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B.M.F 3 Regulação do volume extracelular Conceitos • O bom funcionamento das células depende de uma concentração adequada de eletrólitos e solutos no FEC (osmolaridade) • Os rins que fazem o controle do volume extracelular (concentrando e diluindo a urina através da quantidade de sódio e da quantidade de água) • Principal constituinte osmótico do volume extracelular do FEC = regulação da quantidade de sódio • Cloreto de sódio e bicarbonato de sódio garantem a osmolaridade do meio • Se regula a concentração de sódio regula volume do FEC • Se regula concentração de água regula osmolaridade do FEC • Com a regulação da concentração de sal e água presente no FEC, os rins regulam 4 parâmetros : balanço de água, pressão arterial, osmolaridade e balanço de sódio • Se o rim está “ok”a pressão nunca vai virar muito • Órgão alvo do peptídeo natriuretico atrial (função: ajuda o coração a bater mais rápido e manda mensagem para rin jogar sódio) = rins • O rin controla volume circulante através do sistema renina angiotensina e a vasopressina • Os barroreceptores intrarrenais estão no aparelho justaglomerular • O sistema renina angiotensina tem como função aumentar a pressão arterial Equilíbrio do sódio e do volume do LEC - A adição de NACL no corpo aumenta a osmolaridade, e esse estímulo desencadeia duas respostas : a secreção de vasopressina e a sede - A vasopressina liberada faz os rins conservarem água (por reabsorção de água do filtrado) e concentrarem a urina - A sede nos leva a beber água ou outros líquidos e o aumento da ingestão de líquido diminui a osmolaridade, mas a combinação da ingestão de sal e água aumenta tanto o volume do LEC como a pressão sanguínea. Esses aumentos ativam vias de controle, as quais trazem o volume do LEC, a pressão sanguínea e a osmolaridade total de volta para a faixa de normalidade (através da exceção de sal e água extras) - Os rins são responsáveis pela maior parte da excreção de NA, apenas uma pequena quantidade é excretada através das fezes e na transpiração - A reabsorção de sódio não eleva diretamente a pressão do sangue, mas a retenção de sódio aumenta a osmolaridade, estimulando a sede. Quando a pessoa bebe mais líquido o volume do LEC aumenta, quando o volume do sangue aumenta a pressão do sangue também aumenta B.M.F 3 Aldosterona - Hormônio que controla o equilíbrio do sódio - A reabsorção do NA no túbulo distal e nos ductos coletores do rim é regulada pelo hormônio esteroide aldosterona - Objetivo : aumentar a atividade da bomba de sódio potássio ATPase (aumenta a reabsorção de sódio e a secreção de potássio) - Quanto mais aldosterona mais sódio é reabsorvido - É um hormônio esteroide sintetizado no córtex da suprarrenal, secretado no sangue e transportado por uma proteína carregadora até seu alvo - O sítio primário da ação da aldosterona é o último terço do túbulo distal e o ducto colector cortical - O alvo primário da aldosterona são as células principais/celulas P (células que possuem canais de vazamento para NA) - A aldosterona entra nas células P por difusão simples e se combina com um receptor citoplasmático - Na fase inicial da resposta, os canais apicais de NA e K aumentam seu tempo de abertura sob a influência de uma molécula sinalizadora. Á medida que os níveis de sódio intracelular aumentam, a bomba de sódio potássio ATPase acelera, transportando sódio citoplasmático para o LEC e trazendo potássio do LEC para dentro das células P - O resultado é um aumento na reabsorção de sódio e na secreção de potássio - Na fase mais lenta de ação da aldosterona, novos canais e bombas são sintetizados e inseridos nas membranas celulares epiteliais - Há dois estímulos principais para a secreção de aldosterona: a concentração extracelular de potássio aumentada (as concentrações elevadas de potássio atuam diretamente no B.M.F 3 córtex suprarrenal, em uma reflexo que protege o corpo da hipercalemia) e pressão sanguínea diminuída (a queda da pressão sanguínea ativa uma via que resulta na liberação de angiotensina II, que estimula a secreção de aldosterona) - Um aumento na osmolaridade do LEC atua diretamente nas células do córtex suprarrenal, inibindo a secreção da aldosterona durante a desidratação - Uma grande redução de sódio no plasma também pode estimular a secreção de aldosterona B.M.F 3 Sistema renina-angiotensina-aldosterona - Via de manutenção da pressão sanguínea - Se inicia quando as células granulares justaglomerulares secretam