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0 iStock 2017 Unidade 1 Seção 3 Fundamentos da Educação 1 Webaula 3 O papel da História na formação do sujeito Experimente Depois de Thomas assistir a diversas aulas de Clara, a professora propôs que ele apresentasse um conteúdo na próxima semana. Ele preparou uma apresentação bastante atrativa para falar sobre “Higiene e transmissão de doenças”. No dia de sua apresentação, ele percebeu que os exemplos utilizados por ele se mostraram inadequados, diante da reação dos alunos. Situação-problema iStock 20172 Você consegue perceber que Thomas deixou de considerar alguns pontos muito importantes, antes de realizar a aula? Tudo o que faltou poderia ser resumido na ideia de “contextualização”. Ele não entendeu que aqueles alunos não eram o grupo ideal, mas, sim, seres humanos encarnados em determinada realidade histórica. Para ajudá-lo a compreender a questão da contextualização, a seguir veremos uma concepção de tempo. iStock 20173 Santo Agostinho (354-430), em As confissões, questiona: “[...] O que é, portanto, o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; se eu quero explicá-lo a quem me pergunta, não sei. Todavia, com segurança afirmo saber que se nada passasse, não haveria o passado; se nada acontecesse, não haveria o futuro; se nada fosse, não existiria o presente" (NICOLA, 2005, p.131). O tempo Freepik 20174 A experiência de um ser não pode ser pensada fora de uma determinação, de um contexto. Por sua vez, cada contexto é um modo de organizar a vida, de acordo com o que a realidade apresenta – por isso, ao longo da história, há contextos diferentes: cada um tem como característica tudo aquilo de que o homem dispõe, tudo o que fez do mundo e tudo o que esse mesmo mundo devolve como reação. Freepik 20175 A concepção histórico-social traz, então, a “preocupação com o processo (nada é estático), com a contradição (não há linearidade no desenvolvimento, que resulta do embate e do conflito) e com o caráter social do engendramento humano - o ser do homem se faz permeado pelas relações humanas e por isso se expressa de formas diferentes ao longo da história" (ARANHA, 1994, p. 115). Freepik 20176 7 Webaula 3 O papel da História na formação do sujeito Explore Jean-Jacques Rousseau é defensor de um pensamento que se insere na chamada teoria contratualista. Considerando a ideia de que a sociedade corrompe o homem, a filosofia de Rousseau apresenta a necessidade de que seja lançado um novo olhar sobre o ser humano, buscando na educação – especificamente no indivíduo – os elementos de transformação. Se o homem é bom naturalmente, é importante que a educação resgate sua bondade. O olhar de Rousseau sobre o homem iStock 20178 Hegel entende que a realidade se dá de modo dialético, ou seja, que a história pode ser compreendida como um movimento de sucessão de momentos que se contrapõem. Portanto, o homem é diferente em cada contexto, pois sua consciência muda em cada situação. A consciência individual é, então, expressão contextualizada do Espírito. A dialética de Hegel iStock 20179 A concepção sartriana de “homem” nos apresenta a um ser que se constitui a partir de suas vivências e das escolhas que, nelas, teve de fazer. Não é possível pensar em um ser pronto, mas em um ser que se faz a cada novo momento. O ato educativo, nesse caminho, deve ser pensado sempre dentro do conceito de mudança; o educando não é fixo e se reconhece pela responsabilidade que deve assumir a cada escolha que realiza. Sartre e a existência singular do homem iStock 201710 Vídeo de encerramento iStock 201711 Android: https://goo.gl/yAL2Mv iPhone e iPad - IOS: https://goo.gl/OFWqcq Aqui você tem na palma da sua mão a biblioteca digital para sua formação profissional. Estude no celular, tablet ou PC em qualquer hora e lugar sem pagar mais nada por isso. Mais de 250 livros com interatividade, vídeos, animações e jogos para você. Você já conhece o Saber? 12 Bons estudos! 13