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Introdução ao Sistema Nervoso

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centro trófico; núcleo e prolongamentos; 
cromatinas sexuais (feminina condensada e a masculina é desenrolada); 
recebe estímulos. 
- Dendritos: prolongamentos numerosos especializados em receber 
estímulos. 
- Axônio: prolongamento único especializado em conduzir informações 
(músculo, gânglio e outros neurônios); em sua porção final se divide em 
vários ramos. Por contas dos canais iônicos o axônio possui ao seu 
redor um vedamento (bainha de mielina). 
X Pode ter ou não mielina (fibra mielínica e fibra amielínica) X 
A bainha de mielina é um isolamento, quando a célula é despolarizada 
para que a informação seja propagada, o impulso é transmitido pelos 
canais axônicos, a bainha torna o trânsito mais rápido, pulando de 
segmento em segmento a despolarização. 
 
1.2 Classificação funcional: 
Neurônio sensitivo: fibra aferente, trás o impulso. 
Neurôniot motor: fibra eferente, leva o impulso para perfiferia. 
 
1.3 Classificação morfológica 
Multipolares, bipolares, pseudo-unipolares e unipolares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
*Unipolares são raros em mamíferos 
*Dependendo da sua localização no SNC, ele terá uma morfologia, de 
acordo com sua função. 
 
1.4 Fluxo axosplasmático 
Não é o mesmo que sinapse. Como o citoplasma dos axônios, inclusive do 
terminal axonal, não possui ribossomos, necessários à síntese de 
proteínas, as proteínas axonais são sintetizadas no soma (corpo celular), 
empacotadas em vesículas membranosas e transportadas até o axônio 
pela ação de uma proteína chamada cinesina, a qual se desloca sobre os 
microtúbulos, com gasto de ATP. Esse transporte ao longo do axônio é 
denominado transporte axoplasmático e, como a cinesina só desloca 
material do soma para o terminal, todo movimento de material neste 
sentido é chamado de transporte anterógrado. Além do transporte 
anterógrado, há um mecanismo para o deslocamento de material no 
axônio no sentido oposto, indo do terminal para o soma. Acredita-se que 
este processo envia sinais para o soma sobre as mudanças nas 
necessidades metabólicas do terminal axonal. O movimento neste 
sentido é chamado transporte retrógrado. 
- Um exemplo de tráfego retrogrado é o do vírus da raiva. Ele se infiltra 
na porção terminal e por meio dessa condução, chega ao corpo celular e 
assim para o SNC. 
 
1.5 Sinapses 
Podem sem elétricas ou químicas. 
Elétricas: são mais simples. Permitem a transferência da corrente 
iônica de uma célula para outra. Ocorrem nas junções gap / junções 
comunicantes. As membranas pré-sinápticas (transmissoras do impulso 
nervoso) e pós-sinápticas (eceptoras do impulso nervoso) estão 
separadas por apenas 3 nm. Essa estreita fenda é atravessada por 
proteínas denominadas conexinas. Seis conexinas reunidas formam um 
canal conexon, o qual permite que íons passem diretamente do 
citoplasma de uma célula para o de outra. É bidirecional. 
Químicas: As membranas pré e pós-sinápticas são separadas por uma 
fenda com largura de 20 a 50 nm - a fenda sináptica. O impulso nervoso 
vem pela fibra nervosa, quando chega à fenda sináptica, causa uma 
despolarização das membranas, o que causa a liberação dos 
neurotransmissores, armazenados nas vesículas sinápticas. A 
membrana pós-sináptica apresenta receptores para os 
neurotransmissores. Na membrana pré-sináptica o impulso elétrico se 
torna sinal químico e na membrana pós-sináptica, volta a ser impulso. É 
unidirecional e suscetível a fadiga (vesículas podem acabar, isso 
bloqueia o impulso). É suscetível a agentes químicos e medicações. 
 
Degeneração da fibra nervosa (walleriana) 
É o termo empregado para degeneração de axônios e suas baínhas de 
mielina após secção do nervo, geralmente traumática. Rompida a fibra, 
vão acontecer vários eventos: 
1. Corpo do neurônio incha 
2. Núcleo excêntrico (vai para a periferia) 
3. Cromatina sofre um processo de cromatólise (desaparece) 
4. No segmento proximal da fibra, ela vai se degenerar até os primeiros 
nódulos de Javier (pontos onde há a bainha de mielina) 
5. No segmento distal, a fibra desaparece junto da bainha de mielina 
6. Resta um tubo neural vazio 
 
Regeneração da fibra nervosa 
Ocorre no SNP, muito pouco no SNC. 
Processo no qual: 
1. O corpo celular regride 
2. Núcleo volta para o centro 
3. Cromatina se reorganiza de volta em grânulos 
4. Fibra nervosa começa a emitir brotos/ramos em todas as direções, 
que irão entrar no local da lesão, até que um alcance o tubo neural vazio. 
5. As células que produzem mielina voltam a produzi-la, mielinizando a 
fibra que está crescendo. 
Mas é necessário: Tubo neural inteiro/intacto; lesão pequena; fatores de 
crescimento neuronal; sem inflamação; fisioterapia apropriada. 
@waleska112 Med IX - UFOB