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Aprendizagem Conectada 
2°/3°ANO 4º Bimestre 
 
 
 
 
CIÊNCIAS DA 
NATUREZA E SUAS 
TECNOLOGIAS
 
 
 
	Escola 
	Escola Estadual Oscar Soares 
	Aluno 
	 
	Turma 
	 
 
Professores organizadores: 
DAIANY APARECIDA GASPARINI GASTALDI 
GUILHERME RICIERI VENDRAMETTO 
LUIZ EDUARDO DE BRITO CORREIA 
ODAIR APARECIDO COSSI JUNIOR SANDRA MARA CHANEIKO 
RICARDO LUIZ DE ARAUJO 
ROSIANE MOISES COSTA 
 
 
 
 
Coordenação Pedagógica: 
Cristina da Silva Rosa 
Giovano Gotardo 
BIOLOGIA Atividades Escolares 
 
 
 
	Biologia – Carga horária semanal: 02 horas/ aulas 
	Códigos das Habilidades 
	Objetos de conhecimentos 
	EM13CNT201 
EM13CNT208 
 
	· Introdução ao estudo da Evolução 
· Principais teorias evolucionistas 
· Darwninismo Social 
· Processos evolutivos e evolução humana. 
 
 
 
 
EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO 
Segundo as teorias evolucionistas, a vida surgiu no planeta e desde então espécies têm surgido, desaparecido e mudado ao longo do tempo. Diversas evidências sustentam esse fato e a seguir vamos conhecer cada uma delas. 
História do estudo da evolução 
Segundo a mitologia grega, no início só existia o Caos, em que tudo estava misturado. Então a Natureza e Deus organizaram o que estava bagunçado, separaram terra, água e ar e depois criaram o ser humano. A Terra e o Céu também surgiram do Caos e tiveram como filhos Cronos e Reia, que, por sua vez, tiveram Zeus (pai dos deuses e do ser humano) e outros filhos. Cronos escutara em uma conversa que seria deposto do trono por um filho seu, por isso engolia todos que nasciam. Zeus, que sobrevivera graças à ajuda da mãe, fez o pai regurgitar os irmãos, os quais armaram uma revolta e o prenderam no Tártaro. Zeus então dividiu o mundo com seus irmãos: ele ficou com o céu, Poseidon, com os mares, e Hades, com o mundo dos mortos. 
O criacionismo é uma visão que surgiu há pouco mais de dois séculos e foi o pensamento predominante entre a Idade Média e o século XIX. Segundo ela, um ser supremo teria criado o Universo e o ser humano e os seres vivos que hoje existem foram criados e não se modificaram, apresentando-se atualmente como no dia em que foram criados. Diferentemente da visão aristotélica, para a qual o Universo seria infinito, o criacionismo defende que a Terra teria no máximo 6 mil anos de formação. Visões semelhantes ao criacionismo fazem parte de histórias do folclore de diversas civilizações. 
Fixismo era uma doutrina ou teoria filosófica bem aceita no século XVIII. O fixismo propunha na biologia que todas as espécies foram criadas tal como são por poder divino, e permaneceriam assim, imutáveis, por toda sua existência, sem que jamais ocorressem mudanças significativas na sua descendência. 
A partir do século XVII, com a Revolução Científica, alguns pontos do criacionismo começaram a conflitar com as descobertas dos estudiosos. Inicialmente, os estudos relativos à Astronomia e Astrofísica tiveram destaque por mostrar que o planeta Terra, o Sol e a Lua não eram os únicos astros do Universo e existiam há muito tempo, ao contrário do que se pensava até então. A descoberta de fósseis de animais extintos mostrou que, no passado, existiram outras formas de vida, diferentes das atuais, o que levou os estudiosos a questionarem a idade da Terra e a imutabilidade das espécies. A partir do século XIX, destacaram-se alguns naturalistas que passaram a admitir que os seres vivos mudavam ao longo do tempo e que também evoluíam. Texto disponível no livro #Contato Biologia Volume 3 
 
 
Principais teorias evolucionistas 
No que se baseia a teoria evolucionista? 
As teorias evolucionistas afirmam que ocorreram mudanças nos organismos ao longo dos milhares de anos do planeta. Essas mudanças podem ser vistas, por exemplo, em fósseis de organismos que hoje não são encontrados na Terra, mas que possuem grandes semelhanças com organismos atuais. 
Entre as teorias evolutivas existentes, algumas merecem destaque: o Lamarkismo, o Darwinismo e o Neodarwinismo. 
Uma das primeiras teorias que explicaram a evolução dos seres vivos foi a proposta por Jean-Baptiste Lamack (1744-1829). Para explicar a evolução, ele sugeriu duas leis: a lei do uso e desuso e a lei dos caracteres adquiridos. 
A lei do uso e desuso explica que, quando um organismo utiliza muito determinada parte do corpo, essa parte desenvolve-se mais que outras e aquelas que não são utilizadas atrofiam-se. A lei da herança dos caracteres adquiridos, por sua vez, afirma que características adquiridas durante a vida podem ser transmitidas aos descendentes. 
A teoria de Lamarck apresenta alguns pontos falhos que merecem destaque. O primeiro deles diz respeito ao uso e desuso, que não pode ser considerado uma verdade, pois as características do nosso organismo são predeterminadas pelos genes, e o uso e o desuso poderiam causar alterações nos limites predeterminados. Outro ponto que merece destaque diz respeito às características adquiridas que não podem ser transmitidas, pois não estão presentes na nossa informação genética. 
	• 	Darwinismo 
O Darwinismo reúne as ideias evolucionistas propostas por Charles Darwin (1809-1882). Segundo esse pesquisador, as espécies modificam-se ao longo do tempo em virtude da seleção natural. Para ele, os organismos vivem em uma luta constante pela sobrevivência e apenas aqueles mais aptos são capazes de sobreviver, reproduzir-se e passar as características vantajosas para seus descendentes. 
Apesar da seleção natural ser um mecanismo correto, Darwin não conseguiu explicar como as características vantajosas surgiam nos organismos e, tampouco, como eram transmitidas. Essa explicação não foi possível porque não havia conhecimento sobre Genética nesse período. 
	• 	Neodarwinismo ou teoria sintética da evolução 
O neodarwinismo é uma teoria criada com a contribuição de vários pesquisadores para explicar os fatores que Darwin não compreendia quando apresentou sua famosa teoria. Em outras palavras, dizemos que o neodarwinismo consiste na teoria da seleção natural acrescida dos conhecimentos genéticos adquiridos posteriormente. Assim sendo, o neodarwinismo incorpora a ideia de mutação e recombinação genética. Texto disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/teorias-evolucionistas Para explicar sua teoria, Lamarck utilizou como exemplo o pescoço longo das girafas. 
 
 (Fonte: http://jpinsight.blogspot.pt/2012/10/edit-darwin-and-lamarck-bio-outcome-23k.html) 
 
Evidência fóssil 
Os fósseis são restos ou vestígios de organismos preservados que possuem mais de 10 mil anos e fornecem importantes informações a respeito da vida nos tempos pretéritos e como era o ambiente em determinada época. Ossos, marcas de dentes, pegadas e fezes petrificadas são exemplos de fósseis. 
Os fósseis são considerados evidências da evolução porque, por meio deles, é possível observar as características de seres vivos que hoje não mais compõem a fauna e a flora do planeta. Analisando o conjunto de organismos fósseis, é possível ver que o planeta em que vivemos hoje é completamente diferente biologicamente do planeta de 65 milhões de anos atrás. Assim sendo, eles comprovam que a vida surgiu e modificou-se através do tempo. 
 
