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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GENÉTICA E BIOLOGIA MOLECULAR Discentes: Cleyson Miguel Wemily Outubro, 2019 Lipidação de Proteínas Lipidação de Proteínas É uma modificação pós-translacional chave que está envolvida em vários processos ➢ localização da proteína; ➢ no devido tráfego de proteína intracelular própria; ➢ interações proteína-proteína. A lipidação de proteínas é frequentemente exigida para a devida atividade biológica. As atividades biológicas de muitas proteínas celulares exigem associação com a membrana celular, que depende da modificação pós-tradução de cys ou gly por resíduos de lipídios tais como frações de farnesila, miristoíla e palmitoíla. Por exemplo, muitos receptores acoplados de proteína G são palmitoilados, proteínas Ras são tanto farnesiladas quanto palmitoiladas. Embora farnesilação de proteína seja uma modificação estável e irreversível, a palmitoilação é reversível, resultando na regulação dinâmica de função de proteína, e alvejamento específico das membranas celulares. Lipidação de Proteínas Miristoilação É um mecanismo de acilação específico à gly da porção N-ter de proteínas. É um processo que ocorre em diversas proteínas, de eucariotos inferiores e superiores, consistindo na ligação covalente de um miristato, um ácido graxo de 14C, à gly da porção N-ter, pela enzima NMT As proteínas N-miristoiladas possuem diversas funções biológicas e seus representantes mais comuns incluem serina/treonina quinases, tirosina quinases, substrato quinases, fosfoproteína fosfatases, outros tipos de proteínas envolvidas em cascatas de sinais de transdução e mediadores de transporte de proteínas e vesículas. Gly, com frequência é o segundo aa incorporado à cadeia polipeptídica durante a tradução, o resíduo iniciador de met é eliminado por proteólises antes da adição do ácido graxo. Muitas proteínas que são modificadas por miristoilação estão associadas à cara interna da membrana plasmática. Miristoilação Palmitoilação ➢ É um processo reversível em que o ácido palmítico –um ácido graxo de 16C- é adicionado ao resíduo de cys por ligação tioester. ➢ Está relacionada a funções importantes no tráfego subcelular de proteínas através de compartimentos membranosos, assim como a modulação de interações proteína-proteína. ➢ A enzima encargada de catalisar essa reação é a palmitoiltransferase (PAT), ou simplesmente acetiltrasnferase. Palmitoilação ➢ Envolve a transferência de um grupo farnesilo -isoprenoide de 15 C-, ou geranil- geranil –cadeia de 20 C- para o C-cisteína terminal da proteína alvo. Ambos são compostos isoprenoides derivados da via de síntesis de colesterol. ➢ Os grupos isoprenoides unem-se a residuos de cys presentes na extremidade C- terminal das proteínas mediante união tioéter entre o grupo –SH da cys da proteína integral e o –OH do grupo prenílico. Prenilação ➢ Identificou-se uma sequencia comum nas proteínas que são preniladas. ➢ C A A X ➢ Onde C: cys A: qualquer aminoácido alifático (exceto ala) X: met ou ser para a farnesilação, leu para a geranilação Prenilação Prenilação Ras converting enzyme 1 Isoprenilcisteína carboximetiltransferase ➢ Proteína oncogénica ras ➢ A subunidad G da transducina ➢ Numerosas proteínas de transdução de sinais que unem GTP (proteínas G) Proteínas que são preniladas Proteínas Ras São um conjunto de reguladores moleculares muito importantes em uma ampla variedade de vias de transmissão de sinais celulares que controlam diferentes fenômenos: ➢ integridade do citoesqueleto; ➢ proliferação; ➢ diferenciação; ➢ adesão e migração celular; ➢ apoptose. Tanto o gene quanto as proteínas RAS relacionadas são frequentemente alteradas em tumores malignos, causando um aumento na capacidade de invasão e metástase e uma diminuição na apoptose. ➢RAS está ativada quando combinada com GTP e inativa quando ligada a GDP. ➢GEFs. ➢RAS pode se ligar a outras proteínas que estimulam a Via MAP-quinase e dirigir a proliferação e diferenciação celular. ➢ Se a prenilação for inibida por inibidores de FTase e GGTase– I o complexo proteico com a porção terminal CAAX não se liga ao retículo endoplasmático, não sendo processado e não adquirindo as propriedades ideais para a sua associação com a membrana plasmática. Como consequência não haverá o desencadeamento da ativação da transdução de sinal mediada pela proteína RAS. ➢Para inativação da proteína RAS, as proteínas ativadoras de GTPase catalisam a hidrólise do GTP para GDP. A mutação oncogênica principal da proteína K-RAS interfere no evento terminal e, como resultado, a proteína é mantida permanentemente ativada e um sinal contínuo de indução de proliferação. Proteínas Ras Método • 1. CD34 isolation from AML patient simples • 2. AML cell line, compounds and antibodies Human AML cell lines THP-1, Kasumi-1 and MV411 • 3. BrdU proliferation assay • 4. Flow cytometry of Annexin V/7-AAD • 5. Plasmid transfection, containing human HRAS Q61L • 6. Ras activation ELISA assay Resultados Pamidronate is active against AML cell lines and augments efficacy of standard of care Resultados