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Anatomia 
 
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ANATOMIA MIOLÓGICA 
Generalidades 
A maior parte dos músculos esqueléticos estende-se de um osso para outro e cruza pelo 
menos uma articulação. A contração muscular provoca o movimento, puxando um dos 
ossos na direção do outro, por cima de uma articulação móvel. Alguns músculos da face, 
no entanto, não estão inseridos no osso nas duas extremidades mas sim no tecido 
conjuntivo da pele e movem a pele quando se contraem. 
Os músculos inserem-se nos ossos e noutros tecidos conjuntivos pelos tendões. Um 
tendão muito largo chama-se aponevrose. Na descrição de um músculo refere-se que a 
sua inserção de origem é normalmente a extremidade do músculo inserida no mais fixo 
dos dois ossos (proximal), e a sua inserção terminal a extremidade do músculo inserido 
no osso que sofre maior movimento (distal). A porção mais larga do músculo, entre a 
origem e a inserção, é o corpo ou ventre. Alguns músculos têm múltiplas inserções 
(proximais) e uma inserção (distal) comum, e deles se diz que têm múltiplas cabeças (caso 
do bicípite, com duas cabeças). 
 
 
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A maior parte dos músculos funciona como elementos de um grupo que desempenha 
movimentos específicos. Mais ainda, muitos músculos são elementos de mais de um 
grupo, consoante o tipo de movimentos considerados. Por exemplo, a parte anterior do 
deltoide entra em acção com os flexores do braço, enquanto que a parte posterior 
funciona com os extensores do mesmo. 
 
 
A maior parte dos movimentos resultam da ação 
conjunta (sinergética) de vários músculos; esses 
músculos designam-se por agonistas e os 
músculos que trabalham em oposição a outros 
músculos, movendo uma estrutura na direção 
oposta, são antagonistas. O braquial anterior e o 
bicípite braquial são agonistas na flexão do 
antebraço; o tricípite braquial é o antagonista – 
faz a extensão do antebraço. Se, num grupo de 
agonistas, existe um músculo que desempenha o 
papel principal no desempenho de determinado 
movimento, ele chama-se o músculo principal. 
Outros músculos, chamados fixadores, podem estabilizar uma ou mais articulações 
cruzadas pelo principal. O extensor dos dedos é o principal responsável pela extensão dos 
dedos. O grande palmar e o cubital anterior são os fixadores que evitam que o punho faça 
extensão ao mesmo tempo que os dedos. 
 
 Anatomia 
 
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Formas dos músculos 
Os músculos têm uma grande variedade de formas; a forma de um dado músculo 
determina o grau em que um músculo se consegue contrair e a quantidade de força que 
pode gerar. O grande número de formas musculares pode ser agrupado em quatro tipos, 
de acordo com a orientação dos feixes musculares: peniforme, paralelo, convergente e 
anular. Alguns músculos têm os feixes dispostos como barbas de uma pena ao longo de 
um tendão comum e por isso se chamam músculos de tipo peniforme. Um músculo que só 
tem feixes de um dos lados do tendão é de tipo semipeniforme, se tiver feixes dos dois 
lados do tendão central é multipeniforme. 
 
Imagem: Músculo com várias disposições peniformes. 
 
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A disposição peniforme permite que um grande número de feixes se insiram num único 
tendão, concentrado neste a força da contração. Os músculos que fazem a extensão da 
perna são exemplo de músculos multipeniformes (ver o quadro 11-19). Em outros 
músculos, chamados paralelos, os feixes dispõem-se paralelamente ao eixo longo do 
músculo. 
 
Imagem: Músculo com várias orientações fasciculares. 
Em consequência disso, o músculo encurta mais que o músculo peniforme, porque os 
feixes estão em linha resta com o tendão; no entanto contraem-se com menos força, 
porque do total de feixes poucos se inserem no tendão. Um exemplo é o músculo infra-
hioideu.(ver o quadro 11-4 e imagem músculos do pescoço). Nos músculos convergentes, 
como o deltoide, a base é muito mais larga do que a inserção distal, dando aos músculo 
uma forma triangular e permitindo-lhe contrair-se com mais força do que a produzida num 
músculo paralelo. 
Os músculos podem ter formas específicas, como quadrangular, triangular, romboide ou 
fusiforme. 
 
