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Slides de Aula III

Unidade III — Gramática Aplicada da Língua Portuguesa: definição de texto; diferenças entre texto escrito e oral; qualidades de um bom texto; exercício de assertivas; uso e concordância de pronomes de tratamento, possessivos e demonstrativos, uso de “vossa”/“sua” e quadro de abreviaturas.

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Prévia do material em texto

Prof. Me. Adilson Oliveira
UNIDADE III
Gramática Aplicada
da Língua Portuguesa
 “Escrever não é um exercício escolar apenas, mas é sobretudo uma atividade de linguagem, 
e linguagem é vida, e a vida ultrapassa os limites da escola.”
(Lydia Bechara)
Estudo gramatical
 Texto é, de acordo com Fiorin e Platão (2006), um todo organizado de sentido, 
delimitado por dois brancos e produzido por um sujeito (ou sujeitos) num dado espaço 
e num dado tempo.
Conceito de texto
 Não apresentamos, geralmente, dificuldades em nos expressarmos por meio 
da fala cotidiana.
 Os problemas começam a surgir quando temos a necessidade de nos expressar 
formalmente, e se agravam no momento de produzir um texto escrito.
 Nesta última situação, devemos ter claro que há diferenças marcantes entre falar e escrever.
Texto escrito X texto oral
 Na linguagem oral, o falante tem claro com quem fala e em que contexto. 
O conhecimento da situação facilita a produção oral. Nela, o interlocutor, presente 
fisicamente, é ativo, tendo possibilidade de intervir, de pedir esclarecimentos 
ou até de mudar o curso da conversação.
 O falante pode ainda recorrer a recursos que não são propriamente linguísticos, como gestos 
ou expressões faciais.
Na linguagem escrita, a falta desses elementos extratextuais precisa ser suprida pelo texto, 
que se deve organizar de forma a garantir a sua inteligibilidade.
Texto escrito X texto oral
 Escrever não é apenas traduzir a fala em sinais gráficos. A escrita possui recursos 
específicos dessa modalidade.
 Assim, não basta saber que escrever é diferente de falar, é preciso ter em mente a figura 
do interlocutor e a finalidade para a qual o texto foi produzido. Para formalizar esse discurso 
em língua escrita, é preciso, ainda, considerar que a escrita tem normas próprias, tais como 
regras de ortografia, pontuação, concordância, uso de tempos verbais etc.
Texto escrito X texto oral
 Discurso é um ato de linguagem que representa uma interação entre o produtor do texto 
e seu interlocutor.
Conceito de discurso
Para que um texto seja considerado de qualidade, é necessário que ele apresente:
 correção;
 clareza;
 concisão;
 objetividade.
Qualidades de um bom texto 
Dadas as assertivas, indique a alternativa correta:
I. Escrever é apenas traduzir a fala em sinais gráficos.
II. Escrever é diferente de falar.
III. A escrita tem normas próprias, tais como regras de ortografia, pontuação etc.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I está correta.
c) Apenas II está correta.
d) Apenas I e II estão corretas.
e) Apenas II e III estão corretas.
Interatividade
Dadas as assertivas, indique a alternativa correta:
I. Escrever é apenas traduzir a fala em sinais gráficos.
II. Escrever é diferente de falar.
III. A escrita tem normas próprias, tais como regras de ortografia, pontuação etc.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I está correta.
c) Apenas II está correta.
d) Apenas I e II estão corretas.
e) Apenas II e III estão corretas.
Resposta
Pronomes de tratamento:
 Apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. 
Embora se refiram à segunda pessoa gramatical, levam a concordância para 
a terceira pessoa.
 Ex.: “Vossa Senhoria nomeará o substituto.”
 Os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre 
os da terceira pessoa.
 Ex.: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto.” (e não “Vossa ... vosso...”).
Emprego dos pronomes de tratamento, demonstrativos e possessivos
Quanto aos adjetivos referidos aos pronomes de tratamento, o gênero gramatical deve coincidir 
com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução.
Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é:
 Ex.: “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; 
se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.
Pronomes de tratamento
 Usa-se Vossa quando estamos falando diretamente com a pessoa e Sua quando falamos 
da pessoa.
Ex.:
 “Lembrem-se dos pedidos que Sua Excelência fez antes de partir.”
 “Vossa Excelência, conte-nos as novidades.”
Uso de “sua” e “vossa”
Quadro de pronomes de tratamento
Pronome Abreviatura Usado para
Você V. Tratamento familiar.
Senhor (a) Sr. ou Sra.
No tratamento respeitoso às pessoas 
das quais se mantém um certo 
distanciamento.
Vossa Senhoria V. S.ª
Pessoas de cerimônia, principalmente 
em correspondências comerciais.
Vossa Excelência V. Ex.ª
Altas autoridades: presidentes da 
República, senadores, deputados.
Vossa Eminência V. Em.ª Cardeais
Vossa Alteza V. A. Príncipes e duques
Vossa Santidade V. S. O Papa
Vossa Majestade V. M. Reis e rainhas
 Os pronomes demonstrativos são usados sempre em textos produzidos por usuários 
da língua pertencentes a todos os níveis socioeconômicos; são também bastante usados 
em nossas conversas cotidianas. Entretanto, em sua utilização, tais usuários não o fazem 
em conformidade com as recomendações da gramática normativa.
Pronomes demonstrativos
Critérios de uso dos pronomes demonstrativos 
Pronomes Espaço (lugar) Tempo No texto
Este, esta, isto Aqui Presente
Apresentam 
um elemento
Esse, essa, isso Aí
Passado recente 
ou futuro
Retomam 
um elemento
Aquele, aquela, aquilo Ali, lá, acolá Passado remoto -o-
a) A primeira função é chamada pragmática ou situacional, porque o pronome se refere 
à situação, ao contexto em que a fala ocorre, e seu emprego é paralelo e equivalente 
ao dos advérbios pronominais aqui (para a 1ª pessoa), aí (para a 2ª pessoa) 
e ali (para a 3ª pessoa):
1. o emprego de este equivale, situacionalmente, ao de aqui;
2. o emprego de esse, ao de aí;
3. o emprego de aquele, ao de ali.
Empregos dos pronomes demonstrativos
 Os demonstrativos também indicam proximidade ou distanciamento temporal. Assim, 
usamos este, esta, isto para representar o tempo presente; esse, essa, isso para o passado 
recente ou para o futuro; e aquele, aquela, aquilo para o passado remoto.
 Dica: no pretérito imperfeito do indicativo (dançava, comia, dormia) usa-se aquele, aquela, 
aquilo; no pretérito perfeito do indicativo (dancei, comi, dormi), é uma questão de estilo –
para o que for considerado passado recente, usa-se esse, essa, isso; e para o que for 
considerado passado distante, usa-se aquele, aquela, aquilo.
Empregos dos pronomes demonstrativos
b) A segunda função do demonstrativo é chamada textual ou sintática. 
O pronome demonstrativo, na função sintática, refere-se ao que já foi dito ou ao que ainda 
vai ser dito no texto.
1. Este, quando empregado sozinho, sem oposição, refere-se ao que ainda vai ser dito 
no texto.
 Ex.: “O lema da Revolução Francesa é este: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.”
Empregos dos pronomes demonstrativos
2. Esse é sempre empregado sozinho, sem oposição, e refere-se sempre ao que já foi dito 
no texto:
 Ex.: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade – esse é o lema da Revolução Francesa.”
3. Aquele é empregado unicamente em oposição a este e sempre em referência ao que já foi 
dito no texto.
 Ex.: “Pedro estuda e Maria se diverte. Aquele passará no vestibular, mas esta 
ficará reprovada.”
Empregos dos pronomes demonstrativos
As regras apresentadas têm exceção. Delas se excluem as formas cristalizadas na língua e, 
portanto, inalteráveis, como:
 isto é (nunca “isso é”)
 por isso (nunca “por isto”);
 posto isso (nunca “posto isto” e, menos ainda, “isto posto”) etc.
