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prova direito empresarial

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(REsp 453423/AL, Rel. Humberto Gomes de Barros).
Considerando os termos da jurisprudência posta e a legislação vigente, assinale a alternativa correta acerca da temática.
. O raciocínio desenvolvido na jurisprudência encontra amparo nos arts. 1.033 e
1.034 do Código Civil.
. A decisão judicial posta desconsidera os termos do inciso II do art. 1.034 do Código Civil, pois a sociedade restou inexequível.
. Sendo indeferido o pedido de dissolução total da sociedade não há que se falar em restituição ao sócio retirante numa dissolução parcial.
. A demanda poderia perceber decisão diversa se no contrato social verificasse cláusula impeditiva do exercício do direito de retirada.
. Se a demanda tivesse sido movida por sócios majoritários o deferimento seria concedido, pois os magistrados devem considerar a relevância do interesse da maioria.
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PERGUNTA 7
“A affectio societatis ou bona fideis societatis é o elemento subjetivo, intencional, que denota a vontade, por parte do sócio, de contrair a sociedade. É o animus, a intenção, a vontade dos sócios, da união e da aceitação das normas de constituição e funcionamento da sociedade.
Fran Martins igualmente compartilha desse conceito, definindo a affectio societatis como sendo “o liame de estarem os sócios juntos para a realização do objeto social” [1], enquanto que Gladston Mamede a define como a “um elemento subjetivo que dá origem à sociedade; enfocada de forma coletiva, a englobar todos os sócios”. [2]
A affectio Societatis, entendida desta forma, e conforme nos ensina Fábio Konder Comparato[3], constitui não apenas um elemento intrínseco e exclusivo do contrato de Sociedade, mas, sobretudo um critério interpretativo dos deveres e
responsabilidades dos Sócios entre si.”
AQUINO, Leonardo Gomes de. Affectio societatis nas sociedades. Disponível em < http://estadodedireito.com.br/affectio-societatis-nas-sociedades/>
Considerando a relevância do elemento subjetivo affectio societatis na constituição e manutenção da sociedade limitada, assinale a alternativa correta quanto ao requisito legal sobre a cessão de quotas.
. A quota pode ser alienada a quem seja sócio ou a terceiros se houver anuência de titulares de mais de um quarto do capital social.
. A quota pode ser cedida livremente a quem seja sócio ou a terceiros se houver anuência de titulares de mais de três quartos do capital social.
. A quota jamais poderá ser alienada, não tendo mais o sócio o interesse de permanecer no quadro social alternativa será a dissolução total da sociedade.
. A quota será alienada sempre que credores pessoais do sócio o acionarem judicialmente cobrando por dívidas destes assumidas perante terceiros.
. A quota poderá ser alienada a estranhos ou a quem faça parte da sociedade sempre que houver anuência de maioria simples em assembleia geral extraordinária.
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PERGUNTA 8
Considere, hipoteticamente, uma sociedade limitada constituída por quatro sócios que deliberem pelo valor do capital social em R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) divididos em partes iguais dentre os sócios, sendo que pretendem integralizar suas quotas na seguinte forma:
O sócio A integralizará em espécie, pagando o valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) à vista.
O sócio B integralizará com direitos, endossando para a sociedade limitada uma série de títulos a receber no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), assumindo a condição de coobrigado.
O sócio C integralizará com um bem imóvel no valor de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), na expectativa de que a sociedade o aliene e restitua-lhe R$ 100.000,00 (cem mil reais).
O sócio D integralizará com serviços prestados à sociedade pelo período ininterrupto de 12 (doze) meses consecutivos, trabalhando por 8 horas por dia.
Levado a registro a Junta Comercial negou-lhe o competente registro alegando nulidade dos termos postos.
Analise as assertivas que seguem acerca das razões postas pela Junta Comercial.