Evidências anatômicas e fisiológicas 
Algumas espécies apresentam características anatômicas que muito se assemelham com aquelas presentes em indivíduos de outras espécies. Apesar de muitas vezes essas estruturas não apresentarem a mesma função, é possível inferir que, em algum momento, essas espécies possuíram um ancestral comum. 
Quando uma determinada espécie possui órgãos que se desenvolvem de maneira semelhante à de outra, dizemos que elas possuem órgãos homólogos. Esses órgãos podem ou não apresentar a mesma função. Como exemplo, podemos citar o braço de um ser humano e a asa de um morcego. 
Outras vezes, no entanto, os órgãos possuem a mesma função, mas pela análise da anatomia, é possível verificar que a origem embrionária é diferente. Nesses casos, dizemos que os órgãos são análogos e surgiram provavelmente como uma forma de adaptação a um determinado ambiente. Como exemplo, podemoscitar as asas das borboletas e dos pássaros. 
Os órgãos vestigiais, que podem ser definidos como estruturas atrofiadas que possuem uma função pouco expressiva, também são considerados uma evidência da evolução. Provavelmente, esses órgãos eram importantes nos ancestrais de determinada espécie e, com a evolução, eles se tornaram pouco funcionais e regrediram. Como exemplo de órgãos vestigiais, podemos citar o apêndice nos humanos. 
Evidências celulares e moleculares 
A análise das células e a bioquímica dos organismos têm revelado que existe muita semelhança entre todos os seres vivos. Esse fato sugere que, em algum ponto da história evolutiva, tivemos um ancestral comum. 
Quando analisamos as células, é possível perceber que as espécies são bastante semelhantes entre si. A semelhança também é grande entre o código genético, uma vez que o DNA e o RNA possuem apenas quatro bases diferentes. Essas bases são as responsáveis pelas características de todos os seres vivos existentes no planeta. 
Percebe-se, portanto, que a teoria da evolução é sustentada por diversos pilares e cada dia é mais evidente que os seres vivos sofrem mudanças através do tempo. 
 
 
Testando os conhecimentos 
 
1-A teoria da Evolução, apesar de apresentar uma grande quantidade de evidências que afirmam sua veracidade, ainda é alvo de muitas discussões. Um dos fatos que confirmam a evolução diz respeito à presença de estruturas atrofiadas, que recebem o nome de: a) órgãos análogos. 
b) órgãos homólogos. 
c) órgãos vestigiais. 
d) apêndices. 
 
2- As asas de um morcego e as asas de um inseto apresentam a mesma função, entretanto, não possuem a mesma origem embrionária. Sendo assim, essas estruturas podem ser consideradas:
 a) homólogas. 
b) análogas. 
c) vestigiais. 
d) fósseis. 
 
3- O que são fósseis? Qual sua importância no estudo da evolução? 
Fósseis são restos de seres vivos ou evidências de suas atividades biológicas preservados em diversos materiais como rochas, gelo, solos, cavernas enfim.
São de fundamental importância  para a Paleontologia no estudo da evolução.
4- Qual a importância das evidências celulares e moleculares no estudo da evolução? 
 As evidencias moleculares permitem a realização de um estudo evolutivo e de parentesco entre as espécies e também de elementos tendo como base fragmentos de genes de DNA e RNA.
 
5- “O hábito de colocar argolas no pescoço, por parte das mulheres de algumas tribos asiáticas, promove o crescimento desta estrutura, representando nestas comunidades um sinal de beleza. Desta forma temos que as crianças, filhos destas mulheres já nasceriam com pescoço maior, visto que esta é uma tradição secular.” A afirmação acima pode ser considerada como defensora de qual teoria evolucionista:
Teoria de Lamarck 
a) Teoria de Malthus 
b) Teoria de Wallace 
c) Teoria de Darwin 
d) Teoria de Mendel 
 
6- Considerando diferentes hipóteses evolucionistas, analise as afirmações abaixo e as respectivas justificativas. 
A – O Urso Polar é BRANCO porque vive na NEVE! 
B – O Urso Polar vive na NEVE porque é BRANCO! 
 
As afirmações A e B podem ser atribuídas, respectivamente, a:
 a) Lamarck e Darwin. 
b) Pasteur e Lamarck. 
c) Pasteur e Darwin. 
d) Darwin e Wallace. 
e) Wallace e Darwin. 
 
 
ESPECIAÇÃO 
 
 	A especiação diz respeito ao processo evolutivo que envolve o surgimento de novas espécies. Desde a origem da vida, os seres vivos vêm sofrendo a diferenciação através de variações genéticas em decorrência de mutações genéticas. A seleção natural, revelada por Darwin, possibilita os indivíduos que possuem características benéficas sobreviverem com as condições impostas pelo meio ambiente. Essas características são provocadas pelas alterações genéticas que, por sua vez, ao longo do tempo, podem gerar duas consequências: adaptação das populações às condições ambientais ou formação de novas espécies (especiação). 
 	Podemos dividir a especiação em três tipos, que serão explicados a seguir: Especiação alopátrica, Especiação simpátrica e Especiação parapátrica. 
 	Especiação alopátrica: Ocorre quando duas espécies são separadas por um isolamento geográfico. O isolamento pode ocorrer devido à grande distância ou uma barreira física, como um deserto, rio ou montanha. A especiação bem-sucedida é vista na figura abaixo. Os tentilhões observados por Darwin são um exemplo dessa especiação na qual ele observou que, nas ilhas Galápagos, eles se diferenciavam pelo tipo de bico. Além disso, seria uma forma de adaptação à dieta alimentar de cada uma das 14 espécies. 
 
Exemplo de especiação alopátrica 
(Fonte: http://educacao.globo.com/biologia/assunto/origem-da-vida/especiacao.html) 
 	Especiação simpátrica: A especiação simpátrica diferencia-se da alopátrica pela ausência da separação geográfica. Nessa especiação, duas populações de uma mesma espécie vivem na mesma área, mas não há cruzamento entre elas, resultando em diferenças que levarão à especiação, ou seja, a uma nova espécie. Isso pode ocorrer pelo fato dos indivíduos explorarem outros nichos, como insetos herbívoros que experimentam uma nova planta hospedeira. 
 
Moscas que vivem no mesmo local, mas se alimentam de frutos diferentes. 
(Fonte: http://educacao.globo.com/biologia/assunto/origem-da-vida/especiacao.html) 
 	Especiação parapátrica: Ocorre em duas populações da mesma espécie que também não possuem nenhuma barreira física, mas sim uma barreira ao fluxo gênico (migração de genes) entre as espécies. É uma população contínua, mas que não se cruza aleatoriamente, caso tenha o intercruzamento, o resultado são descendentes híbridos. Um exemplo dessa especiação é o caso das gramíneas Anthoxanthum, que se diferenciaram por certas espécies estarem fixadas em um substrato contaminado com metais pesados. Dessa forma, houve a seleção natural para esses indivíduos, que foram se adaptando para genótipos tolerantes a esses metais pesados. Ao longo prazo, essas espécies foram adquirindo características diferentes, como a mudança de floração impossibilitando o cruzamento, acabando com o fluxo gênico entre esses grupos. 
 