 São considerados demonstrativos o, a, os, as e tal. As formas o, a, os e as são 
demonstrativos quando precedem às formas que e de. A forma tal é considerada 
demonstrativo quando estiver substituindo as formas esse(a), isso, aquele(a), aquilo.
Atenção
O uso do pronome demonstrativo aquele nos quadrinhos abaixo tem função:
a) pragmática ou situacional.
b) semântica ou estilística.
c) textual ou sintática.
d) pragmática ou sintática.
e) gramaticalou estilística.
Interatividade
ESTOU DECIDIDO
A AJUDAR AS
PESSOAS...
QUE
LEGAL
EDI!!
VOCÊ PODE COMEÇAR
COM AQUELA MULHER
CHEIA DE SACOLAS
DE COMPRAS!!!
AGORA
NÃO POSSO!
VOU TE AJUDAR
A ACHAR SEUS
ÓCULOS...
EU USO
ÓCULOS?
Turma do Edi
Fonte: Adaptado de: 
https://turmadoedi.com.br
http://www.turmadoedi.com.br/tirinhas/show.php?img=EDI0005.gif
O uso do pronome demonstrativo aquele nos quadrinhos abaixo tem função:
a) pragmática ou situacional.
b) semântica ou estilística.
c) textual ou sintática.
d) pragmática ou sintática.
e) gramatical ou estilística.
Resposta
ESTOU DECIDIDO
A AJUDAR AS
PESSOAS...
QUE
LEGAL
EDI!!
VOCÊ PODE COMEÇAR
COM AQUELA MULHER
CHEIA DE SACOLAS
DE COMPRAS!!!
AGORA
NÃO POSSO!
VOU TE AJUDAR
A ACHAR SEUS
ÓCULOS...
EU USO
ÓCULOS?
Turma do Edi
Fonte: Adaptado de: 
https://turmadoedi.com.br
http://www.turmadoedi.com.br/tirinhas/show.php?img=EDI0005.gif
 São aqueles que se referem às pessoas gramaticais e dão a ideia de posse.
Pronomes possessivos 
Pessoa do discurso Pronome possessivo
1ª pessoa singular Meu, minha, meus, minhas
2ª pessoa singular Teu, tua, teus, tuas
3ª pessoa singular Seu, sua, seus, suas
1ª pessoa plural Nosso, nossa, nossos, nossas
2ª pessoa plural Vosso, vossa, vossos, vossas
3ª pessoa plural Seu, sua, seus, suas
 Existem casos em que os pronomes possessivos causam ambiguidade.
Veja o exemplo abaixo:
 Ex.: “Ingrid encontrou Roberto e seu irmão na praça.”
 Dessa forma, não fica claro se o irmão é o de Ingrid ou o de Roberto. Para evitar essa 
situação, é recomendável usar dele / dela.
 Ex.: “Ingrid encontrou Roberto e o irmão dela na praça.”
Ambiguidade no uso dos pronomes possessivos
 Me, te, nos, vos, lhe, lhes podem representar, em certas ocasiões, ideia de posse.
Exemplos:
 “Roubaram-me o carro.”
(Roubaram o meu carro);
 “Cortaram-te as roupas.”
(Cortaram as tuas roupas).
Pronomes oblíquos com valor de possessivos
Os pronomes possessivos podem aparecer indicando:
a) ideia de aproximação.
Ex.: 
 “O gerente deve ter seus cem ou duzentos mil reais guardados.”
b) ideia de afeto, cortesia.
Ex.:
 “Meu senhor, sente-se aqui, por favor!”
 “Cuidado, meu amor!”
Sentidos de aproximação e afeto no uso dos pronomes possessivos
O pretérito imperfeito é empregado:
a) para expressar um fato passado, não concluído.
 Ex.: “A testemunha reconhecia o réu, mas não pode denunciá-lo.”
b) para indicar um fato habitual.
