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Anticoncepcionais - fisiologia

Texto sobre ciclo menstrual e métodos contraceptivos. Aborda ovulação e período fértil; regulação hormonal (hipotálamo, hipófise, GnRH, estrógeno, progesterona, LH); ovulação dupla; anticoncepcionais (combinados, injetável, pílula do dia seguinte), mecanismos, efeitos e risco de trombose; cita agentes que aumentam contrações.

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Eva Gabryelle

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Antes do 12o dia ou depois do 16o é raro que a mulher engravide, contudo pode acontecer, alguns estudiosos acreditam que isso ocorre devido a 
uma ovulação dupla que pode ter ocorrido no mês. O 14o dia é o dia da ovulação, e o período fértil varia do 12o ao 16o dia. 
 
 
 
 
 Ao ovular a mulher também pode apresentar sintomas parecidos aos da TPM devido à queda de hormônios 
 
 
 
 O hipotálamo vai estimular a hipófise que estimula as gônadas. No caso da mulher, o ovário vai liberar progesterona e o estrógeno. A 
concentração de estrógeno circulante é quem vai controlar uma liberação adicional pelo hipotálamo. Então quando o estrógeno é metabolizado e ele 
baixa, estimula o hipotálamo a liberar os hormônios de regulação e a ter liberação de estrógeno. A concentração de estrógeno circulante é quem vai 
induzir essa liberação. 
O GnRh endógeno tem uma liberação pulsátil porque coincide com a metabolização do estrógeno, enquanto tem estrógeno constante, aí não tem 
essa estimulação pelo hipotálamo, quando o estrógeno baixa, aí tem a liberação do hipotálamo. Então o hipotálamo estimula a hipófise, que estimula o 
ovário e volta a liberar estrógeno. Quando o estrógeno aumenta, o GnRh vai ser inibido - por isso que ele é pulsátil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: O Citoteque (remédio abortivo) atua aumentando as contrações uterinas, o chá de cominho também aumenta as contrações 
uterinas 
 
 
 
 
Questão hormonal do anticoncepcional: A partir do início do ciclo, o estrógeno aumenta até o 12° dia, daí ele cai. Quando isso ocorre, o LH 
aumenta e a mulher ovula. Aí ele cai e quem volta a aumentar é o estrógeno e a progesterona, e com a falta da fecundação do óvulo, esses 
hormônios caem e a mulher menstrua. Daí entra o anticoncepcional. Como ele é à base de estrógeno, tem que tomar todo dia para que esse 
hormônio não caia na metade do ciclo e a mulher ovule, visto que ele impede a ovulação. Quando a mulher chega em 21 dias, ela para de tomar 
estrógeno, fazendo com que ele caia e a mulher menstrue (para isso acontecer, a mulher tem que estar com o útero pronto para descamar). Essa 
condição do útero só descamar quando ele está pronto, ocorre com as PDS. A mulher que tomar essa pílula, só irá menstruar se o útero já estiver 
pronto, o que significa que depende do dia do ciclo em que ela estiver. 
Apenas 7% das mulheres que tomam PDS a menstruação é antecipada. Em 93% a menstruação atrasa. 
Aí o que geralmente acontece é que ela toma uma segunda ou até uma terceira PDS. 
 
Obs: A PDS não é considerada anticoncepcional, mas sim contraceptivo de emergência, para ser usado 1 vez a cada 6 meses no 
máximo. Ela não pode ser usada o tempo todo porque ela vai desregular ainda mais a questão hormonal da mulher. 
Ela é à base de progesterona e além de aumentar a contração uterina, inibe a fecundação. Alguns estudos indicam que ela inibe 
também a implantação (o problema é que se ela inibe a implantação, significa que já existe um zigoto, então ela seria abortiva. 
Concepção essa que a indústria farmacêutica não concorda). 
 
Obs: Caso a mulher ovule 2 vezes no mês (condição anormal), uma delas ocorre no período fértil e a outra, antes ou depois desse 
período. 
 