Espécie de gramínea à esquerda em um solo não contaminado e à direita, contaminada por metais pesados 
(Fonte: http://educacao.globo.com/biologia/assunto/origem-da-vida/especiacao.html) 
 
Testando os conhecimentos 
 
1- (FUVEST) Devido ao aparecimento de uma barreira geográfica, duas populações de uma mesma espécie ficaram isoladas por milhares de anos, tornando-se morfologicamente distintas. 
a) Explique sucintamente como as duas populações podem ter-se tornado morfologicamente distintas no decorrer do tempo. 
se tornaram distintas por mutações e seleções naturais ocorridas em ambas as populações,, ao decorrer do tempo
b) No caso de as duas populações voltarem a entrar em contato, pelo desaparecimento da barreira geográfica, o que indicaria que houve especiação? 
O cruzamento entre as duas gerar prole infértil ou indivíduos híbridos
 
2- (FUVEST) Sobre as diversas raças de cães, pode- se dizer que: 
a) pertencem todas a uma mesma espécie, originada pela hibridação de espécies ancestrais diferentes. 
b) há diferentes espécies originadas de uma mesma espécie ancestral. 
c) há três espécies diferentes que englobam, respectivamente, os cães de porte grande, médio e pequeno. 
d) há uma única espécie cuja diversificação em raças ocorreu pela seleção artificial. 
e) há categorias taxionômicas que ainda não estão definidas. 
 
3- (UFPA) Na borda norte e na borda sul do Grand Canyon, habitam duas populações de esquilos com diferenças morfológicas marcantes que, em condições naturais, sem as barreiras geográficas, não são capazes de se inter cruzarem. As duas populações constituem diferentes, devido principalmente a (ao) . A alternativa que completa corretamente a frase é: a) raças – isolamento reprodutivo 
b) espécies – isolamento reprodutivo 
c) raças – isolamento geográfico 
d) espécies – isolamento geográfico 
e) raças – diferenças morfológicas 
 
4- (PUCCamp-SP) Uma população foi subdividida em duas por uma barreira geográfica. Após longotempo, essa barreira desaparece e as populações entram em contato. Para que tenha havido especiação, é fundamental que tenha ocorrido: a) variabilidade genética. 
b) oscilação genética. 
c) mutação cromossômica. 
d) isolamento reprodutivo. 
e) alteração fenotípica. 
 
 
ISOLAMENTO REPRODUTIVO 
 	O isolamento reprodutivo resulta da incapacidade, total ou parcial, de membros de duas populações se cruzarem, produzindo descendência fértil. Num caso típico de especiação alopátrica, depois de um longo período de isolamento geográfico, as populações podem se diferenciar tanto que perdem a capacidade de cruzamento entre si, tornando-se reprodutivamente isoladas. É o critério principal do "conceito biológico de espécie" para considerar duas populações como espécies distintas. 
 O isolamento reprodutivo pode ser classificado como pré ou pós-zigótico, parcial ou total. Pode também ser classificado tendo em conta o mecanismo que impede a reprodução. Em alguns casos, mecanismos genéticos impedem a reprodução, ou as populações ocupam nichos ecológicos diferentes impedindo machos e fêmeas de se encontrarem. Outros mecanismos incluem diferenças morfológicas que impedem a copulação. 
 Os mecanismos de isolamento pré-zigóticos são aqueles que impedem a fecundação, e podem ser ocasionados por dois fatores: pleiotropia e efeito carona. Pleiotropia é quando um gene influi em mais de uma característica fenotípica do organismo. Um exemplo desse caso ocorre nos tentilhões de Darwin, onde o tipo de canto pode estar correlacionado pleiotropicamente com o formato do bico. Dessa forma, um gene que é favorecido por melhorar a adaptação ecológica também causará algum isolamento reprodutivo. A pleiotropia surge porque o mesmo caráter morfológico (o bico) influi na alimentação e na reprodução. 
 Efeito carona significa que quando a seleção natural favorece um gene de um loco, genes em locos ligados também podem aumentar em frequência. Como exemplo podemos citar o experimento de Dodd, com isolamento reprodutivo em Drosophila pseudoobscura, onde a seleção natural aumentou a frequência dos genes que codificavam as enzimas digestivas apropriadas. Talvez um gene estreitamente ligado influencie a dança de acasalamento da drosófila. Desse modo, quando um gene de uma adaptação ecológica (a enzima digestiva) aumenta em frequência, ele pode trazer consigo um gene ligado, relacionado com um novo passo da dança de acasalamento. Novamente, o isolamento pré-zigótico poderia evoluir como um subproduto, só que o mecanismo genético é o efeito carona em vez da pleiotropia. 
 
	TIPOS DE ISOLAMENTO REPRODUTIVO 
	DEFINIÇÃO 
	Espacial 
	Indivíduos de espécies diversas podem buscar lugares diferentes para viver e se isolam reprodutivamente da população de onde surgiram. 
	Temporal 
	O período de acasalamento tem duração diferente para os indivíduos oriundos da mesma população original. 
	Mecânico 
	As diferenças de tamanhos e formas impedem a união de gametas. 
	Isolamento gamético 
	Os gametas não se reconhecem ou um deles libera substâncias que impedem a fecundação. 
 
Testando os conhecimentos 
 
1- (Unifor-CE) - Há milhares de anos, uma ilha separou-se do continente. As espécies encontradas atualmente nessa ilha são bem diferentes das espécies continentais, embora sejam aparentadas. O processo inicial, que desencadeou o surgimento dessas espécies na ilha, foi a) convergência. 
b) isolamento reprodutivo. 
c) isolamento geográfico. 
d) mutação. 
e) recombinação gênica. 
 
 
EVOLUÇÃO HUMANA 
A Evolução Humana é o processo de mudança e desenvolvimento (ou evolução) pelo qual os seres humanos emergiram como uma espécie distinta. 
O termo hominídeo é utilizado para descrever os humanos e os ancestrais extintos 
Além de nossa espécie, outras espécies de hominídeos já existiram; no entanto, foram extintas. Algumas características são comuns aos hominídeos: andar bípede sustentado, coluna vertebral ereta, ausência de cauda, cérebro proporcionalmente grande, osso da maxila e da mandíbula menores e trato digestório. 
Acredita-se que o andar bípede sustentado foi selecionado durante a evolução, pois permitiu que o ser humano pudesse andar sobre as pernas. Com isso, suas mãos ficaram livres e tornaram-se úteis para coletar e carregar alimentos, além de demandar um menor gasto energético. Outra hipótese é que essa postura permitia uma melhor visualização de possíveis predadores, a que poderia ser útil na defesa individual e do grupo. 
 
A seguir, observe uma proposta de filogenia dos primatas, na qual é notável a existência de um ancestral comum do homem e o gorila, por exemplo. Sustentando assim a hipótese de que o homem não originou do macaco, como muitas pessoas pensam, e sim compartilham uma ancestralidade em comum, mas que divergiram ao longo da evolução. 
 