 Ex.: “Ele estudava de duas a quatro horas por dia.”
c) com valor de outros tempos – presente do indicativo (atenuação de pedidos).
 Ex.: “Eu queria um livro de receitas.”
Uso dos tempos verbais do pretérito
O pretérito perfeito é empregado:
a) para indicar um fato passado concluído.
Ex.:
 “Ele jogou uma ótima partida.”
 “Acordei cedo e fui ao mercado.”
 “Renata comeu todo o bolo de chocolate.”
Pretérito perfeito
O pretérito mais que perfeito é empregado:
a) para expressar um fato passado anterior a outro acontecimento passado.
 Ex.: “Ele finalmente comprou o carro, o mesmo que desejara durante tempos.”
b) em orações optativas (que expressem desejo).
 Ex.: “Pudera eu conseguir atingir minhas metas.”
Pretérito mais que perfeito
a) As expressões “é bom”, “é necessário”, “é proibido”.
 As expressões formadas de verbo ser mais um adjetivo não variam. Entretanto, se o sujeito 
vier antecedido de artigo (ou palavra equivalente), a concordância será obrigatória.
Veja:
Concordância nominal
A sopa é boa Sopa é bom
A cerveja é boa Cerveja é bom
 Quando se generaliza ou não se determina, não se faz a concordância: usa-se o masculino 
com valor genérico, com valor neutro.
 Ex.: “Sopa é bom.” / “É bom sopa.”
 Se não existe um artigo ou uma preposição antes de “entrada”, se não há nenhum 
determinante, o particípio passado dos verbos “proibir” e “permitir” deve ficar 
no masculino. Mas, se houver algum determinante, o verbo deve, então, concordar 
com a palavra “entrada”. 
 Ex.: “Não é permitido entrada.” / “Não é permitida a entrada.”
Concordância nominal
b) Anexo – incluso – obrigado(a)
– próprio(a) – mesmo(a).
 São palavras adjetivas; devem, portanto, concordar com o nome a que se referem.
Veja:
Concordância nominal
Turma do Edi
Fonte: Adaptado de: https://turmadoedi.com.br
SENHOR DEUS, AS PESSOAS
SÓ PENSAM EM SI MESMAS!
NÃO DÃO ATENÇÃO
ÀS NECESSIDADES
DO PRÓXIMO...
NÃO ME PEÇA NADA
AGORA GUIDO!! ESTOU
OCUPADO!
...!
VIU, SENHOR...
PESSOAS COMO O GUIDO
SÓ PENSAM EM SI MESMAS!
NÃO VEEM QUE ESTOU
OCUPADO!
Outros exemplos:
 “Seguem anexos os acórdãos.”
 “A procuração está apensa aos autos.”
 “Os documentos estão inclusos no processo.”
 “Obrigado, disse o rapaz.”
 “Obrigada, respondeu a menina.”
 “Elas próprias resolveram os exercícios.”
 “Eles próprios resolveram a questão.”
Concordância nominal
c) Meio.
 Essa palavra pode ser numeral ou advérbio.
1. Quando for numeral, é variável e concorda com a palavra a que se refere.
 Ex.: “Tomou meia garrafa de champanhe.” (numeral);
“Isso pesa meio quilo.” (numeral).
2. Se for advérbio, é invariável.
 Ex.: “A porta estava meio aberta.”
“Ele anda meio cabisbaixo.”
Concordância nominal
Considere as orações a seguir.
I. Sua atitude ilícita não me saiu da cabeça.
II. A crise política aguçou-nos o espírito crítico.
III. Tirei-te o sossego com minhas histórias?
Os pronomes em destaque têm valor possessivo em:
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III, apenas.
Interatividade
Considere as orações a seguir.
I. Sua atitude ilícita não me saiu da cabeça.
II. A crise política aguçou-nos o espírito crítico.
III. Tirei-te o sossego com minhas histórias?
Os pronomes em destaque têm valor possessivo em:
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III, apenas.
Resposta
1. Verbo com sujeito simples.
 O verbo concorda em número e pessoa, não interessando a posição.