Obs: É importante salientar que a tabela de controle menstrual só funciona se o ciclo da mulher for regular de 28 em 28 dias, 30 em 
30 etc. 
 
Resumo do ciclo menstrual: Na metade do ciclo, o estrógeno tende a cair, quando ele cai o LH aumenta e a mulher ovula. Depois da metade do 
ciclo o estrógeno aumenta e progesterona também. Se a mulher a engravidar, a progesterona aumenta. Se a mulher não engravidar, os dois 
hormônios caem e ocorre a menstruação. 
 
 
 
O problema do comprimido é o esquecimento, mas se a mulher não esquece a eficácia é de 99,9%. Só tem que ter cuidado nos três primeiros 
meses de uso DO MESMO anticoncepcional, só depois disso é que a mulher vai estar realmente segura, depois desse tempo até os efeitos 
colaterais vão melhorar, caso não melhore é um indicativo de que a mulher deve trocar de anticoncepcional. 
P: Mas o anticoncepcional injetável é na corrente sanguínea né? Então como os níveis vão ser liberados aos poucos? Não há um risco de um dia 
ser muito e outro pouco? 
R: O injetável na verdade é intramuscular e faz um depósito, por isso que a gente não recomenda massagear ou colocar água quente no lugar da 
aplicação. Esse depósito libera uma quantidade X todo dia. O injetável também está mais susceptível a interação medicamentosa. 
Além da inibição da ovulação existem outros mecanismos que vão interferir na atuação do anticoncepcional. 
P: Eu li que anticoncepcionais que associam estrogênio com progesterona são mais arriscados com relação a trombose. Por quê? 
R: Porque o estrogênio aumenta os fatores de coagulação. Esse número aumentado de trombose está bastante relacionado com os 
anticoncepcionais mais atuais, mas pode ser por causa do número de mulheres que fazem uso, já que hoje em dia está aunentado. 
 
TIPOS DE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS: 
 
! Comportamentais: Coito interrompido, tabela, medição de temperatura interna e medição da viscosidade do muco; 
Quando a mulher está no período fértil, esse muco fica mais fino, algumas culturas usam esse método como contraceptivo. Tem a medição da 
temperatura interna também. 
! De barreira: Preservativo, diafragma e DIU; 
! Hormonais: Pílulas e os injetáveis, e o cirúrgico – laqueadura e vasectomia; 
**** Existe também o risco muito grande das mulheres que quando trocam o DIU engravidam, por que elas estão tão acostumadas a usar o DIU que 
quando acaba a sua validade a mulher tem que passar 1 ou 2 meses sem usá-lo para poder trocar, nesse período devido ao hábito de não usar 
nenhum outro preservativo, a mulher engravida. 
 