 
 
 
Genética dos primatas 
A tecnologia de sequenciamento do genoma dos seres vivos possibilitou uma verdadeira transformação para a Biologia moderna. O conhecimento das sequências nucleotídicas que formam o DNA permitiu revelar o alto grau de parentesco de diferentes espécies, incluindo os seres humanos e outros primatas. Por exemplo, o ser humano e o chimpanzé apresentam sequências idênticas de aminoácidos para inúmeras proteínas e somente 1 ,10/0 dos pares de bases que compõem a sequência do DNA do genoma é diferente nesses grupos. Estudos indicam que eles divergiram a partir de um ancestral comum entre 5 e 8 milhões de anos atrás. Análises mais detalhadas indicam que os Hylobatidae (gibões) são um grupo aparentado dos macacos do Velho Mundo. 
Uma questão ainda não resolvida é a relação entre chimpanzés, gorilas e seres humanos, pois as análises moleculares têm apresentado evidências diferentes. 
Gênero Australopithecus 
Existe uma espécie de australopiteco que foi descoberta no Norte do Quênia, o Australopithecus anamensis. Os fósseis incluem mandíbuIas e maxilares, fragmentos de ossos do crânio, tíbia e úmero. Eles são datados de 4,2 e 3,9 milhões de anos atrás, e acredita-se que sejam ancestrais de A. afarensÎs. 
Outra característica que apresentava era a postura bípede. Em 1974, foi descoberto a fóssil de A. afarensis, um hominídeo que viveu entre 3,9 e 2,9 milhöes de anos atrás. Vários fósseis desses hominídeos foram encontrados na Etiópia, na Tanzânia e no Quênia. Acredita-se que eles viveram em um ambiente seco do tipo savana, e é possível que tenham vivido em grupos. 
Gênero Homo 
Estima-se que uma linhagem do gênero Homo tenha surgido a partir de um ancestral do gênero Australopithecus. 
A espécie Homo habilis foi uma das primeiras desse gênero e viveu no Leste e no Sudeste da África entre milhões e 1,4 milhão de anos atrás. De acordo com os fósseis encontrados, viviam em unidades familiares e produziam ferramentas feitas a partir de pedra lascada. Nessa espécie, o dimorfismo sexual era acentuado e os machos eram bem maiores do que as fêmeas. 
Acredita-se que essa espécie se alimentava de restos de alimentos deixados pelos animais carnívoros, mas a dentição demonstra que também consumia vegetais. 
Outra espécie é o Homo rudolfensis, que viveu no Leste da África entre 1,9 e 1,8 milhão de anos atrás, o que indica que coexistiu com o H. habilis. Sua face era mais plana e larga, o crânio era maior que o do H. habilis e os dentes molares eram mais largos. 
A partir dos fósseis encontrados, atualmente, aceita-se que algumas espécies de hominídeos coexistiram no passado. 
Uma espécie que se destaca é o Homo erectus, pois apresenta algumas características semelhantes às do ser humano atual, como os braços mais curtos em relação às pernas. Isso indica que essa espécie vivia no chão e não tinha características como a dos hominídeos anteriores, que, provavelmente, alternavam a escalada em árvores com a caminhada no solo. É provável que o H. erectus pudesse caminhar e correr longas distâncias. Seu cérebro era proporcionalmente maior do que o do H. habilis e eles eram mais altos. 
Os fósseis indicam que o H. erectus construía ferramentas feitas de pedras, como machadinhas e cutelos (instrumentofeito com lâmina cortante presa a um cabo de madeira). Existem indícios de que manipulava o fogo, fazendo fogueiras, provável mente para se aquecer. Também há evidências de que vivia em grupos e cuidava dos membros mais velhos da unidade familiar. 
Homo sapiens. 
A espécie Homo sapiens, única espécie vivente desse gênero, é encontrada em todo o planeta, e estimase que tenha se originado entre 200000 e 130000 anos atrás. 
Assim como outras espécies de hominídeos, H. sapiens também fazia suas próprias ferramentas. Entretanto, elas eram mais especializadas do que a dos outros grupos e passaram a ser utilizadas na caça, na pesca, na coleta de alimentos e também na costura. Nossos antepassados controlavam o fogo, utilizando-o para se aquecer e cozinhar. Eles viviam em abrigos, onde morava uma grande quantidade de pessoas. 
 
A alimentacao humana e o desenvolvimento do cérebro 
O cérebro de H. sapiens consome grande quantidade de energia, cerca de 20 a 25% das necessidades diárias. Em primatas não humanos, essa necessidade é de 8 a 10%, mas o cérebro humano precisa de muita energia para manter-se em funcionamento. Em virtude dessa característica, acredita-se que uma dieta calórica tenha sido necessária para a expansão do cérebro humano. 
Sociedade humana 
Quando o ser humano se tornou capaz de domesticar plantas e animais, reduziu a necessidade de ser nômade e passou a ser sedentário. Com isso, começou a fixar moradias. Em vez de utilizar cavernas e troncos como abrigos, desenvolveu formas mais complexas feitas de pedra, madeira, argila, galhos, entre outros materiais. 
Dos animais e das plantas, os seres humanos passaram a obter não somente o alimento, mas também a matéria-prima necessária para suas vestimentas, como a lá de animais e o linho, a partir do algodão. 
Com o tempo, as pessoas passaram a formar comunidades, modificando sua forma de trabalhar e de subsistir. A agricultura passou a ser mais tecnológica, com o uso de instrumentos, como o arado puxado por animais, 
O ser humano também passou a trocar e a comercializar produtos dentro das comunidades e com os vilarejos vizinhos. Essas comunidades formaram sociedades, as quais se transformaram em civilizaçóes, cada uma com suas regras e leis. 
 
 	 
Testando os conhecimentos 
 
01- Ao estudar a evolução da espécie humana moderna (Homo sapiens), observamos o surgimento de várias características em espécies ancestrais que beneficiaram seu estabelecimento e sucesso no ambiente. Entre essas características, podemos citar a bipedia e o desenvolvimento de ferramentas. A primeira espécie reconhecida como capaz de fabricar artefatos de pedra é chamada de: a) Homo sapiens. 
b) Homo habilis. 
c) Homo neanderthalensis. 
d) Homo ergaster. 
e) Homo erectus. 
 
02-(UFAL) À luz do conhecimento atual, observe a ilustração abaixo e aponte a alternativa que melhor responde a pergunta: o homem é originário do macaco? 
 
a) A espécie Homo sapiens se distingue de outros hominídeos e, portanto, não se originou dos macacos, que são primatas. b) Os gêneros Homo e Australopithecus representam o homem moderno e conviveram na mesma época 
com os macacos; assim, não são seus descendentes. 
c) Chimpanzés são bípedes e parecidos morfologicamente com o homem; portanto, os chimpanzés deram origem ao homem. 
d) Os seres humanos e chimpanzés possuíam um ancestral em comum e divergiram ao longo da evolução. 
e) Os seres humanos e chimpanzés convergiram 
 	ao longo da evolução desenvolvendo características análogas 
 
 
03-Qual é a importância da vida em sociedade e da cultura para o ser humano atual? 
é a relação e a interação que temos com as outras pessoas, nos ajudando a viver com ela. E a importância da cultura para o ser humano , é o desenvolvimento. 
04- Acredita-se que o andar bípede sustentado foi selecionado durante a evolução, pois permitiu que o ser humano pudesse andar sobre as pernas. O que essa característica possibilitou? 
 desenvolvimento do bipedalismo humano com o uso de ferramentas. Uma vez que uma espécie não se locomove sobre os quatro membros, os dois membros anteriores ficam livres para explorar o ambiente, auxiliando no uso de ferramentas e ainda na coleta de alimentos enquanto se movimentavam.
 5 (PUC-MG) - Recentes análises do DNA de chimpanzés permitiram concluir que o homem é mais aparentado com eles do que com qualquer outro primata. Isso permite concluir que: a) O chimpanzé é ancestral do homem. 
b) O chimpanzé e o homem têm um ancestral comum. 
c) O homem e o chimpanzé são ancestrais dos gorilas. 
d) A evolução do homem não foi gradual. 
e) Os chimpanzés são tão inteligentes quanto o homem. 
 