renina (uma enzima) nas arteríolas aferentes do néfron - A renina converte angiotensinogenio (proteína plasmática inativa) em angiotensina I - Quando a angiotensina I encontra com a ECA (enzima conversora da angiotensina, presente no endotélio dos vasos sanguíneos em todo o corpo), angiotensina I é convertida em angiotensina II - Quando a angiotensina II alcança a glândula suprarrenal, ela estimula a síntese e liberação da aldosterona - No néfron distal, a aldosterona inicia uma serie de reações intracelulares que causam a reabsorção de sódio no túbulo - Angiotensina II age nos receptores AT1 e aumenta/estimula : a atividade simpática, reabsorção tubular de sódio e cloro, excreção tubular de potássio, secreção de aldosterona, vasoconstrição arteriolar, pressão sanguínea e secreção de ADH - Resultando no aumento de sal e água. O volume circulante efetivo aumenta e a perfusão do aparelho justaglomerular se eleva. B.M.F 3 Estímulos para a liberação de renina 1 - Queda na pressão de perfusão renal . As células granulares são diretamente sensíveis a pressão do sangue. Elas respondem a baixa pressão do sangue nas arteríolas renais secretando renina 2- Aumento da atividade simpática renal . Os neurônios simpáticos, ativados pelo centro de controle cardiovascular quando a pressão do sangue diminui, terminam nas células granulares e estimulam a secreção de renina 3- Diminuição da concentração de sódio na mácula densa (são células osmoreceptoras que ao notarem essa diminuição mudam sua conformação abrindo os canais de sódio) . A retroalimentação parácrina (da mácula densa no túbulo distal para as células granulares) estimula a liberação de renina. . Quando o fluxo de líquido no tubulo distal é relativamente alto, as células da mácula densa liberam substâncias parácrinas, as quais inibem a liberação de renina. Quando o fluxo de liquido no tubulo distal diminui, as células da macula densa sinalizam para as células granulares secretarem renina B.M.F 3 Efeitos da angiotensina II - A angiotensina II tem efeitos significativos no equilíbrio hídrico e na pressão sanguínea, além de estimular a secreção de aldosterona - Ela aumenta a pressão sanguínea através: . A ANG II aumenta a secreção de vasopressina Receptores de ANG II no hipotálamo iniciam esse reflexo. A retenção de líquido nos rins sob a influência da vasopressina ajuda a conservar o volume do sangue, mantendo assim a pressão do sangue. . A ANG II estimula a sede A ingestão de líquido aumenta o volume sanguíneo e eleva a pressão sanguínea . A ANG II é um dos mais potentes vasoconstritores A vasoconstrição faz com que a pressão sanguínea aumente sem que ocorra mudança no volume do sangue . A ativação de receptores de ANG II no centro de controle cardiovascular aumenta a estimulação simpática do coração e dos vasos sanguíneos A estimulação simpática aumenta o débito cardíaco e a vasoconstrição, os quais aumentam a pressão sanguínea Fármacos anti-hipertensivos Inibidores da ECA - Bloqueiam a conversão de ANG I em ANG II (inibem a ECA) ajudando a relaxar os vasos sanguíneos e baixar a pressão sanguínea - Menos ANG II -> menos liberação de aldosterona -> redução na absorção de NA -> menos volume no LEC - A inibição da ECA faz com que os níveis de bradicinina aumentem e isso pode produzir uma tosse seca nos pacientes Bloqueadores do receptorde angiotensina - Bloqueiam o efeito de aumento da pressão sanguínea da ANG II nas células alvo ao se ligar ao receptor AT1 Inibidores diretos da renina - Diminuem a atividade plasmática da renina - Bloqueiam a produção de ANG I e inibe o sistema renina-angiotensina-aldosterona Peptídeo natriurético atrial - Promove o aumento da excreção de sódio e água através da inibição da liberação d renina, aldosterona e vasopressina - É um hormônio peptídeo produzido em células especializadas do miocárdio no átrio do coração - É liberado pelo coração quando as células miocárdicas estiram mais que o normal, ou seja indica que o volume de sangue aumentou B.M.F 3 - Aumenta a TGF e diminui a reabsorção de NACL e água no ducto coletor - Age no centro de controle cardiovascular do bulbo para diminuir a pressão sanguínea Mecanismos de controle do sistema cardiovascular Mecanismos de controle local - Regulação miogenica, endotelial e metabolica Mecanismo de controle neural - Regulação rápida da PA (reflexos cardiovasculares) Mecanismo de controle humoral - Regulação em médio e longo prazo da PA (papel dos rins e controle de volume) B.M.F 3 Sensores de pressão