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z z ESCALA DE GLASGOW Indicações: -Avaliação do paciente que tenha sofrido TCE; -Utilizada durante as primeiras 24 horas posteriores ao trauma e avalia 03 parâmetros. -Não é pertinente a sua utilização para pacientes sob efeito de sedativos, sendo recomendada a escala de RAMSAY. -De 03 a 08 Grave; de 09 a 12 moderado, de 13 a 15 normal; -Seus achados formam a tomada de decisão clínica, como necessidade de TC, intervenção cirúrgica e utilização de drogas. ESCALA DE RAMSAY Indicações: -Escala baseada em critérios clínicos para estabelecer o nível de sedação, de acordo com a numeração de 1 a 6; -Visa evitar a sedação insuficiente, levando-o a sentir dores ou a outros prejuízos, bem como a sedação excessiva (risco de morte); ESCALA DE NIHSS Indicações: -Escala baseada em critérios clínicos para medir o nível de comprometimento do AVC/AVE; -Mede vários aspectos da função cerebral, como consciência, visão, sensação. Movimento, fala e linguagem; -Uma pontuação acima de 20 até o escore máximo de 42 representa um AVC grave; -As diretrizes vigentes permitem que os AVC com pontuação acima de 4 sejam tratados com ativador de plasminogênio tecidual recombinante (rtPA); -Para o tratamento com trombolítico o paciente deverá apresentar pontuação entre 4- 25. CRITÉRIOS PARA TROMBÓLISE INTRAVENOSA NO AVC-I LEMBRE-SE SEMPRE: -A META É O TEMPO PORTA-AGULHA DE 60 min; -A JANELA TERAPÊUTICA PARA TRATAMENTO COM TROMBOLÍTICO É DE 270 min (4,5h), APÓS INÍCIO DOS SINTOMAS; -SEMPRE CONSIDERAR TRATAMENTO PARA TROMBOLÍTICO NO AVC-I; -NÃO SE DEVE ADMINISTRAR O TROMBOLÍTICO NO PACIENTE COM GLICEMIA CAPILAR (< 50 OU > 400 mg/dl); -ANTES DO INÍCIO DA INFUSÃO DO TROMBOLÍTICO E NAS 24H SEGUINTES DEVE-SE MANTER TA ABAIXO DE 180X110 mmHg; -ACTILYSE PARA AVC-I: 0,9 mg/Kg (máx 90 mg) 10% EM BOLUS E O RESTANTE DEVERÁ SER INFUNDIDO EM 01 HORA NA BOMBA DE INFUSÃO; -NO AVC-H, CONSIDERAR CRANIECTOMIA DESCOMPRESSIVA. AVALIANDO O PACIENTE COM AVC 1º PASSO – RECONHECER O PROBLEMA Déficit neurológico de início súbito ou de rápida progressão (momento exato – DETERMINAR); Déficit depende da região cerebral afetada (artéria atingida); Circulação anterior: Face – paralisia (desvio de cominsura labial) Perda de força motora de um lado do corpo; fraqueza muscular Distúrbios na fala ou linguagem Circulação posterior: Alteração visual Distúrbios de coordenação motora 2º PASSO – ESTABILIZAÇÃO CLÍNICA (ABCDE) Monitorização, veia e HGT. A) Vias aéreas (abrir, proteger, aspirar e garantir IOT se nível de consciência muito baixo); B) Respiração (suporte de O2 com cateter ou máscara não reinalante se SPO2 < 94%. AMBU se intubado); C) Circulação (avaliar os 3P, pele, pulso e perfusão), manter a PA até: 220x120 mmHg, cabeceira a 30º D) Incapacidade neurológica e dextrose (*) (*) Incapacidade – Exame neurológico rápido -Tamanho pupilar e fotorreação; -Teste de força, simetria e sensibilidade (pedir para o paciente estender as duas mãos, apertar forte na sua mão, dobrar os joelhos e esticar as pernas); -Teste de linguagem e orientação: Falar com você, perguntar sobre onde está, nome, idade, data; -Teste de coordenação: pede pra ele movimentar os dedos de forma repetida. História direcionada: Determinar o tempo de início dos sintomas; Progressão do quadro; Comorbidades e fatores de risco; Medicamentos em uso; Alergias. 3º PASSO – ENCAMINHAR O PACIENTE PARA OS EXAMES DE IMAGEM -Tomografia (definir se o AVC é isquêmico ou hemorrágico) INTERVALO DE TEMPO TEMPO ALVO PORTA MÉDICO 10 min AVALIAÇÃO NEUROLOGISTA 15 min PORTA TC DE CRÂNIO 25 min PORTA AVALIAÇÃO TC 45 min PORTA AGULHA 60 min -Exames complementares; * Se AVC-I -Está em janela de trombólise? (verificar os critérios, calcula NIHSS, puncionar o segundo acesso periférico e obtém o consentimento do familiar); -Se necessário realizar o nitroprussiato de sódio (NIPRIDE) em BI para manter os níveis pressóricos em 185 x 110 mmHg; -Realiza a trombólise e monitora com a mensuração do NIHSS a cada 15 min e da PA também. Caso haja alteração de alguns dos parâmetros, indica-se a suspensão do procedimento; -Verificar se o paciente faz uso de anticoagulantes (se sim, fará o exame de RNI, que se elevado, contraindica a trombólise) -Evitar realizar procedimentos invasivos durante 04 horas; E) Controle de temperatura (hipotermia ou hipertermia??) * Se AVC-H -Controle pressórico rigoroso (manter em 140x110 mmHg) (Nitroprussiato de Sódio IV); -Tratar convulsões (sn) (diazepam 1ª/fenitoina 2ª); -Encaminhar para UTI-neuro e monitorar a PIC; -Demais cuidados de enfermagem. LEIA ATENTAMENTE O CASO CLÍNICO ABAIXO E RESPONDA: Paciente do sexo masculino, 72 anos, internado por causa de estabelecimento súbito de cefaleia, paralisia do lado direito da face, fraqueza no braço direito e alguma dificuldade para falar. Esses sintomas começaram há duas horas, quando ele estava sentado tomando o café. Há 02 semanas, teve perda transitória da visão, sem dor, no olho esquerdo, que regrediu espontaneamente em algumas horas. É portador de hipertensão de longa data e teve infarto agudo do miocárdio (IAM) há 4 anos, usa AAS, metoprolol e sinvastatina diariamente, além de ser tabagista há 30 anos (40 cigarros/dia). z z z z z z z z z z z Exame físico: No momento encontra-se afebril, FC=130 bpm, PA= 220x130mmHg, SPO2 de 93%, FR=14icm, inconsciente, NHISS (20), pupilas mióticas e fotorreagentes. 1. Quais os sintomas chamam a atenção no caso? Justifique. 2. Analisando a sintomatologia apresentada pelo paciente e o conjunto das informações, qual a sua suspeita diagnóstica e justifique os motivos que levaram a conclusão do diagnóstico. 3. Quais são os exames complementares necessários que se aplicam a este caso? 4. Qual deve o plano de cuidados (completo) para este caso, incluindo os diagnósticos de enfermagem.