Processos de Eletrização e a Lei de Coulomb 
Eletrização é o processo de tornar um corpo eletricamente neutro em um corpo eletricamente carregado. Corpos neutros são aqueles 
que apresentam a mesma quantidade de prótons e elétrons, uma vez que essas são as partículas subatômicas dotadas de carga elétrica. 
Todos os processos de eletrização consistem em retirar ou fornecer elétrons a um corpo. O mesmo não pode ser dito dos prótons, que, 
por estarem presos no núcleo atômico, não podem ser conduzidos entre um átomo e outro. Desse modo, quando um corpo neutro recebe elétrons, sua carga torna-se negativa, reciprocamente, ao perder elétrons, sua carga torna-se positiva. Existem três formas distintas de eletrização: por atrito, por contato e por indução. 
 
 
Fig.1.O balão foi eletrizado por atrito e então atrai pequenos pedaços de papel. Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/processoeletrizacao.htm. 
Eletrização por atrito 
A eletrização por atrito acontece principalmente quando dois ou mais corpos isolantes são esfregados um contra o outro. O processo de 
atritar os corpos fornece energia aos elétrons desses materiais. Os elétrons dos materiais isolantes geralmente encontram-se fortemente atraídos pelos núcleos de seus próprios átomos, por isso, precisam de uma energia extra para saltar de um corpo para outro. 
Durante a eletrização por atrito, um dos corpos perde elétrons e o outro ganha elétrons. Dessa forma, ao final do processo, os dois corpos 
estarão com cargas de módulo igual, mas de sinais opostos. 
Nem todos os corpos vão se eletrizar quando atritados, para sabermos quais são os pares de materiais que, quando atritados, tornam-se eletrizados, é preciso conhecer sua afinidade elétrica, uma vez que existem materiais que tendem a ganhar elétrons, mas também existem aqueles que “preferem” 1erde-los. Essa afinidade é descrita de forma empírica por uma tabela conhecida como série triboelétrica. 
A série triboelétrica separa diferentes materiais de acordo com sua tendência de ganhar ou perder elétrons. Na tabela a seguir, por 
exemplo, os primeiros materiais, na parte mais alta dela, são aqueles que tendem a adquirir cargas positivas quando atritados, ou seja, tendem a perder elétrons. Os últimos materiais, por sua vez, são aqueles que tendem a absorver elétrons e, portanto, a apresentar cargas negativas após terem sido atritados. 
 
Fig. 2: Exemplo de série triboelétrica. Fonte: 
https://alunosonline.uol.com.br/quimica/serie-triboeletrica.html. 
 
Eletrização por contato 
A eletrização por contato consiste em fazer com que dois corpos condutores entrem em contato, na condição de que pelo menos um deles esteja previamente carregado. Esse tipo de eletrização acontece com maior frequência entre materiais condutores, uma vez que neles os elétrons encontram-se livres e, portanto, dotados de grande mobilidade. Dessa maneira, não é necessária qualquer energia adicional para fazê-los saltarem de um corpo para outro. 
 
Física 
 
Quando dois corpos condutores idênticos e eletricamente carregados tocam-se, os elétrons passam de um corpo para o outro até que as cargas elétricas de ambos fiquem iguais. Dessa maneira, se quisermos saber qual é a carga final entre eles, basta fazermos a média aritmética das cargas: 
 
 
Fig. 3: Exemplificação da eletrização por contato. 
Observe esse exemplo: 
 
Fig. 4: Um exemplo de eletrização por contato. Fonte: 
https://www.canaleducacao.tv/images/slides/39008_b23e8ac5956d55147a667b7c4598eebc.pdf. 
A equação anterior é válida apenas para o caso em que dois corpos condutores e idênticos são colocados em contato, se o caso em questão envolvesse o contato simultâneo entre n corpos, a quantidade de corpos deveria ser levada em conta, confira: 
 
Por fim, se os corpos forem de tamanhos diferentes, devemos perceber que só haverá movimentação de elétrons enquanto houver diferença de potencial entre eles...mas isso deixaremos para uma próxima aula! 
 
Eletrização por indução 
A eletrização por indução consiste em aproximar um corpo previamente carregado, chamado de indutor, de um corpo condutor eletricamente neutro, chamado de induzido, de modo que a presença das cargas do indutor faça com que os elétrons do corpo induzido movam-se em seu interior, ocorrendo uma polarização de cargas. 
A polarização das cargas nada mais é que uma separação entre cargas positivas e negativas. Quando polarizado, o corpo induzido ainda é neutro, pois apresenta o mesmo número de prótons e elétrons. Dessa forma, para que esse corpo torne-se eletrizado, é necessária a presença de um outro corpo ou, ainda, de um meio pelo qual os elétrons possam fluir. Via de regra, faz-se o uso de um aterramento, que consiste em conectar o corpo induzido à terra, por meio de um fio condutor. 
Depois de aterrado, os elétrons presentes no corpo induzido podem fluir em direção à terra ou da terra em direção ao corpo induzido, de acordo com o sinal das cargas presentes no corpo indutor. 
 
Fig. 5: Exemplificação da eletrização por indução. Fonte: 
https://slideplayer.com.br/slide/5248201/16/images/12/Esta+maneira+de+eletrizar+%C3%A9+denominada+eletriza%C3%A7 %C3%A3o+por+indu%C3%A7%C3%A3o..jpg. 
Em resumo, o processo de eletrização por indução acontece nas seguintes etapas: 
· Etapa 1: Aproximação entre o indutor e o induzido. 
· Etapa 2: Polarização das cargas do induzido, devido à aproximação do indutor. 
· Etapa 3: Aterramento do induzido, na presença do indutor, de modo que os elétrons possam fluir da terra ou à terra. 
· Etapa 4: Retirada do aterramento. 
· Etapa 5: Afastamento do indutor. 
 
