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1 Profa Ms Fernanda Galante Parte 1 Objetivos da Aula • Descrever a origem do tecido muscular • Diferenciar histologicamente os tipos de músculo • Revisar as características das miofibrilas • Detalhar o processo de contração Muscular • Relacionar os substratos energéticos para o músculo Profa Ms Fernanda Galante 2 Origem embrionária Mesoderma Mesoderma Paraxial (somitos) 3 Profa Ms Fernanda Galante Origem embrionária 4 Profa Ms Fernanda Galante 5 Profa Ms Fernanda Galante 6 Profa Ms Fernanda Galante 7 O IGF-I é secretado pelo fígado em resposta a ação do GH podendo também ser secretado pelas células do tecido muscular como mioblastos, células satélites, miofibrilas e fibroblastos Quando o IGF-I atua nas células satélites do tecido muscular, sua ação estimula um aumento na proliferação das mesmas, proporcionando um aumento no numero de núcleos da fibra muscular, proporcionando uma maior capacidade de síntese proteica resultando em uma hipertrofia muscular. Profa Ms Fernanda Galante 8 A miostatina é um regulador negativo do crescimento muscular. Embora muitas fatores de crescimento atrasam a diferenciação pelo aumento da proliferação, a miostatina reduz a taxa de proliferação celular atrasando a diferenciação. Células de forma alongadas No citoplasma possui filamentos compostos por proteínas contráteis Três tipos de tecido muscular segundo suas características 9 Profa Ms Fernanda Galante Características Gerais Tecido Muscular • Formado por: → Fibras musculares (células contráteis); → Miofibrilas ou miofilamentos (filamentos de proteínas). 10 Profa Ms Fernanda Galante Tecido Muscular • Filamentos de proteínas. 11 Profa Ms Fernanda Galante Profa Ms Fernanda Galante 12 https://makeagif.com/i/oOpGo1 Histologia do Tecido Muscular 13 Histologia do Tecido Muscular 14 Histologia do Tecido Muscular 15 Tecido muscular esquelético Musculatura corporal – recobre os ossos Prendem-se a ossos e tendões por Fibras colágenas Células são formadas pela fusão de diversas células embrionárias (mioblastos) http://www.museuescola.ibb.unesp.br 16 Profa Ms Fernanda Galante Formado por feixes de células muito longas (até 30cm) Fibras musculares são cilíndricas, multinucleadas, com filamentos de miofibrilas Núcleos numerosos se localizam na periferia da célula Tecido muscular esquelético 17 Histologia do Músculo Esquelético A partir do epimísio se originam septos em direção ao interior do tecido – perimísio. As Fibras musculares são envolvidas por tecido conjuntivo- epimísio Cada fibra é envolvida individualmente por Tecido conjuntivo - endomísio Epimísio recobre o músculo inteiro 18 Profa Ms Fernanda Galante Função do tecido conjuntivo: manter as fibras musculares unidas permitindo que a força de contração gerada individualmente atue sobre o músculo inteiro. Histologia do Músculo Esquelético 19 Profa Ms Fernanda Galante Vascularização do Músculo Esquelético Vasos sanguíneos penetram no músculo através dos Septos de tecido conjuntivo Formam uma extensa rede de capilares 20 Fibras com estriações transversais com alternância de faixas claras e escuras. Faixa escura- banda A Faixa clara- banda I No centro de cada banda I – linha transversal escura (Z). Estriação da miofibrila ocorre devido a repetição de Unidades iguais - sarcômeros Cada sarcômero mede 2,5um. Fica entre duas linhas Z sucessivas Miofibrilas 21 Profa Ms Fernanda Galante 22 23 Profa Ms Fernanda Galante A banda A apresenta uma zona mais clara no seu centro – Banda H A miofibrila apresenta filamentos de actina, miosina, Tropomiosina e troponina dispostos longitudinalmente e organizados em uma distribuição simétrica e paralela. Filamentos finos = actina, tropomiosina e troponina Filamentos grossos = miosina Esta organização é mantida por diversas proteínas como a desmina que liga as miofibrilas umas nas outras. O conjunto de miofibrilas (actina e miosina) é preso a membrana plasmática por meio de proteínas como a distrofina. Miofibrilas 24 Profa Ms Fernanda Galante Filamento de Miosina Molécula de Miosina Filamento de Actina Miofibrilas 25 Profa Ms Fernanda Galante 26 Titina e Nebulina Profa Ms Fernanda Galante 27 Profa Ms Fernanda Galante 28 Retículo sarcoplasmático- liberação de íons de cálcio para a contração muscular Inervação: contração das fibras musculares é comandada por nervos motores que se ramificam a partir do perimísio. No local de contato com o músculo o nervo não possui bainha de mielina e forma uma dilatação