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Fichas tecnicas Neuropsicopedagogia

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cada 
vez mais rapidamente, mantinha-se seco sob sua arma, como se estivesse sob um 
guarda-chuva ou sob um teto. Vendo isso, a admiração do feliz pai chegou à culminância 
e* ele exclamou: 
 - És tu quem deu a mais surpreendente prova de habilidade, és tu aquele ao qual 
corresponde a casa. 
 Os dois maiores aprovaram essa decisão e juntaram seus elogios aos de seu pai. 
Depois, como os três queriam-se muito, não quiseram separar-se e continuaram vivendo 
juntos na* casa paterna, onde cada um exercia seu ofício. A fama de sua habilidade 
 
 
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estendeu-se e logo ficaram ricos. É assim que viveram felizes e considerados até idade 
avançada. E quando, por último, o maior faleceu, os outros dois sentiram tal tristeza, que 
não levaram muito tempo para segui-lo. Receberam honrarias fúnebres. O cura do lugar 
disse com razão que três irmãos, que em vida viram-se dotados de tão grandes 
habilidades e estiveram unidos com um amor tão firme, não deveriam ficar separados na 
morte. Portanto foram sepultados juntos. (CONDEMARIN, 1989) 
 
 
AV. LEITURA - ANEXO 3 – PROVA 3 
 
 
NO TEMPO EM QUE OS BICHOS FALAVAM 
 Houve um tempo em que os bichos falavam, e eles falavam tanto que Esopo 
resolveu recolher e contar as histórias deles para todo mundo. 
 Esopo era escravo de um rei da Grécia e divertia-se inventando uma moral para as 
histórias que ouvia dos animais. 
 Na verdade, nem todos os moradores do país eram capazes de entender a 
linguagem dos animais, mas Esopo era. Sobretudo dos pequeninos, que falavam muito 
baixinho, como por exemplo, os ratinhos que moravam num buraco da parede da cozinha 
do palácio. 
 Um dia, quando limpava o chão da cozinha, Esopo ouviu uns ruídos que vinham de 
dentro do buraquinho. Os ratinhos estavam muito agitados e preocupados, pois o rei havia 
colocado um gato grande e forte para tomar conta dos petiscos reais e o tal gato não era 
de brincar em serviço, já tinha devorado vários ratos. 
 Esopo apurou os ouvidos e pôde ouvir tudo o que os ratinhos diziam. Um deles, 
muito espevitado, parecia ser o líder e, de cima de uma caixa de fósforos, discursava: 
 - Meus amigos, assim não é mais possível, não temos mais paz e tudo porque o rei 
resolveu trazer aquela fera para cá. Precisamos fazer alguma coisa, e logo, porque senão 
esse gato vai acabar com a nossa raça! 
 Era uma assembléia de ratos e todos estavam muito empenhados em solucionar o 
problema que os afligia: um gato, grande e forte, que o rei havia mandado colocar na 
 
 
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cozinha. 
 Já tinham perdido vários amigos nos dentes afiados da fera: o Provolone, o 
Roquefort, o Camembert e o pobre Tatá, o mais amado de todos. 
 Planejaram, planejaram e não conseguiram chegar a nenhuma conclusão que 
agradasse a todos. Precisavam de estratégias eficazes e seguras. 
 Uns achavam que deveriam matar o tal gato; outros diziam que era impossível: 
"Como matar uma fera daquelas?" 
 Horácio estava quase convencido de que a sina de seu povo era morrer entre os 
dentes do gato. Com lágrimas nos olhos, já ia descendo da caixa de fósforos quando 
Frederico, um ratinho muito tímido que nunca falava, resolveu dar sua opinião: 
 - Como vocês sabem, eu não gosto muito de falar, por isso serei rápido, mas antes 
vocês vão responder a uma pergunta: Por que esse gato é tão perigoso para nós, se 
somos tão ágeis e espertos? 
 E Horácio respondeu: 
 - Ora, Frederico, esse gato é silencioso, não faz nenhum barulho. Como é que 
vamos saber quando ele se aproxima? 
 - Exatamente como eu pensei. Me perdoem a modéstia, mas acho que a ideia que 
tive é a melhor de todas as que ouvi aqui. Vejam só, é simples: Vamos arrumar um guizo, 
pode ser até aquele que pegamos da roupa do bobo da corte. Lembram? Aquele que 
achamos bonitinho e que faz um barulho enorme. 
 Os ratos não estavam entendendo nada, para que serviria um guizo? 
Frederico tratou de explicar: 
 - A gente pega o guizo e coloca no pescoço do gato. Quando ele se aproximar, 
vamos ouvir o barulho e fugir. Não é simples? 
 Todos adoraram a idéia. Era só colocar o guizo que todos ouviriam o gato se 
aproximar. 
 Todos os ratos foram abraçar Frederico e estavam na maior euforia quando, de 
repente, um ratinho, que não parava de roer um apetitoso pedaço de queijo, resolveu 
perguntar: 
 - Mas quem é que vai colocar o guizo no pescoço do gato? 
 Todos saíram cabisbaixos. Como não haviam pensado naquilo antes? 
 