I. Os sócios tem que integralizar o capital social nos termos postos pela Junta Comercial.
II. Não se pode integralizar quotas com serviços na sociedade limitada.
III. A integralização com bens deve ser no valor exato ou abrindo mão do excedente.
IV. A cessão de direitos para integralizar quotas não pressupõe coobrigação.
V. Não se pode integralizar quotas em espécie e à vista. A alternativa que indica todas as assertivas corretas é:
. I e V
. II e III
. II e IV
. III e V
. I e IV
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PERGUNTA 9
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA PARA EXCLUSÃO DE SÓCIO. SOCIEDADE SHOPPING SÃO JOSÉ LTDA. TUTELA ANTECIPADA QUE DETERMINOU A EXCLUSÃO DA SÓCIA REQUERIDA, CONSIDERADA “REMISSA” POR CONTA DA SUA MORA NA INTEGRALIZAÇÃO DO CAPITAL SOCIAL. SENTENÇA QUE CONFIRMOU A ANTECIPAÇÃO DE TUTELA OUTRORA DEFERIDA, DETERMINANDO À RESTITUIÇÃO À SÓCIA REMISSA DO QUE INTEGRALIZOU PARCIALMENTE, DESCONTADOS JUROS DE MORA. INSURGÊNCIA DA REQUERIDA, AQUI APELANTE, QUANTO À CONDIÇÃO DE SÓCIA REMISSA QUE LHE FOI IMPUTADA PELA SENTENÇA, COMO TAMBÉM ÀS CONSEQUÊNCIAS ADVINDAS DA SUA EXCLUSÃO SOB ESSA CONDIÇÃO, INCLUSIVE QUANTO À APURAÇÃO DOS HAVERES. CONDIÇÃO QUE DECORRE DA SUA MORA EM REALIZAR NOVOS APORTES DE CAPITAL À SOCIEDADE, NECESSÁRIOS AO ANDAMENTO DA OBRA, CONFORME ESTABELECIDO DE COMUM ACORDO PELOS SÓCIOS POR OCASIÃO DA 18ª ALTERAÇÃO DO CONTRATO SOCIAL. APURAÇÃO E DEVOLUÇÃO DOS HAVERES QUE SE TRATA, EM REALIDADE, DE RESTITUIÇÃO DAS ENTRADAS REALIZADAS NA FORMA DO ARTIGO 1058 DA LEI CIVIL, DESCONTADOS JUROS DE MORA E DESPESAS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO, TODAVIA, PARA CORRIGIR A IMPORTÂNCIA SOBRE A QUAL DEVERÃO SER COMPUTADOS OS JUROS DE MORA, BEM COMO, PARA ALTERAR O DIES A QUO DA SUA INCIDÊNCIA. PRELIMINARES ARGÜIDAS EM SEDE DE CONTRARRAZÕES, AFASTADAS.
De acordo com a Cláusula Quarta e respectivos parágrafos da Consolidação do Contrato Social, o saldo do capital social relativo às quotas subscritas pela sócia excluída deveria ser integralizado na medida em que fossem necessários novos aportes financeiros para a edificação do prédio shopping center, conforme estabelecido no fluxo de caixa. Nessa vereda e considerando que a sócia excluída acusa o recebimento do cronograma de desembolso para os meses de agosto, setembro e outubro de 2005, contendo as etapas de construção e valores estimados para o seu custeio que deveriam corresponder aos aportes de capital a serem injetados na sociedade, considera-se cumprido o disposto no contrato social.
Relativamente ao prazo de vinte e quatro meses para a integralização do capital subscrito pela sócia excluída, anoto que trata-se do prazo máximo para a consecução integral do mister, o que não a exime de realizar os aportes financeiros que se mostrarem necessários à execução da obra antes desse termo, de conformidade com o fluxo de caixa.
No que tange à alegada ausência dos requisitos legais para a imputação da mora e à imprestabilidade da notificação de f. 74/78 para esse fim, observo que tais matérias não foram suscitadas por ocasião da defesa, tendo sido arguida somente em embargos de declaração, portanto, depois de esgotada a prestação jurisdicional de primeiro grau. Cuida-se, portanto, de manifesta inovação recursal, por força de inserção de fundamento novo no pedido e, como tal, não pode ser apreciada, sequer conhecida neste segundo grau.
É que por força do princípio da eventualidade, competia aos apelantes formularem todas as suas alegações de defesa no momento oportuno, sob pena de não mais
poder insurgir-se sobre a questão não impugnada oportunamente, em razão da preclusão consumativa.
Quando o sócio não integraliza as quotas dentro do prazo estipulado no contrato é considerado remisso. O estado de sócio remisso implica reconhecer que o sócio está em débito para com a sociedade. Em assim ocorrendo, podem os demais sócios: excluir o sócio remisso da sociedade; tomar as quotas do sócio remisso para si; transferi-las a terceiros; ou ainda, reduzir a quota ao valor já integralizado. Nessa última hipótese, o capital social sofre a mesma redução, a não ser que os demais