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Virais: Principalmente a da família do herpesvirus HHV, HIV
Fúngicas: Cândidas, paracoccidioidomicose
Bacterianas: Tuberculose, sífilis, actinomicoses, abcessos.
Ubíquos, com característica latente.
HHV1, 2(Simplex), 3 (varicela-zoster), 4 (Epstein Barr), 5 (citomegalovírus), 6 (exantema súbito e esclerose múltipla,
ligado a roséola), 7 (correlaciona-se ao vírus da AIDS), 8 (sarcoma de Kaposi).
HHV1- HSV-1:
Dissemina-se predominantemente através da saliva infectada
Adapta se melhor na região oral e facial
Infecção primária
Exposição inicial em indivíduos sem anticorpos normalmente jovens
3-9 dias de infecção
Frequentemente assintomática
Forma sintomática - Gengivoestomatite herpética aguda:
Maioria entre 6 meses e 5 anos.
Linfadenopatia cervical anterior
Ulceras bucais dolorosas com ou sem crosta
Gengivas edemaciadas e eritematosas, possuem aspecto
arrancado ao longo da gengiva marginal livre.
Na pele perioral podem existir vesículas satélites.
Febre e anorexia
Em adultos a infecção primária pode causar faringotonsilites.
Tratamento:
Sintomático, restringir contato com as lesões, Antivirais
(aciclovir 400mg, valaciclovir {mais caro, eficaz, devido ao
maior tempo no organismo e posologia mais simples}),
Citologia:
Numerosos leucócitos,
Latência no gânglio trigêmeo (Gasser):
Infecção secundária normalmente motivada por alguma queda na
imunidade - Uso dos axônios para ir ao gânglio.
Infecção secundária ou recorrente:
Reativação do vírus - sintomática e comum
Afetam o epitélio inervado pelo gânglio sensitivo.
Nessa fase as lesões ativas promovem contaminação com outros
indivíduos e outras partes do corpo.
Fatores determinantes:
Idade avançada, imunossupressão, luz UV, estresse, gravidez e
menstruação, trauma...
Características clínicas do herpes labial:
Local de inoculação ou áreas adjacentes, vermelhão do lábio e
peri-bucal, múltiplas vesículas que se rompem e formam crostas,
cicatrização entre 7-10 dias → ciclo de latência. Sinais e
sintomas prodômicos costumam aparecer de 6 a 24 horas antes
do desenvolvimento das lesões.
Mesmo tratamento que a primária, antivirais tópicos e sistêmicos.
Histopatológico: Células epiteliais alteradas com degeneração
balonizante, amarginação da cromatina e multinucleação,
acantólise com células de Tzanck
Complicações:
Eritema multiforme
Tratamento: Antivirais tópicos e sistêmicos.
Panarício herpético:
Dedos da mão, ocorre em crianças como resultado da
autoinoculação.
Lesão por tatame ou hermes gladiatorum: Lutadores e jogadores
de rúgbi.
Herpes barbae.
HHV2- HSV-2:
Mais presente em regiões genitais
HHV3- infecção secundária: Zoster ou cobreiro:
Causa a varicela zoster (catapora), ocorre com frequência na infância e
resulta da infecção primária.
Herpes zoster e mais comum no idoso, ocorre pela reativação do vírus
após a 1ª ocorrência – varicela.
Afeta o lado ipsilateral do nervo.
Fatores determinantes:
Imunossupressão, tratamento oncológicos, neoplasia, abuso de álcool, senilidade,
manipulação dentária.
Características clínicas:
Dividem-se em fases prodrômica, aguda e crônica.
Dor – necrose neural devido a ganglionites → vírus migrando no nervo =
ardência, formigamento prurido...
Aguda: Vesícula → pústula → crosta
Até a formação da crosta é contagiosa.
2-3 semanas.
Lesões seguem a área do nervo afetado até a linha média
Lesões orais ocorrem com envolvimento do trigêmio na mucosa oral ou
aderida.
Vesículas que ao se romperem formam ulcerações rasas.