Imagem: Músculos com diversas formas. 
 
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os músculos podem também ter componentes múltiplas, como dois ventres ou duas 
cabeças. O digástrico tem dois ventres separados por um tendão, enquanto que o bicípite 
tem duas inserções na sua origem (proximal) (cabeças) e uma única inserção distal 
 
Imagem: Músculos com várias componentes. 
 
Imagem: Músculos do pescoço. 
 
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Numenclatura 
Os músculos designam-se de acordo com a sua localização, tamanho, forma, orientação 
dos feixes, inserções de origem e terminações, número de cabeças ou função. O 
reconhecimento da natureza descritiva dos nomes dos músculos torna mais fácil a 
aprendizagem destes nomes. 
1. Localização. Alguns músculos são designados de acordo com a sua localização. Por 
exemplo os peitorais localizam-se no tórax (vulgo ”peito”)., o glúteo na nádega e o 
braquial anterior localiza-se no braço. 
 
2. Tamanho. Os nomes dos músculos pode também referir-se ao tamanho relativo dos 
músculos. Por exemplo, o grande glúteo é o maior músculo da nádega e o pequeno 
glúteo é o mais pequeno dos glúteos. Um músculo longo é mais comprido que um 
músculo curto. 
 
3. Forma. Alguns músculos designam-se a partir da sua forma. O deltoide (triângulo) é 
triangular, o quadrado dos lombos é quadrangular e os músculos redondos são 
redondos. 
 
4. Orientação. Os músculos também se designam de acordo com a sua orientação 
fascicular. Um recto (direito) tem os feixes musculares que correm ao longo do corpo, 
enquanto que os feixes de um músculo oblíquo se dispõe obliquamente ao eixo 
longitudinal do corpo. 
 
5. Inserções de origem e terminações. Os músculos podem ser nomeados de acordo 
com as suas inserções de origem e terminações. O esternocleidomastoideu tem origem 
no esterno e clavícula e insere-se na apófise mastoideia do osso temporal. O longo 
supinador foi outrora designado por úmero estilorradial: tem origem no úmero e termina 
no rádio. 
 
6. Número de cabeças. O número de cabeças (feixes independentes) de um músculo 
pode também ser utilizado para nomear o músculo. Um músculobicípite tem duas 
cabeças e um tricípite tem três cabeças. 
 
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7. Função. Os músculos também se designam de acordo com a sua função. Um abdutor 
afasta uma estrutura da linha média e um adutor move uma estrutura na direção da 
linha média. O masséter (amassar) é um músculo da mastigação. 
 
MÚSCULOS 
Mastigação 
O mascar, ou mastigar, envolve obrigatoriamente o encerrar da boca (elevação da 
mandíbula) e a trituração dos alimentos entre dentes (excursão mediana e lateral da 
mandíbula). Os músculos da mastigação e os músculos hioideus movem a mandíbula 
(Quadros 11-3 e 11-4; Figuras 11-8 e 11-9). Os elevadores da mandíbula são dos 
músculos mais fortes do corpo e trazem voluntariamente os dentes da mandíbula contra os 
das maxilas, de modo a esmagar os alimentos. Uma ligeira depressão mandibular implica o 
relaxamento dos elevadores da mandíbula e a ação da gravidade. Abrir bem a boca exige 
a intervenção dos depressores da mandíbula; e embora os músculos da língua e o 
bucinador não estejam envolvidos no processo de mastigação propriamente dito, eles 
ajudam a mover os alimentos dentro da boca e mantê-los seguros entre os dentes. 
 