Anticoncepcional masculino: Há um tempo atrás era comercializado esse anticoncepcional, que tinha dois exemplares, um era a base de •
testosterona parenteral + levonorgestrel via oral, e o outro era testosterona parenteral e a medroxiprogesterona injetável. Os dois foram retirados 
do mercado, por que ele trazia os efeitos colaterais, o homem começava a ganhar peso, começava a aparecer muita espinha, os mesmos 
efeitos da mulher, dor de cabeça e associado a isso ele não garantia a azoospermia, que o espermatozoide continuava presente no líquido 
ejaculado. Então, nada adiantava o homem tomar o hormônio, ter os riscos de câncer, efeitos colaterais, e ele não ter uma eficácia boa. Ele 
garantia 60% de azoospermia, enquanto que no anticoncepcional da mulher possui 99,9% de eficácia de 1 óvulo que ela libera por mês, então é 
um número expressivo, no do homem ele garantia 60%, então tinha 40% de espermatozoide em cada ejaculação, ainda era um número muito 
alto e não garantia que o homem não engravidasse a mulher, por isso ele foi retirado do mercado. 
Anel vaginal: É um anel de silicone que é todo impregnado pelo hormônio. A mulher faz a colocação em casa mesmo, na bula tem a orientação •
de como proceder. A mulher vai colocar o anel, e trocá-lo 3 vezes no mês, tem essa opção e tem outro que a mulher passa 21 dias, então ela 
coloca e passa 21 dias, quando der esses 21 dias ela retira e a mulher vai menstruar, por que faz a pausa. Não interfere na relação sexual, por que 
como ele é de silicone vai se moldando, e tem a liberação local dos hormônios. O problema dele é que antes de ser colocado ele tem que ser 
mantido sob refrigeração. Está na farmácia, quando você for comprar, você tem que observar se ele foi pego realmente do refrigerador, pois 
como ele é um anel de silicone se aquecer o anel vai endurecer, se ele endurece eu não tenho a liberação do hormônio. Do mesmo jeito, por 
exemplo, se eu fui lá comprar e a farmácia é longe da minha casa o ideal é que eu leve um isopor, porque no caminho ele pode aquecer e eu posso 
perder a liberação daquele anticoncepcional; Ele custa em médiauns R$ 170,00. Mas assim, tem mulheres que não gostam de tomar porque 
esquece, não querem a injeção e aí acabam fazendo uso do anel vaginal; As mulheres que usam dizem que não incomoda e não tem o risco de 
cair nem nada, aí ele vai ficar lá até a mulher retirar, a própria mulher que retira; Ele é chamado comercializado de NuvaRing. 
! IMPLANTE DE SILICONE: •
▪ Ele é um cateterzinho; •
▪ É o mesmo princípio do Anel Vaginal; •
▪ Vai ser um cateter embebido por hormônio e vai ser introduzido na mulher. Geralmente eles colocam nessa região e nisso a mulher vai ficar •
todo dia liberando hormônio; 
▪ Tem aqueles para 3 anos ou para 5 anos e aí durante esse tempo a mulher não vai menstruar, pois ela não está fazendo pausa; •
▪ Aqui em Maceió tem médicos que fazem esse implante, ele custa em média R$ 3.000,00; •
▪ O mesmo cateter que está sendo estudado para o homem, sendo que aí na mulher é com hormônio feminino. •
 •
! ADESIVOS TRANSDÉRMICOS: •
▪ O adesivo vai liberar todo dia aquela quantidade para a circulação do corpo da mulher; •
▪ Quando se compra a caixa, vem com 4 adesivos. A mulher vai USAR 3. Usa um na 1º semana, tira, bota o outro, tira, bota o outro, tira e •
FAZ A PAUSA, para poder a mulher menstruar. Então usa 21 dias; 
➢ O último adesivo, você NÃO USA; •
➢ Ele vem para se caso um deles caia na metade do caminho, aí você faz a troca. •
▪ O ideal é que a mulher coloque o adesivo em região que não vá receber muita água; •
➢ Eles preferem que seja na região das costas; •
➢ Que faça um rodízio de aplicação, pois aquela cola ela cola mesmo e aí quando você tira se lesiona o tecido. Muita mulher tem vergonha de •
mostrar, que está usando aquele adesivo e cola sempre no mesmo lugar e de tanto tirar ela pode causar uma lesão grande ali na pele. Esse é o 
grande problema do adesivo. Se você fosse trocar uma vez no mês a lesão seria menor, mas como você tem que fazer 3 trocas aí realmente a 
cola pode causar uma lesão; 
➢ Tem mulheres que tem alergia a cola, o que dificulta ainda mais. Tem que ver se apele vai se adaptar àquela cola. •
 •
! INJETÁVEIS: •
▪ Os mensais e trimestrais - a mulher NÃO MENSTRUA; •
PROBLEMA: Os anticoncepcionais trazem efeitos colaterais, sendo que eu estou tomando um comprimido por dia. O problema do injetável é •
que o organismo recebe aquela carga hormonal de uma vez só, então a tendência é que o efeito colateral seja MAIOR do que você 
tomar todo dia. 
➢ Diferente do transdérmico (que está FORA do organismo) então os efeitos colaterais vão de acordo com a pílula, porque ele libera uma •
quantidade por dia então é a mesma coisa de eu estar ingerindo uma pílula; 
➢ O injetável não, eu vou fazer aquele deposito, mas DENTRO do organismo. Então, por exemplo, tem mulheres que elas aumentam muito de •
peso, quando começam a tomar a injeção, pois ela vai reter muito liquido de uma vez só, ganhando peso principalmente nos 2 primeiros meses 
que estão tomando a injeção. 
 