Dentes podem desenvolver pulpite, necrose pulpar, calcificações e reabsorção radicular, necrose
óssea e pode estar relacionada a osteonecrose dos maxilares.
Pode ocorrer envolvimento ocular, que pode levar a cegueira, lesões na ponta do nariz (sinal de hutchinson),
indica, envolvimento do ramo nasociliar do NCV.
Síndrome de Ramsay Hunt: Lesoes do canal auditivo externo e envolvimento dos nervos auditivos, pode
gerar paralisia facial, deficiência auditiva e sintomas auditivos e vestibulares.
Crônica: Rara
Ocorre dor após resolução da erupção cutânea 1-3 meses no mínimo.
Normalmente acaba em 2 meses.
Existem relatos de suicídio devido a dor :D, acredita-se que seja devido auma ganglionite crônica.
Angeíte granulomatosa- síndrome de AVC que pode se desenvolver semanas após a crise cutânea.
Tratamento:
Antipiréticos não AAS
Loções para aliviar prurido tópico- compressas com permanganato de potássio ou água boricada
Antivirais.
Paracoccidioidomicose, Histoplasmose
Candidíase:
Candida albicans – microbiota normal.
Fungo dimórfico: levedura/hifa (fase de infecção) - Hifa: Tentáculos com afinidade aos queratinócitos.
Está ocorrendo um aumento das cândidas não-cândida albicans (NCAC).
Pode ser indicativo de desordem local/sistêmica em adultos: Oportunista.
Repercussão sistêmica pode ocorrer em pacientes imunocomprometidos
Infecção de mucosas úmidas
Ocorrências:
Crianças, pacientes imunossuprimidos, pacientes com hipossalivação intensa ou intermitente (irradiados em
cabeça e pescoço, síndrome de Sjogren, DECH (doença do enxerto), hipossalivação induzida por droga).
Fatores predisponentes:
Alterações agudas da microbiota (ex: estresse, uso de corticoides), irritantes locais, higiene oral precária,
gravidez, deficiência imunológica (congênita, adquirida, iatrogênica), má-nutrição, uso de antibiótico.
Classificação:
Pseudomembranosa (sapinho):
Superficial no epitélio.
Placas brancas aderentes na mucosa, destacáveis à raspagem
Aspecto de nata de leite
Área eritematosa por baixo da área raspada (sangramento indica
presença adjunta de outro processo como líquen plano erosivo ou
tratamento quimioterápico)
Embora seja uma lesão branca., não é uma leucoplasia – resiste à raspagem.
Sintomas: Sinais prodrômicos, alteração do paladar, ardência bucal, placas distribuídas normalmente
na mucosa jugal, palato e dorso da língua.
Quando ocorre na região mais posterior, deve-se ficar atento à possíveis
imunodeficiências.
Eritematosa:
Não há formação de placas/lesões brancas – forma manchas/máculas
eritematosas
Mais comum que a pseudomembranosa.
Atrofia das papilas linguais, língua careca.
Sensação de ardência e queimação
Palato duro, dorso da língua e mucosa jugal
Relacionadas com antibioticoterapia, xerostomia, imunossupressão, idiopática.
Subtipos clínicos:
Queilite angular
Pode ser causado por perda da dimensão vertical ou elementos
dentários
Sulcos acentuados no canto da boca
Tratamento: mizanazol
Ocorre muito em idosos.
Estomatite ou mucosite por prótese.
Variados graus de eritema, pode apresentar hemorragia petequial.
Geralmente assintomática.
Candidíase atrófica aguda:
Normalmente seguida de um longo período em uso de antibióticos.
Boca com sensação de “queimada por bebida quente” e atrofia das
papilas filiformes.
Atrofia papilar central ou glossite romboidal mediana:
Zona eritematosa geralmente assintomática bem demarcada na linha
média ou dorso posterior da língua
Candidíase multifocal crônica:
Derivada do contato do dorso lingual com o palato duro/comissura
bucal.
Hiperplásica:
Menos comum.
Placa branca não destacável, pois, é em camadas mais profundas do epitélio.
Leucoplasia por cândida – associação com displasia epitelial
Lesão hiperqueratótica.
