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Passo a passo de todo o planejamento Endodôntico incisivo superior e canino superior (teórico e prático)

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Planejamento Endodôntico: Incisivo superior 
Consulta 1- 
1. Anamnese, orientações de higiene oral e exame clínico intra e extra oral. 
2. Radiografia periapical do elemento em questão 
3. Cirurgia de acesso de incisivo central superior: 21 ou 22 
 
Ponto de eleição: 2mm acima do cíngulo. 
Cavidade inicial: ponta diamantada esférica ou Carbide em alta rotação 1011 ou 1012 
Direção de trepanação: 45o depois paralelo ao longo eixo do dente 
Tratamento das paredes: Endo Z, ou 3082, 3083 
Forma de contorno: Triangular, com base para a incisal. 
 
 
4. Exploração inicial do canal: 
 
Realizada com a lima tipo K (porque essa lima é mais rígida) de calibre compatível com o canal. A pressão apical é de ¼ de volta horário e anti-horário. 
 É nessa fase que temos que ter mais sensibilidade tátil para poder reconhecer a anatomia interna: se o canal é atrésico, amplo ou se há variações dentro do canal radicular. 
 
 Nessa fase também é realizado o pré-alargamento do canal para receber os instrumentos subsequentes. 
 
3- Preparo dos terços médio e apical: 
CAD DA PACIENTE/3X2: 
 Iniciar o preparo com as brocas de Gattes, porque para iniciantes tem menos desgaste lateral, e o corte é melhor em profundidade, por isso mais seguro. Hoje em dia o preparo é mais conservador, com 
menos desgaste em tecido hígido. 
 Precisamos determinar o comprimento para a broca de Gattes, para alcançar o comprimento dos terços inicial e médio. O que as brocas de Gattes fazem? Removem o excesso de dentina que fica acumulado na 
entrada do canal radicular, retificar o canal para que as limas entrem de forma reta e sem tensão. 
 Qual o comprimento que a broca será inserida? Para saber o valor, há uma fórmula: CAD/3x2. 
 Que vantagem essa etapa vai trazer durante o preparo do canal radicular? Facilita a instrumentação, a lima entra mais reta e definir o instrumento apical inicial (sempre fazer o preparo antes de inserir a 
lima dentro do canal radicular), além disso, o preparo ajuda na etapa de irrigação e aspiração que será constante 
 A broca de largo não é muito utilizada atualmente, por ter muito desgaste lateral. 
 Como fazer o preparo do terço cervical e médio? Medir o CAD (do vértice radiográfico até borda incisal no caso de um dente anterior) e determinar os 2/3 do canal ou o ponto imediatamente anterior a 
curvatura, no caso de dente posterior 
 Explorar o canal com lima #10 ou #15 até o limite estabelecido; 
 Utilizar brocas G1; G2 ou G3 ou G3; G2; G1. Como determinar qual broca iniciar? A broca deve ficar justa dentro do canal, (geralmente pegamos a broca e colocamos sobreposta em cima da radiografia 
para ver qual se adapta melhor). Geralmente em dente anterior, utilizamos o tamanho 5 e 4. 
Irrigar e aspirar abundantemente entre as trocas de limas e no final do preparo 
 Utilização de brocas Gattes Glidden e largo. Posteriormente irrigação abundante. 
 
4- Odontometria 
 É a fase, na qual é realizada a determinação do comprimento de trabalho, estipulando o tamanho do instrumento de trabalho dentro do canal radicular. Por isso, qualquer erro na radiografia, haverá erros 
durante todo o tratamento endodôntico. 
 Atualmente, o limite de ação do endodontista é no interior do canal dentinário. O canal cementário deve ficar desobstruído, porém não será alargado. O material obturador não deve ultrapassar o limite 
CDC (local onde se encontra a dentina e o cemento, representa o ponto de maior constrição do canal) 
 O forame apical dificilmente coincide com o vértice radicular, geralmente ele está para lateral. 
 O material obturador nunca deve estar aquém do canal radicular, pois é fonte de infecção alta, igualmente não pode ultrapassar. 
 