! ORAIS: •
▪ CARTELA •
➢ Eu posso tomar qualquer comprimido da cartela que ele vai ter a MESMA CONCENTRAÇÃO HORMONAL, então ele não vai interferir no •
ciclo. Se eu tomar a primeira, uma do meio ou a última, ela vai ter sempre a mesma concentração hormonal. 
➢ MULTIFÁSICAS - Elas vão VARIAR AO LONGO DO CICLO. Então a gente tem as Bifásicas, Trifásicas. •
❖ Bifásicos -Tem anticoncepcional que na metade do ciclo a concentração hormonal muda; •
❖ Trifásicos – A concentração vai mudar três vezes •
➢ As Multifásicas acompanham mais as variações hormonais no corpo da mulher. Tem horas que eu estou produzindo mais Estrógeno, então eu •
vou diminuir estrógeno, na hora que eu produzo menos, eu vou aumentar estrógeno no anticoncepcional. Para eu manter essa concentração de 
estrógeno regular, mas sem trazer tantos efeitos colaterais, pois os principais efeitos colaterais estão envolvidos com a 
CONCENTRAÇÃO DE ESTRÓGENO. Então, por exemplo, dor de cabeça, inchaço, trombose, dor nas pernas, dor na mama, tudo isso 
está envolvido com o estrógeno. Então se você está tomando o anticoncepcional e tem muitos desses efeitos o ideal é que você reduza, troque o 
anticoncepcional para um com menos estrógeno; 
❖ RISCO: Quando eu diminuo muito o estrógeno, aí tem o SANGRAMENTO DE ESCAPE, na metade do ciclo a mulher começa a ter •
um sangramento, que NÃO É MENSTRUAÇÃO ainda, mas como o estrógeno está muito baixo ela começa a ter aquele corrimento mais escuro. 
Então se você está tomando anticoncepcional e tem esse sangramento de escape o ideal é que você aumente o estrógeno. Então você tem que 
estar variando aquele estrógeno até chegar naquele anticoncepcional que nem vai lhe trazer muitos efeitos colaterais e nem vai lhe manter seguro 
durante todo o ciclo 
➢ Esses comprimidos Multifásicos eu não posso chegar na cartela e escolher qualquer comprimido para tomar, eu preciso SEGUIR A •
SEQUÊNCIA. Então eu tenho que obrigatoriamente começar do primeiro e seguir toda aquela cartela e chegar até o ultimo comprimido. Porque se 
eu tomar o 3º ao invés de tomar o 15º, eu posso estar reduzindo muito a concentração de estrógeno e quando eu reduzo o estrógeno o corpo 
LIBERA LH, aí eu vou ovular do mesmo jeito. 
 