Mucosa jugal (retrocomissura).
Diagnóstico pela presença de hifas
Resolução com antifúngicos.
Mucocutânea.
Provenientes de distúrbios imunológicos.
Raro.
Teorias de que a citocina IL-7, importante em infecções de candida, quando alterada pode resultar nesse
tipo de candidíase.
Comum associada a distúrbios endócrinos e de ferro sanguíneo.
Diagnóstico:
Clínico
Citologia esfoliativa (PAS,Hidróxido de potássio), biópsia.
Histopatológico:
Identificação de hifas e leveduras.
Maior espessura de paraqueratina na superfície da
lesão, junto com alongamento das cristas epiteliais,
infiltrado inflamatório crônico no tecido conjuntivo
subjacente ao epitélio infectado e frequentemente
são identificadas pequenas coleções de neutrófilos (microabscessos) nas camadas espinhosa e de
paraqueratina, hifas de Candida estão localizadas na camada de paraqueratina
Cultura: Lesões atróficas
Biopsia: formas hiperplásicas avaliar presença de displasia
Tratamento:
Prevenção da candidose esofágica.
Protocolo:
Primeira linha Nistatina 100000UI 5ml 4x dia ou fluconazol 150mg/dia por 3 dias. – Inibem a formação
do ergosterol, presente na membrana plasmática desses microrganismos.
O fluconazol é o menos agressivo ao fígado, e tem excreta renal, porém é mais caro.
A nistatina é mais barata, porém tem gosto desagradável e precisa de mais administrações por dia,
tendo em vista que é administrada em solução ou pastilhas, pode dificultar a adesão ao tratamento.
Segunda linha: Anfotericina B, uma suspensão oral.
Resistência:
Itraconazol, clotrimazol,
Pozaconazol, voriconazol, equinocadinas.
Associadas a prótese: troca de prótese total
Queilite angular – restabelecer dimensão vertical.
Sífilis:
Treponema pallidum
Mudança na epidemiologia: Associação com HIV, falha no uso de barreiras de
proteção, conhecimento e alto número de parceiros sexuais
Primária:
Área de inoculação → cancro – ulceração na pele/mucosa
1-3 semanas após contato orogenital ou oroanal com lesões infectadas
Lesões orais – úlcera solitária na língua /lábio
Linfadenopatia cervical – achado frequente
Diagnóstico: Avaliação clínica + anamnese, biópsia – Warthin-Starry, testes – PCR//VDRL//FTA-
ABS//EIA//Western-blot
Secundária:
Caso não seja cuidada a primária
Disseminação hematogênica e sintomas sistêmicos
Febre, perda de peso, dor musculoesquelética
Erupção cutânea maculopapular, palmoplantar
Boca – placas mucosas e condylomata lata 30%
Resolução espontânea em 3-12 semanas → sífilis latente.
Terciária:
Nada foi feito →30%
Formação de goma sifilítica – endarterite granulomatosa
Palato e língua
Leucoplasia sifilítica
Neurosífilis
Cardiopatía sifilítica.
Congênita (nascimento)
Treponema atravessa a barreira placentária
Tríade de Hutchinson
Dentes de Hutchinson (molares em amora e incisivos em forma
de chave de fenda) e ceratite ocular intersticial e surdez.
Manifestações orais:
Intervir em estados menos avançados - Infecção pode se disseminar rapidamente.
Leva o paciente ao óbito se não tratada
Atenção para o clínico não se contaminar.
Diagnóstico/ protocolo:
Testes não específicos +- após 3 semanas - VDRL
Testes específicos +- no início dos sintomas - FTA-ABS
Solicitação de exames para outras IST
Tratamento:
Antibiótico em doses elevadas - Penicilina
Causada por bactérias anaeróbias gram-positivas, filamentoses e ramificadas – actinomicetos
Componente normal da microbiota oral – criptas amigdalianas, biofilme e cálculo, dentina cariada, sequestros ósseos,
sialolitos, sulco gengival e bolsas periodontais
Quando há o crescimento dentro da cripta amigdaliana, pode-se sentir os tampões dentro da cripta
Patógenos comuns: Actinomyces israelli, A. viscosus, A. naeslundii, A. odontolyticus, A. meyeri, A. pyogenes, A. viscosus
e A. bovis, A. propionica e Bifidobacterium dentium
Características clínicas
Infecção aguda, com progressão rápida ou infecção crônica de
disseminação lenta associada à fibrose
Região cervicofacial (55%) - o microrganismo entra num
trauma prévio.