 
Exercícios 
 
1) (IF-SP) A tabela [no texto] mostra uma série triboelétrica. Por meio dessa série, é possível determinar a carga elétrica adquirida por cada material quando atritado com outro. O isopor, ao ser atritado com a lã, fica carregado negativamente. O vidro, ao ser atritado com a seda, ficará carregado: a) positivamente, pois ganhou prótons. 
b) positivamente, pois perdeu elétrons. 
c) negativamente, pois ganhou elétrons. 
d) negativamente, pois perdeu prótons. 
e) com carga elétrica nula, pois é impossível o vidro ser eletrizado. 
2) (IF-SP) Raios são descargas elétricas de grande intensidade que conectam as nuvens de tempestade à atmosfera e ao solo. A intensidade típica de um raio é de 30 mil amperes, cerca de mil vezes a intensidade de um chuveiro elétrico, e os raios percorrem distâncias da ordem de 5 km. 
(www.inpe.br/webelat/homepage/menu/el.atm/perguntas.e.respostas.php. Acesso em: 30.10.2012.) Durante uma tempestade, uma nuvem carregada positivamente aproxima-se de um edifício que possui um para-raios, conforme a figura a seguir: 
 
De acordo com o enunciado, pode-se afirmar que, ao estabelecer-se uma descarga elétrica no para-raios, a) prótons passam da nuvem para o para-raios. 
b) prótons passam do para-raios para a nuvem. 
c) elétrons passam da nuvem para o para-raios. 
d) elétrons passam do para-raios para a nuvem. 
e) elétrons e prótons transferem-se de um corpo a outro. 
3) (Mackenzie) Uma esfera metálica eletrizada, com carga elétrica igual a -20,0 μC, é colocada em contato com outra esfera idêntica eletricamente neutra. Em seguida, encosta-se a esfera em outra também idêntica eletrizada com carga elétrica igual a 50,0 μC. Após esse procedimento, as esferas são separadas. Qual a carga elétrica armazenada na esfera, no final desse processo? 
 30ųC
A Lei de Coulomb 
Nesse momento, surge uma pergunta curiosa: como medir a quantidade de carga elétrica de um corpo? Como 
foi possível? 
 A Lei de Coulomb, formulada pelo físico francês Charles Augustin de Coulomb (1736-1806) no final do século XVIII, abrange os estudos sobre a força elétrica entre partículas eletricamente carregadas. Ao observar a força eletrostática de atração entre as cargas de sinais opostos e de repulsão entre cargas que apresentam o mesmo sinal, Coulomb propôs a seguinte lei experimental: 
 “A força elétrica de ação mútua entre duas cargas elétricas puntiformes tem intensidade diretamente 
proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa”. 
 
Fig.1 Forças de atração e repulsão entre duas cargas elétricas. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Coulomb. 
Para estudar a interação entre as cargas elétricas, Coulomb criou a balança de torção, um aparato que continha 
duas esferas neutras, dispostas na extremidade de uma barra isolante, em sistema suspenso por um fio de prata. Coulomb observou que quando uma esfera era posta em contato com outra esfera carregada, ela adquiria a mesma carga e os dois corpos sofriam repulsão, produzindo uma torção no fio de suspensão. A figura 2 aprensenta um modelo de balança de torção, usada por Coulomb. 
 
Fig.2 Uma balança de Torção. Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/charles-coulomb.htm 
O físico constatou que a força elétrica, cuja intensidade era medida pelo ângulo de torção, apresentava-se da 
seguinte forma: 
· Inversamente proporcional ao quadrado da distância entre os corpos; 
· Diretamente proporcional ao produto das cargas; 
Matematicamente, temos: 
𝑞1. 𝑞2
	𝐹 = 𝑘.	𝑑2 
onde: 
· F: força, em newton (N) 
· q1 e q2: valores das cargas elétricas, medida em coulomb (C). Como 1 C é uma grande quantidade de carga elétrica, na prática usamos submúltiplos do Coulomb, como o milicoulomb (1 mC = 10-3 C), microcoulomb (1µC = 10-6 C) e o nanocoulomb (1nC = 10-9 C). 
· d: distância entre as cargas, em metros (m) 
· k: constante de proporcionalidade. No vácuo seu valor é k = 9.109 N.m2 /C2. 
Assim, como consequência, podemos medir a distância e a força entre duas cargas iguais e determinar a carga elétrica do corpo, pela lei de Coulomb. Assim, pode-se calibrar o instrumento (a balança de torção) e determinar a quantidade de carga de outros objetos! 
Nota: A carga elétrica é quantizada, isto é, a carga elétrica de qualquer corpo é sempre múltiplo inteiro da carga do elétron! A carga do elétron é a menor carga elétrica da natureza e foi caculada, pela primeira vez, pelo experimento de Millikan*, e vale: 
e = 1,6.10-19 C 
Com isso podemos determinar o número de elétrons (em excesso!) de um corpo carregado. Basta dividrmos a carga elétrica do corpo pela carga de um elétron: 
n = Q/e 
Suponha que um canudinho eletrizado tenha carga de 8 µC. Para sabrmos o número de elétrons em excesso que ele adquiriu ou perdeu (depende do sinal da carga dele!), basta fazermos: 
n = 8.10-6 / 1,6.10-19 = 5.1013 elétrons! 
Para saber mais sobre a Lei de Coulomb e a balança de torção e sobre o experimento de Millikan, veja esses vídeos: 
· https://www.youtube.com/watch?v=T41VKdFa3eU Experimento sobre a lei de Coulomb. 
· https://www.youtube.com/watch?v=3vGdQSo2LuQ Experimento simples para medir a quantidade de carga elétrica de um “canudinho”. Dica: Faça esse experimento! 
· * https://www.youtube.com/watch?v=OIaux6B7mdQ O experimento de Millikan. 
 
Exemplo de aplicação 
 
Duas cargas puntiformes de valores 3.10 -5 C e 5.10 -6 C sofrem uma força de repulsão no vácuo. Sabendo que a constante eletrostática (K) no vácuo é 9.10 9 N.m 2 /C 2 , calcule a intensidade da força de repulsão entre as cargas, separadas por uma distância de 0,15 m. 
Solução: Ao substituir os valores do enunciado na fórmula da Lei de Coulomb, temos: 
 
 
 
Exercícios 
 
1. (FUVEST) Duas partículas eletricamente carregadas com +8,0 . 10 -6 C cada uma são colocadas no vácuo a uma distância de 30 cm, onde k = 9 . 10 9 N.m 2 /C 2 . Qual é a intensidade da força de interação elétrica entreessas cargas? 
 F = força elétrica
k = constante do vácuo
Q = carga elétrica do corpo 1
q = carga elétrica do corpo 2
d = distância que separam as cargas.
Sendo que as duas partículas tem o mesmo sinal então Q = q, a força entre elas será de repulsão, pois cargas do mesmo sinal se repelem.
Então pela lei de coulomb temos que:
F = (k.Q.Q)/d²
F = (9.10^9 . 8*10^-6 . 8 . 10^-6)/(0,30)²
F= 6,4 N
Uma esfera recebe respectivamente cargas iguais a 2 μC e -4 μC, separadas por uma distância de 5 cm. 
a) Calcule 	o 	módulo da 	força 	de 	atração 	entre 	elas. 
F=K.Q1.Q2/d²
F=9x10^9.2x10^-6.4x10^-6/(5x10^-2)^2
F=72x10^-3/25x10^-4
F = 2,88x10^1 N (28,8 N)
b) Se colocarmos as esferas em contato e depois as afastarmos por 2 cm, qual será a nova força de interação elétrica entre elas? 
 F = 9x10^9 . 1x10^-6 . 1x10^-6 / (2x10^2)^2
F = 9x10^-3 / 4x10^-4
F = 2,25x10^1 N (25,5 N
Estando duas cargas elétricas Q idênticas separadas por uma distância de 4m, determine o valor destas cargas sabendo que a intensidade da força entre elas é de 200 N. Determine também o número de elétrons que elas adquiriram. 
3. Duas cargas elétricas puntiformes estão separadas por12 cm. Esta distância é alterada até que a força entre as cargas fique quatro vezes maior. Qual a nova separação entre as cargas? 
F=KQ.q/d²
F=KQ.Q/(12.10^-2)²
F=KQ²/(12.10^-2)²
KQ²=F.(12.10^-2)²
KQ²=F.144.10^-4
2° caso, a força tem que ficar 4 vs maior
4F=KQ.Q/d²
4F=KQ²/d²
KQ²=4F.d²
finalizando a questao
vou igualar o KQ² de ambas pois indempemente de que houver as cargas e os valores de K vao ser o mesmo po isso que eu posso igualar.
KQ² =KQ²
F.144.10^-4=4F.d²  simplifico os "F"
144.10^-4=4.d²
144.10^-4/4=d²
36.10^-4=d²
d=√(36.10^-4)
d=6.10^-2 m ou 6cm 
 