 
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MÚSCULOS DO MEMBRO SUPERIOR 
Os músculos do membro superior são os que fixam o ombro e cintura escapular ao tronco, 
e os que se localizam no braço, antebraço e mão. 
Movimentos Escapulares 
A principal fixação do membro superior ao tronco é efetuada pelos músculos (quadro 11-11 
e Figura 11-19). Os músculos que fixam a omoplata ao tórax são o trapézio, o angular da 
omoplata, os romboides, grande e pequeno, o dentado anterior e o pequeno peitoral. 
Estes músculos movem o ombro, permitindo um amplo leque de movimentos do membro 
superior, ou atuam como fixadores que mantêm o ombro firmemente em posição quando 
se contraem os músculos do braço. Os músculos superficiais que atuam no ombro podem 
ser facilmente observados numa pessoa; o trapézio forma a linha superior que vai de cada 
ombro para o pescoço, e a origem do dentado anterior nas primeiras oito ou nove costelas 
pode ser observada na parede lateral do tórax. 
 
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Movimentos do braço 
O braço está fixado ao tronco pelo grande peitoral e pelo grande dorsal (quadro 11-12 e 
Figura 11-20; ver a figura 11-19, B). Observe que no quadro 11-12 o grande peitoral está 
assinalado como flexor, mas também como extensor. Este músculo flete o braço estendido 
e estende o braço fletido. Experimente em si próprio estes movimentos e observe a 
posição e ação do músculo. O deltóide também está assinalado no quadro 11-12 como 
flexor e extensor. O deltóide é como se fossem três músculos num: as fibras anteriores 
fletem o braço; as laterais fazem a abdução do braço, e as posteriores fazem a extensão. 
O deltóide é parte integrante do grupo de músculos que fixam o úmero à omoplata. No 
entanto, os principais músculos de sustentação da cabeça do úmero na fossa glenoideia 
chamam-se os músculos da manga ou coifa dos rotadores (listados separadamente no 
quadro 11-12) porque formam uma coifa ou manga sobre o úmero proximal (figura 11-21). 
 
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Uma lesão da manga dos rotadores implica a lesão de um ou mais destes músculos ou dos 
seus tendões, habitualmente do músculo supra-espinhoso. Os músculos que movem o 
braço efetuam a flexão, extensão, abdução, adução, rotação e circundação (quadro 11-13). 
A abdução do braço é feita pelo deltóide, músculos da coifa dos rotadores e trapézio. A 
abdução nos primeiros 90º a partir da posição anatómica (até a mão ficar ao nível do 
ombro) é quase inteiramente efetuada pelo deltóide. Coloque a mão no seu deltóide e 
sinta-o a contrair-se até à abdução a 90º. A abdução dos 90º aos 180º de modo a levantar 
a mão bem acima da cabeça, implica primariamente uma rotação da omoplata, feita pelo 
trapézio. Sinta o angulo inferior da omoplata à medida que faz a abdução até 90º e depois 
até aos 180º. Existe uma grande diferença. No entanto a abdução de 90º a 180º não é 
possível se a cabeça do úmero não for firmemente mantida na cavidade glenoideia pelos 
músculos da manga dos rotadores. A lesão do supre-espinhoso pode impedir uma 
abdução superior a 90º. 
 
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Movimentos do antebraço 
Flexão e extensão do antebraço 
A extensão do braço é realizada pelo tricípite braquial e pelo ancónio; a flexão é feita 
pelo braquial anterior, bicípite braquial e longo supinador (quadro 11-14; Figura 11-24). 
Supinação e pronação 
A supinação do antebraço é feita pelo curto supinador e pelo bicípite braquial (ver figura 
11-24, B). a pronação é função do quadrado pronador e do redondo pronador (figura 11-
25, A e C).Anatomia 
 
