteremia, sepse....
MRSA possui vários PAMPs que quando reconhecidos ativam o recrutamento de neutrófilos. 
Staphylococcus tb produz toxinas. 
Fármacos: 
Bacteriostáticos (inibe o crescimento) ou bactericidas (causa a morte) – espectro estreito, estendido e amplo:
Os antimicrobianos agem por exemplo inibindo a síntese da parede celular. 
Mecanismos de resistência bacteriana ao antimicrobiano:
· A bactéria pode alterar a sua parede ou membrana de forma a não ser mais permeável ao antimicrobiano. 
· Podem produzir enzimas que degradam o fármaco. 
· Existem bombas de efluxo – proteínas transportadoras que expulsam o antiMO.
· Alteração do sitio de ação – impede que o antimicrobiano se ligue.
Transmissão de clones resistentes ou disseminação do cassete de resistência – causa de ter tanto mrsa no mundo: brasil tem mais de 50
Cassetes já identificados:
O gene determinante é o mecA, mas há vários cassetes.
Genes mecA e mecC: codificam uma PBP com muito pouca afinidade com os B-lactâmicos. (resistência através da mudança do sitio de ligação)
Resistência aos B-lactâmicos penicilinas, cefalosporinas (1-4ª gerações) e carbopenêmicos.
Infecções por MRSA:
· Infecções na pele
· Infecções nos tecidos moles
· Osteomielite
· Infecções sistêmicas
· Geralmente precedidas por colonização – transitória ou persistente; fossas nasais, garganta, períneo e outros; fatores do hospedeiro e do MO. 
MRSA:
· LA-MRSA (relacionado a criação de animais)
· HA-MRSA
· CA-MRSA
HA-MRSA:
· Bacteremia, pneumonia e infecções na pele e tecidos moles (menos comuns)
· Relacionadas a dispositivos invasivos – formação de biofilmes
· Colonização também aumenta o risco
· Fatores de risco: dispositivos invasivos, antibioticoterapia, internação em UTI, cirurgia, hemodiálise e tempo de hospitalização. 
CA-MRSA:
· Infecções na pele e tecidos moles principalmente
· Mais frequente em times (esportes), militares e prisões – locais de contato muito próximo 
· Relacionadas ao compartilhamento de objetivos, lesões na pele (barbear, uso de drogas e medicamentos injetáveis)
· Contato com portadores 
· Relação com HA-MRSA – profissionais de saúde. 
LA-MRSA:
· Infecções na pele e tecidos moles, otites e até infecções disseminadas
· Contato com criações (bovinos, suínos e aves)
· Transmissão por alimentos?
· Contaminação ambiental
Diagnostico:
· Cultura
· Testes moleculares
· Identificação por provas fenotípicas
Prevenção:
· Uso racional de ATM
· Identificação de portadores
· Prevenção de infecções
· Higiene das mãos 
· Vigilância
· Isolamento? – estudos não comprovaram a eficácia 
· Rastreamento dos portadores – universal ou de acordo com fatores de risco? Depende da disponibilidade
Manejo:
· Descolonização dos portadores – agentes tópicos – mupirocina e clorexidina – resistência. 
· Tratamento das infecções sintomáticas
VISA e VRSA – resistentes a vancomicina ou intermediários. 
Alguns ativos contra MRSA:
No brasil:
· Medidas para prevenção de IRAS
· Rastreamento por laboratórios de referencia
· Uso racional de ATM
· Investigação e descontaminação de paciente de alto risco (no pré-operatório).
Seleção do fármaco:
· Identificação da bactéria
· Antibiograma
· Tratamento empírico.
Diretriz nacional para elaboração de programa de gerenciamento do uso de antimicrobianos em serviços de saúde:
Como lidar: - plano de ação contra a resistência aos antimicrobianos
· Educação
· Vigilância
· Otimização do uso
· Prevenção das infecções
· pesquisa