 Para realizar uma odontometria de qualidade, é necessária uma radiografia de qualidade, enxergar todos os canais no raio x, realizar um bom acesso coronário, preparo dos terços iniciais: terço inicial e 
terço médio, estabelecer um plano de referência, limas de cursores, ter régua milimetrada e régua flexível. 
 Para fazer odontometria, é necessário estabelecer um plano de referência para que seja determinado o comprimento da lima para todos os métodos de odontometria. Que planos são esses? É onde o 
stop vai parar para que seja determinado o tamanho da lima dentro do canal radicular, geralmente nos dentes anteriores: para na borda incisal e nos dentes posteriores: plano oclusal. 
Método de ingle para fazer a odontometria: é o método mais simples. 
Figura demonstrando a ficha endodôntica de odontometria 
 Determinar o comprimento aparente do dente após o acesso do dente, medir o CAD, suponhamos que o dente tenha 23 mm de comprimento; 
 CTP: COMPRIMENTO PROVISÓRIO DE TRABAHO ou CRI: COMPRIMENTO REAL DO INSTRUMENTO. CAD-3mm: CRI ou CTP. Nesse momento, retirar 3 mm do CAD. 23-3= 20mm. 
 Após isso, colocar o instrumento no CTP ou CRI, INSERIR O INSTRUMENTO DENTRO DO CANAL RADICULAR E O STOP DEVE PARAR NA BORDA INCISAL; 
 Após isso, fazer outra tomada radiográfica com o instrumento dentro do canal radicular, medir na radiografia qual o valor que falta para chegar no vértice radiográfico, essa distância chamamos de X. 
geralmente há essa distância, porém quando não há dizemos que a distância é zero. Medimos essa distância com a régua flexível. Suponhamos que essa distância deu 2 mm. 
CAD – 3: 20 mm (CRI) 
CRD: CRI + X: 20 + 2: 22 mm 
CRT: CRD – 1mm: 22 – 1mm: 21mm 
 
 APÓS DETERMINAR O COMPRIMENTO REAL DE TRABALHO, FAZER OUTRA TOMADA RADIOGRÁFICA: raio x de confirmação. PARA CONFIRMAR O INSTRUMENTO ESTÁ NO FORMATO IDEAL, não 
aquém e não além do vértice. 
5- Complementação do cateterismo: Realizar a manobra e cateterismo até o CRT 
Realizar patência até o CRD 
 O QUE É PATÊNCIA? Introduzir a lima até o limite com o forame e às vezes ultrapassando o mesmo, a função da patência é deixar o canal sem obstrução. Dessa forma, a cada lima trocada, realizar a 
patência. A patência foi introduzida na endodontia com proposta de limpeza do forame e limpar canal cementário e radicular. Se a patência não for realizada, o CTP pode ser perdido, fazendo com que haja raspas de 
dentina acumuladas. Utilizamos a lima tipo K, dependendo do dente que será utilizado sem ampliar o canal, entrando de forma passiva. O forame patente, evita acumulo de bactérias e raspas de dentina, possibilitando 
drenagem dos terços apicais. Sempre fazer a patência de forma cautelosa, deixando canal cementário e radicular limpo. 
 Preparo do canal radicular (terço médio e apical): conjunto de procedimentos mecânicos realizado no canal principal, junto com a solução química que sempre estará presente e constante durante todo o 
preparo do canal radicular. Essa limpeza permite a remoção de tecido necrótico, tecido pulpar necrótico, raspas de dentina no interior. A função do preparo é permitir limpeza, sanificação e desinfecção do canal, 
 
ampliando com a lima e a broca, permitindo uma modelagem cônica, com limas mais calibrosas nos terços iniciais e mais finas no ápice devido a anatomia do canal ser cônica. Após a ação dos instrumentos, ocorrerá um 
canal cirúrgico que foi preparado por um profissional, após realizado esse canal, ele terá que ser cônico e bem modelado para receber o material obturador mais fácil 
 Ampliar o diâmetro apical confeccionando o batente apical, formando uma secção circular na região apical. (O batente vai servir de anteparo para o material obturador, o cone travar no batente, evitando 
que ele ultrapasse o forame, sempre preservando a anatomia) 
Iatrogenias que podem ocorrer: perfuração apical, degraus, transporte de forame (ampliando o forame), perfuração, fratura de instrumentos. 
 RECAPITULANDO: 
O sentido de instrumentação se inicia no terço apical e vai no sentido cervical. 
Após fazer o preparo com a broca de gattes, dos terços iniciais, odontometria, patência e o canal estar apto para receber a manobra de instrumentação. 
 Após determinar o COMPRIMENTO REAL DE TRABALHO (CRT), para determinar