 
 
 
 
 QUÍMICA 
 Atividades Escolares 
 
 
 	 
 
 
 
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	(EM13CNT101) Analisar e representar, com ou sem o uso de dispositivos e de aplicativos digitais específicos, as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria, de energia e de movimento para realizar previsões sobre seus comportamentos em situações cotidianas e em processos produtivos que priorizem o desenvolvimento sustentável, o uso consciente dos recursos naturais e a preservação da vida em todas as suas formas. 
	 Arranjos atômicos e moleculares para explicar a formação de cadeias, ligações, funções orgânicas e 
 
isomeria. 
 
 
 
 
 
 
Cadeia principal de Hidrocarbonetos 
A cadeia principal de uma cadeia ramificada é aquela que possui maior número de átomos de carbono. e apresenta: 
· Maior número possível de carbonos; 
· Maior número possível de radicais; 
· Insaturação (ligação dupla ou tripla); 
· Carbono ligado ao grupo funcional. 
 
Nomenclatura das cadeias ramificada 
 
A nomenclatura de cadeias ramificadas segue a mesma regra proposta pela União Internacional da Química Pura e Aplicada (IUPAC) que é utilizada para uma cadeia normal, a qual apresenta a seguinte especificação: 
Prefixo + infixo + sufixo 
· Prefixo: relacionado ao número de carbonos da cadeia principal; • 	Infixo: relacionado ao tipo de ligações entre os carbonos da cadeia; 
· Sufixo: referente à função orgânica do composto. 
No caso da nomenclatura de cadeias ramificadas, o que muda na regra detalhada acima é a necessidade de indicar a posição e o nome da ramificação ou ramificações: 
Posição + nome da ramificação + prefixo + infixo + sufixo 
Com relação às ramificações, é importante, antes de mais nada, conhecer quais são as ramificações que podem aparecer em uma estrutura ramificada: 
· Metil: Etil: 
 
· Vinil: Propil: 
 
· Isopropil: Butil: 
 
· Sec-butil: Isobutil: 
 
· Terc-butil: Pentil: 
 
· Sec-pentil: Isopentil: 
 
· Terc-pentil: Neo-pentil: 
 
· Fenil: Benzil: 
 
Entretanto, a utilização dessa regra de nomenclatura de cadeias ramificadas depende de alguns passos fundamentais, os quais são descritos a seguir: 1 - Determinação da cadeia principal; 
2- Englobar o maior número de insaturações; 
3- Possuir a sequência mais longa de átomos de carbono ligados entre si. 
 
Exemplo: 
 
 
 
 
 
 
Hidrocarbonetos cíclicos: 
A única diferença entre os hidrocarbonetos de cadeia aberta e os de cadeia cíclica é a presença do prefixo “ciclo”. Exemplos: 
 
 
Hidrocarbonetos Aromáticos: 
Não existe uma regra geral para nomear os Hidrocarbonetos Aromáticos, em geral, esses compostos apresentam uma nomenclatura particular. 
Quando sua cadeia principal apresentar apenas um anel benzênico, ela é chamada benzeno e pode apresentar um ou mais grupos substituintes. Vejamos as fórmulas estruturais dos aromáticos mais comuns: 
 
 
Para complementação segue os links abaixo; https://www.youtube.com/watch?v=CCorvpFnvBo https://www.youtube.com/watch?v=AfpPpkP9XeE https://www.youtube.com/watch?v=rz_yRocTkiU https://www.youtube.com/watch?v=evxpQNE1zbY https://www.youtube.com/watch?v=yCaZPoVFLwo https://www.youtube.com/watch?v=AfpPpkP9XeE&t=102s https://www.youtube.com/watch?v=n84iY-vcdi0 
 
Agora é com você! 
 
01 – Escreva as fórmulas estruturais dos seguintes hidrocarbonetos: 
a. Propano 
CH₃-CH₂-CH₃
b. 3-hexino 
CH₃-CH₂-CH≡CH-CH₂-CH₃ 
c. Hexa-1,3-dieno 
CH₂=CH-CH=CH-CH₂-CH₃2 
d. 6-metil-oct-1-eno 
CH≡C-CH₂-CH₂-CH₂-CH(CH₃)-CH₂-CH₃
e. Metilciclopentano 
 
f. 2,5-dimetil-hexa-1,3-dieno 
CH₂=C(CH₃)-CH=CH-C(CH₃)-CH₃
g. 1-butino 
 CH≡C-CH₂-CH₃ 
02 – A seguir, temos as representações de alguns hidrocarbonetos aromáticos e ramificados. 
 
Das opções abaixo, quais os nomes corretos segundo as regras estabelecidas pela IUPAC para cada um desses compostos? 
I. Metilbenzeno g
II. 2,6-dimetil-5-propil-octano b
III. Pent-1-ino e
IV. 4,5-dimetil-hex-1-eno V. 	 c
V. 1,4-dimetilbenzeno f
VI. 3-etil-2-metil-hexano a
VII. Metilbut-1,3-dieno d
 
 
03 – (PUC-PR) Pelo sistema IUPAC, a nomenclatura correta para os compostos abaixo: 
H3C ─ CH ─ CH ─ CH2 ─ CH3 
 │ │ CH2 CH3 
 │ 
 CH3 
e H3C ─ CH2 ─ C ≡ C ─ CH ─CH3 
 │ C6H5 
 
é, respectivamente: 
a. 3,4-dimetil-hexano e 2-fenil-3-hexino. 
b. 3,4-dimetil-hexano e 5-fenil-3-hexino. 
c. 3,4-dimetil-hexano e 2-benzil-3-hexino. 
d. 3-metil-2-etil-hexano e 2-benzil-3-hexino. 
e. 3-metil-2-etil-pentano e 2-fenil-3-hexino. 
04 – (F. M. Pouso Alegre – MG) A nomenclatura para a estrutura seguinte: 
 
Estrutura de um alcano ramificado 
de acordo com o sistema da IUPAC é: a) 3,4-dimetil-3-n-propilnonano 
b) 4-etil-4,5-dimetil-decano 
c) 6,7-dimetil-7-n-propilnonano 
d) 6,7-dimetil-7-etildecano 
e)3,4-dimetil-3-etilnonano 
 