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Movimentos do punho, mão e dedos 
Os músculos do antebraço podem dividir-se nos grupos anterior e posterior (quadro 11-15; 
ver a Figura 11-25). A maior parte dos músculos anteriores do antebraço são responsáveis 
pela flexão do punho e dos dedos da mão. A maior parte dos músculos posteriores do 
antebraço fazem extensão do punho e dedos. 
Músculos extrínsecos da mão 
Os músculos extrínsecos da mão têm origem no antebraço mas têm tendões que se 
inserem na mão. Uma banda forte de tecido conjuntivo fibroso cobre os tendões flexores 
(ligamento anular anterior do carpo) e extensores (ligamento anular posterior do carpo) e 
segura-os no seu lugar em torno do punho, de modo a não se “enlaçarem” durante a 
contração muscular. Dois dos principais músculos anteriores, o grande palmar e o cubital 
anterior, fazem a flexão do punho; três músculos posteriores, o longo radial ou 1º radial 
externo, o curto radial ou 2º radial externo e o cubital posterior fazem a extensão do 
punho. Os flexores e extensores do punho são visíveis nas superfícies anterior e posterior 
do antebraço. O tendão de grande palmar é um importante ponto de referência porque o 
pulso da artéria radial se pode sentir logo para fora do tendão (ver figura 11-25, A). A 
flexão dos quatro dedos internos (2º a 5º) é função do flexor comum superficial dos 
dedos e do flexor comum profundo dos dedos. A extensão é feita pelo extensor 
comum dos dedos. Os tendões deste músculo são muito visíveis no dorso da mão. O 
dedo mínimo tem um flexor e um extensor suplementares, o flexor próprio do dedo 
mínimo e o extensor próprio do dedo mínimo. O indicador tem também um extensor 
suplementar, o extensor próprio do indicador. 
O movimento do polegar é executado em parte pelo longo abdutor do polegar, pelo 
longo extensor do polegar e pelo curto extensor do polegar. Estes tendões formam os 
lados de uma depressão na face posterolateral do punho, a chamada “tabaqueira 
anatómica”. Quando se usava o rapé, colocava-se uma pitada na tabaqueira anatómica, 
inalando-a depois pelo nariz. 
 
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Músculos intrínsecos da mão 
Os músculos intrínsecos da mão estão inteiramente na mão (quadro 11-16 e figura 11-
26). A abdução dos dedos é efetuada pelos interósseos dorsais e pelo abdutor do dedo 
mínimo, enquanto qua a adução é uma função dos interósseos palmares. O curto flexor 
do polegar, o curto abdutor do polegar e o oponente do polegar formam uma 
proeminência carnuda na base do polegar chamada eminencia thenar. O abdutor do 
dedo mínimo, curto flexor do dedo mínimo e oponente do dedo mínimo constituem a 
eminencia hipothenar no lado cubital da mão. Os músculos thenares e hipotenares estão 
implicados no controle dos movimentos do polegar e dedo mínimo. 
 
 
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MÚSCULOS DO MEMBRO INFERIOR 
Movimentos da coxa (Anca) 
Diversos músculos da coxa têm a sua origem na anca e inserem-se no fémur (quadro 11-
17 e Figuras 11-28 e 11-29). Estes músculos podem dividir-se em três grupos: anterior, 
posterolateral e profundo. Os músculos anteriores, íliaco e grande psoas, fazem a flexão 
da coxa. Como estes músculos partilham uma inserção comum e produzem o mesmo 
movimento, são muitas vezes designados por psoas ilíaco. Quando a coxa esta fixada, o 
psoas ilíaco faz a flexão do tronco sobre a coxa. Por exemplo, é um facto que o psoas 
ilíaco desempenha a maior parte do trabalho quando uma pessoa se senta. 
Os músculos posterolaterais que movimentam a coxa são os glúteos (músculos da anca, 
ditos iliofemorais) e o tensor da fáscia lata. O grande glúteo contribui com a maior parte 
da massa muscular que os nossos olhos constitui as nádegas; o pequeno e o médio 
glúteo, lugar habitual de injeções, criam uma massa mais pequena logo acima e ao lado 
do grande glúteo. Este funcionamento na sua máxima força para a extensão da coxa 
quando a anca está fletida num angulo de 45º de modo a permitir um estiramento ótimo do 
músculo. Esta informação é tida em conta pelos velocistas na posição de partida e pelos 
ciclistas de competição na sua postura. 
Os músculos profundos da anca funcionam como rotadores externos da coxa (ver quando 
11-17). Além dos músculos da anca, alguns dos músculos que movimentam a coxa têm 
origem na anca (quadro 11-18, ver quadro 11-19). Há três grupos de músculos, com base 
 