Ex.:
 “Ele chegou tarde.”
 “Nós voltaremos logo.”
 “Chegaram os alunos.”
Concordância verbal
2. Sujeito composto antes do verbo.
a) O verbo vai para o plural.
 Ex.: “Recife e Jaboatão dos Guararapes são as principais cidades do litoral pernambucano.”
b) O verbo poderá ficar no singular:
 se os núcleos do sujeito forem sinônimos.
 Ex.: “A decência e honestidade é coisa rara nos dias atuais.”
 quando os núcleos formam uma gradação.
 Ex.: “A angústia, a solidão, a falta de companhia levou-o ao vício da bebida.”
 quando os núcleos aparecem resumidos por tudo, 
nada, ninguém.
 Ex.: “Diretores, gerentes, supervisores, ninguém faltou.”
Concordância verbal
3. Sujeito composto depois do verbo.
a) O verbo vai para o plural.
 Ex.: “Chegaram ao estádio os jogadores e o técnico.”
b) O verbo concorda com o núcleo mais próximo.
 Ex.: “Chegou ao estádio o técnico e os jogadores.”
Concordância verbal
 Concordância dos verbos impessoais: ficam na 3ª pessoa do singular, pois não 
possuem sujeito.
Ex.:
 “Havia cinco anos que moravam em Portugal.”
 “Chovia muito naquela noite.”
 “Faz dois meses que recebemos a carta.”
Verbos impessoais
Observação:
 Quando acompanhados de verbo auxiliar, os verbos impessoais ficam invariáveis, 
na 3ª pessoa do singular.
 Ex.: “Devia haver cinco anos que não falávamos com Rita.”
 Verbos que exprimem fenômenos da natureza usados em sentido figurado deixam 
de ser impessoais.
 Ex.: “Choviam lágrimas de seus olhos.”
Verbos impessoais
Ordem direta: costumamos dispor os termos na seguinte ordem:
 sujeito – verbo – complemento do verbo – adjuntos adverbiais.
 Ordem inversa: a inversão na disposição dos elementos constituintes da frase marca a 
ênfase que se quer dar a um determinado elemento, pois tal ênfase costuma recair no termo 
que aparece no início da frase. A essa inversão dá-se o nome de “topicalização”.
Ordem direta e ordem inversa
Questionamentos:
É possível ensinar gramática?
É desejávelensinar gramática?
Por que ensinar gramática?
Que gramática ensinar?
Estudo crítico da metodologia de ensino-aprendizagem da gramática 
normativa em sala de aula
Para encerrar nossas reflexões, deixamos aqui as palavras de Paulo Freire (1996):
 “Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não 
cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições 
materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar 
e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa, mas não desiste.”
Reflexões
Em qual dos enunciados abaixo os princípios normativos da concordância foram violados?
a) “O concurso selecionará os melhores candidatos.”
b) “Márcia olhou em torno de si. Seus pais e seus irmãos observaram-na com carinho.”
c) “O juiz olhou para o auditório. Ali estavam os parentes e amigos do réu, aguardando 
ansiosos o veredicto final.”
d) “Um policial que segurava uma arma aproximou-se do desconhecido.”
e) “O estranho, ao vê-la, lançou-se a teus pés.”
Interatividade
Em qual dos enunciados abaixo os princípios normativos da concordância foram violados?
a) “O concurso selecionará os melhores candidatos.”
b) “Márcia olhou em torno de si. Seus pais e seus irmãos observaram-na com carinho.”
c) “O juiz olhou para o auditório. Ali estavam os parentes e amigos do réu, aguardando 
ansiosos o veredicto final.”
d) “Um policial que segurava uma arma aproximou-se do desconhecido.”
e) “O estranho, ao vê-la, lançou-se a teus pés.”
Resposta
FIORIN, J. L.; PLATÃO, F. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2006.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: 
Paz e Terra, 1996.
Referências bibliográficas
ATÉ A PRÓXIMA!

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