Lesão de tec. mole, bolsa periodontal, dente desvitalizado,
alvéolo dentário pós-exodontia ou infecção amigdaliana
Liberação de partículas amareladas, que são colônias da
bactéria – grânulos sulfúricos
Área endurecida de fibrose, com aspecto “lenhoso”, que ao final forma uma área central mais macia de
abscesso - estende-se para a superfície, formando um trajeto fistulado com dor mínima
A região submandibular, submentoniana e geniana são os sítios comuns de envolvimento, sendo a área
sobrejacente ao ângulo da mandíbula o mais afetado
As criptas amigdalianas sofrem principalmente hiperplasia variável
A hiperplasia amigdaliana considerada secundária à infecção actinomicótica das criptas parece não
responder aos antibióticos
Glândulas salivares: Possível formação de abcessos nos espaços masseterino e submandibular, na parótida e
submandibular
Infecções mais localizadas ocorrem em glândulas salivares menores, as quais também podem demonstrar
tampões mucosos ou sialólitos
Osteomielite na mandíbula e maxila é comum – trauma, infecções periodontais, dentes não vitais e sítios de
exodontia são todos vias de acesso
Áreas radiolúcidas mal delimitadas frequentemente circundadas por um halo radiopaco
Colonização intraóssea do cisto dentígero sem manifestação clínica ou radiográfica
Lesões periapicais inflamatórias bacteriana resulta em lesões de tratamento mais difícil, permanecem localizadas
e não evoluem para a actinomicose cervicofacial invasiva
Características histopatológicas
Faixa fibrosa periférica numa zona composta por tecido de granulação
apresentando infiltrado crônico circundando grandes coleções de
polimorfonucleares e, eventualmente, colônias de microrganismos
As colônias consistem em filamentos em forma de clava que formam
um padrão de roseta radiada
Prata metenamina: evidencia os microrganismos
Quando se tornam deslocadas do exsudato, um contorno de neutrófilos
se adere à periferia dos microrganismos
Diagnóstico
Diagnóstico através das culturas, mas menos de 50% dos casos são
positivos por causa do crescimento demasiado de bactérias
Na ausência de resultados positivos na cultura, uma forte presunção
diagnóstica pode ser feita pela demonstração de colônias típicas em
material de biopsia das lesões.
O material para cultura e exame histopatológico é obtido na exploração
cirúrgica, com a punção aspirativa por agulha fina
A presença de grânulos sulfúricos pode ajudar no diagnóstico diferencial por ser rara em outras infecções
Pode ser usado anticorpo conjugado com fluoresceína nos grânulos para identificação definitiva
Tratamento e prognóstico
Uso comum da penicilina (tetraciclinaem alérgicos), mas também de amoxilina
Pacientes nos quais os microrganismos tenham invadido as estruturas adjacentes e se disseminado através
dos tecidos moles
Fibrose crônica: altas doses de antibiótico por tempo prolongado, drenagem do abcesso e excisão da fístula
Actinomicose cervicofacial inicial: período de penicilina de cinco a seis semanas
Infecção profunda pode necessitar de até doze meses de tratamento
Osteomielite por actinomiceta: antibiótico apenas quando há persistência, combinado com a cirurgia apropriada,
até 3 meses de tratamento
Actinomicose periapical e pericoronária localizada, abscessos na língua e sialodenites subagudas focais com
envolvimento intraductal respondem bem à remoção cirúrgica do tecido infectado
Infecção fúngica profunda - Paracoccidioides brasiliensis
América do Sul ou na América Central.