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na sua localização na coxa: o anterior, que faz a flexão; o posterior, que faz a extensão; e o 
interno, que faz a adução da coxa. 
 
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Movimentos da perna 
Os músculos anteriores da coxa são o quadricípite crural e o costureiro (sartorius) 
(quadro 11-19 e figura 11-29, A). O quadricípite femoral consiste de facto em quatro 
músculos: o recto anterior, o vasto externo, o vasto interno e o crural. O vasto externo 
é por vezes utilizado como local de injeções, especialmente nas crianças que podem não 
ter bem desenvolvidos os deltóides ou os glúteos. Os músculos do quadricípite crural têm 
 
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uma inserção comum por um tendão que tem o mesmo nome do músculo, na base e nos 
bordos laterais da rótula. O ligamento rotuliano é uma extensão do referido tendão do 
quadricípite crural em direção à tuberosidade tibial. O ligamento rotuliano é o ponto em que 
se bate com um martelo de borracha para testar o reflexo chamado precisamente rotuliano 
durante o exame objetivo. 
O costureiro é o músculo mais comprido do corpo humano, cruzando do lado externo da 
anca para o interno do joelho. Quando se contrai, faz a flexão da coxa e da perna e a 
rotação externa da coxa. Este movimento é o necessário para cruzar a perna. O grupo 
interno dos músculos está envolvido principalmente na adução da coxa (figura 11-29,B). 
Os músculos posteriores da coxa designam-se coletivamente por isquiotibiais e são o 
bicípite crural, o semimembranoso e o semitendinoso (ver quadro 11-29; Figura 11-30). 
Os seus tendões podem facilmente ser observados e palpados na face interna e externa de 
um joelho ligeiramente fletido. 
 
Movimentos do tornozelo, pé e dedos do pé 
Os músculos da perna que movem o tornozelo e o pé estão descritos no quadro 11-20 e 
ilustrados na figura 11-31. Estes músculos extrínsecos do pé podem dividir-se em três 
grupos, cada um deles localizado em compartimentos separados na perna (figura 11-32): 
 
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compartimento anterior, posterior e externo. Os músculos anteriores estão implicados na 
flexão do pé e na extensão dos seus dedos. 
Os músculos superficiais do compartimento posterior, os gémeos e o solhar, formam a 
“barriga” da perna (ver figura 11-27). Juntam-se com o plantar delgado para formar um 
tendão comum, o tendão de Aquiles (ver figura 11-31, C) estes músculos estão 
implicados na extensão do pé. Os músculos profundos do compartimento posterior fazem a 
extensão e a inversão do pé e flexão dos dedos. Os músculos externos são primariamente 
eversores do pé, mas também ajudam na extensão. 
Os músculos intrínsecos do pé, localizados no próprio pé (quadro 11-21; figura 11-33) 
fazem a flexão, extensão, abdução e adução dos dedos. Dispõem-se de maneira 
semelhante aos músculos intrínsecos da mão. 
 
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MÚSCULOS DO TRONCO 
Músculos que movem a coluna vertebral 
Os músculos que fazem a extensão, abdução e rotação da coluna vertebral podem dividir-
se em profundos e superficiais. (quadro 11-7). De uma maneira geral, os músculos 
profundos estendem-se de vertebra para vertebra, enquanto que os músculos superficiais 
se estendem das vertebras para as costelas. Nos seres humanos, estes músculos do dorso 
são muito fortes para manter a postura ereta. Os músculos das goteiras vertebrais 
originam-se numa massa comum ou musculo sacro-ílio-lombar que da origem a dois 
músculos, o iliocostal, e o longo dorsal; neste grupo temos ainda os músculos 
espinhais. O grupo dos longos constitui a mais importante massa muscular da parte 
inferior do dorso (figura 11-13). 
 