RECAPITULANDO •
↳ MONOFÁSICO – MESMA concentração do início ao fim •
↳ MULTIFÁSICO – Se tem ALTERAÇÃO dessas concentrações. Geralmente eu tenho MENORES doses de estrógeno e também MENOS •
efeitos colaterais, mas aí é onde está o risco do Sangramento de Escape 
Eu tenho comprimidos de 21 dias, 24 dias, 21 + 7 e os de 28 dias. •
P: O que seria esse 21 + 7? •
R: É que tem 21 hormônios + 7 vitaminas. •
- Os de 21 dias a pausa é normal, por sete dias, depois disso eu volto a tomar normal. •
- Os de 24 dias é só hormônio, esse está aumentando o nível de hormônio no corpo da mulher, e a pausa vai ser também de 7 dias. •
- Os de 21 + 7 é como eu disse, 21 dias de hormônio e 7 de vitamina (geralmente vitamina E). Essa forma é muito utilizada para a mulher não •
perder o hábito de tomar o comprimido mesmo durante a pausa, esses 7 que ficam é como se fosse um placebo. É bom também que como a 
ingestão é contínua a mulher sabe exatamente quando começar a próxima cartela, tomou o último comprimido já começa a próxima. 
- Os de 28 dias é só hormônio, e nesse caso NÃO faz o intervalo. Se não tem intervalo, não tem menstruação, o nível hormonal dessa mulher •
vai tender a se manter constante. 
P: Quando ela pára nesse de 24 dias tem aumento de LH e FSH? •
R: Não, pois o ciclo já passou. Ela aumenta se o estrogênio cair na metade do ciclo. •
P: Então a mulher tem menos risco de trombose, é a faz a pausa? •
R: Sim, porque o nível de estrogênio não aumenta e a que não pára esse nível aumenta. É por isso que esses anticoncepcionais mais modernos •
têm um risco aumentado de trombose, já que muitas mulheres hoje optam por não fazer a pausa. Geralmente a concentração hormonal é 
menor nesses de uso contínuo, mas como o uso é prolongado é risco torna-se maior. 
Também tem a questão do valor desses anticoncepcionais. Os monofásicos costumam ser mais baratos, já os multifásicos mais •
recentes são mais caros e isso também interfere na hora de algumas mulheres escolherem seu anticoncepcional. 
P: Qual seria o problema em não menstruar? •
R: Vai muito do tipo de pessoa. Tem gente que fala que a menstuação é a saúde da mulher, essas dizem que parar de menstruar significa que o •
organismo não está normal. Já outros dizem que quando a mulher menstrua ela tem cólica, enxaqueca, estresse e que isso não é sinônimo de 
saúde da mulher. Então é relativo.Com relação aos efeitos colaterais, geralmente quem emenda uma cartela na outra não sente tantos efeitos 
colaterais, ela prefere aquela dor de cabeça ou náusea do que os efeitos da menstruação propriamente ditos. Também tem a linha de pesquisa que 
fala da relação da amenorreia com o câncer, eles falam que se determinado tecido prolifera e não “desce” o risco de formar uma massa tumoral 
ali é maior. Há ainda uma contradição dos grupos científicos, pois alguns dizem que não menstruandonão há tantos hormônios e 
consequentemente o risco de CA estaria reduzido. 
Então aqueles com menos estrogênio têm menos efeitos colaterais, mas com risco de haver o sangramento de escape. •
P: A mulher que menstrua não libera um folículo maturado. Então isso interfere na menopausa? •
R: Sim, mulheres que fazer uso de anticoncepcional demoram mais a entrar nessa fase. A mulher que faz uso mas não teve filhos acaba •
entrando um pouco mais cedo, assim como também mulheres que menstruam logo cedo, nesse caso, está muito envolvido com o tipo de 
alimentação também. 
Monofásicas e trifásicas: Deve-se tomar com água por causa da absorção e não ingerir com leite ou álcool porque retarda a absorção. Isso 
porque, retardando a absorção, eu faço um intervalo terapêutico maior e o estrógeno pode baixar e ocorrer ovulação. 
 