Áreas endêmicas: Dasypus novemcintus (conhecido como tatu-galinha) -
hospedeiro deste microrganismo
A Blastomicose sul-americana - predileção pelo sexo masculino
Aspectos Clínicos
Aspectos Histopatológicos
Paracoccidioides brasiliensis induz uma resposta inflamatória granulomatosa;
Biópsia da lesão oral: Hiperplasia pseudoepiteliomatosa, além de ulceração do
epitélio sobrejacente;
Frequentemente os microrganismos exibem vários brotamentos na célula-mãe,
resultando em uma aparência que foi descrita como “orelhas do Mickey Mouse”
ou um timão de navio
Diagnóstico
Cultura ou identificação dosmicrorganismos característicos no material de biopsia
Se o microrganismo não apresenta aparência microscópica típica, hibridização in situ usando sondas de DNA
complementares específicas para C. immitis podem ser realizados como confirmação diagnóstica
Preparações citológicas do esfregaço brônquico ou amostras de esputo
Estudos sorológicos são úteis para apoiar o diagnóstico e podem ser feitos ao mesmo tempo que o teste cutâneo
Tratamento
Depende da gravidade da apresentação da doença;
Casos simples e moderados: trimetoprima/sulfametoxazol (Derivados da Sulfonamidas);
Casos Graves: Anfotericina B intravenosa e Itraconazol Oral. O cetoconazol também pode ser utilizado, embora os
efeitos colaterais sejam piores do que os associados ao itraconazol
Doença infecciosa crônica - Mycobacterium tuberculosis.
Estima-se que 2 bilhões de pessoas estejam infectadas no mundo.
Tuberculose primária: Indivíduos sem contato com o microrganismo e envolve quase sempre o pulmão.
Nódulo localizado fibrocalcificado no sítio inicial do envolvimento - sinalizador da infecção
A doença ativa geralmente ocorre após uma imunossupressão.
Costuma ocorrer tardiamente na vida pela reativação da infecção primária
- tuberculose secundária.
Associada a medicamentos imunossupressores, diabetes, idade avançada,
pobreza, condições de vida superpovoadas e AIDS
Manifestações Clínicas
A tuberculose primária é em geral assintomática;
As lesões na cabeça geralmente são uma infecção secundária do foco
pulmonar;
Locais da cabeça e pescoço mais afetados: cavidade nasal, nasofaringe,
cavidade oral, glândula parótida, esôfago e espinha dorsal;
Tuberculose oral primária é rara e mais comum em crianças e adolescentes;
As lesões orais na tuberculose são incomuns, mas quando acomete,
apresenta-se como ulcerações crônicas e aumentos de volume;
o Lesões mais frequentes: úlceras crônicas na língua, aumento
mandibular, mas afetando também gengiva, lábios, mucosa jugal,
palato mole e palato duro;
o As lesões co-existem com linfonodos palpáveis;
Manifestações Histopatológicas
Reação de hipersensibilidade mediada por células;
Formação de granulomas;
o Tipo caseoso clássico com necrose central e é circundado por células
epitelióides, tipo de células gigantes de Langerhans e infiltração de
linfócitos.
o Paciente com tuberculose: tubérculo.
o Pacientes imunocomprometidos: granuloma pode ser não caseoso.
Para detecção de micobactérias:
o Ziehl-Neelsen e outras colorações ácido-resistentes.
Diagnóstico
o Microscopia de fluorescência com auramina-rodamina →
Resultado negativo não exclui completamente a possibilidade de TB.
Escassez relativa dos microrganismos dentro dos tecidos.
o Biópsias repetidas podem ser necessárias → caso não seja possível: biópsia aspirativa por agulha fina.
o Incertezas quanto à relação diagnóstico vs. história: Exame clínico e radiológico deve ser realizado.
Confirmação laboratorial e o exame histopatológico minucioso são essenciais
o Cultura de microrganismos a prova absoluta da doença.
Melhores ferramentas para diagnóstico:
o Testes moleculares;
o Testes microbiológicos.
▪ Ex: Cultura e tubo indicador de crescimento micobacteriano.