dentro de uma depressão da superfície muscular- Placa motora ou junção mioneural Uma fibra nervosa inerva apenas uma fibra muscular mas se ramificada inerva até 160 ou mais fibras. Fibra nervosa+ fibra muscular- unidade motora Sistema nervoso e músculo 29 Profa Ms Fernanda Galante Túbulos Transversos - Retículo Sarcoplasmático 30 Placa motora 31 Profa Ms Fernanda Galante Sherwood (2011) Profa Ms Fernanda Galante 32 Sherwood (2011) 33 Profa Ms Fernanda Galante Contração Muscular 34 Profa Ms Fernanda Galante 35 Fox (2007) wfdaj.sites.uol.com.br Contração Muscular 36 Profa Ms Fernanda Galante wfdaj.sites.uol.com.br Contração Muscular 37 Profa Ms Fernanda Galante Fonte: http://www.vetmed.wsu.edu/van308/muscleanimation.htm Contração Muscular 38 Contração Muscular 39 Profa Ms Fernanda Galante Profa Ms Fernanda Galante 40 Sherwood (2011) Tipos de Fibras Musculares A musculatura esquelética contém dois tipos principais de fibras: as de contração lenta ou I (CL) e as de contração rápida ou II (CR). As fibras Tipo II podem ainda ser divididas em fibras de contração rápida II A (CRa) e as do tipo B ou X (CRb). As diferenças na velocidade de contração são decorrentes principalmente das variadas formas de miosina ATPase 41 • A miosina ATPase é a enzima que quebra o ATP para liberar energia, e está presente na cabeça da miosina (ou ponte cruzada). • As fibras Tipo I possuem uma forma lenta de miosina ATPase e as fibras de Tipo II uma forma rápida. • Em resposta a um estimulo neural a fibra de CR tem capacidade de hidrolisar ATP mais rapidamente e consequentemente mais energia estará disponível. • As fibras de CR apresentam um reticulo sarcoplasmático mais desenvolvido do que as fibras de CL, favorecendo na liberação do cálcio para o interior da fibra muscular. Tipos de Fibras Musculares 42 II X II X 43 Profa Ms Fernanda Galante Profa Ms Fernanda Galante 44 FIBRAS DO TIPO I recebem maior vascularização, tem altos níveis de mioglobina, baixa velocidade de contração, relaxamento e baixa capacidade para gerar força muscular. Em contrapartida, apresentam ao longo tempo de contração, predomínio de enzimas oxidativas (citrato sintetase e succinato desidrogenase). FIBRAS DO TIPO II geram energia a partir do sistema anaeróbio, têm maior velocidade de contração muscular, pouco tempo de contração (resistência), predomínio das enzimas glicolíticas (fosfofrutoquinase – PFK, e lactato desidrogenase - LDH), suas fibras podem ainda ser consideradas como intermediárias, ficando entre lentas e rápidas. 45 Profa Ms Fernanda Galante Profa Ms Fernanda Galante 46 Profa Ms Fernanda Galante 47 Profa Ms Fernanda Galante 48 http://arquivobioqui.blogspot.com Profa Ms Fernanda Galante 49 @nandagalante Profa Ms Fernanda Galante 50 50 Profa Ms Fernanda Galante Parte 2 Objetivos da aula • Detalhar a função das células satélite • Regeneração muscular • Vias hipertróficas e hipotróficas • Nutrientes e tecido muscular • Sarcopenia • Relação tecido adiposo e muscular Profa Ms Fernanda Galante 51 Profa Ms Fernanda Galante52 As células satélite (CS) em músculo de rã. Foram assim denominadas devido a sua localização anatômica na periferia das fibras. As CS fazem parte de uma população de células com grande atividade mitogênica, que contribuem para o crescimento muscular pós-natal, reparo de fibras musculares danificadas, e a manutenção do músculo esquelético adulto. Profa Ms Fernanda Galante 53 Profa Ms Fernanda Galante 54 A atividade contrátil realizada com diferentes sobrecargas e sem orientação induz micro-traumas de graus variados no sistema muscular esquelético, tecido conectivo e articulações. Essas pequenas lesões teciduais foram denominadas de micro-traumas adaptativos (MTA), porque devem resultar no reparo e regeneração tecidual. Profa Ms Fernanda Galante 55 Potenciais mecanismos através dos quais os sinais mecânicos proporcionados pela contração muscular podem ativar as vias de sinalização de síntese protéica. Profa Ms Fernanda Galante 56 Profa Ms Fernanda Galante 57 Profa Ms Fernanda Galante 58 Macrófagos M1 M2 IL-10 IL-13 IL-4 ANTI- INFLAMATORIOS TNF alfa PRO- INFLAMATORIOS IL-6 IL-1 B TNF alfa Adaptado de: ROGERO;CALDER - Obesity, Inflammation, Toll-Like Receptor 4 and Fatty Acids. Nutrients 2018 Profa Ms Fernanda Galante 59 Profa Ms Fernanda Galante 60 Profa Ms Fernanda Galante 61 62 Send to Sports Med. 2013 Mar;43(3):179-94. doi: 10.1007/s40279-013-0017-1. Profa Ms Fernanda Galante 63 Profa Ms Fernanda Galante 64 Profa Ms Fernanda Galante 65 Profa