 
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Músculos torácicos 
Os músculos do tórax estão quase totalmente envolvidos no processo respiratório. São 
quatro os principais grupos musculares associados à grelha costal (quadro 11-8 e figura 
11-14). Os escalenos elevam as duas primeiras costelas durante a inspiração. Os 
intercostais externos também elevam as costelas durante a inspiração. Os intercostais 
internos e os triangulares do esterno contraem-se durante a expiração forçada. 
No entanto o principal movimento produzido durante a respiração normal é desempenhado 
pelo diafragma (ver figura 11-14, A). Quando relaxado este tem a forma de cúpula; quando 
se contrai, a cúpula achata-se, levando ao aumento de volume da caixa torácica, o queresulta na inspiração. Se esta cúpula de músculo-esquelético ou o nervo frénico que a 
serve estiverem seriamente danificados, a quantidade de ar trocada nos pulmões pode ser 
tao pequena que o individuo pode morrer a menos que seja ligado a um ventilador. 
 
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Parede abdominal 
Os músculos da parede abdominal anterior (quadro 11.9) fletem e rodam a coluna 
vertebral. A contração dos músculos abdominais com a coluna vertebral fixada diminui o 
volume da cavidade abdominal e da cavidade torácica, podendo auxiliar funções como a 
respiração forçada, vómito, defecação, micção e parto. O entrecruzamento dos músculos 
abdominais cria uma parede abdominal anterior forte que segura e protege as vísceras 
abdominais. 
Numa pessoa relativamente musculosa com pouca gordura é visível uma linha vertical que 
se estende da área do apêndice xifoideu do esterno, passando pelo umbigo, até ao púbis. 
Esta zona tendinosa da parede abdominal desprovida de musculo, a linha branca, chama-
se assim porque consiste mais em tecido conjuntivo branco do que em musculo (figura 11-
15). De cada lado linha branca está o grande recto do abdómen. 
As intersecções tendinosas atravessam os rectos do abdómen em três ou, por vezes, 
mais localizações, levando a que a parede abdominal de uma pessoa bem musculada surja 
como que segmentada. Lateralmente ao recto do abdómen está a linha semilunar (linha 
em forma de meia lua ou de crescente); lateralmente a esta estão três camadas 
musculares (ver figura 11-17). De superficial para profundo estes músculos são o obliquo 
abdominal externo, o obliquo abdominal interno e o transverso do abdómen. 
 
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MECÂNICA ARTICULAR do ombro, cotovelo, punho e mão. 
Movimentos: 
SEGMENTO ARTICULAÇÃO MOVIMENTOS 
BRAÇO OMBRO Flexão, extensão, hiperextensão, adução, 
abdução, rotação interna e externa, circundação. 
ANTEBRAÇO COTOVELO Flexão, extensão, pronação, supinação. 
MÃO PUNHO Flexão, extensão, desvio radial, desvio cubital, 
circundação. 
 
DEDOS Mão 
METACARPOFALANGICA 
 
INTERFALANGICA 
Flexão, extensão, adução, abdução, circundação. 
 
Flexão, extensão. 
 
POLEGAR 
CARPOMETACÁRPICA 
 
METACARPOFALÂNGICA 
Flexão, extensão, adução, abdução, oposição, 
circundação. 
Flexão, extensão. 
 
 
BRAÇO: 
 
Flexão/extensão Hiperextensão Abdução/Adução Rotação interna Rotação externa 
 
 
 
 
 
 Anatomia 
 
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ANTEBRAÇO e PUNHO: 
 
 
 
DEDOS da MÃO: 
 
 
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