Tratamento
Idêntico ao tratamento da Tuberculose sistêmica;
Combinação de 4 medicamentos: Isoniazida (INH), Rifampicina (RIF), Pirazinamida (PZA) e Etambutol (ETO)-
administrados todos os dias durante os primeiros 2 meses, seguidos por 4 meses adicionais com 3 medicamentos
(INH, RIF e etambutol);
o Múltiplos medicamentos? Sim, o patógeno pode tornar-se resistente (mutações) a tratamentos com
apenas um.
o Com essa terapia, observa-se resultados positivos em pacientes que também apresentam HIV;
Quimioprofilaxia: Pacientes que testaram positivo para o teste cutâneo PPD e sem sintomas nem sinais da doença
em estado ativo.
Celulite que penetra através da região submandibular;
o Geralmente se desenvolve a partir da disseminação de uma infecção aguda no
molar inferior
o Prevalente em pacientes imunodeprimidos
Manifestações clínicas
Podem acometer as regiões submandibular, sublingual e submentoniana;
Tumefação no pescoço - pescoço de touro;
Língua lenhosa;
Dor no pescoço e no soalho de boca;
Disfagia, disfonia, disartria, sialorréia e garganta dolorida;
Febre, calafrios e leucocitose;
Obstrução respiratória secundária ao edema da laringe;
Caso não seja tratada corretamente, pode causar infecção necrosante do mediastino, uma
condição grave e fatal.
Tratamento
No atendimento inicial, muitos clínicos administram corticoides sistêmicos, como a
dexametasona intravenosa (IV).
Antibióticos: Ceftriaxona intravenosa, penicilina, clindamicina ou cloranfenicol.
Aminoglicosídeos são administrados para os micro-organismos resistentes
Intervenção cirúrgica
Infecção altamente contagiosa causada por um vírus da família dos paramixovírus, gênero Morbillivirus.
Características Clínicas
Maioria dos casos: final do inverno e primavera;
Dissemina-se através de gotículas produzidas pela respiração;
Período de incubação: 14 dias;
Indivíduos afetados - infectantes quatro dias antes de se tornarem
sintomáticos e até quatro dias após o aparecimento da erupção
associada;
Vírus - associado à hiperplasia linfóide que envolve locais como
linfonodos, tonsilas, adenóides e placas de Peyer.
A infecção apresenta 3 estágios, cada um com duração de 3 dias
o Primeiro estágio: coriza, tosse, conjuntivite, febre e manchas de
Koplik
▪ Manchas de Koplik: Manifestação oral mais distinta observada
durante estágio inicial
▪ Focos de necrose epitelial, aparecendo como pequenas manchas branco-azuladas (ou “grãos de sal”)
circundadas por eritema
▪ Locais clássicos de envolvimento: mucosa labial e jugal e, mais raramente, palato mole
o Segundo estágio: febre persistente, manhcas de Koplik desaparecem, erupção maculopapular e eritematosa
(morbiliforme) inicia
▪ Envolvimento inicial: na face, com disseminação descendente para o tronco e extremidades
▪ Finalmente, observa-se uma erupção maculopapular eritematosa difusa, que tende a desaparecer sob
pressão
▪ Dor abdominal secundária ao envolvimento linfático não é rara.
o Terceiro estágio: febre termina, erupção começa a desaparecer - substituída por pigmentação acastanhada,
descamação da pele nas áreas previamente afetadas pela erupção
Características Histopatológicas
Manchas de Koplik → hiperparaqueratose com espongiose, disceratose e
células epiteliais gigantes sinciciais.
Células gigantes → nº de núcleos entre 3 e + de 25
Células epiteliais → coloração rósea nos núcleos ou, menos comumente, no
citoplasma
Microscopia eletrônica → inclusões constituem agregados microtubulares
característicos do paramixovírus
Envelhecimento das manchas → o epitélio apresenta intensa exocitose
neutrofílica → microabscessos, necrose epitelial e, finalmente, ulceração
Exame do epitélio adjacente à ulceração → sugestivas células gigantes sinciciais
Exame do tecido linfóide hiperplásico (estágio prodrômico) → frequentemente → alteração semelhante
Diagnóstico
Direto e com base na história e nas manifestações clínicas.