- Efeitos adversos: sensibilidade na mama, alteração do peso, mudança de humor, manchas na pele, dor de cabeça, aumento da pressão arterial e 
hemorragia uterina. 
- O uso prolongado pode causar trombose venosa, embolia pulmonar e câncer de mama. Pode causar também a doença da vesícula biliar (devido 
ao aumento de colesterol na vesícula - lembrar que estrógeno e progesterona tem base o colesterol). 
- Não indicado: mulheres hipertensas (porque o anticoncepcional retém líquido; se eu retenho líquido e já sou hipertensa, a pressão vai aumentar 
ainda mais -- ter cuidado com os anticoncepcionais diuréticos porque se é diurético, diminui água e consequentemente diminui a pressão arterial. O 
problema é essa água que está diminuindo, porque como vai urinar muito, vai sentir mais sede e então a água está voltando), a mulher ser fumante 
(por causa dos fatores de coagulação e sedentarismo), ter câncer ou históricos de câncer, fumantes com problemas cardíacos ou fígado, suspeita 
de gravidez, varizes, glaucoma, enxaqueca, derrame ou obesidade. 
 
Alguns medicamos podem alterar o metabolismo hepático, como exemplo, a rifamicina. Isso pode alterar o metabolismo e o resultado 
esperado do anticoncepcional não aparecer. 
 
 Obs: Amoxilina é um antibiótico e reduz a absorção do anticoncepcional, se a absorção foi reduzida a concentração efetiva cai, essa 
redução do nível de estrógeno vai fazer com que a mulher ovule, podendo assim engravidar. Álcool dependendo da concentração ele pose ser indutor 
ou redutor enzimático, alterando assim o metabolismo do anticoncepcional e também vai retardar a absorção do anticoncepcional. 
P: o leite também retarda a absorção? 
R: sim, o leite ira retardar a absorção, sendo assim, o ideal é que se tome anticoncepcionais com água. 
Acontece muito, as pessoas tomam ele com outros líquidos, como coca ou bebidas alcoólicas, isso pode alterar a absorção do anticoncepcional. 
 
Indicações 
Reduz câncer endometrial pois a progesterona vai inibir a proliferação endometrial. •
Reduz câncer de ovário pois reduz os níveis circulantes de gonadotrofinas e inibe também a maturação do folículo. •
Na gravidez também irá reduzir as chances de câncer de mama e de ovário. •
O multifásico vai variar a questão hormonal durante o círculo não sendo assim a mesma taxa. 
São indicados também: 
Enxaqueca: em muitos casos eles podem causar, mas muitas vezes as mulheres tem enxaqueca durante o período menstrual e evitar a •
menstruação solucionaria essa dor. 
Regular o ciclo: pois o período fica constante quando ele é tomado corretamente. •
 Disminorreia: •
 Hipogonadismo: •
Acne: mas ainda não existe confirmação cientifica para isso. •
Ovário policístico. •
 
Contracepção de Emergência: pílula do dia seguinte. 
Usados em caso de emergência, após falha de outro método contraceptivo é eficaz até 72h após o coito. Sua base hormonal é a 
progesterona, que em alta concentração vai inibir LH que impede ovulação, fertilização e implantação do blastocisto. 
 Ela surgiu, pois foi observado que a mulher tomando toda a cartela de 21 comprimidos ela não engravidava. O aperfeiçoamento disso foi trocar 
a alta concentração de estrógeno, que trazia muitos efeitos colaterais pela progesterona na dose de 150mg inibindo a fecundação. 
 
Como efeitos colaterais: náuseas, dores abdominais, fadiga, dor de cabeça, tontura, alterações no ciclo, diarreia, vomito e acne. 
Sua eficácia: tomada até 24h terá 90% (10% de falha), diminuindo podendo chegar a 40% (60% de falha) se você deixar para tomar com 
72hrs. Mas se já estiver fecundado ela não será abortiva, por isso que ela é legalizada, ela impede a fusão dos núcleos. Alguns estudos tentar 
provar que ela impede a implantação, mas a maioria dos estudos mostra que ele vai impedir a fusão dos núcleos. 
 
