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GESTÃO DE RISCOS

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GESTÃO DE RISCOS
- Histórico da Gestão de Riscos
Todas as atividades, nos mais variados ramos, são passiveis de riscos, independente da precaução, do nível de técnica, destreza e Know-How. E de certa forma o resultado pode culminar em lesões, perdas físicas, financeiras de ativos e, inclusive determinar o encerramento de atividades econômicas e financeiras.
Know-How é um termo bastante utilizado em diversas áreas do conhecimento. A tradução mais aplicada é a de saber como ou saber fazer. Sua referencia principal esta relacionada a tríade conhecimento, habilidades e competência, ou seja, quando nos referimos ao conhecimento, podemos elucidar todo o aprendizado teórico adquirido em cursos, seminários e congressos. No que tange as habilidades, podemos citar a própria aptidão que cada um possui para aprender determinados conteúdos.
Por ultimo, temos a competência que é a destreza do individuo em colocar em pratica os conhecimentos aprendidos aliados a aptidão de saber fazer. 
Desde os primórdios, a evolução trouxe consigo fatores inerentes como risco, nesse contexto, tarefas realizadas a titulo de sobrevivência do ser primitivo, eram passiveis de acidentes ocasionando a redução das atividades realizadas e mesmo que de maneira incauta, o homem apresentava necessidade de evolução. Com o passar dos tempos, os metais auxiliaram a rotina dando forma à construção de ferramentas. Ruppenthal ensina que, dessa forma surgiram as primeiras doenças do trabalho, provocadas pelos materiais utilizados para confecção de artefatos e ferramentas.
No que concerne aos registros materiais de cuidados e riscos no trabalho, Ruppenthal assevera que: 
A informação mais antiga sobre a necessidade da segurança no trabalho, alusiva a preservação da vida e da saúde do trabalhador, esta registrada num documento egípcio, o papiro Anastacio V, quando descreve as condições de trabalho de um pedreiro: Se trabalhares sem vestimenta, seus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo, pois não tem outro pão que os seus dedos. Assim o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial, sempre acompanhado de novos e diferentes riscos que afetam sua vida e saúde. 
Para que houvesse um mínimo de segurança, era necessário que se conhecessem os perigos decorrentes de ações e atividades. 
Era importante trilhar caminhos para se buscar uma forma de se controlar os riscos inerentes e suas situações que implicassem em resultados negativos. 
Neste sentido, a utilização de diversas áreas de conhecimento tornava imperioso, que a evolução da humanidade fosse buscada através de praticas já utilizadas em outras áreas: 
A principio a necessidade de proteção dominava as preocupações individuais. So muito lentamente, em termos históricos, a noção de proteção individual foi sendo substituída pela da proteção da tribo, da nação, do país, do grupo étnico ou civilizacional e só muito mais tarde pela proteção da espécie.
Em se tratando de prevenção, temos que este conceito acompanhou os eventos acontecidos na evolução histórica do ser humano. Sendo assim torna-se imprescindível a abordagem da prevenção quando do estudo da gestão de riscos.
O medico italiano Bernardino Ramazzini, chamado de pai da medicina do trabalho, bem como outros nomes importantes na seara da prevenção proporcionara uma evolução muito grande para a literatura que aborda o assunto.
Dentro do estudo a cerca das doenças ocupacionais, destacamos o importante papel do médico Ramazzini cuja importante contribuição à medicina. Seu estudo relacionou os riscos à saúde causados por agentes químicos, poeira, metais e outros agentes químicos.
Sua principal contribuição foi a utilização de um derivado do quinino no tratamento da malária.
Ao falarmos da contribuição histórica para o alargamento do conhecimento acerca de gestão de riscos, Ruppenthal agrega que a Revolução industrial também possui uma cota de participação:
O inicio da revolução industrial em 1780, a invenção da maquina a vapor por James Watt em 1776 e do regulador automático de velocidade em 1785, marcaram profundas alterações tecnológicas no mundo. Foi esse avanço tecnológico que permitiu a organização das primeiras fabricas modernas, a extinção das fabricas artesanais e o fim da escravatura, significando uma revolução econômica, social e moral. Os acidentes de trabalho e as doenças eram provocadas por substancias e ambientes inadequados devido as condições em que as atividades fabris se desenvolviam. Grande também, era o numero de doentes e mutilados.
A medida que houve aperfeiçoamento do trabalho e da capacidade de mão de obra, a melhoria das condições e a busca pela diminuição dos acidentes se transformou em realidade. Foram apresentadas técnicas e métodos que culminavam num trabalhador mais experiente e apto a realizar as mais diversas tarefas. 
A proteção ao trabalhador ganhou espaço e repercussão após a 1 guerra mundial. Para Ruppenthal, houve esforços voltados aos estudos das doenças, das condições ambientais, do layout das maquinas, equipamentos e instalações, bem como das proteções necessárias para evitar a ocorrência de acidentes e incapacidades. 
Neste período, podemos citar o trabalho de Myao acerca dos estudos das condições dos trabalhadores das indústrias. Este trabalho foi denominado experiência de Hawthorne. Esta experiência estudou a fadiga, os acidentes, a rotatividade de pessoal, bem como efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados. 
Mayo utilizou esta pesquisa também, com o intuito de apresentar outros fatores encontrado dentro das fabricas, mais precisamente a temática voltada aos conflitos entre empregados e empregadores, a apatia, tédio, alienação, o alcoolismo, dentre outros fatores que tornavam difícil a convivências nas organizações.
Insertos na experiência de Mayo, os estudos pretendiam confirmar a ação de fatores como a iluminação sobre o desempenho dos operários. Contudo por não apresentar resultados concretos, pôde ser descartada a relação entre fatores no ambiente interno de trabalho.
Na sequencia do trabalho de Myao, este foi voltado às condições de supervisão branda (sem temor ao supervisor, que passou a desempenhar o papel de orientador), ambiente amistoso e sem pressões, proporcionando um desenvolvimento social e a integração do grupo. 
Num ultimo entendimento, foi evidenciado a existência de padrões de comportamento dos trabalhadores evidenciando uma cultura informal, isto é, os segmentos de trabalhadores se agrupam de acordo com sua classe e, este tipo de comportamento demonstram o jeito de agir e pensar em comum.
Nos países da américa latina a preocupação com os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais ocorreu mais tardiamente. No Brasil os primeiros passos surgem no inicio da década de 1930 sem grandes resultados. Na década de 1970, o Brasil foi apontado como o campeão em acidentes de trabalho. A segurança do trabalho, para ser entendida como prevenção de acidentes de trabalho da indústria, deve preocupar-se com a preservação da integridade física do trabalhador, mas também precisa ser considerada como fator de produção.
Os resultados negativos em função das mais diversas lesões trabalhistas acarretam graves consequências como: diminuição da mão de obra, déficits de produtividade, perdas dos materiais, aumento dos encargos securitários, gastos extraordinários com acompanhamento médico e psiquiátrico dos trabalhadores, bem como redução da eficiência e eventual readaptação da função laborativa.
Ruppenthal assevera que: 
As cifras correspondentes aos acidentes de trabalho representam um entrave ao plano de desenvolvimento socioeconômico de qualquer país. Pois aparecem como a forma de gastos com assistência médica e reabilitação dos trabalhadores incapacitados, indenizações e pensões pagas aos acidentados ou a suas famílias, prejuízos financeiros decorrentes de paradas na produção, danos materiais aos equipamentos, perdas de materiais, atrasos na entrega de produtos e outros imprevistos que prejudicam o andamento

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