Confirmação laboratorial pode ter valor em casos isolados ou atípicos
Método mais comumente usado: Avaliação de anticorpos IgM em uma única amostra sanguínea. Os anticorpos
geralmente aparecem no período de um a três dias após o início do exantema e persistem por um ou dois meses
Confirmação mediante observação do aumento da titulação de IgG, cultura viral e RT-PCR também é possível
Tratamento e Prognóstico
Prevenção primária- essencial na redução da morbidade e mortalidade associada ao sarampo. A vacina é feita
com vírus vivo e atenuado;
Vacinação recomendada: primeira dose entre 12 a 15 meses de vida e a segunda dose entre as idades de quatro
a seis anos.
A vacina éaltamente eficaz, com mais de 99% dos pacientes desenvolvendo imunidade a longo prazo após o
recebimento das duas doses - NÃO há risco de sequela neurológica permanente e não há nenhuma evidência
científica que apoie um risco aumentado para autismo ou doença inflamatória intestinal
Pacientes sadios com sarampo: líquidos e antipiréticos que não contenham aspirina para alívio sintomático
Etiologia: HIV – Retrovírus responsável pela AIDS
Danifica o sistema imunológico, afetando principalmente linfócitos T CD4+
A presença do vírus HIV NÃO significa apresentar a doença AIDS
o A presença do vírus é encontrada principalmente na maioria dos
fluídos corporais.
Formas de transmissão: Contato sexual, exposição parenteral a sangue e
transmissão da mãe para o feto durante o período perinatal
Manifestações clínicas
1 a 6 semanas após exposição – Síndrome Viral Aguda (50% a 70% dos
pacientes infectados)
Sintomas: Linfadenopatia generalizada, dor de garganta, febre, erupção
maculopapular, cefaleia, mialgia, artralgia, diarréia, fotofobia, neuropatias
periféricas.
Alterações orais podem incluir eritema da mucosa e ulcerações focais.
Durante a síndrome viral aguda, em geral, a infecção pelo HIV não é
considerada ou investigada. Sucede-se um período assintomático variável:
o Alguns pacientes apresentam linfadenopatia generalizada persistente (LGP)
o Em outros (antes do desenvolvimento da AIDS), ocorre um período de febre crônica, perda de peso, diarreia,
candidíase oral, herpes zoster e/ou leucoplasia pilosa oral (LPO) – Quadro complexo relacionado a AIDS.
Lesões fortemente associadas a infecção pelo HIV
o Candidíase eritematosa, pseudomembranosa, quelite angular
o Leucoplasia pilosa
o Sarcoma de Kaposi
o Linfoma não-Hodgkin
o Doenças periodontais: eritema linear gengival, gengivite necrosante, periodontite necrosante
Lesões vistas na infecção pelo HIV
o Infecção bacteriana: Actinomyces israelii, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae
o Doença da arranhadura do gato
o Angiomatose
o Reações medicamentosas: ulcerações, eritema multiforme, reações liquenóides, epidermólise tóxica
o Lesões fúngicas, exceto candidíase
o Distúrbios neurológicos: paralisia facial e neuralgia trigeminal
o Estomatite aftosa recorrente
o Infecções virais: citomegalovírus e molusco contagioso
Manifestações Histopatológicas
Corte histopatológico corado pelo ácido periódico de Schiff (PAS)
revelando diversos microrganismos fúngicos implantados na camada
superficial de queratina
Epitélio oral exibindo hiperparaqueratose e uma faixa de “células
balonizantes” na camada espinhosa superior. Em maior aumento se
observa células epiteliais, exibindo núcleo em colar de pérolas.
Tratamento
Deve ser iniciado assim que o diagnóstico for realizado
o Terapia antirretroviral
Existem 22 medicamentos, podendo ser: Inibidores nucleosídeos de
transcriptase reversa, Inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa,
Inibidores da protease, Inibidores de entrada e Inibidores da integrase.
O tratamento torna o HIV quase indetectável em muitos pacientes. Apesar
de ainda não haver a cura, o tempo de sobrevida está aumentando cada vez
mais, resultado do diagnóstico precoce e do tratamento