!! MISOPROSTOL (CITOTEC)!! é um análogo de prostaglandina . A prostaglandina foi desenvolvida para proteção gástrica, ela protege o 
estômago; foi desenvolvida para as pessoas que tinham úlcera, porém ela traz como efeito colateral muita contração de músculo liso. Além da 
contração do útero, as pacientes também tem muita cólica intestinal e diarreia, e observou-se que, por conta da contração do músculo liso, as 
mulheres que estavam grávidas tinham uma contração forte e acabavam ABORTANDO, e por causa disso o CITOTEC foi retirado do 
mercado. Ele só é usado hoje em ambiente hospitalar e não mais como protetor de mucosa: ele é usado para mulheres que tem aborto 
espontâneo para ajudar a expulsar, sendo que mesmo com a indicação, os médicos evitam ao máximo a utilização, para não se criar 
um hábito. 
Outra utilização, por exemplo, depois do parto, a mulher tá com sangramento, com hemorragia, aí colocam o MISOPROSTOL, já que ela faz 
contração e consequentemente o sangramento tende a parar. Para esse fim, a colocação é anal, para ação local, e se a mulher estiver 
acordada por via ORAL. 
Para cunho abortivo, se faz a colocação de 2 e 2 oral e 2 vaginal, e a contração é muito forte, e por isso é abortivo. Mas lembrando que ele não 
foi criado para isso. 
 
Antiestrógenos 
Usados em mulheres que têm problemas para engravidar, para aumentar a fertilidade. 
Temos: hipotálamo, tenho hipófise, tenho ovário que libera estrógeno. A próxima liberação ocorre quando o estrógeno baixa. A baixa do estrógeno 
estimula o hipotálamo a liberar de novo o GnRG. 
O que esses medicamentos fazem? A mulher está liberando estrógeno, mas não está conseguindo engravidar. Então ela vai precisar de mais LH, 
de mais FSH. Lembrando que é o LH que vai fazer com que a mulher ovule, então ela precisa que estrógeno esteja baixo para que haja então 
liberação do LH. Sendo que quando eu baixo estrógeno eu libero lá, mas ela já está fazendo isso e não está conseguindo ovular. Então eu vou 
fazer com que o hipotálamo não sinta que o estrógeno está alto. Ele tem que sentir que ele está baixo para que aumente a liberação de LH. E aí 
então eu vou bloquear esse receptor de hipotálamo - eu venho no hipotálamo e bloqueio o receptor para estrógeno, então meu hipotálamo não 
sabe se meu estrógeno está alto, então para ele se o receptor não está ligado é porque o estrógeno está baixo, e o estrógeno estando baixo ele 
libera mais LH. Eles são chamados de antagonistas, podendo ser chamados ainda de agonistas parciais, ele se liga lá e faz a função do 
antagonista e vai bloquear o receptor para estrógeno e vai estimular ele a liberar esse próprio LH. A maioria são antagonistas de estrógeno. 
• Mecanismo de ação: 
Quando eu uso um antagonista de receptor de estrógeno, o hipotálamo vai achar que o estrógeno está baixo, porque o próprio estrógeno não se 
liga ao receptor, e não se ligando o organismo entende que o estrógeno está baixo; estrógeno estando baixo, libera GnRH, que vai liberar LH. Se 
eu tenho LH, a mulher vai ovular. 
O principal usado é o Clomifeno, indicado para tratamento de fertilidade, induz a ovulação e aí aumenta o índice de nascimento gemelar. 
 
P: O estrógeno alto não dá problema não? 
R: Mas é que geralmente o estrógeno dessas mulheres está baixo 
Além disso, elas fazem também reposição de progesterona, porque às vezes engravida e não consegue manter, aí associamo clomifeno à 
progesterona, porque uma vez o ovo fecundado, eu tenho a condição apropriada para ele implantar, que é na presença de 
progesterona. 
 
P: Por que o nascimento é de gêmeos? 
R: Aumento LH, FSH também, aumento a maturação de folículos e posso estar gerando dois óvulos, três óvulos… isso aumenta a incidência