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Climatério

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síndrome geniturinária da menopausa (SGM) ou atrofia vulvovaginal (AVV), ocorrem por conta de uma deficiência de estrógeno, provocando alterações histológicas e físicas da vulva e vagina. 
As alterações visíveis está relacionado com a perda de tecido adiposo na vulva, nos grandes lábios, a pele fica mais fina, e apresenta uma rarefação dos pelos. 
Os pequenos lábios perdem tecido e pigmentação; quando intensa, a atrofia pode resultar em coalescência labial. A vagina passa a ser mais curta e estreita, diminuindo suas rugosidades, principalmente na ausência de atividade sexual. O epitélio vaginal torna-se fino, e a lubrificação resultante de estímulo sexual está prejudicada em decorrência da diminuição da secreção glandular. Também se apresenta bastante friável, com sangramento ao toque e vulnerável a traumas. O pH vaginal está alcalino, reduzindo o número de lactobacilos na flora, propiciando infecções e vaginite atrófica. A uretra é hiperemiada e proeminente. 
Alterações ósseas e articulares: 
A osteoporose é uma doença sistêmica, que é causada pela diminuição da densidade óssea, com alterações na microarquitetura, levando a uma fragilidade e predisposição para fraturas de baixo impacto. 
Fatores de risco: ser do sexo feminino, idade avançada, etnia branca ou oriental, baixo IMC, história pessoal ou familiar de fratura, baixa densidade mineral óssea (DMO), uso de glicocorticoide oral, tabagismo, abuso de bebidas alcóolicas, sedentarismo e baixa ingestão de cálcio.
Fraturas mais comuns: rádio distal (fratura de Colles), coluna vertebral e do fêmur proximal. 
E além de alterações ósseas, existe também uma alta incidência, de 50% a 60% de mulheres com alterações articulares. 
Alterações cardiovasculares e metabólicas: As Doenças Cardiovasculares (DCV), especialmente o infarto do miocárdio (IM), são as principais causas de morte e mulheres com mais de 50 anos no Brasil e no mundo. 
Com o hipoestrogenismo, o perfil hormonal das mulheres passam a ser androgênicos, e a prevalência de síndromes metabólicas, aumentam. O que se sabe, é que o estrogênio é um fator protetivos para eventos endoteliais.
RETOMADA
A menopausa está sim, associada a alterações dos hormônios hipotalâmicos e hipofisários, mas a causa central, é uma insuficiência ovariana primária. Como a mulher já nasce com uma quantidade de folículos primários, previamente, chega uma hora, que ocorre um esgotamento desses folículos. Assim, o ovário perde a sua capacidade de responder aos hormônios hipofisários: hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH), o que faz cessar a produção ovariana de estrogênio e progesterona. 
No entanto, o eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal, mantém-se intacto durante a transição da menopausa, assim, os níveis de FSH aumentam nesse período transicional, em resposta à insuficiência ovariana e à ausência de feedback negativo do ovário. 
A atresia do complexo folicular, principalmente das células da granulosa, diminui a produção de estrogênio e inibina, ocorrendo uma consequente elevação dos níveis de FSH (marco importante para determinar a menopausa). 
O hormônio antimulleriano (AMH) é produzido por pequenos folículos ovarianos, logo, seus níveis diminuem com o declínio da reserva ovariana. 
A produção ovariana de androgênio continua após a transição da menopausa, pois o estroma ainda é preservado, no entanto, os níveis são um pouco mais baixos do que na idade reprodutiva. E após a transição, as mulheres continuam a apresentar os níveis baixos de estrogênio circulante, isso ocorre por conta da aromatização periférica de androgênios ovarianos e suprarrenais (o tecido adiposo é um importante local de aromatização, por isso, o ganho de peso, pode ter alterações importantes na menopausa). 
· Os últimos anos reprodutivos caracterizam-se por uma menstruação irregular e associada à altos níveis de FSH.
· A transição menopáusica é evidenciada por altos níveis de FSH, associado à duração variável do ciclo e ausência da menstruação, e o período pós-menopausa é caracterizado por amenorreia. Logo, essa transição da vida reprodutiva, para a vida não reprodutiva, começa com alterações do ciclo menstrual, acompanhada por crescentes níveis de FSH e termina com o último período menstrual.