Ms Fernanda Galante 66 Profa Ms Fernanda Galante 67 • Adaptação muscular. – Atrofia: é a perda de tecido muscular. Profa Ms Fernanda Galante 68 Fechine e Trompieri (2012) relatam que no período compreendido entre os 25 e 65 anos de idade, passa a ocorrer no organismo humano uma diminuição de 10% a 16% da massa muscular magra (massa livre de gordura). De acordo com estes mesmos autores até os 30 anos de idade o indivíduo atinge o seu pico “máximo de massa muscular” que na maioria das pessoas é mantido de modo constante até os 40 anos de idade, e após esta idade passa a sofrer um decréscimo acelerado. Profa Ms Fernanda Galante 70 Atrofia inicia-se após os 25 anos. Decréscimo de 10% a cada década até os 50 anos 71 Skeletal muscle homeostasis and plasticity in youth and ageing: impact of nutrition and exercise https://doi.org/10.1111/apha.12532 https://doi.org/10.1111/apha.12532 Recommendations suggest that older adults should consume 35g of high-quality protein (containing 2.5g of leucine per meal) at each meal for maximum anabolic response and to attenuate age-associated muscle mass loss Bauer J, Biolo G, Cederholm T, Cesari M, Cruz-Jentoft A, Morley J, Phillips S, Sieber C, Stehle P, Teta D, et al. Evidence-based recommendation for optimal dietary protein intake in older people: a position paper from the PROT-AGE Study Group. J Am Med Dir Assoc 2013;14:542–59 A adição de proteínas com maior teor de leucina (como carne bovina) seria mais eficaz do que aquelas com menor teor de leucina para aumentar a síntese protéica no músculo, e isso pode ser particularmente verdadeiro para pacientes idosos com sensibilidade reduzida à leucina e menor ingestão de proteína Phillips S. Nutritional Supplements in support of resistance exercise to counter age-related sarcopenia. Adv Nutr 2015;6:452–60. A suplementação com 2g de HMB, mais 5g de ARG e 1,5g de lisina por 12 semanas, aumentou a força e a função muscular em comparação com o placebo. Nutritional and Therapeutic Interventions for Diabetes and Metabolic Syndrome 2018 https://doi.org/10.1016/B978-0-12- 812019-4.00023-4 O EPA inibe o fator de transcrição pró-inflamatório NF-κB, reduz a produção de TNF-α por macrófagos e previne os efeitos danosos do TNF-α durante a diferenciação do músculo esquelético in vitro. A administração a curto prazo de EPA na dose de 100mg / kg por 16 dias reduziu a degeneração muscular de camundongos mdx, um modelo de distrofia muscular. Assim, óleos de peixe e EPA podem reduzir a perda de peso e o dano muscular através de seus efeitos antiinflamatórios. Int. J. Mol. Sci. 2018, 19, 218; doi:10.3390/ijms19010218 O ácido ursólico é um triterpeno pentacíclico onipresente (também conhecido como ácido 3-beta-3-hidroxi-urs12-eno-28-óico), que foi identificado nas ceras epicuticulares de maçãs e está amplamente presente nas cascas de frutas e outras vegetais, bem como em ervas e especiarias como alecrim e tomilho. Ácido ursólico aumenta a atividade do músculo esquelético Akt e o crescimento muscular em camundongos não obesos. É importante ressaltar que os efeitos do ácido ursólico sobre os músculos foram acompanhados por reduções na adiposidade, glicemia de jejum e colesterol e triglicerídeos plasmáticos. Kunkel SD, Elmore CJ, Bongers KS, Ebert SM, Fox DK, Dyle MC, Bullard SA, Adams CM. Ursolic acid increases skeletal muscle and brown fat and decreases dietinduced obesity, glucose intolerance and fatty liver disease. PLoS One 2012;7(6):e39332. Dirks-Naylor A. The benefits of coffee on skeletal muscle. Life Sci 2015;143:182–6. Profa Ms Fernanda Galante 84 Profa Ms Fernanda Galante 85 Profa Ms Fernanda Galante 86 Adaptado de: ROGERO;CALDER - Obesity, Inflammation, Toll-Like Receptor 4 and Fatty Acids. Nutrients 2018 ADIPÓCITO Macrófagos M1 M2 SENSÍVEL A INSULINA E MAGRO INSENSÍVEL A INSULINA E OBESO IL-10 IL-13 IL-4 ANTI- INFLAMATORIOS ADIPONECTINA MCP-1 TNF alfa PRO- INFLAMATORIOS IL-6 IL-1 B TNF alfa RESISTINA Profa Ms Fernanda Galante 87 Toxicological Function of Adipose Tissue: Focus on Persistent Organic Pollutants - Scientific Figure on Research Gate. Available from: https://www.researchgate.net/POPs-as-obesogens-and-as- disruptors-of-AT-structure-and-function-Strong-evidence-from_fig2_233880018 [accessed 14 May, 2018] 88 DOI https://doi.org/10.2147/CIA.S82454 https://doi.org/10.2147/CIA.S82454 Profa Ms Fernanda Galante 89 Profa Ms Fernanda Galante 90 Profa Ms Fernanda Galante 91 Profa Ms Fernanda Galante 92 Profa Ms Fernanda Galante 93 @nandagalante