05 – Qual é a fórmula estrutural do 7-isopropil-3,4-dimetiltridecano? 
Resposta E
 
06 – Determine o nome do alcano que apresenta dez átomos de carbono e ramificação nos carbonos 2 e 5 da cadeia principal: a) decano. 
b) 2,5-metildecano. 
c) 2,5-dimetildecano. 
d) 2,5-dimetiloctano. 
e) 2-etil-5-metil-heptano 
 
07 - O nome correto do hidrocarboneto ramificado, cuja fórmula está esquematizada a seguir é: 
 a) 3,4-dietil-octeno 
b) 3,4-dimetil-octano 
c) 3,4-dietil-octano 
d) 3,4-dipropil-octano 
e) 3,4-dimetil-octeno 
 
08 – (Uel) A fórmula molecular do 2,3 - dimetil butano, é: a) C6H14 
b) C6H12 
c) C6H10 
d) C4H10 
e) C4H8 
 
	
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AS FUNÇÕES ORGÂNICAS: GRUPOS FUNCIONAIS 
Vimos que há uma enorme quantidade de compostos orgânicos. Existem muito mais compostos orgânicos do que inorgânicos. Estudá-los individualmente é praticamente impossível. Uma saídaé agrupá-los de acordo com propriedades químicas semelhantes. Cada um desses grupos é dito função orgânica. Estudos demonstram que tais propriedades semelhantes são devidas a átomos ou grupos de átomos presentes na molécula e são denominados grupos funcionais. 
 
A função orgânica, considerada mais simples, formada exclusivamente por átomos de carbono e hidrogênio é chamada hidrocarbonetos. Veja exemplos: 
 
Por outro lado, se substituirmos um átomo de hidrogênio apenas por um grupo chamado oxidrila ou hidroxila (–OH), não temos mais a função hidrocarboneto e sim função álcool. 
 
Como se vê a raiz é a mesma (hidrocarbonetos) e perceberemos que as várias funções orgânicas são obtidas da mesma forma. Isso reforça o que já havíamos estudado a respeito da importância do petróleo (basicamente mistura de hidrocarbonetos) como a principal fonte de compostos orgânicos. 
 
Quanto aos hidrocarbonetos, queremos ressaltar ainda que, dependendo do tipo de cadeia carbônica (saturada ou insaturada, cíclica ou acíclica), são divididos em subclasses: alcanos, alcenos, alcinos, ciclanos, aromáticos. 
 
Nos quadros que seguem, resumimos as principais funções orgânicas. Fique atento aos grupos funcionais. São eles que caracterizam cada função orgânica. Como sempre dizemos, não é preciso decorá-las, mas manuseá-las corretamente. Com a prática, vamos gravando as mais importantes. 
 
1. FUNÇÕES NÃO OXIGENADAS 
Funções Não Oxigenadas são um dos 4 grupos funcionais dos compostos orgânicos. Os compostos que pertencem a essa função não são formados por oxigênio, sendo os Hidrocarbonetos e Haletos. 
 
 
2. FUNÇÕES OXIGENADAS 
Funções Oxigenadas são um dos 4 grupos funcionais dos compostos orgânicos. Os compostos que pertencem a essa função são formados por oxigênio, sendo os Aldeídos, as Cetonas, os Ácidos carboxílicos, os Ésteres, os Éteres, os Fenóis, os Enóis e os Álcoois. 
 
 
3. FUNÇÕES NITROGENADAS 
As funções nitrogenadas possuem átomos de carbono, hidrogênio e nitrogênio, e, às vezes, oxigênio. As principais são aminas, amidas, nitrilas e nitrocompostos. As funções nitrogenadas são aqueles compostos orgânicos formados por átomos de carbono, hidrogênio e nitrogênio. 
 
 
 
 
 
4. FUNÇÕES SULFURADAS 
Os tiocompostos ou compostos sulfurados são os que apresentam um ou mais átomos de enxofre ligados à cadeia carbônica. Os principais são os tióis ou tioálcoois e os tioéteres. Os tiocompostos são compostos orgânicos que possuem um ou mais átomos de enxofre (S) em sua estrutura. 
 
 
 
 
Identificar qual a função orgânica do composto 
Você deve identificar na cadeia carbônica a presença de grupos funcionais para reconhecer qual a função orgânica correspondente. Essa informação será importante para determinar o SUFIXO do nome do composto orgânico de acordo com a tabela abaixo. 
 
 
Você deve dar o nome do composto orgânico da seguinte maneira: 
PREFIXO+INFIXO+SUFIXO 
Primeiro você coloca o nome do prefixo de acordo com a quantidade de carbonos na cadeia, em seguida você coloca o nome do infixo de acordo com as ligações duplas e triplas entre átomos de carbono, e por último, coloca o sufixo correspondente ao grupo funcional. 
Veja alguns exemplos na tabela abaixo: 
 
Existem compostos mais complexos que não apresentem único grupo funcional. São compostos com funções mistas. A IUPAC recomenda, nesses casos, que uma das funções seja considerada a principal. A preferência na escolha da função principal é a seguinte: 
 
 
Exemplos: 
 
 
 
http://www.inedi.com.br/arquivos_baixar/20080525072916_inedi.grupos.funcionais.nomenclatura1.doc 
 
Assistam os vídeos para entender melhor o conteúdo e facilidade a resolução das atividades: 
https://www.youtube.com/watch?v=gVuRN8D7II8 https://www.youtube.com/watch?v=08e-2iaYinU https://www.youtube.com/watch?v=pJNc8P48zT8 
https://blogdoenem.com.br/quimica-organicas-hidrocarbonetos/ https://www.youtube.com/watch?v=n84iY-vcdi0 https://www.stoodi.com.br/blog/quimica/funcoes-organicas/ https://www.todoestudo.com.br/quimica/funcoes-organicas 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
01 – Dadas as fórmulas estruturais planas, escrevas as fórmulas moleculares: 
 
a) c) 
 
 
 
EXEMPLO: C5H8 
 
b) d) 
 
 
 
 
02 – Utilizando o quadro de funções, identifique grupo funcional e cada uma das funções orgânicas a seguir: 
 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
03 – (Mackenzie-SP) Sobre o etanol, cuja fórmula estrutural é H3C ─ CH2 ─ OH, identifique a alternativa incorreta: 
a) apresenta cadeia carbônica saturada. 
b) é uma base inorgânica. 
c) é solúvel em água. 
d) é um monoálcool. 
e) apresenta cadeia carbônica homogênea. 
04 – (U. Católica de Salvador – BA) A cetona é um composto carbonílico com 3 átomos de carbono e cadeia saturada. Sua fórmula molecular é: 
a) C3H6O 
b) C3H7O 
c) C3H8O 
d) C3H8O2 
e) C3H8O3 
05 – A seguir são apresentadas as fórmulas estruturais de algumas substâncias que, de alguma forma, fazem parte do nosso cotidiano. 
 
Compostos orgânicos presentes no cotidiano 
Identifique as funções a que cada uma das substâncias citadas pertence: 
a) Éster, éter, cetona, álcool. 
b) Ácido carboxílico, éter, cetona, álcool. 
c) Ácido carboxílico, éster, aldeído, álcool. 
d) Ácido carboxílico, éster, cetona, álcool. 
e) Ácido carboxílico, éter, aldeído, álcool.

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