 
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 Era o fim da euforia dos ratinhos. 
 
 
AV. LEITURA - ANEXO 4 – PROVA 4 
 
O COELHO E A CABRA 
 Um belo dia, o coelhinho saiu para colher cenouras, e acabou deixando a porta de 
sua casa aberta. Ao voltar, ele percebeu que a casa estava fechada, então pensou: 
 - Quem está aí dentro? 
 O coelho bateu à porta e, apareceu uma cabra dizendo: 
 - Saia da minha casa! Eu sou a Cabra Cabrez, te dou um salto e te parto em três. 
 O coelhinho saiu correndo, viu um boi e pediu: 
 - Seu boi, uma cabra invadiu a minha casa, ainda disse que me dá um salto e me 
parte em três. Ajude-me, seu boi! 
 O boi teve medo e disse para coelho que estava muito ocupado. 
 O coelho viu o cachorro dormindo e disse: 
 - Acorda pra latir. 
 Respondeu o cachorro: 
 - Au, au!!! 
 O coelho pediu: 
 - Seu cachorro, pode me ajudar? A Cabra Cabrez invadiu minha casa e ela disse 
que me dava um salto e me partia em três. 
 O cachorro estava com muito sono e preferiu voltar a dormir. 
 Assim, o animalzinho se desesperou e começou a chorar, quando veio uma 
abelhinha bem pequena e disse: 
 - Por que está chorando coelhinho? 
 Ele respondeu: 
 - Porque a Cabra Cabrez invadiu a minha casa, e ela disse que me dá um salto e 
me parte em três. 
 A abelhinha foi até a casa do coelho e bateu à porta. A cabra já queria saltar em 
 
 
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cima da abelha, mas a abelha deu uma ferroada tão forte na cabra, que ela correu e nunca 
mais se ouviu falar na Cabra Cabrez. 
 
 
Os instrumentos e materiais serão de utilidade desde que tenhamos em mente as 
interações entre os diversos elementos da situação avaliada, desde que nos permitam 
compartilhar com alunos, professores e familiares a análise da situação e as possibilidades 
de cada um, para um envolvimento ativo nas propostas de mudança. Estas devem permitir 
avançar, de um lado, na melhoria da resposta educacional na escola e na família para o 
desenvolvimento de crianças e adolescentes; de outro, no aumento da competência 
pessoal no trabalho quando este é realizado entre profissionais e familiares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
ANDRADE, Maria Siqueira de. Psicopedagogia Clínica: Manual de Aplicação Prática para 
Diagnóstico em Distúrbios de Aprendizado. São Paulo: Pólus Editorial, 2008. 
 
BARBOSA, Laura M. S. Intervenções Psicopedagógicas no espaço da Clínica. Curitiba: 
Ibpex, 2010. 
 
BARBOSA, I.; KOPPE, M. Um novo pensar da prática pedagógica aliada à 
neuropedagogia. Faculdades Integradas do Vale do Ivaí. Instituto de Estudos avançados 
de Pós-Graduação. Marechal Cândido Rodon, 2013. 
 
HENNEMANN, A. L. Neuropsicopedagogia na Sala